08 abril 2016

Sem carácter e sem vergonha - e Antero desculpado

Como previa, não valia a pena assistir ao espectáculo deprimente de uma pessoa enxovalhar as suas qualidades,  antes tão elogiadas mas hoje enquadradas no insucesso portista por um presidente decrépito a levar o clube por arrasto para a cova.

Pois ficamos a saber o pior: plantel à venda ou mesmo oferecido de borla, equipa sem valor. O velho dinossauro não fez por menos. 
Eu lembro uma vez, uma só vez, em que, aqui, senti vergonha da equipa: perder 3-0 em Coimbra para a Taça, em 2012-13, salvo erro. Havia Hulk e C@, Vítor Pereira era o técnico. Já esta época, a 14/12/2015, tem aí um post em que o título é mesmo esse: Vergonha. Não sei porquê, houve milhares de visualizações, fora do normal, e insultos à fartazana. Foi nos 12 ou 15' jogados no dia seguinte, com o Nacional, mas não foi por vergonha da equipa, só achei vergonha o comportamento dos responsáveis pelo que esteve para ser um empate comprometedor. 

Agora, vergonha do presidente e vergonha da SAD já o digo há muito. Não é de agora, tem anos a atitude cobarde que está para ficar. E afundar o clube no tal mausoléu presidencial. 
Peseiro vai ser o novo Couceiro. Fica para um objectivo, pode ficar na estrutura mas deixa de ser treinador. Couceiro foi 2o e garantiu a Champions que era importante. Peseiro pode ganhar um título,  a Taça, mas falha a Champions como falhou já na Europa. Não serve. Apenas captou, como Couceiro, a simpatia dos amigos da imprensa lisbonense. 
Dizer, com desassombro, com anos de inacção em cima como terra numa sepultura, que a equipa vai ter carácter é da banalidade que garantia haver qualidade nesta época.
Culpar Lopetegui do insucesso um presidente que assumiu aposta pessoal nele, como antes no preocupações Fonseca, é alijar responsabilidade inadmissível no líder (?) do colectivo que primava por escolher e saber de técnicos.
Mas dizer que contratou jogadores sem os conhecer é incompetência. 
Não tem de conhecer todos, muito menos Campana, mas mancos e tristes nunca faltaram mesmo nos anos dourados, de Mareque a Marega, como Kleber e Renteria, sem culpas de Lopetegui. Campana percebeu-se logo que era fraco, como José Angel que ainda na pre-epoca deu barraca na Alemanha e aqui denunciei só por ver um lance ridículo dele em jogo amigável. Desconhecia Adrian Lopez? Conhecia Casimiro?...
Mas o compadrio e nepotismo aliam-se à incompetência de que eu desconfiava há muito.
Com o fracasso do projecto 611, descurada a formação, com o abandono de controlo na política desportiva, com o plantel formado por Lopetegui, o que andou a fazer e para que servia Antero Henrique? 
O director desportivo ligado ao fracasso em qualquer clube seria demitido. Na SAD chegou a administrador! Raia o absurdo e é inadmissível, motivo para devolver os ordenados destes anos porque não andou lá a fazer nada, como todos viam de resto.
Caucionar esta política estúpida de desculpabilização está no voto dos sócios que têm já o convite para não irem aos jogos - a época acabou! Não apareçam, talvez não se cante mais o Pinto da Costa olé, olé e a avaliação dos jogadores fica a cargo de quem não soube fazê-lo estes anos todos!
O suicídio em directo do presidente "marcelista" do séc XXI é bem pior do que o "assassinato por via audiovisual" que um dia descortinaram nas Antas.
Isto está uma choldra. E política, porque depois do Fernando Gomes temos um da CCDRN... E sobre o futuro sucessor? Estrutura sairá toda, viciada, mimada e minada.
Pinto da Costa deixará o FC Porto sem cheta, como quando o encontrou em 1982. Depois dirá para fazerem o que ele fez sem dinheiro, mas com mecenas que não há.
O dinheiro da Meu garante só o exílio douradores um último mandato para todos. Quem vier depois que feche a porta. Já se deixou de pagar a luz.. O FC Porto morreu.
P.S. - Soube agora, mais ao certo, o que se passou na AG. Contestação reduzida a 6 ou 7 minutos, danos controlados e culpar a imprensa que nunca foi óbice aos títulos conquistados. Os pacóvios aplaudem e confiam nisto. Só faltou mudar para o pavilhão e fazer um comício. Já Ceausescu severa conta de que nem todas as manifestações organizadas eram favoráveis... 

07 abril 2016

Entrevista de crise, conversa em família

Gosto é de futebol e não deixarei de ver os jogos desta noite na Liga Europa - não pelo Braga, que jamais terá arbitragem amiga como a anterior - por muito aflito que esteja o presidente do FC Porto para voltar ao ecrã da emissora nacional portista para uma conversa em família com um típico corta-fitas.
O FC Porto emergiu após o 25/4/74, mas o procedimento de Pinto da Costa lembra o PM Marcelo Caetano de outros tempos.
Uma noite na RTP, aí por meados de 1973, falava o governante e explodia uma bomba no Quartel-General, à Pr. República, no Porto. Um ano depois aconteceu a Revolução de Abril. Não se espera tamanha reviravolta nos acontecimentos pré recondução presidencial norte-coreana no FC Porto. Havia sinais, naqueles tempos, apesar da censura, e mesmo tentativa de golpes e até rebelião mais ou menos declarada no seio militar que sustentava o regime nada democrático. Agora há revolta declarada e insultos explícitos, mas nada perturba a tranquilidade de cemitério que pousou no Dragão e, por si, condenou a equipa ao conformismo em campo, sem exemplo de cima.
Pinto da Costa, em pouco mais de um mês, não só deu uma entrevista ao Torto Canal iniciada sem beliscar arbitragens não tidas como antagónicas do FC Porto, mas também questionado, ou só confrontado, por alguns adeptos inquietos numa assembleia. Há crise até pela oficialização no panfleto da SAD. E lá volta a necessidade de explicações, depois de apontadas mentiras descaradas do presidente de viva voz aos sócios em AG; mas depois de querer, supérfluo e bacoco, esvaziar acusações de comi$$ionistas no seu seio administrativo, pior, a bomba rebentou à sua porta mesmo antes de falar, com tarjas expostas mas não na às vezes conivente, mas sempre cobarde, pouca imprensa local: nem O Jogo nem o JN mostraram as fotos que circularam em profusão e o primeiro contentar-se-ia com um nota a dizer que a SAD negava tal acontecimento entretanto já divulgado nas tvs.
A conversa de crise será, certamente, da treta e não é difícil antever o conteúdo: vazio em geral, propagandista aqui e ali no sentido, mirifico, de inverter as coisas, sem evitar "lirismos amplos", adjectivaria Eça, diante de um aprendiz de cerimónias que, pelo consagrado autor, se destaca pela "lubricidade de bode".  Acredita -se que o Juca,  qual guardanapo para o presidente se limpar, fará o primeiro mea culpa desta vez não desculpabilizando as nefastas arbitragens - a coisa mais notável que se registou do último rendez-vous de meter nojo ao Rui Reininho...
Seguir-se-á uma profissão de fé para agarrar os crentes no sebastianismo, decerto já contentes porque o presidente não se perdeu algures, muito menos em batalha que se tenha dado conta de ter esgrimido valentemente como os sopapos prometidos do herdeiro da tradição soarista de levar nas trombas imundas; e para dar sinal de estar vivo, e os acólitos aplaudirem a proverbial "boa forma", antes de a Fernanda esposa sair a terreiro destemperada a bater com os tachos, mostrar frieza de estado num discurso sério e vacuidade programática alicerçada na recondução da "estrutura"  de resto alargada no CA.
Mas as bombas deflagraram na cara de quem era habitual anunciar, de tom onomástico, uma "bombaa", pois depois das parcerias do filho nas comi$$oes retorna-se a um sírio ou libanês já conhecido como cunhado do Antero, o sempre protegido acólito predilecto e cautelosamente promovido na hierarquia onde se acotovelam familiares alegados comi$$ionistas de administrador encartado.
É claro que há crise, que será tratada com o mestre de cerimónias decerto com o chavão de não se poder ganhar sempre pendurado no microfone recatado, mas com tantos problemas e rabos de palha só a saída airosa dum tete a tete porreiro permitirá passar um serão de pacóvios, sem novidades bombásticas, digno da província inerte sem que Lisboa estremeça ou sequer dê conta disso.
E, à laia de outros tempos e numa prática assumida em Alvalade, Octávio já veio dizer como é e lembrar como se fazia nas Antas, questionando o Capela em Coimbra em socorro do andor académico com que os árbitros, reverentes e imundos, atapetam os caminhos suaves das procissões de fé em redor do novo velho clube do regime.
Se o tema pender para as arbitragens será só mais um sinal do atavico atraso em agir em vez de reagir, imagem de marca de regime caído em desuso, putrefacto e decrépito, o extertor que se prevê no fim de ciclo de mais 4 anos de volta ao tempo de forçados nas galeras.

05 abril 2016

Duas coisas certas entre tantos distraidos

Continua o choradinho tão compungente como parolo de adeptos em geral, depois de mais uma derrota para a história sem fim que se avizinha - diria há muito entrevista, porque há anos relato o que não me parecia bem no Dragão, sim, mesmo a vencer jogos e ganhar títulos.
No rescaldo, hoje, retive duas coisas boas:
- Boa crónica no JN, de Almiro Ferreira que não poupou em mais uma execrável arbitragem em que a camaradagem redactorial não se revê certamente, hoje dominada por benfiquistas num paraíso vermelho de política pura para acabar com o único diário generalista do Porto ;
- Uma observação, por um par de comentários avulsos, sobre as eleições que se avizinham para uma recondução norte-coreana, apelando não a abstenção mas a VOTO BRANCO ou VOTO NULO.
É o que se me restaria dizer. Porque o epíteto norte-coreano que introduzi há tempos já se propaga na bluegosfera e nela poderia elencar tudo o que escrevi antevendo isto há pelo menos 6 anos.
Há agora valentes a chamarem "cobardes" aos da SAD, mas dirigi o epíteto já em 2010; falei da catástrofe da saída de Vítor Pereira, que sempre defendi, mas já não o pacóvio deslumbrado do preocupações Fonseca ou esse erro de casting basco a conduzir alegremente a Barca ao inferno; dos erros de gestão desportiva, sim, mesmo em 2011 de todas as conquistas (bem, quase todas); do silêncio ensurdecedor, da política comunicacional da avestruz e nomeando tanto o despauterio do Torto Canal como outro erro de casting, planeamento e oportunidade do Dragões Diário. Tudo falhado, mas entre amigos, do Juca ao Tavares, com o Chico, o Vítor, o Rola, o Cerqueira que era arauto do pifio dourado na RTP...
E vai-se lendo e ouvindo, profusamente, gente surpresa e indignada, ignara e contente com isso, de não saber que alguém sabia e contava.
Não fui o único, mas pode contar-se pelos dedos de uma mão os valentes de então que criticaram quando se ganhava e não só aparecem agora.
Já esta época notei a mediocridade de Lopetegui mesmo a ganhar ao Benfica - não podia fazê -lo nesta ocasião "histérica" - e pedi a sua destituição no jogo seguinte com o Moreirense. Foi em Setembro, tal como foi com o parolito deslumbrado Fonseca que já se gaba de ter ganho ao FC Porto graças ao Xistra e continuar na Europa com arbitragens inauditas para um pequeno clube tuga feito irredutível gaulês...
Há muito digo que voltarei a viver, como vivi desde 1971, o tempo de irrelevancia do FC Porto agora numa era de partilha de dados e velocidade de comunicação à escala global. Muitos em breve saberão o que isso é.
Estes apreciarão o que era ganhar antigamente, sem títulos. Bastava vencer o Benfica e o ano estava ganho. Esta época foram 2 vitórias... E à segunda, na Luz, que nem pude ver, lá veio um corajoso, uma semana depois de um post meu, criticar-me...
Aproveitem, porque os dias de burro são cá mesmo, já que vozes de burro não chegam ao céu. Mesmo que santinhos ainda suspirem pelo paraíso a reencontrar. Com os pés no inferno e orelhas a arder, que não as minhas.
Sempre cá estive nas vitórias e cá ando nas derrotas. Há 45 anos. Vejam os cobardes na bluegosfera, os fortes nas vitórias e distraidos nas derrotas, que se desenfiam por aí... Alguns dizem que os adeptos merecem isto. E, claro, a imprensa é má para com o FC Porto, sem questionarem o que faz, e fez, o clube nesta área.
O clube entrou no buraco negro de típica gestão sucialista e gente ainda não saiu da caverna, ainda nomeiam Angelino [Ferreira, vi há dias, esquivo, sorrateiro até numa igreja para missa dominical, como acossado] sem saberem das diatribes do gestor Fernando Gomes (são tantos nomes iguais, ne?) e o marketing, publicidade, comunicação - até às estufadas comissões que os parolos ao quadrado também acham que não se falariam se as bolas entrassem...
Agora, para rematar, vejam que à frente dos 12 golos de Aboubakar estão gente do calibre de Leo Bonatini (Estoril), Bruno Moreira (P. Ferreira) e Rafael Martins (Moreirense).
O nível é este. Mas, como disse precisamente no jogo com os cónegos, continuem a cavar.

04 abril 2016

Mais uma para o mausoléu, ó Pinto da Costa!

Até o Tondela marca e ganha no Dragão, onde o famoso Museu se torna, peça a peça, num repositório digno de mausoléu onde repousam as jóias de feitos antigos e o pechisbeque dos tempos actuais.
E em vez do Kelvin, que deixaram estiolar às mãos do preocupações Fonseca, podem arranjar um cantinho para o Brahimi, já que não corre, não dribla, não tem pique para passar um adversário... E bem Herrera e Layun tentavam que o argelino fosse ao espaço, mas não se sabe para que, desta vez, ele se poupa...
Podem arranjar também uma redoma para esse avançado sem olhos que é Aboubakar, pois não vê terrenos que pisa nem colegas com quem trabalhar.
De qualquer modo, para quem não viveu tempos antigos nem leu história e resultados do clube, este é o cenário de antes de Pinto da Costa que com Pinto da Costa passam a conhecer, agora com Moreirense, U. Madeira e Arouca, em vez de Atlético, U. Tomar e CUF.
Parabéns antecipados pela recondução na presidência há um mandato já a prometer mais 30 anos de sucessos. Estão na senda, lançados, do novo ciclo, especialmente os pássaros que julgam estar o mal na imprensa da capital que vertebral mas não vêem outra ou que os adversários só jogam bem com o FC Porto. E, com sorte mas com mérito, o Tondela jogou bem e foi feliz.
É tão fácil hoje ser feliz contra o FC Porto. O FC Porto é que não transporta felicidade alguma, mas carrega o fardo histórico de um decrépito presidente a levar o FC Porto para a cova.
O túmulo cheio de glória já o tem!

03 abril 2016

Portista bacoco

É aquele que ainda julga merecer alguma atenção do seu clube, falo dos associados que se deixam enganar e iludir por quem não lhes presta esclarecimento algum e de quem aguardam um sebastianismo serôdio.
São aqueles que há anos vêem o clube não reagir a insultos e baixaria, jogos de bastidores e questiúnculas intoxicativas travessias de informação.
Os que rasgam as vestes contra o que os me(r)dia dizem do clube, mas nunca ligaram a quem, individualmente, fez as denúncias que os meios do clube calaram.
Pois de meios, e jornalistas, se rodeou o clube mas os adeptos não têm resultados, desculpando alarvemente essa inoperância mas culpando ferozmente a máquina me(r)didática que absorvem entre a sofreguidão e a incompreensão.
Enquanto não voltarem a apontar os culpados internos, culpando os que dizem ser inimigos do clube mesmo que suas ex-glorias, as coisas não vão mudar por dentro e vão, eles, como órfãos, irritar-se com os de fora.
E, claro, vão despertando de jogos como o de amanhã com o Tondela, talvez angustiados com o 3o lugar mas sem admitirem estarem fartos de um estado de coisas de um estado#maior que daqui a dias vão reconduzir, pressentimento o desastre que se vislumbra há muito mas sem se revoltar a sério e de algum modo impugnar ou esvaziar eleições viciadas pelo hábito que adeptos também envergam, consignado a dinastia norte-coreana inabalável e na ruína iminente que se avizinha.
Mais um jogo irrelevante para um clube irrelevante que se deixou condicionar ao ostracizar osda cidade e hostilizaram jornalistas afectos ao clube.
Há muito denuncio isto, como dantes apertava com as manobras de bastidores. Mas este é o mês da recondução bovina de corpos gerentes desacreditados. Se estão debaixo de fogo me(r)didática, tendo-se rodeado de alguma fina-flor que lhes agrada nos meios informativos portuenses, pois só colhem o que semearam.
O Jogo dá destaque de capa a uma gp a favor do Benfica porque, nem passando o lance nos resumos (eu não vi), teve a unanimidade de um pretenso tribunal de sábios ex-arbitros cada qual com o seu cardápio pouco recomendável. Mas O Jogo vendeu pouco mais de 15 mil exemplares diários em 2015 porque os adeptos não compram um jornal que comummente se associa ao FC Porto.
O JN reforça uma direcção editorial no Porto com gente apparatchik do PS vinda de Lisboa, não bastando estar direccionado pelo "general prussiano" vindo de Castelo Branco com a bênção de Sócrates.
Um jornal que foi referência do Porto e Norte vendeu já menos de 47 mil exemplares diarios em 2015 e acaba de incorporar um lisboeta para vir defender a posição centralista da TAP, zurzindo Rui Moreira que parece ser o único baluarte defensor do Porto e do Norte que por décadas coube ao presidente do FC Porto mas este já nem a terreiro sai para defender o clube, quanto mais a cidade é a região.
E num pasquim que não vê atender telefonemas nos corredores do Dragão, apresta-se a fazer, como na República das bananas, a defesa do filho do presidente acossado, numa redacção hoje maioritariamente composta por benfiquistas, sim no Porto, que fazem tanta algazarra nos desaires portistas como no Monte onte da Virgem com a RTP Porto que alguns parolos querem manter por perto estando asfixiada pelo centralismo capitolino.
Quando será que param para pensar e deixar de apontar para onde não devem? Ah, preferem lamuriar-se, chorar baba e ranho, poupar a direcção que não dirige, mas para a qual, com decrescente confiança e súplicas inúteis a orelhas moucas, se voltam à espera do milagre por acontecer é do Godot odot por aparecer.
É claro que o princípio do fim vem no próximo ciclo que sufragarem, escusam culpar quem disso se aproveita e publicita. Não vêem porque não querem é teimam mais a negar a evidência quanto a aceitam e até temem se publicada pela imprensa lisbonense, como se os adeptos portuenses e o FC Porto não sejam responsáveis pela decadência do prelo portuense e o descalabro comunicacional a que o clube deu empurrão decisivo enquanto a sua panóplia comunicativa é pacóvia só para defender o regime instituído no clube.

31 março 2016

A mulher de César tem até de parecer séria!

A desinformação campeã porque se permite que mal-intencionados a fomentem. Volta a suceder, agora com Alexandre Pinto da Costa, pelo motivo público que se sabe.
Não é a pessoa em si que está em causa, é o FC Porto e a relação comercial que têm, que já conheceu melhores e piores dias, até de inimigos fidagais, mas a inelutavel ligação de parentesco com o presidente portista seu pai não pode ser, ingenuamente, desvalorizada por Jorge Nuno, ou diabolizada contra o presidente, o filho e o clube.
Ora, a imagem do clube tem de ser salvaguardada, e cabe ao presidente defendê-la.
Pinto da Costa não o tem feito, em circunstância alguma, bem pelo contrário, pois mentir e/ou desviar atenções e fazer pilherias para esconder problemas tem feito ricochete.
Sobra o FC Porto, muito acima da dinastia que hoje impera como uma ditadura norte-coreana. Certo que são os accionistas que defendem, sufragando e sem minimamente beliscar esta gestão. Uma gestão que desagrada aos sócios, pelo que estes devem considerar a melhor forma de conviver ou repudiar este estado de coisas.
Assim, tenho visto que adeptos sem memória se perguntam isto e aquilo sobre jogadores, agentes e comissões. Os apaniguados do regime são norte-coreanos, aplaudindo e desfilando como fantoches; os críticos são do Sul, ou coreanos do capitalismo desenfreado quando não benfiquistas encapotados, enviados pelo grande Satã...
A verdade é que tanto já se discutiu sobre as comissões como se andou ao estalo, ainda nos corredores do antigo estádio das Antas, pelos direitos sobre um jogador a representar.
Contei a história há muitos anos, por aqui, de um dia alguns tipos se pegarem ao soco pela primazia de representarem um jogador que interessava ao FC Porto. Era até avançado, em clube da região saloia, chegou ao FC Porto, mal jogou, andou por aí a vingar como central e já veterano passou pelo FC Porto B. A sua "posse", em finais do século passado, foi-me descrita assim mesmo, andaram ao murro nos corredores da SAD, sim já existia, 2 ou 3 pessoas que já não estão no FC Porto e uma que só figurativamente lá está.
Entretanto, Alexandre Pinto da Costa ligou-se a José Veiga e fez campanha contra o presidente do FC Porto, até porque Veiga queria ser califa no lugar do califa, como um dia Manuel Cajuda apontou publicamente. Nesse âmbito e contexto de guerra, Pinto da Costa negou ao filho cerca de 1M€ ao querer apossar-se da transferência de Sérgio Conceição para a Lázio de Roma, quando Luciano d'Onofrio era o representante legal e embolsou a devida comissão.
Hoje, da mesma forma, há empresários que se apreciam a fazer negócios com jogadores que não são seus. Se imperar a correcção, todos se entendem e levam uma fatia do bolo em vez de andarem à estalada. Daí as parcerias e os vários montantes para aqui e ali.
Sucede que, mesmo assim, não se entende como Alexandre Pinto da Costa intermedeia saídas de jogadores que eram de outros empresários, como com Carlos Eduardo ou, salvo erro, Atsu e Rolando, mas os seus agentes é que têm de queixar-se e o de Atsu queixou-se, como outros, de Antero Henrique...
É óbvio que no estado actual do FC Porto estas coisas caem mal, são levianamente discutidas e mesmo defendidas, mas nem podem continuar debaixo do tapete ou sujeitas ao ridículo de serem mal explicadas pelos responsáveis e alarvemente desculpabilizadas pelos louvaminheiros pandegos norte-coreanos, a roçar a mais abjecta falta de inteligência e impedindo outros de meditação sobre o problema. A empresa de Alexandre Pinto da Costa saiu com um comunicado capcioso, hoje, dizendo que ganha ninharias quando há tabela de emolumentos e comissões oficiais e, ainda, que até trabalha pro bono, de borla para o FC Porto...
Mas a mulher de César não tem só de ser séria, mas também e ainda parecer séria, o que o FC Porto não acautela, campeiam todas as teorias, da conspiração à constipação.
Ah, e tal, o que fulano deu a ganhar? Doriva esteve um ano civil, de Janeiro a Dezembro, em 1998, no FC Porto, foi campeão duas vezes, em duas meias épocas, esteve no Mundial de França com o Brasil, veio do Atlético Mineiro para as Antas e saiu para a Sampdoria sempre com Alexandre Pinto da Costa, já esqueceram.
É claro que pode fazer negócios e mesmo as pazes familiares depois de ter entrado na Câmara do Porto sabe-se lá com que favor paternal, como em meandros de Miami pouco claros quando a relação familiar azedou e teve de se fazer mesmo à vida, recompondo-se como filho pródigo no regresso às origens e comissionamento que em tempos teve ligações em Itália também onde tantos beberam a euforia e a... cicuta.
As aparências de seriedade devem ser mantidas. Só o FC Porto sai a perder disto. Porque o seu máximo responsável não o defende, enquanto cuida de poupar o filho sem evitar que outros destruam tudo e todos.
Esse é o problema mais sério e quem encolhe os ombros e acusa a imprensa de sarjeta não tira a cabeça da areia, talvez por ser parte da mesma e ter disso mesmo em vez de massa cinzenta. A matéria pode ser sombria, palhaços podem fazer um circo, mas a dignidade de uma instituição não pode ser negligentemente vilipendiada.

23 março 2016

Credível

Depois de ouvirmos Pinto da Costa afirmar que gostaria de ver uma candidatura "credível" como alternativa à sua perda de faculdades, competência mas não a perder o apego ao poder, sem que alguém questionasse o que seria credível a um presidente caído em descrédito, a banalização já passou da reacção da quintessencia de comentário da mulher n de Pinto da Costa aos comentários manipulados, e contudo irrelevantes, do boletim de caserna que teima em falhar objectivos mantendo-se redondamente atrasado.
Por acaso ouvi em directo as declarações de Vítor Baía na CMTV e os erros factuais não me passaram sem estranheza, até me confundiram.
Mas depois de a Fernanda ter malhado no VB pelo ataque de vassoura à "estrutura" da SAD, vir agora o supérfluo Dragões Diário gozar com a falta de rigor factual do lendário ex-gr portista é gozar com o pagode.
Já retorquiram por aí a essas críticas do DD, mas ninguém lembrou, nem o panfleto de caserna que é igual a tantos outros, que o DD falhou a data da final de Basileia, marcando o 30o aniversário a 5 de Maio, quando foi a 16 de Maio de 1984...
Ora, VB fala em directo e pode enganar-se. Eu mesmo tenho a mania de falar de memória e evitar consultar arquivos que tenho preenchidos e erro frequentemente.
Mas o DD não só sai atrasado, informando mal em consequência como anotei desde o seu início, como tendo tempo para consultar arquivos, erra em coisas básicas que portistas têm de memória mesmo podendo falhar. Mas a representação institucional cabe ao DD e não a VB nem a mim, por exemplo.
Mas também quanto a representatividade institucional estamos conversados. A credibilidade do DD é tal que um dia denunciam ser para escrever o que lhes dizem, noutro o presidente nem sabe o que lá diz e por fim alguém diz mesmo que fala em nome do FC Porto.
Pinto da Costa não manda nada, não é líder, está rodeado de parasitas como é próprio num doente terminal e os dados multiplicam-se da falta de credibilidade, estatura e autoridade disto tudo.
Que uns bacocos, já com barbas, insistam em ver virtudes onde se acumulam defeitos é a última imagem que faltava para piorar isto tudo. Não tarda, com comunicação falhada e apontada a alvo errado, servindo de propaganda balofa digna do status quo norte-coreano, e o circo como imagem de outros clubes com que gozavamos está à nossa porta com bilhetes caros, feras amestradas e palhaços sem piada alguma.
Como já disse repetidamente, voltaremos ao desnorte dos anos 60 e 70, o tempo em que o patrão mecenas mandava, bem ou mal. O presidente que vai para 3 anos sem títulos depois de prometer troféus como nos 30 anos anteriores, também se dispensa de voltar a programar linhas-medtras de actuação, à parte a prática de promover incompetentes a administradores como se Lopetegui fosse o culpado demitido para limpar o lixo removido só da vista...

22 março 2016

Épico?

Em 45 anos a ver futebol, e começando até com atenção redobrada ao sector internacional apesar da pouca divulgação de então, nunca vi arbitragem tão má como a do croata Bebek em Braga na semana passada. O favorecimento da equipa minhota foi tão obsceno quanto incompreensível, sendo que nem em jogos do Benfica vi, circunstanciadamente, tantas ajudas e de tamanha gravidade repetidas, como na última 5a feira.
Volto só ao tema por ler hoje que os turcos se indignaram com a nota (8,2/10) com a classificação dada ao trabalho de uma equipa de arbitragem que só pendeu para um lado, desmentindo a tese da pequena dimensão dos clubes portugueses e o choradinho da sua pequenez aplicada por arbitragens estrangeiras e tipos com insígnias FIFA.
Achei tão triste, igualmente, que O Jogo tenha titulado de épico um resultado influenciado pela arbitragem miserável que se viu e me incomodou tanto. Épico passa a ser sinónimo de ganhar a jogar contra 10, por fim com 9 e até contra 8, ter um golo em claro fora de jogo mas reduzido a questões milimetricas, piorando com uma gp inventada e expulsão indevida que arrasou o Fenerbahce. Já com o Sion houve uma gp favorável ao Braga mas inexistente e em Istambul foi anulado um golo aos turcos bem mais em linha de Van Persie do que a posição adiantada de Hassan...
O Record uma vez títulos de épico um triunfo do Benfica na Grécia sendo que ganhou também a jogar em superioridade numérica.
Quer dizer que está instalado o conceito de épico no futebol onde é costume relativizar arbitragens, gp, expulsões e influência nos resultados de arbitragens nefastas à verdade desportiva - e a verdade desportiva precisamente esgrimir quando da jeito...
Ora, nem o Braga fez história ao chegar aos 1/4 final na Europa nem os jornais ganham com o branqueamento bacoco destas coisas.
O Jogo vendeu menos de 15 mil exemplares diários em média durante 2015.
O Record vendeu 41201 em média, menos 4,9% face aos 44 mil e tal de 2014 e uma queda segura e imparável desde 2003 quando vendia 92 mil diários em média. As vendas de 2015 não melhoraram face ao ano anterior apesar do Benfica campeão e do Sporting vencedor da taça, tal como 2014 com o Benfica a ganhar tudo internamente não deu mais jornais vendidos, desmentindo-se, again and again, que o Benfica "vende" e os clubes da capital distribuírem entre si os troféus maiores também "fazem vender".
A falta de honestidade não ganha clientes no mercado e não engrandece o produto mesmo que bem "embrulhado" em apelo emocional e descarada omissão de factos para enganar incautos, como o ex-diretor do Record preconizou enquanto as vendas caíram para metade (92000 para 46000, 2003-2013) no seu nefasto magistério que liquidou o que se guindara antes dele a jornal desportivo mais credível, mais vendido e de maior referência acima do que era suposto ser a redonda Bíblia do fut tuga...
Os jornais não ganham, os leitores e aficionados não aprendem e os feitos épicos já são vistos ao contrário, borrando conceitos e queimando credibilidade, à medida de más arbitragens que sempre existiram mas tendem a não desaparecer enquanto não forem sistematicamente denunciadas. Fosse aquela arbitragem desfavorável ao Braga e cairia o Sameiro com o cónego Melo à volta no túmulo. Por muito menos, por um só penalty mal marcado ou negado, se fizeram autos de fé e quiseram exterminar a Gazprom e remeter a UEFA à fogueira da Inquisição...
E, contudo, diria Galileu, a bola gira, mesmo que equipas, jornais e arbitragens não saiam do sítio...

16 março 2016

Pinto da Costa negou 3 vezes ser lider

Sem relatos fidedignos do sucedido na AG do FCP de anteontem ficamos conversados sobre a transparência e sobre a comunicação do clube para o que se diz ser a Nação azul e branca.
A Imprensa em geral não podia assistir, um fenómeno extensivo a muitos clubes que desmentem a vontade de chegar ou estar perto dos sócios. Por muito menos, como já frisei, deixei de ser sócio do FC Porto... que continua a dar argumentos a quem não está disposto a aceitar tudo o que dizem e fazem à frente do clube.
Várias fontes informais também falharam, pois sócios que tem tribunas próprias nas redes sociais ou se recusaram a informar os seus seguidores, enquanto vão simulando o papel de jornalistas para veicular as suas opiniões sobre jogos, por exemplo,  que a maioria também vê e aprecia cada um à sua maneira, ou informaram muito resumidamente.
É nestes que vou pegar, juntando umas soltas inscritas em O Jogo.
Em resumo, Pinto da Costa disse, entre outras coisas não especificadas como uns "milhões da Unicer" (?):
- culpou os sócios de assobiarem criando ansiedade na equipa, passível de inibir-se, ISTO DEPOIS DE antes do Natal, com a chegada da equipa ao 1o lugar, ter garantido que os assobios ajudavam a equipa a chegar ao topo...
- culpou Lopetegui pelo estado calamitoso em que deixou a equipa, ISTO DEPOIS DE ter elogiado Lopetegui na altura em que a equipa chegará ao 1o lugar antes do Natal, dizendo que contratara o treinador para ser campeão...
- culpou as arbitragens pelos maus resultados da equipa, ISTO DEPOIS DE não se lhe ouvir uma palavra após os jogos influenciados por más arbitragens...
Para o ramalhete se compor, se um boletim, diário mas sempre atrasado, assume institucionalmente as dores do clube neste tema das arbitragens, o próprio presidente negar aceder às redes sociais para saber o que lá se escreve.
O resto é poeira para os olhos, mas para enterrar o caixão da credibilidade do clube e do seu principal e histórico dirigente.
Passando ao lado do pormenor da escolha de exíguo espaço onde couberam apaniguados das claques e os louvaminheiros do costume, consta que muita gente criticou e pôde falar à vontade, o que custa acreditar. Antero Henrique esteve sob fogo cerrado, bem como a gestão do futebol em geral. Já custa admitir que O Jogo tenha colocado umas perguntas soltas, que lhe contaram, sem saber que respostas em concreto foram dadas.
Prontos, o presidente está "finito" pois não sabe nada e não tem responsabilidade por gozar os sócios, contratar o treinador falhado e silenciar as más arbitragens, além de não saber como o clube comunica e chega aos sócios que estão num mundo mais avançado do que o pequeno mundo imóvel do decrépito presidente.
Há sócios que assistem mas não contam aos seus seguidores nas redes sociais o que ouviram, adivinhando-se que são lambe-cus institucionais.
E alguns ainda tapam a cara para atacar jornalistas de noite após a AG.
O estado disto é deplorável mas as pessoas merecem o que estão a passar. E não travam o regresso ao passado de fazer número é nada ganhar, aplaudindo a mediocridade.
Um nojo, para qualquer portista que se preze. E é pouco. O futuro é definitivamente sombrio. O passado vai ser conhecido por quem não o viveu. Uma viagem no tempo indesejável mas incontornável.
Bom proveito.

12 março 2016

Cambada, parem de cavar!

Mais uma exibição medonha com outros 2 golos sofridos em casa, depois de 1-2 com Arouca, 3-2 a virar de 0-2 com Moreirense e agora um ébrio 3-2 com o U. Madeira depois de 2-0 sem tranquilizar alguém.
E assim se julga, algum idiota útil à volta do circo em que transformarem o Dragão, que seria possível assaltar o 2o lugar e fazer ajoelhar Jesus outra vez...
A coroa de espinhos nesta aproximação pascal está bem no FC Porto, de jogo assustador a jogo arrasador de mediocridade.
Que os 2 golos tenham sido bem desenhados não apagam um jogo sem profundidade e em largura sem progressão, bem ao jeito do modelo instalado pelo idiota basco a quem deixaram escaqueirar a casa toda.
Porque se Sérgio Oliveira lançou bem Maxi no 1-0, conseguiu fazer 3 erros consecutivos na mesma jogada que permitiu o 1-2. Layun compromete sempre a central sem saber cobrir espaço à zona sem bola, enquanto Angel, anjinho à esquerda, não confirma que o ensinam igualmente a defender.
Brahimi tornou-se uma banalidade avassaladora, incapaz de soltar a bola em momento certo é Corona ficará credor do 3-2 sem voltar a fazer algo de jeito. Herrera alterna sempre o bom com o mau, o que não é um elogio, fazendo 2-0 de belo efeito e um slalom que não soube concluir com classe ante o gr. Aboubakar, enfim, já provou não interessar-lhe este filme, empurrado para o 1-0 e empurrando-se para fora da equipa e fazendo ter saudades, não do inenarrável Renteria, mas do fraquinho Kleber. E lá entrou Suk logo parecendo desgastado e Marega sabe-se lá para que serve.
Maxi foi o único a merecer nota positiva e Chidozie parece ter aprendido a pensar a posição sem se preocupar com a bola, depois da barraca tripla com o Moreirense.
Uma palavra, ainda, a última mas que para mim é a primeira menção que lhe faço em dois anos, para a mediocridade de Rúben Neves, já tomado como o Manuel mais fraco num meio-campo de sustos e solavancos constantes. Nenhum puto da formação teve as oportunidades dele para se confirmar como um flor sem futuro à vista mas protegido pelo nepotismo da SAD.
Com um peso tremendo como se tivessem bolas agrilhoadas nos pés de chumbo, os portistas não param de surpreender pela falta de categoria viral que desqualifica este bando e reflete a vulgaridade da estrutura que concebeu plantel milionário em dinheiro que não vale um chavo, só chacota.
Contudo, já era tempo de avisarem esses pandegos para pararem de cavar a sua sepultura. Ou o epitáfio está a ser trabalhado para enterraram tudo no Jamor.