17 janeiro 2014

Os votos também dos adeptos ( e o Matic, já agora...)

Prontos, depois da verificação do que são os votos de selecionadores, capitães e jornalistas de todo o mundo no infame prémio que a FIFA abastardou e o France Football vendeu a sua criação para se escandalizar agora, tal como os pasquins tugas vendem a alma nas suas capas pasto das publicidades travestidas de notícias com fontes e corpos de letra para enganar os pacóvios, faltava o voto dos adeptos, no Onze do Ano da UEFA. É mais um entretenimento, como o de deixar de fora Messi num 4x4x2 em que só entram dois avançados, recuando Bale que é avançado para a linha média e ignora-se o 4x3x3 do Barça deixa de incluir Messi e qualquer jogador da equipa mais celebrada da história do jogo e cujos intérpretes principais figuravam na votação da FifPro... As coisas são o que são, basta ver e não só olhar para elas como nas pantalhas parolas do Portugalório insano. Como, diria Galileu, epur si muove, a Terra continua a girar e Messi ontem fez mais dois, depois dos dois da 1ª mão com o Getafe, mas repetindo com o Getafe um golo à Maradona como fez em 2008 ou 2009 mas os parolos não lembram porque só comem palha...
 
Acho que fica bem que, depois de um Bola de Choro, além da lástima das votações por encomenda e montes de votos trocados e já denunciados personalizando até no satânico Blatter que os tugas ainda há tempos vituperavam como o anticristo, sem títulos colectivos e individuais de CR7, os adeptos escolham 11 jogadores sem qualquer presença do Barcelona que, note-se, foi campeão espanhol com os 100 pontos da época anterior tão mediatizados por Mourinho no Bernabéu, com 115 golos e com 15 pontos de vantagem sobre o Real Madrid, mais Messi melhor marcador em Espanha com 46 golos.
 
O clube perdedor, que até final da Taça do Rei perdeu no seu estádio, tem três jogadores no Onze do ano na Europa. É certo que, além de CR7 e Sergio Ramos, um deles é Bale, extraordinário no Tottenham de AVB e que deixa, apresentado em nome do Real Madrid, embora Ozil tenha passado, entretanto, para o Arsenal procedente do Bernabéu.

Os adeptos votam como carneiros, por simpatia, por tesão (elas pelo grelo dedo no ar), por família, como sócios. A nossa Liga cá da terrinha parola também deixou votar e os 26 golos em 30 jornadas do Jackson, campeão nacional, feitos Messi e Barcelona, nada valeram face ao Matic eleito o melhor da época passada. O Matic agora vendido a metade da cláusula de rescisão e do que o papalvo Vieira gritava aos ventos e nas ventas deles, coimo os 130ME propostos no Verão por 3 ou 4 jogadores vermelhos.

Mas o Matic é como o Cristiano Ronaldo, ganha sem ter ganho qualquer título, vá lá que ganhou pela 1ª vez ao Porto e já deve dar-se por satisfeito. Se a manada aceita e vota, está tudo bem.

Afinal, o "melhor médio defensivo do mundo" vale tanto como o Javi Garcia... O que é isso, já agora, comparado com os "15ME que o Vieira pede pelo cerebral André Gomes" segundo o Belo do Rascord coadjuvado pelo cagadela de Pombo? Bem, o "Manel" já anunciado por Jesus deve ser o próximo eleito melhor da Liga - e muito mais se o FC Porto perder a corrida por esse astro já em ascensão. Os adeptos, claro, adoram e votam nisto....

Às vezes, fazendo paralelismo com os paralelepípedos de outras áreas como o triângulo invertido das Bermudas do Preocupações Fonseca ou a inversão da votação da Bola de Choro ou o catastrofismo iminente há anos na visão de mercado de votantes da Oposição em Portugal, faz falta um Revisor Oficial de Contas criativo como o que desertou há pouco do Benfica para se perceber o pandemónio financeiro; até a subscrição de centenas de milhar de artolas na tv dos bimbos e dos jogos em casa era garantida como contrapeso para não vender ninguém e Rodrigo e Garay estão aí a sair não tarda.

A votação dos adeptos, que depois se dizem traídos pelas tangas dos presidentes da treta, deve ter peso como as gajas avecs, desde os reis Capetos ao Napoleão e Josefina depois do Luís XVI na Maria Antonieta que se dizia ser (o)usada, dos amantes mandantes da França cujos princípios tanto entusiasmam a voracidade das franciús como a Trierweiler que era casada, comia um ministro e saía com o da Hollande... para a dor de corno atirá-la para o hospício por causa da montada num palco de teatro digno do monsieur le président.
 
 
Estas coisas do Facebook, transferências sonantes, YouTube do momento e likes como amendoins para macacos estão a dar o exemplo esperado e a marcar o futuro da parvoíce pegada. Ortega y Gasset descreveu o fenómeno em A Rebelião das Massas como o apogeu da opinião da massa ignara que, pelo seu volume, tinha direito a achar sobre tudo e um par de botas e isto em 1929, creio, já lá vão 85 anos. Não admira que em Portugal se desconheça as razões de, em metade desse tempo, o País de tantas luminárias ter ido três vezes à beira do abismo económico e os sinistros socialistas arrotem postas de pescada nas tv's do regime saloio que se babam também com estas coisas parvas do mundo da bola e do consumo do momento entre um shot alcoólico e um chuto na veia.
 
Acho bem que para tais adeptos o Barça - que por acaso vai de novo à frente do Real Madrid e virou o campeonato com 50 pontos - não valha um caralho! O ramalhete destas sondagens da bola não podia ser mais eloquente. Ao contrário do FIFA Player of the Year, que à boa maneira francesa lhe pareceu um segredo de alcova com o sadismo de Sade ou o cinismo de Balzac, presumo que o Platini, que manda na UEFA, deve presumir que assim é que está bem.
 
Podem estar descansados, atendendo a que uns 26% e à volta de 300 mil votantes portugas segundo a UEFA foram a maioria na votação e decerto orquestrados pela máquina de propaganda montada por Mendes, que nunca votei nem votarei em merdas assim. Bom proveito, boa noite e bom fim-de-semana se servir para o Preocupações Fonseca, já agora, ir enganar parolos para outro lado.

 

16 janeiro 2014

Presidente em modo patético como o homólogo da Luz

PATÉTICO - adjectivo. Que comove profundamente. "Um discurso patético".
 
Saiu a disparar para todos os lados, distinguiu "sócios" de "adeptos" e desvalorizou a imensa legião de adeptos do FC Porto. Disse mal de tudo e de todos, dos árbitros como se não soubéssemos, do Estoril e da Luz (a quem pediu, como exemplo do patético presidente do Benfica para com Pedro Proença, para Rui Silva e Artur Soares Dias não apitem mais "pelo menos o FC Porto"), dos "Delgados" (duas vezes), dos comentadores (incluindo António Oliveira, maior acionista individual da SAD, ex-jogador e ex-treinador campeão pelo FC Porto), da Liga e da FPF, dos presidentes da Liga e da FPF, do ex-presidente da Liga que hoje é presidente da FPF, Fernando Gomes, que "matou" a Liga e aliciou patrocinadores para mudarem para a FPF, o Mário Figueiredo que é "boa pessoa" mas é o "coveiro" da Liga, como se alguma coisa disto importe aos "adeptos" ou aos "sócios", ainda o Gabão-Portugal de 2012, da "sala para onde fomos arrumados sem contacto com ninguém" no intervalo do jogo da Luz onde, em 2008, um funcionário portista foi pontapeado no túnel e o FC Porto não se queixou (levantou o caso após o caso do túnel de 2010), blá, blá, blá... ainda o Platini, blá, blá, blá... (que mais?)... até o que dantes era reservado a "questões internas" e discutidas no balneário passou a recados aos Defour e Quintero que querem ir ao Mundial... e o Oliveira a inventar o Costa em Manchester ou Robson a optar por Aloísio a defesa-esquerdo em Barcelona devem ter algum paralelismo com as "mentiras" do Produções Fictícias a desorganizar todo o futebol portista... e ainda sobrou para os clubes desalinhados com a Olivedesportos... blá, blá, blá...
(vou actualizando enquanto recupero de memória tantas ideias atiradas em tropel como se não houvesse obrigação, diariamente, de as desmontar e denunciar tendo, de resto, um alegado serviço e putativos directores de Informação, Televisão e Comunicação, devidamente licenciados, para o efeito mas que não servem para nada a não ser o papel triste desta encenação pífia de um desespero evidente mascarado com as tropelias e diatribes costumeiras com o fim de iludir o mau momento do futebol que é responsabilidade absoluta e primordial da SAD)...
 
Dizer que é lamentável que o Torto Canal, com um jornalista (?) como guardanapo, sirva para isto é dizer pouco mas é o que há. Pena ter perdido a ironia de Outubro, quando dizia-se disposto a fazer uma sondagem pelos adeptos (devia ser entre aspas) para perguntar se a equipa jogava mal e estavam descontentes com ela. Porque do péssimo futebol, desarticulado antes de triturado por arbitragens encomendadas (não o disse, mas sugeriu), nada a não ser ele, e mais um par de parolos, estar satisfeito.
Esperar cinco dias para desancar na arbitragem da Luz, sem imagens dos lances, depois de os portistas activos na bluegosfera revelarem tais patifarias dispensando os "serviços e avençados" do clube, é bem pior do que ter esperado que os jornalistas no pós-jogo puxassem pelo tema da arbitragem (Vítor Pereira não precisou disso em Barcelos, ou para falar dos bloqueios que Soares Dias não viu naquele jogo da taça da treta) "para nos dar razão" à SAD de que o "escândalo ia ser abafado" ou esperar eventual rebate de consciência de gente mal formada nos jornais sem opor, racional e atempadamente, os argumentos válidos, verdadeiros e verificáveis da parte do FC Porto é só mais um tiro no pé e um lapso temporal que só copia o que amiúde se esconde na actividade da SAD e incidentes que a SAD não relatou cobardemente.

Lapidar do momento, e validando a tragicomédia longamente preparada, só o pífio comentário que obviamente ridiculariza por não poder ser levado a sério:
 
"Se a época terminasse agora [no 3º lugar] e o contrato do treinador terminasse agora já teria sido renovado ontem".
 
Pior era impossível? Não, gozou com as vendas de "outros" a metade da cláusula de rescisão (Matic) como se nunca tivesse vendido bem abaixo da cláusula de rescisão (Bruno Alves e Meireles, por exemplo) - tal qual o desbocado da Luz (não é só o Preocupações Fonseca que imita o Jorge Jejum, vide o jogo em Madrid com um Atlético de meia equipa titular). Nenhuma coisa especial pela equipa: foi prejudicada pelos árbitros proibidos de cometer asneiras, mas não houve lances de bradar aos céus com as asneiras cometidas pelos jogadores, mas como estamos a meio do campeonato ainda podemos ser campeões, amén.
 
Falou uma vez do treinador, sem mencionar o nome, e duas vezes de "Delgados" e do que escrevem os jornais e o que dizem nos programas da bola nas tv's: penso que o "Manha" foi poupado e o "Rui Prantos" ignorado... Mais ridículo do que falar das fantochadas de Manuel Serrão pela sua particular "cegueira" e mais circo presidencial para palhaços se rirem - muitos vão pular de gozo e descascar bananas, glosando com a "forma" do presidente porque foram habituados a dizer isso - sem ter dito nada de novo e destapando a careca de vez:
 
Os árbitros desculpam o péssimo treinador que afundou a equipa a um nível futebolístico indigente para dizer o mínimo e que desarticulou o futebol portista no qual em concreto todos os jogadores jogam abaixo das suas possibilidades.
 
Este presidente, para quem a Champions foi só azar pelas bolas nos postes (não se queixou na pírrica vitória de Viena) morreu e esta época vai ser um desastre.
 
Vítor Pereira é que não teve essa benesse da renovação em Janeiro passado e fez bem em mandá-los, os da SAD, à merda.  
 
Pinto da Costa continua emocionado com o Eusébio, deve ter bebido da Vodka Negra do momento, e com o Museu onde quiçá um dia venha a ser enterrado. 

Preocupações Fonseca já bebeu da Vodka Negra do Eusébio?

... a bebedagem homenagem continua, parece de sangue...
Entretanto, sendo que não ligo (nem retenho) algo do que diz o Preocupações Fonseca, soube de tarde que o próprio confessou terem existido "mentiras" sobre o fracasso cromossomático do FC Porto na festa da bebedagem homenagem em que o Porto foi bombo do dia e anedota da época. O Produções Fictícias só pode ter tomado em 1ª mão o novo elixir para os devotos da religião que acredito ele confessa desde pequenino e não é de boa recomendação.
Espero até 2ª feira para alguma alma caridosa dê a extrema unção a este pobre diabo que alguém um dia imaginou ser vulgarmente parecido com treinador da bola.

Entretanto, em adenda, les beaux esprits se rencontre, de nouveau...

Torto Canal do Terceiro Mundo da Avenida dos Aliados


Podia apenas achar isto um vexame, mas é ainda pior: dá a impressão de que, incapaz de assumir uma coisa sua por inteiro em vez de usar uma barriga de aluguer para um aborto comunicacional (excluindo-se o resto da programação, aliás existente, e alguma boa, antes da "anexação" estapafúrdia), o FC Porto também "faz as coisas por outro lado".
 
Não havia necessidade, como não havia massa crítica nem peso jornalístico para um projecto que o clube devia ter assumido de raiz e como exclusivamente seu. Da leviandade à irresponsabilidade, também de terceiros mas "diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és", chega-se a este triste momento de uma entidade controleira abominável num país a sério (mas justo alvo da vigilância de todos os seus actos) questionar o que devia estar fora de questão.
 
Não há dúvidas que o nome do FC Porto fica manchado, por associação (a empresa Avenida dos Aliados nem conhecia nem me interessa); como se não bastasse o fracasso editorial que defrauda os portistas que nele confiavam - nunca foi o meu caso, como denunciado desde a primeira hora e daí o baptismo indelével no nome aposto e até agora justificado.
 
Diz, acima de tudo, com a cara dos responsáveis e o seu voluntarismo que não evita a inutilidade "editorial" e "funcional", a impreparação crónica e tendência doentia para asneirar no domínio da Comunicação, que se percebe também no futebol. Sem rumo e atraiçoando o portismo genuíno.

15 janeiro 2014

Quaresma serve bem, falta um novo treinador

Além do bonito golo, digno de um ponta-de-lança, Quaresma deu indicações boas de manter intacta a sua valia técnica, uma pujança física apreciável atendendo à paragem sofrida (com operação pelo meio) e uma gana de ganhar que fazia falta ao FC Porto. Mas, lá está, não foi extremo como era, porque a velocidade de ponta perdeu-se enquanto redescobriu novos terrenos e desempenhos que se viram mais quando flectia para o meio do que no flanco. Mas o 1-0 ao intervalo dizia, também, ante o Penafiel aguerrido e organizado sem autocarro, que o jogo colectivo, mais uma vez, não fazia mossa, sobrando lances individuais (Quaresma e Kelvin) em vez de uso do Ghilas a pdl.

Tão inesperada como a chuva torrencial que logo no reatamento fez parar o jogo - numa boa memória do que não deteve Duarte Gomes naquele alagado e pantanoso Académica-Porto de 2010 antes do Cincazero, que eu nunca esqueço estas coisas e coerências cá dos tugas, por muito que passem ao largo dos jornaleiros e comentadeiros de serviço -, a endiabrada 2ª parte, como se o Porto precisasse de recuperar um resultado negativo da 1ª mão e com muitos golos, foi igualmente estranha atendendo a que a equipa se marimba para a taça da treta vista apenas como etapa para dar minutos e rodar jogadores. A coisa até se agravou: cada golo era efusivamente comemorado como se a vida dependesse dele. E, para agravar o que quase pareceu desespero depois de um nervoso futebolzinho sem progressão, nada como aproveitar o expediente do campo impróprio - apesar de ser no Dragão - para fazer futebol directo, retirar flanqueadores enquanto se joga em 4x4x2 e juntar Jackson a Ghilas.

Quaresma pode ser aquela visão sebastiânica, agora sob chuva inclemente, como há pouco tempo diziam que era Carlos Eduardo, como se o FC Porto precise de uma bóia de salvação no meio do temporal que é a indefinição completa do seu futebol fruto dos devaneios permitidos ao treinador Produções Fictícias. Há 20 anos, numa manhã mesmo de nevoeiro que até ao próprio agradou sendo originário do Nordeste inglês, Bobby Robson foi um bálsamo e é isso que a equipa precisa: um jogador com classe e que agarre e arraste a equipa, mas um técnico com ideias formadas e calejadas e não um de ideias fixas as quais não sabe tornear e adequar às circunstâncias. A 1ª parte confirmou todas as más impressões de uma desanimadora primeira metade da época.
 
É claro que pode ser visto como plano B, algo não experimentado pelo Preocupações Fonseca, mas não é com o Penafiel, e com mensagens contraditórias transmitidas numa competição que claramente desinteressa, que tiro ilacções, nunca tirei. O resultado avolumou, Jackson bisou, Varela arredondou e o Porto chegou à frente do grupo como se, repito, a vida dependesse disso.
 
Voltamos a não perceber que raio de equipa pode jogar - as alegadas "alternativas" nunca desmerecem dos "titulares" porque o Preocupações Fonseca reduziu tudo ao patamar mais baixo desvalorizando todos e cada um dos jogadores numa equipa sem identidade de jogo (ainda no domingo li que um pateta viu o 4x3x3 na Luz, o que deve ser uma heresia) e em que provavelmente voltaremos a ver Licá e, quem sabe, Herrera, quiçá Otamendi, no domingo - e quando é que há um novo treinador, porque Quaresma corre o risco de ser rebaixado ao patamar indiferente a que o treinador expos a equipa no todo e na soma das partes.
 
Pensava que domingo encerrava a taça da treta e depois era o Setúbal, pelo que o timing para mudar o treinador é 2ª feira, dá duas semanas ao novo técnico que fica com a 3ª jornada da taça que não interessa para fazer um onze "oficial" antes de assumir a coisa a sério no jogo seguinte também com o Marítimo, como na taça da treta, mas na Madeira. Vamos iniciar Fevereiro nos Barreiros, como Robson há 20 anos iniciou na Luz o seu campeonato, e há que apostar tudo no campeonato até porque o Benfica está em saldos, já anunciados na semana Eusébio mas ainda sem abalar tanto nem esquartejar uma equipa como foi fragmentado o Porto no clássico. E o Sporting está tanto ao alcance na taça da treta como no campeonato, enquanto se entretém a falar das acções disciplinares dos outros e não das cacetadas de Rojo e Adrien e a discutir os penáltis que lhe negam mas não aquele que também deu um amarelo por simulação a um do Marítimo que foi mesmo carregado para penálti.
 
Para encerrar, vi o resumo do Braga-B.Mar e mais um penálti escamoteado por uma besta de árbitro portuense, o já conhecido Hugo anda Pacheco, o que se torna numa moda cá da casa e muito em voga na incompetência reinante. São três casos idênticos em escassos dias, mal julgados mas na mesma bitola de merda em que se mede esta gente rasteira. É como aqueles que diabolizavam Blatter que preferia Messi e cantam vivas à Bola de Choro enquanto o Mundo se espanta da corrupção moral e técnica da FIFA a manchar indelevelmente o troféu que CR7 tanto chorou e não falta quem diga ter sido manipulado e até pressionado por Blatter. Ou como vemos estes árbitros da treta (poupando o Duarte Gomes de hoje, que esteve acertado e coerente) enquanto Proença é nomeado justamente para o Mundial.

Há coisas que não podem ser dadas aos adeptos...

Quando será removido este galheteiro do Dragão?
 
"It's no longer tolerable that our fans participate in performances like these", é a expressão, no site da BBC, atribuída a Barbara Berlusconi, filha do presidente e directora do futebol do Milan, a justificar o despedimento de Allegri como técnico, após uma derrota "embarazzante" com o estreante Sassuolo (4-3) no domingo.
 
Allegri já não renovaria contrato e sairia no fim da época, mas a 30 pontos da Juventus a meio do campeonato, e para quem perdeu os dois últimos scudetti, a opção só poderia ser de demitir o treinador.
 
Há mulheres com tomates no futebol. E qualquer leigo sabe que há coisas que não podem ser toleradas por mais tempo.

Entretanto, chega o ex-jogador Seedorf para orientar o Milan.

Pinto da Costa não se lembra de nada do género.

Após o jogo desta noite, sem interesse, com o Penafiel, pode-se mudar de treinador à vontade, este não vai a lado algum e o próximo tem uma semana e meia para treinar e atacar a 2ª volta, deixando a semifinal da taça da treta para os da Segunda Circular.

14 janeiro 2014

Artur Ladrão Soares Dias vem na wikipedia em inglês - e a réplica do pior da arbitragem tuga

 
Não ver os empurrões nas costas sucessivos - Maxi a Varela frente ao auxiliar, Garay a Quaresma na área - e considerar simulação a queda de Danilo tocado por Garay na área no que podia ser penálti sem problemas (igual ao penálti do 2-3 para o Liverpool no domingo em Stoke), não é tudo da desastrada arbitragem deste árbitro portuense, um dos muitos medíocres cá do burgo nas fainas e tainas da arbitragem tuga. E como portuense de gema, embora nascido em Gaia, decerto mereceu um programa só para ele no Torto Canal e o seu afã de tornar visível e especial o futebol portista, penso eu de que... Mas, porém, como poderia ver empurrões nas costas se há pouco tempo não via bloqueios flagrantes em golos irregulares no último Benfica-Porto em que interveio também desastradamente? E, já agora, se Vítor Pereira denunciou os bloqueios e acções irregulares do Benfica, como o Preocupações Fonseca não estava alertado e não denunciou a má arbitragem no final?

Do ASD estou-me a cagar, é mais um bimbo da arbitragem que, ao contrário do pai, pacato e reservado, sabe que é agradando a Lisboa que se sobe a corda, a mesma corda que mais abaixo serve de fio dental a quem está disposto a mostrar o cu a quem é importante. Já o PF, esse nunca viu o Porto jogar e nem sabe minimamente a história recente do Porto, quanto mais o historial glorioso do Dragão.

Tal como lembrei no jogo do Estoril, com o Porto muito prejudicado pela arbitragem com influência no resultado, era uma boa ocasião para PF repetir o que Vítor Pereira disse do Bruno Caixão em Barcelos: "Nós não estivemos bem, mas a arbitragem foi uma vergonha". Isto se PF soubesse minimamente o que é o FC Porto e, até, se soubesse algo de treino competitivo e jogar para ser campeão.
 
Adiante. Aquela bola ao solo - sabe-se lá porquê, porque Mangala fez um corte limpo - no final do Benfica-Porto só encontro ao nível do Lucílio Baptista no Sporting-Porto de há quase 10 anos.
 
Não por ter sido bola ao solo mas porque, depois de inventar um penálti que Rochemback atirou sobre a trave, o SLB permitiu que o jogo se reatasse num livre lateral sem que toda a equipa do Porto estivesse alerta para o recomeço da partida após a interrupção por queda aparatosa, fora do campo mas sobre os placards da publicidade, de João Vieira Pinto. Ganhava o Porto 1-0 e do lance, com meia equipa do Porto alheada do jogo e não alertada para a iminência de a partida reatar-se com o lançamento de Rui Jorge, nasceu um segundo penálti por alegada carga de Secretário a Liedson, que Pedro Barbosa transformou.
 
Deu 1-1, Mourinho gritou no final para Pinto da Costa "presidente, por favor deixe-me ir embora" no final da época, deu ainda a camisola rasgada de Rui Jorge (pelo lançamento apressado que apanhou o Porto fora do lugar mas por culpa do árbitro que o permitiu), Mourinho é hoje um tuga celebrado, o Lucílio Baptista é o que é nas nomeações no Conselho de Arbitragem do vi-te ó Pereira, está toda a gente como deve estar, os clubes são os mesmos e Artur Soares Dias tornou-se o dúplice do SLB.

Se fosse a preto e branco, até pelas homenagens repetidas ao Eusébio, diria digno dos filmes do "Charlot", quiçá dos desenhos animados do Calimero quando lhe tocava ir à baliza... o Helton a jogar a bola entre dois benfiquistas foi uma boa ao solo "apartada" e "metódica" como as cargas de ombro consideradas quando os benfiquistas usavam os antebraços nas costas dos portistas...

Mas há mais.

Os vícios do pior da arbitragem tuga mostraram-se em todo o esplendor noutra situação, a de Jackson isolado e o jogo interrompido. ASD podia ter deixado concluir-se a jogada e mostrado amarelo depois a Matic por falta sobre Quaresma. Onde já se viu disto? Num Sporting-Porto da Supertaça em Leiria, com Adriano isolado na área e Bruno Caixão a parar o jogo para assistência a um jogador no meio-campo, o jogo onde uma mão na bola descarada de Tonel passou sem falta e penálti.

Pode ter sido pelo Eusébio, ou a memória da arbitragem e Capela no último Benfica-Sporting: Capela foi 4º árbitro no domingo, se repararam... Mas depois do 2-0, não vendo uma mão de Mangala embora decerto tenha considerado o árbitro que o cabeceamento de Matic foi muito próximo e a mão de Mangala já estava ao alto ao lado da cabeça pensando bola na mão, descobriu que havia amarelos para mostrar. Ora, se a partir do 2-0 era suposto beneficiar o Benfica (ou o Porto?), pois distribuiu com "critério" os cartões, além de negar o penálti Garay-Quaresma e até o Garay'Danilo.

Desse tipo de decisões disciplinares lembro-me de vários jogos com João "pode vir o João" Ferreira, nomeadamente em jogos do Porto na Luz e em Alvalade: um Sporting-Porto, em 2005, já com Couceiro no Dragão, a expulsar McCarthy e Seitaridis foi uma relíquia calabotiana.
 
A terminar, sobre ASD, quem lhe chamou ladrão, em português, foi quem escreveu aquelas linhas na wikipedia em inglês.
 
Como uma arbitragem à moda dos tempos de Eusébio agora homenageado como nos tempos, diria Coluna contemporâneo de o Rei, "em que o Benfica não tinha esses constrangimentos da arbitragem", não quero deixar passar em claro o que foi o arranjinho para o andor e a celebração. Não se justifica com a arbitragem a derrota do Porto, pela porcaria que foi o Porto e pela mediocridade do Preocupações Fonseca, mas não deixo de denunciar mais um asqueroso da arbitragem portuense enfeudado a Lisboa e lá sabe ele porquê e como, há muitos anos, se fazem certas promoções na arbitragem tuga sem deixar de ser a merda que é.

Não vim, decerto, trazer algo de novo sobre o "desempenho" de ASD, mas seguramente contextualizei o tipo de erros, bem sinalizados de outros "apitos" renomados pelas piores razões na pasmaceira da arbitragem portuguesa. E era este o meu objectivo. Não há pedagogia - por isso fazem tanta asneira e alguns de forma deliberada - sem a denúncia concreta de casos que se repetem a deixar um cheiro nauseabundo no futebol tuga. E, passadas quase 48 horas do clássico, está esvaziada a eventual intenção de culpar o árbitro pela derrota: nada disso. Uma coisa é o Porto jogar mal, recorrente esta época e sem ter a ver com o resultado em si; outra coisa são as más arbitragens que pautam o nivelamento por baixo em geral neste sector, com as figuras do costume, os erros de catálogo e os resultados que se conhecem. Dir-me-ão que o Torto Canal e seus experts e directores de Informação já escalpelizou tudo isto. E em tv é outra coisa. São pecados meus, só não percebo as abencerragens que tanto nele confiavam e tão pouco bem dele dizem, para não irmos mais longe e pior ainda...
 
Já a wikipedia em inglês é taxativa: To be or not to be.

Discussão que se encerra (no Panteão?) e a que fica aberta - uma vitória de Marca

Podem não ter percebido que os jornalistas - vêem os jogos, fazem as notícias, anotam até de memória as proezas - europeus mantiveram a primazia de Ribéry estabelecida no Verão, mas o nacional-porreirismo tuga e os press-releases a que se habituaram, além das notícias de "partido", de "clube" e de "facção", terá tanta dificuldade em ler isso como saber que, enfim, é mesmo verdade ter sido Rei morto, Rei posto - e não por CR7 ganhar a Messi (como em 2008, vitimado por lesões).

Na verdade, o que ganhou foi isto: transformar um clube perdedor (até o treinador, Mourinho, saiu...), sem qualquer título em 2013, através de campanha mediática sem igual. O Real Madrid estava desesperado e Florentino, tal como com Figo em 2001 e Ronaldo em 2002, dourou o seu Galáctico pleno, pois os outros dois ganharam o relevo nos clubes de onde procediam...

 
A morte de Eusébio passou e a nova Bola de Ouro de Cristiano Ronaldo enterrou o mito do melhor jogador português de sempre. A discussão do Panteão, para o Portugalório serôdio, há-de vir um dia, a quem interessar. Depois das lágrimas e dos panegíricos ao Pantera Negra, era só esperar para a realidade revelar quem é, de facto, o melhor futebolista tuga, mesmo com mais lágrimas a jorrar a bem do sentimentalismo nacional.
 
A discussão que fica aberta é - já enterrada também a descredibilização em que se enredou a FIFA, para a qual nenhuma acção de marketing devolverá o lustro que já teve mesmo quando a corrupção campeava, dizia-se, em volta de João Havelange, que nem por isso deixava de ser digno de todas as honrarias de A Bola onde "les bons esprits se reencontre" - se CR7 é o melhor jogador do mundo. Acertadamente, alguém simplificou que é o "melhor do momento", para o que ajudou o Marketing de imagem e de empresa e o Facebook com os likes que se compram no Bangladesh, como se sabe.
 
Em absoluto, continuo a achar Messi o melhor jogador, uma questão de gosto mas também de títulos adicionados: ganhe o Mundial e para mim superará Maradona, até lá não é mais do que foi Diego Armando, el Diez. Em 2013, pour moi, foi Ribéry, o desiludido da noite, ao que li. E se também não dou grande relevância ao troféu, que nas mãos da FIFA se tornou baço e empalideceu o France Football que dourara a sua criação desde 1956, muito menos sigo na tv as cerimónias e nem ligo às "trocas de galhardetes", simpáticas, dos finalistas que dizem sempre dos méritos dos rivais mas nunca votam neles: nem CR7 em Messi, nem Messi em CR7. Passei o dia fora e se não fosse assim teria livros para ler como melhor opção. Na rádio do carro, já não em directo, ouvi gritos no anúncio do vencedor, como a ganhar um concurso de misses, de preços certos, de bananas ou de sabonetes. Soube depois que CR7 chorou e, ao ler as edições online dos desportivos espanhóis, parece-me acertada a tirada de El Loco Abreu: "Chorou tanto que lho deram". Ultrapassadas as tropelias com Blatter, o corrupto-mor decrépito sem vergonha nem descanso, feitas as pazes com a Pepsi por um arrufo igualmente menor e apenas mal-educado, o ano em que nada ganhou foi o ano de Cristiano Ronaldo. Nem um título, nem sequer de melhor marcador, poderia justificar um prémio destes. E nem a votação de meados de 2013 na Europa ajudava, mas nem era a pantomina de Blatter ou o mau gosto de um publicitário sueco que interfeririam na votação mais democrática que pode haver e, por isso, difícil de controlar - daí não comungar com a choraminguice de Mourinho ou as simpatias dos tugas parolos que amolecem com umas lágrimas mais ou menos encenadas quiçá fruto do ritmo de telenovelas superior ao dos próprios jogos da bola de que tantas mulheres (como a minha) se queixam.
 
Gosto de ver, isso sim, a tabela dos votos, apanho uma boa imagem geral vendo as tendências de certos países, as opiniões de capitães e treinadores de selecções mesmo que não fixe em quem votaram os de Nauru, Granadinas, Suriname, Nova Caledónia, Burundi, Turcos e Caicos ou as Ilhas Virgens. Contudo, são estes que fazem a diferença, mas a universalidade, fora os fusos horários trocados, já deu cabo da Eurovisão com a frente Leste destacada nos votos regionais.
 
Vejo alguns casos particulares: Moçambique e Angola rejeitaram Ronaldo como 1º voto (5 pontos), dos seus capitães e dos selecionadores. Mas os jornalistas dos dois países, sim, deram primazia a CR7. Vejo em que votam os portugueses e, à boa maneira tuga mas não a minha, porventura não faltam sarcasmos a Queiroz por ter preferido Messi (1º) a CR7 (2º), enquanto Paulo Bento, o nosso serôdio seleccionador, elegeu CR7, naturalmente, fazendo por desconsiderar os rivais Messi e Ribéry. Diz tudo da estirpe saloia e parola de Paulo Bento, mas não surpreende.

ADENDA: quase adivinhava mas, em tempo, vai um esclarecimento, aberta a caça às bruxas...
Dá-me azia, sim, como já disse noutros anos, que se escarneça de jogadores da estirpe de Messi e CR7, simplesmente nem os votando, por exemplo. Acho inconcebível e tenho dito todos os anos. Há muita gente que o faz. E não é despiciendo para o resultado final que, recorde-se, foi bastante renhido, presumo que o mais renhido de sempre: 28% (votos) para CR7, 24% para Messi e 22% para Ribéry.
 
É claro que, descontando patetas como Paulo Bento, ou outros que claramente votam por "facção", percebem-se tendências e nota-se onde se perdeu e ganhou. Jogadores e treinadores têm, por princípio, votos de experiência e conhecimento de campo. Mas olhar para Myanmar, Guiné Equatorial, Nepal, Comores ou Guiana, entre mais de 200 federações da FIFA, torna a coisa tão patusca quanto imprevisível. E não se tem ideia de quem seja o capitão do Afeganistão ou o seleccionador do Iraque, sendo que em muitos casos - vi alguns mesmo na Europa, que sigo de perto - os selecionadores votaram tendo apenas dirigido um (Chipre) ou dois jogos (Hungria) calhando no tempo de votar depois de substituírem quem passou anos no cargo... Da mesma forma, o capitão da Indonésia deve seguir tanto o futebol europeu, onde estão os "papabili", como o capitão da Suazilândia...
 
Como não ando nisto há dois dias, nem dois anos, tendo, essencialmente, ver a onda dos jornalistas. Ora, lembro que após o fecho da época 2012-2013, com o Bayern supercampeão, Ribéry foi naturalmente eleito melhor da Europa a larga distância de Messi. Ronaldo, como então escrevi mas não os diários da estupidificação massiva e da ignorância colectiva tugas, teve apenas três votos (3 votos) para 1º lugar: como não podia deixar de ser, um foi da Bola, outro da Marca e o terceiro de um "shvili da Geórgia". O melhor retrato da coisa e, entretanto, leio na Marca o votante que hoje se ufana de não ter estado errado no Verão... E leio que, como sempre disse, o Real Madrid já teve vários Bola de Ouro, mas além dos primeiros di Stéfano e Kopa, nos anos 50, só CR7 é legítimo do Real Madrid por mais de um ano. Daí o interesse dos merengues na coisa, algo que não condizia com Figo (2001), Ronaldo (2002) e Cannavaro (2006), procedentes de outros clubes e o brasileiro e o italiano porque foram campeões mundiais pelos seus países...
 
Pode-se achar, em geral, mal dos jornalistas mas, por princípio também, considero-os mais fiáveis porque seguem, por obrigação profissional, senão mesmo por devoção, o futebol dia a dia, coisa que nem os capitães nem os treinadores fazem, nem por obrigação e muito menos por devoção.

Gosto de pôr as coisas muito claras e objectivas e não confundo os pacóvios tugas com os profissionais da estranja, muitos deles meus conhecidos.
 
Não é, por isso, com surpresa que verifico, lendo rapidamente mas com alguma atenta minúcia os resultados - coisa que os pasquins cá da parvónia nunca fazem -, que o voto dos jornalistas europeus se manteve: à excepção de 6 países, que se dividiram a escolher o melhor (em geral, para esses, foi Ibrahimovic), a votação dos jornalistas europeus para melhor de 2013 foi esta:
Ribéry, 32 vezes votado em 1º lugar;
CR7, 10
Messi, 3
 
Percebe-se, entre outras coias, onde Messi perdeu a Bola de Ouro; a memória dos jornalistas, com a especificidade do seu trabalho quotidiano debruçado sobre o futebol europeu, manteve-se inalterável. CR7 melhorou graças à primeira metade da época 2013-2014, coincidindo com as lesões de Messi.

O Bayern-Barça marcou a época e foi massacrante para os catalães. Mas, por exemplo, vi uma votação que dava primazia a Iniesta e Xavi, sendo que o Bayern de Ribéry despachou o Barcelona com 4-0 e 3-0 na Champions; ou que a valorização do Bayern, supercampeão, melhor equipa e com Heynckes naturalmente o treinador do ano, tenha passado mais por Lahm do que por Robben e muito menos Ribéry, o grande impulsionador dos bávaros, segundo alguma votação intensiva no capitão do Bayern.
 
Tudo o resto pode ser feito mediante press-releases que alimentam os jornais hoje em dia. E, num deles, presente transversalmente nos jornais espanhóis, não esperava outra coisa da FIFA senão dizer que a votação de final de Novembro, após o play-off do Mundial e com o alargamento da votação que causou o escândalo que se sabe, não alterara a que se verificava quando a votação, oficialmente, encerrara no início de Novembro. Nenhum press-release referiria, muito menos na FIFA, que a coisa alterou-se - era o que faltava na mixórdia interesseira em que a coisa descambou ferindo de morte - muito mais do que Mourinho pode argumentar em sua defesa - o prestígio do troféu e enrolando sempre a FIFA em mais uma manobra de bastidores para seu total e irremediável descrédito.
 
São estes resultados que valorizo mais e não a figurinha triste que outros profissionais fazem e dão de si enquanto depositantes de um voto nem sempre consonante se calhar com a sua opinião, mas apenas de facção, muito menos com a realidade vigente.
 
Para mim não há discussão mas é esta que fica em aberto. A do Rei, em Portugal, só fica para a disputa interna de qual Panteão eleger, mas essa só entreterá os parolos em que se incluem os par(a)lamentares...

13 janeiro 2014

Não se arranja um cargo na FIFA 20 anos depois de Ivic?

Não foi a 12 ou 13 de Janeiro, mas apenas a 23 desse mês de 1994, que o FC Porto terminou a 1ª volta e, apesar da vitória em Aveiro (2-0 ao Beira-Mar), a ligação a Tomislav Ivic. O FC Porto entraria a 2ª volta com 4 pontos de atraso para o Benfica (eram dois por vitória), havia ainda uma eliminatória da Taça em Vidal Pinheiro onde se estreou Bobby Robson (28/1/1994, com 2-0 ao Salgueiros) mas o risco era já elevadíssimo a abrir a 2ª volta com uma ida à Luz - onde, por fim, o FC Porto saiu com 6 pontos de atraso fruto do famoso resultado ditado pelo técnico inglês despedido do Sporting por Sousa Cintra, o tal "Fernando Couto, 2 - Porto, 0", por causa da agressão do portista a Mozer.
 
O FC Porto tentou a saída airosa de Ivic, o homem de todos os títulos em 1987/88 (Taça Intercontinental em Dezembro, Supertaça em Janeiro depois do primeiro 1-0 em Novembro em Amesterdão, por fim campeonato com 15 pontos de avanço sobre o Benfica e Taça na final com o Guimarães mas depois de deixar o Benfica pelo caminho na semifinal nas Antas). Inventou-se um cargo na FIFA, que existia, casual mas não relevante nem exclusivo, mas não impedia que o croata continuasse a treinar o FC Porto passando a "conselheiro" técnico da FIFA.
 
Eu também tentei obter na internet a memória desse cargo na FIFA com que o FC Porto justificou a saída de Ivic após uma vitória. Nem imagens, nem sequer notícia do acto e dos factos, então desmascarados no jornal O Jogo. É curioso que, agora que se estreia "Lovelace" sem a Garganta Funda explícita do filme marcante de 1972, hoje pode-se ver na íntegra, na net, o original e chocantemente revolucionário, em todos os sentidos, filme para adultos. Da brincadeira de crianças que foi a mascarada saída de Ivic é que nada.
 
Se o FC Porto deve alguma coisa a Preocupações Fonseca para não o demitir sumariamente só poderá ser pelo statu quo diverso, actualmente, com um presidente inoperante e a arrastar o FC Porto na sua decrepitude. Quer por falta de acção na substituição, urgente e prioritária, do treinador, quer na incapacidade de arranjar uma saída airosa para um treinador sem os mínimos para ser digno do FC Porto. Para já, nem uma média de 2 golos por jogo (29 em 15 jornadas) foi logrado e, depois do fracasso na Champions (e 0,666 golos por jogo), é o espelho do improfícuo futebol portista sem rei, sem roque, sem eira bem beira. 
 
Foi há 20 anos, a net trai a sua imagem de baú de memórias - não quis ir à biblioteca pegar os jornais velhos nem por ser em causa própria - mesmo que filmes de há 40 anos possam ser reapreciados em vez de espasmódicas reproduções originais da modernidade há dias estreados com nova roupagem imagino que em versão soft e não o deboche total mas a carreira da actriz e os seus 17 dias de fama na cama da "Lovelace" hoje em cena. É uma pena o FC Porto, agora que tem Museu, não ter um fundo onde pegar coisas com substância para fazer o clube e a equipa ir crescendo. E, entretanto, há não só uma meia-final da Taça possível em vista com o Benfica, porventura outra na taça da treta, como uma carreira europeia a tirar da sombra da saída da Champions, além desse jogo de alto risco de acabar o campeonato sabe-se lá em que estado com o Benfica em casa. Não fosse isto e o desamparo da equipa nas mãos de um idiota chapado que vê o seu conservadorismo táctico apenas plasmado no conservadorismo presidencial de, como em Janeiro de 2004 ao despedir Fernandez que também ganhou uma Taça Intercontinental, não trocar de treinador a meio da época, nada me diria, da mesma forma que, estranhamente, uma derrota com o Benfica não suscitar a mais pequena revolta por achá-la tão natural e consequente com a mediocridade reinante no Dragão a todos os níveis. Em resumo, a sova do Benfica de ontem pode ser replicada a nível humilhante para os portistas e de uma forma que marcará o fim de Pinto da Costa no FC Porto que já não se augura como bom.
 
Robson, além de levar o FC Porto ao inconcebível 5-0 na Alemanha ao Werder Bremen e quase passar a semifinal do Camp Nou com o Barcelona para as Antas com o Mónaco de Wenger, se tivesse vencido o Milan em casa na fase de grupos, ainda acabou a ganhar a Taça ao Sporting (onde Queiroz o substituiu) no jogo da aristocracia leonina a atirar papéis e garrafas a João Pinto com o troféu na mão. Mesmo com a derrota na Luz no seu primeiro jogo para o campeonato, Robson levou o Porto a 28 pontos em 34 possíveis e terminou apenas a dois pontos do Benfica. Chegou muito tarde.

O próximo que vier já será tarde, mas ainda a tempo. E pode-se evitar uma catástrofe de proporções inimagináveis!

E o FC Porto, em 1994-95, partiu para o inédito Pentacampeonato. Outros tempos, outra determinação, outros costumes, outra raça e outra maneira de ser Porto.

Gajos porreiros, pá

Uma derrota com o Benfica não doer seria sinal de doença fatal, mas é apenas a confirmação de os sintomas há meses visíveis serem degenerativos. Percebeu-se que, longe de jogar de forma avassaladora e mais distante ainda de se sentir incomodado como era seu calvário nos últimos três anos, o Benfica não precisara de mudar praticamente nada. O Porto é tão fraco, actualmente, sem condução técnica e direcção anímica, que Jesus esteve calmo e, como o presidente dele, deu-se ares de magnânimo.
 
Preocupações Fonseca, que não sabe nada da sua equipa a quem distorce os rins com opções descabeladas e ao arrepio da sustentabilidade mesmo do seu sistema pindérico de jogo mínimo não condizente com clubs de topo, nem sequer acertou na táctica de Jesus: não acreditava em dois pontas-de-lança e lá apareceram dois pontas-de-lança, ainda que um mais descaído (Lima) e outro mais centrado (Rodrigo) podendo alternar.
 
O pior, para além da não-existência cromossomática e filosófica em campo, é ver que, no final, aliviados por ganharem, diria merdosamente, a um Porto de segunda apanha é ver o que julgávamos do tempo do Eusébio - e nem falo da arbitragem execrável desse moço de recados de Gaia, a quem amanhã dedico uma coisa em exclusivo.
 
Vir Vieira dizer que os adeptos portaram-se bem e que Jesus terá cumprimentado, alegadamente "no recato de um dos muitos recantos e partes esconsas dos túneis da Luz", digo eu, os jogadores e treinadores do FC Porto um a um, é bem do tempo em que éramos bons rapazes.
 
Acho que isso diz tudo do alívio benfiquista por um Porto medíocre que só muito poucos e muitos parvos não vislumbram; e da miserável condição de zombie e potencial bombo de festa da equipa do Produções Fictícias.
 
Agora, se Pinto da Costa aceita bem a condição de bons rapazes com que os portistas eram brindados em Lisboa...