05 dezembro 2010

Dar 5-0 não chega, nunca chega para derrotar a estupidificação




Lá como cá, cá como lá, a inversão da prioridade das notícias, o significado e amplitude dos resultados, a supremacia em campo que dura o dia de um score fantástico e uma exibição do outro mundo. O permanente camuflar das incidências. A constante fuga da realidade. A distorção dos factos. A inversão dos valores. O afundamento da credibilidade, seriedade e equilíbrio da Imprensa.
Os 5-0 do clássico de cá foram torpedeados com desculpas tácticas e inundados de posteriores mensagens e alegadas fugas de informação sobre mal-estar no balneário e nos bastidores dos derrotados. As derrotas dos mesmos na estranja são absorvidas com bonomia, enquanto vitórias pujantes dos mesmos vencedores, também lá fora, ocupam cantos quase inexpressivos das capas de jornais da especialidade na chamada Imprensa Destrutiva, como a designo.
Os 5-0 do clássico de lá, que podiam ter sido os 8 a zero que um fanfarrão costumeiro dizia ser impossível de alguém espetar à sua equipa cujo rei vai sempre nu, pensei que poderia contribuir para por cá se reverem no ridículo do seu clubismo perfilhado. Mas não. Uma semana depois, hoje só vi na SIC à hora de almoço o Real Madrid. Os dois golos de Cristiano Ronaldo. Por acaso, ou talvez não, sem aludirem que o Valência cedeu porque já jogava com 10, nunca por os merengues serem melhores e, mesmo com 10, o empate esteve iminente.
Acontece que a jornada deste fim-de-semana em Espanha teve um acontecimento que não se julgaria possível, com a rocambolesca história da viagem do Barcelona a Pamplona, ela sim digna de figurar nas notícias. Durante a semana com o campo coberto de neve, o Osasuna recebia o bicampeão espanhol subitamente afectado pela greve selvagem de que todos ouvimos falar ontem. Sem poder viajar de avião, assim de repente afectado como centenas de milhar de pessoas, o Barcelona quis saber como era. A Liga espanhola, secundada pela Federação espanhola, trataria de mudar o jogo para hoje, domingo, às 5 da tarde. O Barça, que joga 3ª feira para a Champions, nem se importaria. Mas a Federação recuou, diz que nunca sancionou a mudança de data apesar de a ter sugerido. A Liga reconhece que deixou o Barça na expectativa de o jogo ser adiado por um dia. Ambas, porém, sem pedirem opinião ao clube visitado. O Osasuna, com razão, sentiu-se parceiro menor e recusava jogar um dia depois.
Por fim, o Barça lá foi de comboio até Saragoça, a 200 quilómetros, depois de autocarro para mais uns 200 quilómetros. Chegou em cima da hora (às 7 locais) e ganhou por 3-0, com dois golos de Messi depois de Pedro abrir a contagem.
Não, no país que, com Portugal, queria organizar o Mundial-2018, construindo/renovando 13 ou 14 estádios, no país cuja federação tem em Angel Villar o seu presidente com assento no Comité Executivo da FIFA incapaz de confirmar na urna os oito votos que dizia ter assegurados, insuflando de confiança os portugueses que nele confiavam cegamente, fazem isto ao seu campeonato das estrelas, onde estão os melhores jogadores e os clubes mais ricos do mundo.
Mas há mais: soube, estupefacto, que um tal Pedro Mourinho esteve envolvido na apresentação/comunicação da candidatura ibérica. Sem muita atenção, primeiro pensei que era aquele moço que erguem como "famoso" por trabalhar na CNN e de quem não lenbro agora o nome; depois, como acho que os pivots de telejornal pouco mais sabem do que ler o teleponto, porventura com alguma fotogenia e seguramente com dicção superior, pensei que se fosse aquele Mourinho da SIC não entendia a sua elegibilidade, mas para mim nem aquecia nem arrefecia.
Pois foi, ironicamente, esse Pedro Mourinho que nos deu a notícia da vitória do Real Madrid ante o Valência, que eu tinha visto, pela net, na noite anterior. E quanto a futebol estrangeiro, nada mais.
Nada mais? Notícias? Informação? Critério e não sensação?
Deve ser por isso que, em cima de um jogo complicado historicamente - além de ser difícil jogar em Pamplona, nunca o Barça ganhara depois de espetar 5 ou mais no Real Madrid, soube-se pela Imprensa catalã -, provavelmente a melhor equipa de sempre na história do futebol teve uma deslocação atribulada e em risco de falhar a hora do jogo, mas o seu treinador nunca acusou a pressão e saiu-se assim, maravilhosamente bem:
"Sé que no es la noticia de hoy, pero hemos vuelto a jugar maravilloso y hemos conseguido una importantísima victoria"


Esta capa ilustra como, mesmo sem avião, o Barça voou. Voa. Chegou lá à rasca e saiu com 3-0.
Entretanto, todo o mundo parece fazer gozo desse gosto pelo esplêndido futebol do Barça. E, dizem, o mundo do futebol pretende homenagear o seu jogo, os seus artistas, aqueles que nem têm tanta atenção como merecem nem todos os títulos, como em 2009, que não são fáceis de replicar ano a ano.
Consta que, mesmo sem ganhar a Champions, o Barça se prepara para, por força da transplantação do seu futebol, através da maioria dos seus fantásticos entre os melhores jogadores que tem, ocupar o pódio em que assentarão os três melhores jogadores do ano, reunindo agora a antiga Bola de Ouro do France Football com o Wolrd Player of the Year da FIFA. Pelo título mundial da Espanha, claro, e porque o facto de ter perdido para o pior futebol do mundo o ceptro europeu que detinha na sua inolvidável classe e insuperável magia (2-0 ao M. United em Roma, em 2009), não negam ao Barça o que merece. Respeito e admiração.
Enquanto a SIC, o Mourinho apresentador e outros bimbos insistem em babarem-se com Cristiano Ronaldo, como no antigamente em que as notícias eram seleccionadas para o bem-estar e a propagação dos valores portugueses entre o "Deus, Pátria e Família", a par do "Fado, Futebol e Fátima, fica algo indiferente para quem gosta de futebol e vê para lá de Badajoz e por cima de Madrid que, segundo a Gazzetta dello Sport, hoje, será Iniesta e não Xavi eleito o melhor jogador do ano. Sem tatuagens, sem golpes publicitários, sem companhias de passerela nem pormenores íntimos e enganos perfilhados na virilidade muito portuguesa, nem peitorais e abdominais que de repente também transformaram o jogador Beckham no modelo Beckham e servem para Cristiano Ronaldo vender cuecas, máquinas de barbear e champôs.
Para cúmulo, sea como sea entre Iniesta e Xavi, jogadores modelares e cidadãos exemplares, ser Messi, mesmo "perdido" no Mundial entre os vários delírios argentinos de Maradona, a ocupar a terceira vaga e não Cristiano Ronaldo deve fazer muito mal a certos egos portugueses.
Um deles será, não Mourinho, o fantástico Zé treinador capaz de coleccionar tantos títulos como insultos por mau carácter (o último ontem mesmo, da parte do treinador valenciano na sala de Imprensa depois da meia-noite em Madrid...), mas o extraordinário Wesley Sneijder em que só o facto de perder o Mundial pela Holanda o transforma, injustamente, num eventual perdedor, que não merece.
Sneijder pode ficar a saber que mesmo ganhando por 5-0 nem sempre se é o melhor. Bastou-lhe ganhar a Champions à custa do pior futebol possível para superar o Barça, aquele glorificado, estupidamente, pelos mestres da táctica ululantes na idiosincrasia tuga capaz de relativizar um 5-0 no campo e exaltar, ao invés, um triunfo na sala de Imprensa por Mourinho, após a catástrofe, lembrar quem foi o campeão europeu à frente do majestático Barcelona.
Se Sneijder perder para os três reis magos de blau-grana, perceberá como se relativizam as coisas. Ganhe-se Liga e Taça de Itália e Champions, além de um meritório 2º lugar no Mundial da FIFA. Ganhe-se 5-0 no clássico de Portugal ou 5-0 no de Espanha.
Não parece fazer sentido, contudo faz bem de conta que é a realidade. Pelo menos a que nos impingem, ainda que em Portugal, muito dado a fachadas e folclores, certas pitonisas confirmem como mais vale cair em graça do que ser engraçado.
Nunca discutir com um idiota, porque é cair no nível dele e onde nos derrota facilmente, torna-se uma precaução sábia em modo de vida no que toca a Informação em Portugal.
Apresentam agora que Cristiano Ronaldo tem 17 golos em 14 jornadas o que é histórico... no Real Madrid. Respiga-se da Marca, que fala dessa marca insuperada desde 1935-36. Curiosamente, deve ter havido um herói maior no clube merengue, mas nem a Marca o designa. Ao invés, quando descobrimos que há mundo para além do que alcançamos, relata-se que um tal César fez 20 golos em 14 jornadas em 1950-51. Deixa lá, foi pelo Barcelona...
Pois é, ficamos sempre a perder. Com idiotas, não há hipóteses. E a estupidificação extensiva, progressiva, agressiva ganha terreno. Não sei se chegaremos a algum lado. Pelo menos chegamos aqui...
p.s. - vi esta noite o TJ da TVI, ao menos deram o resultado do Barça...

04 dezembro 2010

Jorge Rouba, tu roubas, ele rouba...





Realmente, nem sabia disto, mas se é verdade roça o ridículo. Como querem que a arbitragem melhore? A falsear as próprias avaliações? Mesmo recorrente a imagens, ao intervalo e no final do jogo? É um escândalo. Mas é o que há. Sem remédio. Sim, é ridículo! Vão-se foder!

03 dezembro 2010

Um, dois, três, diga Hulk outra vez



Não é pelo hat-trick do Falcao, nem pelos 17 golos na temporada, nem pelos adicionais 16 do Hulk que fazem uma parelha atacante do FC Porto que nos clubes do regime daria páginas e páginas de parangonas aos "mais grandes maiores enormes".

É da maneira que nos entretemos nós, entre um e outro.

Pelo terceiro mês consecutivo, Hulk considerado o melhor jogador da Liga. E a votação é aberta a adeptos, como se sabe em maioria noutros clubes ditos "nacionais".
Uma daquelas aberrações constantes contra aqueles que cuspiam estatísticas há um ano para justificar que não fazia falta ao FC Porto e não foi pelo caso do túnel que o campeonato foi decidido.
Mais um barrete para os defensores da verdade desportiva.

02 dezembro 2010

Dragões como pinguins e um Falcao peregrino insaciável



Esplendor na neve, rever Tóquio na brancura de Viena, reviravolta no Prater na baliza que tem tanto para contar, um hat-trick de Falcao e um apuramento brilhante saído da bruma com os dragões feitos pinguins e o predador do costume a mostrar a sua raça e a dar continuidade à lenda portista naquelas paragens de tão boa memória.


Não apetece dizer mais nada, jogou-se o melhor que se pôde, o Rapid confirmou ser um duro osso de roer, lá tivemos de virar o marcador como com o Bayern de Munique, Hulk a cruzar como Madjer, Falcao a marcar como Juary, desta vez ao primeiro poste, vemos um jogo e lembramo-nos do que nos pôs na História, lágrimas nos olhos, calor a derreter o gelo, frio que não incomoda, só faltou ali uma taça, ou duas, para erguer ao céu, desafiar a inclemência do clima e reverenciar os deuses que honram a nossa história no Prater que imortaliza um dos treinador imortais como foi Ernst Happel.


É nestas ocasiões, em circunstâncias tremendas, mesmo quando não parecia haver muito para jogar a não ser evitar a primeira derrota e um empate apenas garantir a primazia no grupo complicado, é nestas horas que o FC Porto nos enche de orgulho, representa o melhor do futebol português e apaga completamente qualquer pobre comparação que de outros emblemas queiram fazer sobre carisma internacional, brasão de respeito e resultados para a história.


Realmente, revendo o nevão de Tóquio, embora num relvado mais "praticável" do que a piscina de Coimbra onde o FC Porto mostrou que também sabe nadar, iôô, a evocação que nos traz a nostaligia do Prater e a presença dos campeões europeus de 1987 fica carimbado o timbre do FC Porto da melhor maneira possível.

A rapaziada enfrentou as adversidades e mostrou uma enorme vontade de ganhar, como a 2ª parte de 1987 revelou em Frasco, Futre, Madjer e Juary que agora pudemos rever, a brincarem com a neve como Falcao brincou com Ruben Micael e Hulk.

Vi ali uma ambição sem limites e uma lição para perdurar. Esta equipa quer fazer coisas grandes esta época.

Mundial, Mundial


A FIFA "entrega" hoje a organização para 2018 e 2022 do seu Mundial de futebol, às 3 da tarde.
O de 2018 interessa à Ibéria, unida 370 anos depois da Luta de Restauração da Independência de, como sempre, uns quantos tugas inconformados pela intromissão dos (três) Filipes.
Não vou, descansem, escarnecer da candidatura conjunta Espanha a 3/4-Portugal a 1/4, mais ou menos. É uma boa aposta, tem méritos e encantos, apresenta coisas boas e faz sentido, até para nós e especialmente para Portugal. Há quem ridicularize recebermos, em caso de vitória hoje, só um canto do Mundial, temos apenas 3 estádios e uns 20 ou 21 jogos (dos 64 do torneio). Mas, de facto, é muito mais bem aproveitado o que sobra do Euro-2004. Sim, faz sentido, tem jeito e favorece Portugal. Até acho que é pior para a Espanha, no investimento monstruoso que tem de fazer em novos estádios ou remodelar velhos que na verdade não servem para nada, como na Corunha aqui perto.
Agora, sobre o forróbódó que vai aí pela Imprensa do regime, aí parece-me reinar muito desconhecimento da coisa, vai daí saem as trivialidades dos pés-de-microfone que gostam de ver chegar o Figo e o Beckham, contar os jornalistas credenciados e deixar no ar o suspense enquanto se deslumbram com a sede da FIFA sobranceira a Zurique.
Vou arriscar no que me parece natural, confiando nalguns conhecimentos e sem qualquer inside information. Mas não vou, como li no Rascord, atrás do que "vaticinam" as apostas online que, como é óbvio, na véspera da decisão juntam" os candidatos para fazerem o seu negócio e porem as "odds" próximas e nada melhor do que três favoritos em vez de dois.
Sem estar por dentro e com contactos nestas coisas, sempre evito cair na asneira, replicada por aí, de uma série de patacoadas que só os ignorantes, mas distintos enviados-espaciais a um planeta que desconhecem, peroram:
- a asneira de que há 24 (ou 22, descontadas as suspensões de Adamu e Tamarii) votos no Comité Executivo da FIFA;
- a de que há quem tenha mais de um voto na mão (li aí um patego scolariano e merdailista assegurar que Warner da CONCACAF tem 2 votos);
- a de que a América do Sul (e contam oito votos) votará em peso na Ibéria.

Em vez de olharmos para as "odds" das casas de apostas, olhemos para a composição do colégio eleitoral. E, nele, descontados os que não podem votar por os seus países serem candidatos: o espanhol Villar, o belga D'Hooghe, o inglês Thompson e o russo Mutko, sobram 17 votos disponíveis (mais o presidente Blatter) que, por afinidades diplomáticas, políticas, de língua, de ancestralidade ou apenas por vizinhança geográfica que pressupõe ou ter um Mundial mais à porta ou abrir portas a outros negócios bilaterais, poderemos distribuir assim:
Espanha/Portugal (4)
Grondona (Argentina)
Teixeira (Brasil)
Leoz (Paraguai)
Salguero (Guatemala)

Inglaterra (5)
Warner (Trinidad e Tobago)
Blazer (EUA)
Makudi (Tailândia)
Lefkaritis (Chipre)
Anouma (C. Marfim)


Rússia (6)
Chung (Coreia do Sul)
Hayatou (Camarões)
Erzik (Turquia)
Ogura (Japão)
Abo Rida (Egipto)
Hammam (Qatar)

Indefinidos (3)
Sepp Blatter (presidente)
Platini (França)
Beckenbauer (Alemanha)

Os dois últimos poderão optar por um lado ou dividir-se entre Inglaterra e Rússia. O presidente da UEFA quer abrir o Leste europeu ao Mundo, apesar de apreciar a Inglaterra. O kaiser alemão pode querer "compensar" a Velha Albion que em 2006 perdeu por um voto o Mundial germânico.

Os dados são estes, que porventura as "odds" retratarão com favoritismo ligeiro da Rússia, seguido da Inglaterra e da candidatura ibérica. Os Países Baixos dificilmente receberão um voto e serão eliminados na primeira ronda.
Se a Ibéria chegar à "final" (dois candidatos) com a Rússia deve perder. Se for a Inglaterra à final o Mundial pode vir para cá. E, isto, porque a campanha da Imprensa/TV britânica contra a compra de votos afasta alguns dos votantes que até terão mais influência noutros lados do que os sul-americanos, por exemplo, em favor de Portugal.
Cá acho que era bom. Palco ideal para mim é sempre a Inglaterra. Não me admiro se ganhar a Rússia. Madaíl diz estar "moderadamente optimista". Laurentino "Kim Jong-il" Dias, ouvi-o na RTP, teme "o poderio russo". E deve saber do que fala.
Primeiro, veja-se então quem vota. Depois, que inclinações pode ter (e trabalho diplomático por detrás). Por fim, Putin fica em casa e lá saberá porque acha que a escolha já "está decidida", dispensando-se de ir a Zurique "pressionar".
Quem quiser dar uma olhadela ao essencial da candidatura, um espectacular gráfico (acima) na Marca sintetiza tudo.
A Rússia promete investimento, boas receitas, poucos impostos (agrada à FIFA), dispensa vistos de entrada e dá viagens grátis a adeptos para viajarem entre cidades do Mundial. Inglaterra garante mais receitas. Ibéria tem cidades a mais (18), muitos estádios e instabilidade política nos dois países com Governos em vias de caírem... Tudo o oposto da Rússia putiniana onde até a Máfia dará uma trégua ao Mundial.
Vamos lá a ver, às 15h, se previ bem.
Para 2022, para o "resto do Mundo", apesar de tantos balanços negativos do Qatar, as "odds" favorecem os árabes. Mas não acredito, aquilo é pequeno demais para tanta coisa e tanta gente. Mas também só vejo os EUA... Se a WikiLeaks não funcionar pior ainda do que as revelações da Imprensa britânica...

01 dezembro 2010

Desculpem, Porto primeiro



É no futebol. É no hóquei em patins. É no básquete. Agora é também no andebol (33-22 ao ABC esta noite). Bonito, mais bonito, nem as pirâmides do Egipto. Primeiros em tudo.

Lisboa, Lisboa (XXII)

Never ending story:
depois do râguebi, o futsal.
Entretanto, empolgados o recreativo e o desportivo, a Imprensa do regime (ver acima) faz manchete com um facto passado, a 100ª vitória leonina alcançada frente ao Ventspils nas competições europeias, há um ano.
Isto é a modos que as inaugurações após as inaugurações do regime socrático. É de rir ou de chorar?
Esta noite, obtendo a sua 108ª vitória na Europa, o Sporting foi aquilo que eu esperava após o estouro de sábado, com o FC Porto, amparado apenas pelo Jorge Rouba.
E estes: http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1469021 mais um bimbo que não viu o golo irregular e, como os parolos da tv, não faz o trabalho de casa e acredita no que os pasquins contam de vitórias certas... Santa ignorância.
Uma exibição fraquíssima ante um opositor ridículo. Mais um golo irregular: mão de Postiga, golo improvável de Polga. E foi de canto. Muitos golos irregulares ou inexistentes nascem de cantos em Alvalade... João Pereira em figuras de pateta conseguiu não ser expulso por mais um árbitro que deve ter conhecido os encantos nocturnos do Kremlin e do Maxim... Meio-campo de Alvalade não pode com uma gata pelo rabo. É confrangedor. Mas amanhã vão ter manchetes dignas da vitória cem/sem... e tal. Patético. http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/golo-irregular-de-polga-apura-sporting-na-liga-europa

Mas os leões podem sorrir: Juventus (e Sampdória) já fora, apesar de o Rscord ainda lhe dar hipóteses de apuramento, campeão Atl. Madrid quase ao dar barraca em casa com o colosso Aris de Salonica e dois golos do ex-leão Koke...

Invicta(mente) a sós para a valsa de Viena - e 50 euros para a final de Dublin

Actualizado (15.50h)

Um cenário celta, como era de esperar, no poster para a final da Liga Europa em 2011 é bom tónico, mais um, para o FC Porto voltar e ganhar como em 2003 ante o Celtic a competição que sucedeu à Taça UEFA vencida na última vez que os dragões nela participaram.

Já se sabe que os bilhetes para a final de Dublin, na Liga Europa, custam um mínimo de 50 euros. A UEFA divulgou já algo da marca, publicidade, poster e detalhes locais para o jogo de 18 de Maio na capital irlandesa, aqui:



Entretanto, Walter passou de convocado a descartado, não viajou com a equipa esta manhã. Hoje à tarde AVB deve dar explicações que, de momento, alguém quer resumir a "opção técnica" (Maisfutebol) quando só pode haver ou motivo disciplinar ou de saúde, porque foi opção técnica que o incluiu na convocatória, certo?


A SICN apresentou o panorama de nevão intenso no treino matinal do Rapid, ao almoço, mas garantiu que o Prater não será a reedição da final de Tóquio, pois tem relvado aquecido e "irá apresentar-se verdinho", garantiu o repórter. Este não esqueceu a curiosidade de até Viena viajarem muitos dos campeões europeus de Maio de 1987, mas o frio e a neve fazerem mais recordar Dezembro desse ano com o Peñarol. Bem, de qualquer modo, na RTP, vi que Jaime Pacheco também viajou, o que quebra a ideia, até do próprio, de que não seria bem visto pelo presidente e muitos portistas, o que nunca se me afigurou ser verdade mesmo ouvindo-o da sua boca.


Dia da Restauração da Independência, fora com os Miguéis de Vasconcellos. O FC Porto é a única equipa da Europa sem derrotas, quer a nível interno, quer incluindo as provas da UEFA. São 21 jogos esta temporada e um primado, depois de ontem à noite o M. United ter sido goleado (4-0) e afastado pelo West Ham da Taça da Liga de que é ainda o detentor. Isto um dia depois de o Moudrid ter perdido pela primeira vez esta temporada no clássico em Barcelona.



Uma boa altura, também, para o FC Porto festejar o regresso a Viena, depois do de 2003 que Derlei decidiu com o FK Áustria, esperando manter a invencibilidade na Liga Europa a visitar o Rapid de novo no estádio do Prater, denominado em memória de Ernst Happel.

Com a comitiva dos dragões seguem esta manhã os campeões europeus de 1987, agregando Mlynarczyk da visinha Polónia e com nomes com os brasileiros Celso e Juary, mais o histórico Artur Jorge mas seguramente sem Octávio entretanto Malvado...

Felizes coincidências à entrada da quadra natalícia. E sem mexericos alheios fora do campo, isto deve ser a marca moderna do FC Porto, carregando uma história internacional já incomparável e uma supremacia que a equipa faz por voltar a tornar hegemónica a nível nacional.

Isto tudo, ainda, no dia em que a SAD comunica à CMVM 17 ME e tal de lucros no primeiro trimestre e o castigo de André Villas-Boas por 10 dias, em que já se previa que faltasse ao jogo com o V. Setúbal na 2ª feira. Ficamos também a saber, pela CD da Liga, que bolas de golfe misturadas com maçãs podres lançadas em Alvalade ficam desvalorizadas, pela multa de 1400 euros ao Sporting contra os 2400 ao FC Porto no clássico com o Benfica.

Nem tudo é bom, mas manda o mercado, não é?...

30 novembro 2010

Bin Laden ou Nobel da Paz (VI)?

Retomemos a arbitragem do Sporting-Porto, mal digerido o clássico de cá pelas patifarias do costume em Alvalade, e depois da indigestão em muita gentinha reles e triste por causa do clássico de ontem em Espanha para o qual Mourinho bem precisava da ajuda de um tuga como Olarápio para superar o Barcelona.
A Imprensa Porreiro, Pá cá da paróquia bem pode fazer de conta que não existiu (mais um) roubo em Lisboa em prejuízo do FC Porto.

Aos imbecis do costume, que cagam postas de pescada em tácticas, modelos e Leis do Jogo, deu-lhes aquela diarreia mental habitual em vez de fazerem de conta que não ouvem, não vêem e não falam. Para dizer que o fora-de-jogo, escandaloso, no golo leonino é de difícil detecção só mesmo equiparado à maldade da realização televisiva do evento, que remeteu para o intervalo, envergonhadamente, a clareza da imagem do lance irregular e impossível de passar ou despercebido à vista desarmada ou, pior, achado como "coisa milimétrica" depois de revistas as imagens. Tal e qual o fora-de-jogo ainda mais evidente e escandaloso do Benfica-FC Porto de há quase um ano em que só no dia seguinte, e após muitas demonstrações da marosca e da cegueira conveniente de um estúpido auxiliar de arbitragem que podia manejar uma esfregona em vez de uma bandeirinha, se deu conta da irregularidade, sem enfatizar-se a enormidade da mesma.
O energúmeno da direita, o Jorge (definitivamente) Rouba, não tem culpa no cartório pela asneira da grossa e reiterada do seu auxiliar nº 1, aí chapado em baixo.
Mas, tal como na Luz em 2008, Agosto, foi permitido todo o tipo de entradas aos adversários do FC Porto. Quem não se lembra das patadas autênticas de Carlos Martins, primeiro, e Nuno Gomes, na 2ª parte, ambos sobre Sapunaru?
Jorge Rouba Sousa ainda é glosado nos fóruns da manada como (ex)adepto dos SuperDragões, enquanto em Paredes é tão reconhecidamente benfiquista como o Daniel da RTPN que alguns, tolinhos, também achavam há tempos que tinha simpatia pelo FC Porto.
Confesso que me palpitava o João "Pode vir o João" Fereira para o clássico. O Vi-te ó Pereira era capaz disso. Era preciso um empata jogos, um árbitro que não deixe que os resultados se definam, alguém que pusesse um travão à marcha imparável do líder que, refreado em Guimarães por outro mestre da intriga com nome suspeito que confunde com o Xistrema, Carlos Xistra garantiu há umas jornadas. João "Pode vir o João" Ferreira era o ideal, até por não ter apitado nenhum jogo da Liga com o FC Porto mas tendo feito valer a sua marca na Supertaça (da édige da FPF) em Aveiro onde permitiu quatro agressões gratuitas a jogadores do FC Porto.
Esse árbitro da famosa escola de Setúbal, de resto, fez um trabalho nessa esteira no Porto-Sporting de 2009 (0-0), permitindo toda a agressividade aos leõezinhos que, arredados do título, tinham de apagar os 0-5 com o Bayern. Um empate animaria o Benfquique Flores, como veio a suceder. Num Sporting-Porto, em 2005, João "Pode vir o João" Ferreira ao qual nem na cova se libertará do estigma dos favores ao mafioso do gang "lá do Sul" conseguiu expulsar McCarthy depois de Rui Jorge se sentar nas costas do sul-africano e expulsar Seitaridis num penálti claro mas que não justificava mais do que o amarelo por jogar a bola com a mão sem uma evidente ocasião de golo.
Mas Jorge "Rouba" Sousa também tem o perfil de João "Pode vir o João" Ferreira. Permtiu não só os pitons de Maniche na barriga da perna de Moutinho, o Sapunaru de circunstância que o árbitro de Lordelo, Paredes deixou maltratar na Luz em 2008. Desde o início, mais de meia dúzia de cacetadas dos leõezinhos empertigados não em disputas de bola ocasionais, mas sempre por trás, sempre nos gémos das pernas de Varela, Belluschi, Hulk, Moutinho e Fernando. Como é que André Leão, muito elogiado pelos bacocos comentaristas, acaba sem um cartão pelo menos está ao nível da impunidade em que amiúde goza o distinto futebol agressivo do Benfica como se viu na época passada e sem a qual, essa contemporização dos árbitros, os meninos mimados da Luz não se habituam a jogar sob pena de levarem cartões a que não estão habituados.
E da mesma forma que o Sporting de Paulo Bento baixava o pau frente ao FC Porto, o jogo de linhas recuadas do Sporting de Paulo Sérgio, além de uma questão estratégica, baseava-se em travar fosse como fosse a progressão dos portistas. Daí o aparente ascendente da 1ª parte, anulando no seu terço do campo o futebol portista mas, por ser precisamente um jogo de espera, ficando sempre muito longe da baliza de Helton que só em pontapé para a frente (vidé o golo irregular) e em remates de longe (bola na trave de Pedro Mendes) era capaz de alvejar a baliza de Helton. O Sporting não teve uma ocasião de golo na área.
André Santos, portanto, foi o primeiro a bater, em Moutinho, por trás e até à cacetada infame de Maniche ocorreram uma meia dúzia delas, sem punição do árbitro.
Já com Maicon expulso, sem ter feito falta para consumar o habitual teatro do artista Liedson, num excesso de zelo de Jorge "Rouba" Sousa que deixou o FC Porto com 10 quando já empatara e ameaçava a baliza leonina, foi a vez de André Villas-Boas ir para o balneário mais cedo. Ele diz que contestou a dualidade de critérios disciplinares do árbitro. E tinha razão. Era revoltante. Mas os jogadores portistas sabiam que bastava colarem-se às costas de um adversário que, como eles queriam e provocavam, era falta óbvia. Isso chama-se não aprender com os erros e ninguém sanou a coisa. Sapunaru fez uma das faltas para que servem os costados de Postiga e nada a dizer. Ao protestar, sendo expulso, ao menos chamando a atenção do árbitro para a discricionariedade disciplinar, AVB teve o mérito de acordar o árbitro, pois até final, mesmo em suprioridade numérica, o Sporting acabou por ver mais cartões, muitos mais...
Mas para a arbitragem ser completamente enviesada, apesar da imbecilidade dos comentaristas que a avaliaram positivamente na generalidade, mostrando o que a casa gasta e do que gosta, só mesmo um habitual golo irregular leonino ao FC Porto.
Lembro-me daquele golo da Argentina ao México no Mundial, de Tevez (1-0), só possível num auxiliar a dormir na forma. Sendo italiano, na ocasião, custou-me mais a aceitar, pela experiência de que desfrutam no "calcio". Logo a FIFA o arrumou da cena... Por cá...

... Não é possível condescender com a asneira de José Ramalho. Custou-me, de resto, acreditar que só eu tenha referenciado o sujeito como o que levou o famoso cachaço do diabo da Luz, aquela coisa de somenos que justificou apenas do Bosta da Liga 1500 euros de multa, para indignação daqueles que agora acharam pouco 2500 euros pelas bolas de golfe no Dragão (resta saber quanto custarão em Alvalade...).
Nem é admissível dizer que no campo não se viu, porque Valdés estava destacado em fora-de-jogo e o árbitro-auxiliar sabia disso, viu-o à sua frente e quando a jogada decorreu com o simples pontapé para a frente de Rui Patrício, mesmo nas trazeiras da sua pobre cabecinha o "liner" sabia, instintivamente, que havia um jogador em fora-de-jogo que se pôs em situação "activa" quando foi disputar a bola. Logo, reflexamente, era de assinalar a infracção e torna-se indesculpável não só não o ter feito como alegar que era difícil de ver ou que foi uma coisa tirada por milímetros, o que as imagens demonstram claramente ser de metros.
Depois do cachaço da Luz, em 2008, José Ramalho, dito de Vila Real, viu na 2ª parte uma bola para lá da linha cabeceada por Cardozo, que deu empate (1-1) ao Benfica, fruto da coacção recebida mas que não ditou, ao contrário do Boavista, descida de divisão.
Já em Vila do Conde, esta época, um lance polémico na área portista foi consequência da vista grossa deste técnico de vendas que porventura deve negociar em óculos mas não os usa por decerto desconfiar do putativo produto. É que num alegado penálti, em dose dupla, de Álvaro Pereira, antes há uma situação de fora-de-jogo que podia ter sido assinalada a João Tomás a um cruzamento da direita; deste, após um ressalto, há uma falta claríssima sobre um defesa portista, creio que Maicon, que à sua frente o árbitro-auxiliar não marcou.
Espanta-me ainda, para fim da história e busca da moral da dita, que num caso exterior ao FC Porto, há uns anos, creio que em 1995 ou 96, um golo em flagrante fora-de-jogo de Poborsky, a dar a vitória do Benfica em Vidal Pinheiro (1-2), tenha instigado Pinto da Costa a denunciar José Luís Melo, apodando-o de "benfiquista de Valongo" que nunca mais nos esqueceu.
Para quem não sabe ou não recorda, esse baptismo nasceu daí, Poborsky estava quase na linha de fundo, à frente de José Luís Melo, para apanhar a bola e derrotar o Salgueiros quase no fim.
Hoje, pelo visto, o FC Porto mete-se em mexericos por coisa que não lhe dizem respeito e feitas fora do campo (Jesus-TVI em Aveiro). Mas a José Luís Melo, desta vez, não se lhe pode apontar culpas nas asneiras reiteradas e provocatórias de Alvalade que tanto prejudicaram o FC Porto.
De Alvalade é tudo, aproveitei para dizer a que se resumiu o jogo empertigado do Sporting, defendendo atrás, jogando em porofundiade mas sem fòlego para a 2ª parte e sem jeito para ataque continuado, daí os 13 pontos de atraso que não se diluiram com o forróbódó da Imprensa do regime e dos Shrecks e Gordos ou Freteiros "lá do Sul".
No jogo do Benfica em Aveiro, Bruno Paixão continua a mostrar que não é tão mau como foi pintado por mais de uma década em que justificou a irradiação uma vez pedida por Pôncio Monteiro e que o condenou para sempre. Podia ter marcado um penálti a favor do Benfica, numa situação de ressalto de bola de Rui Rego para Pedro Moreira que em reflexo mexeu o braço, mas ter havido um ressalto imprevisto suscitou a dúvida do árbitro que já deixou por marcar situações evidentes de mão na bola bem mais graves e incontestáveis, como na Supertaça de Leiria em 2008 Sporting-Porto (mão de Tonel).

29 novembro 2010

Que vergonha, FC Porto, e sem necessidade


Fui agora surpreendido com isto:


O FC Porto tomou posição sobre incidentes entre terceiros, que não lhe dizem respeito nem sequer transversalmente, para além de ter uma folha de serviços nesta área muito manchada. O episódio indigno entre Jorge Jesus e o repórter Hugo Cadete da TVI, no final do Beira-Mar-Benfica, devia ficar apenas entre os intervenientes.
Custa-me acreditar, mas nada no futebol é imprevisível e inaudito.
Uma vergonha e sem necessidade.
Mas é esta a "comunicação" que querem e que continua a borrar a imagem desportiva do mais forte clube português que pode passar à História como o melhor de todos evitando mexer na merda que é só dos outros. E se sempre tenho criticado a marca do clube nesta área, agora até sinto tristeza por descer tão baixo e borrar-se por coisa nenhuma que nem consigo é.
Logo o FC Porto por quem os seus adeptos esperam sempre uma atitude de denúncia e voz firme contra tantas coisas e gentes que atacam o clube, a sua imagem e os seus profissionais, mas obtêm normalmente silêncio. O último caso, a vergonhosa arbitragem de Jorge Rouba em Alvalade.
Não sei se alguém anda a dormir. Ou porventura acham isto muito bonito e que suscitará aplausos de todos os quadrantes. Dá a impressão, isso sim, de ser uma casa sem rei nem roque em que um chico-esperto qualquer dá uma de "independente" e com "roda livre" para actuar ao livre arbítrio sem prestas contas a quem quer que seja.