03 maio 2015
Pressão sobre a pouca-vergonha
Jogando a passo de lesma e pouco mais que um caracol o FC Porto manteve a sequencia de (15) vitorias no Bonfim e a pressão que obriga o Benfica a jogar até ao fim deste viciado campeonato quele estava entregue por decreto.
30 abril 2015
O Benfica não vende - parte "n"
Vai fechar-se o campeonato mais fraudulento desde que há memória visual com abundantes transmissões e intermináveis trechos da idiossincrasia da bola tuga. Além de um campeão medíocre, só possível por despudorada protecção arbitral que lhe amparou a queda na Europa pelo colinho doméstico, temos jornais no limiar da sobrevivência depois de descerem ao nível mais rasteiro pela subserviência demonstrada.
clicar para ampliar
É mais um ano de perdas significativas e o Rascord já vai abaixo dos 40 mil: 38187 exemplares vendidos em banca por dia nos dois primeiros meses. O período homólogo, há um ano, dava 41 mil e tal. A decadência é absoluta e há muito foi ultrapassado o limite da decência, daí não se entender a prolixa caminhada editorial para o abismo. De resto, tivemos há pouco mais de um ano o regresso do cabotino director a quem a dupla nefanda Manha-Tadeia substituiu por um ano e picos para ser apeada e ver-se retomado o plano inclinado.
Um dia far-se-á a História desta catástrofe para a qual os pasquins desportivos caminham alegremente. À sua entrada em cena em 2003, a única coisa certa do cabotino director era de que "as vendas de 100 mil exemplares acabaram". Vendia-se 92 mil à época. Dez anos depois, em 2013, estava exactamente a metade (46 mil). Um interlúdio talvez divertido chega a prenunciar um 2015 de luxo.
Hoje o Rascord já vende menos que o JN, este também sem evitar a tragédia e agora seguindo o seu inefável passo do sócretinismo e desejoso de que libertem o 44 para o salvador nos libertar disto tudo. Aliás, Pinto da Costa perfilha da capacidade jornalística do JN, que identifica como "isento" (ver edição do último domingo, pág. 2).
Isto apesar de torpedear a Verdade Desportiva em nome do statu quo da Herdade Desportiva. É mais um ano de campeonato do Benfica e, de tanto lhe lamberem o cu, os pasquins e editorialistas ficarem com a língua na merda. Literalmente.
29 abril 2015
"Cherries" de Bournemouth só para desenjoar
Há menos de 20 anos pedia esmola em copos de plástico para não acabar e mesmo assim andou sempre no fio da navalha. Evitar a falência não evitou ter mesmo -17 pontos na tabela a começar uma época e lograr a sobrevivência. Tem um dono russo que vive na Suíça e ninguém conhece se aparecer na cidade dos pensionistas, ao lado de Southampton, na ensolarada costa sul inglesa. O treinador já foi jogador e um jogador tem uma bancada com o seu nome só porque, em vez de ganhar um troféu, marcou um "golo impossível" que evitou mesmo a saída da Football League e a estrutura profissional inerente. Com orçamento de 5M£, agora terá uns 140/150M£, pagará dívidas de 10 vezes menos e terá de comprar jogadores para superar o recorde de compras de 3M£...
E, contudo, se perder por 20 golos no domingo e o Middlesbrough ganhar os "Cerejas" não sobem automaticamente. Mesmo que já tenham festejado.
Sempre adorei o futebol inglês. De resto, tão bem escrito como jogado e melhor relatado mesmo sem ter uma Imprensa dita Desportiva. Como aqui na BBC Sports. Como a maioria dos jornaleiros básicos "desportivos" nunca leu imprensa estrangeira, as coisas nos pasquins são como são. E tudo isto é como é.
28 abril 2015
Não é Lopetegui que está a mais - é quem está a menos
Lopetegui tem contrato e fez uma época bastante aceitável em que a Champions serviu de teste que o campeonato "desconhecido" da trafulhice tuga não lhe permitia, por estar fora da realidade doméstica e isolado num clube já em negação da realidade e automutilação.
Se ele acusou inexperiência é normal, a equipa também e já se antevia sem nunca lhe ser negada qualidade. O anormal vem sucedendo internamente e torpedeia a possibilidade de o FC Porto crescer. Vários tiros na água e alguns nos pés fizeram o barco inclinar. Desde o tema de Vítor Pereira o responsável está identificado claramente.
Etiquetas:
FC Porto no psiquiatra
27 abril 2015
26 abril 2015
Estratégia dos pequenos passos deu um passo atrás
Como não é crível que o Benfica perca 2 dos últimos quatro jogos que faltam o campeonato ficou decidido com o 0-0 da Luz, para onde o FC Porto partiu ainda a depender de si mas saiu com mais um ponto acumulado de atraso face ao desempate directo e são, afinal, 4 pontos irrecuperáveis.
A estratégia dos pequenos passos de Lopetegui, espelhada no 11 inicial, resultou no que era previsível e comentei no Twitter. A única coisa louvável, mas denunciando o atraso de entendimento de Lopetegui na matéria, foi a preferência por Helton face a Fabiano, definitivamente sem condições para ser titular no FC Porto como eu já alertara nos últimos meses e foi patente em Munique.
Helton dá outra segurança e confiança, enquanto infunde respeito até nos adversários. Teve dos jogos mais fáceis da sua carreira portista na Luz, nunca incomodado sequer. E a equipa igualmente portou-se bem, não permitindo ao Benfica, longe do cilindro avassalador frente a equipas pequenas e limitadas mentalmente, jogar uma bola que fosse na área portista. Mas quem precisava de vencer era o FC Porto e tinha de fazer mais do que a equipa inicial propunha.
Naturalmente, primeiro era necessário segurar o jogo, retirar iniciativa ao Benfica. Mas o 11 de partida era conservador, estático e a estratégia rígida. Nada de aventuras e quem tinha de se aventurar era o FC Porto. Aceite-se a estratégia na 1ª parte, ainda que condenada a nada render de palpável. Não metia medo ao Benfica mas também demonstrava medo de assumir as despesas do jogo na ofensiva.
Isto faz sempre lembrar a falta que Vítor Pereira faz e ele mesmo pressupunha que o FC Porto entraria forte na Luz. Não entrou a não ser em modo reserva, safety first. O Benfica não se incomodou nunca com esse estilo nos jogos com os grandes. Ganhou por sorte no Dragão e ficou em vantagem. O FC Porto precisaria de fazer mais do que ir no jogo que, em casa e em vantagem, mais interessava a um Benfica sem futebol de jeito e claramente inferior em posse ao FC Porto.
Cómodo, o Benfica deixou tanto correr o marfim porque Lopetegui avaliou mal quem tirar ao intervalo. Dos médios era difícil escolher quem sair, até porque Oliver voltou a ser um erro à direita. A entrada de Herrera mudou pouco a estrutura e nada a estratégia, face à saída de R. Neves. Normal. Podia ter sido Evandro, como acabou por ser. E Brahimi voltou a não justificar a titularidade. Porqué Quaresma no banco? Conservadorismo do treinador. O jogo empastelou sempre. Quaresma podia trazer golpe de asa, mas Oliver ainda jogou num flanco até entrar Hernâni (por Brahimi) e só então alargando a frente de ataque. Faltavam 20/25' e podia ser que... mas já o Benfica defendia com mais (Fejsa e depois A. Almeida).
Vítor Pereira não facilitaria a vida a Jesus desta maneira. Era pegar ou largar, como em 2012, como em qualquer das visitas à Luz.
O FC Porto era melhor com bola e o Benfica temia e tremia, mas faltava dinâmica, acutilância e virtuosismo que a estratégia conservadora de Lopetegui inibiu. Os pequenos passos renderam um atraso de um ponto extra, apesar de o FC Porto ter feito um jogo pela positiva, mas sem rasgo, contra um Benfica de novo medíocre, à imagem de toda a época e com evidência na Europa de todos os desastres exibicionais.
Não deu para mais nem importa saber onde se perdeu o campeonato, ainda que hoje tenha sido sentenciado na prática.
Por mim percebi que o afastamento europeu do Benfica, como no dia apontei, lhe garantia descanso para gerir um avanço pontual que os árbitros começaram por garantir-lhe enquanto tropeçava com as acusações de os estrangeiros "condicionarem os meus jogadores com cartões" (Jesus dixit mais de uma vez).
O 0-2 no Dragão foi um infeliz acidente que pouca importância teve.
Porque a estratégia dos pequenos passos começou a falhar no empate 1-1 no Nacional quando a distância podia ter sido encurtada para 1 ponto apenas. E essa falta de gana de apertar o Benfica acabou por espelhar-se no jogo de hoje.
Lopetegui argumenta com a juventude da equipa e sabemos isso desde o início. Mesmo assim, nessas circunstâncias, a equipa portou-se bem, falhando pela falta de traquejo e debilidades estruturais cruamente expostas em Munique. Certo é que também o treinador deu provas de imaturidade e esse era também um preço a pagar.
Uma época sem troféus e a insistência em reconduzir Pinto da Costa já sem unhas para tal tarefa será só mais um prego no caixão que se anunciava para esta época.
Continuaremos, eu pelo menos, com muitas saudades de Vítor Pereira. E as memórias dos tempos de triunfo e de aventura serão sempre reduzidas ao seu temperamento de vencedor que desapareceu da famosa "estrutura" - tal como vaticinei também ao tempo.
Ou seja, tudo como dantes e mais uma época oferecida ao Benfica. Num museu de memórias esta também não faltará.
25 abril 2015
Resquícios paleontológicos do que foi a Idade das Trevas ainda hoje em certas cavernas
Evocar a Liberdade não é o mesmo para toda a gente. Mesmo que abundem os tradicionais "hossanas" que só a escardalhada se atribui, à falta de elogios alheios. A este respeito, convém sempre lembrar aos mais novos ou a velhos com memória curta, o que há 40 anos poderia derivar Portugal para algo que os Portugueses rejeitaram flagrantemente - a celebração do início do PREC não tem sido relatada com a importância histórica que aquele tempo justifica mais do que o 25/4 propriamente; e, de resto, o comunismo, nas suas variadas e desmioladas facções resolutas em modo de auto-aniquilamento, queria até renegar com o argumento salazarista de o povo não estar preparado para votar. A época em que o Soares mais comunista de sempre - finalmente assoprado pelos ventos da "social-democracia" que lhe garantiram o poder com muito dinheiro, do "amigo Carlucci" americano ao inspirador da nova ordem social sueca Olof Palme, mesmo que Rui Mateus e esse "Memórias do PS desconhecido" ainda hoje ande a monte por esse mundo fora sem contar como emigrante forçado - marcava a
clivagem com Cunhal ("olhe que não, olhe que não"); para depois "meter o socialismo na gaveta" não tardaria uma década e dois pedidos de assistência ao FMI: tudo para o PS obter uma votação que deixou a Esquerda no seu canto esquizofrénico e antidemocrático até hoje e votou a esperança socialista no descalabro financeiro e descrédito intelectual/ideológico de que não voltará a sair com a camarilha de novo à volta do Costa Concordia das inclinações para a demagogia popularucha e inconsequente.
Reconheço a esta gente, mesmo àquela que não o merece por desrespeitar os outros, a legitimidade democrática do voto mas nunca a representatividade que julgam ter e estupidamente os OCS dos Charlots volta e meia Charlies dão cobertura acéfala e meios de intoxicação pública e todo o ruído me(r)diático dos tempos modernos.
O isolamento do FC Porto nos OCS a 25/4/2015
E é a imagem do País palonço e bronco que ainda hoje (especialmente) as pantalhas revelam nos tais "15 segundos de fama". E este que assina pelo nome próprio e assume posições que só a ele vincula, sempre identifiquei o mau modelo que o FC Porto entendeu seguir. Hoje, nos 41 anos de 25/4/74, até o clube pretendeu associar a Liberdade à sua Expressividade enquanto instituição no País, uma das mais conhecidas aos olhos do mundo. Pelo meio, o FC Porto foi torpedeando pessoas próximas e projectos amigos para ter "zombies" informativos que denunciam não ser fadado para isto.
E por alguma razão Lisboa continuou, 41 anos depois, a ser Portugal e o resto paisagem. A mim nada me surpreende, este declínio do Porto já o pressentia na viragem do milénio. As opções comunicacionais do FC Porto, ironicamente, puseram, ainda hoje, muitos portistas, e boa parte da bluegosfera, a lerem avidamente e a comentarem o que os detractores dizem. Digamos que era preferível que fosse ao contrário e a tendência fosse para diminuir-se a sua "influência" junto dos pobres de espírito, até porque se as vendas dos pasquins caíram abruptamente - depois dos picos inéditos e irrecuperáveis dos anos do Penta que coincidiram, sem ferir ninguém, com a ascensão dos diários ditos desportivos - e hoje são, em regra, metade do que eram há 10 anos, coincidentemente o tempo do FC Porto impondo-se de novo, em Portugal e na Europa como se sabe, há procura para saber o eu dizem...
Ora, sem fazer mais do que pôr em campo competência e contundência, o FC Porto ajudou a pasquinagem a vender bem e não a ganhar por a pasquinagem dizer bem. Parece que foi no século passado, mas não, a memória é curta e torna-se ainda mais diminuta quando parece que só se lê o que dizem em Lisboa, tal como ao 24/4/74. Só falta esperarem ainda, como há 40 anos, que A Bola chegue apenas ao fim da tarde de 2ª feira com as crónicas de domingo...
Ora, sem fazer mais do que pôr em campo competência e contundência, o FC Porto ajudou a pasquinagem a vender bem e não a ganhar por a pasquinagem dizer bem. Parece que foi no século passado, mas não, a memória é curta e torna-se ainda mais diminuta quando parece que só se lê o que dizem em Lisboa, tal como ao 24/4/74. Só falta esperarem ainda, como há 40 anos, que A Bola chegue apenas ao fim da tarde de 2ª feira com as crónicas de domingo...
Os socialistas tomaram conta dos OCS como nem no tempo áureo dos socialistas no início dos anos 80. Salvo os extremismos do PREC, cujos tenebrosos 40 anos de infame existência no Verão Quente de 75 mal são aflorados nos OCS (bisonho minuto de evocação na Antena 1, creio que também na RTP, emitindo apenas sons da época, sem contextualizar e muito menos historiar e revelar a iminência de um estado comunista em Portugal), nunca a Comunicação Social esteve tão manietada e em modo de autocensura fruto de uma informação criteriosamente vigiada onde abunda lápis vermelho, como agora está. E quem me conhece sabe que digo isto já há vários anos. Prenunciei sempre o pior na viragem do milénio, o da informação supostamente livre - só garantida por vozes livres e iniciativas individuais/privadas - mais condicionada que nunca e diariamente torpedeada pela emergência das Redes Sociais.
Não faltam denúncias certeiras e verdadeiras do statu quo. A blogosfera é um pólo incontornável de Liberdade, amiúde mal expressa mas igualmente muito assertiva e correcta. Convém é ler, ler sempre, conhecer coisas e pessoas e extrair consequências, contextualizar e historiar, algo que os OCS não fazem por burrice nem é por não quererem...
Aos defensores do socialismo tuga boa sorte, pena é muita gente ter de continuar a pagar por isso....
Se os militares - sempre contrariados por ficarem à margem quando sempre quiseram ser o centro das atenções e dominar o poder - não estão nas cerimónias oficiais ninguém se importa salvo uma dúzia de sequazes ardentes de comunismo nas veias. Quase ninguém liga àquilo e em dia de calor a praia é o Te Deum tuga do hedonismo instalado.
Aos portistas, melhor ainda agora que se garante inexorável a vontade de Pinto da Costa de não se reformar.
Não vamos longe. Por exemplo, actualizando à hora de almoço, evoque-se o presidente da ERC (ORC?) que é comuna e portista e fica muito bem onde está, até mostrando a costumeira indignação...
Pessoalmente, tenho motivo bem recente para celebrar um 25 de Abril nem que seja de origens vermelhas. Adoro a Liberdade! Se tiver olhos limpidamente azuis tanto melhor. De resto, o amor é lindo.
24 abril 2015
Troika interna merece bandeira da Internacional

Ideólogos e defensores da limpeza informativa como se OCS não fossem já domesticados (feitos charlots armados em charlies)
"Mas há aspectos positivos. Em tantos meses o CAA passou a comer menos e a perder quilos enquanto se redefine de ex-liberal a feroz defensor do estatismo, pior que dúvida existencial. A Inês artista já não tem viagens pagas a e de Paris :) o que é um prosaico cartão de visita
Já o patético Telmo Correia, não admira andar nisto por duas coisas:
1) depois de enterrar Eusébio no Panteão, amordaçar a CS é digna de outro benfiquista truculento-esquizofrénico
2) o famoso Rui Grunho da Silva, aka ex-parlamentar vociferando contra a liberdade de MRS a quem impediria simplesmente de falar.
Já o patético Telmo Correia, não admira andar nisto por duas coisas:
1) depois de enterrar Eusébio no Panteão, amordaçar a CS é digna de outro benfiquista truculento-esquizofrénico
2) o famoso Rui Grunho da Silva, aka ex-parlamentar vociferando contra a liberdade de MRS a quem impediria simplesmente de falar.
Em traços gerais é isto :)"
(comentário meu no Blasfémias)
Etiquetas:
Liberdade,
liberdade...
No "24 de Abril" não havia disto!
Um dia quis vasculhar o livro de Francisco Louçã e Cª "Os Donos de Portugal". É uma peça de história. Comprei. Registo. Fora as diatribes ideológicas às quais só alguns tolinhos dão atenção e garantem votos.
Hoje é isto. Já se sabia. Os donos estão lá fora. Muita coisa desapareceu. Alguma foi ficando, transformada contra tudo e contra todos. As OGMA, por exemplo. Mas a TAP tem de ser dada, seja como for. A RTP idem. Transportes ibidem. Eles não acabarão. A mama de uns sim. Agora é isto.
Subscrever:
Mensagens (Atom)








