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31 Março 2008

Encarnado e amarelo - as cores da honestidade desportiva

Por Miguel Teixeira
Estamos perto de garantir o tri-campeonato mas se tivesse existido verdade desportiva estaríamos seguramente a um pequeno passo de festejar o hexa.

No ano horribilis de 2005 aconteceu aquele que foi o maior roubo da história do futebol português e curiosamente ou não o produto desse assalto foi mais uma vez para os bolsos do mesmo clube de sempre. Mas já lá vamos.

Decorria o ano de 1999 quando Luís Filipe Vieira, à época Presidente do Alverca pensou na melhor forma de entrar no Sport Lisboa e Benfica e com isso atingir o grau de notoriedade financeiro e pessoal que essa função trás. Para conseguir esses objectivos e como estava associado a uma “amizade” com Pinto da Costa tratou de inventar um testa de ferro de seu nome Manuel Vilarinho. Mas para isso teria primeiro de arredar João Vale e Azevedo da presidência do clube encarnado. O advogado que tinha granjeado grande apoio da massa associativa muito por força do seu discurso populista anti-porto, era um empecilho, uma pedra no sapato. Roubar o Benfica nunca foi problema para ninguém a não ser quando alguém quer tomar o lugar que proporciona em Portugal mais vantagens do que ser Presidente da República. Começam então as manobras de bastidores que levaram à prisão de Vale e Azevedo por alegados e mais tarde provados (?) desvios de dinheiro. Mas deixemos essa vertente da conspiração para os outros – o que nos interessa aqui é apurar outras jogadas extra-desportivas. Afastado Vale e Azevedo era altura de colocar na presidência o seu testa de ferro – nada mais fácil depois de uma autêntica guerra na imprensa onde começaram a aparecer as mais variadas provas contra o advogado. A opinião pública e o universo benfiquista estava assegurado - Vale era um ladrão… Manuel Vilarinho é eleito em 2000 com o apoio de Luís Filipe Vieira, presidente do Alverca – clube satélite do Benfica, cargo que acumulou com o de director do SLB até meados de 2003 ainda que com funções um pouco nebulosas. Durante esses três anos de mandato de Vilarinho foi notório que quem mandava de facto era LFV e já se sabia de antemão que era uma questão de tempo até este subir ao poder.

Entretanto, e como presidente do Alverca, LFV foi fazendo jogadas de charme para com os associados benfiquistas de forma a que o seu passado com o cachecol azul e branco fosse rapidamente esquecido. Atacou o FC Porto, o seu presidente, os adeptos azuis e brancos e como cereja ofereceu Pedro Mantorras ao SLB . O jogador que com 17 anos jogava com uma enorme pujança física no Alverca e que segundo LFV valeria 90 Milhões de euros. De outra forma seria impossível que este empresário ligado às mais diversas actividades económicas (…) fosse eleito em 2003 depois da desistência de Vilarinho em continuar o projecto a que se tinha proposto. Não surpreendeu o sentido de voto. Dizia Vilarinho, que para tornar o Benfica campeão, só com um homem como LFV nos comandos do clube encarnado. Os adeptos sedentos de vitórias concordaram e assim começou “oficialmente” o reinado.

Poderíamos escalpelizar os contornos duvidosos da transferência do angolano para a Luz, as contas que ficaram por saldar com a SAD ribatejana, a constituição de uma SAD que beneficiou todos menos o próprio Alverca, os jogos deste clube de 1999 a 2003 com o Benfica e outras histórias que circulam nos corredores do futebol português, mas aqui a questão é voltarmos ao primeiro parágrafo deste texto – “se tivesse existido verdade desportiva estaríamos seguramente a um pequeno passo de festejar o hexa”.

Dois anos depois de ter chegado à presidência do SLB, LFV já desesperava por não conseguir cumprir a principal promessa eleitoral – o titulo nacional de futebol. O de futsal já era uma realidade mas não chegava sequer para promessa…apenas para LFV aparecer de tronco nu perante as câmaras de TV…

Começa o EstorilGate

Lembrou-se então de convidar José Veiga, que há muito tinha sido desmascarado por PdC como o homem que fez fortuna com uma “pá de pedreiro”. José Veiga era à época presidente da SAD do Estoril-Praia, clube que tinha descido à 2ª Divisão B mas que desde que entrou no clube, este teve uma subida meteórica até à 1ª Liga. Veiga utilizava o clube canarinho como porta de entrada e saída para muitos jogadores brasileiros. Foram feitos muitos negócios mas nenhum beneficiou financeiramente o Estoril – recorde-se que Veiga também era o dono do Bom Sucesso, um pequeno clube brasileiro. Lembro-me de ver o Estoril-Praia a jogar bom futebol mas a ser sistematicamente ajudado por factores a que muitos chamavam de "sorte". A verdade é que o Estoril subiu de divisão e Veiga é convidado para o Benfica. Contudo os regulamentos não deixavam que este acumulasse os dois cargos – o de presidente e accionista da SAD do Estoril com as de director desportivo do Benfica. Nada mais fácil de resolver – LFV já tinha feito o mesmo com o Alverca na época de Vilarinho – e vendeu a sua participação a três empresas inglesas que nunca se soube muito bem a quem pertenciam e que tinham sede social em paraísos fiscais. Resolvida essa questão com a estranha conivência da CMVM e da Liga presidida por Valentim Loureiro eis que Veiga entra no Benfica – começava então a época das beijocas.

Estávamos em 2005 e o FC Porto tinha acabado de conseguir tudo aquilo que LFV tinha prometido aos adeptos benfiquistas – domínio em termos europeus, a conquista de provas internacionais, a espinha dorsal da Selecção Nacional…

LFV tinha obrigatoriamente de “fazer as coisas por outro lado” e Veiga era a peça chave do seu plano. No Estoril, este já tinha provado que mais do que ninguém conseguia mexer os cordelinhos das nomeações, dos sumaríssimos, das promessas vãs a jogadores adversários e como extra o Benfica teria menos um adversário no campo – o Benfica começava o campeonato com 6 pts a mais do que os restantes adversários. O Estoril era na teoria o Benfica B.

Em troca, Veiga decidiria qual o treinador e teria controlo absoluto sobre transferências ganhando com isso as habituais comissões mas sobretudo a protecção de se trabalhar para o Benfica. Recorde-se que Vale e Azevedo apenas foi preso depois de ter saído do clube e apenas quando isso deu jeito aos da sua laia.

O campeonato foi um autêntico desfile de ladrões equipados de negro. Trapattoni é um senhor do futebol e sabe imenso da poda, mas o seu desconhecimento do futebol português aliado a uma equipa medíocre onde pontificavam jogadores como Karadas , Delibasic , Everson , Carlitos, Sokota , Bruno Aguiar entre outras pérolas da arte de bem jogar futebol era manifestamente muito pouco para almejar o titulo. Mas, e já dizia o Carlos Cruz – existe sempre um mas - com Veiga e as suas beijocas aliado a um ano atípico do FC Porto com três treinadores tudo seria possível. E foi.

Entre muitos roubos de igreja, foquemo-nos nos dois jogos com o Estoril de Veiga.

Na primeira volta, no jogo disputado na Luz os jogadores canarinhos ainda não tinham bem noção de quem é que lhes pagava os ordenados e fazem uma primeira parte em que dominam o Benfica. Chegado o intervalo, foi tornado público por Paulo Sousa (emprestado pelo Boavista) que Petit exigiu que estes abrandassem o ritmo de jogo e que deixassem de meter o pé. Paralelamente, o árbitro do desafio recebia uma camisola do SLB como “recuerdo” durante esse mesmo intervalo. A cama estava feita e o homem de negro até calçava botas com o símbolo da águia. Tudo coisas normais de acontecerem numa competição profissional. Espanta-me que o apito não tivesse também ficado em casa. O Benfica acabou por ganhar o jogo e recordo a indignação de parte do plantel e equipa técnica do Estoril no final do encontro.

A roubalheira espalhou-se por todos os campos em que o Benfica jogava e a par de 1994 foram muitos os jogos ganhos depois do tempo regulamentar ou com as célebres faltas apitadas ao contrário ou penalties e fora de jogo fantasma.

Ainda assim, o Benfica jogava mal e tinha muitas dificuldades para vencer. O FC Porto conseguia chegar à recta final do campeonato colado aos encarnados e o xeque-mate de Veiga seria feito aquando da visita do SLB à Amoreira, num campo tradicionalmente difícil para os grandes.

Veiga já estava avisado que Litos e Carlos Xavier tentavam blindar o balneário canarinho das influências patronais e decide dar ordens à administração do Estoril presidido por António Figueiredo (ex-dirigente benfiquista) para que este aceitasse a “sugestão” de o desafio ser jogado no Algarve. A administração estorilista acede com a naturalidade de um empregado que acata as ordens patronais e informa o plantel disso mesmo. O jogo era marcado para o Algarve com a anuência da Liga.

Porém, Litos, Xavier, sócios e alguns jogadores nucleares do clube da linha reclamam da decisão alegando que o Estoril precisava de pontuar para se manter na 1ª Liga e que jogando no seu campo as hipóteses de somar pontos seriam naturalmente maiores. Nada feito. As ordens estavam dadas e o argumento ia no sentido de que era a única forma de os ordenados em atraso serem pagos. Era mais importante o aspecto financeiro do que o desportivo mas a verdade é que a descida de divisão trazia muito mais problemas económicos do que o não pagamento dos ordenados, mas como a questão dos vencimentos já tinha sido acautelada meses antes, naquela que foi a preparação psicológica para que os jogadores sentissem mais do que nunca a necessidade de receber dinheiro para pagar as contas…o desespero financeiro de alguns seria mais forte do que a sua moral desportiva.

Litos e Xavier não se calaram e Veiga tinha um problema para resolver em plena semana de jogo. Os treinadores canarinhos utilizavam diariamente o escândalo de terem que ir jogar ao Algarve para motivarem o plantel para o jogo das suas vidas, fazendo ver a estes que a vitória era o único resultado positivo para calarem os rumores de pressão externa e que ficando na 1ª Liga seria vantajoso para todos a nível desportivo – um jogador que desce tem menos chances de fazer bons contratos do que aqueles que conseguem a manutenção.

Veiga decide enviar um familiar trajado de capanga ao Estoril e este irrompe pelo campo durante um treino. É a revolta de Litos e Xavier que conseguem expulsar aquele que mais tarde acaba por se encontrar com alguns jogadores no Bar do Campo situado na parte exterior do Estádio da Amoreira.

Enquanto a grande parte dos intervenientes guarda para si as indicações do emissário de Veiga, existiram dois jogadores que falaram com a equipa técnica relatando o sucedido durante o almoço bem regado. Reza a história de que alguns teriam tido a promessa de envergar na época seguinte a camisola encarnada ou no mínimo de ingressar em clubes de maior nomeada pela mão daquele que já tinha sido o principal empresário do mundo – José Veiga.

Chegado o dia de jogo aconteceu aquilo que todos sabemos. Os jogadores do Benfica jogavam em casa perante 30000 benfiquistas ávidos de interromper o jejum de 11 anos e o Estoril teria que enfrentar duas equipas e meia – o adversário, os homens de negro e metade da sua própria equipa.

Surpreendentemente o Estoril coloca-se em vantagem ainda que aos 25 minutos um dos jogadores presentes no almoço já tivesse sido expulso. O jogo vai para intervalo e a segunda parte trás mais do mesmo, com um Estoril aguerrido pela enorme disponibilidade moral de jogadores como Dorival , Abadito , Jorge Baptista, Elias, João Pedro e Torres. O resultado teimava em manter-se apesar da ajuda de Hélio Santos para empurrar o SLB para dentro da área do Estoril. Depois de muita pressão, Luisão marca o golo do empate aos 75 minutos mas não chegava pois o FC Porto continuava muito perto. Aos 78 minutos Hélio Santos expulsa o avançado João Paulo que tinha rendido Moses aos 55 minutos. O Estoril passava a jogar com 9 jogadores e foi com naturalidade que assistimos ao golo de Mantorras 4 minutos depois.

O resultado de 1-2, a exibição dos árbitros e alguns jogadores do Estoril confirmavam os maiores receios de quem queria acreditar em justiça desportiva. Tinha sido notória a anormalidade de certas jogadas.

No final, Litos diz tudo o que lhe veio à cabeça perante um grupo de jornalistas que não escondiam a alegria de ver o Benfica perto de ser campeão 11 anos depois. No dia seguinte as capas dos jornais falam em festa do futebol e esquecem as manigâncias do desafio. Dias depois, Litos esclarece que foi ameaçado de despedimento por Veiga.

Mas como, se Veiga não tem ligações ao Estoril? Perguntavam algumas inteligências jornalisticas.

A verdade é que o Benfica foi Campeão Nacional, o Estoril desceu de divisão, os ordenados não foram pagos, Litos e Xavier foram mesmo demitidos e Rui Duarte, Paulo Sousa, Moses , Cissé Fellahi , Amoreirinha e Yanick não foram para o Benfica à imagem do que aconteceu noutras alturas com jogadores como Nuno Assis, Fonte, Marco Ferreira…

Durante toda a época de 2004/05, os dirigentes do Benfica foram vistos e ouvidos a combinarem nomeações de árbitros, a terem menos adversários do que os restantes competidores, jogando duas vezes em casa, a almoçar e a jantar com intervenientes do jogo, a oferecer beijocas e empregos em algumas empresas ligadas ao Benfica e seus dirigentes…tantas coisas que daria um texto maior do que este.

Nada serviu para fazer Maria José Morgado reabrir processos que já tinham sido arquivados apesar das provas e testemunhos de pessoas credíveis. A CMVM decidiu 3 anos depois multar Veiga com a quantia “astronómica” de 30 000 euros por ter ficado provado para esta que o “senhor das beijocas” teria tido participação numa sociedade aberta e outra cotada sem ter feito a declaração disso mesmo.

A imprensa reagiu a este escândalo com pequenas notícias ou notícias nenhumas.

O MP assobia para o ar.

A imprensa assobia para o ar.

Para todos os efeitos, o apito encarnado não existiu. Ou será apito de cristal? Não interessa. Não existiu. Não existe.

Existirá?

PS: Voltarei ao assunto daqui a uns dias...

Nota do administrador: Está aí mais uma jornada da Liga dos Campeões e consequentemente da Liga da Bancada. Não se esqueçam de actualizar as vossas equipas do UEFA Champions League Fantasy Football, podem fazê-lo até às 19h30 de hoje

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30 Março 2008

Aperitivo para o Tri

Por Menphis
Equipa: Helton, Bosingwa, P. Emanuel, B. Alves, Fucile, P. Assunção, R. Meireles (Kazmierczak 87'), Lucho, Lisandro, E. Farias (Adriano 67') e Lisandro

Os pastéis de Belém funcionaram como o aperitivo ideal para a abertura do champanhe, programada para o próximo sábado, para que o FCPorto possa comemorar a conquista do segundo Tricampeonato da sua brilhante história.

O FCPorto conseguiu uma vitória, já quando muita gente tomava por certo um empate e o consequente adiamento da festa do título, num campo onde os seus mais directos adversários não venceram, com muito trabalho, muita união e muito querer, aliás quero crer que apenas os jogadores portistas ainda acreditavam que, naquela altura, a vitória poderia pender para o nosso lado.

A equipa portista apresentou-se com a equipa esperada, mostrando que não existe tempo para poupanças enquanto o título não chegar, mas encontrou um Belenenses tácticamente disposto a complicar o caminho da vitória que a equipa tanto procurou.

Aliás, a primeira oportunidade de golo, digna desse nome, pendeu mesmo para o lado da equipa lisboeta, um remate de Zé Pedro, após uma boa jogada de combinação com Silas, tendo Helton respondido com um grande defesa para canto.

Ao longo do passar de tempo, o jogo iria se tornar muito equilibrado, sempre com marcações muito cerradas do Belenenses, sempre a pressionar muito, com o FCPorto a ter algumas dificuldades para tentar organizar jogadas de ataque, além disso, a equipa portista demorou a adaptar-se às condições climatéricas, o vento forte que se sentia estava a atrapalhar as jogadas de ataque .

No entanto, o domínio portista começou a intensificar-se, começaram a surgir mais oportunidades de golo na baliza adversária, através de, primeiro, Raúl Meireles, com um cruzamento disfarçado de remate, a fazer embater a bola na trave e depois, o regressado, Bosingwa num remate colocado que iria proporcionar uma boa defesa a Julio Cesár.

Mas, e numa das poucas descidas ao ataque da equipa de Belém, aos 41 minutos, Weldon apareceu isolado à frente de Helton e viria a inaugurar o marcador da partida, levando a sua equipa a vencer para o intervalo, um resultado nada justo para o jogo que estava a ser, até então muito equilibrado.

Na 2º parte, a equipa portista entrou disposta a mudar, rapidamente, o rumo dos acontecimentos, empurrando a equipa belenense para a sua defesa, por isso foi, sem surpresa, que, depois de um passe excelente de Lucho, Lisandro Lopez
tira um adversário da frente e num remate colocado viria a fazer o golo de empate. Cada vez mais o argentino se prepara, sem contestação e sem penaltys marcados, para conquistar o título de melhor marcador do campeonato.

A partir daí, e durante algum tempo, o FCPorto teve um domínio avassalador, não deixando que o Belenenses saísse em condições para o ataque, sentido-se que o segundo golo poderia acontecer o mais brevemente possível.

Mas, à medida que o jogo iria se encaminhando para o fim, o equilíbrio no meio campo voltaria, mérito da equipa da casa, Jesualdo Ferreira começava a mexer na equipa, Adriano entraria para o lugar de Farías, cada vez mais a perder o fulgor de outrora, e Kaz viria a render Raúl Meireles.

Na parte final, Quaresma viria a soltar-se mais na partida e numa iniciativa individual perderia uma boa oportunidade para marcar o golo da vitória, o empate era, cada vez mais, o resultado mais certo.

Mas, se esta equipa, além de ser muito forte e muito unida, tem uma grande característica é de acreditar até ao fim, e aos 93 minutos Hugo Alcantara viria a rasteirar Quaresma tendo Lucilio Baptista, num gesto corajoso e quase inédito nesta época, apontado para a marca de pontapé de grande penalidade. Lucho Gonzalez, com a sua tranquilidade habitual, não viria a falhar, marcando o golo, que viria a ser o golo da vitória portista.

O tempo não viria dar para mais, nem para uma reacção por parte do Belenenses, nem da procura do golo da tranquilidade do FCPorto e o jogo iria terminar com a equipa portista a festejar euforicamente esta vitória, agradecendo ao numeroso público portista que foi à capital apoiar a sua equipa.

Os preparativos para a festa da consagração dos novos Tricampeões nacionais já começaram a serem preparados, Jesualdo Ferreira apelou para um Estádio do Dragão completamente cheio para que todos juntos todos festejemos mais um título, título esse que, embora sem muitas dificuldades, terá sempre um sabor muito doce e valerá por muitos. Eu lá estarei pronto para festejar. Este ano, temos o dia de S. João em Abril.

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29 Março 2008

Pasteis agora, champanhe para a semana

Por Zirtaev
Nota importante: o árbitro deste jogo é o (S)enhor (L)ucílio (B)aptista

Belenenses - FCPorto, Domingo 19H00 - SportTv

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28 Março 2008

O Presidente falou... agora em Marrocos

Por Zirtaev

O tri
"Não acredito no título esta semana, mas espero que seja já na próxima. Acho pouco provável que Benfica e Guimarães percam. O Guimarães tem uma bela equipa, joga em casa e deve vencer. E, por muito que goste do Paços de Ferreira, não os vejo a vencer na Luz"

"Cada título é um título, sem ligação com os anteriores. (...) Tenho um enorme prazer em proporcionar condições para que os jogadores possam ganhar títulos e este será o primeiro para muitos. Quando os jogadores vêm para o FC Porto é para serem campeões e não para ficarem em segundo ou terceiro. Tenho ainda mais vontade de continuar para proporcionar aos outros algumas alegrias. É um prazer ver as pessoas felizes, a festejar as nossas vitórias nas ruas"

Casa do FCPorto de Tânger
"Vale a pena. Senti que havia uma grande expectativa pela inauguração desta casa e é um motivo de satisfação ver que o FC Porto continua a sua grande expansão. (...) É um sinal da universalidade do clube. (...) Esta tem um significado particular, porque temos no plantel um internacional marroquino [n.d.r. Tarik]. É uma coincidência interessante."

Sevilha no caminho para Marrocos
"Já tinha passado por Sevilha, mas lembrei-me da final da Taça UEFA e também de um torneio que ganhámos lá e cujo belo troféu está na sala de jantar do Dragão. (...) Sevilha é uma cidade que nos traz boas recordações."

Lisandro na selecção
Parece-me um absurdo que o Lisandro só tenha jogado quatro minutos. (...) Não éramos obrigados a autorizar a ida dos jogadores, mas fizemo-lo com boa vontade, até pelas expectativas do Lisandro. Agora, viajar do Porto ao Cairo para jogar apenas quatro minutos é um absurdo. (...) Se o seleccionador tinha mesmo interesse em vê-lo, deveria colocá-lo mais cedo em campo."

Renovação de Jesualdo
"Curiosamente, a renovação era para ter sido oficializada hoje [quarta-feira], mas, com esta viagem, ficou adiada para a próxima semana. Está tudo tratado, espero que não seja o último ano."

Taça de Portugal
"Fico preocupado por nos ter calhado o Setúbal. Dos três, não podia ser pior, ainda por cima em Setúbal. Não tivemos muita sorte. Seria mais bonito encontrá-los na final (...) É uma equipa muito bem orientada e fico feliz pelo trajecto que tem feito, porque sou um admirador do Carvalhal, que finalmente conseguiu construir uma equipa à sua imagem."

Declarações de Pinto da Costa em Marrocos na inaguração da Casa do FCPorto de Tânger (123ª Delegação).
Extractos retirados d'O Jogo

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27 Março 2008

Um Galgo do Futebol Moderno

Por Zirtaev
Corria o defeso da temporada 2003/04. O FC Porto preparava uma temporada que se iria revelar memorável, com a consagração de melhor clube da Europa. Com José Mourinho ao leme dos azuis-e-brancos, e depois de uma temporada que havia culminado com a conquista da dobradinha a nível nacional e da Taça UEFA a nível europeu, os olhos estavam colocados na administração portista, e na forma como iria gerir o plantel a apresentar à sua equipa técnica.

"Ele é alto e eu gosto de jogadores altos, é rápido e eu gosto de jogadores rápidos, ganhou pouca coisa e eu gosto de jogadores que querem ganhar muita coisa!". Foram estas as primeiras palavras de Mourinho, bem ao seu estilo, como reacção à primeira contratação portista para a temporada de 2003/04. A 17 de Junho de 2003, José Bosingwa da Silva era apresentado de dragão ao peito, depois de uma operação relâmpago entre responsáveis do Porto e do Boavista FC. Apesar de não constar da lista prioritária do treinador português, Bosingwa havia sido a grande revelação do Boavista na época transacta, e era considerado um polivalente por natureza. O negócio envolvia ainda os atletas Ricardo Silva e Ricardo Sousa, assim como a realização de uma partida amigável entre as duas equipas. Aqui se iniciava mais uma história de sucesso no futebol português.

Nascido em 1982, em Kinshasa, na República Democrática do Congo, cedo a sua família o trouxe para Portugal. Bosingwa não tem sequer memórias da terra africana de onde é natural, e foi em Seia, distrito da Guarda, que deu os primeiros pontapés numa bola. Durante alguns anos desenvolveu o seu futebol num clube local, o Fornos de Algodres, onde chegou a treinar a equipa feminina de futebol. Como juvenil, tornou-se em mais uma descoberta da famosa e antiga equipa de prospecção boavisteira.

Rumando ao Estádio do Bessa, iniciou uma nova etapa na sua carreira. Com maior exigência, também com maior tranquilidade e qualidade para desenvolver as suas qualidades, José Bosingwa dividia-se entre o centro de treinos e a escola, situada a dois passos do Bessa. Recordo-me, como se fosse hoje, de falar com um colega de carteira do jovem jogador boavisteiro, que me dizia empolgado: "Vai ser um grande jogador, tenho a certeza. Quando jogamos nos intervalos ele ocupa todas as posições do campo, e consegue ser o melhor em qualquer uma delas.. detesta perder, e está constantemente a dar indicações aos colegas!". Conversas de miúdos, é certo. Coincidência ou não, José haveria de se revelar como um jogador dinâmico, polivalente, e cuja evolução foi notória dia após dia, jogo após jogo.

A nível de selecções, Bosingwa foi também presença constante. Referenciado como "José da Silva", recordo-me perfeitamente de o ver actuar nas selecções de Sub-20 e Sub-21. A primeira vez que o vi actuar, na sua posição de origem - médio centro - fiquei empolgadíssimo. Bosingwa parecia estar 5 anos à frente dos outros colegas, tal era a maturidade que aplicava em qualquer lance. De cabeça levantada, saía a jogar com a maior das facilidades, e tinha uma leitura de jogo invulgarmente boa para a idade. Rapidamente me quis informar a quem pertencia tão belo jogador - tratava-se de um miúdo das escolas axadrezadas. Com um ano de rodagem em Freamunde (2000/01), e dois na equipa sénior do Boavista, Bosingwa perdeu quase definitivamente o estatuto de trinco ou médio centro. Jaime Pacheco "puxou" por ele como nenhum outro até à altura, colocando-o a defesa lateral, médio interior direito, e até a extremo direito, onde as dificuldades ao nível de cruzamento eram evidentes. Em todo o caso, este jogador conseguia surpreender qualquer um, tal era a facilidade com que se adaptava a posições totalmente novas. Tecnicamente muito forte, e com uma estrutura física de um praticante de atletismo, Bosingwa tinha tudo para ser um dos melhores.

Chegado ao Dragão, Mourinho chegou a testá-lo em 5 posições na pré-temporada então realizada. Segundo o genial treinador portista, Bosingwa conseguia cumprir qb em 5 posições. Para além da sua posição de origem, e das outras três apostas distintas de Pacheco, Mourinho conseguiu ainda vislumbrar Bosingwa como um rápido e moderno defesa-central. As capacidades aéreas são hoje um trunfo de José Bosingwa, mas a posição de central foi a única que acabou por nunca ser desempenhada oficialmente.

O que é facto é que nos dias de hoje vemos um José Bosingwa que acumula como lateral-direito um pouco de tudo aquilo que absorveu nas posições que ocupou durante a sua carreira como futebolista. Defensivamente cada vez mais forte e consistente, não são poucas as vezes que o vemos a ganhar lances de cabeça dentro da área. Diagonaliza facilmente para a sua posição de origem, percorrendo o centro do terreno como peixe na água, mas consegue igualmente ser um quebra cabeças quando está encostado à linha lateral. Os cruzamentos, uma das suas antigas pechas, foi também algo muito trabalhado pelo luso-africano, e é hoje mais uma das suas inúmeras qualidades. Como titularíssimo na turma de Jesualdo Ferreira, e actualmente com 25 anos, atrevo-me a dizer que José Bosingwa absorve inteiramente a mística portista, revelando-se em campo como destaque de uma equipa moderna e adulta que Jesualdo conseguiu construir.

Com um pulmão que parece não terminar, Bosingwa estará certamente a viver uma época de sonho. Se no Porto as coisas correm bem, a titularidade no Euro 2008 é também uma realidade bem viva. E Bosingwa merece-o, pois é um jogador à antiga. Com raça e competência.

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26 Março 2008

O Presidente falou

Por Zirtaev
Sinto-me como me sentia ontem, quando não estava pronunciado e era um dos muitos milhares de arguidos deste país.(...) Espero tudo porque quando nasceu o Apito Dourado, quando ouvi as primeiras acusações, pareceu-me um filme de ficção.

Falo tranquilamente ao telefone embora com cuidados porque não sabemos se do outro lado não pode estar uma rasteira.

Na justiça divina acredito e hoje quando soube que era pronunciado pedi a Deus é que se é verdade que eu dei um envelope ao árbitro, como descreve esse senhora, não no livro, no inquérito na judiciária em Lisboa, inquérito feito por um senhor de quem a irmã daquela senhora disse que a instriava naquilo que havia dizer. O que pedi a Deus foi que quem estiver a falar verdade que prove a sua inocência e quem estiver a mentir que lhe caiam as maiores desgraças e que nunca mais na vida consiga dormir com descanso. Quero que as pessoas tenham o tormento de não conseguirem dormir por estarem a fazer uma coisa que não corresponde à verdade.

O senhor está sujeito a que amanhã se alguém vier dizer e se interessar dar credibilidade a essa pessoa... No dia 14 ou 15 Maio de 2006, apareceu um sujeito no Correio da Manhã, ou no 24, a exibir coisas minhas, objectos meus, como tendo sido dados por essa senhora. São meus, não é nenhuma montagem, uma salva dada em Castelo de Paiva, fatos meus, e que ela tinha um plano para me extorquir 500 mil euros. Esse senhor ainda hoje não conheço. Essas peças foram entregues no tribunal e ainda não me foram devolvidas, apresentei queixa por roubo, a PSP de Gaia foi a sua casa e encontrou-as numa garagem, levou-as para a esquadra de Oliveira do Douro e devolveu-mas, inclusive foi fotografado no sítio onde tenho o museu e um busto meu que foi furtado. Está também pronunciado o indivíduo que chegou fogo ao meu escritório e ao de Lourenço Pinto a mando dela, está uma queixa na GNR com fotografias em que ela me devolve a casa da Madalena completamente destruída. Essa senhora também veio dizer que contratou indivíduos para matar o dr Bexiga. Mais do que para me incriminar a mim era para incriminar o Fernando Madureira por razoes que nada têm a ver com o assunto. Ouvimos declarações da irmã a dizer que ela era treinada por esse senhor da PJ.

Não tenho dúvida nenhuma que serei absolvido. Não quero que o assunto seja arquivado pelo facto de não haver provas, quero que o processo siga para a frente e que seja provada e que sejam ouvidas as pessoas e não é só a irmã.

Sinto-me importante porque sinto que há um plano para me atingir.

Como andaram a investigar a minha via verde, o meu cartão, andaram anos a fazer isto tudo para descobrir que houve um árbitro que ia arbitrar num jogo que não nos interessava nada porque o Porto era campeão, que foi a minha casa levado por um terceiro individuo para tratar de assuntos que nada tinha a ver com um jogo de futebol, no ano que o Porto é campeão da Europa...

Sei que há pessoas que tramaram isto.

Se fizer uma votação entre os adeptos do porto se querem que o Luís Filipe Vieira saia do Benfica, garanto que todos querem que ele continue.

Repare uma coisa, por falar no major, sabe quem é que o apoiou na Liga? Não fui eu, foi o LFV. O meu candidato era o José Guilherme Aguiar. A PJ descobriu os apitos dourados mas também havia lá facturas mais valiosas de relógios de outros clubes mas essas não interessavam.

Há pormenores que ajudam a compreender. Este processo em que fui pronunciado foi arquivado pelo MP, foi reaberto por causa de um livro mas no livro não diz nada, depois é que o livro foi rectificado num relatório da PJ por um tal senhor Sérgio Bagulho. Quando foi reaberto, há dois pormenores, no dia em que é nomeada Maria José Morgado para coordenadora do processo, o senhor LFV dá uma entrevista e diz agora sim, agora as coisas vão andar, não percebo porque, e nos dias seguintes o seu marido, Saldanha Sanchez, vai a SIC e diz que é preciso acabar com a corrupção no futebol porque o presidente do FCPorto disse em Gondomar que ganha 400 euros por mês e portanto há corrupção.

Nem conhecia o Dr. Almeida Pereira. Quando saiu a notícia de que estava indigitado para a PJ do Porto, o Sr. Cartaxana escreveu um artigo a dizer que ele era um habitué convidado do FCPorto nas viagens. Sei que o Dr. Almeida Pereira é benfiquista e assumidamente benfiquista, o que não quer dizer nada porque no Benfica também há boa gente. Essa impunidade em que os jornais vivem que faz com que as pessoas abdiquem dos lugares. O meu conhecimento com ele é cumprimentá-lo quando vai ao futebol, nunca falei com ele nem 30 segundos.

Nem confidencial nem sem ser, as únicas notícias para saber que vou ser arguído ou que vou perder esta acção é através do Correio da Manhã, não é lei, mas dão-me os resumos. O CM é que publicou oito dias antes de eu saber que era improcedente minha queixa contra o Estado, para além dos papéis que recebo a única informação que tem batido certo é a que sai no Correio da Manhã.

Quer pensem no Jorge Nuno quer pensem no Pinto da Costa ou no Lima, há uma coisa a que ninguém me associa: é a droga. Isso é que me dá uma grande tranquilidade de espírito, a mim ninguém associa o meu nome à droga.

Só queria aqui solenemente pedir a Deus que mostre a sua justiça divina e que as pessoas que inventaram esta história do envelope que nunca mais consigam dormir descansadas .

Extractos da entrevista dada ontem pelo presidente Pinto da Costa a Carlos Magno no Rádio Clube Português. Transcrições da entrevista retiradas do blog Bola na Área.

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25 Março 2008

Devaneios primaveris

Por ricardocosta
Eu acho que devo andar a ler e a ouvir mal. Se calhar é de andar a dormir pouco já ando a ter alucinações.

Eu ouvi mesmo o Paulo Bento antes da final da taça da liga dizer que o Sporting estava a ter um bom ano e que os jogadores deveriam estar orgulhosos pela situação em que estão...? Eu ouvi bem quando o Paulo Bento afirmou e passo a citar "quem me dera que o Sporting estivesse nesta situação todos os anos...". Que situação? Em 5º lugar a 20 pontos do 1º?

É impressão minha ou a liga do Sporting este ano foi conseguir ganhar um jogo ao Porto...? Dá-me a impressão que para os sportinguistas ganhar a uma equipa como ao Porto foi como ganhar a liga uma vez que até alguns dizem. "-nós não somos muito inferiores ao Porto, até os ganhamos duas vezes este ano...não temos é regularidade no campeonato..."

Mas então agora a competição principal em Portugal para se ver qual é a melhor equipa é o quê? A taça da liga????? Ou a taça de Portugal??? Ou então se calhar é a taça uefa...

Descobri com o Sporting que afinal uma época boa não é ganhar o campeonato...É chegar a finais, seja da taça de Portugal, taça da liga ou da taça amizade e ganhar clássicos. Isso sim é ser a melhor equipa.

Jogar 30 jogos todos contra todos nas mesmas condições? Naaaa ,isso não quer dizer nada... É só o mais regular. O melhor mesmo é aquele que na taça da liga consegue ganhar nos penaltis ao Fatima ou ao Rio Ave e que chega a muitas finais...mesmo que não as ganhe ou mesmo que sejam da taça da liga... Isso não interessa, importante é estar em finais.

Li também Luisão esse grande defesa central do Benfica dizer algo que eu acho genial... "O Porto vai em 1º e já não o conseguimos apanhar mas não somos inferiores ao Porto".

Aplauso para o Luisão!!!! clap clap clap.

Brilhante!! Tese de doutoramento já.

Eu confesso, não me sinto preparado para perceber a profundidade desta afirmação... Então decidi dividi-la por partes:
1º O Porto vai em 1º--- Isso significa o quê? Ter mais pontos que todas as outras equipas do campeonato? E isso significa o quê? Ser melhor dizem vocês...Errado!!! E o que significa então??? Ser o mais regular segundo o Luisão... E isso numa competição que já se sabe que se disputa em 30 jornadas e que ganha quem tiver mais pontos no final não significa ser melhor arrisco eu...? NÃO!!Porra(perdoem-me mas estou mesmo enervado)... eu já não entendo nada, acho que devia voltar a fazer o ciclo…

Mas se calhar a 2ª parte já vou entender melhor...vamos lá ver:

2-"Sobram poucos jogos já não podemos apanhar o Porto..." -E eu pergunto mas se o Benfica é melhor porque é o Benfica que tem que apanhar o Porto e não o contrário? Porquê?? Luisão responde:
"-O Porto teve uma regularidade que nós não tivemos, principalmente em casa"
Maldita regularidade...Malditos jogos em casa... Detesto estas injustiças no futebol...Não gosto nada quando uma equipa ganha um campeonato de forma tremendamente injusta só porque é mais regular numa prova que é de 30 jornadas e ainda para mais tem a lata de ganhar os jogos em casa...
A isto eu chamo sorte... Eu queria era ver o Porto se em vez de ganhar os jogos em casa os perdesse! Ou em vez de ser regular se ganhasse apenas um jogo de mês a mês!! Ganhar um campeonato assim sim é de grande equipa. Agora ganhar um campeonato a ser regular e a ganhar mais jogos em casa que os outros aí até eu...

Por isso é que o futebol português não vai a lado nenhum. Enquanto continuar a haver equipas que ganham campeonatos pelo simples facto de em 30 jornadas fazerem mais pontos que os outros 14 rivais, enquanto isso acontecer meus amigos não haverá verdade desportiva e as melhores equipas não serão campeãs.

Aproveito desde já este espaço que me concedem para lançar um apelo a Hermínio Loureiro presidente da liga de clubes. Se ele quer mesmo o bem do futebol português que esqueça a taça da liga e mude mas é este campeonato injusto.

Para a próxima época proponho que o Porto não possa ganhar jogos em casa. Ganhar em casa não vale. E já agora para que o Sporting possa disputar a liga ,acabem com essa coisa chata de 30 jornadas... Façam sei la, coisas tipo fixes. Uma competição a eliminar mas em que o Porto só joga fora e há uma final four (melhor five ou six para o caso do Guimarães, Vitoria de Setúbal ou outros ficaram à frente do Sporting) em que se o Sporting conseguir ganhar uma vez ao Porto nem que seja com um golo em fora de jogo o Sporting ganha uma taça... E se o Benfica conseguir ganhar 3 jogos seguidos em casa ganha outra.

Acho que este modelo atrairia mais público e iria regenerar o futebol português.

Já agora se não for pedir muito e já que é Páscoa...É possível arranjar maneira de só dar sumaríssimos a jogadores do Porto mesmo em lances que o árbitro diga que viu...? Imaginemos: um jogador do Benfica dá cotoveladas todos os jogos, mas se o árbitro vir não o punimos nem discutimos nada porque o árbitro diz que viu o lance... Mas se um jogador do Porto agredir alguém mesmo que o árbitro apite falta e lhe dê cartão ou simplesmente analise o lance e não marque falta seria permitido à comissão disciplinar suspender o jogador do Porto à mesma. Isto sim senhor Herminio Loureiro, isto sim é trabalhar para que haja mais emoção nesta liga que nem com 20 carlsberg pra cabeça e 10 cheerleaders desnudadas tem interesse.

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Para me despedir e só para confirmar que eu não estou a ficar maluco...

O Luisão rematou mesmo toda esta nova teoria da relatividade com a seguinte afirmação?:
"-Não digo que o Porto tenha sido mais forte... até Dezembro tinham apenas mais 4 pontos que nós..."

Pára tudo!!!

Apenas 4 pontos mais?? Nós portistas devíamos ter vergonha na cara... sempre a armarmo-nos como se a nossa equipa fosse a melhor do campeonato... quando na verdade em Dezembro estava a "apenas" 4 pontos do Benfica... Só porque em Março estamos a 16 pontos do Benfica já temos a mania que somos os maiores... Esquecemo-nos é que em Dezembro, sim antes do Natal só estávamos a 4 e essa é que essa...

Devo confessar que escrevo este texto ás 5h da manhã porque nunca tinha visto as coisas por esta perspectiva... Paulo Bento e Luisão abriram-me os olhos... Já nem consigo dormir a pensar nisto...

Fui tão idiota...Como é que eu pude sequer ousar pensar que o Porto poderia este ano ser muito superior aos rivais por já ter a liga quase ganha a umas 5 ou 6 jornadas do fim...?Como??

Estou profundamente deprimido... Apenas 4 pontos de diferença em Dezembro!!!??? Mais deprimido fiquei quando me pus a pensar melhor e cheguei à conclusão que em Setembro estávamos a apenas 7 pontos de distância do Leiria...

7 pontos!!!O Leiria que vai descer de divisão já esteve a "apenas" 7 pontos do Porto!!

Isto é que é ser melhor? Não me lixem... Já sei que se digo isto a um adepto do Marítimo ele vai-me dizer "-melhor o Porto??? Tás maluco ou quê??? Como pode ser melhor se o Marítimo em Setembro até esteve em 1º com o mesmo número de pontos do Porto!!!?? O Porto não é melhor, foi apenas mais regular, é diferente... Ganhou os jogos em casa"

Triste o caminho que o futebol tomou... O negócio exige agora que os vencedores sejam aquelas equipas chatas que vencem mais vezes, até a porcaria dos jogos em casa...

Ainda há idiotas que dizem que o Porto é muito melhor que os rivais de Lisboa nestes últimos 20 anos só porque conquistou mais ligas que os dois clubes juntos... Isso quer dizer o quê?? Nada!! Foi mais regular e daí?? Aposto que em muitos desses campeonatos o Porto em Dezembro nem estava sequer a mais de 4 ou 5 pontos do 2º...

Provavelmente esses batoteiros até se puseram a ganhar os jogos todos em casa... Para este tipo de campeonatos não contem mais comigo. São equipas como o Porto que matam o futebol.

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Desculpem todos os portistas o facto de ter revelado a todos a mentira que temos vivido até hoje... Agradeço a lucidez e clareza de análise do Paulo Bento e o Luisão... sem eles continuaria a viver na ilusão que eu torço por aquele que é claramente o melhor clube português dos últimos 20 anos; que este ano esmagamos a concorrência e que vivemos num país com muita gente cega que já não sabe que mais desculpas inventar para o sucesso dos outros e o seu próprio insucesso e que já caem no ridículo de acreditar que somos todos idiotas e fazem afirmações tão absurdas que se por cada uma delas ganhássemos um euro já poderíamos ser nós a pagar os 40 milhões pelo Quaresma e o Pinto Da Costa nem tinha de por o euro.

Como diría o Jorge Palma "Portugal Portugal, de que é que tu estás à espera...?"

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24 Março 2008

O problema não é de Lisboa - O FUTEBOL

Por Zirtaev
"Não faz sentido falar do Norte sem referir o futebol e, muito particularmente, o Futebol Clube do Porto.

O Futebol Clube do Porto é o exemplo de que quando queremos, conseguimos.

E lá temos o líder que falta em tudo o resto.

Quantos de nós já dissemos, ou ouvimos alguém dizer, que o que falta ao Norte é uma voz política como a do Pinto da Costa no futebol?

Mas ser-se adepto do FC Porto não é só achar piada à cor da camisola.

A propósito,
Dizem-me que, quando criança, levado por alguns familiares por maus caminhos, simpatizei com os lampiões.

Era o período áureo. Inícios da década de 60.

Um Tio meu, naturalmente que cheio de boa vontade, levou-me, teria eu meia dúzia de anos, ao estádio de Oeiras, julgo que à data Estádio Nacional pois ainda lá jogava a selecção nacional, ao Estádio de Alvalade e ao Estádio da Luz, onde me terá pendurado em cim duma ave para tirar uma fotografia. O meu Querido Tio, por quem, de resto, tenho um especial carinho, também ele natural do Porto mas emigrado em Lisboa, fez tudo isso cheio de boas intenções, mas penso que os problemas de pele que por vezes me apoquentam estarão relacionados com essas visitas.

Hoje ponderaria uma queixa por maus-tratos caso alguém fizesse isso a um meu filho.

Na minha adolescência, quando comecei a ganhar consciência das coisas, do que nos rodeia, fiz uma escolha racional pelo Futebol Clube do Porto e iniciei um namoro que, na década de 70, se transformou em paixão.

Isto ainda antes de ter cessado o jejum dos 19 anos.

Fascina-me ver alguns “portistas” que me são próximos, daqueles que dizem que antes de nascerem já o eram (mas que nos últimos 10 anos ainda não saíram do sofá para ver um jogo do Porto), dizer entre dentes “o gajo em miúdo não era do Porto” como que decretando que eles têm um estatuto de mais “portistas” do que eu. Meus amigos, tudo o que se passou comigo em matéria criminal até à adolescência não releva – ERA INIMPUTÁVEL. Mas, se houver um medidor de paixão, acho que a grande maioria deles ficará mal. Comigo, um empate dá 6 interrupções do sono durante a noite. Uma derrota, nem se fala. O que vale é que o Porto geralmente ganha!

Isto tudo para dizer que ser-se do FC Porto é muito mais do que ser só de um clube de futebol….É muito mais do que dizer-mos, em birra de criança, que a cor da camisola do nosso clube é mais bonita do que a do clube do nosso colega de escola ou de que a do clube do nosso vizinho.

Vai bem mais fundo do que tudo isso… Tem razões sociológicas associadas. Porventura só os adeptos do Atlético de Bilbau ou do Barça nos compreenderão.

Bom, mas, se na década de 60 era natural que a miudagem fosse atrás dos feitos do clube então reinante, também seria natural que desde há 25 anos a esta parte as crianças fossem atrás dos grandes feitos nacionais e internacionais do FC do Porto.

Apesar de toda a censura que tem sido feita aos êxitos do Porto, o Porto é, indiscutivelmente, o clube português que mais tem crescido, para além dos outros crescimentos, em matéria de adeptos.

O Porto só não é, já hoje, o clube português com mais adeptos, porque existe um branqueamento dos feitos desportivos por parte de toda em imprensa, maioritariamente de Lisboa, que censura as façanhas do Porto.

Se as crianças deste País, ao longo dos últimos 25 anos, vissem retratada, nos jornais expostos nos quiosques ao lado das suas escolas, a verdade desportiva, isto é, que os tais jornais nacionais espelhassem nas primeiras páginas os feitos do grande triunfador destes últimos 25 anos, seguramente que mais de 80% desta nova geração seria adepta do Futebol Clube do Porto.

Infelizmente, o que vêem as crianças nas tais capas e nos programas desportivos dos canais de televisão (com honrosa excepção do Porto Canal)? Por um lado, e em letras garrafais, o elogio à mediocridade, e por outro, em letras minúsculas, o esconder das façanhas dos melhores.

Acho que muitas dessas crianças já se terão lembrado da fábula “o rei vai nu”…

E, infelizmente, também no desporto temos mais uma vez o paradigma do centralismo.

Vejamos o que Lisboa fez com a selecção nacional.

Criaram um seleccionador à moda de Lisboa que escolhe os jogadores para jogarem por Portugal.

Para mais, um seleccionador estrangeiro.

Que nos recentes anos de ouro do Porto, 2003 e 2004, não se dignou vir às Antas e ao Dragão ver jogos do Porto.

Que não explicou aos Portugueses, e muito particularmente aos Nortenhos, a razão pela qual não considerava sequer 3ª opção o melhor guarda-redes português – Vítor Baia.

Limitando-se a dizer que era por razões técnicas que o não convocava.

Chegando ao cúmulo de não admitir que os jornalistas portugueses, em Portugal e a tratar da selecção nacional de Portugal, lhe fizessem perguntas acerca deste caso.

Mas a verdade é que Vítor Baia foi considerado no ano de 2004 o MELHOR GUARDA-REDES DA EUROPA.

Ficaram então todos os portugueses a saber aquilo que nós portistas já há muito sabíamos, ou seja, que não era por questões técnicas que o Vítor Baia não era convocado.

E então quais foram essas razões?

Nós só queríamos, e queremos, saber quais! Acho que somos pessoas razoáveis para compreender a decisão caso nos fossem explicadas as razões que, naturalmente, teriam de ser MUITO FORTES.

ESTÁ POR EXPLICAR E NÓS NÃO NOS ESQUECEMOS.

Deixo aqui a seguinte pergunta:
Se o Vítor Baia fosse o guarda-redes de um dos clubes de Lisboa e aparecesse um seleccionador brasileiro que, sem motivo aparente e contra uma realidade evidente (era o melhor), o deixasse de convocar, o que aconteceria?

Quantas vezes teria ido Gilberto Madail à Assembleia da República, dar explicações acerca disso?"

5º e último texto escrito por Manuel Cerqueira Gomes sob o título "
O problema não é Lisboa" publicados no blog Bússola por Manuel Serrão.

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22 Março 2008

O meu Futebol Clube do Porto

Por Zirtaev
E porque estamos na Páscoa, nada melhor que colocar no Portistas de Bancada um texto escrito pelo meu afilhado. Com nove anos de idade e sócio do FCPorto desde os dois, com o patrocínio do padrinho, pois claro, já que está numa família de outras cores, o meu afilhado é um grande portista e irá receber de folar, nada mais, nada menos, que o melhor presente que poderia desejar, um equipamento do FCPorto com o número 7 do Quaresma, seu jogador preferido no FCPorto, já que Deco é ainda para ele, e sempre será, o melhor, até porque o primeiro equipamento que lhe ofereci foi precisamente o do mágico. Tendo tomado conhecimento do blog do padrinho na passada semana, tomou a iniciativa de escrever o texto que se segue com a sua visão do FC Porto e do actual campeonato, com equipas e imagens escolhidas pelo próprio.

"O FC Porto actualmente é a melhor equipa Portuguesa.
Ele já ganhou:

1 Campeonato da liga.
4 Campeonatos de Portugal.
22 Campeonatos da primeira divisão.
13 Taças de Portugal.
14 Supertaças Nacionais.
15 Supertaças “Cândido Oliveira”.

2 Taças dos Campeões Europeus.
1 Taça Uefa.
1 Supertaça Europeia.
2 Taças Intercontinentais.

Na próxima jornada FC Porto vai defrontar o Belenenses. Na primeira volta o FC Porto empatou a 1 bola. H. Postiga marcou o golo e na 2ª parte o Zé Pedro empatou pelo Belenenses.

O onze mais provável é:

Acho que o FC Porto vai ganhar 3-1 ao Belenenses.

O FC Porto está perto do “Tri-Campeonato” e já só faltam 5 pontos. Lidera o campeonato com mais 16 pontos que o segundo classificado.

Para a Taça de Portugal acho o Vitória de Setúbal um grande adversário, mas não acho que ganhe ao grande do "Norte". Acho que na final vai estar o FC Porto e o SL Benfica, com vitória do FC Porto por 2-0.

O Lucho Gonzalez é considerado o melhor jogador do FC Porto, mas o jogador de quem eu mais gosto é do Quaresma.

Acho o Jesualdo Ferreira um grande treinador e o onze que eu gosto mais é:

Para mim campeonato português vai terminar assim:

1º FC Porto – com mais de 20 pontos de avanço sobre o 2º classificado.
2º V. Guimarães – que está a fazer um grande campeonato.
3º SL Benfica – que está cada vez pior.
4º V. Setúbal – tem jogadores muito bons, como o Pitbull, por isso… cuidado!
5º S. Braga - mudou de treinador por 3 vezes e tem que melhorar.
6º Belenenses – perdeu 6 pontos mas a culpa é do clube porque mete o “Meyong” que esta época 2007/2008 já esta a fazer a terceira liga.
7º Sporting CP– a única equipa portuguesa na Uefa, mas na próxima época acho que não vai às competições europeias.

O melhor marcador do campeonato é do FC Porto:

- Lisandro Lopes, para já tem 19 golos.

PORTO "TRI-CAMPEÂO"!!!!!!

FFS, 16 de Março de 2008"

DESEJO UMA BOA PÁSCOA PARA TODOS OS PORTISTAS DE BANCADA!!!!

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20 Março 2008

Que Porto teremos para o tetra?

Por ricardocosta
O Porto prepara-se, mais jornada menos jornada, para fazer a festa do título.

Esta época fica marcada por um domínio esmagador do Porto em Portugal e uma campanha europeia que soube a pouco mas só porque esta equipa nos habituou a vencer sempre e fez-nos sonhar com mais.

Chega então a altura de se começarem a delinear estratégias e a preparar a próxima época.

É agora que se começam a ganhar campeonatos, é na preparação atempada de toda uma temporada…Isso tem-nos distinguido dos nossos rivais que geralmente deixam tudo para a última e depois vêm jogadores a chegar a conta gotas e sem um planeamento sério e coerente…

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Nestes últimos tempos temos tido algumas pistas sobre o futuro deste F. C. Porto…

Primeiro foi o nosso presidente que afirmou que só venderia Quaresma por 40 milhões de euros, depois a informação de que: Pitbull , Fernando, Bruno Gama, Alan e Paulo Machado integrarão o estágio de pré temporada 2008/2009, tendo a oportunidade de demonstrar a Jesualdo o que evoluíram ao longo deste ano e se podem ou não ser reforços para a nova época.

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Sobre as saídas:

Não nos podemos enganar, o F. C. Porto atendendo ao contexto económico mundial não se pode dar ao luxo de não realizar mais valias com a venda dos direitos de um ou dois jogadores do seu plantel.

Mais vale mentalizarmo-nos já disso que é para depois não levarmos um murro no estômago como foi aquela venda do Anderson no ano passado…

O facto de Pinto da Costa afirmar que Quaresma só sai por 40 milhões de euros deixou-me descansado…Não por achar que ele não sairá porque acho que isso é quase um dado adquirido e acho que seria péssimo para o clube e jogador mantê-lo um ano mais numa liga que em nada o desafia mais…Descansou-me porque me deu a certeza que o nosso presidente já está a começar a fazer o negócio e deu a entender a interessados que o Quaresma não sairá a preço de saldo, o que antecipa provavelmente mais uma venda de um jogador por valores históricos como nos tem tão bem habituado o nosso clube nos últimos anos…

Sejamos claros. O Porto tem neste momento 5 jogadores apetecíveis para os grandes mercados e que podem dar o desafogo necessário ás contas da Sad…são eles: Bruno Alves, Bosingwa, Lucho, Quaresma e Lisandro.

Destes 5 a dúvida é se o Porto precisa de vender apenas um ou se necessita de vender 2 jogadores ou mais… Creio que tudo dependerá do valor das possíveis vendas.

Assim sendo tem que haver comunicação entre o treinador do F. C. Porto e a Sad para saber, analisando a parte técnica e a parte financeira, quais são desses 5 jogadores aqueles 3 que devem ficar e os outros dois que devemos negociar mediante grandes propostas.

Dá-me a impressão que Jesualdo terá no próximo ano a sua melhor oportunidade para alterar a estrutura táctica da equipa e evolui-la para o 4-4-2 losango. Essa evolução é do agrado de Jesualdo que já desde os tempos do Braga anda a tentar concretiza-la mas sem grandes hipóteses devido ao facto de quer em Braga quer no Porto ter extremos de grande valia que não poderiam ser desaproveitados.

Pois bem, depois de várias tentativas frustradas tentando adaptar Quaresma a uma posição mais central este ano Jesualdo pode finalmente com tempo preparar o plantel desde a sua composição até à metodologia de treino para jogar no tal 4-4-2 losango.

Assim sendo, Quaresma pode ser o primeiro jogador a sair deste lote de 5.

É o caso mais sintomático de boa gestão desportiva, financeira e até motivacional…

Pinto da Costa fez o pacto com Quaresma que já antes havia feito com Deco. Pediu que ele ficasse um ano mais com a promessa que no ano seguinte iria dar o salto para um grande clube…e assim será.

Quaresma se ficasse mais um ano no Porto seria mais problema do que solução. Não pela sua qualidade técnica que é inegável, mas porque ficaria extremamente desmotivado a jogar numa liga demasiado pequena para a grandeza do seu futebol. Seria mau para ele porque não iria evoluir como jogador uma vez que necessita de mais pressão, de um clube de topo em que ele tenha que ser posto à prova todos os dias e não de uma liga em que ele sabe que é rei e senhor…Seria também mau para o clube que teria que manter uma folha salarial pesada e encontrar fórmulas de motivar um jogador que anda com a cabeça noutras paragens…seria também mau porque condicionaria a evolução da equipa para esse tal 4-4-2 losango.

O clube não quer prejudicar a evolução de Quaresma. Este ano já se viu que Quaresma pode muito bem perder-se se não for exposto a novos desafios e a uma estrutura exigente que consiga retirar dele maior rendimento…Precisa de um clube como o Manchester United que o possa proporcionar-lhe o salto qualitativo para ser um dos melhores do Mundo.

Dos 4 que sobram eu teria que escolher Bosingwa como 2ª possível saída…

Bosingwa é para mim nos dias de hoje um dos 5 melhores laterais direitos do mundo. Tem uma velocidade incrível, ataca e defende todo o jogo com uma garra impressionante, tem qualidade técnica e até melhorou num dos seus pontos fracos que eram os cruzamentos. No entanto Bosingwa é também, se analisarmos todos os itens que vão desde a parte técnica á parte financeira, o jogador mais acertado para vender.

O F. C. Porto tem já para a posição de lateral direito Fucile que já demonstrou ser um jogador á Porto capaz de assumir o lugar e para além disso é mais do que sabido os constantes desrespeitos à autoridade e à disciplina interna do clube por parte de Bosingwa que quando fala geralmente solta sempre bomba que pode noutras situações desestabilizar um balneário que sempre primou pela união e pela disciplina.

O Porto pode vender Bosingwa por 25 milhões de euros ao Manchester United o que é muito dinheiro nos dias que correm por um lateral direito.

É uma oportunidade de ouro que pode aparecer apenas uma vez e há que aproveita-la. Para Bosingwa será também excelente. Bosingwa é daquele tipo de jogadores que parece que nasceram para jogar na liga inglesa…A sua velocidade e capacidade técnica farão estragos em Inglaterra e numa equipa com a qualidade técnica como a do Manchester Bosingwa poderá evoluir muito e tornar-se de forma destacada o melhor lateral direito do Mundo. Boa oportunidade para o clube e jogador que há que então aproveitar.

Perderíamos então Quaresma que seria substituído por uma configuração táctica diferente e Bosingwa que teria em Fucile um substituto possível.

Desaconselharia a saída dos restantes.

Lucho Gonzalez é um excelente jogador, dos melhores médios do mundo… Mas a verdade é que a transferir-se seria sempre para um clube de dimensão média europeia e nunca para um de top e para isso mais vale manter-se no Porto cada vez mais como uma das maiores bandeiras do clube.

Lisandro está a fazer uma época excepcional mas a verdade é que ainda não tem estatuto na Europa para ir jogar para um clube de top… Além do mais tem o azar de todos os grandes clubes europeus estarem muito bem servidos de pontas de lança.

Bruno Alves poderia ser aquele que poderia sair também mas entre ele e Bosingwa acho que preferia manter Bruno Alves porque acho que ainda lhe faz falta um ano mais no F. C. Porto uma vez que acho que ainda pode evoluir mais e acima de tudo terá a importante missão de um dia ser capitão do F. C. Porto se optar por abraçar este projecto.

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Em relação a entradas:

Acho que tendo em conta que o F. C. Porto se deve preparar para o tal 4-4-2 losango Jesualdo deve melhorar as opções dos jogadores que tem no meio campo e acima de tudo dotar a equipa de médios mais criativos…Principalmente de um verdadeiro nº 10.

No 4-3-3 é possível jogar com dois 8 com um deles a criar mais como temos visto Lucho fazer…Mas no 4-4-2 losango é necessário um 10 típico com não apenas capacidade de fazer o último passe tal como Lucho mas também capaz de transportar a bola e desiquilibrar no um para um.

Leandro Lima está a ser trabalhado para essa missão? Espero que sim, mas é preciso alguém que ofereça já mais certezas.

Nesta nova configuração há jogadores que devem ser dispensados…Jogadores que provaram não terem qualidade para singrar no plantel do Porto e que é importante dispensar para dar lugar a outros.

Lino, Mariano, Adriano e Farias, pelo menos, deveriam na minha opinião ser dispensados.

Acho que em termos de reforços a política do Porto este ano terá que mudar…Apostar nos jogadores que já jogam na liga portuguesa há algum tempo e que pertencem aos quadros do clube é a solução…Com eles podemos diminuir a folha salarial e ter maior grau de certeza em relação à sua adaptação ao clube.

Pitbull pode muito bem fazer dupla com Lisandro no tal 4-4-2 e ainda oferece a alternativa de poder jogar na faixa caso se queira optar pelo plano B do 4-3-3.

Bruno Gama é para mim dos melhores nº 10 que o futebol português fabricou nos últimos anos e desde que chegou a profissional anda a ser sacrificado nas alas infelizmente para ele e para o futebol português que desde Rui Costa está órfão nessa posição. Acho que o Bruno cabe neste plantel. Pode ser uma opção credível como 10 e ainda jogar pelas faixas. Oferece a tal capacidade de transportar a bola, o um para um e criatividade no meio campo ofensivo.

Acho que Alan está a fazer uma boa época mas não o vejo com lugar no Porto…Hélder Barbosa, Tarik, Pitbull, Bruno Gama e ainda um possível reforço são já demasiados jogadores para as alas numa equipa que deve apostar mais vezes no 4-4-2 losango.

Paulo Machado seria uma opção interessante. Não está a realizar uma grande época mas com esta configuração com 4 médios no meio do terreno abre-se espaço a mais opções no banco.

Fundamental a meu ver seria promover o regresso de Ibson e pelos vistos isso é algo que ainda não está muito seguro.

Ibson viu-se tapado no F. C. Porto por um sistema táctico que não o beneficiava e que o colocava a lutar por um lugar com Lucho. Agora tudo mudou. Eles poderão jogar juntos nesse 4-4-2. Ou com Lucho no vértice do losango, ou com Ibson ou com um a jogar pelo lado esquerdo e outro pelo lado direito.

E mesmo que não joguem sempre juntos o Porto estaria envolvido em várias frentes e a rotatividade que se terá que fazer dará minutos a todos.

Bem sei que Ibson saiu desentendido com Jesualdo. Mas será muito importante que o mestre Jesualdo para o bem do clube e do seu projecto para a próxima época saiba ultrapassar essas divergências e recuperar um jogador que poderá ser muito importante para o F. C. Porto da próxima época e até mesmo para as próximas, acautelando desde já uma possível saída do Lucho.

Com esta opção pelos jogadores já nos quadros do clube poderíamos abandonar de vez a política de contentor…Trazer 8 jogadores por época do mercado sul-americano. Muitas vezes jogadores de qualidade bastante duvidosa e que parecem ser mais negócios para empresário encher os bolsos do que para fortalecer o clube… Depois andamos a paga-los durante anos em empréstimos infindáveis a clubes de 3ª categoria…

Para ser diferente por uma vez gostaria de ver o clube a concentrar o dinheiro para aquisições em 2 ou 3 jogadores de qualidade inegável que cheguem ao clube para serem titulares e não para ver no que dá como de costume…

2 ou 3 jogadores de categoria internacional capazes de dar aquele upgrade necessário para nos aproximarmos mais aos clubes de top da Europa do futebol.

Eu concentraria então as verbas disponíveis para aquisições num lateral esquerdo, num nº 10 e num ponta de lança.

O resto das aquisições seriam jogadores que já pertencem ao clube: Bruno Gama, Ibson, Pitbull, Paulo Machado e um ou outro que se possam destacar na pré temporada.

Manteríamos uma estrutura campeã ao gosto de Jesualdo e projectaríamos essa estrutura numa nova configuração táctica para a qual buscaríamos reforços para a solidificar. Apenas gastaríamos dinheiro em 3 jogadores, mas seriam 3 reforços que teriam de ser de qualidade inegável capazes de assumir a titularidade.

O restante elenco seria composto por jogadores que já conhecem o clube e que não necessitariam de grande tempo para se adaptarem.

Já agora deixo o meu grande desejo para o plantel de 2008…Sei que o Deco anda a passar uma fase conturbada da sua vida e já não o vejo com a mesma humildade e simplicidade que o via nos tempos em que jogava no Porto… Sei inclusive que o Atlético de Madrid tentará contrata-lo ao Barcelona e que na Catalunha até vêm com bons olhos a saída do Deco…Acho que o mágico precisa de voltar a casa para recuperar aquele brilho que perdeu…Porque não tentar promover esse regresso…? Para ir jogar para o Atlético mais vale voltar ao seu clube do coração e ainda lutar por títulos importantes antes de terminar a carreira.

Imaginem só um meio campo com Lucho e Deco…Seria dos melhores que o clube já viu.

Fica aqui a minha visão do que deve ser o F. C. Porto do próximo ano e o meu desejo secreto que agora partilhei com todos os meus amigos do portistas de bancada.

E vocês? Que Porto desejam para atacar o tetra?

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19 Março 2008

A última falácia

Por Zé Luís

A discussão sobre o alegado fora-de-jogo de Tarik no Mar volta a arrastar o debate para a qualidade das transmissões televisivas e os meios tecnológicos de apoio para julgamento de lances controversos.

O IFAB (International Board, guardião das Leis do Jogo) há dias reunido na Escócia vetou, mais uma vez e talvez em definitivo, o recurso a meios tecnológicos, optando por reforçar a vertente humana de auxílio “no campo” com a experiência de dois juízes de baliza que possam verificar se a bola entra ou não.

A FIFA exerce o seu magistério de influência, ciosa do seu poder inabalável por muitas carpideiras invejosas que barafustem à sua volta. Apesar de ter firmas de renome e coisas testadas (bola com chip, por exemplo) para seu gáudio e gratuito, faz bem em não deixar a tecnologia intrometer-se no mundo do futebol. O princípio basilar de não garantir-se que em todo o mundo, de forma igual, o futebol seja jogado e julgado da mesma maneira é suficiente para sustentar a sua posição incontestável: não tem de zelar por uma específica NBA ou NFL como na América, porque só o futebol é universal (205 federações inscritas, menos que os filiados na ONU).

Muitos não concordam, mas quem advoga o recurso a tais meios não faz muito por eles ao seu serviço. Exemplo concreto o das televisões que transmitem os jogos mas pouca tecnologia oferecem, além da inserção de dados estatísticos, com o paradoxo de pouco rigor conferirem porque, com critérios duscutíveis, são coisas… humanas.

O golo de Tarik no 2-1 portista frente ao Leixões foi algo discutido por uma suposta imagem da transmissão da TVI que nada prova e até se afigura como a última falácia de quem pretensamente quer trazer “verdade” ao jogo.

Erros de trazer por casa (tv’s)
Sem a imagem em causa ser minimamente esclarecedora, antes é passível de outra interpretação, não faltou o veredicto inabalável do “golo irregular” que muito ofendeu adeptos desta Bancada.

Para uma boa transmissão televisiva têm de ocorrer dois factores:

- câmaras bem posicionadas para as situações de conflito/polémica como a linha de fora-de-jogo, bem como uso das mesmas para situações posicionais ou disciplinares, neste caso chega ao pormenor (grande plano) no outro ponto deixa a desejar.

- honestidade, profissionalismo, verdade a propor as repetições de jogadas, a cargo do realizador que dirige a selecção de imagens captadas de diversas câmaras.

Mas falhas comprometedoras ocorrem por culpa própria:

- as câmaras falham em certos espaços do campo

- as repetições propostas são seleccionadas e não é dado ao público todos os lances, mas só alguns.

Neste segundo aspecto, é já moda da casa, só em Portugal pelo que julgo conhecer de vários países, que muitos lances sejam omitidos: pela parcialidade, pela incompetência, pela desonestidade e falta de profissionalismo de quem verifica lances de vários ângulos, de várias câmaras

No primeiro caso, é incrível a falta de capacidade de uma estação televisiva não garantir que nos dois extremos do campo estão posicionadas câmaras que cubram o mesmo espaço próprio. Para não falar em câmaras do lado oposto do campo, em falta por todo o País.

Foi o que sucedeu no Estádio do Mar.

Uma câmara verificou, sem necessidade de recurso gráfico mais ou menos berrante (zona vermelha), a enormidade de lances de fora-de-jogo mal assinalados ao FC Porto na 1ª parte.

Na 2ª parte e para o golo de Tarik, a câmara nº 1 só segue a bola e registou o passe de Lucho para a frente de Tarik mas em dois momentos (passe e recepção), mas não havia na outra metade do campo uma câmara posicionada de forma “geometricamente” precisa para avaliar a licitude da jogada.

Logo, quem tem responsabilidades de transmissão televisiva falha claramente e prejudica o produto que quer vender. Mas isso é do foro do seu negócio mal aproveitado, a sua imagem, não pode servir de intoxicação da opinião pública embora cada um seja livre de avaliar e emitir a sua opinião.

Por outro lado, a inexistência eventual de condições de trabalho, a dificultar o melhor posicionamento da câmara, confere a posição insofismável da FIFA: nem todos os estádios têm condições idênticas e ideais para se julgar por meios tecnológicos jogos de futebol nos quatro cantos do mundo. Mas ninguém parece importar-se com isso. Acham que não e nada a fazer.

Depois do preâmbulo e enquadramento das situações técnicas, vamos à sentença.

Veredicto e imprudência
Já não bastam exemplos de futebol falado sem recurso a imagens e, até, de comentadeiros que debitam palavreado mesmo sem terem visto os jogos!

A dificuldade de julgamento dos lances vem sendo adulterada por ex-árbitros, irrefutáveis nas suas apreciações ao verem e reverem diversas repetições que tornam fácil e cómodo julgar, ao arrepio do bom senso de defenderem colegas do apito que têm de decidir nas fracções de segundo que os putativos comentadores nunca superaram nos julgamentos que no campo lhes coube fazer.

Pior, ainda, são amiúde veredictos inabaláveis em condições manifestamente insuficientes para um juízo de valor, de resto sem ter-se em conta a falácia de certas imagens e grafismos que lhes sobrepõem.

A linha e a zona vermelhas não aferiram o fora-de-jogo de Tarik, porque Bruno China (nº 14 do Leixões) está na linha de Tarik. No mínimo, essa dúvida devia prevalecer.

Mas falta saber como é traçada a linha, sem referências quanto à intersecção que ela deve ter nas laterais do campo, que de facto não se vêem, tal como nem se sabe se a linha imaginária é sequer paralela à linha de meio-campo, também invisível.

Ou seja, a linha pode ser oblíqua porque não há referência espacial que determine que ela seja realmente uma longitudinal do campo, obrigatoriamente perpendicular às laterais. Um jornal desportivo, há uns anos, não se coibiu de adulterar uma imagem, metendo uma linha, da sua lavra, oblíqua para que o jogador em situação irregular coubesse na zona “legal” da acção da qual deu o golo (Acosta, Sporting-Belenenses, in Record, 2000).

A falácia ficou na TVI, no momento em três tempos do catastrófico relatador: primeiro não diz nada da (i)legalidade do lance, regista o golo; depois com o sombreado vermelho diz ter “muitas dúvidas” na posição de Tarik; por fim, revendo a imagem nada esclarecedora, ousa dizer “para mim é fora-de-jogo”.

“Escola” conhecida, de resto, mas não de seriedade e isenção jornalística. Escala, também, reproduzida nos jornais, propondo essa imagem difusa (ver o Tribunal d’O Jogo) e sentenciando haver fora-de-jogo.

A linha imaginária não foi sequer precisa, apesar de utilizada, nos lances da 1ª parte com vários fora-de-jogo mal assinalados: a câmara assegurava a boa cobertura do campo e verifica-se facilmente, sem recurso a grafismo simplório até porque também nunca essa linha foi vista intersectar as duas laterais do campo, que o árbitro-auxiliar ‘asneirou mal e porcamente’.

À falha de posicionamento da câmara na outra metade do campo deitou logo tudo a perder. A falta de raciocínio (ou os ex-árbitros já julgam por dedução que abominavam no activo) levou a uma precipitação e leviandade que alguns escarrapacharam em título de jornal: golo irregular.

Imagens virtuais sensatas mas criticadas
A inexistência de referências espaciais precisas, que permitam grafismo com rigor geométrico, foi a justificação para não haver certos lances nas antigas imagens virtuais, um exclusivo da RTP nos anos 90 mas caídas em desuso sabe-se lá porquê e com críticas de vários quadrantes que agora mudam agulhas em cenários menos fiáveis ou de fiabilidade mais discutível.

As imagens virtuais registaram muitos lances sem margem para dúvidas, como o golo de Clayton de canto directo na Luz. Escribas de então ou se desculparam tardiamente ou minimizaram o efeito da confirmação que hoje tanto reclamam. Bastava a linha de baliza e a concomitância da trave sobre a mesma, para se perceber se a bola entrou. (ver imagem alusiva)

Tivemos, em contraponto, a certeza de alguns do alegado golo de Petit a Baía na Luz, sem prova alguma fotográfica ou televisiva a confirmar as duas incompetências naturais que aqui se provam: falha no posicionamento das câmaras e juízos de valor precipitados e irrazoáveis quando comentários prudentes deixariam mais limpa a avaliação. Ao invés, para a história ficou o parolo de serviço (Miguel Prates na SportTV) apontar: “Pareceu-me claramente que a bola entrou” (sublinhado meu).

A imagem da TVI, sem provar coisa alguma, cai no anedotário do futebolês e releva, de novo, a precisão que daí se retira mas não merece enfoque: em vez de esclarecer, só confunde; e a inabilidade de quem relata continua impune porque, como o realizador responsável pelas repetições, um editor não percebe nem de texto nem de imagens e ninguém, no dia seguinte, na Redacção, percebe o que correu mal para evitar a recorrência de erros que fazem a televisão deteriorar o produto que lhe serve de âncora até de existência.

p.s. – tão ou mais falado que o golo de Tarik foi a entrada de Bruno Alves com o tom catastrofista genuíno de certas causas: anúncios de sumaríssimos, marcação de campo de luta alegadamente pela verdade, mas a intoxicação voltou a ser fatal para os venenosos. Quando em matéria disciplinar tanto continua por dizer e fazer.

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18 Março 2008

Eleição do Jogador da Bancada 07/08 - 12º Round

Por Zirtaev

PS1: Devido ao facto de um dos convidados não ter visto o jogo, neste caso a Catarina e tal como já fiz anteriormente, o Ricardo Costa, também um dos convidados do Portistas de Bancada e como suplente, deu as suas próprias notas e estas foram colocadas na tabela, tentando que assim não seja desvirtuada em demasia a votação final.

PS2: Em comentário coloco os nomes dos jogadores que actuaram neste jogo. Só necessitam de copiá-los, colá-los na vossa caixa de comentários e atribuir a vossa nota (de 0 a 10).

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15 Março 2008

Em contagem decrescente

Por Menphis
Equipa: Helton, Fucile, P. Emanuel, B. Alves, M. Cech (Kazmierczak 75'), J. Paulo (Tarik 54'), R. Meireles, Lucho, Lisandro, E. Farias (Adriano 67') e Quaresma

O FCPorto começou a contagem decrescente para retirar o champanhe do frigorífico para festejar a conquista do tricampeonato, conquistando uma vitória suada onde nenhum dos seus mais directos adversários conseguíram triunfar, fruto de uma exibição plena de espírito de sacrifício, entreajuda e garra.

A equipa de Jesualdo Ferreira apresentou-se no Estádio do Mar com uma alteração forçada no meio campo, fruto do castigo de Paulo Assunção, João Paulo foi o escolhido e deu bem conta do recado, e também com o regresso de Ernesto Farias à equipa titular, regresso esse muito pouco aproveitado pelo argentino.

Desde cedo, a equipa portista começou a querer dominar a partida, conforme a sua obrigação, tentando contornar as dificuldades que se previam, mal foi dado o pontapé de saída surgiu logo uma oportunidade de golo, criada através dos pés de Lucho Gonzalez, mas, também desde cedo, se viu que o jogo teria outras dificuldades não previstas com que tinha de lidar : os fiscais de linha.

Na primeira parte, o FCPorto teve, pelo menos, três jogadas de ataque, todas elas perigosas, que foram interrompidas de forma escandalosa pelo fiscal de linha, enervando e retirando a concentração à equipa portista perante tamanhas injustiças, mas, mesmo assim, nesta partida ficou provado que este plantel é muito forte e consegue ultrapassar todas as armadilhas que querem deixar no seu caminho rumo ao Tri.

À medida que o tempo passava, e quando o fiscal de linha deixava, as oportunidades de golo começariam a aparecer na baliza leixonense, começando o guarda-redes Beto a destacar-se como figura principal do jogo, defendendo um remate perigoso de Ricardo Quaresma e outro de Lisandro Lopez.

O Leixões tentava equilibrar o jogo, sempre a jogar de forma aguerrida, começando aos poucos a libertar-se da teia que a equipa portista lhe tinha montado, o seu futebol começava a libertar-se mais e a jogar sem complexos acabando a primeira parte com a posse de bola quase dividida entre as duas equipas.

No segundo tempo, o FCPorto começou a ter mais dificuldades para construir jogadas à procura do golo e a equipa matosinhense começava a ficar mais por cima, inaugurando o marcador, através de Roberto, aproveitando uma falha defensiva portista, na primeira oportunidade que teve digna desse nome.

Nos minutos seguintes, a equipa portista ficou algo atordoada com o golo sofrido, desconcentrando-se, deixando com que o Leixões se aproveitasse desse facto para ter mais duas oportunidades claras de golo, mas com Helton a resolver da melhor maneira possível.

Até que Jesualdo Ferreira começava a arriscar optando por substituir João Paulo por Tarik, decisão essa que viria a ser decisiva para o desfecho da partida, o marroquino viria a ser importante para a reviravolta do resultado.

As forças do Leixões começavam a se esgotar e a pressão portista começava a sentir-se como nunca, Adriano entraria para o lugar de Farias e Kaz substituiria Cech arriscando tudo e dando, ao mesmo tempo, um maior poderio físico à equipa portista.

Aos 77 minutos, depois de um cruzamento de Raul Meireles, Lisandro isola-se e marca o golo da igualdade, golo esse merecido devido à intensa procura do mesmo por parte dos jogadores portistas.

Mas a recuperação portista ainda não estava terminada, a equipa balançava-se cada vez mais para o ataque e, sem surpresas, numa jogada de contra-ataque rápido, e no culminar de um passe fabuloso de Lucho, Tarik, passando a bola por cima de Beto e encostando para uma baliza deserta, viria a fazer o resultado final, mais do que justo por aquilo que o FCPorto lutou durante toda a partida.

Até ao final, o Leixões ainda tentou esboçar uma reacção, mas o poderio da equipa portista não deixaria que essa reacção tivesse acontecido, controlando sempre as operações quando era necessário.

Com esta vitória os festejos do Tricampeonato estão cada vez mais próximos, o campeonato tem-se revelado um passeio e, como referi na última partida, a dúvida será saber quando é o jogo de consagração, perante tantos desaires dos seus adversários e qual será a diferença de pontos para o segundo lugar. Na minha opinião pessoal, a festa está marcada para o próximo jogo em casa.

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Em busca de motivação

Por Zirtaev
Leixões - FCPorto, 21H15 - TVI e RTP África

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13 Março 2008

Os três melhores

Por Zirtaev
Quem olhar para a tabela do «Jogador da Bancada» repara que apesar da classe que Lucho Gonzalez oferece ao futebol da equipa e apesar da entrega e de todos os golos de Lisandro Lopez, que foi considerado pelo segundo mês consecutivo o melhor jogador da Liga BWin, prémio do sindicato dos jogadores, o primeiro lugar da tabela é ocupado por um outro jogador que, embora não dê tanto nas vistas em campo é de fulcral importância na manobra da equipa, o seu nome: Paulo Assunção.

O facto de se encontrar em primeiro lugar na tabela para Jogador da Bancada para esta época, revela, antes de mais, que os convidados da bancada e todos os Portistas de Bancada que participam nesta votação sabem reconhecer o valor de jogadores que não marcam golos e que apesar de não darem muito nas vistas são de indiscutível valor. Por outro lado mostra-nos que a opinião dos dois jogadores que ocupam as duas seguintes posições do pódio dessa mesma tabela, Lucho Gonzalez e Lisandro Lopez, o segundo e terceiro classificados respectivamente, coincide no reconhecimento dado ao número 6 portista, considerando-o até o melhor jogador do campeonato.

Vejamos as opiniões de Lucho e Lisandro sobre Paulo Assunção:

"O Paulo Assunção é um jogador que, por vezes, não tem o reconhecimento que merece, mas todos sabemos que é fundamental para o F.C. Porto. No meu caso, protege-me e permite mover-me em outras zonas do terreno. Além disso, recupera muitas bolas por partida e erra muito poucos passes, pelo que fico muito contente por tê-lo ao nosso lado."
Lucho Gonzalez in fcporto.pt

"Na minha perspectiva, o melhor jogador do campeonaro, neste momento, é o Paulo Assunção, pois tem uma importância impressionante para a equipa, embora o seu trabalho, provavelmente, não seja tão reconhecido como o de outros jogadores. Para mim, é um jogador-chave, que faz o trabalho sujo da equipa, entre aspas. Sem dúvida, é um jogador crucial, o mais importante. Imprescindível não sei, isso tem de dizer o treinador"
Lisandro Lopez in fcporto.pt

Paulo Assunção não jogará na próxima jornada por acumulação dos 5 primeiros cartões amarelos da época, isto apesar da posição que ocupa no terreno, o que poderá também demonstrar a qualidade do seu trabalho em campo, falhando assim o primeiro jogo para os rounds de apuramento do Jogador da Bancada.

Nascido a 25 de Janeiro de 1980, o médio defensivo brasileiro vindo do Nacional, onde era também cobiçado por um clube de Lisboa, tem 28 anos e é um dos únicos jogadores fulcrais da equipa que ainda não renovou o seu contrato que termina já este ano, ficando daqui a alguns meses livre para assinar por quem quiser. Quero acreditar que tudo estará a ser feito no sentido de prolongar o seu contrato. Opiniões favoráveis não faltam, mas principalmente não falta o mais importante, que é a qualidade para representar o FCPorto ao mais alto nível. Estão à espera de quê?

É sempre subjectivo dizer que este é melhor que outro, ainda por cima quando jogam em posições diferentes, mas com o tri a um passo de ser conquistado, de uma coisa eu não tenho dúvidas, o pódio do «Jogador da Bancada» é ocupado neste momento pelos três melhores jogadores da época do FCPorto e lógicamente também do campeonato.

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12 Março 2008

Renovar com Jesualdo

Por Zirtaev
"O FC Porto não foi capaz de dar um passo em frente e, mais uma vez (a 3ª em quatro épocas), foi eliminado nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões (LC). Há duas maneiras de olhar para isto: uma é ficarmos satisfeitos, porque a equipa caiu de pé e o objectivo definido no início da época foi alcançado (ser uma das 16 equipas que ultrapassou a fase de grupos da LC); a outra é estarmos frustrados, porque toda a gente viu que o FC Porto é superior a este Schalke 04 (6º classificado do campeonato alemão, que nunca tinha sequer chegado a esta fase da LC) e, consequentemente, podíamos ter ido mais além.

Nestas alturas, é habitual apontar o dedo ao treinador derrotado. Mas, será culpa de Jesualdo Ferreira?

Sinceramente, não me parece. O onze inicial, o modelo de jogo e a forma como reagiu às várias adversidades – lesão de Bosingwa, expulsão de Fucile, necessidade de jogar mais 30 minutos com menos um, depois da equipa ter feito as despesas do jogo – , mostraram um treinador capaz, que soube manter uma equipa segura e equilibrada.

Pois, mas ao contrário da época passada, desta vez fomos eliminados por uma equipa que, futebolisticamente (que não em termos económicos), está longe do top 15 europeu. É verdade, mas o FC Porto foi sempre melhor e soube criar as oportunidades suficientes para resolver o jogo e a eliminatória. Não é culpa do treinador os falhanços incríveis de Tarik e Quaresma, pois não?

Um dos aspectos em que Jesualdo Ferreira é criticado por uma franja dos adeptos portistas é por não acrescentar valor e potenciar para patamares mais elevados o plantel que tem à sua disposição.

Evidentemente, Jesualdo não é Pedroto ou Mourinho, mas também aqui esta critica me parece algo exagerada, até porque saber tirar partido da matéria-prima (jogadores) existente é, por si só, um mérito que não lhe pode ser negado.

Olhando para o desempenho do FC Porto nas várias frentes em que esteve e está envolvido, o balanço continua a ser francamente positivo e é inquestionável que uma parte do mérito cabe ao treinador."
José Correia in Reflexão Portista

Aproveitando este texto do José Correia, que acaba por reflectir a minha opinião, e apesar de haver de parte a parte indicações de que a renovação será uma realidade, lanço de qualquer forma uma questão na Opinião da Bancada que parece ainda não ser totalmente consensual para os portistas:

O FCPorto deverá renovar com Jesualdo Ferreira?
Sim
Só se conseguir a dobradinha
Não

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11 Março 2008

Liga Portistas de Bancada - Top Ten

Por Zirtaev

Equipa da 2ª mão dos 8ºs de final -
Invictos FC (Joaquim Pedro Melo) - 83pt
Observações:
- A Liga Portistas de Bancada, num total de 17.400 ligas, está no 70º posto;

- O primeiro classificado da Liga Portistas de Bancada, o My Team do "mister" Carlos Bessa, num total de 325.716 equipas, está no 1.081º lugar;

- Número de participantes da Liga Portistas de Bancada - 114 equipas.
PS: Apenas hoje a eliminatória dos 8ºs de Final da Champions League ficou completa e terminou com a passagem aos 4ºs de Final do Liverpool que foi vencer a casa do Inter com um golo do Fernando Torres. Por isto também só hoje ficou completa a tabela da Liga da Bancada e só hoje a apresentei.

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Eleição do Jogador da Bancada 07/08 - 11º Round

Por Zirtaev
PS: Em comentário coloco os nomes dos jogadores que actuaram neste jogo. Só necessitam de copiá-los, colá-los na vossa caixa de comentários e atribuir a vossa nota (de 0 a 10).

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09 Março 2008

Sem necessitar de cábulas

Por Menphis
Equipa: Helton, Fucile, P. Emanuel, B. Alves, M. Cech, P. Assunção, R. Meireles (Lino 90'), Lucho, Tarik (Farias 71'), Lisandro e Quaresma (M. Gonzalez 80')

31.109 espectadores

O FCPorto respondeu da melhor forma possível, ou seja venceu a equipa da Académica, à desilusão de ter sido eliminado na 4ª feira da Champions League, frente ao Schalke 04, apesar de ter rubricado uma exibição muito fraca, num jogo também ele muito fraco, fruto do cansaço físico e psicológico que esse jogo teve na equipa portista e também à falta de ambição atacante da equipa de Coimbra.

Valha a verdade, a Académica nada fez para que o FCPorto necessitasse de jogar mais, é de facto incompreensível como um treinador como o Domingos Paciência, um ex-pupilo de uma escola onde a vitória é mais do que um resultado, mas sim é o único resultado possível, numa jornada onde vê os seu
s adversários mais directos a perderem pontos, onde vê que a equipa portista se apresenta cansada, organiza uma equipa para, unicamente, defender, sempre com todos os homens de campo atrás da linha da bola, e por vezes mesmo atrás da linha do meio campo, sem arriscar um bocadinho que seja para tentar surpreender o seu adversário.

Aliás quase antes de discutir o jogo, porque ele tem pouca di
scussão, interessa reflectir para onde levam o futebol português estes " agentes de futebol ", que se esquecem do respeito que deveriam ter pelo simples adepto que paga um bilhete para ver um jogo de futebol disputado entre duas equipas, às vezes com imensos sacrifícios, que perde uma tarde em família para ir ver um jogo marcado a horas que convém a esses agentes, e depois nada fazem de bom para promover o seu " produto ". Por muito respeito e admiração que tenho, e tenho imensa admiração, por uma pessoa como o Domingos, que tantas alegrias me deu enquanto jogador, não posso aceitar que ele traga uma equipa para o Dragão, num jogo onde nada tem a perder, apenas e unicamente para defender e esperar que caía do céu um golinho salvador.

Se algo vai mal na competitividade deste campeonato, além de vermos que o FCPorto é uma equipa a mais porque está a anos-luz de todas as outras, é também porque os treinadores das equipas ditas pequenas nada fazem para que haja um maior interesse nos seus jogos quando se apresentam no Dragão, apresentam-se todas como o Schalke 04 se apresentou na 4ª feira, ou seja com um autocarro à frente da baliza, com a única, grande, diferença, que às equipas portuguesas o FCPorto consegue derrubar esse autocarro com maior ou menos dificuldade.

Podem argumentar que uma equipa não se pode apresentar de peito aberto frente a uma equipa tão poderosa como o FCPorto, e ainda po
r cima a jogar em casa, mas penso que não existe diferença nenhuma em perder por um golo ou por mais, e uma equipa jogando mais aberta até tem mais condições para surpreender a outra e, quem sabe, aproveitar-se do cansaço para levar um resultado mais positivo. É que se apresentando sempre assim, com pensamentos defensivos,resulta em espectáculos fracos, o que leva às pessoas a ficarem em casa.

Quanto ao jogo, o FCPorto apresentava-se com a equipa esperada, tendo co
mo única alteração, da equipa que se apresentou na 4º feira, a saída do lesionado Bosingwa, passando Fucile para o lado direito da defesa, cabendo a Cech o lado contrário, como seria de esperar.

O FCPorto, desde cedo, começou a dominar a partida, embora impondo um ritmo lento, muito pausado, e tentou derrubar o autocar
ro de Coimbra com mudanças repentinas de velocidade, mas sentiu sempre algumas dificuldades, tudo por causa do cansaço, atrás referido, de um jogo com uma tremenda pressão psicológica, isto sem falar da questão física, que a equipa portista teve no jogo a contar para a Champions League.

E foi depois de ter visto um golo anulado, justamente, a Lisandro Lopez, que, aos 31 minutos da partida, e com Pedro Roma a ficar mal na fotografia não defendendo um remate traiçoeiro de Ricardo Quaresma, o FCPorto viria a inaugurar o marcador.

E a partir daqui, a história do jogo poderia terminar...


O FCPorto continuava a jogar a seu bel-prazer, sempre em lume brando, com poucas preocupações defensivas visto que a Académica parecia não querer incomodar a noite descansada portista.

Na 2ª parte, tudo mais do mesmo, o tempo passava a Académica nada arriscava, e o FCPorto aproveita para passar o tempo a trocar a bola entre si, se bem que impôs um pouco mais de velocidade ao jogo do que tinha na primeira parte, mas nada de muito interessante, o jogo foi-se arrastando até ao final.

Jesualdo Ferreira aproveitava para fazer a substituição do costume, tirar Tarik para dar lugar a Farías, e também para "oferecer" a Quaresma uma grande ovação, tendo est
e dando o lugar a Mariano Gonzalez.

A equipa, com a entrada desses jogadores mais frescos, melhorou substancialmente, a velocidade do ritmo do jogo era maior tendo sido nos últimos minutos da partida os
momentos onde as maiores oportunidades de golo do FCPorto apareceram, quase umas atrás das outras, com destaque para Lisandro Lopez sempre à procura do seu golo da ordem.

Quando se pensava que o jogo não teria mais novidades, eis que Cosme Machado deu razão à sua nova alcunha, o " Cómico Machado" , expulsando Mariano Gonzalez que além
de ter sofrido uma falta, levou um soco do jogador academista, tendo este tentado responder, mas a não tocar no jogador adversário.

É interessante verificarmos quando vimos que houve jogadores da Académica que entraram, pelo menos por duas vezes, uma sobre Fucile e outra sobre Lucho, à margem das leis, a primeira com uma cotovelada e a segunda com uma entrada violenta, e não tiveram admoestações tão duras com àquela que Mariano teve. Pelos vistos, além de estar em primeiro, e com as faixas do Tri à muito encomendadas, o FCPorto ser a equipa mais disciplinada do campeonato também é motivo de confusão a muita gente .

Por fim, destaca-se à muita presença do público mostrando que continua sempre ao lado da sua equipa, e também ao feito de o FCPorto não sofrer golos no Estádio do Dragão, para o campeonato, à mais de 600 minutos, o que demonstra a qualidade defensiva da equipa portista.

Relativamente ao que resta desta época, a única preocupação do FCPorto é saber qual é a jornada em que se consagrará, finalmente, Tricampeão Nacional, e tentar que Lisandro Lopez marque ainda mais golos para aumentar a sua vantagem na lista dos melhores marcadores, isto sem esquecer que ainda tem outra competição para vencer, a Taça de Portugal.

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Renovar de ambições

Por Zirtaev

Foi com naturalidade que recebi a notícia de que Jesualdo Ferreira irá renovar com o treinador do FCPorto, o contrário é que seria de estranhar perante as demonstrações de competência evidenciadas a todos os níveis no futebol da equipa principal. Os jogadores estão com o treinador e isso tem sido demonstrado ao longo do campeonato, em que o empenho dos atletas é sempre o máximo e o progresso do futebol jogado são prova de que as ideias do treinador são assimiladas por todos. Além de que após a revoltante e injusta eliminação da Liga dos Campeões, que poderia fazer desmoronar a equipa, nada melhor que os jogadores saberem que o seu timoneiro continuará a ser Jesualdo.

O regresso à terra, para a continuação da conquista do primeiro e grande objectivo da época, é frente à Académica de Coimbra treinada pelo Domingos. Clube que está a fazer um campeonato mediano, mas que não virá ao Dragão apenas para servir de saco de pancada para a vingança dos bi-campeões nacionais e que deverá apresentar-se no Dragão fechando todos os caminhos para a sua baliza de forma a retardar o mais possível o golo do FCPorto, enervando assim os jogadores e o público, tentando explorar assim as feridas ainda abertas da derrota da passada quarta-feira.

Sendo o campeonato a prioridade, a equipa a apresentar tem de ser até ao fim da época sempre a melhor disponível, tendo a receita para hoje de ser a mesma do jogo da Champions League, ficando apenas Bosingwa de fora da equipa titular, já que não recuperou da lesão que o afastou da equipa a meio do jogo com o Schalke e não foi sequer convocado para este jogo. O meu onze para hoje:
Muitos dos principais jogadores da equipa renovaram, Jesualdo também já o fez, agora, e depois de termos saído da prova milionária, as ambições terão também de ser renovadas e, para além do campeonato ter de ser ganho, tal como a Taça de Portugal, a fasquia terá de ser colocada ao ponto de não se perder mais qualquer jogo até ao fim da época, tentando assim bater o recorde da maior diferença pontual entre um primeiro e um segundo classificado. Os adeptos acreditam que tal é mais que possível porque a equipa demonstrou ainda na quarta-feira a sua grande qualidade e por tal o Dragão deverá encher hoje para a aplaudir. Eu estarei lá e faço questão de prestar-lhes essa homengem.

FCPorto - Académica, 19H00 - Tvi e RTP África

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07 Março 2008

Manuel da crueldade aniquila dragão

Por Zé Luís
Sem querer repisar quão injusta, e cruel até, foi a eliminação portista da Champions, recusando a vitória moral que nunca reclamei e enjeitando o “nunca vi nada assim” que, fatalmente, nos ocorre nestas ocasiões, há uma série de ideias a fixar que vagueiam entre o elemento imponderável (sorte e azar) num jogo e a série de regras estipuladas objectivamente para “apurar” os méritos, fora o sortilégio da bola, dos qualificados.

Do imponderável, há muita gente hoje em dia que, refugiando-se em parâmetros - nenhum científico, rigoroso, matemático, da táctica às estatísticas amiúde vagas e mesmo mal apuradas (o que é um remate perigoso?; o que são “ataques”?) - tem horror a enunciar exemplos de sorte e azar num jogo tão atreito a essa dicotomia. Tanto debate como a definir o “melhor futebol”, como se os melhores meios ao dispor não influenciem a qualidade e o que é bom futebol para uns orçamentos médios não será “mensurável” para outros mais apetrechados. Por reflexo, no sortilégio da bola e também dos reflexos e do que se acha mérito ou demérito numa acção, entra a questão da competência, igualmente mal explicada e, como é voga hoje, estreitamente ligada ao resultadismo: foi golo é culpa de fulano; sicrano falhou o golo mais fácil (?).

Das regras estabelecidas, é tão válida a importância de ter bons jogadores como a velha máxima de o penálti ser tão importante que quem o deveria bater seria o presidente do clube. Responsabilidade máxima, porque ninguém contrata jogadores para ganhar desempates por penáltis. Mas nem sempre os melhores ganham e nem sempre quem muito acerta tem tanto mérito como o resultado final pode fazer crer.

Os erros
- O pragmatismo das eurotaças, aliviado na fase de grupos onde uma noite má, e mesmo duas e até três, podem ser remediadas, atinge o auge nas eliminatórias. O FC Porto não foi tão pragmático como os alemães, pouco incomodados como “underdogs” e nada impressionados por virem, de qualquer maneira, defender o 1-0 da 1ª mão – e imagine-se o FC Porto defender assim, tudo a monte e fé em Deus…

- Na 1ª mão faltou outra preparação para o jogo: física, táctica, mental. O FC Porto fez globalmente um mau jogo na Alemanha, sentindo o pulso do adversário mas ciente de que no final a sua superioridade iria manifestar-se e mas já não emendou.

- Talvez hoje a votação no blog de qual o sistema táctico a implementar fosse mais equilibrada: o FC Porto deveria ter acautelado um 4x4x2, de resto a única forma de poder sobreviver na Europa a eliminar, como teria de confrontar-se se avançasse na prova. Custou muito ver, tanto tempo, a inferioridade numérica a meio-campo que só a falta de golpe de asa dos alemães petrificados atrás não permitiu explorar.

- Dir-se-á que a eliminação não foi por causa disso. Mas também foi, em parte, porque as dificuldades que rodearam o 1º jogo deveriam suscitar cautelas que não houve. Alguns entendem que o jogo de lá foi mal “preparado”, talvez os mesmos que criticam a tentativa (lembre-se Alvalade num jogo mal perdido mas que em nada diminuiu o FC Porto) de procurar alternativas ao sistema preferencial, sabendo que ele nos fará falta.

Os azares
- Independentemente do sistema, sem dele ser refém qualquer jogo, os erros próprios fazem ruir uma boa intenção. Infelizmente, quem fez o reparo ao golo sofrido por Hel
ton (a defesa para a frente, como se fosse deliberada…) não reparou que Neuer, no Dragão, fez uma igual, na 1ª parte, em remate de muito mais longe, só que a bola não ressaltou para Lisandro, foi para um defesa… É (de)mérito? Discutível… Da mesma forma, aludir à falha de Quaresma no prolongamento, exausto, com um pique a tirar a bola a um defesa, sem lucidez (tinha Farias atrás para servir), esquecendo o golo incrível, esse sim, falhado por Tarik aos 60’, é folhear, de novo, o manual da crueldade em que o Manuel Neuer caiu em graça por uma das mais espantosas defesas – seguramente entre as três ou cinco mais incríveis de um guarda-redes, que me lembre – da história do futebol, diria de forma pouco ortodoxa, que eu só revendo na tv consigo convencer-me de um golo cantado transformado em canto!

- De permeio tivemos uma incrível sucessão de azares com os laterais, as trocas de lá (Fucile e João Paulo), os dissabores de cá (Bosingwa lesionado, Fucile expulso, mais Meireles esgotado).

O que falta
- O facto de o adversário, com nome feito na Alemanha, não se envergonhar de jogar feio, na retranca, porque não é a jogar sempre bonito que se ganham eliminatórias, algo a que o código genético portista começa a mostrar-se avesso como se o FC Porto tivesse uma imposição visceral de jogar bonito, algo a que os tratos de polé dos espanhóis ao Porto de Mourinho bem retrataram no seu paternal exagero.

- Por fim, a acompanhar o arrojado 4x3x3, desadequado na Europa à excepção de quem tem foras-de-série (mesmo assim, o Real Madrid não vai mais longe do que o FC Porto) a falta de jogadores nucleares, médios interiores que variem jogo e permitam meia-distância no remate e avançado de reserva que Farias, definitivamente, não é: fraco fisicamente, curto de pernas, peso-ligeiro que um sopro faz aterrar.

Não fiz um reparo a Jesualdo, porque só o facto de que por mim teria apostado na estatura e meia-distância de Kaz em vez do insustentável levezinho Farias não me leva a ousar discutir uma opção legítima do técnico que, até por comparação de altura e peso, poderia mesmo implicar a presença de Adriano, para estorvar daria mais jeito…

Curioso é notar, porém, que a eliminatória com o Chelsea foi, globalmente, mais bem conseguida, com um adversário fortíssimo, com muitos e muito melhores jogadores do que os nossos, mas a crueldade desta eliminação pesa mais, sem confirmar-se o crescimento da equipa, que é notório mas não chegou, ainda, para superar o… pragmatismo já visto do Chelsea e agora do Schalke a quem ninguém pode levar a mal as perdas de tempo nas reposições, o uso do físico invulgar, a teimosia de defender a pé fixo com duas linhas de quatro (amiúde duas de cinco) elementos.

É tão enganador, e eivado de má-fé, quedar-se, nalgumas opiniões mais resultadistas do que fundamentadas, pelo Rubicão que o FC Porto não atravessa, não lhe reconhecendo a capacidade de o fazer, como especular que a falha foi no momento x ao minuto y, quando tantas coisas influíram nos 210 minutos de jogo. Ou, como ontem se leu nos comentários, recriminando isto e aquilo só neste jogo, quando a história do outro faz parte integrante e as lacunas (apoio ao ataque, cobertura defensiva, atitude de reserva e não de altivez) ali detectadas.

Discutindo se Quaresma jogou ou não? Claro que jogou, assumiu o jogo, enfrentou o dever, impulsionou a equipa, com risco de falhar, mas sempre activo, porém infeliz e incapaz de ultrapassar na sua passada curta as longas pernas alemãs e a vigilância reforçada que sobre ele exerceram. Lucho fantástico, Lisandro heróico, Assunção esmagador, Helton soberbo até fora da área, todos a saberem o que fazer com a bola (e melhor com menos um…), pacientes, abnegados, estóicos no esforço final mas carentes de mais peso, mais centímetros e mais força para rematar de longe.

Reagir
O sabor amargo na boca não desfaz o orgulho pela galhardia da equipa, que foi brilhante com 10 e menos esclarecida com 11, o brio e o pulsar colectivo que
prenderam a assistência. A equipa saiu infeliz mas não diminuída, eliminada mas convencida do esforço para contrariar um destino que o sortilégio da bola esconde até nos momentos mais previsíveis – ainda não acredito que Tarik não marcou golo, ele que deixou um dos mais memoráveis momentos do Dragão no slalom predestinado com o Marselha!

Os alemães vivem, entretanto, o seu conto de fadas, o jovem gandula que viu o Porto ser campeão europeu escreveu um Manuel de sobrevivência nas eurotaças com uma crueldade imerecida até para Helton réu da 1ª mão por uma falta comezinha que Neuer teve a sorte de não ter sido aproveitada no Dragão: e quando num ressalto, na 2ª parte, a bola tabela nas pernas de Farias e sai ao lado do poste o argumento do drama parecia destapado para perdurar na dor portista.

É tão ténue a linha que separa a glória do fracasso como a do mérito e do demérito. Que nem todos sabem apreciar.

E, contudo, além de esperar-se a reacção no domingo com a Académica (como reagirá? que equipa?, até quantos adeptos no estádio?), muitos ficam a especular “para o ano como vai ser?”, sem saber-se as saídas e as entradas, sendo certo que umas dependem das outras e os acertos nem os deuses conhecem.

p.s. – calculem a superfície da área delimitada pelos ferros da baliza: 2,44 de altura, por 7,32 de comprimento. Agora, algures num ponto dessa superfície determinado pelo bico de uma chuteira será possível calcular a probabilidade de uma bola de 410g de peso (450 no máximo) e 68 a 70cm de circunferência lhe acertar, impulsionada (com que força?) por um jogador a não mais de 2,5 metros da linha de golo? A minha perplexidade vai mais além da impotência humana de Quaresma ante o gigantesco Neuer a tapar a baliza no prolongamento.

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Eleição do Jogador da Bancada 07/08 - 10º Round

Por Zirtaev

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05 Março 2008

O autocarro que atropelou o nosso sonho

Por Menphis
FCPorto (1)1-0(4) Schalke 04
Lisandro 86'

Equipa: Helton, Bosingwa (M. Gonzalez 54'), P. Emanuel, B. Alves, Fucile, P. Assunção, R. Meireles (M. Cech 97'), Lucho, Tarik (E. Farias 58'), Lisandro e Quaresma

45.316 espectadores

O FCPorto irá para sempre recordar esta eliminação, injusta, da Champions League, com a sensação que o sonho, em chegar à final de Maio próximo, a disputar na Rússia, foi atropelado por um autocarro de matrícula alemã que, sem saber como, conseguiu ultrapassar todas as dificuldades que a equipa portista lhe pôs nas duas partidas, mas mesmo assim não se despistou e manteve-se na estrada que lhe permite continuar a sonhar conquistar o tão desejado troféu. A equipa de Jesualdo Ferreira despede-se da prova mais importante de clubes, conforme já tinha se tinha despedido na edição do ano passado, com a consciência de que tudo fez ao seu alcance e que merecia ir muito mais longe na prova, porque tem imensas capacidades, provando dentro do campo o seu imenso valor.

O FCPorto poderá justificar esta eliminação com várias contingências dos jogos que não lhe foram favoráveis, como se queixar de falta de sorte, ou de um árbitro com qualidade que estes jogos onde se jogam muito coisa, desde desportiva como financeiramente, exigem, ou até pode-se ironizar, quase em tom de brincadeira, que o FCPorto foi eliminado pela única maneira possível de eliminar, pela marcação de pontapés de grande penalidade, já que não os podemos ensaiar, nenhum árbitro, quer seja português ou internacional, não nos assinala nenhum a nosso favor.

A equipa que Jesualdo Ferreira escolheu para tentar derrubar o muro germânico foi a desejada por a maior parte dos adeptos, com a inclusão de Tarik Sektioui na ala, deixando Lisandro Lopez no meio e remetendo Ernesto Farías para o banco de suplentes. Com essa opção, pretendia alargar a frente de ataque, já que o marroquino tem mais facilidade de abrir nas alas do que Lisandro, um jogador, cada vez mais, a render no meio, se bem que com a sua garra e espírito de sacrifício pode jogar em todos os lugares do campo.

A história do jogo é simples de contar, o FCPorto foi a única equipa que procurou ganhar o jogo, e foi a melhor equipa no conjunto das duas mãos, o futebol europeu perde em qualidade com a passagem do Schalke 04 à próxima eliminatória.

Logo aos 2 minutos, Bosingwa num remate de surpresa deu a primeira imagem do que viria a ser toda a partida, o FCPorto rematava muito mas encontrou sempre pela frente um autocarro gigante comandado por um motorista de primeira linha, de nome Manuel Neuer, sendo ele o responsável mor da passagem da equipa alemã aos quartos de final.

Até ao final da primeira parte, o jogo só teve um sentido único, a baliza do Schalke 04, o dominio portista era avassalador, mas as jogadas, invariavelmente, terminavam sempre da mesma maneira, ou era Neuer que defendia, algumas vezes mesmo por instinto, como a resposta a uma cabeçada de Tarik, ou então a defesa, liderada por Bordon, resolvia com maior ou menor dificuldade os lances de maior perigo portista.

Na segunda parte, a mesma história, o FCPorto atacava muito, como lhe competia fazer, ou seja, ir à procura do golo do empate da eliminatória, mas a equipa germânica aguentava e, à medida que o tempo passava, a sua confiança ia aumentando, de quando em vez, tentava alargar o seu futebol procurando chegar à baliza de Helton para surpreender e marcar o golo da tranquilidade.

Aproveitando a lesão de Bosingwa, Jesualdo Ferreira começou a jogar todos os trunfos, e chamou Mariano Gonzalez para ocupar a faixa direita da equipa, o argentino, apesar de algumas vezes se mostrar trapalhão, correspondeu plenamente com uma exibição bastante esforçada à imagem de quase toda a equipa.

Colectivamente, a equipa portista sempre funcionou, o domínio no meio campo era indiscutível, fruto da exibição portentosa de Paulo Assunção, conjugada com a classe irrepreensível de Lucho Gonzalez e com o esforço abnegado de Raúl Meireles .

Mas mesmo assim, o tempo passava e golo tardava a aparecer, quando o árbitro, depois de não ter marcado uma grande penalidade clarissima sobre Farías, entretanto já entrado substituindo Tarik, expulsa Fucile por este ter cometido uma falta dura sobre um alemão, aí se as dificuldades em marcar já eram imensas, então previa-se que depois iriam aumentar ainda mais.

Mas, curiosamente, o FCPorto aguentou bem a inferioridade numérica, chegando ao golo aos 86 minutos, um grande golo do sempre incansável Lisandro Lopez, a partir daí o mais dificil estava feito, a desvantagem estava anulada agora era tempo de tratar de se pôr em vantagem.

Então chega o prolongamento, continuamos a ver o filme já visto nos 90 minutos, até que Ricardo Quaresma isoladissímo, num dos poucos momentos de desconcentração da equipa germânica, consegue falhar a melhor ocasião de todo o jogo. A partir daí, as esperanças de decidir o jogo no prolongamento quase tinham terminado, assistindo-se apenas a um enorme sacrifício dos jogadores para aguentar o resto do jogo que faltava, e a já se mostrarem conformados que esta eliminatória só se iria desempatar através da marcação de grandes penalidades.

Aí a estrelinha alemã brilhou mais forte, Neuer conseguiu travar duas grandes penalidades, uma por Bruno Alves e outra por Lisandro Lopez, e assim derrubava o sonho portista da maneira mais cruel que o futebol tem.

Os adeptos do FCPorto podem estar orgulhosos do plantel que Jesualdo Ferreira tem ao seu dispor, a equipa portista não necessita de dar gritos no meio do relvado, como agora está na moda, para provar que é uma equipa unida, solidária e com um enorme coração.

Agora que o sonho da Champions terminou, há a necessidade de ser chamada à realidade, e a realidade é só uma única, estamos em contagem decrescente para a conquista do Tricampeonato e podemos ainda chegar à final da Taça de Portugal para tentar conquistar a "dobradinha". E são destas vitórias, de vitórias reais que nós somos feitos, não vivemos de vitórias morais, por isso temos de nos unir ainda mais e todos juntos iremos tornar este FCP ainda maior do que ele mostra nos relvados por onde joga.

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Pede-se magia à Dragão!

Por Zé Luís
E que tal dar ao Schalke um triunfo digno da final de Gelsenkichen?
Que seja como o Mónaco e os princípes portistas d
e novo reis da festa

Uma grande noite europeia pede hoje um FC Porto arrebatador que, aliado ao ambiente à Dragão, pode lançar os bicampeões nacionais para a melhor época desportiva desde o triunfo de Gelsenkirchen (2004) que se pretende reeditar em casa; e, por ironia, que o Schalke faça de Mónaco.

Para motivar o FC Porto, com a sua melhor equipa em campo desta vez e baterias recarregadas em Quaresma, de intrigante exibição na 1ª mão, e no regressado Bosingwa cuja falta então muito condicionou a equipa e o extremo desse lado, não há grandes registos históricos de superação de resultados: lembra-se o 3-0 ao Vítkovice a caminho de Viena, depois de 0-1 na antiga Checoslováquia, ou fora de casa a forma categórica como o 0-1 das Antas, para a Taça UEFA, foi transformado em mágico 2-0 no Panathinaikos que jamais perdera no seu Leóforos para as eurotaças.

Mas a epopeia de 2004 começa a entusiasmar os adeptos com o crescimento da equipa que Jesualdo soube guindar a um patamar superior nesta segunda época ao leme e a ilusão de nova final europeia tem hoje um marco fundamental que decerto levará a casa cheia no Dragão.

Espera-se é que o efectivo crescimento colectivo, defraudado na 1ª mão, tenha esta noite um esplendoroso timing de chegada para eliminar o único representante alemão na prova. Alemães, de resto, com quem o FC Porto habitualmente se dá bem, embora as contas a ajustar com o Schalke contemplem uma eliminatória inglória em 1976 (2-2 na Luz, 2-3 no Parkstadion após dois golos de Oliveira), na 1ª vez que o Schalke visita o Porto em cinco ocasiões implicado na história do futebol português (0-0 e 2-0 com o Braga e a final de Gelsenkirchen as outras situações).

Tirar partido
Para tal, alguns factores confluem em favor do FC Porto:

- jogar em casa e ter o público também com mentalidade ganhadora para empurrar a equipa

- o controlo emocional deve ser total, sem arriscar-se o ataque desenfreado mas gerindo todo o ritmo do jogo e os tempos de pausa e organização

- ter Quaresma ao melhor nível físico e mental que se anteviu no Bessa, além de Bosingwa ao seu nível habitual e Fucile sem estranhar funções

- os dois laterais do FC Porto podem fazer os estragos dos homólogos alemães na 1ª mão com as subidas ao meio-campo

- qualidade técnica individual que o tapete do Dragão ajudará a marcar a diferença, em vez do piso seco e irregular do Veltins Arena, propiciando um ritmo intenso e velocidade de circulação com pressão alta a tirar partido da atrapalhação que afectará os alemães menos confortáveis com a bola

- um golo só de desvantagem não pode inibir, o 0-0 obrigaria também ao dispêndio de energia e redobrar de cuidados para não conceder um golo em casa (porventura irremediável)

Obter o mínimo
Fica, assim, um 2-0 necessário como mínimo a obter para o FC Porto que marcou sempre na fase de grupos e, debilmente, concedeu um em Gelsenkirchen ao rival que só marcara golos ao Rosenborg no seu grupo e não é propriamente um cartão de visita...

O 2-0 tem sido fatal para o Schalke, nos últimos anos, ou mesmo o 1-3 com que foi, surpreendentemente, eliminado pelo Nancy da Taça UEFA há um ano. Mas também não tem sido fácil marcar dois golos ao S04, o que acresce ao desafio que espera Quaresma&Cª. Ainda assim, um momento de poucos êxitos e alguma turbulência interna dos alemães é factor que retira alguma confiança no seu seio.

Depois de um jogo globalmente comprometedor na 1ª mão, em que jogadores não estiveram à altura e o colectivo pagou por isso com desorientação geral por fraquezas individuais, não há tibiezas ou dúvidas menores sobre o onze a eleger:

Árbitro: Howard Webb (gosto dos ingleses), o careca total para quem não liga o nome à careta

Aposta no ataque
A colocação de Lisandro no meio é inevitável, face à leveza insustentável de Farias no contexto europeu e marcante na 1ª mão sem segurar os defesas contrários nem a bola para receber apoio da chegada dos médios.

Tarik é fundamental para o 1x1 necessário nos flancos, além de ter uma passada ligeira mas larga que permita galgar terreno até à área germânica.

Quaresma pode mostrar a Rafinha de que massa é feito e vencer o duelo perdido por falta de combatividade (ou de comparência) no jogo de lá.

A presença de Bosingwa, ainda que Slomka possa contrariá-la com alguém a fechar o corredor esquerdo alemão, pode libertar mais o Harry Potter que se pede com a magia vista ante o Chelsea há um ano.

A colocação de Lucho, e a sua eventual “sombra” a vigiar os seus passos, poderá ser de extrema importância, tal a confluência de médios centrais no Schalke em que se destacam o loiro e cumpridor Ernst, o ágil Jones e o carregador georgiano Kobiashvili a fechar da esquerda para o meio - mas desta vez terá Bosingwa a criar um factor de perturbação no flanco que impedirá a concentração de três médios centrais como na 1ª mão, então reforçados pelas subidas dos laterais Rafinha e Westermann (chegou a ser de 5x3 a disparidade no meio-campo, o 4x4x2 não seria desaconselhado de usar lá).

Rakitic será alvo da atenção de Paulo Assunção, guindado ao galarim numa época soberba, e os avançados Asamoah e Kuranyi ficarão para duelos com os centrais portistas a proporem alguma pulsação acelerada num jogo decerto impróprio para cardíacos mas que inflamará mais, por isso mesmo, o ambiente.

Ou seja, se Slomka repetir o onze (e não sujeitar-se ao sufoco desde o início com alterações à equipa-tipo na Champions), a chave estará no meio-campo e a preocupação de cobertura dos alemães, o que deixa em alerta máximo o eixo defensivo portista, incluindo o trinco) para o confronto com uma dupla de internacionais germânicos.

p.s. – O meu vaticínio: 3-0!

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04 Março 2008

O mestrado de Jesualdo

Por ricardocosta
Jesualdo Ferreira. Rigor, seriedade, competência. Talvez os 3 adjectivos que melhor definem o actual treinador do F. C. Porto.

Natural de Mirandela, “o mestre” como Pinto da Costa de forma brilhante o chamou é uma personalidade que subiu a pulso na vida. Não tinha a elegância e o carisma de José Mourinho nem gozava da vantagem de ter sido um grande jogador de futebol.

Tirou o curso de educação física e logo se entregou ao trabalho…Selecção angolana, Estrela de Amadora e selecção de esperanças, Alverca foram algumas das primeiras experiências de Jesualdo e por onde passou deixou sempre a imagem de uma pessoa que se entregava 100% à modalidade que tanto ama.

Anos de dedicação. Jesualdo é uma pessoa reservada o seu grande amigo Toni até diz que é raro conseguir sacar um sorriso de Jesualdo que parece sempre que todos lhe devem e ninguém lhe paga.

O seu perfil é este, por isso mesmo numa das raras alturas em que Jesualdo falou dele próprio (prefere sempre enaltecer o trabalho do colectivo e deixar espaço para brilharem os seus jogadores e não ele próprio) Jesualdo disse “abdiquei da família e amigos mas nunca dos meus princípios”.

No Braga fez um trabalho notável, criou um 4º grande com dois 4º lugares consecutivos e deixou uma estrutura e um modelo de jogo montado para os treinadores que viriam a seguir dando uma lição de metodologia e organização…Porventura por ser uma pessoa que nunca se preocupou em promover-se e sempre se destacou pela descrição a imprensa nunca deu o devido valor ao seu fabuloso trabalho e arrastado por isso o presidente do Braga teve a hilariante tirada de dizer que dispensava Jesualdo porque o Braga necessitava de um treinador mais ambicioso….O que dirá hoje o presidente do Braga após dois campeonatos praticamente ganhos por Jesualdo e a maquina trituradora que é o Porto…? Parece-me que não era Jesualdo que não tinha ambição, era o Braga que não tinha uma direcção e uma estrutura capaz de acompanhar a qualidade do mestre…

No Boavista Jesualdo preparava-se para voltar a fazer um bom trabalho…mas foi impossível recusar o chamamento de Pinto da Costa para treinar o melhor clube português…

Jesualdo sabia que era a última oportunidade da sua carreira, que durante anos nunca tinha recebido o crédito merecido e que apesar da dificuldade do projecto, de chegar a um clube vencedor sem currículo, sem tempo de preparar a equipa nem de impor as suas ideias na composição do plantel, era o sonho daquele jovem de Mirandela que podia-se concretizar. Era a ultima oportunidade de compensar anos de sacrifício e de entrega ao trabalho, de provar que as suas ideias poderiam ter sucesso.

Jesualdo no trabalho que fez em Braga e pelos sítios por onde passou demonstrou ser “o professor” mas faltava-lhe o mestrado e esse conseguiu-o nestes quase dois anos de Porto. Era aquele degrau que lhe faltava subir, demonstrar que conseguia impor o seu estilo e as suas ideias numa equipa de alto rendimento como o Porto e juntar os títulos que a sua qualidade merecia.

Jesualdo tinha a pesada herança de uma táctica com apenas 3 defesas de Adriaanse que contrariavam completamente a maneira como o mestre vê o futebol, um desporto que requer equilíbrios e unitário e não apenas de ataque desenfreado ou defesa cerrada.

Depois de solucionado esse problema sofreu com o processo apito dourado e com o facto de se encontrar isolado, demasiado exposto. Não havia ninguém do clube que falasse tendo Jesualdo que levar com todas as perguntas difíceis e insinuações sem o apoio necessário da direcção.

Jesualdo conquistou o meu respeito e admiração pela sua forte personalidade, grande carácter e a sua entrega a 100% na defesa do clube que representa.

Um treinador mais preocupado consigo próprio saberia que tamanha exposição iria desgastar sua imagem perante o publico e os próprios adeptos tornando-o mais exposto à critica mas mesmo assim Jesualdo aplicou a máxima com que sempre guiou a sua vida nunca abandonou os seus princípios…

Jesualdo não teve medo de enfrentar tudo e todos, de dizer frases desconfortáveis para os arautos do regime centralista como o fez após um jogo em que o Porto foi prejudicado pela arbitragem dizendo “numa altura em que se gosta tanto de falar em investigações só digo uma coisa após este jogo…investigue-se”. Coragem enorme, e grito de revolta da excelência que parte do homem comum que é Jesualdo.

Ele não tem a imagem de Mourinho, nem tem a graça de Pedroto, é um homem comum sem gostos refinados, sem preocupar-se com o dia de amanha ou a imagem que passa para o exterior, a sua felicidade é poder trabalhar no dia a dia, ver a equipa a crescer e ver os seus jogadores voarem alto.

Jesualdo por ser fiel aos seus princípios também não se preocupou quando teve de colocar todos os benfiquistas contra ele por defender o clube que representa mesmo sabendo que grande parte dos portistas nunca o viu com bons olhos por causa do seu passado, mas mesmo assim enquanto treinador do F. C. Porto nem pestanejou na hora de sair em defesa dos interesses do clube fosse contra quem fosse.

Por muitos foi acusado de ser defensivo, medroso (eu próprio já o acusei disso) mas é inegável que o que ele construiu no Porto foi mesmo uma máquina trituradora e vencedora.

Um esquema bem montado, automatismos cimentados que fazem parecer que a equipa sabe jogar de olhos fechados e uma forma de liderança eficaz, segura, dialogante, virada para dentro, sem precisar de atitudes de autoritarismo barato para vender para fora.

Se estes dois últimos anos eram o mestrado de Jesualdo este 2º era a conclusão da sua tese, absolutamente brilhante a gestão que Jesualdo tem feito esta época do plantel.

Tanto criticaram por ele não utilizar os reforços…Agora tudo faz sentido…Os rivais utilizaram reforços em grande quantidade logo desde o inicio do ano esperando com isso alegrar os adeptos enchendo-lhes da habitual esperança do “este ano é que vai ser” e dar algo para escrever aos jornalistas…Jesualdo como sempre não se importou de ser impopular em beneficio daquilo que são as suas ideias do que era o melhor para o clube. Sabia que tinha uma estrutura montada e que era difícil entrar nela e acima de tudo seria injusto obrigar jogadores que vinham de realidades competitivas inferiores entrarem numa máquina tão bem oleada como o Porto e renderem o mesmo que rendem jogadores que já vinham trabalhando segundo esses métodos um ano inteiro.

Preferiu não os queimar, dar tempo a que se adaptassem à realidade, treinando em Gaia protegidos das câmaras, dos assobios do estádio do dragão ,com tranquilidade.

Deu a ideia que eles estavam esquecidos mas agora verificamos que tudo fez parte de um excelente planeamento do professor…Lembro-me de vezes e vezes sem conta Jesualdo dizer aos jornalistas que jogadores como Farias, Kaz, Mariano etc ainda iriam neste ano ser muito importantes para o Porto. Na altura pensava que eram discursos de circunstância para os motivar, mas afinal tudo fazia parte do planeamento de Jesualdo que nada faz ao acaso. Deixou que a estrutura campeã fizesse o trabalho inicial sozinha, sem grandes mudanças para não a desvirtuar e foi progressivamente dando minutos e um espaço competitivo distinto aos reforços consciente que quando chegasse a altura certa eles estariam lá para responder presente como responderam.

E esta era a altura certa, com a champions em disputa, com muitos jogos importantes pela frente chegava a hora de demonstrar as horas de trabalho que Jesualdo dedicou a estes jogadores e eles não o defraudaram.

Brilhante também Jesualdo da forma que geriu Quaresma. Quaresma fisicamente não vinha bem e isso verificava-se também na sua confiança e instabilidade emocional. Jesualdo aproveitou por matar vários coelhos com uma cajadada só.

Provou à equipa e aos adeptos que a equipa vale como um todo e que não precisa de Quaresma para vencer, e assim deu uma enorme prova de confiança no seu plantel demonstrando para fora e mesmo para dentro que todos têm que se convencer que o Porto não depende nem nunca dependerá de um jogador, o Porto vale acima de tudo como equipa e o que importa é a estrutura , o processo e não um ou outro jogador que o integra.

Poupou também Quaresma a mais uma polémica com os adeptos poupando-o estrategicamente a dois jogos no Dragão. Com isso Quaresma e o grupo saíram reforçados e a própria imagem exterior para os adeptos saiu reforçada. Tanto se falou numa dependência de Quaresma que em dois jogos o professor teve o dom de a reverter ao ponto de se chegar ao cúmulo de se questionar se o Porto precisaria assim tanto do “Harry Potter”.

O derradeiro teste e aquilo que ainda me levantava duvidas era se o professor seria capaz de ter a coragem e mestria para fazer a rotatividade do plantel necessária para o jogo da Champions. Jesualdo é super competente mas ao contrário por exemplo de Mourinho nunca teve formação de clube grande, sempre trabalhou em clubes pequenos e médios em que tinha poucos troféus a disputar e não necessitava de fazer uso de 18 jogadores mas apenas de 11 salvo casos de lesões. Era o passo que faltava dar e Jesualdo contra o Boavista provou a tudo e todos que ninguém nasce grande treinador ou conhecedor de todos os segredos do futebol, que tal como seu futebol isso é um processo e Jesualdo soube evoluir e teve a coragem e acima de tudo a inteligência necessária para gerir a equipa sem nunca perder a identidade as ideias e princípios de jogo numa entrega tremenda como se o jogo do Bessa fosse uma final quando todos os jogadores sabiam que a verdadeira final será na 4ª feira. Manteve Lucho e Assunção e depois poupo-os mas por Quaresma e Raul Meireles nunca deixando de ter um ou dois elementos da estrutura habitualmente titular para que o corte não fosse tão radical.

Jesualdo não ganhou os 3 pontos mas se calhar ontem ganhou o respeito de todos que ainda o criticavam e acima de tudo demonstrou que temos plantel e um espírito de grupo para lutar por tudo este ano sem complexos de inferioridade.

Devo dizer que me magoa muito que ainda haja adeptos portistas que coloquem em causa o mérito de Jesualdo e as suas qualidades porque acha que o professor merecia ser muito mais elogiado e ver muito mais reconhecido o seu trabalho do que é…

Ser treinador do Porto não é fácil, são os adeptos mais exigentes em Portugal e é raro um treinador ter passado pelo Porto sendo unânime. Talvez Mourinho e Pedroto e porque estamos a falar dos melhores treinadores da historia do futebol português…

Jesualdo pelo seu estilo pouco expansivo e pouco comunicativo e também pelo seu passado ligado ao Benfica infelizmente foi rotulado por grande parte dos adeptos como um treinador sem a grandeza do F. C. Porto ou como um peixe fora de água mas acho que chegou a hora de uma vez por todas Jesualdo receber o respeito que merece. Trabalhou muito para isso, sacrificou a sua imagem e nem olhou para trás mesmo sabendo que se as coisas corressem mal seria a sua carreira que estaria em risco. Sei que o mestre não espera que lhe chovam elogios porque nunca os procurou mas mesmo assim acho que chegou a hora de reverenciarmos aquele que é actualmente o melhor treinador português a seguir a Mourinho e talvez Queiroz.

Claro que ele não é perfeito, ainda acho que Jesualdo se amedronta um bocado nos jogos fora de casa com grandes equipas mudando a táctica e a estrutura que tão bem trabalhou ao longo destes dois anos por outra que não sendo má não se adapta aos jogadores que temos nem sobretudo está tão trabalhada e enraizada.

Assim como acho que não faz a devida aposta nos jovens jogadores preferindo sempre apostar de forma quase obsessiva em estrangeiros sem grande qualidade mesmo quando pouco provam em campo ao invés de dar oportunidades sérias a jogadores da casa como Barbosa ou Castro que a meu ver seriam melhores opções que vários estrangeiros que temos no plantel. Jesualdo chegou também com fama de apostar nos jovens e isso é algo que lhe falta completar no seu trabalho.

Mas só se fosse louco poderia colocar em causa todo o trabalho que Jesualdo desenvolveu no Porto por um defeito ou falha, porque isso todos têm.

Jesualdo pode não ser o melhor treinador que o Porto já teve mas acho que claramente é dos treinadores mais importantes da história do clube e quando sair será assim que ele será recordado.

Passou um ano muito difícil por causa do apito dourado a ver a sua equipa ser prejudicada pelos árbitros e sem poder contar com o apoio de uma direcção que parecia sentir-se acossada e que estava algo limitada na sua liberdade de expressão. Logo naquele que era o seu 1º ano no F. C. Porto em que devia ter mais tranquilidade para conhecer os cantos à casa ele teve que se adaptar mais rapidamente que o normal e assumir uma postura de defesa em relação a um clube quase como se além de treinador fosse adepto ou presidente. Foi o porta-voz do clube em todos os momentos e num dos anos mais conturbados da história do clube foi campeão.

No ano a seguir viu sair Anderson e Pepe sem ter grandes reforços para os compensar e dentro do grupo que já tinha arranjou soluções e conseguiu construir uma equipa ainda mais forte e coesa capaz de esmagar em Portugal e de se impor na Europa.

Convém lembrar que este Porto tinha à partida para esta jornada menos um ponto conquistado que o Porto de Mourinho que mais pontos fez no campeonato que foi o de 2002/2003…

Muitos treinadores de qualidade passaram pelo Porto mas poucos tiveram um papel tão difícil e relevante como Jesualdo teve e poucos se sacrificaram como ele.

Foi o homem certo no momento certo. Por tudo isso ele é e sempre ficará para a história do clube como O MESTRE.

PS: Não se esqueçam de actualizar as vossas equipas do UEFA Champions Leagues Fantasy Football da Liga da Bancada, para mais uma jornada da Liga dos Campeões. Podem fazê-lo aqui até às 19H30 de hoje.

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03 Março 2008

Eleição do Jogador da Bancada 07/08 - 9º Round

Por Zirtaev
PS1: Devido ao facto de um dos convidados não ter visto o jogo, neste caso o Zé Luís, o Ricardo Costa, também um dos convidados do Portistas de Bancada, deu as suas próprias notas e estas foram colocadas na tabela, tentando que assim não seja desvirtuada em demasia a votação final. Não incluí o Ricardo Costa na votação quando entrou para a "equipa" para que o número de votantes se mantivesse, entrando ele então sempre que necessário

PS2: Em comentário coloco os nomes dos jogadores que actuaram neste jogo. Só necessitam de copiá-los, colá-los na vossa caixa de comentários e atribuir a vossa nota (de 0 a 10).

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01 Março 2008

A máquina em poupança

Por Menphis
Equipa: Helton, Fucile, Stepanov, J. Paulo, M. Cech, P. Assunção (R. Meireles 77'), Kazmierczak, Lucho (Quaresma 45'), M. Gonzalez, Adriano e E. Farias (Tarik 70')

20.000 espectadores

O FCPorto continua a sua caminhada para a conquista do tricampeonato, desta vez conseguindo um empate num Estádio sempre dificil de jogar, realizando uma exibição de garra, de solidariedade entre todos e de um espírito de sacrifício só ao alcance de grandes campeões.

O Boavista tem uma característica única na sua maneira de jogar, além de apresentar um futebol nada atraente, feio até, de jogar aos repelões e de confundir agressividade com violência, quase obriga o adversário a jogar da mesma maneira, foi na classe, indiscutível, dos jogadores portistas onde residiu a maior diferença do futebol jogado entre ambas.

Foi a pensar no jogo de 4ª feira, e numa inteligente gestão do plantel que tem sido feita pelo seu treinador, que o FCPorto se apresentou no Bessa com uma equipa de segunda linha, se é que existe uma equipa de segunda linha num plantel tão vasto e rico como é o plantel da equipa portista, todavia em momento algum se notou esse facto, já que a equipa assimilou bem as características principais da "outra equipa", tendo apenas um pormenor curioso, a presença de um único português na equipa titular, sinais dos tempos da globalização do futebol actual.

O FCPorto entrou a todo o gás, trocando a bola com passes rápidos, e logo aos 2 minutos teve uma grande oportunidade para inaugurar o marcador, numa jogada confusa na grande-área, Fucile remata forte, tendo sido Marcelão, o jogador boavisteiro que desviou a bola do caminho da sua baliza.

A partir daí, o Boavista começou, aos poucos, a retirar os complexos com que tinha entrado, querendo equilibrar a partida, embora nem sempre da melhor maneira, como já referi anteriormente apresentado um mau futebol e obrigando a outra equipa a jogar da mesma maneira, a bola era jogada muito pelo ar, e só a classe do meio campo portista é que fazia a diferença, com destaque para as recuperações de bola de Paulo Assunção, um caso de renovação de contrato a rever urgentemente, e para a classe destilada por Lucho, através de passes perigosos para os seus colegas do ataque.

O FCPorto sempre que tentava acelerar o ritmo afligia a defesa boavisteira, nesse capitulo é necessário destacar o jogo de muito trabalho, muito espírito de sacrifício de, quem diria, Mariano Gonzalez, um jogador que aos poucos está a readquirir confiança no seu futebol, e o seu nível futebolístico apresentado nos campos está a crescer muitíssimo, finalmente parece que todo o trabalho psicológico que lhe tem sido feito está a fazer-lhe bem, um caso a seguir atentamente até ao fim da época.

Na segunda parte, o jogo teve mais bons momentos de futebol do que até então jogado, o FCPorto fez entrar Ricardo Quaresma para o lugar de Lucho procurando com isso chegar com mais rapidez à baliza axadrezada, mas o Boavista também ia à frente tentando marcar um golo, criando algumas oportunidades de golo.

O Boavista procurou sempre tentar surpreender o seu adversário, mas o FCPorto mostrou-se sempre muito sereno defensivamente, resolvendo, com maior ou menor dificuldade, os ataques boavisteiros à sua baliza.

Até que Diakité foi expulso, e aí as coisas tornaram-se mais fáceis para a equipa portista, houve mais espaço para jogar e para os seus jogadores mostrarem a sua criatividade, houve um vendaval ofensivo portista, avassalador, criando várias oportunidades para marcar o golo, golo esse que iria aparecer, por Stepanov, mas Duarte Gomes, como sempre a querer protagonismo e a ter um critério desigual na amostragem de cartões, esqueceu-se de expulsar Hussaíne por uma entrada dura sobre Fucile, anulou por pretenso fora de jogo, mas dá-se o benefício de dúvida ao seu assistente.

Nessa altura, Quaresma viria a tornar-se na figura de proa da equipa, sempre com remates muito perigosos, e empurrando a equipa boavisteira para trás, mostrando que o seu descanso físico foi muito bom para si, espera-se um final de época ao nível alto que nos habituou.

Por ultimo, seria injusto não fazer uma referência aos brilhantes adeptos portistas que encheram o Estádio do Bessa criando um ambiente fabuloso, apoiando a equipa desde o primeiro ao último minuto, tentado empurrá-la para a vitória, quarta-feira, no jogo contra o Schalke 04, seremos poucos para ajudar a equipa na conquista de uma vitória, que poderá ser a vitória mais importante da época.

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Tranquilidade no Bessa com o tri à vista

Por Zirtaev
É em fim-de-semana de derbis e antes de um dos mais importantes jogos da época, tanto em termos desportivos como em termos financeiros, que o FCPorto se desloca ao seu vizinho da VCI para jogar o maior derbi da invicta. O facto de os mais directos adversários jogarem entre si nos outros dois derbis é nesta presente temporada um facto que não faz o bi-campeão ter nem mais, nem menos preocupação, tornando-se quase indiferente para os Dragões o resultado desses jogos. E como é bom poder assistir com esta tranquilidade e do imponente primeiro lugar que o FCPorto ocupa, a esses jogos tão apetecidos pela comunicação social.

Os axadrezados, adversários de hoje, vêm de uma boa recuperação na tabela classificativa, onde já estiveram em situação aflitiva, conseguindo que estejam hoje mais desanuviados no que se refere à manutenção na primeira liga. Mas, como todos os outros, os boavisteiros querem, mais que tudo, vencer o grande FCPorto e sabem que é o que baste para chamarem a atenção da sempre pronta, em caso de derrota do FCPorto, comunicação social.

Precisamente devido à tranquilidade em relação ao campeonato e maior preocupação para outros campeonatos, Jesualdo Ferreira resolveu, e bem, poupar alguns jogadores, como Pedro Emanuel e Bosingwa, sendo que Lisandro está ainda a recuperar de problemas físicos e também não foi convocado para esta partida. De volta, depois do descanso dos jogo da taça, regressam Bruno Alves, Fucile, Quaresma, Raúl Meireles e Helton, sendo que poderão ser todos titulares neste jogo. Ainda assim, será compreensível que outros jogadores mais utilizados, como Paulo Assunção ou Lucho fiquem no banco de suplentes, utilizando o professor neste caso, Kazmierczak e Mariano Gonzalez que tão bem terá estado no jogo da taça da passada quarta-feira. Uma possível equipa para Bessa:

O FCPorto vai contar com um mar azul-e-branco de apoio esta noite. Mais uma vez e como sempre, apesar de poupanças, o FCPorto tem toda a obrigação de vencer este jogo e assim presentear os mais de dez mil dragões que irão ao estádio apoiar a equipa. A dinâmica imposta pelo “mestre”, como lhe apelidou Pinto da Costa, e bem, tem feito com que jogadores menos utilizados entrem no onze sem este se ressentir e mesmo a pensar mais no jogo da Liga dos Campeões, os onze jogadores que entrarem em campo, terão mais que obrigação de oferecer aos portistas que se deslocarão ao estádio um grande presente, e este será tão só uma grande vitória, para ter, cada vez mais de perto, o tri à vista.

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