10 janeiro 2011

Dourinho para os portistas se sentirem pequeninos...

Ainda deve ser reconhecido aos portistas como o tenho tratado, afectuosamente, como o Nosso Zé. Por sinal, o Nosso Zé da Europa, o título pelo qual ficou famoso José Travassos, dos Cinco Violinos do Sporting depois de ter integrado uma Selecção da Europa num jogo de homenagem nos anos 40, como era então típico.
Eleito o Melhor Treinador do Ano, pela primeira vez instituído tal prémio a nível oficial pela FIFA e o semanário France Football, José Mário Félix não abriu agora uma porta ímpar. Para muitos abriu-a com a emancipação no Chelsea onde foi bicampão inglês. A tripla consagração com o Inter - a despeito de me ter desagradado como nunca o escondi pelo jogo vergonhoso com o Barcelona na Champions e uma quase inevitável ajuda do português Benquerença na 1ª mão em S. Siro, como também não me esqueço - dá-lhe a justa recompensa com este título.
Ouvi a notícia na rádio do carro, apanhei a Antena Um com emissão especial e senti-me pequeninho. O Nosso Zé, para os portistas, aquele que ergueu o FC Porto e com ele ascendeu ao topo europeu, há muito deixou de ser odiado e maltratado. Desde 2004. Quando deixou as Antas - "Presidente, deixe-me ir embora daqui", gritado de forma lancinante a 31/1/2004 no final de um conturbado Sporting-FC Porto -, Mourinho mreceu a admiração do País. Subitamente, ele que era só do FC Porto, passou a ser do País que, antes, não o queria a ver substituir Scolari numa titubeante Selecção Nacional que se preparava, com a indiferença geral, para o fracasso na estreia do Europeu em solo pátrio.
Hoje senti, cada vez mais, que Mourinho é dos Portugueses, mas não do FC Porto. Só Chelsea para aqui, Inter para ali, Real Madrid para acolá. Ah, falava um tal Capristano que foi dirigente do Benfica que apostou num ex-adjunto de van Gaal (e Robson) no Barcelona. Pois, auguravam-lhe um "grande futuro". Um ex-presidente sadino, Fernando Oliveira, evocou quando, por lhe reconhecerem inatas qualidades, logo meteram o jovem Mourinho a treinar os juniores, sem passar pelos escalões etários inferiores. E, de novo, Capristano, tantos elogios, uma maravilha, um percurso e tal, génio assim e um senhor assado, até parece que o percurso de Mourinho no Benfica nasceu e morreu com o 9º e último jogo disputado pelos encarnados, num derbi com o Sporting (3-0).
Vale a pena não gastar tanto latim em elogios e poupar na memória de 3 vitórias apenas em 9 jogos pelo Benfica. Começou com uma derrota no Bessa, 0-1, passou por um empate em casa com uma equipa mediana qualquer e a primeira vitória foi um escândalo de 1-0 contra o Belenenses, graças ao viseense Isidoro Rodrigues, a 15/10/2000. Um jogo vergonhosamente desequilibrado pela arbitragem na esteira do primeiro triunfo a sério de Mourinho, que depois passaria por levar 3-0 no Marítimo antes de dar 3-0 ao Sporting e desentender-se com o Vilavinho que elegeu Toni como o seu treinador.
Para quem deliberadamente esqueceu que Mourinho conquistou a Europa com o FC Porto em 2004, um ano depois da tripla Campeonato+Taça de Portugal+Taça UEFA inédita entre nós, a que se seguiu a Supertaça na época seguinte e novo campeonato e ainda a Champions... convém recordar o percurso que quiseram enfatizar ouvindo meio mundo como se o Nosso Zé tivesse alguma coisa a ver com o insucesso dos outros.
Pareceu, a espaços, que tinha sido com o Benfica que o agora Zé de todo o Portugal tinha, além de estreado na I Liga portuguesa, conquistado o mundo. E, naquele tempo, parece que remontámos à época bíblica em que é preciso algum evangelho para as pessoas acreditarem, o agora adorado Zé da Europa, o Dourinho actual, como foi massacrado pelos invejosos e truculentos de Lisboa que odiando o FC Porto forçaram Mourinho a desejar sair de Portugal.
O resto... é História.
MESSI. É irónico que de tanto insistirem nos seus, legitimamente, os espanhóis tenham perdido tudo, até Messi superou os colegas Xavi e Iniesta que mais justificavam o "World Player of the Year", especialmente Xavi que eu elegeria. Guardiola e del Bosque perderam para Mourinho. Messi foi a surpresa? Ou a confirmação de que, doravante, vai ser mesmo eleito sempre o melhor do mundo e o troféu fica entregue por muitos e muitos anos porque o argentino é mesmo o melhor do mundo em absoluto?
Também é irónico que foi em Espanha que Portugal se fiou de que organizaria um Mundial... Vai lá vai...
SNEIJDER. Saber que se fosse pela votação dos jornalistas Sneijder teria ganho é de facto um alívio, pois foram então seleccionadores e capitães de equipa que destronaram o flying dutchman do pódio, inexplicavelmente. Esta sim, foi uma martelada mortal. A Bola (ler no post abaixo) surpreendeu-se por CR7 não estar no pódio, mas esta é à maneira portuguesa do "saca-rolhas"...

A saca-rolhas

O JN conta que um saca-rolhas foi o instrumento usado para mutilar sexualmente um cronista alegadamente conhecido em Portugal por um modelo cuja família mais depressa saiu a terreiro a proclamar a sua heterossexualidade do que a inocência do seu varão num crime em Nova Iorque 7

E é notável que o saca-rolhas - cuja imagem é sempre usada para se extraírem confissões de alguém que é suposto guardar segredos importantes e prima pela discrição - sirva para tanta coisa na vida real. Ou para abrir cupidamente uma garrafa de vinho ou suscitar um título patusco como o da Bola de hoje a que só faltou lembrar que há um campeão em vez da memória de alguém ter eventualmente jogado à maneira de um campeão, o qual há um ano era "extreminador implacável" e hoje está completamente desvalorizado pelo esfusiante líder da Liga que tem registos e estatísticas muito melhores - mas nem a saca-rolhas se percebe nas notícias.
Se um crime alegadamente passional, mesmo entre same-sexers como os que se entretiveram há uns tempos em campanhas vazias como as que hoje decorrem noutro âmbito de gente mais oca ainda, também é susceptível deste título do "I",
então é porque em tão selecta comunidade, falando-se de um caso de "violência doméstica" tão trivial, certas paneleirices tomaram mesmo conta do dia-a-dia lusitano sem mais nada para abrir telejornais. Está, apesar da violência sádica e mutilação criminosa reportada no "affaire" nova-iorquino, definitivamente consagrada a igualdade de géneros e terminou a distinção entre casais seja de que espécie forem, até porque o casamento civil porque tanto(s) se pugnou já os igualou há tempos.

Ah, como saca-rolhas informativo, esta exemplar capa não prima só pela(o) dona(o) e a sua felicidade a duplicar, como há dias Elton John - que me lembro ao lado da esposa na final da FA Cup de 1984 quando o seu Watford, com certos tipos como Luther Blisset e um tal John Barnes aterrorizavam defesas indefesas, defrontou o Everton em Wembley - a regozijar-se por ser "mãe" de uma menina e babada ao lado do "marido". O êxtase nestas coisas nunca fica dissimulado, ao contrário de outras intenções e ao arrepio da realidade nua e crua...
Vejam como no dia da consagração dos três maestros do Barça nomeados para o FIFA Player of the Year Award querem lá meter, insidiosamente e com algo de libidinoso, um quarto intruso que há uns meses até à Coreia do Norte teve dificuldades em marcar golos... Digamos que, mais do que metê-lo a martelo, é autenticamente tirar uma não-notícia a... saca-rolhas.
Ainda vou acreditar que tal instrumento foi inventado por um português. Nem precisam de jurar.

09 janeiro 2011

Uma volta em inferioridade numérica não tem a ver com a estatística da época passada, pois não?

Vou só recuperar umas ideias e avançamos já para o essencial. Há muitos desmiolados e outros só esquecidos, quando não com os dois defeitos.

"A maioria das críticas às arbitragens são justificadas e significam que houve desempenhos que não cumpriram com a missão de garantir imparcialidade no jogo" - Vítor Pereira.

Isto, por exemplo, não foi dito esta época. Foi ainda na 1ª volta do campeonato passado. Já esqueceram?


Vamos brindar à verdade desportiva.



E este aviso:


Quem é ou foi levado ao colo? Quem teve a cobertura cúmplice da Imprensa Desportiva? Quem esteve sob ataque da Imprensa Destrutiva? Que andor e que profetas e santos de pau carunchoso saíram ao adro da igreja do altar da mentira e da contra-informação?

Finda esta 1ª volta, alguém é capaz de descortinar qual linha de estatística diz respeito ao FC Porto ou ao somatório dos números dos seus adversários?

42ca, 1da, 2cv ----- com 10 em 33' (22+11)
52ca, 0da, 1cv ----- com 10 em 24' (1 jogo apenas)
)
percebem que há cartões amarelos (ca), duplo amarelo (da), cartao vermelho (cv) e o tempo de jogo em inferioridade numérica (dados obtidos das fichas do site da Liga de Clubes)

Quem liderou com o benefício dos árbitros? Quem espalhou a ideia, absorvida pelos caciques do regime e as cassetes do costume que acompanham o livrinho vermelho da propaganda? Quem fala em vantagem à custa das arbitragens? Qual é o lobo que se diz ameaçado por animal feroz?

A 19 de Janeiro de 2010, já com a 2ª volta iniciada e mais um roubo no Dragão (outro golo mal anulado a Farias na recepção ao P. Ferreira), sinceramente farto de vigarices e inconformado com o silêncio sepulcral a reforçar o manto diáfano de fantasia sobre uma realidade propalada que escondia os atentados à verdade desportiva, num balanço da 1ª volta ignorado pelos mídia absortos no futebol do extreminador implacável, alinhavei isto:

"Benfica já jogou, na Liga, em superioridade numérica no que corresponde a um jogo e meio e com 11 contra 9 em quase um jogo – ah, não sabiam? E nunca detectaram a acção disciplinar? Pois… Não são só os penáltis, os golos irregulares, a benevolência dos árbitros para com os que dizem jogar “o melhor futebol”. Vejam como os adversários são tratados e quem vai no andor!
De escândalo em escândalo, de proteccionismo em proteccionismo. O Benfica esmaga, de facto. De molde a… escandalizar. Não é só os penáltis a favor, golos em fora de jogo ou de faltas (e cantos) inexistentes. Como há muito venho alertando, a acção disciplinar é do mesmo quilate rubi, de proteccionismo vermelho. Não é só poupar Javi, Maxi, David e Luisão a expulsões e mesmo a... sumaríssimos. É que o Benfica já jogou por 133’ em superioridade numérica de 11 contra 10 – corresponde praticamente a um jogo e meio (90+45’). E até já jogou 11 contra 9 no tempo correspondente a quase um jogo completo (83’). Tão a ver que nem na Playstation?...Pois, não tinham dado conta… É, mas o algodão não engana".
Estas estatísticas referiam-se a que adversários na época passada: os do FC Porto ou os do Benfica no total dos seus jogos?

56ca, 4dca, 7cv -------- 8gpc , 1gpf ------- com 10 por 133’, com 9 por 83’
43ca, 4dca, 2cv -------- 4gpc, 1gpf ------- com 10 em 62’, com 9 em 26’


Entretanto, o FC Porto desta época conseguiu jogar a 1ª volta com mais cartões vermelhos do que os adversários receberam e apenas menos 10 amarelos do que lhes foram mostrados (ver as primeiras estatísticas em cima). Incrivelmente, atendendo à sua supremacia em campo, o incontestado líder do campeonato conseguiu jogar, no total, em inferioridade numérica por 9' face aos adversários. Na época passada, na 1ª volta, o FC Porto jogou o total de 35' em inferioridade numérica. O Sporting também teve um balanço negativo. O Benfica, bem, ainda hoje é um escândalo olhar para aquilo ali em cima, não é?
Que escandalosa comparação com o cenário de há um ano, os números desta época e os que foram ardilosamente ignorados por jornalistas de sarjeta e paineleiros encartados!...
Querem, ainda, falar também de penáltis? Pois, há um ano o Benfica tinha 8 a favor e 1 contra; o FC Porto, este ano, tem 7 a favor e 2 contra.

Pois, mas isto não merece nem manchetes, nem colunas bonitas de textos grndiloquentes ou páginas de estatísticas arrasadoras para a credibilidade dos que há um ano eram sobrevalorizados com ajudas de toda a maneira e feitio por denunciar.

Não precisam saber contar, muito menos saber ler, apenas perceber os números. Entretenham-se.
act.: calhou-me de ver agora a SICN e, como se a situação do País não mereça mais atenção do que a 1ª volta do campeonato, julguei ver a tv dos bimbos, só pelo que imagino e o que apanho de terceiros, porque como nunca vi esta não posso dizer se é ou não parecida. Um chorrilho de encornados a espumar da boca contra as arbitragens, uma moderadora-decoradora no cenário e um convidado do tempo radiofónico de antigamente a repisar as arbitragens, uma sessão notável de indicador do desespero de tanta gentinha rasca e ignorante para a qual nenhuma tv tem antídoto. Uma lástima. Mas é o que há.

08 janeiro 2011

Treze vitórias em 15 possíveis mas as capas falarão de algo diferente...


Eis...celente a 1ª volta do FC Porto: 13 vitórias em 15 possíveis e a terminar a 1ª volta com um grande jogo que rendeu apenas meia goleada (4-1) ao Marítimo, com outros tantos golos por marcar, tantas quantas as bolas que pingaram na rede superior dos madeirenses e várias outras ocasiões de golo. Mas, até comparando com os números do Benfica tão celebrado como máquina de futebol na época passada, decerto as manchetes amanhã falarão de outra coisa que não esta:
15J 13V 2E 0D 36GM 6GS 41P, do FC Porto
15J 11V 3E 1D 39GM 9GS 36P, do Benfica há um ano
João Moutinho rematou a um poste numa das mais belas jogadas do desafio, mas os três primeiros golos portistas foram arrancados à bomba, dois de Guarín a fazer jus à sua poderosa meia-distância que no caso da abertura do marcador resultou de um tiraço de 37 metros. Hulk, de permeio, marcou o 2-0, com um golaço de fora da área e deu a assistência para James estrear-se a marcar também na Liga com um golo fácil.
Num dia de regressos, tanto foi celebrada a retoma das vitórias como o regresso do futebol espumoso e com golos magistrais como piquinhos num cálice do melhor champanhe. Voltaram ainda Varela, em nível muito aceitável, jogando na direita, James na esquerda e Hulk a ponta-de-lança; mas também Fernando de regresso desde a lesão na "piscina" de Coimbra e até Mariano, muito acarinhado após 10 meses de ausência.
Com Moutinho e Guarín imperiais na construção, Belluschi solto a chegar à área e a tornar-se o mais rematador na 1ª parte e logo com ameaça de golo na primeira jogada, houve futebol largo, vistoso e em profundidade, buscando permanentemente as linhas ainda que o objectivo não fosse cruzar, por não estar Falcao (lesionado) na área... Foi em desequilíbrios pelos flancos que o FC Porto mais perigo criou, mas só em remates de meia e longa distância marcou, em zona frontal, enquanto as jogadas à boca da baliza batiam na rede apenas do lado de fora...
Uma forma brilhante, como acentuou AVB, de marcar distâncias para a concorrência, pelo estilo e a forma dos golos, com convicção e talento que dobraram um Marítimo empertigado e que, ao contrário do sortudo Nacional que apostou no ferrolho e teve a sorte grande, pela sua atitude positiva ainda encurtou distâncias no marcador e teve sempre a baliza de Helton na mira.
Com Varela de volta, Fernando capaz de retomar o seu lugar se na gestão de esforço de Moutinho Guarín ocupar a sua vaga quando necessário, Falcao a recuperar de lesão e de desgaste evidente, quem ameaça fazer uma 2ª volta em grande, e sem fanfarronismos, é o FC Porto. O calendário é apertado, mais do que a propalada pressão exterior ditada por adversários a larga distância pontual, pelo que a gestão do plantel terá variadas formas em todas as frentes. Mas há todo o optimismo e confiança de que a equipa não vacilará, como demonstrou cabalmente, com categoria, esta noite.
act.: agora percebo, ao ver as capas dos pasquins com títulos repetidos e imagens para os justificar, a importância que davam ao jogo entre o 3º e o 7º classificados... A SICN, que celebra 10 anos de critério jornalístico e se inspira no que de melhor se faz lá fora, dá primeiro o jogo dos irrelevantes com vitória injusta e tremideira com assobios até final e depois o do líder que fez 41 em 45 pontos possíveis.

07 janeiro 2011

Amanhã o Marítimo e o Porto-Nacional antecipado para aliviar jogos com Sevilha

Estive fora e longe de computadores e televisores. Ao almoço, num restaurante, tive oportunidade de ler A Bola e o JN. Fui ouvindo rádio no carro e evitei estampar-me com a lata do Primeiro-Sinistro e a "coragem" de Cavaco de novo confrontado com paneleirices. O Só traques quer pedir indemnizações a quem beneficiou da escandaleira do BPN: processo cível, diz ele. Isto uns dias depois de o chefe deste Governo de maltrapilhos ter rejeitado a hipótese de despedir uns administradores que fizeram coisas contrárias às regras que como gestores públicos são obrigados a respeitar, e escrupulosamente por maioria de razão: acho que eram gajos do Metro de Lisboa (o do Porto está sempre na berlinda...), da Carris (o STCP é que é mau...) e doutra treta qualquer para tacho de boy gordo na capital também. O Tribunal de Contas revelou que estes gestores andaram a pôr dinheiro a render em bancos quando são obrigados, e isto é imposto pelo Governo que, obviamente, legisla e para isso devia ser o primeiro a cumprir com o que ordena, a fazê-lo em Obrigações do Tesouro. Ganda lição da morali, lá dos xuxialistas. O cara de nojo de presidente da República, que deixou passar sem tugir nem mugir a lei do divórcio, de que discordava, e o casamento "same-sexers" para não se chatear, agora deu-lhe, quase em campanha oficial, para criar obstáculos a que o Manel seja trans(forme) e se chame Maria no BI, o que é uma coerência à medida do vómito representado na sua fácies...

E posto isto, soube que o Villas-Boas chamou incompetente ao Jesus, pois levou três derrotas sem espinhas e mesmo com arbitragens favoráveis à instituição fracassada e ressabiada: "O Benfica não foi competente", disse mais ou menos isto e é verdade. Além de que não perde tempo em Playstation e no Player Manager com vídeos de brasucas pela madrugada. Gostei. Como só agora vi as capas dos outros pasquins, nenhuma a falar do Benfica medíocre, fica uma. Não gosto da do Record, mas ao ouvir a Bola Branca assustei-me ao "sentir" guerra de palavras, porém só ouvi o António Simões e, claro, não fora escutar o Rodolfo Reis... O Jesus deve completar hoje a paródia e o pasquim dará asas a outra falsa "vitória"...
Li, entretanto, em A Bola uma notícia que a ser verdade vem confirmar o que sugeri à data do sorteio europeu: o FC Porto-Nacional, encravado entre os dois jogos com o Sevilha, a 17 e 23 de Fevereiro, será antecipado para a única data livre de Janeiro a meio da semana, dia 26 segundo o jornal; eu previa 27 de Janeiro, mas como há eleições presidenciais a 23 e a jornada foi antecipada, o 26 calha bem para jogarmos a decisão da Taça da Treta em Barcelos a 29...
Assim, o FC Porto pode concentrar-se na eliminatória europeia sem o empecilho do jogo do campeonato pelo meio. Aberto o precedente do Benfica na época passada, antecipando o seu jogo com a U. Leiria, pelo mesmo motivo, só falta virem falar de... verdade desportiva.

Assim, a partir de amanhã, o calendário fica na expectativa de retomar o caminho das vitórias com o Maritimo. E, depois:

dia 12 - Pinhalnovense (Taça Portugal, 20.45h, SportTV)
dia 16 - Naval (Liga, 18h, SportTV)
dia 19 - Beira-Mar (Taça da Liga, 20.45 na SIC)
dia 22 - Beira-Mar (Liga, Aveiro, 19.15, SportTV)
dia 26 - Nacional (Liga), antecipado de 20/2
dia 29 - Gil Vicente (Taça da Liga, Barcelos)

dia 2/2 - Taça de Portugal
dia 6/2 - Rio Ave (Liga)
dia 9/2 Portugal-Argentina (Genebra)
dia 13/2 - Braga (Liga)
dia 17/2 - Sevilha (1ª mão em Espanha)
dia 23/2 - Sevilha (2ª mão, 3ª feira, no Dragão)
dia 27/2 - Olhanense (Liga)

06 janeiro 2011

A cara na cabeça do polvo (João "von Smallhausen" Carrajola Abreu): outro que é de Setúbal...

Já aqui tinha elogiado o facto de o FC Porto ter processado um antigo vogal do Conselho de Justiça (CJ) da FPF, o líder dos amotinados da rebelião de 4/7/2008 que quiseram condenar o FC Porto, com risco de exclusão da Champions, e despromoveram o Boavista.
Os factos chegaram a tribunal, muito bem, o rato de esgoto foi ouvido e a sentença será lida no dia 17.
Do personagem principal, logo associei ao lacaio von Smallhausen, que seguia, mais sinistro do que o próprio chefe, o "fuhrer" da Gestapo "herr Flick" na magnífica série "Allo, Allo" durante a ocupação nazi da França e as peripécias deliciosas da resistência à volta do café do René, da esposa com pretensões de cantora Edith e da sogra "old bat" (velho morcego) que desfilara, enquanto jovem, perante meio Exército como artista de cabaré...









Agora, no banco dos réus, João Carrajola de Abreu mostrou o que é. Um verme. Respigo o discurso directo tal como o li agora no "4-4-2", por sua vez extraído do Record que cobriu a audiência do julgamento perto do Bolhão, no Porto. O valente vogal de então, agora, faz-se de vítima sob pressão de dois clubes, dos dois lados da barricada no indigno cotejo de figuras menores manietadas por cordelinhos da farsa protagonizada por uma cáfila ocasionalmente com assento no CJ da FPF.

"O FC Porto processou João Carrajola Abreu, ex-membro do Conselho de Justiça da FPF, por ofensa a pessoa colectiva mas o Ministério Público pediu a absolvição do arguido, esta tarde, no tribunal criminal do Porto, no Bolhão.
Numa entrevista, Abreu referiu que FC Porto e Boavista tinham uma estratégia que passava pelo seu afastamento da reunião do CJ que acabou por ratificar as decisões da Comissão Disciplinar da Liga relativamente ao processo "Apito Final", condenando o FC Porto e Pinto da Costa por tentativa de corrupção e despromovendo o Boavista por coacção.
"Pressão tive-a da parte do FC Porto e do Benfica", confessou João Abreu, que foi o relator do caso relativo ao jogo FC Porto-Estrela da Amadora, tendo votado pela condenação do clube, dos árbitros e do presidente do FC Porto. "Uma pessoa ligada ao V. Setúbal veio ter comigo antes da reunião do CJ para me dizer que tinha estado a discutir o empréstimo do Pitbull com o senhor Antero Henrique e se eu não decidisse a favor do FC Porto o jogador não seria, como não foi na altura, emprestado", referiu.
Quanto à pressão do Benfica, o antigo conselheiro e ainda membro de uma comissão da FPF disse que foi abordada por um dirigente ligado à A. F. Setúbal, que lhe disse: "Cuidado, olhe que o Benfica é muito poderoso". João Carrajola Abreu disse também que Luís Filipe Vieira conhecia o sentido da votação dos referidos processos. "Sabia que estava 4-3", salientou.
João Carrajola Abreu, que está a ser defendido pelo antigo bastonário Rogério Alves, reafirmou que o antigo presidente do CJ, Gonçalves Pereira, "só podia estar feito" com os clubes visados no processo, embora outros conselheiros quando ouvidos neste julgamento não tenham ido tão longe. "As pessoas têm medo do FC Porto", justificou.
O ex-conselheiro do CJ confirmou ainda o clima azedo da tal reunião daquele conselho que decidiu os processos do "Apito Final". "Se tivesse continuado a falar, ia-lhe aos fagotes", desabafou, a propósito da discussão que teve com Gonçalves Pereira, que invocou, sem sucesso, o impedimento de Carrajola Abreu antes de ele próprio dar por concluída uma reunião que...prosseguiu."
Enquanto manteve a "coragem", não só para liderar a revolta e destituir o presidente legítimo do órgão como para se propor bater-lhe, e os afagos dos escribas do regime em hossanas pela "verdade desportiva", Carrajola Abreu falou a "A Bola", o longo braço do Benfica, sobre intenções que atribuiu ao então presidente do CJ da FPF que, ele mesmo e o jornal em questão, mais outros cronistas do regime, vilipendiaram até à exaustão como se fosse o mau da fita. O mal, claro, era a influência do FC Porto no caso. Decerto do Boavista também. Agora, vitimizando-se, este badameco queixa-se de que também o Benfica exerceu pressões. Bom, é uma confissão que não confidenciara na entrevista que agora o levou ao banco dos réus. Sabia-se, claro, e dessas intenções temos a confirmação pela boca do próprio. O difícil equilíbrio é que é difícil manter e não só a quem bebe em demasia, mas a quem tem rabos de palha.
Que pressões? Directas? Vexantes? Concretas? Não, indirectas, vagas, irrelevantes, através do V. Setúbal por causa das suas relações com FC Porto e Benfica, sendo Carrajola Abreu oriundo dessa associação que nunca é tida como centro de corrupção apesar de quase tudo por lá rondar enquanto outras ficam com a fama. Mas, no fundo, se haveria duas forças opostas, como vingou uma delas fruto do motim que no CJ levou a recomeçar uma reunião que o seu presidente interrompera, formal e definitivamente, por não estarem reunidas as condições para prosseguir?
Não sei se este Carrajola se safa, mas a verdade surgiu mais um bocadinho à tona. Agora cobarde, sem ninguém a quem bater, este é só a cara do sistema, ou a "cara na cabeça do polvo" para citar uma feliz expressão dirigida, hèlas, a outro dirigente associativo de Setúbal (Amândio de Carvalho, segundo Carlos Queiroz), que ditou uma das mais aberrantes e indignas cenas do "dirigismo" do futebol e da isenção dos seus órgãos jurisdicionais, afinal o espelho do que é a cúpula que manieta o futebol em Portugal.
É claro que os órgãos do regime não relataram assim, apontaram só baterias para uma barricada e também atribuíram intenções malévolas só a essa facção que, alegam, demoniza o futebol e é causa de todos os males da Nação.
Mas muito mais do que do efeito do Pífio Dourado, afinal na base, bem funda, de tudo o que se seguiu durante quatro anos a culminar na hedionda e improvada culpa dos condenados, é deste julgamento que se devem tirar ilações dos podres do futebol. Destas confissões claras que tornam tudo tão obscuro mas não nos quadrantes de quem se arma em espeleólogo nestes túneis de interesses e das conivências com os que fazem as coisas por outro lado.

05 janeiro 2011

«Não gostamos que se diga que estamos na frente graças às arbitragens»

Este é o grande título que pode extrair-se das declarações, hoje, de Belluschi, no Olival. O mais importante. Porque isto dito assim pelos críticos e caceteiros do Benfica dói. Por ser falso. Está certo que o fulcro da questão é outro: o Benfica não contesta verdadeiramente a liderança do FC Porto, apenas acha que a diferença pontual deveria ser menor. É um ponto de vista legítimo, há que reconhecer. Mas falso. E mais ainda se compararmos com o que era o cenário há um ano.

E é isto que faltou dizer a Belluschi. Que alguém esqueceu de passar a mensagem para ele a transmitir como é devido, porque na Luz a cartilha é lida a toda a gente, do balneário aos paineleiros profissionais de agit-prop pelos meios do regime onde atingiram foros de escândalo as múltiplas presenças e vozes de adeptos benfiquistas.
Haja, porém, alguém do FC Porto a lembrar a escandaleira da época passada. Pior: se o Benfica se queixa das arbitragens desta época, haja alguém para lembrar que, nesta altura, no campeonato passado e fraudulento, o Benfica tinha quatro pontos de avanço sobre o FC Porto logo após o confronto directo. E, então, não foi 5-0 o resultado, para calar de vez as bocas, mas apenas 1-0 e um golo de irregularidade horrível. Uma irregularidade - um fora-de-jogo quilométrico de Urreta que devia interromper imediatamente a jogada pela qual, depois, nasceu o golo em pontapé para a frente e seja o que Deus quiser - que era tão óbvia e escapou a tantos cegos que não cuidaram de denunciá-la.
Pior: há um ano, após arbitragens incríveis de proteccionismo ao Benfica com mergulhos indecorosos, expulsões de adversários aos montes e risíveis faltas a favor para dar golo, mesmo após o falso 1-0 da Luz, os jogadores do FC Porto não andaram a apregoar que a vantagem do Benfica na tabela era excessiva. Curiosa e ironicamente, então eram ainda os benfiquistas que reclamavam da liderança... do Braga, que foi o campeão de Inverno, estatuto esse de que agora nem se fala nem se viu em algum título.
Depois do vexame do Dragão, os jogadores do Benfica deviam jogar mais e falar menos, mas a cartilha do clube e o instinto congénito de choradeira infantil é mais símbolo do clube do que a invenção de um voo de milhafre para parolo ver.
Isto fora outros números e estatísticas que após esta jornada nº 15 serão comparados entre a escandaleira que foi, mas andou por aí calada pelos ratos do costume do mais execrável esgoto a correr a céu aberto de baboseiras sem fim, e a que dizem que tem sido mas só o dizem, agora, para encobrir como o FC Porto conseguiu nesta meia época, resultados muito melhores do que os celebrados há um ano.
Haja decência, mas quem a apregoe fale do que deve ser realçado. E só se espera mais uma resposta à altura do FC Porto no sábado, na recepção ao Marítimo. Com ou sem Xistrema nomeado.

04 janeiro 2011

Vi-te ó Pereira mas nunca falas dos caceteiros do Benfica...


Passou há pouco na tv a informação de uma intervenção - que rejeito poder ser apelidada de entrevista por fugir a essa figura que impõe confronto directo e encadeamento de perguntas na base 1x1 - de Vi-te ó Pereira logo à noite no Trio de Ataque, da RTPN. Poderia ser apelativa, mas não vou ver porque não acredito que dali saia alguma coisa de novo, de importante e, acima de tudo, de verdadeiro.
O presidente dos árbitros da Liga já fez o suficiente para não merecer credibilidade ao longo do seu mandato renovado com as eleições do Verão passado, e logo o único sector que, além de não apresentar novidades e mudanças de vulto, não foi mexido nos órgãos essenciais da Liga para o futebol profissional.
Não vejo porque os intervenientes, a começar pelo moderador que tem responsabilidades acrescidas se assumir algumas na condução do programa, não o merecem e está tudo inquinado à partida. Porque fala-se muito mas mostra-se pouco e, para a pedagogia alguma vez assentar arraiais no País em vez de dar palco aos fala-barato e microfones a vendedores de banha de cobra, era importante mostrar lances concretos e não os que, enviesadamente, o presidente dos árbitros se habituou a mostrar, os que lhe conviria, nas estapafúrdias sessões de esclarecimento a que se propôs, e fez duas. Parece que a prometida "actualização" ao final da 1ª volta é estrategicamente antecipada antes mesmo da 15ª jornada para o que se adivinha como "show-off" de igual (e nulo) valor ao das arbitragens que se vão vendo.
Apesar de se falar muito de penáltis a favor do FC Porto nesta época, como se na época passada os mesmos interessados falassem nos que eram apitados a favor do Benfica, a verdade é que para os portistas não houve penáltis-fantasma como os da época passada em Leiria ou frente ao Nacional, ambos com o Caimar.
Mas depois de ter-se esclarecido, com números incontestáveis mas que muitos preferiram fazer de conta não existirem, sobre a superioridade portista bem mais vincada do que a celebrada para o Benfica no mesmo período da época passada, chegará ao final da 1ª volta, após o próximo fim-de-semana, o tempo em que outros números reveladores do que são as tendências e os favoritismos das arbitragens serão aqui respigados. E saber-se-á, afinal, quem ajuda quem ou como os árbitros ajudam ou desajudam uns e outros.
Era importante, se alguém puder intervir nessa matéria, confrontar o presidente dos árbitros com imagens dos últimos quatro jogos do Benfica para saber-se como continuam impunes Maxi Pereira, sempre à biqueirada - da mais indecente à mais notória - e que nem faz por camuflar, e de David Luiz, que fala pelos... cotovelos e atinge adversários como quem muda de camisa.
Como não acredito que, na sua peregrina ideia de fazer pedagogia, Vi-te ó Pereira jamais traria às suas sessões reservadas de esclarecimento público, de resto mal traduzidas precisamente para os adeptos e os leitores de jornais ou telespectadores, as sessões contínuas de pancadaria nos jogos do Benfica, também não será de esperar que a tv lhe mostre precisamente essas agressões permanentemente praticadas por esses defesas da virilidade consentida dos encarnados. Mas se alguém puder levantar as questões...
É que têm-se replicado em quase todos os jogos as mesmas cenas de violência não punidas com Maxi e David, como ainda no último jogo se viu. O uruguaio deu cacetada de criar bicho a Marquinho e quem pelo seu corredor lhe apareceu pela frente. Chegou a rir-se para o árbitro, o inefável João "Pode vir o João" Ferreira... E, a propósito, dado o exemplo gritante e acabrunhante da Supertaça, com a complacência do árbitro sadino para com os vermelhos que o adoram, como é possível nomear este típico árbitro de fretes ao Benfica quando se vê um proteccionismo descarado à violência dos mais recalcitrantes jogadores do Benfica?...
David Luiz, por seu lado, lá mandou mais uma vez o seu braço, normalmente o esquerdo, contra a cara de um opositor, no caso Tchô, o que ainda há dois ou três jogos atrás se viu, da mesma forma e sempre impune.
Não há exemplos iguais em qualquer das outras equipas da I Liga. Uns podem agarrar mais do que outros, há quem "baixe o pau" com frequência e se for contra as pernas de um jogador do FC Porto tem a mesma complacência de um defesa caceteiro do Benfica. Ainda agora se viu os do Nacional fazerem faltas das mais variadas, repetidamente, sem cartão, algumas até feias, especialmente sobre Hulk.
Como ligo pouco à Taça da Liga, e ligo tanto quanto a importância que o presidente dos árbitros lhe reconhece passa por não nomear observadores dos árbitros nesta competição, não faço o habitual elencar de situações em cada jogo para atribuir o Nobel da Paz ou apelidar um árbitro de Bin Laden, consoante prejudique o FC Porto ou venha a beneficiá-lo. Os pacóvios que achavam todos os penáltis do Benfica, há um ano, indiscutíveis, são os mesmos que querem negar a justeza dos penáltis que agora são marcados a favor do FC Porto. São os mesmos pacóvios, começando pelo seu presidente-bronco, que ainda devem estar à espera da explicação directa, sigilosa e a dar em sua casa dos túneis de todas as manobras, de Vi-te ó Pereira por não ter mandado Paulo Costa dirigir qualquer jogo do Benfica na época passada...
Estas coisas de arbitragem têm sempre muito que se lhes diga. Por exemplo, ontem vi a 2ª parte do Getafe-Real Madrid, pela net, e o árbitro Undiano Mallenco apitou, nos primeiros 10 minutos após o intervalo, cinco faltas consecutivas dos merengues, dando um amarelo a Khedira na primeira falta que este fez (entrara precisamente ao intervalo a substituir Lassana Diarra). Não há árbitro nenhum em Portugal que se atrevesse a fazer isso ao Benfica. Nenhum.
Curiosamente, Undiano Mallenco foi nomeado para o Barça-Real Madrid, o da "manita". Antes do jogo, na manobra costumeira, Mourinho afirmou que Undiano favorecia sempre o Barça. Ora, esquecidos os 5-0 de 29 de Novembro, ontem o Real começou a ganhar com um penálti duvidoso. E dos quatro penáltis assinalados por Undiano esta época, em todos os seus jogos, não é que o beneficiário de todos eles tem sido o Real Madrid?...
Isto é como achar que Jorge Rouba é "portista" e os mostrengos vermelhos dizem que ele chegou a filiar-se nos SuperDragões. Ou dizer que Bruno Paixão favorece o FC Porto e que Lucílio Baptista não lhes ofereceu uma taça vergonhosa. É que o discurso vermelho dos árbitros não desvia as atenções, antes alerta para os favorecimentos de que são alvo e, normalmente, são silenciados pelos capatazes e os paineleiros do regime. Parece já ter surgido um bate-boca a respeito de Vi-te ó Pereira alertar para os efeitos contrários que às vezes certas declarações podem ter, se repetidas à exaustão e, além disso, serem falsas como Judas como falsa ficou, na história, a ideia de ter sido ele a "condenar" Jesus...
E é por isto, ou pela falta de questões deste teor, que os esclarecimentos de Vi-te ó Pereira caem logo em saco roto e não vou ver em directo. Mas quem quiser, faça o favor de tocar o assunto.

02 janeiro 2011

OK, repartir de novo, s.f.f.


Hulk jogou e marcou, mas o FC Porto perdeu ao 37º jogo desde que o Incrível voltou à competição, e o Nacional depende de si, recebendo o Gil Vicente e acabando o grupo em Aveiro com o Beira-Mar, para ganhar o grupo e seguir para as meias-finais da Taça da Liga. Foi uma equipa portista de Boas Festas, mas sem algo a ver com a que nos tinha brindado com 26 jogos de alto nível apesar de nem sempre os resultados terem sido condizentes com essa valia competitiva. Mas o adversário jogou com a faca na Liga, quando era suposto ser o FC Porto a fazê-lo, o Nacional disputou os pontos como se fosse para o campeonato e sabendo que neste minicampeonato da Taça da Liga uma derrota seria o fim das suas aspirações. O Nacional jogou a sério, forte e feio, acabando feliz quase sem saber ler nem escrever, mas foi essa vontade que lhe permitiu dar a volta ao marcador que até pareceu mais quebrar um desinteressado FC Porto.


Acaba o folhetim da imbatibilidade, como se ninguém soubesse que um dia teria de acabar mesmo. O 1-2 de hoje com o Nacional vale o que vale, quer quanto ao que se sabia, quer quanto ao que fica na expectativa para o próximo jogo, que mais interessa, no recomeço do campeonato.
André Villas-Boas é o responsável pela derrota, porque assumiu um onze de risco quando porventura não devia fazê-lo, mas são as opções de cada treinador e este não foge, afinal, à regra. E por esta devemos ser realistas e conscientes, medindo todos por igual, sem poupar uns e atacar outros quanto à forma como gerir o plantel e a propalada rotatividade.
Só que este era um exemplo, para mim, em como não deveria existir rotatividade, como alinhavei antes:
- era importante saber como estavam os titulares e esses deveriam entrar em campo na sua maioria;
- assim, ficaremos até sábado sem saber como se encontra o onze-tipo, quando o Marítimo jogar no Dragão para o campeonato;
- não concebo, e rejeito qualquer opinião favorável a essa tese académica de sentido contrário, como frente a uma equipa da I Liga, e das boas, o treinador do FC Porto dá-se ao desplante de não meter os melhores, depois de lançar a artilharia pesada em jogos de menor risco competitivo como frente ao Limianos ou ao Juv. Évora para a Taça de Portugal. Por muito menos, em jogos menos exigentes, Jesualdo era invariavelmente zurzido... e eu olho as coisas como são e não com quem ou por quem são.
Algumas coisas, de resto, já se sabiam há algum tempo:
- Sereno não tem qualidade para jogar no FC Porto e foi batido infantilmente no 2º golo;
- Emídio Rafael, para mais avalizado pelo técnico que o orientou na Académica, não tem qualidade, ponto, sem importar se serve sequer ao FC Porto ou a outra equipa da I Liga;
- para dar um frango como o de Kiesczek (Quês Zec), não é preciso ter um guarda-redes estrangeiro como nº 3 na posição, algo que já me causou perplexidade em devido tempo antes da época começar e aqui deixei essa objecção de princípio; aos que defenderam a opção, sempre alinhados com a versão oficial e o credo indiscutível que proclamam, bom proveito.
É claro que não concedo que tal derrota vá ter reflexos no ânimo da equipa. E, aliás, enfatizo que veio em bom tempo, dá para repartir do zero, acaba o enumerar de jogos, passaram as Boas Festas de meia época e 26 jogos oficiais sem perder e vamos lá para outra série. Foi uma equipa de segundos planos, alguns que já desiludiram o suficiente em experiências anteriores, jogaram mal e pouco, lentos e sem garra, a provar que isto não é Hulk e mais 10 ou Hulk e Moutinho mais 9. Claramente não chega.
Ruben Micael joga a passo, há muito se nota, além de jogar muito recuado, o lado esquerdo não tem alternativas válidas porque o puto James é mesmo muito verdinho, não há opção a Álvaro Pereira. Walter é pesado demais e nem na área é válido no que supunha ser o seu forte, no 1x1 em finta curta, aguentando o defesa nem que seja para provocar a falta e um penálti. Hoje ganhou um porque Felipe Lopes o agarrou escusadamente, mas não há bola na área em que se acredite que vá dar golo com Walter lá no meio, a não ser por acaso e de forma fácil frente a equipas de menor relevo e com resultado garantido.
Se foi assim que AVB optou, quando devia rodar, em meu entender, os titulares para chegarem bem ao próximo jogo que é só no sábado, nem imagino como será com o Beira-Mar, em casa, e na visita a Barcelos, já com Taça de Portugal pelo meio (dia 12 o Pinhalnovense merecerá os titulares em campo?) e o campeonato em força...
Com um jogo sem chama, um frango que já não se usa, um lado esquerdo inoperacional, nem dá vontade de falar de arbitragem, das persistentes faltas dos madeirenses não sancionadas com cartão até surgir a primeira cartolina para um portista (Sereno). Ficou um penálti de Sereno por marcar, mas Pecnik escusava de fazer tanto teatro, há jogadores que nem sabem como fica mal certas coisas em campo. Nada a dizer no penálti para o FC Porto, ainda que tenha sido o auxiliar João Santos a dar a indicação ao árbitro que tinha mais a obrigação de ver a placagem de Felipe a Walter.
Mas Olarápio é o que é e, como o resto que está aqui apontado sobre o jogo e a equipa portista, vale o que vale, nem aquece nem arrefece mas também pode queixar-se, como as equipas, da paragem natalícia que não vejo a quem interessa para nos apercebermos, depois dela, que parece ter tudo parado e tudo desaprendido com meia dúzia de folgas e outras tantas rabanadas a que invariavelmente "culpámos", mal, por estes pequenos incidentes que não prestigiam o futebol profissional, quanto a mim que procuro sempre uma explicação para estas coisas da bola sem misticismos nem desculpas balofas.
em tempo (actualizado): fiquei a saber que a derrota portista já deu para abrir um telejornal, o que é normal ao fim e ao cabo; percebi que nem o Livescore dá os resultados da Taça da Liga e ainda nem procurei noutro lado como ficou o outro jogo do grupo Gil-B.Mar; e por aqui se vê a relatividade que estas coisas podem ter. Mesmo que essa relatividade seja explorada a contento nos próximos dias, mas nada que chegue à teoria que Einstein anunciou por muita verborreia que os do costume lancem como anátemas. Também vale o que vale.

01 janeiro 2011

Com o pé direito, a mentalidade justa e faca na (Taça) Liga


Depois de meia época sem derrotas, terminando 2010 de forma brilhante como não há memória por cá, o FC Porto recebe o Nacional, amanhã, pelas 18h, para a Taça da Liga. Este é só um momento de arranque, de novo, não de balanço, já feito, nem de antevisão do jogo, que nunca faço. Um recomeçar que se espera siga a tendência que se vem registando desde Agosto. A melhor forma de perceber em que ponto "estamos", depois da pausa natalícia. E para calar os desmiolados que falam, falam, falam mas é, creio eu, por um ano depois de foguetório e laudatório da piolhice nacional, serem confrontados com números mais eloquentes dos de há um ano pela então equipa da moda.
O FC Porto não pode fazer rotatividade do plantel já neste jogo. Ao contrário do que muitos "pensam". Porque o curto período de férias tem de ser avaliado quanto à forma como foi aproveitado, ou não. Com algumas lesões, AVB tem de apresentar os melhores, até porque é a rodagem dos habituais titulares que conta face ao recomeço no campeonato, no fim-de-semana seguinte, com o Marítimo. Não haverá rotação porque é a Taça da Liga, mas porque importa começar a ganhar já para adiantar serviço quanto ao apuramento nesta prova para a semifinal a jogar em casa, caso se confirme o favoritismo e o FC Porto vença o seu grupo.
Obviamente, treinador e até adeptos estão na expectativa quanto à forma que os jogadores apresentarão. Rotinas que se quebraram um pouco, algumas viagens intercontinentais pelo meio, um par de jogadores ainda lesionados. Há que ver como está mesmo a rapaziada que tão bem se portou até ao Natal.


Para já, começou assim hoje no treino aberto: http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/fc-porto-fc-porto-porto-online-treino-adeptos-dragao/1222803-1304.html

E calar de vez o peditório dos que acham que se treme, ou que não há confiança, ou outra parvoíce qualquer.

A hora é de arrancar a sério. Como se fosse partir do zero. Afinal, os outros julgam haver pressão com oito pontos de avanço, eles que quase eram varridos da Europa pela porta dos fundos e ainda têm de acertar calendário na Taça durante a semana.
Então, depois das Boas Festas, um Ano Novo na esteira do que terminou, pelo menos para o FC Porto foi bom e brilhante. Tomara o País estar tão bem como o FC Porto.
Obrigado pelos votos que aqui foram deixando e desculpem alguns intervalos largos na actualização do blog. Retribuo com desejos de felicidades para todos, os que escreveram e os que não escreveram, sendo que o desejo comum é que festejemos mais meio ano sem derrotas e com muitos títulos no bolso. Quantos prantos não haverá por aí nessa ideia de um FC Porto conquistador logo no ano de 2011 em que alguém prognosticou que seria o maior dos grandes do planeta e arredores...