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09 março 2010

Que maneira humilhante de dizer adeus

ARSENAL 5 - 0 FCPORTO
Marcadores: Bendtner (10, 25 e 90m, g.p.), Nasri (63m) e Eboué (65m) Equipa Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves «cap.» e Alvaro Pereira; Nuno André Coelho, Rúben Micael e Raul Meireles; Varela, Falcao e Hulk
Substituições: Nuno André Coelho por Rodríguez (46m), Rúben Micael por Guarín (75m) e Varela por Mariano González (75m)

Mais uma vez, o FCPorto repetiu o filme de à uns anos atrás, foi vergado frente ao Arsenal com uma derrota pesada, uma enorme humilhação que nos envergonha a todos. Mas, sobretudo, deveria envergonh
ar mais a quem vestiu, nesta partida, uma camisola de um clube com um historial europeu que não merecia que manchasse com esta humilhação que vai custar a esquecer.

O FCPorto não pode continuar a ser a equipa q
ue, ultimamente, tem sido, não poderá continuar a ter falta de atitude, a demonstrar desmotivação, fraqueza psicológica, uma apatia generalizada, e injustificada, que tolda a equipa de dar o seu melhor, oferecendo de barato as vitórias aos seus adversários.

Numa altura onde não se poderá agir com cabeça quente, penso que será necessário reflectir seriamente sobre as últimas exibições e sobre a falta
de atitude, tomando as necessárias medidas para que o nosso Porto não se torne num clube onde as derrotas sejam aceites conformadamente, como se está a tornar perigosamente. Uma renovação de ares, de gente, de ambição é urgentemente necessária nesta equipa, e deverá ser o próximo grande desafio da equipa directiva para os dias mais próximos.

É o fim de ciclo para muitos, começando logo pelo seu treinador.
O FCPorto não é isto o que tem sido até ao momento, este não é o FCPorto que aprendi a amar, nem este é o FCPorto que a Europa aprendeu a respeitar, devolvam depressa a alma vencedora a este clube porque já não se aguenta mais tanta mediocridade.

O jogo até nem começaria mal, a equipa de Jesualdo Ferreira, com a surpresa de Nuno André Coelho na equipa inicial entrou muito bem e pressionante mas apenas duraria um minuto e meio, o Arsenal agigantou-se tomando logo conta do domínio da partida. A equipa portista repetiu to
dos os erros que tem vindo a fazer, se contra o Olhanense esses erros custam, então contra equipas como o Arsenal, com jogadores experientes e de qualidade, pagam-se muito mais caro. E pagou-se com uma humilhação histórica. A equipa de Londres foi um autêntico rolo compressor empurrando os portistas para a defesa, com Nuno André Coelho perdido dando origem a um meio campo confuso, e com uma defesa apática, deixando jogar os ingleses à-vontade, o Arsenal aproveitou para ganhar facilmente vantagem na eliminatória.

Foram dois golos completamente oferecidos pela defesa portista, com todos a preferirem ver jogar, no primeiro golo, o meio parecia uma avenida com uma passadeira estendida para os jogadores do Arsenal, passados uns minutos, Fucile oferece a bola aos jogadores do Arsenal que aproveitam para passearem na defesa portista com facilidade e ga
nhar vantagem maior na eliminatória.

Na segunda parte, Jesualdo tirou Nuno André Coelho para dar lugar a Rodriguez, e o FCPorto melhorou um pouco, conseguiu conquistar o domínio no meio campo, e impôs respeito ao Arsenal, ao ponto de Arsene Wenger ter mexido na sua equipa, ele sentia que o FCPorto estava a crescer no jogo e acreditar que poderia reentrar na discussão da eliminatória.

O FCPorto ainda teve uma enorme oportunidade de golo, num lance de bola parada, mas foi sol de pouca dura, o Arsenal, depois da tal substituição feita, novamente conseguiu o domínio da partida, não sendo com surpresa que Nasri consegue um golo, com a tal facilidade já, por demais, vista, no meio de 3 jogadores que apenas se limitavam a olhar para o que ele fazia.

A partir daí, era só uma questão de tempo, o Arsenal não parou e marcou o quarto golo, num lance que tem origem num canto do FCPorto e onde deixaram o Arsenal contra-atacar facilmente.
Até ao fim, era só uma questão de deixar passar o tempo, assistindo impávidos e serenos, esperando que o Arsenal não tentasse acelerar, mas já mesmo no final da partida, Fucile numa altura onde o discernimento já não era o melhor, aproveita para fazer uma grande penalidade, tendo o Arsenal concretizado, dando a estocada final numa humilhação que não se deverá esquecer tão cedo.

O FCPorto despede-se da maneira mais inglória da Champions League, e onde não deverá regressar na próxima época, ainda tem mais duas competições para vencer, mas o mais importante neste momento, o maior desafio de todos será reencontrar a alma vencedora deste clube porque ainda temos duas competições a vencer.

Se não for nesta época, então, começa-se a lançar, rapidamente, bases para que o futuro seja muito melhor do que este presente. Porque este Porto não mais poderá continuar.


PS: Foram 3 anos e tal a colaborar com este blog, hoje é o meu fim de linha. Também é uma despedida inglória por ter sido neste dia tão triste para todos os Portistas, mas era um desiderato que estava combinado à algum tempo entre todos, sendo uma coincidência infeliz. Primeiro de tudo, um muito obrigado ao Zirtaev e ao Zé Luís por terem depositado toda a sua confiança em mim, esperando que, dentro das minhas possibilidades não vos ter desiludido. Depois pedir desculpa se caso isso tivesse, em qualquer altura, acontecido. Por fim, partilhar um enorme abraço a todos os outros ex-colaboradores do blog e, claro, aos leitores, dizendo que foi um enorme prazer. Por último uma mensagem para todos: não são estas derrotas que nos vão abater, podemos ficar abalados, mas quando nos conseguirmos reerguer, estaremos ainda mais fortes, por isso não podemos deixar de dar o nosso apoio, deixar de ser os verdadeiros portistas de bancada . VIVA O FCPORTO SEMPRE.

17 fevereiro 2010

Saboroso, mas muito perigoso

FCPorto 2 - 1 Arsenal
Marcadores: Varela ( 11´) e Falcao ( 41') e Campbell ( 18´)

FC PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves «cap» e Alvaro Pereira; Fernando, Ruben Micael e Raul Meireles; Varela, Falcao e Hulk
Substituições: Raul Meireles por Tomás Costa (68m), Hulk por Mariano (81m), Ruben Micael por Belluschi (85m)

O FCPorto deu um passo positivo na direcção aos quartos de final da Champions League. Se bem que é um passo bastante perigoso, a vitória alcançada não lhe permite descansar sobre os louros conquistados, muito antes pelo contrário, o FCPorto terá que estar bastante atento na segunda mão e para passar esta eliminatória necessita de uma enorme dose de coragem, valentia, e terá que estar muito bem fisicamente, porque no Estádio do Dragão o Arsenal mostrou a sua classe e que não é equipa de se deixar levar vencida facilmente.

Com os esperados regressos de Hulk e Raul Meireles à equipa, o FCPorto começou a partida muito forte ofensivamente, aliás a mesma começou muito rápida de parte a parte, e com sucessivas falhas defensivas, tendo a equipa portista, aos 11 minutos, beneficiado da maior falha da partida, depois de um trabalho fabuloso de Varela, o português cruzou e conseguiu a enorme ajuda do guarda-redes do Arsenal que muito atrapalhadamente meteu a bola na baliza.

Mas, passados poucos minutos, o Arsenal viria a empatar a eliminatória, num canto onde os jogadores portistas estiveram a ver jogar, Sol Campbell aproveitou as falhas de marcação e empurrou para a baliza portista.

A partir daí, o FCPorto sentiu muito o golo sofrido, tendo o Arsenal pegado no domínio da partida não mais o largando até ao final da primeira parte. O carrossel ofensivo dos ingleses era uma realidade da qual o meio campo portista não conseguia estancar, tendo imensas dificuldades em conseguir controlar o ímpeto ofensivo dos ingleses.

O tridente do meio campo portista perdia imensos lances e coleccionava passes errados, apenas Varela e Falcao lutavam no ataque tentando puxar a equipa para a frente, mas quase sempre sem sucesso.

Na segunda parte, o jogo começou da mesma forma, embora o FCPorto começasse a equilibrar mais no meio campo, mas o minuto 51 iria ser o momento chave da partida com o FCPorto conseguir marcar de forma rápida um livre indirecto e ganhar vantagem no jogo e na eliminatória.

Felizmente, o árbitro que andou todo o jogo a inventar faltas e faltinhas, com um critério muito estranho, teve coragem para não repetir um lance que nada tem de ilegal. Como a memória dos fracos e dos medíocres é curta, convêm não esquecer num lance semelhante que aconteceu em 2004, mas desta vez com o Arsenal a se beneficiado, dessa vez Wenger não se queixou.

A partir daí, o FCPorto melhorou, o golo abanou a estrutura dos ingleses, com a saída de Raúl Meireles, que sentiu muito a falta de ritmo e a sua paragem por lesão, o meio campo começou a jogar mais claramente, Fernando começava a acertar nos cortes e nos passes, a equipa saia da teia montada pelos ingleses e o FCPorto começava a criar tinha mais oportunidades para matar a eliminatória, o que por pouco não aconteceu.

Mas, o Arsenal veio para a frente à procura do empate e também por pouco não conseguiu, o FCPorto acabou a partida com o credo na boca e de rastos fisicamente, o que poderá prejudicar a equipa para a preparação da partida importante contra o Braga.

Primeira parte está ganha, meio caminho está traçado rumo aos 4ºs de final, apesar do resultado perigoso, é melhor vencer do que perder ou empatar, agora daqui a 15 dias vai ser necessário saber sofrer e estar bem fisicamente para dar o passo mais decisivo da eliminatória.





No regresso do Incrível pede-se uma vitória

"São clubes com grande historial e é incontornável que seja um jogo aberto e bem jogado com ambas as equipas a querer ganhar.

O FC Porto está num bom momento e creio que este é o adversário ideal para avaliarmos o nosso estádio de desenvolvimento e de competências. Este
jogo tem para nós a importância de um atestado de qualidade. Queremos muito passar aos quartos-de-final, sendo certo que este adversário era um dos mais difíceis que nos podia calhar.
Nos
últimos quatro anos atingimos sempre os oitavos-de-final, no ano passado estivemos nos quartos, e este ano queremos novamente continuar em prova.

«Um jogo entre Arsenal e F.C. Porto, numa competição como a Champions e com as características e historial das duas equipas, é sempre aberto e bem jogado. Neste quadro, será sempre um jogo atractivo, que prende os espectadores e, falando neles, jogamos com o nosso público e com um estádio cheio. Comigo no FC Porto, já defrontámos por duas vezes com o Arsenal no Dragão: uma vez empatámos e no ano passado ganhámos.

Esta será a primeira parte de uma qualificação, na qual as duas equipas querem vencer. Infelizmente, não podemos pedir aquilo que gostamos ou queremos. Esta eliminatória não se faz por pontos, mas sim por diferença de golos. Não sofrer golos em casa é fundamental, mas ganhar é o mais importante. São as vitórias que nos dão mais confiança e prestígio.
" - Jesualdo Ferreira


Com a curiosidade do regresso de Hulk aos relvados e às competições a sério, nas outras competições continua castigado sem se saber o porquê, o FCPorto recebe um adversário já por demais conhecido.


O Arsenal, versão 2009-2010, é diferente de outras épocas, tem menos força e poderio ofensivo, mas continua com a classe do costume no meio-campo, previligiando o bom futebol.


Numa eliminatória em duas mãos, era importante um bom resultado em casa, o melhor de todos seria uma vitória, mas o segredo da passagem passará por tentar não sofrer golos, e encarar o seu adversário com respeito, mas sem receio e com atrevimento.


FCPORTO - ARSENAL
1ª MÃO DOS 8ºS FINAL DA CHAMPIONS LEAGUE
ESTÁDIO DO DRAGÃO, 19: 45 HORAS
ÁRBITRO: MARTIN HANSSON ( SUÉCIA)





08 dezembro 2009

Demolir com tranquilidade de campeão

Atlético Madrid 0 - 3 FCPorto
Marcadores: Bruno Alves ( 2´), Falcao ( 14') e Hulk ( 76´)

Equipa: Helton, Fucile, Álvaro, Maicon ( Sapunaru 59'), Bruno Alves, Fernando, Raul Meireles, Valeri ( 62´), Rodriguez, Hulk e Falcao ( Varela 69')

Foi com uma relativa facilidade que o FCPorto cumpriu a última jornada da Champions League, jornada essa que já nada acrescentava para os objectivos, já cumpridos, dos portistas, excepção para arrecadar mais euros para a sua conta bancária.

Na verdade, foi o FCPorto que tornou as coisas fáceis, frente a um Atlético de Madrid com demasiadas feridas abertas e fragilidades, a equipa portista foi inteligente e soube explorar esses defeitos madrilenos, com muita concentração, muito saber e eficácia, realizando uma exibição demolidora nos primeiros minutos e completamente tranquila nos minutos seguintes.

Com a surpresa Valeri a alinhar de inicio, o FCPorto tomou, desde inicio, conta do domínio da partida, logo aos 3 minutos, já tinha dois cantos marcados, no desenrolar de um deles, Bruno Alves respondeu a um cruzamento perfeito de Raul Meireles com uma cabeçada fulminante marcando o primeiro golo.

Depois de tantas, e por vezes desesperantes, tentativas, eis que Raul Meireles começa a marcar cantos de boa forma, pelo menos, são mais perigosos para a baliza adversária, espera-se que seja para manter.

Começando quase logo a vencer, frente a uma equipa que já de si vinha fragilizada, o FCPorto aproveitou para acentuar esse domínio conquistado logo no inicio, a equipa trocava bem a bola, sempre com muita segurança e tranquilidade, por isso não foi com admiração que a chegou ao segundo golo.

Fucile, que diferença é a equipa com Fucile a jogar confiante, agressivo, a atacar ferozmente, rematou forte, o guarda-redes defendeu para a frente, onde apareceu Falcao que, mesmo aguentando a pressão do defesa madrileno, não rejeitou a oportunidade para alargar a vantagem portista.

Aos 14 minutos, parecia que o vencedor estava encontrado, se com a desvantagem de um golo o Atlético pouco tinha capacidade de dar a volta, com a desvantagem de dois golos, então seria quase impossível, ainda por cima, com o inicio verdadeiramente demolidor do FCPorto, que demonstrou sempre funcionar colectivamente, dando uma verdadeira lição táctica para quem quis ver.

Até ao intervalo, o Atlético de Madrid ainda tentou reagir, mas foi o FCPorto que esteve muito mais perto do terceiro golo do que propriamente os madrilenos. A equipa madrilena apenas se limitava a rematar de longe, e de fora da área, na incapacidade de derrubar o muro defensivo portista.

Na segunda parte, nada de novo, o FCPorto sempre em cima na partida, dando ao luxo de consentir um “domínio” ao seu adversário, domínio esse sempre sem consequências de maior.

O Atlético de Madrid jogou sempre a com falsa ilusão de estar a dominar e de estar a incomodar o FCPorto, a equipa de Jesualdo Ferreira, mesmo com a contrariedade de ter que jogar com Sapunaru a central, devido à lesão de Maicon, nunca quebrou colectivamente e pôs o seu adversário a jogar da maneira como queria, sem precisar de acelerar o ritmo.

Falcao teve uma oportunidade, quase descarada, de alargar o marcador, e depois de Varela ter entrada para o lugar do argentino, Hulk passou para o meio e fez um grande golo, no meio das suas fintas estonteantes para as defesas, rematou de forma fortíssima, não dando hipóteses ao guarda-redes adversário.

Até ao fim, Rodriguez ainda teve oportunidade para marcar, mas o guarda-redes madrileno fez uma grande defesa.

O FCPorto cumpriu na perfeição aquilo que lhe era pedido, fazendo um jogo sem mácula, com o gosto especial de humilhar adversários do estirpe de Paulo Assunção e Simão Sabrosa, agora vamos esperar, tranquilamente, pelo sorteio para ver quem nos calha nos Oitavos de final. Mas agora, quanto a Champions League, apenas pensamos em Março.

Por uma questão de prestigio e de euros

Um jogo da UEFA Champions League tem sempre a mesma responsabilidade quando o FC Porto entra em campo. Creio até que este tem responsabilidades acrescidas, pois estamos a falar do FC Porto, do prestígio do clube, do prestígio do país, do prestígio dos jogadores e, claro, de questões relacionadas com dinheiro.

Temos uma equipa formada para o jogo de amanhã. O Porto, sempre que entra a jogar, seja em que competição for, tem sempre a melhor e
quipa em campo. Estou a pensar colocar Fucile amanhã. O Maicon também vai jogar, Hulk, Helton, Fernando e o Varela também. O que espero, e estou seguro que vai acontecer é um Porto muito mais equilibrado e mais personalizado do que em jogos anteriores. Espero isso." Jesualdo Ferreira

Com o 2º lugar garantido, o FCPorto partirá descansado para o jogo contra o Atlético de Madrid, embora me daria um certo prazer impedir a qualificação dos espanhoís para a Liga Europa.

Por isso espera-se um FCPorto solto, tranquilo, aproveitando para fazer rodar alguns jogadores que não têm sido opção, desde que isso não impeça da equipa perder o equilibrio e parsonalidade que tem vin do a apresentar nas últimas partidas
.
Aposto na surpresa Miguel Lopes, um jogador do qual, particularmente, tenho algumas expectativas para ver actuar com a camisola portista, penso que, como um misto de sorte e trabalho poderá ser o lateral direito do futuro. No meio campo, tenho ainda na dúvida da entrada de Guarin, mas o escolhido a sair aposto na saíd
a de Raúl Meireles para lhe dar descanso.

ATLÉTICO DE MADRID - FCPORTO
19:45 HORAS, RTP1

ÁRBITRO: STÉPHANE LANNOY



25 novembro 2009

O mesmo filme de sempre

FCPORTO 0 - 1 CHELSEA
Anelka ( 69´)

Equipa: Beto, Sapunaru( Ernesto Farias 79'), Álvaro Pereira, Rolando, Bruno Alves, Fernando, Raúl Meireles, Belluschi ( Guarin 71'), Varela ( Hulk 60´), Rodriguez e Falcao

O FCPorto averbou, frente ao Chelsea, mais uma derrota ingrata, repetindo um filme já muito visto quando a equipa portista defronta adversários mais poderosos. A equipa até teve uma boa atitude, alguma garra, consegue momentos interessantes, e tem uma razoável consistência defensiva, mas, existe sempre um mas que o impede de ir além.
E o “mas” desta partida, é que, apesar do FCPorto ter tido as melhores oportunidades de golo, o Chelsea é uma equipa com uma qualidade bem superior, composta por jogadores de grande classe e um conjunto verdadeiramente eficaz.


Quando se defrontam jogadores de classe mundial, como Terry, Ricardo Carvalho, Ballack, Deco, Drogba, Anelka ( que jogador fora de série, que junta uma enorme qualidade a uma capacidade de trabalho inesgotável) é muito mais difícil vencer, principalmente, quando a equipa do FCPorto, neste momento, ainda tem muitos défices de qualidade.

Jesuald Ferreira quis, e a meu ver muito bem, surpreender o Chelsea, com Varela na frente, relegando Hulk para o banco.

Foi um jogo muito morno, com duas equipas descansadas à sombra do apuramento, o FCPorto entrou um pouco retraído, não arriscando, mostrando imenso respeito pelo seu adversário,os ingleses aproveitavam para jogar com pouca velocidade, trocando muito a bola, mas sem nenhumas oportunidade de golo.

Aos 20 minutos, Belluschi criou a melhor oportunidade de golo para o FCPorto em toda a partida, depois de uma jogada sua, rematou forte, Cech defendeu para a frente e Falcao, sozinho, remata contra o guarda-redes.

A equipa parece que acordou, sempre que Belluschi pegava na bola o perigo surgia, e passados uns minutos, um remate à barra dava entender que o FCPorto poderia fazer algo mais e mudar o filme dos últimos encontros contra o mesmo adversário, mas até ao intervalo o empate iria prevalecer, embora injusto para aquilo que a equipa portista tinha feito .

Na segunda parte, o Chelsea veio disposto a mudar, o jogo, nunca jogado em grande velocidade, ganhou um pouco mais de equilíbrio, sempre muito jogado a meio-campo, e muito táctico.

Já com Hulk no lugar de Varela, aos 69 minutos, a equipa do Chelsea mostrou de que classe era moldada, numa jogada onde o FCPorto acumulou vários erros de marcação, e de concentração, na sua defesa, Anelka foi mais uma vez o “carrasco” empurrando a bola para a baliza com uma cabeçada sem dar hipóteses ao guarda-redes.

Os erros de marcação em alta competição e com jogadores daquela classe pagam-se caro, e o FCPorto está a pagar, defensivamente, por alguma fora de forma de alguns seus jogadores na sua defesa.

Até ao final, Jesualdo Ferreira faria entrar Guarin para o lugar de Belluschi, e já arriscando tudo, tirava Sapunaru para dar oportunidade a Ernesto Farías mas a equipa não teve capacidade para dar a volta ao resultado.

Por último duas notas, uma delas é que ficou provado que o público portista não é ingrato para quem nos deu muito, casos de, principalmente, Deco e Ricardo Carvalho que tiveram uma recepção bem carinhosa, e, por último, arbitragens como foi a desta partida prova que não é só em Portugal que existem árbitros incompetentes. Agora é tempo de pensar nas provas nacionais, porque até Março, podemos ignorar a Champions League, apesar de ainda termos que disputar uma partida.

Amigos, amigos, 1º lugar à parte

" É um jogo em que os pontos contam para garantir a classificação e não a qualificação. Essa está garantida desde a quarta jornada e isso permite-nos, sob o ponto de vista de gestão do plantel e dos recursos que temos, dirigir a equipa de outra forma e dar oportunidade a outros jogadores e conferir responsabilidade ao plantel»

"O jogo de amanhã tem a motivação que todos os jogos da Champions têm para os jogadores, mas acima de tudo tem uma perspectiva positiva de grande confiança naquilo que estamos a fazer no sentido de garantir um bom jogo e um bom espectáculo. Se a consequência desse jogo for uma vitória, melhor, mas, acima de tudo, para nós, o importante é fazer um bom jogo, jogar bem e poder competir com uma grande equipa como o Chelsea." - Jesualdo Ferreira


O Chelsea, nosso velho conhecido e bom amigo, principalmente para as nossas finanças, é o único adversário portista no Grupo da Champions League. Com o apuramento no bolso, cabe apenas a luta pelo primeiro lugar, luta essa que poderá ser resolvida no Estádio do Dragão.

Sem Heltón, na ponta final de uma lesão, Jesualdo Ferreira apostará em Beto para titular, assim como o regresso de Belluschi à titularidade.

Como outra nota de interesse, o regresso de ex-portistas a uma casa onde foram muito felizes, principalmen
te do regresso que, adivinha-se e deseja-se, será o mais saudado, do nosso "mágico" Deco.


FCPORTO-CHELSEA
( 5ª JORNADA DA CHAMPIONS LEAGUE)
19: 45 HORAS, RTP1
ÁRBITRO: JONAS ERIKSSON ( SUÉCIA)

03 novembro 2009

Nos Oitavos à boleia de Falcao

APOEL 0 - 1 FCPORTO
Falcao ( 84' )
Equipa: Helton, Sapunaru, Alvaro Pereira, Rolando, Bruno Alves, Fernando, Raul Meireles, Guarin ( Tomás Costa ( 83´), Rodriguez ( Farias 69'), Hulk e Falcao ( Belluschi 90 ')

O FCPorto conseguiu carimbar a passagem aos oitavos de final da Champions League, beneficiando também do empate do Atlético de Madrid, o que lhe dará uma tranquilidade para enfrentar os próximos dois encontros que ainda tem de jogar. Agora o objectivo até ao final será mesmo a conquista, sempre importante, do primeiro lugar, o que poderá se resolver já na próxima jornada.

Mas, apesar do apuramento, e da vitória, mais uma vez, o FCPorto não realizou uma grande exibição, muito antes pelo contrário, continuando com alguns defeitos que já veio demonstrando nos campos nacionais, sendo preocupante o número de oportunidades falhadas pelos seus jogadores.

Com as entradas de Guarin e Falcao, a equipa portista até entrou bem, logo no primeiro minuto, uma bonita jogada de ataque acabava com um remate, embora sem muito perigo, de Raul Meireles.

A equipa cipriota começou a querer demonstrar interesse em jogar virada para o ataque, pressionando muito, jogando muito em cima do meio campo portista, mas isso, ao mesmo tempo, demonstrava as suas debilidades defensivas.

O FCPorto não se pode queixar de falta de espaço para jogar, o que se pode queixar é do aproveitamento, ou melhor, do não aproveitamento que fazia com esse mesmo espaço, à equipa portista onde havia força, faltava criatividade e objectividade nas acções ofensivas.

Mais uma vez, o FCPorto apresentou um futebol mastigado, com a equipa a parecer demasiada presa tacticamente, e, claramente, com uma falta gritante de eficácia no ataque. Desta vez, o FCPorto não tinha um autocarro pela frente, mas as dificuldades mantinham-se.

Aos 30 minutos, Hulk protagonizou a jogada demonstrativa do que o FCPorto fez, durante toda a primeira parte, equipa ganha a bola no meio campo, aproveita o espaço, Hulk isola-se, caminhando completamente sozinho, e, apenas com o guarda-redes na sua frente, perde-se em fintas perdendo a melhor oportunidade de golo.

Na segunda parte, o APOEL já se fechou mais, o que dificultou, ainda mais, as acções ofensivas do FCPorto. Sem imaginação, sem criatividade, o FCPorto lutava muito, tinha uma atitude aguerrida, o maior ponto positivo da equipa, mas faltava um pouco de lucidez e objectividade ofensiva.

Jesualdo Ferreira lançou Farias, tirando Rodriguez, pondo em jogo a táctica alternativa, o 4x4x2, a equipa começou a criar mais perigo, Hulk, até ao momento realizando uma exibição muitos furos abaixo do que já se viu fazer, começou a soltar-se, as oportunidades começavam a surgir mas a dupla de avançados não encontravam o rumo certo para o golo.

Já depois de ter trocado Guarin por Tomás Costa, numa bela jogada de ataque, com Hulk a dar em Farias e este assistir Falcao, o colombiano carimbou, definitivamente, a passagem aos oitavos de final, à custa de um golo à verdadeiro ponta de lança, rematando sem hipóteses para o guarda-redes, depois de ter dominado a bola exemplarmente.

Até ao fim, o APOEL mostrou que não tinha capacidades para dar a volta à partida, e o FCPorto segurou com tranquilidade a vantagem que permitiu festejar o apuramento aos oitavos de final.

Apesar de ter demonstrado uma imagem aguerrida e defensivamente impecável, o FCPorto não realizou uma grande exibição que lhe permita encarar com tranquilidade o seu futuro exibicional, mas, por vezes, são estas vitórias, torneando as dificuldades, que começam a surgir grandes equipas. Tratar de afinar a eficácia também é um bom caminho para o sucesso.

Missão cumprida, apuramento tratado, o que possibilita, até Março, de pensar unicamente nas competições nacionais, e isso foi a maior conquista da vitória no Chipre.


Só com atitude de campeão poderá vencer

" O desfecho deste jogo pode ser decisivo para a chave final do grupo. Queremos um resultado que praticamente nos garanta a qualificação para os oitavos-de-final, e estamos a falar da vitória."

Nem o FC Porto nem o APOEL podem ser as mesmas equipas que foram no Dragão. Temos um grande respeito pelo adversário. Apesar de disputar um campeonato menos competitivo, conseguiu, com muito sacrifício, estar na UEFA Champions League e fê-lo com todo o mérito.

«O estádio e o público que vamos encontrar são factores positivos. Aliás, considero que a equipa do APOEL é boa para nos «provocar». É, portanto, um bom momento para nos assumirmos.Este jogo será para nós um elemento de medição das nossas capacidades. Espero uma resposta positiva e um resultado de acordo com as nossas capacidades e competências." - Jesualdo Ferreira


Ao FCPorto pede-se uma atitude condizente com o estatuto de grande clube europeu, carimbando, logo à 4ª jornada, a passagem aos oitavos de final da competição mais importante de clubes. Contudo, nem tudo serão rosas, o APOEL já demonstrou, nos jogos anteriores, não ser um adversário tão fácil como se apregoava, e em casa, apoiado pelos seus adeptos fanáticos será ainda perigoso.

Num jogo de luta, onde a garra e onde na força do meio-campo poderá estar a chave do sucesso, aposto nos regressos de Guarin e Falcao à equipa titular, apresentando uma equipa de combate e pronta para a pressão que poderá vir do lado cipriota.

APOEL - FCPORTO
( 4ª JORNADA DA CHAMPIONS LEAGUE
)
19: 45 horas, RTP1
Árbitro:
Damir Skomina ( Eslovénia )


21 outubro 2009

Dar passo importante rumo aos Oitavos

"É uma equipa experiente, com jogadores de vários países, muitos deles na faixa etária dos 30 anos e com pelo menos 25 jogos feitos na UEFA. O plantel, neste momento, está francamente motivado apenas pela Champions League.

É a pr
imeira vez e sabemos o que isso significa. Por outro lado, é uma equipa que até agora jogou com Atlético de Madrid e Chelsea e sofreu apenas um golo. Merecem o máximo de respeito e vão colocar-nos muitos problemas» Vai ser um jogo de paciência, inteligência e grande intensidade.

Não há fórmulas mágicas, apenas vamos procurar pôr em prática o nosso jogo, de forma serena, inteligente e paciente.


Vamos ter uma postura de muito respeito, mas de grande optimismo também. Cada desafio da Champions League é um novo problema, que obriga a uma resposta diferente. Nesta perspectiva, só podemos ter optimismo e confiança com base naquilo que é o nosso trabalho» Jesualdo Ferreira in site FCPorto

Uma vitória abrirá, quase definitivamente, as portas da qualificação para os Oitavos de final da Champions League. Jesualdo Ferreira apelou à paciência do público, e a uma atitude inteligente por parte dos seus atletas. É importante começar bem, tentando marcar cedo e impôr o favoritismo, não desperdiçando oportunidades que surjam.

Sem Belluschi, lesionado, a dúvida acontece no seu substituto, na minha opinião Jesualdo irá continuar a apostar em Guarin para os jogos da Champions se bem que a opção" Mariano Gonzalez" é aquela em que mais se fala.

FCPORTO - APOEL

( 3ª Jornada da Champions League)
19:45 horas, RTP1
Árbitro: Felix Brych ( Alemanha)





30 setembro 2009

Falcao à Madjer quebra enguiço

Helton, Álvaro Pereira, Fucile, Rolando, Bruno Alves,Tomás Costa ( Guarin 67´), Belluschi, Raúl Meireles, Mariano ( Valeri 90´), Hulk e Falcao ( Farías 88´)

Marcadores: Falcao ( 75´) e Rolando ( 82´)

E de repente, aos 75 minutos, Falcao fez reviver, aos seus adeptos, emoções de outrora, que fora gloriosas, um calcanhar imitando Rabah Madjer, em 1987, quebrou com o enguiço e foi o inicio de uma vitória, bastante sofrida como merecida, embora o FCPorto não tivesse realizado uma grande exibição.

Era quase obrigatório vencer, perder não era aconselhável, pela importância que tem os jogos em casa nos jogos da Champions League, e ainda por cima frente ao seu adversário principal no grupo, o FCPorto não desperdiçou a oportunidade, numa partida onde experimentou de quase tudo, desde sofrer um bom bocado até ganhar com à-vontade.

Com Tomás Costa no lugar de Fernando, o jogo foi muito à imagem das partidas, frente ao mesmo adversário, da época passada, o Atlético de Madrid, desta vez a passar um mau momento na Liga espanhola, apresentou uma equipa onde se preocupava mais em fechar os caminhos da sua baliza do que tentar abrir brechas na equipa adversária.

A equipa espanhola fechou-se muito, jogando sempre com os jogadores muito próximos, sempre preocupados em tentar fazer uma teia aos jogadores ofensivos portista, Belluschi, Hulk e Falcao eram as referências atacantes em que os madrilenos nunca perderam de vista. O FCPorto até entrou relativamente bem na partida, Hulk destacava-se na frente do ataque, sempre com sinal de perigo cada vez que pegava na bola, mas o Atlético, a meio da primeira parte, equilibrou o jogo, e a equipa portista começou a perder algum fulgor, Raul Meireles, a demonstrar, mais uma vez, que este ano ainda não se encontrou com ele próprio, não conseguia dar fluidez ao seu futebol, Belluschi estava muito marcado, e a equipa ressentia-se disso.

Via-se um FCPorto com muitos passes curtos falhados, alguma displicência defensiva, e pouca irreverente no ataque. Nos últimos 5 minutos, já se viu um FCPorto a querer abrir brechas na defesa adversária, mas o domínio era apenas territorial, até porque a equipa portista pouco rematou na primeira parte.

Na segunda parte, o Atlético ainda aumentou as dificuldades do FCPorto, a equipa portista parecia estar a passar um mau bocado, muito por culpa dele próprio, era tremenda a falta de coordenação, os passes falhados pareciam erros de infantis, e a equipa parecia estar preso.

Mas foi quase necessário bater no fundo para que a partir daí, a exibição portista subiu, de que maneira, de valor qualitativo, depois do golo de Falcao, a equipa de Madrid foi obrigada a abrir, o FCPorto jogou com mais espaço e muito melhor.

Aos 82 minutos, Guarin, que entrou muito bem na partida, marcava um canto como o Raul Meireles não conseguiu durante toda a partida, Bruno Alves tem uma
grande cabeçada que leva a bola embater ao poste, e depois Rolando empurrou a bola para a baliza deserta fazendo o resultado final. Até ao fim, o FCPorto apenas trocou a bola de forma segura e inteligente não deixando sequer que o Atlético de Madrid pensasse em tentar reduzir a desvantagem.

Por último, é justo reconhecer que Fucile pôs no bolso o português mais apoiado por Portugal, sempre são 6 milhões a tentar lhe dar apoio moral, que a defesa portista em geral esteve bastante bem, e que Hulk está a jogar cada vez melhor e de forma mais inteligente, além de Falcao estar a evoluir bastante bem.

O FCPorto, com esta vitória, abriu as portas da qualificação aos oitavos de final, fazendo 6 pontos, como é sua obrigação, contra o APOEL dar-lhe-á quase o passaporte para a fase seguinte, o próximo jogo em casa, mas a maior conquista acaba por ser, tudo depende de nós, isso é o mais importante.

Em casa tem que mandar o Dragão

É perigoso considerar o At. Madrid uma equipa frágil. Não podemos analisar o adversário só pela defesa ou pelo ataque. Mas mais do que explorar eventuais fragilidades do adversário, temos de acreditar nas nossas capacidades.

O Atlético é uma equipa histórica. Participa na Liga dos Campeões por mérito próprio e compete no melhor campeonato do mundo. Pode ter demonstrado alguma debilidade, mas isso tem também a ver com a qualidade dos adversários

Esta é uma partida de grande importância, embora não seja determinante nem definitiva. Na teoria, e também na prática, o Chelsea e o Atl. Madrid são os adversários mais fortes do F.C. Porto, embora o APOEL tenha empatado em Madrid e esteja por isso também na luta." - Jesualdo Ferreira


Para que o FCPorto consiga o seu objectivo principal na Champions League, passar, pelo menos, aos oitavos de final, é quase obrigatório não perder pontos no seu estádio.


Por isso, e também porque o Atlético de Madrid é, teoricamente, o adversário mais directo na luta pelo apuramento, o jogo reveste-se de uma extrema importância para a equipa portista, não podendo se dar ao luxo de perder pontos em casa.

Jesualdo Ferreira tem que lidar com bastantes ausências, ao ponto de ter chamado Ricardo Dias, um júnior, sem Fernando, castigado, além das esperadas ausências de Varela e Rodriguez, por lesão, o treinador portista deverá voltar a chamar Guarin para o meio campo e recuar Raúl Meireles para a posição de trinco.

Espera-se uma boa casa com muito apoio
e uma grande vitória para que possamos ficar na rota dos Oitavos de final.

FCPORTO - C.ATLÉTICO DE MADRID ( 2ªJornada da Champions League Grupo D )
Estádio do Dragão, 19:45 horas
Árbitro: Nicola Rizolli





15 setembro 2009

Tradição diluviana

FCPORTO 0 - 1CHELSEA FC
Anelka ( 48´)

Equipa: Helton, Fucile, Alvaro, Rolando,Bruno Alves, Fernando, Guarin, Raul Meireles, Mariano Gonzalez ( Falcao 54 ´), Rodriguez ( Varela 64’) e Hulk


A tradição continua na mesma, quando o FCPorto joga em Inglaterra vem, quase sempre, vergado com uma derrota no campo, mas como uma vitória moral na bagagem, e com a sensação que poderia ter feito algo mais. Sorte ou saber, falta sempre uma coisa para bater o pé na casa dos clubes ingleses. Nada está perdido, o outro resultado no grupo até jogou a nosso favor, mas notou-se que ainda faltará um pouco de qualidade, principalmente no último passe e alguma experiência na equipa. Mostrou personalidade de campeão, mas ainda falta um pouco mais para vencer conjuntos muito fortes como o Chelsea.

Jesualdo Ferreira, num campo pesado contra jogadores fisicamente fortes, optou por dar mais músculo ao meio campo com a inclusão de Guarin, retirando Beluschi e deu mais experiência ao ataque com a inclusão de Rodriguez e Mariano, tirando Varela e Falcao.

Foi um FCPorto muito rigoroso tacticamente que se apresentou na primeira parte, o Chelsea entrou bastante forte, tentando impor um ritmo muito forte e rápido, se, em alguns momentos a equipa portista teve dificuldades em suster a pressão, principalmente nos primeiros minutos onde permitiu que Helton brilhasse.

Aos 6 minutos, Hulk mostrou que a equipa estava disposta a disputar o jogo de peito aberto, e num remate poderoso quase surpreendia Cech que defendeu quase de forma instintiva, no minuto seguinte, a responder um cruzamento de Mariano foi a vez de Raul Meireles ter outra oportunidade de golo.

O FCPorto mostrava que não tinha receio do Chelsea, Guarin comportava-se bem na sua missão, Lampard era vigiado de perto por Fernando e a oportunidade do Chelsea surgiam muito por culpa de erros de concentração individuais.

Até ao fim, o FCPorto ainda teve oportunidades para surpreender o Chelsea, primeiro Guarin de cabeça, depois Raul Meireles, também de cabeça, e, por fim, Rodriguez quase que desfeiteavam Cech.

Na segunda parte, logo no primeiro minuto, Hulk teve hipóteses de inaugurar o marcador, mas o Chelsea mostrou o porquê de ser considerada dos melhores conjuntos da Europa e Anelka um dos avançados mais perigosos do momento, com a devida permissividade e falta de agressividade de Bruno Alves, o avançado francês passou como quis na defesa portista rematou e depois da defesa de Helton teve tempo para fazer a recarga vitoriosa.

A equipa portista sentiu o golo e andou um pouco perdida no campo, Jesualdo Ferreira retirava o inócuo Mariano para dar lugar a Falcao, um FCPorto ganhava um homem na área e mais agressividade nas alas, mas só com a chegada de Varela, que entretanto entrou para o lugar do desgastado Rodriguez, é que a equipa portista começou a voltar a ganhar a agressividade como tinha na primeira parte.

No final, o Chelsea quase convidou o FCPorto a atacar, o que a equipa Tetracampeã não se fez rogada e obrigou o Chelsea a recuar bastante e a ter maiores dificuldades em sair para o ataque, enquanto isso a equipa portista criava algumas oportunidades para igualar a partida, não acontecendo, por falta de engenho e porque na baliza estava um dos melhores guarda-redes do mundo.
Por último, no último minuto, um lance de todo escusado de Fernando pôs o jogador de fora da próxima partida frente ao Atlético de Madrid.

Perdeu-se um jogo, foram 3 pontos desperdiçados, mas o FCPorto mostrou aos adeptos que, com o desenrolar do tempo esta equipa poderá continuar a dar muitas alegrias aos seus adeptos. Próxima partida é em casa, contra um adversário directo e com esta atitude é emio caminho andado para a vitória.

Pede-se personalidade de campeão

«O maior dos argumentos do FC Porto é a nossa identidade. A forma de jogar que encontrámos há muito tempo. E lembro que este é 27º jogo na UEFA Champions League. Não era agora que mudaríamos o nosso processo e o nosso estilo»

«Antes de pensar no resultado do jogo e no adversário temos de perceber as nossas qualidades e as nossas capacidades. Temos de discutir o jogo, q
ueremos jogá-lo»

«Nada muda aquilo que queremos; nada muda a identidade, a capacidade competitiva e filosofia ofensiva do FC Porto. Se apostamos em defender bem é porque queremos atacar muitas vezes»

«Historicamente nunca ganhámos aqui em Inglaterra, mas um dia vamos ganhar. Espero que seja comigo e que seja o próximo jogo. Recordo que só na temporada passada é que uma equipa inglesa ganhou em casa do FC Porto. Como somos todos filhos de Deus, também é algo que nos vai acontecer um dia e espero que seja já no próximo jogo» Jesualdo Ferreira in site FCPorto

Para que o FCPorto possa levar de vencida o Chelsea pede-se sobretudo que não perca a sua personalidade, indo de peito feito, sem tiques de inferioridade, sem medo e, sobretudo, sem falhas de concentração fatais.

Contra uma equipa que vale pelo seu conjunto, com um meio campo de luxo, onde pontifica o “saudoso” mágico Deco coadjuvado pela classe de Lampard, o FCPorto necessita de estar concentrado, sendo eficaz em todas as oportunidades que conseguir criar.

Na equipa inicial, aposto na entrada de Rodriguez para o lugar de Falcao, porque o colombiano é um jogador mais preso na área e penso que Jesualdo Ferreira irá apostar numa equipa sem qualquer ponta de lança.

É um jogo onde o FCPorto não tem nada a perder, é a 1ª jornada, fora, a pressão é deles por isso acredito numa equipa solta e com vontade de mostrar serviço.

FCPORTO- CHELSEA FC

( 1ª Jornada da Champions League 2009/2010)

Estádio Stanford Brigde

19:45 horas, RTP1

Árbitro: Konrad Plautz