30 maio 2015

FA Cup Final: os 10 melhores golos com Gerrard on top of it


Os de Birmingham estiveram na última final em Wembley antes da demolição, em 2000, perdendo com o Chelsea por 1-0 quando os Blues eram todos estrangeiros mas a era-Abramovich estava longe de chegar e Mourinho mais ainda... Mas este ano eliminaram o Liverpool e impediram um clássico dos Reds nas finais com o Arsenal: este vai tentar manter o troféu que há um ano esteve quase a perder, com 0-2 para começar com o Hull City e ganhando 3-2 no prolongamento. Mas ainda há uns anos o favorito Arsenal perdeu em Wembley a Taça da Liga para o Birmingham City da II divisão... O Aston Villa tem 7 conquistas, a última em 1957, como Liverpool e Chelsea, o Arsenal pode chegar às 12 descolando do Man. United.

Voltando aos golos das finais de há meio século para cá, que a BBC deixou em votação:
Essa final de 1981 teve 1-1 no primeiro jogo com Tommy Hutchinson a marcar para o City e a igualar na própria baliza. Depois, na repetição, o Manchester City deu a volta (2-1), os Spurs empataram e Ricardo Villa fez um slalom a solo que deu a vitória. Lembro-me do golo de Steve McKenzie, um dos eleitos, um remate de fora da área de primeira a um ângulo superior da baliza dos Spurs que tinham, além de Villa, Osvaldo Ardiles no meio-campo e a um ano de Inglaterra e Argentina combaterem na Guerra das Malvinas que tornou a vida dos dois argentinos menos agradável em Londres.
 
Já o golo de Gerrard, em 2006, foi notável, pela distância (quase 40 metros), por ser o último minuto do prolongamento onde o Liverpool esteve a perder 3-1 com o West Ham em que pontificava um tal Frank Lampard que com Gerrard depois compôs a dupla de médios centrais da Inglaterra. Gerrard mancava, tivera cãibras, mas arrancou um pontapé fenomenal que levou o jogo a penáltis - a 2ª final consecutiva decidida assim (Arsenal-M.U. em 2005 estreou com 0-0) e a última jogada no Millenium de Cardiff até Wembley estar refeito - considerada a melhor final de sempre na FA Cup.
 
Não tinha ideia do golo de Charlie George, na dobradinha do Arsenal em 1971 nem se a RTP transmitiu o jogo. Nalguns anos não o fez, lembro-me de 1975, que marcou a despedida de Alan Ball no Fulham, e 1984 quando o Everton ganhou ao Watford cujo presidente, a chorar na bancada e com a esposa ao lado..., era Elton John. Já em 1985, sim, lembro-me do golo monumental de Whiteside na final que teve a 1ª expulsão da história na FA Cup em Wembley, Steve Moran, com o jovem norte-irlandês a resolver de forma soberba ante o campeão inglês que ganhara também a Taça das Taças ao Rapid Viena e contra 10 não chegou ao Treble uma equipa com um 11 base quase indestrutível durante 3 anos com Howard Kendal e que Bobby Robson, relutante, demorou a transpor para a selecção inglesa depois de ter perdido com Portugal na arrancada do Mundial-86 no México.

Outras finais de Taça por aí na Europa:
A tarde de hoje começa com um fora-de-série, literalmente, Inverness-Falkirk totalmente imprevisto em Glasgow, depois de os homens das Highlands terem eliminado o Celtic campeão e com quem perderam 5-0 no fecho da Liga. Acho que só nos anos 20 era capaz de se compor um cartaz deste género, quando Kilmarnock e Albion Rovers se defrontaram. O Inverness estreia-se na final da Taça da Escócia, a 130ª edição, ao passo que o Falkirk venceu duas, em 1913 (cartaz com o Raith Rovers...) e 1957 (com o Kilmarnock na negra e em 1997 a vingança na reedição do confronto e a última presença do Falkirk em Hampden Park) - 1957 curiosamente o último êxito do Aston Villa na Taça de Inglaterra.
 
Há ainda o Dortmund-Wolfsburgo em Berlim a uma semana da final da Champions a jogar também no Olímpico, para a despedida de Klopp dos amarelos do BvB e a confirmação do sensacional 2º lugar dos verdes lobos na Bundesliga.
 
O Auxerre, 9º da II Divisão, "recebe" o campeão Paris SG, quase um derby no Stade de France e uma provável dobradinha do PSG tricampeão tricolor.
 
E, claro, o Barça a repetir com o Athletic de Bilbau uma das muitas finais entre os dois clubes (última em 2009 e também o 4-1 do Barça rumo ao Triplete ampliado depois ao Sextete histórico), na Taça do Rei em que são quem tem mais troféus; uma final em que os catalães jogam em casa - o Real Madrid não quis ceder o Bernabéu, onde as duas equipas tiveram uma tabalha em 1984 para escândalo do Rei Juan Carlos e Maradona de cabeça perdida; agora os bascos não temeram o estádio do adversário preferindo também o "aforo" - com a curiosidade de os dois clubes terem ganho sempre que as finais correram no Camp Nou mas hoje só pode ser um e o campeão procura a dobradinha antes de tentar o Triplete em Berlim com a Juventus no próximo sábado.

O Athletic que com Valverde defrontou o FC Porto nos grupos da Champions e perdeu os dois jogos (1-2 e 0-2) quando andava mal na Liga mas recuperou n 2ª volta até chegar ao 6º lugar e ganhar o regresso à Europa que parecia perdido.

29 maio 2015

A tragédia de Heysel que melhorou o futebol

 
Não posso dizer o que eu estava a fazer naquela altura em que, apesar das imagens em directo, não tinha em conta a mortandade que acabaria por verificar-se e nem ia largar as mãos do que estava, deliciado, a entreter-me noutra dimensão celestial. A final da vergonha acabou por se realizar com um sector do estádio belga devastado junto à curva onde se situava o grosso dos adeptos Reds que carregaram sobre os italianos encurralados. Uma vergonha ampliada pelo resultado falseado, com uma queda de Boniek fora da área, o árbitro suíço Daina a marcar penálti e Platini a converter, sem vergonha alguma... A Juve ganhou 1-0, os ingleses foram suspensos 5 anos pela UEFA regressando às competições de clube apenas em 1990-91 e Thatcher, notável PM em Inglaterra com mais uma preocupação que não a deteve, como antes a greve dos mineiros e a Guerra das Malvinas.
 
A década não acabaria sem a tragédia de Sheffield, bem pior, em 1989, também com os de Liverpool intervenientes mas agora contando 96 mortos entre os seus. Tudo porque adeptos retardatários para a semifinal da FA Cup a 15/4/89, Hillsborough, estádio do Shef. Wednesday, forçaram a passagem para uma bancada pela porta central esmagando quem já estava lá dentro contra o muro e a vedação metálica, quando havia entradas laterais e lugares nas margens da bancada para os acolher mas ninguém soube vedar a entrada central e distribuir os adeptos para os flancos. Uma vergonha que a Polícia de Sua Majestade até há pouco logrou encobrir para se livrar de culpas no mau trabalho feito.
 
Ainda houve o incêndio, casual mas igualmente mortífero, na bancada de madeira de Bradford e, no final da década terrível em que o futebol ganhava amplitude planetária, as condições dos estádios haveriam de melhorar: imposição de lugares todos sentados e numerados, eliminação das vedações metálicas, vigilância apertada dos adeptos violentos e, finalmente, com o tempo, a erradicação do hooliganismo. Grande reestruturação dos estádios ingleses, câmaras de vídeo, proibição de venda de álcool, um belo trabalho feito para reconstruir o futebol em Inglaterra.
 
Heysel foi faz hoje 30 anos, ainda veríamos o terror durante o Euro-88 na RFA, por exemplo, mas só nas ruas, menos já no Mundial-90 em Itália e quase nada no Euro-92 na Suécia. O Mundial-94 nos EUA, por sinal sem a Inglaterra apurada, contribuiu para acalmar tudo. Quando o Euro-96 se jogou, em Inglaterra, já os estádios eram seguros e, como o slogan, football coming home tornou-se a celebração do jogo na pátria do futebol que ameaçara destruir o "national game" desde a década de 70 com violência imparável.
 
Fica só a memória e a nota positiva de tudo ter começado a mudar desde então. Até a minha vida mudou 30 anos depois face ao que fazia na altura em que não estava sintonizado com a dimensão da tragédia.

27 maio 2015

E o Beto já tem tantos troféus da UEFA como os clubes de Lisboa juntos...

O Sevilha venceu pela quarta vez a Liga Europa/Taça UEFA, tornando-se recordista da competição à frente de Juventus, Inter e Liverpool com 3 troféus. Numa final de demasiado ímpeto físico, mas em que M'Bia e Kankava os mais faltosos jogadores de toda a prova não viram qualquer amarelo apesar de serem os primeiros a merecê-lo, mais nervosa e menos cerebral, mais lutada do que jogada ainda que emocionante mas muito mal filmada na tv, o Dnipro caiu ante um erro grosseiro defensivo ao aliviar mal ou nem chegar a fazè-lo em 3 ocasiões dentro e fora da área, podendo Vitolo na insistência desmarcar Bacca que bisou e decidiu em Varsóvia. Foi numa assistência primorosa de Reyes que Bacca deu a volta ao marcador depois de o polaco Krychkowiak ter igualado o golo magrugador de Kalinic assistido por sua vez por Matheus. Rotan fez 2-2 antes do intervalo num magistral livre directo mas o Dnipro teve menos jogo organizado de ataque e saiu pior a jogar desde a defesa, acusando a inexperiência que se paga nestas ocasiões.
 
Desta vez foi suplente, após recuperar de lesão e com Sérgio Rico muito bem na baliza, mas Beto logrou a sua 3ª medalha de vencedor em 5 épocas (2011, 2014 e 2015), tantas quantas Benfica e Sporting obtiveram nas provas da UEFA em mais de 50 anos. Também Daniel Carriço, lutador inveterado, já leva o dobro de troféus europeus do seu antigo clube de Alvalade e quase desviava para o 4-2 e sentenciava uma partida sempre a alto ritmo mas muito aberta e algo desorganizada, alvo propício para caprichos da bola.
 
O Beto que na final do ano passado, agigantando-se nos penáltis como tantas vezes fez no FC Porto (e no Leixões!), me fez frisar ser o melhor g.r. português da actualidade. E recordar um dos muitos actos de gestão desportiva criminosa do FC Porto ao aceitar despachá-lo.
 
Beto viu Boyko ser herói na baliza ucraniana e fazer uma das mais memoráveis defesas em finais europeias a negar o hat-trick a Carlos Bacca, e o ex-colega Matheus, no Sp. Braga, sair desfalecido do campo após choque com Tremoulinas quase no fim. Matheus foi um dos mais perigosos jogadores do Dnipro - a 101ª equipa a disputar uma final das eurotaças e sucedânea do Braga que como 100º finalista também perdeu a prova por um golo de diferença. Matheus, vendido pelo Sp. Braga por 500 mil euros, foi um jogador muito pouco ou quase nada falado entre o pouco que despertou, além de Bruno Gama, da parte ucraniana na Imprensa portuguesa de vistas sempre curtas.
 
O Sevilha garante o apuramento para a Champions na única benesse agora concedida aos clubes da prova menos prestigiada que costuma apanhar o refugo dos campeões. O Dnipro começou por ali mas não chegou sequer ao play-off e disputou o seu 18º jogo (mas apenas 6 vitórias ao todo) europeu da época, embora a temporada do Sevilha tenha sido muito mais desgastante (são 38 jogos na Liga espanhola, mais a Taça a 2 mãos e uma campanha europeia de 15 partidas) mas não retirou uma tremenda capacidade física aos andaluzes que voltam a bisar no troféu com Unay Emery a replicar o êxito de Juande Ramos em 2006 e 2007 com o clube do Nérvion e uma cidade que, desde o FC Porto em 2003 no Estádio Olímpico da Cartuxa, tem marcado a prova de forma indelével.

Emery que ganhou o jogo ao tirar Reyes sem esconder a sua insatisfação mas ao reforçar o miolo com Coke, voltando a agarrar a partida e o fluxo do jogo. Com o 5º lugar na Liga vai à Champions e tem mais mercado agora do que teve no Valência onde fez boas temporadas. Quando o vi no Spartak de Moscovo não apreciei a organização da equipa russa nos jogos com o Benfica no grupo das Champions mas sem vedetas, ou Reyes em fim de curso, logrou uma façanha duplamente impressionante depois de recuperar a equipa desmantelada à sua chegada e afundada na tabela no início da época passada quando substituiu Míchel.

Teremos sempre Viena!

 
Felizmente temos Gelsenkirchen, como ontem, ou Sevilha e Dublin no Maio de todas as medalhas.
Mas o Prater, a música no coração daquele concerto de Madjer e Cª...

25 maio 2015

Entre Carlos Eduardo e Quinzero...

Tal como o clube, dono da Informação, não informou ter desistido de disputar um "Veraniego" na América do Norte, também Pinto da Costa não dá toda a informação sobre a próxima época. Às vezes também é porque não se lhe pergunta, espera-se apenas que diga alguma coisa.
 
Vem a propósito de dois dias consecutivos - uma maré da Nazaré"! - de falares e notícias em O Jogo e no JN. Dá para um ano de silêncio e inacção. Mas deu para confirmar que Bueno e Sérgio Oliveira vêm, como já tinha sido noticiado, além do regresso de Carlos Eduardo, menos previsível ainda que estivesse no Nice por empréstimo e lá conseguiu um raro recorde em França: 5 golos num jogo!
 
Ora, como Carlos Eduardo não foi um 10, muito menos o 20 atribuído a Deco que uns tontos imaginaram, na época passada, fico preocupado mesmo que signifique a saída de Qunzero, inadaptado absolutamente e sabe-se lá se alguma vez será jogador a sério. Confirmar que Carlos Eduardo volta, esperemos que mais maduro, e não perguntar se tal significa a saída do colombiano é nem abanar a árvore a ver se cai mais alguma coisa, é apenas esperar que caia uma maçã e não tirar alguma conclusão ou ideia, já nem digo uma inovada teoria da atracção ou gravitação como Newton imaginou...
 
De Bueno, nem mal nem bueno, não sei e não é algo que suscite interesse. Sérgio Oliveira não parece, ainda e mais uma vez, ter estaleca para ser titular no FC Porto, mas a ver vamos. Carlos Eduardo também não desperta uma emoção por aí além.
 
Pelo que o mais importante é saber se se consegue manter Casimiro e Oliver Torres. Também não acredito que Casemiro fique no Real Madrid, onde volta após empréstimo. E com Ancelotti de saída, o novo treinador não imaginará o percurso que o brasileiro fez esta época. Vou pelo regresso de Casemiro. Já Óli Torres foi muito seguido pelo Atlético e Simeone e dirigentes sempre elogiaram a sua progressão. Vejo mais difícil, mas Pinto da Costa sabe da sua categoria e disse que, tal como Casemiro, espera manter o pequeno produto da cantera colchonera.
 
Também nunca dei por garantida a saída de Jackson. A Liga tuga começa a ser curta para o tri melhor marcador e Jackson ganhou o respeito de todos os adeptos, mesmo dos outros clubes rivais, pela sua estatura profissional e marca de jogador de eleição. Pinto da Costa disse apenas que sairá se baterem a cláusula de 35ME.
 
Bem, admito que Jackson acabe no Atlético de Madrid, onde Mandzukic não ficará e Falcao dificilmente voltará depois de ter-e sugerido uma troca com o Mónaco, detentor do passe do colombiano, se o croata fosse para a equipa de Jardim no Principado. E Jackson+35ME bem valeria a insistência em Oli Torres, ainda que tenhamos de descobrir um goleador e está cada vez mais complicado.
 
Helton fica, era o que faltava e falta saber quem um dia ocupará a baliza, depois de tanto ter-se esbanjado em g.r. de opção e não como titulares, como era e é o caso de Fabiano, claramente sem vida para a função no Dragão, apenas como alternativa.
 
Para já sai apenas Danilo, como se sabia, e é preocupante que dado como adquirido e oficial a sua saída Lopetegui não tenha confiado em Ricardo Pereira em Munique, preferindo uma desastrosa adaptação de Reyes com os resultados que se conhecem e o reconhecimento do erro colossal cometido a substituir o mexicano pelo português com a burrada feita.
 
E não vaticino ou opino mais nada. O futebol é muito volúvel, escasseia informação e ainda se pensa que esta dose de opacidade ajudaria alguma vez clubes em Bolsa...

24 maio 2015

Saber de Comunicação preserva princípios inabaláveis: a lição em Madrid e dupla reprovação no Porto

Em Madrid:
 
Isto é uma notícia, mesmo que não divulgada em Portugal e muito menos pelas pantalhas da parvalheira que seguem o Ronaldo como seguem o Carreira. Carletto não ganhou nada, mas sai (sairá?) com o respeito de todos, parece que menos do presidente desejoso de "Florentinálo" pelas costas.
Não é já uma notícia, seria requentada, mas recuperar o sentimento de inimizade dos mesmos (basicamente) jornalistas em relação a Mourinho que antecedeu Ancelotti e semeou discórdia em todos os sectores incluindo o balneário e zangas com praticamente todos os jogadores de Casillas a CR7 passando até por Pepe que a dada altura saiu em defesa do g.r. "que é uma referência do RM" (sic) já seria algo a aduzir sem problemas - se a Informação tuga tivesse coluna ertebral e por cima algo semelhante a massa cinzenta que não de cimento puro e duro. E, lembre-se, o balneário do RM deseja a continuidade do técnico, mesmo que as estatísticas digam que perde mais do que ganha com equipas espanholas do mesmo gabarito: 4 pontos em 16 possíveis esta época com Barça (1v 1d), Atl. Madrid (2d e uma por 0-4) e Valência (1d1e "agónico" chegando a 2-2 após 0-2 em casa), os clubes de Champions. Também o balneário em contraste com Mourinho que desejava vê-lo pelas costas.
 
Também neste caso os jogadores não olharam aos resultados. Os jornalistas não olharam aos resultados. A educação desportiva e comunicacional é outra. Mourinho criou sempre anticorpos porque julgava que lhe beijavam os pés: vitimizou-se como tuga mal comportado!.. Há muito mais a aprender com Espanha, como sempre digo, do que copiar os templates de alguns jornais mais patuscos (o Rascord quis inspirar-se tanto na Marca, eu prefiro o Ás, que até algumas notícias copiou...).
 
Num dado ponto percebe-se que há comunicação, duas partes entenderam-se sendo tão antagónicas nas suas funções com o treinador A como com o B, mas em que o entendimento falha com outros protagonistas. Quem muda é só o treinador.
 
No Porto:
Parabéns aos Heptacampeões!
Mas...
 

O pasquim informou mal, mas o clube informou pior e a reboque. Faz lembrar o câncro do Robson: não tem, como se dizia há 20 anos, nenhum câncro no estômago, respondeu Pinto da Costa. Pois não, era na região nasal...

Há coisas que nunca mudam no FC Porto: a estupidez institucional de julgar ter o mundo todo contra si mas nada fazer pelo seu mundo associativo e simpatizante, uma crítica recorrente que muitos não aceitam mas preferem o chorinho da vitimização sem verem se internamente algo muda para melhor e estarem sempre à espera que a Virgem apareça.
 
Não há portista que se sinta confortado pela rede de Informação do clube, diria até da própria relação com o clube para quem a mantém e da qual desisti há muitos anos por não aceitar ser enxovalhado em vez de seduzido e desde então tive, e mais ainda este ano, milhares de exemplos para não dar a confiança da minha adesão a um clube que maltrata os adeptos, a Informação que lhes chega e claro, em ultimo caso, o próprio emblema.
 
Volto ao ponto da Newsletter que mal soube da sua anunciada existência disse logo: chega tarde, sai cedo (ao fim do dia de trabalho) e porventura terá de reagir tarde ao que sair nos pasquins do dia seguinte. Já tinha devidamente caracterizado o Torto Canal e não me enganei. O Dragões Diário também não.
 
Este é um ponto, mais uma vez, que confirma a minha tese de total inadequação de meios, gente e saberes do que deve ser uma comunicação de um clube. O FC Porto dá tiros nos pés permanentemente. E nenhum adepto pode ficar tranquilo. Alguns devem ter e sentem vergonha
 
O FC Porto veio informar 6ª feira os seus adeptos de que, afinal, não participará mesmo numa competição para a qual já se sabia o calendário e na qual, em dia de promoção e divulgação, Rui Barros até participou, voando para os EUA logo a seguir ao Benfica-Porto. O site do FC Porto de 27 de Abril tinha a notícia do torneio e dos jogos a realizar no Canadá, EUA e México. A foto do Rui Barros lá, também. E, contudo, quase um mês depois, somos confrontados com a notícia, NÃO DADA PELO CLUBE, de que afinal não há "Champions Cup" na América do Norte.
 
Não é pela competição, que vale o que vale e também não vejo que ir ao México, directos de NYC, estragaria os planos da nova época pois o FC Porto desta vez não jogará o Play-off e entrará nos grupos da Champions directamente.

Poderiam explicar em que atrapalha a planificação ir ao Azteca com Herrera e Reyes nos quadros, o que parecia de todo normal e consentâneo com a divulgação do clube com dois expoentes da selecção tricolor?).
 
Esta asneira do FC Porto é ser forçado a divulgar um facto por força da publicação de uma notícia, mesmo que enviesada pela costumeira clubite. Mas o pasquim fez o seu papel; o clube não! A Newsletter não serviu para dizer que, afinal, o FC Porto não vai porque não gosta e o FC Porto já sabia e nada disse. E não serviu a Newsletter que alguns patuscamente apreciam mas ignoram o mau timing e o ter de reagir atrasado, por ter saído de véspera, para desmentir uma notícia da manhã seguinte (como era previsível), precisando meter um reparo no site.
 
São precisos jornalistas para esta merda? Não, basta serem totós, os charlies e os charlots do costume. Tem lá licenciados e tudo, um deles até passou a vestir a fatiota do FC Porto como quadro para a área do Internacional (vide sorteios da UEFA). 
 
Espanta-me, isso sim, que alguém da tarimba de Francisco J. Marques faça a figurinha que acaba a fazer, pela autoria que lhe atribuem (não sei se assina a coisa). Quando foi anunciada a sua inserção na área comunicacional do FC Porto, creio que para director de Informação, elogiei-a e julguei ser um passo certo na afirmação dos conteúdos informativos e afirmação institucional do FC Porto. Um ano depois dei a mão à palmatória por não ter visto nenhuma mudança e nenhuma diferença com a presença do Xico que conheço há muitos anos e com ele trilhei várias das sete partidas do mundo e das coisas da bola.
 
Não espanta, porém, ver um jornalista sabedor e até prestigiado, como sempre vi o Xico, perder a educação e exemplar formação como elemento da Comunicação e os princípios sagrados que não podem ser manietados ao trabalhar para um clube - em geral os clubes aproveitam patos-bravos e não catalogo o Xico nesse painel.
 
Há dias, tomando em conta, de novo via terceiros porque não sigo directamente nada de onde nada (comprovadamente, como se confirma) espero obter (site e panegíricos do FC Porto aí por blogues da treta por muito amigos que sejam), também foi má a forma como a Dragões Diário reagiu - invocando até o bloqueio de Cuba em vias de terminar - às pás e picaretas que, com piada e com civismo, alguns adeptos mimosearam os jogadores antes do primeiro treino da semana, tendo depois a resposta adequada - e que aqui antecipei por ser esse o meu sentimento - dos alegadamente visados Superdragões.

A chamada de atenção feita aos adeptos ou a ironia (têm direito) destes pelo seu desapontamento: qual delas seria subscrita pelo jornalistas Francisco J. Marques no Público ou no JN, ele que também não se poupava a criticar o FC Porto apesar da sua afeição? Quase apostaria os meus tomates em como ele subscreveria como piada oportuna e realçaria o civismo da ocasião a atitude nada desrespeitosa dos adeptos. Mas se teve de ser ele a chamar a atenção e a evocar Cuba sabe-se lá porquê, pois teve a resposta, todos viram, no jogo com o Penafiel.
 
Nesse episódio, os Superdragões reagiram bem, ao que li. A SAD espera só que os adeptos batam palmas? São os adeptos que percebem faltar "ADN de portismo à flor da pele" aos jogadores (e mesmo à SAD cada vez mais distante das bancadas)? São os adeptos que esperam melhor informação do clube e para a qual vão percebendo ter mais educação na função do que os supostos profissionais, muito bem pagos, colocados amigavelmente nesses lugares que, afinal, nada dizem. Os adeptos vão percebendo que há distinções incompreensíveis e promoções internas inconcebíveis a não ser por amiguismo e até nepotismo. Como nunca veremos accionistas, patrocinadores e outros "amigos do croquete" encherem as bancadas, têm de ser alguns 16 mil a garantirem gente no Dragão. E isso os adeptos são os únicos a cumprir, não são totós nem charlies nem charlots.

Enfim, mais um episódio de atavismo interno de quem julga ter o rei na barriga e pensa estar a falar para cubanos ou norte-coreanos. Um episódio que cava a distância associativa - desta vez nem assobiativa - para quem perdeu a ligação à terra. Uma marca deprimente do FC Porto avesso aos ventos da mudança e enredado nos seus miasmas estruturais que muitos adeptos até pressentem mas, venerandos e submissos, custa-lhes admitir mesmo sofrendo sempre cada soco no estômago.

Se preferirem sempre matar o mensageiro, ficam com a Informação cubana ou norte-coreana que é a que merecem. Por isso a Imprensa do Porto definhou, por falta de compradores e de leitores interessados e intervenientes. O portismo instalado manieta o clube. É o que é.

23 maio 2015

A curiosidade insólita ao arrepio da regularidade alarmante do campeonato

O campeonato da pouca-vergonha encerra hoje com praticamente nada para decidir, fora a pendente questão do 6º lugar que tem Nacional, Marítimo, Belenenses e P. Ferreira na liça e uma vaga europeia em aberto mesmo que para começar a nova época muito mais cedo por causa das qualificações da Liga Europa.

E depois de tantas interrogações, tantas antecipações sobre o que sucederia, tantas coisas bizarras numa época com fenómenos dignos do Entroncamento, eis que um adversário do Benfica pode enfrentar o campeão sem jogadores suspensos. Não, não me refiro ao Monterrey que vai inaugurar o seu estádio a 2 de Agosto e cuja Imprensa local destrata o clube local e o clube convidado como nesta capa do "Afición" - com o cume de lhe diminuírem, ainda por cima, uma estrela!...

Nada melhor, em sequência, do que rematar o campeonato para canto sem uma supervisão e muito menos a garantia da Verdade Desportiva ao passo que se critica o excesso de zelo policial na festança bêbeda de um título claramente manietado pela Máfia instalada da bola tuga. Incidentes fora do campo e fora de horas que não mereceram um ui nem um ai de reparo, suspiro, condenação ou instrucção disciplinar e siga para bingo- Também o que foram fazendo aos desmandos do Jesus na terra ao longo destes anos e ainda dele no ano passado precisamente em Guimarães e com um polícia também envolvido e sempre com o Benfica de permeio mais a sua inimputabilidade e imunidade, pelo que isto é só mais do mesmo "o futebol é um estado dentro do Estado" tão em voga há uns anos e agora convenientemente guardado na gaveta como o socialismo da treta.

E Liga, FPF, Arbitragem, como diria o Oliveira a propósito de carimbos, jogadores fraudulentamente inscritos e "estive envolvido na maior fraude do futebol" (caso N'Dinga), "caladinhos que nem ratos"!...

Nem de propósito também, há um Gil Vicente-Belenenses, que pouco decide. Mas em 2006 ou 2007 levou, de novo por má inscrição alegada do jogador Mateus, à despromoção gilista na secretaria depois de o 1-0 final ter ditado a descida do Belenenses no campo mas salvo na secretaria pela Cunha Leal que deu outras manigâncias - e em 2005 um título escabroso ao Benfica! - no palco fértil da podridão do futebol tuga. 

Porreiro, pá!

22 maio 2015

Jackson não quis despedir-se como Danilo faltando só as enxadas para a SAD

Danilo culminou mais uma actuação dedicada e extrema de abnegação com um golo nos instantes finais do último treino do FC Porto antes das férias. Jackson ainda teve tempo, mesmo assim, para corresponder a um dos raros bons cruzamentos de Quaresma entre os momentos em que o seu desacerto o revoltava contra placards e postes que não tinham a ver com aquilo. Parecia que Danilo, oficialmente de saída, teimava em despedir-se com elevação e acerto. O outro ponta-de-lança, Aboubakar entrado para o lugar vago do desaparecido Brahimi, tinha marcado um golo subtil numa desmarcação inteligente a que a sua capacidade técnica não corresponde inteiramente e aprimorou uma assistência com passe de ruptura que quase nunca entra, muito menos na área e com uma defesa plantada por parte do adversário em autocarro de duas linhas. Foi Aboubakar a destacar-se, enquanto Jackson falhou o inimaginável de cabeça a meio da 1ª parte e esbanjou clamorosamente o último sopro de vida que Quaresma lhe concedeu. Pior do que Jacskon só mesmo o Brahimi que ainda fez pior mais perto da baliza e já a sentir tanto o intervalo quanto a chegada das férias em que entrou desde o regresso de África em Fevereiro.
 
Uma noite surreal no Dragão a que acorreram uns 16 mil estóicos para não aplaudir, entre eles meia dúzia das claques que primaram pelo silêncio em geral e a ironia em particular, dispensando pás e picaretas e outras ferramentas de trabalho sério e duro que a absurda e apática SAD terá de usar para desenterrar uma equipa ganhadora durante um Verão quente e já marcado pela idiotice da mal explicada ausência de uma competição amigável mas de relevo internacional a que (a SAD) teve de sair, forçada, a terreiro para nada dizer. Nada dizer, nada fazer, nada protestar, nada mostrar, nada indicar para o futuro a não ser o atraso institucional e comunicacional a que se deixou remeter. Foi a ela, a SAD, que o silêncio, os assobios concertados por alguns minutos, o virar de costas à espera que os administradores, os patrocinadores e os accionistas encham bancadas cheias de cadeiras vazias, tudo foi dirigido. A pasmaceira do último treino com cariz oficial de competição condiz com a estupidez instalada nos corredores longe do balneário em cujas cercanias parece não existir vivalma.
 
Dois parágrafos que resumirão a noite patética e o fecho de uma semana que ridiculariza o FC Porto e enche de vergonha quem se sente portista: os adeptos e alguns jogadores, mesmo entre aqueles que se despediram - emotivo adeus de Danilo! - ou estariam em vias de fazê-lo, mas Jackson deve querer repensar ficar para continuar a falhar ridiculamente tanto quantos os que costuma marcar brilhando intensamente.
 
Mas uma nota, ainda, no fim: se José Angel foi sempre certinho, raramente comprometendo, e já nem comparo ao Quinzero que esperemos tenha assinalado condignamente a despedida sem saudades, como é ou para que é que Lopetegui o preferiu em vez de Alex Sandro senão para comprovar a inutilidade do esforçado mas limitado lateral espanhol (à imagem de Campãña, como já salientei noutra ocasião)? O Projecto 611 falhado com a cara de Antero Henrique, um chico-esperto ex-amanuense de escrita na revista que ninguém lia mas paulatinamente chegou a soba do regime pintista, não produziu um jogador de jeito para a equipa principal e nem uma amostra de um lateral-esquerdo tuga que não é possível ser inferior a Angel? Tal como a história macabra de encontrar 3º g.r. alhures sem se aproveitar tantos que passaram pelas camadas jovens?
 
Numa época de tão grande vazio, saber que meia equipa titular pode partir mas que meio plantel de pouco serviu é avaliar o trabalho inqualificável da SAD em prospecção e projecção para exponenciar uma equipa que prima só em falhar. A cara e a inacção dos seus responsáveis a quem eram dirigidos os civilizados protestos a que faltaram as enxadas para cavar a sepultura de uma cultura de desperdício e snobismo burgueses onde vão sendo enterradas as esperanças de recobro do que foi um clube de trabalho identificado com a cidade.

Há 4 anos, alguém se lembra?

Neste dia, em 2011, o FC Porto chegava ao Jamor com um campeonato ganho só com 3 empates concedidos em 30 jornadas e uma Liga Europa disputada de fio a pavio ganha com um voo de Falcao em Dublin. Para compor o ramalhete, uma goleada das antigas e James a marcar 3 golos o que já não sucedia há 30 anos na final da Taça de Portugal. O V. Guimarães foi desbaratado com 6-2 e a época de AVB ficou como uma das melhores de sempre.

Hoje fecha-se um campeonato triste e vigarizado, em que o FC Porto aceitou fazer o papel de bobo da corte, deixando-se a dado ponto emudecer pelo politicamente correcto discurso em vigor até perto do fim.
 
Pode ser a despedida de Jackson com mais um título de melhor marcador, o terceiro em outros tantos anos de Liga tuga em que logrou um título de campeão, um 3º lugar da temporada finda do experimentalismo patético de uma SAD à deriva e um 2º posto desconsolado desta época na senda do aventureirismo, necessário face ao descalabro de 2014, que trilhou mau caminho e deixou uma época sem troféus pela primeira vez em mais de 30 anos.
 
Pode ser o sinal dos tempos, pode até apanhar alguém esquecido, um parolo deslumbrado com certeza, mas deveria reflectir.
 
Porque em 2011 iniciou-se o ciclo de outro tri, um tri condimentado por mais dois títulos e só uma derrota e sabemos bem como houve paixão com o galo de Barcelos.
 
Em 2015-16 pode iniciar-se outro ciclo de tri, mas sem campeonatos ganhos.
 
O declínio é evidente, já perceptível após o Tetra com Jesualdo Ferreira e a desconsideração pelo treinador que soube ser grande sendo antes ter sido campeão como técnico principal. O resgate casual com AVB teve o martírio insuportável de um Vítor Pereira bicampeão escorraçado por grunhos e desvalorizado também pelos mesmos da Administração.
 
E, contudo, não parece fazer sentido qualquer paralelismo.
 
A não ser, voltando a James, um paralelismo a modos do grunho do Carvalho que desconfiava dos 60ME de James e hoje, despudoradamente, avalia apenas potenciais talentos leoninos com uns pornográficos 60ME e sem se rir nem ninguém fazer ondas, quando vimos James numa época formidável mesmo sem ter ganho nada no Real Madrid mas carregando o melhor que o campeão europeu teve durante a época.
 
Não se esqueçam, enfim, que falamos sempre do FC Porto. Que hoje, sabe-se lá com quantos adeptos desencantados, se despede com o último, o Penafiel, com o qual há 10 anos, no seu estádio 25 de Abril, se abriu o ciclo do Tetra que Jesualdo soube prosseguir mas deixou Adriaanse, o revolucionário maluco, pelo caminho, ainda de novo tiro ao alvo de uma SAD que abateu todos os treinadores vencedores e acaricia os perdedores porque por eles é responsável máxima.

Dia de despedida deve ser também para Olegário Benquerença. O árbitro que só queria ser profissional se pagassem bem o suficiente para ter de aturar os nomes dados à sua mãe e às virtudes da sua vida particular ainda há dias se baldou de um jogo qualquer em Arouca. Já acabou a carreira internacional e dificilmente tem mostrado empenho em manter-se por aqui mais uns tempos. Não se perde grande coisa, pois nunca foi bom árbitro embora pudesse querer mostrar independência ainda que sem firmeza e muito menos convicção nas suas decisões. Mas sem dúvida que os que ficam são do pior.

21 maio 2015

Forma de campeões e tourada de informações

ACT: Tudo bons rapazes. Aqui sobre a vítima de quem se fala... Será verdade? Bem, o JN, vi esta tarde, diz que não, houve um detido no Freamunde-Leixões mas será outro, quiçá um primo ou primata...


Depois de todo um campeonato com arbitragens absurda e exclusivamente a favor e marcando a campanha do Benfica a encarnado vivo, mesmo com o FC Porto a cometer erros de principiante, literalmente, que lhe custaram o título pelo menos desistido precocemente, sem dúvida que os festejos e eventuais alegados excessos e algumas tropelias ariscas de gente de boa inducação caiu que nem ginjas para abrilhantar a faena. Algo que se repartiu por vários dias, inversamente aos erros dos jogadores camuflados da APAF. Veja-se a unanimidade dos pasquins generalistas de ontem, todos a focarem a Polícia e sempre de ângulos diferentes, como se fosse a Polícia a provocar desacatos, a queimar casas de banho (?) a arrombar compartimentos e assaltar lojas ou, na rua, a vandalizar tudo e até a Polícia...

Deste último aspecto há uma curiosidade: não foi destaque a prudência da Polícia ao desaconselhar a "festa" dita do Marquês. É curioso, porque cada vez que mete a Polícia é normalmente o Benfica em causa. O Benfica, já dentro do seu estádio, desautorizou a Polícia lisboeta várias vezes no tocante a organização de jogos. A Polícia local, através de um superintendente, que chamava "aquela gente do Norte" aos adeptos do FC Porto que arribassem à capital da pouca-vergonha. A Polícia local que teve uma superintendente chamada à atenção por não perceber nada daquilo quanto a perímetros de segurança num jogo de alto-risco.

Quanto a destaques, informativo era falar do Ano I depois da Troika, essa malvada, galdéria, estouvada que nos atormentou 3 anos+1 ano já sem cá estar. Assim por alto não dei conta de nada nos pasquins e só ouvindo na rádio, casualmente, o debate quinzenal na AR ouvi falar dos progressos de Portugal 1 ano após a Troika. Eu até acho que isso da Troika parece que foi ontem e, se calhar, que ela devia permanecer mais um tempinho, mas quem a chamou e negociou o MoU que agora faz por esquecer - a venda da TAP ali contemplada, por exemplo, entre cortes e austeridade definidos pelo prisma socialista de ser bom para todos, segundo a comunicação "Ó Luís, estou bem assim?; ou assim?" do PM que depois achou que o (actual) Governo devia "tirar-nos da situação em que nos meteu" - calculou bem o tempo para a Troika não ser empecilho, quatro anos depois, para enganar os pacóvios que votam pela ideologia e a socialidade socialista...

Também só é Charlie quem quer e normalmente são os Charlots desta vida. Porca miséria. E, afinal, mesmo não gostando de quem é, Portas tinha razão há um ano ao assinalar a saída da Troika. Um ano depois continuo sem saber se deve ser celebrado ou lamentado. Tivemos um período em que forçosamente nos conhecemos muito melhor uns aos outros. E como esta choldra é, se comporta, reage e se vitimiza.

Tal e qual como nos vândalos da bola, nos pilotos da TAP e nos FP que não queriam a Troika mesmo sendo ela a arranjar o dinheirinho para manter a vidinha e o emprego por precário que fosse. Veja-se a Grécia, aquela imagem com que nos condenavam a olhar ao espelho. Ah, a Grécia, a espiral, a recessão, o forçoso novo MoU, a crise, as exportações, o consumo, a confiança e, claro, os mercados, esses malditos que deixaram Portugal a flutuar e parecem condenar a Grécia às profundezas de uma Atlântida.

Entretanto, o Observador com méritos que tenha e tem, também fez um ano, sem Troika, mas não assinalou a saída da Troika, foi ouvir um maduro que já foi Bloco, Avante, Força, Podemos e o que se queira chamar. Isto pega-se ou é mesmo assim por ser estúpido?

 
Uma tourada completa digna dos forcados amadores a puxarem o rabo do animal que Vi-te ó Pereira tão ciosamente nutriu toda a época. E a idiota Imprensa descredibilizada a precisar de uma Troika e ajuda dos mercados anda em guerras de alecrim e manjerona caminhando alegremente, ela sim, para o abismo. Como diria o chamador da Troika, damos um passo em frente...