. Bem-vindos ao Portistas de Bancada - UEFA CHAMPIONS LEAGUE FANTASY FOOTBALL: Já está criada a liga Portistas de Bancada desta nova época, aceda a esta liga através do código 96295-19616 para participar neste famoso passatempo - OPINIÃO DA BANDCADA: 11 de Luxo: Qual a melhor serie? É esta a pergunta que está na barra lateral à espera da Opinião da Bancada

30 Abril 2007

Uma questão de números

Por Menphis
Sempre ouvi dizer que os números não mentem.

As estatísticas são frias, indesmentíveis, e não se contradizem, e contra elas existem poucos argumentos.

Podem-se fazer muitas comparações teóricas, compararem os sistemas tácticos das equipas, as características, os pontos fortes e pontos fracos das mesmas, tentando perceber o seu modo de encarar as partidas, mas os números são a prova real daquilo que uma equipa consegue explanar em campo.

Um jornal desportivo, no outro dia, revelou os números e eu tentei fazer uma comparação das duas equipas do FCP nestes 2 últimos anos: Co Adriaanse vs Jesualdo Ferreira.

Quem ganhará? Será o carrossel louco ofensivo do holandês ou a preocupação pela consistência defensiva do professor?

Co Adriaanse afirmou na pré-época que queria ver a equipa a marcar 60 a 70 golos por época, queria revolucionar o futebol atacante da equipa, dizendo que a sua época anterior teria sido um mau ano em golos marcados, e que a promessa de ver a equipa marcar muitos golos não teria sido cumprida.

De facto, o futebol praticado no ano passado só tinha um pensamento e um objectivo, o risco e o jogar no “fio da navalha” defensivamente, em troca de uma avalanche ofensiva eram das características mais marcantes de uma equipa que conquistou tudo nacionalmente, mas fracassou e envergonhou o seu passado glorioso na “Champions League".

Na defesa só se jogava com 3 elementos, sem complicar e com um nível de concentração altíssimo e não se admitia, nem se aconselhava, falhas sujeitando a que o guarda-redes tivesse, muitas vezes, sozinho que enfrentar os seus adversários. Aliás, esse mesmo guarda-redes, além de ter as funções de libero, era sempre o primeiro homem a começar as jogadas de ataque da equipa.

No meio campo, apenas um tinha a missão de defender e depois o resto tinha a preocupação de fazer chegar a bola à frente o mais rápido possível para que os atacantes fossem bem servidos.

No ataque, eram muitos elementos, mas não quer dizer que marcassem muitos golos, aliás até me lembro que muita gente na área só estorvava, quando Adriaanse começou a fazer recuar um elemento mais para trás, naquele caso foi Anderson que começou a surgir na cabeça da área, Adriano sozinho resolvia tudo.

Jesualdo Ferreira optou por construir uma equipa de trás para a frente, com consistência defensiva, a jogar mais no calculismo, sem riscos, mas querendo sempre impor a sua personalidade, o seu domínio, e a qualidade técnica dos jogadores.

Na defesa, Jesualdo Ferreira coloca sempre 4 elementos, com laterais mais atrevidos ofensivamente, a subirem mais e a participarem mais nas jogadas ofensivas da equipa.

A equipa "encolheu" mais, as linhas jogam agora mais próximas e não tão largo como se fazia antigamente.

Os jogadores do meio-campo estão mais perto da baliza e, na parte final da época, já existe um nº 10 mais solto sempre disposto a moer a cabeça dos seus adversários.

Mas se uma equipa ataca mais e a outra gosta de defender mais seguramente, então, teoricamente, poderíamos calcular que Adriaanse teria mais golos marcados e Jesualdo menos golos sofridos.

Puro engano, os números não mentem, eles estão aí para provar que essa teoria está errada.

Nestas jornadas decorridas, a equipa liderada por Jesualdo Ferreira tem mais golos marcados do que a época anterior.

Tendo em conta, que ainda faltam 3 jornadas para o fim, aquilo que o holandês se propunha já foi cumprido com distinção, o que denota um melhor aproveitamento das oportunidades da equipa.

Mas defensivamente, Jesualdo já sofreu mais golos do que aqueles que a equipa comandada pelo holandês encaixou, mas uma equipa que está em primeiro lugar e com o título cada vez mais à vista, pode-se dizer que não é motivo para apreensão.

Em suma, a equipa que corria mais riscos defensivamente, sofreu menos golos, na minha óptica vejo isso como um sinal claro de uma concentração maior, por receio de falhar, por parte da defesa do FCP. A equipa que criava mais oportunidades para o golo marcou menos, o que significa que, nem sempre jogar só ao ataque, dá golos. Curioso é verificar que os plantéis são compostos quase pelos mesmos jogadores, e a equipa base não varia muito, a culpa, como dizia o outro, é do sistema.

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28 Abril 2007

Que sirva de aviso

Por Zirtaev
Boavista 2-1 FCporto
R.Silva 15', Zé Manuel 50' e Lucho 71'

Qualquer campeão, ou pretendente a campeão, tem direito a ceder uma derrota, a ter um dia mau, mas tudo depende de como ela é cedida e o que se viu neste jogo é algo absolutamente inexplicável. A culpa não pode morrer solteira, ela tem de ir directamente para quem comanda a equipa, para quem é responsável por ela durante a semana, para quem é responsável por fazer os jogadores entrarem com espírito de campeões e para quem tem a responsabilidade de alterar o que está mal durante o jogo. Se os imprevistos podem alterar por completo uma estratégia delineada durante os vários treinos que antecedem a partida, já o que está errado durante jogo, e que está à vista de todos, sem que o responsável nada faça para alterar, é algo que já não se pode compreender. Mas é evidente que um treinador não pode levar com todas as culpas sozinho, se os jogadores não mostrarem raça, empenho e trabalho, por vezes pouco se pode fazer, e hoje terá sido um pouco de tudo isto que aconteceu.

Sabíamos qual o tipo de futebol do adversário, um estilo durão e raçudo, bem à imagem do seu treinador, uma equipa que tem como única virtude a sua entrega, virtude essa disfarçada só com alguma técnica de dois ou três jogadores. Aceitamos que a equipa inicial do FCPorto deveria ser, mais jogador, menos jogador, a dos últimos jogos, que boa conta de si deu. Mas a partir do momento que se viu que o meio campo azul-e-branco estava em clara inferioridade e que lhe faltava a dureza necessária para enfrentar o muito combativo meio-campo do Boavista, coadjuvado por um árbitro complacente, algo teria de ser alterado. E isso, todos vimos logo nos primeiros minutos com o FCPorto a ver jogar, a errar passes, a perder bolas, a nem sequer passar do seu meio-campo. Algo estava mal, algo tinha de ser mudado e a somar a tudo isso tivemos uma defesa que, após alguns lances mais apertados, parecia tremer quando a bola se aproximava, nascendo assim o primeiro golo dos homens da casa logo aos 15 minutos, sem qualquer culpa para Helton, com o normalmente imponente Bruno Alves a deixar-se antecipar.

Esperava-se uma reacção do FCPorto, mas essa foi ténue por parte dos jogadores, já do banco foi inexistente. O jogo foi-se arrastando até ao final da primeira parte, apenas havendo a salientar uma ou duas grandes defesas do Helton, que hoje fez uma excelente exibição. Arrastando-se também foram os jogadores portistas, com especial destaque para Postiga, e isto com os do Bessa a controlarem a seu belo prazer.

Para a segunda parte o inexistente Postiga foi finalmente substituído por Anderson, mas o meio-campo portista continuava perdido, já que o substituto de Postiga foi para o seu lugar no ataque. Continuava o frágil Jorginho entre os duros do Boavista, que chegavam e sobravam para um Lucho e Meireles abandonados à dureza do seu trabalho. De qualquer das formas notou-se que o FCPorto tinha entendido que uma derrota poderia ser um grande passo atrás na conquista do grande objectivo final e já se viu mais querer, apesar de muito inconsequente e num lance de contra-ataque, como que a fazer crer que existem dias em que tudo acontece, os boavisteiros acabam por marcar o seu segundo golo.

Só depois do Lisandro entrar, a mais ou menos meia hora do fim, e com o recuo de Anderson para o meio campo, começou-se a ver mais FCPorto e numa excelente desmarcação de Adriano, este é rasteirado dentro da área. Penaltie que Lucho concretiza e reduz para 2-1. Renascia a esperança num melhor resultado, até porque o guarda-redes adversário foi expulso, passando os da casa a jogar com menos um jogador. A partir daí só deu FCPorto e foi com naturalidade que se foram vendo lances de algum perigo perto da baliza adversária, mas que nasciam de jogadas pouco pensadas, sem muito discernimento, em que apenas Anderson parecia querer colocar ordem à casa. Via-se que o coração já pensava mais que a cabeça, via-se que só por muita sorte se poderia chegar sequer ao empate. E assim terminou o jogo com o FCPorto a jogar, desde a saída de Cech para entrar Renteria, apenas com três defesas no desespero de chegar ao golo.

Quaresma merece que lhe dedique umas linhas, ou melhor, se calhar, e pelo que fez hoje, não merecia sequer que o referisse, mas cá vai. Existem jogadores pelos quais nada ou pouco esperamos e se estes falham, quase nem ligamos. Mas Quaresma é um grande jogador capaz de coisas incríveis, capaz de estar um jogo até muito apagado e de um momento para o outro resolvê-lo em favor da sua equipa. Mas o Quaresma de hoje, mesmo que resolvesse o jogo num desses lances, teria de levar uma nota muito negativa. Negativa por só jogar para si, desrespeitando o trabalhos dos outros, negativa por ter perdido um sem número de bolas infantilmente, negativa por nada ajudar na defesa e negativa por ter levado um cartão amarelo completamente desnecessário que o impede de ser opção no próximo jogo (tal como Bruno Alves). O Quaresma de hoje foi para mim o pior em campo, o Quaresma de hoje não tem lugar em nenhuma equipa desta primeira liga.

Agora mais que nunca o derby de hoje assume uma grande importância para o FCPorto, já que um empate manteria os dois mais directos competidores à distância. Mas o FCPorto continua em primeiro, seja qual for o resultado, e continua a depender de si próprio. Só espero que tenha servido de aviso o que se passou no Bessa, para que não tenha de depender dos outros.


PARABÉNS HEXA-CAMPEÕES

Parabéns à equipa de hóquei em patins do FCPorto pelo hexa-campeonato ganho ontem no pavilhão de Fânzeres, tendo vencido pela terceira vez o Benfica neste fase final do campeonato. Desta feita foi por um concludente 5-0.

PS: Na Opinião da Bancada está uma nova questão. Responda já aqui:
Porque perdeu o FCPorto no Bessa?
Pouco empenho da equipa
Táctica inicial desajustada
Treinador mexeu mal na equipa
Falta de sorte
Por culpa do arbitro
O adversário foi melhor

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Se vencermos, bi à vista

Por Zirtaev
A contagem decrescente continua na conquista do bi. Segue-se o xadrez do Bessa como obstáculo, com uma possível casa cheia de adeptos do FCPorto, já que o Boavista acedeu a baixar o preço dos bilhetes para o jogo, restando saber porque só neste jogo os seus sócios entram de graça. Esta partida, tal como as anteriores assume-se como muito importante, mas este derby tripeiro tem algo de diferente, antecede precisamente o derby alfacinha que coloca frente a frente os mais directos perseguidores, o que implica a perda necessária de pontos por parte destes, podendo com isso e com uma vitória, o FCPorto reforçar a sua liderança, além de que, com esta vitória, seja qual for o resultado da Luz, bastará aos azuis-e-branco apenas vencer os jogos no Dragão.

Visitando o FCPorto um rival da invicta, este derby não se antevê nada fácil. Miguel Sousa Tavares, na sua crónica desta semana num jornal desportivo lisboeta dizia que «no Bessa, o FC Porto tem um jogo terrível: como todos os portistas sabem, o Boavista pode não estar a jogar nada, como é o caso, pode, como quase sempre, facilitar a vida aos grandes de Lisboa, mas bater-se contra o FC Porto como se se tratasse de uma questão de vida ou morte, isso eles não falham.». Tem toda a razão Sousa Tavares, para o fraco Boavista deste campeonato este será o jogo do ano e Jaime Pacheco, que já tem guia de marcha do clube axadrezado, juntamente com os seus jogadores quererão mostrar obra feita e nada melhor que uma vitória contra o rival da invicta.

Os jogadores do FCPorto estão avisados quanto às dificuldades que irão encontrar, além de que sabem que a vitória neste jogo, dado o jogo do dia seguinte, pode definir o campeonato de uma vez por todas, já a perca de pontos fará os portistas terem de ver o jogo do dia seguinte com o “coração nas mãos”. Apesar da mais valia do FCPorto, comparativamente com o Boavista, os imponderáveis podem acontecer e a concentração deverá ser total em busca da vitória.

O onze inicial do FCPorto não deverá sofrer grandes alterações em relação ao último jogo. Jesualdo Ferreira terá apenas que incluir Marek Cech a defesa esquerdo já que Fucile se lesionou (já não aparecia uma lesão há muito tempo). Raúl Meireles assumirá novamente as principais funções do meio-campo defensivo. Apesar do regresso de Lisandro Lopez no último jogo, se o professor seguir a mesma linha dos jogos anteriores, o argentino ficará, pelo menos, mais este jogo apenas como arma para o segundo tempo. Já Anderson não parece ainda estar com o ritmo desejável para iniciar o jogo na equipa principal. Assim o onze que se prevê será:


O bi está aí, só depende da equipa e de como ela encarar este e os jogos seguintes. Os adeptos terão também um importante papel nesta conquista. A invasão pacífica do Bessa e a consequente pintura de azul-e-branco daquelas bancadas fará com que os jogadores se sintam em casa neste que é talvez o jogo mais importante dos que faltam. Quem poder que não falte a ajudar na conquista de mais esta vitória.

“Quando alguém se atrever a sufocar
O grito audaz da tua ardente voz
Oohh porto então verás vibrar
A multidão num grito só de todos nós!”

PORTO!!! PORTO!!! PORTO!!!

Boavista - FCPorto, 21H15 - TVI

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27 Abril 2007

Porto e FC Porto

Por Nuno Nasoni
Sendo portuense por nascimento, e portista por opção, sempre me habituei a encarar com naturalidade a associação que é feita entre a cidade e o seu clube mais representativo – e que transporta o seu nome.

Hoje em dia o FCP é, também, o mais vivo símbolo da cidade do
Porto. Depois de a cidade de ser afirmado nos séc. XIX e inícios do séc. XX através do seu produto mais emblemático – o Vinho do Porto – e de ter assumido um importante protagonismo político e económico no período pós-25 de Abril – tendo sido menos afectada pelas tropelias do período pós-revolucionário e pelas nacionalizações, por um lado, e por se ter assumido como uma intransigente defensora dos valores da Liberdade e Democracia, voltando a fazer jus à inscrição que apresenta nas suas armas, “Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta Cidade D’ Porto”. Nessa altura, a economia da região – alicerçada, sobretudo, em pequenas e médias empresas de natureza industrial, com destaque para os sectores dos têxteis e calçado – apresentava um grande dinamismo.

Hoje em dia, poucos exemplos restam desse dinamismo económico. A falência de muitas das empresas industriais da região têm provocado um elevado crescimento do desemprego, e a região Norte transformou-se na mais pobre de Portugal, apresentando graves carências sociais.

Num contexto profundamente adverso, surge na cidade um FCP verdadeiramente demolidor a nível interno, quebrando uma hegemonia que parecia inatacável dos clubes de Lisboa, e projectando-se como uma equipa de nível mundial. No espaço de 20 anos, conquista seis títulos internacionais, incluindo duas taças dos campeões e duas taças intercontinentais.

O FCP projecta, assim, o nome da ci
dade além-fronteiras. A sua cultura de trabalho e determinação inabalável, que ficaram como legado de várias figuras que por lá têm passado, com destaque para Jorge Nuno Pinto da Costa e José Maria Pedroto, demonstram à cidade que é possível vencer em todas as circunstâncias e em todos os estádios – com a neve de Tóquio ou o calor de Sevilha.

Por isso, não fará sentido que cidade e clube vivam de costas voltadas, ignorando a importância que têm um para o outro. Embora seja dos que não sancionam a promiscuidade e o espírito facilitista que existiu em tempos – e que envolveu negócios e a atribuição de verbas que terão difícil explicação – também acredito que se pode errar caindo no extremo oposto. Para dar um exemplo recente, não me confo
rmo com o facto que, tem sido referido, segundo o qual só foi possível promover a construção de um pavilhão com 2.000 lugares devido à ausência de cooperação entre a cidade e o clube. Sendo as modalidades amadoras indispensáveis na promoção da prática desportiva, torna-se incompreensível a ausência da busca de soluções que possam servir os interesses da cidade e do clube.

O FCP, por seu turno, conquistou uma posição única no panorama desportivo nacional. Em pouco mais de 25 anos – os anos de Pinto da Costa, primeiro como responsável pelo departamento de futebol, e depois como presidente – passou de clube de província, que raramente saboreava vitórias e temia “passar a ponte”, a um clube habituado a vencer. Esta dinâmica de vitórias está a introduzir alterações substanciais no perfil dos seus adeptos. Encontra cada vez mais adeptos seus fora da sua cidade, da sua região (é significativo que tenha aberto uma casa em Guimarães, cidade que vive com intensidade o “seu” Vitória, ou que já tenha numerosos adeptos no Sul em geral, e Lisboa em particular), e mesmo do seu país.

Esta tendência, de cativar adeptos fora do seu espaço tradicional, é vital para o engrandecimento do clube, que terá de alargar a sua base de receitas. Coloca, igualmente, novas exigências ao clube, quer a nível comercial (onde se podem mencionar questões já focadas no blog, como a estratégia de se contratar um jogador asiático, ou o aprofundamento da estratégia de merchandising), quer a nível de exigência da sua gestão. Num país tão apaixonado pelo futebol, e num clube com a projecção internacional do FCP, fechar as contas anuais com prejuízo não pode ser uma inevitabilidade, nem é sustentável. Este ano, o desequilíbrio das contas terá efeitos desportivos extremamente perniciosos. Tendo o FCP uma equipa jovem, e com enorme qualidade e margem de progressão, será obrigado a vender dois um mais jogadores importantes devido à situação financeira do clube, prejudicando os resultados desportivos das próximas épocas.

O FCP encontra-se no início de uma fase de transição, em que terá de ser repensada a sua estratégia e a sua gestão. O seu passado desportivo, e a sua mentalidade vencedora, são activos que permitem encarar o futuro com optimismo. E está demonstrado que será possível encontrar, entre os adeptos do FCP, pessoas com qualidade e paixão pelo clube, que garantam a continuidade das suas vitórias.

Amanhã, o FCP deverá dar um importante passo rumo ao próximo título. Após essa vitória, poderemos assistir tranquilos ao jogo de domingo, que nos deixará sempre com uma posição mais confortável na tabela – e poderá dar-nos a possibilidade de festejar o título no jogo seguinte, no Dragão.

Aproveito para deixar o meu palpite para o “onze” do Bessa: Helton; Bosingwa, Bruno Alves, R. Costa, Fucile; Raul Meireles, Lucho, Jorginho; Quaresma, Adriano, Lisandro.

FORÇA FCP!!!

P.S. Uma nota final. Vi nos noticiários que a claque do FCP foi impedida ontem, dia 25 de Abril, de entrar em Lisboa, aonde se deslocavam para apoiar a equipa de hóquei em patins, que jogou na Luz. É absolutamente espantoso o pretexto de que não poderiam deslocar-se ao pavilhão, por não estarem garantidas as suas condições de segurança, para obrigá-los a dar meia-volta num nó da auto-estrada. Parece que voltamos ao tempo das barricadas em Torres Vedras. Pelo menos, a nossa equipa de hóquei em patins conseguiu passar a barricada, e nem este incidente a perturbou, e venceram 2-3 num pavilhão donde, não há muitos anos, foram forçados a sair sob uma chuva de pedras. Fica o registo de mais um estranho incidente num dia em que seria suposto comemorar-se a Liberdade, num país em que o actual poder político coloca-a em perigo permanente.

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26 Abril 2007

As portas que Abril abriu

Por Menphis
Certamente o grande poeta José Carlos Ary dos Santos não estaria a pensar no futebol quando escreveu o poema “As portas que Abril abriu”, mas também podemos evocar essas palavras para a derrota de um sistema mesquinho que procurava subjugar tudo que se situava a Norte do Rio Tejo, e que todo o poder de decisão se resumia a apenas 3 clubes, todos eles da capital do império.

Se formos aos livros de História, verificámos que na época futebolística de 1972/73, haviam 10 equipas do Sul, 2 equipas do Centro e apenas 4 do Norte, e que o campeão nacional foi a equipa do regime, com uma diferença de pontos tão abismal que, provavelmente, toda a gente se lamentava da competitividade do nosso campeonato, como agora fazem quando o FCP está na frente!

Curiosamente, das equipas do Norte que militavam na altura na 1ª divisão, apenas FCP e Boavista agora continuam no escalão maior, para o ano poder-se-á juntar o Leixões ou o Guimarães às outras duas, e, também é curioso, foram as equipas que mais cresceram, desportivamente, quando se soltaram as amarras do regime.

O FCP no dia 24 de Abril de 1974 era um Dragão adormecido, amorfo, tinha apenas 5 títulos nacionais e 3 Taças de Portugal, ou 7 se juntarmos os títulos no Campeonato de Portugal que depois se viria a chamar Taça de Portugal.

O estigma de atravessar a ponte a perder estava enraizado nas mentes portistas e o comodismo e a sua aceitação, por parte de jogadores e dirigentes, a essa realidade era grande, ao ponto de não haver gente capaz, talvez por medo ou porque o sistema abafava logo quem procurasse navegar contra a corrente, para poder combater essa injustiça.

Mas, mesmo assim, foram precisos 4 anos depois do fim da ditadura, e 19 anos após o último título nacional, para que o FCP chegasse ao título nacional e começar a acordar, combatendo olhos nos olhos quem muitos anos o procurou subjugar.

Nessa altura, já se poderá dizer que o sistema estava vencido e que o mapa futebolístico estava virado ao contrário, já que eram 8 equipas do Norte que militavam na 1ª divisão.

O Futebol Clube do porto, desde o fim da ditadura conquistou, 16 títulos, está quase a conquistar o 17 º, 10 Taças de Portugal e 15 Super-taças Nacionais.

Além de que, demonstrou ser pequeno para este país, e cresceu internacionalmente de uma forma inédita em Portugal, conquistando 2 Taças de Campeões Europeus, 1 Taça Uefa, 1 Supertaça Europeia, 2 Taças Intercontinentais, além de ter perdido 1 Taça das Taças e, mais recentemente, 2 Super-taças Europeias, o que lhe veio dar um respeito e prestigio europeu, nunca antes alcançado.

Para que esse crescimento surgisse foram precisos projectos, e para existirem Projectos são necessárias pessoas, e aí que temos de homenagear duas pessoas que foram as mais importantes da história do nosso clube: Jorge Nuno Pinto da Costa e José Maria Pedroto.

Pedroto, como treinador, e Pinto da Costa, primeiro como director, posteriormente, como Presidente, conseguiram, juntos, construir um clube forte e coeso e, acima de tudo, vencedor conseguindo arruinar o sistema, coisa que o país, sempre zeloso da sua inveja e mediocridade, nunca iria perdoar.

As perseguições que Pinto da Costa ultimamente tem sofrido, descaradamente, mais não são do que os desejos do regresso ao antigamente, às vitórias do clube do povo para que possamos esquecer a realidade do país e da situação económica que vivemos.

Com o contributo de uma comunicação social sempre disponível para dar uma mãozinha, é sem pudor que se escondem factos e realidades escancaradas, como, por exemplo, vimos no último fim-de-semana que, rapidamente, entrou no esquecimento.

Podemos dizer que Abril abriu muitas portas na sociedade portuguesa, inclusivamente, as portas para que o FCP conseguisse reencontrar as vitórias e as glórias, e que crescesse sem receios e fantasmas, lutando contra tudo e todos. Mas ainda falta derrubar a porta do reconhecimento do mérito do país, por isso continuamos a dizer que cada campeonato vencido vale por dois, e este não irá ser excepção.

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25 Abril 2007

Entrevista de Rui Moreira ao Diário de Notícias

Por Zirtaev
20 de Abril de 2007

Diário de Notícias -Na prática, o FC Porto já é campeão?
Rui Moreira - Ainda não é, mas seria um escândalo que não fosse.

-Se falhasse o título, o FC Porto deveria despedir Jesualdo Ferreira?
- Seria compreensível mas não justo. As substituições dos treinadores servem para amansar as feras, não para serem justas.

Jesualdo é treinador para o FC Porto?
- É o treinador adequado para o FC Porto principalmente se houver uma aposta na formação tal como a direcção tem anunciado. Nesse caso, ele pode ter um papel crucial. Jesualdo Ferreira herdou, a poucas semanas do início do campeonato, uma equipa, tal como acontecera com Adriaanse. Gostava de voltar a ver um treinador do Porto formar uma equipa e treiná-la. Seria bom centrar no treinador, como acontecia no tempo de Mourinho, algumas decisões. Pessoas que hoje decidem contratações, no tempo de Mourinho dedicavam-se a jogar às cartas nos seus gabinetes.

- Quem?
- Não interessa personalizar.

- Falando em contratações, que jogadores dispensaria no final da época?
- Posso dizer aqueles que não dispensaria. E o primeiro nome é o do Quaresma. Entre Lucho, o Pepe ou o Quaresma escolho o Quaresma, pela enorme margem de progressão.

- Jesualdo surpreendeu-o pela positiva ou pela negativa?
- Quando ele saiu do Braga para o Boavista perguntei-lhe quando é que seria treinador do FC Porto. Acho que falta ao Jesualdo um título e acho que a partir do momento em que o ganhe terá uma outra afirmação. O Jesualdo é pouco afirmativo, um pouco cauteloso, mas este ano, em várias situações, mostrou muita coragem.

- Em que casos?
- Teve coragem de ser a única pessoa com bom senso durante o período de Inverno, quando todos os dias se falava de compras e vendas que não se verificaram. Quando ele teve a coragem de dizer que não conhecia Andrés Madrid, enviou uma grande mensagem para dentro do balneário. Foi importante em termos de coesão.

- Com o processo Apito Dourado Pinto da Costa deixou de comentar, por exemplo, as arbitragens, delegando no treinador. Hoje é difícil ser treinador do FC Porto?
- Tenho criticado os silêncios sucessivos e absolutamente incompreensíveis da SAD, que têm obrigado o treinador a alguma ginástica tanto mais que ele não gosta de apontar erros aos árbitros para não desresponsabilizar os seus jogadores.

- Pinto da Costa é um presidente diminuído…
- Não é só o presidente. Alguma coisa na SAD não está bem. Há uma sensação de que a SAD do FC Porto está assustada. Há factores externos que têm provocado isso e, nesse sentido, a direcção tem contado com a solidariedade dos adeptos que, como eu e até prova em contrário, acreditam que vão ser ilibados, mas o que é facto é que se comportam como se estivessem condicionados. E isso limita a capacidade de fazer o seu papel. E obriga o treinador a fazer mais do que a sua obrigação. A SAD e a direcção deixaram de ser um escudo efectivo.

- Pinto da Costa tem estado a prejudicar o FC Porto?
- Aqueles que lhe faziam sugestões ou críticas ou foram-se afastando ou foram afastados. A SAD do FC Porto é hoje muito centrada em Pinto da Costa e nas pessoas da sua confiança. Que ele deixou de desempenhar as tarefas tal como as desempenhava no passado, não tenho dúvida. Aceito até que ele não fale mas não compreendo que não tenha na SAD quem o faça. Agora, que há eleições, é bom tomar nota desse facto. Mas há problemas maiores.

- Quais?
- O problema da sustentabilidade do modelo que o FC Porto enquanto clube com a sua SAD. Desde as vendas para o Chelsea, o FC Porto passou a gerir um orçamento superior ao dos concorrentes directos. Tinha sido uma boa altura para arrumar a casa e criar um projecto. Isso não foi feito, e pior, em Outubro do ano passado tive acesso a contas muito preocupantes. Na altura ouvi a promessa de uma terapia de choque que passava pela aposta na formação, redução do investimento no plantel, diminuição dos custos salariais e reestruturação organizacional. Era uma cura tão necessária quanto dolorosa pelo que pensei ser essa a última dádiva do presidente Pinto da Costa ao clube. Porque ninguém, a não ser ele, conseguiria explicar aos adeptos a necessidade de anéis para não perder dedos. Mas nada foi feito.

- Sente-se enganado?
- Frustrado. Na altura assinei uma lista para a recandidatura de Pinto da Costa, convencido de que essa mudança iria ter início. Não teve.

- Há risco de o FC Porto perder o controlo da SAD?
- Esse é um risco iminente se não forem tomadas medidas de emagrecimento. A operação harmónio de que se fala, significa a redução do capital até um valor muito baixo para depois se aumentar o mesmo capital e com isso atrair novos investidores. Não me parece que o FC Porto, enquanto clube, tenha dinheiro para ocorrer a esse aumento de capital.

- Não gostava de ver um milionário comprar o FC Porto?
- Não. Até o modelo estar exausto a SAD deve pertencer aos portistas. Vender essa participação maioritária, vender jogadores por critérios unicamente de mais valia e, ainda mais perigoso, vender os direitos televisivos do futuro é pôr em perigo esse mesmo futuro.

- Apesar de frustrado, vai votar Pinto da Costa?
- Não vou votar porque normalmente não vou a assembleias gerais.

- Mas se votasse…
- Para se apresentar a mais três anos de mandato, Pinto da Costa deveria ter dito aos sócios não só que se impõe a tal terapia de choque como de que forma a tencionaria implementar. O clube tem uma dívida de gratidão com Pinto da Costa. Foram 25 anos excepcionais mas isso não justifica que se apresente a um novo mandato dizendo apenas que vai construir um gimnodesportivo.

- Vale e Azevedo foi preso quando perdeu as eleições no Benfica. Acha que Pinto da Costa ponderou esse dado nesta candidatura?
- Estou convencido de que Pinto da Costa vai ser ilibado. Não acredito que queira servir-se do clube. Julgo que ele continua a acreditar que faz falta ao clube até porque nunca escolheu um herdeiro.

- Vai ser oposição a Pinto da Costa nos próximos três anos?
- Oposição, nunca. Serei sempre um crítico leal e construtivo.

- Se fosse convidado para um cargo executivo, aceitava?
- Não. Porque no momento actual não interessa ser administrador.

- Quer entrar no FC Porto pela porta da presidência…
- Já disse que, como qualquer outro sócio, gostaria de ser presidente do FC Porto. Mas não estou a tratar paulatinamente disso. E só admitiria ser presidente caso entrasse pela porta do clube e este tivesse o domínio da SAD. Se o FC Porto passar a ser apenas um activo, não contem comigo.

- Vai ser candidato um dia?
- Sinceramente não sei.

- Gostou da forma como Mourinho deixou o FC Porto?
- Não. O FC Porto esqueceu-se que não teria sido campeão sem Mourinho e Mourinho esqueceu-se de que não seria campeão europeu sem o FC Porto. Foi constrangedor e mau para o clube. E os clubes são, também, feitos de símbolos. O FC Porto deveria ter continuado a olhar para Mourinho como um símbolo e vice-versa. E penso que ele deveria ter sido homenageado.

- A culpa foi de Pinto da Costa?
- Pinto da Costa deixou que fosse assim. Mas também li o que diz no seu livro. E acredito quando se refere à vontade de Mourinho deixar o FC Porto. E depois houve aquele incidente com as claques. Que abriu um precedente. A partir do momento em que fizeram aquilo ao Mourinho e não foi condenada, estava a ver-se o que mais tarde aconteceu com Co Adriaanse. Eu avisei.

- Pinto da Costa não controla as claques ou não quer controlar?
- O presidente nunca controlou esses acontecimentos. Não controla as claques nem devia controlar mas devia ter na SAD alguém que influenciasse o comportamento daquela gente.

- Continua sem ler o livro de Carolina Salgado?
- Sim, e até fiquei furioso pelo facto de um filho meu o ter comprado.

- Que justificação encontra para o facto de Pinto da Costa ter-se deixado ficar nas mãos de uma namorada?
Há mistérios inexplicáveis. Talvez por causa da entourage, ou pela própria solidão do poder. Há risco de nos rodearmos de cortesãos que nos induzem a cometer imprudências.

- Há alguma acusação do livro em que acredite?
- Pergunto-me se o livro foi feito por ela. Não tenho dúvida de que há alguma maquinação.

- A agressão ao vereador Bexiga é o episódio mais preocupante?
- É o mais preocupante mas também o mais inacreditável. Não percebo o que é que Pinto da Costa poderia ter contra o vereador Bexiga, que tem uma relação directa coma a Câmara de Valongo e não o FC Porto.


- Quando terminou a carreira, Jorge Costa disse que tem faltado mística à equipa do FC Porto. Concorda?
- O Jorge Costa foi maltratado pelo FC Porto e um dia isso vai ter de ser corrigido. Mas no último ano em que esteve no banco, em vez de fazer o que tem feito Vítor Baía, dizem-me que só levantou problemas. Por contraste julgo que o Baía tem sido o grande símbolo e através dele tem havido uma coligação de forças muito grande na equipa.

- Pelo que diz, acha que Vítor Baía pode vir a ter um papel no futuro do FC Porto?
- Não vai ser treinador do FC Porto como não vai ser um Eusébio do FC Porto. Estão-lhe reservados outros voos.

- Vítor Baía, Jorge Costa, Fernando Gomes e António Oliveira. Quatro ex-jogadores, quatro putativos candidatos à presidência?
-Vai ser muito difícil suceder a Pinto da Costa. Mas dos quatro que referiu aquele que tem carreira ímpar é o Vítor Baía. Na relação com os sócios, tem património superior aos outros. E é muito inteligente.

- Depois de Pinto da Costa defende um presidente de transição?
- Não vai haver tempo para isso. O FCPorto terá de escolher alguém diferente mas os sócios vão exigir provas de amor ao clube.

- Alexandre Magalhães é um candidato?
- Julgo que o tempo de Alexandre Magalhães já se perdeu.

- Daqui a três anos votaria em Vítor Baía?
- Se tudo correr bem, daqui a uns anos, Vítor Baía vai ser presidente. O próprio Pinto da Costa já admitiu esse cenário.

In Diário de Notícias

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24 Abril 2007

25 anos depois...

Por Zé Luís
Resume-se a 44 títulos no futebol profissional a gestão de 25 anos de Pinto da Costa como presidente do FC Porto. Mais muitas dezenas em modalidades de pavilhão. Campeonatos nacionais, bem, a conta vai para 15 se tudo correr normalmente. E por cada campeonato há uma Supertaça a ganhar, como se sabe. Mas parece estar tudo como dantes, quartel-general em Abrantes…

Ontem de manhã liguei a televisão, o único meio de comunicação que uma maioria dos leitores conhece em Portugal, e como se pudesse surpreender-me dei logo de caras, no zapping, com um resumo do Sporting-Naval na SIC-N que só de passagem me faz lá vislumbrar alguma coisa pois é dos canais lisboetas que passei a menosprezar. Pensei que já teria passado o resumo do FC Porto-Belenenses, sempre era o 1º contra o 4º e o líder estava cada vez mais próximo da conquista de mais um título.

Nã, não só o resumo do principal jogo da jornada veio em segundo plano como, antes dele, o resumo leonino – no qual realçaram a “originalidade” (sic) do 3º golo de Alecsandro que entrou aos trambolhões – só tinha acabado com esta pérola:

Segue-se o Benfica-Sporting na próxima jornada, o derby de todas as decisões!

Bem, se o FC Porto ganhar o provinciano derby tripeiro e o Benfica em casa vencer no derby alfacinha, o FC Porto só precisa de ganhar, depois, ao Nacional, no Dragão, para ser campeão ainda com duas jornadas por disputar. Destes bons hábitos conhecemos nós o prazer!

Do futebol na televisão

Há 25 anos “a” televisão (era a RTP-1 e a 2 mal se via em muito lado) não passava futebol. Quando passava um joguito de cá a coisa até caía mal. Mesmo antes de Pinto da Costa ser presidente, o FC Porto esteve dependente, de facto, de um derby lisboeta.

Foi em 1981-82 e se o Sporting vencesse o FC Porto, com Hermann Stessl no comando técnico, poderia passar para a frente do campeonato. O árbitro viseense, Inácio de Almeida, anulou inexplicavelmente um golo aos leões, perto do fim, quando Bento deixou escapar das mãos uma bola que se aprestava para pontapear para a frente e com o árbitro a virar as costas ao lance e a dirigir-se para o meio-campo contando que Bento fizesse o jogo decorrer normalmente. A bola escapuliu-se-lhe das mãos, Jordão não perdoou aquela falha e o árbitro, sempre de costas, ouviu gritos, virou-se e anulou o golo ao Sporting, por alegada falta de Jordão sobre o guarda-redes do Benfica. Sem ver. Por intuição e muito ruído.

Há um ano, até João Alves admitiu em O Jogo que esse resultado foi uma fraude e a pressão do Terceiro Anel, a "assembleia" de Humberto e Cª e o medo cénico dos árbitros ditaram que o Benfica não perdesse o jogo. Alves disse até que o Sporting foi o prejudicado, mas a verdade é que esse campeonato acabou com o FC Porto em 2º atrás do Benfica dois pontos…

Ainda a televisão, quando desatou a dar jogos de cá, serviu para o presidente Pinto da Costa afirmar que, com os jogos à vista de todos, pelo menos com os três grandes envolvidos, iria ver-se que verdade desportiva havia nos campeonatos. Sabemos como tem sido considerada a verdade desportiva ao longo destes anos, como são avaliados os lances consoante a equipa que equipe de vermelho, de verde ou de azul.

Ainda nesta última jornada, vimos um penálti por marcar contra o Benfica, embora sejam penáltis do tipo nunca marcados contra o Benfica. Vimos um penálti inexistente concedido ao Benfica sem precisar dele para vencer, como muitos penáltis gratuitos lhe são dados. Houve um penálti também simpático a favor do Sporting, sem dele necessitar com 3-0 no marcador. Houve um penálti por marcar para o FC Porto, outro assinalado e com toda a justeza e um golo mal anulado do qual nenhuma televisão, e hoje são 4 canais (com a SportTV), pôs as imagens no ar.

Ser falta ou o árbitro entender que não

Se há 25 anos, até para romper com a liderança do clube de quem não queria afrontar o poder político instalado na capital, Pinto da Costa primeiro revoltou-se contra o comodismo que afundava o clube, a ascensão do FC Porto foi tolerada, em nome do bom tom democrático e de se esbater as diferenças de Lisboa para o resto do País, mas há muito ela deixou de ser admitida.

Tanto que, se algum benfiquista empedernido com tempo de antena disser que era tempo de ele sair da presidência do FC Porto, nada há de novo, embora muitos benfiquistas suspirassem, sem saber até onde chegará a presidência dos títulos, por um Pinto da Costa no seu clube.

Mesmo algum portista com microfone aberto e desassombro na linguagem pode alvitrar que é tempo de mudar de presidente, até porque vozes dessas têm sempre mais ouvintes…

Mas Pinto da Costa não só emergiu contra o poder da capital, esgrimindo com vitórias desportivas para as quais se exigia isenção a começar nos próprios organismos (ainda hoje em falta com as condições básicas para organizar campeonatos), como teria ainda de reinar por mais 25 anos para ver se a televisão, meio de comunicação que por excelência nivela o interesse popular, ajudaria o futebol a entrar nos eixos já que dele depende também para sobreviver.

Hoje, 25 anos depois do 1º dia de Pinto da Costa, com a multiplicidade de canais, locutores, jornalistas, meios técnicos, replays, vozes-off, comentadores, ainda há lances favoráveis ao Benfica/Sporting que são descritos como “penáltis indiscutíveis” e outros lances contra o Sporting/Benfica que instauram o silêncio nas transmissões que é o pior possível em televisão.

Mas no caso do FC Porto, a norma é “um lance polémico em que o árbitro entendeu não marcar falta”, nunca “um penálti evidente por marcar para o FC Porto” como sucedeu com Fucile.

Uma coisa é o jornalista emitir opinião e deve fazê-lo (ou nunca o faça), outra é atribuir a responsabilidade a terceiros, mesmo que sejam os próprios árbitros do jogo.

PS: Hoje há já um jogo das meias-finais da Champions League. Não se esqueçam de actualizar as vossas equipas do Fantasy Football.

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23 Abril 2007

Com alma de campeão

Por Zirtaev
FCPorto 3-1 Belenenses
Adriano 9', Lucho 45' (gp), Nivaldo 49' e Bruno Alves 85'

Mais três pontos, mais três golos e faltam só mais três vitórias. Está cada vez mais perto o grande objectivo e esta vitória foi grandiosa, não tanto pela exibição da equipa, que não tendo sido nada má teve alguns erros, mas por tudo o que envolveu o jogo, desde um público fantástico e numeroso (44.728 espectadores), passando pelas abundantes oportunidades criadas e desperdiçadas, por alguma incerteza no resultado, até à estocada final que descansou todos os portistas quanto à vitória mais que merecida.

A equipa escolhida pelo professor foi a mais previsível. Foi exactamente a mesma equipa de Coimbra, apenas fazendo regressar ao meio campo Raul Meireles em detrimento de Marek Cech. Com este onze, o FCPorto entrou mais uma vez com um ritmo muito intenso, asfixiando o adversário, fazendo uma pressão alta, que acabou por levar com naturalidade ao golo madrugador de Adriano que apareceu oportuníssimo e no sítio certo para marcar numa recarga a um remate de Hélder Postiga.

Feito o importante primeiro golo cedo, a descompressão apareceu e naturalmente o FCPorto foi, aos poucos, baixando o ritmo e ficando um pouco na expectativa. Apesar disso, nunca deixou de dominar o jogo e de criar perigo. Foram várias as oportunidades e Adriano esteve no centro das principais, desperdiçando-as e fazendo até pensar que esse desperdício poderia ser fatal. Felizmente isso não aconteceu e já bem em cima do intervalo, Raul Meireles desmarca fenomenalmente Adriano que ao fugir ao guarda-redes adversário é derrubado por este dentro da grande-área. Grande penalidade indiscutível que Lucho concretizou, elevando o resultado para dois golos de vantagem, acabando com este resultado a primeira parte.

A segunda parte abre praticamente com o golo do Belenenses, um golo que nasce de uma grande falta de concentração geral da equipa do FCPorto, que se esqueceu completamente de um jogador na área aquando da marcação de um canto. A partir daí o FCPorto acordou novamente e foi criando oportunidades atrás de oportunidades. Adriano por duas vezes, assistido por Bosingwa, que fez mais uma bela exibição, enviou a bola à trave. Mas o estádio gelou quando Lucho resolveu assistir um jogador adversário, que isolado, rematou ao lado. Seria o empate, mas, perante alguns assobios, Adriano pediu apoio ao público que respondeu da melhor forma e já com Anderson em campo, que substituiu Jorginho, que tem este “dom” de ir desaparecendo da partida depois de iniciar muito bem, Bruno Alves coroando mais uma exibição de excelência, marcou um bom golo de cabeça, fazendo recordar o seu colega lesionado da defesa Pepe.

Estava feito o resultado final, a ansiedade que chegou a atravessar todos os adeptos estava posta de lado e cada vez mais todos acreditam que este vai ser o campeão incontestado, conseguindo o bi-campeonato, resistindo a bolas nos postes, a lesões, a arbitragens “azaradas” e sabe-se lá mais o quê. Esta equipa, assim embalada, parece resistir a tudo, tem uma grande capacidade de sofrimento e tem sobretudo alma de campeão.

PS: As saudades que eu já tinha de ver como é belissímo o nosso Dragão à luz do dia, ainda por cima com a excelente moldura humana que teve. Simplesmente lindo.

PS2: Quem tiver televisão por cabo, nomeadamente o canal ESPN Classic, poderá ver hoje às 22H00 um documentário de cerca de 50 minutos dedicado ao FCPorto dos anos 80, intitulado "Lendas do nosso tempo: FC Porto nos anos 80". A não perder.

PS3: Já está uma nova questão na "Opinião da Bancada". Podem votar já aqui.

Qual o melhor jogador do FCPorto-Belenenses?
Bruno Alves
Bosingwa
Lucho
Postiga
Adriano
Quaresma

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21 Abril 2007

O jogo mais difícil? É sempre o próximo

Por Zirtaev
Para os Portistas de Bancada e através da votação colocada no início da semana (que poderão ver no quadro), este é o jogo mais difícil dos que faltam ao FCPorto na presente época. Acredito que não seja tanto pelo valor do adversário, que não é de todo de desprezar, mas sim por usarem a velha máxima de que o mais difícil é sempre o próximo adversário. E é assim que um Dragão tem de encarar todos os jogos.

Das finais que faltam, a próxima é já amanhã, com uma vitória e sem se saber os resultados de outros jogos, restarão apenas três vitórias para alcançar o tão desejado título. O professor, na conferência de imprensa de antevisão do jogo, já disse que a equipa está com a concentração ao máximo e que aprendeu a não facilitar nunca mais enquanto os títulos não estiverem nas mãos. Nada de faixas antecipadas, nada de foguetes antes da festa, até porque ainda falta muito para o fim e é assim com esta mentalidade que queremos que o FCPorto se apresente.

O adversário vem de uma meia-final com 120 minutos de jogo, está desgastado fisicamente, mas o nível psicológico está como nunca esteve depois de se apurar para a final da taça de Portugal e como disse o próprio Jesualdo, «quando se ganha, a fadiga é mais facilmente recuperável». Assim não se esperam facilidades da equipa que ocupa actualmente o quarto lugar da liga, e, como disse novamente o professor, não podemos cair no erro de achar que a fadiga trará facilidades ao FCPorto.

Depois da vaga de lesões, e apesar de ainda alguns jogadores estarem “de baixa”, Raul Meireles está apto, assim como Lisandro Lopez e Ibson. O português poderá até, e pelo que se ouve na comunicação social, ser já opção para o onze inicial, ficando a dúvida se Lisandro depois de tanto tempo de paragem estará com o ritmo competitivo necessário para poder jogar de início ao melhor nível, já Ibson será apenas uma opção no banco à disposição do professor. Tenho a esperança que Anderson também já possa contribuir com a sua magia desde início e isto apesar de com isso ter retirar da equipa Jorginho, que tem estado simplesmente excelente, sendo um verdadeiro jogador de equipa. Assim, trocando apenas M. Cech e Jorginho, respectivamente, por R. Meireles e Anderson e usando a mesma táctica do jogo anterior a minha equipa seria esta:

Este é mais um grande, importante e decisivo jogo rumo ao 22º título do FCPorto. Este é mais um jogo em que o estádio tem de estar lotado para que o apoio à equipa seja uma mais valia decisiva no desenrolar da partida. O Dragão tem de deitar fogo até o título estar “carimbado” em definitivo. O 12º jogador é cada vez mais importante na carreira da equipa neste campeonato. Nenhum portista neste momento deve, na medida do possível, descartar-se da responsabilidade que tem em apoiar equipa, por isso, AJUDEM A ENCHER O DRAGÃO PARA FAZER DESTE CLUBE NOVAMENTE BI-CAMPEÃO.

FCPorto - Belenenses, Domingo, 19H15 - TVI

PS: Quero só acrescentar a este post o que Jesualdo Ferreira disse sobre o presidente, para ele, Pinto da Costa tem «uma liderança incontestável e assume uma postura frontal contra o poder instituído», disse ainda «Os 25 anos de Pinto da Costa na presidência do FC Porto tiveram como resultado o crescimento impensável de um clube que era visto como sendo de província. Na altura, era inimaginável que o FC Porto pudesse atingir uma dimensão global, alcançando níveis competitivos e organizativos invejáveis. Pinto da Costa fez do FC Porto o clube português com mais títulos internacionais e só não é aquele que tem mais títulos nacionais devido ao regime vigente que o precedeu e o qual teve de afrontar. Conflituar para ganhar e para ser mais forte é uma atitude muito nobre e estou seguro de que tem ainda muito para dar ao clube, apesar do muito que já deu.»

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20 Abril 2007

Pinto da Costa e a sua recandidatura

Por Zirtaev
O presidente Pinto da Costa tem nos últimos dias proferido algumas palavras em órgãos de comunicação social, mais precisamente ao semanário Sol Online. Tem falado sobretudo da sua candidatura e das eleições que se vão aproximando.

Aos poucos se vão conhecendo as suas intenções para o mais que certo mandato a que vai presidir, como o próprio disse, contra tudo e contra todos. Não são muitas as suas declarações mas algumas são um pouco surpreendentes, outras talvez um pouco enigmáticas e ainda outras provam que ele ainda tem muito para dar ao FCPorto.

Pelo que disse, e para se candidatar novamente, impôs a si próprio algumas condições e a primeira era «fazer alguma coisa nova» já que «para gerir o dia-a-dia, 25 anos já bastavam». Essa condição estava logo à partida assegurada já que quer cumprir o grande objectivo a que já se tinha proposto, o de construir o que se irá chamar de "Dragãozinho", o «pavilhão gimnodesportivo, cuja primeira pedra será lançada segunda-feira».

A segunda condição imposta tem a ver com o aparecer ou não de uma candidatura credível, diz o presidente: «Se aparecer alguém com um projecto credível, como por exemplo o eng.º Belmiro de Azevedo, apoiarei essa candidatura. Por isso, vou aguardar até sexta-feira. Se não aparecer ninguém credível, vou avançar».

Já ontem, ao mesmo semanário, o presidente mostra que irá fazer algumas mudanças no seu elenco directivo e a primeira vítima é o presidente do Conselho Fiscal do FCPorto, Domingos Matos. Diz o Pinto da Costa, justificando o afastamento, que «Não há nada de pessoal, tenho por ele, aliás, grande consideração. Unicamente, não faz sentido ter como presidente do Conselho Fiscal do FC Porto um administrador do grupo proprietário de títulos como o Record e o Correio da Manhã, que como é do conhecimento geral mantêm uma perseguição permanente ao FC Porto e ao seu presidente». Veremos se ficam por aqui as mudanças.

Hoje deverá ser apresentada a lista completa da candidatura do presidente Pinto da Costa para este mandato. Entretanto já foi apresentada a sua lista para o Conselho Superior do FCPorto e que até tem alguns nomes curiosos. A lista A apresenta-se com os seguintes nomes: Pôncio Monteiro, José Lourenço Pinto, Manuela Aguiar, Nuno Cardoso, Rui Moreira e os presidentes de Câmara António Bragança Fernandes (Maia), António Borges (Resende), António Pereira Júnior (Paredes de Coura), Jorge Magalhães (Lousada) e José Mota (Espinho). Existe outra lista da iniciativa de Faria de Almeida mas que até hoje ainda não foi apresentada e será possível nem o ser.

Curiosamente este fim de semana deverá sair para as bancas a nova biografia do presidente de seu nome "Pinto da Costa - Luzes e sombras de um Dragão", da autoria da jornalista Felícia Cabrita, aproveitando talvez o mediatismo da recandidatura à presidência do FCPorto. Talvez tenhamos no livro finalmente algumas respostas a tudo o que se tem passado. Aguardemos.

PS: Será que irá haver alguma candidatura surpresa de última hora?

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19 Abril 2007

Porque o futebol também é isto...

Por Zirtaev
Hoje decidi fazer um intervalo no que ao FCPorto diz respeito. O campeonato está no momento de todas as decisões e para que a ansiedade no rumo para o bi abrande um pouco, resolvi dar aos Portistas de Bancada alguns momentos de boa disposição.

Corre num site alemão uma votação para o golo mais idiota da história do futebol, pelo menos o golo mais idiota dos que têm uma gravação de vídeo escolhidos pelos autores do site. E porque as infelicidades de uns podem ser as alegrias de outros, aconselho-os verem todos os golos, tem momentos simplesmente hilariantes, acreditem que se vão rir e muito.

Deixo-vos a minha escolha para os três golos mais idiotas:

- O meu preferido, N.º8 da lista



- O meu 2º classificado, N.º2 da lista



- o meu 3º classificado, N.º9 da lista



Podem ver todos os golos e votar aqui. Já agora digam qual para vocês é o mais idiota. Se por acaso se lembrarem de outros, agradeço que os refiram.

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18 Abril 2007

Pinto da Costa por mais 3 anos, contra tudo e contra todos

Por Zirtaev
"O presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, vai entregar a sua recandidatura à presidência do clube até ao próximo dia 25 de Abril, informou hoje fonte próxima do candidato.

Segundo a mesma fonte, que falava após o jantar de inauguração da Casa do FC Porto de Coimbra, Pinto da Costa concorre à presidência da direcção, acompanhado por Sardoeira Pinto na Mesa da Assembleia-Geral e por Domingos Matos à frente do Conselho Fiscal.

As eleições realizam-se no próximo mês de Maio e o mandato de três anos irá até 2010, altura em que, se for eleito, Pinto da Costa completará 28 anos à frente dos destinos do actual campeão nacional de futebol.

Tudo indica que irá disputar as eleições do clube sem concorrência, uma vez que até ao momento, segundo Sardoeira Pinto, presidente da Assembleia-Geral, ainda ninguém entregou qualquer candidatura.

Durante o seu curto mas inflamado discurso, Pinto da Costa manifestou a sua emoção e felicidade por estar em Coimbra, cidade que acolheu o seu irmão Eduardo Onório, a quem prestou homenagem.

Na parte final da palestra, Pinto da Costa referiu que «o FC Porto é eterno» e que iria lutar pelo clube «contra tudo e contra todos», deixando no ar a intenção de continuar a gerir os destinos do FC Porto."

14/04/2007 In semanário Sol.pt


25 anos de êxitos

Pinto da Costa assinalou ontem 25 anos de êxitos na presidência do FCPorto. É indiscutível que foi e será por muitos anos o melhor presidente que alguma vez tivemos. Foi ele que transformou o FCPorto no grande e glorioso clube que ele é hoje. Como portista só tenho de lhe dar os parabéns e de lhe estar eternamente agradecido por todas as grandes alegrias que me deu.

Como será mais que certa a sua continuação como presidente do clube por mais três anos, o meu grande desejo é que esses brilhantes 25 anos de êxito se transformem em 28. Enquanto estiver na presidência do clube será sempre o meu presidente, sempre, o que não quer dizer que ele, e principalmente a direcção a que preside, estejam imunes às minhas críticas. Sempre disse que acima de qualquer homem está o clube, mesmo que esse homem seja Pinto da Costa, além de que um dia alguém disse "Pinto da Costa quando decide sozinho, normalmente decide bem, já o contrário...".

Assim, dou por fechada a votação que tanta "tinta" fez correr e dou pela minha parte encerrado este assunto pelo menos até ao fim deste novo mandato do presidente, não fazendo sequer mais comentários sobre a votação para não ferir susceptibilidades. Deixo só o resultado da Opinião da Bancada às 00H00 do dia 17/04/2007 (para verem o quadro real basta clicar na imagem):

PS: Está já uma nova votação na "Opinião da Bancada". Podem votar já.

Qual acham ser, dos cinco jogos que faltam ao FCPorto até ao final do campeonato, o jogo mais difícil?

FCPorto - Belenenses
Boavista - FCPorto
FCPorto - Nacional
P.Ferreira - FCPorto
FCPorto - D.Aves

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17 Abril 2007

Gestão...

Por Zirtaev
...do balneário

«Responsabilidade

Jesualdo Ferreira livrou-se do mal e não se deixou cair na tentação de criticar Carlos Xistra. E era tão fácil fazê-lo. Um treinador menos inteligente ter-se-ia queixado das dúvidas que certamente o assaltaram no lance da grande penalidade que permitiu à Académica diminuir a desvantagem perto do fim do jogo, ou então das certezas em relação ao excessivo rigor do árbitro de Castelo Branco na amostragem de sete cartões amarelos aos jogadores do FC Porto, cinco dos quais agora em risco de suspensão, especialmente quando comparado com a permissividade em relação aos jogadores academistas. Outro treinador menos inteligente teria, dessa forma, desresponsabilizado a sua equipa pela aflição que sentiu nos últimos instantes do jogo com a Académica, dando-lhe uma reconfortante palmadinha nas costas e arranjando-lhe uma boa desculpa para não se incomodar muito com o que possa correr mal no próximo encontro porque, afinal, a culpa é do árbitro. Ora, quando faltam apenas quatro vitórias para o FC Porto renovar o título de campeão nacional, quando faltam apenas doze pontos para o próprio Jesualdo Ferreira finalmente juntar um título a uma carreira a todos os níveis brilhantes, desresponsabilizar a equipa, arranjar-lhe desculpas à priori para o que possa correr mal, é um risco que Jesualdo não pode, nem deve correr. Por muito fácil e tentador que fosse criticar Carlos Xistra depois do jogo com a Académica.»

Jorge Maia In O Jogo

...dos amarelos

«Bessa em risco para sete titulares

Juntando a lesão de Pepe à guilhotina dos amarelos precipitada pelos cartões vistos em Coimbra, a conclusão é alarmante: Jesualdo Ferreira corre o risco de perder sete dos onze jogadores mais utilizados do plantel para o jogo do Bessa. É verdade que esse cenário negro exigiria a conjugação de uma série de factores, mas não deixa de ser possível. De uma só vez, o treinador poderá ver-se privado da dupla de centrais preferida; do trinco mais utilizado; do médio usado em todos os jogos; de uma alternativa que cobre dois lugares do lado esquerdo, na defesa e no meio, e dos dois extremos. Por nomes: Pepe, Bruno Alves, Paulo Assunção, Lucho, Cech, Lisandro e Quaresma. A estes junta-se ainda Jorginho, que tem feito parte das opções recentes de Jesualdo. Mesmo que o cadastro fique limpinho com o Belenenses, o perigo de ficar privado de parte substancial dos elementos nucleares da equipa arrastar-se-á nas jornadas seguintes, o que não deixa de ser um factor-extra de pressão.

Há outro ângulo. Mesmo que Jesualdo prefira sublinhar a importância do jogo com o Belenenses, desvalorizando o impacto futuro arrastado pela acumulação de cartões, a questão não perde pertinência. Afinal, até que ponto pode condicionar o rendimento da equipa? O treinador já tinha sido confrontado com um esboço do problema, em escala menor, quando escolheu o onze que defrontou o Marítimo. Na altura, Raul Meireles e Lisandro foram poupados por causa dos amarelos. Correu bem. A margem de manobra para gerir parece agora mais apertada, ainda que seja inevitável pensar que a atribuição do título pode ganhar contornos mais decisivos no Bessa, isto porque, nessa mesma jornada, Benfica e Sporting têm duelo agendado.»

In O Jogo

PS: Depois da ajudinha que o nosso eterno capitão nos deu ontem, estou com esta sensação de que o ex-segundo classificado ainda nos vai dar o título daqui a duas jornadas, porque será? Mesmo assim cuidado, muito cuidado. A guerrilha vai endurecer e a campanha intensiva de desinformação que estava preparada para este final de campeonato vai ter de, afinal, sair ainda mais cedo para as bancas. Cuidado.

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14 Abril 2007

Faltam quatro vitórias, quatro!

Por Zirtaev
Académica 1-2 FCPorto
Bruno Alves 42', Adriano 70' e Lino 75'

Quatro jogos faltam vencer para o tão ambicionado título depois da vitória de ontem. Cinco jogos faltam disputar e três deles são em casa, o que significa que basta vencer um jogo fora de portas e vencer os jogos do Dragão para sermos felizes. Isto se não tivermos mais agradáveis surpresas do sul do país, mais concretamente vindas do segundo classificado e se tivermos em conta que este ainda vai receber o seu rival de Alvalade, talvez seja caso para estarmos ainda mais optimistas em relação à vitória no campeonato. Mas para isso o FCPorto necessita não vacilar perante alguns difíceis adversários que ainda vai ter pela frente.

Quatro foi o número de jogadores que Jesualdo colocou no meio-campo para este jogo, exactamente os mesmos quatro que eu antevira no post anterior, aliás, o técnico portista usou exactamente a mesma equipa por mim prevista e que foi exactamente o mesmo onze do último jogo no Dragão, tirando obviamente o lesionado Pepe. O que é certo é que este onze, desfalcado de vários jogadores importantes, tem dado boa conta de si e ontem mais um vez o fez, entrando forte e pressionante, com Jorginho a mostrar ser uma excelente alternativa a quem ainda achava o contrário.

Quatro enormes oportunidades aconteceram logo nos primeiros vinte minutos, sendo que três dessas oportunidades esbarraram no poste, que, sendo concretizadas, resolveriam de imediato o jogo, como acontecera na jornada anterior. Ricardo Costa, que esteve bem na sua difícil missão de fazer esquecer Pepe, esteve numa dessas oportunidades e que bem que lhe fazia ter concretizado para ganhar alguma confiança dos adeptos. A partir dos vinte minutos, o ritmo abrandou mais um pouco, mas o domínio continuava totalmente do lado do FCPorto, com muita dinâmica, muita pressão no meio campo contrário e com mais oportunidades a surgirem, como sempre, com Quaresma em grande evidência. Mas, se faltava o chefe da defesa, o comandante neste jogo nessa zona do terreno, Bruno Alves, tratou de demonstrar que também sabe mandar e ainda fez o que o ausente central costuma fazer, marcando um golo pleno de oportunidade já perto do intervalo, para contemplar a sua excelente exibição.

Quatro elementos no meio-campo do FCPorto já pareceram poucos para suster a reacção da Académica na segunda parte e cedo se percebeu que Jorginho estava a mais numa equipa que já não ia para o ataque com tanta regularidade. Com isso a bola rondou mais a área do Helton, não representando necessariamente algum lance de perigo. Finalmente Jesualdo retirou Jorginho e colocou Meireles, numa clara tentativa de suster o meio-campo do adversário, mas o que aconteceu foi que a linha média do FCPorto recuou ainda mais. Em contra-ataque os Dragões iam criando grande perigo e Quaresma numa dessas jogadas, com um excelente cruzamento de “letra”, assiste Raúl Meireles que ao falhar o remate, assiste o sempre oportuno Adriano que neste casos não costuma falhar. Parecia que o jogo estava resolvido, mas passados alguns minutos, quando Jesualdo ia aguentando incompreensivelmente Anderson no banco quando o FCPorto necessitava dele em campo, numa jogada dentro da área do FCPorto, o árbitro resolve ser protagonista e, imitando um árbitro na semana anterior, resolve inventar um penaltie que foi concretizado, colocando talvez alguma justiça no marcador pelo que a Académica fez no segundo tempo, ou talvez pelo que o FCPorto não fez, já que até ao fim sentiu-se alguma aflição por parte da equipa portista.

Quatro jogadores merecem destaque quanto a mim, o Ricardo Costa pelo que nos surpreendeu pela positiva, o Bruno Alves pelo grande senhor que já é na defesa, o Marek Cech por mais uma muito boa exibição no meio campo e Adriano porque é o ponta-de-lança que faz o que lhe é pedido, marca golos. Quaresma pelas grandes exibições que normalmente faz, já nem precisa de destaque. De qualquer das formas, acabou por ser uma exibição de toda a equipa muito personalizada durante a maior parte do tempo, que acabou com uma mais que merecida vitória e que com uma grande primeira parte encantou uma Coimbra que o azul-e-branco pintou.

Quatro. Faltam quatro vitórias para o Bi.

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Ganhar para nos encantar

Por Zirtaev
Após o último resultado do 2º classificado para o campeonato, o FCPorto pode dar um passo determinante para a conquista do do Bi. Cada vitória nossa a partir de agora desmoraliza os perseguidores e dá um ânimo adicional à nossa equipa, que passo a passo, contra tudo e contra todos poderá alcançar aquele que deverá ser o campeonato mais saboroso dos últimos anos. Ainda duras batalhas teremos de travar até à estocada final, a maior parte delas e talvez as mais difíceis de travar vêm de fora dos relvados, como temos constatado nos últimos tempos. O clima de guerrilha e a campanha de desinformação que existe contra o nosso clube tende a agravar-se jogo após jogo e aí a equipa terá de dar uma resposta cabal dentro do campo, com grande determinação, muita garra e vontade de vencer.

O adversário, face à sua posição na tabela, será um osso duro de roer, que deverá dificultar ao máximo os objectivos do campeão, tentando a todo o custo obter o pontinho da ordem que todos os adversários do FCPorto tentam.

A ausência do Pepe, como jogador fundamental que tem sido na equipa e principalmente no eixo da defesa, é uma das mais notadas e tudo indica, pelo menos o professor já o disse, que será substituído por Ricardo Costa, que embora não seja dos mais amados jogadores da equipa, já demonstrou mais que uma vez que é um dos que mais ama o clube e isso dentro do campo pode ter as suas vantagens, além da qualidade que sempre teve mas que, talvez pela pressão que coloca em si próprio, o faz ter deslizes incompreensíveis na alta competição. Assim, e como já o demonstrou em Londres, eu acredito que poderá fazer um grande jogo na sua dificil tarefa de fazer esquecer Pepe.

A minha aposta para a equipa inicial, apesar de achar que Jesualdo escolherá Anderson para titular, inclui Jorginho, num 4-3-3. Aliás, apostaria exactamente na mesma equipa do último jogo, embora saiba que Raúl Meireles poderá ser também chamado como titular em detrimento de Marek Cech, mas, tal como Jorginho, e dado o grande jogo que ambos fizeram e o nível de futebol praticado da primeira parte, não alteraria nada e deixaria Anderson para mais tarde. Assim, e com Postiga no papel de Lisandro, como no último jogo, a minha equipa seria esta:

Seja que táctica for eu confio totalmente no professor, que tem com toda a certeza a lição de Coimbra bem estudada. Só um resultado interessa, a vitória, já que é uma das seis finais que faltam ao FCPorto esta época, e esta final é a mais importante de todas, porque é a próxima. Mas para ganhar há algo que poderá ajudar e muito os nossos atletas, o 12º jogador. Infelizmente não poderei ir, mas quem poder, quem tiver possibilidades deve ir ao jogo apoiar o nosso FCPorto, porque todos somos poucos para pintar aquela cidade de azul-e-branco e dar-lhe o verdadeiro encanto.

Académica - FCPorto, 21H15 - TVI

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13 Abril 2007

Em contagem decrescente

Por Menphis
Enquanto os nossos adversários apanham as canas de foguetes lançadas e se dedicam à natação e ao mergulho tentando desviar as atenções, o FCP continua a ganhar, estando bem lançado para a conquista do bicampeonato.

Fazendo um rewind do que foi dito, poderemos recordar que todos diziam que o FCP teria o mês de Março como o mês decisivo para as suas aspirações.

Fizeram-se prognósticos, analisaram-se calendários, os balanços foram feitos antes das contas se fazerem e começaram a divagar sobre as dificuldades que o FCP iria ter num mês em que jogava contra os adversários mais directos, tudo isso sem contar com os resultados destes últimos.

O facto, é que esse mês já lá vai e o FCP continua em primeiro lugar, no lugar onde todos os outros 15 clubes gostavam de estar mas, o certo, é que ninguém fala disso, procurando esquecer uma realidade dura, mas saborosa para nós adeptos, o FCP continua a ganhar, por muito que custe e que tentem abafar.

Contra todas as dificuldades inesperadas, lesões atrás de lesões, e dificuldades já esperadas, as arbitragens habilidosas, o FCP já entrou em contagem decrescente para que o título possa ser realidade.

A equipa de Jesualdo Ferreira, exceptuando o jogo contra o Sporting, demonstrou ser capaz de ser uma equipa personalizada, com ambição, com muito espírito de sacrifício e com uma solidariedade entre si que está a dar resultados positivos.

Ainda faltam 6 finais para que o Bi seja realidade, provavelmente, é muito cedo para que possamos ir desembrulhar os embrulhos das caixas onde emergem as faixas desejadas, mas é tempo de demonstrar a todos, incluindo a alguns portistas sempre pessimistas, que nós somos mesmo os melhores e que este campeonato irá ser ganho com um grande união de uma equipa, que demonstrou algumas limitações, mas sempre as contornou da melhor maneira possível.

O FCP começou o mês com uma vitória importante frente ao Braga de Jorge Costa, realizando uma partida não muito espectacular como poderia ser, mas neste momento, onde só os pontos interessam, a conquista dessa vitória foi o primeiro passo para que a normalidade voltasse ao Dragão, ou seja, o regresso ás vitórias em casa.

Depois de uma eliminação na Champions onde o FCP honrou o seu passado, conseguiu uma vitória na Madeira, um local historicamente sempre difícil de passar, acabando por conseguir manter a vantagem sobre os adversários directos, numa altura em que os iria defrontar.

Até que surge o pior jogo realizado nesse mês, contra o rival que, teoricamente, estava mais afastado do título e eis que o FCP mostra sua faceta negativa no campo, realizando dos piores jogos que fez esta época.

O mês terminava e o FCP iria a casa do adversário mais directo, contra a euforia de um país que se unia em volta dele e da causa nacional que é fazer a equipa do povo campeã nacional, conseguindo um empate, injusto, com demasiados casos e demasiadas contrariedades mas consegue passar mais um teste, provando que o título de campeão lhe fica tão bem.

Depois desse mês difícil, eis que surge a semana mais complicada e mais anormal que eu me lembro dentro do plantel do FCP, uma vaga de lesões nunca antes vista põe em causa a equipa e sectores essenciais, como o meio-campo, mas consegue, mais uma vez, contornar todas as dificuldades e até alargar a vantagem sobre o segundo classificado.


Resumindo, em cinco partidas consegue três vitórias, duas delas for a de casa, um empate, também fora de casa e uma derrota, conseguindo manter distâncias sobre os adversários que lhe permite encarar as últimas finais com uma maior serenidade e confiança.

Neste sábado, teremos mais uma final pela frente, num estádio recheado de portistas entusiasmados e com a situação clínica mais aliviada, sabendo de antemão de um resultado de um seu adversário, o FCP poderá começar a descer mais um degrau nesta contagem decrescente rumo ao Bi, dando a melhor resposta de que é dentro do campo, onze contra onze, que se ganham jogos e vencem campeonatos.

Para isso, é necessário que sábado o apoio seja ainda mais incondicional, que todos oiçam os gritos do Dragão e que juntos, equipa e adeptos, possamos mostrar ao país que a nossa força não foi esmorecida e que continua sempre viva.

Infelizmente poderei não ver o jogo mas estarei em espírito convosco, à espera que caiam mensagens positivas e recheadas de alegria no telemóvel, com a confiança de que a vitória será uma realidade.

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12 Abril 2007

SLB e SLC

Por Zé Luís
Indignados com tamanha perseguição mediática e injustificada associação de nomes e siglas correspondentes, o Senhor Lucílio Baptista (parece que é com p que se escreve o que no meio nem sempre representa virtude e pode dar-se o caso de potenciar um tiro ao alvo) e um clube com nome de freguesia na capital de um ex-império arruinado onde só pontificam títulos académicos amiúde forjados como os títulos de futebol no tempo de outra senhora, vieram esta noite, menosprezando o facto de a reunião entre ambos ter ocorrido no restaurante O Sapo e terminado com beijocas em vez de bejecas para a viagem, declarar:

- O Senhor Lucílio Baptista, por ser juiz e usar um apito pelo qual até é arguido, mantém a sigla SLB

- O novo clube SLC tem um up-grade no abecedário, ciumento da progressão de outros rivais e ciente de à viva força poder ganhar tudo em qualquer secretaria da Universidade da Vida do Intendente, passa a ser, definitivamente, chamado de Sport Levado ao Colo.

Tenha-se em consideração, antes do considerando final, que a APAF sentiu-se dignamente representada pelo seu ex-mais ilustre membro cooptado pela UEFA sem dirigir qualquer jogo europeu de vulto (mas Paraty vai apitar na Taça da Bulgária e completar esse ramalhete de nomeações de mérito de vários árbitros que correram Irão, Qatar e Ucrânia).

Por fim, então, tome-se isto como escrito a 31 de Março, quando se prometeram céus de véspera (em que só morre o peru), e às mentiras apregoadas de liderança no Grande Salto em Frente da Liga – de resto na linha da Mizé Tung, perdão Mao Tzé Tung que criou um dos últimos embustes propagandísticos pela Longa Marcha que foi só fugir na imensa China aos exércitos do imperador há precisamente 70 anos – sucederam-se em Abril, em vez das manhas que cantam (*), jogos mil sem ganhar e a coisa ainda vai a meio…

(*) o Fernando Santos, engenheiro insuspeito pelo menos no Penta, já anunciou que “amanhã [hoje] mandaremos nós”, o que não parece de bom augúrio atendendo ao passado bem recente.


P.S. :(sem aludir ao partido)

Levado ao Colo - II
"O cidadão José Sócrates tem azar com as secretarias. A secretaria da universidade Independente aceitou-lhe as equivalências todas e deu-lhe o curso.
A secretaria da Assembleia da República enganou-se e inventou um engenheiro no então deputado.
Até para a vitória nas legislativas, muito contribuiu a gestão administrativa que se fez em Belém.
É preciso ter galo. Andam as secretarias todas com o cidadão José Sócrates ao colo e ele nem consegue fazer nada para o impedir"

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11 Abril 2007

Artistices

Por Zirtaev
"O campeonato está a chegar ao chamado ponto de rebuçado. Isto é: os erros têm cada vez menos margem de recuperação. E à conta desse "pormaior" assumem proporções mais evidentes os lapsos, próprios ou alheios. O impactante, estádio a estádio, transvasa em muito o normal das quatro linhas.

Agrava-se algo que diminui a credibilidade: dos jogadores aos treinadores, dos dirigentes ao "staf" de colarinhos brancos que pululam pelas SAD até aos árbitros, há propensão para posições artificiais, umas funcionando como bodes expiatórios dos seus falhanços, outras para condicionar o parceiro do lado.

Podem os vários intérpretes do futebol português julgar que não, mas estão envolvidos num faz-de-conta pernicioso.

O "fiteirismo" dos jogadores que se rebolam pelo relvado ao primeiro sopro e fazem entrar os carros-maca para nada é de péssimo gosto; só serve para prejudicar o espectáculo. Os treinadores que se mostram incapazes de assumir o benefício irregular das suas equipas, encontrando sempre a desculpa mais esfarrapada, como a de que estavam a olhar para o lado ou a pentear macacos num golo obtido graças a um erro grosseiro, é do mais antipedagógico que há. Leve-se ainda em conta o patamar dos assalariados de gabinete para fazer veicular as mensagens mais convenientes, sempre prontos a fintar uma informação ou a valorizar a que mais jeito dá à sua instituição, nem que seja para desestabilizar a do adversário e, no topo da pirâmide quem está? Dois tipos de dirigentes: os que comandam cada clube e SAD segundo umbiguismo puro e duro e os outros, os que, na Liga ou na FPF, assobiam para o lado, incapazes de ditar regras e escapar ao eleitoralismo permanente.

Ah!, pois, e há os árbitros, uns sujeitos cobertos pela desculpa simples de que são humanos e, como tal, sujeitos a erro. O que lhes acontece quando influenciam resultados e, mais do que forjarem penáltis, são capazes de "inclinarem" os relvados numa só direcção com um festival de apito, como é exemplo fresco o Beira-Mar–Benfica e o trabalho de Lucílio Baptista? Muito pouco, para não dizer nada.

É este o quadro realista, mas lamentável, em que se movimenta o futebol português. A justificar uma pergunta cuja resposta não vislumbro: por quanto tempo mais resistirá a tanta artistice nefasta?"

Fernando Santos, jornalista in editorial d'O Jogo

"Visão
Lucílio Baptista

Esta época, antes do FC Porto-Benfica, Lucílio Baptista foi acusado, pelos encarnados, de ser um árbitro caseiro. Julgou-se que a acusação fazia parte da arte de "fair-divers" característica na semana de clássicos. Ontem, o árbitro fez questão de usar 90 minutos em Aveiro para provar que a acusação estava incorrecta."

Allcides Freire in O Jogo

Champions League

É um grande contra-senso, mas sempre que vejo um jogo do Chelsea, inevitavelmente, torço por eles. Na liga inglesa seria muito natural, já que no clube londrino estão José Mourinho, treinador que para mim é o melhor, Ricardo Carvalho, Paulo Ferreira, Rui Faria, etc., mas na Champions League não seria normal que assim fosse. Nunca lhe vou perdoar não ter festejado a vitória na Champions pelo FCPorto, quero que nunca mais vença uma Champions na vida. Se calhar vou torcer por eles até à final e talvez aí a sua derrota poderá de algum modo fazê-lo sentir e saber que SpecialOne é o grande clube onde a venceu e que se não aproveitou para ser feliz naquela hora, dificilmente o será mais.

Não posso também deixar de realçar a grande humilhação provocada pelo Manchester United à Roma, ao bater esta por 7-1. Onde é que eu já vi este resultado? E pensar que estas humilhações só aconteciam a um certo clube português.

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10 Abril 2007

Qual destes nomes queriam ver como presidente do FCPorto?

Por Zirtaev
Conforme prometido, e uma semana depois, volto ao tema da presidência do FCPorto, agora que faltam cinco dias para o fim do prazo para apresentações de candidaturas. Tinha dito no post de apresentação dos candidatos que colocaria novamente a votação, e numa espécie de segunda volta, os três nomes mais votados pelos Portistas de Bancada. O resultado da votação deu-me razão por querer fazer esta segunda volta, é que, como poderão ver nos resultados apresentados no quadro de votações (cliquem na imagem para ver melhor), existiram muito votos dispersos pelos vários candidatos. Dos 287 votos (relembro que cada visitante só teve direito a um voto), cerca de um terço dos votos foi dividido por catorze dos nomes da lista, justificando assim uma votação só com os três candidatos que mais se destacaram.

Além dos três nomes mais votados, outros nomes se podem realçar, como é o caso do Vítor Baía com 24 votos, Miguel Sousa Tavares e Fernando Gomes (ex-jogador) com 16 votos cada e António Oliveira que obteve 14 votos.

Em relação aos três nomes que se destacaram e que agora coloco a votação (em que novamente cada visitante só tem direito a um voto) não vou tecer quaisquer considerações, essas ficam para os comentadores do blog, quando justificarem o seu voto. Fica apenas o quadro para os Portistas de Bancada votarem.

Quem queriam como presidente do FCPorto?
Belmiro Azevedo
Presidente da SONAE, ex-jogador de andebol do FCPorto e ex-director da natação do FCPorto
Pinto da Costa
Presidente do FCPorto e FCPorto Futebol SAD (Detém 1% das acções)
Rui Moreira
Empresário, membro do conselho consultivo do FCPorto Futebol SAD, presidente da A.C. Porto e comentador do Trio de Ataque

Nota:
Muito se disse, principalmente aqui no blog, sobre este assunto, e sobretudo a uma conclusão se pode chegar, para muitos portistas não é sequer admissível discutir este tema, é um completo tabu. Quem ousou, como eu, lançá-lo para a discussão de todos os portistas, por achar que o mundo do FCPorto necessitava desta discussão, teve direito a ser acusado de tudo e mais alguma coisa. É incrível o que fui lendo desde que coloquei esta pequena votação, que nem sequer é muito representativa, a decorrer; é incrível como tanta calúnia foi correndo por aí, tanto neste blog como noutros; é incrível como fui ofendido por pessoas que se consideram mais portistas que eu só porque não pensam como eu; é incrível como alguém pode sequer colocar em causa o portismo dos outros só porque ao contrário desse alguém, existem pessoas que não se limitam a olhar para o passado; é incrível como se pode colocar em causa o portismo de alguém que há quase um ano se dedica a um blog por amor ao clube que ama; é incrível. Isto não é uma vitimização, é uma triste constatação e também um desabafo. Mas desenganem-se os que pensam que algum dia colocarei pessoas acima do clube que amo e acima de tudo desenganem-se os que pensam que algum dia com calúnias, ofensas e pressões me calarão por fazer o que acho melhor para o meu clube de coração, o FCPorto.

PS: Não se esqueçam de actualizar as vossas equipas do Fantasy Football para a Liga da Bancada.

PS2: Apesar do suspeito do costume (Sr.LB), o Beira-Mar ontem deu uma ajudinha ao FCPorto. Faltam assim ganhar cinco dos seis jogos que ainda faltam no campeonato para que o Bi seja uma realidade.

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09 Abril 2007

Agora que o miúdo voltou...

Por Zirtaev
A história que conta o vídeo que vos apresento passou-se no ano de 2005 no estádio dos Aflitos, estádio do adversário do Grémio de Porto Alegre desse dia, chamaram-lhe a "O Milagre dos Aflitos". Só a vitória interessava a qualquer um dos clubes para ser campeão. A história deste jogo impressiona qualquer pessoa, qualquer adepto de futebol, é verdadeiramente arrepiante a forma como foi conquistado o campeonato para o clube de Porto Alegre.

Este ano a história dessa conquista foi transformada em documentário a que deram o nome de "Inacreditável - A Batalha dos Aflitos", tendo sido apresentada à imprensa na passada semana. O herói desse milagre é um jogador que na altura era um miúdo, tinha apenas 17 anos. É um predestinado para o futebol, é um dos jogadores mais promissores do mundo dada a sua genialidade, mas continua um miúdo. Esse miúdo espalha agora o perfume do seu futebol na equipa do FCPorto e ainda no último jogo o mostrou. O comentador do jogo dos Aflitos chamou-lhe Andershow, nós, para já, chamamos-lhe apenas Anderson.


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07 Abril 2007

Devia ter acabado ao intervalo

Por Zirtaev
FCPorto 5-1 Setúbal
Jorginho 6', Adriano 16' e 35', Postiga 21', Bruno Ribeiro 61', Anderson 77'

Por incrível que possa parecer, e com um resultado mais que satisfatório, os portistas tiveram razões para saírem do estádio muito preocupados. A segunda parte do jogo, salvo o tão esperado regresso de Anderson, foi completamente para esquecer. O resultado estava feito e, pelo que se viu, acho que todos a dispensavam, os adeptos, os árbitros, os jogadores das duas equipas, mas principalmente o Pepe.

Entendem-se perfeitamente as experiências que foram feitas, o descanso que foi dado a alguns jogadores importantes e o dar minutos de jogo a outros, mas quis a ironia do destino que um dos únicos cinco normais jogadores titulares da equipa que ainda se encontravam em campo, se lesiona-se. Quando Pepe chocou com o setubalense e pediu assistência, entendeu-se logo que a situação seria de gravidade, o que veio a confirmar-se. É caso para perguntar, o que mais irá acontecer???? Além de tantas lesões que só o azar pode justificar, tal como disse Jesualdo, por se tratarem na sua maior parte de lesões traumáticas, agora, nesta fase de resolução do campeonato, ficamos sem o grande esteio da defesa que é o Pepe e pelo que se adiantou, será até ao fim do campeonato. Uma perda de muito peso na defesa e na equipa, o que nos vale é que Bruno Alves tem estado a muito grande nível.

Mas passemos ao jogo em si. Previa um adversário com o autocarro à frente da baliza e nunca saberemos se era essa a sua intenção, já que sofrer um golo logo no início do jogo poderá deitado por terra todas essas ideias. Com Postiga ao lado de Quaresma e Adriano na frente de ataque, com Jorginho à frente de Mareq Cech e Lucho no meio campo, a equipa entrou muito bem no jogo, com o brasileiro do meio campo a dar nas vistas, jogando e fazendo jogar, sendo até, para mim, o melhor jogador em campo, coroando a sua exibição com o golo que marcou e que há muito merecia.

Começando a vencer e com uma equipa do Setúbal praticamente ausente, a história da primeira parte é praticamente a história dos golos que comprovam a forma como o FCPorto jogou, desinibido, com jogadas rápidas e bonitas, jogando praticamente ao primeiro toque, sendo que Jorginho fazia as transposições da defesa para o ataque com grande fluidez. A nível do meio campo defensivo Mareq Cech, que fez um excelente jogo, embora ainda falhe alguns passes, e Lucho iam dando conta do recado com grande facilidade e ainda tinha tempo para criar desequilíbrios na frente. Quaresma esteve também imparável, e embora não tivesse marcado, deu três golos a marcar, mostrando porque é o jogador com melhor assistências da liga. Adriano, tal como se pede a um ponta-de-lança, marcou e por duas vezes, transformando-se no jogador mais eficaz da primeira liga. Correu tudo tão bem, que até deu para o esforçado, mas tantas vezes inconsequente, Postiga matar saudade dos golos, marcando quase 4 meses depois e assim voltar ao primeiro lugar da lista de melhores marcadores.

Para a segunda parte e com os três pontos já seguros, Jesualdo Ferreira resolveu mexer, experimentar, fazer rodar jogadores. Mareq Cech, regressou ao lado esquerdo da defesa, Fucile, que estava no lado esquerdo, foi para o lado direito e Bosingwa que fazia esse lugar subiu para médio defensivo, onde, diga-se de passagem, jogou mal, ao contrário do que normalmente faz no lugar de onde veio. Entretanto tirou Jorginho e colocou Anderson, tirou Lucho e colocou Lucas, que mostrou que não é deste campeonato. Mareq Cech regressou então novamente ao meio-campo para junto de Bosingwa. Resultado de todas estas trocas: com um placar tão favorável e com os jogadores a não se esforçarem tanto, o FCPorto ressentiu-se e muito do seu futebol, o meio campo perdeu fulgor, a defesa começou a cometer alguns erros, que acabaram por dar em alguns lances de perigo para a baliza de Helton, acabando este por sofrer um golo.

Nem o tão esperado Anderson foi em algum momento capaz de pegar no jogo, mostrando que cinco meses de paragem até aos génios afectam. Mas a classe está lá e a prova disso foi precisamente as duas vezes que com excelentes passes isolou os seus colegas que falharam completamente isolados na frente do guarda-redes e o bom golo que marcou. Em suma foi uma segunda parte de algumas experiências que se compreendem perfeitamente dado o avolumado resultado do final da primeira parte.

Uma grande goleada, construída nuns grandes primeiros 45 minutos de jogo, um resultado que dá muita moral para o difícil fim de campeonato, mas um resultado manchado pela perca de um jogador chave como é o Pepe. A lesão ainda terá de ser reavaliada, esperemos que não passe de um susto.

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06 Abril 2007

Em contagem decrescente rumo ao bi

Por Zirtaev
Esta deve ser uma das piores fases de que me lembro no que respeita a lesões no FCPorto. O professor, depois de ter passado com um suficiente no teste da Luz, terá de fazer mais uma vez uma equipa diferente de qualquer outra que tenha feito esta época. Por incrível que possa parecer, e quando já haviam 8 lesionados, ontem tivemos mais uma desagradável surpresa, João Paulo um dos jogadores que poderia substituir um dos indisponíveis Meireles e Assunção, também não estará disponível para o jogo de hoje. Por este andamento, e em jeito de brincadeira, ainda se vão lesionar mais um ou dois jogadores durante o aquecimento do jogo.

Mas a situação está longe de ser para brincadeiras e o próprio Jesualdo Ferreira já alertou que este será ainda um jogo mais difícil que o jogo em que empatamos com o 2º classificado. E não é para menos, o adversário é uma equipa que precisa de vencer este jogo como quem necessita de pão para a boca, e poderá não haver qualquer exagero nesta última frase, jogamos com um meio campo em que os jogadores nunca jogaram juntos e logo num jogo em que a perca de pontos poderá significa a perca do campeonato, aliás como todos os jogos até ao final do campeonato. De outros lados não deverão haver facilidades, pelo menos estão prevenidos para isso, já que o SrLB irá comer ovos moles e a cidade da paixão será Braga.

Com quatro jogadores lesionados, só no meio campo, e dois deles habituais titulares, será então muito difícil adivinhar quais serão as opções do treinador. Será que opta por um 4-3-3 ou por um 4-4-2 e quem colocará nesse meio campo? De qualquer das formas temos o plantel mais caro da liga e é nestas ocasiões que temos de demonstrar a sua utilidade.

A minha aposta vai para um 4-3-3 de ataque, já que não duvido que teremos um autocarro na frente da baliza de um adversário que irá fazer tudo para conseguir um pontinho, ou será para tirar dois pontinhos ao FCPorto? Adiante. Esperemos apenas que não lesionem nenhum jogador do FCPorto e se nos lembramos do jogo da primeira volta…

Colocaria Alan no onze inicial, é um extremo e nestes jogos precisamos de alguém a ir centrar à linha, ou então Vierinha que também tem essas características, mas é uma incógnita a sua situação e Alan pelo menos tem mostrado espírito de sacrifício. Conto que Anderson, mesmo que não esteja no seu melhor, seja opção inicial, isto, dadas as circunstâncias. Caso colocá-lo de início seja arriscar muito, Jorginho entraria no lugar dele a acompanhar Lucho e Marek Cech no meio campo. Se tudo estiver a correr bem, na segunda parte colocaria em campo o miúdo André Castro. Aqui vai a minha aposta para o onze inicial:

Bem mais que dos lesionados, o que o FCPorto mais precisa nesta contagem decrescente de jogos rumo à vitória final é do apoio dos seus adeptos e principalmente nesta terrível fase do campeonato em que todas as armas irão ser escassas para tão grande quantidade de inimigos. O momento é de luta e a equipa precisa de nós, por isso vão ao estádio portistas e ajudem o mais que poderem o nosso FCPorto a ser bi-campeão.

FCPorto - V. Setúbal, 20H00 - SportTv1

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05 Abril 2007

A propaganda do sistema

Por Menphis
Desde os tempos dos romanos que existe uma coisa que quem detém o poder não dispensa e trata-a como uma arma fabulosa, quer seja de arremesso aos seus adversários, quer seja de exaltação do seu valor ou apenas para tentar esconder os males que se passam naquilo que governa.: é a chamada propaganda.

As guerras são sempre palcos de propaganda fabulosa, com imagens expressivas e encantadoras, muitas vezes ternurentas, onde as palavras são importantes e os grandes lemas essenciais para conquistar o grande objectivo, minando o adversário, desmoralizando-o e enfraquecendo-o mentalmente, esperando sempre o momento onde ele esteja mais débil para atacar, pode-se dizer que a propaganda é como os abutres.

No futebol também assistimos a vários momentos de propaganda sendo necessário andar atento aos sinais, num outro post chamei de “mensagens sublimares” com protagonistas de várias vertentes fazendo recordar velhos tempos onde as vitórias do clube do sistema funcionava como ópio de um povo sedento de alegrias.

Antes da partida de domingo, apelidada por todos de jogo de ano, os prognósticos só tinham um sentido: o SLB ganhava ao FCP porque tinha grande força anímica. As tácticas e o valor das equipas sempre foram para segundo plano, o que entusiasmava quem fazia o prognóstico do jogo era mesmo a força anímica, como se fosse ela que estivesse no campo.

Posteriormente, quando o árbitro foi conhecido a pressão começou a ser feita logo no dia seguinte para que funcionasse tudo a favor do clube do povo. Desvirtuou-se noticias, criou-se mal entendidos, incendiou-se o ambiente, lançou-se a suspeição obrigando a que o árbitro viesse à praça pública desmentir, coisa nunca antes vista.

O pudor estava perdido, mas no dia do jogo tudo foi mais longe. Desde telejornais onde benfiquistas desbocados falavam alarvidades, ficando-me na retina uma cena no jornal da tarde da TVI em que o jornalista disse “agora vamos todos cantar...”, e lá cantaram, perante o olhar incomodado de Júlio Magalhães, que sabemos é um grande portista, até recordações de tempos gloriosos por ex-glórias.

No jogo, propriamente dito, o festejo do comentador, aquando do golo do SLB, foi de uma alegria e raiva imensa, os sentimentos tomaram o lugar do profissionalismo, sendo quase possível vê-lo aos saltos.

No final da partida, eis que no rescaldo da Sportv perdem quase o tempo todo a questionar-se o FCP tinha capacidade para aguentar o 1º lugar. Ora justifica-se que o FCP anda cansado, ora que não tem jogadores para decidir, ora que tem jogadores sem ritmo, enfim uma vasta de justificações apenas só dizendo que o FCP conseguiria ganhar o campeonato, porque o SLB andava em baixo e com a UEFA pelo meio não conseguiria ganhar as duas provas em que estava envolvido. Ou seja,o FCP não ganhará com mérito, apenas por demérito do adversário, como se fosse ele que perdesse os pontos que o FCP já perdeu, permitindo a aproximação dos concorrentes.

Agora fala-se dos incidentes, desmentindo versões, desrespeitando autoridades, mentindo e insultando tudo e todos, esquecendo um passado em que não se questionou tanto a segurança e em que os actores foram das cores deles.

-Esquecem-se que uma equipa foi apedrejada em plena final da Taça de Portugal perante os olhares abismados dos ministros e dos jogadores que tiveram que se esconder nas cabines dos jornalistas para poder levantar uma taça que conquistaram justamente.

-Esquecem-se que já houve uma morte no mesmo estádio, num momento de euforia e que o autor não vestia das nossas cores.

-Esquecem-se do último derby lisboeta onde as ruas foram aterrorizadas pelos vândalos que também habitam no lado deles e não só no nosso lado.

-Esquecem-se que a insegurança nos estádios e que a violência é o reflexo da sociedade que vivemos e que é um assunto sério demais para que desrespeitemos os outros, quando amanhã podemos ser dos nossos envolvidos.

Com tudo isto, esquecem-se também que, afinal, o FCP continua na mesma em 1º, que, apesar de todas as contrariedades, de todas as perseguições, continua bem lá acima, no lugar desejado por todos, que a arbitragem que tanto questionaram não foi assim tão feliz, e que, afinal, a equipa portista tem uma grande personalidade, um grande carácter e um grande valor, podendo lutar contra todas as adversividades.

É por tudo isto, que perante a enésima pergunta feita ao treinador do FCP se tinha capacidade para manter o 1º lugar, deu gosto em ouvir isto: “Adverso seria estarmos atrás na classificação. O que se vive no grupo de trabalho é um clima de grande confiança, até porque já somos líderes há 23 jornadas. Temos consciência de que os últimos sete jogos que faltam vão ser complicados, mas vamos lutar pelo título até à última jornada.“

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04 Abril 2007

Cara e coroa

Por Zirtaev
"Se Jesualdo Ferreira foi para o Estádio da Luz convencido de que regressaria a casa derrotado, tem por estes dias todas as razões para estar feliz. Afinal, não perdeu. Mas sobram-lhe poucos motivos para estar satisfeito. No caso de o objectivo ter sido manter o FC Porto na liderança, a qualquer preço, pode sorrir sempre que lhe baterem à porta, mas se parar para pensar apenas nos 90 minutos do clássico encontrará razões para fechar a cara, enrijecer a expressão e esconder o sorriso. Não basta passar pelo Inferno e sair de lá vivo e algo chamuscado.

O FC Porto do clássico manteve a tendência suicida de achar que os jogos têm menos de 90 minutos. Chelsea, os dois jogos com o Sporting e até mesmo o embate com o Benfica no Estádio do Dragão, são disso exemplo. Para este FC Porto a distância entre o céu e o purgatório mede-se em minutos e nestes jogos, especialmente, essa viagem tem durado tanto como o intervalo. No clássico da Luz, o FC Porto nunca poderia ter aceite tão passivamente a perda de protagonismo, passando de dominador a dominado. Acabou condenado pela sabedoria popular resumida na ideia de que um cântaro não dura sempre, nem que para tal tenha de ser o dono a deixá-lo cair. E o FC Porto não teve mãos para o segurar 90 minutos, ainda mais porque a rendição das unidades mais desgastadas revelou-se errada. Renteria não deve ainda saber como se agarra um cântaro em Portugal e Anderson não foi dado tempo para ajudar a mantê-lo intacto. Apesar de tudo, até porque o Inferno até se revelou ameno, o FC Porto de Jesualdo continua na liderança e ganhou vantagem no confronto directo com um dos candidatos ao título. O que é suficiente para provocar inveja em, pelo menos, duas equipas portuguesas.

Distúrbios
Culpados

Sobre o inqualificável comportamento da claque do FC Porto nada a acrescentar. Sobre a decisão do Benfica de colocar os adeptos portistas naquela bancada e a passividade da PSP, que nada fez para a contrariar, uma pergunta: serão cegos?"

Alcides Freire in O Jogo


Diferenças entre o Dragão e outros

"Apesar de não querer falar sobre os métodos de organização de jogos que vigoram na Luz, Eduardo Valente deixou bem claro que no Estádio do Dragão é muito difícil assistir-se aos acontecimentos do último clássico. As razões vêm logo a seguir. "O FC Porto assume-se como um clube europeu e previu na concepção do estádio o cumprimento escrupuloso das recomendações da UEFA. O sector visitante tem uma capacidade máxima de 2500 lugares, ou seja, cinco por cento da lotação, está bem identificado e tem infraestruturas próprias, como posto médico, wc, bares e áreas para espectadores com deficiências motoras, isto para além de uma entrada exclusiva para os adeptos, com acessos simples e estanques para o exterior", esclareceu Eduardo Valente. Primeira grande diferença para a Luz: nas últimas três épocas os adeptos portistas ficaram colocados em três sítios diferentes. "Não alteramos rotinas e desde o início que o sector visitante é sempre o mesmo, na Bancada Norte, que tem apenas um único anel e, portanto, sem adeptos por cima. O arquitecto Manuel Salgado já sabia da colocação dos adeptos visitantes. E os próprios adeptos do FC Porto que ficam nas áreas limítrofes do sector visitante já sabem da existência desse espaço".

A entrada dos adeptos visitantes no Estádio do Dragão processa-se calmamente, já depois da revista minuciosa. A porta é exclusiva para o sector visitante e tem seis torniquetes para uma capacidade máxima de 2500 pessoas, possibilitando cada um a entrada a 600 adeptos por hora, o que dá, no total dos seis, 3600 espectadores, mais do que a capacidade, portanto, e mais do que suficiente para evitar problemas desnecessários.

Sector com espaço variável

"O sector visitante do Estádio do Dragão fica na Bancada Norte, junto à Bancada Nascente, e tem capacidade máxima para 2500 pessoas. A colocação é sempre a mesma, mas, dependendo do pedido de bilhetes do adversário, o sector diminui ou aumenta. Para delimitar a zona, e impedir o contacto físico com os adeptos portistas, são usadas lonas de segurança que retiram entre 500 e 600 lugares ao estádio e ainda a colocação de assistentes de recintos desportivos ao redor do sector. Tudo em nome do respeito das normas de segurança."

In O Jogo

Mazelas...

...do clássico
- Paulo Assunção pára duas semanas
- Raúl Meireles está em tratamento
- Quaresma sofreu uma contusão no joelho mas já treina

...do pós-clássico
- Renteria sofreu uma tendinite rotuliana

...do pré-classico
- Lisandro faz treino condicionado
- Bruno Moraes em tratamento
- Ibson faz treino condicionado
- Pedro Emanuel em tratamento

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03 Abril 2007

Que nome gostaria de ver como candidato à presidência do FCPorto?

Por Zirtaev
A pergunta do título é bastante explicita e é a nova pergunta da Opinião da Bancada. Como alguns já devem saber, o prazo legal para a apresentação de candidaturas à presidência do FCPorto acaba no dia 15 de Abril, faltam menos de duas semanas, e, até agora, ainda nenhuma candidatura se apresentou, o que não quer dizer que não venha a acontecer. Alguns podem achar inoportuna esta votação dado que o campeonato ainda não está resolvido e o empate do clássico ainda está nas nossas mentes, mas, como compreenderão pelos prazos, ela tinha de ser feita já.

O prazo legal para o actual presidente prolongar o actual mandato por mais um ano já acabou, mas se nenhuma candidatura se apresentar até ao dia estipulado, o actual presidente, pelo que me é dado a conhecer dos estatutos do clube, pode invocar um vazio directivo e aí então fazê-lo, ficando a actual direcção a conduzir os destinos do clube por mais doze meses.

Pinto da Costa antevê-se como o mais provável candidato a ficar na presidência. Muitos, naturalmente, apoiam o presidente que fez do nosso clube o que ele é hoje. Prova disso são as quase dez mil assinaturas recolhidas pela comissão de recandidatura do actual presidente. Mas se a continuação da direcção presidida por Pinto da Costa há uns tempos atrás era mais que pacífica no seio dos adeptos portistas, algo mudou e já existem muitas vozes discordantes, vozes que acham precisamente que é altura de mudar algo. Não vou estar aqui a falar das virtudes e dos defeitos da actual direcção, assim como as dos candidatos que coloquei a votação, cabe a cada um explicá-las na caixa de comentários, justificando assim a sua opção.

Os nomes que coloquei na votação são os que, por um motivo ou por outro, já foram falados para o lugar em vários pontos azuis-e-brancos por onde se discute o assunto. Alguns nomes poderão ser considerados absurdos por alguns portistas, já por outros nem tanto, tentei apenas não excluir ninguém e espero não me ter esquecido de nenhum nome. A intenção é saber quem gostariam os adeptos portistas que se apresentasse como cabeça de lista a uma candidatura.

Esta votação, a que cada um só tem direito a um voto, será terminada daqui por uma semana, aí colocarei, tipo uma segunda volta, os três candidatos que mais votos obtiverem na questão hoje apresentada. Criarei então uma nova votação, para determinar, quem gostariam os portistas de ver a comandar os destinos do clube por mais três anos.

Aqui está a pergunta da "Opinião da Bancada", podem já votar.

Que nome gostaria de ver como candidato à presidência do FCPorto?
Adelino Caldeira
Vice-presidente do FCPorto e administrador do FCPorto Futebol SAD
Antero Henrique
Director geral de futebol do FCPorto
António Oliveira
Empresário e accionista da FCPorto SAD (Detém 11% das acções)
Artur Santos Silva
Presidente do BPI, Presidente da COTEC Portugal e membro do conselho consultivo do FCPorto Futebol SAD
Belmiro Azevedo
Presidente da SONAE, ex-jogador de andebol do FCPorto e ex-director da natação do FCPorto
Fernando Gomes (Ex-jogador)
Empresário e ex-jogador do FCPorto
Fernando Gomes (Ex-Pres.Câmara Porto)
Ex-presidente da câmara do Porto, ex-ministro da administração interna e administrador executivo Galp Energia
Fernando Gomes (SAD)
Director do FCPorto, ex-jogador de basquetebol do FCPorto, administrador da FCPorto Futebol SAD e representante para as relações com o mercado da FCPorto Futebol SAD
(Detém 0,01% das acções)
Ilídio Pinto
Director do FCPorto, administrador da FCPorto Basquetebol SAD e membro do conselho consultivo do FCPorto Futebol SAD
Jorge Costa
Ex-jogador do FCPorto e actual treinador do SCBraga
Manuel Serrão
Empresário, comentador e colunista
Miguel Sousa Tavares
Escritor, comentador e colunista
Paulo Teixeira Pinto
Presidente do MillenniumBCP
Pinto da Costa
Presidente do FCPorto e FCPorto Futebol SAD
(Detém 1% das acções)
Reinaldo Teles
Director do FCPorto, administrador do FCPorto Futebol SAD e ex-atleta do FCPorto
(Detém 0,07% das acções)
Rui Moreira
Empresário, membro do conselho consultivo do FCPorto Futebol SAD, presidente da A.C. Porto e comentador do Trio de Ataque
Vítor Baía
Actual jogador do FCPorto

PS: Não se esqueçam que esta semana temos jornada da Champions League e por isso têm até hoje às 19h45 para fazerem as vossas equipas da Liga da Bancada.

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02 Abril 2007

Oportunidade perdida

Por Zirtaev
Benfica 1-1 FCPorto
Pepe 41', Lucho (pb) 80'

Este foi um jogo em que claramente, quando acabado, tivemos toda a impressão que estivemos com o pássaro na mão e o deixamos fugir, ou melhor dizendo, perdemos uma grande oportunidade de claramente quase acabar com o campeonato a nosso favor. Depois de uma primeira parte de completo domínio em que a equipa esteve muito personalizada, conseguindo calar por completo aquilo que a comunicação social lisboeta apelida de inferno, tivemos uma segunda parte em que mostramos o porquê de todos os portistas ainda estarem a sofrer pela tão ansiada vitória final.

O treinador surpreendeu tudo e todos com a inclusão de Jorginho no onze inicial, que, num 4-4-2 em losango, jogou no vértice mais ofensivo. Aposta ganha, na minha opinião, já que Jorginho tem boa qualidade de passe, segura bem a bola e é lutador, é evidente que não tem a qualidade de Anderson, mas é sempre preferível, numa equipa que quer ganhar, a um médio defensivo, como estaríamos à espera. Assim, os dragões entraram muito bem na partida, trocando bem a bola, fazendo muita pressão nos jogadores adversários. Notou-se uma diferença de qualidade enorme entre as duas equipas. Tal era a diferença que se tornava obrigatório ao FCPorto marcar, já que ao intervalo com toda a certeza o adversário iria rectificar a forma de jogar e o FCPorto não iria ter as mesmas facilidades.

Algumas oportunidades foram surgindo, com especial destaque para Adriano que apareceu isolado em frente a Quim, não conseguindo concretizar. Aos 41 minutos, num livre bem marcado por Quaresma, Pepe, que grande exibição, responde da melhor maneira, livre de marcação ao segundo poste faz o primeiro golo do FCPorto. Estava colocada justiça no marcador, estando a vencer a única equipa que esteve em campo e que mais fez por isso.

Na segunda parte esperava-se uma entrada forte do clube da casa e foi o que aconteceu, mas o que não se esperava era um recuo tão grande do meio campo do FCPorto, que não fez pressão alguma sobre os jogadores que tinham a bola e, pior que isso, não conseguiu sair do seu meio campo com a bola a jogar, mérito para o adversário, mas muito demérito para os jogadores do FCPorto. Jesualdo deveria ter percebido isso, aos quinze minutos já estava à vista de toda a gente que Jorginho, naturalmente sem o ritmo de jogo, já não conseguia fazer aquilo para que estava em campo, as transições defesa/ataque. Anderson estava no banco a aquecer, todos esperávamos a sua entrada, mas ele continuou no banco.

Os médios defensivos também pareciam não ter o mesmo gás e aí, o professor, trocou e bem Meireles por Marek Cech, troca por troca. Jorginho ou até Lucho, também mereciam sair e então a quinze minutos do fim Jesualdo retira Jorginho de campo, mas coloca Renteria. Como?!?!?!? Quer dizer, o nosso meio campo estava visivelmente fraco e retira-se um médio e coloca-se um avançado. Tudo bem, seria para segurar o lateral do lado esquerdo do adversário, mas o lateral esquerdo continuava a subir e o jogador (?!?) do FCPorto raramente o acompanhava, então para que ele entrou? Para jogar à frente, mas… Bem o que é certo é que para mim essa foi a substituição que tirou a vitória ao FCPorto. E com Anderson no banco. Helton, que esteve muito bem, foi evitando o pior, até que o que temíamos acabou por aconteceu a dez minutos do fim num lance infeliz de Lucho que marcou na própria baliza, lance que nasceu de um livre, mais um entre muitos, inventado pelo sócio do clube da casa que fez de juiz do encontro.

Entretanto quando faltavam dois minutos para o fim, finalmente, Anderson entrou. Já mesmo nos últimos minutos, a vitória poderia ter caído para qualquer um dos lados. Marek Cech fez uma galgada enorme num contra-ataque e, só com Quim pela frente, mas ainda fora da área desperdiça o golo. Mas, quando Renteria displicentemente no último lance do jogo, em que sozinho só tinha de desviar a bola para dentro da baliza, atira ao lado… eu só posso pensar que, apesar do empate não ser mau para os objectivos do FCPorto, a não conquista de uma vitória neste jogo foi uma grande oportunidade perdida de sentenciar quase em definitivo o campeonato.

PS: Foram mais uma vez vergonhosos os incidentes causados pela claque portista. Mas, e não querendo desculpar a claque, muita da culpa tem de ser atribuída à polícia e aos organizadores do jogo, já que claramente se previa algo do género quando se coloca uma grande falange de adeptos rivais num piso superior de um estádio, algo que vai completamente contra as recomendações da UEFA

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01 Abril 2007

Só a vitória interessa, como sempre

Por Zirtaev
Embora seja um dos jogos do ano que todos os portistas mais querem vencer, este jogo não é tão decisivo como muitos pensam. Aliás, a ser decisivo ele é-o apenas para o clube da casa, já que com uma derrota poderá quase dizer adeus ao título deste ano e, em sentido contrário, acaba por colocar FCPorto numa excelente posição para ser campeão. Por isso, a existir grande pressão ela tem de estar do lado de lá.

Uma derrota do FCPorto na Luz, embora dê grande ânimo ao segundo classificado, não decide coisa nenhuma, já que o FCPorto terá porventura o melhor calendário dos candidatos ao título, mas, e apesar disto tudo, pensar sequer em empatar não faz parte da mentalidade de um portista e por isso ganhar é a única opção válida que podemos aceitar, ou pelo menos ver os jogadores a fazerem isso, não estando aqui nunca em causa qual é o adversário.

Depois da terrível derrota no último jogo do campeonato, terrível não tanto pelo resultado mas até mais pela exibição, esta longa paragem terá dado tempo mais que suficiente para acertar agulhas na estratégia da equipa e por outro lado para recuperar jogadores que não estariam a 100%, como é o caso de Lucho.

Mesmo assim não deu tempo para recuperar uma peça importante na manobra da equipa, Lisandro Lopez, o que fará mudar do habitual 4-3-3 para o 4-4-2. Mas sobre a táctica pouco mais há acrescentar ao que foi dito no post anterior, e muito bem, pelo o Menphis_Child. Apenas recupero o resultado da votação que decorreu na "Opinião da Bancada" desta semana, sobre a inclusão ou não na equipa principal de Anderson, em que a maioria acha que não deve ser utilizado como titular. Esta deverá ser, também, a opção de Jesualdo Ferreira que não deverá querer arriscar de início um jogador, embora genial, que vem de uma paragem muito prolongada. Então, na minha opinião, o onze inicial que em principio terá um posicionamento em 4-4-2, deverá ser este:

Como sempre, e seja qual for a equipa apresentada de início, todos os portistas, incluindo um enorme apoio no estádio de mais 3.500 adeptos, só esperam uma vitória. Este jogo é um clássico e um clássico para o FCPorto deverá ser sempre encarado como uma grande final, as finais, essas, no FCPorto não se jogam, ganham-se.

FORÇA FCPORTO !!!
TRAGAM ESSA VITÓRIA PARA CASA!!!
PROVEM QUE SOMOS MELHORES E QUE MERECEMOS SER CAMPEÕES!!!

Benfica - FCPorto, 20H15, SportTv1

PS: Na próxima terça-feira colocarei na “Opinião da Bancada” uma pergunta sobre possíveis candidatos às eleições do FCPorto, em que incluirei o nosso actual presidente Pinto da Costa. Faço esta chamada de atenção, antes deste importante jogo, para ressalvar qualquer acusação de oportunismo por um resultado mais negativo que porventura possa hoje acontecer. Aliás, além de todas as razões mais que óbvias, esta é mais uma razão para o FCPorto vencer, para que a razão se sobreponha à raiva de um mau resultado, perante um assunto tão importante para o clube.

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