16 julho 2013

Bruma no Verão

A novela parece continuar, própria dos amores fátuos da saison, enquanto as equipas mostram argumentos dentro e fora do campo. Os leôncios de Alvalade parecem já pintainhos, ao lado das gaivotas sempre indecisas e imprecisas com o lastro do incompetente messias em que acarditam. Entrementes, parece que o assobio para o ar vai deixar cair uns perdigotas nalgumas cabecinhas manipuladoras pensadoras...
Também no FC Porto, onde uns teimam em ser cegos e seguidistas e outros subitamente aduladores da precária Comunicação do clube em que vêem revelações tardias de efeitos com prosápia mas nenhuma utilidade superior, subsistem as dúvidas sobre o modelo do novo treinador.
 
O 4x3x3 puro, anunciado por Paulo Fonseca e que aqui comentei pela perplexidade das premissas, já foi. Eu tinha dúvidas de facto, agora tenho certezas: teremos variantes, o que é bom e não "mau", parece que o estágio revelou a opção, prudente a vários títulos, pelo duplo pivot defensivo do meio-campo. Não vi jogos, mal vi os golos em resumos, não leio crónicas, só quero as ideias, porque nesta fase só há, ou nem há, projectos, apenas sintomas do que pode vir, sendo que o mercado, ah, o mercado!, está aí para derreter todas as cautelas. Apanhei algumas dicas por O Jogo no intervalo de uma semana e picos.
Há meses, numa crónica do campeonato, antevia a reformulação total do meio-campo, já saíram Moutinho e James e temos substitutos de qualidade. Parece que, afinal, Fernando fica, de novo. Ora, se o Polvo fica, não acredito muito no duplo pivot de médios ao meio. Fernando tem tentáculos para aquilo e está rotinado. Paulo Fonseca insistirá na sua tese? Para já, "vinga" o 4x2x3x1, repito por prudência em vários sentidos. Caso se confirme, depois comentarei. Há sempre variáveis (4x1x4x1, 3x2x4x1) e o modelo pode ter várias configurações. Mas ganhar 3-0 ao Marselha parece bom, independentemente de destaques dados a outros resultados, fruto da época. Ainda há gente para encaixar e mandar rodar, mas parece bom o caminho pela frente.

Quanto à comentadeirice serôdia, encartada e encomendada, retomada na vertente desportiva, no caos campo político (e por arrasto, Portugal todinho insano) que as tv's propagam à falta de fogos de época, o João Gonçalves escreve melhor do que ninguém, com conhecimento de causa e claras definições do que isto é, o Portugal dos Pequeninos.

ACT
1) Ah, faltava esta que pelo visto nem é nova e ainda não dera brado. Les bon esprits se rencontre...

1-a) E ainda, já agora que falamos do diabo...

09 julho 2013

A verdade (com João Alves) 15 anos depois

Podem brincar com a situação, João Alves até se engana quanto à final da Taça (não foi com o Beira-Mar, mas com o Braga) em 1998, mas quando diz que "até li no Record" que era a segunda escolha de Pinto da Costa isto quer dizer que, ao cabo deste tempo todo sem jamais ter voltado a cruzar-me com João Alves ouço da boca dele o teor da notícia em que então não acreditei.
 
Acabou por chegar Fernando Santos, rumo ao Penta mas também a uma série da falhas clamorosas (Hexa e Champions) apesar de mais duas Taças de Portugal. Podia ter sido Alves. Mas que foi verdade, pelo visto e ouvido, foi.

Assobio para o ar

Não só (confirmo, embora não pareça) tenho pouca apetência e disponibilidade para escrever como muitas notícias me passam ao lado ou eu, deliberadamente, ao lado delas. De momento importa-me pouco o Ghilas ou os mexicanos, quando a bola rolar a sério será outra coisa.

 
Do que vou vendo e ouvindo em zapping, ontem apanhei uma notícia mas não a vi desenvolvida em lado algum. A SIC noticiou o início de procedimentos judiciais, ao menos isso, sobre o caso do Apito Dourado de Alvalade, o dr. Rogério Alves ´já veio defender o ex-PJ e o seu clube, naturalmente, mas a coisa parece destinada ao silêncio. E, contudo, tratou-se de um acto de corrupção que os lagartinhos nem ousam sequer olhar: eppur, si muove...
Não é nem Apito nem se vislumbra que termine pífio como o outro, mas tem matéria dourada para brilhar por uns tempos.
Nenhuma edição online, ontem, abordava o caso. Nem respigando da SIC, ou a SIC tá muito má de audiências. O Reles Tavares, de resto, esquece tudo o que tenha a ver com futebol, só aqui há dias falou que a FIFA era culpada de dar o Mundial ao Brasil e de desatar a levantar os problemas viscerais do socialismo local, do Lula e sucessora Dilma muito apreciados pelos socialistas tugas.
 
Les bons esprits se reencontre... OU não, continua a assobiar-se muito para o ar sobre o caso PPC. Se fosse com PdC já era diferente mas pode ser que tenham um caso de condenação por corrupção e só dêem conta no final. Como nas novelas, só que esta tem enredo e trama montados há muito. Os viscondes que se cuidem e não se descuidem os editores das notícias convenientes para o efe-.erre-ah,ah,ah com o bruno do carvalho... 

08 julho 2013

Projecto de ouro

Não é por nada, mas obviamente reconheceu-se que, apesar de ter saído aparentemente e oficialmente e bilateralmente a bem, o treinador bicampeão nacional não recebeu, pelo segundo ano, o Dragão de Ouro. Ok, o penta de Andebol é bom e é Obradovic. Ao contrário do pós-diferendo com a saída de AVB, desta vez o anúncio dos distinguidos foi logo após a época terminar, devia haver alguma pressa e não deixar para o Outono o que pode fazer-se já...
Talvez por isso, embora certa malta seja muito distraída, tenha passado despercebido a distinção do Projecto do Ano. Aquele que tem tudo para dar errado e que ao cabo de uma época de futebol deixou a maioria, se não todos, dos "apaniguados" de pé atrás com o "projecto" sem reconhecerem o que defini como o Torto Canal. Só o Santo António das Antas daria tanta indulgência, nem o Papa Francesco que de uma abébia de simpatia à SIC à boleia de um... rabino fez a estação do Balsemão pensar que escapou à excomunhão extinção.
 
Mas o que me parece mais mesquinho, embora não surpreendente nas Antas, não é menorizar Vítor Pereira nem sequer "conjecturar" com o "projecto". Mesquinho é perceber uma ciumeira com a tv do rival bimbo que pode não valer um chavo em deontologia e tecnicalidades jornalísticas, mas comercialmente é um projecto mesmo. Enfim...

Vá lá, no que mais importa o mercado, para refazer e reforçar o depauperado plantel portista, está bem e a reconstituição da equipa parece fazer sentido, apesar de um ou outro jogador de contra-ataque e não desequilibradores para o 1x1 que vinha fazendo falta ante defesas cerradas.

A verdade é que o Torto Canal não sai do sítio e na tv dos bimbos já se percebe a importância de Moniz no xadrez televisivo porque ele bem disse que não iria fazer sombra a Vieira...
 

07 julho 2013

Teoria da conspiradragão

O FC Porto, nas duas vezes que pôde fazê-lo na Luz, não falhou: uma vez foi mesmo, com AVB, e na época seguinte o golo de Maicon sentenciou de alguma forma o campeonato.
 
Pelo que deve questionar-se se isto sucede por acaso ou a Liga não está a fazer tudo para dar um ímpeto de esperança ao Benfica.
 
As teorias da transpiração que obrigam a muitos devaneios e outros tantos cálculos, indicam que em 2013-14 a Liga acaba por criar mais um problema ao Benfica a ficar dividido entre dois objectivos: precisamente ser campeão no Dragão e campeão europeu em casa.
 
Pronto, a brincadeira é um exagero, mas como Jorge Jejum quer fazer como na época passada "ir às finais e ganhá-las"...

06 julho 2013

Jorge Jejum de barriga cheia e mestre de Aimar

O José Manuel Ribeiro sintetizou tudo muito bem. Mas o reparo deveria acompanhar a súmula da entrevista de alguém, como nos comunicados da casa, a tomar drogas ou a abusar do álcool, e não em jeito de editorial.




 
De resto, da forma como tem em conta Oblak à vaidade de poder ter feito de Aimar um jogador melhor que com o mestre da táctica poderia aprender ainda mais, a basófia ainda bem que se vira para dentro.
 
 
"injemonia" é como aquele miúdo que pedia dinheiro para os "amendoins" querendo dizer diminuídos mentais. Enfim, ganhe ou perca, e mesmo perdendo muitas vezes, é como aquele professor que usou a mesma roupa durante 40 anos para tirar fotografias.

Acho que até o puto Portas, alcandorando-se agora a vice-primeiro-ministro para ter ainda mais cagança e dar-se ar de importante e homme fatale (o "e" surge aí et pour cause...), sabe mais de conquistas com impacto do que o mister chiclete.

Mesmo o sindicalista profissional Nogueira é capaz de igualmente pôr o Governo de joelhos como Jesus e atrasar o curso da evolução da Escola e da Educação melhor que se deseja - matérias em que o treinador do Benfica chumbaria e mereceria as orelhas de burro de algum superior hierárquico...
Bem fica uma coisa assim mas muitos portistas reviam-se na hipótese mirabolante, tanto quando uma vez Socolari ou depois o Bentinho que asperge moral, de o bronco treinar o FC Porto.

De qualquer modo, mesmo nunca vendo, cada entrevista de Jesus remete-me sempre para episódios semelhantes de Monty Phyton Flying Circus. Ou do(s) Marreta(s).

05 julho 2013

Mais "estilo Barça" que nunca, mas sem Messi, sobram os interiores

Ora bem, se já se percebera a falta de extremos de qualidade - e só a ascensão de Varela na parte final estimulou o ataque ao Tritulo - e desequilibradores no 1x1 contra defesas cerradas, fazendo empastelar o jogo pelo meio, o sinal de alarme pode tocar já com o anúncio de que o futebol portista viverá de interiores e o 4x3x3 para manter dispensará os extremos. Foi o que li hoje em O Jogo respigando uma entrevista de Paulo Fonseca à Revista Dragões. Os princípios gerais são para manter com o novo treinador, mas se já não tínhamos Hulk e acabámos de perder Moutinho e James, dois interiores por excelência, a reconstituição do plantel trará ainda mais dificuldades antes das próprias perante defesas cerradas quando a bola rolar a sério.
 
Paulo Fonseca só falta dizer que também aprecia o futebol do Barcelona, como AVB e VP, o melhor do mundo mas com tremendas dificuldades pela falta de extremos - e de um pilar na área para quando der jeito - que só o inigualável talento de Messi disfarça. Como não temos Messi, ainda que possa recuperar-se o mini-Messi Iturbe, e porventura Quintero será mais James do que Messi ou Iturbe, antevejo problemas se é para jogar pelo meio.
 
Além de Jesus delirar com a "hegemonia" que diz o Benfica estar tão perto de alcançar como o Sporting de Paulo Bento com quatro segundos lugares, todos os treinadores adversários agradecerão o afunilar do jogo portista. O pessoal é que está de férias e está farto de outras conversas, mas quando cair em si e ver os jogos apertados no Dragão, e mesmo fora, sem abre-latas pelas extremas, bem, já se deve antecipar os assobios.
 
Uma coisa é certa: faz sentido o 4x3x3 para um avançado-centro como Jackson, mas parece fora de tom o 4x3x3 sem extremos: um contrassenso um impossibilidade material? A bota bate com a perdigota?. E para um jogo com interiores, bem, também nos falta Iniesta e Cesc Fàbregas pelo menos, para a coisa fazer sentido. Ou será mais um 4x1x4x1? Ou 3x2x4x1 aproveitando o desequilíbrio de um lateral enquanto na outra banda o outro lateral refreia um bocado o ímpeto ofensivo? Dar-se-ia assim corpo a um jogo postado no meio-campo adversário, com pressão alta permanente, como quer Paulo Fonseca. Sobre os interiores, está fora da minha compreensão. Porque Barça mesmo só há um, com aqueles jogadores que vão dando, agora, algumas dores de cabeça menos agradáveis por a fórmula já não ser bem sucedida como dantes.

04 julho 2013

Benfica já em pânico: acaba o campeonato onde cedeu o último ao campeão

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É certo que, apesar das propostas milionárias dos maiores mais grandes superiores acima do mais maior grande e alto que é o próprio clube, num corrupio incessante de vendas e mirabolantes facturações, o Benfica está no auge, como sempre, com cada novo reforço, a substituir as vedetas vendidas a cada dia fruto do seu incomensurável valor de mercado mais arrasador que um peido do Portas, deslumbrado tanto quanto a bolha com a grandeza do astro-mor, uff, onde é que eu ía, e prepara-se para dominar o próximo campeonato, mais a Champions que terá de vergar-se ao factor casa, pelo menos até à última jornada, a dúvida é se será a da 1ªª volta, com mais uma tenebrosa visita do Dragão à Luz onde o que costuma falhar é a dita mas não a rega e o regabofe das vitórias morais dos locais,  ou se na última porque isto vai ser jogado até ao fim e até ao lavar dos cestos é vindima pelo que não há bela sem senão e um dia não são dias a não ser quando os astros se ajoelham perante uma realidade maior, pelo que é de esperar até deixá-los pousar, como de costume e por hábito que vai sendo antigo e conforme ao ditado popular de aprender a rir só no fim e a não deitar foguetes antes da festa, de modo que o campeonato será trepidante, sem cessar como este texto, até terminar seja como Deus quiser desde que Jesus ajoelhe outra vez, ámen com acento atrás de vendido ou no meio de não saber se ler o jornal ou dar corda ao relógio, sendo que o princípio já é tumultuoso e o Porto volta primeiro a receber o Sporting na 1ª volta mas isso se calhar nem é notícia porque o que importa é o resto da vida do campeonato que fica pendente para desespero dos mesmos de sempre.
 
ACT: tudo normal, sem excitações, no online da pasquinagem lusa, em Lisboa percebem que a última jornada pode ser e o JN, palonço e retrógrado, só olhou para a 1ª jornada, daí que seja vulgar ensaiar o modo actual de ver Camões porque em Lisboa tudo é moda e concreto, sujeito a passar de onda e não se pode perder a oportunidade, vendo sempre ao longe mesmo que só com um olho...

03 julho 2013

Vítores II

Algumas consequências das saídas dos Vítores. Gaspar, afinal, não é o Gasparzinho fantasmagórico, a não ser para assustar e afundar o Submarino Portas armado em lacrau às costas do sapo a quem pediu ajuda para atravessar o pântano para picá-lo a meio do percurso. Gaspar demonstrou que o Governo deveria ter-se demitido uma e outra vez de cada vez que o Tribunal Constitucional deu princípios para o Povo comer e beber nos seus laivos de governança programática. Gaspar demonstrou princípios, goste-se ou não dele(s). Portas apenas um que usa todos os meios para sobreviver. A cagança idiota de Portas, já quando foi ministro do Mar (!?) e ainda assoberbado com o caso dos submarinos, diz bem com o seu perfil: nariz adunco e fachada de respeito para pôr em sentido, e não só figurado ou figurativo, Maquiavel.

 
A Sócrates não trocaria um pneu furado e de Portas não receberia uma côdea de pão com receio de estar envenenado, como sempre esteve a sua permanência no Governo e sempre em busca de lá voltar abraçado ao PS com quem o PP se identifica e com ele andou aos beijos e abraços desde o contorcionista balofo Fretes do Amaral. Os Chuchialistas podem fazer o número de vitimização e de demagógicas manobras de diversão à moda do Benfica. Os paladinos do "Partido dos Contribuintes" mostraram ontem o que são e ao que andam e o seu ímpeto de reformistas do Estado vale o que vale quando Portas, com a incumbência, se retira ruidosamente qual serpente depois de atacar com veneno na ponta das intenções. Um nojo que o sonso Gaspar, deliberadamente ou não, acabou de expor. Portas morreu politicamente e deve ser responsabilizado pelos danos causados, maiores nos mercados como logo se sentiu.
 
Não contava com esta, até pela prosápia do "sentido de Estado" do ex-ministro dos submarinos... Um farsante a quem caiu a máscara nesta tragicomédia da política à portuguesa em que, profissional como o "Princípe" maquiavélico, Portas personifica o que de mau há e nos trouxe até aqui e sem alternativa à vista para endireitar o barco.
 
Pereira, de cuja entrevista não vi alguém debruçar-se sobre significados e conteúdo, confirma-se que saiu como derrotado apesar de aureolado como bicampeão. Já nem me interessa se o espicaçavam os duelos com Jesus, um pacóvio no altar da crendice saloia que faz manchetes de pasquins desacreditados e, à imagem dos figurantes da cena política, nunca há-de elevar o (seu) nível. Muito menos me alegra que Vítor Pereira venha dizer, passado todo este tempo, que Liedson chegou mal fisicamente, e muito pouco melhorou, ao Dragão em Janeiro. E, pior, percebendo, agora (?!), que Liedson não era o dos tempos do Sporting que, como então escrevi, lembro dos últimos tempos a mancar, e não a marcar, por Alvalade. Pereira surpreso? Que dizer da sua ingenuidade, para não falar ignorância, em antever a resposta do Levezinho resgatado a um dolorosa e incógnito fim de carreira? Eu queria era saber quem o chamou, quem viu nele uma alternativa a Jackson (fisicamente e até para inserir-se num modelo de jogo que nunca agradou a Liedson)? E, ao contrário da garantia do médico Puga, ninguém de bom senso, e com verdade em vez de sofismas, Liedson não chegou apto nem de longe, mas clinicamente foi caucionada a sua contratação com o desastre que se conhece. Mesmo que acidentalmente tenha participado no Minuto Kelvin do Campeonato.
 
As notícias dos últimos dias, que tenho apanhado no ar quando em viagens, motivaram-me para isto. Ontem, mais desprevenido e até pasmado fiquei. De resto, participei numa cerimónia em que, imodéstia à parte, fui um dos homenageados e no cocktail lá estavam uns melões a adornar as mesas dos acepipes. Não sabia que tinham sobrado do Benfica...
Por falar nisso, e juntando à cena política tuga, bem vindos à confusão: a Croácia à UE, as equipas a trabalhar com reportagens miseráveis e parolas no Seixal como uma oficina de automóveis de ostentação e o mercado serôdio de que um dia destes vou abordar.

01 julho 2013

Vítores

Gaspar afastou-se, Pereira também. As reformas do primeiro mal saíram do papel, queixando-se de forças de bloqueio mas aceitando a incapacidade própria de começar a tempo e horas, a bem dizer mal pegou no leme. Continuamos a pagar por isso. O segundo também herdou uma situação dificílima mas cedo teve a percepção do que era preciso: valeu-lhe não haver forças de bloqueio e ter um Hulk para ponta-de-lança "sem o qual não seríamos campeões".
 
Segui atentamente o percurso de ambos. Nas despedidas, acredito agora mais no primeiro a confessar a sua incapacidade e atavismo próprio. No segundo, a expressão de pensar num ambiente familiar na Arábia Saudita diz logo que ele não imagina o que é ver uma tv mais esquisita do que em Lisboa e pouco divertimento para a família. Logo, não me convencem as razões da saída e muito menos as da escolha pelo clube de Jeddah.
 
Gaspar sai como derrotado mas merecendo confiança e até alguma estima. Pereira sai como vencedor mas a esbanjar logo o capital adquirido ao ponto de dar pena.
 
Não contava nem com uma coisa nem com outra. Nem sequer após mais de um ano sem o consultar, por ser redondo e vagamente útil e, pelo que vejo, sem alteração alguma numa net sempre a sugerir mudanças, este recurso ao Maisfutebol, mesmo que por terceiros, me deixa alegre, nem sequer pela surpresa de o exclusivo escrito ter sido este. Esperava o bate-papo na TVI que lá se deslocou (consta que à boleia do sheik e não com cheque próprio) e mostrou uma imagem do técnico a verificar (a cor) o relvado (como acima, em Alvalade, em Riade costumam pintar de verde a superfície de jogo, o dinheiro não garante a relva viçosa...).
 
Se este calor abrasador nos afunda, as razões dos dois Vítores acho que me desanimam, porque esperava mais de ambos. E todos ficam a perder. Apesar dos erros de Gaspar, a Governação em geral é mais polémica do que a antipatia que o das Finanças suscitou. Igualmente mal-amado do seu público, incompreensivelmente, Pereira a alguns já deixa saudades e temo que sentiremos isso mais adiante. Os "milagres" feitos por ambos em condições dificílimas mereciam outras "despedidas". Esperemos que rapidamente não se dê pela falta de ambos, em vez de tolos regozijos que néscios sabem cantar à falta de melhor fazer.