08 fevereiro 2013

Cantos essenciais

Creio que foi no jogo com o Moreirense, o qual Jackson decidiu com um golo de cabeça na sequência de um canto de James da esquerda, que salientei o efeito da boa marcação de um canto. Nesse jogo o Porto teve uns 20 a favor e só um bem marcado, que deu golo. Depois de ver os dois primeiros golos de canto em Guimarães, lembrei-me disso. O Porto desatou a marcar bem os cantos, mesmo noutros jogos em que não fez golo. Bola cruzada para fora da pequena área, onde o g.r. contrário não vai e quem ataca pode até receber a bola de frente para a baliza, ganhando dimensão a impulsão e o ataque à bola com uma ferocidade que torna infrutífera a estirada de quem estiver na baliza. As entradas, com movimento em direcção à baliza quase a receber a bola de frente, de Mangala e Jackson comprovam-no. Os defesas, normalmente estáticos e sempre a reagir ao que o adversário possa fazer, perdem no despique directo, atrasam-se na reacção e não conseguem acompanhar quem ataca a bola. A não ser que agarrem. A vantagem do FC Porto é que não precisa de fazer os tais bloqueios, tem argumentos de altura e decisão que fazem a diferença. Pode dar jeito com o Málaga, equipa não propriamente talhada em altura e peso, nem na defesa nem no ataque.

Não é preciso um esquerdino ir marcar à direita para ter a tendência de dar efeito à bola para pingar sobre a baliza, cair na pequena área onde o g.r. contrário tem tolerância dos árbitros. Ou um dextro ir à esquerda marcar. É preciso meter a bola na zona entre a marca de penálti e a pequena área. Porra, o pontapé de canto pode estar a 45 metros, mas há uma considerável superfície para lá colocar a bola numa zona de cinco metros entre a marca de penálti e a linha da pequena área.
 
Treinar não é só bombear a bola e seja o que Deus quiser. E o FC Porto de Vítor Pereira demonstra muito treino e uma evolução notável neste tipo de lances que dantes descurava e em que o futebol de toque e golos de jogadas envolventes não enjeitam uma ajuda suplementar - e um inferno complementar para as defesas contrárias.

ACT.:
Não tenho tempo, já nem a paciência, para ver jornais, mas vi de raspão que O Jogo fez uma abordagem ao tema das bolas paradas na 3ª feira, já eu tinha escrito isto, sem dados (nenhuma contabilidade para além da memória de alguns lances), porque é daquelas semanas em que tive de escrever, por antecipação, diariamente. Limitei-me, face ao publicado em que só li o título e os destaques de André Morais, a acrescentar isto. Não sei, desconfio que não, se mais pasquins exploraram a coisa. As tv's é o que se sabe: jogo falado, nenhuma pedagogia, nenhuma série de lances, nenhuma informação relevante, ninguém sequer que destaque só de paleio. Chapéus há muitos.. Às vezes, desactualizado como tenho de ser, procuro uma súmula na bluegosfera, mas parece que se entretêm mais a ler o que diz A Bola que tanto repudiam, ou o idiota útil MST, do que em produzirem algo de seu mesmo; and last but not the least, alguns até copiam as secreções biliares dos de sempre.

Também vejo pouca televisão, só futebol e sem palavras nem som, e informação (ou programas de saber) que seja credível em estações estrangeiras e não no periodismo vendido que há tanto no futebol como na política. Curiosamente, nesta fase de grande empolgamento portista, ou aquilo dá pouco e tem intervenientes de trazer por casa ou nunca vejo alusões ao Torto Canal; ao invés, volta e meia aparece alguém a choramingar porque aquilo não dá o que era suposto; e até vi por estes dias alguém veicular uma notícia por um periódico que a tinha sacado... no tal canal. Proliferam os sado-masoquistas portistas que tanto se inflamam contra a Crise e o Governo, são contra a privatização da RTP (a Praça da Alegria é já episódio esquecido) mas tanto continuam a falar do Gobern ou arranjam, como o Seguro com a Segolêne politicamente morta (além de ex- do actual Hollande por quem Seguro se babava e agora enterra o "Estado Social" em França), alguma alma perdida para chorarem juntos. O Portugal palonço é isto, não só a mistura de xuxialistas e benfiquistas, porque reformados, pensionistas e (ex)funcionário públicos há em todos os clubes.

07 fevereiro 2013

Mangala a voar muito acima dos centrais


"Voar como Jardel sobre os centrais" é da letra de Carlos Tê, mas a voz foi sempre do benfiquista Rui Veloso. Se Jackson um-golo-por-jornada está perto da marca lendária de Jardel no ano da sua estreia no FC Porto, um central destaca-se agora e Mangala tem aparentado estar muito acima dos centrais de qualquer parte.

Até parece saltar mais do que Bruno Alves, por quem adeptos contrários vociferavam. O golo de criar vertigens, lá nas alturas, do francês em Guimarães foi impressionante, pelo salto sem vara e uma cabeçada fulminante.
 
E se andam aí a destacar Lima, muito justamente e um avançado que aprecio imenso, por uma sucessão de golos, frisando-se que "só não marcou ao FC Porto", talvez nem isso seja obra do acaso. Mangala, por sinal, marcou na Luz e pela segunda vez em nove meses. A solidez defensiva do FC Porto, além de um Otamendi normalmente infalível, percebe-se melhor e dá ênfase à liderança, precisamente por menos quatro golos sofridos do que o nosso rival. E já parece sina os centrais destacarem-se, mesmo com golos ao Benfica: por exemplo, Bruno Alves. Ou Maicon. O mesmo Otamendi. Hum, parece haver aqui qualquer coisa...
 
Se calhar com este Jardel não ficaria famoso a voar mais alto do que Mangala. Um portento de central e um destaque que não prescindo de fazer. Abdulaye está aí a seguir, aprendendo.

06 fevereiro 2013

O negro da Selecção e o Paulo palonço de Portugal

Não queria quebrar o tópico do FC Porto durante a semana, mas tive de reagendar a sucessão de posts até por ter de me ausentar e precisar deixar trabalho feito. Porém, esta coisa da Selecção, o parolismo e o proteccionismo falam mais forte e eu que dispenso os bilhetes a metade do preço pelo Continente, a quem de resto já dei a minha opinião a quem me ligou a ver se eu aderia a essa coisa dos 50% em cartão. Da mesma forma, aliás, já repliquei dezenas de vezes que o Meo não queria nem de borla por causa de certas grelhas que mais não são do que bueiros para o pior esgoto.
 
A Selecção, ouvi e vi a camisola exibida (sem nome nas costas, nem número), vai equipar de preto, disse o Rodrigo Guedes de Carvalho. É o pivot que mais aprecio mas ontem esteve particularmente mal. Primeiro passou por cima da audiência de Castro Caldas na AR na reabertura de mais uma comissão de Camarate. Castro Caldas, ouvi na rádio à tarde, defende a tese de atentado que vitimou Sá Carneiro e Amaro da Costa, um golpe de Estado de comunas e infiltrados nas FA a ganhar dinheiro com tráfego de armas, dizem que para Angola/Savimbi e, agora, para a guerra Irão-Iraque. Não foram essas as declarações que a SIC exibiu de Castro Caldas e nem sei, nessas cabecinhas no ar dos patrões de Imprensa que não cuidam dos produtos que são o seu core business, se o tio Balsemão perdoará isto, ele até acedeu a PM depois de 1981...
Entretanto, a Grande Reportagem anunciada aos quatro ventos sobre a Fraude do BPN trouxe-nos factos já conhecidos e uma cara responsável em Teixeira dos Santos que o nacionalizou e garantiu que não custaria um tostão aos tugas crédulos de tanto xuxialismo barato. Creio que nos episódios seguintes, que vou ver, o ex-Sinistro das Finanças não aparecerá mais em cena, até porque já veio dizer que quando saiu da pasta deixou lá muito dinheiro mesmo que nos lembremos, os de boas contas e que nada devem nem temem, que dizia não ter dinheiro para funcionários públicos, pensões e reformas se não viesse a Troika que tanto entusiasmou o nosso Sótraques...  O BPN que é de novo falado por caso menor com um Franklin que parece mesmo servir de pára-raios desviando-se a atenção dos responsáveis que acumularem na dívida pública os milhares de milhões de que se fala e que não são do Oliveira e Costa nem a Justiça tuga é decidida a avançar com o julgamento sumário inerente, aos administradores e aos políticos que fizeram a Fraude maior.
 
Depois, a citar os ideólogos do Marketing (da Nike), como a SICN cita a esquerdalhada pornográfica em sessões contínuas, RGC justificou o preto do equipamento, a estrear hoje em Guimarães, por ser da cor do basalto, pedra muito comum em Portugal. Não é verdade, mas o RGC não tem de saber de Geologia, nem ter Cultura Geral acima da média que era suposto para a sua posição, porém deve evitar ir nas tangas do Marketing e procurar informar-se e não enfiar barretes. Embora isto de enfiar barretes, como o gajo do laço do Espesso, sucede muito e assobia-se para o ar, como provou o Artur Baptista da Silva que fez de qualquer periodista parolo da SIC e do Espesso o vexame do priodismo sonso com cara de idiota  vigente em Portugal.
 
Não quero falar do basalto, até por ser pedra de origem vulcânica mais própria das (nossas) ilhas e não do continente, embora em Portugal há sempre muita pedra para partir com os nossos ídolos de pés de barro.
 
Mourinho foi incensado pelos 50 anos cá na parvónia, mas em Espanha assinalaram o 1º aniversário da espera ao árbitro do Barça-Madrid da Taça do Rei na época passada, no túnel do Camp Nou.
 
CR7 chega a Guimarães e, helàs, ouve gritos de Messi, Messi, fica com a cara de derrotado das entregas de prémios a que assiste ao argentino e amedronta os periodistas, sempre reverenciais porque os directos e editores da treta usam a vara nas orelhas aos mal comportados e não patriotas, para não o importunarem com coisas que o incomodam mas não quer falar e desafia a quem esqueçam porque se não falarem é como se não exisitisse.
 
Entretanto, uma caterva de baixas leva o bentoinha endeusado também pelos pacóvios do regime e chamar uma catrefada de gajos novos, um deles acabadinho de ceifar adversários e de novo impune como é devido ao respeitinho da arbitragem perante os meninos do coro.
 
Melhor, há coisas do arco da velha que só não o são por o seleccionador não ser Queiroz, talvez... Acredito que Quim que o Benfica ao seu tempo quis metê-lo para o Mundial-2010 no pressuposto de vendê-lo com a valorização, ainda teria uma hipótese com o seleccionador actual e se estivesse no Benfica.
 
O Paulo armou-se a falar grosso, depois de cagar fininho por causa do jogo no Gabão mas acolitado pela tropa de elite de Lisboa. Depois de hostilizado o FC Porto no último amigável com o prestígio e o alcance territorial que teve, agora pede união em volta da Selecção. Entretanto, para não se suspeitar que protege os jogadores do Real Madrid Mourinho, garante que CR7 vai jogar.
 
Armado em palonço, como se mandasse alguma coisa na coutada de Jorge Mendes, o longo braço e Mourinho está sempre presente e o homenzinho teve de dizer que se impõe. O Real Madrid, que perdeu por lesão praticamente mia equipa na selecção espanhola ante o Uruguai hoje no Qatar, já tem folga que chegue e CR7 sempre pode fazer o frete de jogar meia parte. Como Pepe ainda recupera de lesão, o amigável de prestígio e alcance territorial com o Equador, que não vou ver, servirá para Coentrão ganhar ritmo que tem perdido com tanto banco em Madrid.
 
E de uma vez por todas calar-se-ão as vozes da desgraça discordância por tão abençoada gestão da Selecção. Os pés-de-microfone lã estarão para apanhar as canas.

Eu gosto muito dos tons de autoritarismo dos palonços de Portugal. Lembro-me do ministro da treta administrativa e interna que ordenou "um rigoroso inquérito" por o autocarro do seu clube ter sido apedrejado, esquecendo que autocarros de outros clubes haviam sido apedrejados.

É um país de palonços e vemo-los todos os dias. Eles julgam-nos a pastar enquanto o Lucílio Vigarista trata da organização das arbitragens dos jogos e os pacóvios da esquerdalha pornográfica e da matilha do espectáculo merdiático ferram o osso de um totó que passou como cometa no BPN mas está mais em causa na Fraude do que o Teixeira dos Santos de triste memória e seu mentor refugiado em Paris.

Os votos vermelhos do Benfica

Mas além de demonstrar a Ana papoila Drago que o BPI que ele dirige cria postos de trabalho e ela, nem o BE, não, Fernando Ulrich saiu-se com uma boa que mais desarmou a deputada bloquista que só se indigna com o politicamente incorrecto quando convém, como é norma na esquerdalha pornográfica de merda à portuguesa que julga ser tesa.

Ulrich disse que ela, deputada, preocupa-se com o seu salário de 60 mil euros mensais mas "não com o treinador do Benfica que ganha quatro ou cinco vezes mais do que eu mas não pode falar disso porque lhe tira votos".
 
Criou-se mais uma pantominice, neste carrossel de comissões em que os deputados querem mostrar trabalho sem respeito depois das poucas-vergonhas nas bancadas para lamentares, por causa das declarações, respeitosas e respeitáveis, de Ulrich sobre os sem-abrigo em Portugal aguentarem o seu quotidiano. Em tempos foi a Jonet sobre comer bifes e saber poupar. Noutras alturas mais indignados choram baba e ranho que é uma miséria saber que Portugal tem só 20% de pobres. Os pobres de espírito são aos montes.
 
Mas o somatório das desfeitas de Ulrich aos empertigados esquerdófilos de ocasião não é possível alcançar por não haver relatos totais e fidedignos do que sucedeu hoje na AR. Apanhei umas bocas apenas num telejornal, entre as quais a que cito mas, como se vê, dificilmente aparecerá na Imprensa.
 
Porventura os parolos julgarão ser o arrufo de um sportinguista em relação ao Benfica mas a alusão aos votos vermelhos é uma realidade. Xuxialismo, pedantismo, chulice institucional é em Lisboa e com os vermelhos. O Portugal pobre e miseravelmente ignaro vive disto, a Esquerda da treta vive disto, o Soares dos pobrezinhos e todos a chular o povo que dizem defener e nos trouxe onde estamos agora. Se não fosse a Troika era bonito vermo-nos gregos enquanto uma jovem socialista espanhola se pergunta num convénio com ex-ministros e madames como é andar em Cascais de carros de luxo e hotéis de 5 estrelas. Ah, mas o Seguro já apanhou a pobre Segolène depois de desquitada do Hollande que ele tanto defendia e até iaa correr ao Eliseu sorver as últimas dos novos amanhãs que cantam.

05 fevereiro 2013

O Barcelona de Portugal

Continuo sintonizado com Vítor Pereira, como aliás sempre estive (excepto na equipa menos boa eliminada em Braga, escusadamente, no que é uma responsabilidade total do treinador). Se o técnico do FC Porto disse, só agora li, que "o objectivo em Guimarães [para além de ganhar, penso eu] era jogar melhor do que com o Gil Vicente", então vai de encontro ao que não gostei na ronda anterior em contraponto com o que me maravilhou no passado sábado. Não é por mais ou menos golos, mas pela intensidade e foco absoluto no jogo, independentemente do resultado, do adversário e do campo.  Foi uma pena, entre lamentações de ordem mais material e de índole moral por artefactos arbitrais, que na Luz o melhor futebol não tenha ganho, mas o resto do campeonato vai mostrar, mais uma vez, quem é melhor e se situa ainda uma galáxia acima de quem se julga galáctico mas vai acabar a caçar o vazio vendo as estrelas bem ao longe.
 
 
Ficou-me, ainda, do que então ouvi na rádio no pós-jogo, do ex-benfiquista Alex a dizer que "O Porto está para o campeonato português como o Barcelona em Espanha", o que não só vem de encontro ao epíteto que desde o início da época colei ao futebol portista - e não como os arrivistas que só agora descobrem o que era palpável há largos meses e parecem papagaios como os que agora falam do BPN por factos laterais mas esquecem o silêncio manipulador e a nacionalização encobridora do tal buraco que agora se lamenta mas teve origem noutros tempos de totsalitarismo político - como, em especial, me faz confessar o que sentia quando, extasiado e ainda hoje boquiaberto com a exibição em Guimarães da qual nem lamento golo algum perdido e resultado mais amplo porque o jogo em si diz tudo e quem tem olhos anima a alma, pensava no que dizer após uma partida daquela qualidade.

 
Do "jogam comó caralho", ou "foda-se, não é possível jogar melhor", em português corrente, ao ouvir Alex na rádio pensei em espanhol para com os jogadores do FC Porto: "de la madre que los pario", que não tem o sentido pejorativo que poderia atribuir-se e é expressão corrente, por não significar ofensa ou ser malcriado, onde o Barcelona é rei. E por cá acho que a competição também é desigual...
 
Só não sei se o miserável relvado recauchutado do Dragão permitirá manter o nível.

04 fevereiro 2013

O Porto joga e o "Polvo" também

Olhem onde esteve o artista habitual e com quem vai jogar domingo o Nacional...
É impressionante o rol de estragos das encomendas  da arbitragem.
Na verdade, Portugal não está na lista, mas as coisas continuam a fazer-se por outro lado.
 
ACT: vi há pouco uma imagem de mais uma cacetada de um menino do Benfica, um que substituiu o Matic castigado. O bacoco Vasco Santos, já afamado árbitro do Porto pelos favores aos encarnados, também achou que no pasa nada e os procedimentos disciplinares ao Benfica são de outra galáxia longe dos morcões desta parvalheira cada vez mais mal frequentada.

03 fevereiro 2013

Fiquei sem palavras

Desde os Cincazero ao Benfica não me lembro de um jogo tão perfeitamente demolidor e vice-versa do FC Porto. Deu para repetir o 4-0 da 1ª volta ao V. Guimarães naquele que para mim era o arranque para o título. E foi mesmo. Foi espezinhar totalmente o opositor, que esperneou mas só a berrar, pedir faltas e cansar-se atrás da bola. Já temos o melhor ataque, igual ao do "nosso rival", mas isso é como os pontos, questão conjuntural. Os 4 golos fazem toda a diferença, no momento da liderança, embora atemorizem mais adversários tendentes a jogarem fechados, em casa e por força maior no Dragão.
 
Não tive palavras ao ver o jogo, nem tempo nem oportunidade para logo dizer alguma coisa. Quer dizer, ter tive, um bocadinho, mas pouco me iria sair, estava extasiado e trocaria o redundante (C)Ha, (C)Ha, (C)Ha por uma graçola qualquer. Não somos de euforias e o treinador mostrou toda a serenidade no pós-jogo: low profile, nem gritos de "munta fortes" ou bicadas tolas de vender banha da cobra. Perfeito mesmo. Do salto de girafa de Mangala ao igualmente feroz cabeceamento de Jackson, foi de um nível altíssimo a exibição num campo difícil e com uma equipa combativa que soçobrou sem se render, honra lhe seja feita porque se mais não fez, porque seria mentira dizer se mais não pôde, porque pôde só que não lhe foi permitido pelo FC Porto, foi por ser incapaz de esgrimir argumentos com o FC Porto, tendo tentado. É um 4-0 redondo, violento demais comparando com a apática formação contrária na 1ª volta. Este Guimarães quer jogar e tem jogado, não se entregou. Assim aprende a crescer e aquela malta nova só pode tirar proveito da lição.
 
Vítor Pereira tem a equipa no ponto, "como eu/gosto", diz e eu secundo. Tenho sentido a equipa mental e tacticamente fortíssima, muito confiante mas muito serena, dominando as emoções, não se precipitando, não arranjando sururu, não complicando.
 
A próxima jornada deve marcar mais diferenças. Maicon já está a preparar o regresso com golo na B, Liedson estreou-se mas nem liguei, preferi ficar com os bons sinais de Izmaylov e o arrebitar de Varela que serviu Jackson como foi servido por Castro, de bandeja na cabeça, na ronda anterior.
 
Como diziam os outros dos nossos rivais, depois de 12 golos em 3 jogos? E Jackson a mais-de-um-golo-por-jornada?
 
Bem, deste não pode o nosso rival dizer que andou atrás dele e alguém o levou para melhor sítio. Agora andam mesmo atrás dele fugido na lista dos marcadores. E se repararem no Mangala, temos tropa de elite.

02 fevereiro 2013

Bora lá conquistar isso

Vítor Pereira também é da minha opinião de que o campeão (FC Porto) será encontrado por pontos e não por diferença de golos, como preconizei esta semana. E admite que o FC Porto pode marcar mais golos, como também instei a equipa a fazer, cabendo-lhe confirmar essa supremacia de ter todos os parâmetros superiores aos do Benfica, como sempre, incluindo o melhor ataque, tal como a melhor defesa, mais vitórias e menos derrotas para justificar o título.
 
Magnífico. Pode começar hoje em Guimarães. E como os pontos são fundamentais, hoje só basta 1-0, mas se puder confirmar o triunfo tanto melhor. A inoportuna, porque estava a jogar bem, lesão de Defour vai alterar bastante o meio-campo e a condução do jogo, provavelmente com a titularidade de Izmaylov. As características do russo e do belga são diferentes, resta saber se implicará com a função de Lucho funcionar como 10, à falta de James, ou o tandem russo-argentino pela direita criará novos problemas aos adversários que sofrem com as variações de jogo do FC Porto.
 
Já preocupante me pareceu a evocação de Liedson do tempo em que deixou o Sporting. Admitir que ele não está ao nível em que saiu de Portugal para mim é sinal de alarme. Quando voltou ao Brasil ele mancava. De lá ouvi dizer que, já como se via por cá, se arrastava. A quarentena no Dragão pode recuperá-lo. A convocatória anterior era só para mostrá-lo no Dragão. Só me lembro quando um Rentería chegou e à minha frente, num jogo com a Naval em que Jesualdo o lançou, ele não podia com as botas... As dúvidas continuam mas se não for no FC Porto que Liedson arrebita não seria noutro lado. Continua a ser um estímulo para ele. Mas já vejo mais problemática que entre hoje no jogo, esperando que não seja por urgência e implicaria tirar um médio que é espécie algo rara na equipa.

01 fevereiro 2013

Quando o "feitiço" se vira contra o "carniceiro"...

E que dizer do que desvalorizam por alegadas ameaças de tentativa de suposta agressão como a do Mad Maxi?
 
Os pasquins e encartados do sistema assobiam para o ar. Em Espanha, a Imprensa da capital desvia as atenções da cacetada dos de Madrid e em Barcelona vão perdendo a paciência com a impunidade reinante. Em Lisboa é igualzinho.

E, contudo, tudo isto é triste, tudo isto foi visto, tudo isto é o fado deles todos.


O City, já eliminado da Europa sem uma vitória, de resto continua em grande com o ex-caceteiro da Luz: acaba de empatar 0-0 com o último e já está a 7 pontos do United. É só proezas.

Mercado pela hora da morte mas ao menos os ovos são baratos e dá para deitar fora

O mercado de reparação fechou e reparou-se/notou-se bem. Depois os adeptos não se queixam das compras. pois se andamos a comer muito sal, da estirpe dos novos jogadores de Benfica e Sporting, em detrimento do potássio, não há dúvida que a euforia do galinheiro da Luz aumenta tanto a reprodução ovícola que só por ouvir-se falar em "regresso aos mercados" e vislumbrar-se "a inversão do ciclo" pela recuperação económica, já andam alguns a estragar como se os xuxialistas já tivessem voltado ao poder com o António A. ou o António C. que aquela tralha vai dar tudo ao mesmo com a "austeridade inteligente" já abandonada porque o Seguro morreu de velho.
 
Eu queixava-me de que já há tempos via o Liedson a mancar, pelo menos com o trejeito, ainda estava a despedir-se do Sporting, mas o FC Porto preferiu um manco a sério ao Manco que chamei ao Janko perna-de-pau.
 
Mas o Sporting ia mais longe, recuperando um manco mesmo com historial em Alvalade, repescado o Niculae que se lesionara gravemente e nunca mais correu normalmente, ainda que tenham passado uns cinco ou seis anos para reaprender a andar, conseguindo até saltar de clube em clube quando eu julgava-o  morto e enterrado.
 
Contudo, sabemos como a vida é cruel e há egos acima da média. Que o diga o portento que alguém do FC Porto um dia vislumbrou no Marítimo, para lá de chatearem o guardanapo da Madeira. As "exigências" fazem com que o FC Porto pague a saída de Rolando, de provas dadas e que soube sempre rejeitar o joio do QPR para comer o trigo de Nápoles, com a manutenção de um peso-morto nas suas contas. Aos adeptos é irrelevante, porque não o vêem mesmo.
 
A penúria leonina, que de 3 pontas-de-lança "contratados" acabou com o mesmo Ricky van que os desejos de meia Europa não cobriram de quase tantos milhões como o Éder ou o Gaitan, dos gastadores de outros tempos também chegou à Santa Casa da Misericórdia do Porto que reabrirá novo lar da Terceira Idade. E depois de ver uma capa como esta só com gajos de cabelos brancos e da mesma tralha sócretina dá-me uma depressão que nem a venda das "Bimby" me alegra, ainda que entusiasme o tuga a comprar mais uma máquina lá para casa.

Se ainda fosse de lavar roupa para o novo jeitoso que se engalanava com camisolas do Benfica...