. Bem-vindos ao Portistas de Bancada - UEFA CHAMPIONS LEAGUE FANTASY FOOTBALL: Já está criada a liga Portistas de Bancada desta nova época, aceda a esta liga através do código 96295-19616 para participar neste famoso passatempo - OPINIÃO DA BANDCADA: 11 de Luxo: Qual a melhor serie? É esta a pergunta que está na barra lateral à espera da Opinião da Bancada

31 Agosto 2008

Um empate oferecido

Por Menphis
Equipa: Helton, Sapunaru, Rolando, B. Alves, Fucile, Fernando (Hulk 62'), R. Meireles (Candeias 82'), T. Costa (Guarin 45'), Lucho, C. Rodriguez, Lisandro

Se me perguntassem, antes de jogo, qual seria o meu grau da satisfação se soubesse que o FCPorto iria empatar na casa do 4º classificado da época anterior, eu até era capaz de achar que até poderia ser uma bom resultado mas, vistas todas as incidências da partida, acaba-se por chegar à conclusão que o empate foi um resultado que soube a pouco, perante tudo aquilo que a equipa portista fez na partida.

O FCPorto sofreu um golo da mesma maneira como os tem sofrido nas últimas partidas, através de um erro defensivo, mas desta vez calhou a Helton, qual bom samaritano, o que não sendo a primeira vez, oferecer ao seu adversário a possibilidade de empatar uma partida quando pouco fez por isso.

Jesualdo Ferreira optou por surpreender tudo e todos, fazendo três alterações relativamente à ultima equipa frente ao Belenenses, Rolando substituiu o capitão Pedro Emanuel, mostrando uma exibição bem autoritária, Fernando ocupou, e bem, o lugar de trinco e Fucile regressou ao lado esquerdo da defesa, em detrimento de Benitez. O jogo começou muito excitado, de parte a parte, com muitos nervos à solta, prometendo muito empenho e muita luta, Luisão quis logo ser o primeiro a demonstrar essa vontade de lutar, Sapunaru foi a vitima desse desejo, levando uma cotovelada numa marcação de canto, ficando logo um pontapé de grande penalidade por marcar e a expulsão do brasileiro . Quando o equilíbrio estava a começar a ser a tónica da partida, eis que Katsouranis puxou Lucho e o árbitro, com uma coragem que viria a faltar em outras alturas da partida, marcou uma grande penalidade, indiscutível, a favor do FCPorto, que o argentino viria a concretizar de forma impecável.

A partir daí, a equipa da casa começou a querer tomar conta do jogo, e a vir para a frente, mas o FCPorto foi sempre uma equipa mais tranquila, não tendo medo de ser empurrada para trás, até porque não surgiam oportunidades de golo na sua baliza, a equipa portista defendeu sempre bem e quase sem problemas e por vezes chegava à frente pronta para surpreender, Rodriguez numa grande jogada individual quase silenciava o estádio que outrora o idolatrou, mas Quim não deixou defendendo com categoria.

O domínio portista fazia-se sentir em todo o campo e com isso o desespero dos adeptos da casa aumentava, ao ponto de um deles ter entrado em campo agredindo o fiscal de linha. Um caso para acompanhar, e não esquecer, estou curioso por ver o castigo que o clube irá sofrer, num jogo onde os mais altos responsáveis dirigentes do futebol nacional estiveram ao lado do presidente da equipa da casa.

Voltando ao jogo, na primeira parte o FCPorto deu a bola ao adversário que se entretinha a procurar espaços no campo para tentar chegar à baliza de Helton, e quando a posse de bola surgia para a equipa portista ela criava situações de perigo, com destaque a um remate de Lisandro Lopez que enviou a bola ao poste, acabando a primeira parte com o FCPorto em cima do seu adversário, dando-lhe uma lição de táctica .

Mal a 2ª parte se iniciou, depois de uma cavalgada fabulosa de Guarin, entretanto tinha entrado substituindo Tomás Costa, e de ter realizado um cruzamento perfeito, Lisandro Lopez falha escandalosamente a oportunidade de matar o jogo, rematando muito por cima.

O jogo estava menos eléctrico, o FCPorto a querer acalmar a partida, como lhe competia fazer, baixando o ritmo, e o seu adversário a querer vir para a frente, mas quase sempre desajeitadamente.

Até que, aos 57 minutos, Helton, numa saída disparatada atira-se para cima de Bruno Alves, que se preparava para despachar a bola para fora, e oferece o golo a Cardozo, que não enjeita a oferta cabeceando a bola para dentro da baliza.

Mas o FCPorto não tremeu, Rodriguez teve mais uma oportunidade de golo que Quim defendeu e aos 59 minutos Katsouranis foi expulso por falta dura sobre o ex-companheiro de equipa. A partir daí, Jesualdo mostrou que quis vencer a partida, tirando da equipa Fernando dando mais uma oportunidade a Hulk para jogar. O brasileiro entrou cheio de vontade de mostrar o seu pontapé forte e pôs logo à prova Quim por duas vezes. O problema do jogador brasileiro acaba por ser o, demasiado, individualismo que põe em cada jogada, o que prejudica a equipa.

Com os jogadores da equipa da casa a pagarem o esforço do ritmo da partida, pensava-se que o FCPorto viria para cima deles procurando o golo da vitória, mas se assim se pensou pouco se concretizou, depois da entrada de Candeias os "tricampeões "nacionais não tiveram engenho para marcar mais um golo, querendo resolver individualmente, não conseguindo marcar golo, até então, muito procurado.

Antes do final da partida, Sapunaru, mais uma vez, foi vitima da luta do seu adversário, Nuno Gomes cometeu um falta duríssima, a roçar a agressão, falta essa motivo mais do que suficiente para amostragem de mais um cartão vermelho, mas foi aí que o árbitro Jorge Sousa não teve a coragem necessária para expulsar o jogador da equipa 4ª classificada da época 2007/2008.

Apesar do sabor amargo, um empate acaba por ser um mal-menor nas aspirações portistas rumo ao Tetra, o FCPorto poderá perder uma liderança do campeonato que já a possui à mais de 1000 dias mas demonstrou, uma equipa muito forte, muito madura, sem complexos e preparada para grandes desafios no futuro, o que acaba por ser impressionante visto ter actuado com 6 reforços como titulares, sendo ainda uma equipa em construção, mas em crescendo descontando alguns excessos de individualismos e, claro, deixar de oferecer golos aos seus adversários. Contem com esta equipa.

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30 Agosto 2008

Benfica 1-1 FCPorto

Por Zirtaev
Lucho 11' e Cardozo 55'Equipa: Helton, Sapunaru, Rolando, B. Alves, Fucile, Fernando (Hulk 62'), R. Meireles (Candeias 82'), T. Costa (Guarin 45'), Lucho, C. Rodriguez, Lisandro

Como todos os outros, um jogo para vencer

Por Zirtaev
Benfica - FCPorto, 20H45 - SportTv1

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29 Agosto 2008

Jogador da Bancada Época 2008/2009 - 1º Round

Por Zirtaev
Com o regresso do campeonato regressa a eleição do Jogador da Bancada para a época 2008/09. Nesta edição desta prova particular do blog foram feitas algumas alterações com o intuito de dar ainda mais relevância às notas atribuídas pelos comentadores da bancada.

Nesta edição, uma das novidades é o valor a somar à classificação de cada jogador por parte dos convidados em que é feita a média das notas dadas no jogo em questão, tal como acontecia com as notas dos comentadores da bancada, sendo que agora as notas dos convidados representam tanto como as dos comentadores. Mas qualquer dúvida que tenham em relação a isto é apenas uma questão de perguntarem na caixa de comentários.

Outra das novidades prende-se com a atribuição de nota ao treinador da equipa, neste caso Jesualdo Ferreira. Aqui será feita sempre a média de todos os jogos, sendo que saberemos sempre se o treinador está com nota positiva ou negativa.

Note-se que, tal como acontecia na passada época, as notas deverão ser sempre dadas numa escala de 0 a 10.

Como é habitual, cabe agora ao comentadores da bancada darem as vossas notas e para tal deixarei em comentário os nomes dos jogadores para apenas os copiarem para a vossa caixa de comentários e atribuírem as respectivas notas. Passados uns dias darei por terminada a votação da caixa de comentários e apresentarei as notas e classificações finais para cada Round, assim como actualizarei a classificação na barra lateral.

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28 Agosto 2008

Champions League 08/09 - FCPorto no Grupo G

Por Zirtaev
Grupo G

FCPorto
Arsenal
Dínamo Kiev
Fennerbach

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27 Agosto 2008

A vitória do trabalho e da não invenção

Por Soren
O Professor não inventou, foi fiel ao seu esquema e ganhou. Como de resto estou convencido que teria ganho no jogo da Supertaça se não tivesse inventado. Lisandro no meio, homem do jogo. Raça, aproveitamento dos espaços, dinâmica, está lá tudo. Tudo o que ele não pode fazer numa ala. Depois, evidentemente, no meio campo e nas alas tudo gira de forma diferente. Já tinhamos observado isto nos 5 minutos após Lisandro ter saltado da ala para o meio no jogo com o Sporting. Falhou golos, é verdade, mas foi ele o farol da estratégia portista, à falta de um meio campo que conseguisse conduzir jogo.

Tomás Costa jogou pela primeira vez (!) na sua posição e fez um grande jogo.

Foi uma exibição muito segura de um jogador sem qualquer rotina e que jogou, pela primeira vez, com os habituais titulares. Ja aqui tinha dito que é um bom jogador e no Domingo confirmou-o mais uma vez.

O Guarin entrou bem porque entrou para a sua posição. Força, explosão e um trato da bola excelente.

Excelente para os críticos do costume, mas não para mim, foi a exibição do Hulk e o seu golo. Não porque o tenha visto jogar muitas vezes, mas porque ao contrário de certos portistas, sei ver como um jogador trabalha a bola e a forma como encara os lances para saber se está ali potencial ou não. E o Hulk é um jogador de facto, impressionante. Na força e na técnica.

Meireles veio provar o que muitos de nós andamos a dizer há um mês: se não há Fernando, deve haver Meireles. Muito seguro, embora na primeira parte ainda um pouco macio no choque, empresta muito maior rigor táctico e mais apoio defensivo aos laterais. Devem ser estas as duas soluções para a posição de trinco. Embora a meu ver Fernando deva ser a primeira escolha.

O Sapunaru com mais um bom jogo, a provar o grande lateral que é e a margem de progressão que ainda tem. Técnica anormal para um lateral com a sua envergadura, muito poderoso e perigoso a jogar de cabeça. Há arestas defensivas a limar e muitas melhorias a fazer nas subidas à linha para centrar. Por vezes faz a corrida pouco na diagonal e dá espaço ao médio ala adversário para fazer o que quer. Mas o potêncial está lá todo. So não vê quem não quer. Benitez, mais uma vez seguríssimo a defender e a aparecer a espaços e bem no ataque. Quase marcava. Portanto, o que mudou neste jogo foi a abordagem táctica com Mariano e Rodriguez muito bem nas alas, embora este sem a frescura do costume e o farol Lisandro no meio, que foi o homem do jogo com justiça.

Uma palavra para os sul-americanos que viajaram esta semana. Todos deram o litro e lutaram até à exaustão.

Casimiro Mior com o baixo nível e a decadência intelectual que se lhe conhece, queixou-se da arbitragem, quando o jogador que foi expulso o deveria ter sido muito antes e quando ainda na primeira parte viu o fiscal de linha roubar um penaltie claríssimo com consequente expulsão perdoada do guarda redes do Belenenses (numa das arrancadas do Sapunaru). Entradas sobre Lucho para amarelo, foram 4, 3 das quais sem nenhum jogador admoestado.

Tudo na vida é assim, digo eu, e pode ser que esteja errado. Mas quando trabalhamos um sistema devemos ser fiéis a ele. Não podemos dar tiros nos pés e desatar a inventar à professor Pardal, por qualquer Sporting que apareça.

Uma nota negativa para o Helton nos cantos. Certamente que o seu ordenado não serve para combinar jantares na pequena área com o Zé Pedro. Certamente que lhe pagam, entre outras coisas, para liderar o posicionamento dos seus defesas aquando da marcação dos cantos. Desconcentrações gravíssimas que Jesualdo não deve deixar passar em claro.

Espero que a tendência de trabalho semanal e de não invenção se mantenha daqui para a frente.Espero que o erro crasso de colocar Lisandro numa faixa nunca mais seja repetido.Espero que de uma vez por todas o Professor dê um sinal aos seus jogadores que confia no trabalho que fazem. No deles e no seu.

P.S. - Aos Portistas que desatam a dizer mal dos reforços a torto e direito sem os conhecerem peço-lhes calma. Evidentemente muita coisa haverá a melhorar nos proximos meses. Mas é com tempo e paciência que se integram elementos novos. Não é a cruxificá-los ao primeiro erro. Os reforços são de elevado nível e devem ter o seu tempo para se integrarem.

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25 Agosto 2008

Um regresso normal a ritmo lento

Por Menphis
FCPORTO 2 - 0 C.F. OS BELENENSES
Mariano 15' e Hulk 77'


O FCPorto entrou na Liga Sagres 2008/2009 como tem sido o normal nos últimos anos, arrecadando uma vitória sem nenhuma contestação, com uma exibição tranquila, frente a um Belenenses, que pouco fez para contrariar o domínio portista, sendo uma equipa muito diferente do seu passado recente, mas para pior, basta relembrar das dificuldades impostas pela mesma equipa na temporada passada.

Depois de receber o troféu relativo à conquista do Campeonato Nacional da época 2007/2008, o FCPorto mostrou o porquê de ainda exibir esses galões, realizando uma exibição mais condizente desse estatuto, dando uma imagem mias aceitável do seu valor, embora não tenha sido a exibição perfeita, já que ainda existiu erros para tentar resolver.

Jesualdo Ferreira, em comparação à equipa que alinhou frente ao Sporting, fez entrar Tomás Costa para o lugar de Guarin, e Mariano Gonzalez para o lugar de Farías, opções essas que foram felizes, já que ambos os jogadores deram uma boa conta do recado sendo até decisivos para o resultado do jogo mostrando que até podem ser boas soluções para esta época.

A equipa portista foi logo, nos primeiros segundos, surpreendida por um ataque do Belenenses, Marcelo falha, escandalosamente, um golo quase certo perante uma defesa portista atrapalhada mediante tantas facilidades dadas ao adversário.

Mas, pode-se dizer, que foi a única oportunidade digna de registo do Belenenses no resto da primeira parte, o FCPorto tomou conta logo do domínio da partida, encostando a equipa lisboeta à sua defesa que deixava sempre 10 homens, mais o guarda-redes, atrás da linha da bola dificultando sempre as jogadas de ataque portista.

O segredo da equipa portista estava na pressão alta, e foi assim, numa jogada de insistência, que o FCPorto viria, logo aos 15 minutos, chegar ao golo até então muito procurado, Tomás Costa recuperou a bola perto da baliza adversária, assistindo logo Lisandro que, depois de tirar da frente o seu adversário, rematou forte, obrigando a Júlio César fazer uma defesa apertada e incompleta, tendo a bola sobrado para o defesa do Belenenses China que quis rematar para fora, mas não viu a rapidez e a insistência de Mariano Gonzalez que esticou a perna fazendo com que a bola lhe embatesse e encaminhasse para o fundo da baliza. Momento de pura sorte dirão uns, momento de garra e de acreditar dirão outros, o que conta é que a bola entrou e o golo foi o primeiro de uma caminhada que se espera levar ao tão ambicionado Tetra.

A partir daí, o FCPorto jogou mais solto e tranquilo, Lucho, como sempre, era o grande impulsionador de ataque da equipa portista, Lisandro sempre ao seu estilo dava que fazer à defesa azul, e o meio-campo portista controlava sempre as operações, com raça e muita luta, não dando hipóteses ao adversário de brilhar.

Na primeira parte, nada mais houve de importante para assinalar, o FCPorto dominava muito sem se esforçar e quando acelerava saía sempre uma jogada de perigo, com destaque para uma jogada de Sapunaru que foi interrompida, pelo fiscal de linha, por um pretenso fora de jogo que, se veio a provar depois, ser uma decisão inacreditável, e também para uma grande jogada de Mariano Gonzalez que rematou forte fazendo a bola embatendo no poste provando que, por vezes, dá uns toques. É só lhe dar um pouco de confiança, o argentino, que até parece mais leve, mostra que está disposto a mostrar o porquê da aposta do FCPorto em comprar o seu passe.

Na segunda parte, pouco houve de diferente para contar, tudo mais do mesmo, o FCPorto a dominar a partida, o ritmo muito lento, habitual nas partidas de inicio de época, e o Belenenses a não aproveitar alguns brindes que a defesa portista, por vezes, lhe dava. Aliás, penso que, defensivamente,o FCPorto ainda não é uma equipa perfeita, uma equipa à imagem das épocas passadas, para isso também contribui ter mudado os laterais mas, com o tempo, espera-se uma equipa mais compacta defensivamente.

A equipa lisboeta, apesar de ter tido algumas oportunidades de golo, nunca conseguiria dar uma réplica mais forte, o FCPorto, com maior ou menos dificuldade iria resolvendo os lances de perigo mas, quando não assim era, os avançados do Belenenses nunca deram boa conta do recado.

Enquanto isso, Lisandro tentava marcar o golo pelo qual procurou bastante, Mariano dava bastante trabalho à defesa adversaria e Hulk, que entretanto entrava para o lugar de Rodriguez, sempre muito poderoso, queria mostrar as suas credenciais.

Mas o melhor momento da partida estava a chegar, aos 85 minutos,e era mesmo Hulk, a passe de um companheiro seu, que tomou conta da bola, olhou para a baliza, preparou o remate com o seu melhor pé, o esquerdo, e num remate indefensável, cheio de curvas e de potência, marcou o golo da tranquilidade e que viria a dar o resultado final. Um golo fantástico, de levantar o estádio, mostrando que o brasileiro veio com vontade de brilhar ao serviço do FCPorto e a provar que tem todas as condições de ser uma grande referência no ataque portista.

O FCPorto lá conquistou os, sempre importantes, primeiros pontos nesta caminhada rumo ao Tetra, ultrapassando da melhor forma a derrota da Supertaça, sendo o resultado bem mais agradável do que a exibição, tendo, na próxima jornada, o primeiro grande teste neste campeonato, frente a um adversário directo na luta da conquista do campeonato. O que se pede é que esta atitude de garra demonstrada neste jogo se mantenha e, claro, que traga mais uma vitória daquele campo, porque é desde o inicio que se fazem as contas.

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24 Agosto 2008

FCPorto 2-0 Belenenses

Por Zirtaev
Mariano 15' e Hulk 77'

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23 Agosto 2008

Tri-Campeão inicia senda do Tetra

Por Zirtaev

FCPorto - Belenenses, Domingo - 19H15 - RTP1

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21 Agosto 2008

E se a surpresa afinal acabasse por ser Quaresma...?

Por ricardocosta
Acho que todos já chegamos à conclusão que Hulk não seria a surpresa que todos esperávamos.

Creio que Pinto da Costa deve-se ter entusiasmado quando viu aberta a possibilidade de um grande jogador assinar pelo Porto, acabou por falar cedo demais e depois teve que se desenrascar com o Hulk.

E se a grande surpresa fosse a permanência do Quaresma?

No último ano ficou na moda desvalorizar o peso e a importância que Quaresma tem na equipa, assim como, a sua enorme qualidade.

Infelizmente existem adeptos do Porto que de tão habituados a comer sardinha acabam por depois estar intoxicados pelo sabor desse peixe e não têm o gosto necessário para apreciar um bom Caviar como é Quaresma.

É um facto, Quaresma não é o tipo de jogador que seja de jogar em palcos como o campeonato português, é mais normal vê-lo em palcos como Camp Nou, Bernabeu, Old Trafford, San Siro, etc.

Por ser tão diferente do que estamos habituados se calhar leva a que as pessoas tenham problemas em aceita-lo e em dar valor aos momentos mágicos que nos proporciona. Porventura não estamos habituados a jogadores desconcertantes como ele e de qualidade acima da média como ele. São demasiados anos a levar com jogadores que fazem sempre o passe com a parte de dentro do pé, que puxam sempre para a linha e não arriscam o duelo individual, de jogadores que passam para os lados e para trás e que fazem com que as pessoas elogiem aquilo que denominam o jogador á Porto mais pelo suor na camisola que pela qualidade do seu jogo. Têm tendência a valorizar mais a transpiração e menos a inspiração.

Não tenhamos dúvidas, eu aprecio o jogador á Porto, naquela acepção de jogador identificado com a cultura de vitórias do clube, que deixa tudo em campo, que nunca desiste de lutar até ao último minuto…Mas não nos enganemos, ter jogadores que tenham isto tudo mas que não nos encantem não faz com que nos dê gozo ver um jogo de futebol sem ser do nosso clube.

Imaginem o Manchester com 11 John O Shea ou Fletchers, é um jogador que se esforça e sente a camisola como poucos, ou um Barca com 11 Puyols, seriam equipas que correriam muito, se esforçariam muito, mas aí aonde fica o espectáculo, a magia, a arte, o divertimento do público?

Sim, porque queiram ou não o futebol actualmente é muito mais que um simples desporto de ganhar ou perder, é um espectáculo, é uma arte e isso o provam jogadores como Zidane, Deco, Figo, Cristiano Ronaldo e por muito que não gostem alguns…Quaresma.

Obviamente que é importante ter jogadores como Bruno Alves e Lisandro na equipa mas só com esses apenas os jogos não teriam o interesse que têm com um Quaresma que nos faz saltar da cadeira a cada vez que pega na bola porque ao contrário de outros , nunca sabemos o que vai sair dali, e é esse gosto e essa ansiedade pelo inesperado que fazem milhares de pessoas pagar um bilhete.

Lucho, Lisandro, Bruno Alves, Meireles, são de facto grandes jogadores, mas alguém acha que um desses jogadores faria qualquer adepto estrangeiro que se desloque a Portugal para ver um jogo pagar um bilhete só para ver qualquer um deles..? Não, esse efeito neste clube apenas Quaresma o tem.

São cada vez mais raros os jogadores que nos fazem saltar da cadeira, que nos façam pagar um bilhte só para ver a magia do seu jogo…Quantos haverá por esse mundo fora…? 5, 6?

São poucos os jogadores que me fariam pagar um bilhete só para os ver jogar. Actualmente talvez: Messi, Cristiano Ronaldo, Kaka, Ibrahimovic e…Quaresma.

São os magos da bola…Aqueles que apesar de algumas vezes exagerarem na

jogada individual, ou estragarem um lance fazendo algo para agradar a bancada e alegrar o público, dão também a alegria ao jogo, o espectáculo, a emoção de ver coisas que parecem saídas de um sonho e que só os verdadeiros génios têm capacidade para a recriar.

Tal como todos os génios Quaresma é por vezes incompreendido e até injustiçado.

O estranho é ver pessoas do nosso clube a criticarem Quaresma e até chegarem ao cúmulo de dizer que ele não faz falta à equipa e depois elogiarem e defenderem de forma quase obsessiva jogadores absolutamente medíocres como o Mariano…

Tenho lido as coisas mais incríveis sobre Mariano…Quaresma é criticado por inventar demais, por jogar demasiado bonito, por ser individualista etc… Mariano é elogiado porque? Por ser esforçado, cumprir tacticamente e suar muito a camisola…. Isso faz dele um bom jogador? Quantos, milhares de jogadores fazem exactamente a mesma coisa…? Se colocarmos o Bruno Alves a extremo aposto que ele também suará a camisola como sua actualmente a central, com algum trabalho cumprirá tacticamente até porque tem cultura de defesa e aposto que se esforçará muitíssimo e ainda como bónus de ser capaz de marcar mais golos que Mariano e até quem sabe conseguir passar mais do que uma vez por jogo pelo seu adversário directo, coisa que Mariano não consegue.

Um jogador não pode ser titular do F. C. Porto só porque se esforça muito ou cumpre tacticamente porque isso qualquer jogador dos juniores seria capaz de fazer, isso é muito pouco principalmente se falamos de um extremo…Um extremo tem que ser muito mais que isso, tem que desequilibrar, ter técnica, capacidade de ganhar o um para um, qualidade de passe, capacidade de decidir, marcar golos e fazer assistências.

Agora se como Mariano existem milhares de jogadores a fazer exactamente o mesmo eu pergunto: quantos jogadores no Mundo fazem o que faz Quaresma…? Quantos têm a sua capacidade e habilidade? Quantos conseguem decidir um jogo encravado com uma só jogada? Quantos fazem o público desfrutar e se entusiasmar como ele faz a cada trivela? Quantos conseguem dar espectáculo, alegrar as pessoas com jogadas inimagináveis e ainda serem efectivos para a equipa como jogador com mais assistências ou marcando golos decisivos?

Preferem um jogador que faça o mesmo que todo o jogador comum faz e que vos faça ver as mesmas coisas que já vêm todo o santo dia em qualquer jogo de futebol? Ou um que vos faça arregalar os olhos com pormenores técnicos que nunca imaginaram ser sequer possíveis de executar, enquanto pelo caminho decide jogos, faz assistências e que nunca se cansa de ganhar?
Nos últimos tempos virou moda também alguma comunicação social criar a ideia de que será mau para o Porto se Quaresma não sair , que será uma derrota para o clube não o conseguir vender e que será um foco de instabilidade.

1º Derrota não vender Quaresma? Derrota seria anunciar que um jogador não sai a não ser por uma grande soma e para um grande clube e depois transferi-lo para um clube qualquer…

Derrota seria se o jogador quisesse sair para o Betis ou para o Everton em vez de jogar no F. C. Porto.

2º- É mau Quaresma ficar no F. C. Porto para o clube…? Começo-me a sentir culpado e até isolado por ousar achar que manter um dos melhores extremos do Mundo no plantel é um grandioso reforço…

Desde quando manter um jogador que é claramente de outro campeonato no nosso clube é mau? Quer dizer, contratar Reyes e Aimar que não triunfaram em clubes médios de Espanha são reforços do outro Mundo, mas manter Quaresma que é pretendido por grandes clubes europeus não só este ano mas desde há muito tempo é um mau reforço…?

Tenho que me sentir culpado ou mal por achar que o Quaresma a ficar é um grandioso reforço, uma vez que é de longe dos melhores se não o melhor jogador do campeonato português e de longe o melhor jogador português a actuar em Portugal?

Serei muito estúpido por achar isso?

Devia estar triste e a chorar pelos cantos a pensar “que chatice do caraças pá, lá vamos ter que andar mais um ano a ter que ver golos lendários, assistências de trivela e grandes jogadas que só por si valem o preço do bilhete.., que chatice pá, agora lá vamos ter que ter de juntar ao Lisandro e ao Rodriguez a magia de Quaresma e fazer um dos melhores trios de ataque que este campeonato alguma vez conheceu…”

Nós devíamos estar tão tristes e preocupados com a permanência do Quaresma no plantel como os adeptos do Manchester devem estar desolados com a permanência de Cristiano Ronaldo no seu…Realmente é muito chato quando temos que ficar com craques mundiais no nosso plantel.

O engraçado é ver como a estratégia e o discurso muda consoante a conveniência…Os mesmos jornais que hoje falam de que Quaresma é mais problema do que solução para o Porto e encaram a sua permanência no plantel como algo mau e que até é um jogador que atrapalha a equipa, são os mesmos jornais que no ano passado falavam de uma dependência da equipa em relação ao Quaresma e que logo após que os clubes de Lisboa se viram arredados da luta pelo título e já não tinham mais nada para se motivar anunciavam a morte do projecto vitorioso do F. C. Porto porque era certo e seguro que perderiam Quaresma e que sem Quaresma o Mundo acabaria…Teses catastróficas que já conhecemos de há muito tempo, ou não se tivesse dito o mesmo de: Deco, Jardel, Mourinho etc.

No final de tudo, os mesmos que escreviam isso agora escrevem que afinal nós ficamos mais fracos por ficarmos com um jogador que eles anunciavam como o responsável pelo nosso sucesso…? Estranho não é?

Eu vejo aqui uma dupla vitória… Ao longo desta pré temporada Jesualdo preparou a equipa para jogar sem Quaresma jogando pelo seguro, e provou que afinal existe vida para além de Quaresma e que o F. C. Porto será sempre competitivo saia quem saia apesar de como é óbvio perder qualidade e agora depois de o provar ainda poderá ajudar á festa e tornar a equipa que já está entrosada e mecanizada aquele toque de magia e de criatividade que falta, a cereja no topo do bolo que será o tal jogador que decide que é Quaresma e que todas as grandes equipas têm que ter.

O estranho é ver portistas a deixarem-se levar nessa onda de criticar a permanência do Harry Potter e de quererem desvalorizar a sua importância no clube nos últimos anos e a sua inegável qualidade.

Uns afirmam que sem ele melhoramos nos livres. Ainda bem., sem ele foi possível que outros demonstrassem qualidades na marcação de livres, com ele ganharemos mais uma opção e não mais um problema. Alguém é ingénuo ao ponto de achar que é o Quaresma que decide ser ele a marcar os livres todos…? É claro que é uma opção de Jesualdo. Errada? Claramente, mas tal como são outras como a aposta num jogador que supostamente deveria ser extremo e como tal desequilibrar no duelo individual e não tem a mínima classe que é Mariano, ou mal como apostar num defesa esquerdo ao estilo de Mareque, pequeno, lento, pouco ofensivo e permeável na defesa que é o Benitez.

Outros afirmam que Quaresma se ficar fica desmotivado. É porque não conhecem a personalidade de Quaresma certamente…

Trata-se de um jogador orgulhoso, com um grande ego, mas acima de tudo um competidor nato. Só sabe jogar para a frente, só encara a vitória como alternativa e talvez por isso se adaptou tão bem ao F. C. Porto por mais que muitos duvidassem que se pudesse identificar com a cultura do clube.

Obviamente que o Ricardo ficará triste por não dar o salto para a grande liga que ele sempre desejou, mas isso passará a partir do momento que lhe derem aquilo que realmente o faz feliz…a bola. Poder recriar-se com ela, poder jogar perante um Dragão cheio, poder alegrar a vida de milhares de pessoas com um dom que só os predestinados têm.

Acho até que toda esta novela do Inter, e comentários como os que têm saído na imprensa italiana de alguns treinadores com o objectivo claro de facilitar a sua transferência para o Inter, assim como, os comentários de Mourinho e Moratti a dizer que não pagam tanto dinheiro por ele, só servirão para nos beneficiar…

Isto tudo assim como as reticências que por cá vão colocando sobre a sua importância no clube, e a sua qualidade para dar o salto, só estão a aumentar vontade de ele provar que estão todos errados.

Quando víamos um Quaresma acomodado com a sua situação de craque e pouco motivado para jogar numa liga demasiado pequena para o seu enorme talento agora se calhar estas pessoas estão de forma involuntária a despertar um monstro…

Se acham que já viram tudo esperem pelo que o nosso Ciganito é ainda capaz de fazer para os surpreender… Claramente estão a perturbar a pessoa errada e irão se arrepender, porque serão esmagados pelo seu futebol superior, verão ainda mais trivelas, passes de letra e golos antológicos, em vez de calar só a Luz,calará os grandes palcos por esta Europa fora e isto poderá ser o click necessário para demonstrar á Europa do futebol que ele é um jogador capaz de se tornar lendário,

Com o estimulo interno necessário que vai desde a confiança depositada por presidente e treinador e o carinho dos colegas e adeptos, Quaresma poderá ser o líder de um projecto ambicioso que passa, muito mais do que ganhar mais uma liga mas desta vez explodir na Europa e vingar duas eliminações na Champions que souberam a injustiça por o futebol que apresentamos.

Pinto da Costa nisso é exímio…Também de Deco se dizia em 2003/2004 que ficaria frustrado após o clube recusar uma proposta de 20 milhões de euros do Real Madrid para a sua venda. Aí Pinto da Costa foi importantíssimo na forma como o motivou e lhe lançou o repto de se sagrar esse ano campeão da Europa pelo F. C. Porto e sair em grande.

O mesmo Pinto da Costa deverá fazer com Quaresma. Fazer-lhe ver que se não pagam 40 milhões por ele não o merecem e que cabe-lhe a ele mostrar este ano a toda a Europa quem é o verdadeiro Ricardo Quaresma e que 40 milhões até sai barato e no final do ano em vez de estar á espera que um clube pague aquilo que ele vale, terá é que escolher entre os vários gigantes que lutarão por ele e aí demonstrará aos dirigentes do Inter o grande jogador que acabaram de perder por acharem demasiado caro. O mesmo aliás fez Carvalho ao ir para o Chelsea após o Real Madrid afirmar que nenhum central valia 30 milhões…depois arrependeram-se e não voltaram a cometer o mesmo erro com Pepe.

É perfeitamente irrelevante o facto de Quaresma não ter jogado a pré temporada com a equipa, uma vez que Jesualdo sabe que seria mais difícil para ele preparar uma equipa com Quaresma para depois perde-lo, do que ficar á espera de uma boa surpresa e inclui-lo numa equipa já mecanizada ,e que receberia com alguma comodidade -graças ao trabalho táctico realizado - o talento selvagem do Mustang.

Porque para se jogar a Champions não basta ter uma equipa organizada, colectivamente forte, pressionante, entrosada e que corra e se esforce muito, porque equipas dessas encontraremos várias, é preciso ter isso e ainda aquele bocadinho a mais que faz uma equipa passar de média a boa ou muito boa, que é ter um ou dois elementos com aquele pedaço de talento e capacidade de decidir o jogo numa jogada individual.

Lucho é um jogador cerebral, é fantástico e pensa o jogo todo da equipa mas não tem aquela capacidade de decidir sozinho como Quaresma, Rodriguez é muito forte e rápido e um jogador que dá muita verticalidade ao jogo do Porto mas falta-lhe a criatividade e o improviso de Quaresma e Lisandro é um tremendo avançado mas precisa de ser bem servido e para ele um Quaresma será um auxílio precioso nesse aspecto.

Temos visto um F. C. Porto organizado, a movimentar-se bem, bem solidificado mas com menor criatividade. Isso menoriza o espectáculo e o item do entretenimento que o jogo também deve ter e que Quaresma pode acrescentar, e falta também o tal elemento criativo que toda a equipa tem que ter, o jogador que sem ser um corpo estranho no processo de jogo colectivo possa ele, por si só, decidir o jogo quando o colectivo não funciona, que possa chamar a si as atenções e assim libertar colegas e dar aquele toque de imprevisibilidade ao jogo da equipa, dificultando assim as marcações e o estudo e desmantelamento dos processos de jogo da equipa.

Sem Quaresma ficamos com uma equipa bem mais fraca relativamente ao ano passado.

Ganhamos mais opções para o meio campo mas perdemos 3 elementos importantes sendo que dois deles estão nos melhores do mundo nas suas posições e por isso por mais bons que sejam os substitutos nunca serão tão bons.

Sem Quaresma ficamos com poucas opções de qualidade para as alas uma vez que sem Tarik temos que jogar com Mariano.

Já se Quaresma ficar na equipa podemos
dizer que o F. C. Porto manterá uma equipa talvez não ao nível do da época passada, mas, com o entrosamento de alguns reforços, com capacidade de se aproximar á equipa da época anterior e com o passar do tempo quem sabe até não conseguir ser melhor.

Mantemos um elemento criativo como Quaresma e acrescentamos do outro lado um jogador muito vertical, bom tacticamente e um poço de energia que é Rodriguez que fará com que tenhamos as alas mais equilibradas em relação ao ano passado que tínhamos 2 virtuosos como Tarik e Quaresma mas que eram de pendor bastante ofensivo e parecido.

Assim ganhamos um trio de ataque de classe mundial, capaz de desfeitear as melhores defesas da Europa e capaz de impor respeito em qualquer campo que entre.

Ganhamos também mais opções de qualidade no banco, coisa que não tínhamos na época passada, ganhamos um excelente opção atacante com Tarik que será arma secreta, podemos ainda vir a ganhar finalmente um ponta de lança se Hulk for pelo menos melhor que Farias o que não se afigura difícil, teremos como já mencionei mais opções para o meio campo e ainda um reforço importante para o centro da defesa que é Rolando.

Infelizmente não é uma substancial melhoria porque não se fizeram os investimentos correctos que teriam que passar por um grande trinco para o lugar de assunção e um lateral esquerdo de elevada qualidade que pegue de estaca no lugar, mas já é muito bom podermos pelo menos ter margem de manter o nível da equipa titular do ano passado e ainda reforçar as opções que temos no banco.

Por tudo isto torço para que seja esta a surpresa para esta época: Ricardo Quaresma.

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19 Agosto 2008

Quando a surpresa é não haver surpresa

Por ricardocosta
Surpresa, grande surpresa. Foram essas as palavras proferidas pelo presidente Pinto da Costa que criaram durante semanas um rol de boatos, projecções, que alimentou a especulação e criou expectativas em todos os portistas e da qual o resultado afinal foi sem dúvida uma surpresa mas no sentido negativo…Quando todos falavam em Saviola, Simão, Micolli, Adriano, Crespo saiu-nos um Hulk que ninguém conhece e que veio claramente por um preço que não corresponde ao seu real valor de mercado de jogador que nunca saiu do fraco campeonato japonês e que mesmo lá se destacou jogando na 2ª divisão.

Este episódio só serviu para prejudicar a imagem do clube que o próprio presidente construiu durante anos, pautada por rigor, sobriedade, contenção, e nada dada a populismos baratos… Por isso mesmo aquela frase de Pinto da Costa não trazia nada de bom, porque nos fazia lembrar mais as promessas de equipas maravilha que costumam vir dos lados da Luz… No F. C. Porto habituamo-nos a outro tipo de seriedade nestas questões e de só falar em jogadores contratados e não fomentar especulações que depois resultam em desilusões. Foi assim ainda este ano com Rodriguez, o presidente sempre negou contactos até ele estar contratado, e essas sim são as surpresas que nós gostamos…As que não são anunciadas, que são trabalhadas na sombra e que assim nunca criam desilusões.

Ao entrar por esses caminhos mais identificáveis com a política do Benfica de criar euforia nos adeptos na pré-época e alimentar novelas o nosso presidente expôs-se ao ridículo e por consequência a todos nós. Sim, porque não sejamos hipócritas, nos blogs, nos fóruns no café todos os portistas falavam de Adrianos, de Simãos, de Micollis etc,uns mais possíveis que outros…alguns irrealistas até. Mas a verdade é que todos estavam entusiasmados com essa hipótese e alimentaram-na comentando todos os dias, e até com gente a dizer que via o Simão a escolher casa na Foz, o Miccoli a fazer exames médicos etc, por isso, expusemo-nos a que depois fossemos alvos de chacota pelo mesmo motivo que durante anos gozamos os nossos rivais, por estas pseudo surpresas e estas euforias desmedidas que logo resultam em frustração.

Enquanto o nosso presidente se remeteu ao silêncio porque pode faze-lo e não teve que ser confrontando com a grande surpresa afinal não ser assim tão grande, já os adeptos ,tiveram que seguir o seu dia a dia e ouvir e ler o gozo dos benfiquistas por motivos que geralmente fazem deles objecto de gozo.

Por isso se assistiu portistas neste blog e em muitos outros a sofrerem de repentina amnésia e a ter que fazer o papel do lobo que olha para as uvas e diz que são verdes por não as ter podido alcançar…

Os mesmos que durante semanas sonhavam com Adriano, Simão, etc afinal depois de verem Hulk ser apresentado chegaram á conclusão que jogadores de craveira internacional são demasiado caros… (Hulk não foi propriamente barato também e não fez nada para o justificar), que o F. C. Porto não se coaduna com a presença de estrelas internacionais, que afinal é melhor apostar num jovem desconhecido e trabalha-lo do que contratar um jogador feito, ou que ,pelo preço de transferência de Hulk, não se contrataria nenhuma avançado de créditos firmados…(basta lembrar que Micolli vale uns 6 milhões pela totalidade do passe e não metade como Hulk, que Saviola não vale muito mais e que Júlio Batista acabou de se transferir do Real Madrid para a Roma por 9 milhões de euros pela totalidade do passe quando o passe de Hulk vale 11 milhões e sem nunca ter passado sequer por uma liga europeia, nem nunca ter sido colocado á prova em grandes palcos ,quanto mais jogar numa liga como a espanhola ou num clube como o Real Madrid…

De um momento para outro, afinal nunca se tinha falado em nenhum craque internacional e afinal o que sempre quisemos foi sem dúvida um jogador da liga japonesa que afinal nem é uma liga fraca e até é melhor que a nossa…Eu só queria ver se fosse o Luís Filipe Vieira a anunciar uma surpresa e a trazer por 5,5 milhões de euros um jogador da liga japonesa e só por metade do passe…

Duvido muito que Hulk fosse a surpresa que Pinto da Costa tinha em mente. Parece-me mais uma oportunidade colocada por um empresário num negócio com contornos algo estranhos atendendo ao valor que a transacção teve e que mais uma vez abre espaço para que se pense que as comissões tiveram aqui um papel muito importante, tal como tem no relatório contas que demonstra que nos últimos anos o clube gastou cerca de 9 milhões de euros só em comissões, sendo que algumas delas foram para sociedades de familiares de administradores da Sad ou amigos próximos.

Isto não quer dizer, - e de uma vez por todas tem que se deixar de confundir alhos com bugalhos- que o Hulk seja mau jogador. Algum talento deverá ter, mas obviamente ainda terá que se adaptar a um futebol muito mais exigente que ele nunca conheceu no Japão e muito menos na 2ª liga japonesa.

Trata-se aqui de saber os valores que se estão a praticar no mercado e chegar facilmente á conclusão que é impossível um jogador que actue na liga japonesa nos dias de hoje, sem nunca ter sido internacional, sem nunca ter saído da liga japonesa e só com meio ano ou um ano de 1ª liga japonesa valer 11 milhões de euros…Um valor semelhante a jogadores internacionais a jogar na Europa e com provas dadas como Júlio Batista, Van der Vaart, etc.

Nos últimos anos uma série de jogadores têm vindo para o clube das proveniências mais estranhas e com passagens breves porque não demonstram qualidade e acabam por ser sucessivamente emprestados contribuindo decisivamente para que a folha salarial do F. C. Porto seja a mais elevada de toda a 1ª liga.

Este ano mais uma vez negócios ocorreram que nos fazem levantar sérias dúvidas se os jogadores contratados vieram efectivamente para ser mais valias…

Na época de ouro do F. C. Porto de José Mourinho o clube tinha vários jogadores representados pelo melhor empresário de futebolistas do Mundo: Jorge Mendes.

É o empresário que representa de longe o melhor grupo de jogadores e que melhor se movimenta no mercado, com ele conseguimos trazer atletas de uma valia extrema, e com ele, realizamos grandes mais valias na venda de jogadores.

De um momento para o outro o peso de Jorge Mendes foi desaparecendo no plantel do Porto e começaram a proliferar contratações algo estranhas de jogadores provenientes de clubes sul americanos e que resultaram em vários empréstimos de jogadores que demonstraram não só não ter qualidade para jogar no F. C. Porto como também demonstravam não ter sido fruto do trabalho do departamento de prospecção porque chegavam várias vezes como opções para jogar numa determinada posição e com determinadas características e afinal não tinham nada a ver com isso que se contava e nem faziam a posição para a qual supostamente haviam sido contratados.

Costuma-se dizer que á noiva de César não basta ser séria, tem que parecer… E o facto é que não passa uma imagem de muita confiança para os sócios e accionistas saber que existem administradores que acumulam a função de administradores da Sad e ainda numa empresa de representação de jogadores seja de forma directa ou indirecta através de membros da família ou amigos.

Aliás em Inglaterra há não muitos anos atrás apareceu uma legislação especial exactamente para evitar e punir esse tipo de promiscuidade em relação á contratação de jogadores e quem recebe as comissões que não pode ser a mesma pessoa que assume o poder de decisão de os contratar.

É um péssimo princípio que quem contrata sejam pessoas que depois receberão dinheiro por ter contratado esse mesmo jogador e não outro e obviamente terá um peso na hora da pessoa decidir quem contratar.

Falando numa Sociedade Anónima Desportiva a situação assume contornos ainda mais graves porque podemos ponderar se não constituirá uma situação de impedimento de facto ou pelo menos impedimento moral, o facto de administradores poderem influenciar na tomada de decisões como a contratação de jogadores e depois beneficiaram com a contratação de determinados jogadores a si próprios ou terceiros com as comissões que geram essas contratações.

Não deixa de ser estranho que empresários como Jorge Mendes com provas dadas e uma série de grandes negócios que o comprovam percam cada vez mais a possibilidade de colaborar com o nosso clube e, por outro lado, essas empresas de representação de jogadores das quais amigos ou familiares de administradores da Sad terem ano após ano mais jogadores colocados no clube ou em empréstimos e saiba-se ao mesmo tempo que nos últimos anos foram gastos cerca de 9 milhões de euros em comissões, dando também para imaginar através do relatório contas o destino de tais verbas…

O problema no nosso clube ao contrário de outros é que apenas o presidente dá a cara. Isso é bom numas coisas mas má em outras.

Alguém sabe quem no F. C. Porto é responsável pela contratação de jogadores? No Benfica sabe-se que é ao Rui Costa que se deve culpar se falharem as contratações, no Sporting sabia-se que era o Carlos Freitas e por isso na época passada pagou por elas, agora e no Porto?

Responsabilizamos o nosso presidente? Claro, ele é o líder do projecto. Mas todos sabemos que não é ele o responsável pela vinda do Bollati ou do Hulk ou do Farias assim como sabemos que não é ele que beneficia com as comissões das transferências…

Mas através do relatório contas sabemos para onde esse dinheiro vai. Não nos dizem quem contrata, mas nós sabemos quem anda há anos a ganhar dinheiro com essas contratações e quem sai beneficiado quando em vez de jogar o Castro jogar o Bollati, em vez de jogar o Candeias jogar o Mariano e em vez de ficar Postiga ou Adriano no plantel ficar o Farias…

Para uma evolução sustentada do clube e para passarmos a um nível mais próximo das grandes potências europeias temos que saber aproveitar melhor os nossos recursos, e isso não aconteceu quando tivemos uma oportunidade de ouro após o dinheiro que entrou pós Mourinho…Outros interesses se levantaram…Está na hora de o clube se afirmar perante a Sad e defender os seus interesses doa a quem doer.

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16 Agosto 2008

Regressar à terra

Por Menphis
O FCPorto, começou a época de 2008/2009 da pior maneira possível, perdendo o primeiro troféu, realizando uma exibição nada digna do seu estatuto de TriCampeão Nacional, frente à equipa que se tem revelado com a maior, e a mais difícil, "barreira psicológica" de vencer desde que Jesualdo Ferreira começou a liderar a equipa portista.

Depois de uma pré-época onde o FCPorto demonstrou ser uma equipa com personalidade, com categoria, com um colectivo muito eficaz, nesta partida, realizada no estádio do Algarve, ele foi o contrário de tudo o que se tinha visto, foi uma equipa sem qualquer sentido de colectivo, a querer resolver tudo individualmente, com muitos percalços, principalmente defensiv
os, e com falhas decisivas, quase dando de mão beijada a vitória aos seus adversários.

Com a entrada de 4 reforços na equipa titular, Jesualdo voltou a colocar Lisandro na posição onde ele menos gosta, e consequentemente menos rende, dando a Farías a tarefa de ponta de lança, tarefa essa que
se revelou péssima opção.

No meio-campo, Guarin actuava como trinco e, mais uma vez, mostrou que, definitiva
mente, pelas suas características, talvez, ainda não seja o trinco ideal, sacrificando Raúl Meireles que mais parecia um bombeiro a querer apagar todos os fogos na sua zona e na dos outros. Lucho Gonzalez é classe à parte no meio campo da equipa tricampeã, mas não pode fazer tudo e acabou por ser, injustamente, a figura mais infeliz da partida, falhando um penalty numa altura em que a equipa poderia reentrar na discussão do resultado.

Na defesa, com as laterais entregue a dois reforços, o quarteto teve várias falhas, algumas delas irreconhecíveis em jogadores como Pedro Emanuel e Bruno Alves, tendo-se safado Heltón que nada poderia fazer quanto aos golos.

O jogo foi todo muito confuso, com muitas faltas, muito trapalhão, muita bola pelo ar, o que prejudica jogadores que gostam mais de a ter no pé, o tradicional jogo de fim
da pré-época, o Sporting foi a equipa que melhor se adaptou a esse estilo de jogo, mostrando também um colectivo mais organizado do que a equipa portista, mas a partida realizou-se sempre com um ritmo muito vivo e intenso.

Na primeira parte, o Sporting começou melhor e a querer chegar depressa à
baliza portista, o FCPorto sentia dificuldades nas marcações no meio campo, embora a equipa sportinguista não tenha conseguido criar lances de perigo na baliza defendida por Helton.

Com o tempo a passar, o FCPorto começou a equilibrar mais as coisas, Lucho começava a destacar-se com passes de categoria, mas o tridente atacante portista
não teve muitos espaços para poder brilhar. Aos 33 minutos, num grande remate fora da área, Lucho enviou a bola ao poste criando a primeira grande oportunidade de golo na partida.

Mas quando se pensava que o empate era o resultado no intervalo, quase sem fazer por isso, e num ressalto de bola com sorte à mistura e também, com algumas falhas defensivas portista, Djaló sozinho em zona proibida desviou a bola de Helton inaugurando o marcador, o que era injusto para o que se tinha passado no primeiro tempo.

Na segunda parte, o jogo continuou vivo, mas muito pelo ar, o FCPorto procurava desfazer-se do colete de forças que o seu adversário lhe colocava, mas nem sempre procurava a melhor solução, usando e abusando de alguns individualismos.

Jesualdo Ferreira retirava do campo o inócuo Farías fazendo entrar Hulk no sentido de dar mais força ao ataque portista, mas no minuto seguinte, mais um golo que quase caiu do céu para o Sporting, Sapunaru a cortar um lance e não conseguindo concluir esse corte com sucesso entrega a bola a Djaló que não se fez rogado com a oferta e ampliava a vantagem. Mais uma vez, um golo vindo de um ressalto e de um erro defensivo nada habitual da equipa portista.

A equipa portista, depois de se sentir algo descoordenada com o golo sofrido, começava a apostar tudo. Raúl Meireles proporcionava a Rui Patrício uma grande defesa, Guarín saía para dar lugar ao irrequieto Candeias e o FCPorto começava a pressionar cada mais forte, mas sempre sem qualquer perigo.

Até que surgiu o momento que quase se pode dizer, como o momento que confirmou a derrota e a noite mais infeliz da equipa portista. Logo o jogador que mais classe despontou na partida, Lucho Gonzalez, falhou a oportunidade de o FCPorto diminuir a desvantagem desperdiçando um penalty, marcado de forma frouxa e denunciada. Se algum jogador não merecia sair de cabeça baixa era o argentino.

Até ao final, a equipa portista não conseguiu lances de perigo para dar a volta ao resultado averbando a primeira derrota oficial da época e repetindo o filme visto, na época passada, na mesma competição .

Por último, duas curtas referências: Carlos Xistra mostrou como se pode fazer uma arbitragem tendenciosa e habilidosa sem casos e sem influência no resultado mas com muito influência no desenrolar da partida, muitas faltas marcadas, a favor do pontapé forte de Rochemback, perto da baliza portista, esquecendo-se de marcar algumas ao contrário, amarelar jogadores do FCPorto que protestavam, normalmente, as suas decisões, de forma intimidatória e esquecer de amarelar alguns jogadores do Sporting com entradas violentas, a roçar a agressão, o mesmo Rochemback sobre Lucho, mostrando que, por vezes, não são necessários penaltys para prejudicar uma equipa.

A outra referência, é relativamente aos comentários da TVI, felizmente a RTP conseguiu ganhar os direitos sobre os jogos do campeonato nacional, os telespectadores de futebol agradecem, tamanha é a desfaçatez e a falta de isenção dos comentadores da TVI, nada que não estejamos habituados mas, felizmente, vamos ver-nos livres durante algum tempo.

O FCPorto regressou à terra, depois de uma pré-época positiva, mostrando que ainda tem muito trabalho pela frente, faltando a tal segurança que Jesualdo Ferreira falara na sua conferência de imprensa, mas apenas perdeu uma partida. A próxima semana, Jesualdo Ferreira, conjuntamente com os seus jogadores, tentará corrigir os, demasiados, erros que se viram durante este jogo afim de começar o campeonato da forma que nos sentimos melhor: a ganhar.

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Sporting 2-0 FCPorto

Por Zirtaev
Yannick Djaló 45' e 58'

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Será desta?

Por Zirtaev
Convocados

Guarda-Redes: Helton e Nuno

Defesas: Benítez, Bruno Alves, Fucile, Lino, Pedro Emanuel, Rolando e Sapunaru

Médios: Fernando, Guarin, Lucho, Raul Meireles e Tomás Costa

Avançados: C. Rodríguez, Candeias, Farías, Hulk e Lisandro


Onze para hoje:

Sporting - FCPorto, 20H45 TVI

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15 Agosto 2008

Agressividade e violência sportinguista impune

Por Zirtaev
O jogo do Sporting com a Sampdoria mostrou que a equipa leonina tem um bom onze e que no próximo sábado o FC Porto terá de jogar ao seu melhor nível para conquistar a Supertaça.

Contudo, o jogo com os italianos também mostrou um aspecto preocupante e que deve ser tido muito em conta por Jesualdo Ferreira na preparação da Supertaça: a enorme agressividade, e por vezes violência, de alguns jogadores do Sporting, com destaque para Derlei e Rochemback.
«Derlei tentou incomodar os defesas italianos, mas, algumas vezes, da forma errada. O avançado pareceu estar demasiado nervoso, para quem estava apenas a fazer um jogo particular. Isso fez com que, em alguns momentos, este encontro tivesse pouco de amigável. Aos 21 minutos o «Ninja» desentendeu-se com Gastaldello e, aos 32, deu «um chega para lá» a outro adversário. Derlei deverá ter atenção a este tipo de atitudes. Num jogo «a sério» o preço a pagar pode ser demasiado alto.»
in Maisfutebol

«[Rochemback] Jogou a primeira parte, na qual foi demasiado impetuoso e nada amigável. Delvecchio sofreu a bom sofrer com a sua agressividade, que, num jogo à séria, jamais poderia passar impune. "Rocha" imprimiu um ritmo "quentinho" e foi numa carga sobre o 26 que Campagnaro recebeu ordem de expulsão»
in O JOGO
«Houve alguma agressividade e descontrolo emocional, situações que temos de corrigir, porque queremos jogar onze contra onze. (...) Durante a primeira parte existiram algumas situações em que houve mais agressividade do que era suposto existir. Isso não esteve na base das substituições, mas tivemos de avisar os jogadores, porque queríamos manter a superioridade numérica e não ficar em igualdade
Paulo Bento, no final do jogo Sporting – Sampdoria
Ou seja, os jogadores do Sporting entraram a matar, perante a complacência do árbitro lisboeta Pedro Proença. Quando um dos italianos respondeu à letra, zás, vermelho directo e o adversário do Sporting a jogar com menos um.

Onde é que já vimos este filme?

Recordo a última final da Taça de Portugal
. Nos primeiros 23 minutos, Grimi fez duas faltas duras sobre Quaresma, ambas para amarelo, que o árbitro (Olegário Benquerença) se "esqueceu" de mostrar.

Aos 80’ Tonel teve uma entrada perigosa, por trás, atingindo o calcanhar do Lisandro e aos 85’ Abel, que já tinha um cartão amarelo, fez uma falta dura sobre Raul Meireles (deveria ter visto o 2º cartão amarelo).

O modo como o árbitro "geriu" a mostragem dos cartões, foi decisivo no desfecho da final da Taça de Portugal, da mesma forma que a arbitragem de Bruno Paixão também foi determinante na Supertaça da época passada.

Era bom que dirigentes e treinadores do FC Porto se lembrassem disto e, já agora, o dissessem alto e bom som ANTES do jogo do próximo sábado. Não adianta nada vir "chorar" depois do jogo, se voltarmos a ser roubados.

José Correia in Reflexão Portistas

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13 Agosto 2008

A importância do triângulo (parte 2)

Por Zirtaev
Analisemos então as várias opções para a posição 6 e o que elas nos poderão oferecer:

-Guarín: Foi contratado com a ideia de ser um dos possíveis sucessores de Paulo Assunção, algo que poderá acontecer mas não da forma como se esperava, uma vez que acredito que ele poderá suprir o lugar no onze de Assunção mas jogando mais adiantado no terreno fazendo baixar Raul Meireles para trinco. Pode também significar uma alteração do modelo, uma vez que em determinados momentos do jogo poderá trocar de posição com Meireles, permitindo assim uma permuta constante entre quem sobe e quem fica para não descompensar o meio campo.

Ambos os cenários obrigam a um maior esforço defensivo de Lucho, voltando a ter preocupações defensivas que já não tinha no ano passado graças á segurança de ter um elemento fixo como Paulo Assunção, que permitia que os companheiros do meio campo jogassem com mais liberdade.

Guarin é rápido, dinâmico, com boa qualidade técnica e passa com critério. Um claro 8 e não um 6 típico. Se jogar a trinco oferecerá maior mobilidade a essa posição mas ao mesmo tempo menor segurança defensiva e cultura táctica que Paulo Assunção acrescentava ao jogo portista.

Falta saber que planos terá Jesualdo para Guarín… Será que desistiu da ideia de o converter num 6 e a partir de agora o colombiano lutará por um lugar entre Lucho, Meireles e Tomas Costa? Ou esta passagem de Guarín para 8 e Meireles para trinco é apenas momentânea, e no segredo do trabalho realizado em Gaia ,Jesualdo prepara tacticamente Guarín para assumir essa função, não de uma forma igual a Assunção mas aproveitando as características ofensivas que Guarín já tem, mas acrescentando-lhe melhor cultura táctica , sentido posicional e leitura de jogo. Semelhante ao trabalho que Ferguson fez em Manchester com Anderson para adapta-lo a médio centro quando ele levava para lá rotinas de médio ofensivo.

-Tomás Costa: Outro jogador contratado ao engano. Vinha qualificado por Pinto da Costa como o substituto de Paulo Assunção e foi mais uma prova que alguém não anda a fazer o seu trabalho de casa, pois ele nunca, segundo as suas próprias palavras, foi trinco.

É um jogador que gosta de pisar os mesmos terrenos de Lucho Gonzalez mas sem metade da sua qualidade.

Do pouco que se viu até agora destaca-se por ser um jogador esforçado, “raçudo”, que sua a camisola mas sem grande primor técnico. Um jogador que faz lembrar outros que por cá passaram como o Luís Aguiar que não aquecem nem arrefecem.

Acho que será opção para lançar no decorrer dos jogos quando se quiser mais nervo no meio campo e pouco mais.

Como trinco foi pouco experimentado mas parece-nos que teria sempre a tendência de subir em demasia e não possui cultura táctica necessária para a posição, porventura demonstra menos aptidão, para essa posição para a qual supostamente foi contratado, que o próprio Guarín.

Outra opção será avança-lo para jogar lado a lado com Lucho, recuando o Raul Meireles. Seria uma modalidade mais ofensiva do triângulo porque enquanto Meireles é um jogador com uma formação que o permite percorrer duas zonas do meio campo e tem um raio de acção no campo mais amplo, já Tomás Costa parece jogar em espaços mais curtos e claramente vocacionado para ser um 8 á semelhança de Lucho, que ajuda nas tarefas defensivas, mas que gosta mais de lançar o ataque, apesar de até ao momento, não ter demonstrado grande visão de jogo nem grande qualidade de passe, para ajudar nas já famosas transições rápidas de que Jesualdo tanto gosta.

-Fernando: É o jogador que mais se assemelha a Paulo Assunção e o único trinco de raiz que chegou para este plantel. Quando se esperava que 2 dos reforços fossem trincos, afinal o único foi um jogador que já tínhamos.

Fernando já na pré-temporada passada impressionou Jesualdo pelo vigor físico, pelo excelente sentido posicional, capacidade de antecipação, assim como, pela maturidade que o seu jogo já demonstrava em tão tenra idade e, ainda por cima, chegando de uma realidade competitiva menos complexa que a do futebol europeu.

Após confirmar todas essas qualidades no Estrela de Amadora volta com toda a força e toda a legitimidade de reclamar para si o lugar que foi ocupado por Paulo Assunção.

A opção por Fernando permitiria a Jesualdo manter mais ou menos os processos de jogo já assimilados pelo seu triângulo de meio campo, uma vez que, não obrigaria a grandes mudanças quer posicionais, quer de processos de jogo, quer por parte de Raul Meireles ou de Lucho.

Permitiria que Raul Meireles continuasse a ser o pulmão da equipa percorrendo todo a zona central do terreno quer no apoio a Fernando quando necessário quer apoiando Lucho. Poderia continuar a ter um papel de transportador de jogo e não se perder tanto em tarefas de coadjuvante do meio campo defensivo.

Lucho poderia manter aquela posição no terreno mais ofensiva como um jogador entre o 8 e o 10, um 8 porque continuaria a ser um jogador de transições e descer um pouco para buscar a bola, e acima de tudo, efectuar um pressing zonal mas sem estar tão ligado a acções de grande desgaste físico, pautando-se a sua acção defensiva mais por um sentido de posicionamento importante para a equipa na hora de fechar linhas de passe, permitindo assim a rápida recuperação da bola para ser ele o primeiro ou 2º jogador a ter a bola para poder, no imediato, efectuar um dos seus passes de ruptura que desequilibram toda uma defesa apanhada em situação ofensiva.

Creio que a dúvida de Jesualdo relativamente a Fernando será o saber se ele está pronto para assumir a responsabilidade de jogar numa equipa como o F.C. Porto e se não será preferível preservá-lo e integra-lo no onze de uma forma progressiva.

-Raul Meireles: Ao que tudo indica, e ao contrário de todas as previsões inicias, poderá ser ele o sucessor de Assunção mesmo sendo um jogador de características totalmente distintas e que nos últimos anos se habituou a jogar com maior liberdade.

Jesualdo sabe que a posição 6 no seu desenho táctico assume um papel fundamental na estrutura de toda a equipa e na forma como esta se desenvolve em campo, e por isso, parece que neste inicio de época não quer correr riscos com uma adaptação (Guarín e Tomás Costa) ou com um jogador jovem e que pode ainda sentir o peso de uma camisola como a do F. C. Porto (Fernando).

Meireles já conhece os métodos de Jesualdo, sabe perfeitamente a forma como Jesualdo encara o jogo e as movimentações que ele espera. Meireles é também um jogador que no Boavista se habituou a jogar várias vezes naquela posição, assim como, no trabalho das selecções sempre se destacou jogando a médio defensivo, quer sozinho, quer muitas vezes, numa situação de duplo pivot defensivo, algumas vezes com o amigo Bosingwa até.

Este recuo de Meireles alterará de forma mais radical os mecanismos de jogo do triângulo portista do que a solução por um jogador mais fixo como Fernando, mas não será uma alteração tão radical e imprevisível como seria uma aposta por um jogador sem rotinas nem formação naquele lugar como Guarín ou Tomás Costa.

Em relação a Assunção, Meireles transporta mais nervo, maior mobilidade, capacidade de se desdobrar nas mais diversas funções e pode ser, á semelhança do que é Miguel Veloso no losango do Sporting ou Pirlo no meio campo do Milan, o 1º construtor de jogo da equipa por dispor de um pendor ofensivo que Assunção não tinha.

Como desvantagem Meireles não tem a mesma capacidade de ler o jogo em situação defensiva, nem o poder de antecipação que tinha o médio brasileiro obrigando assim a que Lucho recue uns metros no terreno e jogue mais em cunha com Guarín e participe mais nas acções defensivas, sofrendo maior desgaste e tendo que partilhar também o seu protagonismo no plano ofensivo e aprender a por vezes ficar ele mais atrás permitindo que suba antes Guarín, e até por vezes deixar Meireles galgar uns metros para aplicar o seu forte remate, que é uma arma que não poderemos abdicar mesmo com Meireles jogando mais recuado.

Lucho neste último ano estava acostumado a ser ele o maestro de todo o espectáculo, a ser o patrão de todo o processo ofensivo da equipa, e a ser ele a escolher quando acelerar o jogo e a quem dar a bola para a última etapa da conclusão da jogada de ataque. Este ano Lucho como todos os grandes patrões terá que aprender a delegar… Nesta estrutura mais ofensiva do meio campo do Porto ele terá que abdicar de algum do seu brilho nas acções ofensivas e saber também dar espaço para que outros também participem nesse tipo de acções.

Para outros jogadores poderia ser problemático mas não para Lucho, um jogador que se destaca exactamente pela sua generosidade e por não se importar de desaparecer mais vezes do jogo visível e dos holofotes das câmaras, para que outros possam brilhar e acima de tudo para que a equipa jogue melhor. Assim se distinguem os grandes jogadores dos demais… Os grandes jogadores não são aqueles que “ apenas” jogam bem, tendo o seu brilho próprio, são aqueles que fazem jogar bem todos os seus companheiros e os fazem parecer até melhores jogadores, ou seja, partilham o seu brilho por todos os companheiros mesmo que isso lhes faça perder protagonismo para que o céu em vez de ser iluminado por uma só estrela seja iluminado por várias.

Quem beneficiará com este recuou de Meireles e o refrescar de velhas rotinas na posição de trinco será Carlos Queiroz e o próprio Meireles.

Com a mais que provável saída de Petit das convocatórias de Queiroz, fica vago um lugar de trinco no onze da selecção. Se momentos houve em que tínhamos duas ou três opções de qualidade para trincos, actualmente o futebol português passa a fase dos médios box to box…Não temos médios ofensivos, os denominados nºs 10, e estamos a deixar de ter os típicos nºs 6, e há uma proliferação algo exagerada de médios centros de grande qualidade.

Meireles assim deixaria de ter que lutar com João Moutinho por um lugar no onze e assumir-se-ia como o novo trinco da selecção nacional, creio que á frente inclusive de Miguel Veloso que não assentaria bem num meio campo a três tão ofensivo como o da selecção.

Será uma solução que poderá beneficiar não só o próprio clube, como valorizar o próprio jogador, o seu valor no mercado e também o futebol português, que bem precisa de um grande trinco como Meireles já provou em tempos poder ser.

Tem a palavra o Mister Jesualdo Ferreira…

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12 Agosto 2008

A importância do triângulo (Parte 1)

Por ricardocosta
Uns preferem-nos mais abertos, outros mais fechados, uns com dois vértices mais recuados, outros com dois vértices ofensivos, outros até o trocam por o losango, o que não há dúvida é que nos últimos anos muito se tem falado na importância do triângulo.

Pode-se considerar que é o coração da equipa, é a forma como conjugamos esses 3 elementos que preenchem o centro do campo que se pode ditar a forma como a equipa pensa e encara o jogo, a forma como gera os ritmos a que os restantes companheiros jogam, e a segurança e coesão defensiva. Por isso compor o triângulo do meio campo é sem dúvida o exercício mais delicado e complicado para se fazer numa equipa. Não é só coabitar 3 jogadores, trata-se de definir previamente o estilo de jogo que se quer impor e encontrar 3 elementos que sejam diferentes, cada um com uma função muito específica e conseguir que juntos formem um bloco unido que faça a equipa jogar. É no meio campo que se ganham e perdem jogos, e como tal, é aí que as rotinas devem ser mais afinadas.

Por vezes há jogadores que nesse triângulo quando bem oleado atingem níveis de rendimento que sozinhos nunca o conseguiriam, porque por vezes trata-se de fazer uma fusão entre 3 jogadores que se complementam, que suprem as carências do outro, que separados são vulneráveis mas juntos quase invencíveis.

No F. C. Porto habituamo-nos a triângulos absolutamente fabulosos porventura o mais completo e inesquecível foi o composto por: Costinha-Maniche-Deco. Costinha era o ministro, a sobriedade em pessoa, de uma leitura táctica fantástica, fazia com que o campo parecesse mais pequeno para o adversário e as linhas de passe desaparecessem.

Maniche era o pulmão, corria quilómetros e estabelecia a ligação entre a sobriedade defensiva de Costinha e a criatividade e magia de Deco. Elevava as rotações a que o jogo se desenrolava e ainda detinha um pontapé canhão fazendo assim aquilo que faltava a Deco e Costinha.

Deco era o mágico 10 o criativo que imaginava todo o jogo ofensivo do Porto mas que também era o 1º a defender, pressionando bem alto. Os 3 separados eram bons jogadores, mas juntos pareciam invencíveis, jogavam de olhos fechados e não há dúvidas que foram um dos grandes motivos para a máquina de jogar futebol que era o F. C. Porto dessa época.

Nas últimas duas épocas Jesualdo Ferreira criou outro triangulo de grande qualidade, com características diferentes, mas também fulcral no domínio que o Porto obteve na liga portuguesa, composto por: Paulo Assunção, Raul Meireles e Lucho Gonzalez.

Este ano porventura o maior desafio de Jesualdo na construção da equipa será encontrar forma de reconstruir o triângulo após a saída de Assunção, é só um jogador é certo, mas obriga a que toda a dinâmica do triangulo e consequentemente da equipa seja alterada.

Há que ter em atenção a entrada de reforços como Sapunaru e Rodriguez na equipa que poderá influenciar na hora de escolher a dinâmica a dar, e na escolha do jogador para entrar para a posição que era da Assunção, que se no papel é o mesmo na prática poderá significar uma nuance no modelo de jogo da equipa.

Os triângulos do meio campo tal como as tácticas sejam elas 4-3-3, 4-4-2, 4-4-2 losango etc. são apenas desenhos, a forma como as peças se dispões antes do árbitro apitar para o inicio do jogo, o que interessa depois é o modelo de jogo que a equipa apresenta, ou seja, a forma como as peças se movimentam em campo, a dinâmica da equipa.

Os princípios da equipa esses são imutáveis ou praticamente imutáveis, e não sofreriam alteração por mais jogadores que saíssem da equipa titular, agora o modelo de jogo parece-me que poderá sofrer ligeiras alterações apesar do desenho táctico se manter o mesmo como Jesualdo já o referiu.

Como tal, não sobram dúvidas que até ao 1º jogo oficial a maior preocupação de Jesualdo é encontrar a fórmula certa para o seu meio campo.

Uma coisa é óbvia e inequívoca, Paulo Assunção só há um e é totalmente inócuo tentarmos encontrar um novo Paulo Assunção, o que já é diferente, é encontrar um jogador com características semelhantes que assegure um modelo de jogo mais próximo da época passada.

Isso é algo muito difícil de concretizar porque venderam gato por lebre ao professor. Prometeram-lhe dois jogadores para substituir Paulo Assunção e afinal deram-lhe dois médios com características mais ofensivas e que nunca jogaram a médio mais defensivo. Um claro erro de casting, o que não invalida que os jogadores em causa possam vir a ter utilidade, mas não na posição para que foram anunciados como reforços.

Para Jesualdo seria importante também saber se Quaresma se manterá ou não na equipa, para saber qual a melhor formula para o potenciar na equipa, e isso se traduzirá na necessidade de fazer este triangulo mais ou menos ofensivo consoante seja necessário criar e atacar mais pelo meio e transportar mais a bola, ou torna-lo mais defensivo ou com maior preocupação no capitulo de gerir as transições rápidas e o último passe para os jogadores rápidos que aparecem pelos flancos capazes de assumir o jogo ofensivo da equipa.

O F. C. Porto com a saída de Bosingwa ganhou um lateral com rotinas de central e por isso muito bom defensivamente que é Sapunaru, mas perdeu aquele fulgor ofensivo de Bosingwa que fazia o flanco direito todo e assumia as despesas ofensivas pelo lado direito, deixando o lado esquerdo para Quaresma e obrigando a um lateral esquerdo mais defensivo.

Tendo em conta estas condicionantes será a partir daqui que Jesualdo terá que analisar as opções para configurar o triângulo do meio campo e decidir se altera substancialmente alguns automatismos do modelo jogo da equipa, que naturalmente já se alterará com a entrada de Sapunaru para lateral direito e Rodriguez para extremo esquerdo.

(continua)

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10 Agosto 2008

Prontos para a luta

Por Menphis
Equipa: Helton (Nuno 45'), Sapunaru (Fucile 64), P. Emanuel (Stepanov 64'), B. Alves (Rolando 45'), Benítez (Lino 45'), Guarin (Tomás C. 45'), R. Meireles (Fernando 64'), Lucho (Bolatti 80'), Mariano G.(Candeias 80'), Lisandro (Hilk 45') e C. Rodriguez (Farias 64')

O FCPorto terminou os jogos de preparação para a época 2008/2009 com uma vitória incontestável, e bastante animadora, sobre a equipa italiana da Lázio.

A equipa portista mostrou que já está mais do que pronta para a exigência da época que se avizinha, realizando uma exibição muito satisfatória, principalmente nos primeiros 45 minutos com a equipa, que se prevê, titular, dando uma excelente imagem, ao seu público que quase encheu o Estádio do Dragão, do que poderá vir a fazer durante a próxima época.

O FCPorto da 1ª parte, foi uma verdadeira equipa, um conjunto recheado de grandes valores individuais mas com um verdadeiro sentido de colectivo, sendo, em todo o tempo e em todo o campo, verdadeiramente mais forte do que o seu adversário.

Nem com a entrada de 4 reforços a equipa se ressentiu, mantendo a mesma estrutura da época anterior, ela foi capaz de jogar com um ritmo muito forte e com uma dinâmica de uma equipa que parecia estar a jogar à muito tempo junta, mostrando que os reforços se adaptaram plenamente.

Desde o inicio da partida, que o FCPorto pressionou sempre muito alto e muito forte, querendo logo marcar, com boas jogadas de envolvimento com vista à baliza adversaria, mas foi de bola parada que a equipa portista inaugurou o marcador. Bruno Alves, com uma verdadeira " bomba", de tão força que a bola foi e tão colocada, não deu quaisquer hipóteses ao guarda-redes argentino, Juan Pablo Carrizo que defendia a baliza da equipa italiana. Mais um golo de bola parada nesta pré-época, coisa quase vista raramente nestas alturas.

O primeiro já lá estava, mas a equipa portista queria oferecer mais aos seus adeptos e, aos 18 minutos, Cristian Rodriguez depois de uma arrancada fabulosa no lado esquerdo, assistiu Lucho Gonzalez que não teve problemas em bater o seu compatriota.

A partir daí, o FCPorto baixou o ritmo mas manteve-se sempre no comando da partida, não passando por muitas dificuldades defensivamente e , por vezes, descia ao ataque para criar quase sempre situações de perigo na baliza adversária.

Na segunda parte, tudo foi diferente, mas para pior, e para isso muito contribuiu as muitas substituições que a equipa teve, não conseguindo impor o ritmo forte e denominador que tinha sido a imagem de marca no primeiro tempo. A equipa teve sempre algumas dificuldades em coordenar as jogadas de ataque, o meio campo não teve a imaginação e a força do primeiro tempo, e a equipa italiana aproveitava para tentar chegar com perigo à baliza, agora defendida por Nuno.

Mas foi de bola parada, e com alguma sorte à mistura visto que a bola embateu num jogador portista que estava na barreira, que Ledesma viria a marcar o tento de honra da equipa romana. Até ao final a equipa ainda procurou o empate mas sempre com pouca categoria e o FCPorto resolveu, com maior ou menos dificuldade, os lances de ataque .

O FCPorto fecha a pré-época 2008/2009 da melhor maneira possível e com um saldo positivo, mostrando que está mais do que pronta para esta época que se espera recheada de grandes sucessos. A partir de agora, acabaram as experiências, tudo é mais à sério, e as vitórias já valem mais, mas por aquilo que a equipa portista vai demonstrando, como adeptos podemos estar confiantes numa época à boa maneira do FCP, ou seja, numa época vencedora.

Reforços

Benítez - Quase sempre muito seguro e muito eficaz, procurou jogar sempre pelo certo, sendo sempre muito regular. Conseguiu controlar o seu lado, estando a crescer à medida que joga. Poderá ser uma boa surpresa .

Guarin- Começou a trinco, mas trocava várias vezes de posição com Raúl Meireles. Continua a ter os mesmos defeitos e virtudes que vem demonstrando nesta pré-época. Dá uma enorme força ao meio campo, luta bastante, recupera muitas bolas, mas entusiasma-se demais, perdendo o seu sentido de colocação indo muitas vezes à frente deixando atrás à mercê do seu adversário. Mas Raúl Meireles estava lá sempre para o ajudar.

Cristian Rodriguez - Claramente, o reforço que mais entusiasma os adeptos e com todos os motivos para isso. Quando a bola vai para os seus pés todo o Estádio vibra com a sua maneira electrizante de jogar. As suas fintas, as suas arrancadas poderosas e rapidíssimas, as suas assistências vão,certamente, dar que falar nesta época. Apenas falta rematar mais e certeiro para ser tudo ainda mais perfeito.

Sapunaru - Mais uma vez seguríssimo, sobe muito e bem ao ataque, dando mostras de combinações interessantes com os seus companheiros. Parece-me que está prestes a tirar a titularidade a Fucile. Além disso, é perigoso nas bolas paradas.

Rolando - Discreto, mas sempre eficaz, não dando hipóteses. Confirma-se que será uma boa alternativa sempre que a equipa necessitar.

Tomás Costa - Entrou bem na partida, muito lutador, com bons pormenores, mas ainda continua a ter aquela timidez que lhe prende os movimentos para se libertar ainda mais. Com o tempo e com o ritmo dos jogos a sua confiança poderá subir e aí poderemos ver o verdadeiro Tomás Costa. Que, parece-me, é um bom reforço para o meio campo.

Hulk - Entrou cheio de fulgor e com uma enorme vontade de se mostrar. Muito rápido e muito forte, com técnica apurada e cheia de fintas, ainda arrancou aplausos entusiastas do público com uma jogada fabulosa que, por pouco, não deu em golo. Fulgor esse que foi perdendo à medida do tempo, acabando discretamente e sem oportunidades para brilhar.

Fernando
- Muito discreto tendo, para isso, contribuído ter entrado na pior altura da equipa. Mas, mesmo assim, mostrou que gosta de jogar simples.

Candeias - Uma arrancada cheia de vontade, mas sem sucesso. Pouco tempo para brilhar, não dando para mais e melhor.

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FCPorto 2-1 Lazio

Por Zirtaev
B. Alves 14', Lucho 17' e Ledesma 72'Equipa: Helton (Nuno 45'), Sapunaru (Fucile 64), P. Emanuel (Stepanov 64'), B. Alves (Rolando 45'), Benítez (Lino 45'), Guarin (Tomás C. 45'), R. Meireles (Fernando 64'), Lucho (Bolatti 80'), Mariano G.(Candeias 80'), Lisandro (Hilk 45') e C. Rodriguez (Farias 64')

09 Agosto 2008

Agora mais a sério

Por Zirtaev
É já com a máquina bem oleada que o FCPorto se apresenta pela segunda vez nesta pré-época perante os seus sócios e adeptos no Estádio do Dragão. O adversário é um conhecido clube italiano, sempre conhecidos pelo seu rigor táctico e marcações fortes, a Lázio de Roma. Equipa talvez escolhida a dedo e que servirá já de preparação para o primeiro desafio oficial da época contra aquela que tem sido a malapata de Jesualdo Ferreira, o Sporting.

Por esta altura, a uma semana de distância da possível conquista do primeiro troféu oficial de 2008/09, a Super-Taça, o FCPorto terá já de apresentar altos índices competitivos, algo que tem conseguido demonstrar nos jogos que tem realizado, havendo, apesar da maior parte da casa arrumada, algumas indefinições no plantel, sendo que a maior delas é não se saber ao certo o destino daquele que é considerado por muitos o melhor jogador do plantel, Ricardo Quaresma. Todas as notícias, mais concretamente os recuos protagonizados pelo Inter de Milão, levam a entender que o jogador ficará mais uma época de Dragão ao peito, mas o seu destino já estará traçado e o extremo rumará quase de certeza bem mais a norte da Europa, sendo que para Jesualdo Ricardo Quaresma será já uma carta fora do baralho.

Quanto ao resto da equipa o grande ponto de interrogação é mesmo o meio-campo defensivo, não se sabendo ainda por quem optará o treinador para substituir Paulo Assunção. Guarin começou a pré-época na posição, mas tem mostrado alguma inadaptação ao lugar apesar de outras boas indicações. O técnico poderá até recuar Meireles, subindo então Guarin ou colocando outro médio na transição para o ataque, mas a opção que mais me agradaria seria mesmo colocar Fernando á frente da defesa, isto pelo que tem mostrado durante os jogos, tendo estado bem, e pela sua enorme margem de progressão no lugar e no clube, podendo também assim manter o resto da já rotinada estrutura do meio-campo Bolatti parece-me claramente que terá perdido a corrida. Quanto ao resto da equipa existem também duvidas se a aposta cairá em Lino ou Fucile no lado esquerdo da defesa e se Rolando será a aposta para esta época ao lado de Bruno Alves. No ataque, e do lado direito, Hulk poderá fazer Mariano ficar no banco, já que este se tem mostrado trapalhão demais, mas com o regresso de Tarik se calhar tudo se altera. Crendo na continuação mais que certa no 4-3-3, estas são as minhas escolhas para este domingo:

A época da conquista do tetra está aí, consequentemente a conquista do primeiro troféu da época, desta feita marcada para o Algarve onde por esta altura estão muitos portistas. Hoje é o derradeiro teste para Jesualdo Ferreira tirar as suas últimas dúvidas em relação ao plantel. Por tudo isto este já será um jogo com enorme nível de interesse ao contrário dos normalmente chatos jogos de pré-época. Mais uma vez espera-se uma enorme moldura humana no Dragão para ver esta equipa num jogo agora mais a sério.

FCPorto - Lazio, Domingo - 20H45 - TVI

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07 Agosto 2008

O melhor reforço é nosso (parte 2)

Por ricardocosta

Este ano por exemplo, o Benfica estava ainda esperançado de poder participar na champions league, e o Sporting tinha a obrigação de se tentar aproximar ao F.C.Porto e por isso deviam começar mais cedo a sua pré-temporada, no entanto, o clube que começou mais cedo os trabalhos da pré-época foi justamente o F.C.Porto. Assim como, os internacionais que estiverem no euro 2008 apresentaram-se muito mais cedo no F.C.Porto que nos seus rivais.

Sinal de rigor e de vontade de fazer sempre melhor. Já o Benfica que apresenta uns 30 e tal jogadores no seu plantel e que ainda queria que o treinador os observasse a todos está agora num total caos e numa luta contra o tempo para encontrar uma equipa…

O treinador do Benfica desconhece o futebol português e como tal os jogadores do plantel que ia treinar, mas para isso mesmo nos clubes organizados costuma haver sempre adjuntos do clube que acompanham o treinador nesse trabalho e abreviam esse tipo de trabalho, é no mínimo estranho ver o Quique Flores a observar 30 e tal jogadores em jogos de pré época que deveriam servir para fazer alguns ajustes e começar a desenhar o esboço de uma equipa e não para andar a ver quem fica dispensado ou vai simplesmente para o banco em 30 e tal jogadores.

Mas até nisso se demonstra a falta de organização e neste caso de experiência, uma vez que quem está a tratar de todo o futebol do Benfica é o Rui Costa que ainda há uns meses era jogador e que nunca teve um cargo directivo nem nunca se formou para isso.

Como tal, é natural alguma ingenuidade numa série de questões e a falta do know how necessário para desempenhar as funções de director desportivo. Um exemplo flagrante foi a forma como conduziu o processo de contratação do treinador: primeiro fê-lo sentir como 3ª opção ao deixar sair para fora a informação que o primeiro alvo era Queiroz e o segundo Erikson, tendo-se inclusive se deslocado a Manchester para conversar com ambos.

2º Não fez o trabalho de casa. Rui Costa queria Aimar para o suceder ainda antes de querer Quique Flores como técnico e como tal imaginava o Benfica num 4-4-2 losango, o problema é que foi contratar um técnico que parece disposto a jogar num 4-4-2 clássico obrigando assim a Aimar jogar muito mais adiantado no terreno como avançado e deitando assim ao lixo 6,5 milhões de euros uma vez que todos sabemos que Aimar é um grande jogador mas para jogar a 10 e não como avançado

3º Rui Costa ao contratar o treinador do Benfica não deixou claro as condições de trabalho que ele iria ter, algo fulcral, para qualquer profissional é chegar a um clube sabendo das suas regras, do seu funcionamento e sabendo com o que pode contar.

Pois bem, a ideia era que Quique tivesse dois treinadores portugueses como adjuntos que conhecessem bem o Benfica exactamente para abreviar aquele período de tempo que o treinador teria que ter em relação ao plantel e ajuda-lo a tomar as decisões mais prementes, como por exemplo: o Edcarlos não precisa de ser observado em 3 ou 4 jogos para se saber que é uma total anedota, o Binya bate em tudo o que mexe etc etc. Isso pouparia muito tempo na preparação do Benfica.

O problema é que na ideia de Quique Flores o Chalana e o Diamantino fariam parte daquilo que ele chama de Staff técnico e não da equipa técnica, ou seja, que eles não estariam nem nos treinos e muito menos no banco… Isto chama-.se falta de organização. Na ânsia de arranjar um treinador para pousar com a águia e vender muitos jornais o Rui Costa esqueceu-se que deve planear e fixar condições. Assim o Benfica contratou Diamantino tendo que pagar contrapartidas ao seu anterior clube para ele depois andar a ver os jogos do Porto na Alemanha contra equipas amadoras… E criou uma situação de mal estar logo à chegada do novo treinador.

No F.C.Porto qualquer treinador que chegue sabe que terá obrigatoriamente que trabalhar com um adjunto da casa e que isso só o beneficiará porque lhe dará informações do trabalho que foi feito antes, do perfil dos jogadores e isso será um auxílio importante para quem está a começar. Aliás o Porto faz o que todos os grandes clubes da Europa fazem, estranho é um técnico novo chegar com os seus adjuntos e não trabalhar com nenhum adjunto da casa.

O caso do Rui Costa é sintomático também do que nos diferencia. No Benfica trata-se de Rui Costa como uma grande referência e a imagem de marca do clube quando ele tem menos anos de clube na prática que Petit, Nuno Gomes ou Quim… Mas Rui Costa como chorou ao marcar ao Benfica é logo um símbolo e é-lhe dado esse poder todo mal acaba a sua carreira, tendo que tomar decisões delicadas e negociar contratos com gente que ainda há bem pouco tempo eram seus colegas de equipa. Não é preciso ser um génio para se saber que como é óbvio essa situação e a ligação afectiva que tem com alguns jogadores afecta o seu poder de julgamento e o compromete.

Na ânsia de arranjar mais um guarda chuva para se proteger de futuros insucessos o presidente do Benfica não se preocupou em lançar Rui Costa para a fogueira tal como o fez no ano passado com Camacho.

O F.C.Porto é um clube diferente… O nosso símbolo é um jogador que efectivamente jogou muitos anos no clube, que contribuiu com o seu talento para que o clube ganhasse vários títulos nacionais e internacionais, não o encheu apenas com lágrimas depois de marcar um golo num amigável, nem o encheu de promessas de voltar todos os anos até estar já em final de carreira… O que deu Rui Costa ao Benfica em termos de títulos? Um campeonato e uma taça…?

Mesmo sendo o Vítor Baía a referência que é, ele ao acabar a carreira teve a inteligência a par de quem dirige o clube de não dar um passo maior que as pernas que tem, o clube demonstrou que conta com ele e que ele pode ser uma mais valia no clube e chegar longe, mas tal como em tudo na vida tem que passar por etapas, demos-lhe tempo de estudar, de se adaptar a esta nova vida e não ter essa passagem brusca de deixar um dia o equipamento de lado vestir um fato e já passar a ser o dono do futebol do clube.

Tem um cargo bom para que possa ganhar com calma as ferramentas necessárias para mais altos voos e acima de tudo está a passar por aquilo que todos devem passar, terá que começar por baixo e demonstrar capacidades para algo maior e a sua progressão será natural para proteger não só o clube mas também ele próprio. Pensamos nele como uma solução para o futuro e não apenas como uma medida populista.

Por tudo isto chegamos à conclusão que por mais que o Benfica compre todos os anos equipas maravilhas, por mais que o Sporting se vanglorie do seu rigor e de serem dirigentes diferentes, modernos etc o F.C.Porto todos os anos parte em vantagem porque temos assegurado desde há muito o nosso maior reforço… A nossa estrutura organizada, liderança forte e mentalidade vencedora que vai desde o roupeiro até ao presidente.

Obviamente que não quer dizer que isso nos dê campeonatos todos os anos, mas em relação aos demais faz com que para nós não ganhar um campeonato um ano seja um percalço, algo ocasional, e não é preocupante porque sabemos que com o estado de desenvolvimento que o clube chegou se não ganhamos um ano no ano a seguir voltamos a ganhar, estamos sempre mais próximos que qualquer um.

Clubes como Benfica e Sporting não têm esta capacidade. O primeiro vive do imediatismo e esbanja dinheiro todos os anos construindo e destruindo não tendo um projecto, uma ideia, não tem visão, vêm apenas o ganhar hoje nem que para isso tenham que hipotecar o futuro do clube. Já o Sporting tem os olhos colados no futuro mas não se apercebe que se só pensar a longo prazo e não apresentar resultados no hoje, por mais boas intenções que tenham não há projecto que resista sem vitórias e acima de tudo sem ambição.

Por isso podemo-nos dar ao luxo de trazer descarregamentos todos os anos, porque este reforço é melhor que contratar 3 Aimares todos os anos que por mais bom que sejam se chegam a um clube sem uma estrutura capaz não conseguem expressar o seu melhor futebol.

Isto explica também o facto de vários jogadores que brilham no F.C.Porto quando trocam de clube não conseguem ter o mesmo rendimento. O Benfica durante muito tempo pensou que bastava contratar os mesmos jogadores e técnicos que haviam brilhado no Porto que isso lhes daria campeonatos... Zahovic, Drulovic, Rodolfo Moura são disso exemplo… o que eles não entendem é que o F.C.Porto é muito mais que a soma das suas individualidades, é uma mística e uma estrutura que não pode ser comprada e é isso que faz com que qualquer jogador ou técnico que chegue ao clube tenha muito mais facilidade em se impor - e disso é prova o nosso actual técnico que foi preciso chegar ao F.C.Porto para ganhar o seu primeiro título..

A prova de que o nosso clube marca qualquer um é que podemos criticar o pouco nº de jogadores que aproveitamos da formação mas a verdade é que quem de cá sai leva o clube entranhado e é visto e diferenciado para sempre como um jogador do F.C.Porto e fala sempre como portista. Veja-se o caso do Sérgio Conceição que esteve para regressar a Portugal para o Sporting mas que sempre que fala do F.C.Porto fala na 1ª pessoa do plural, apesar de já não jogar no clube continua a ver-se como parte dele.

Quem fala Sérgio fala de outros que brilharam lá fora como o Couto, o Baía entre outros que nunca esqueceram o clube e que são sempre identificados como jogadores do F.C.Porto por onde quer que passem.

Já o Sporting está sempre a lançar jogadores da sua formação mas há efectivamente algum que seja uma bandeira do Sporting ou que manifeste especial afeição pelo Sporting…? Quaresma atingiu o seu topo de forma como jogador e como homem no Porto, o Simão foi capitão do Benfica e nunca demonstrou especial afeição ao seu ex-clube, Cristiano Ronaldo nunca demonstrou grande carinho pelo Sporting e até o próprio Futre tem o F. C. Porto como o clube mais importante da sua carreira.

O nosso clube marca por quem por ele passa e influencia a forma como cada um encara a sua profissão. Mesmo jogadores e técnicos que não nasceram portistas saem do clube portistas e o vêm como sua casa:

Em Espanha sempre que lia entrevistas do Deco via-o a falar do F. C. Porto como o seu clube do coração e sempre que havia polémicas no Camp Nou Deco falava que se calhar era ele que estava mal habituado porque no F. C. Porto o balneário estava mesmo fechado e a organização funcionava.

Fernando Santos, Fernando Mendes, Maniche, Costinha etc são outros exemplos.

Mesmo aqueles que nunca passaram pelo F. C. Porto desejam passar ou falam com pena de nunca o terem conseguido…vejam João Pinto símbolo de Benfica e Sporting que fala sempre de forma muito elogiosa do nosso clube e como um sonho que ficou por cumprir e até Sá Pinto símbolo do Sporting ou Carlos Queiroz que em várias entrevistas referiu que o F. C. Porto seria o único clube que seria capaz de o aliciar a treinar na liga portuguesa neste momento.Esta mística, esta estrutura organizada e profissional e esta sede inesgotável de vitórias são o nosso melhor reforço em todas as épocas. Contratem á vontade Aimares, Reyes, Rochembakcs etc, por mais dinheiro que gastem o melhor reforço será sempre nosso todas as épocas, e seremos sempre nós a partir como favoritos todas as épocas. Isto é o F. C. Porto.

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05 Agosto 2008

O melhor reforço é nosso (Parte 1)

Por ricardocosta

Falta pouco para o inicio de uma nova época e como tal por esta altura discute-se contratações, dispensas, hipóteses tácticas, potencial, elogia-se, critica-se mas acima de tudo andamos a calcar ainda o terreno das hipóteses e a traçar cenários hipotéticos com o pouco que vamos vendo de jogos de pré-época. Isto é a beleza do futebol.

A pergunta da moda nas habituais perguntas dos jornais desportivos aos amantes do desporto rei é: quem é o favorito?

O F.C.Porto parte com vantagem para esta liga. A vantagem de ser uma equipa tri-campeã é sem dúvida o argumento mais utilizado pelos rivais mas acho que não é o mais importante.

Nós somos os grandes favoritos ao título porque asseguramos este ano o melhor reforço para o ataque ao título…O Hulk? O Rodriguez? Sapunaru? Não. Um reforço que já tínhamos assegurado não só na época anterior como há vários anos. O facto de termos a estrutura organizativa em Portugal em termos desportivos mais bem montada. Há um plano definido. Podemos criticar a política das contratações, alguns jogos de interesses e uma ou outra estratégia mas a verdade é que o nosso clube em termos de organização é uma estrutura altamente profissionalizada que neste momento se encontra num estágio de desenvolvimento muito acima dos demais clubes em Portugal.

Isso percebe-se em vários exemplos que mencionarei neste texto, e é por comparação aos nossos directos rivais que podemos perceber muito mais a importância de termos este reforço para atacar o título todas as épocas.

Pode parecer algo irrelevante porque não enche 1ªs páginas de jornais nem marca golos ou faz assistências, mas sem dúvida que é isso que nos faz ganhar mais que os outros. Haver uma estrutura, haver liderança, cada um saber o lugar que ocupa no esquema organizativo do clube, os jogadores sabem quem manda, sabem a quem se devem dirigir quando têm um problema e sabem que apenas têm que se preocupar em jogar futebol porque o clube trata do resto.

Além disso, existe a consciência por parte de quem chega de que no F.C.Porto não se brinca, aqui eles podem ter tudo se quiserem, somos exemplo de um clube que sabe valorizar os seus activos e que aqui podem ter uma rampa de lançamento para grandes voos mas também exigimos total comprometimento e profissionalismo e não damos sequer azo a que a disciplina interna seja sequer beliscada, já temos casos do passado que o comprovam em que no F.C.Porto nenhum jogador por mais importante que seja está acima do clube: vejam-se casos emblemáticos como o bi-bota de ouro Fernando Gomes ou o Vítor Baía e ainda Jorge Costa.

Outro ponto que é fundamental para tudo isto é o nosso presidente. Ele é o rosto de toda esta máquina e é importantíssimo não só na história do clube mas na actualidade por mais que com o tempo vá perdendo aquele peso todo decisório que já teve antes da constituição da Sad.

O nosso presidente tem muita experiência no mundo do futebol, já viu de tudo, é muito difícil que o superem em termos negociais, é um estratega nato, e acima de tudo criou a reputação de ser intransigente na defesa dos interesses do clube e por isso granjeia a reputação necessária para que lá fora todos saibam que com o F.C.Porto não se consegue saldos. Sabem que em Portugal se querem contratar bem o F.C.Porto é referência mas que também o seu presidente só aceita negociar por pequenas fortunas.

Isso não acontece noutros clubes… No Sporting por exemplo um Cristiano Ronaldo sai a preço de saldo e no Benfica andam a tentar durante anos vender o Simão por uma verba elevada e depois têm que o despachar por um valor abaixo do que exigiam.

Outro aspecto fundamental é ter um presidente que sabe de futebol coisa que o Benfica não tem (pelo menos sabe de pneus ao que dizem) e o Sporting também não. O Sporting tem o problema de ter gente muito boa a falar de coisas que ninguém percebe muito bem como os Project Finance, e dizem que economicamente são brilhantes mas na verdade vejo o Sporting cada vez mais enterrado economicamente e ao mesmo tempo não tem ninguém que perceba de futebol que parece-me algo de fundamental para um clube de futebol mesmo que englobado numa Sad.

Por tudo isto e muito mais um caso como o caso João Moutinho no Sporting seria muito difícil ou quase impossível de acontecer no nosso clube.

1º o F. C. Porto tem uma cultura diferente do Sporting. No Sporting ganhar uma taça de Portugal e ficar em 2º nem que seja a 20 pontos do primeiro é considerada uma excelente época, no Porto seria uma época desastrosa.

O Sporting nunca passou da fase de grupos da champions enquanto o F. C. Porto já foi duas vezes campeão europeu e cada ano que não passa a fase de grupos é considerado um fracasso na Europa. O Sporting se consegue o 3º lugar que dá acesso á Taça Uefa é um sucesso.

Um pouco por isto se pode explicar o porquê da ânsia das referências do Sporting saírem do clube mesmo que para clubes de dimensão inferior como o Betis, o Everton entre outros. Porque os jogadores pensam, entre jogar num clube grande em Portugal mas sem mentalidade de campeão e que não tem ambição de grandes voos na Europa e clubes pequenos em grandes campeonatos aonde me pagam mais, é melhor ir para esses clubes.

Outra questão é o facto de no Sporting não haver uma liderança forte em termos directivos o que dá aos jogadores a segurança de poderem mais ao menos pressionar o clube consoante a sua importância na equipa.

No F. C. Porto um jogador que se lembrasse de chamar jornalistas para pressionar o clube a deixa-lo sair e o obrigar a chegar a um acordo estaria a assinar a sua sentença de morte no clube.

Ou no dia a seguir estava a pedir desculpas e a explicar o que aconteceu ou estaria automaticamente descartado.

Mas e o activo perguntam vocês? O activo seria valorizado de qualquer das maneiras… Lembro há uns anos quando o Zahovic aconselhado por Veiga tentou pressionar o F.C.Porto a vendê-lo para o Valência e andou a negociar nas costas do clube… O que fez o nosso presidente? Simples, desde logo deixou claro que o Zahovic para o Valência não saía nem por todo o dinheiro do Mundo e aí marcou uma posição para dentro, para todos os jogadores que algum dia tivessem uma ideia semelhante, e para fora para todos os clubes europeus passando a mensagem que com o F.C.Porto esse tipo de esquemas não resultam e que eles saem sempre a perder. O jogador acabou vendido ao Olympiacos e foi jogar para a liga grega, uma liga menor comparado com o seu sonho de jogar na altura num super valência e na liga espanhola.

Agora imaginem se se tratasse do capitão de equipa… Logo no dia a seguir perdia a braçadeira.

Lembram-se de Jorge Costa quando num jogo com o Setúbal ao ser substituído atirou a braçadeira…? Pois nesse ano nunca mais jogou no F.C.Porto e era um símbolo e um grande capitão. A braçadeira deste clube vale muito, deve ser respeitada e o Jorge aprendeu isso nesse ano e se calhar só lhe fez bem para no ano seguinte voltar e levantar a taça dos campeões europeus.

Mais vale perder um jogador por muito mais importante que ele seja do que perder uma equipa. E é nestes casos que se vê os líderes. É muito importante também a carta branca e o total apoio que Pinto da Costa dá aos seus treinadores, mesmo que, por vezes não esteja de acordo com as suas opções pois é isso que lhes permite controlar o balneário porque se eles não sentirem que têm esse poder e os jogadores não sentirem que têm que respeitar, por mais importantes que sejam, estas estruturas funcionam como um baralho de cartas e tudo se desmorona.

O que não invalida que um bom presidente tenha que também saber conciliar, mas nunca, imiscuindo-se na disciplina interna do grupo aplicada pelo treinador. E disso é exemplo o conflito de Vítor Baía com Mourinho em que foi fundamental o papel de Pinto da Costa para conciliar as duas partes mas sem nunca atropelar a autoridade do treinador.

Claro que os Jorges Baptistas e os Ruis Santos tentam sempre encontrar um caso no F.C.Porto e querem comparar a situação de Moutinho á de Quaresma e Lucho, situações incomparáveis.

O Quaresma e o Lucho anunciaram o seu desejo de sair para outros campeonatos no final do campeonato quando é o espaço temporal próprio para o fazerem. Mas nunca o disseram no sentido de pressionarem o clube, sempre disseram que estavam à espera de propostas e que quem os quisesse teria que chegar a acordo com o clube.

E outro aspecto muito importante que os diferenciam de Moutinho, quer um quer outro manifestou a sua vontade num momento em que não haviam propostas concretas para a sua saída.

Isto pode parecer apenas um pormenor mas não é. O João Moutinho ao manifestar que quer sair e que o Sporting tem que chegar a um entendimento com o Everton num momento em que o Sporting acabava de rejeitar uma 1ª oferta do Everton afectou gravemente os interesses do clube e acabou de forma consciente ou não (não o posso afirmar convictamente) por desvalorizar o seu passe. Deu ao Everton uma margem negocial maior, porque agora é pública a vontade do jogador, e acima de tudo, este caso fez com que ele fosse visto como um problema para resolver no Sporting e tudo isso joga a favor do Everton.

Um exemplo de como funciona a política de comunicação do clube agora a cargo do Rui Cerqueira: nunca mais vimos o Quaresma a falar à comunicação social desde que o F.C.Porto recebeu uma proposta do Inter. Por isso mesmo, agora o novo passatempo dos jornalistas para tentar encontrar um caso e dizer que o Quaresma quer sair, é fazer análise da sua expressão nos treinos, se ri muito se ri pouco, se faz mais ou menos trivelas, porque da boca do jogador nem uma palavra saiu porque ele sabe que o F.C.Porto não compactua com esse tipo de comportamentos e que se ele quer sair terá que ser com o acordo do clube e nunca numa situação de ruptura, porque aí, ele será sempre o elo mais fraco seja ele o Quaresma ou o Maradona.

Este é apenas um de muitos exemplos da organização ser o mais importante reforço do F.C.Porto todos os anos.

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04 Agosto 2008

Um Teste Promissor

Por Rui Zamith
No mais recente teste desta pré-temporada portista, mais especificamente o Torneio Internacional de Braga, pareceu-me novamente que este Porto tem a máquina surpreendentemente afinada para o momento temporal em que nos encontramos - basta comparar os níveis competitivos do campeão nacional com o dos seus maior oponentes. Na ressaca de um estágio que teve como maior objectivo preparar física e mentalmente os atletas para mais uma temporada longa e exigente, a grande maioria denotou já índices competitivos bastante apreciáveis, sendo que desta feita os golos foram também alcançados - de forma eficiente e muito interessante.

Frente ao Leixões, Jesualdo Ferreira tinha já referido que pretendia testar um esquema bem perto daquele que seria o mais certo para o início das competições oficiais, e foi com esse pensamento que nos chegou uma interessante informação: a colocação de Meireles como elemento fixo no vértice defensivo do meio-campo, uma possibilidade que em tempos já havia sido referenciada. Numa pré-temporada que, naturalmente, é a altura para testar novos elementos e novas estratégias, parece evidente que a saída de Paulo Assunção acabou por ser a mais notada no esquema portista. A preponderância do brasileiro no 11 azul-e-branco era por demais evidente, e a sua abrupta saída tem sido paulatinamente resolvida, de forma inteligente e tentando não criar um fardo que venha mais tarde a criar pressão sobre os seus possíveis sucessores. Assim, e à surpresa que para todos os portistas foi a entrada “vencedora” de Fredy Guarin, Jesualdo tem sabido aproveitar o rendimento do colombiano de diversos modos, como que rendido à versatilidade e qualidade futebolística do médio. Contudo, e aceitando como certo que no 433 portista um trinco terá que funcionar como pêndulo na recuperação e na eficiência posicional, a colocação de Guarin acabou por não resultar da forma mais consistente, pois resguardava uma posição extremamente importante, obrigando os restantes elementos do meio-campo a dobrar o lugar quando o colombiano se estendia no terreno (como a natureza do seu futebol o levava a fazer).

Frente ao Cagliari, a aposta decaiu em Fernando, um jogador que apesar de muito jovem tem já alguma experiência e rodagem numa posição que sempre foi a sua desde o início da formação como atleta (o que é importante destacar, num futebol actual feito de versatilidade e constantes adaptações). O temporada na Amadora forrou-se de sucesso, e é com mérito que o brasileiro é visto actualmente como um possível substituto natural de Assunção. A meu ver, será Meireles a opção imediata no que a partidas oficiais diz respeito, mas não será surpreendente que Fernando avance para a titularidade num futuro não muito distante.

Em termos defensivos, a segunda partida frente a um tenro Cagliari revelou também aquilo que já temia de há um ano para cá: Lino é definitivamente um defesa sem qualidade. Os seus dotes técnicos são evidentes, o pé esquerdo preciso e poderoso, mas naquilo que o seu lugar lhe exige Lino é um elemento fraco e sem estofo para o campeão nacional. Frente ao Cagliari, todos os lances ofensivos que os italianos protagonizaram num segundo tempo bem morno foram graças ao brasileiro que, numa pré-temporada em que revelou forte pendor ofensivo, conseguiu como que disfarçar os seus reais défices. Em oposição, frente ao Leixões tivemos a primeira amostra de Nelson Benitez - perante a qual fiquei surpreendido e bastante agradado. Muita raça que parecia estar escondida associada a forte pulmão, bom sentido táctico na hora de defender e um belo pé esquerdo a colocar o esférico na área contrária (conseguiu ainda uma vistosa assistência para golo de Lisandro).

Hulk, como grande expectativa no seio dos adeptos portistas, denotou ainda alguma ansiedade, mas poderá ser uma das grandes surpresas para a temporada que se avizinha. Tecnicamente fantástico, detém um pé esquerdo que parece ter capacidade para furar muitas redes adversárias. Será contudo necessário esperar pelos próximos capítulos, pois a condição física terá que ser melhorada, e a adaptação ao nosso futebol será a realidade imediata na vida do brasileiro. Farias, esse fez questão de demonstrar na partida de hoje como o seu instinto se mantém intacto, e requer sem menor dúvida um tratamento bem especial no lote de atacantes do Porto, pela qualidade e experiência que ainda revela. Faltando de forma evidente um avançado à antiga, mais posicional e com maior “cultura” de finalização, este Porto parte para 2009 com predicados bem similares àqueles que vimos na época transacta: diversos elementos com qualidade bem acima da média, velozes e com uma versatilidade que é de enaltecer. Rodriguez e Hulk vêm trazer a Lisandro, Tarik e companhia uma ainda maior profundidade ofensiva à equipa, somando ainda alguns pontos para sectores em que a equipa se encontrava debilitada, como ao nível do disparo de meia distância e na marcação de bolas paradas. O defêso tem sido positivo para os dragões, e de momento restará esperar para ver se em termos oficiais o brio se mantém.

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03 Agosto 2008

FCPorto 4-1 Cagliari

Por Zirtaev
Lisandro 19' e 27', Farias 25', Fini 81 e Hulk 90'Onze inicial: Helton, Sapunaru, Rolando, B. Alves, Lino, Fernando, R. Meireles, Lucho, Mariano, Lisandro e E. Farias

Jogaram ainda: Tomás Costa, Hulk, Fucile, C. Rodriguez, Candeias, Bollati

Mais uma vez o FCPorto venceu em penalties. Marcaram para o FCPorto: Lucho, Fucile, Lino, Hulk e Tomás Costa.


O FCPorto venceu tudo o que havia para vencer neste torneio, ou seja, os dois jogos que disputou e as marcações de grandes penalidades contra os mesmos adversários, conseguindo assim a conquista do primeiro troféu da época, o Torneio Internacional de Braga.

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Torneio Internacional de Braga

Por Zirtaev

Hoje:
FCPorto - Cagliari, 18H15 - SportTv

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02 Agosto 2008

FCPorto 3-0 Leixões

Por Zirtaev
Lucho 9', Bruno Alves 62' e Lisandro 69'Onze inicial: Nuno, Fucile, P. Emanuel, Rolando, Benitez, R. Meireles, F. Guarin, Lucho, Mariano G., Lisandro e C. Rodriguez.

Joagaram ainda: Ventura, Bruno Alves, Bolatti, Tengarrinha, Tomás Costa, Hulk e Candeias

O FCPorto venceu também nos penalties por 4-3. Marcaram para o FCPorto: Bruno Alves, Hulk, Benitez e Pedro Emanuel. O guarda-redes Ventura foi decisivo nos penalties, tendo defendido dois.

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01 Agosto 2008

«Notáveis Azuis» - Aloísio Alves

Por Rui Zamith
Aloísio Pires Alves nasceu em Pelotas, Brasil, em Agosto de 1963. No Rio Grande do Sul, cumpriu a sua formação no maior e mais consagrado clube da região, o mítico Internacional de Porto Alegre. Com cerca de 20 anos, o brasileiro era já pedra importante na equipa, e para o comprovar está a chamada à Selecção do seu país para representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Seul, prova em que ajudou a conquistar a medalha de prata. Desde então, o jovem defesa-central encantou os emissários espanhóis do Barcelona, que não mais o haviam de esquecer.

Cerca de dois anos volvidos, o Barcelona conseguia finalmente concretizar um sonho antigo. Aloísio entrava assim na Europa pela maior porta possível, e começava a carreira em Espanha da forma que sempre demonstrou abraçar qualquer projecto: com humildade e sobriedade. Depois de uma temporada de bom nível, Cruyff (com as suas manias) resolveu retirar o brasileiro da equipa, oferecendo de bandeja a sua posição a Ronald Koeman. Assim, e no final da temporada de 89/90, Artur Jorge trazia para o seu Porto um defesa-central de peso, um elemento que haveria de deixar uma enorme marca no clube, num período a todos os títulos memorável. Jogando inicialmente com Geraldão, Aloísio partilhou também o centro da defesa com Fernando Couto, José Carlos, Paulo Pereira e o inevitável Jorge Costa. Para quase todos eles, Aloísio foi como um mestre, concedendo-lhes ensinamentos e conceitos fundamentais para a sua afirmação. E o brasileiro era isso mesmo, um mestre, um guru, que com a calma que o caracterizava tinha uma capacidade única para passar a sua mensagem.

Foram 11 os anos de dragão ao peito, que se iniciaram com um inseguro contrato de empréstimo, e que terminaram com uma “religiosa” ligação única entre atleta, adeptos e direcção. E se a nível individual foi marcante, colectivamente a sua passagem coincidiu com um período igualmente brilhante para o reino do dragão. Dos 7 títulos de campeão nacional que conquistou (18 títulos no total), 5 deles foram consecutivos - o célebre penta-campeonato, de 1994/95 a 1998/99 - tendo aliás o brasileiro arrecadado o “título” de atleta mais utilizado em todos eles! Foram ao todo 149 partidas, mais 3 do que outro ícone azul, Ljubinko Drulovic. E se melhor forma haverá para demonstrar a sobriedade e desportivismo deste grande jogador, é interessante verificar como, na partida de consagração do “penta”, Aloísio foi o único a não ostentar a mão aberta (ver imagem).
Em campo, Aloísio era um «zagueiro» que roçava a perfeição. Alto, forte, a sua inteligência permitia-lhe garantir um posicionamento sublime, algo que no confronto directo por diversas vezes lhe garantia recuperações sublimes, plenas de categoria. Nas alturas era imperial, e sem ser um jogador duro ou faltoso era quase sempre o elemento com maior número de recuperações no conjunto azul-e-branco. Ofensivamente deixou também a sua marca por diversas vezes, e é recordada com emoção a última temporada do penta-campeonato, na qual Aloísio alcançou vários golos numa equipa de sonho, com Deco, Zahovic, Capucho e Mário Jardel.

Em 2000, com 37 anos, e apesar de ter entre mãos algumas propostas para continuar a jogar, Aloísio encerrou a sua carreira como jogador profissional mantendo-se “agarrado” ao seu clube do coraçao num cargo técnico. E os títulos mantiveram-se: com Mourinho no leme, Aloísio foi um dos adjuntos que ajudou o clube a vencer vários títulos, entre eles a Taça UEFA e a Liga dos Campeões. Seguiu-se a aventura como técnico principal, algo em que certamente ouviremos o seu nome novamente. No entanto, uma coisa é pacífica para qualquer seguidor do futebol luso: dificilmente uma personalidade estrangeira pisará os relvados nacionais com a classe que Aloísio evidenciou.

Artigo também publicado em www.jogodearea.com

Nota do Administrador:
Hoje: Torneio Internacional de Braga > FCPorto - Leixões, 21H15 - SportTv

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