Não se aflija, a "estrutura", ou a hierarquia de poder no FC Porto não é tão complicada como ler o Metro de Tóquio, ainda que poucos portistas sejam capazes de distinguir corpos dirigentes, pela sobreposição de cargos e concentração de poderes, entre SAD e clube.
Também poucos adeptos e mesmo sócios serão capazes de citar o quatuor de predicados em tempos enunciados sem se saber porquê e para quê, porque saiu do nada e caiu, portanto, na irrelevancia...
De igual modo, ainda, é tão indiferente para muitos aficionados que Antero Henrique seja o CEO do futebol profissional e agora rumo ao CA, sendo de futuro, também, director do clube na formação. Se o PM Costa da geringonça nomeia amigos, sem mais nem menos tateias ou peias éticas com as quais se incomodem as esganiçadas de Esquerda, para assuntos de Estado e negócios escuros correlacionadas, também sem que o Bilhim da Cresap seja chamado a peneirar, tantos 140 Boys&Girls subitamente colocados numa fúria de nepotismo e amiguismo sem paralelo como na devastação do Vieira da Silva no IEFP, para quê alguém se preocupar no regime norte-coreano do Dragão?
O que interessa se o filho do presidente embolsa comissões, mesmo amiúde trabalhando pro bono, sem jogadores na sua carteira mencionados no site do agente, se o PM Costa despudorado entrega a representação do Estado a um amigo cuja sociedade de advogados não tem, no site oficial, nomes de colegas causidicos?
O FC Porto, como outros clubes, também é o reflexo do país do deixa andar. Portugal chegou onde chegou. O FC Porto também. Reacções?
Acredito que muitos sócios nem saibam a diferença entre clube e SAD porque, a cavalo das conquistas quando em 1997 ou 98 as SAD vieram há luz do dia, a coisa passou e os troféus comprovaram que assim estava bem, até se acumularam em todos os escalões do futebol maior e de limite etário e inclusive somando as principais modalidades.
Mas o modelo esgotou, da mesma forma que são já raros os casos de ecletismo abrangente no mundo. Como esgotou o modelo de organização portista, escaqueirado curiosamente em cada baixa no elenco sempre pelo lado do CFF, o chefe das finanças como foram Fernando Gomes e Angelino Ferreira, por exemplo, pois os outros cargos ou são irrelevantes ou de mera nomeação assente na fidelidade canina como se autopromoveu o "general prussiano" Camões para o JN...
Temos, nesta análise que proponho à estrutura organizacional do FC Porto, uma bela salada de grelos e muitos nabos. Uns abespinham-se no Facebook, outros nem piam por nada terem a dizer. O chefe do bando amestrado não passa cartão às tropas, o exército de apaniguados leva de todos os lados - mas o Napoleão que emergia da República sempre se coroou Imperador. E o regime absolutista prosperou e na Cidade Muy Nobre e Sempre Leal e Invicta, que resistiu ao cerco da monarquia e ganhou foros de Liberal, temos o regime que se sabe, com um ou outro Robespierre de pacotilha entre vassalos novos e velhos louvaminheiros.
Quando o ciclo da 13a República não se fechará ainda, um expediente com barbas é lançado para limitar os danos e sugerir recondução por aclamação ao novo Querido Líder, aparecendo ainda a pantomina de uma deputada sucialista de permeio a esgrimir legitimidade de assinaturas antes da ovação ao timoneiro da nação, o circo está instalado e ninguém se insurge, até a cordata e servil imprensa de sarjeta local desvia atenções e limita os danos, sendo parte da abnegada mas sempre enganada bluegosfera posta a banhos incapaz de molhar os pés e lavar as mãos, porque isto de grandes talentos em horas de prime-time só revela os trastes que são - como dizia Peter Drucker, e muito falarei dele doravante, é fácil fazer boa figura em épocas de expansão "mas vivi umas quatro ou cinco e as épocas de expansão puseram sempre charlatães no topo".
Ora, como me propus, não estou numa de culpar treinadores que dirigentes escolhem supostamente com critério, nem de avaliar jogadores, uns e outros sob lupa crítica todas as semanas em campo.
E tenho tão boa memória de épocas de expansão como do tempo das vacas magras. Não, este tempo não é novo, é velho e os erros repetiram-se, o que não se admite numa gestão de topo. Aquilo por que me bato aqui.
Também ligo pouco ao ruído das comissões com empresários, mas retendo que a mulher de César era suposta não só ser séria, mas parecer séria também. Não discuto a espuma dos dias e as minudencias me®diaticas porque não tenho agenda nem amigos a defender.
O FC Porto esbanjou recursos espantosos nestes 3 anos anunciados como o retomar de 30 anos de vitórias. Foi também com o maior orçamento de sempre, então, com 90M€ de gastos previstos após o Penta, no virar do século, que se cometeram as maiores barbaridades do rumo desportivo, dos Pavlin aos Pizzi e Esnaider: 3 anos sem ganhar, valeram 2 taças de Portugal e carreiras meritórias na Europa, mas lutando pelo título até à última (2000) jornada ou quase (2001), sendo que no auge de 1999-2000, com 1/4 final da CL com Bayern, os reforços de inverno foram Caju e Clayton...
Mas não é esta SAD, sob análise de accionistas que metem o seu dinheiro com conhecimento de causa e um módico de gestão e accountability nos seus currículos, que vai a votos, porque está renovado o mandato, apesar do estapafúrdio fracasso com, este sim, orçamento já acima de 100M€. Vai a votos quem acabou com o basquetebol e tem o hóquei nas ruas da amargura, quem recebeu uma vez e outra dinheiro estatal para piscina olímpica (lembram-se?) cujas fundações chegaram a ver-se nas Antas junto ao pavilhão e agora são usadas por usar de favor autárquico as municipais de Campanha.
Afinal, são os mesmos da SAD e do clube. Uma grande e dispendiosa confusão. Porque o FC Porto deixou de fazer bem o que fazia e perdeu os papéis, além de muito dinheiro.
É a política global, a estrutura organizacional que discuto, não de agora, e sem esperar que os mesmos de sempre mudem alguma coisa. Cosmética não chega. Boas intenções são só demagógicas.
14 abril 2016
13 abril 2016
A votos no Politburo do Dragão (-4)
Decerto repararam, ou até não, mas não deram a importância devida. São, de facto, coisas aparentemente sem significado. Até a coberto da legalidade, como a adequação a regulamentos, como parece ser o caso. O elenco dirigente portista no clube é reduzido, de 14 para 6 ou 7. Ou seja, uma redução notável
Que explicação terá, não se sabe ou não de avaliou em devido tempo. Cosmética sem sentido como mudar tudo para tudo ficar na mesma.
E, contudo, se antes eram muitos para tamanhos disparates acumulados, pense-se na especialização que significava um acompanhamento próximo das coisas
Pense-se nas modalidades, que ultimamente ou desapareceram voluntariamente, como o basquetebol, ou passaram de decacampeoes a irrelevantes, como o hóquei.
Número e tamanho não é documento, mas a verdade é que o ecletismo dos dirigentes perdeu-se. Talvez se justifique a redução de directores, acompanhando a redução de valores e expectativas. Mas, absurdamente, não se separam corpos dirigentes de clube e SAD. E ninguém controla ninguém, uns avaliam os mesmos, os próprios...
Depois temos, no novo Politburo reduzido como Cenáculo ou conciliabulo de sábios, a mesma anterior falha onde não cabe a separação de poderes, numa adaptação de Montesquieu. Onde não havia, em bloco alargado, órgão de análise/aconselhamento, além de se confundir o papel executivo como o de um CEO com um administrativo supervisor, temos que se desconhece quem está por cima na hierarquia - sendo que cristalizou o papel, a hegemonia e um confuso carisma e até difusa liderança, na pessoa e função do presidente. Que é quem demite quem mas ninguém acaba demitido. O CEO medíocre que seria despedido sumariamente numa empresa qualquer acaba de ser chutado para o CA. Antero toma, agora, em mãos o delicado tema da formação, no clube, não bastassem os meios esbanjados e nulos resultados no fracassado projecto Visão 611 sem nada de operacional e lucrativo para o futebol profissional, de que é pomposo mas inútil CEO, salvo se torturar-se exemplos como o de Hulk, bem espremido, em favor da ideologia... É mais ou menos como pôr um tanoeiro a cuidar da lanchonete dos miúdos. Tanta experiência concentrada deve ter sido a pecha, além de Lopetegui pelo qual não há elevadas responsabilidades, para tamanhos inéxitos.
Eu, que já dediquei mais espaço e atenção ao despauterio organizacional da "estrutura", não deixarei de passar mais uma semana a apontar os culpados da debacle desportiva de quem não cuidou de cimentar a hegemonia. Onde se comprovou que não custa chegar ao cume, mas manter-se e aí fazer o que o FC Porto nunca fez: a diferença.
E não é com a mesma gente que se vai obter resultado diverso. Como não colhe o argumento, de novos vassalos e velhos louvaminheiros, de que estes ganharam e saberão retomar o caminho das vitórias - mas já lá vão 3 épocas de luto quando foram anunciadas como o relançamento dos 30 anos de conquistas que precederam esta negra série. E donde se prova, alguns suspeitavam e eu sabia que a "estrutura" ganha se funcionar bem mas com jogadores e treinadores competentes para lograr os êxitos e esta horda norte-coreana de dirigentes caducos e ultrapassados, fartos de meter os pés pelas mãos e arriscarem negócios espalhafatosos, não tem a seu favor, em vez do lastro histórico, o benefício da dúvida de demonstrarem competências.
Porque vemos, sem favor, os rivais mais apetrechados nos gabinetes, ainda que menos vedetas e menores orçamentos em campo, na diferença que tem marcado os últimos anos perdidos no Dragão.
Ou faria favor à "estrutura" considerar benevolente que a liderança usada em 30 anos de vitórias impensáveis fosse subitamente hipotecada em nome de um guru espanhol para lhe entregar de mão beijada a condução dos destinos do futebol - assim sem mais nem menos?... Ou foi expediente para diluir a abafada guerra de representação e proeminência entre o filho pródigo e o delfim de procedência duvidosa do presidente?
Que explicação terá, não se sabe ou não de avaliou em devido tempo. Cosmética sem sentido como mudar tudo para tudo ficar na mesma.
E, contudo, se antes eram muitos para tamanhos disparates acumulados, pense-se na especialização que significava um acompanhamento próximo das coisas
Pense-se nas modalidades, que ultimamente ou desapareceram voluntariamente, como o basquetebol, ou passaram de decacampeoes a irrelevantes, como o hóquei.
Número e tamanho não é documento, mas a verdade é que o ecletismo dos dirigentes perdeu-se. Talvez se justifique a redução de directores, acompanhando a redução de valores e expectativas. Mas, absurdamente, não se separam corpos dirigentes de clube e SAD. E ninguém controla ninguém, uns avaliam os mesmos, os próprios...
Depois temos, no novo Politburo reduzido como Cenáculo ou conciliabulo de sábios, a mesma anterior falha onde não cabe a separação de poderes, numa adaptação de Montesquieu. Onde não havia, em bloco alargado, órgão de análise/aconselhamento, além de se confundir o papel executivo como o de um CEO com um administrativo supervisor, temos que se desconhece quem está por cima na hierarquia - sendo que cristalizou o papel, a hegemonia e um confuso carisma e até difusa liderança, na pessoa e função do presidente. Que é quem demite quem mas ninguém acaba demitido. O CEO medíocre que seria despedido sumariamente numa empresa qualquer acaba de ser chutado para o CA. Antero toma, agora, em mãos o delicado tema da formação, no clube, não bastassem os meios esbanjados e nulos resultados no fracassado projecto Visão 611 sem nada de operacional e lucrativo para o futebol profissional, de que é pomposo mas inútil CEO, salvo se torturar-se exemplos como o de Hulk, bem espremido, em favor da ideologia... É mais ou menos como pôr um tanoeiro a cuidar da lanchonete dos miúdos. Tanta experiência concentrada deve ter sido a pecha, além de Lopetegui pelo qual não há elevadas responsabilidades, para tamanhos inéxitos.
Eu, que já dediquei mais espaço e atenção ao despauterio organizacional da "estrutura", não deixarei de passar mais uma semana a apontar os culpados da debacle desportiva de quem não cuidou de cimentar a hegemonia. Onde se comprovou que não custa chegar ao cume, mas manter-se e aí fazer o que o FC Porto nunca fez: a diferença.
E não é com a mesma gente que se vai obter resultado diverso. Como não colhe o argumento, de novos vassalos e velhos louvaminheiros, de que estes ganharam e saberão retomar o caminho das vitórias - mas já lá vão 3 épocas de luto quando foram anunciadas como o relançamento dos 30 anos de conquistas que precederam esta negra série. E donde se prova, alguns suspeitavam e eu sabia que a "estrutura" ganha se funcionar bem mas com jogadores e treinadores competentes para lograr os êxitos e esta horda norte-coreana de dirigentes caducos e ultrapassados, fartos de meter os pés pelas mãos e arriscarem negócios espalhafatosos, não tem a seu favor, em vez do lastro histórico, o benefício da dúvida de demonstrarem competências.
Porque vemos, sem favor, os rivais mais apetrechados nos gabinetes, ainda que menos vedetas e menores orçamentos em campo, na diferença que tem marcado os últimos anos perdidos no Dragão.
Ou faria favor à "estrutura" considerar benevolente que a liderança usada em 30 anos de vitórias impensáveis fosse subitamente hipotecada em nome de um guru espanhol para lhe entregar de mão beijada a condução dos destinos do futebol - assim sem mais nem menos?... Ou foi expediente para diluir a abafada guerra de representação e proeminência entre o filho pródigo e o delfim de procedência duvidosa do presidente?
12 abril 2016
A votos no Politburo do Dragão (-5)
Ontem, na reportagem do jogo na Mata Real, já tinha reparado que a "imprensa do Porto", com sede no ainda edifício JN, não tinha uma foto, nem uma linha, sobre Pinto da Costa.
Hoje, mesmo a reboque de uma sondagem que é mera auscultação do sentir do público, para mais em cima da derrota com o Tondela, mesmo a maior conclusão dos dados básicos e simples de analisar é menorizada e recolhida para destaque secundário. Mesmo que entre pelos olhos dentro, veja-se como os quase 60% de opiniões culpando a SAD pelo descalabro portista são subvalorizados em nome de uma divisão de opiniões sobre a valia do treinador Peseiro e as condições para continuar na próxima época.
Na véspera foi o mutismo absoluto, marca de água da actuação pública das figuras de topo da SAD. Como podem verificar, o presidente sozinho na tribuna numa fugaz imagem televisiva e sem se vislumbrar o CEO no banco foram destaques meus, porque sobre eles devia centrar-se as atenções.
Mas a propaganda faz o seu caminho, a diabolizaçao de Lopetegui teve remake à 2a entrevista do presidente que apontou um único culpado para o descalabro. De igual modo, Peseiro é o visado em O Jogo, como se constata pelos destaques de capa e o espaço desproporcional dado aos dois casos, treinador e SAD, no interior.
O trabalho de limpeza segue na imprensa de sarjeta local que tem tanta integridade quanto a SAD portista e o reconhecimento respectivo em vendas a leitores e simpatia dos sócios. O alijar de responsabilidades está em curso e foi montado por Pinto da Costa com o êxito, pifio e serôdio, que se vê. Este branqueamento criminoso não aproveita a ninguém, a não ser momentaneamente.
Aqui, onde sempre se escalpelizaram vitórias e derrotas, as atenções não se desviam do essencial. O que se passa no FC Porto é demasiado grave para ser limpo por uma esponja me®diatica descredibilizada, incluindo os fracos serviços de propaganda do clube igualmente sob a mira e a ira dos sócios que não comem palha, não são vassalos nem velhos louvaminheiros de percurso mais ou menos recente.
Cheguei a passar uma semana, este ano, zurzindo no decrépito presidente pela falta de tacto, ambição, visão e estofo para se manter no cargo. Continuarei a não me desviar do essencial esta semana, de ida a votos com cheiro putrefacto, bem como na próxima, até ao 34o ano de presidência a 23 de Abril.
Pinto da Costa não devia continuar no FC Porto salvo como presidente honorário com cadeira de sonho reservada para sempre na tribuna de honra. Pelos serviços prestados. Não os mais recentes, nem os próximos lhe evitarao a saída pela porta pequena. Dele e da clique norte-coreana que fatalmente sairá em bloco com ele, por muitos bacocos com barbas que puxem pela reeleição extemporânea como a que agora sucede a encurtar um negro 13o mandato - aquele anunciado como o primeiro do novo ciclo de 30 anos de vitórias para enganar os papalvos.
Seguem-se os próximos capítulos de denúncia da fraude dirigente enraizada no Dragão.
11 abril 2016
A votos no Politburo do Dragão (-6)
Já tinha dito que esta equipa nada ganharia; que Lopetegui devia ter saído em Setembro apesar de ganhar ao Benfica - equivale a ganhar o campeonato, como antigamente -, já que aceitaram reconduzi-lo mas lavam as mãos como Pilatos; a episódica liderança era colada a cuspo; o presidente criticou os sócios por assobios destemperados numa acumulação de frustrações que o 1o lugar não exorcizou; depois de defender o treinador despediram-no sumariamente; foi capa de jornal que "troquei de treinador porque acredito nestes jogadores para o título"; jogadores em que, na revista do clube em início de época, o mesmo presidente reconheceu ter "mais qualidade no plantel"; plantel que pôs à venda, em saldos, agora com inusitadas declarações públicas nunca tidas em 34 anos de mandatos sucessivos; mesmo que, com a "Maiconada" do Arouca, já aqui tinha escrito que os "jogadores desmentiram o presidente"; eles que de barraca em barraca, de roubo de igreja em roubo de igreja perante o silêncio cobarde dos dirigentes, até com Moreirense e U. Madeira insistiam em cavar a sepultura que atavica SAD vem erigindo, sem rumo desportivo visível, de há vários anos.
O rol de equívocos, declarações circunstanciais e "lirismos amplos" sobre carácter, vergonha, ser Porto, ter rigor, paixão e bla, bla não apagam as deficiências estruturais radicadas na incompetência generalizada, nepotismo, compadrio e amiguismo que, enraizados, sempre marcaram, e foram denunciadas, a gestão caótica e destrutiva que agora vai, sem oposição, a votos no domingo.
Esta é a parte visível que mesmo o períodismo bacoco e servil, ainda que encarniçado sem deixar de ser incompetente no seu facciosismo saloio, não belisca. Basta mostrar as capas recentes com contradições para se ver a incoerência e falta de carácter, com despudor, proclamadas aos quatro ventos na pobre imprensa portuense, ela também a definhar pela ausência de integridade que mutila de morte as organizações.
É isto que está em causa. E os resultados, a inoperância, o sacudir a água do capote travestida em proclamações gratuitas como palha para burros deixa esta acção e dirigentes mais fragilizados que nunca.
Dizem não haver oposição mas nem se sabe como fazer oposição e como protestar no voto que eterniza esta nomenklatura norte-coreana. Há uns vassalos, outros louvaminheiros, a preferir o caos com nome e cara mas desculpas fáceis e esfarrapadas, a uma caos imaginado como se no circo também montado no Dragão não prevalecente a máxima do Tiririca: pior do que está não fica.
Também há muito apontei o mau caminho político, além da má política seguida, de estranhas personagens no Dragão. É olhar para o quadro dirigente e ver como tanta coisa mudou sem que fosse para melhor. Nunca foi. É da história. Em nome dos pobres sócios, no caso, cada vez pior servidos.
10 abril 2016
Já fez efeito
Pinto da Costa estava sozinho na tribuna. Antero não se viu. Isto é carácter.
O resto são jogos consecutivos de arbitragens a não marcar gp para o FC Porto, impedindo avanço no marcador. Mas a limpeza não chega ao silencioso gabinete de comunicação.
No pasa nada.
O resto são jogos consecutivos de arbitragens a não marcar gp para o FC Porto, impedindo avanço no marcador. Mas a limpeza não chega ao silencioso gabinete de comunicação.
No pasa nada.
08 abril 2016
Sem carácter e sem vergonha - e Antero desculpado
Como previa, não valia a pena assistir ao espectáculo deprimente de uma pessoa enxovalhar as suas qualidades, antes tão elogiadas mas hoje enquadradas no insucesso portista por um presidente decrépito a levar o clube por arrasto para a cova.

Pois ficamos a saber o pior: plantel à venda ou mesmo oferecido de borla, equipa sem valor. O velho dinossauro não fez por menos.
Eu lembro uma vez, uma só vez, em que, aqui, senti vergonha da equipa: perder 3-0 em Coimbra para a Taça, em 2012-13, salvo erro. Havia Hulk e C@, Vítor Pereira era o técnico. Já esta época, a 14/12/2015, tem aí um post em que o título é mesmo esse: Vergonha. Não sei porquê, houve milhares de visualizações, fora do normal, e insultos à fartazana. Foi nos 12 ou 15' jogados no dia seguinte, com o Nacional, mas não foi por vergonha da equipa, só achei vergonha o comportamento dos responsáveis pelo que esteve para ser um empate comprometedor.
Agora, vergonha do presidente e vergonha da SAD já o digo há muito. Não é de agora, tem anos a atitude cobarde que está para ficar. E afundar o clube no tal mausoléu presidencial.
Peseiro vai ser o novo Couceiro. Fica para um objectivo, pode ficar na estrutura mas deixa de ser treinador. Couceiro foi 2o e garantiu a Champions que era importante. Peseiro pode ganhar um título, a Taça, mas falha a Champions como falhou já na Europa. Não serve. Apenas captou, como Couceiro, a simpatia dos amigos da imprensa lisbonense.
Dizer, com desassombro, com anos de inacção em cima como terra numa sepultura, que a equipa vai ter carácter é da banalidade que garantia haver qualidade nesta época.
Culpar Lopetegui do insucesso um presidente que assumiu aposta pessoal nele, como antes no preocupações Fonseca, é alijar responsabilidade inadmissível no líder (?) do colectivo que primava por escolher e saber de técnicos.
Mas dizer que contratou jogadores sem os conhecer é incompetência.
Não tem de conhecer todos, muito menos Campana, mas mancos e tristes nunca faltaram mesmo nos anos dourados, de Mareque a Marega, como Kleber e Renteria, sem culpas de Lopetegui. Campana percebeu-se logo que era fraco, como José Angel que ainda na pre-epoca deu barraca na Alemanha e aqui denunciei só por ver um lance ridículo dele em jogo amigável. Desconhecia Adrian Lopez? Conhecia Casimiro?...
Mas o compadrio e nepotismo aliam-se à incompetência de que eu desconfiava há muito.
Com o fracasso do projecto 611, descurada a formação, com o abandono de controlo na política desportiva, com o plantel formado por Lopetegui, o que andou a fazer e para que servia Antero Henrique?
O director desportivo ligado ao fracasso em qualquer clube seria demitido. Na SAD chegou a administrador! Raia o absurdo e é inadmissível, motivo para devolver os ordenados destes anos porque não andou lá a fazer nada, como todos viam de resto.
Caucionar esta política estúpida de desculpabilização está no voto dos sócios que têm já o convite para não irem aos jogos - a época acabou! Não apareçam, talvez não se cante mais o Pinto da Costa olé, olé e a avaliação dos jogadores fica a cargo de quem não soube fazê-lo estes anos todos!
O suicídio em directo do presidente "marcelista" do séc XXI é bem pior do que o "assassinato por via audiovisual" que um dia descortinaram nas Antas.
Isto está uma choldra. E política, porque depois do Fernando Gomes temos um da CCDRN... E sobre o futuro sucessor? Estrutura sairá toda, viciada, mimada e minada.
Pinto da Costa deixará o FC Porto sem cheta, como quando o encontrou em 1982. Depois dirá para fazerem o que ele fez sem dinheiro, mas com mecenas que não há.
O dinheiro da Meu garante só o exílio douradores um último mandato para todos. Quem vier depois que feche a porta. Já se deixou de pagar a luz.. O FC Porto morreu.
P.S. - Soube agora, mais ao certo, o que se passou na AG. Contestação reduzida a 6 ou 7 minutos, danos controlados e culpar a imprensa que nunca foi óbice aos títulos conquistados. Os pacóvios aplaudem e confiam nisto. Só faltou mudar para o pavilhão e fazer um comício. Já Ceausescu severa conta de que nem todas as manifestações organizadas eram favoráveis...
07 abril 2016
Entrevista de crise, conversa em família
Gosto é de futebol e não deixarei de ver os jogos desta noite na Liga Europa - não pelo Braga, que jamais terá arbitragem amiga como a anterior - por muito aflito que esteja o presidente do FC Porto para voltar ao ecrã da emissora nacional portista para uma conversa em família com um típico corta-fitas.
O FC Porto emergiu após o 25/4/74, mas o procedimento de Pinto da Costa lembra o PM Marcelo Caetano de outros tempos.
Uma noite na RTP, aí por meados de 1973, falava o governante e explodia uma bomba no Quartel-General, à Pr. República, no Porto. Um ano depois aconteceu a Revolução de Abril. Não se espera tamanha reviravolta nos acontecimentos pré recondução presidencial norte-coreana no FC Porto. Havia sinais, naqueles tempos, apesar da censura, e mesmo tentativa de golpes e até rebelião mais ou menos declarada no seio militar que sustentava o regime nada democrático. Agora há revolta declarada e insultos explícitos, mas nada perturba a tranquilidade de cemitério que pousou no Dragão e, por si, condenou a equipa ao conformismo em campo, sem exemplo de cima.
Pinto da Costa, em pouco mais de um mês, não só deu uma entrevista ao Torto Canal iniciada sem beliscar arbitragens não tidas como antagónicas do FC Porto, mas também questionado, ou só confrontado, por alguns adeptos inquietos numa assembleia. Há crise até pela oficialização no panfleto da SAD. E lá volta a necessidade de explicações, depois de apontadas mentiras descaradas do presidente de viva voz aos sócios em AG; mas depois de querer, supérfluo e bacoco, esvaziar acusações de comi$$ionistas no seu seio administrativo, pior, a bomba rebentou à sua porta mesmo antes de falar, com tarjas expostas mas não na às vezes conivente, mas sempre cobarde, pouca imprensa local: nem O Jogo nem o JN mostraram as fotos que circularam em profusão e o primeiro contentar-se-ia com um nota a dizer que a SAD negava tal acontecimento entretanto já divulgado nas tvs.
A conversa de crise será, certamente, da treta e não é difícil antever o conteúdo: vazio em geral, propagandista aqui e ali no sentido, mirifico, de inverter as coisas, sem evitar "lirismos amplos", adjectivaria Eça, diante de um aprendiz de cerimónias que, pelo consagrado autor, se destaca pela "lubricidade de bode". Acredita -se que o Juca, qual guardanapo para o presidente se limpar, fará o primeiro mea culpa desta vez não desculpabilizando as nefastas arbitragens - a coisa mais notável que se registou do último rendez-vous de meter nojo ao Rui Reininho...
Seguir-se-á uma profissão de fé para agarrar os crentes no sebastianismo, decerto já contentes porque o presidente não se perdeu algures, muito menos em batalha que se tenha dado conta de ter esgrimido valentemente como os sopapos prometidos do herdeiro da tradição soarista de levar nas trombas imundas; e para dar sinal de estar vivo, e os acólitos aplaudirem a proverbial "boa forma", antes de a Fernanda esposa sair a terreiro destemperada a bater com os tachos, mostrar frieza de estado num discurso sério e vacuidade programática alicerçada na recondução da "estrutura" de resto alargada no CA.
Mas as bombas deflagraram na cara de quem era habitual anunciar, de tom onomástico, uma "bombaa", pois depois das parcerias do filho nas comi$$oes retorna-se a um sírio ou libanês já conhecido como cunhado do Antero, o sempre protegido acólito predilecto e cautelosamente promovido na hierarquia onde se acotovelam familiares alegados comi$$ionistas de administrador encartado.
É claro que há crise, que será tratada com o mestre de cerimónias decerto com o chavão de não se poder ganhar sempre pendurado no microfone recatado, mas com tantos problemas e rabos de palha só a saída airosa dum tete a tete porreiro permitirá passar um serão de pacóvios, sem novidades bombásticas, digno da província inerte sem que Lisboa estremeça ou sequer dê conta disso.
E, à laia de outros tempos e numa prática assumida em Alvalade, Octávio já veio dizer como é e lembrar como se fazia nas Antas, questionando o Capela em Coimbra em socorro do andor académico com que os árbitros, reverentes e imundos, atapetam os caminhos suaves das procissões de fé em redor do novo velho clube do regime.
Se o tema pender para as arbitragens será só mais um sinal do atavico atraso em agir em vez de reagir, imagem de marca de regime caído em desuso, putrefacto e decrépito, o extertor que se prevê no fim de ciclo de mais 4 anos de volta ao tempo de forçados nas galeras.
O FC Porto emergiu após o 25/4/74, mas o procedimento de Pinto da Costa lembra o PM Marcelo Caetano de outros tempos.
Uma noite na RTP, aí por meados de 1973, falava o governante e explodia uma bomba no Quartel-General, à Pr. República, no Porto. Um ano depois aconteceu a Revolução de Abril. Não se espera tamanha reviravolta nos acontecimentos pré recondução presidencial norte-coreana no FC Porto. Havia sinais, naqueles tempos, apesar da censura, e mesmo tentativa de golpes e até rebelião mais ou menos declarada no seio militar que sustentava o regime nada democrático. Agora há revolta declarada e insultos explícitos, mas nada perturba a tranquilidade de cemitério que pousou no Dragão e, por si, condenou a equipa ao conformismo em campo, sem exemplo de cima.
Pinto da Costa, em pouco mais de um mês, não só deu uma entrevista ao Torto Canal iniciada sem beliscar arbitragens não tidas como antagónicas do FC Porto, mas também questionado, ou só confrontado, por alguns adeptos inquietos numa assembleia. Há crise até pela oficialização no panfleto da SAD. E lá volta a necessidade de explicações, depois de apontadas mentiras descaradas do presidente de viva voz aos sócios em AG; mas depois de querer, supérfluo e bacoco, esvaziar acusações de comi$$ionistas no seu seio administrativo, pior, a bomba rebentou à sua porta mesmo antes de falar, com tarjas expostas mas não na às vezes conivente, mas sempre cobarde, pouca imprensa local: nem O Jogo nem o JN mostraram as fotos que circularam em profusão e o primeiro contentar-se-ia com um nota a dizer que a SAD negava tal acontecimento entretanto já divulgado nas tvs.
A conversa de crise será, certamente, da treta e não é difícil antever o conteúdo: vazio em geral, propagandista aqui e ali no sentido, mirifico, de inverter as coisas, sem evitar "lirismos amplos", adjectivaria Eça, diante de um aprendiz de cerimónias que, pelo consagrado autor, se destaca pela "lubricidade de bode". Acredita -se que o Juca, qual guardanapo para o presidente se limpar, fará o primeiro mea culpa desta vez não desculpabilizando as nefastas arbitragens - a coisa mais notável que se registou do último rendez-vous de meter nojo ao Rui Reininho...
Seguir-se-á uma profissão de fé para agarrar os crentes no sebastianismo, decerto já contentes porque o presidente não se perdeu algures, muito menos em batalha que se tenha dado conta de ter esgrimido valentemente como os sopapos prometidos do herdeiro da tradição soarista de levar nas trombas imundas; e para dar sinal de estar vivo, e os acólitos aplaudirem a proverbial "boa forma", antes de a Fernanda esposa sair a terreiro destemperada a bater com os tachos, mostrar frieza de estado num discurso sério e vacuidade programática alicerçada na recondução da "estrutura" de resto alargada no CA.
Mas as bombas deflagraram na cara de quem era habitual anunciar, de tom onomástico, uma "bombaa", pois depois das parcerias do filho nas comi$$oes retorna-se a um sírio ou libanês já conhecido como cunhado do Antero, o sempre protegido acólito predilecto e cautelosamente promovido na hierarquia onde se acotovelam familiares alegados comi$$ionistas de administrador encartado.
É claro que há crise, que será tratada com o mestre de cerimónias decerto com o chavão de não se poder ganhar sempre pendurado no microfone recatado, mas com tantos problemas e rabos de palha só a saída airosa dum tete a tete porreiro permitirá passar um serão de pacóvios, sem novidades bombásticas, digno da província inerte sem que Lisboa estremeça ou sequer dê conta disso.
E, à laia de outros tempos e numa prática assumida em Alvalade, Octávio já veio dizer como é e lembrar como se fazia nas Antas, questionando o Capela em Coimbra em socorro do andor académico com que os árbitros, reverentes e imundos, atapetam os caminhos suaves das procissões de fé em redor do novo velho clube do regime.
Se o tema pender para as arbitragens será só mais um sinal do atavico atraso em agir em vez de reagir, imagem de marca de regime caído em desuso, putrefacto e decrépito, o extertor que se prevê no fim de ciclo de mais 4 anos de volta ao tempo de forçados nas galeras.
05 abril 2016
Duas coisas certas entre tantos distraidos
Continua o choradinho tão compungente como parolo de adeptos em geral, depois de mais uma derrota para a história sem fim que se avizinha - diria há muito entrevista, porque há anos relato o que não me parecia bem no Dragão, sim, mesmo a vencer jogos e ganhar títulos.
No rescaldo, hoje, retive duas coisas boas:
- Boa crónica no JN, de Almiro Ferreira que não poupou em mais uma execrável arbitragem em que a camaradagem redactorial não se revê certamente, hoje dominada por benfiquistas num paraíso vermelho de política pura para acabar com o único diário generalista do Porto ;
- Uma observação, por um par de comentários avulsos, sobre as eleições que se avizinham para uma recondução norte-coreana, apelando não a abstenção mas a VOTO BRANCO ou VOTO NULO.
É o que se me restaria dizer. Porque o epíteto norte-coreano que introduzi há tempos já se propaga na bluegosfera e nela poderia elencar tudo o que escrevi antevendo isto há pelo menos 6 anos.
Há agora valentes a chamarem "cobardes" aos da SAD, mas dirigi o epíteto já em 2010; falei da catástrofe da saída de Vítor Pereira, que sempre defendi, mas já não o pacóvio deslumbrado do preocupações Fonseca ou esse erro de casting basco a conduzir alegremente a Barca ao inferno; dos erros de gestão desportiva, sim, mesmo em 2011 de todas as conquistas (bem, quase todas); do silêncio ensurdecedor, da política comunicacional da avestruz e nomeando tanto o despauterio do Torto Canal como outro erro de casting, planeamento e oportunidade do Dragões Diário. Tudo falhado, mas entre amigos, do Juca ao Tavares, com o Chico, o Vítor, o Rola, o Cerqueira que era arauto do pifio dourado na RTP...
E vai-se lendo e ouvindo, profusamente, gente surpresa e indignada, ignara e contente com isso, de não saber que alguém sabia e contava.
Não fui o único, mas pode contar-se pelos dedos de uma mão os valentes de então que criticaram quando se ganhava e não só aparecem agora.
Já esta época notei a mediocridade de Lopetegui mesmo a ganhar ao Benfica - não podia fazê -lo nesta ocasião "histérica" - e pedi a sua destituição no jogo seguinte com o Moreirense. Foi em Setembro, tal como foi com o parolito deslumbrado Fonseca que já se gaba de ter ganho ao FC Porto graças ao Xistra e continuar na Europa com arbitragens inauditas para um pequeno clube tuga feito irredutível gaulês...
Há muito digo que voltarei a viver, como vivi desde 1971, o tempo de irrelevancia do FC Porto agora numa era de partilha de dados e velocidade de comunicação à escala global. Muitos em breve saberão o que isso é.
Estes apreciarão o que era ganhar antigamente, sem títulos. Bastava vencer o Benfica e o ano estava ganho. Esta época foram 2 vitórias... E à segunda, na Luz, que nem pude ver, lá veio um corajoso, uma semana depois de um post meu, criticar-me...
Aproveitem, porque os dias de burro são cá mesmo, já que vozes de burro não chegam ao céu. Mesmo que santinhos ainda suspirem pelo paraíso a reencontrar. Com os pés no inferno e orelhas a arder, que não as minhas.
Sempre cá estive nas vitórias e cá ando nas derrotas. Há 45 anos. Vejam os cobardes na bluegosfera, os fortes nas vitórias e distraidos nas derrotas, que se desenfiam por aí... Alguns dizem que os adeptos merecem isto. E, claro, a imprensa é má para com o FC Porto, sem questionarem o que faz, e fez, o clube nesta área.
O clube entrou no buraco negro de típica gestão sucialista e gente ainda não saiu da caverna, ainda nomeiam Angelino [Ferreira, vi há dias, esquivo, sorrateiro até numa igreja para missa dominical, como acossado] sem saberem das diatribes do gestor Fernando Gomes (são tantos nomes iguais, ne?) e o marketing, publicidade, comunicação - até às estufadas comissões que os parolos ao quadrado também acham que não se falariam se as bolas entrassem...
Agora, para rematar, vejam que à frente dos 12 golos de Aboubakar estão gente do calibre de Leo Bonatini (Estoril), Bruno Moreira (P. Ferreira) e Rafael Martins (Moreirense).
O nível é este. Mas, como disse precisamente no jogo com os cónegos, continuem a cavar.
No rescaldo, hoje, retive duas coisas boas:
- Boa crónica no JN, de Almiro Ferreira que não poupou em mais uma execrável arbitragem em que a camaradagem redactorial não se revê certamente, hoje dominada por benfiquistas num paraíso vermelho de política pura para acabar com o único diário generalista do Porto ;
- Uma observação, por um par de comentários avulsos, sobre as eleições que se avizinham para uma recondução norte-coreana, apelando não a abstenção mas a VOTO BRANCO ou VOTO NULO.
É o que se me restaria dizer. Porque o epíteto norte-coreano que introduzi há tempos já se propaga na bluegosfera e nela poderia elencar tudo o que escrevi antevendo isto há pelo menos 6 anos.
Há agora valentes a chamarem "cobardes" aos da SAD, mas dirigi o epíteto já em 2010; falei da catástrofe da saída de Vítor Pereira, que sempre defendi, mas já não o pacóvio deslumbrado do preocupações Fonseca ou esse erro de casting basco a conduzir alegremente a Barca ao inferno; dos erros de gestão desportiva, sim, mesmo em 2011 de todas as conquistas (bem, quase todas); do silêncio ensurdecedor, da política comunicacional da avestruz e nomeando tanto o despauterio do Torto Canal como outro erro de casting, planeamento e oportunidade do Dragões Diário. Tudo falhado, mas entre amigos, do Juca ao Tavares, com o Chico, o Vítor, o Rola, o Cerqueira que era arauto do pifio dourado na RTP...
E vai-se lendo e ouvindo, profusamente, gente surpresa e indignada, ignara e contente com isso, de não saber que alguém sabia e contava.
Não fui o único, mas pode contar-se pelos dedos de uma mão os valentes de então que criticaram quando se ganhava e não só aparecem agora.
Já esta época notei a mediocridade de Lopetegui mesmo a ganhar ao Benfica - não podia fazê -lo nesta ocasião "histérica" - e pedi a sua destituição no jogo seguinte com o Moreirense. Foi em Setembro, tal como foi com o parolito deslumbrado Fonseca que já se gaba de ter ganho ao FC Porto graças ao Xistra e continuar na Europa com arbitragens inauditas para um pequeno clube tuga feito irredutível gaulês...
Há muito digo que voltarei a viver, como vivi desde 1971, o tempo de irrelevancia do FC Porto agora numa era de partilha de dados e velocidade de comunicação à escala global. Muitos em breve saberão o que isso é.
Estes apreciarão o que era ganhar antigamente, sem títulos. Bastava vencer o Benfica e o ano estava ganho. Esta época foram 2 vitórias... E à segunda, na Luz, que nem pude ver, lá veio um corajoso, uma semana depois de um post meu, criticar-me...
Aproveitem, porque os dias de burro são cá mesmo, já que vozes de burro não chegam ao céu. Mesmo que santinhos ainda suspirem pelo paraíso a reencontrar. Com os pés no inferno e orelhas a arder, que não as minhas.
Sempre cá estive nas vitórias e cá ando nas derrotas. Há 45 anos. Vejam os cobardes na bluegosfera, os fortes nas vitórias e distraidos nas derrotas, que se desenfiam por aí... Alguns dizem que os adeptos merecem isto. E, claro, a imprensa é má para com o FC Porto, sem questionarem o que faz, e fez, o clube nesta área.
O clube entrou no buraco negro de típica gestão sucialista e gente ainda não saiu da caverna, ainda nomeiam Angelino [Ferreira, vi há dias, esquivo, sorrateiro até numa igreja para missa dominical, como acossado] sem saberem das diatribes do gestor Fernando Gomes (são tantos nomes iguais, ne?) e o marketing, publicidade, comunicação - até às estufadas comissões que os parolos ao quadrado também acham que não se falariam se as bolas entrassem...
Agora, para rematar, vejam que à frente dos 12 golos de Aboubakar estão gente do calibre de Leo Bonatini (Estoril), Bruno Moreira (P. Ferreira) e Rafael Martins (Moreirense).
O nível é este. Mas, como disse precisamente no jogo com os cónegos, continuem a cavar.
04 abril 2016
Mais uma para o mausoléu, ó Pinto da Costa!
Até o Tondela marca e ganha no Dragão, onde o famoso Museu se torna, peça a peça, num repositório digno de mausoléu onde repousam as jóias de feitos antigos e o pechisbeque dos tempos actuais.
E em vez do Kelvin, que deixaram estiolar às mãos do preocupações Fonseca, podem arranjar um cantinho para o Brahimi, já que não corre, não dribla, não tem pique para passar um adversário... E bem Herrera e Layun tentavam que o argelino fosse ao espaço, mas não se sabe para que, desta vez, ele se poupa...
Podem arranjar também uma redoma para esse avançado sem olhos que é Aboubakar, pois não vê terrenos que pisa nem colegas com quem trabalhar.
De qualquer modo, para quem não viveu tempos antigos nem leu história e resultados do clube, este é o cenário de antes de Pinto da Costa que com Pinto da Costa passam a conhecer, agora com Moreirense, U. Madeira e Arouca, em vez de Atlético, U. Tomar e CUF.
Parabéns antecipados pela recondução na presidência há um mandato já a prometer mais 30 anos de sucessos. Estão na senda, lançados, do novo ciclo, especialmente os pássaros que julgam estar o mal na imprensa da capital que vertebral mas não vêem outra ou que os adversários só jogam bem com o FC Porto. E, com sorte mas com mérito, o Tondela jogou bem e foi feliz.
É tão fácil hoje ser feliz contra o FC Porto. O FC Porto é que não transporta felicidade alguma, mas carrega o fardo histórico de um decrépito presidente a levar o FC Porto para a cova.
O túmulo cheio de glória já o tem!
E em vez do Kelvin, que deixaram estiolar às mãos do preocupações Fonseca, podem arranjar um cantinho para o Brahimi, já que não corre, não dribla, não tem pique para passar um adversário... E bem Herrera e Layun tentavam que o argelino fosse ao espaço, mas não se sabe para que, desta vez, ele se poupa...
Podem arranjar também uma redoma para esse avançado sem olhos que é Aboubakar, pois não vê terrenos que pisa nem colegas com quem trabalhar.
De qualquer modo, para quem não viveu tempos antigos nem leu história e resultados do clube, este é o cenário de antes de Pinto da Costa que com Pinto da Costa passam a conhecer, agora com Moreirense, U. Madeira e Arouca, em vez de Atlético, U. Tomar e CUF.
Parabéns antecipados pela recondução na presidência há um mandato já a prometer mais 30 anos de sucessos. Estão na senda, lançados, do novo ciclo, especialmente os pássaros que julgam estar o mal na imprensa da capital que vertebral mas não vêem outra ou que os adversários só jogam bem com o FC Porto. E, com sorte mas com mérito, o Tondela jogou bem e foi feliz.
É tão fácil hoje ser feliz contra o FC Porto. O FC Porto é que não transporta felicidade alguma, mas carrega o fardo histórico de um decrépito presidente a levar o FC Porto para a cova.
O túmulo cheio de glória já o tem!
03 abril 2016
Portista bacoco
É aquele que ainda julga merecer alguma atenção do seu clube, falo dos associados que se deixam enganar e iludir por quem não lhes presta esclarecimento algum e de quem aguardam um sebastianismo serôdio.
São aqueles que há anos vêem o clube não reagir a insultos e baixaria, jogos de bastidores e questiúnculas intoxicativas travessias de informação.
Os que rasgam as vestes contra o que os me(r)dia dizem do clube, mas nunca ligaram a quem, individualmente, fez as denúncias que os meios do clube calaram.
Pois de meios, e jornalistas, se rodeou o clube mas os adeptos não têm resultados, desculpando alarvemente essa inoperância mas culpando ferozmente a máquina me(r)didática que absorvem entre a sofreguidão e a incompreensão.
Enquanto não voltarem a apontar os culpados internos, culpando os que dizem ser inimigos do clube mesmo que suas ex-glorias, as coisas não vão mudar por dentro e vão, eles, como órfãos, irritar-se com os de fora.
E, claro, vão despertando de jogos como o de amanhã com o Tondela, talvez angustiados com o 3o lugar mas sem admitirem estarem fartos de um estado de coisas de um estado#maior que daqui a dias vão reconduzir, pressentimento o desastre que se vislumbra há muito mas sem se revoltar a sério e de algum modo impugnar ou esvaziar eleições viciadas pelo hábito que adeptos também envergam, consignado a dinastia norte-coreana inabalável e na ruína iminente que se avizinha.
Mais um jogo irrelevante para um clube irrelevante que se deixou condicionar ao ostracizar osda cidade e hostilizaram jornalistas afectos ao clube.
Há muito denuncio isto, como dantes apertava com as manobras de bastidores. Mas este é o mês da recondução bovina de corpos gerentes desacreditados. Se estão debaixo de fogo me(r)didática, tendo-se rodeado de alguma fina-flor que lhes agrada nos meios informativos portuenses, pois só colhem o que semearam.
O Jogo dá destaque de capa a uma gp a favor do Benfica porque, nem passando o lance nos resumos (eu não vi), teve a unanimidade de um pretenso tribunal de sábios ex-arbitros cada qual com o seu cardápio pouco recomendável. Mas O Jogo vendeu pouco mais de 15 mil exemplares diários em 2015 porque os adeptos não compram um jornal que comummente se associa ao FC Porto.
O JN reforça uma direcção editorial no Porto com gente apparatchik do PS vinda de Lisboa, não bastando estar direccionado pelo "general prussiano" vindo de Castelo Branco com a bênção de Sócrates.
Um jornal que foi referência do Porto e Norte vendeu já menos de 47 mil exemplares diarios em 2015 e acaba de incorporar um lisboeta para vir defender a posição centralista da TAP, zurzindo Rui Moreira que parece ser o único baluarte defensor do Porto e do Norte que por décadas coube ao presidente do FC Porto mas este já nem a terreiro sai para defender o clube, quanto mais a cidade é a região.
E num pasquim que não vê atender telefonemas nos corredores do Dragão, apresta-se a fazer, como na República das bananas, a defesa do filho do presidente acossado, numa redacção hoje maioritariamente composta por benfiquistas, sim no Porto, que fazem tanta algazarra nos desaires portistas como no Monte onte da Virgem com a RTP Porto que alguns parolos querem manter por perto estando asfixiada pelo centralismo capitolino.
Quando será que param para pensar e deixar de apontar para onde não devem? Ah, preferem lamuriar-se, chorar baba e ranho, poupar a direcção que não dirige, mas para a qual, com decrescente confiança e súplicas inúteis a orelhas moucas, se voltam à espera do milagre por acontecer é do Godot odot por aparecer.
É claro que o princípio do fim vem no próximo ciclo que sufragarem, escusam culpar quem disso se aproveita e publicita. Não vêem porque não querem é teimam mais a negar a evidência quanto a aceitam e até temem se publicada pela imprensa lisbonense, como se os adeptos portuenses e o FC Porto não sejam responsáveis pela decadência do prelo portuense e o descalabro comunicacional a que o clube deu empurrão decisivo enquanto a sua panóplia comunicativa é pacóvia só para defender o regime instituído no clube.
São aqueles que há anos vêem o clube não reagir a insultos e baixaria, jogos de bastidores e questiúnculas intoxicativas travessias de informação.
Os que rasgam as vestes contra o que os me(r)dia dizem do clube, mas nunca ligaram a quem, individualmente, fez as denúncias que os meios do clube calaram.
Pois de meios, e jornalistas, se rodeou o clube mas os adeptos não têm resultados, desculpando alarvemente essa inoperância mas culpando ferozmente a máquina me(r)didática que absorvem entre a sofreguidão e a incompreensão.
Enquanto não voltarem a apontar os culpados internos, culpando os que dizem ser inimigos do clube mesmo que suas ex-glorias, as coisas não vão mudar por dentro e vão, eles, como órfãos, irritar-se com os de fora.
E, claro, vão despertando de jogos como o de amanhã com o Tondela, talvez angustiados com o 3o lugar mas sem admitirem estarem fartos de um estado de coisas de um estado#maior que daqui a dias vão reconduzir, pressentimento o desastre que se vislumbra há muito mas sem se revoltar a sério e de algum modo impugnar ou esvaziar eleições viciadas pelo hábito que adeptos também envergam, consignado a dinastia norte-coreana inabalável e na ruína iminente que se avizinha.
Mais um jogo irrelevante para um clube irrelevante que se deixou condicionar ao ostracizar osda cidade e hostilizaram jornalistas afectos ao clube.
Há muito denuncio isto, como dantes apertava com as manobras de bastidores. Mas este é o mês da recondução bovina de corpos gerentes desacreditados. Se estão debaixo de fogo me(r)didática, tendo-se rodeado de alguma fina-flor que lhes agrada nos meios informativos portuenses, pois só colhem o que semearam.
O Jogo dá destaque de capa a uma gp a favor do Benfica porque, nem passando o lance nos resumos (eu não vi), teve a unanimidade de um pretenso tribunal de sábios ex-arbitros cada qual com o seu cardápio pouco recomendável. Mas O Jogo vendeu pouco mais de 15 mil exemplares diários em 2015 porque os adeptos não compram um jornal que comummente se associa ao FC Porto.
O JN reforça uma direcção editorial no Porto com gente apparatchik do PS vinda de Lisboa, não bastando estar direccionado pelo "general prussiano" vindo de Castelo Branco com a bênção de Sócrates.
Um jornal que foi referência do Porto e Norte vendeu já menos de 47 mil exemplares diarios em 2015 e acaba de incorporar um lisboeta para vir defender a posição centralista da TAP, zurzindo Rui Moreira que parece ser o único baluarte defensor do Porto e do Norte que por décadas coube ao presidente do FC Porto mas este já nem a terreiro sai para defender o clube, quanto mais a cidade é a região.
E num pasquim que não vê atender telefonemas nos corredores do Dragão, apresta-se a fazer, como na República das bananas, a defesa do filho do presidente acossado, numa redacção hoje maioritariamente composta por benfiquistas, sim no Porto, que fazem tanta algazarra nos desaires portistas como no Monte onte da Virgem com a RTP Porto que alguns parolos querem manter por perto estando asfixiada pelo centralismo capitolino.
Quando será que param para pensar e deixar de apontar para onde não devem? Ah, preferem lamuriar-se, chorar baba e ranho, poupar a direcção que não dirige, mas para a qual, com decrescente confiança e súplicas inúteis a orelhas moucas, se voltam à espera do milagre por acontecer é do Godot odot por aparecer.
É claro que o princípio do fim vem no próximo ciclo que sufragarem, escusam culpar quem disso se aproveita e publicita. Não vêem porque não querem é teimam mais a negar a evidência quanto a aceitam e até temem se publicada pela imprensa lisbonense, como se os adeptos portuenses e o FC Porto não sejam responsáveis pela decadência do prelo portuense e o descalabro comunicacional a que o clube deu empurrão decisivo enquanto a sua panóplia comunicativa é pacóvia só para defender o regime instituído no clube.
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