31 maio 2011

Vi-te ó Pereira explica como a arbitragem melhora


Ninguém percebeu porque o João "Pode vir o João" Ferreira foi nomeado para a final da Taça de Portugal, designação amiúde premiando o melhor árbitro da época que começou com o artista sadino a proteger o Benfica na Supertaça de Aveiro com os caceteiros que ficaram por expulsar em Agosto. Mas nenhum intrépido pé-de-microfone perguntou pela classificação dos árbitros quando o alegado líder a pedir o profissionalismo Vi-te ó Pereira fez o balanço da época, ontem, presumo que na Liga de Clubes.

Continuando no obscurantismo, Vi-te ó Pereira disse que a arbitragem esteve melhor esta época. Melhor mesmo por 0,1, uma décima apenas mas que, por exemplo, serve igualmente para o Governo se regozijar com o número de desempregados quando flutua uma décima para cima ou para baixo: para baixo é uma proeza do Governo a acreditar na recuperação da economia que afundou; para baixo é lido como estagnação, pelo que já não é mau evoluir para pior...

Enfim, além de perorar de novo pelo profuissionalismo para ficar com tacho melhorado, Vi-te ó Pereira brindou-nos com mais uma das suas pérolas: a nota subiu esta época apesar, disse ele apesar, de tipos experientes, disse ele experientes, como Lucílio Baptista e Pedro Henriques se terem retirado. Com a inclusão de novos árbitros, dois deles a fazerem barraca de meter medo ao cão, como Hugo Pacheco e desvirtuar completamente o Sporting-Beira-Mar no mais escandaloso jogo da temporada, era suposto o balanço geral ser pior, em contraponto à saída dos mais credenciados.

O que prova que a merda persistente nos árbitros portugueses tem outro cheiro consoante os "experientes" como o SLB e o cretino PH vão saindo.

A propósito, e até porque esteve presente também na final do Jamor como 4º árbitro, foi o fim de carreira de um medíocre como Elmano Santos, por limite de idade já que não há outra maneira de os afastar das competições profissionais. 

O grande Elmano capaz de ficar na História como o árbitro que no mesmo ano civil de 2010 marcou um penálti contra o FC Porto no Dragão ao 90º minuto, primeiro para o Leiria (3-2 era o resultado e Helton defendeu) em Janeiro, depois para o Setúbal em Dezembro (1-0 era o resultado e Jailson atirou por alto).

Medíocre sempre, é mais um que não deixa saudades. O Donnie Darko tinha feito essa referência em comentário e eu prometi que tinha previsto este apontamento a assinalar a data. Já que é dia de falar de medíocres e parvos, fica o registo.

Lobo mau ignora Hulk

Nunca dei crédito algum a este parolo palrador promovido por amigos e confrades transversalmente na Rádio. Televisão e Imprensa. Nem é que o escute mais do que o desaprecio, bacoco com laivos de elegância que mais não é que uma espécie de revista Maria para alguns marivalvas da bola.

Foi por acaso, ao fim do dia na rádio do carro, ouvir o inefável Luís Freitas Lobo, depois da "pérola" da semana passada sobre o fracasso do FC Porto vencedor da Liga Europa não ter sequer passado pela Champions, enumerar o seu 11 do campeonato nacional. Apenas com Moutinho e Falcao entre os portistas com direito a figurar na sua caderneta de cromos, ignorando de Helton e Hulk todos os craques do FC Porto que fizeram a mais extraordinária época que alguma equipa portuguesa alguma vez conseguiu.

Só um descalabro intelectual pode justificar mais este arroto de um tipo que tem a cara de nojo do Tadeia a comentar futebol e vomita banalidades com restos de comicidade trágica em caroços difíceis de engolir.

30 maio 2011

Direito à indignação quando se ouve LFV e JS

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Ouvir, por estes dias, José Sótraques é fastidioso, tendo em conta seis anos de desvario socialista que conduziram Portugal à iminência da bancarrota. A negação permanente da realidade e o inventar de fantasmas e inimigos externos persiste de "vitória" em "vitória" até à derrota final, marcada para domingo, apesar de  cidadãos ignorantes ainda pulularem por aí em vivas ao maior enterra do sistema democrático, aviltado na legislatura da maioria absoluta de que cedo me penitenciei ter lamentável mas irremediavelmente contribuído em 2005, e da credibilidade do País. Mesmo em dèbacle, o PS aproveita o estertor da morte para espernear e apontar o dedo à "Oposição" em que sempre gostou de "malhar", esquecendo que por cada dedo que aponte a terceiros, pelo menos três deles ficam virados contra si mesmo. E aqueles que ainda este domingo deram vivas ao Primeiro-Sinistro no Porto, esquecendo os desvios de verbas para Lisboa e Vale do Tejo, o abandono do TGV para Vigo em favor do Poceirão-Caia e da TTT que ligue o troço à capital, os entraves sucessivos ao Metro do Porto e, finalmente, a cobrança das três SCUT no Norte sem implementar, desde 15 de Abril, o pagamento a todas as outras no País, só mostram a incultura fétida em que vivem e a ignorância em que ainda voga uma boa parte da sociedade de esmola e subsídio-dependência.

Não imaginava, porém, ver replicado o estado geral de demência psicológica socialista no domínio patológico benfiquista. Logo eu que não exploro as notícias de foro diverso que se abatem sobre o Benfica, como as mais recentes à volta de uma transferência de um jogador. Mas ainda que Sótraques, à excepção do inglês técnico e desenho engenhoso de casas de aldeia dignos do seu diploma dominical de favor, saiba falar nem que seja para dizer sempre a mesma coisa, again and again, sobre cabalas, ataques pessoais, oportunismo político e cosi via, já o bronco presidente do Benfica é um desastre comunicacional por inaptidão absoluta. a que nenhum arcanjo Gabriel, papagaio inveterado de igual forma e nenhum conteúdo, pode salvar do inferno do descrédito.
De repente, ao chegar a casa, dei conta de uma entrevista da Judite ao Luís Filipe Vieira. Pensei ser a RTP, mas a TVI é agora dominada pelos dois figurões do regime da estação pública, incluindo o Zé Alberto dos fretes do Carvalho. Brinquei se não seria a tv dos bimbos com o seu presidente no ar. Mas não permito a entrada de grelha alguma que o inclua, era mesmo o bronco presidente do Benfica que pediu, imagine-se, que a "Juiciária investigue os negócios todos do 1º e do 2º classificados", parecendo o parolo que não sabe como a sua equipa ficou a 21 pontos do grande campeão do Dragão.

Ouvir Sótraques dizer que o "acordo com a troika é um bom acordo" é como escutar o "Orelhas" a garantir que a PJ foi à Luz "só buscar o contrato do Julio César". E, semanas depois de mais um "acordo de Lisboa" tão do agrado do "Porreiro, pá" em 2009 como este último de 2011 com a "troika" saber que, afinal, o bom acordo tem situações ainda mais gravosas do que as que foram gota a gota conhecidas do público mas nenhuma anunciada em Abril passado, é como saber, por fim, do próprio LFV que "há meses que a PJ perguntou pelo contrato de Roberto" na Luz.

Com gente deste calibre não sei se devemos rir ou chorar. Seguramente dois dos maiores escroques do Portugalório contemporâneo, do qual felizmente o LFV vai ser o "último a sair" contando com a inevitável derrota eleitoral do PS fedorento que contaminou por anos a vida pública e a sanidade política e intelectual de milhões de cidadãos indignados com este tormento socialista que afundou o País. Resta ao FC Porto regozijar-se em ter como rival este do baixo calibre do da Luz. E que Portugal melhore, porque pior é impossível e nenhuma outra conclusão se pode tirar.

Sótraques a insistir ser alvo de "ataques pessoais" que ele julga existir na política onde tem marcado assassínios de carácter e a começar pelo sistema judicial entregue aos bichos é como ouvir o seu ministro MAI, o palonço Rui Pereira, a pedir "investigação implacável" a um apedrejamento na auto-estrada impossível de escrutinar e em que qualquer cidadão pode ser alvo. Ou, enfim, estranhar a indignação serôdia do presidente dos broncos da Luz que permite as maiores afrontas informativas e ser palco das calúnias mais indignas na tv dos bimbos que diz ser escrupuloso defensor, enquanto questiona a PJ a fuga de informação como se fosse algo pior do que meter à socapa escutas no you tube...

Queixumes sobre desinformação e adversos títulos de jornais na boca do presidente do Benfica é dizer mesmo, como o próprio bronco, que "o peixe morre pela boca". Lamentar-se que por causa da sua intervenção, de mixórdia e espalha-brasas, foi alegadamente perseguido pelo "caso Mantorras" não esclarece nada nem sobre o milhão de euros desaparecidos da negociata em que interveio primeiro como vendedor, pelo Alverca, e depois como comprador, pelo Benfica; nem sobre eventual dinheiro mal encaminhado na compra de Julio César que pretende, toscamente, justificar.

À Judite sonsa e mal preparada para as tricas da bola, a quem nem o consorte poderia ajudá-la a tramar o bronco benfiquista, LFV pôde ainda dizer o que quis e ameaçar matar o mensageiro, prometendo perseguir jornais e jornalistas como conseguiu com o repórter Hugo Cadete que interpelou Jorge Jesus no final do Beira-Mar-Benfica, precisamente da TVI onde julgou falar de cátedra como ante os bimbos da sua tv para ignaros. Apresentar-se ao País com processos de intenções e continuando a lançar suspeitas sobre outros como se fossem o prato do dia diz bem da estatura mental desta galinhola igual ao "meia-tigela" denunciado por Pinto da Costa.

E, ainda, quando jura pela seriedade da SAD encarnada, como se as outras fossem de vão de escada e se eximissem a auditorias, dá bem da ideia do parolismo do personagem, a quem não pode negar-se que mantém o perfil e a dimensão dos pavilhões auriculares, ao contrário da Judite que engrossou os lábios (botox?) desde que acompanhou líderes partidários em campanha para pequenas inconfidências do "lado humano" dos animais da política e da besta do futebol nacional.

Não era de prever aparição mais provinciana de um tipo sempre a bater com a mão no peito que se julga acima dos outros e cuja família diz defender enquanto estraçalha a reputação de outras. Para a recta final de campanha eleitoral, com o "mais do mesmo" do Primeiro-Sinistro, apanhar com o Benfica perseguido pela Judite, a PJ mesmo, e num final de época penoso a ver o grande rival ganhar tudo o que vale, é um tormento duplo e impagável; como se não bastasse a oficialização do FC Porto como clube com mais títulos em Portugal, subjugando até os jornais que LFV critica pelo "sensacionalismo" que tantas vezes o serve; e que, no campo eleitoral, deixou um ignorante Coentrão a fazer, a contragosto, campanha ao lado do inefável Sótraques capaz de achar a tudo isto um... Figo. Destas coisas comem eles ao pequeno-almoço. Só que sai caro por vezes. Ainda que a digestão seja doentia, no domínio psicológico e até patológico.

Como sempre tenho insistido nesta conjugação de ideias pífias e desígnios sinistros, só mesmo o Benfica pode rivalizar na intrujice e sabujice como o Partido Socialista.

A coça

Alex Ferguson reconheceu ter levado uma "coça" como nunca o seu M. United levou, na final de sábado com o Barcelona. Um dos mais conceituados treinadores e açambarcadores de titulos, num qualquer "supermercado" ou meramente em "feira da ladra", não teve pejo em elogiar a equipa contrária. Mesmo que tivesse antecipado estar melhor preparado do que em 2009 quando perdeu 2-0 com o Barcelona na final de Roma, a verdade é que Ferguson não só actuou de forma demasiado prudente, como viu esta versão adiantada 5.0 de Guardiola destroçar completamente o campeão inglês.  
Não se sabe como seria se o M. United assumisse o jogo, como faz em praticamente toda a época, tornando-se mais um caso, preocupante, de uma equipa mostrar-se cobarde, atraiçoando a sua própria filosofia e as expectativas dos seus milhões de adeptos. Mas não foi diferente do Arsenal de Wenger, que tanto defendeu em Camp Nou e evitou humilhação maior, apesar de acabar a protestar contra um árbitro que cumpriu as regras na expulsão de van Persie tudo porque marcou um golo sem querer, num canto inofensivo que Busquets desviou para a própria baliza para um inesperado e momentâneo 1-1 na 2ª mão dos 1/8 da Champions. Nem foi diferente do cobarde Real Madrid que Mourinho sacrificou em massacre defensivo em pleno Bernabéu só para acabar a queixar-se de uma justa expulsão de Pepe que individual e disciplinarmente passou mais das marcas do que estrategicamente a equipa de Mourinho apostada em repisar a táctica do mau futebol e especular com o resultado como conseguiu com o Inter um ano antes.
Mas Ferguson ficou convencido, tal como Wenger afinal. Esta equipa do Barcelona é insuperável, ou pelo menos assim parece com tantos cuidados defensivos dos adversários. E ninguém aparece a perguntar porque nenhuma equipa perde o medo e enfrenta o Barça com valentia e futebol, dê para onde der porque jogar para perder por poucos raramente resulta e é desprestigiante.

E enquanto Villas-Boas e Guardiola continuam a trocar mensagens de admiração e respeito mútuos, destoa o nível a que desceu Mourinho a criticar o Barcelona desde a estrondosa e vergonhosa derrota caseira, prognosticando até que sentiria "vergonha" de ser campeão como seria o Barcelona, ciente de que o ceptro europeu não lhe fugiria.

Esta coça futebolística, aplicada de novo pelo Barça que encanta (quase) todos, continua sem grandes explicações quanto ao antídoto, elogiável, a aplicar-lhe. Um silêncio extensível aos comentadeiros do parolismo lusitano, seduzidos pelo Mourinho "resultadista" e gradualmente em decadência no epíteto de "jogar futebol", entretanto entretido com guerras de alecrim e manjerona na "casa blanca" agora por causa do d.d. Valdano demitido de funções com identificação do pífio vencedor Mourinho...

Uma coça que o Barça deu toda a época, à excepção da violência inaudita permitida na final da Taça do Rei que um execrável árbitro espanhol permitiu para intimidar e diminuir os craques do Bacelona, com Pepe a toda a corda e pitons no ar. Do 5-0 ao Madrid na 1ª volta da Liga, ao empate cómodo na vuelta no Bernabéu, a superioridade no duplo embate da Champions poderia ser suficiente para calar os fanfarrões, mas o efeito Mourinho, pelos piores motivos, deu chama a uma disputa acesa apenas fora do campo.

E se Ferguson diz nunca ter visto equipa assim como o Barcelona, sendo difícil que alguém mais tenha visto melhor do que ele, pode disfarçar as suas próprias insuficiências e a inferioridade da sua equipa, agora sem ter, como em 2009, Ronaldo a dizer "the tactics was no good" que também distinguiu Mourinho no 0-2 caseiro. Mas é o melhor que se pode dizer de um adversário sem ter vergonha de assumi-lo, para além do fair-play que, de facto, não é meramente um jogo de palavras como Mourinho quer fazer crer mas está também muito longe de praticar.

28 maio 2011

Deu Barcelona, vamos tentar fazer diferente no Mónaco

Prontos, o Barça despachou, com vulgaridade simples, o M. United e a Supertaça europeia no Mónaco, a 26 de Agosto vai ser a final que desejamos, Porto-Barcelona, Villas-Boas-Guardiola, dois estilos semelhantes, o portista que se revê no culé, o catalão que sabe agora é inspirador do dragão.
Veremos, então, o que sucederá. Talvez o Porto se empertigue e tire partido de começar a época mais cedo um bocado. Talvez o Barça ganhe naturalmente por ser praticamente imbatível e claramente a melhor equipa de sempre na História do futebol, pelo jogo e pelos títulos.
O que acredito, sim, é que o FC Porto jogue e lute como sabe, assuma as suas virtudes e não tente mascarar os seus defeitos de forma a descaracterizar-se. Mesmo que perca, o FC Porto, no que não acredito mas não quero antecipar desde já, que ao menos perca a jogar, não como cobarde, não a sujeitar-se a ser socado com boxer encostado às cordas e sem um braço e com os olhos vendados. Não como o Real Madrid de Mourinho, o Arsenal de Wenger, o M. U. de Ferguson. Se tiver de ser goleado por 5-1 como o Shakhtar de Lucescu, que jogue e desfrute, crie oportunidades como os ucranianos fizeram antes de serem soterrados pela melhor equipa do mundo e de sempre.
Foi mais do mesmo, mesmo em Wembley, com o M. United remetido a defender quando sabe jogar mas recusa-se fazê-lo. Afinal, se Mourinho felicitou Domingos pela ida à final da Liga Europa com o Braga e saudou "sir" Alex por estar na final da Champions com o campeão inglês desta vez sem CR7 (o que não adiantou nada em Roma-2009), não é a boca que fala e o coração que sofre, mas apenas uma imensa dor de cotovelo - com a agravante de ser, agora, dupla, contando além de Guardiola também AVB.
Só por acaso o United fez um golo, van der Sar não se despediu como campeão mas ainda foi o melhor que evitou a goleada dos ingleses. Pedro, Messi sem slalom mas com o sei tiro inesperado que parece saído do nada como cada arranque que faz a esconder a bola no mágico pé esquerdo que serve para driblar como para chutar de forma indefensável, e finalmente David Villa fizeram os golos que sacudiram o tento imprevisto e mero empecilho que se sacudiu facilmente que foi o tento de Rooney.
Fica o Barça para a História, já na 4ª Taça dos Campeões e 3ª desde 2006. Sobram justificações, cada vez mais implausíveis, daqueles que não gostam do estilo e torcem pelo anti-Barça que julgaram ver com "maravilhas" no retranqueiro Inter de Mourinho coadjuvado pelo portuguesíssimo Benquerença. Justificações aberrantes, decerto, que deviam começar por explicar como é possível um futebol alegadamente tão feio e que adormece mas, ao invés, assusta qualquer um e o mais pintado ao ponto de deixarem de ser quem são e negarem a velha máxima do futebol: não podes jogar diferente do que estás habituado a fazer. Se houver uma excepção, que o futebol sempre propicia, pois é isso mesmo e a regra é que ganha quem mais faz por isso e, normalmente, melhor joga.
Foi com esse compromisso com a vitória que o FC Porto fez a mais extraordinária temporada de sempre de qualquer equipa portuguesa, mesmo as melhores entre as melhores do próprio FC Porto de 2003 e 2004 de Mourinho que respeitava o seu estilo e assumia o seu compromisso sem vacilar. O FC Porto que justamente tem o prémio de defrontar a melhor equipa do mundo. E para aqueles que torcerão pela sua derrota, já que acham fácil ganhar a Liga Europa e o FC Porto é de nível Champions, vão ter o dilema de perceber por quem torcer e vibrar. E até lá têm muito tempo para matutar nisso, se forem capazes de se abstrairem das tangas da silly season e dos ídolos de pés de barro por aí ao desbarato.

27 maio 2011

Capitão de luvas

Vamos continuar a ter Helton na baliza, com a renovação prevista e ainda que anunciada ontem em exclusivo pela Antena Um não mereceu abertura de noticiário desportivo a não ser depois de falarem do Benfica, do Sporting e da Selecção sem nenhuma novidade e algum tema próprio da rádio.
Um momento para elogiar toda a postura do guarda-redes que, por coincidência ou não carregando a braçadeira de capitão, foi toda uma segurança para a época magistral do FC Porto.
Em 2003, quando o FC Porto também ganhou campeonato e taça em Portugal e a Taça UEFA, Helton foi uma das vítimas, defendia a baliza do Leiria no golo de Derlei que decidiu a final do Jamor. Defendeu ainda pelo Leiria na Supertaça decidida com um golo de Costinha em Guimarães, em Agosto.

Desta vez, não apareceu no Jamor a não ser para erguer o caneco, algo a que se habituou mas sempre partilhou com um colega, fosse Falcao, fosse James ou até Mariano. Com cinco títulos nacionais em sete épocas de azul e branco, mais quatro taças e até um troféu europeu, Helton é simbolicamente o motivo de segurança e de confiança que a equipa deu em campo e a começar pela defesa da baliza em que foi, amiúde, decisivo, apesar de toda uma boa retaguarda defensiva que tão boa conta deu de si.

O azar é que vai retardar a emergência de Beto na baliza portista e atrasando, assim, a ascensão deste à baliza da Selecção onde parece não merecer a confiança de Paulo Bento, mas desse assunto também falarei em breve.

Marradas da carneirada

Mal se esgotou a semana de total consagração do FC Porto a nível nacional e internacional, com um ulterior triunfo na FIFA após Platini ter sucumbido com a UEFA a ceder a Liga Europa a Pinto da Costa. Parece que já foi há meses que tudo acabou, pois praticamente nada transparece da esmagadora presença futebolística dos dragões. Em plena silly season, com miríades de jogadores para animar os pasquins lisbonenses e com um ex-dragão a fazer dias festivos de Domingos durante a semana, tivemos a questiúncula dos títulos a sério e os obstinados, presos pelas correntes da História e as amarras do sectarismo e saloiice, rivalizando pateticamente com Mourinho, agora já têm outro motivo para vincarem a sua deriva editorial.

A UEFA não coloca Cristiano Ronaldo no onze ideal da Liga dos Campeões. A UEFA?, o que é isso? O Rascord e a Bolha não admitem afrontas e encaram tudo como um desafio, bora lá colocar o nosso CR7 e até o Mourinho a treinador, era o que faltava ficarem apenas com a Taça do Rei com um árbitro à espanhola de antigamente e o Pichichi pois claro. Guardiola? Barcelona? Final da Champions em Wembley? O que é isso face à crosta histórica do recreativo e do desportivo lisbonenses?

Seguramente por acaso, depois da praga de grilos nos confins minhotos com Espanha, o JN trazia hoje a notícia de uma senhora vítima de um carneiro. O bicho, descontente por o tirarem do seu habitat natural, marrou contra a septuagenária num caminho ermo, o cornudo não gostou de o terem metido num caminho e muito menos ermo, vai daí assestou contra quem fez tal afronta. Já tínhamos o efeito de quem se mete com o PS, leva; já vimos como reagem os pasquins lisbonenses face a FIFA e UEFA; agora temos um carneiro assassino; e marramos como nunca porque esse é o destino de alguns.

26 maio 2011

Simples

De hoje, à noite:
Mais um comunicado do FC Porto a chamar os bois pelos nomes http://www.fcporto.pt/Noticias/Futebol/noticiafutebol_futcomunicado_260511_62093.asp e a comprovar como faltava alguém para dar ao dedo no teclado para vincar a posição e imagem do clube, ridicularizando o rival que vai atrás e os pasquins que vão atrás do rival...
No básquete, 91-79 e falta uma vitória, no domingo, na Luz onde é hábito celebrar títulos.

Acabei por não ter tempo de corrigir, logo a abrir, esta peça, com a evocação da conquista de Gelsenkirchen neste dia em 2004. Amanhã cumpre-se mais um aniversário de Viena, 1987. E, daí, tem toda a pertinência este enquadramento histórico-estatístico que, eu tal como muitos que nem gostam da conversa de treta, estabeleço por, de alguma forma, estar oficializado o 69-68, diferença que bem bastará ao FC Porto para se adiantar ao Benfica na final do básquete, com o 5º jogo amanhã no Dragãozinho.

Sobre as reacções dos perdedores, eram expectáveis. Do Serpa resta a memória da Bíblia de outrora que não me lembro de ter evocado alguma vez a famosa taça de 1050- Quanto ao cabotino careca do Rascord, é do Belenenses e, claro, nunca sabe para que lado cair, até morrer de podre e sempre, sempre contra o FC Porto e tudo o que seja Norte, ponto cardeal que nunca conheceu na puta de vida que leva.

Da traça latrina? Acho piada à explicação da FIFA: "Não se disputava no respeito pelas regras do jogo"... Já se faziam as coisas por outro lado em 1950, foda-se!... Para mim, resumindo, não vale um chavo porque não tinha a supervisão de nenhuma estrutura reconhecida a nível internacional (a UEFA nasceu apenas em 1954) e não conheço qualquer outro troféu desse tempo que possa ser considerado oficial. Mesmo o Mundial, após a II GM, ainda não tinha sido retomado à data e a FIFA é que mandava, tal como manda às urtigas a taça latrina. Sobre a Taça Intercontinental, mesmo que disputada pelos campeões da Europa e América do Sul, daí o seu nome, foi assumida como oficial pela FIFA quando alargou a compita e institucionalizou o Mundial de clubes em 2000 (ganho pelo Corinthians ao Vasco) mesmo que no imediato também não tenha tido sequência competitiva até à institucionalização do Mundial de clubes como anualmente hoje conhecemos. Confundir, como o rasca da Bola, a Taça Intercontinental com a Taça Toyota, só porque o patrocinador levou a "final" (antes eram a duas mãos em cada continente) para o Japão com um condimento (também financeiro) extra, é mesmo misturar mijo com água de colónia e releva a desonestidade dessa camarilha lisbonense dos pasquins dedicados ao desportivo e ao recreativo. (actualizado a 26/5/2011, 14.20h)

Não é que me preocupasse muito com isto, mas já que é oficial, prontos. Embora os pasquins da intoxicação informativa seguramente avancem amanhã com outras versões mais a jeito, assim a modos do Rascord que teimou em dar um registo estatístico a jogos europeus do Sporting contra todas as evidências.

Também as tv's passaram ao lado da coisa. Isto apesar de a RTP, oficialmente, ter dado vantagem ao FC Porto (69-68 troféus), mas não contou ao inefável Conduto que serviu de papagaio na final da Taça de Portugal para pôr o Benfica ao nível...

25 maio 2011

Grilos

Leio no JN, entre outras coisas como continur a iludir a situação pré-eleitoral, que uma praga de grilos está  a afectar as populações, por mor da agricultura, num extremo de Portugal, no cantinho norte do Parque Nacional Peneda-Gerês, ali na fronteira com Espanha em Entre-Ambos-os Rios, recôndito pedaço do distrito vianense e concelho de Ponte de Barca. Por uma questão de proximidade isto diz-me alguma coisa, mas se fosse noutro canto do País deixava-me preocupado, tanto quanto o próprio JN ter asseverado, em forma única e em interpretação exclusiva, que "Passos estava hesitante e Sócrates confiante" no último debate tv antes da campanha eleitoral propriamente dita como se houvesse alguma coisa distinta entre a forma e o conteúdo...
Enquanto o FC Porto era agraciado no Governo Civil do Porto, cujo titular pensei fosse uma tipa de Gondomar e ali vereadora socialista, algumas coisas da tv eram vistas à lupa, como leio agora no Rascord de um gordo nauseabundo suposto crítico televisivo a comentar a entrevista da pobre FCF a Pinto da Costa, como se a tipa da RTP tivesse algo que a distinguisse da maralha teleivisiva e comentadeira como o gordo anafado que também palpita na mesma RTP(N).
Não consta que desta vez a Câmara do inefável Costa do castelo lisnonense tenha dado louvores ao FC Porto, como Santana em 2004 e que nem o PR Sampaio, silenciado por esse arcanjo Gabriel de má conduta, fez ao contrário do que fez ao vicecampeão europeu Scolari.

Mas da capital já cresce a onda Domingos. Até a bola rolar e os resultados acontecerem, vai ser mais do mesmo. Domingos, timorato e indeciso na final da Liga Europa, fazendo trocas directas sem resolução a perder com o FC Porto, tem os favores da cambada leonina nos pasquins lisbonenses, a começar pelo Rascord cujo cabotino e imbecil director também não gostou das diatribes de Pinto da Costa sobre o pasquim em referência e acusa-o de perseguição, algo que remonta a outras questiúnculas em tribunal...

Até lá os grilos vão dizimando a paisagem, de Norte a Sul deste pobre País que julga dividir-se entre os inefáveis criminosos xuxialistas e a nova vaga do PSD mesmo que sem um "meia-tijela" que eu só supus saber quem era mas a Imprensa capitolina já asseverou ser o mastodôntico Gomes da Silva, um nome já de si sinistro na história recente portuguesa.

Mesmos nos noticiários, breves e inconclusivos, da rádio, depois de um tal Rodrigo que nem os benfiquistas sabem quem é, uma Selecção a conta-gotas e cujos podre continua por desvendar, e o ressurgido Sporting de marketing e pouco mais contando com as conquistas alheias que fazem como suas e enchem salas de Imprensa cheias de adeptos à míngua de repórteres predestinados, a renovação de Helton passa para quarto plano.

É assim que o FC Porto continua a sua marcha, de encontro ao destino de vencer, e os grilos seguem a cantar, como as cigarras no Verão. Lá pelo Inverno falaremos... 

Incrível

Para mim é ele o jogador do campeonato e o homem que desequilibra no FC Porto. Melhor marcador da Liga, um bom pecúlio na Europa, assistências para golo e castigos para os adversários. Um martírio. Martírio e castigo que evocam o que lhe provocaram no início de 2010. Os portistas sabiam que o cirúrgico castigo a Hulk era para arredar o FC Porto do título e, se possível, da Champions. Os malfeitores que não o conseguiram em 2008, na infame noite do motim do CJ da FPF agora também desautorizado por entidade judicial séria e isenta, tiveram a sua vitória de Pirro.
Os portistas não dão, em geral, valor ao que têm. Este tipo começou a dar a 1ª vitória no campeonato com um penálti na Naval convertido com frieza quase no fim. Depois aguentou a ausência de Falcao quando a equipa entrava estrategicamente em descompressão antes do arranque para o pico definitivo na Primavera. Foi com Hulk que o FC Porto manteve os benfiquentos à distância. Ele é que aterroriza as defesas e, claro, um tipo assim tem uma cláusula de rescisão estratosférica.

Para acabar a época com um "golo olímpico" a coroar uma festa na final da Taça de Portugal, mais um par de assistências para dois dos golos de James, nada melhor do que provar que é Incrível. Desde que regressou do degredo que tanto jeito fez a quem faz as coisas por outro lado, o FC Porto não mais perdeu no campeonato e vão 39 jogos. Um título sem derrotas que a ele se deve tanto. Um monstro que tem o desplante de se mostrar indiferente a outros monstros que o pretendem. "Sair? Eu não sou louco!".

Este também não desdenha quem o lançou e não acolhe o primeiro canto de sereia em final de época. Canto, só se for directo. Para uma época extraordinária, só mesmo um jogador fora do comum. Este e outros merecem mais as atenções dos adeptos do que as discussões parvas à volta de fogueira sem lume.

Hulk foi acima de tudo um profissional notável, jogador de eleição e fica acima das questiúnculas à margem da bola que os paineleiros em fim de estação queiram fazer. Aposto é que não voltam nem a falar dele nem a concordar que o castigo do Bosta da Liga determinou o campeão fraudulento, mais uma vez, da época passada.

24 maio 2011

«Mais do que competente»

Pinto da Costa revelou a cláusula de rescisão de André Villas-Boas: 15 milhões de euros. É pouco, muito pouco, o equivalente a um milhão de euros por cada um dos 15 anos que o fantástico treinador do FC Porto quer manter-se em actividade. AVB, portista até à medula, não quer sair. Volta a distinguir-se de Mourinho, a quem deu uma bofetada de luva branca ao nomeá-lo entre as personalidades a quem estava reconhecido pela carreira meteórica em que Mourinho apenas o lançou, não que o inspirou.
Hoje, com tantos e tantos parvos ainda a relacionarem AVB e Mourinho, Villas-Boas olha para a mais extraordinária época que alguma vez uma equipa portuguesa fez, e porventura não fará mais ou igual. Eu cito só um elogio que ele dedicou a outrém e dedico-lho porque o justifica mais do que tudo e do que todos: AVB é mais do que competente.
Não sei se entendem a alusão, para mais num dia em que se fala do treinador do 4º classificado que vai para o 3º classificado a 35 pontos do campeoníssimo AVB. E isso é conversa. Entretanto, o tolo Lobo repisou na TSF a "teoria do fracasso" de quem vai à Liga Europa por nem sequer ter passado pela Champions. E os que acham tudo fácil aguçam o dente crítico parolo de ver o FC Porto fraquejar na prova-rainha, preferindo medir a capacidade portista já na Supertaça europeia no Mónaco. O FC Porto causa engulhos sempre e cada vez mais a uma plêiade de comentadeiros snobs que gastam todos os adjectivos entre o desportivo e o recreativo lisbonenses.

Isto é, porém, o tributo a André Villas-Boas, ainda que respaldado na revelação do presidente portista à RTP, ontem à noite, onde debateu o quotidiano portista na convivência tanto com os títulos como com os pasquins. Só um "espelho" de quatro troféus nesta época dava a bonomia suficiente para aturar a Fátima Campos Ferreira que até a ler tem dificuldades: começou logo por dizer que, apesar da taça latrina, o Benfica ainda teria mais títulos do que o FC Porto.

A única, outra revelação de PdC subtendeu que vai votar PSD: "por um novo rumo para o País". O Xico Assis não deve rondar o Dragão desta vez. E Rui Rio pode fazer à vontade as corridinhas na Boavista...

23 maio 2011

Guardem lá outra vez que agora é só pó ano e não liguem aos da taça latrina

O desespero que faz alguns tirarem esqueletos do armário, com competições não oficiais em que na Europa nem sequer ainda existia a UEFA (criada em 1954), agora fazem avolumar os títulos ao clube do regime que há um ano não julgavam necessários, lançando a dúvida como quem atira para o ar um vídeo carolino ou com paixão.
À parte isso, guardem também estas que só pó ano terão oportunidade de rever tantas capas azuis em particular dos pasquins lisbonenses.

22 maio 2011

Três

Prontos, e vão três em um, a semana dos títulos por todo o lado, a Taça no Dragão pelo terceiro ano consecutivo. O que seria a cereja pequenina no topo do bolo foi um bolo enorme em cima da cereja sumarenta, com uma exibição de gala do FC Porto e um 5-2 ao intervalo que deve ser histórico e recorde, entre os tantos e tão variados que os dragões consumiram avidamente esta época, a melhor que alguma equipa portuguesa conseguiu na história do futebol.
Agora imaginem que um puto de 18 anos marca três golos numa final e é um Futre mais novo a quem uma final de 5-2 ficou consagrada individualmente porque fez dois golos nessa partida.
Pois James lá foi a Lisboa marcar o seu primeiro "hat-trick", impondo uma forte oposição à declaração celebérrima do ministro que dizia "jamé" um aeroporto na margem sul e chega lá um imberbe colombiano e diz Jame(s) a Taça e venha ela pó Porto.
Uma loucura, incluindo os raros dois golos sofridos de bola parada, algo impensável de ver esta época de forte segurança e traquejo nestes lances da defesa portista. Uma loucura a cada golo do V. Guimarães o FC Porto marcar logo como a dizer: ganho quando e como quero.
Para tornar brutal o castigo aos "Guerreiros de Plástico" que Manuel Machado dizia serem do Braga, Beto fez uso da sua especialidade e se há penálti contra o Porto o Beto... resolve. E de um possível 4.-3 em cima do intervalo, porque Fernando tem acusado cansaço e faz faltas por reacção tardia al como ia entregando um golo a Mossoró em Dublin, lá saiu de um canto contra um contra-ataque para 5-2, com James praticamente a entrar com a bola pela baliza.
Inolvidável época terminar desta maneira e um total seguamente a rondar os 150 golos, 49 vitórias em 58 jogos, todos os títulos no papo que interessam, quastro troféus numa temporada que só Ivic e alguém, na RTP, parvo como sempre, com dúvidas em tudo: na qualidade do espectáculo (se não tem erros é enfadonho, se tem é uma miséria), no fora-de-jogo a Mariano para marcar o sétimo céu no firmamento azul e branco na sua gloriosa despedida, numa taça latrina atribuída ao Benfica para engordar o currículo que começa a ser desesperantemente curto, se é Hulk ou James o melhor em campo.
E acabámos sem saber, pelos supostos experts da tv, quem foi o último a marcar três golos numa final da Taça e o último a defender um penálti. Enfim, o costume felizmente com o FC Porto, o costume lamentavelmente com tudo o resto por fora.

Um último treino, o 58º jogo, mais um tetra, venha o tri e a subida aos céus da glória suprema


A Taça de Portugal é nossa há dois anos e hoje o FC Porto aspira ao tri que nunca logrou na competição, igualando agora as quatro finais consecutivas que Benfica, Sporting e até Setúbal já lograram há muito tempo... Estamos a um passo da glória suprema para a mais brilhante de todas as resplandecentes épocas do futebol português e, como diz o hino de Maria Amélia Canossa, um marco no brasão do FC Porto de vitórias sem igual, um céu a colorir definitivamente a azul e branco.
A festa demorou um bocadinho mais, mas ao FC Porto não costuma fazer mossa. Há mais um último treino, uma última viagem e um último troféu a disputar para ganhar. É o que está em jogo. Um tri inédito, um tetra a igualar o recorde doméstico de presenças em finais que nos últimos anos quase sempre levam o FC Porto ao Jamor, um outro tetra de triunfos nesta época extraordinária em vista.
O V. Guimarães, há quatro dias em estágio, vai cumprir, salvo erro, o 40º ou 42º jogo oficial. São 18 ou 16 jogos de diferença, mais de meio campeonato só numa época, o FC Porto pareceu acusar já alguma fadiga em Dublin mas ainda capaz de gerir as incidências da final europeia sem dar algo ao adversário à excepção do Fernando...
Esta última final pede mais posicionamento e gestão da bola e do esforço, num campo maltratado, que aparente nunca levar rega, e num recinto desusado que só aos pândegos das sardinhadas encanta como antigamente... o calor habitual não costuma ajudar e amolece o jogo, só a falange do Dragão pode levar a equipa à vitória,.
Manuel Machado foi antipático para com os Guerreiros do Minho, zombando com os de Braga fruto de sounbdyte de marketing e crê que é a História de Portugal que justifica o epíteto aos de Guimarães. Veremos quem são os de plástico, sendo que a estratégia de contenção será igual da parte dos vimaranenses. Era bom vê-los desafiar, até mais frescos e poupados poderiam ser ousados, o poderio portista com arrojo no ataque como sugere o seu treinador, mas vamos ver mais do mesmo com uma equipa resguardada a ver se o contra-ataque sai e acontece um bambúrrio.
Enquanto na 4ª feira tivemos os de Guimarães a torcer pelo FC Porto para efeito do insucesso dos rivais regionais de Braga, amanhã teremos os de Braga a torcerem pelo FC Porto. A derrota vimaranense no Jamor pressupõe que serão os de Guimarães a começar a época europeia mais cedo, da mesma forma que esperavam a derrota arsenalista em Dublin para terem essa esperança de relegarem os de Braga para uma pré-eliminatória em Julho.
Do baixinho Marques Mendes ao grande mas que não é grande coisa Laurentino Kim il-Sung Dias vão torcer pelo FC Porto para que o seu adorado Braga entre directo no play-off da Liga Europa. São as coisas da bola...
A propósito de público, será bonito ver se há festa ou algazarra, depois da confraternização em Dublin que não pode surpreender a não ser os distraídos ou os tolinhos com as tricas das claques. Porto e Braga, em 1998, deram um exemplo de civismo no Jamor, tal como Porto e Guimarães 10 anos antes. Resta saber se haverá infiltrações estranhas e se os desordeiros de Guimarães, empertigados afonsinhos do condado, se armam aos cágados na mata local, como costumam fazer. Mas, aí, para qualquer responsável policial, se verá quem são os adeptos da traulitada e os que gostam da bola a sério. Como diz mais um subintendente da PSP lisbonense, posto de canto o outro que falava "da claque lá do Norte", é o público que faz a festa... ou a guerra.
Eu que não volto mais ao Jamor acredito que tudo correrá bem, o Benfica não fez comunicado como no ano passado e o FC Porto coroará com o seu tri inédito uma época gloriosa com o recorde de jogos oficiais disputados a comprovar o estatuto ímpar de indiscutível melhor equipa portuguesa num trilho de êxitos que vai para 35 anos com o destino de vencer.

20 maio 2011

Até parece fácil ganhar a Liga Europa e há quem fale em fracasso!

Para além de o FC Porto ter defendido, de novo, a integridade da Liga Europa/Taça UEFA, evitando triunfos de repescados e afins que tiram vantagens a serem eliminadas de vez para não se aviltar uma "contaminação" e até aviltamento da prova já de si secundarizada face à Champions, ainda há gente que não entende outras coisas intrínsecas à competição.


Vamos falar de lobos parolos e raposas ignorantes que, a dado ponto da prosápia e valor que se auto-atribuem, acabam a dizer: ah, mas são verdes...





O tema começa a ser recorrente. Remonta, por exemplo, a 2005. 2005? Sim, depois de o FC Porto ter conseguido "in extremis" continuar na Champions, para o que teve de bater o Chelsea de Mourinho (golos de Diego e McCarthy) e beneficiar da derrota caseira do Paris SG com o CSKA Moscovo que fez os russos seguirem para a Taça UEFA que viriam a conquistar, a teoria foi de que era fácil ganhar ao CSKA.


Logo no recomeço dessa edição da Taça UEFA, o Benfica foi eliminado pelos russos e só não perdeu os dois jogos porque um qualquer árbitro anulou dois golos limpos aos visitantes na Luz. Por fim, também em casa do adversário, o CSKA logrou virar o marcador (1-0 ao intervalo) para tirar o caneco das garras do Sporting (1-3).


Parece tudo fácil até quem o proclama, ou tem cicerones a sugeri-lo, se debater contra as suas insuficiências.

Agora é comum ouvir, como nos últimos dias, dizer que o FC Porto "pertence" e devia jogar na Champions, pois é do escalão maior do futebol europeu. Todos os que tornaram quase irrisória a equipa portista relegada para a Liga Europa andaram meses a fio a endeusar o Benfica campeão nacional e a secundar profetas falsos que advogavam que os encarnados podiam ser grandes na Champions.


Mesmo com derrotas comprometedoras, tais cicerones admitiam que o Benfica seguiria em frente. De "vitória" em "vitória" até à derrocada final em Telavive, ninguém ousava dizer que o Benfica não tinha estatuto para a Champions, depois confirmado com nova derrota caseira com o Schalke na despedida e que pressupôs mesmo o afastamento liminar da Europa, salvo o tal golo do suplente Lacazette que afastou os israelitas do Hapoel nos úlimos instantes. Foi o suficiente para tornar o Benfica um grande na Liga Europa, mesmo superando à rasca, a sofrer sempre golos, cada eliminatória.

Já sabemos o resultado. Mas, pelo meio, o FC Porto teve de afastar das melhores equipas em prova, como Sevilha e CSKA Moscovo, vencedores de três das edições em 2005, 2006 e 2007, até ter o Villarreal como obstáculo para a final. O Villarreal que em 2006 ganhou na Luz perdeu 5-1 no Dragão e está tão apurado para a pré-eliminatória da Champions de 2011-12 como o Benfica.


Deve ter sido por isso que um tal comentadeiro Luís Freitas Lobo - e juro que nunca vi sequer o programa da RTPN nem sei o nome e só em zapping apanhei ontem à noite a parte final quase à meia-noite - disse que ganhar a Liga Europa é pouco para o FC Porto, que na anterior presença na prova ergueu também o troféu no que se afigura como uma formalidade. E completou que ganhar a Liga Europa pressupõe um fracasso: o de não se ter apurado para a Champions.


Quem quiser comprová-lo procure na net o programa e veja apenas os minutos finais, que eu não minto nem me armo em parvo.


Já nem se diz coitado do Braga, ou mesmo do Benfica. Ser 3º em Portugal é de facto muito mau, apesar do êxito recente do Sporting em Braga. Deve ser por isso, ainda, que convém a uns quantos saber onde é a próxima final da Liga Europa, algo que tem passado despercebido. É em Bucareste, Roménia, e decerto vários clubes portugueses são desde já candidatos a ganhar o troféu, mesmo algum que não chegue sequer à Champions.

Com esta perspectiva das coisas, que importa se os poucos portugueses presentes na final europeia entre equipas portuguesas andavam ou não com bandeiras verde-rubras da Nação que dá tantos destes ilustres "crâneos" ao mundo? Alguns questionaram mesmo a razão de Rolando, cabo-verdiano de origem, não transportar a bandeira portuguesa sendo internacional por Portugal, como se não pudesse, numa final europeia, assinalar o seu país de origem e isso seja recriminado pelos broncos deste país.

Parece que, na discussão dos portugueses em campo, ninguém reparou antes que nem o Benfica tinha no onze mais portugueses do que o Porto e o Braga, em nenhuma eliminatória, nunca puxando o tema enquanto outro tema se impunha até desaparecer do radar...

E, pior, a maioria dos portugueses do FC Porto de 2003 a levantarem a Taça UEFA em Sevilha parece que tiveram um óptimo reconhecimento nacional, não fossem os hoje críticos acotovelarem-se para difundir notícias sem fundamento que punham em causa esse triunfo e o que se lhe seguiu em Gelsenkirchen.


Isto é tal e qual como as capas azuis de alguns jornais uma ou duas vezes no ano. Os elogios passam facilmente e vão para o lixo como papel de embrulhar peixe.

Voltamos à normalidade que tão bem conhecemos.

Esperemos que o FC Porto mantenha a sua "normalidade" no domingo, apesar de eu lhe ter visto algum cansaço, natural mas que andava bem dissimulado ao cabo de tantas batalhas ganhas até aos triunfos finais que nos enchem de regozijo e gozo. E o ambiente de festa, com o anulamento do treino de hoje, não comprometa mais uma atitude séria e conquistadora no Jamor para encerrar a época em beleza. Para ter direito a mais um dia de capas que depois vão para o museu, mesmo que no dia seguinte volte a normalidade dos imbecis, invejosos, tinhosos e manhosos cá da parvónia.

19 maio 2011

Ei-la, que volta, como previ ao Atl. Madrid!

Cá está ela, oito anos depois, como era previsível.
O que escrevi a 13/5/2010 no rescaldo da vitória do Atl. Madrid na Liga Europa (com negritos que agora acrescento), agora que a Taça UEFA - é a mesma peça - voltou ao Porto.
Ok, agradeçam ao FC Porto e despeçam-se já dela
"Tal como o CSKA Moscovo em 2005, o Atlético de Madrid também foi afastado da Champions pelo FC Porto e ganhou a Taça UEFA, hoje Liga Europa. Moscovitas e madrilenos, curiosamente, desviados para a segunda competição continental, acabaram por afastar o Sporting nesse segundo fôlego, no caso dos russos até começaram, antes, por eliminar o Benfica antes de gozar os leões na final de Alvalade.
Foi o coração Atlético, e melhores jogadores e bem decisivos na frente - um quarteto de luxo, mas não imune à boa leitura de Quique que retirou Simão e Reyes, apagados, para lançar flanqueadores mais incisivos e que foram determinantes, Jurado e Sálvio ainda que este só por simpatia possa ser considerado um jogador sequer - que decidiram a final de Hamburgo, com dois golos do inevitável Forlan, o segundo no prolongamento (116'), vergando o orgulhoso Fulham já incapaz de conter os danos de muitas lesões (Zamora e Duff saíram magoados).
Uma equipa que era titubeante com Abel Resino quando jogou no Dragão e sofreu o toque de calcanhar de Falcao, depois foi miserável quando recebeu o FC Porto no Calderón, mas Quique começou a reabilitá-la, chegou a aflorar lugares europeus na Liga espanhola e atingiu a final da Taça do Rei a disputar na 4ª feira com o Sevilha no Camp Nou. Não é, longe disso, uma equipa-maravilha, mas
Quique tem mérito fantástico na forma como a recuperou.
Depois de duas Taças do Rei com Futre em 1991 e 92, o "doblete" em 1996, o calvário da gestão da família Gil, cujo patriarca Gil y Gil torrou milhões sem mais sucesso desde então e o filho Gil Marin é o cérebro desportivo há vários anos, um belo triunfo europeu a juntar à Taça das Taças de 1962.
O Atléti não conseguiu segurar o troféu europeu em 1963 (1-5 com o Tottenham), pelo que...
Bem, colchoneros amigos que já apagaram a mágoa da maior derrota europeia caseira com o FC Porto (0-3) em Novembro: podem já começar a despedir-se dela, que o FC Porto volta aí para a pegar de novo em 2011, depois de 2003".

Incontornável, mesmo a contragosto de certos pasquins lisbonenses

Ontem passou esta efeméride
Pelo que, como as capas azuis em dia de título nacional do FC Porto, é melhor guardar, aguardando pelas próximas.


adenda (17.30h): vi há pouco, no Porto, o Rascord, esse jornal saloio que acha que muda alguma coisa por, pontualmente, colorir o próprio logótipo de azul, a maior bacoquice, como se pudesse enganar alguém, que certos "tratadores" de jornais feitos cabotinos directores inventaram nos últimos anos e que a mim me repugna profundamente pois não é por mudar a cor que se muda a identidade e até desrespeita o próprio título.





Já agora, também fez, ontem, 100 anos da morte de Gustav Mahler. E sinfonia com futebol só condiz com o FC Porto, como volta e meia aqui aporto.

Recordes do FC Portogal na Europa

18 golos de Falcao é um novo cataKlinsmann



Na contabilidade geral, sim contam os golos da pré-eliminatória e Falcao acaba a época com 18 tentos, o máximo depois dos 15 de Klinsmann em 1995-96 pelo Bayern de Munique, e 14 de John Wark (Ipswich, de Bobby Robson em 1981) e Altafini (Milan).



Esta capa é do início da época, conquistada a Supertaça em Aveiro a 6 de Agosto, embora tenha havido uma rectificação e seja o 3º mais jovem a ganhar um título em Portugal, inclusive atrás de Mihaly Siska campeão em 1939 pelo FC Porto.





André Villas-Boas tornou-se, aos 33 anos, o mais jovem treinador a vencer uma prova europeia, três meses mais novo de Gianluca Vialli quando levou o Chelsea a erguer a Taça das Taças em 1998 ante o Estugarda (do hoje seleccionador germânico Joachim Löw).


IFK Gotemburgo (1982 e 87), Feyenoord Roterdão (1974 e 82), Sevilha (2006 e 2007) partilham doravante com o FC Porto o facto de terem vencido as duas finais da Taça UEFA /Liga Europa actualmente) que disputaram e acederam pelas qualificações nas únicas semifinais da competição que disputaram.



Real Madrid e Parma já tiveram a desfeita de perderem uma semifinal, numa tabela de honra das 53 edições desde 1955-58 incluindo a antiga Taça das Feiras até 1971 não patrocinada pela UEFA mas que antecedeu a prova.



Um quadro de honra assim constituído (Vit. Fin. SF)
Juventus Turim (Itália) 3 6 7
Inter Milão (Itália) 3 4 9
FC Barcelona (Espanha) 3 4 8
Valência CF (Espanha) 3 4 4
Liverpool FC (Inglaterra) 3 3 5
Bor. Mönchengladbach (RFA) 2 4 5
Leeds United (Inglaterra) 2 3 5
Tottenham Hotspur (Inglaterra) 2 3 4
Real Madrid (Espanha) 2 2 3
Parma AC (Itália) 2 2 3
IFK Gotemburgo (Suécia) 2 2 2
Feyenoord Roterdão (Holanda) 2 2 2
FC Sevilha (Espanha) 2 2 2
FC PORTO 2 2 2



Ao ganhar a prova nas duas últimas vezes que a disputou com intervalos de tempo em que competiu noutros troféus da UEFA, o FC Porto igualou o Borússia Mönchengladbach (1975 e 79, finalista vencido em 80) e IFK Gotemburgo (1982 e 87). O Feyenoord demorou mais a recuperar o troféu (1974 e 2002) embora o tenha disputado noutras ocasiões de permeio. O Sevilha (de resto como o Real Madrid em 1985 e 86) venceu em 2006 e 2007.


Mas esta época histórica para o FC Porto na Europa tem outros recordes insuperáveis para outras equipas portuguesas.

14 vitórias numa época é recorde absoluto das eurotaças
As 7 vitórias seguidas do FC Porto (Genk, Sófia, Istambul, Viena, Sevilha, Moscovo duas vezes) fora de casa, até à derrota em Vila-Real, não são um recorde, apesar de muito bem parecido, mas o total de 14 triunfos na mesma época, ainda que com 17 jogos, superam o máximo de 13 do Barcelona em 2002-03, em 16 jogos, com pré-eliminatória, duas fases da Champions (6+6) para cair sem ganhar à Juventus nos quartos-de-final...


13 jogos sem perder numa competição, novo recorde nacional


Na Taça UEFA, somando as duas últimas participações embora espaçadas no tempo, de 2003 a 2011, o FC Porto conta 13 jogos sem perder, um recorde nacional numa prova contando a vitória no Panathinaikos (2-0 por Derlei), a semifinal com a Lazio (4-1 e 0-0) e a final com o Celtic (3-2) a juntar aos resultados desta época até à derrota caseira, e injusta, com o Sevilha.


12 jogos consecutivos imbatido em anos seguidos, é também recorde nacional


Assim, com AVB, o FC Porto supera o anterior máximo de 12 jogos sem perder com Mourinho em 2003-2004, desde a derrota com o Real Madrid (de Carlos Queiroz) nas Antas em Outubro de 2003 até à derrota com o Chelsea (de Mourinho) que se seguiu ao 0-0 com o CSKA Moscovo na abertura da Champions de 2004-05. O melhor que o Benfica conseguiu foi com Eriksson até à final da Taça UEFA 82-83 em que, ao fim de 11 jogos imbatido, perdeu (1-0) no Anderlecht e comprometeu o título com o empate seguinte na Luz na 2ª mão.


44 golos (a 1 do recorde do Barça de van Gaal)


Com 44 golos na temporada, o FC Porto ficou apenas a um golo do máximo numa época do Barcelona (45 em 16 jogos em 2000, dos quais 6 ao FC Porto e 3 deles por Rivaldo, apesar de ter visto a final da Champions entre o Real Madrid e o seu verdugo Valência).


TOP TEN de troféus europeus


O melhor, porém, é que o FC Porto ascendeu ao top ten das equipas europeias com mais troféus continentais e sem contar a Supertaça europeia:


CLUBE (PAÍS) T1 T2 T3 Tt.
Real Madrid (Esp.) 9 0 2 11
Barcelona (Esp.) ?3 4 3 10?
Milan (Itá.) 7 2 0 9
Liverpool (Ing.) 5 0 3 8
Ajax (Hol.) 4 1 1 6
Bayern (Ale.) 4 1 1 6
Inter (Itá.) 3 0 3 6
Juventus (Itá.) 2 1 3 6
Manch. U. (Ing.) ?3 1 0 4?
FC Porto 2 0 2 4


Em 147 finais (falta a Champions de dia 28 em Wembley entre M. United e Barça), disputadas por exactamente 100 clubes com a inclusão do Sp. Braga, os dragões são o 15º em presenças nas finais das três eurotaças, contando a extinta Taça das Taças, e um dos raros que as disputaram, perdendo precisamente a TVT em 1984 para a Juventus (como o Real Madrid perdeu duas com Chelsea e Aberdeen), a saber:


CLUBE (PAÍS) T1 T2 T3 Tt.
Barcelona (Esp.) 7 6 4 17
Real Madrid (Es.) 12 2 2 16
Juventus (Itá.) 7 1 6 14
Liverpool (Ing.) 7 1 3 11
Bayern Mu. (Ale.) 8 1 1 10
Ajax Ames. (Hol.) 6 2 1 9
Valência (Esp.) 2 1 4 7
Arsenal (Ing.) 1 3 2 6
Hamburgo (Ale.) 2 2 1 5
FC Porto 2 1 2 5
At. Madrid (Esp.) 1 3 1 5
Leeds U. (Ing.) 1 1 3 5
Fiorentina (Itá.) 1 2 1 4
B. Dortmund (Al.) 1 1 2 4



Milan e M. United nunca disputaram a final da Taça UEFA ou antecessora Taça das Feiras (T3), como Inter e Benfica não chegaram a experimentar a extinta Taça dos Vencedores de Taças (T2).

18 golos, 20 valores

Notável como o diamante brilha!






video


Ainda me lembro o que dele aqui previ quando o vi em acção há quase dois anos pelo FC Porto.

18 maio 2011

Duas

Depois da de 2003, outra Taça UEFA no Dragão. E vão duas, e vão dois dos três objectivos de uma semana histórica, tal como em 2003.



Após o título sem derrotas e sem precedentes no FC Porto, voltar a ganhar a Taça UEFA/Liga Europa, é mais um recorde em Portugal, um troféu que dificilmente outro clube nacional voltará a ganhar.



Creio que o FC Porto iguala o feito do IFK Gotemburgo que em 1982 (com Eriksson) e 1987 (com Gunther Bengtsson) venceu a prova duas vezes (e sem perder, somando 3+5 empates) depois de, pelo meio, andar a "vadiar" por outras competições. Um registo que verificarei nos arquivos. adenda: confirmado, igual também ao Grande Gladbach (de Heynckes) vencedor (e perfazendo um total de 28 jogos sem perder) em 1975 e 79 (ainda finalista vencido em 1980)


O que não preciso registar, como foi olimpicamente ignorado pela Imprensa ignorante, é o brioso 100º finalista europeu e que tanto trabalho deu ao FC Porto.


Parabéns, além da sua extraordinária campanha, ao Sporting Clube de Braga, propiciando uma final inédita e porventura irrepetível entre duas equipas portuguesas na Europa - o 80º derby nas eurotaças (excluindo a Intertoto que não era da UEFA e as Supertaças que juntam equipas de competições diferentes) -, garantindo plena tranquilidade aos adeptos que fizeram uma bela festa conjunta em Dublin a honrar os pergaminhos de amizade e sã convivência caractrísticos dos irlandeses precisamente, e fazendo o FC Porto não só suar as estopinhas como ameaçando levar a contenda a prolongamento.


Uma final é um jogo especial e este comprovou-o, nem se sentindo a decantada superioridade portista, nem sendo influenciada pelas vitórias no campeonato que sorriram ao FC Porto. Domingos prometeu um Sp. Braga diferente e foi-o, em relação aos jogos da Liga portuguesa. Mas também os incansáveis e indomáveis Guerreiros do Minho não chegaram, como receava Domingos, ao patamar dos campeões nacionais.


Que o Sp. Braga estancou o jogo portista é verdade, barricando os flancos e vigiando as incursões de Moutinho com Custódio num papel avançado no meio-campo nunca visto, jogando sempre na linha do meio-campo onde impedia o dínamo portista de actuar a seu bel-prazer. Foi a chave táctica dos arsenalistas, quase jogando a pé fixo no seu 4x2x3x1 mas falhando a estratégia de alimentar o isolado Lima no último terço do campo que os minhotos não alcançavam.


Como os arsenalistas não arriscavam, a partida parecia não sair do sítio, com o FC Porto incapaz de romper pelas alas e Moutinho deixado longe da área de influência na frente. Hulk ainda teve uma fugida pela direita, causando calafrios a Sílvio, com um remate a assobiar junto ao poste mais distante. Foi preciso uma bola ganha a meio-campo para soltar Guarín e este servir Falcao na área para o golo mais precioso do goleador de sempre das eurotaças: 18 golos numa época só, em 15 partidas realizadas. Pena é que o FC Porto acabou a época "só" com 44 golos, contra o recorde de 45 do Barcelona de van Gaal em 2001.


O 1-0 ao intervalo favorecia o FC Porto à espera de ter mais espaços na 2ª parte. Domingos não arriscou, porém, fazendo apenas trocas directas (Kaká por Rodriguez e Mossoró por Hugo Viana, no reatamento, depois Meyong por Lima). Nenhum passo em falso, mas um passo em falso de Fernando, em zona proibida, permitiu a Mossoró isolar-se mas Helton defendeu com um pé.
Ainda voltarei ao assunto de Domingos, agora que foi confirmada por António Salvador a saída do treinador para o Sporting.


Não mais os minhotos ameaçaram a baliza portista, cuja defesa foi impecável como sempre. Mas também nem o FC Porto logrou avançar no terreno, soltando mal a bola e sujeitando-se a pressão constante mas improfícua dos arsenalistas. Só Belluschi (rendeu Guarín) visou a baliza de Artur, mas pegou mal na bola quando poderia fazer um golo... de Olhão, lembram-se?...


Também Varela deu o lugar a James e AVB não esgotou as substituições, quiçá receando um eventual prolongamento.


Sapunaru devia ter sido expulso por duplo amarelo na 2ª parte, mas seria ironia se tal sucedesse por uma falta sobre Silvio que escapou, sem razão, ao vermelho directo por uma entrada às pernas de Hulk na 1ª parte e perante a qual o madrileno Velasco Carballo contemporizou só com um amarelo.


Só o "chuveirinho" com os centrais Kaká e Paulão, depois também o guarda-redes, tornou emocionantes os minutos finais, enquanto estranhamente o FC Porto não tocava a bola como devia e na única ocasião em superioridade numérica a sair para o contra-ataque embrulharam-se todos com a bola a denotar a falta de lucidez generalizada e alguma falta de estofo físico que há meses não se notava e deixa uma pequena preocupação para a terceira final, no domingo, no Jamor.

É que a equipa ficou a festejar em Dublin, regressa amanhã ao fim da tarde para o banho de multidão no Porto, a mim poupou-me outra noitada à espera dos heróis mas fica também a faltar mais um dia de descanso antes do decisivo 58º jogo oficial de uma época faustosa e inolvidável à espera da pequena cereja no topo do bolo. Para acabar como em 2003, temos de ir buscar outra taça outra vez, desta vez já com a Supertaça nacional na vitrina - e a 26 de Agosto com a Supertaça europeia no Mónaco ante o campeão europeu e depois de outra Supertaça portuguesa a disputar com o V. Guimarães no arranque da nova época 2011-2012.

Porto: contagem decrescente

A Câmara Municipal de Braga, de Mesquita Machado também em viagem para Dublin, instalou um ecrã gigante numa zona central da cidade para os munícipes usufruírem em conjunto de um momento histórico para a capital do Minho que justamente orgulha, e divulga, o ser bracarense.

Nem é preciso ser a porcaria do costume para defender o defensável e mostrar o indefensável, como faz hoje o correio da manha aqui: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/muitos-portistas-gostariam-que-eu-ganhasse numa peça não assinada e, além de imprescindível para a seriedade do pasquim que passa por ser o mais bem sucedido do País de iletrados de quem se estranharia tamanha ausência de coerência editorial, tão inverosímil como os vídeos de Jacinto Paixão mais velho e de cabelo desalinhado que não se lhe conhecia em 2004 quando supostamente os gravou na mesma praça da porcalhota ali por Alcabideche ou quejando.


Alguém sabe de uma iniciativa do género na Invicta cidade que se prepara, já arrumando muito trânsito, para umas corriditas de carros na Boavista tão ao gosto do elitista edil do burgo?


É que se souberem, eu não vou. Entretanto, fiquem com o que é o Porto e o FC Porto, algo que Rio algum travará.



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Dublin: contagem decrescente (VII)

Pode ser o tema para hoje, na casa de um dos grupos mais distintos e conhecidos da cena musical mundial, saber o que o FC Porto fará hoje em Dublin:

"I will climb the highest mountain
I will run through the fields
only to be with you, only to be with you"
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But I still haven't found what I'm looking for", a Taça UEFA de 2003 na última vez que a disputámos e ganhámos aos "celtas" do Celtic em Sevilha, faz sábado 8 anos de uma glória - e inédito troféu para Portugal - que levou de vencida ainda o campeonato e a taça de Portugal.

17 maio 2011

Dublin: contagem decrescente (VI)

A propósito de eventos, visibilidade, investimento e retorno, o que liga o sócretinismo, o ministro dos corninhos e José Mourinho?



Falharam todas as previsões e acabam a época derrotados.





Mas não vai aparecer assim.

Portugal não vai ter a Ryder Cup, camaradas, pá!

E o que é isso?





Perguntem aos irlandeses, que sabem mais disso do que de futebol. Em concreto.


Enquanto a demagogia marca a pré-campanha eleitoral em que toda a Oposição deixa, culposa e dolosamente, escapar por entre os dedos a hipótese de julgamento popular (e posteriormente na Justiça que perca o medo com o fim do miserável socratismo responsável pelo abismo em que caiu Portugal) que nem uma vitória por meio a zero ajudará a expiar todos os pecadilhos súcios dos socialistas, a Imprensa entretém-se a expor a menor visibilidade da final da Liga Europa em Dublin, como se a Irlanda fosse o berço de algum futebol de jeito que não o perfilhado do outro lado do canal em Liverpool e Manchester.




Ouvi, arrepiado, um repórter tanso da TVI a falar de um jornal irlandês "com 20 páginas de Desporto sem uma referência à final", sendo que duvido que jornal algum na Grã-Bretanha (reitero, em todo o mundo das Ilhas Britânicas, Reino Unido ou não) tenha 20 páginas de Desporto à 3ª feira...


Por falar em projectos, finais, competições, retorno financeiro e projecção internacional, fora as promessa miríficas do partido socrático dos 200 euros aos recém-nascidos aos 150 mil empregos de há seis longos e penosos anos de intrujice e propaganda vil ao estilo nazi, poucos portugueses sabem o que é a Ryder Cup a que este rectângulo se candidatava em 2018 - desistiu, sensatamente, de um Mundial de futebol e virou-se para o golfe.


Mas a verdade é que os irlandeses sabem o que é a Ryder Cup e os portugueses não.
Entretanto, a prova de 2018, seja lá o que isso for, vai para França, mas nem sei onde nem me interessa. http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=263632


Ora, apesar do anúncio de "500 milhões de euros de retorno", propagandeados pelos papagaios pagos para isso, quase ninguém ouviu falar disso. Mas presume-se que ia custar milhões também a sua organização, mesmo irrigando uns hectares algures em Alcácer do Sal, o que não deixa de ser cientifica e culturalmente irónico, para não dizer economicamente.




E os portugueses não sabem da Ryder Cup por qué?, perguntaria Mourinho, por exemplo.


Pois Mourinho foi um "embaixador" da organização, ele a publicitar um evento elitista quando Madrid, onde treina um clube elitista e perdedor, competia com... Alcácer do Sal.


Mas não só. A Imprensa do parolismo nacional vai passar ao lado disto, mas convém alguém salientá-lo, já que o inefável Boronha dedica mais tempo e espaço (um post) a isto que ninguém sabe do que à Liga Europa que faz por não querer saber porque não lhe dá audiência.




Um rosto famoso, e adornado na testa, a "cavalgar" (to ride, em inglês e não é técnico) a Ryder Cup é o famoso ministro dos corninhos, o inefável ex-gestor do BES atamancado no Governo sócretino e a viver de uma bolsa do seu antigo banco, dizem que de 3ME, para uma tanga nos States. O famosíssimo Manuel Pinho, ou Pine em inglês sem ser técnico, dava também a cara pelo evento e, à maneira a que se habituou no Governo, falava dos tais 500ME de retorno para Portugal.


O Manuel Pine, of course, que prometeu aos chineses força braçal barata em Portugal para cá investirem. O mesmo ex-ministro da Economia, tá bom de ver, que negociou, ali também para além do Tejo, a reabertura de umas minas, salvo erro em Aljustrel, das quais não se sabe mais nada porque a Imprensa não investiga.


O que é que Portugal sabia, e vai deixar de saber, da Ryder Cup?


adenda, 18/5, 10.40: se ontem mal se ouviu falar de uma candidatura que falava em 500ME de retorno para Portugal, noticiando apenas a derrota na votação para a França, hoje nem pio nas tv's. Ao invés, na SICN que é a tv "oficial" da Liga Europa e transmite logo a final de Dublin, está a comentar-se que falam, falam, falam mas não dizem nada nas reportagens. A SICN está a ver-se ao espelho, por momentos, depois de uma época a pôr no ar, semanalmente, o Rui Prantos e esperemos que hoje tenha metido folga...

Dublin: contagem decrescente (V)






Hoje é o dia das conferências de Imprensa. Nada de especial a esperar.

http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=263679


Amanhã é o grande dia. O Rascord lembra bem como tudo começou, a 18 de Maio de 1977, para o FC Porto, na final das Antas com o Braga onde eu estive e lembro o golo de Gomes a Fidalgo após ida à linha e passe atrasado de Seninho lançado a meio do jogo por Pedroto como viria a ser moda nos anos seguintes do bicampeonato e o começo, lento mas firme, da hegemonia portista.


É uma final europeia, a sério. Não a Taça Latrina que uns parolos subitamente valorizam para encher currículo ao clube do Guiness...

Os medíocres e invejosos acham que não há ambiente;


que os finalistas não puxam (puxavam mais o autoclismo se fosse o Benfica e os "com dor de corno" já se entretinham mais com o ambiente e os detalhes e reportagens dos enviados-especiais que têm cumprido bem o seu papel mesmo sem preponderância nas capas dos pasquins lisbonenses;

que a Irlanda não liga - como se o futebol fosse mais do que o 3º desporto favorito dos locais, depois do râguebi e do futebol gaélico, que puxam forte pelo Celtic ou o Liverpool e têm o campeonato de futebol local, amador, relegado para a 6ª feira para não estorvar quem segue ao sábado e domingo a Premiership inglesa.


É o que continua a sobrar, e muito, em Portugal. Entretanto, lá fora, o espectáculo é montado, mesmo sem interferência do momento histórico da visita de QEII e no fds de Obama à procura de uma qualquer raiz de um trevo que lhe marque a árvore genealógica, indiferente aos queixumes e mau perder cá da parvónia.


O costume, partanto...


A cobertura televisiva de tantos enviados espaciais, que vivem tanto no etéreo para onde transportam as trivialidades dos passeios em redor do hotel e da chegada ao aeroporto and so on, não ajuda quando mostram a relva e as cadeiras, os pubs e as zonas de peões de Dublin, as conversas com quem só vem a Portugal para as praias do Algarve.


Os jornais, apesar do esforço, caem na previsibilidade. Aqui http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1494581 é preciso recorrer à revista da UEFA para ouvir/ler Trapattoni a falar do FC Porto e de Villas-Boas.


Assim, de facto, não dá para mais. É o que há. Mas não quer dizer que no campo não seja uma final histórica, tão inédita como uma final entre equipas do mesmo país e que nas eurotaças já tem uma dúzia de episódios, aparentemente tão iguais mas todos diferentes e marcantes. Haja perspectiva.

Dublin: contagem decrescente (IV)

O que tem a ver Caientrão com Manuel Neuer e a foto da esquerda




com a da direita?
Caintrão queria ser o Manuel Neuer da final de Dublin, como apanha-bolas foi, em Gelsenkirchen, o guarda-redes actual do Schalke que, esse sim, vai para o Bayern de Munique na próxima época. Caintrão não será nem uma coisa nem outra, daí a raiva de não poder ser um "gandula" como se candidatam os tipos da foto da esquerda.


Ao contrário das más-línguas que apontavam mais uma recorrente gastrenterite do plantel desta vez a atacar o Caintrão, a verdade da história é essa. Para mais, nem a uma final vai e Neuer jogará no sábado a final da Taça da Alemanha porque é mesmo bom e não é bazófias.



Creio que foi o Donnie Darko a deixar a pista para a foto da esquerda, retirada de um blog sportinguista (não sei se originária de lá). Mas vou explicar o significado da foto, sem alvo de zombaria, e que entronca na da direita com o Caientrão enfurecido por não fazer parte do grupo.
A explicação, DD, é simples: o único título nacional de seniores do Benfica até ao momento é o de râguebi feminino. Ora, o estádio de Dublin também recebe jogos de râguebi e consta que, à falta de palhaços, haverá uma exibição de desportos locais, entre os quais o jogo gaélico que é tão estranho para muitos portugueses quanto o "rugby". Aliás, o antigo Landsdowne Road, em cujo local se erigiu o novo estádio com o naming right da Aviva, marca do ramo dos Seguros, era propriedade da federação irlandesa de râguebi, que a de futebol alugava para os jogos da selecção que o ex-portista Mike Walsh representou.


Pois, elementos e amigos da equipa feminina de râguebi do Benfica vão exibir-se para gáudio dos espectadores do futebol entre duas cervejolas, uma morena e outra loira, sendo que, depois, servem de apanha-bolas da final Porto-Braga, porque o râguebi não é muito mais do que apanhar bolas e correr para a passar a alguém com as mãos.


Ora, neste contexto, surge a raiva de Fábio Caientrão, que queria ir na excursão para a qual muitos pagaram bilhete e foram pedir contas ao Caimar. O argentino teve de dar explicações, o português não as quer de ninguém. Ele queria ser apanha-bolas na final de Dublin, prontos, lembrando-se do exemplo de Manuel Neuer.

Escusam de agradecer mais esta explicação de borla, os fatos, no português adoptado, são para as ocasiões. As fotos também.