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07 dezembro 2012

Sem Mamés para o FC Porto - e a Liga Europa que nos livra do Benfica?

A tortura da Liga Europa ainda perdura, com o chapinar dos pés na lama entre Sporting e Videoton (entretanto também já eliminado pelo Basileia) adiado por um relvado de Alvalade encharcado, para hoje. Mas o Marítimo ainda logrou uma vitoriazita, escapando ao último lugar tal como logrou a Académica, enquanto os leões nem se ganharem evitam o 4º posto do grupo.
 
Fora com o Sporting e com o Athletic Bilbau, semifinalistas em Abril passado. Despedindo-se da Europa sem glória nem golos (0-0 com o Sparta de Praga), a equipa basca que em Março venceu duas vezes o Man. United fez o seu último jogo na Catedral de San Mamés ao cabo de 79 partidas europeias e onde só sofreu 5 derrotas, a primeira das quais em 2005 (Werder Bremen) apesar de ali ter perdido (por golos fora, golo de Battega) a Taça UEFA de 1977 (0-1 e 2-1 com a Juventus). O Athletic vai ter um novo estádio ali ao lado. O velho fica para a história pelo 25/9/1956, quando o FC Porto pôde fazer ali também o seu primeiro jogo fora, na Taça dos Campeões, onde perdeu (3-2) com um hat-trick de Arentxe.
 
Há muitas equipas boas que também saltam da carroça europeia: Marselha, Udinese, Twente, até o Estugarda esteve em risco (pelo Copenhaga) depois de perder pela segunda vez com o Molde de Solskjaer. Sem hipótese de repescagem estes do 3º lugar, o que eu lamento sempre que vejo o 3º da Champions mudar de carril europeu.
 
Temos, doravante, o Benfica, como previ há mais de um mês (mal o Celtic bateu o Barça) apesar do aparato noticioso dos bacocos televisivos cá da parvónia, para salvar a SIC do desastre absoluto que são as suas transmissões, reportagens e narrativas dos directos. Já agora, gostei da excepção de Filipa Pereira, já presente em Basileia e ontem no pré-jogo de Alvalade. Força Filipa, além de falares bem és bonita, aliás uma beldade indescritível e aprazível de ouvir comparando com o Grunho Luz ou o gordo feio que tá sempre com o Benfica na boca e deve dormir com o cachecol enrolado na travesseira. Sem dar algo mais do que os pobres jogos do Sporting, ostracizando Marítimo e Académica, a SIC pode desforrar-se com o Benfica na Liga Europa.
 
Até porque para Jesus, que pedia reverencialmente a "Deus queira que o Spartak marque" (sic) em Glasgow, depois de ter visto um "Extraterrestre" na Luz em Outubro, o Benfica mostrou perante os juvenis do Barcelona que é capaz de ganhar a Liga Europa. Bravo.
 
Enquanto Pinto da Costa fica a torcer por uma final europeia do Benfica, creio que Chelsea, Atl. Madrid, Tottenham, Lazio, Nápoles, Gladbach, Fenerbahce, Newcastle, Estugarda já tremem de receio de defrontarem a equipa do profeta Jesus.

Aliás, José Mourinho não terá dúvidas em atribuir todo o favoritismo ao Benfica. Já o admitira em 2010-2011 (4º lugar evitado pelo Lacazette)e ainda há dias acreditava que o Benfica seguiria em frente na Champions (de novo dependendo de terceiros...). Como é um expert como o Pelé quanto a candidatos e favoritos, Mourinho até se candidataria a tirar as bolas no sorteio para ajudar o Benfica, embora não goste de competições menores desde que não seja ele a ganhá-las.
 
Mas a dúvida não é saber quem jogará a final de Amesterdão, a 15 de Maio de 2013, com o Benfica. Porque é certo, sim, que carrasco português não haverá, nem o Braga desta vez...
 
É que Jesus ainda não anunciou se, afinal, a prioridade da época é o campeonato - a Champions, hum, tava muito verde e era ramada muito alta para tão astuta raposa... - ou já passou a ser a Liga Europa.
 
Pinto da Costa espera que seja a final europeia. Jesus, com a basófia verborrenta de comparar Cesc, Messi e Iniesta a Enzo, Sálvio (que sempre inspirou cuidados em Espanha ao Barcelona) e Aimar em pré-reforma, voltará a dizer que quer as duas. Por fim ficará com a taça da treta. É dos livros, mesmo que nos jornais Mourinho aposte no Benfica e A Bola apague das capas os principais adversários tal como a Imprensa tuga atirou para debaixo do tapete mais uma façanha dos grunhos de bancada do Benfica expulsos do Camp Nou por fazerem o trivial no caixote da Luz. Tantos enviados especiais, as TV's lá em peso, e nenhum pé de microfone soletrou a palavra violência. Preferiu andar com o andor ao colo do quase lá, pertinho do céu... Os que haviam reservado Dublin é só dar um saltinho a Amesterdão, fica a caminho de casa...

06 março 2010

Vencer para amenizar derrota amarga

Foi Heltón quem falou em representação do plantel portista :


«Foi apenas uma derrota [referindo-se ao jogo frente ao Sporting], nada mais do que isso. No dia seguinte, já estávamos a pensar positivo e a trabalhar forte.

Para nós, o campeonato não termina amanhã. Ainda temos 27 pontos para disputar e vamos continuar a trabalhar. Essa é sempre a melhor resposta.

A percentagem que temos, neste momento, de obter sucesso é a mesma que tínhamos no início da época: cem por cento. É como ver um filme: não saímos 10 minutos antes dele terminar. No campeonato, é igual: vamos trabalhar até ao fim.


Nem todos os que participam no campeonato podem sentir a alegria que eu particularmente sinto, por ter sido Campeão nestes últimos quatro anos. Sabemos que não somos invencíveis, mas, repito, o campeonato ainda não acabou. Estamos a trabalhar para conseguirmos ocupar o lugar que nos é habitual.

A nossa expectativa para o jogo frente à Olhanense é a de poder fazer um bom trabalho e lograr os três pontos.

O futebol é mesmo assim [referindo-se ao jogo em Alvalade]: há dias em que, mesmo não fazendo o que é correcto, os resultados são favoráveis, e outros em que, mesmo procurando ao máximo fazer o que está correcto, as coisas não saem bem. Foi um dia mau, pois não conseguimos o nosso objectivo maior, mas também há que realçar a atitude do adversário, que esteve bem. Nas poucas oportunidades de que dispôs, conseguiu concluir.

Desde que comecei a trabalhar com o Ventura, sempre o elogiei e acho que ainda tem muito para dar ao futebol português. Duelo não é a palavra mais correcta; chamar-lhe-ia mais um reencontro. Independentemente de quem vá jogar, é sempre bom rever os bons amigos.

Agora que o sonho do Penta está quase arredado, os objectivos portistas para o resto da época terão de ser terminar o campeonato com dignidade de campeão, além de tentar conseguir ir o mais longe nas outras competições em que está inserido.

Com o pensamento na partida frente ao Arsenal, Jesualdo Ferreira optou por fazer descansar alguns jogadores mais utilizados, o maior destaque acaba por ser a chamada de Sérgio Oliveira, um júnior que demonstrou ser uma opção mais válida do que outros jogadores seniores, coragem precisa-se para que, particularmente, este jovem seja lançado na equipa principal.

Contra a partida, frente ao Olhanense, num dia onde o estádio estará mais bonito do que nunca pela presença de muitas mulheres (a propósito, vou levar ao Estádio uma menina de 7 anos, porque raio ela tem de pagar e mulheres acima dos 16 anos já não?), espera-se uma vitória e uma imagem diferente daquela que o FCPorto se apresentou em Alvalade.

Por último, regista-se positivamente as horas em que esta partida se irá realizar, pena que o tempo não seja o melhor, mas já tinha imensas saudades em assistir ao vivo a uma partida ás 17 horas.

FCPORTO - OLHANENSE
Estádio do Dragão
17 horas, Sportv
Árbitro: Cosme Machado ( AF Braga)



28 fevereiro 2010

Vencer é essencial para não perder o comboio

O FCPorto tem, nesta noite, uma partida onde poderá jogar quase tudo nas aspirações ao título. Depois do jogo contra o Braga, uma vitória acrescentaria uma ainda maior moral para a luta, que se prevê titânica, pelo primeiro lugar.

A vitória na 5ª feira do Sporting foi a melhor chamada de atenção para a equipa portista, os pupilos de Jesualdo Ferreira não poderá confiar na goleada para a Taça de Portugal, frente à mesma equipa.

Sem Fernando, é Tomás Costa que vai ter a missão de proteger o meio campo portista, de resto deverá ser a mesma equipa que se apresentou frente ao Braga.

SPORTING-FCPORTO
ESTÁDIO DE ALVALADE
20:15 HORAS, SPORTV
ÁRBITRO: JOÃO FERREIRA ( AF SETÚBAL)

21 fevereiro 2010

Ser Dragão é isto

FCPorto 5 - 1 Braga
Marcadores: Raul Meireles (16'), Alvaro Pereira ( 35'), Falcão (36' e 73´) Belluschi (83') e Alan 90'+1

Equipa : Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Alvaro Pereira; Raul Meireles, Fernando e Ruben Micael; Mariano, Falcao e Varela
Substituições: Rúben Micael por Tomás Costa (68m), Varela por Belluschi (77m) e Fernando por Valeri (78m)

O FCPorto demonstrou, para quem quis apreciar, o porquê de ser Tetracampeão e do porquê de ser um alvo, sistematicamente, a abater nas manobras de bastidores de quem manda no futebol português.

Contra a equipa que, regularmente, melhor praticava futebol nos campo
s nacionais, aquela equipa que ainda não tinha sofrido mais do que 2 golos numa partida, e uma das candidatas à discussão do título de campeão, o FCPorto realizou uma exibição demasiada perfeita para quem quer pôr em dúvida a justiça da vitória portista.

São nestas alturas, nas alturas onde mais nos atacam, onde mais ratoeiras nos colocam no caminho, que o FCPorto se agiganta e demonstra qual é a sua força, uma força que mete receio aos nossos inimigos. E quase como adivinhando esta exibição plena de raiva, de ambição, de união e de magia, o FCPorto, nos anúncios de lançamento desta partida, já dizia que “ Ser Dragão é isto” e o que se passou no relvado foi a imagem do que é ser Dragão.

Foi com camisolas com os nomes e números de Hulk e Sapunaru que os jogadores entraram para o aquecimento e foi para eles, e em nome da injustiça que eles foram vítimas nesta semana, que a equipa se uniu com o pensamento de vencer uma partida que poderia ditar o fim das esperanças do revalidar o título. Mas, pelo menos para já, o F
CPorto ainda pode acalentar esperanças no Penta campeonato, continua a ser muito difícil, continuamos a estar atrasados, mas ainda estamos na luta.

Quanto à partida, Jesualdo Ferreira lançou a equipa esperada, e o FCPorto dominou tacticamente a partida desde o primeiro minuto, nunca deixando que o Braga tomasse conta do jogo, e quando o fez foi um domínio consentido e controlado pelos azuis e brancos.

A equipa portista demonstrou raiva e muita ambição de fazer um resultado positivo, tendo sempre muita posse de bol
a desde o inicio, marcando sempre nas alturas certas, indo para o intervalo já com o resultado quase decidido.

Tudo saiu perfeito, aos 16 minutos, depois de um belo trabalho de Varela na esquerda, Raul Meireles deu o mote para uma noite que viria a ser de gala. Aos 35 minutos, Álvaro Pereira fez um golão, um remate fora da área, colocado e sem hipóteses para Eduardo que apenas iria buscar no fundo das redes. Mas o intervalo ainda não iria acontecer, até que Falcao respondesse a mais um cruzamento perfeito de Varela, antecipando-se a tudo e todos, fazendo o terceiro golo para a equipa portista, perante um Braga estupefacto para tanto Porto.

Na segunda parte, o FCPorto baixou o ritmo, com isso o Braga equilibrou um bocadinho, mas ficou-se sempre com a sensação que o FCPorto tinha consentido esse domínio aos bracarenses, para, em qualquer altura matar, ainda mais, a partida.

Isso aconteceu aos 73 minutos, através de um canto marcado de forma perfeita por Raul Meireles, Falcao iria se erguer no meio de todos e marcar de cabeça. Mas, o FCPorto ainda queria mais, a raiva ainda não se tinha desvanecido e aos 81 minutos, depois de um trabalho incansável de Mariano Gonzalez, a bola sobraria para Belluschi que rematou forte par ao fundo das redes.

Ainda houve tempo para uma única desatenção na defesa portista, que Alan aproveitaria para fazer o tento de honra.

Os pontos de atraso ainda são alguns, com a dificuldade de estarem duas equipas à nossa frente, mas são estas exibições que nos fazem acreditar neste Porto. Uma vitória em Alvalade será essencial nesta caminhada, mas com esta reacção, esta união, esta crença e vontade dos seus atletas, os adeptos portistas ainda podem acreditar num final feliz.

Em noite de tudo ou nada, pede-se união

Antes da partida quem falou foi Nuno, um dos capitães da equipa, em representação do plantel do FCPorto.

"Na última vez que estivemos aqui todos juntos estávamos muito felizes, pois festejávamos o tetracampeonato. Hoje estamos indignados e revoltados, principalmente o Hulk, mas também o Sapunaru que já cá não está. Queremos manifestar a nossa solidariedade com eles e dizer que ninguém nos vai fazer desistir. Não há ninguém, mas ninguém, que nos vai desviar do nosso rumo. Nós somos tetracampeões. Merecemos respeito. E vamos voltar a ganhar. Juntos, sempre juntos, vamos voltar a ganhar. Não há ninguém, não há injustiça nenhuma, que nos tire a nossa união. Estamos cada dia, cada treino, cada jogo mais unidos. Queremos enviar para todo o país, uma mensagem de indignação pelo que o clube está a viver. E também temos uma mensagem para os nossos adeptos, para toda a gente que gosta do FC Porto: somos Porto, continuaremos a ser Porto e vamos ganhar. Sempre e cada dia mais. Somos Porto e estamos unidos. Não se esqueçam disso..."

O FCPorto joga, esta noite, o futuro das suas aspirações ao título. Perder ou empatar seria quase dizer adeus às esperanças da conquista do Pentacampeonato. Em tempos conturbados e onde somos atacados de todos os lados, é essencial que o público corresponda aos apelos dos seus atletas em apoiar a equipa de forma inequívoca. E acreditar que a equipa corresponda a esse apoio com uma grande vitória.

O FCPorto raramente falha nas alturas decisivas, e esta será a maior prova para esta equipa. Espera-se que não se ressintam fisicamente depois de um jogo tão intenso como foi na 4ª feira, no outro lado teremos o líder do campeonato, a equipa que pratica o melhor futebol, e que quer embalar definitivamente para um facto histórico. Resta ao FCP não deixar que isso aconteça.

FCPORTO – BRAGA
ESTÁDIO DO DRAGÃO
20:15 HORAS, SPORTTV
ÁRBITRO : OLEGÁRIO BENQUERENÇA ( AFLEIRIA)


13 fevereiro 2010

Paixão volta a atrasar Dragão na luta pelo título

Leixões 0 - 0 FCPorto

FC PORTO: Helton; Miguel Lopes, Rolando, Bruno Alves e Fucile; Fernando, Ruben Micael e Belluschi; Varela, Falcao e Mariano
Substituições: Belluschi por Tomás Costa (65m) e Fernando por Orlando Sá (81m)

O FCPorto pode ter dito adeus ao título num jogo onde teve todas as condições para vencer, mas faltou-lhe duas coisas: a primeira delas foi a finalização, uma equipa que quer ser campeã não pode falhar tantos golos, e alguns deles quase feitos, ainda por cima com uma equipa que está na parte de baixo da tabela classificativa. Não se pode desperdiçar jogadas como aquelas em que, por exemplo, Varela teve nos pés, isolado frente ao Guarda-redes, querendo entrar pela baliza dentro.

A outra coisa também tem um nome, um nome já deveras conhecido para os lados do Dragão, um nome que numa época atrás, num passado não muito distante, tirou um título ao FCPorto, e agora com a sua ajuda consegue colocar a equipa Tetracampeã numa situação difícil no campeonato: essa personagem responde pelo nome de Bruno Paixão.

Dois lances claros para a marcação de grande penalidade a favor do FCPorto, na primeira parte, Ruben Micael é empurrado indo contra o defesa leixonense sendo depois atropelado. Decisão: falta do portista e amarelo para o madeirense.

Na segunda parte, Ruben Micael tira a bola do caminho defesa leixonense que o rasteira. Decisão: siga o roubo que o ladrão é experiente e sabe como elas se fazem.

Foi uma partida muito física, jogado num relvado inadmissível para jogos da Primeira Liga, fruto de equipas pequenas, o FCPorto encontrou pela frente uma equipa bastante combativa, muito agressiva, no bom sentido, tendo necessidade de arregaçar as mangas e vestir o fato-macaco.

A equipa de Jesualdo Ferreira entrou trapalhona, talvez surpreendida pela pressão do seu adversário, tendo dificuldades em colocar a bola no chão, Ruben, sempre muito marcado e muito massacrado de forma faltosa pelos seus adversários, tinha dificuldades em organizar o jogo ofensivo, Varela e Mariano andavam escondidos nas alas e Falcao lutava quase sozinho contra os defesas leixonenses.

No meio da primeira parte, Jesualdo Ferreira trocava os alas de ataque, e a equipa subiu de rendimento, Miguel Lopes na direita impulsionava o ataque, e a equipa criou várias oportunidades de golo para marcar. O Leixões também teve as suas oportunidades de golo, mas o FCPorto tomou conta do domínio da partida para não mais largar até ao final.

Na segunda parte, não houve jogo de futebol a sério, o Leixões preocupou-se em não deixar jogar o adversário, preocupava-se sempre em utilizar o anti-jogo, enquanto o FCPorto lutava contra as dificuldades, algumas delas auto-impostas.

Foi uma segunda parte vergonhosa por parte do conjunto de Matosinhos, também ele espelho da mentalidade pequena e medíocre das equipas pequenas, eles usaram e abusaram do anti-jogo, com o aplauso do árbitro que não protegeu quem quer jogar futebol, mas sim quem não quis jogar futebol. Quem aplaude esta espécie de futebol é tão mesquinho e tão medíocre como quem o pratica e só em Portugal é que isto acontece.

O FCPorto procurou marcar o golo, um golo que merecia muito por aquilo que lutou, mas por uma outra razão ele acabaria por não aparecer o que deu um travo amargo e injusto ao resultado.

Embora nem sempre o futebol jogado fosse o melhor e o mais lúcido para chegar à baliza adversária, não se poderá apontar nada na atitude e na entrega dos seus atletas. É verdade que houve muito demérito portista e muita falta de acerto na finalização, mas é altura de dizer basta e de começar a apontar algumas coisas que passam a olhos vistos. E não pode ser apenas o treinador e os jogadores a dizerem isso. Mais valia entregar já as faixas de campeão imprimindo as capas de jornais que já se programam há muito tempo.

Ainda não é tempo de atirar a toalha ao chão, mas o caminho do titulo está mais longe e mais minado do que nunca.

Quase sem tempo para descansar, o FCPorto tem agora uma missão ainda mais difícil, e essa missão chama-se Arsenal para a Liga dos Campeões. É tempo de apontar baterias para essa partida, mas convém estarmos atentos às manobras que se preparam por terras lusitanas em semana em que o FCPorto vai jogar e muito o seu futuro no campeonato nacional.

Determinante na perseguição ao líder

Finalmente, Jesualdo Ferreira falou em exclusivo para o site oficial portista, deixando de lado exclusivos evitáveís em jornais.

«Tradicionalmente, os jogos com o Leixões não são fáceis para ninguém, nomeadamente no Estádio do Mar. Sabemos que vamos encontrar um relvado difícil e uma equipa diferente, reforçada do ponto de vista anímico e com jogadores muito motivados, se bem que três dias de trabalho com o novo treinador não podem influenciar muito do ponto de vista táctico e técnico. Há um enquadramento que é sempre emotivo por parte dos adeptos do Leixões, vai estar uma noite fria. É um quadro difícil, a que estamos habituados, mas este jogo é determinante para a nossa caminhada. É o 12.º jogo em seis semanas, mas com maiores ou menores dificuldades ultrapassámos as metas a que nos propusemos. Os jogadores estão conscientes do grau de dificuldade do desafio, acima de tudo pelo que representa face ao posicionamento no calendário e aos jogos que vêm a seguir.»

Se não tivéssemos os problemas que temos tido, teríamos mais soluções, mas também aumentou a intensidade em relação a outros jogadores, houve a abertura de algumas posições, e com isso ganhámos. Não perdemos nada do ponto de vista desportivo. As lesões e os castigos diminuíram as opções para que fosse possível suportar esta carga competitiva com maior número de jogadores, com outras capacidades, nomeadamente físicas, que se têm revelado importantes. Há um conjunto de situações que têm tornado esta época mais difícil do que todas as outras, ao nível do que o FC Porto pretende, que é participar em todas as competições e ganhá-las. (…) O Ruben Micael entrou com a máquina em andamento e, como tem qualidade, isso facilitou a sua entrada."

O FCPorto tem mais uma partida determinante para a perseguição ao líder do campeonato, a deslocação ao Estádio do Mar coloca sempre muitas dificuldades, cabendo ao FCPorto, que está a passar um momento interessante, tornear essas mesmas dificuldades.

Sem Álvaro Pereira, castigado, Jesualdo Ferreira deverá apostar em Fucile na esquerda e em Miguel Lopes na direita, ainda sem Raúl Meireles, lesionado, o meio campo recebe o regresso de Fernando continuando com Belluschi e Ruben Micael pegando na batuta ofensiva da equipa.

LEIXOES-FCPORTO
ESTÁDIO DO MAR
21: 15 HORAS, RTP
ÁRBITRO: BRUNO PAIXÃO ( AF SETÚBAL)


07 fevereiro 2010

Recuperar terreno de forma confortável

FCPORTO 3 - 0 NAVAL
Marcadores: Tomás Costa ( 39´), Falcao ( 79') e Varela ( 88´)

Equipa:
Helton; Fucile (Miguel Lopes, 82), Rolando, Bruno Alves e Álvaro Pereira; Tomás Costa, Belluschi (Guarin, 64) e Rúben Micael (Valeri, 82); Mariano, Falcao e Varela.

Jesualdo Ferreira no lançamento desta partida, num exclusivo para um jornal, (aqui abro um pequeno parêntesis para questionar o porquê desse mesmo exclusivo não ter sido no site oficial do clube, aumentando a sua interactividade em vez de dar exclusivo a apenas um jornal ? ) revelou que o segredo da vitória passaria pelo FCPorto saber como desmontar a estratégia, que se previa defensiva, do seu adversário.

Nesta partida o FCPorto cumpriu aquilo que se pretendia, interpretando da melhor maneira o pedido do seu treinador. A equipa portista soube ser paciente, jogando de forma rápida nos processos ofensivos, sempre na procura do golo, sendo, sobretudo, inteligente, conquistando uma vitória expressiva e confortável. E vão 14 golos nas últimas 4 partidas.

É de realçar a tranquilidade e confiança que as últimas vitórias deram à equipa portista, contribuindo, e muito, para a segurança com que a equipa se mostra no campo.

Também a subida de forma de alguns jogadores contribuiu para a melhoria das exibições da equipa, não foi só a plena integração de Ruben na equipa que correu bem, também Falcao se está a destacar, cada vez mais, como um autêntico avançado, muito trabalhador e quase sempre oportunista, Tomás Costa sente-se muito bem na posição de trinco, não se dando por falta de Fernando, Varela e Mariano têm sido os alas ideais para uma equipa que joga em ataque continuado, Belluschi cresceu defensivamente.

Mas o destaque maior na equipa vai para Álvaro Pereira, um autêntico “ Formula 1 “, com um poderio e uma agressividade, no bom sentido, ofensiva que lhe permite criar inúmeros desequilíbrios na defesa adversária.

Quanto à partida, o FCPorto, como disse atrás, foi paciente e conseguiu de forma tranquila esperar pelos momentos certos para dar as estocadas no seu adversário. A partida começou equilibrada, o Naval mostrou que não vinha jogar estacionando o autocarro, mas o FCPorto, perto dos 15 minutos, começou a tomar conta do jogo, empurrando a equipa da Figueira da Foz para trás.

Sentia-se que o golo iria aparecer, mais cedo ou mais tarde, e aconteceu num lance de bola parada, Tomás Costa, embora com a sorte da bola ter embatido num jogador do Naval, concretizou um livre indirecto com sucesso.

Curioso constatar que esse livre indirecto fez-me recordar um lance, bastante semelhante, numa outra partida realizada em Leiria, em que o árbitro transformou num pontapé de grande penalidade, aqui se demonstra a diferença de critérios entre duas equipas do mesmo campeonato.

Na segunda partida, o FCPorto baixou o ritmo e deu mais espaço à equipa do Naval, que não se fez rogada, tentando ser mais atrevida. No entanto, a equipa do Naval nunca ameaçou a baliza portista, com a excepção a um lance, aos 76 minutos, em que, efectivamente, a equipa da Figueira da Foz poderia ter marcado, valendo uma grande intervenção de Heltón.

Como resposta, e mais uma vez de bola parada, o FCPorto matou a partida, com Falcao a mostrar o seu instinto de matador empurrando a bola para o fundo da baliza deserta.

Até ao fim, deu tempo para mais um golo, desta vez de Varela, rematando forte e sem hipóteses ao guarda-redes do Naval, isto depois de um grande trabalho de, quem mais, Falcao que serviu, de forma exemplar, o seu companheiro, depois de um trabalho impecável no meio dos defesas adversários.

Para já, o FCPorto consegue encurtar distância sobre um adversário directo, e numa altura em que está, claramente, a subir de forma isso acaba por ter uma relevante importância.

Neste carrossel imparável de jogos, e em que a equipa parece disfarçar bem o desgaste físico, agora segue-se a Académica, para tentar o apuramento para a final da Taça da Liga.




Uma vitória para provar o seu valor

Com um FCPorto, nas últimas partidas, em enorme crescendo, espera-se que o bom momento seja para continuar. Frente a um adversário teoricamente mais fraco, o FCPorto tem a obrigação de vencer esta partida se ainda quiser continuar na luta pelo título.

Com o reforço de confiança que a goleada frente ao Sporting lhe possibilitou, a equipa portista quererá demonstrar que aquela partida não foi apenas um dia bom, mas sim o próprio valor da equipa a falar mais alto.


Com a estreia dos convocados de David Addy como grande novidade, a saída de Fernando, por castigo, deverá possibilitar que Tomás Costa tome conta do lugar de trinco.

FCPORTO - NAVAL 1º DE MAIO
ESTÁDIO DO DRAGÃO,
20:15 HORAS
SPORTV
ÁRBITRO: HUGO MIGUEL ( AFLISBOA)

30 janeiro 2010

Golear em velocidade de cruzeiro

Nacional 0 - 4 FCPorto
Marcadores: Varela ( 30' e 85´) e Falcao ( 45´e 62´)

Equipa: Helton, Fucile, Alvaro, Rolando, Maicon, Fernando ( Tomás Costa 71´), Belluschi, Ruben Micael, Rodriguez ( Mariano 19´), Varela, Falcao ( Orlando Sá 78´)

O FCPorto continua a sua perseguição aos clubes da frente, conquistando uma vitória bastante importante, frente a um adversário difícil, acabando por realizar uma exibição sempre em crescendo, podendo se considerar das exibições tacticamente mais perfeitas e mais tranquilas dos últimos tempos.

Apesar da equipa portista demorar a entrosar-se e a adaptar ao relvado escorregadio, foi crescendo minuto a minuto até à concretização do primeiro golo, que lhe permitiu dominar completamente o jogo como bem quis, acabado por fazer uma partida globalmente interessante, principalmente a nível táctico.

A estreia de Ruben Micael, em jogos do campeonato, foi quase perfeita, faltando apenas o golo, o madeirense esteve sempre muito activo no meio campo, sempre muito tranquilo, a bola nunca lhe queimou os pés, parecendo fazer parte do plantel portista há mais tempo, sendo também bastante decisivo para o avolumar do resultado, participando activamente na criação de 3 golos portistas. Por último, foi também um verdadeiro saco de pancada dos jogadores nacionalistas, que entre pontapés de todo o tipo foram se entretendo enquanto Carlos Xistra nada fazia para por cobro a essa atitude dos madeirenses.

Além de Ruben Micael que esteve impecável a “fazer” de Raul Meireles, Maicon também substituiu muito bem Bruno Alves, mais uma vez o brasileiro demonstrou ter sido uma contratação acertada para um futuro próximo.

Quanto à partida, o FCPorto entrou mal, o Nacional estava muito bem organizado, principalmente na sua defesa, quanto ao ataque, em toda a partida, Helton não deverá ter tido um remate digno de registo para defender. Com a saída, por lesão, de Rodriguez, e com a entrada de Mariano, o FCPorto começou a querer tomar conta do domínio, que viria conquistar definitivamente após a obtenção do primeiro golo, de grande penalidade, marcado por Varela.

Com mais espaço para jogar, devido à expulsão de um jogador madeirense, o FCPorto foi mais objectivo e mais competente, não deixando que o seu adversário viesse à procura da igualdade, Belluschi e Ruben trabalhavam muito, Fernando parecia estar em todo o lado, e com isso iam conquistando o meio-campo.

Não foi com surpresa que ainda antes do intervalo, Falcao viria a alargar a vantagem, depois de uma combinação entre Ruben e Alvaro, tendo este cruzado de forma perfeita para a cabeça do colombiano.

Na segunda parte, o FCPorto dominou a seu bel-prazer, em velocidade de cruzeiro, impedindo sempre as poucas iniciativas atacantes do Nacional com categoria, Falcao, aos 61 minutos, alargou ainda mais a vantagem respondendo a mais um cruzamento acertado de Alvaro.

Até ao final, o jogo não viria a mudar muito de imagem, e foi com muita naturalidade, que aos 85 minutos, Ruben Micael faz um passe fabuloso para Varela que aparece sozinho em frente ao guarda-redes nacionalista e fez o 4-0, que viria a ser o resultado final.

O FCPorto termina o mês de Janeiro com uma vitória bastante importante, ganhando um outro alento e confiança para um mês de Fevereiro que se prevê decisivo para as competições em que está inserido.


À procura da margem de erro

Com Jesualdo Ferreira em silêncio, foi o treinador adversário que melhor definiu o momento do FCPorto, a equipa Teatracampeã não tem mais margem de erro se quiser continuar na luta pelo título, por isso tem que fazer pela vida.

Com Carlos Xistra pela frente e contra um adversário bastante complicado em casa, a missão portista revela bastante complicada mas é altura de mostrar no campo que queremos ser mesmo campeões, contra tudo e contra todos.

Com Bruno Alves e Raúl Meireles de fora, adivinha-se a estreia de Rúben na equipa titular logo contra a sua antiga equipa.

NACIONAL – FCPORTO
ESTÁDIO RUI ALVES, FUNCHAL
17 HORAS, SPORTV 1
ÁRBTRO: CARLOS XISTRA ( AF CASTELO BRANCO)









16 janeiro 2010

Um roubo na perseguição aos líderes

Equipa: Heltón, Fucile ( Guarin 75´), Álvaro, Bruno Alves, Rolando, Tomás Costa ( Farias 60'), Belluschi ( Mariano 79´), Varela, Rodriguez e Falcao

Marcadores: Falcao ( 86´) e Maycon ( 83')

O FCPorto pode ter dado um enorme passo atrás, ou quiçá ter dito adeus, na luta pelo título, frente ao Paços de Ferreira, mostrando que ainda demonstra demasiadas incompetências que lhe permite não ser capaz de vencer tranquilamente um adversário, nem sequer conseguir passar por cima contra outros factores.

É verdade que também foi prejudicado, e bastante, por outros factores, os quais já me irei debruçar, mas isso não poderá disfarçar as enormes lacunas que persistem nesta equipa, desde o inicio da época, e se por alguns momentos ainda vemos algumas melhorias, outros há que confirmam que essas melhorias são apenas excepção à regra: este ano o FCPorto não se está a conseguir encontrar verdadeiramente. Ou pelo menos, não consegue dar continuidade a alguns bons momentos.

Nos primeiros minutos, o FCPorto entrou muito bem, empurrando o seu adversário para a defesa, trocando bem a bola, jogando quase sempre no meio campo adversário, Varela e Rodriguez eram os impulsionadores no ataque, dominando completamente a partida, manietando o seu adversário.

Até que, aos 24 minutos, surge o momento que influenciou o resto da partida, Falcao fez aquilo que já se adivinhava, e que a equipa já merecia, ficou isolado e frente ao guarda-redes não falhou a oportunidade, marcando um grande golo. Um golo que, escandalosamente, foi anulado pelo fiscal de linha por imaginário fora de jogo.

E confirma-se aqui o outro problema que tem assolado a equipa portista, as sistemáticas decisões erradas das arbitragens que tem prejudicado o FCPorto. É um facto indesmentível que a equipa não pratica bom futebol, mas as arbitragens que prejudicam o FCPorto contribuem imenso para dar mais intranquilidade a uma equipa já de si intranquila.

Da maneira como o FCPorto estava, o golo que foi escandalosamente anulado, poderia contribuir para um jogo mais seguro e tranquilo, à imagem do que estava a ser feito até aquele momento. E o certo é que más decisões de arbitragem também tiram capacidade de discernimento, revoltam e desconcentram uma equipa.

A partir daí, e à medida que o tempo passava, a equipa pareceu ressentir-se, baixando todos os níveis exibicionais, começou a perder qualidade no passe, as linhas estavam demasiado longe umas das outras, Falcao corria na frente sempre sozinho, nunca coadjuvado pelos seus colegas.
Enquanto o Paços de Ferreira espreitava oportunidade para contra-atacar, o FCPorto mostrava um futebol demasiado mastigado, com pouca fluidez, além de uma tremenda falta de eficácia.

Na segunda parte, o FCPorto entrou pior, parecendo que à medida que o tempo passava, a equipa jogava mais mediocramente, começando a falhar imenso na concretização, Jesualdo Ferreira tirava Tomás Costa, que substituiu bem Fernando, para dar lugar a Farias, posteriormente arriscava tudo colocando Guarin no lugar de Fucile.

Minutos depois, mais um fora de jogo escandaloso tirado a Varela, quanto ele seguia isolado para a baliza, Mariano entrava para o lugar de Belluschi, e quando a equipa do FCPorto pressionava forte o Paços de Ferreira, e já desesperava por um golo, os pacenses mostraram como se faz um golo, simples e eficaz.

Se o empate era injusto, a derrota maior injustiça seria, e a partir daí o FCPorto partiu para um vendeval ofensivo, com a partida ganhar um único sentido: a baliza pacense. Não foi com surpresa que Falcao marcava o seu segundo golo na partida, mas apenas este é que contou.

Até ao final, as oportunidades para o FCPorto marcar foram inúmeras mas deixou muito a desejar a eficácia na finalização, além do que a única maneira que a equipa portista procurou marcar, foi através dos lançamentos da bola para a área, o chamado "chuveirinho", o que nem sempre é a melhor maneira para marcar, encontrando um Cássio muito inspirado.

Um FCPorto sofreu um rombo na perseguição aos líderes, visto bem foi um roubo que lhe permite não se tentar aproximar dos mais directos adversários. Resta saber como vai reagir, tanto a equipa dentro do campo, como a SAD fora dele. É tempo de começar a usar as mesmas armas, porque está visto que dentro do campo não basta.

Ganhar sem sobressaltos

Começa a 2º volta. Já é tempo da equipa portista aprender a ultrapassar todos os problemas sem sofrimento para os adeptos, começando a embalar para uma segunda metade do campeonato com menos sobressaltos do que teve na primeira metade.

Que a defesa do Heltón tenha servido como tónico para que todo o azar, conjuntamente com alguma incompetência, seja ultrapassada e que o FCPorto possa começar, de uma vez por todas, vencer de form
a segura, consistente e brilhante como já demonstrou ser capaz de o fazer.

E nada melhor do que vingar os pontos perdidos frente à mesma equipa na primeira jornada do campeonato, com a particularidade, e vantagem, do árbitro não ser Carlos Xistra
.

Na equipa principal, Jesualdo poderá apostar em Tomás Costa para o lugar de Fernando, visto que a segunda opção, Prediger, não foi convocado, o treinador português mostra que o argentino talvez tenha sido, mais um, equívoco.
O futuro o dirá.

FCPORTO-PAÇOS DE FERREIRA
16ª JORNADA LIGA SAGRES
ESTÁDIO DO DRAGÃO, 19: 15 HORAS
ÁRBITRO: RUI COSTA ( AFPORTO)



10 janeiro 2010

Nas mãos de Heltón esteve a justiça

Equipa: Helton; Miguel Lopes ( Farías 59') , Rolando, Bruno Alves e Alvaro Pereira; Fernando, Raul Meireles e Belluschi ( Tomás Costa 86´); Varela, Falcao ( Mariano 84´) e Rodríguez.

Marcadores: Falcao ( 15´e 64´) e Bruno Alves ( 37´) e Diego Gaúcho ( 31´) e Ronny ( 52')

O FCPorto continua na perseguição aos líderes conseguindo uma vitória justa, mas com muito sofrimento, com a particularidade de ser, mais uma vez, auto-infligido, o que poderia ter custado bem caro. Valeu Heltón que, nos descontos, conseguiu evitar que o adeus ao título pudesse ter chegado no virar da 1ª volta, redimindo-se também do erro no primeiro golo do U. Leiria.

Apesar de esse auto-sofrimento, o FCPorto até nem esteve globalmente mal, foi uma exibição bem razoável, com muitos bons momentos, com boas reacções aos golos sofridos, embora ainda tenho um lado menos bom, a equipa esteve novamente muito perdulária, e defensivamente esteve desconcentrada nos lances de bola parada. No final acabou por ser feliz, mas procurou imenso essa felicidade.

Com a surpresa de Miguel Lopes de inicio para o lugar do lesionado Fucile, o FCPorto entrou muito bem, forte, a jogar muito rápido. Quando o primeiro golo acontece, já a equipa portista o tinha merecido marcar há muito tempo, visto que criou algumas oportunidades para isso, uma delas deu mesmo em golo só que foi anulado.

Além disso, a equipa parecia estar instalada no meio campo adversário, empurrando o U. Leiria para a sua defesa, Varela era um verdadeiro quebra-cabeças para o seu marcador, o meio-campo trocava bem a bola, Falcao trabalhava incansavelmente na frente, mas o golo tardia a aparecer. Aos 15 minutos, Falcao aproveitando uma sobra, depois de mais uma jogada muito boa de Varela, para marcar o primeiro golo que o FCPorto já merecia.

A partir daí, o FCPorto não mais largou o domínio da partida, trocando sempre a bola de forma rápida, não deixando que o seu adversário viesse para a frente. O jogo até corria de forma agradável, só que, na primeira vez que o Leiria veio à frente fez um golo, num lance de bola parada, Helton fica a ver jogar, quando deveria ter saído porque era uma zona sua, vendo o defesa leiriense cabecear à vontade.

O FCPorto não desmoralizou e também de bola parada, numa jogada vista habitualmente nos jogos portistas, Raul Meireles cruza de forma perfeita a bola para a cabeça de Bruno Alves que com colocação e força recoloca a equipa portista na frente, repondo a justiça no marcador.

Na segunda parte, o FCPorto entrou querendo controlar, mas foi surpreendido, mais uma vez de bola parada, com o golo do empate leiriense, Ronny rematou forte e a bola embateu num jogador portista não dando hipóteses a Helton. Mais um golo que caía do céu para o Leiria.

A partir daí, Jesualdo arrisca, tira Miguel Lopes para colocar Farias, e o FCPorto começa um momento de pressão avassaladora, o Leiria quase nem conseguia sair do meio campo, tendo nesses minutos o FCPorto várias oportunidades para voltar a conseguir vantagem no marcador.

Vantagem que chegaria aos 64 minutos, numa marcação de canto, Rolando cabeceia, o guarda-redes do Leiria defende para a frente, a defesa leiriense não é afoita a tirar a bola da defesa e Falcao remata, voltando a recolocar justiça no marcador.

Aos 68 minutos, um lance polémico que vai dar para que os jornalistas de serviço estarem entretidos durante toda a semana, Falcao isola-se e tenta passar a bola por cima do guarda-redes, este corta a bola com a cara, mas Elmano Santos interpreta mal o lance e expulsa o guarda-redes leiriense. Toda a semana vamos assistir a um chorrilho de opiniões, especulando que se essa expulsão não tivesse acontecido o Leiria poderia ter dado a volta, mas o certo é que em nenhum momento do jogo, a equipa de Leiria fez por marcar.

A partir daí, o FCPorto baixou o ritmo, não mais dando o domínio da partida ao seu adversário, anda teve mais um golo anulado por fora-de jogo a Farias.Até ao final, FCPorto controlou a equipa do Leiria, amarrando-a num colete de forças, até que Fernando, que estava a realizar um excelente jogo, sempre a recuperar bolas de forma fantástica, teve um momento de infantilidade, cometendo uma falta estúpida dentro da grande área que poderia ter custado a vitória ao FCPorto.

Valeu Helton que defendeu a grande penalidade, não permitindo que do céu caísse mais uma vez o empate para a equipa do Leiria. Nas mãos de Helton esteve a justiça do marcador. A União de Leiria nunca foi capaz de criar jogadas de ataque perigosas para a baliza portista, apenas de bola parada só lá chegou, e o FCPorto acabou por fazer por merecer a felicidade dos últimos momentos.

A perseguição aos líderes contínua, agora a próxima missão é ultrapassar o Paços de Ferreira que na primeira volta roubou dois pontos ao FCPorto.

Para continuar a perseguição ao líder

Na vida fui sempre solidário com as causas que entendo que são justas e corretas. Num comunicado, os meus jogadores marcaram uma posição e emitiram uma opinião. Em nenhum momento não marcaria a minha solidariedade com a equipa. Face a isto, encerro a minha presença na conferência” foram as únicas palavras de Jesualdo Ferreira na conferência de imprensa.

Tudo em nome da solidariedade com que, justificadamente, os seus jogadores merecem. Segundo a RTP, foram 40 segundos. O Record, único site português que conheço que utiliza um acordo ortográfico que ainda não se ensina na escola primária, diz que foram menos dois. Não calcularam quantos metros corria Usain Bolt no mesmo tempo.

A partir de agora, e sempre que alguém representativo do jornal ABola esteja presente, ninguém fala, ora como é provável que os jornalistas desse jornal estejam presentes em todas as conferências de imprensa portistas, é provável que, não se sabe bem até quando, elas não se realizem. É um black-out disfarçado, que mas mais valia ser um black-out à moda antiga. Ou então, usar o site oficial para que Jesualdo Ferreira falasse do jogo.

Quanto à partida, vai ser contra uma adversário difícil, que vem de um bom momento, tacticamente disciplinada, o FCPorto a jogar em casa apenas necessita de fazer aquilo que é obrigado, vencer para não perder de vista a liderança. Para isso, é preciso entrar muito forte, concentrado, dominador e eficaz. E, se for possível, aliar ao resultado positiva uma boa exibição

FCPORTO – UD LEIRIA
15ª JORNADA LIGA SAGRES
ESTÁDIO DO DRAGÃO: 20: 15 HORAS
ÁRBITRO: ELMANO SANTOS ( AFMADEIRA)

20 dezembro 2009

As consequências de uma errada teimosia

benfica 1 - 0 FCPORTO
Marcadores: Saviola ( 22´)

Marcadores: Helton, Fucile. Álvaro, Rolando, Bruno Alves, Fernando, Raul Meireles ( Belluschi 79´), Guarin ( Varela ao intervalo), Hulk ( Farias 77´) e Hulk.

O FCPorto perde uma oportunidade de ultrapassar o seu adversário, por muita culpa própria, aquele FCPorto que se apresentou em Lisboa, não foi a equipa que tem vindo a ser nos últimos tempos. Embora também tenha sido prejudicado por vários factores, não mostrou ser capaz de ultrapassar essas mesmas dificuldades.

Uma equipa quando consegue tornar das fraquezas forças, e dificuldades em facilidades, tem mais possibilidades de êxito, mas o FCPorto não teve o engenho para fazer isso mesmo, deixando-se levar por faltas de concentração, de qualidade de alguns jogadores (porque não dizê-lo?), ficando logo, incompreensivelmente, abalado no primeiro momento negativo que teve na partida.

Jesualdo Ferreira lança Guarin no meio campo, certamente a pensar no estado deplorável do terreno, mas, e agora depois do jogo é, certamente, mais fácil falar, provou-se ser uma aposta errada, o colombiano nunca conseguia dar dois toques seguidos na bola, os passes certos foram uma raridade, ainda por cima, foi demasiado macio para um meio campo onde se esperava combatividade.

Foi mesmo no meio campo onde o FCPorto perdeu o jogo, o seu adversário tinha sempre mais homens, sempre mais pressionante e agressivos, conseguindo recuperar a bola mais longe da sua baliza, o FCPorto nunca teve capacidade de recuperar a bola no seu ataque sendo até demasiado macio na recuperação da posse da bola, principalmente, na primeira parte.

Quanto ao tridente da frente, os escolhidos foram Rodriguez-Falcao-Hulk, tendo o brasileiro mostrado que o seu mau momento de forma continua, Hulk quase nunca deu um bom seguimento às suas jogadas.

O FCPorto entrou bem, chamando até si o domínio da partida, tentando pressionar e anular os pontos fortes do seu adversário, mas aos poucos foi caindo, deixando de ter o domínio a partir dos 15 minutos, não mais conseguindo-o até ao final da primeira parte. Aos 22 minutos, e devido a um momento de desconcentração defensivo, a equipa permite que Saviola faça o golo da vitória.

Foram quase 45 minutos que o FCPorto deu de vantagem ao seu adversário, a equipa nunca teve capacidade para lidar com o golo sofrido, pareceu abalada, não conseguindo dar a volta por cima. Alguns jogadores acusavam demasiada pressão, não se adaptavam ao estado da relva, muitos passes errados e muitas bolas perdidas na zona do meio campo, permitiam que o futebol da equipa não conseguisse fluir naturalmente.

Na segunda parte, Jesualdo Ferreira procurou dar a volta, tirou o inenarrável Guarin ( por momentos, pensei em António Oliveira que não tinha pejo em retirar um jogador na partida, nem que seja aos 15 minutos, se ele não estivesse a render) para dar oportunidade a Varela, passando Rodriguez para o meio.

Aí o FCPorto já foi capaz de equilibrar as coisas, mas sempre com muito pouco perigo. Os sectores estavam demasiado longes entre si, Falcao lutava, qual Hércules, na frente sozinho contra toda a gente, Fernando tentava apagar todos os fogos, mas não dava para tudo, Álvaro e Fucile não tinham o acompanhamento desejado, a equipa desunia-se facilmente e as dificuldades acresciam.

Mesmo com a entrada de Farias e Belluschi, para o lugar de Hulk e Raul Meireles, o FCPorto não conseguiu empurrar completamente o seu adversário para a sua baliza, tendo até poucas oportunidades de golo, justificando pouco o merecimento de um golo.

Nada está perdido, o FCPorto apenas perdeu uma partida, já teve uma diferença de pontos maior para os primeiros classificados, mas será necessário algo mais, um pouco mais de alma de Dragão, um pouco mais de ambição e de querer, e também um pouco mais de qualidade no futebol apresentado, para que este FCPorto regresse aos momentos que tem nos vindo a habituar.

Por último, a arbitragem, incompetente como sempre, habilidoso como nunca, uma habilidade refinada com o passar dos anos, qual Vinho do Porto de 5ª categoria. Para prejudicar uma equipa nem é necessário deixar de marcar penalties, e foram dois para o FCPorto e um para a equipa da casa, são aquelas faltinhas, algumas delas de bradar aos céus de tamanha injustiça, que cortam o ritmo às equipas, que param o jogo, que tornam o jogo quezilento, que levam os jogadores a desconcentrarem-se. Quando o FCPorto tentava, e conseguia, estar em cima na partida, quando se aproximava da baliza do adversário, eram faltas a favor que se transformavam contra, pontapés de canto a favor que se tornavam pontapés de baliza do adversário, pontapés de baliza a favor que se tornavam cantos, faltas que poderia originar faltas perigosos que eram passadas em claro.

Além disso tamanha benevolência com os golpes baixos usados pela equipa da casa, e com os protestos do seu banco, uma refinada incompetência com o qual o FCPorto já contava lidar. Nada de novo e para o qual o FCPorto estaria, decerto, avisado.

Mas mesmo assim não foi capaz de se reerguer e de passar por cima das dificuldades.


Conquista-a por nós

Temos um jogo mediático pela frente… Nós temos um desafio importante, como todos os outros e, nesta altura, queremos jogar e não falar muito. O jogo acontece no momento em que estamos agora. O importante é hoje e estamos preparados para jogar e queremos jogar.

Temos a nossa perspectiva de jogo, temos o nosso envolvimento.
As exibições dependem sempre de muitos factores. Já sabem que as vossas avaliações dependem de resultados, mas as minhas não.

O que nós queremos é jogar. Vamos a jogo, como disse um dia.
O FC Porto está limpo.

O FC Porto tem a melhor equipa para jogar amanhã e seguramente que o Benfica terá a melhor equipa para jogar amanhã.
A utilização dos relvados provoca estragos em todos os campos. O Benfica fará tudo para que o relvado esteja bom, pois um bom relvado, com bons jogadores, permite um melhor jogo. - Jesualdo Ferreira

Nada como terminar um ano recheado de sucessos com uma grande vitória num campo dos maiores rivais que, além de proporcionar obter vantagem pontual, poderá embalar, ainda mais, a equipa portista para a recuperação do primeiro lugar.

Será um FCPorto na máxima força que se vai apresentar num campo com um relvado desaconselhável para a prática de futebol, e contra um árbitro desaconselhável para a "prática" da isenção, mas mesmo assim, acredito que a equipa Tetracampeã nacional, irá mostrar de que força são feitos os verdadeiros campeões. Como diria José Mourinho, em condições normais o FCPorto ganha o jogo, em condições anormais também o irá fazer.

Muito se discutiu a equipa que o FCPorto apresentar, acredito que qualquer uma que Jesualdo Ferreira escolha terá a mesma ambição e dará as mesmas garantias de vencer, que é o nosso único objectivo, mas aposto na saída de Rodriguez para o banco, para entrar no decorrer do jogo. Contra tudo e contra todos, força Porto, queremos esta vitória, conquista-a por nós.

benfica - FCPORTO

Estádio da luz

Sportv, 20:15 horas

Árbitro: lucilio baptista ( AF Setúbal)