16 novembro 2013

Como criticar um jogo de Selecção na África Equatorial?


New York Times, Boston Globe, The Guardian, Le Monde... La lista es inacabable. La prensa mundial se extraña o más bien se escandaliza de que España haya aceptado un amistoso en Guinea Ecuatorial, dadas las condiciones de aquel país. No puede extrañarnos, porque este partido no se debería haber concertado. Ha sido un descuido en cadena de la Federación y el Gobierno, que no han tenido el punto de sensibilidad necesario para prevenir que esto tenía que pasar, sí o sí. Y si, como hizo ayer Villar, prefieren no dar explicaciones, es porque saben con certeza que está mal hecho

Por cá sabemos como, há um ano (14/11/2012), os pasquineiros sem eira nem beira trataram a crítica de Pinto da Costa ao Gabão-Portugal.

Entretanto, Portugal ganhou à Suécia com uma excelente 2ª parte e Ronaldo a marcar.

Mas CR7 já tinha feito questão de ser notícia porque não vãi à Gala da FIFA. O pretexto, já o sabemos e foi logo perceptível.

Agora, podiam explicar a razão de já na época passada não ter ido à Gala da FIFA?

Até os espanhóis percebem... E os das apostas não ligam a estados de alma.

15 novembro 2013

Trabalho de casa atrasado (até no site...)

Sem (muitos) comentários. Fi-los todos antes de começar a época e mal o treinador abriu a boca para dizer ao que vinha. A confusão dos últimos meses só teve um responsável. Bem me pareceu. Não admira que um tipo tão lento a pensar no banco demore tanto a procurar uma alternativa que, em princípio, devia integrar "embeded" o seu trabalho. Vítor Pereira podia não mostrar sistema alternativo, mas era ágil e até brilhante na hora de decidir no momento.

Com trabalho de casa igualmente atrasado, parece, li por aí, nem imaginava tal o contentamento da anterior inauguração pelos aduladores acéfalos do costume, que hoje estreia-se um novo site do FC Porto: um clube sem Comunicação, para o exterior e a começar pela organização enfadonha dos jogos sem alma de espectáculo, falho de ideias apesar de rodeado de tantos "amigos", alguns de quem se dizia mal no passado e que ouvi de viva voz quem de direito para tais críticas. Os crédulos - sobre o novo site que é a imagem de quem anda por lá nestas andanças e de cujo futuro e utilidade duvidei ao ponto de raramente lá ir e já nem me lembro a última vez que o consultei - babam-se com a inovação e já confiam confiarão será de arrasar. É só um pormenor porventura isso aparecer numa altura de paragem competitiva, a dizer só por si da oportunidade da coisa, mas pelo menos deve dar para meter as imagens da inauguração do Dragão, faz depois de amanhã 10 anos. Os crédulos, entretanto, continuam a ruminar em silêncio as "desvirtues" do Torto Canal e este, que vi por acaso, ainda esta noite, é um exemplo - e nem sabia da opinião do presidente - de como não saber onde e como se está: nem seria como o presidente via nem como é, uma chachada como a outra mas de maneira diferente porque tinha de ser. Vão esperar mais uma geração de portistas dedicados e competentes em Comunicação e Jornalismo para, quando já estiverem mortos, alguma coisa aparecer na TV - projecto que também não augurei grande futuro. Mas ao menos têm o Museu para alegrar - ainda que quem tanto dele falou, fabulasticamente, ainda não tenha contado como é se já lá foi, a bluegosfera deixa tanto por dizer como os planos alternativos do Paulo Fonseca. E tal como as observações, discretas, tímidas e insípidas por inconveniência e insuficiências próprias, a espaços feitas ao Torto Canal, também mal se alinhavaram avaliações pertinenses e correctas ao futebol de Paulo Fonseca (diferente do do FC Porto, note-se).

O Museu ainda hei-de ver este ano, só para confirmar se é verdade aquilo da foto do Papa...
 
Da Comunicação, de novo o paralelo com o Governo, só ao nível da mediocridade antes e da ausência agora do Poio Maduro e o que caiu na Lomba dos acontecimentos, que é o que sucede a castigar apenas o voluntarismo... E se querem saber como um portista se move nos meandros digitais, embora não o aprecie como blogger nem ache bom o Aventar, fiquem com esta impressão da Visão de ontem com um "consultor de Comunicação".  E, já agora, do enquadramento em Estado Sentido...Só de lembrar como o FC Porto teve a LPM ao serviço e aparentemente desfez-se dessa agência com "receio de Lisboa" confessada pela própria (notícia do Expresso), até o próprio Luís Paixão Martins, como então publiquei, vir denunciar-se como trabalhando, anos depois, para o FC Porto...
 
De resto, apesar das observações (como sempre) in illo tempore aqui deixadas, não deixo de me rever no que o Bruno Sena Martins escreve aqui, de forma lamentavelmente intermitente:

Paulo Fonseca
Na minha relação com o F.C. Porto 2013/2014 domina, para já, a apatia de quem se percebe a salvo de emoções extremas.
 O Porto de Paulo Fonseca ainda não foi injustamente acossado para que o chamamento à sua defesa me confira mínimo estímulo para insultar os seus detractores - como aconteceu com Jesualdo e Vítor Pereira (Paulo Fonseca teve direito a estado de graça e, pese embora o buraco negro imposto pela transferência de Moutinho, pese embora a habitual histeria do adepto de futebol, a crítica tem sido proporcionada).

Ainda não me cativou para uma qualquer ideia futebolística ou discursiva que me violentasse às alturas de uma entrega passional, nenhuma adesão a uma "sensibilidade estético-política" - como aconteceu com Mourinho, Villas-Boas e, mais recentemente, na prefiguração do minuto 92).

 Ainda não foi tão contra-intuitivo, absurdo ou inepto que me fizesse desejar uma destruição criadora - como aconteceu com Co Adriaanse, Octávio, Fernandez, Couceiro ou Del Neri.

 Enfim, agradeço a Paulo Fonseca, nestes meses, a serenidade de uma vida destituída de paixões. Não que o possa culpar por tudo.

14 novembro 2013

Entretanto...

Record assegura ser de 2,4 a nota de Roubarte Gomes no clássico capitolino. Uma das piores da época, acrescenta-se...
E também só agora à noite vi: o CM também avançava com 2,9.
 
Notável, esplendoroso e louvável é o jornal que exaltou o resultado em nome dos dois penáltis por assinalar (eu só vi um, mas prontos), na mesma capa do jogo, voltar a dar uma notícia que, a ser acertada, é um exclusivo no pequeno espaço onde deixou no domingo os dois penáltis por assinalar para valorizar o espectáculo. Agora, precisamente, valoriza a "montra" leonina para deixar menos exposta a nota que, ao jornal, parece causar incómodo, afinal...
 
Deve ser, para os pasquins, o mesmo que sair da recessão. Vão ver o espaço que amanhã os chamados OCS vão dar a isto que deveria alegrar todos, mas parece que alegra como se tem visto com o crescimento das exportações e a diminuição do desemprego... Há funerais mais alegres mesmo.
 
Sobre as notas dos árbitros, que alguns portistas devem ficar perplexos como se sabem quando muitas arbitragens de jogos do FC Porto ficam sem saber-se como foram avaliadas, pode parecer, se não é mesmo, que deixam satisfação por serem baixas. De algum modo fica comprovada a má actuação do árbitro.
O problema é que, como em muitos outros casos de Paixão pela arbitragem, as notas são baixas mas o árbitro não é rebaixado de divisão com frequentes más notas. Roubarte Gomes é dos mais viciados árbitros protectores do clube de Benfica e não devia ter contemplações.
 

Benfica vai assumir a pasta da Arbitragem...


... e o Sporting queixa-se à Comissão dos Direitos Humanos da ONU.
 
Isto enquanto cá move-se tudo para ver o vídeo em FM e AM, ou seja Fora de Mértola e Antes de Mértola...
 
E já todos esqueceram que aquela de Mirandela que posou para a Playboy já casou e teve um filho, que era mesmo o que buscava com tanto protagonismo. A Carolina tentou o mesmo golpe mas meteu-se em fruta estragada e a Cicciolina também lá se tornou mãe e mulher de casa...
 
No Brasil para despedir uma professora nem é preciso sexo na sala de aula. Giro é ver o que as pessoas acham ser a profissão da moçoila ali à beira deles...
 
Agora, a curiosidade é o que faz o video dos bimbos da tv dos bimbos face ao golo de Kelvin aos 92' ao lado das pesquisas por vídeos de profs a darem aulas avançadas na sala de escola estruturada.

Moral da história: nem o facto de ter tomates - o que é bem diferente de Cunhal ter-se formado ainda na prisão da PIDE quando no Gulag de Stalin apodreceria incógnito e serviria de repasto a lobos siberianos - não é sinal suficiente de coragem e reconhecimento.  Até as "Pussy Riot" o dirão e uma delas já paira na Sibéria para arrefecer entusiasmos juvenis...

13 novembro 2013

Se é pelo materialismo dialético, o que seja, ainda bem!

As pantominices da pasquinagem têm animado o panorama portugalístico da bola e ainda não vivemos as emoções do Portugal-Suécia, assim como voltam a passar-se dias e dias de cada concentração da Selecção sempre com os rapazes do Real Madrid desgastados por qualquer coisa.
 
Entretanto, surpreendido pela implosão impreivsta, lá fui ver um blog que visceralmente está nos meus antípodas como, diz ela, a Raquel Varela feita criacionista a discutir números quânticos com um físico. Atenção: tão coerente como um benfiquista mas seguramente mais bem escrito que os cão municados da "instituição" a cargo do arcanjp Gabriel. E não é que, com tanta gente a desertar provando que o unanimismo comum à Esquerda, tão "patriótica" quanto "selectiva" e até "elitista", normalmente "sulista" mas absolutamente antiliberal, pode ser desfeito se se abusar, ao que parece, do delito de opinião, algo massacrante naqueles recantos ideológicos de uma idisoncrasia metafísica e, acredite-se, loucamente endoidecida.
 
É que, para despedida, uma moça saiu-se com uma espécie de ~se não os podes vencer junta-te a eles~que eu não percebi puto mas certos discursos sempre me causaram tanta comichão como fizeram confusão. E, enfim, reparei que ela retira-se, não decerto por infeliz coincidência, que não conheço nem ela nem "elas", talvez contra um "11 de Março" mas ajustadamente seis meses depois do 11 de Maio que evoca, presumo, triunfalmente. O certo é que até o Kelvin reapareceu por estes dias e nem havia nevoeiro, ao invés a chuva deu lugar a céu azul e sol resplandecente próprio dos amanhãs que cantam.
 
Pois revemos, num blog vermelho até ao tutano, o Minuto Kelvin da forma mais imprevista que só o http://blog.5dias.net/ ajudaria a abalar as minhas convicções, que eu não sou "institucionalista", ou "reacionário" se quiserem, como o malfadado Tribunal Cunhal Constitucional.
 
Andava eu literalmente às aranhas com os vetustos comentários e hagiografia espampanante do "velho Álvaro de cabelos brancos", num vómito nacional-propagandístico originado nas emissoras RTP e A1 do regime comme il faut e bem secundado pelos privados lambe-botas sempre receosos do assalto ao poder dos Enérgicos Esquerdistas de tanto assento e voz terem mesmo nas antenas dos "capitalistas", e deparo com a exaltação do ~quem luta nem sempre ganha mas quem não luta perde sempre ~ pois nunca pensei ler uma lição destas a propósito do faz-de-conta do Benfica no Dragão a 11 de Maio e até tardei dois dias a celebrar os seis meses desse golpe divino que aqueceu o coração do Dragão e ajoelhou o majestático Jorge Jejum.
 
É que ia escutando coisas mirabolantes como aquela, ouvi na A1, de uma entrevista de uns meninos, em 1981, ao "camarada Álvaro", o exaltado-elogiado-celebrado em cujo centenário do nascimento - como se tivesse surgido do alto das montanhas como na dinastia norte-coreana e abençoado por mineiros em vez de garças e acolitado por tanques em vez de cravos - coincidiu a morte do "fassista" Jorge de Mello - essa coisa monstruosa que fundou a CUF e até fez uma equipa gira que dava cabo da cabeça ao Porto nos anos 70 que eu vivi - que ergueu um império que os acólitos do Álvaro deitaram abaixo e, last but not the least, se discute em Braga se se apeia o cónego Melo ou mantém a estátua garbosa de um alegado terrorista que não o foi menos que certos otelos das Brigadas Revolucionárias livres de impropérios e rótulos atribuíveis aos da Extrema-Direita e livres também da prisão apesar das mortes causadas em atentados bombistas.
 
Uma das coisas que escutei foi, nessa conversa, a coisa mole das criancinhas entrevistarem o velho Álvaro lá pela Margem Sul e arredores que de Rio Maior para cima - felizmente pelo próximo 25 de Novembro e um General Eanes tão destemido como o outro Pinheiro "sem medo" de Azevedo disposto a fazer greve como governante como hoje os juízes fazem (a 25 de Novembro, helàs!) de tão maltratados e não por os pressionarem a esclarecer os Fripórs e os Sabmarins - não passou a reacção comunista que teve a última tentativa de afundar Portugal de vez e criar uma República Socialista Soviética qual Nagorno-Karabakh distanciada do território da Mãe Rússia.
 
A ideia do velho Álvaro com as criancinhas fez-me lembrar - não do desfazer do mito de os comunistas comerem criancinhas antes dos socialistas da Casa Pia, ainda que o "tio Alvaro" tenha deixado a filha à guarda de um Komsomol qualquer a bem da Nação e pela purificação garantida da raça - do quadro, a foto, do feroz Stalin, o homem de Aço, com uma rapariguinha achinesada, cazak seguramente, ao colo, sem que o ditador diabo se enternecesse - tanto é que os pais da menina lá acabaram no Gulag siberiano.
 
Isto das teorias marxistas e dos princípios engelsianos do materialismo dialético, confesso, dão cabo de mim, seja pela surpresa do 5 Dias seja pelo golo do Kelvin, seja pela beatificação tardia e contranatura de um facínora convicto hoje adulado pelos "democratas" que se vêem diariamente na tv também eles bajulados por jornaleiros avençados principescamente para poderem "quebrar os dentes à reacção" e afundarem a credibilidade informativa tuga no circuito fechado da "Imprensa de sarjeta" cujo veículo ideológico de Esquerda não se quebrou nem ao som de bombardeamentos de faustosos livros de cheques para directores obedientes quais capatazes de minas esgotadas e "Stakhanovistas" como propaganda e marketing das "Matryoshkas".

12 novembro 2013

Taça sem surpresa alguma

Como eu disse no resumo do clássico para o desportivo e o recreativo, no dizer de um amigo meu, se entreterem, o Patrício volta esta semana à Luz. O Rascord diz que ele até já ganhou ali um jogo do play-off (à Bósnia, suponho). É aquele estado de espírito tuga inabalável pois quem canta seus males espanta.

Manha dos Casuals


Isto da ideologia é uma merda, porque é atribuída uma "intenção" com base num histórico de apreciações e "rótulos" confusos, mas amiúde é mais visível quando os "ideólogos" são outros e esses parecem desculpados da sua idiossincrasia. Portugal tem um lameiro de opiniões e uma "calimerice" de fazer chorar as pedras da calçada: parece, porém, que em Lisboa o Costa do castelo quer desamparar os passeios da antiga calçada portuguesa, algo como algum "benemérito" portuense fez, sem beliscar a fama de arquitecto, ao tornar cinzenta a Avenida dos Aliados. Chinesices...
Reaparece a dicotomia lisbonense, por nãos ser possível viver de bem com Deus e o Diabo. Em nome do "Desportivo" e do "Recreativo", como diz um amigo meu, trocam as capas os dois emblemáticos pasquins lisbonenses. Vão dando uma no cravo, outra na ferradura. O ridículo e pouco informativo processo de auto-aniquilação raia o absurdo, enterrando-se ambos na falta de credibilidade e competindo pela tontaria mais original. É uma competição à parte.

Parece que não houve nada, nem dentro nem fora do campo. Acontece ser sempre assim em certas "franjas" da sociedade e da informação.
Entretanto, depois da "REVOLTA", pouca expressão à dita revolta em forma de comunicado leonino. Manha apenas? Bem, quem tiver memória e lembrar o escrito assim como "Artista do Dia"
"Aliás, para verem o caráter deste senhor, sabem qual foi o tema da sua coluna semanal no Record (na altura ainda não era diretor) imediatamente a seguir ao Benfica - Sporting do "limpinho limpinho"? Os benefícios de arbitragem que o Porto estava a ter. Em relação a João Capela nem uma palavra. De bons espíritos estamos conversados.

Depois, o o Benfica falar dos comunicados do Sporting quando ainda ecoam o "Proença nunca mais" e "limpinho, limpinho" nem é bem a mesma coisa de o roto falar ao nu: quem está nu és tu. O Sporting pôs-se a jeito e parece que não ganhou com golos em fora de jogo e não beneficiou de penáltis por marcar contra si, nomeadamente com o Benfica em Alvalade.

O benfica comporta-se como a pianista que em tanto exercício fez ruído a incomodar a vizinhança... Mas esta andou a tocar o bombo por sua vez. Mas nisto de atrasados mentais fala quem sabe.

É assim mais para o jornalista que se diz agredido e queixa-se em tribunal. Um jornalista despedido de uma empresa de rádio por influência de um clube à porta do qual fez críticas ao presidente desse clube, denunciado por um funcionário e fanático desse clube e agora servir a tv desse clube. Digamos, um que se põe a jeito de ir logo a seguir a tribunal sob acusação de bater nos filhos e presume-se que divorciado a usá-los por vingança conjugal tal a desfeita.

Ou, mais prosaicamente, divagar como teria sido comemorar o 100º aniversário do nascimento would be de Cunhal caso realmente lhe tivessem permitido in illo tempore fazer o que lhe estava no sangue.

Ah, sobra ainda aquela do comerciante assaltado levado a tribunal pelo ladrão ao qual deu uns tabefes e maltratou sofrendo agora um pedido de indemnização.

Só falta algum director de Pasquim dito desportivo elogiar o FC Porto pela passividade a fazer comentários que impliquem a arbitragem. Aí cairá o Carmo e a Trindade. Mas é algo nunca visto, só imaginado.

11 novembro 2013

Os defeitos e os contrafeitos

É curioso como jornais e bloggers viram o jogo do Porto em Guimarães. Os defeitos, para muitos na bluegosfera, estão lá todos. Como se o Porto não tivesse jogado diferente dos últimos jogos. E como se os tais defeitos não fossem pelo menos neste blog apontados desde o início, ainda antes até de a bola rolar. Mal Paulo Fonseca abriu a boca para a sua nova era, numa entrevista aos canais de informação do clube que O Jogo publicitou, apontei logo problemas de princípio. E nunca poupei as reservas que os jogos vinham demonstrando de modelo errado para o futebol portista.

Nos jornais, além de estamparem as suas preferências com a nuance de O Jogo ter sempre uma capa diária distinta em Lisboa e no Porto, o que os outros estupidamente não fazem, o Rascord lembra-se de assinalar a expulsão de Mangala. Na economia do jogo não teve impacto, no futuro também não terá a não ser a ausência certa frente ao Nacional no reatar da Liga. Para mais, uma expulsão mal feita, nem acho sequer que foram justos os dois amarelos que o francês viu mas ele paga por uma "imagem" que lhe colaram e pelos bestuntos dos idiotas árbitros tugas como Jorge Sousa, ríspido com os portistas e meigo com as terraplenagens de André André e Leonel Olímpio (de resto já perdoadas no jogo europeu com o Bétis, nunca vi, nem em Javi Gardia ou Matic, médios fazerem tantas faltas sem verem um cartãozito).
 
Já A Bolha assinala o fim do jejum de Jackson, como se tal não resultasse, para mim, do mais escorreito e definido futebol portista a servir o ponta-de-lança, o que traz à tona a emergência do reencontro do FC Porto consigo próprio, a sua filosofia e o seu estado de arte e de espírito. Eu já tinha saudades de ver a equipa assim, embora não tenha sido brilhante. Mas não embandeiro em arco, pois não sei o que vem a seguir e registo que pode ser prejudicial a paragem da Liga pois era bom ver se o jogo de Guimarães tinha sequência.
 
Lembro-me dos 4-0 da época passada num jogo de brilho máximo que, depois, teve um empate caseiro com o Olhanense e uma série de jogos pouco conseguidos, ainda que marcados por muitas ocasiões de golo não aproveitadas, incluindo os dois penáltis de Jackson com Olhanense e Marítimo.
 
Mas sem nem antes a bluegosfera percebeu como definhava, e não encontrava as razões do afundanço, o futebol portista, também não esperava que agora desse conta da melhoria. Num estado letárgico, consequência de mau jornalismo crítico na Imprensa e das suas debilidades inatas que o voluntarismo não disfarça, alguns portistas que se atrevem a escrever por conta própria, aqui e ali quiçá sujeitos a "verificação" e conselhos de amigo de outras esferas discretas mas perceptíveis, parece que ninguém se entusiasmou com a vitória clara, inequívoca e bem alicerçada em jogo e ocasiões de golo. O desfasamento com a realidade não é só da equipa, quando compromete em jogos impróprios, nem sequer do que se comenta na esfera político-social.

Há sinais que ou não se entendem ou nunca serão entendidos. Sinal dos tempos de confusão e pouco discernimento. Ao menos que a equipa tenha encontrado o seu. Como vinha dizendo nos últimos tempos, minimizando o que os números vinham dizendo também da carreira da equipa, ainda bem que assim é. Para o que vinha sucedendo, consegui passar um jogo sem sobressaltos e estou muito satisfeito com o que o FC Porto voltou a ser capaz de fazer em Guimarães. E eu, afinal, posso ter sido o primeiro, mas não sou o último (resistente) contrafeito.

Li, entretanto, em O Jogo a crónica do Carlos Machado. Percebi um ponto, que terá melhorado e já aqui tinha suscitado comentário, a respeito dos laterais. Já anotei por aqui que os laterais atacavam bastante mas em conjunto, desguarnecendo as posições que o adversário aproveitava. Ora, segundo a crónica, outro aspecto correlacionado terá sido compensado agora e, confesso, tenho certa dificuldade em perceber muitas coisas por um streaming num ecrã de pc onde não dá para ver tudo, além de várias interferências. Pelo que é relatado, Defour fechou mais no meio e deixou a esquerda para Alex Sandro subir.

Bem, eu acreditava que Alex Sandro e Danilo subiam mas essas subidas não eram compensadas e os corredores protegidos. Havia aqui uma deficiência grave, se os médios não cobriam tinham de ser os centrais a acorrerem às alas, abrindo mais espaços no meio que, por sua vez, os médios centrais não tapavam também. Toda esta descompensação defensiva, se é permitida a expressão futeboleira, resultava em muito perigo que dantes não existia. Acontece que Alex Sandro, em plano inferior ao do ano passado e até em comparação directa com Danilo que tem estado bastante bem (e muitas vezes referi aqui ser o "flop de 20ME"), tem estado desastrado a definir a sua jogada: passa ou finta e invariavelmente faz as duas coisas mal, levando ao contra-ataque do adversário e a compensação urgente nesse lado.

Foi, portanto, tudo isto que tenho apontado nos diversos jogos mas, conta Carlos Machado, parece que surgiu corrigido. O que é bom, a equipa percebeu os erros ainda que a bluegosfera mal se tenha dado conta disso, porventura a Imprensa não trata devidamente dos casos e a coisa fica indefinida. Mas tudo resulta, por fim, como sempre dei conta aqui e por múltiplas vezes, da má gestão de Paulo Fonseca.

Noto mais um pormenor que os desatentos não perceberam também: Lucho felicitou Paulo Fonseca, bateu-lhe com a mão no peito como a dizer: tás a ver, fizeste bem e as coisas saem melhor. Acredito que os jogadores chamaram o treinador à razão, este deu o braço a torcer e o Porto coeso e funcional da época passada poderá ter começado a funcionar. Se for assim, e os próximos jogos provarão isso ou não, tudo entrará nos eixos, eu deixarei de "dizer mal" e o FC Porto poderá mostrar a solidez de campeão que agora os outros "renitentes" recusaram ver. Podem estar desconfiados, o que é natural: eu sempre estive, mesmo nas vitórias nunca fiquei convencido e ainda com o Sporting referi isso.

Mas não ver o que mudou, só um cego. Infelizmente, não faltam cegos por aí em tudo o que é análise ao estado das coisas que desanimam qualquer um em Portugal.

Aliás, depois de se falar, no Portugalório insano e costumeiro em que os jornalistas parvos se deixam enredar  com Artur Batista da Silva exemplares aos montes, hoje fala-se da Educação, das Escolas e dos Rankings, mas não pela evidência dos problemas, antes negando as soluções e escondendo a realidade assustadora de notas médias muito abaixo do exigível, seja público, privado, bem ou mal a nível socio-económico.

10 novembro 2013

Até parece fácil quando treinador e equipa deixam-se de devaneios inconsequentes

Recapitulando do jogo da Rússia aí em baixo:
 
"Já os centrais, devem ser terminantemente proibidos de iniciarem jogo. Devem fechar os olhos e chutar prà frente (...) Tem duas vantagens: não se espera que dos centrais saia um passe em condições, pois Otamendi e Mangala não acertam um; e os centrais deixam de ser pressionados como têm sido e como têm sido desarmados.
A peregrina ideia de esperar jogo dos centrais, para mais sem se esperar que os adversários os deixem à vontade, resulta em que o meio-campo adianta-se, o ataque põe-se ainda mais longe e, invariavelmente, como a bola se perde atrás e a equipa está balanceada para a frente, o adversário cria perigo sem querer, recebendo as prendas dos centrais portistas"-
 
O FC Porto começou por fazer isto em Guimarães: logo de início não se viu jogo dos centrais para o qual a equipa devia esperar. Os médios, Fernando e Defour, não avançaram para deixarem o vazio entre eles e os centrais. Estes, sem cerimónias, não tiveram a bola tempo suficiente para serem pressionados e não perderam bolas estúpidas para criarem ocasiões de golo do adversário. A bola saiu mais redonda dos médios para a frente, o que fez a equipa, menos esticada para diante, parecer mais coesa, ocupar os espaços devidamente e não deixar uma imensidão entre linhas e entre jogadores da mesma linha, especialmente pelo meio. A catadupa de ocasiões foi natural e o resultado também. Estive sempre tranquilo desta vez.
 
Até Fernando teve possibilidade de desmarcar-se na direita e receber um passe de Lucho, mirar a área e a baliza e chutar intencionalmente para um golo brilhante.
 
A pressão foi mais efectiva, com a equipa mais agrupada, menos distendida ainda que sem perder a noção da área adversária. Foi mais o Porto coeso, determinado e sem falhas, da época passada, sem perdoar devaneios do adversário em vez de criá-los a favor dele. O 2-0 surgiu quando podiam estar quatro, Mangala merecia melhor na bicicleta, Jackson teve mais jogo e mais remates perigosos nesta partida do que no total das quatro partidas em que não marcou porque raramente teve jogo.
 
Digam lá se a equipa fazia algo parecido com isto e se, fazendo-o assim de forma contundente, pode dar hipóteses como tem dado, lamentavelmente.
 
O jogo "acabou" ao intervalo, mas podia ter "acabado" com 5-0 ou 6-0. Paulo Fonseca pode glorificar a 1ª parte e devia pôr o vídeo para os jogadores verem o que fizeram tão bem, tal como deviam ver ou ter visto a porcaria que acumulavam para resultados idiotas e jogos de incompetência pura e simples.
 
Já Rui Vitória, que não se sabe se o considerar injusta a vitória do Porto significaria mesmo o apuramento do Guimarães quiçá por 5-0 ou 6-0 sem criar uma única oportunidade de golo, deve glorificar os seus para ver se melhoram o nível.
 
Vi, quis ver, o jogo com o Bétis e os putos sevilhanos deram um banho de futebol aos minhotos na 5ª feira. Hoje, vi depois o resumo após o jogo da Taça em Guimarães, o Bétis bateu-se galhardamente e criou quatro ou cinco oportunidades de golo mas perder com o Barça 1-4 em casa, marcando de penálti no último minuto de descontos. Os resultados enganam mesmo, o futebol é que não pode ter segredos como se tivesse de rejeitar a simplicidade e a essência do jogo: jogar bem, criar jogo, forjar ocasiões de golo e ganhar ou fazer por isso.
 
O FC Porto fez um jogo muito competente e contundente, pena a interrupção da Liga porque era bom ver se isto tinha logo continuidade. Não sei se Paulo Fonseca se "zangou" mesmo com os jogadores, mas agora não se viram desplantes defensivos de arrepiar os cabelos. E o jogo saiu fluído com naturalidade. Assim, quem quer saber do sistema ou do modelo de jogo quando está interiorizado nos jogadores o mecanismo e a competência de fazer bem?
 
Paulo Fonseca terá acabado com os seus devaneios para a equipa enterrar também os seus desplantes e deixar de ser idiota? Dia 23, com o Nacional, é a prova essencial.

09 novembro 2013

Sobrou "nobreza de carácter" mas ele volta à Luz prà semana

Ricardo já tem sucessor medroso de Ilusão...
O Bruto do Carvalho vai pôr o visconde de Alvalade, cheio de pose, em vez do Marquês na estátua do Pombal e, desbocado, chamará Patrício à PQP.
O cão municado do Sporting evocará outro artifício qualquer feito com "profissionalismo" nas claques alheias que as do Sporting são casuais se surgirem sem "spotters" nas bancadas...
A Bolha não vai pedir penálti por~mão flagrante de André Almeida...
O Rascord acusará os Superdragões de um very.light sobre Rui Patrício...
O Jogo não beliscará o g.r. da Selecção para não ferir susceptibilidades nem prejudicar um eventual negócio de Jorge Mendes...
Duarte Gomes dirá que nada, na mão de André Almeida, se pareceu com os 3 penáltis que inventou frente ao V. Guimarães por supostas mãos dos vitorianos há duas épocas na Luz...
Jesus voltou a ver uma boa arbitragem....
Jardim diz que o árbitro influenciou mas o frango de Patrício não...
Mourinho não perde em casa pelo Chelsea na Liga inglesa pela 1ª vez mas diz que o árbitro que lhe deu um penálti aos 94' é que favoreceu o West Brom...
Entretanto, os tugas, os parvos e o Cristiano Ronaldo julgam que os votos para a Bola de Ouro já não foram entregues (é sempre em Outubro, já no ano passado disse isso) e nada do que se fizer agora terá influência, enquanto o Blatter alarga de três para cinco o número de finalistas, incluindo o Ibrahimovic só para moralizar a Suécia e suscitar mais uma algaraviada da Tugalândia idiota, enquanto se continua a não ver que só Ribéry merece o troféu de melhor de 2013 mesmo que só até Outubro.