. Bem-vindos ao Portistas de Bancada - UEFA CHAMPIONS LEAGUE FANTASY FOOTBALL: Já está criada a liga Portistas de Bancada desta nova época, aceda a esta liga através do código 96295-19616 para participar neste famoso passatempo - OPINIÃO DA BANDCADA: 11 de Luxo: Qual a melhor serie? É esta a pergunta que está na barra lateral à espera da Opinião da Bancada

31 Dezembro 2007

Que seja mais um ano do Dragão

Por Zirtaev

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28 Dezembro 2007

A Rebelião das Massas e uma profusão de livros

Por Zé Luís
O que se publica em futebol e a promoção que (não) é feita. “To be or not to be” eis a questão

"O império que a vulgaridade intelectual exerce hoje sobre a vida pública é, porventura, o factor mais novo (...) Nunca o vulgo julgara ter "ideias" sobre as coisas. Tinha crenças, tradições, experiências, provérbios, hábitos mentais mas não se imaginava na posse de opiniões teóricas sobre o que as coisas são ou devem ser. (...) Hoje, pelo contrário, o homem médio tem as "ideias" mais taxativas sobre quanto acontece e tem de acontecer"
José Ortega y Gasset, Espanha 1929

Eu confesso que nem estranho não estranhar, mas neste país de paradoxos e ortodoxos, não deixo de me surpreender com a nossa idiosincrasia. Temos uma História de Portugal linda, empolgante e mítica, legada em especial por um zarolho que a contou de forma épica resgatando-a mesmo do mar que ameaçava sepultar Homem e Lenda. De resto, entre um país de marinheiros e ligação aos mares sem eu ver, agora, vocação ou construção naval que o justifique, e um país de poetas que julgamos também ser, sinto a perplexidade de desígnios não confirmados além do que as páginas de antanho nos legaram em qualquer das áreas.

Com a profusão de livros à volta do futebol que hoje se publicam nem vejo, sequer, se somos entendidos em bola e versados nas letras. Mas, sem ver, percebo que em terra de cegos quem tem olho quer reinar.

A constatação é de que quem fala de bola entrega a outros a explanação das ideias. Normalmente a jornalistas que, por seu lado, raramente escrevem sobre o tema em livro - e opiniões mais descabeladas não faltam. Bizarro ou não?

São jornalistas, hoje mais dados ao espectáculo que à informação denotando num e noutro lado falta de cultura e saber geral, que dão sabor a livros envenenados e vida própria a ponto de adulterá-los. Carolina e Veiga, no intervalo de um ano, deram flagrantes exemplos disso. Outros homens pretensamente de cultura aconselharam a leitura. Convenço-me que não somos o país de poetas que julgávamos e de escritores muito menos: a qualidade não tem acompanhado a quantidade.

Livros, estes livros da bola amiúde sem se falar do jogo mas do seu “entorno” e do caldo entornado, foram até propostos como prenda de Natal, oferecidos às dúzias a gente com barbas, promovidos à exaustão com recados de como ser campeão. Balelas.

Viram os jogos importantes?
Tudo embrulhado por jornalistas com esquizofrénico sentido de crítica, como o recente Porto-Guimarães foi exemplo.

Provavelmente o melhor jogo, vivo, intenso, perfumado, desta época, foi em geral desvalorizado. Começou por apreciações tão díspares de Lucho, o pior do FC Porto em Record e o melhor em campo para A Bola e O Jogo. De resto, comparando os dois jogos de sábado, por exemplo em O Jogo, o Belenenses terá feito uma exibição superior à do FC Porto, tal a profusão de notas altas aos de Belém. No Dragão, Record minimizou a actuação excelente do Guimarães com notas individuais baixas. Nem houve muita diferença para as notas do Benfica, decerto muito pior no Restelo. O nosso sentido de medida é ridículo. Ah, somos então o País do 8 e do 80. Este epitáfio resiste e não é grande coisa…

Para não variar, a SportTV passou quase toda a 2ª feira a dar excertos de jogos e a final completa da final do Mundial de Clubes. Fossem outros os resultados e não é ousado dizer-se que teria brindado os seus assinantes com um jogo entre o 1º e o 2º em risco de ficarem separados por um ponto, no Benfica-FC Porto, e entre o 1º e o 3º, como no excitante FC Porto-V. Guimarães, para muitos as equipas que melhor jogam em Portugal e o encontro demonstrou-o. Isto em semanas consecutivas. Afinal, quem faz a promoção do belo jogo em Portugal?

Sempre dividi a Imprensa Desportiva e Destrutiva. Esta "aparece" quando o FC Porto perde, viu-se agora no Nacional aquela capa, rara, que está sempre pronta para uma eventualidade...

Paixão, ou apetites com palavras
Há livros e livros. Há quem ache que (d)escreve a paixão que há em si mas enreda-se nas teias tácticas, entre um “jogador interessante” e uma “dinâmica de jogo entre linhas” aí como o Miguel deslumbrado Veloso. É o tédio no afunilamento da observação do jogo à luz das linhas curtas, a pressão alta e o desenho geométrico da distribuição de jogadores com o cúmulo de opinar-se sobre o melhor sistema (até se contradizer numa altura qualquer)…

Os livros “inducam” mas é preciso lê-los. Pelo menos saber umas partes de cor. Aquela miúda que no final do dia de Champions contracena com o Tadeia e recuperam o “Sr. Feliz e o Sr. Contente”, há dias teimou na incredulidade de ouvir Pinto da Costa anunciar em exclusivo à RTP (onde já não é “Feio, Porco e Mau”) que não saía nenhum jogador importante do FC Porto. A locutora de continuidade é nova mas apreendeu pecados velhos e não sabe que se o presidente do FC Porto diz que ninguém sai é mesmo assim. Não está habituada porque fala e ouve demais de outros clubes, mas basta ler um bocadinho jornais, nem é preciso livros, para além da ajuda que dão nas notícias do dia quentinhas da impressão em papel para debitar em TV sem direitos de autor, para perceber que no futebol tudo parece igual mas há uns mais iguais que outros e o presidente do FC Porto não vende kits nem gato Delgado por lebre Maxi Lopez…

Ma(i)nada!
As revelações em livro, agora também alvitradas em nome da obra a publicar de Octávio Machado, haja alguém conhecedor do meio e do tecido futebolísticos nacionais, são amiúde um fracasso. Literatura de cordel, tipo arroz carolino ensopado em ressentimento passional na angústia patente da memória dos amores idílicos, ou limpeza de imagem que não evita a comparação com quem cospe no prato onde comeu mas anseia voltar com promessas de títulos fantásticos. Cor-de-rosa, velho. O snob Ortega y Gasset já dizia há 80 anos:

"O homem médio encontra-se com "ideias" dentro de si, mas carece da função de "idear". Daí que as suas "ideias" [Como tornar o Benfica campeão] não sejam efectivamente senão apetites com palavras"

Deve ter sido por isso que o sábio Cajuda, apesar de não saber conter-se, disse um dia para Veiga "conhecer muita gente que queria ser presidente do FC Porto e nunca chegará a sê-lo".

Anunciam-se, amiúde com pré-aviso, obras literárias de dimensão inaudita. Até Camacho se intrigou como alguém supunha explicar como se faz um campeão.

Na onda livresca mais “soft”, só para entreter papalvos, até Nulo Gomes quis passar dos golos falhados aos livros feitos. Convencido de estar entre os melhores do mundo no Guiness e “mainada”, faltou convencer se terá as mesmas carências financeiras de Veiga para apelar à manada que compre um livreco de casa de banho. Mas as editoras, na dúvida sobre a próxima prima da obra da Carolina, arrebanham tudo…

Cópia pior que original
Em “A Rebelião das Massas”, Ortega y Gasset escrevia, já naquele tempo, que o vulgar tipo de rua, sem instrução alguma, desatou a saber e opinar sobre tudo. Passou de ignaro a iluminado. De repente, esta profusão de livros a que certos jornalistas emprestam adjectivos e conferem a identidade (em risco da credibilidade própria para benefício da de outrem) do “autor” real, demonstra isso mesmo. Já nem se questiona a moral cívica dos titulares, muito menos o seu cadastro criminal, veja-se o afamado "Macaco" e a história dos SuperDragões.

Atribui-se-lhes o mérito do livro que de facto não escreveram e de histórias que lhes interessam contar. Alguém desafiou Veiga a contar como levou Figo para o Real Madrid sem ser por uma janela de hotel... Ou em que ponto esteve Paul Le Guen antes de Trapattoni chegar à Luz para nem como campeão lá querer continuar… São perguntas sem resposta.

Pinto da Costa tem já uma profusão de títulos editoriais de fazer inveja. Deve ser por isso, mais uma vez, que outros se atreveram a ir onde não deviam. Mas a cópia é sempre pior que o original.

E até aí o copiaram. Com defeito.

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27 Dezembro 2007

Leandro Lima: que futuro?

Por Menphis
Nesta pré-temporada no meio de todas as contratações que o FCPorto realizou para o ataque ao "tricampeonato" houve uma que gerou mais expectativas do que todas as outras: Leandro Lima.

Por tudo aquilo que vinha rotulado pelas observações dos jornais, pelos jogos realizados nas selecções mais jovens do seu país de nascimento, pela evolução do seu futebol em consequência da sua idade jovem juntando à necessidade de ocupar um lugar no coração dos portistas despedaçados com a venda do seu géniozinho mais novo, Anderson, o jogador brasileiro logo foi adoptado com a maior esperança portista para a época 2007/2008 e como o maior candidato a revelação da Liga portuguesa.

As boas exibições na pré-época prometiam algo mais, até parecia que a sua adaptação estava a correr melhor do que o esperado, mas, entretanto, a época a sério começa e, aos poucos, o seu brilho começa a desvanecer-se e as esperanças depositadas dos portistas nele começam a serem envolvidas num manto de dúvidas.

As oportunidades que lhe foram dadas por Jesualdo Ferreira, não foram, por ele, aproveitadas, basta-nos recordar dos jogos realizados nas taças nacionais, e começou a ser habitual vermos o seu nome fora das convocatórias do plantel principal.

Agora com a chegada da reabertura do mercado de transferências leva-nos a pensar no que será melhor para a sua carreira no momento. Será justo que ele fique no plantel, apenas para jogar habitualmente na Liga Intercalar e fazer poucas aparições nos jogos da equipa principal, ou seria melhor que ele fosse emprestado a uma equipa da Liga Portuguesa para poder evoluir mais e para se poder adaptar melhor ao futebol europeu ?

Antes de mais, Leandro Lima é um jogador com características diferentes ao modo de jogar do FCPorto, é um jogador que necessita de espaço, de não ter preocupações defensivas e de ter a bola nos pés para poder ser mais útil à equipa, principalmente fazendo um apoio mais de perto ao jogador mais adiantado da equipa. Depois dou-me, por vezes, a recordar uma crónica de Jorge Valdano onde confessava uma conversa com um treinador reconhecido argentino, salvo erro Aldo Basile, onde este numa simples conversa de café juntou várias garrafas de água e fez um sistema táctico, chegando numa altura a afirmar, com o rosto triste, "este, acabou. O futebol de hoje não precisa deste". Por "este", entenda-se, o jogador que é conhecido com o " 10", e citava vários exemplos, desde Riquelme até Aimar, passando por Ronaldinho, jogadores que foram "obrigados" a abdicar das suas formas de jogar, mais livres tacticamente, passando para os flancos como solução para que o seu futebol encaixasse nas suas equipas. Até Anderson, um puro nº 10, está a jogar no Manchester United duma forma completamente diferente àquela que jogava no FCPorto, passando a jogar como médio "box-to-box", conforme gostam de apelidar os jornalistas desportivos.

Hoje em dia, tal e qual o que se passa no futebol europeu de alto nível, no sistema táctico de Jesualdo Ferreira um jogador com essas características tem muitas maiores dificuldades de entrar na equipa, estando jogadores, como Leandro Lima, a pagar por isso, além da sua juventude e de ter vindo dum clube com menores exigências do que o FCPorto, e um futebol que nem se compara com o futebol português.

Mesmo sabendo que a época é longa, e que o campeonato, com esta diferença de pontos e se o FCPorto não se descuidar, até poderá dar para lançar alguns jogadores mais jovens, penso que o melhor, neste momento, para a sua carreira e para que a sua adaptação/evolução fosse feita de uma forma mais certa e não a espaços, ou seja para jogar mais e não tendo oportunidades uma vez por outra, sou adepto de que Leandro Lima deveria ser emprestado, se possível, a um clube de média dimensão .

Na minha opinião, toda a gente poderia ganhar com essa decisão, o clube porque poderia ver um dos seus activos mais jovens e com uma maior margem de progressão a adaptar-se com sucesso e com maior rapidez ao futebol nacional preparando-o para a próxima época e o jogador porque teria hipóteses de mostrar a sua qualidade, que já demonstrou ter, mas mais habitualmente nos relvados nacionais.

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26 Dezembro 2007

Eleição do Jogador da Bancada 07/08 - Apresentação

Por Zirtaev
Jogo Nacional 1-0 FCPorto

É com muita pena minha que começo esta iniciativa do Portistas da Bancada após a nossa primeira derrota desta época para o campeonato, mas o que é certo é que o início desta eleição já estava programado bem antes desta partida de má memória. Apesar do campeonato já ir meio, podendo de alguma forma o resultado final desta eleição não ser tão justo, costuma-se dizer que mais vale tarde que nunca e achei que ainda ia bem a tempo de a iniciar.

Devem por esta altura estar a perguntar, mas do que é que ele está a falar? Passo por isso agora a explicar o funcionamento desta eleição. Como o próprio nome diz, o objectivo é eleger no final da época qual o melhor jogador do FCPorto para os Portistas de Bancada. A eleição será feita com a soma das pontuações de todos os convidados residentes que, ao fim de cada jogo oficial do FCPorto, terão atribuir pontos (de 0 a 10 em número inteiros) a cada jogador que tiver entrado em campo para defender as cores do nosso clube, sendo que se algum dos convidados não vir o jogo não atribuirá classificação aos jogadores nessa jornada, aliás como aconteceu já neste jogo. Pontuação que à partida deverá conseguir eleger o jogador mais regular do FCPorto em todas as provas.

A somar à pontuação de cada jogador, será somada a média de pontos que forem atribuídos pelos comentadores do Portistas de Bancada que poderão fazê-lo em comentário a este post e aos posts que colocarei regularmente após cada jogo com as pontuações dos convidados e com a pontuação geral actualizada. Para tal darei um prazo de 48 horas para que todos os comentadores atribuam a sua pontuação e avisarei quando der por terminado o prazo. A média dos comentadores será então somada à classificação geral, da qual colocarei, já devidamente actualizado, os dez primeiros classificados (TopTen), para todos verem na barra lateral.

Pode parecer complicado, mas não, é muito simples. Para já vejam abaixo as pontuações atribuídas pelos convidados residentes neste último jogo, depois abram a caixa de comentários e atribuam as vossas próprias pontuações. Se não quiserem pontuar os jogadores, podem simplesmente comentar as outras pontuações.

Classificação Geral

Pela pontuação dos convidados, e para já, o Bruno Alves foi o melhor deste jogo e lidera a classificação geral, agora aguardo as vossas pontuações e a vossa opinião sobre esta iniciativa.

De que estão à espera, ajudem a eleger o Jogador da Bancada da época 2007/08.

PS1: Previno desde já que, em relação às pontuações dos comentadores da bancada, me reservo ao direito de não considerar pontuações que considere absurdas ou completamente desfasadas da realidade.

PS2: Para facilitar coloco em comentário os nomes dos jogadores que actuaram no jogo. Só necessitam de copia-los, colá-los na vossa caixa de comentários e atribuir a vossa nota.

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24 Dezembro 2007

Que seja um bom Natal para todos vós

Por Zirtaev
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21 Dezembro 2007

Nacional 1-0 FCPorto

Por Zirtaev
Lipatin 57'
Equipa: Helton, Bosingwa, P. Emanuel, B. Alves, Fucile, P. Assunção, R. Meireles (Leandro L. 67'), Lucho, H. Postiga (Adriano 60'), Lisandro e M. Gonzalez (Kazmierczak 78')

Caros Portistas de Bancada, já tinha uma crónica pronta sobre o jogo para colocar aqui, crónica essa em que disparava em todas as direcções e em que demonstrava toda a minha frustração por esta derrota. Mas, dada a época festiva em que nos encontramos, decidi que seria melhor não o fazer, até porque esta equipa este ano já me deu muitas alegrias e os jogadores não mereciam que o fizesse, pelo menos a maior parte deles. Por isso peço as minhas desculpas, mas não haverá crónica, sendo que o que penso sobre o jogo acabou por já ser explanado na caixa de comentários pelos excelentes comentadores da bancada e em que a maioria das opiniões coincidem com a minha.

Portistas, continuamos em primeiro lugar no campeonato, com sete pontos de avanço sobre o segundo classificado, perdemos o primeiro jogo nesta competição, algo que teria de acontecer mais tarde ou mais cedo. Olhemos as coisas pelo lado positivo, talvez sirva para os jogadores entenderem que esta equipa afinal não é imbatível, que as derrotas afinal também poderão acontecer dentro de portas e quando menos esperarem, que a equipa tem algumas limitações e que a vantagem que existe pode desaparecer muito rapidamente. Que venham concentrados das férias, de forma a que não aconteça o mesmo que na passada época passada e que este jogo sirva de lição para isso mesmo. Falharam, com isso contribuiram para dar uma enorme alegria a milhões de portugueses, apesar disso esta equipa continua a ser a melhor deste país, para inveja desses mesmos milhões, mas que os jogadores tenham em mente que ainda não venceram nada esta época.

PS: Para os Portistas que não mais virão aqui, desejo-lhes um excelente Natal e aconselho-os a virem ao blog na próxima quarta-feira já que será apresentada uma nova e, penso, interessante iniciativa do blog. Quanto aos outros, ainda nos "vemos" na segunda-feira.

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O regresso a Gelsenkirchen

Por Zirtaev
Champions League - Oitavos de Final
Schalke 04 - FCPorto
1ª mão 19 Fevereiro (terça-feira) - Veltins Arena
2ª mão 5 de Março (quarta-feira) - Estádio do Dragão

Os outros jogos deste sorteio:
Celtic - Barcelona
Lyon - M. United
Liverpool - Inter Milão
Roma - Real Madrid
Arsenal - Milão
Olympiakos - Chelsea
Fenerbahçe - Sevilha

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Desafio interNacional

Por Zirtaev
É já a conhecer o adversário para o seu desafio internacional dos oitavos de final da Champions League que os jogadores do FCPorto entrarão em campo no desafio nacional de hoje na Madeira para defrontar precisamente o Nacional. O sorteio da Liga dos Campeões realiza-se da parte da manhã depois da onze horas e dos adversários possíveis (Celtic, Roma, Schalke 04, Olympiakos, Arsenal, Fernerbache e Lyon) saltam desde logo à vista 3 nomes que seriam de todo desaconselháveis dado o seu histórico poderio, Arsenal, Roma e Lyon. Dos restantes, sendo que nesta fase considerar um adversário fácil é não ter a noção do que é esta prova, poder-se-iam considerar adversários mais acessíveis clubes como o Celtic, apesar do ambiente infernal que nos esperaria na Escócia, ou o Shalke 04, o que nos faria ter grandes recordações ao regressarmos a Genselkirchen. Logo se verá quem calhará em sorte, já que ela será bem precisa.

Mas, como é sabido, o próximo adversário é sempre o mais complicado e o que realmente interessa para hoje é mesmo a questão nacional, com um adversário que no seu estádio costuma criar sempre grandes dificuldades a quem lá passa e os resultados do FCPorto em épocas anteriores na Choupana, terreno também difícil devido à altitude, são bem demonstrativas disso mesmo. Este ano, com muito menos fulgor, o Nacional da Madeira tentará fazer deste jogo o seu campeonato, tentando de alguma forma demonstrar que o seu lugar na tabela pode não ser condizente com a sua qualidade.

Mas, e para além das dificuldades já esperadas, o FCPorto conta ainda com ausências de grande peso na equipa principal, já que terá de jogar sem os seus habituais extremos Quaresma, por castigo, e Tarik, por lesão contraída no jogo com o Vitória. Animicamente estas ausências de vulto poderão de alguma forma afectar os jogadores que perdem referências importantes na frente de ataque, mas, por outro lado, eles saberão que terão de dar ainda mais para ajudar os colegas que irão substituí-los, contando já com Fucile que regressa ao lado direito da defesa depois da pequena lesão que teve. Jesualdo deverá manter o 4-3-3, acreditando eu que na frente de ataque coloque Lisandro do lado direito e que entre Mariano Gonzalez para o lado esquerdo, sendo que no meio ficaria a dúvida entre Hélder Postiga e Adriano, indo a minha escolha claramente para Adriano que gostava de ver regressar à posição onde se deu tão bem na época passada. Aqui vai a minha aposta:

Antes do jogo anterior dizia que temia que os jogadores entrassem num período de "descompressão" e eles fizeram-me o favor de demonstrar que estava enganado. Espero agora que façam precisamente o mesmo e que pensem nas férias só quando acabar o jogo e que tragam da Madeira uma vitória, conseguindo assim manter vantagem pontual a nível nacional, para todos os portistas poderem ter um ainda melhor Natal.

Nacional - FCPorto, 20H30 - SportTv1

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20 Dezembro 2007

Diferenças que acentuam a nossa superioridade. Também podia ser o marasmo ao virar da esquina.

Por Miguel Teixeira

O FC Porto está prestes a chegar ao Natal com a vantagem que nos habituou. Enquanto no campeonato deixa os adversários sedentos por contratações e os jornais fazem o seu papel de vendedores de banha da cobra (ver excelente post do Zé Luís de dia 16), o Dragão passeia-se com a nobreza de um relógio suíço. O superior andamento do FC Porto é evidente e este campeonato menor, fechado em si mesmo, de uma liga que vende os seus produtos com a sabedoria de um merceeiro e que é composta na generalidade por um dirigismo de encher os bolsos de poder, não pode usufruir por muito mais tempo do FC Porto. É tempo de nos prepararmos para voos mais altos e patamares de exigência idênticos aos nossos. Uma liga europeia é premente.

O jornal O Jogo que nos últimos tempos até tem pactuado com as vendas de Lisboa, lembrou-se de fazer um quadro onde dava conta das diferenças pontuais à 13ª jornada entre o FC Porto e o crónico candidato da imprensa, o SLB.

2007/08 - 10
2006/07 - 11 *
2005/06 - 6
2004/05 - 0
2003/04 - 6
2002/03 - 4 **
2001/02 -1
2000/01 - 7
1999/00 - 1

1998/99 - 5
1997/98 - 11

1996/97 - 5
1995/96 - 8 ***

* Apesar de ter 11 pontos de distância, o Benfica tinha um jogo em atraso por disputar - relativo à 1.ª jornada - com o Belenenses, que acabou por ganhar.
** O Benfica tinha um jogo a mais (que venceu). Na prática, eram sete os pontos de diferença para o líder.
*** Esta foi a primeira época em que as vitórias começaram a valer três pontos


Fonte: O Jogo

É tempo de nos libertarmos deste marasmo de nos obrigarem exigências competitivas que não são mais do que correr contra nós próprios, superar recordes que já são nossos, ora contra 11, contra 12, 13, 14…

Mesmo contra 14 e a tendência não tem mudado. O gráfico do jornal O Jogo esquece-se – pudera – das sucessivas épocas em que o FC Porto tem jogado contra 14. Ao FC Porto convém sempre marcar 2 golos. Os “outros” precisam de colinho do espanhol para ganharem “ganas”, de outra forma aquilo é balneário sem motivação. Falta o SCP que não conta para os desenhos do Jogo, mas a avaliar pela capa do jornal Record desta semana, “os leões estão de volta”, assim mesmo – o quer que seja que isso signifique.

Ora, descontando as épocas em que os adversários da 2ª circular iniciaram a estratégia da intimidação e dos jogos de bastidores, o FC Porto não tem feito outra coisa senão ganhar. Simples. Analisando o campeonato de relance, poderá dizer-se facilmente que somos favoritos, que podemos encomendar as faixas, que a Liga dos Campeões está ao virar da esquina, e a decrépita Taça de Portugal – descanse em paz, ámen – como um passeio garantido para a final dos piqueniques, é fazer o jogo dos nossos adversários, é entrar na mediocridade. O FC Porto compete época após época com a agonia de quem compete há demasiado tempo consigo mesmo. Só uma grande equipa como o FC Porto não cede perante o marasmo dos seus oponentes. É dificil não bocejar...

Ecos de uma certa blogosfera a sofrer com azia
Os blogues verdes ou encarnados tem perspectivas diferentes. Dei-me ao sacrifício de os visitar para saber como anda o seu moral. Aleatoriamente, escolhi dois blogues sportinguistas, e qual não é o meu espanto quando me deparo com o encerramento dos mesmos. Os administradores queixam-se de tudo e mais alguma coisa – tudo feito no sobejamente conhecido jeito “Kalimero” – a verdade é que os lagartos estão de volta às pedras, para a sua hibernação de Natal.

“A verdade é que mais do que nunca, chego à conclusão que estou incapacitado para fazer mais, fui vencido pela medianização (ndr: “medianização” não conheço) para a qual caminha o meu clube. Não me sinto capaz de lutar mais contra a verdadeira "pandilha" que gere o clube pelo qual eu sofro desde criança.” Blogue “Sporting Sempre

(…) ”O desânimo atinge tal ponto que se começa a questionar se realmente vale a pena…” (…) É a “despedida”. Blogue Sportinguismo

Pela “Tertúlia Benfiquista”, o peso das derrotas é evidente. Ainda assim, vão tendo tempo de considerar o golo de Lisandro Lopez contra o Vitória como sendo ilegal por fora do jogo do argentino… (RISOS). Deram-se ao trabalho de colocar uma foto deturpada para sustentar a sua fraca argumentação. A foto disponibilizada nesse espaço não tem a linha negra que prova que o fora de jogo é inexistente. Os blogues benfiquistas aprenderam uma forma de intoxicarem os seus leitores. Ora vejam:

“A equipa da casa estava a ganhar por 1-0 e desta jogada resultou o 2º golo, sendo que a equipa visitante estava a mostrar-se bastante perigosa.” (Risos, novamente…)

Ainda na Tertúlia e sobre os hábitos gastronómicos de Belém, o administrador escreve…

“Como explicar, então, a exibição de Sábado? Não tenho explicação. E é isso que mais me preocupa” (…) “E agora?

Os objectivos:

Não me parece que os objectivos tenham mudado. O primeiro continua a ser o campeonato, se não para ganhar, que se tornou difícil, pelo menos para defender o 2ª lugar que dá acesso à Champions. Portanto, no campeonato teremos de continuar a lutar e a jogar para ganhar todos os jogos, sem abrandamento. Se o conseguirmos, o 2º lugar não nos foge - e pode ser ainda que cheguemos ao primeiro.” Blogue Tertúlia Benfiquista

Definitivamente, nada de novo.

Vítor Baía
"Selecção é que perdeu"
Vítor Baía, em entrevista ao sítio oficial da FIFA, fez um resumo da sua "brilhante" carreira. "Ganhei quase tudo que havia para ganhar e os títulos vão perpetuar o meu nome no tempo. Uma carreira depende de títulos e eu ganhei muitos e ninguém me pode tirá-los", constatou o ex-guarda-redes, que se assumiu "um símbolo vivo" do FC Porto e do futebol português (…) uma carreira vitoriosa, da qual emergem os 32 títulos conquistados em 18 anos como profissional (…) Apesar dos títulos internacionais conquistados (Taça das Taças, Supertaça Europeia, Taça UEFA, Liga dos Campeões e Taça Intercontinental), Vítor Baía lamentou não se ter sagrado campeão ao serviço da selecção portuguesa: "Fiz 80 jogos e teria adorado vencer um título internacional pela Selecção Nacional (…) "Depois do Mundial' 2002, o mister Scolari tirou-me da equipa sem qualquer explicação. Em 2003/2004, fui eleito o melhor guarda-redes da Europa, fui campeão português e europeu, e mesmo assim não fui chamado. Acho que nenhum país deixa de fora o melhor guarda-redes da Europa, mas aconteceu-me a mim", (…) "Olhando para trás, acredito que a Selecção perdeu mais do que eu".
Retirado do jornal “O Jogo”

Pois eu não tenho dúvidas que a Selecção Nacional perdeu muito mais do que Baía. Primeiro porque este não estando lá nunca poderia ter perdido o quer que seja e por outro lado porque é evidente que o melhor guarda-redes da Europa na época 2003-2004 faz(ia) falta em qualquer equipa do Mundo.

Baía, o melhor guarda-redes português de todos os tempos não precisa de Rascords para justificar a sua superioridade na função. Não foram precisos outdoors espalhados pelo Montijo, ainda que os motivos de Baía tivessem mais justificação do que aqueles que serviram para defender as birras do “Ricardinho Pia Fininho”. A mim ninguém me tira da cabeça a ideia que Baía não sofreria o golo da final com a Grécia.

Por fim podem relembrar o efeito passarinho do actual guarda-redes do Bétis - desta vez, na perspectiva do adepto…grego.

Baía não estava lá. Baía não perdeu nada.



Liga Intercalar
FCPorto 2-0 D. Aves
André André 29' e Edgar 45+1'

Equipa: Ventura, Eridson, Stepanov (André Pinto 46'), João Paulo (Tengarrinha 46'), Lino, Graça (Dias 63'), Castro, André André (Ramon 73'), Rui Pedro, Edgar (Farias 46') e Marco Aurélio

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19 Dezembro 2007

À Campeão

Por Nuno Nasoni
Aguardei o jogo com o Guimarães com alguma apreensão, ou mesmo nervosismo.

Para um portista, o jogo mais difícil é sempre o que se segue. Acontece que, desta vez, o adversário seria uma das melhores equipas da Liga, a qual ocupava – com inteira justiça – o terceiro lugar.

O FCP iniciou o jogo com uma vantagem relativamente confortável sobre o 2º classificado (7 pontos). Acresce que este jogo seguiu-se a outros dois de grande responsabilidade. Primeiro jogamos na Luz, de onde poderíamos sair com um ou sete pontos de vantagem. Fizemos um jogo à altura da nossa valia, e saímos vitoriosos, ganhando tranquilidade no campeonato.

Logo a seguir, recebemos o Besiktas para a Champions, num jogo de tudo ou nada. Apesar da nossa vantagem no Grupo, entramos em campo nesta última jornada sabendo que poderíamos ficar em qualquer dos quatro lugares. Fizemos um jogo seguro, tranquilo, e demasiado forte para o Besiktas. Como resultado, conseguimos o feito notável de ganhar o Grupo – algo que não fazíamos desde os tempos de António Oliveira e Jardel. Esta vitória é extremamente importante, já que permite entreabrir a porta dos quartos-de-final na Champions.

Depois dessa semana, jogar com o Guimarães seria sempre perigoso. Implicava receber uma equipa forte e personalizada, praticando bom futebol, e que tem lutado pelos lugares de acesso à Champions. Adicionalmente, não sendo um rival tradicional, havia o risco de alguma descompressão, podendo o FCP perder pontos neste jogo.

A reforçar os piores receios, entramos no jogo falhando uma oportunidade de baliza aberta. Pior, só começar sofrendo um golo! Após essa perdida fizemos uma primeira parte de bom nível, mas o empate manteve-se teimosamente – e ainda voltamos a ter outra perdida flagrante.

Entramos na 2ª parte empatados, e sabendo entretanto que o mais directo perseguidor tinha perdido. Ou seja, mesmo com um empate ganharíamos um ponto. O Guimarães, pelo contrário, sabia que a vitória valia o 2º lugar. Entraram de rompante, fazendo os seus melhores 10 min. de jogo – e, provavelmente os melhores 10 min. de qualquer adversário que tenha vindo ao Dragão nesta época. No final desse período, a classe de uma equipa fria, que só pensa na vitória. Surge um golo “à italiana”, um golo cínico, ao alcance das grandes equipas que não perdoam as menores descompensações. A fazer lembrar o Porto “vintage” de 2004.

Depois do golo, mesmo sabendo que o mais difícil estava feito, o FCP continua a ameaçar o adversário – apesar de perder o principal pilar na transição defesa –, e a procurar ampliar a vantagem. Obtém o 2º golo, matando definitivamente o jogo e anulando uma das equipas que melhor jogaram no Dragão!

Para além de todas as qualidades técnicas e tácticas da equipa, o jogo de sábado revelou uma equipa ambiciosa e com enorme personalidade, que procura ganhar todos os jogos, como se todos fossem igualmente decisivos. Com esta atitude, dificilmente se poderá repetir o susto do ano passado, em que a equipa quase desbaratou a desvantagem que tinha no Natal, chegando-se a recear o pior. Esta época, e apesar de já termos uma vantagem histórica sobre o segundo, o FCP demonstra querer sempre ampliá-la. Jogando à Campeão, para que na Primavera possa se possa escrever Há Campeão.

Liga Intercalar
FCPorto - D. Aves, 15H00 - CTFD PortoGaia

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17 Dezembro 2007

Capa e Contracapa

Por Zé Luís
Record, 2ª feira
Está ao rubro, ou com sinal verde se quiserem, o campeonato da 2ª Circular que os pasquins da capital resistiram a dar à estampa.

De facto, a notícia do dia é esta, após a vitória leonina nos Barreiros, e o Benfica que se cuide!

O Sporting já afastou a crise. Bastaram três vitórias aos potentados do Louletano, o pior Dínamo de Kiev da história das eurotaças e ao Marítimo a quem a ausência de Makukula por castigo não suscitou onda de simpatia na imprensa do regime.

Ao Benfica, a crise nunca serviu. Bastaram 5 vitórias ao 16º Leiria (2-1), 15º P. Ferreira (2-1), 14º Académica (3-1) e 13º Boavista (6-1), mais ao mesmo 7º Marítimo (2-1) que Alberto João não consegue ver como contra poder à capital, e foi pô-los nos píncaros.

Agora com os leões no retrovisor, a águia saberá onde pousar ou receia ser petisco em vez de recolher o naco de carne de prémio de voo à mão do amestrador?

Nem as novelas de cordel entusiasmam tanto!


Record, domingo
Está ao rubro o mercado encarnado. Parece uma reposição de aventura ainda recente e os benfiquistas não saberão se enregelam com -10 ou com a chegada do Delgado, mais uma frustração a deglutir a seco (e frio), que pode ser a terminação depois de gorada a lotaria com um cepo de 9 milhões por quem querem pagar mais 2 e tal...

Quem foi pastel em Belém não pode resignar-se. Para resgatar o bom nome da instituição, tipo um "prison break" que faça esquecer 10 pontos de atraso na Liga e a relegação para a Taça UEFA, a "melhor equipa dos últimos 10 anos" não pára de dar alegrias enquanto se voltam a vender "kits" para o Natal, outro produto requentado que serve bem ao pessoal das barracas ávido de heróis mas sem cheta na miséria socialista do paraíso que lhes impingem.

O futebol parece ser isto. O melhor jogo do campeonato, FC Porto, 2 - V. Guimarães, 0, nem aqueceu nem arrefeceu. Pelo menos quiseram ignorá-lo...


Record, há dois anos, por esta altura
(Versão futurista) A história repetir-se-á com outro Delgado qualquer, mas este Moretto está seguro, foi o presidente buscá-lo ao Brasil, mancomunado com o José Veiga que, para máxima tranquilidade e vigilância, tinha o primo no aeroporto, não fosse o Diabo tecê-las e em Lisboa os atentados à segurança passam despercebidos.

E se neste frio o V. Setúbal ficar a arder sem o Moretto nem dinheiro de jeito, os fins justificam os meios (se os tiverem)...

Não saberemos se Delgado pode ser pretendido pelo FC Porto para acicatar os ânimos e infligir uma derrota de secretaria aos dragões invejosos. E nem imaginamos que Moretto, capaz de deter um penálti do Ronaldinho e sair incólume em Liverpool, acabe emprestado ao AEK, tal como Manú, ainda que volte a não fazer a diferença porque vão perder o 1º lugar no confronto directo com o Olympiacos.

Este jogo a realizar a 16/12/2007, será decidido por Darko Kovacevic um dos milhentos jogadores ambicionados, sem concorrência inflacionária portista, na Luz mas cujas parangonas nos jornais ficaram, não para emoldurar como os grandes reforços com e sem Veiga, mas para embrulhar peixe...

Record, em 2002 (ou 2003?)
Para quem se queixa (o master kodro, no 4-4-2 ainda ontem) da ausência do Lisandro das capas dos jornais, tomem esta. Grande, em grande e cheia, bem cheia, uma mão cheia de anos de contrato. Naquela altura era bom.

O pior é que se então tivesse sido contratado já estaria em fim de contrato hoje em dia. Isto é, na melhor das hipóteses, porque a uma cláusula de 600 milhões alguém o venderia por 14 mais um par de cardosos.

Isto supondo que o FC Porto não faria dele um Iuran ou Kulkov ou Jankauskas ou Maniche para se aproveitar do fim de estação na Luz...

Depois do Gastar Vamos a deixar o caminho portista livre até ao Jardel, outro grande negócio a la Vieira ou Veiga.

Uvas? Estão verdes!


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16 Dezembro 2007

Porto Rei

Por Zirtaev
FCPorto 2-0 V.Guimarães
Tarik 55' e Lisandro 72'
Equipa: Helton, Bosingwa, P. Emanuel, B. Alves, M. Cech, P. Assunção, R. Meireles (Bolatti 68'), Lucho (Mariano G. 73'), Quaresma, Lisandro e Tarik (Adriano 79')

36.812 espectadores

A noite estava gelada, mas algo me dizia, além da habitual vontade ver o FCPorto, que valeria a pena sair do quentinho de casa e enfrentar a baixa temperatura que se fazia sentir e mal sabia eu que ela iria baixar ainda mais noutras latitudes, fazendo paradoxalmente aumentá-la entre os adeptos que assistiam a este jogo. Mas valeu bem o sacrifício, um jogo bastante “entretido” em que houve emoção, com um adversário que valorizou, e de que forma, a vitória do FCPorto e com uma excelente massa adepta que, além do apoio que dá aos seus jogadores, fez espicaçar os adeptos da casa, fazendo assim também ajudar a que não se notasse tanto o frio.

Pensei que o Vitoria vinha defender, disse-o na crónica de antevisão do jogo, enganei-me redondamente. Cajuda, honra lhe seja feita, cumpriu com o que tinha dito e colocou os seus jogadores a jogarem olhos nos olhos com os do FCPorto, foram talvez a equipa que melhor vi jogar no Dragão esta época, bem melhor que grandes equipas europeias. Sempre pressionantes, incansáveis na procura da bola, nunca deixando os jogadores azuis e brancos passarem a bola com a tranquilidade necessária, o que fez com que, principalmente, o meio campo, comandado luxuosamente por Lucho, perdesse muitas bolas e com que também outros sectores da equipa fizessem muitos passes errados em todas as zonas do terreno. Ainda assim o Vitória, embora se estendesse em todo o terreno, não conseguia criar grande perigo à defesa do excelente comandante Pedro Emanuel, pelo menos durante quase toda a primeira parte, e teia montada dos homens de branco ia apresentando alguns buracos, sendo que alguns deles foram enormes e só com falhanços quase anedóticos como foram os de Quaresma e de Tarik, que falharam golos com a baliza completamente escancarada, é que os Dragões não foram com uma vitória para o intervalo.

No segundo tempo a equipa de Guimarães entrou melhor ainda e colocou o FCPorto a jogar muito perto da sua área, criando agora sim, mais perigo, mas Helton estava inultrapassável, salvou a equipa com grandes defesas e com o cinismo que quase só conhecíamos do futebol italiano, e numa jogada em que a equipa fez jus às tais transições rápidas que vêm sendo melhoradas de jogo para jogo, Quaresma numa excelente jogada, passa a bola para esquerda onde Raul Meireles, de primeira e apanhando a defesa adversária em contrapé, serve Tarik que se encontrava só ao segundo poste e este, desta vez, não falha.

Estava feito o primeiro golo do jogo, para a equipa que mais perigo tinha criado em toda a partida e por isso justo. Sabia-se que não seria tudo um mar de rosas a partir daqui, sabia-se que o Vitória não desistiria, mas o golo tinha-os abalado um pouco e agora o jogo estava mais dividido. Jesualdo refrescou o meio campo, que era onde se notava mais cansaço no FCPorto e havia agora futebol em todo o campo, até que Marek Cech, que na defesa continua a ter, apesar da sua boa vontade, alguma falhas enormes, descobre Lisandro na área e este fuzila o desamparado guarda-redes do Vitória, fazendo o seu 11º golo e consolidando a sua liderança na lista de melhores marcadores. O jogo parecia agora sentenciado, o campeão só tinha sofrido um golo em todos os jogos feitos em casa e seria muito difícil sofrer agora dois em 15 minutos. Apesar disso, o Vitória foi sempre tentando aquele que seria um golo mais que justo, mas Helton estava lá e não iria deixar, tendo feito mais um par de excelentes defesas e desviado com o olhar para o poste mais uma bola, não se alterando mais o resultado até final.

Este FCPorto apesar de estar a 10 pontos do segundo classificado ainda não venceu nada, Jesualdo repeti-o várias vezes após o jogo e os jogadores, pelo seu discurso, parecem ter noção dessa realidade. Muito pode mudar no muito que falta do campeonato, ainda nem a meio chegamos, mas se tudo correr pela normalidade, o FCPorto será um naturalíssimo campeão. Falta ainda um jogo antes da época festiva, mas algo é para já certo, o FCPorto é senhor absoluto deste campeonato e, aconteça o que acontecer nesse jogo, temos Porto Rei para o Natal.

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15 Dezembro 2007

Mais um embalo rumo ao tri

Por Zirtaev
Temo que a ultrapassagem do decisivo jogo da Champions e do sempre importante jogo com o clube da Luz faça a equipa entrar numa compreensível fase de “descompressão”. O facto de ter conseguido dois importantes triunfos, conseguindo passar com distinção estas “metas-volantes”, o que ia mantendo a equipa sempre alerta quanto aos adversários e com a concentração sempre ao nível máximo, poderá começar a fazer os jogadores descontraírem-se em demasia e com isso perderem o fulgor necessário para continuarem a jogar da mesma forma e com o mesmo empenho. Não me esqueço nunca do que Jesualdo disse há uns tempos atrás e que parece estar agora comprovado: “esta equipa joga melhor sob pressão”.

O V. Guimarães apresenta-se no Dragão como surpreendente terceiro classificado da liga, fruto de uma equipa ambiciosa, de um treinador que se enquadrou bem no clube e sobretudo de uma equipa verdadeiramente empolgada por uma fantástica e fanática massa associativa que se deverá apresentar em grande número no Porto, como sempre o fazem. O seu treinador diz que quer pontuar, aliás, como todos os outros o dizem, o que significa que se prevê que venha cá fazer também como quase todos os outros, colocar 10 ou 11 jogadores atrás da linha da bola à procura do pontinho do costume. Mas o que é certo é que deverá ser um jogo muito complicado para o FCPorto, tendo já os vitorianos mostrado argumentos para fazer a vida muito difícil a quem os defronta.

Fucile é a grande ausência para esta partida. A acumulação de muitos jogos e a sua grande entrega em todos eles deixaram mazelas que fizeram com que não recuperasse para hoje de um pequeno toque que teve na passada terça-feira e deverá ser substituído por Marek Cech na equipa inicial. De resto a única novidade na convocatória é a entrada de Leandro Lima, estando ao dispor do treinador todos os jogadores que também convocou para ronda europeia. A minha previsão:

Para este difícil jogo é necessário, além do apoio dos adeptos, que tenham muita paciência e a equipa precisa de manter a concentração e o mesmo empenho dos últimos jogos, já que só assim, e contra o clube da cidade berço da nação, o FCPorto conseguirá mais um embalo rumo à conquista deste campeonato.

FCPorto - V.Guimarães, 20H45 - RTP África e TVI

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14 Dezembro 2007

bi-Campeões do Mundo

Por Zirtaev
A 13 de Dezembro do ano de 1987 alcançámos, sob o comando de Tomislav Ivic, a vitória que faltava ao futebol português. Ao vencermos por 2-1 o Peñarol, campeão sul-americano, conquistámos em Tóquio a Taça Intercontinental.Foi uma viagem longa. Na nossa bagagem iam quilos e quilos de esperança. Para nós, era tudo novo!

O Japão, os horários, a alimentação... a tudo tivemos que nos adaptar. Um jogo destes, disputado a tão longa distância e num país com um fuso horário que nos obrigava a adiantar nove horas nos nossos relógios, implicava uma logística invulgar e para a qual, em rigor, nunca ninguém está devidamente preparado.

Tanto quanto possível, tentámos organizar-nos de modo a construir, pelo menos, uma aparência de normalidade. E tudo foi correndo dentro dessa normalidade possível até à hora em que, na véspera do grande jogo, nos recolhemos para sonhar...

Ao acordar do sono, (que não do sonho!) depara-se-nos um espectáculo tão surpreendente como maravilhoso. Nevava. Nevava tão intensamente que começa a ser posta em causa a realização da partida. Prevaleceu um certo pragmatismo e o jogo realizou-se mesmo. Ao fim de cento e vinte minutos erguemos a Taça que, até hoje, ninguém mais trouxe para Portugal. Há imagens dessa emocionante partida que não se esquecem mais!

Recordo, por exemplo, que no fim dos noventa minutos, antes do início do prolongamento, os nossos atletas, gelados, enregelados, atormentados pelo frio que fazia, desatam a correr para o balneário, para se aquecerem e passarem os pés gelados por mini-fogueiras. O esforço de todos eles foi heróico, mas é justo realçar o sacrifício de Rui Barros. Não obstante a sua pequena estatura física, foi um autêntico gigante!

Depois há aquele segundo golo, assinado pelo o artista da bola chamado Madjer. Do meio-campo atira fora do alcance do guarda-redes. Por uns segundos instala-se o «suspense». A bola entra ou não? Um instante pode parecer uma eternidade. A angústia desfaz-se quando o esférico passa bem para lá da linha do golo. Em Portugal, em plena madrugada, o país sai à rua para festejar. Uma festa única para um troféu nunca antes conquistado por um clube português. Uma vez mais, o FC Porto fazia história.

No final da emocionante partida, todos os participantes estavam esgotados. Todos, sem excepção, vencedores e vencidos, tinham sido uma espécie de semi-deuses do estádio, tais foram as provações, tais foram os sacrifícios a que foram submetidos! Dessa memorável jornada, evoco aqui três curiosidades:

- Em primeiro lugar, os minutos que antecederam a Final. Devido à neve, o Penarol pretendia adiar o jogo para Março. Nós, porque estávamos convictos que venceríamos, queríamos jogar. Como nenhum dos clubes saía da sua posição, o impasse tinha de ser resolvido pelo árbitro, que permanecia indeciso. Utilizo, então, um argumento decisivo.
O Sr. Franz W
örer, um conceituado árbitro austríaco, terminava naquele dia a sua carreira. Faço-lhe ver que se houvesse jogo, concluiria o seu percurso de uma forma espectacular. Se a partida fosse adiada, teria uma despedida frustrada. Proponho-lhe, por isso, que inicie o jogo e que o termine, caso se verifique ser impossível continuar. Ambos os clubes deixariam esta decisão ao seu livre arbítrio, e não a contrariariam.
«Herr» Wörer decide iniciar o desafio, faz uma arbitragem magnífica e, dos vinte e cinco elementos em campo, não foi o que acabou mais exausto...

- A segunda curiosidade tem a ver com o restaurante do nosso Hotel. Chamava-se «Porto»!

- O terceiro facto a merecer referência reporta-se ao final do jogo. Na conferência de imprensa em que participei, disse taxativamente, conforme veio escrito: «O Japão não viu o verdadeiro FC Porto. Esperamos cá voltar, com tempo, e bom tempo, para mostrarmos o nosso verdadeiro futebol»

Dezassete anos depois, lá estamos para o mostrar, seja com que tempo for!...

Jorge Nuno Pinto da Costa in Largos Dias Têm 100 Anos

Este texto foi escrito uns meses antes do FCPorto conquistar o mundo pela segunda vez em 2004 e o que é certo é que o FCPorto mostrou o seu futebol. Ontem completaram-se 20 anos desde o dia em que o fez pela primeira vez.

Estes são os heróis comandados por Tomislav Ivic que entraram em campo naquele nevoso dia em Tóquio e que estão na foto em cima:
De pé: Lima Pereira, Inácio, João Pinto, Jaime Magalhães, Geraldão e Mlynarkzyk
De cócaras: Madjer, Rui Barros, Sousa, Gomes e André

FCPorto 2-1 Peñarol
Gomes 42', Vieira 80' e Madjer 109'

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13 Dezembro 2007

Nós pelo mundo

Por Zirtaev
"Gigantes seguem em frente
Real Madrid, Olympiakos, Porto, Liverpool e Schalke 04 se classificam na Liga dos Campeões.
No Grupo A, o mais equiulibrado, Porto e Liverpool sobreviveram. A liderança do Grupo ficou nas mãos do Porto, que fez 2 a 0 no Besiktas, no Estádio do Dragão. Lucho González e Quaresma marcaram os gols da classificação."
In Jornal Sports (Brasil)

"O FCporto garante a primeira posição
O FCPorto cumpriu as expectativas e derrotou com certa comodidade os turcos do Besiktas (2-0) e classificou-se como primeiro do grupo A da Liga dos Cmpeões, relegando o Liverpool para a segunda posição."
In Diário As, El Mundo Deportivo e Marca (Espanha)
(Curiosamente as crónicas do jogo são iguais nos 3 jornais desportivos espanhóis)

"O FCPorto cumpriu sua parte ao dominar calmamente o Besiktas (2-0). Mais uma vez, com uma derrota sem apelo, os turcos deixaram-se submeter totalmente pelos portugueses, que com Quaresma à cabeça, conquistaram o bilhete para os oitavos de final da Liga dos Campeões."
In FranceFootball (França)

"FCPorto no topo
Golos de Lucho Gonzalez e Ricardo Quaresma deram ao FCPorto uma vitória fácil sobre o Besiktas e um lugar entre os dezasseis clubes que continuam em prova, terminando o grupo à frente do Liverpool, ficando assim no primeiro pote do sorteio para as eliminatórias."
In Daily Telegraph (Inglaterra)

O Site Oficial da UEFA lançou a votação para a eleição da equipa ideal do ano de 2007. Quaresma está entre os candidatos. Podem votar aqui. Eis o que diz a UEFA sobre ele:
"Um poderoso e talentoso extremo, Ricardo Quaresma continua a impressionar no FCPorto tendo emergido também como jogador chave na selecção nacional portuguesa."
In Site Oficial da UEFA.

Nós por Portugal
Algumas capas:Nós para os invejosos

"Golo assim nem a pedido
Aos 37 minutos um grande plano sublinhou o sorriso de Saglam, treinador do Besiktas. Percebia-se. Estava com mais de um terço do jogo andado e continuava bem dentro da decisão. Até ali, incomodara o FC Porto, com mais bola do que Jesualdo gostaria. O campeão português até fizera um golo, mal anulado a Lisandro, mas, fora esse momento, nada. Nem domínio, nem segurança, muito menos oportunidades. O bom humor de Saglam terminou pouco depois. Aos 40 minutos, Bosingwa passou por toda a gente e obrigou Rustu à melhor defesa da noite. No instante seguinte, Lisandro simulou e Tarik rematou forte, com perigo. E a um minuto do descanso, Lucho chegou ao golo. Quer dizer, foi mais o golo que foi ter com o argentino. Tudo aquilo foi caricato. Raul Meireles falhou o remate à entrada da área, a bola subiu, Tandogan demorou a sair, mas todos os colegas pensaram que havia fora-de-jogo. Sobretudo Rustu. O guarda-redes ficou de braço no ar, um daqueles momentos que duram a eternidade. Tarik reagiu a medo, quase convencido de que de facto estava em posição irregular. Tocou para Lucho e foi golo."
In Correio da Manhã

Algumas capas deles:

Liga Intercalar

FCPorto 4-0 Braga
Adriano 21', Kaz 37', Leandro Lima 51' e Marco Aurélio 89'

Equipa: Ventura, Eridson, João Paulo, Tengarrinha, Lino, Castro, Kazmierczak, Leandro Lima, Rui Pedro, Adriano e Edgar

PS: As traduções dos textos dos jornais estrangeiros são minhas, podendo assim existir alguns erros. Alertem-me caso notem algo para que possa corrigir.

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12 Dezembro 2007

Liga Portistas de Bancada - TopTen

Por Zirtaev

Equipa da 6ª jornada - MundoAzulBranco (Paulo Pereira) - 73pt

Observações:
- A Liga Portistas de Bancada, num total de 17.025 ligas, está no 108º posto.

- Número de participantes da Liga Portistas de Bancada - 109 equipas.

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11 Dezembro 2007

Até parece fácil

Por Zirtaev
FCPorto 2-0 Besiktas
Lucho 44' e Quaresma 62'

Equipa: Helton, Bosingwa, P. Emanuel, B. Alves, Fucile (M. Cech 75'), P. Assunção, R. Meireles, Lucho (Bolatti 80'), Tarik (Postiga 74'), Lisandro e Quaresma

39608 espectadores

Pela segunda vez em treze anos de participação na Liga dos Campeões no formato de grupos, sendo um dos recordistas de participação na prova a par do Manchester United, o FCPorto conseguiu o primeiro lugar do seu grupo, sendo que é a 9ª vez que passa à fase seguinte. A naturalidade com que a equipa o conseguiu este ano, a aparente facilidade com que venceu este jogo decisivo, em que, teoricamente e matematicamente, tudo poderia acontecer, faz transparecer a ideia que para o FCPorto a concretização deste objectivo até pareceu algo fácil, sendo que muitos dirão até, agora, que este grupo era bastante acessível. Mas tudo se deve a uma campanha imaculada do campeão português, que teve a capacidade de ultrapassar todos os difíceis obstáculos com grande inteligência e eficácia, pertencendo, mais uma vez, ao grupo dos 16 melhores clubes europeus.

Jesualdo utilizou a equipa habitual, o onze base que tem estado à altura, até agora, de todos os mais difíceis desafios que têm aparecido e foi com naturalidade que tomou conta do jogo desde início, sem grandes pressas e sem arriscar muito, já que se havia alguém que precisava obrigatoriamente de vencer era precisamente o Besiktas. Ainda assim não assentou de imediato o seu jogo, tendo nos minutos iniciais andando à procura de saber como o adversário se apresentava no campo. A partir dos 10 minutos o jogo passou a ser controlado quase na totalidade, tendo até chegado marcado logo aos 12 minutos por Lisandro de cabeça, lance que foi mal anulado pelo árbitro assistente.

Mas o FCPorto estava bem, apesar de fazer tudo muito pausadamente, o que não agradava aos adeptos que iam sendo apoderados pela ansiedade. Até que bem perto do final da 1ª parte num lance de insistência de Raul Meireles, que esteve muito bem durante todo o jogo, este remata atabalhoadamente de fora da área, sobrando a bola para Tarik que, perante os protestos do guarda-redes turco a reclamar um fora-de-jogo inexistente, serve Lucho que fuzila sem dificuldades as redes desamparadas do Besiktas. Estava feito o mais difícil e na hora certa, para a equipa ir para o balneário mais calma.

No segundo tempo o FCPorto só teria de controlar, mas sabia-se que teria de conseguir sobreviver a uma investida turca, já que este nada tinham a perder nesta altura, e o imperial capitão Pedro Emanuel comandou soberanamente todo o sector defensivo, que esteve sem falhas e os lances de perigo iam aparecendo do outro lado do campo, já que agora sobrava espaço para Quaresma e companhia. E foi assim que aos 62 minutos e após um roubo de bola de Lisandro que rapidamente assistiu Quaresma, este, só com Rostou pela frente, que acabou por ser o melhor jogador turco em campo, fez o segundo golo da partida, acalmando assim quem ainda teria muitas dúvidas sobre o poderio do FCPorto nesta partida. A partir daí foi com calma e tranquilidade que o FCPorto jogou e até poderia ter aumentado a vantagem. Jesualdo conseguiu até fazer descansar alguns jogadores, como Fucile ou Lucho.

Com este primeiro lugar obtido, além da passagem aos oitavos de final da competição, o FCPorto poderá ter dado também um bom passo na passagem aos quartos de final, já que evita, além do Liverpool que é deste grupo, pelo menos os maiores “tubarões” do futebol europeu, já que todos eles já garantiram o primeiro lugar do seu grupo. Senão vejam: Chelsea (grupo B), Real Madrid (grupo C), AC Milan (grupo D), Barcelona (grupo E), M. United (grupo G) e Inter (grupo G), todos ficaram no primeiro lugar do seu grupo, pertencendo no sorteio ao pote onde está incluído o FCPorto, logo não podem jogar com este, ficando apenas a duvida no grupo H entre o Sevilha e o Arsenal que só será resolvido no resto da jornada de hoje.

Mas por agora há que pensar no campeonato e o próximo jogo é bem difícil, venha ele.

Liga Intercalar
FCPorto - S. Braga, 15H00 - PortoCanal

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Sem "ses"

Por Zirtaev

Este é o jogo mais importante e decisivo da época para o FCPorto, quer em termos desportivos, quer, principalmente, em termos financeiros. Se para os adeptos vencer o clube da Luz é sempre uma das maiores prendas que a equipa nos poderia dar, já para o clube, em termos de prestigio, em termos de performance desportiva e em termos financeiros, garantir o acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões é de fulcral importância. E na situação em que está a classificação do grupo, em que qualquer equipa pode ser primeira ou última, a partida de hoje é o que se pode chamar de jogo do tudo ou nada, já que a vitória ou o empate são suficientes para passar à fase seguinte da prova, mas uma derrota poderá fazer com que o FCPorto saia prematuramente da Europa do futebol na presente época.

Na primeira-mão o Besiktas sofreu uma derrota talvez algo injusta, já que apenas ao cair do pano Quaresma conseguiu resolver o jogo em favor dos portistas, fazendo esquecer as dificuldades por que o FCPorto passou. Os turcos não perdiam um jogo para as competições europeias, perante os seus adeptos, há muito tempo e a prova de que são uma equipa perigosa, pelo menos no seu recinto, está no facto de não mais terem perdido qualquer jogo em casa nesta competição, tendo vencido aos outros dois adversários do grupo e demonstrando até que poderão ter melhorado desde que jogaram com o FCPorto, deixando assim entender que poderão ser, e tal como Jesualdo referiu, um adversário muito forte, principalmente porque só um resultado lhes interessa hoje e esse é uma vitória.

Com a total recuperação de Fucile, que era quem mais se vinha ressentindo do cansaço, e com todos os jogadores quase a 100%, sendo que a maior parte dos habituais titulares puderam descansar no último jogo da taça, a equipa só pode ser uma, a que nos tem habituado e tem dado garantias de sucesso, podendo ainda contar no banco com jogadores que terão dado óptimas indicações no jogo de Chaves de estarem prontos a ajudar a qualquer momento, como são o caso de Hélder Postiga e Adriano. O onze para vencer hoje:

Pela grande importância do jogo, onde se prevê um Dragão quase cheio, a equipa não pode pensar que “se” empatar terá a passagem garantida e que “se” tal acontecer haverá até a possibilidade de conseguir o primeiro lugar do grupo, já que a velha máxima do futebol, em que se diz que “quem joga para o empate arrisca-se a perder”, encaixa aqui na perfeição. Perante o seu público, com a robustez que tem tido ao longo da época e frente a um clube que até já venceu no seu difícil recinto, o FCPorto terá de deixar os “ses” para trás e pensar em apenas vencer este jogo, conseguindo pela segunda vez na história da Liga dos Campeões, evitando assim adversários complicados, acabar o grupo na primeira posição.

FCPorto – Besiktas, RTP1 – 19H45

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10 Dezembro 2007

O meio-campo do FCPorto

Por Zirtaev
"O FC Porto passeia na Liga. Aos poucos, aprende a defender sem Pepe. Isto é, com a defesa menos subida e menos espaço nas suas costas, compensando a menor velocidade do substituto. Este recuo do bloco podia alterar a dinâmica das transições defesa-ataque do meio-campo, mas o bom momento táctico-físico do triângulo Assunção-Meireles-Lucho resolveu, para já, essa questão. Com Lucho em boa forma, qualquer problema no sector resolve-se rapidamente. Ocupa o espaço a defender e a atacar surge na segunda linha para, sem um médio ofensivo clássico, iluminar a zona de construção entre linhas, com passes de morte, ou abrindo na direita em trocas posicionais com um falso extremo.

A questão agora é saber onde pode ainda a equipa crescer? Cada sector é um caso, mas o principal pensamento de Jesualdo a médio-prazo, para além do ponta-de-lança, estará no meio-campo. Vejamos: a época passada foi toda feita com seis médios. O mesmo trio titular de agora, mais Anderson (só em alguns jogos) Ibson (segunda escolha) e Jorginho (muitas vezes na ala do ataque). O melhor momento da equipa coincidiu com o melhor do sector na primeira volta.

O pior foi também consequência da quebra desse trio. Na segunda volta.
Esta época, há outras soluções. Não são melhores, são diferentes. Nenhuma delas, porém, poderá segurar o sector se quebrar alguma daquelas peças-chave. Bolatti é, apenas, posicionalmente, um duplo de Assunção. Kazmierczak apenas dará maior robustez à meia-esquerda, mas sem a capacidade de queimar linhas de Meireles. Leandro Lima ainda vive à margem da máquina. É compreensível que os adeptos gostem dele, pois dá velocidade, faz fintas e desequilibra adversários. É compreensível que Jesualdo desconfie dele, pois, ao mesmo tempo, também desequilibra a própria equipa, sobretudo na transição defensiva.

Mariano é um erro de casting como médio puro. O seu melhor lugar é na esquerda, jogando de fora para dentro. Não tem cultura para jogar em zonas interiores numa equipa de top. Falta-lhe capacidade de temporização e noção de passe em circulação por trás. A melhor solução para equilibrar o sector com quatro médios continua a ser a subida do lateral Cech, como se viu na Turquia.

A equipa não tem, assim, hipótese de jogar, de forma sustentada, em 4x4x2. Só circunstancialmente durante o jogo. Uma opção que, para além das limitações do meio-campo, choca frontalmente com o jogo de Ricardo Quaresma, claramente extremo de 4x3x3.

Face ao exposto, é óbvio porque é que os novos médios não jogam. O velho trio Assunção-Raul Meireles-Lucho continua a ser o grande gestor das dinâmicas. O problema surgirá quando, como na época passada, alguma destas peças da máquina perder intensidade."

"Lisandro e o caso do ponta-de-lança
O outro ponto onde o FC Porto pode crescer, em opções e dinâmicas, é no lugar do ponta-de-lança. Lisandro é um grande jogador e faz o lugar com garra e eficácia, apesar de isso o deslocar da posição desde a qual as suas características se soltam melhor, na ala, como falso extremo, jogando de fora para dentro, em diagonais de aproximação à área. Mais do que estar no centro da área, Lisandro gosta de aparecer na área. Com um bom ponta-de-lança, o FC Porto continuaria a ter Lisandro (ainda melhor) e ganharia um clássico homem de área que, ao contrário do argentino, saiba jogar de costas para a baliza, entre os centrais e receber centros. Com isso cresceria muito a atacar. Olhando o plantel, Adriano seria o mais indicado. Mas não é esse o tipo de número 9 que o modelo de Jesualdo necessita. O ideal seria um avançado mais rápido que soubesse nas transições rápidas esticar a equipa, dando-lhe profundidade no corredor central, pedindo bola para os espaços vazios e não apenas centros atrasados."
Luís Freitas Lobo no início do passado mês de Novembro

PS: Textos retirados do Fórum do Portal dos Dragões. Não sei onde os mesmos foram publicados.

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08 Dezembro 2007

À terceira foi de vez

Por Zirtaev
D. Chaves 0-2 FCPorto
H. Postiga 52' e Adriano 90'
Equipa: Nuno, Fucile, João Paulo, P. Emanuel, Lino, Bolatti, Kazmierczak, Leandro L. (Lucho 61'), Mariano G. (Lisandro 75'), H. Postiga (M. Cech 89') e Adriano

«Este jogo já foi ontem para nós. A partir de agora o que nos preocupa é o Besiktas. Os jogadores que ficaram no Porto têm sido sujeitos a um desgaste intenso e tinham pequenos toques. O Paulo Assunção, o Lucho González e o Lisandro López também têm tido desgaste, mas vieram cá para jogar. Não fazia sentido que assim não fosse. A equipa teve de trabalhar muito e teve capacidade de sofrimento. Tivemos uma má entrada, em dois cantos sucessivos o Chaves teve lances mais perigosos. No entanto, nos noventa minutos, o F.C. Porto controlou sempre e alcançou uma vitória justa»
Jesualdo Ferreira no final do jogo (retirado do maisfutebol)


PS: Como facilmente compreenderão, não vi o jogo e infelizmente não tive sequer oportunidade de ouvir o relato, por isso não haverá crónica da minha parte sobre esta partida e por isso apenas coloquei estas palavras sobre o jogo de Jesualdo Ferreira. Espero na caixa de comentários pela vossa "visão" sobre o decorrido durante os noventa minutos em Chaves, sobre o resultado, sobre os jogadores utilizados e até sobre a táctica, que segundo o site MaisFutebol terá sido um 4-2-3-1.

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07 Dezembro 2007

À terceira só cai quem...

Por Zirtaev
Bem, acho que todos já sabem qual o resto do provérbio e penso que ele acaba por dizer tudo sobre o que já se passou este ano de 2007, mais concretamente, quando o FCPorto se envolveu com equipas de divisões inferiores. Mesmo vindo de uma vitória sobre o 2º classificado do campeonato, consolidando a sua posição na prova, considerar este jogo como um jogo menor, é o maior erro em que a equipa poderia cair, já que tal abordagem a este género de adversários, e num passado bem recente, apenas trouxe aos adeptos e próprios jogadores embaraços e desilusões.

No jogo de hoje os Dragões estreiam-se na Taça de Portugal com o Desportivo de Chaves, clube que milita agora na 2ª divisão e há muito arredado da primeira divisão, em que andou alguns anos. O objectivo para esta prova, tal como para todas em que o FCPorto se envolve, apenas pode ser um, vencê-la. Os adeptos não perdoariam que o FCPorto não fizesse por isso e este jogo, mesmo aparecendo no meio de jogos bem mais importantes, é o melhor para se provar que afinal todos os jogos são encarados com verdadeira seriedade e não só com a seriedade saída das palavras do treinador.

Jesualdo Ferreira disse que não vale a pena olhar para trás, que os jogadores sabem o que se passou, que todos têm a consciência do que pode acontecer nestes jogos (podem ver aqui), mas o que é certo é que ele próprio não estará a dar o melhor exemplo do valor que tem de ser dado a este jogo. O professor nem sequer convocou cinco elementos normalmente titulares, meia equipa portanto, são eles Helton, Quaresma, Bosingwa, Tarik e Raúl Meireles. Ora, ao não fazê-lo está a dizer a todos os outros precisamente a importância que ele próprio est
á a dar ao jogo. Bem sei que alguns podem ter-se ressentido de alguma lesão e que aí vêm jogos bem mais importantes, mas nem sequer convocar cinco titulares? Por cansaço não é com certeza. Não sei que equipa ele irá apresentar, mas prevejo, mediante os jogadores que convocou, que não andará longe de um 4-4-2, querendo eu acreditar que não retire muitos mais jogadores da equipa que a têm sido responsáveis pelo sucesso que tem tido. Aqui apresento a sempre difícil previsão para um jogo destes:Deixo-vos um desafio, façam a vossa equipa para o jogo de hoje. Aqui está a lista de convocados:
Adriano, Bolatti, Bruno Alves, Castro, Cech, Edgar, Fucile, Hélder Postiga, João Paulo, Kazmierczak, Leandro Lima, Lino, Lisandro, Lucho González, Mariano, Nuno, Paulo Assunção, Pedro Emanuel e Ventura.

Qualquer competição para nós é importante. Vencer, como dizem os americanos, é o nosso nome do meio e eu quero que o FCPorto este ano, mais uma vez, vá à capital do império ganhar esta taça para a trazer para o norte. Esperemos que as invenções, que acho que vão ser feitas hoje, não me façam dizer amanhã um "eu bem avisei", como infelizmente já aconteceu. Bem sei que qualquer equipa que entre em campo hoje tem mais que obrigação de vencer o jogo, mas acabo como comecei, à terceira só cai quem...

D. Chaves - FCPorto, 19H30 - No rádio

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06 Dezembro 2007

Ainda o clássico

Por Zirtaev
A visão da "blogosfera" da bola sobre o jogo do passado sábado.

«Na primeira parte só houve uma equipa em campo. Até parecia que era o Porto que precisava da vitória. Na segunda, as coisas equilibraram-se. Agora já sabem porque seria injusto que o Benfica ficasse a 1 ponto: a diferença de qualidade entre as duas equipas é grande.»

«O destaque a quem o merece: Lisandro Lopez foi o melhor em campo e está ser a principal figura do FC Porto desta época. Marca, passa, corre, defende, luta. Faz tudo. Só não faz capas de jornais.»
Master kodro in 4-4-2

«Ainda falta muito campeonato pela frente mas ganhar ao Sporting em casa e ganhar na Luz, dobrando a bóia com 7 e 10 (ou mais) pontos de vantagem sobre a concorrência, sendo a única equipa portuguesas com chances de prosseguir na Champions, é bastante animador para o FC Porto de Jesualdo Ferreira, quer se queira, quer não, o grande obreiro desta fase positiva dos dragões.»

«Quanto à trivela de Quaresma, quem não gosta meteu a viola no saco, quem gosta apenas confirmou a excelência do gesto técnico.»
Eugénio Queiroz in Bola na Área

«Numa noite húmida e fria no frenético ambiente do Estádio da Luz, o Porto rubricou uma exibição personalizada, de grande qualidade, e a sair de Lisboa com os 3 pontos. O Benfica vinha de um momento positivo, empolgado pelas recentes exibições, mas mostrou não estar à altura do seu grande adversário. Uma exibição plena do FC Porto, que justificou os agora 7 pontos de distância para o seu mais próximo oponente.»

«O jogo iniciou-se com uma grande oportunidade de Nuno Gomes, que teria radicalmente o rumo da partida - Emanuel a salvar em carrinho, e o Porto a partir para uma fantástica primeira parte, na minha óptica das melhores que já produziu esta temporada. Um FC Porto "à italiana", com a tal coesão defensiva que foi incapaz de demonstrar em Liverpool. Em adição, um meio campo extremamente bem organizado, com uma capacidade de passe notável, e a permitir constantes saídas para o ataque. Por seu lado, a defensiva benfiquista nunca conseguiu adaptar-se a esta dinâmica dragões, e Lisandro, Tarik e Quaresma foram autênticos quebras-cabeça para a defensiva vermelha.»

«A meu ver, assistimos a uma partida quase perfeita dos dragões, que a nível táctico esteve irrepreensível. O Benfica teve uma postura positiva, especialmente no segundo tempo, mas a jogar apenas aquilo que o Porto permitiu.»
Rzamith in Jogo de Área

«O Porto dominou o primeiro tempo, chegando à vantagem num lance que nasce, precisamente, de uma tentativa precipitada do Benfica sair para a transição ofensiva. Pedro Emanuel recuperou e o resto foi uma demonstração da “fórmula Jesualdo” para as transições ofensivas portistas. Com o lateral – Léo – a cair no erro de se adiantar no ataque, Lucho nem precisou de olhar para soltar em Quaresma que ficou com todo o espaço para desequilibrar. Na segunda parte, o Porto baixou o bloco e o Benfica passou a ter mais espaço para construir e para fazer aparecer Rui Costa. A verdade, no entanto, é que o Porto não foi demasiado importunado no assalto benfiquista do segundo tempo e, se é verdade que o empate podia ter sido conseguido, também é um facto que as oportunidades se repartiram...»
Filipe in Jogo Directo

«Amanhã é o primeiro domingo do Advento, mas este sábado à noite houve Quaresma. Na Luz, o FC Porto venceu o Benfica (1-0) e foi Ricardo Quaresma quem resolveu o clássico ainda na primeira parte. Os bicampeões nacionais responderam à altura à derrota sofrida a meio da semana e cimentaram a liderança da BwinLiga (32 pontos), deixando o conjunto de Camacho a sete pontos da liderança.»

«Fruto do maior ímpeto com que abordaram o jogo, os encarnados beneficiaram logo aos 50 segundos da primeira ocasião flagrante de golo, com Nuno Gomes como protagonista. Primeira e única dos lisboetas no primeiro tempo. O FC Porto ganhou ascendente a partir do momento em que assentou o seu jogo e foi francamente a melhor equipa no quarto-de-hora final da primeira parte.»
Da Rocha in Livre Indirecto

«Uma 'trivelada' à Quaresma resolveu o clássico dos clássicos e deixou o FC Porto ainda mais sozinho no topo da 1ª Liga, agora com sete pontos de vantagem sobre o segundo classificado. Se dúvidas ainda restassem em consciências mais crentes, o jogo da Luz veio demonstrar cabalmente qual é a melhor equipa portuguesa, marcando as devidas diferenças existentes nesta altura entre Benfica e FC Porto.»
Bruno Pinto in Paixão do Futebol

Magia
"O FC Porto anula um passe de ruptura que deixaria Nuno Gomes isolado. Rui Costa esbraceja, prevê o pior. Pedro Emanuel só precisa de um braço, o direito, para indicar a Lucho a direcção do golo. O médio está de costas, mas roda e não gasta mais do que um toque para lançar Quaresma. Léo está perdido e a sua subida não foi compensada, David Luiz é presa tenra para a avidez de um Mustang. A bola mora na baliza de Quim e, no banco, Jesualdo sorri. Tudo isto se passou em oito segundos. É fácil ler-lhe a mente naquele momento: a sua equipa acabara de lhe dar mais um daqueles golos que o professor tanto trabalha, tanto pede.

Mais do que a execução individual de Quaresma, o lance que decide o clássico é definido pela subida do bloco, que asfixia a condução do ataque encarnado, ilude Rodríguez e força-o a errar. O Benfica é metido numa teia e num piscar de olhos o FC Porto consegue envolver os seus três sectores para, com a maior das simplicidades, colocar-se em situação de finalização.

Quando defende, a equipa está posicionada para atacar e, neste mecanismo, é fundamental a presença de Lucho. O argentino é referência nas zonas de pressão e, após a recuperação, na transição ofensiva. O lançamento do ataque rápido passa invariavelmente por ele, pela sua imensa cultura táctica que lhe permite decidir bem e depressa, acelerando processos."
André Viana in Record



Liga Intercalar
V. Guimarães 1-0 FCPorto
Tiago 29'

Equipa: Nuno (Ventura 45'), Castro, André Pinto, Eridson, António Graça, André André (Cristiano Seixas 78'), Ricardo Miguel (Tengarrinha 45'), Rui Pedro, Marco Aurélio, Alexandre Freitas (Jorge Chula 67') e Edgar (Ricardo Dias 60')

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05 Dezembro 2007

Crónicas de um portista em Lisboa

Por Miguel Teixeira
Tenho reparado pelos comentários nesta nossa casa que existem muitos portistas de clube que habitam em Lisboa. Entendi que seria uma boa altura para contarmos as nossas experiências enquanto adeptos do FC Porto. No meu caso, na capital cinzenta e moribunda.

Tenho 31 anos e nem sempre foi fácil ser do FC Porto, ainda que nestas três décadas o nosso clube nos tenha brindado com sucessivos êxitos. Em casa dos meus pais o clubismo sempre foi dividido entre o encarnado e o azul. Foram muitas as pressões para que eu tivesse enveredado pelo caminho da tristeza, das vitórias morais, dos bigodes farfalhudos e do mito urbano que é dado a todos os benfiquistas – o ser um bom pai de família só porque é “rosinha”. Todas as tentativas paternas foram infrutíferas e ainda bem que assim foi.

A influência da minha mãe e a vontade de ser do contra em quase tudo que mereça uma boa discussão, fizeram com que cedo tivesse optado por dizer bem alto a todos que me quisessem ouvir que EU SOU do FC Porto. Se até aos meus 10 anos de idade, o meu pai insistia em comentar com os seus amigos que isto passaria, rapidamente percebeu que a tarefa seria bem difícil e que nem as idas ao estádio do galinheiro, as camisolas autografadas pelos jogadores e os almoços no Barbas fariam a diferença. Com 12 anos e um convite rejeitado da minha parte para jogar no Benfica foram a gota de água que fez transbordar o copo da esperança paterna. O meu pai deve ter pensado que se eu não aceitava ir defender as cores mais desejadas da rua só podia significar uma de duas coisas – ou o meu filho é parvo ou então é um “doente” pelo FC Porto. Hoje reconheço que a resposta talvez fosse um pouco das duas… No entanto o exemplo é sintomático e ilustrativo da minha “piéce de résistance” ao difícil que era não ser benfiquista em Lisboa.

Lembro-me de ser o único portista assumido na preparatória onde apenas os professores de Educação Física e de Matemática eram portistas, e por esse motivo serem também os docentes mais odiados da escola. Na secundária ser Dragão significava assinar um género de sentença de morte. Não fosse o facto de ter tido a sorte de os manda chuvas da escola serem meus amigos de infância, e o meu trajecto escolar poderia ter sido bem mais severo. Recordo o meu camarada Fernando que não tendo a benesse de ter cunhas que o defendessem da ira dos colegas e somando a isso o facto de ser também ele um portista em Lisboa, sofreu como ninguém por essa escolha “masoquista”… O rapaz levava tanta porrada à segunda-feira que a partir do 2º período já dizia ter mudado de clube, sendo a partir daquele momento…do Farense. Contentes com a evangelização encarnada, os meus colegas obrigavam-no a dizer isso bem alto para que todos ouvissem e assim servir de exemplo a outros malucos que tivesse a mesma escolha clubista. O facto de ter aparentemente mudado para o Farense não fez com que deixasse de levar porrada no início de cada semana… bem pelo contrário, ainda levava mais naquela cabecinha fragilizada pela opção tomada. Dizer-se que era do Farense não era seguramente a melhor opção, quer aos olhos dos benfiquistas quer inclusive a nós portistas. O Fernando era um fraco aos olhos de todos.

A pergunta que mais vezes fazem a um Dragão lisboeta era e ainda deve ser, o porquê de alguém que não nasceu no Porto ter escolhido o FC Porto como clube. Para eles só fazia sentido ser benfiquista ou sportinguista esquecendo-se que a sua grandeza em termos de número de adeptos se alicerçar nessa mesma realidade. Eles só têm (?) 6 milhões de adeptos porque existem muitos benfiquistas no Porto, em Braga, Chaves, Viseu, Faro… era o resultado da sua hegemonia baseada em calabotes que não chegaram a ser públicos - a rádio e o regime não deixavam. O Benfica tinha de vencer como exemplo da força do regime fascista e as migalhas ficavam para os Calimeros para que as patranhas não fossem demasiado óbvias e assim dar a ideia de que os campeonatos eram competitivos… Reparo que essas tendências castradoras ainda insistem em subsistir mesmo em democracia.

Pois a nossa grandeza internacional começava sensivelmente nessa época. Tinha 11 anos e tínhamos acabado de ser Campeões da Europa e do Mundo. O FC Porto era a partir daquele momento o clube que levava o nome de Portugal mais longe, e provava a todos os portistas que tínhamos tomado a opção mais acertada. Nós éramos (somos) os adeptos mais felizes deste país de invejosos.

Hoje tudo está diferente (ou talvez não) mas ainda assim as questões sustentadas por parte do grupo dos bigodes farfalhudos ainda se mantém. Como é possível alguém que não nasceu na “cidade dos andrade’s” ser adepto do FC Porto. A resposta continua a ser muito simples. Não é do FC Porto quem quer, mas sim quem pode. Nem mais nem menos. Ser do FC Porto em Lisboa, Porto, Viseu ou Faro continua a ser para estóicos adeptos e deixou há muito de ser um assunto geográfico. Para os que não querem ser do clube do regime, da farsa, da arrogância, da sobranceria e muitas outras coisas más a única opção continua a ser o FC Porto. Ser do FC Porto é ter sol todo o ano. Dizer que sou do FC Porto é sinónimo de alguém que não caminha para o precipício como qualquer cordeiro cego. Dizer que sou do FC Porto enche-me de orgulho. Nas poucas derrotas esse orgulho é multiplicado por mil. Na altura em que andava na escola, uma derrota do nosso clube fazia com que vestisse a camisola azul e branca e a fosse exibir para a rua, para a escola ou para os treinos. Aprendi em Lisboa que um portista nunca deve baixar a cabeça e nada melhor do que prova-lo dessa maneira em dias que ninguém quereria ser confrontado com a derrota. Eram as bocas que ouvia que me alimentavam até à vitória que normalmente viria logo de seguida. O FC Porto é assim e provou-o uma vez mais no último fim-de-semana. Depois de ter sido injustamente goleado em Liverpool demonstrou que não baixa a cabeça e fez aquilo que a mística ordena. Vencer. Vencer. Vencer. Mesmo quando os outros nos tomam por moribundos. Daí a minha decisão de à época da escola levar uma camisola com o Dragão ao peito para a rua depois de um jogo menos conseguido. Era a forma que encontrava para mostrar aos outros que nós somos mais fortes do que eles imaginam. Mesmo com todas as provas dadas nos ultimos anos eu acho que os rivais ainda não entenderam o que é ser portista. Entendem ainda menos, os portistas...de Lisboa.

Em suma, eu nunca diria que era do Farense, e sei que todos vós também não.

PS: o Soren num comentário recente contou-nos algumas das suas vivências aquando das visitas do FC Porto a Lisboa. A sua história sobre o adepto portista que se recusou a saltar enquanto a Juve Leo cantava ao seu lado “quem não salta é tripeiro” e que fez com que fosse espancado até cair inanimado na linha de comboio é o exemplo maior de um Dragão. Um Dragão prefere cair de pé do que deixar a sua honra no chão.

Liga Intercalar
V. Guimarães - FCPorto, 15H00 - PortoCanal

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04 Dezembro 2007

Notícias

Por Zé Luís
"(...)nos jogos em k + precisávamos d vencer (contra milan, scp e porto, em casa) jogou smp com 1 ponta e os resultados estao á vista, 2 pontos em 9 possíveis e quase "obrigatorios" (pk jogos em kasa são pa ganhar)... axim n vamos a lado nenhum...eu por mim,axo k vou deixar d ver futebol portugues"...

- comentário de um benfiquista - que assina Fábio - no site "Mais Futebol", comentando o jogo de ontem, em que a tal equipa que não perdia em casa há mais de 1 ano, que estava a jogar melhor do que o Milan, embora perdendo o apuramento para a fase seguinte da "Champions" e que "podia ganhar a qualquer equipa do mundo", perdeu!

E, pelos vistos, o mal é do futebol português que o Fábio vai deixar de ver!

Limito-me a respigar o que o PMF inseriu no Blasfémias. Rescaldo do Benfica-Porto a fazer emergir o pior que há nos adeptos portugueses ceguinhos pelo regime, ultrapassados pela História.

Não precisaria de mais comentários, este comentário de um ressabiado, parece falar de Camacho ("jogou smp com 1 ponta") e apetecia-me dissecar o que é o futebol do Benfica, a "raison d'être" de Rui Costa, o bloco baixo, os médios agrupados e, daí, o ponta-de-lança isolado. Deixo isso para quem achar que encontra as explicações no Luís Freitas Lobo, até porque o Zirtaev zangar-se-ia comigo se escalpelizasse o futebol do Benfica, presumindo seriamente que o Rui Santos não enxerga e o Tadeia muito menos.

O Fábio (que idade terá, coitado?) vai deixar de ver o futebol português. Acho bem, de resto se "aprendeu" a ser benfiquista não foi decerto a ver bom futebol nos últimos 25 anos. A linguagem de sms presume-se de um teenager, inconsciente decerto (ganhar em casa é obrigatório), pueril (deixa de ver futebol), crédulo (Camacho desiludiu-o).

Há 30 anos...
Quase diria que tem 15 anos. Como é que eu via futebol aos 15 anos? - eis o que me faz lembrar esta atitude do Fábio.

Bem, em 1977 eu via nascer o grande FC Porto que é hoje a mais pujante força desportiva portuguesa. Mas já era adepto e ía às Antas desde os 10/11 anos, não me lembro qual o primeiro jogo a que assisti mas se não foi este recordo uma derrota, sob chuva diluviana, com o V. Guimarães a dar a volta ao resultado (1-2).

Que futebol me era dado ver em 1972/73? Quase nada, a final da Taça no Jamor em três anos seguidos entre Sporting e Benfica, uma goleada do Sporting numa vez, três golos de Eusébio noutra ocasião.

Ah, eu gostava do FC Porto, vi Pavão morrer em campo, Pedroto treinava o Setúbal, as eliminatórias europeias dos nossos clubes eram uma ou duas, no máximo, o Sporting ainda chegou às meias-finais da Taça das Taças mas eu fixei-me no Magdeburgo que venceria a final com o Milan, porque a equipa da RDA praticamente constituiria a selecção da então Alemanha Oriental que teve aquele duelo histórico de perfil político acentuado com a equipa Ocidental, a RFA, em Hamburgo com golo do soberbo Sparwasser que liquidara o Sporting.

Porém, gostando do FC Porto, foram as epopeias europeias do Setúbal de Pedroto que me arrebataram: era contra o Leeds, o Tottenham, o Liverpool, o Hertha, o Estugarda, a RTP transmitia, os sadinos jogavam em Alvalade, na Luz, no Jamor, no Bonfim e eu admirava o JJ, o Duda, o Carriço, o João Cardoso que hoje é adjunto, o Zé Maria. Fiquei sempre simpatizante do V. Setúbal, se querem saber.

Mas Cubillas chegou ao Porto, fez ganhar o meu primeiro clássico (Abel, Eusébio, Cubilhas por esta ordem), despontara o 25 de Abril e o futebol português não demoraria a mudar. Infelizmente, mudou o País com menos velocidade, mas o Porto até ajudou a mover esse peso inerte que ainda hoje nos é um fardo para cidadãos e contribuintes.

Bom, mas em 1973 eu vi a minha primeira final da FA Cup. Apreciei o futebol inglês quando o Leeds era a grande equipa do momento mas perdeu essa final de Wembley, o primeiro santuário que conheci no futebol televisivo, com o Sunderland que jogava na II Divisão para onde cairia o Man. United no famoso golo do seu ex-jogador Dennis Law então ao serviço do City no derby da última jornada. Autor desse golo histórico em Wembley foi o já falecido Ian Porterfield, que orientou a Arménia contra Portugal. Como eu me lembro dessa e de todas as finais da Taça de Inglaterra que para mim passaram a ser o paradigma do futebol: bem jogado, correcto, bem filmado (para a época), com cerimonial real, os cânticos, os jogadores de penteado "à Beatle". Tenho várias cassetes gravadas dessas finais exemplares que deveriam servir ao Fábio para entender melhor o futebol.

Claro que vi emergir o Grande Ajax de Cruijff e Rinus Michels (antecedido pelo mago Kovacs), depois o panzer alemão da eficiência chamado Bayern de Beckenbauer e do bombardeiro Muller e do enorme Sepp Maier. Vi a Laranja Mecânica (além do filme do Kubrick) perder com garbo a Weltfinale de 74, a Polónia de Lato, Deyna e Lubansky, já coleccionava os cromos do Mundial e sabia que a Selecção Nacional jogava sempre em Lisboa e a RTP não dava nada...

O Liverpool, depois do Ajax, arrebatou-me em definitivo. O Keegan, depois o Dalglish, Toshack, Clamence, Smith, o capitão Hughes, o supersub Fairclough, o kop de Anfield, troféus em catadupa e a RTP já dava os seus jogos europeus até desde os quartos-de-final em 1977 a caminho da conquista de Roma.

Pois há 30 anos o Liverpool conquistara-me e o FC Porto emergia no cinzentismo nacional: ganhava a primeira Taça desde 1968, depois já ganharia ao M. United, ao Colónia bicampeão alemão, depois ao Milan de Rivera e ganhava os dois primeiros campeonatos nacionais com a chamada equipa que dava bigode a todos: Fonseca; Gabriel, Simões, Freitas, Murça; Rodolfo (cap.), Ademir, Duda; Seninho, Oliveira e Gomes (o único sem bigode).

A história mal contada...
O Fábio ainda não viu futebol nenhum, por desleixo, mau acompanhamento e conselhos, estupidez natural, queda para o abismo, sabe-se lá.

O Fábio que escreveu no Maisfutebol, devia pensar que as 5 gloriosas vitórias do Benfica a que assistiu até à grande decepção de perder em casa com o FC Porto, foram contra Leiria (16º), Boavista (15º), Académica (14º), P. Ferreira (13º) e Marítimo (7º). E não percebeu a razão de o Benfica não ganhar ao Milan, ao Shakhtar, ao FC Porto.

Ao Fábio devem ter contado a história do avesso, onde se vê costuras e resiste o cotão do tempo. Nos comentários a este post do Blasfémias que PMF aproveitou para retratar o adepto benfiquista, um indivíduo contou a história mirabolante do final do campeonato de 1959, o episódio Calabote contado ao contrário de forma a que foi o FC Porto, em Torres Vedras, que marcou dois golos nos últimos minutos para vencer o Torreense por 3-0 (é verdade!) mas já depois de o Benfica ter terminado o ignominioso jogo com a CUF (7-1) em que os homens do Barreiro tiveram de substituir à força o seu guarda-redes que deixava entrar todas as bolas. Sabe-se como foi que tudo se passou, o jogo da Luz a terminar 15 minutos depois do de Torres Vedras com o FC Porto à espera para se sagrar campeão por um golo de diferença.

É essa história fraudulenta que contam ao Fábio que o faz deixar de ver o futebol português ainda cristalizado com resquícios do antigo regime, que ele não conheceu, sem se aperceber dos ventos de mudança. Já não há RDA, a Selecção acaba os apuramentos no Porto, o futebol mundial entra-nos pela porta adentro, os eruditos pululam pelas televisões e rádios, os árbitros temem as transmissões televisivas, os resultados são incertos, o futebol democratizou-se. Só uma coisa resta imutável: o centralismo, o umbigo lisboeta, o ser benfiquista.

O FC Porto ganha, domina, hegemoniza e o Benfica não passa mais a sua ponte.

Nota do administrador: Chamo a atenção a todos os participantes da Liga da Bancada que as equipas do Fantasy Football para a última jornada da fase de grupos têm de ser alteradas até às 19H30 de hoje, devido à antecipação dos jogos do grupo D.

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03 Dezembro 2007

FC Porto luta contra si próprio

Por Zé Luís
Um rescaldo da Luz, antro pouco recomendável, breve postal de Lisboa e o que ficou por contar de mais uma vitória na provinciana capital. E muitas incidências, antes, durante e depois dos jogos. Várias perspectivas sobre um rival que diz que um dia será a maior instituição desportiva nacional (esta ninguém contou ainda!)

O contexto do jogo
Para desânimo da Imprensa Destrutiva, sempre hostil ao FC Porto, o campeonato já estará ganho outra vez. Mais uma vez esta época. Como noutras épocas. Pedro Emanuel, capitão da equipa e estandarte da correcção e combatividade portistas na Luz, na esteira de Fernando Couto, Jorge Costa e João Pinto, disse que não, falta muito campeonato. Mas lembrou, bem, olhos nos olhos com os traiçoeiros pés-de-microfone da capital, que era tempo, sim, de darem o verdadeiro mérito a quem lidera há 42 jornadas, dois anos completos, um campeonato que só artifícios de arbitragens às vezes fazem por tornar competitivo. A quente, ainda, o rescaldo da jornada europeia já aqui dissecada.

Único invicto
O FC Porto, uma vez mais, luta contra si próprio. Lutou após as 8 vitórias consecutivas, ainda há semanas. Em duas jornadas viu cortada para metade a sua vantagem pontual. Setúbal era uma casca de laranja mas sofreu a 1ª derrota. Já tinha havido o Marítimo só com vitórias… Sobrava o duelo principal, aquele que A Bola titulava como o “jogo do povo”, epíteto até aqui dado só aos derbies da capital amiúde válidos apenas para disputar o título (?) de vicecampeão. Perdeu o Benfica, ficou o FC Porto único sem derrotas para se defrontar a si próprio e testar a tese principal da história recente de duas décadas do futebol português: quem é capaz de ganhar ao FC Porto?

Proença, amigo, o recorde estava contigo!
Gabou-se uma longa série sem derrotas do Benfica: há quase dois anos não perdia em casa (1-3 com Sporting), há mais de um ano acumulou 30 e tal jogos sem perder na Liga (3-1 em Braga). Pelo meio, há precisamente nove meses, a dupla derrota podia ter acontecido, mas o sócio de camarote Pedro Proença impediu a vitória azul-branca de 1 de Abril, com penálti por marcar sobre Pepe e golo ilegal na posição de David Luiz…

Lembrar Mourinho
Mas perder pode estar ao virar da esquina. Até o Porto de Mourinho o experimentou, quase anonimamente, em Guimarães, com o Gil Vicente (0-2), com 29 jornadas, salvo erro, em 2004. Era o FC Porto a lutar contra si próprio, como sucedeu com Robson durante 53 jogos entre 1994 e 1996. No futebol não há invencíveis, mas já afirmei que, em dia normal, não há equipa para vencer o FC Porto em Portugal.

O jogo, a última vitória antes desta e as vitórias que se repetem
O FC Porto na Luz pulverizou o adversário a quem faltou uma série de coisas: não menos importante, a categoria, a competência, a classe; depois, a sorte de jornadas recentes, adversários competentes (e da metade inferior da tabela, pormenor sempre desprezado nas análises mas que não impede parangonas tipo “labaredas enormes” de gato fedorento). Vinham sobrando benefícios de arbitragem (P. Ferreira) e erros alheios (Académica).

A final era esta, Jesualdo!
A sorte, tristemente deturpada, nos duelos europeus a meio da semana iludiu os mais incautos. Jesualdo fez bem em “poupar” jogadores em Anfield, a “sua” final era na Luz. Camacho teve de meter a carne toda no assador e contra um Milan que também não precisava do resultado (e o empate garantia a qualificação) e pensava na sua “final” de sábado (0-0 com a Juventus). Isto chama-se estratégia e gozo de vantagem adquirida nas tabelas (Champions e Liga). É por isso que a formiga amealha no Verão em vez de cantar como a cigarra.

“Jogo do título” (ah, ah, ah)
A mim, apesar dos 4 pontos somente de diferença, fazia-me lembrar o Benfica-Porto de Março de 2003. Eram 10 pontos de vantagem, acabaram em 13 com o golo de Deco a meio da 1ª parte, ali na posição onde Quaresma agora marcou em arrancada a solo, o anterior Mágico a receber passe vertical de Maniche que pedia desmarcação e remate. Mourinho gozou com a Imprensa Desportiva (pró Benfica e pró Sporting ou prósdois): “Vocês são fantásticos, conseguiram criar a ilusão de este ser o jogo do título. Mas ainda não somos campeões”.

Um já foi, o outro está quase
Foi a última vitória. Antes da última, sábado. Uma vitória como outras das últimas décadas, aquelas onde a presença tolerada do FC Porto no início da reconquista passou a ser odiada. Depois de superar o Sporting em títulos e pontos de todos os campeonatos (Robson, 1996), o FC Porto ameaça seriamente a histórica supremacia do Benfica. Já superou o grande rival em vitórias entre ambos, de que é exemplo o saldo dos últimos 25 anos: onde antes havia 8 resultados positivos num quarto de século, passou a haver só 8 derrotas em período homólogo e, melhor, já são 6 vitórias no último período considerado nas visitas à Luz. No Porto, o registo de 13 anos consecutivos dos dragões a vencer nem pelo Benfica em casa foi alguma vez aproximado.

Esta é a história contemporânea, feita de títulos e cores vivas, não de memórias em canal antigo e a preto e branco, quando até alguns troféus internacionais eram diferentes e hoje irreconhecíveis, da Taça do Mundo Jules Rimet (de resto roubada e derretida no Brasil) à Taça dos Campeões Europeus. Mas a Imprensa do Regime não desiste. Resiste, mesmo no risco de cair no ridículo.

Destaques
O jogo da Luz não teve história. Deslizes ocasionais e individuais permitiram ao adversário algumas hipóteses de golo. Nulo Gomes falhou ambas, a abrir cada uma das partes do jogo. O clássico que ficou por ver foi um penálti favorável ao FC Porto mais uma vez escamoteado. Antes, a clássica pressão das sebentas da capital a desconfiarem do árbitro do Porto… À parte a Trivela do Cigano, título digno de conto de magia, só um mano-a-mano prendeu as atenções: Bosingwa-Christian Rodriguez. Este, cansado, pouco imaginativo na finta que procura à base do pico de velocidade e da força bruta, foi presa fácil para o nosso Zé, que foi o caçador a brincar com a caça. Mesmo assim, sem o Zé perder algum lance directo, teve a mesma nota 3 do adversário e até Fucile, sem opositor à altura, mereceu 4 em Record. A Bola deu notas bem distintas aos jogadores a marcar a superioridade portista vista em campo, colectiva e individualmente.

Intervalo
Onde o Benfica é bom – além das vendas de kits que convenceram Soares Franco a fazer a mesma feira em Alvalade, e dos gabarolas maiores do mundo e arredores antes dos jogos – é nos intervalos. Equipa de boas dançarinas em que a Carolina não tem lugar; mas, especialmente, brilharam na PlayStation. Ouvia-se golo por todo o lado, a instalação sonora é excelente mas o fado do seu hino torna aquilo muito ao estilo Bairro Alto e a “casas típicas” eu prefiro típicas casas… Promoveram ali um jogo electrónico qualquer e os pacóvios vibraram, acreditem…

Final digno do túnel dos horrores
No final, o episódio também já costumeiro no túnel da Luz. Em Abril foi Rui Costa a pegar-se com Jesualdo, desta feita foi o perdulário Nulo Gomes a querer irritar o professor. É preciso ter lata alguém dizer, para alguém mais velho, que não se deve cuspir no prato onde se comeu… Mas o que houve foi insultos de “chulo” de parte a parte, o “vai-te foder” da ordem e o ex-capitão João Pinto a impor respeito à prima-dona do penteado fácil.

Linha Azul no Metro
A lata, ou falta de vergonha, já não existe em Lisboa na recepção aos adeptos portistas. Numa cidade sempre suja, e da qual por extensão ali insistem em generalizar e dar a fotografia de todo o país, ao estádio do Benfica acede-se, descobri agora que me dispus a tal, pela Linha Azul do Metropolitano – agora que os soberbos da capital não podem gozar os portuenses. Lá chegado, onde antes era uma armação de cimento, ergue-se um suposto estádio moderno só pela data da inauguração e de ter sido palco do Euro-2004. Continua a ver-se, cá fora, o cimento das bancadas dos níveis superiores e, também como no século passado, ao mamarracho rodearam-no de vielas com casebres à volta para rápido consumo e mais lixo à porta. Não é recomendável e eu só fui por curiosidade de (re)ver o estádio. Não fiquei cliente. Dragão é para toda a vida.

Estaleiro de obras na viela da Luz
Numa dessas vielas da Luz, um ovo de Colombo com um resto de pedreira no lado oposto do estádio, canalizaram as claques portistas. Há uma foto no Record que retrata a viela. Resta dizer que, tirada a mole humana, aquilo ainda é um amontoado de cabos e lixo, o estaleiro de obras por acabar, barrancos de areia que no escuro da noite pode parecer um simulacro de montanha de neve para o Inverno. Deprimente, sobram paredes e falta espaço. Houve a final do Euro, mas já não houve a final da Liga dos Campeões. Percebe-se. Só falta ali a “tenda do Adelino” (se ouvem a TSF…).

Censura aos adeptos na cortina de fumo
Mesmo revistadas uma, duas e três vezes, as claques metidas na chamada “caixa” de polícias sofreram a minúcia da revista ao ponto de uma bandeira, a dizer somente “Não somos anjos, nem bandidos, só Ultras”, ter sido alvo de inquérito a um superior, via rádio, a perguntar se uma ofensa daquelas era passível de superar a porta do estádio. Fora uma carga policial, mais por hábito local que por castigo, e um ou outro ferido ligeiro, tudo bem e em frente que atrás vinha gente. Não sei em que estado ficou o pano que perguntava: “Já pagaram a água?” [meio milhão de dívida no Seixal]… mas a dívida estará porventura incobrável. E não vi o pano na bancada – há um lápis censor que coarcta a liberdade de expressão. O problema é que ao zelo num canto, faltou a segurança noutro, onde emergiram foguetes e fumos que se julgavam proibidos. Algures nas redondezas devem fazer um monumento ao “very-light”.

Cânticos ao desafio
Os portistas ocuparam o seu lugar habitual no piso zero, onde uma vez encaixotaram três mil pessoas em mil lugares… Mais portistas no piso mais alto, uma boa curva que apoiou incessantemente. Brindados à entrada com o actualizado “Carolina, allez!”, ripostaram com o “Orelhas, cabrão, saúda o campeão”. Cânticos portistas a toda a hora, do “quem não salta é lampião” à resposta ao coro contrário com o “fdp, slb, fdp, slb”. Para remate, apropriado à quadra, “Para todos, um bom Nataaaaal, para todos um bom Natal”…

Com águia mas sem vaca…
O jogo não voltou a revelar a já conhecida “vaca gloriosa” a garantir resultados, tão-só o provinciano voo da águia e do seu tratador ajoelhado no relvado para deleite de 55 mil basbaques… O voo, os basbaques e o ganhamos a todos convém ser sempre no início, quando não se dão da inferioridade face ao adversário…

Audiências é com o Porto
Feitas as contas, com os 5 mil portistas, os 60 mil e tal na Luz superaram os 46 mil da visita do Milan. Vê-se a diferença de tratamento e a curiosidade dos indígenas em prestarem justiça ao bicampeão nacional, desprezando o campeão europeu em título. Isto para não falar dos 48 mil no chamado derby eterno há um mês e picos…

Caricato, no final, foram duas imagens contraditórias: os “benfas” aguentaram estoicamente até aos 90’, impotentes perante a derrota mas incapazes de saírem dos lugares, ao contrário de meio estádio do Dragão quando o FC Porto está a vencer a 10 minutos do final… Pior, adeptos locais, curiosos e masoquistas, deleitaram-se a ouvir e ver os portistas a cantar e a gozar, insultando-os até, mas os da casa só reagiram, verdadeiramente, com o “Pinto da Costa, olé”. O presidente, e agora o treinador, do FC Porto é que os põe à nora. Complexos e não haverá psiquiatras que cheguem em Lisboa.

O FC Porto e Pinto da Costa não movem só a persecutora Morgado. O Benfica já não vive sem o FC Porto e Pinto da Costa. Damos audiências a muita gente…

Imprensa à vista desarmada
Justiça seja feita, nas bancadas pode circular-se à vontade, para cima e para baixo, para a esquerda e para a direita, deste para aquele sector, até se misturar o gentio com a gente da Imprensa e quejandos. Vi, por isso, um Miguel “parece-me claramente que a bola entrou” Prates abatido, mal acompanhado com outros derrotistas na expressão. Imagino o que terão sido os comentários na SportTV… Eu até preferi ver o jogo junto à tribuna de Imprensa, para ter o mesmo campo de visão dos jornaleiros e saber as oportunidades de ver os lances. Já na visita a Alvalade verifiquei porque há lugares para invisuais, atrás dos ecrãs gigantes… Convém saber como e porque vêem o jogo pelo olho cego…

Por que non te callas?
Já cá fora, desfeita muita feira, com o mesmo lixo de antes do jogo espalhado pelo chão, ecoam os cânticos dos portistas à espera de saírem. “Ainda não se calaram”, desabafam os benfiquistas no exterior. Nem os calam. Os portistas ouviram-se de uma forma extraordinária. No Dragão já não há assim ambiente, e isto na proporção, na Luz, digna da batalha de Ourique, de 1 para 10 foi mesmo fantástico. O “quem não salta é lampião” encheu de inveja o estádio mudo e quedo, impávido a ouvir o “campeonato c´o caralho, outra vez”…

Descida ao balneário…
Ao intervalo do jogo, três figuras desportivas e um energúmeno no relvado. Vanessa Fernandes, Nelson Évora e José Monteiro (paralímpico) foram homenageados pelo presidente da instituição. Mas a descida de Luís Filipe Vieira ao inferno do relvado onde o Benfica era passado a ferro pelo FC Porto não pareceu bem. Nos inúmeros túneis da Luz, há desvios não inocentes pelas bandas do balneário da arbitragem e as achegas do benfiquista de Valongo José Luís Melo não chegavam para evitar a derrota.

Missão, dizem eles…
Ao descer eu mesmo, perdido nalguns labirintos, dei conta de um placard que a muitos passará despercebido. Reza assim sobre uma alegada “Missão do Sport Lisboa e Benfica (transcrevo fielmente): nas próximas décadas o Benfica será a organização desportiva de maior sucesso em Portugal, tanto no Futebol como nas Modalidades, tanto na perspectiva competitiva como na vertente económica”.

Será?
O futebol vai como vai, as Modalidades ganham títulos individuais de atletas como os acima citados contratados a outras colectividades. Mas o notável é que o famoso clube que se julgava o maior em Portugal acredita que, um dia, não assinalado nem previsto, será, porventura, a maior organização desportiva do País. É certo que, além da falta de data para a efeméride, a coisa não vinha assinada. Em 2011, o colosso anunciado algures virá de Marte? É que aquele clube vive noutro planeta.

Leitão e tanto porco…
Antes do adeus à Luz, que entretanto se foi apagando por todo o lado a mostrar como em casa de ferreiro há espeto de pau, reparei que não cortaram, ao menos isso, a água. Mas pagam-se bem por ela: garrafa de 0,5l a 1,5 euros. Nem digo nada. Cá fora, revejo o antigo atleta José Leitão, medalhado olímpico espinhense dos anos 80 e conhecido benfiquista. Nem sei como o distingui entre tantas cabeças de porco inchadas que nem vos digo.

Há um sítio para vir embora…
Por fim, a ansiada busca da saída para a A1 rumo ao Porto. Como sempre, o melhor de Lisboa…

PS: Imagens retiradas do site Vermelhices

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02 Dezembro 2007

Simplesmente... normal

Por Zirtaev
Benfica 0-1 FCPorto
Quaresma 41'

Equipa: Helton, Bosingwa, P.Emanuel, B.Alves, Fucile, P.Assunção, R.Meireles (Bolatti 81'), Lucho, Quaresma (M. Gonzalez 69'), Lisandro e Tarik (Postiga 60')

60.116 espectadores

Como disse na antevisão do jogo, se jogássemos o que sabíamos, o resultado só poderia ser um, a vitória. E isto era simples de se entender já que a equipa do FCPorto não é apenas melhor que a equipa da Luz, é muito melhor e a primeira parte deste jogo foi a prova disso mesmo. Por momentos pareceu que o que FCPorto jogava com uma daquelas equipas que apenas vêm ao Dragão tentar não sofrer muito. A classe, o domínio, a superioridade do FCPorto, principalmente nos primeiros 45 minutos, demonstrou a muitos aquilo que, para qualquer pessoa de bom senso e que saiba ver futebol, já se sabia há muito, o FCPorto é a melhor equipa a jogar em Portugal, está a um nível bastante superior e por isso está há mais de dois anos no primeiro lugar da liga, sendo que este resultado acabou por ser simplesmente… normal.

Jesualdo não inventou, colocou de início a equipa que todos consideramos a melhor e o habitual 4-3-3 desta época, já que o que se queria era que impusesse o seu jogo e não o alterasse pensando no adversário, tendo apenas colocando Pedro Emanuel no lugar do Stepanov, espero que para fazer o que eu havia dito no post de antevisão do jogo, precisamente para protegê-lo.

Iludida, por um empate em casa contra o campeão da Europa, que apenas precisava desse mesmo empate, e pela goleada sofrida pelo FCPorto em Inglaterra, mesmo sem saberem como ela aconteceu, e que para segurar o 1º lugar, nem do empate precisou, esperava-se na parte inicial do jogo que a equipa da casa entrasse com grandes “ganas”, que é a grande mais valia desse conjunto, aliado aos seus histéricos adeptos, a quem basta uma bola passar do seu meio-campo defensivo para festejarem como se de um golo se trata-se. O FCPorto sentiu um pouco essa intensidade inicial e esse ambiente, cometendo alguns erros, falhando passes e não acertando com as marcações, o que originou logo aos 50 segundos uma das únicas verdadeiras oportunidades de perigo criadas pelos encarnados.

Aos poucos o FCPorto foi tomando conta do jogo, começou a trocar bem a bola. Os médios começaram a servir bem os avançados e estes começaram a fazer a “cabeça em água” aos defesas adversários, fazendo com que o recurso à falta fosse o único meio utilizado para os travar. O substituto de serviço de Binya, na arte de maltratar os adversários, foi um jovem central a quem tudo foi permitido pelo juiz em funções, sendo que só a esse foram perdoados vários cartões. Uma das faltas cometidas, dentro da área, foi tão clara, tão clara, tal a persistência do “agarranço”, que deu logo aí para entender que o FCPorto iria ter mais que o adversário normal.

Mas o FCPorto estava senhor de si, os jogadores sabiam perfeitamente o que fazer, controlavam o jogo, eram donos dele, não davam espaço a um adversário que parecia completamente perdido em campo. Os azuis-e-brancos foram construindo algumas oportunidades e Tarik foi o primeiro a avisar quando isolado rematou forte e apenas a centímetros do poste, até que Quaresma, numa das suas geniais jogadas, deu, primeiro, o devido castigo pelas entradas à margem da lei ao jovem central trauliteiro, deixando-o de rastos com uma das fintas do seu cardápio, depois com a trivela que todos lhe conhecemos rematou cruzado e colocou finalmente justiça no resultado. Um golo de diferença que no fim da primeira parte não demonstrava a realidade do que se tinha passado nesse período de tempo.

Para a segunda parte Jesualdo encetou a habitual contenção, também tendo em conta o cansaço dos jogadores. Deu a posse de bola ao adversário, chamou-os para o seu meio campo, à espera de ganhar mais espaços na defesa do mesmo. Tenho pena que não quisesse continuar a assumir o jogo, continuando a assumir as despesas do mesmo, mas compreende-se a sua ideia e poderia ter resultado até numa goleada se Lisandro e companhia estivessem com mais pontaria, dadas as oportunidades que surgiram. Os encarnados, como seria natural foram aparecendo mais perto da baliza de Helton, mas o perigo, além de uma oferta de Bruno Alves que ia correndo mal, não fosse o avançado do outro lado Nuno Gomes, só lá chegava através de livres que iam sendo inventados à medida que os jogadores de vermelho iam caindo no chão. Neste aspecto foi por demais evidente a dualidade de critérios já que as faltas só eram marcadas numa direcção. Mas do outro lado estava uma equipa que sabia bem com o que contar e nada afectou a consistência dos portistas que iam sempre pondo em sentido a defesa contrária, conseguindo o FCPorto até terminar o jogo em cima da defesa do 2º classificado.

Esta vitória, sempre especial, por ser contra quem foi e principalmente em sua casa, embora seja de todos e seja injusto individualizá-la, tem de ter, da minha parte, uma especial dedicatória a três pessoas. A Jesualdo porque carrega o estigma de o chamarem benfiquista e porque nunca tinha vencido o clube da Luz, esperando agora que lhe seja dado o crédito merecido por parte dos portistas. A Quaresma que tem vindo a subir de produção e tem dito presente nos momentos importantes, tendo espalhado magia com o seu tremendo golo que acabou por resolver o desafio. E por último a Lisandro Lopez que personaliza o espírito do Dragão, pelo corre, sempre incansável, transmitindo a todos uma grande vontade própria de um grande campeão. Cansa só de vê-lo correr e lutar.

Com 7 pontos para o 2º classificado e em primeiro lugar há mais de dois anos, o FCPorto só tem de continuar com a mesma garra e humildade própria dos campeões, mentalizando-se que nada está vencido, aliás como se pode ouvir por parte dos jogadores do FCPorto nas entrevistas do final do jogo. Dirão que a equipa da casa esteve mal, é normal e já nos habituamos a não nos darem mérito, mas relembro que uma equipa só joga o que a outra deixa e o FCPorto neste jogo apenas impôs o seu estatuto de campeão e da melhores equipa em Portugal, e por isso o resultado foi simplesmente… normal.

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01 Dezembro 2007

Directório de imagens do FCPorto - Ano 2008

Por Zirtaev
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Dia de cobranças

Por Zirtaev

Disse na crónica do jogo de Liverpool que alguém teria de pagar a factura de uma derrota tão pesada. Pois bem, chegou o dia, porque não somos de dar crédito por muito tempo e nada melhor para o fazer que em casa do principal rival. Na verdade, espero bem que o desaire de quarta-feira tenha afectado os jogadores azuis-e-brancos, e muito, espero que saibam que para os adeptos aquele resultado foi uma humilhação, para que assim se sintam, mais que nunca, obrigados a vencer, mesmo sabendo que uma derrota até nem colocaria em causa o primeiro lugar na liga.

O adversário de hoje começou mal a presente temporada, mas tem vindo a subir de produção, o que não quer dizer que estejam a jogar tão bem como nos tentam vender. Aliás, pelo que temos visto, muitas das suas últimas vitórias são principalmente fruto de muita "sorte" que tem vindo a acompanhar a equipa há várias jornadas e que não pode durar sempre. E os jogadores do FCPorto têm de ter a noção disso mesmo, interiorizarem que não são apenas melhores, são muito melhores que eles e que, impondo o seu jogo e jogando tudo o que sabem e podem, vencer será apenas a normalidade. Não será fácil porque, independentemente da forma de cada equipa, estes jogos normalmente não o são e ainda existe aquilo a que eu chamo de “factores externos” que podem sempre fazer alterar os planos. Para além destes factores, o que há mais a temer na equipa da Luz são mesmo só alguns jogadores que protagonizaram um historial clínico... em jogadores que contra eles jogaram, resta aqui a esperança que o senhor do apito saiba colocar um travão à dureza eventualmente praticada.

Em relação à equipa que vai entrar hoje em campo, espero Pedro Emanuel, que esteve bem contra o Setúbal, faça parte dela, entrando no lugar de Stepanov. O sérvio tem cometido erros influentes nos últimos resultados e o risco de o colocar a jogar num jogo tão importante como este é demasiado grande. Poderia até correr muito bem e o central ganhar confiança para o futuro, mas se corresse mal era "trucidado" pelos adeptos e poder-se-ia perder um bom e jovem central com valor. Jesualdo deveria então, precisamente colocar Stepanov no banco, tanto no jogo de hoje, como no próximo jogo do Dragão, e quando tudo estivesse mais calmo, lança-lo novamente, sendo que lhe devia dizer isso mesmo, que era exactamente para sua protecção. De resto espero que não hajam invenções e conto que Fucile já tenha descansado o suficiente para render o atabalhoado Marek Cech, conto com o regresso de R. Meireles e de Tarik ao onze inicial, fazendo assim a equipa que nos tem habituado e que melhores resultados nos tem trazido.

Vencer, vencer, vencer, é o único bom resultado para este jogo. Menos que isso, e para os adeptos, será apenas mais uma derrota. O FCPorto tem um dom, mais que ninguém sabe transformar as adversidades em “dopping” para voltar a vencer. E é esse espirito guerreiro que têm de ter, é isso que têm de fazer, lembrarem-se que o bi-campeão de Portugal foi goleado no último jogo e que tal é completamente inadmissível, seja contra quem for. Sejam onze Lisandros em campo, lutem todos como ele até à última gota de suor que assim o resultado será só um, a nossa vitória. Mostrem a raça do campeão e cobrem hoje a derrota de quarta-feira.

Benfica - FCPorto, SportTv1 - 19H45

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