31 dezembro 2012

O recorde do futebol que os grunhos tugas mal acompanharam e não podiam contabilizar

Messi marcou mesmo 91 golos em 2012, por muito que aldraben a contagem e ignorem, as tv's do nacionalismo parolo tuga, uma proeza histórica porventura inalcançável até para o melhor jogador do mundo repeti-la.
São tantos que nem consigo descarregar e, assim, rendo-me à evidência

30 dezembro 2012

2012




 
É verdade, O FC Porto foi mesmo campeão em 2012. Muito poucos acreditaram e quase todos acharam que foi por o Benfica ter perdido 5 pontos em duas rondas consecutivas fora de casa. Os que assim propalaram, mais os papagaios do costume e até muitos portistas, ignoraram, deliberadamente, que 5 pontos de vantagem do Benfica foram alcançados indevidamente graças à arbitragem costumeira: ganharam na Feira com ajuda do árbitro na ronda em que Bruno Paixão aplicou ao FC Porto a única derrota em 56 jogos. Não chegou, afinal, para o recorde do Benfica, mas foi o suficiente para ganhar o título ganhando na Luz outra vez.
É verdade, o campeonato 2011-2012 teve essa marca indelével que muitos fazem por atirar para debaixo do tapete. Marca indelével, também, nos números que consagraram o bicampeão e a melhor equipa com a qual Pinto da Costa tanto arriscou com Vítor Pereira pelas condicionantes à partida que roderaram a campanha percorrida sob o signo da desconfiança, apesar de, como de costume, acabar-se com mais vitórias, mais golos marcados e menos golos sofridos. E aquela derrota de Barcelos que impediu, isso sim, é verdade, dois títulos consecutivos sem derrotas e o esticar de um recorde que seria porventura inalcançável até para este FC Porto.
 
Não vi o Estoril-Porto excepto a meia hora final a partir do penálti (indiscutível apesar de acidental). Tinha apanhado os golos do 1-1 ao intervalo, num ecrã qualquer. Mas não fazia ideia, portanto, da razão de Jackson ter saído. De resto, já tinha saudades dos jogos romanceados do FC Porto, com a iminência da derrota - a 3ª em 5 jogos deste fim de 2012 - com que repetidamente o Manha nos brindava. Isto para além de ter sido assinalado o primeiro penálti da época contra o FC Porto. Só não tinha ficado a saber que noutro jogo a equipa com mais penáltis na época a seu favor precisara de mais dois para empatar nos descontos.... Por alguma razão esta é a taça da treta que é, façam-lhe ops broches que fizerem e consagrem o eterno vencedor que ficou nalguma acta desde a ameaça de desistir em 2008 se não houvesse castigo para o FC Porto.
 
Faço sempre por esquecer que as emissoras do regime funcionam assim, como os jornalistas que se mostram surpresos por um qualquer Artur Baptista da Silva bitaitar aos basbaques na televisão e nos canais Expressos do regime da treta, mesmo que o agora burlão tenha aparecido, vezes sem conta, em propagandas do PS que os jornalistas seguem avidamente mas esquecem também muito depressa das vigarices desse campeonato. Vigaristas dignos deste futebol marcado por surrealistas congénitos como Paulo Pereira Cristóvão, Bruno Paixão, Duarte Gomes e João Ferreira.
 
O Moutinho estragou a festa que a meia hora final vinha a preparar-se na TVI. Aliás, ao almoço, o balanço desportivo de 2012 teve, na TVI, que vi por acaso, a indicação de o Porto ter sido campeão, por uns dois segundos, mas o título do Real Madrid teve quase um minuto de exaltação nas catarses convenientes que os pacóvios da capital dedicam aos "ricos e famosos" alimentados por essa sede de vacuidade da informação falsa e manipulada pelos que fazem de Artur Baptista da Silva na Imprensa do regime.
 
Ainda bem que o árbitro não criou um penálti para o Porto no último minuto nem encheu o Estoril de expulsões. Quanto ao jogo lá, já tinha sido difícil para o campeonato, muita correria, bola longa e para o ar, encostos e quedas, paragens e corpo-a-corpo, na meia hora que vi lembrei-me do jogo de há dois meses. Vamos ver como começa o ano.
 
Este que agora acaba teve a marca do bicampeão que, como hoje se viu, não se deixa abater. É a homenagem que o jogo do dia, e outras coincidências laterais, reforçou, porque presumia publicar apenas os dois posters alusivos que chegavam para a encomenda.


29 dezembro 2012

Sporting em descrédito Expresso

Não vi o jogo, apanhei uns resumos manhosos avulso com as boçalidades e vacuidades televisivas do costume, seja em que canal for. O 3-0 do Sporting em Vila do Conde, quanto a mim, são o menos, se é que a minha opinião vale alguma coisa nessa seara podre de Alvalade.


 
Do futebol do Sporting disse o suficiente em antevisão para o resto da época na 1ª jornada em Guimarães. Era isto, de resto que fui confirmando ao avaliar, já em análise micro, alguns jogadores, dos quais também já falei.
 
Faltava a cuspidela de Insúa, pelo visto (não vi, não sei se algum resumo se atreverá) em foto aí nalgum sítio, que isto é tudo difuso.
 
Mas depois do que o provável futuro cadastrado PPC disse do seu clube, onde se afanava a pintar postes (seriam lampiões?) até Agosto, não há dúvida que só não se despromove o Sporting por piedade.
 
Do seu descrédito, que mesmo assim alicia Jesualdo talvez para ver quem é o mais desesperado, estaríamos conversados. O problema é que a entrevista do ex-dirigente e ambidextro a municiar armadilhas vigilantes aos seus jogadores e a aliciar árbitros sem comprometer o clube numa descida por via disciplinar (rio-me, claro) só teve eco no Rascord, o pasquim que não sabe se resistirá mais do que o Sporting. Procurei em bastantes periódicos e nada. O Expresso caiu em descrésso...
 
Porém, digo uma coisa porque me corre sempre uma veia democrática e uma luminosa capacidade de ser equidistante: nenhum Rui Costa deste podre futebol português seria capaz de expulsar Maxi Pereira daquela maneira. E se alguém me achar injusto atire a primeira pedra.
 
O Rascord amanhã sai com uma capa pró-Benfica. Chega de "animar" o Sporting. Afinal, um ou outro cairá primeiro...

p.s. - sobre os viscondes e a linhagem, a linguagem vai bonita pelos blogs da causa, tudo uma finesse que nem o Hermann José retrataria em vídeo.

Sporting despromovido e futebol de fim de ano

Também sou daqueles que não acreditam na despromoção (*) do Sporting pela pura competição, via campeonato e respectiva soma (insuficiente) de pontos. Rio-me, claro, da hipótese de aplicarem ao Sporting a via disciplinar que já poupou, pelo lado fiscal, o Benfica há uns 10 anos, mas condenou, como se sabe, o Boavista por factos muito mal provados. Nem creio que o agora regressado João Loureiro aponte o exemplo do Boavista para "justificar" a descida do Sporting como os factos, já incontornáveis e verificáveis, indiciam até ao teste judicial em instância própria. João Loureiro não o faria, ao contrário de outros "famosos" da capital movendo influências contra clubes do Porto, por uma questão de educação e ética, que rareiam em Lisboa onde os fins justificam os meios.

 
 
Retomamos, hoje, a taça da treta enquanto além-Mancha se joga a sério, como é da tradição. Hoje, precisamente, um reencontro improvável na mesma divisão entre dois clubes históricos, Queen's Park e Rangers, na III Divisão escocesa. Como dizia o directo da Sky Sports às 12.45, este é um derbi mais antigo do que o Old Firm entre Celtic e Rangers. Queen's Park e Rangers, para muitos passadores de informação desportiva, deveria ser apenas um clube só e sediado em Londres como albergue pontual de Bosingwa rendido ao laissez faire, laissez passer desde que se aprisionou pelas libras e abdicou de melhorar o seu jogo, defrontaram-se pela última vez na mesma divisão em 1958. Bons tempos, quando o Hearts acabou campeão 13 pontos à frente do Rangers e 16 do Celtic e o Queen's Park em último (9 pontos e 114 golos sofridos em 34 jornadas), não mais voltando ao máximo escalão na Escócia. Ano em que Edimburgo não obteve a dobradinha, porque o Hibernian perdeu a SFA Cup para o Clyde (1-0).
 
Mesmo no último escalão da pirâmide mais ou menos profissional do futebol escocês; por sinal, também no Hampden Park estádio "nacional" que até é pertença do modesto Queen's Park a quem a federação paga uma renda para usar até para a selecção: isto é futebol. A III Divisão para onde, por razões fiscais, o Rangers foi relegado esta época.
 
Algo impensável em Portugal onde é impraticável algo mais do que divagar e refletir no tocante ao primeiro parágrafo. E ponto final.

ACT.:
(*) - pois o chico-esperto da (contra)informação falou. Ao Espesso. Lata não lhe(s) falta. Ao tipo, aos outros que arrasta com ele, e aos adeptos do clube mais especial e acima de suspeitas. Folclore à moda de Carlos Silvino, que isto é de 'entreter' crianças e contar estórias da carochinha.
Artur Baptista da Silva foi presidente de qualquer coisa no Sporting. E nenhum jornalista do Record sabia quem ele era. Foi julgado por fraude económica. E ninguém no Negócios sabia quem ele era. Atropelou duas velhinhas. E ninguém no Correio da Manhã o reconheceu. Teve uma cena de pancadaria na prisão. E passou despercebido na redação do Crime. Não foi o Expresso que falhou. Toda a gente sabe que este tipo de jornalismo nunca foi a especialidade de Nicolau Santos. Aqui, sobre mais outro chico-esperto, outro de Lisboa, outro que come este mundo e o outro, outro que deixa os dos pasquins a chafurdar na merda em que se movem.

É tão ladrão o que rouba como o que fica às Portas

O ministro do partido contra o agravamento de impostos... pouco se importa. Agora até obriga a reter-se a RTP por mais quanto tempo? Não dou para o peditório da Alegria aqui ou ali". A RTP não devia era sugar dinheiro dos contribuintes, em Lisboa ou no Porto. Porque suga e porque não é precisa.
Este Governo de (alguns) idiotas bem intencionados conseguiu, no auge da crise económica e financeira, pôr todas as tv's contra si por causa da RTP (que as rivais não queriam como privada), garantindo que resolveria o problema endémico que é a RTP e conseguindo nada decidir sequer nem à segunda vez em poucos meses (era para privatizar tudo, depois só um bocado quase metade), ficando o Governo ainda com todas as tv's contra si (a começar no revanchismo intensidifcado da própria RTP) num momento de crise que vai prolongar-se. Se isto não é estupidez política, não sei o que será.
 
E se isto (da notícia do Sol) é verdade, para que é que a coligação precisa da Oposição (mesmo que seja "Assim não" numa belíssima tirada, que ouvi na tv mas no link está melhor explicado, de Bernardino Soares aos ziguezagueantes xuxialistas sedentos de phoder)? Com aliados de Portas abertas ao melhor lado do vento... Fico tão perplexo como é enigmática a presença do Orelhas da RTP na capa do jornal.
 
Para melhorar a sintomatologia da idoneidade das elites e governantes pendurados, temos o barrete ortodôntico que os parolos tugas assumiram até na Imprensa idiota, bajulante e redundantemente concêntrica e os brasúcas que também são do tipo "Assim não!".

Um 2012 para esquecer, de facto. Se não fosse a Troika seria ainda muito pior com tanto burro iletrado... Dasse...

 

28 dezembro 2012

Se não tiver depois vê-se...

Esta onda vermelha vai propagar-se agora que se abriu a comporta da sucessão que também parece alimentada de dentro...
Depois não se queixem.







Entretanto, muitos anos depois de uma notícia de um treino do Benfica ter motivado o afastamento de um chefe de Redacção, o jornal dos anúncios que vende qualquer merda em 2ª mão voltou aos tempos gloriosos dos treinos do Benfica...

27 dezembro 2012

Duas ou três coisas

Os da causa, outros paladinos da Verborreia Desportiva, acham que não é nada com eles, tratam o criminoso por senhor como o Alberto João chamava a Cavaco sr. Silva e ao Só traques sr. Pinto de Sousa. Assobiam para o ar.
Os pasquins cá da paróquia, onde não li nada parecido com o tal comunicado que não sei de onde é nem de quando (talvez amanhã, para não sair noticiado em lado algum), assobiam para o lado.
A xixiplina diz portiva anda imóvel há um ror de tempo, não vá o regime cair de podre. Nem assobia.

26 dezembro 2012

Espécie protegida: palradores desportivos

Não sabia deste caso. Há quem o aponte como figura do ano e eu nem dei por ele/ela, mesmo conhecendo outros exemplos. O Gabriel Ales deixou há muito de ser tema de chacota pelos dichotes, há mais pichotes e piores do que ele. Eu não pedi que haja humor?! Está omnipresente e ainda bem que não acompanhei. Faz-me lembrar o que há muito deixei de aturar. Nunca vi eixos do mal ou do bem, nem espessos de meia noite ou meio dia, afasto-me quando cheira a esquerdismo balofo e clubismo serôdio. Sei o que as casas gastam. Não me enganam. Desacredito. A dúvida é o melhor método, há poucos que a alimentam e raros os que se conduzem por méritos próprios.
Não leio, raramente comprei, o Espesso.

Noto, porém, que no tocante ao fenómeno desportivo lido, palrado e comentado, há um núcleo duro e inexpugnável, por ciência própria ou proteccionismo alheio, que eterniza a plêiade. É uma espécie protegida a dos palradores desportivos. Como espécie, que se reproduz sem cessar, copia-se a si mesma e debitam todos as mesmas inanidades e enchem-se de vulgaridades incomensuráveis. Acontece até que, na aparente diversidade, erros de apreciação são comuns: clubites diferentes aferem as mesmas banalidades. O que é notável e diz bem da qualidade, e coexistência pacífica, da coisa. Por muitos programas e até novos canais na pantalha, não há dsignificativas diferenças. A mesmice que igualou os pasquins desportivos reproduz-se nos palradores desportivos, alguns cronistas dos primeiros, de onde emergiram. Esses já são, helàs, bem conhecidos. As caras dos figurantes das políticas avulso também, embora muitos não lhes liguem.
Há muito deixei de ver, só por terceiros chegam-me exemplos do que vai acontecendo. Não raro, apontam-se críticas a palradores da mesma clubite. Aliás, não inesperado, o fenómeno de se criticar a leveza, ligeireza e não distinção entre uns e outros tem-se replicado até naqueles que abraçavam a oportunidade de terem um canal do seu clube, mesmo que travestido em informação exclusiva e, aparentemente, pertinente na defesa do seu clube.
Como no caso acima, por aí tão glosado, a culpa do papagaiar sem tino são dos responsáveis editoriais. Nos desportivos, porém, confluem a mediocridade de alguns para a chamada dos mesmos de sempre. Em circuito fechado se enredaram. Dificilmente haverá um Artur Batista da Silva no Futebol. Apesar das aparências, mas eu até costumo identificar os grunhos do socialismo com os do benfiquismo.
Seja lá o que isso for. Os guardiões do templo, da comunhão da mesmice, do engano da eventual diferenciação com a presença das ideologias dominantes, asseguram que tal não aconteça.
 
Não dá para refletir. Mesmo, agora, quando temos tempo. É mesmo assim. Inanidades para a eternidade. Amen.
O que é mais grave, ressaltando das leituras do caso em apreço, é poucos se aperceberem da origem disto, da ocorrência deste tipo de fenómenos e da incidência de mais casos similares, que não no Futebol como ressalvo. Os bimbos jornaleiros farão as mesmas coisas para consumo acrítico, acéfalo e anémico do consumidor pouco exigente de Informação. Por isso ela não existe série nem credível, apesar dos raros esforços de muito poucos e infelizmente muito repartidos pelos vários títulos.
The last, but not the least, é que, por incrível que pareça embora a mim não, o pantomineiro replicava as diatribes messiânicas dos pantomineiros só cretinos que levaram isto ao Estado que está. Os Abrantes e Galambas, os grunhos da corja xuxialista, atingiram o seu zénite. O facciosismo dos palradores desportivos pede meças ao imbecilismo dos comentadeiros políticos. Há até os híbridos que são maus nas duas coisas, como Miguel Sousa Tavares, idiota iluminado. E, contudo, a opinião que se publica e os incautos que caem nas patranhas são bem capazes de puxar a mesma sardinha para a sua brasa. Quo Vadis?

25 dezembro 2012

Haja humor!

Dizem que Obama salvou dois perus no
Dia de Acção de Graças.

Artur ficou com um bem antes disso.

O outro, afinal, estava reservado para o Beira-Mar.

24 dezembro 2012

No Carnaval da asneira

ou uma
cena de
Páscoa
pelo Natal.
Carnaval?
Só lembrar que o tal da Comunicação era um jornaliista verrinoso da RR com língua afiada para crítica aos outros... Mais vale ter um director assim que não faça nada...

23 dezembro 2012

Jornal de anúncios vende qualquer merda até em 2ª mão

O Real Madrid desapareceu da capa do pasquim, onde invariavelmente vinha ocupando uma posição herárquica cimeira acima do bicampeão português, que se transformou, pelos cabotinos de ocasião, num jornal graficamente de anúncios: colorido, caras (com pretensas notícias, nenhuma de valia), coincide até com um relógio, só falta saltar as gajas cá para fora.
Estupidamente travestido no jornal regional que lhe marcou a história até aos anos 80, deu-lhe, ainda, para copiar o "24 horas de Espanha que já lhe vendeu, em Maio de 2011, uma cabala de arbitragem do Kuipers no Porto-Villarreal: a Marca dá 90 golos a Messi, hoje numa orelha com o campeão em rodapé, e os macaquinhos de imitações seguem o passo. Ridículo no declínio inexorável - faz lembrar o sbordem - do plano inclinado de mais um ano catastrófico, julgando que picardias saloias vendem papel para embrulhar peixe. Havia aquele expert da Imprensa tuga que dizia que televisões tanto vendiam sabonetes como presidentes. Tem seguidores.

22 dezembro 2012

O fim do mundo em nova contagem decrescente também para Ronaldo

Messi acaba o ano com 91 golos
O Barça renovara com Xavi, Messi e Puyol
Ronaldo falhou o 0-1 com a baliza escancarada e Mourinho bateu um recorde de 10 anos ao deixar Iker Casillas no banco - provavelmente assinando a sua sentença de fracasso no Real Madrid já a 16 pontos do Barça!.






Atenção, o Málaga oferece um autogolo no 1-1 e o golo que ameniza em 3-2 mas torna-se a única equipa, além do Barcelona (3-2 na Supertaça) a marcar três golos ao Real Madrid esta época. E dois golos oferecidos pela melhor defesa da Liga espanhola (tinha consentido 10, o Madrid tinha 14 e o Barça 18)
Isco fez o 1-0, Santa Cruz rendeu Caiviola e bisou, Joaquín foi fenomenal. Mas é o Isco perigoso que tem o prémio revelação do ano na Europa (sub-21)

21 dezembro 2012

O fim do mundo só se for para Mourinho

Já em 1997 ouvi por aquelas paragens maias a teoria do fim do mundo previsto para hoje. Quinze anos depois, há apenas uns dias atrás, ouvi na RTP que em tempos muito antigos houve uma catástrofe por (talvez) um asteróide ter chocado com a Terra e... liquidado os dinossauros. Ouvi bem, foi aí há 12 ou 15 dias, a voz feminina da RTP falar do que sucedeu há 60/70 milhões de anos e, desfeitos os dinossauros, veio o Homem!
Acabamos de saber que a TAP não foi vendida quando podia ter sido dada com o peso de dívida que arrasta e a impede de voar. Já a RTP, que estava para ser privatizada de alguma maneira a meio do ano, continua igualmente inamovível - deve ser, tamém aqui, defeito do Relvas! - e transmitir idioticies como a do enviado-espacial a um lugar onde porventura homens das estrelas trarão, dizem e a RTP acredita paa lá ter alguém à espera, algures em França o catastrofismo pelo qual todos da triste Oposição se pegam na inúti e sempre mal frequentadal AR. O fim do mundo deve mesmo ser isto!?...
Foda-se, cavamos cada vez mais fundo por um bocadinho de história e a RTP dá-se a estes desplantes depois de fazer broches diários ao Mourinho - tinha lá um ponta de lança chamado Luís Campos agora na equipa técnica que arma emboscadas a árbitros e jornalistas - y sus muchachos dos quais agora não fala a não ser baixinho. E, contudo, diria Galileu, ela gira, a bola. Com elevado risco. Para saber de mais jornalistas (espanhóis) que dão a cara,, eis uns nacos de prosa.
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Culpas y bombas de humo

El vestuario del Madrid cree que Mourinho elude responsabilidades de los problemas del juego

El jueves pasado varios jugadores del Madrid le dijeron a su mánager, José Mourinho, que el equipo llevaba meses encontrando dificultades de orden táctico que él, como entrenador, no había sabido resolver. Le recordaron que, contra su queja continuada por la “falta de actitud” de los futbolistas, fácilmente interpretable por el público como falta de profesionalismo, el origen de la crisis era más complejo. Que a muchos rivales (Celta, Betis, Levante o Sevilla) les bastaba con encerrarse atrás para exponer la ausencia de recursos que tenía el equipo a la hora de elaborar el juego sin espacios. Subsanar esos defectos, le apuntaron, también era su responsabilidad, cosa que parecía ignorar cada vez que salía a una conferencia de prensa para culpar a la plantilla de los resultados adversos. El domingo, al Espanyol le bastó con organizarse alrededor de su área para exhibir las limitaciones del Madrid. De paso, la jornada abrió una brecha insalvable entre Mourinho y sus jugadores.
La defensa que hizo el presidente Florentino Pérez de Mourinho el sábado por la mañana, en su discurso del acto de entrega de insignias, convalidó la campaña de declaraciones públicas del mánager contra la plantilla. Siguiendo su alocución, Florentino Pérez señaló que Mourinho había “tenido que soportar ataques desproporcionados e injustos, algunos de ellos que afectaban a la dignidad de la persona”, en clara referencia a la crítica de la prensa. Mourinho no esperó. Seis horas después de la aparición pública de Florentino Pérez, lo dejó en evidencia cuando, junto con seis ayudantes, encerró a Antón Meana, un periodista de Radio Marca, en una sala del Bernabéu para insultarlo y amenazarlo. Según contó el periodista, Mourinho le exigió que revelara sus fuentes y luego le dijo que el vestuario del Madrid estaba corrompiéndose debido a la presencia de “tres ovejas negras”, tres conspiradores, que era preciso desvelar para hacer una purga.

En Valdebebas creen que Mourinho lanza mensajes de autojustificación por si tiene que salir al mercado
La lectura de la crónica del suceso de Meana, el domingo por la mañana en el hotel de concentración, alarmó a la plantilla desde temprano. La mayoría de los jugadores llegaron a la conclusión de que Mourinho había orquestado la encerrona con premeditación para denunciar a través de la prensa lo que él no se atreve a hacer por sí mismo. Respecto a la identidad de las “tres ovejas negras”, en la plantilla sospechan que, a estas alturas, pueden ser más de diez los jugadores que cuestionan al entrenador. Casillas, Ramos, Higuaín, Marcelo, Özil, Benzema, Kaká, o Albiol, son algunos de los que peor relación tienen con el mánager desde que comenzaron a resentir abiertamente la falta de justicia deportiva que subyace en su empeño de refundar el equipo con hombres de su agente, Jorge Mendes.

Solo marcamos a balón parado, con centros laterales o desde fuera del área”, lamenta un jugador
Los jugadores prepararon el partido contra el Espanyol en un clima enrarecido. Convencidos de que Mourinho había dado otro giro de tuerca a la trama para encubrir sus carencias técnicas acusándolos a ellos de la crisis deportiva. Piensan que esta era la razón de que, desde que llegó, al mánager le preocupara tanto el control total de lo que él llama “la estrategia de comunicación”. En Valdebebas, la intuición general es que Mourinho está obcecado en lanzar mensajes públicos de autojustificación para preservar su reputación, por si tiene que salir al mercado, cosa que supone, puede ocurrir de un momento a otro. Recuerda un testigo que el jueves un jugador le reprochó a Mourinho que solo le interesara trasladar la culpa al equipo para “salvar su cuello”.


Cristiano Ronaldo observa a Albín, autor del gol del empate del Espanyol / Andres Kudacki (AP)
En una cosa parecen coincidir Mourinho y sus futbolistas: las constantes vitales del equipo no invitan al optimismo. “Solo marcamos a balón parado, con centros laterales, o desde fuera del área”, lamenta un jugador. Cada vez son más los futbolistas del Madrid que piensan que la plantilla está desaprovechada a fuerza de insistir en un juego simple que no evoluciona y que los rivales han aprendido a contrarrestar. Así, concluyen, será imposible ganar un título. Mourinho, dicen, denuncia que hay “ovejas negras” para trasladar el debate de lo puramente técnico a lo puramente inexorable. Sienten que lo hace porque se ve fuera y quiere preservar su imagen arrojando bombas de humo. Porque ya no tiene voluntad de solucionar otra cosa que su futuro en un club lejano y no le importa lo que deje atrás. Florentino Pérez le recordó ayer en un acto de la Fundación del Real Madrid —“Ningún niño sin juguete”— que “uno no debe rendirse jamás”. Mourinho dijo el domingo: “La Liga está prácticamente imposible”.
 
No El País, não precisa de se dizer jornal de informação geral especializado em Desporto...


... e o director do As, como siempre

Florentino y la defección de Mourinho


Relaño | 18/12/2012
Aún no había comenzado el Barça-Atlético, o estaba empezando, cuando Mourinho compareció atropelladamente ante la prensa. Una descortesía frente al entrenador del equipo visitante. Se entiende que el de fuera comparece antes: porque sí, porque tiene un viaje de regreso pendiente, por deberes naturales de cortesía. Pero esta vez no fue así y compareció por delante Mourinho en un estéril intento de ser el primero en anunciar que el Madrid no va a ganar esta Liga. Semejante revelación no sacudió los ánimos. Los aficionados de uno y otro signo ya lo sabían. El Madrid está fuera de carrera.
El mérito de Mourinho, bastante menor, fue decirlo antes de que el Barça ganara al Atlético. Y digo lo de bastante menor porque todos lo suponíamos, los apostantes también. Frente a eso está su demérito: y su demérito es que el Madrid le contrató para contrarrestar el poder del Barça, y que en esa causa el Madrid ha llegado a pagar hasta dos veces la cantidad de treinta millones de euros por jugadores que, al fin y al cabo, no han pasado de ser suplentes de buena vitola, y hablo de Coentrao y de Modric. No sé de entrenador que goce de reemplazos tan claros. Ni de titulares tan coruscantes, dicho sea de paso.
Con todo y eso, Mourinho dijo tras el empate ante el Espanyol que la Liga está casi imposible para el Madrid. Y dijo tal cosa, constatémoslo, antes incluso de que el Barça le ganara al Atlético y se disparara definitivamente en la tabla. El Camp Nou bailoteó sobre el rescoldo de su rendición: "¡Mourinho te queremos, Mourinho quédate!" Después de eso, Florentino trató ayer de reedificar la tan predicada resistencia del Madrid a la rendición. El Madrid no se rinde, vino a decir. Yo siempre pensé eso, pero ya no estoy seguro. No sé si el Madrid se ha rendido a Mourinho o Mourinho al Barça... o todo junto
 

20 dezembro 2012

Azul da esperança mas Isco é perigoso

Saiu o Málaga na Champions para jogos a 19/2 (Dragão) e 13/3 (Cidade Jardim). O FC Porto, in extremis, teve só o estreante na Champions para enfrentar, depois de Barça para o Milan e Man. United para o Madrid - de resto um Madrid-Barça já jogado à distância com previsão de duplo confronto em poucos dias em Espanha - isto sucessivamente a saírem os mais cotados Juve, Bayern e Dortmund. Sobrava o PSG mas como não podia sair ao Porto por terem coabitado no mesmo grupo coube ao Valência. Uff... Um opositor que todos queriam, tido como mais acessível depois de o Schalke sair no primeiro sorteio ao Galatasaray. Mas sem poder tomar-se a eliminatória de ânimo leve, ainda que com redobrada confiança. Até o calendário ajuda, pois antes da 1ª mão há saída a Aveiro e depois a recepção ao Rio Ave; e para a 2ª mão, antes cabe receber o Estoril e depois de Málaga ir ao Marítimo.
 
Posto isto, oportunidade para vários reencontros, com jogadores malaguenhos conhecidos, desde logo Eliseu e até Duda que passou pela formação portista, além de Saviola e Onyewu, ex-Benfica e ex-Sporting, mais um tal Roque Santa Cruz dos tempos do Bayern e Joaquin, ex-Bétis e Valência. O Málaga venceu facilmente o grupo com Milan (2º) e Zenit (3º) e Anderlecht (eliminado com dois golos de Eliseu em Bruxelas e dois de Duda no último jogo na Andaluzia). Mas atenção a um tal Isco, sub-21 espanhol que dará água pela barba aos laterais portistas, jogando pelos dois flancos, um rapaz muito ao estilo desengonçado mas acutilante de Johan Cruijff.

Deste perigo já está o FC Porto alerta. Mais o fora-de-jogo...

 
 
Quedará, algures pelo meio do calendário, uma semifinal da taça da treta, essa aberração medonha do qual não vi nos sites da Liga e da FPF data para o confronto previsto para o Dragão com o vencedor do grupo de Guimarães e Braga. Algures por Fevereiro, e aí já poderá menosprezar-se a coisa face à oportunidade de superar os oitavos da Champions. De momento, é o grande objectivo.
 
Não subestimar o Málaga, até porque fez uma Champions impressionante e depois de periclitante começo de campeonato já se posiciona nos lugares de acesso à Champions pelo campeonato. Sábado defronta o Real Madrid (19h) na Rosaleda de 29 mil lugares que leva 26 mil abonados em todos os jogos e deixa pouco mais de 2000 bilhetes para os visitantes. A Champions, porém, levou apenas 600 milaneses à chamada Ciudad Jardín para onde Jesualdo Ferreira foi, sem sucesso, após deixar o Dragão. O Anderlecht teve consigo 1600 adeptos e o Zenit 1300. Para aceder como 4º classificado espanhol à fase de grupos, o Málaga deixou para trás o Panathinaikos de... Jesualdo Ferreira.
 
A expectativa de uma invasão portista a Málaga, a 1000 kms do Dragão, fica de algum modo gorada, depois da final de Sevilha, 200 kms antes de Málaga no caminho rumo ao mar,  ter levado mais de 12 mil adeptos ao embate histórico com o Celtic em 2003. 

19 dezembro 2012

Parece simples nem é preciso (t)ver

Não se (t)viu mas percebe-se que o FC Porto não deixou para depois o dever de começar hoje a decidir o grupo da taça da treta. VP meteu a equipa titular habitual com a excepção de Helton, sendo Fabiano o g.r.. Chegado com naturalidade a 2-0, as 3 substituições da praxe com celeridade e objectividade: Lucho por Fernando, James por Atsu e Moutinho por Castro. Lucho e Otamendi fizeram os golos, o mesmo Lucho e um central (então Mangala) que apressaram a vitória de 3-0 na Taça de Portugal também na Choupana.
 
Assim, nem é preciso ver, pressente-se que cumpriu-se o dever. Não é pela competição em si, mas pelo profissionalismo que se exige. Não havia desculpas para "facilitar". A seguir, no Estoril, já pode jogar meia equipa menos habitual, embora acredite que o hiato sem competição nesta fase terminal do ano imponha de novo a presença dos mais fortes titulares, mesmo que o "estranho" não seja só o guarda-redes. Com o 0-0, entre o black-out pontual da falta de luz na Amoreira, do outro jogo, vencer no Estoril é carimbar a garantia da semifinal em casa com Braga ou Guimarães. Chegado ao resultado ideal, há 3 substituições para fazer. Garantido o apuramento, pode-se jogar com as reservas no último jogo do grupo, recebendo o Setúbal.

Entretanto, continuamos a ser surpreendidos pela Comunicação do FC Porto e implicando até dois jogos em casa. Pior é difícil, embora neste ca´pítulo nada seja impossível...

Só em Lisboa fazem isto sem implicar os clubes nem ameaçar com descidas

Depois de Vale e Azevedo ter-se mostrado "condescendente" com o Fisco, anunciando como o Benfica não pagava impostos mesmo que as suas alegadas acções de segundo mercado fossem cotadas acima de papel de jornal, sem despromoção à II Divisão aí há uns 15 anos, temos agora o Sporting não ligado a um caso de Polícia e aliciamento a árbitro também a passar impune sem descida de divisão. É assim.
A Imprensa do regime não fará parangonas, não criará cenários catastrofistas e não associará coisas com loisas. E, contudo, ela gira.

18 dezembro 2012

Quadra da treta na taça sem cheta

Com o calendário de fim de ano limitado à taça da treta agora sem cheta, não sei se já perceberam, a começar pelas cabecinhas pensadoras da pasquinagem lusitana, os problemas de um desporto cada vez mais sem rei nem roque. O Porto joga amanhã no Nacional sem VP ter desculpas para não apresentar a melhor equipa. O fiasco da Taça de Portugal ficará como mancha indelével nas suas decisões e nas memórias de todos os que afiançam não compreender o "limited service" em Braga. E, como é bom de ver, para o Porto passar o ano bem, jogando ainda no Estoril no dia 30, não pode adiar a coisa do apuramento. Ganhar na Choupana, onde já passou a meio gás na Taça de Portugal, é meio caminho andado para vencer o grupo e jogar a semifinal em casa com o que sair da dupla Braga-Guimarães. Não é que, isto, a mim importe muito, este ano não ligo a taça alguma, dessas de trazer por casa das quais não vi qualquer jogo.

Nesta perspectiva, vou mais longe do que o José Correia, porque só admito poupanças quando temos de gerir prioridades e no horizonte próximo não há nada a não ser retirar competição a quem a tem tido menos: o FC Porto não pode baixar da fasquia de 50 jogos oficiais por época, normal na década anterior (55 e até 56 jogos, recorde nacional) apesar de os últimos tempos mostrarem isso que, em suma, significa menos prestígio, dinheiro e competitividade.
 
Mas o calendário a ocupar a quadra natalícia só mesmo de uma desorganização sem futuro mas, ainda e sempre, condicionada pela redução do campeonato. Sobram datas, a taça da treta não enche a barriga a ninguém e o berbicacho do sponsor e dos direiros televisivos não dá nada a ganhar de jeito. Será que todos vão marimbar-se para isto que deixaram para fazer no final do ano?
 
Passaria pela cabeça de alguém reservar duas datas no fim do ano para uma competição desvalorizada e sem nada de importante para ganhar além e um jarro para cerveja? Pensava eu que a única coisa de jeito na prova era ocupar Janeiro com as três jornadas de grupos... O Mário Figueiredo está isolado, o Joaquim Oliveira já iniciou a querela a arrastar pelos tribunais e esta coisa não tem futuro, nunca poderia ter. Agonizante, em fim de ciclo, sobra esta mancha do calendário competitivo, que também afecta as férias que muitos jogadores já assumiam como certas no Natal. Vão comer as rabanadas em relativo sossego e recomeçam o ano com campeonato e logo de permeio nas duas jornadas de 2013 a 3ª ronda em que o Porto, espera-se que já qualificado, receberá o Setúbal com as reservas, antes de ir à Luz. Começar o ano com o Nacional que agora visitamos e depois com o Setúbal com quem deixamos pendente o acerto do campeonato para o fim da 1ª volta (dia 23 é a data por obrigação antes de começar a seguir a 2ª volta, o jogo teria de se inciar antes dessa altura) é algo que não pode ser perturbado com as duas saídas de fim de ano na taça da treta agora sem cheta a não ser diminutos dinheiros da TVI que vai parecer a Sky Sports a dar futebol de quadra natalícia embora de refugo e segunda categoria.
 
Isto depois daquela intromissão recente da selecção no Gabão, mas disso não se pode falar que as virgens púdicas de Lisboa andam a sofrer muito com a crise...
 
Realmente, quo vadis futebol português? - era uma pergunta muito em voga nos anos 80, quando também havia fome em Setúbal mas como Mário Soares era Primeiro Sinistro não se pode lembrar esses tempos gloriosos em que se dizia haver fome apenas na Somália e no... Brasil.
 
"O povo português não viveu sempre mal?, perguntava o Marocas secundado pela comandita do costume.
 
Pois, o futebol português também e para lá caminha.

17 dezembro 2012

Jornalistas (espanhóis) que dão a cara

TESTIGO DIRECTO

Un entrenador 'top' y un periodista de mierda

Antón Meana16/12/12 - 09:08.

"En el mundo del fútbol yo y mi gente somos top y en el mundo del periodismo tú eres una mierda". Esta frase la pronunció ayer José Mourinho mirándome a los ojos. El escenario, improvisado o no, una habitación contigua a la sala de prensa del Estadio Santiago Bernabéu. Justo después de finalizar la rueda de prensa previa al partido contra el Espanyol, un miembro del departamento de comunicación del club, Juan Camilo Andrade, requirió mi presencia para reunirme con Silvino Louro, preparador de porteros del primer equipo. Con incertidumbre por la imprevista reunión, abrí la puerta y allí estaba el señor Louro, acompañado por José Mourinho, Luis Campos y dos trabajadores del club: Carlos Carbajosa y Fernando Porrero. Le tendí la mano y me negó el saludo. Muy nervioso, se dirigió a mí a voz en grito y en un portugués cerrado, por lo que no le entendí con exactitud.
Le pedí que me hablara más despacio y me contó que no soy nadie para poner en duda su honorabilidad. Me detalló punto por punto su currículum, donde incluyó, orgulloso, ser el principal valedor de Petr Cech. Defendí mi información, ciñéndome a mis fuentes. A pesar de la insistencia de los allí presentes para revelar su identidad, no cedí a sus presiones. No obstante, les comuniqué que volvería a preguntarles, por si no estuviera en lo cierto, pero sigo confiando en lo que me han dicho.
El pasado jueves, tras la derrota del Real Madrid en Vigo, analizamos en Radio MARCA la situación del vestuario blanco tras las críticas del técnico luso a algunos de sus futbolistas. Tras consultar a varias fuentes, informé a los oyentes de la sensación que tienen varios futbolistas del primer equipo, que ven a Louro casi como un espía del señor Mourinho.
"A mí me han dicho que eres un hijo de puta y una muy mala persona, y yo en vez de creérmelo, pienso otra cosa". Así irrumpió José Mourinho. Hasta entonces en un segundo plano, el entrenador decidió llevar el peso de la conversación. "Eres antimadrista, antimourinhista y tus preguntas siempre van con intención negativa". Me recordó su palmarés, el de su equipo técnico y, usando el marco de la puerta como si fuera un metro para medir la altura de un niño, situó por encima de la cabeza su capacidad profesional, dejando la mía por debajo de la rodilla.
El técnico continuó su intervención cara a cara: "Mientras sea entrenador del Real Madrid te respetaré siempre, cuando deje de serlo, serás una persona más de la calle y entonces veremos…".
Con Mourinho mirándome fijamente y Louro queriendo finalizar la conversación porque estaba llegando la hora del entrenamiento, le dije al señor Louro que "mi información no es un dato rebatible, es una impresión personal de un sector del vestuario y está contrastada desde el mismo momento en que me la cuentan".
Mourinho me recomendó que fuera más prudente con la credibilidad de las fuentes a las que consulto: "¿A ti qué beneficio te produce contar eso en antena? Aunque fuera cierto, que para mí no lo es, ¿realmente lo ves noticioso? Tienes que controlar bien si tus fuentes te están diciendo la verdad. Hay 21 jugadores en este vestuario que se llevan genial con Silvino y, como pasa en todos lados, hay tres ovejas negras que joden al grupo. Y en vez de intentar sacar a esa gente que perjudica a sus compañeros, tú lo das como noticia. Esto es así. Tú tienes una fuente, te da una información y por ella tienes que pagarle. No digo con dinero, hablo de favores, de taparle cuando falla, de ayudarle cuando te necesite y si es un niño prometiéndole cosas. A mí me pasa, me llama un periodista, me cuenta cosas de su periódico y yo tengo que pagarle con una alineación o con una entrevista. Pero yo, cuando eso sucede, pienso que si esta persona traiciona a sus compañeros no es una persona de fiar. Y filtro lo que me cuenta, busco lo que es cierto y lo que no. Eso es lo que tú tenías que haber hecho".
Me insistió que desvelara la identidad de mi fuente, de la persona que me facilitó la información. Mi respuesta fue que él, precisamente él, no me podía pedir eso porque es "el rey de dar sin dar". Que siempre critica sin dar nombres, como acababa de hacer, sin ir más lejos, con Benzema. Los seis miembros del Real Madrid presentes en la charla se sorprendieron de que hubiera interpretado así una respuesta del entrenador en rueda de prensa, y les dije que era un sentimiento general, que casi todos los medios interpretamos lo mismo.
"No hace falta que interpretes", respondió Mourinho. "Tienes una ventaja, trabajas en radio. Sólo tienes que ir a la emisora, tirar mi frase y que la gente haga sus valoraciones". Tras media hora aproximada de reunión la cita llegó a su fin porque era hora de ir a entrenar. Me disculpé ante Louro diciéndole que no era mi intención ofenderle personalmente al haber utilizado la palabra "espía", y le pedí "perdón con la mano en el corazón si usted o los que le quieren se sintieron molestos". No obstante, le insistí en que seguía pensando lo mismo, que mi fuente tenía más credibilidad que lo que él me dijera.
Ya con el entrenamiento echándoseles encima, Louro me tendió la mano, se la acepté, la estreché y nos despedimos. Mourinho hizo lo propio y le respondí de la misma manera, al tiempo que le agradecí a Carlos Carbajosa su presencia en la reunión.
Así pasó, y así vuelvo a contarlo para los lectores de MARCA. Como seguiré haciendo cada día con mis oyentes de Radio MARCA.

16 dezembro 2012

Meßi

Ainda não foi hoje que o melhor jogador do mundo voltou a ser notícia: mais um bis (4-1 ao Atl. Madrid, grande golo de Falcao e numa corrida a solo que nunca vi tal dele no Porto!), igual em 12 jornadas das 16 já disputadas na Liga espanhola. Já ninguém lembra a jornada em que só marcou um golo e aquelas em que nem marcou sequer.

Quando será que lhe mudam o nome? Indo para o Bayern, poderia levar aquela letra esquisita que nos alemães vale por ss (Meßi). Já são 90 golos em 2012. Devia ser por isso que os Maias previram o fim do mundo.

14 dezembro 2012

Setúbal-Porto adiado entre tanta coisa a meter água

Nem ia ver o jogo, mas isso nem importa entre tanta gente a meter água.


O Álvaro é que era remodelável e o Seguro afiançava como a França seria como Hollande.
Isto é só para lembrar como chegamos a este estado com gente desta natureza e mediocridade em que se revêem comentadores da actualidade entre os basbaques do costume.

12 dezembro 2012

As duas mãos (da máfia) e as vitórias com os pés

Esta, a última, de hoje

Esta, fresquinha, mesmo de ontem

Com as cores da Nação, claro.

Quanto ao resto, que isto está difícil de justificar ao fim de tantos anos de (in)êxitos, faz amanhã 25 anos da conquista da neve (1987). E isto está tão difícil que os pasquins, como as compras e os enfeites de Natal em Novembro, já antecipam a efeméride em vários dias, à falta de melhor.

 Depois, uma mão pode lavar a outra, mas felizmente as vitórias ainda são alcançadas com os pés, salvo algum Maicon abençoado. Esta foi em 2004.
 
 A de há 25 anos, ainda Filipe Vieiera era sócio portista e vobrava com as vitórias como em Tóquio. Há 8 anos, alguma coisa tinha de mudar depois de 2003 com Tripla e 2004 com outra Champions, afrontas a mais para o... sistema regime. Então lá houve, entre outras arbitragens certamente impolutas e sem mão na massa, o Estoril no Algarve num súbito rodar do eixo da Terra para o título arribar em (mal)ditas melhores mãos.
 
A verdade, claro, é que estraga sempre estórias da carochinha dos escarafunchosos.

09 dezembro 2012

Da volumetria à idioticemetria

Hoje vi, ainda que nem sempre em contínuo, o derby de Manchester. O United fez 2-0, o City 2-2 e van Persie desempatou aos 90' de livre por falta idiota de Tevez após uma perda de bola idiota de um defesa a sair a jogar pressionado para a perder.
 
Vi a parte final do Everton-Tottenham, com os azuis a marcaram aos 90 o 1-1 e aos 90+1 o 2-1 para calafrio do atónito AVB.
 
Vi ainda a 2ª parte do West Ham-Liverpool, com Gerrard a sofrer um penálti de bola na mão, remate à queima e ele de costas, e a marcar um autogolo que virou o marcador até ao intervalo (2-1), com os reds a virarem por sua vez o resultado (2-3) em 3 minutos.
 
Mais uns flashes do Panathinaikos-Olympiacos (2-2), onde o jogo se faz a uma cadência mais pausada do que em Portugal.
 
E, claro, o Barça em que Messi entrou para a história, mais uma vez, e continua a marcar mais de um golo por jogo quando lhe calha de mexer as redes (2-1 ao Bétis). São já 86 golos este ano, o Benfica não o abateu e a raça bética não poupou o Barcelona: 3 bolas nos postes, contra 2 do Barça na mesma jogada.
 
(deu sempre para ver os golos em falta em highlights, não perdi nada).
 
É claro que os gajos do Bétis, que ganhariam ao Benfica nas calmas se já os viram jogar a ganhar ao RM (1-0) e fazer tremer o Barça hoje,, não souberam usar a táctica do todos em cima em vez de todos ao monte e todos contra um do mestre da táctica. É claro que nem Mourinho...


 
No dia em que Falcao fez 5 golos, que não vi, como nunca nenhum do Atlético de Madrid conseguiu na história da Liga espanhola, para mais à equipa mais portuguesa de Espanha (D. Corunha) que não é mais lembrada por isso apesar de muitas jovens promessas fabricadas no tira e põe de Lisboa e satélites, a Marca online fala do Dia das Bestas sobre Messi e Falcao.
 
Acham que eu teria tempo para falar de alegados penáltis em Portugal? Especialmente depois do idiota Pedro Henriques ter falado da volumetria para explicar a casualidade de uma bola na mão de Alan contra Alex Sandro em Braga, num remate à queima e com o portista a cair sem ver a bola e naturalmente, ao contrário dos experts em linguagem corporal, a abrir os braços na queda? E vir agora outros idiotas das métricas alegar um penálti, já não tanto à queima mas desta vez com o "tal braço" colado ao corpo (e tal como na vez anterior) em posição de instinto defensivo/protector da bolada que se adivinhava?
 
De Pedro Henriques só me lembro das arbitragens que fazia, apesar de tão más e por isso mesmo, uma das quais a expulsar Falcao em Setúbal por uma falta que não cometeu, a dar-lhe um segundo amarelo indevidamente e a impedi-lo de, na ronda seguinte, defrontar o Benfica quando estava em disputa com Cardozo pelo título de melhor marcador.
 
Só de bacocos e espalha-brasas em nome de audiência. Os tipos que não distinguem um prato de um penico, um boi de um boy e um canto de um fora de jogo, nem se indignam os outros 320 dias do ano em que não vislumbram lances de favor para o FC Porto, restando-lhes vislumbrar batotices para o Porto no resto dos seus dias infelizes e catatónicos; estes são como o patego espanhol apanhado pelas tv's tugas da porcalhota, esta semana, a condenar a xenofobia dos espanhóis para com os portugueses do Real Madrid, o mesmo gajo Pedredol que no início do ano garantia que Mourinho ia mesmo deixar o clube merengue no final da época!...
 
Até o Mourinho, que sabe mais dos outros do que confirmar se Falcao será seu pupilo no Real Madrid em Janeiro, já se convenceu de que o Messi ganhará a Bola de Ouro e del Bosque será o treinador do ano...

08 dezembro 2012

Um daqueles jogos que basta

Creio que terá sido ao 15º canto que Jackson fez golo. Creio que foi o primeiro, creio que até o único, em que a bola da esquerda foi cruzada com o pé esquerdo mas "de fora para dentro", da linha de fundo para trás, a "fugir da baliza" (e da saída do g.r. no qual nem se podia tocar fora da pequena área ou nem se tocava sequer e o árbitro incompetente marcava falta inexistente). Assim, saltando alto e no limite da pequena área, mais ao segundo poste, que o FC Porto marcou. Muitos pormenores num lance só mas que definiram o resultado, escasso para tantas bolas batidas no g.r., e provaram como se deve fazer. A maioria dos cantos portistas, como noutros jogos, é mal executado no cruzamento, normalmente inconsequente.
 
Foi o que bastou num jogo nervoso porque é daqueles em que a bola bate sempre em alguém e as raras vezes em que se vê a baliza ao pé e de certa maneira desimpedida o tiro sai por alto. Do princípio ao fim foi isto, é sempre difícil marcar contra 11 a defender, às vezes 12 com o árbitro a ir nos encostos atacantes e a marcar faltas sobre defesas que caem num sopro mas é o que há e condiciona o futebol cá deste campeonato. Não logro criticar o Moreirense, é o que pode fazer, nem quando se limita a pontapés para a frente sem nexo e num livre do seu meio-campo adianta 10 para a área contrária, estranhando o ambiente e o contexto, deixando o g.r. marcar a falta... directamente para fora. É claro que, assim, os jogos são desinteressantes, quando não feios, mas muita gente aprecia desde que sirva para "sacanar" o maioral por sinal campeão e, se possível, consiga num bambúrrio um empatezito, porque com 0-0 é sempre possível perder e com 1-0 nunca se sabe se o empate aos trambolhões não cai do céu.
 
James esteve mal no passe, muito verticalizado, e no remate, pouco preciso. Moutinho também soltou a bola com muita força e os passes a rasgar não surgiram. Lucho saiu tocado ao intervalo e gostei muito da entrada de Kelvin a mexer com o jogo. Foi, para além do golo de Jackson e do resultado, porque nestes casos ganhar é bom, um dos poucos aspectos positivos a realçar. Não percebi a saída de tantos médios, primeiro Lucho por Kelvin, ok; depois Varela por Kléber, está bem; por fim James por Atsu, é certo que aos 89', mas só ficou Defour a defender? Pois, o jogo estava assim e VP só não tirou um central porque Otamendi, um senhor central, e Mangala, cada vez mais sereno e assertivo, sáo úteis no jogo aéreo. E os laterais flanqueadores também não podiam sair. Mas o Moreirense teve muitas saídas de bola desde a defesa porque o FC Porto ficou partido. Não dava era para sofrer muito.

Ah, e gostei do relvado, rápido, apesar de parecer que os jogadores o estranharam, mal habituados com o anterior do qual desconfiavam e com razão. Voltaremos a ver futebol do melhor.

Será isto o Acordo Ortográfico?
É certo que o Porto acumulou duas derrotas, mas a vitória com o Moreirense acabara de acontecer e já acentuaram a expressão de VP sobre o jogo que ganhamos e não foi num passado tão distante assim. Mas há grunhos e cabotinos que moldam os pasquins à sua maneira.

07 dezembro 2012

Sem Mamés para o FC Porto - e a Liga Europa que nos livra do Benfica?

A tortura da Liga Europa ainda perdura, com o chapinar dos pés na lama entre Sporting e Videoton (entretanto também já eliminado pelo Basileia) adiado por um relvado de Alvalade encharcado, para hoje. Mas o Marítimo ainda logrou uma vitoriazita, escapando ao último lugar tal como logrou a Académica, enquanto os leões nem se ganharem evitam o 4º posto do grupo.
 
Fora com o Sporting e com o Athletic Bilbau, semifinalistas em Abril passado. Despedindo-se da Europa sem glória nem golos (0-0 com o Sparta de Praga), a equipa basca que em Março venceu duas vezes o Man. United fez o seu último jogo na Catedral de San Mamés ao cabo de 79 partidas europeias e onde só sofreu 5 derrotas, a primeira das quais em 2005 (Werder Bremen) apesar de ali ter perdido (por golos fora, golo de Battega) a Taça UEFA de 1977 (0-1 e 2-1 com a Juventus). O Athletic vai ter um novo estádio ali ao lado. O velho fica para a história pelo 25/9/1956, quando o FC Porto pôde fazer ali também o seu primeiro jogo fora, na Taça dos Campeões, onde perdeu (3-2) com um hat-trick de Arentxe.
 
Há muitas equipas boas que também saltam da carroça europeia: Marselha, Udinese, Twente, até o Estugarda esteve em risco (pelo Copenhaga) depois de perder pela segunda vez com o Molde de Solskjaer. Sem hipótese de repescagem estes do 3º lugar, o que eu lamento sempre que vejo o 3º da Champions mudar de carril europeu.
 
Temos, doravante, o Benfica, como previ há mais de um mês (mal o Celtic bateu o Barça) apesar do aparato noticioso dos bacocos televisivos cá da parvónia, para salvar a SIC do desastre absoluto que são as suas transmissões, reportagens e narrativas dos directos. Já agora, gostei da excepção de Filipa Pereira, já presente em Basileia e ontem no pré-jogo de Alvalade. Força Filipa, além de falares bem és bonita, aliás uma beldade indescritível e aprazível de ouvir comparando com o Grunho Luz ou o gordo feio que tá sempre com o Benfica na boca e deve dormir com o cachecol enrolado na travesseira. Sem dar algo mais do que os pobres jogos do Sporting, ostracizando Marítimo e Académica, a SIC pode desforrar-se com o Benfica na Liga Europa.
 
Até porque para Jesus, que pedia reverencialmente a "Deus queira que o Spartak marque" (sic) em Glasgow, depois de ter visto um "Extraterrestre" na Luz em Outubro, o Benfica mostrou perante os juvenis do Barcelona que é capaz de ganhar a Liga Europa. Bravo.
 
Enquanto Pinto da Costa fica a torcer por uma final europeia do Benfica, creio que Chelsea, Atl. Madrid, Tottenham, Lazio, Nápoles, Gladbach, Fenerbahce, Newcastle, Estugarda já tremem de receio de defrontarem a equipa do profeta Jesus.

Aliás, José Mourinho não terá dúvidas em atribuir todo o favoritismo ao Benfica. Já o admitira em 2010-2011 (4º lugar evitado pelo Lacazette)e ainda há dias acreditava que o Benfica seguiria em frente na Champions (de novo dependendo de terceiros...). Como é um expert como o Pelé quanto a candidatos e favoritos, Mourinho até se candidataria a tirar as bolas no sorteio para ajudar o Benfica, embora não goste de competições menores desde que não seja ele a ganhá-las.
 
Mas a dúvida não é saber quem jogará a final de Amesterdão, a 15 de Maio de 2013, com o Benfica. Porque é certo, sim, que carrasco português não haverá, nem o Braga desta vez...
 
É que Jesus ainda não anunciou se, afinal, a prioridade da época é o campeonato - a Champions, hum, tava muito verde e era ramada muito alta para tão astuta raposa... - ou já passou a ser a Liga Europa.
 
Pinto da Costa espera que seja a final europeia. Jesus, com a basófia verborrenta de comparar Cesc, Messi e Iniesta a Enzo, Sálvio (que sempre inspirou cuidados em Espanha ao Barcelona) e Aimar em pré-reforma, voltará a dizer que quer as duas. Por fim ficará com a taça da treta. É dos livros, mesmo que nos jornais Mourinho aposte no Benfica e A Bola apague das capas os principais adversários tal como a Imprensa tuga atirou para debaixo do tapete mais uma façanha dos grunhos de bancada do Benfica expulsos do Camp Nou por fazerem o trivial no caixote da Luz. Tantos enviados especiais, as TV's lá em peso, e nenhum pé de microfone soletrou a palavra violência. Preferiu andar com o andor ao colo do quase lá, pertinho do céu... Os que haviam reservado Dublin é só dar um saltinho a Amesterdão, fica a caminho de casa...

05 dezembro 2012

Avisos a Vítor Pereira e... Platini

Felizmente não aconteceram escândalos e a verdade desportiva imperou. Porém, os resultados do Camp Nou e de Old Trafford quase falsearam a Champions, face a equipas de segundo plano que Barcelona e M. United apresentaram, dando não só mais chances aos seus adversários como fazendo perigar as ambições de terceiros. O Galatasaray impôs-se em Braga, caso contrário teria sido suplantado pelo Cluj, improvável vencedor em Inglaterra e a primeira equipa romena, para mais sem nome ainda que bem para o ego de Paulo Sérgio e vários jogadores portugueses, a triunfar no Teatro dos Sonhos.
 
Mas Ferguson ainda meteu alguns Rooney, Chicharito, o g.r. De Gea e até o reformado Scholes.
 
Já Tito Vilanova não só não meteu Messi, como fez jogar os juvenis do Barça reforçados por alguns veteranos, voltando Puyol depois da lesão da Luz em Outubro e deixando sem apoio o isolado David Villa que andou mais sorumbático e desligado da equipa do que Jackson Martinez em Paris. Messi acabou por entrar para se lesionar, numa triste ironia que poderia pesar muito mais ao Barça para o futuro do que hipotecar o presente do seu bom nome com um frete inadmissível.
 
Mesmo assim, os juvenis do Barça não perderam, apesar de pobre e má figura na circulação de bola e falta de fluidez para o ataque e na teia defensiva remendada com um pateta Song a mostrar não ter classe nem garra apesar de ter sido titular no Arsenal.
 
Passou, enfim, o Celtic, ganhando em casa onde o Benfica pode gabar-se de não ter perdido e ufanar-se pelo pontito que a Imprensa bacoca celebrou, tal como pode celebrar mais um 0-0 tão para a história como o primeiro em Glasgow para gáudio dos bacocos. E com a figurinha ridícula, trauliteira e notória de sempre.







 
 
 
 
 
 
 
  
DESCUBRA AS DIFERENÇAS :)
 
 
 
 
Das segundas linhas de Manchester e Barcelona pode Vítor Pereira tirar a lição de que nem com melhores jogadores elas cumprem objectivos em jogos importantes...
 
Das mesmas ilações, noutro sentido, pode Platini refletir sobre se a Champions ainda admite mais equipas em prova, acabando com a Liga Europa como dizem ser seu plano, para depois chegar-se à última fase de grupos com quase tudo decidido e várias equipas a cumprirem calendário mas a aviltarem a verdade desportiva.
 
Eu continuo a preferir o figurino tradicional de eliminatórias para não existirem casos destes que não dignificam competição alguma. Por isso, como prefiro, no futebol, que a tradição ainda seja o que era, fica que, apesar de tudo, «no rules, great scotch»

video
 
 

04 dezembro 2012

Isto de jogar sem pressão é depressão

Estava para dizer é do caralho e que o FC Porto pode olhar para os dois últimos jogos e ver bem a merda que fez! De resto, se em Braga houve, inexplicavelmente, a gestão do plantel seja lá o que isso for no contexto competitivo que se apresentava, hoje não se sabe que gestão houve, a não ser a gestão de jogar o menos possível e, obviamente, sem vontade de ganhar não se vai a lado algum.
 
É para isso, mais do que para o autogolo de Danilo e do frango (revisitado) de Helton que só agravam a situação de desconforto e total incompreensão por duas partidas em subempreitada e menor rendimento, que deve olhar-se. A começar pelo treinador que não podia fazer o que fez em Braga e não acicatou os seus jogadores para pelo menos conseguirem um empate num jogo que se previa bravo e acabou em dureza.
 
O conjunto, que não é mais do que isso e não tem mais organização do que o do FC Porto, parisiense festejou a vitória no final que lhe deu a liderança do grupo. E festejou porque trabalhou para isso, jogou forte e feio nada importado com a qualificação garantida. É caso para notar, de resto e a começar pelo arranque trepidante da partida, que se esses jogadores são "milionários" - uma boutade bacoca com que a Imprensa parola cá da terra trata o que é de lá de fora, esquecendo as diferenças cá dentro - pelo menos deixam tudo em campo. Com a condescendência de um árbitro medíocre e reverencial para com os nomes como Thiago Silva, Lavezzi e Ibrahimovic que logrou escapar sem um amarelo apesar de três fragatadas intimidatórias.
 
Mas o Porto pôs-se sempre a jeito, com o Fernando das paragens cerebrais regulares em perdas de bola idiotas, o Danilo sempre permissivo a defender, o Varela com uma inconsequência pateta que só o parvo do treinador teimou em manter em campo por mais de meio tempo e, claro, o frango a que Helton nos vai habituando. O FC Porto podia terminar com o recorde de pontos na Champions esta época mas nada fez para ganhar e acabou ridicularizado e a levar porrada, qual cordeirinho, do princípio ao fim para levar amarelos por... protestos.
 
Anjinhos com equipamento ridículo sofrem duas derrotas patetas e sem ponta por onde se lhe pegue. Já vimos este filme mais de uma vez mas os responsáveis portistas não evitam estas recaídas que só ficam mal. Um nojo a dobrar com que se podem entreter, docemente, por uns tempos.