31 maio 2012

A Justiça que acham má condena e a que acham boa assobia para o ar

Como sabem, sábado faz três meses que o treinador-grunho teve a suspeita de ameaça de tentativa de processo disciplinar por certas declarações.

Nada também. Partantos, tá zérazére. Oh, oh!
Ou seja, recapitulando: esta á justiça que certos capangas tomam por válida em Portugal.
A Justiça a sério lá fez o seu caminho e José Eduardo Simões é condenado a prisão efectiva. Tanto quis puxar a brasa à sardinha da sua Académica, enquanto vereador ou similar na Câmara, que é acusado de abuso de poder e corrupção.
A Justiça que não prendeu Pinto da Costa, para desgosto de meio país de broncos, não poupou na avaliação de corrupção a sério.
Mas esta justiça está desacreditada. Pelos broncos, claro.
A justiciae desportivai vai como vai e continua a poupar Benfica e Sporting. Já percebem porque os da vida airada em Lisboa acham esta a justiça boa?

Ups, parece que a Justiça a sério protege os mesmos protegidos pela justiça dos outros senhores impunes...

29 maio 2012

Escroque Escolari

O velho sargentão, rezingão, mentiroso, crápula e que tratava jornalistas de filho da puta para cima, mesmo com a condescendência do irmão da ofendida que nunca regateou esforços para lamber o cu ao brasileiro, voltou à carga e voltou a meter os pés pelas mãos. É grunho no falar, sempre foi e daí ter sido tão cativante para os grunhos do portugalório imbecil e serôdio. E mau-carácter, como dizem por lá, além de um vencido que se alcandorou a certo patamar - fora a excepção de campeão mundial pelo Brasil - fora do país natal com a papinha feita mas capaz de exasperar o país de acolhimento e perder duas vezes com a fantástica Grécia em 15 dias.

Scolari deu nova versão para explicar uma sua aversão a Vítor Baía. Oito anos depois do Euro-2004 que Portugal perdeu em casa pelo bronco brasileiro e as suas estapafúrdias opções como ter Ricardo na baliza até ao frango final na capoeira recém-inaugurada, quis dizer na RTP que foi o FC Porto, Pinto da Costa e José Mourinho a sugerirem a exclusão de Baía do Euro e, afinal, do seu reinado que rapidamente entrou em declínio.

Que a coisa tenha passado na RTP, já é da praxe, tal como o pé-de-microfone dos servicinhos à medida. Espantava-me eu, já agora, en passant, que um dia, sabe-se lá porquê, a RTP foi a S. Paulo entrevistar Liedson que não era opção para Paulo Bento. O resto do trabalho do enviado-espacial parece ter sido este e Scolari veio contar histórias da carochinha que uns pategos vão tomar como certas.

Scolari, recorde-se bem, chegou em Fevereiro de 2003, praticamente em cima do jogo de estreia por Portugal, em Itália (0-2). O Belenenses-Porto que ele alega ter visto já tinha passado, em Janeiro, no Restelo e que o Porto ganhou (3-1) no começo da 2ª volta da que viria a ser a época de todos os títulos: campeonato, taça, Taça UEFA. Vítor Baía, e não Nuno, foi titular nesse jogo que Scolari não viu.

É a primeira mentira.

Mas há mais e de antes disso. Para justificar a não convocação de Baía, Scolari argumentou que já depois do Mundial-2002 de má memória (não para ele, campeão no Japão, mas para António Oliveira), Agostinho Oliveira não chamara o guarda-redes do FC Porto. Agostinho Oliveira liderou a selecção no Outono de 2002 e Vítor Baía até jogou na Suécia (3-2). Essa foi a primeira mentira, antes da primeira mentira e de outras primeiras mentiras, tais como a quantidade de vezes que o novo seleccionador dizia ter ido às Antas (então.

Houve um período negro de Baía, no início de 2002-2003, porque se pegou com Mourinho e deu uma entrevista a Record. Mourinho castigou-o pela afronta pessoal e pela entrevista. Nuno foi titular sete jogos seguidos, acabaria o campeonato com mais dois, mas o resto da época foi de Baía, mesmo a final da Taça de Portugal com o Leiria, quando Nuno jogou apenas os jogos menos complicados. Baía foi sempre o nº 1 do FC Porto, passada aquela tempestade de Setembro/Outubro. Na Taça UEFA, Nuno jogou apenas a 1ª eliminatória com o Polonia Varsóvia. Só deu Baía, mesmo quando Scolari possa ter visto um Belenenses-Porto em Outubro de 2003 já na época seguinte (1-4 para o Porto).

De mentira em mentira, depois de sair de Portugal sem deixar saudades a não ser a grunhos que se reviam nele, Scolari chegou a dizer, pelo seu assessor, que tinha sido Madaíl a denunciar Baía e a referir que o mau comportamento do guarda-redes era pernicioso no balneário.

Madaíl já negou essa versão, mas é só mais uma versão. O FC Porto poderá reagir ou não, pouco adiantará. O carácter, mais a falta dele, do bronco brasileiro já estava tão distante quanto a sua carreira em declínio se afastara tanto de Portugal que ninguém se lembrava da sua miserável existência de volta ao Paulistão. A não ser quando agredia jornalistas e se pegava em campo com adversários, como uma vez fez a Dragutinovic o Socolari de má memória.

Da influência de Pinto da Costa nas escolhas para a selecção, se era verdade então a de Baía não colou. Parece que, durante um ano e meio a preparar a equipa, o ostracismo a que votou a equipa portista que chegaria a campeã da Europa também não deve ter sido por Pinto da Costa lhe negar os jogadores do FC Porto. Foi preciso perder no Dragão, helàs, com a Grécia, na abertura do Euro, para Scolari meter a jogar a espinha dorsal do FC Porto - numa equipa que deveria ter sido orientada por José Mourinho e Portugal teria sido campeão europeu!

Apanha-se mais depressa um mentiroso que um coxo. Este bronco brasileiro, ignorante e incapaz, só merece que se lhe aponte as incongruências que ele jamais saberia soletrar tal palavra.

Do basbaque, o mesmo de sempre, jornalista, nada como lembrar a entrevista a Paulo Assunção sobre ameaças de tiros nos joelhos quando saiu do Dragão para o Atlético de Madrid... Atléti que nem com três portugueses e outros jogadores que por cá passaram (Sálvio, Falcao), recente vencedor da Liga Europa, nunca mereceu a atenção da correspondente da RTP em Madrid, Rosa Veloso, muito dada à bacoquice só com Mourinho e CR7 no Bernabéu...

Nem sei como é que não lhe sacaram ainda a confissão (a Scolari) sobre a abortada transferência para o Benfica, antes do próprio Euro-2004, quando se dizia de alma e coração com Portugal... Essas partes das historietas da treta nunca são trazidas a lume ou às pantalhas. Mas tem na Luz um digno sucessor: bronco, ignorante e bacoco. Com jornalistas a condizer. Estão bem uns para os outros.

28 maio 2012

Entrevista ao primeiro ano de... estreante

Primeiro li aos bocados, excertos da bluegosfera. Depois em papel, calmamente, no café. A entrevista de Vítor Pereira é das melhores dos últimos anos. Porque tem sumo, fala de futebol, do Moutinho, do Hulk, do Falcao, dos movimentos, do colectivo. Ênfase, sempre, no colectivo. Preocupação, sempre o ataque a pensar como vai ser, tal como o posicionamento de James que sempre se viu avesso às linhas mas também não podia "competir" com Hulk ou sobrepor-se-lhe. Não há uma única palavra para a defesa, nem o Helton capitão. Ninguém reparou, pelo visto. Porque a entrevista pareceu correr livremente, sem predisposições, preconceitos e pré-avisos de não se tocar nisto e naquilo. Falou-se de Álvaro Pereira e Cristian Rodriguez? De Rolando? Da braçadeira? A única referência, indirecta, à defesa é sobre Maicon - para ilustrar outra coisa, a primazia do colectivo, de tal forma que, como Maicon a lateral-direito, Hulk foi amíúde a melhor opção para ponta-de-lança. Mas faltou expor algumas questões de jogo, as bolas paradas, algumas rotinas com e sem Fernando, os desequilíbrios defensivos mais notórios na Europa - apesar de um pedaço de texto na entrevista.

Digo das melhores entrevistas dos últimos anos porque, apesar do adjectivo, não me lembro da última assim boa. Jesualdo foi uma pena, AVB uma ausência talvez por força das circunstâncias, ele que de certo modo era igualmente estreante, talvez pela sua aversão ditada desde o início: não daria entrevistas!

De resto, o homem, tanto como o técnico, ficou exposto. Por ser o técnico do campeão nacional, estreante no primeiro escalão. Não gosta de mediatismo e acaba assim, a confessar as suas fraquezas, mais do que as suas forças que se resumiram a uma coisa: convicção no que fazia. O resto, enfim, era, como sempre, esperar o máximo dos jogadores e viver na sombra do êxito de 2010-2011, sombra que encobriu vários problemas que os êxitos camuflaram, como ele mesmo diz. Como diz o que, na verdade, já se sabia: os problemas de entrar à pressão, das mexidas do mercado, da turbulência pelos... êxitos. Obviamente, tinha de merecer o apoio da "estrutura", essa entidade evocada toda a época e praticamente não aflorada na entrevista.

Uma bela entrevista de um homem sincero e sem papas na língua mas que aprendeu a conter-se. E, mesmo falando de tudo, conteve-se. Recuperou as desculpas a Jorge Jesus, mas este nunca aprenderá e saberá o dom da humildade e hombridade. Vítor Pereira mostra ser homem em quem confiar. Mas não pediu, ainda, desculpa por ter-se estreado da forma que foi e com o resultado que se sabe. Alguns portistas ainda não se aperceberam disso, cobram-lho como se estivesse ainda a 10 pontos do 1º lugar e prometem atazaná-lo na época que vem. Imaginem que certos grunhos tinham um treinador bronco, um presidente do nível dele e ambos perdedores por natureza...

Mesmo assim, li por aí apreciações de quem nem confia que ele continue no Dragão em 2011-2012. E ao fim da sua época de estreia na I Liga e com o mais cotado clube português e a hegemónica equipa do FC Porto, também há quem  evoque a sua impreparação no domínio comunicacional.

Obviamente, no momento, estamos pendentes de saber se Hulk fica ou sai. Não é para onde vai, que interessa-nos pouco.VP diz estar preparado para perder Hulk. Mesmo assim, está optimista. Acho-o muito optimista. Mas ele melhorou a arte de comunicar e, claro, não ia agora dar parte de fraco.

Os portistas é que não o percebem. A maioria, na bluegosfera, limitou-se a replicar toda a entrevista. Quase nenhuma análise ao conteúdo, quando muito um ou outro parágrafo sublinhado. E não se percebe se o FC Porto perder Hulk como vai ser depois?

Não sei se VP percebe, mas tem de ser dos primeiros a sabê-lo. Porém, está pendente. Como todos.

Ficou pendente da saída de Falcao. Tanto que aponta a prioridade da próxima época ser... um ponta-de-lança. Obviamente. Mas, se Hulk sair, como vai ser? James pegará na batuta, ok, mas chegará para a exigência?

Ficam para mim estas questões no ar. Deliberadamente ou não, o alarme toca um bocadinho, mas poucos não se dão conta. Talvez seja verdade a asserção, de VP, de que a próxima época haverá mais estabilidade e a equipa terá mais força, não se dispersando tanto com os rumores do mercado e os humores de circunstância.

Extraio daqui também o mais importante. Porque os "muitos sapos que tiveram de engolir" incluem seguramente muitos portistas. Forçosamente muito entalados até poderem desatravancar a coisa... Até porque se VP não teve a condescendência - esperada dos seus próprios adeptos portistas - para o ano de estreante, 2011-2012 poderá ser escaldante, mais do que foi esta época.

Como ele é um homem de fé - e sem direito à privacidade devida após o fim da época, na sua caminhada peregrina a Fátima, devassada ironicamente após a notícia de O Jogo -, espero que a equipa seja forte como ele antevê. Gosto de seguir homens de fé, mesmo que não a partilhe, do que demagogos e vociferantes de mundanidades. E VP revela-se um homem normal, não se pôs em bicos de pés com o título como outros no único que ostentaram um dia. Não quer ganhar a Champions dê por onde der, apenas fazer melhor figura que esta época finda ficou desfigurada por pormenores (sic).

Uma entrevista moderada e modelar que devia ser consumida da mesma forma. Feita sem pressão deixou o homem mais à vontade. Reveladora. Positiva. Mas sem protagonismo para que o título parece despertar.

Mas a parvoíce não tem limites e a forma como foi treslida, e até com outras notícias de possível saída "bebidas" pelos pataratas do costume, revela tanto de quem lê, quando muito se discute do que se escreve e a qualidade do jornalismo tuga. VP diz uma verdade notável mas que passou despercebida e acaba por ser a força avaliadora do êxito e a sua responsabilidade enquanto líder da equipa: se fosse treinador para ver o que os outros vêem, Hulk nunca teria sido pdl e Maicon ld. Os resultados são conhecidos e a patética indignação com certas opções ficou no cinzeiro, nem no tinteiro... Os treinadores de bancada perderam, se é que alguma vez ganharam. O único responsável assumiu as suas opções e ganhou, daí todo o seu mérito como sempre defendi. É como assistir aos jogos e não compreender a razão de ser de opções do treinador. É nessa perspectiva que avalio sempre os jogos e os jogadores, da mesma forma que aprecio a entrevista que tem mais passagens importantes que não suscitam destaques nas chamadas de capa ou dos blogues.

VP diz que quer ganhar mais coisas. No FC Porto. Assim a sua fé o anime e o trabalho dê frutos. Porque também só acredito em trabalho e dá trabalho ser campeão e até ler devidamente uma entrevista. VP tem uma cláusula de 18ME e não será um potencial interessado como o Olympiacos a batê-la, não tendo seduzido Domingos de borla... VP é indefectível portista e não trocaria a sua verdadeira cadeira de sonho por um qualquer Atlético de Madrid, passe a expressão já popularizada. Trocar o FC Porto por um clube de média ou igual dimensão não o fará dar o passo que AVB deu e do qual ele se demarcou - porque nada deve a AVB e quem o contratou, antes, foi o FC Porto, como se sabe mas parece ter sido esquecido.

O estreante passou, sem cábulas. Foi genuino, ele próprio (salvo as excepções das quais se retractou) e decerto aparecerá com outra dimensão na nova época. Fico satisfeito pela evolução sem lhe pegar no calcanhar de Aquiles tão fácil de atingir num novato.

Com um treinador mais forte, individualmente e pelo estatuto de campeão com grande mérito, a equipa só poderá beneficiar. Para comportamentos menores tidos com o estreante já bastou. Os macacos que seriam campeões continuarão tão agarrados aos troncos altos em que debitam vulgaridades e dislates iguais como os burros carregados de livros só para lerem um papel dactilografado armados em doutores e até juízes só do foro em que zurram viciados.

27 maio 2012

Há muitos calcanhares, mas nenhum como este - há 25 anos!

Curiosamente, hoje fala-se muito por aí de livros e em especial com gente que, ao tempo, eu nunca ouvi falar. Não sabia quem eram, o que faziam, não apareciam nos jornais, a RTP usava só a prata da casa e não os comentadeiros que agravaram os seus défices de exploração...

Mas também há coisas piores.

Ironicamente, há quem festeje - e com colheita de vinho do tempo - não ganhar nada há 50 anos.

26 maio 2012

Guardiola ganha mais um título e deixa os burros de um só título a falarem sozinhos...

Depois da Supertaça de Espanha, saltando da praia para o campo, da Supertaça da Europa, depois ainda o Mundial de Clubes por sinal logo a seguir a sair do Bernabéu com mais um banho de bola (1-3), mais a eliminatória com o detentor da Taça do Rei que ficou pelo caminho, um festival na Champions com mais um recorde de golos e os recordes de Messi (5 num jogo, máximo goleador no somatório das eliminatórias na prova, há quatro épocas seguidas melhor marcador da competição e desta vez igualando o recorde de golos de Altafini numa época) e uma saída precoce por manifesta infelicidade com o Chelsea, o ciclo de Guardiola terminou com a conquista da Taça do Rei (3-0 ao Athletic Bilbau, bis de Pedro e mais um de Messi cujo recorde de 73 golos oficiais numa época se calhar nem ele mesmo logrará superar).
O resumo pode ser este tão límpido, mas não só. Ficaram, por fim, os 2-2, 3-2, 3-1, 2-1, 1-1 e 1-2 com o Real Madrid, uma única derrota com o grande rival numa fase em que se agudizou a falta de alternativas no ataque desde a lesão de Villa no Japão, em Dezembro, e teve de disputar o título entre os jogos com o Chelsea em seis dias em vez dos oito que o rival teve enquadrados pela eliminatória com o Bayern em que, ao invés, o Madrid foi justamente afastado da Champions.
É claro que a Liga espanhola, como Pep disse, vai continuar a existir sem ele, aceitando desportivamente o que os recadeiros adjuntos ladram pelo dono. É evidente que Pep sai por cansaço, de resto já reconhecido nos multidérbis da época passada que só os tolinhos estão dispostos a suportar para morrerem de overdose que no fim acabará por matar o próprio jogo nas componentes social e negocial hoje em voga. E Pep sai em grande, deixando os burros a falar sozinhos e à espera que qualquer outra equipa de pequenos recordes supere o lote de títulos de quatro anos maravilhosos - e se isso é praticamente inigualável, será impossível replicar a qualidade do melhor futebol jamais visto da mais formidável equipa de clube na História do Futebol.

Vou ter saudades de Pep, um senhor que sempre vi com uma só cara e todos os neurónios no sítio até para saber quando sair, indiferente aos aduladores culés e muito menos aos ruminantes de pé rapado que anseiam tomar o seu lugar, intocável, nos anais deste Desporto. O seu ciclo terminou quando quis e a despeito de perder o campeonato - cuja longa e conturbada história de 38 jornadas teve bem mais truculência permitida no silêncio do Barça sem mais dano à imagem do jogo, dos adversários e das arbitragens miseráveis prò clube do regime - e a Champions. Não pude ver a final de ontem à noite, mas logo que acedi ao marcador (3-0 aos 25') foi como se tivesse visto o Barça jogar da forma imparável e superior que mostrou como o futebol deve ser jogado e desfrutado - e que até o Santos, e Neymar, perceberam o que é jogar à bola e fazer do futebol o belo jogo que apaixona multidões.
Outro ciclo se abrirá, porque sem Pep não será a mesma coisa. Quiçá, a sua educação, serenidade e estocadas envenenadas farão falta e, assim, espoleterá, essa ausência, outros debates e mais "iguais" questiúnculas nas diatribes da bola. Porque até para dizer das boas a quem quisera ouvir Pep teve uma elevação ímpar à qual quiçá também ninguém chegará.
Messi continuará para conquistar mais uma Bola de Ouro de melhor jogador mundial, sem ser beliscado por faltar um troféu mas não por faltarem golos aos montes como atesta o recorde mundial que era de Gerd Bombardeiro Müller.

Se o Barça, e especialmente, Messi serão os mesmos, pois o único ciclo que se reabre é o de Tito Vilanova, adjunto de Pep. A herança nunca fica fácil para os adjuntos, mas nem se têm dado mal no que foi desta época...

Ironicamente, em mais uma época de confronto verbal inaudito em Espanha onde nem costumem poupar nas palavras, a forma deselegante e ferida de ética pelo comportamento de um incontinente tuga como começou esta, na Supertaça de Espanha, será como vai começar a próxima, na Supertaça de Espanha, com os dois treinadores fora do banco porque um meteu a mão no olho do outro ao perder - enquanto Carlos Lisboa mete a mão no cu para se vangloriar das suas conquistas.
É esse ciclo, e não outro qualquer de bacocos deslumbrados com o estrelato, que vou seguir com o mesmo interesse que me fez despertar o gosto, de novo, pelo jogo jogado com Pep Guardiola e que só me lembrava de ver no Ajax de Cruijff - e não no Barcelona de Cruijff - ou no Milan (episodicamente de Sacchi no reiniciar de uma nova-velha era) de Capello, entremeados fugazmente pelo Dínamo de Kiev de Lobanovsky - derrotado faz amanhã 25 anos pelo FC Porto de Madjer, Futre e Gomes (episodicamente também de Juary).

PITOS AO HINO - Leio que bascos e catalães assobiaram o hino espanhol. Tudo normal, até a actuação fascizante da Polícia, banindo as bandeiras autonómicas. Os chico-espertos em Espanha - do género dos que acomodam obras no Bernabéu para inviabilizar ali a final - levam que contar e ouvir ao julgarem Madrid acima de antipatias históricas, sejam com franquismo ou monarquia. De resto, as gentes cagaram-se para as ameaças da Alcaide de não haver final em caso de "mau comportamento". Lá como cá, na capital têm-se em conta de estarem acima das autonomias. Tomara o Jamor, um dia, merecer essa repulsa, mas seria preciso que uns quantos tugas tivessem o que os espanhóis dizem ser "huevos". Cojones.

25 maio 2012

Lisboaaaaaaaaaaaaaaaaaaa: tem muito trânsito, tem muito trânsito, tem muito trânsito, teeeeeemm!... (*)

(*) - refrão de uma canção de Adelaide Ferreira nos anos 80
Depois de pôr as orelhas de fora por causa de um título de futebol em juvenis, assegurando estar no "bom caminho", o grunho regozijou-se com o título naquilo que muitos glosam ser o jogo de jogar no garrafão... É só associar ideias: garrafão, vinho, álccol, doidos, isto depois de um treinador comemorar, sóbrio ou ébrio, a bater com o punho no cu.

As imagens já difundidas devem indicar que Carlos Lisboa padece de algo metido no rabo, quiçá aquilo que uma vez Jaime Pacheco, um dia, disse ter - hermorróidas - para não se sentar na conferência de Imprensa após um Porto-Boavista... Podíamos falar de trânsito intestinal ou algo relacionado com corrupio doido no Parque Eduardo VII, mas fiquemo-nos pelo Desporto embora saibamos que nem todos os ídolos têm pés/mãos de ouro e o ar de paladinos da verdade desportiva, fair-play e ética não abunde na que se diz, erroneamente, ser uma escola para a vida através do Desporto...
Jaime Pacheco, por sinal, foi cotado jogador do FC Porto. Carlos Lisboa foi sempre reconhecido como o melhor basquetebolista português de sempre, brilhando pelo seu Benfica, tão distinto atleta como bom provocador, também é sabido. Nada do comportamento de um ou outro tem a ver com a preferência ou filiação concreta em clube, mas apenas com educação e bom senso. Estão a ver que não bate nem a bota com a perdigota nem a cara com a careta.
Muito menos quando o grunho presidente vem falar em apagões - ainda padece de insónias ou tem medo do escuro? - como se tivessem desligado as luzes - ai o peso na consciência - no Porto. Só lhe faltou dizer que ligaram a rega do pavilhão...
 Pior, falar em ladrões assim e ladrões assado fica bem a quem já foi condenado por roubo na Boa-Hora, vai para 20 anos.

Isto de se querer arranjar crimes eventuais, mesmo por aqueles que foram condenados por cometê-los mesmo, é tudo ao contrário do pescador que tem medo do mar...

Há quem saiba da poda, atire foguetes e apanhe canas, se não for noutro lado...
Isto da palhaçada acontece tanto no defeso como o mercado de jogadores a mexer.
O que não mexe é a disciplina - neste caso.
 E neste parece que também não, apesar de Marítimo e Nacional se queixarem de coacção sobre o árbitro-assistente José Cardinal - Cardinali, disse uma vez a pobre Judite de Sousa, ridícula como sempre. Coacção, claro, como sempre disse aqui. As doidas de Lisboa, o tolinho e sofredor de hemorróidas Carlos Lisboa e os grunhos do costume só são falados por coisas destas. E dizem que os outros é que assobiam para o ar.
Saca o saca-rolhas
abre o garrafão
Viver sem vinho não presta
Saca o saca-rolhas
abre o garrafão
E vem fazer uma festa!

Herman José, nos tempos que corria o País a distribuir boa disposição

24 maio 2012

Este Fabiano é fabuloso, mas tenho pena pelo Hugo Vieira

Parece-me uma grande contratação, a de Fabiano Freitas, assegurando um valor para a baliza que é grande pelo 1,97m e pelo potencial como demonstrou cabalmente esta época. Nomeadamente, defendeu um penálti de Hulk em Olhão e fartou-se de defender, especialmente lances de Hulk, no Dragão. Com Helton inamovível pelo menos na próxima época, e até porque renovou e fica também até 2014, pode dar uma passagem de testemunho e, quiçá, deixar Helton como treinador de guarda-redes no futuro, não sei quais os seus planos pessoais.

Depois do Luís Fabiano que não era "Fabuloso" como o pintavam e nunca me caiu no goto, este Fabiano Freitas é muito bom e com 24 anos pode dar-nos garantias na baliza por muitas épocas. Boa malha portista num meco que vale a pena...

Isto implica que vamos ter Beto de novo longe do Dragão, o que lamento por tê-lo em conta de excelente guarda-redes. E que Bracalli deve ter mais um ano como suplente e provavelmente depois ir à sua vida. Mas a baliza parece garantida, Fabiano é alto e tem reflexos, faz uma mancha enorme e, além de jogo de pés a melhorar, tem de ser testado nas saídas da baliza.

Agora que o mercado abriu de vez, tenho pena que Hugo Vieira não tenha sido considerado também uma aposta para o futuro, nem que fosse mantê-lo mais um ano emprestado no Gil Vicente, tal como Fabiano continuará cedido no Olhanense. Hugo Vieira tem potencial e muita qualidade técnica e física, parece-me ambicioso e pode dar jogador de topo, ainda que tal implique jogar com regularidade. Com os avançados que o Benfica tem vai marcar passo, por exemplo as características de Nolito são semelhantes e o espanhol foi mais suplente do que titular, no FC Porto Hugo Vieira demoraria a entrar mas já provou ter capacidades para singrar. Tal como aqui defendi quando se gorou a ida dele para o Sporting, tinha pena que tal não fosse pelo "motivo" de o FC Porto poder contratá-lo.

23 maio 2012

A Comunicação

Afinal, o homem que não "cabia" nos 23 de Paulo Bento "vai ser uma mais-valia"... Hugo Viana, que alguém poderá explicar o que teria feito de menos do que Carlos Martins numa equipa a lutar pela manutenção em Espanha, entrou na liça pela lesão do médio do Granada, depois de uma grande temporada a lutar pelo título em Portugal. O seleccionador de ocasião, que sem ganhar nada já prolongou o contrato que a Queiroz, com 4 anos estipulados à partida do seu reinado, pareceram demasiados quando se clamou em uníssono contra o seleccionador desde 2008, nem sequer tinha achado ser de bem dizer que 5 ou 7 jogadores estavam de prevenção, um deles Hugo Viana. 

Isto da Selecção é só problemas, por muito que os pés-de-microfone à porta dos hotéis para corpo-presente nos estágios que nada dão a revelar também nada revelem. Antes, ninguém faz as perguntas devidas, não há suspeitas nem dúvidas. Isto é, em 2010 houve broncas todos os dias, até ao jantar de despedida em que o então Primeiro-Sinistro, o antigo Pinóquio Sinistro do Ambiente, elogiou o Socolari para dar ânimo a Queiroz e seus rapazes numa selecção remodelada à força. Hoje é uma selecção compreensivelmente com 11 jogadores apenas do Mundial da Áf. Sul... Agora não há nada.

Mas há, subsiste um problema, grave e não resolvido, de Comunicação. Tanto que o médio do Braga que não "cabia" nos 23 agora pode ser uma "mais-valia". Esta gente calada diria muito mais, mas não há nada como falar, falar, falar. Veja-se o caso Relvas, dirimido de forma rasteira à flor da relva e da raiva da incontinência verbal dos que, em 2009, achavam que o Pinóquio não fizera pressões sobre a TVI nem estivera na retaguarda do afastamento de Manuela Moura Guedes - enquanto enchia os tribunais com uma dúzia de processos contra jornalistas vários, incluindo do Público que hoje tem o PS, o Partido dos Salafrários, como guardião dos bons costumes...

Paulo Bento nunca foi bom a falar, até por ser rapidamente entalado pelo que ia dizendo. Também nunca foi bom a treinar, por isso não ganhou nada de jeito. Mas tem boa Imprensa, por isso está tudo caladinho e em bom sossego. Os tropeções parece estarem a começar, embora não se dê caso disso. É assim como agitar o papalvo Relvas enquanto se esquece, pelos agit-prop do momento, o fantasma Sócrates no domínio, asfixiante de quase "sem Democracia" ou ela "suspensa", do controlo da Informação que mantém o rebanho a pastar bovinamente ainda hoje - o eterno assunto das PPP e até os números escondidos pelo Tribunal de Contas sobre encargos das faraónicas concessões que foram estrada aberta para a ruína em que nos encontramos...

Paulo Bento está como o doido PSD no Governo: inseguro, indeciso e a meter os pés pelas mãos e isto (Europeu) nem começou, enquanto a crise nem a meio vai. Só que o PSD, até pela razão aduzida do espantalho Relvas, tem a Imprensa toda de Esquerda contra si e Paulo Bento os pasquins desportivos açaimados. Não será porque os interesses dos barões da Imprensa assim comandam?

22 maio 2012

O efe-erre-á já é outro...

Devia ter ficado na retina o cruzamento largo e direccionado para a zona mortal de Diogo Valente que sabe colocar as bolas onde é preciso e como ele há poucos em Portugal. Deu golo e a Taça à Académica, mas não houve gritaria audível nem se apreciou a superioridade dos estudantes na final do Jamor que serviu aos sportinguistas para perceberem o quão longe estão de poderem almejar a ganhar qualquer coisa num clube em acelerada queda para a ruína. Mesmo a noite coimbrã de festa ficou muito confinada, lembrando ser verídico o que as reportagens de rua no dia seguinte noticiaram: o divórcio da cidade com o clube. Talvez os 73 anos de jejum tenham a ver com isso, entretanto mitigados nas tertúlias locais - onde sempre ouvi só dizerem mal do clube, dos dirigentes e de toda a gente do futebol local, à parte os nostálgicos do que era a Académica e a tradição estudantil de décadas entranhada no balneário - e dispersados por simpatias clubísticas diversas. Ao menos ficámos a saber isso, porque tudo o resto passou à História...
Aproveito a imagem para homenagear a Académica, ter a noção da amplitude do cruzamento de Diogo Valente da esquerda com a bola directa a Marinho e dar um ângulo de visão que não se viu nos pasquins e nenhuma tv captou
Diogo Valente já fez muitos cruzamentos perfeitos assim mas também passaram sempre ao lado das análises. Fosse um Gaitan ou João Pereira e outras musas cantariam. A verdade é que, com a mesma simplicidade e acerto, cruzar para a zona morta onde não vai o g.r. e os centrais raramente cobrem, só vejo Maxi Pereira ou Alan, em corrida e pelo flanco. É diferente do colocar a bola num livre como faz Matías Fernandez. Mas não houve programas a dissecar a final na 2ª feira para os espectadores nem sequer o balanço da época de mais negritude nos clubes de Lisboa...
Ontem já se perdiam directos repetidos e banais a falar do estágio da selecção que, como de costume, deu bronca com bilhetes logo no primeiro treino e as corriqueiras reportagens do está tudo bem, os flash interviews dos que pensam jogar e os mesmos comentadeiros a responderem igual às mesmas perguntas de pivots televisivos sobre o grupo da morte de Portugal e as hipóteses de apuramento daí para a frente se lá chegarmos. De dois em dois anos temos a mesma bacoquice idiota, dos mesmos pés-de-microfone enviados pelos mesmos editores que deixam fazer as mesmas tristes e apagadas figuras de plantão à porta do hotel onde fala sempre o manager. O corrupio de coisa nenhuma para entreter pacóvios.
Tão certa como a silly season, temos aí a publicidade dos patrocinadores da selecção e as promoções dos vendedores de pantalhas. Até a bola entrar em jogo a sério, porque teremos dois amigáveis de aquecimento, vai ser a pasmaceira do costume. Pelo meio, Hulk será vendido mais 30 vezes e Mourinho repetirá que o CR7 é melhor do que o Messi.
Já alguém se lembra do estupendo cruzamento de Diogo Valente, que me faz lembrar o acerto dos de Drulovic?

21 maio 2012

Agora que acabou o blackout (*)...

... e o Só Pinto vai rever o jogo em vídeo para depois falar de arbitragem...
... teremos uma semana maluca dos lagartos copiarem os encornados?
(*) essa coisa estranha assumida como um acto de bravura em defesa de uma certa integridade não palpável nem beliscada, mas prontamente descaída a "defesa da honra" com o silêncio, se as regras de uma prova (UEFA, FIFA, FPF) impuserem falatório.
Mas para onde vai a "hombridade" de quem decreta o blackout se há algures por aí uma obrigação de falar? E sabem há quanto tempo o FC Porto deixou de fazer o blackout que era tão criticado então, no século passado, e nunca mais voltou a merecer atenção mediática (nem mesmo quando o blackout ridículo do Sporting, por um caso de Polícia infelizmente ainda não resolvido, terminou logo após uma derrota coincidente com o final de época e início de férias do plantel)?
O ridículo desta posição leonina não foi alvo de opinião alguma na CS em geral e em nenhum comentador em particular, o que diz bem o que é a Imprensa e os serviçais do regime. Maior vergonha do quie perder uma final que ninguém imaginava poder perder - porquê?

O futebol "à Sá Pinto" também trai Sá Pinto...

A vitória do Chelsea na Champions carrega toda a ironia do futebol, na medida em que uma equipa que pouco à bola joga (corrigido: faz o que modernamente se chama jogar "futebol") ganha por força dos seus jogadores de qualidade indiscutível. Depois de ter miraculosamente sobrevivido ao Barcelona, a melhor equipa do mundo mesmo, o Chelsea aguentou a parada em casa do Bayern, uma parada que teve perdida por mais de uma vez. E pode ter sido a última vez que ganhou algo por muitos e muitos anos, num raríssimo momento de conjugação astral que fez justiça a uma equipa e jogadores fabulosos a quem o futebol não fez justiça nos momentos do seu máximo esplendor.

E foi em circunstâncias de novo particulares que o Chelsea chegou ao ceptro desejado por Abramovich. Por um penálti falhado por Terry em 2008, quando mais mereceu vencer a final de Moscovo ao chorão Ronaldo, por vários penáltis falhados dos adversários (Messi na semifinal, Robben na final, depois Schweinsteiger a quem eu encarregaria da marcação do penálti no prolongamento...), a história escreveu-de de forma tortuosa para o Chelsea e arrisco dizer que tão cedo não ganhará algo de jeito depois de juntar a FA Cup à Champions da forma mais improvável e com muita sorte à mistura - mas pela acção de jogadores extraordinários, do inacreditável Cech ao inoxidável Drogba, um e outro a defenderem e a marcarem os momentos decisivos de Wembley, com o Liverpool, e em Munique, frente ao Bayern.
Uma conjugação, talvez improvável de repetir-se, de vários factores fez triunfar o mau futebol só ao nível do Inter de Mourinho em 2010. Mas ao menos oa Chelsea não pode falar-se de erros de arbitragem a favor, até porque Pedro Proença negou um penálti sobre Torres "igual" ao que marcou sobre Ribéry e Robben falhou.
À boa maneira tuga, elogiou-se tanto Mourinho pelo triunfo de 2010 como já vi por aí elogios à arbitragem de Proença em Munique. Falhou claramente no penálti sobre Torres, para mais caindo na alçada também de um seu auxiliar.
À boa maneira tuga, o futebol-maravilha do Sporting, obviamente depois do futebol-maravilha do Benfica toda a época, foi incensado nos últimos tempos mas via-se que quando toca a jogar para ganhar há ali pouca coisa, como já referi, para além de entusiasmo talvez estimulado por Sá Pinto.
Não vi a final do Jamor, nem sabia o resultado mas pressenti desastre nacional ao ligar a tv pelas 8 e pouco e não haver gritaria, imagens a verde-e-branco, mil VIP em estúdio. Uma estação já tinha passado à frente... Outra e outra davam coisas avulso mas não o resultado à hora que me liguei. Mais tarde vi uma jogada de golo (Marinho), típica de cruzamento largo ao segundo poste. Não sabia se era em prolongamento ou quase aos 90'. Não fazia a mínima ideia do que se passou no jogo. Mas não me custava imaginar, atendendo ao futebol habitual das duas equipas. Só à noite, muito tarde, vi um curto resumo, próprio de quem não ganhou ter sido a equipa favorita das tv's.
Parece que o Sporting que garbosa e pomposamente se dizia "de Sá Pinto" desiludiu.  Lá vão as tiragens de 150 mil pó etecetera... E, afinal, tudo bate certo. Quando toca a jogar para ganhar, o futebol "de Sá Pinto" empanca. Ah, o do Barça e até do Bayern também, com o Chelsea. Pois, mas o Chelsea tem pedigree e um lote de jogadores do melhor que há, correndo menos do que já correram, chutando e indo menos à baliza contrária, mas quando lá vão... O mau futebol também ganha quando se tem Drogba, Cech e Lampard, apesar de Mourinho não ter sequer chegado à final da Champions e o seu substituto Grant sim... Também se ganha com Eto'o, Maicon, Sneijder, mas di Matteo provou que não é preciso ser Mourinho, nem o seu adjunto AVB, para ser campeão europeu. O futebol prega-nos destas partidas.
O di Matteo do Sporting também pegou numa equipa em situação difícil e gizou uma estratégia. Enganou-se com aquele triunfo em que, por uma vez, os astros se conjugaram para a eliminação do M. City. Teve sorte com os polacos, com os ucranianos e de algum modo com os bascos. Ah, tomara jogarmos sempre com o City... Os resultados repetir-se-iam?
O balão esvaziou. Tanto que, sim, fui surpreendido ao ouvir um excerto de Sá Pinto: "O Sporting não pode perder uma final com a Académica". Perdeu. O City, deslumbrado a despachar o Porto com menos problemas do que previa, deve ter dito o mesmo na ronda seguinte. "Ganhámos ao Porto e não passamos o Sporting?". Bah...
Bem, o futebol restitui-nos a magia inesgotável do seu reportório e o imponderável luminoso mesmo que encoberto pela Mancha Negra dos prognósticos em dia de festa. Em fim de festa "dos outros" não convém fazer reportagem por perto. Que o diga a repórter da SIC mimoseada por um adepto leonino ao ponto de ter de interromper a emissão. As sardinhadas são bonitas antes do jogo, mas já sabemos como é (1994) derrotar o Sporting numa final do Jamor...
Até Lineker saiu a perder: não, nem sempre os alemães, especialmente com ingleses, jogam 11 contra 11 e ganham. E nem mesmo um Müller, Thomas, pelo Bayern e o futebol ofensivo dos tempos de Heynckes jogador levaram os bávaros ao triunfo: faltou um Müller, Gerd?
Na verdade, às vezes perde-se e há que ter presente essa possibilidade em cada jogo. Sabemos quem não teve isso em conta esta época. Foi beber o veneno até à última gota. Palpita-me que foi também o último dia do resto da vida do Chelsea. Aquilo não dá para mais, a nova época é uma incógnita absoluta e a oportunidade de renovação, com AVB, gorou-se talvez definitivamente.
Ao Sporting fica de novo a dúvida quando já se vaticinava, também, um futuro risonho em 2012-2013. Porque nem sequer é com o "futebol de Sá Pinto" que se ganha alguma coisa. Felizmente.
Ironicamente, Paulo Sérgio ganhou a Taça da Escócia com o Hearts, que pegou igualmente em situação difícil e venceu o derbi de Edimburgo na final com 5-1 ao Hibs. Mas mais vale cair em graça do que ser engraçado. 
A Académica começará a nova época na Supertaça talvez em Aveiro e seis jogos garantidos na Liga Europa, tantos quantos já disputou no seu passado uefeiro.
O Nápoles, que joga ao ataque e também sucumbiu ao Chelsea, acaba também a ganhar a Taça de Itália à campeã Juventus sem derrotas na Série A.
Falta ver o Barça-Bilbau na Taça do Rei, dia 25.

20 maio 2012

18 maio 2012

35 anos depois e a Liga Europa de 2011

Há um ano o FC Porto vencia a Liga Europa, numa final inédita portuguesa com o Sp. Braga em Dublin, com golo de Falcao.
Há 35 anos, nas Antas, uma final com o Sp. Braga, decidida por um golo solitário de Gomes, iniciava a quebra do jejum portista na Taça de Portugal (que ganhara em 1968), precedendo o bicampeonato de 1978 e 79 (antes conseguido em 1959).
O dois-em-um a que assisti e que marca toda a minha vivência de vitórias desde então, naquela noite de 4ª feira no velho estádio em que retenho a imagem de Gomes fuzilar as redes de Fidalgo no início da 2ª parte, na baliza do topo norte, a passe da direita, creio que em jogada de Seninho à linha.

Os mais novos exultarão com o mais recente troféu internacional em 2011, o 7º nos últimos 25 anos e numa altura em que outros celebram 50 anos sem ganhar nada na arena mundial.

17 maio 2012

Voltando aos árbitros e a um segundo título que devia ser sem derrotas

No início do campeonato propus aqui um desafio: que recorde bateria o FC Porto no final da 1ª volta? Uma só resposta apontou para se perfazerem 54 jogos sem derrotas à 15ª jornada, superando os 53 jogos sob o comando de Bobby Robson sem perder. Vítor Pereira superou a marca e levou-a mais longe, até 55 jogos de imbatibilidade.
Para o jogo de Barcelos, no final de Janeiro, em que o FC Porto igualaria o recorde de 56 jogos do Benfica sem perder nos anos 70, nada fazia antever o desaire. Mas ele aconteceu. Numa arbitragem ao nível rasteiro e fraudulento do bruto do Caixão, o FC Porto não só cedeu três pontos aos gilistas, como a jornada deixou o Benfica, vencedor na Feira com ajuda gritante da arbitragem, com 5 pontos de avanço.

Vítor Pereira não deixou de reconhecer o mau jogo do FC Porto, numa análise para dentro que nem todos fazem como autocrítica que supere os insucessos e torne uma derrota no início de outro ciclo de vitórias. Mas frisou bem a calamidade da arbitragem do trio sadino cirurgicamente escolhido para Barcelos. Bruto do Caixão, coincidentemente, já tinha estado na derrota portista de Coimbra, em Outubro, para a Taça, aí sem reparos ao seu trabalho.

Artur Moraes, guardião do Benfica, lembrou há dias, na fase de desculpabilização costumeira naquelas bandas, que o discurso pós-jogo de Vítor Pereira parece ter virado a arbitragem contra o Benfica, alegadamente afastando os encarnados do topo, onde ainda se mantiveram, sendo que a vantagem alargada a 5 pontos, então, era precisamente fruto de benefícios de arbitragem dos muitos que o Benfica teve ao longo da época. Contudo, as declarações do g.r. brasileiro têm outro mérito:
- atribuem ao treinador portista o dom da palavra e de influenciar, logo de passar a mensagem, de ter poder de comunicação com a frase de Vítor Pereira: "Se querem entregar já as faixas a outra equipa digam claramente" - ao contrário do silêncio da "estrutura" que se repetiu tal como em Campo Maior com o mesmo árbitro de má memória e ao contrário dos dizeres de VP não saber falar para a CS;
- ao Benfica não fez mossa, nem causou indignação, quer a arbitragem do bruto do Caixão em Barcelos quer a do portuense Rui Costa na Feira, onde com 0-0 e antes de os locais fazerem 1-0 é anulado injustificadamente um golo legal por fora-de-jogo inexistente, seguramente um lance tão claro na sua legalidade como não foi o que os benfiquistas propalaram de ilegalidade gritante no badalado e decisivo tento de Maicon na Luz.
Ora, este é um ponto a favor de Vítor Pereira que Artur Moraes esgrime, à revelia das sentenças idiotas propaladas pela opinião que se publica sobre a falta de qualidade e assertividade do discurso do treinador do FC Porto. É mais um mérito que não lhe reconhecem, depois de alvitrarem coisas sem nexo a respeito da impreparação mediática que, como outras, seria de esperar para um estreante nestas andanças. Realmente, com adeptos amigos destes, para que eram precisos os grunhos da vida airada e as malucas de Lisboa?
O problema é que, dessa maneira, num jogo que eu não vi e não pude avaliar correctamente, o Gil Vicente-FC Porto (3-1) impediu mais um título nacional sem derrotas, na esteira do anterior com AVB. E dois títulos seguidos sem derrotas seria afronta inaudita para a malta de Lisboa que julgava poder cantar o feito do Benfica de Hagan de 1972-73.
Precisamente alvitrei eu, no início da época, não ver em circunstâncias normais, e apesar da insuficiência do ponta-de-lança após a partida de Falcao, qualquer equipa em Portugal capaz de derrotar o FC Porto. E que, desse modo, era muito provável que ganharíamos de novo o campeonato invencíveis, prolongando uma série que podia ter atingido 69 jogos iniciados ao tempo de Jesualdo Ferreira.
O malfeitor do costume atravessou-se no caminho do FC Porto na pior arbitragem da época que, a despeito de não merecer títulos garrafais nas capas dos pasquins, foi por todos reconhecida como decisiva no 3-1 final. Recorde-se: 1-0 nascido de uma falta inexistente; 2-0 nascido de uma gp precedida de evidente fora-de-jogo de um gilista; negados dois penáltis aos portistas. O FC Porto não ficaria a 5 pontos do Benfica, a margem confortável em que passaram a repousar as esperanças alheias indiferentes ao aviltamento do resultado e da verdade desportiva.
Ou me engano muito ou, por um feliz acaso, no zapping deu de contas com o Rui Prantos a falar de o Benfica ser levado ao colo. E assim pensaram até caírem na real e agora desatarem a dar o dito por não dito, revirando as coisas para conveniente lavagem cerebral típica de quem tem ligação directa da cabeça aos intestinos.

16 maio 2012

O culpado das derrotas e os obreiros das vitórias

Voltando à análise da campanha portista 2011-2012 com a satisfação da prioridade conseguida com mais um título de campeão nacional, não sei se repararam, na miríade de opiniões e no ruído das festas sucessivas, numa peculiar forma de avaliar o trabalho de Vítor Pereira, dos jogadores e do colectivo. A questão do mérito merecerá também um tratamento em separado.

Como a tónica das avaliações incidiu sobretudo no treinador, conseguido o título no sofá, confirmado na vitória no jogo da consagração e ainda no remate final da Liga, foi sempre a dar na tecla do Vítor Pereira por um lado e os jogadores por outro.

Palradores já costumeiros nas pantalhas foram capazes de discernir o demérito do treinador do mérito dos jogadores. Isto é, quando as coisas andaram mal no Outono, depois de um começo de época auspicioso, a culpa era só do treinador e não dos jogadores. Foi claramente visto que os jogadores não queriam... E aqui enfatizei que pareciam querer fazer a cama ao treinador. Duas formas de ver a coisa: um treinador fraco, acusado de não ter mão, não ter discurso, não ter carisma, sendo verdade que era um estreante a este nível e não teria o currículo como não tem alguém nas mesmas circunstâncias; jogadores a passarem pelos pingos da chuva, mesmo à vista dos adeptos portistas, como se a culpa fosse do treinador. Declarações várias depois, resultados a demonstrarem à saciedade o que correu bem e correu mal, quem correu e quem andou a passo, temos Álvaro Pereira a terminar a época na forma que a começou, então ele e mais uns quantos.

O curioso é, nos últimos tempos, enfatizar-se que, sim senhor, Moutinho, Hulk, Fernando, etc., estavam a jogar muito bem mas parece que o mérito é, de novo, só deles e não do treinador também. Quando as coisas corriam mal, não eram eles que não corriam e passavam mal a bola, além de finalizarem ou nem sequer chegando perto disso. Como em Coimbra, para a Taça, onde não fizeram um só remate na 1ª parte e acabaram justamente goleados.

O treinador é o culpado das derrotas e os jogadores os obreiros das vitórias. Uma verdade conveniente que gente mais versada nestas matérias devia ter o cuidado de não propalar levianamente e com a maior desfaçatez mas que serviu, uma vez mais, para denegrir Vítor Pereira e, ao mesmo tempo, poupar o fracassado Jesus que retirou muito menos rendimento de uma plantel mais vasto e recheado de experiência e valor como era o do Benfica - conquanto, globalmente, sempre tenha defendido que o FC Porto, tudo somado, era melhor e comprovou ser melhor até nos confrontos directos.

Os confrontos directos com o Benfica na Liga, de resto, acumularam a essa dose de desconfiança com que foi sempre olhado Vítor Pereira mesmo pelos seus adeptos. Lembro bem os argumentos idiotas e apenas baseados no (feliz) 2-2 final do Dragão, enquanto o treinador portista teve coragem de campeão para ganhar na Luz sem margem para dúvidas no jogo jogado, de resto replicado na taça da treta com alguns reservistas no onze e só não confirmado o triunfo graças a uma arbitragem cega e um lapso defensivo de Mangala.

15 maio 2012

Animar o Destino num Porto que sofre coroa o título portista

Habituados a ganhar, os adeptos do FC Porto nem por isso deixam de ser exigentes. E com um crescente universo de apoiantes aumenta, em correspondência, a diversidade de opiniões e do sentir portista. Não conheço gente mais exigente e com sentido crítico, comparativamente a benfiquistas e sportinguistas, só para dar exemplos que nos são próximos ou do dia a dia, porque estão a léguas em tudo quando se toca a olhar o FC Porto com os rivais. Roça talvez a paranóia, a mesma que é vista nos rivais pelo conformismo e idiotice complacentes nos seus clubes.
Amiúde, contudo, não partilho das mesmas críticas, sem deixar de ter a exigência máxima. E começo por ser crítico com a estrutura profissional do FC Porto. Obviamente é a melhor no panorama doméstico e não perde muito para clubes de maior nomeada no panorama internacional. E não reclamo a perfeição, por impossibilidade humana e técnica. Daí não pedir a Lua, nem quero ser o melhor do mundo e arredores, apenas desejo ver o céu sempre azul.
Enfim, de uma forma geral continuo a focar-me no que se passa no campo, até por crescerem motivos para me defraudar com o que se passa fora dele. E é no campo que o FC Porto tem comprovado a sua capacidade, com técnicos e jogadores de primeiro plano - e são esses e só esses que fazem mover os adeptos. Fora do campo lamento a pouca afirmação do FC Porto ou o sair a terreiro de forma desastrada ou nem sequer sair a terreiro, como tem acontecido no âmbito da Liga.
Sobre o alargamento e a Liga tenho a opinião formada há muito mas não é momento para recapitular tudo neste domínio.
Como não vivi as últimas emoções do campeonato nem assisti a qualquer coisa pela tv, só ontem espreitei uns jornais de domingo. E retive a mudança do moto que os portistas vêm interiorizando. Deixou de ser "Vencer é o nosso destino", nem que momentaneamente. Numa feliz subtil mudança, o cortejo pela Avenida dos Aliados, vi em capa de jornal, trazia o motivador "Vencer é o Vosso destino".
Gostei, sinceramente, e é isto que me toca mais profundo. Porque já ando nisto há 40 anos desde o meu primeiro jogo nas Antas que aqui evoquei em Março passado.
E caiu-me bem, passando a bola dos campeões dos relvados - mesmo que em cima de um autocarro engalanado - para o público que se apaixona por eles. Eu, que nunca fui para a Baixa do Porto festejar, lembro-me de uma foto do JN de 1978, com Fernando Gomes e António Oliveira empoleirados na Avenida dos Aliados num camião, mas de caixa aberta e misturados com o povo.
Essa forma genuina vai mais com o carácter da nossa gente. Daí, aliás, ter-me comovido ao ouvir na rádio do carro que Pinto da Costa tinha cantado, creio ser inédito, numa recepção na Afurada: "Campeões, campeões, nós somos campeões!" e os "Filhos do Dragão".
Aliás, a terminar, confesso-me surpreendido, positivamente, pelos efusivos festejos por este título de campeão nacional. Salvo aquelas épocas de levar tudo à frente, com festas sucessivas que impedem que de cada troféu se faça uma festa de dias seguidos, ou o momento raro do título de 1978 ao fim de 19 épocas de jejum, não recordo um título tão continuamente festejado, o que significa a importância e também a dificuldade do triunfo em 2011-12. Porque as dificuldades eram sentidas e antevistas no início, apesar de escaparem à compreensão do comum adepto que julga ser fácil e adquirido ganhar e, pior, quando se trata de ganhar, ganhar, ganhar e ganhar. Algo que faz a inveja dos detractores e aziados comuns na valeta geral das iniquidades lusas.
Como custa muito mais ganhar repetidamente do que ganhar uma vez só, e que mais uma vez os rivais desconhecem, percebo tão constantes e efusivos festejos, partilho essa alegria, espero mais para o ano e, sem deixar de ser exigente, tentarei sempre ter o bom senso que falta tanto a quem critica por criticar por muita legitimidade que tenha para dizer a sua asneira e ficar com o seu minuto de fama efémera como qualquer troglodita televisivo. É que há críticas que valha-nos Deus...

Por fim, acho este slogan dirigido à Nação Portista, "O Vosso Destino é Vencer", absolutamente notável por uma razão a coroar este marketing excepcional que me apraz registar.

Sendo certo que o FC Porto TEM DE PUXAR os adeptos e quanto(s) mais melhor e partilhar as suas conquistas, por muito que os trogloditas lisbonenses e os aziados do costume não gostem, NÃO PERCEBAM e até DESVALORIZEM, este DESÍGNIO se não foi pensado assim atinge um alvo prioritário. Ou, como dizem os italianos, se non é vero é ben trovato.

Li, como disse, dois jornais de domingo, ontem: O Jogo e o JN. Foi casual. Como foi casual ter uma notícia no JN a registar 1/3 no Porto de beneficiários do Regime Social de Inserção, cerca de 100 mil em 300 mil subscritores. Se o FC Porto faz a gente feliz, esta gente mais necessitada fica feliz com um pouco de futebol e sente que, apesar das contrariedades da vida, seguramente passageiras, ganha uma nova alma num mundo de dificuldades ao partilhar efusivamente mais um título do FC Porto.

Se mais razão não houvesse, presumindo que uns 100 mil esperaram a comitiva portista saída de Vila do Conde com 23 vitórias em 30 jogos, o melhor ataque e a melhor defesa do campeonato, números incontestados que valem os campeões, os beneficiários do RSI tinham no escape do futebol uma saída esporádica mas feliz para alguma alegria na vida, felizmente à cadência anual que o FC Porto nos permite a todos.
E é este sentimento de portismo - que já nem ligam ao ostracismo idiota e ignóbil da CM Porto - que me impõe estas considerações. Talvez nunca, como agora, a dedicatória do título portista dirigida aos seus adeptos teve tanto significado, tanto desportivo como humano, tanto de solidariedade como de marketing político - não de conotação negativa, mas alicerçado em factos reais de regozijo, benefício e abundância, e não a demagogia de políticos de sarjeta que conduziram Portugal ao socialismo abismo e populismo lisbonense saloio de certos clubes que ganham nos clichés da parolice, coisas que aos pobres não enche a barriga e aos adeptos obriga a verem os festejos dos títulos portistas.
Tenham ou não os responsáveis portistas levado tudo isto em linha de conta, explorando à saciedade este título que me pareceu forçadamente festejado num êxtase que dura há três semanas, a verdade é que cai bem, cai no melhor pano e cai como campeão. O título, para mim, teve mais significado ainda.
É claro que os snobs da televisão e da vacuidade argumentativa, mesmo portistas, dirão saber a pouco mas aplaudem talvez o Galáctico Madrid de Mourinho cujos 500ME de orçamento lhe renderam uma festa tremenda por um título espanhol contra vários troféus perdidos pelo caminho e na compita directa com o Barcelona (Supertaça e Taça de Espanha) que mesmo na Champions esteve muito melhor. (e lá tivemos a Rosa Veloso correspondente da RTP de serviço ao Real Madrid e sem passar uma só vez no Atlético que tem vários portugueses ao seu serviço!)

ACT.: afinal, há uma campanha publicitária em curso, não sei se deram por ela...

14 maio 2012

Já não se pede o Quim (como em 2010) e o suplente do Benfica não é questionado como foi Beto no FC Porto

Não quero entrar em polémicas, porque nunca o faço de forma vil e gratuita como é moeda corrente em circulação, e nem me detenho muito, nem o farei doravante, na convocatória de Paulo Bento para o Europeu. Mantenho, como sempre, a ideia de poder haver sempre, seja quem for o responsável técnico, uma discordância com este ou aquele jogador. Infelizmente, como se sabe, a coerência e rectidão não abundam por aí e nem sempre se passa assim. Não digo, porém, que esta é a minha Selecção e acho indiscutíveis, doravante, estes 23 eleitos. Aliás, continuo a afirmar que Paulo Bento não tem estaleca para ser seleccionador e a prova disso é, mais uma vez, a convocatória de algumas figuras que são simplesmente da sua corda de amizades como se retira do lote de seleccionados quase todos da sua vivência de ex-treinador do Sporting.
Vi em directo a apresentação, mas só porque liguei a tv para o habitual Telejornal (prefiro o da SIC, por ter melhores pivots e ser mais equilibrado e até especializado com gente que sabe e ajuda o espectador, à excepção da matéria de futebol onde o nivelamento televisivo é mau por igual) e não por me lembrar da convocatória. A RTP nem passava direito em rodapé os seleccionados: nunca vi o Beto e o Rolando, por exemplo. A SIC tinha um velho caquético e patético e um patarata que mal sabe porque a bola pincha. E a TVI só podia ter o Zé Alberto em pulgas para saber se, enfim, Portugal vai à final, pobre coitado...
Fartei-me cedo. O patarata que não sabe porque a bola pincha dizia i) que isto das fases finais é mau porque se joga no calor, quando tivemos o Mundial-2010 no Inverno austral a seguir a um Euro-2008 jogado na chuva da Suíça e especialmente da Áustria; ii) e os jogadores chegam arrasados às fases finais, quando a Espanha foi campeã europeia e mundial com os jogadores do Barça e do Madrid quase exclusivamente e que são aqueles que numa época mais jogos acumulam nos seus clubes. Mas deste patarata nem ligo ao que diz e escreve sobre o FC Porto.
Entretanto, na TVI faziam um périplo pelos estádios do Euro para concluir que são cobertos e se chover os adeptos não se molham, indiferentes à regra estabelecida, até para o Euro-2004 em Portugal, de obrigatoriamente os estádios serem cobertos.
Fiquei-me um pouco pelas perguntas dos pés-de-microfone que deu para ouvir enquanto um chico-esperto não se esforçava por repetir o que íamos ouvindo se não interviesse inutilmente. Tudo ou quase sobre os excluídos. Curiosamente, nada sobre Bosingwa, como apelidei, o Vítor Baía de Paulo Bento como foi de Scolari. Nem por Miguel Lopes, que nem acho ter feito uma época especial no Braga, ser uma surpresa. E percebemos que Paulo Bento prefere o sentido posicional de Custódio, genericamente tão limitado que só se percebe servir apenas para o banco, já que normalmente é Raul Meireles o trinco, enquanto Hugo Viana fica de fora.
Mais do que estas idiosincrasias dos entendidos da bola, notável vai ser perceber, e explicar se possível, como é que Quim, então vivendo um período irregular e até de afastamento da baliza do Benfica, fica de fora entre três guarda-redes e passa despercebido, quando em 2010 tantos quiseram obrigar Carlos Queiroz a convocá-lo - porque ao Benfica interessava vendê-lo. Agora, com Eduardo, o Benfrica não quer vendê-lo porque estava emprestado pelo Génova, mas dá sempre jeito ir à selecção para fazer negócio...
E, já agora, como é que quem clamou contra a presença de Beto, suplente utilizado do FC Porto em 2010, vai agora perceber e explicar a presença de Eduardo, suplente menos utilizado no Benfica, na convocatória. Independentemente de eu achar que Eduardo, no seu máximo potencial, como teve em 2010, é mais confiável à baliza do que Rui Patrício e continuar a achar que Beto é o melhor guarda-redes português, como era em 2010.
Não ouvi os paineleiros da treta, porque dispenso ouvir cretinices, bajulação fácil e clichés vulgares. Mas imagino que ninguém notou estes pormenores. Tenho ideia, até, que muitos deles azucrinaram desde o início a convocatória de Queiroz para o Mundial. Por estas razões. O resto... é conversa. Falaremos no Europeu.

Com e sem cerimónia - duas notas à parte: pobre apresentação da convocatória, dediquem-se os profissionais a comparar com o que foi a de 2010, como uma gala, e quem forçou essa nota empolgante; e fica a preciosidade de Paulo Bento não indicar os sete ou oito de reserva, remetendo para os seus clubes a divulgação dos nomes. Enfim...

Público... e notório - Veja-se a diferença entre isto e isto, para se perceber a idiosincrasia idiota revelada pela organização interna dos pasquins cá da paróquia. E escolham: que grande surpresa o idiota 1 esperaria e que mais jogadores do Braga eram expectáveis na selecção pelo idiota 2. Não há pachorra... O resto da maralha já está, obviamente, no efe-erre-.á do "estes são os nossos" e "juntos com a selecção", acriticamente, até algo correr para o torto. Falaremos no Europeu, com futebol e sem conversa.

Os 75 pontos

Não é um número fraco. Há melhores, fruto de circunstâncias excepcionais. Mas há muitos muito piores. Nos primeiros, acima da média, decerto não foram conseguidos sem um ponta-de-lança de jeito. Dos outros, abaixo da média, seguramente tiveram melhores avançados do que Walter, Kléber e Janko. Depois, com ou sem avaliação da matéria-prima à disposição para fazer golos, podemos comparar. Por exemplo, o "extreminador implacável", do futebol "com nota artística", conseguiu em 2009-2010 marcar 78 golos, nem quero agora falar de penáltis, mas o campeão desta época teve 10 a favor e o de há duas épocas antes teve 11. O FC Porto actual fez 69, sendo Hulk o melhor marcador com 16.
Óscar Cardozo foi o melhor marcador há três épocas, fez 26 golos. Nesta temporada ora finda, com um total superior de golos marcados em todo o campeonato, Cardozo ficou-se pelos 20 e teve de "desempatar" com Lima. Calculem, agora, quantos golos juntos valeram Walter, Kléber e Janko...
Em 2009-10, o FC Porto foi 3º classificado a 8 pontos do campeão, mas Radamel Falcao, na sua estreia europeia, marcou 25 golos. Às vezes nem sempre com os melhores jogadores e os mais prolíficos goleadores se conseguem títulos. Mas ajudam muito, veja-se o Falcao esta época numa irregular equipa do Atlético de Madrid. Tendo, por isso, a ver as coisas na perspectiva colectiva do futebol, avaliando o peso das individualidades mas mais a capacidade de renderem todas juntas e isso é obra do condutor da equipa. A época passada de todos os triunfos, o FC Porto fez 73 golos, a despeito de ter terminado com 84 pontos e 21 à frente do mais directo perseguidor.

Há, contudo, quem perca tempo em maus argumentos, parecendo criticar quem "defende" o treinador acima de gostos pessoais, criticando quem critica só porque sim como parece ser o caso do littbarski. Há muito deixei de opôr outros argumentos para além dos do balanço que cada dia e cada época faço aqui. Aliás, a idiosincrasia da maioria das análises mal amanhadas e mal arrumadas na cabecinha de certa gente, mesmo comentadeiros encartados, será tema para os próximos dias.

Ah, o catedrático do futebol fez o "seu" título com 76 pontos, cheios de pontos de interrogação, acabando tremidinho na última jornada. Com Saviola a fazer a costumeira primeira melhor época num clube, como é do seu currículo. Aquele campeonato com golo em fora-de-jogo quilométrico que ninguém então viu no sítio onde vêem bolas sobre a linha de baliza meio metro dentro dela... Com mais ou menos penáltis, mais ou menos golos e quase o mesmo número de pontos, parece ter ficado confinado a clientes de asilo psiquiátrico a análise à verdade desportiva de 2011-12, lembrando o que foi 2009-10.

Por outro lado, campeão com duas jornadas por disputar, o FC Porto de Vítor Pereira fez os mesmos pontos do campeão de 2007-08 sob o comando de Jesualdo Ferreira, então campeão com quatro ou cinco jornadas por disputar mas acabando com os mesmos 75 pontos - administrativamente reduzidos para 69 por causa do Pífio Dourado.

13 maio 2012

Poupei-me a emoções fortes

Estive a leste (melhor, a norte, só para perceberem que não fui a Fátima) de tudo: nem campeonato tuga, nem decisão inglesa. Ouvi trechos do relato do Porto pela rádio, só agora fiquei a saber que o City foi campeão como o United já foi campeão europeu com dois golos nos instantes finais. Ah, ouvi na rádio que o Moreirense subiu, mas o noticiário deu primeiro os 100 pontos do Real Madrid. Os 50 golos do Messi valeram-lhe o título de melhor marcador. Nem sei ainda do resultado do Barça ontem. Também não vi tv, abençoada tdt. O paraíso, está visto. Para o Proença é Munique. Os benfas vão dar mais 45 entrevistas a desancar a arbitragem, só pode...

11 maio 2012

Então, até amanhã e prò ano também!

Se alguém merece este título de campeão nacional 2011-12 é Vítor Pereira. E mais ainda depois de declarações inequívocas de Fernando, que já vêm muito depois de Hulk ter dado a entender a mesma coisa: na primeira metade da época, os jogadores não quiseram fazer mais. Fernando, mesmo nunca deixando de deixar birras e ambições contratuais fora do campo, acabou de dizê-lo com todas as letras na entrevista a O Jogo. Não replico as palavras, nem as tenho aqui nem vou procurá-las. Li-as e bastou, quem quiser faça o mesmo e, se puder, aprenda algo.

Vítor Pereira aguentou as contrariedades todas da primeira metade da época. É certo que a "estrutura" aguentou-o também. Especialmente após aquela vergonhosa derrota em Coimbra para a Taça. Uma derrota dos jogadores, como aqui deixei bem vincada a minha opinião e salvaguardando a posição do treinador que passei a defender acerrimamente. A "estrutura" defendeu o treinador que era aposta pessoal do presidente, que era um risco passá-lo de adjunto a estreante na I Liga, com todos os problemas inerentes e que implicavam uma aprendizagem natural do treinador e da SAD também nestas novas circunstâncias. E a "estrutura" aguentou-o, ainda, porque a culpa maior foi sua, não pela opção de continuidade interna na promoção do treinador, mas pelo que não preparou devidamente o contexto novo que geraria, inevitavelmente, os atritos e as questiúnculas que cedo percebemos: o player power que emergiu no balneário até à limpeza de Janeiro, como aqui apontei sem miasmas.

 
Ora, passada a primeira parte da época e passada a vergonha da eliminação da Taça (não pela derrota, mas pelo que não se jogou) e uma infeliz saída precoce da Champions, Vítor Pereira poderia sentir alívio por poder mostrar serviço na segunda parte da época. Jogou de peito aberto e perdeu com o Manchester City para um adeus definitivo à Europa, mas isso são contingências do próprio jogo em que não é, neste caso, a derrota que marca, apesar do 4-0 de Inglaterra, e desta vez sem reprimendas aos jogadores. Quando teve de ganhar para ser campeão, jogou como campeão e isso é o que se espera do FC Porto no tocante à concorrência interna. Jogou e ganhou como um campeão na Luz e em Braga. Acabou consagrado com o Sporting e em 14 de 18 pontos possíveis com os maiores rivais e candidatos está feita a sentença da Liga.
Vítor Pereira foi salvo depois desta demonstração de força, unidade e futebol na segunda metade da época? Não, passam todas as conferências de Imprensa ou monólogos televisivos a lembrar os problemas da primeira metade da época, aquela do aprendiz no seu primeiro ano de Liceu após sair da Primária. Acaba o ano doutorado em campeão, o rookie olhado de soslaio desde o início e sem o amparo mediático devotado a catedráticos do futebol que, não obstante tanta capacidade, é derrotado dois anos seguido por dois putos imberbes que coleccionam cromos, do Incrível ao Lucho, passando pelo Tigre e Polvo, em vez de notas artísticas da pimbalhada.
Nem todos os méritos portistas de Fevereiro para cá, mesmo num recurso ao mercado de reparação não isento de dúvidas e críticas, aliviaram o fardo do treinador do FC Porto, aquele que carrega o mais pesado de toda a Liga por ter o rótulo de campeão e a imensidão da hegemonia. Antes de ser campeão no sofá, depois de ser campeão em campo, a tónica nas perguntas é a dúvida sobre se fica ou até se merece ficar e o acinte de trazer à colação aquilo que é passado, penoso, que nenhum rival logrou aproveitar: um FC Porto confuso, combalido, periclitante até Dezembro/Janeiro. Tão frágil e, afinal, tão duro, não será sinónimo de tão valioso.

E na hora da vitória, das festas dos dois últimos fins-de-semana, primeiro saindo do sofá e depois do estádio, é tão triste ver adeptos portistas incapazes de reconhecerem o feito da segunda metade da época ainda apegados aos problemas conjunturais da primeira metade, seja por efeito de contágio de opiniões alheias e avulsas, seja por incapacidade própria mas partilhada com os outros de quem ouvem opiniões desfasadas da realidade e de perceberem o fenómeno do futebol, que até nos festejos senti essa tristeza de eu perceber a ignorância que ressuma, por fim, a infelicidade que se abate sobre Portugal e os sacrificios incontornácveis que se abatem sobre todas as mesmas pessoas a quem passa ao lado a perversão da Economia, as desfeitas da Contabilidade, o funil do Orçamento e o pequeno mundo do Futebol.

Não me inquieta que o Benfica não reconheça o mérito e estou a marimbar-me também para quem aponta os erros que estarão na base de mais uma derrota do Benfica e mais uma éoca de fracassos vários. De igual modo não me incomoda quem pretenda atribuir mais mérito à "estrutura" do que ao treinador e jogadores Como diz Vitor Pereira, não sobre a visão que o Benfica possa ter das coisas da bola, se fosse fácil ser campeão outros tê-lo-iam sido no Dragão e se fosse a "estrutura" a razão de ser do sucesso não teria deixado para o Benfica os títulos de 2005 e 2010, precisamente nos anos após o sucesso absoluto do FC Porto que a SAD não soube salvaguardar e esta época quase deixou escapar.

Agora, fico à espera de mais uma vitória, para na 2ª feira repegar o assunto, deixo então, como o treinador, um até sábado e, também, até prò ano. Esperando que na última conferência de Imprensa da época, após o jogo em Vila do Conde, não se toquem os mesmos enfadonhos assuntos ainda ontem aflorados e sempre na esteira do que foi aguentar toda uma época sob críticas injustas e incompreensões gravosas eivadas de má-fé.

10 maio 2012

Podia ficar contente, mas falta a teoria da conspiração

A eventualmente gorada passagem potencial de Hugo Vieira para o Sporting, noticiada hoje com a abundância de pormenores que até aqui garantiam a contratação incontornável, deixar-me-ia satisfeito se o visse no FC Porto. Mas não há dúvidas, certezas ou meras teorias de conspiração sobre o assunto. E isso deixa-me de pé atrás.
Prognostiquei no início da época - em concreto na 2ª jornada, em que os gilistas visitaram o Dragão - que a revelação do campeonato seria o Gil Vicente - até pela excelente partida feita na taça da treta com o FC Porto na época anterior em que estava na II Liga - e que o jogador-revelação, para mim, seria o meu homónimo. Mas Zé Luís partiu uma perna, já ao serviço do Braga, reaparecendo a marcar pelo Gil, a quem voltou emprestado, na final da taça da treta com o Benfica. Mas Hugo Vieira foi sempre uma figura maior dos gilistas. É jovem, rápido, muito potencial especialmente em contra-ataque, assume o 1x1 e não t(r)eme diante da baliza. Há tempos, seria um dos bons jogadores do campeonato que o FC Porto não deixaria escapar e garantiria por antecipação.
Sabemos como o FC Porto descurou o mercado interno, afundando-se em comissões de serviços externos que encarecem as operações a níveis absurdos, veja-se o caso dos Danilo e Alex Sandro. Nesses tempos, sabia-se que um jogador recusaria qualquer clube de Lisboa só para ir para o FC Porto. Hoje seria igual, mas há o problema de o FC Porto não querer quase nada do que há cá. Uma pena que tem custos. Mesmo os que aproveita, como Miguel Lopes, ou Castro que até é formado em casa, são despachados quase sem cerimónia. E o FC Porto perde tanto quanto paga em comissões extra lá fora.
Espanta-me, contudo, o fraco motivo para o recuo neste caso, atribuído ao Sporting que estaria na iminência de contratar um tipo tendo outros alegadamente do mesmo quilate já nas suas fileiras ou recuperando Wilson Eduardo que eu acho não ter muito pouco a ver. Como não pecebo nada disto, deixo só este sentimento de vazio, mais do que incompreensão por estes solavancos face a um jogador com muito potencial. O jogador está em fim de contrato, é livre, não custa nada e seguramente nunca daria prejuízo.
Vamos ver no que dá. Para já, as informações "tiradas a papel químico" sobre a abortada transferência deixam contentes os pasquins. Nem levantaram a mínima suspeita de haver mouro na costa ou dragão maquiavélico a conspirar... Mas ainda acredito num desfecho positivo num jogador com chegada à área, não é um extremo mas devora espaços longos e tem perícia em espaços curtos. Uma pepita, sinceramente, que gostaria de ver reluzir no Dragão.
É que se também fosse o Benfica, a pasquinagem que sabe tudo lá dentro teria sacado o furo. Mas o Benfica virou-se para Ola John, bom flanqueador mas que tenho dúvidas que sirva no campeonato luso. O extremo holandês já disse que o Benfica foi determinado. Quando chegar dirá, ainda, que o FC Porto tentou contratá-lo.
nota 1 - entretanto, depois das garantias de Éder ter fugido da Académica para resguardar-se para o FC Porto deram no que deram... Se, no caso de Hugo Vieira, o Braga estivesse perto de lhe deitar a mão, acredito que tal já estava assegurado há muito tempo e devidamente publicitado.
nota 2 - não só não acredito nisto, como por comparação acho melhor Jugo Vieira do que Sálvio. Mas é só a minha opinião. E não passo o tempo a comentar as notícias dos jornais que tantos gozam por serem como as cerejas e tal...