08 janeiro 2014

FIFA reabre de novo votação para melhor jogador do mundo (nutícia correio da manha)


Para mim foi Ribéry o melhor em 2013, pelo que jogou e os títulos, quase todos, conquistados pelo Bayern. Messi foi o melhor marcador europeu outra vez, com 47 golos. Ronaldo não ganhou nada de nada: apurou-se para o Mundial como Ribéry e Messi, igualmente decisivos com as suas selecções.
 
Messi jogou esta noite uns 20 minutos e marcou dois golos. Blatter há-de arranjar alguma coisa, mas só se for para prejudicar o francês de novo, depois do título mundial de clubes em Marrocos.

 

A culpa foi do electricista outra vez

Agora que já vi a foto de mais um roubo de ética e pluribus unum, fica o momento do momento e a justificação de momento mais ou menos idêntico - o de negar a existência dos outros, como uns talibãs pensam em relação a seu vizinho judeu - não há muito tempo e, como sempre, no sítio do costume.


Naquele tempo, jornalistas crentes, além de videntes, não acreditavam que "o Benfica permitisse isto". Claro, basta comunicar a dizer que não se pactua com estes comportamentos. Os de sempre.
O tempore, o mores.

Eusébio não precisava de tantos mentirosos e lambe-botas

Não há ideia de, entre todos os exageros que as coisas relacionadas com o mais grande maior clube do enorme mundo e arredores infinitos, perceber, tal o misticismo e a aldrabice arreigadas em tamanha (re)legião e incomensurável universo onde ao Rei chamam King (nunca entendi porquê) mas os tugas têm reis e reis...

Repito: deviam falar apenas dos golos, dos jogos, das proezas e mostrar as imagens disponíveis, poupando a verborreia que só permite apanhar mais depressa mentirosos do que coxos...

Como era antevisto, a morte de Eusébio mostrou o Portugalório pacóvio de sempre quando toca o regime e se põe o regime a falar ou alguém armado em papagaio a julgar que fala pelo regime. E se no domingo vi e logo desliguei, dando conta da presença do Malheiro que voltou à carga em grande..., pois hoje ainda temo ao ligar as tv's...
 
Era previsível também, além dos títulos expressivos à moda do Espesso, a rábula dos cachecóis de Porto e Sporting em volta de uma estátua... onde como se sabe qualquer cão pode mijar no pedestal e trogloditas se abrigam nos calabouços onde traficaram droga e esconderam armas... Tal como as edições online e as tv's da treta ouvem falar de imagens nas redes sociais mas não aparece nenhuma em lado algum...
É só cavalas, cavalgaduras e patacoadas. Só falta as campanhas negras a denegrir o sótraques. Porque o presidente da "instituição", em dia de luto e corpo à cova, lá teve tempo, parece, para uma entrevista apologética e panegírica, com Eusébio como pretexto, à RTP do regime. A que mal tinha imagens do Mundial-66 no domingo de manhã... Se não fosse trágico era simplesmente ridículo.
 
Dá-se a volta que se quiser, vai tudo dar ao mesmo. Portugal é isto, como diz o Vieira, Portugal é o Benfica e a boca morre pelo peixe... Tenho pena pelo Eusébio.
 

06 janeiro 2014

Dennis "Bernardino Soares" Rodman foi à exemplar Coreia do Norte e vem já a Lisboa animar a malta

Das tv's norte-coreanas

Nem se contentam de, finalmente, o actual Costa do Castelo assegurar a limpeza do lixo em Lisboa a partir de hoje...

O patriarca do novo regime vê o símbolo do antigo regime

 
Mário Chulares, que tem até este ano para completar 1,8ME de ajudas do Estado à sua Fundação - a mulher tem outra, sabe-se lá porquê e para quê? -, diz o que ouviu dizer do pândego Eusébio: bebia uísque todo o dia não sabe se lhe fazia mal nem sabia que estava doente o Eusébio.
 
 O vinho Eusébio agora deve ter munta saída
 
Agora, sim, ouvi Mário Chulares, que um dia em breve terá uma dedicatória especial no chulismo da RTP, na rádio, dizer que uma vez se encontrou com Eusébio, por acaso, e ficou demoradamente a falar com ele. Demoradamente, conta Chulares, porque a Amália, outra veneranda do regime que Chulares tão bem conhece(u), "demorava-se muito a arranjar e a pintar-se" (sic). Ouvi na rádio do carro, na RR ou na A1.
 
Portugal é isto. Em 2017 serão os 100 anos das aparições da Cova da Iria.

Nem imagino o que o Sótraques terá dito perante a parvinha sonsa que se mostra assolapada perante tão ínclita figura do jet-set tuga, mas também ninguém ouve o ex-Primeiro Sinistro... a não ser os doidinhos do costume.

05 janeiro 2014

Do panegírico

Ouvi na rádio do carro, só muito ao fim da manhã, que Eusébio teria morrido. Uso o tempo verbal condicional porque o antecipei, mediante o cotejo de frases feitas e a metralha das opiniões avulsas na A1. Antes de ver o Carlos Daniel de gravata preta no telejornal apropriadamente do antigamente, perdurando a sessão contínua por mais de uma hora e em total e rigoroso exclusivo nacional que só a RTP, imagino que a RDP/A1 também, poderia gizar como se mais nada se passasse no mundo, ouvi o noticiário da RR ao meio dia a abrir com a anunciada, pelo próprio Papa, visita de Francisco à Terra Santa em finais de Maio, e creio que já terá passado a Páscoa.

 
A gente da RTP, que lembro amiudadas vezes por ter comido e bebido daquilo em pequenino sem conseguir, contudo, moldar-me o carácter e instilar-me algum elixir da longa vida a perorar as figuras do regime, julga que o mundo parou porque morreu um tipo que deixou de jogar futebol há mais de 35 anos e cujo fim futebolístico coincidiu, historicamente - talvez acidentalmente mas seguramente com um vol d'oiseau só daquele tempo da "gaivota que voava, voava, filha da puta nunca mais parava" que era como ouvir a Grândola, Vila Morena cujo autor da cancão, Zeca Afonso, nem por isso deixou de ser dali corrido a pontapé menos de 10 anos depois do 25/4 -, com o fim do Antigo Regime, ora nem mais. Por aquelas alturas, agora que o Atlético nos visitou e levou 6-0, caíam na II Divisão os daquele tempo, sucessivamente, outros como Montijo e Barreirense, mais a CUF que não tardou.
 
Ou seja, efabularam aí a fuga de Cunhal de Peniche (1960, parece), antes ainda de Eusébio arribar em Portugal e sujeito a uma daquelas manobras do Antigo Regime que os do Sporting lembram bem e juntaram agora a morte de um dos maiores jogadores de sempre de Portugal de cá e do Ultramar com o forrobodó costumeiro que tornam certos funerais alegres. Será talvez o último prego no caixão a evocar os 40 anos do 25/4 mas onde decerto faltará a evocação da destruição da CUF como potência futebolística no novo regime a par da ruína que as nacionalizações, da banca à agricultura e das indústrias tutti quanti, os comunistas precipitaram mas ninguém terá colhões para recapitular.
 
E, entretanto, comemoro mais um ano de vida, se me permitem o regozijo a par do doodle do Google que me é simpaticamente dedicado pelo amigo americano, sendo certo que nos meus activos 40 anos de futebol com alguma memória uma parte pequeníssima dela retém Eusébio só como figura do antigamente. Mais do que Salazar, morto acidentalmente tinha eu 8 anos e picos, ou da mortalha que se seguiu num tipo que tinha Deus no nome mas cujo Thomaz levava o z, como o Luiz que a minha mãe escrevia no meu nome, além do h que ainda havia, o tempore, o mores, em Pharmacia, a minha infância era, de facto, marcada pelo Eusébio sendo eu portista e percebendo cedo o receio que o gajo infundia, nos adeptos e nos jogadores do FC Porto.
 
Porém, a história avança e não morre nos telejornais passadiços da RTP que ressuma a antigamente e eu lembro de ver muitos gajos do telejornal de gravatas pretas sem alguém morrer e percebia-se mesmo na tv a preto e branco o tom adequado à cor. Eusébio foi um grande, mas não deixou de ver o Lemos marcar, depois do bis do 2-2 da Luz, os quatro secos em finais de Janeiro de 1971 nas Antas. Sim, eu percebia tanto que o Eusébio atemorizava que nunca esquecia a final, vista na tv, da Taça de 72, com o Américo Thomaz na tribuna do Jamor dos presidiários que o construíram, ao fazer três golos ao Sporting, o último num livre directo ao 120º minuto de jogo (3-2).
 
Ora, Eusébio não pode ser palavras, porque aí o caldo entornava, e então faltaram as imagens, em especial para quem não o viu ao vivo. Eu vi, mas a RTP do Antigo Regime que ainda perdura e com uma imagem desde este ano agravada na factura da electricidade, nem imagens do Mundial-66 mostrou no telejornal ou tótó jornal da hora de almoço. O gajo do arquivo fez anos como eu ou a senhora da limpeza mandou uma vassourada nalguma relíquia que os seus 40 anos não perceberam para as imagens levarem sumiço e termos de levar com palavreado chato de uns mais antigos e umas sumidades jovens que só ouviram falar e que emprenhando de ouvido ficaram benfiquistas.
 
Em semana de Benfica-Porto, que hoje em dia significa receio crescente nos benfiquistas ao contrário do tempo de Eusébio em que os portistas se borravam todos, finou-se o símbolo que ao seu tempo atemorizava os adversários. Curiosamente num momento em que raro portista confiará de no próximo domingo o Porto meter medo ao Benfica como vinha sendo, felizmente, hábito nosso mas que um treinador, pelo visto nascido em Moçambique e que dele nem isso eu sabia, portista parece significar um golo na própria baliza.
 
E como vivi sempre mais os jogos do Porto  com o Benfica do que do Sporting com o Porto, evoco precisamente o Porto-Benfica de 10/3/1974. O último do Antigo Regime. O último em que Eusébio marcou um golo ao Porto. O último que foi o primeiro de Cubillas, chegado em Janeiro desse ano após uma colecta entre os adeptos para pagar uns 3400 contos ao Basileia por um peruano renomado que brilhara no Mundial-70 em contraponto a Pelé mas não se apuraria para o Mundial-74 que foi o primeiro que me foi dado ver (ainda guardo o calendário de jogos, 16 apenas, previstos na RTP). E foi o meu primeiro também.
 
Vi Abel correr e crescer na minha direcção, atrás da baliza do topo sul, para marcar passando a bola sobre o corpo de José Henrique. Vi ao longe, na baliza do topo norte, Eusébio marcar de cabeça após um canto da direita, a baliza onde Cubillas, num pontapé de ressaca, a meia altura, disparou após uma sobra na área benfiquista pouco depois do intervalo. O meu Porto-Benfica, de memória, antes do 25/4, deu 2-1, deu Cubillas, marcou o fim de Eusébio e do temor que infundia e eu pressentia à minha volta apesar de me fiar apenas nos 4 golos de Lemos que então só vira no resumo da tv vai fazer 43 anos.
 
O Eusébio, que confessara no Beira-Mar não querer marcar livres com receio de fazer golo ao seu Benfica, para mim já morrera como terror das defesas há uns 40 anos, apesar de ainda reter a imagem da sua elevação para cabecear no 1-1 daquele Porto-Benfica que vivi intensamente. Tinha Eusébio 32 anos, muitas incontáveis operações aos joelhos, ainda passaria pelos EUA antes de acabar no Beira-Mar que hoje passou ignorado nos noticiários, foi a figura, com Amália e Fátima, do regime felizmente caduco que o aprisionou por ordem de Salazar na reacção contemporânea da Itália destroçada pela Coreia do Norte em Inglaterra-66 de fechar a fronteira ao jogadores estrangeiros com o Inter, campeão europeu de 64 e de 65 à custa do Benfica a desejá-lo para o catenaccio de Helénio Herrera e o poder petrolífero do papá Angelo Moratti.
 
Foi um grande jogador, cujo auge não acompanhei e cujo fim testemunhei, digno de muitas honras nacionais mas dispensando-se a pasmaceira, própria de outros tempos e das gravatas negras de apresentadores patetas de telejornais à medida do regime e não do jornalismo como deve ser, mas que coincide com a emergência indiscutível de Cristiano Ronaldo que lhe é superior na disputa posta recentemente a correr. O que torna trágico o "momento" pelas parvoíces correntes ao nível dos dias de espera às portas do hospital nos últimos anos é o paradoxo do mundo perdido como se Spielberg, e não jornaleiros de pacotilha das tv's, restaurasse o Parque Jurássico quando o planeta Ronaldo se descobre a cada dia e nos dão, a galope, vozes de Coluna, José Augusto, Simões, falhando o pateta Alegre e o socrático Pinto de Sousa que tanto teria, como Mário Chulares, para dizer do defunto que ouviu falar por acaso, mas sem faltar a voz de escape roto de João Malheiro a quem porventura escapou a dedicatória da vitória de domingo como decerto a pensará... E rio-me, claro, quando vejo apoquentarem pessoas mais novas do que eu e mesmo mais velhas que o viram jogar ainda menos do que eu...
 
É isto. Em 2017 (corrigido de 1917) teremos os 100 anos das aparições na Cova da Iria. Esse Portugal está sempre em festa; mesmo que morto e enterrado, apesar de alguns zombies como o porta-voz do conselho de ministros choramingueiro que ouvi na rádio como dantes ouvia as figuras do preto e branco na rádio.

04 janeiro 2014

O "contentamento descontente"

Mesmo num 6-0 ao Atlético é possível evitar algum azedume? Não, com Preocupações Fonseca nunca fica algo por dizer e não é agradável. De volta às lides o Ano Novo trouxe preocupações velhas. Aparece Quaresma por falta de extremos e temos Kelvin a agitar o jogo como sempre faz, arredondando o marcador no final de uma partida em que tanto movimentou o ataque. Kelvin um dos proscritos do detestável treinador do FC Porto que a cada acção sua só suscita controvérsia por não poder esquecer-se as acções anteriores. Ricardo é outro caso, para aparecer teve de ser a lateral-direito e cumpriu bem, depois de ostracizado pelo treinador que o pretere face a um inextremo como Licá... Ricardo aparece a lateral quando surgem notícias de o Porto, o treinador que pediu Quaresma e vai tê-lo, procurar um lateral, Danilo estava no banco e Alex Sandro a fazer a mesma porcaria de jogo na esquerda como toda a época. E, ainda, surge Bosingwa a ver o jogo na bancada ao lado de Quaresma...
 
Não seria o jogo em si a despertar emoções, agora com o trinco único (Defour), sem Lucho e Josué (de regresso e de novo sem agradar) ao seu lado. Nunca se sabe como vai jogar o Porto e isso é mau para os jogadores e não agrada aos adeptos, porque desconhecem o que virá a seguir.
 
Despedimo-nos de 2013 (eu não sabia e não acompanhei) com Pinto da Costa e toda a SAD ausentes de um jogo oficial do FC Porto (no Sporting), fosse pela taça "que não interessa" ou o corte de relações do Sporting (o Benfica também está assim e a SAD nunca deixou de lá ir como certamente estará na Luz no domingo). Recordámos como momento alto do ano o golo do "Campeonato Kelvin" ao Benfica em Maio e vêmo-lo a marcar finalmente ao fim desse tempo todo. Só para ter pena do medíocre treinador que a SAD não removeu atempadamente - embora Janeiro ainda não só tenha começado).
 
Toda a época será marcada, como tem sido, pela incompreensão e desilusão de tantas decisões técnicas e de política desportiva. Não auguro um bom ano. E esta amostra com o Atlético é só uma rabanada atrasada que não contenta ninguém. Nem contentaria o Camões com um só olho e autor do verso do "amor que arde sem se ver" e produz o que se sabe. O FC Porto também.

01 janeiro 2014

Como era feliz o 2014 de há 30 anos


Evocado aqui com propriedade e atempadamente um regresso ao futuro pela mais sintomática das visões sistemáticas num País, diria Solnado, cuja problemática não tem solucionática.
 
“Pedi que com imaginação e capacidade criadora o Ministério das Finanças criasse um novo tipo de receitas, daí surgiram estes novos impostos”.
1ª Página, 6 de Dezembro de 1983
 
“Posso garantir que não irá faltar aos portugueses nem trabalho nem salários”.
DN, 19 de Fevereiro de 1984
 
“A imprensa portuguesa ainda não se habituou suficientemente à democracia e é completamente irresponsável. Ela dá uma imagem completamente falsa.”
Der Spiegel, 21 de Abril de 1984
 
“A Associação 25 de Abril é qualquer coisa que não devia ser permitida a militares em serviço”
La Republica, 28 de Abril de 1984
 
“Quem vê, do estrangeiro, este esforço e a coragem com que estamos a aplicar as medidas impopulares aprecia e louva o esforço feito por este governo.”
JN, 28 de Abril de 1984
 
“Quando nos reunimos com os macroeconomistas, todos reconhecem com gradações subtis ou simples nuances que a política que está a ser seguida é a necessária para Portugal”
JN, 28 de Abril de 1984
 
“Não foi, de facto, com alegria no coração que aceitei ser primeiro ministro. Não é agradável para a imagem de um politico sê-lo nas
condições actuais”
JN, 28 de Abril de 1984
 
“[O desemprego e os salário em atraso], isso é uma questão das empresas e não do Estado. Isso é uma questão que faz parte do livre jogo das empresas e dos trabalhadores (…). O Estado só deve garantir o subsídio de desemprego”
JN, 28 de Abril de 1984
 
“O que sucede é que uma empresa quando entra em falência… deve pura e simplesmente falir. (…) Só uma concepção estatal e colectivista da sociedade é que atribui ao Estado essa responsabilidade."
JN, 28 de Abril de 1984
 
 
“Não se fazem omeletas sem ovos. Evidentemente teremos de partir alguns”.
DN, 01 de Maio de 1984
 
“Os problemas económicos em Portugal são fáceis de explicar e a única coisa a fazer é apertar o cinto”.
DN, 27 de Maio de 1984
 
“Basta circular pelo País e atentar nas inscrições nas paredes. Uma verdadeira agressão quotidiana que é intolerável que não seja punida na lei. Sê-lo-á”.
RTP, 31 de Maio de 1984
 
“Fomos obrigados a fazer, sem contemplações, o diagnóstico dos nossos males colectivos e a indicar a terapêutica possível”
RTP, 1 de Junho de 1984
"A terapêutica de choque não é diferente, aliás, da que estão a aplicar outros países da Europa bem mais ricos do que nós”
RTP, 1 de Junho de 1984
“Portugal habituara-se a viver, demasiado tempo, acima dos seus meios e recursos”.
RTP, 1 de Junho de 1984
“O importante é saber se invertemos ou não a corrida para o abismo em que nos instalámos irresponsavelmente”.
RTP, 1 de Junho de 1984
“Anunciámos medidas de rigor e dissemos em que consistia a política de austeridade, dura mas necessária, para readquirirmos o controlo da situação financeira, reduzirmos os défices e nos pormos ao abrigo de humilhantes dependências exteriores, sem que o pais caminharia, necessariamente para a bancarrota e o desastre”.
RTP, 1 de Junho de 1984
“A CGTP concentra-se em reivindicações políticas com menosprezo dos interesses dos trabalhadores que pretende representar”
RTP, 1 de Junho de 1984
“Temos pronta a Lei das Rendas, já depois de submetida a discussão pública, devidamente corrigida”.
RTP, 1 de Junho de 1984
 
“Dentro de seis meses o país vai considerar-me um herói”.
6 de Junho de 1984
 
“As finanças públicas são como uma manta que, puxada para a cabeça deixa os pés de fora e, puxada para os pés deixa a cabeça descoberta”.
Correio da Manhã, 29 de Outubro de 1984