Lembram, decerto, que alguém disse, no FC Porto, que a presença de Helton em Coimbra na semana passada, era para preparar o Jamor. Ou que a aposta em mais portugueses no onze era o virar de página já com vista à próxima época. Ou, há mais tempo, que o plantel tinha muita qualidade. E, ainda, tanta coisa que a cada semana vai por água abaixo no Dragão.
Layun deixou de ser lateral à esquerda e dos melhores no campeonato para ser central adaptado. Faz lembrar o Lopetegui a pôr o central Reyes a lateral em Munique... Depois foi Danilo a recuar para central, em que estabilizou o sector e abriu vaga no miolo. E o prometedor Rúben Neves a emparelhar com Sérgio Oliveira que não aguenta um jogo completo.
E temos o tridente ofensivo mais improdutivo, ou inepto, de volta...
Peseiro não podia escolher altura para se afundar do que "pensar" assim o "melhor onze" frente à melhor equipa do campeonato.
E se de repente, acabado o jogo, dominado em todos os capítulos e em todo o tempo pelo Sporting que confirma merecer galões de campeão, eu não lembrava, em muitos anos, uma equipa nacional que tenha sido muito melhor e merecido ganhar no Porto, com o tempo e frieza recupero o 0-2 com o Benfica em 2005. Era Koeman contra Adriaanse e na 2a volta o FC Porto averbou outra derrota com o Benfica (1-0), mas seria campeão a uma jornada do fim, no 25 de Abril em Penafiel, como obteria a dobradinha - e iniciava o ciclo do Terra que Jesualdo completou entre os infames títulos de 2005 e 2010 do Benfica.
Pois, mas eu sou do tempo, também, com memória de outros tempos. Como há 40 anos, a última vez que o Sporting ganhou no campeonato os dois jogos ao FC Porto, um deles na noite de nevoeiro nas Antas, com um golo fantasma e um 3-2 final que raramente se acompanhou na íntegra - eu estava lá...
Pois consigo lembrar a última equipa a merecer ganhar no Porto para o campeonato em jogos importantes (não o 0-3 com o Nacional já com o título ganho e a poupar para a final da taça, precisamente a última equipa a ganhar os dois jogos da liga ao FC Porto).
Mas esta superioridade do Sporting não teve só a ver com os erros de Peseiro. Os centrais que jogam à zona larga e um Chidozie que não faz ideia de como estar em campo e posicionar-se, são do mais ridículo que possa conceber-se - mas a poupança indevida de Peseiro foi não ter posto Antero Henrique e Pinto da Costa a centrais para aprenderem.
Sou, então, do tempo em que o FC Porto não ganhava nada mas nunca teve 6 derrotas em casa como agora. Parabéns à SAD reconduzida no Ferrari para o qual não tem habilitação.
E nem com a memória de uma arbitragem tão favorável nas duas últimas épocas o FC Porto conseguiu evitar uma dolorosa derrota mesmo que não contava para nada.
Tivera o FC Porto arbitragens assim esta época e estaria a lutar pelo título. Um jogo senão único, pelo menos raríssimo em que o primeiro amarelo não foi para um portista e Maxi tantas fez que bem merecia um cartão, e com uma gp generosa muito menos evidente do que tantas e tantas negadas está época - gp de facto mas antecedida de falta de Aboubakar; ou lances de fora de jogo não assinalados a portistas contra outros infames mercados que não existiram noutros jogos... é pena que, indevidamente, mas também por bater no fundo da credibilidade e da coerência em protestar arbitragens, ver o presidente do FC Porto comentar que a derrota ficou a dever-se a Artur Soares Dias. Isto só por ironia a par de ver benfiquistas reclamarem gp para o FC Porto enquanto, tendo perdido os dois jogos com os Dragões, ainda seguem incrédulos como não ganharam ao FC Porto - mas com um futebol medíocre e colinho arbitral se preparam para um tri que só quem é de outros tempos lembra como era...
Há dois anos, na Luz, depois de 2 gp negadas evidentes numa derrota por 2-0, Pinto da Costa conteve o impulso de bater no árbitro do Porto, vindo a confessar numa anedótica entrevista ao canal de trazer por casa que ficou à espera de na conferência de imprensa pós jogo os jornaleiros levantarem questões de arbitragem... Foi na vez em que disse renovar com o preocupações Fonseca se fosse preciso - dois meses antes de sair de cena após muita insistência.
Esperemos que isto não seja o prenúncio de renovar com o medíocre Peseiro.
Porque já não sabemos mais que esperar para a final do Jamor, a ver pela coerência do treinador das derrotas - onde bater no fundo mesmo, como alvitrei há meses, seria perder com o Braga do preocupações Fonseca...
Quanto a Jorge Jesus, nunca ganhou no Dragão com esta categoria de limpinho, limpinho e tendo melhor equipa, melhores jogadores e melhor futebol, ao contrário da época passada onde venceu 2-0 no Dragão sem saber ler nem escrever, arrisca perder um título que merecia e justifica.
Mas o futebol é isto...
Dasse...
30 abril 2016
23 abril 2016
O livro vermelho que o Politburo do Dragão deve ler (5)
Mal assessorado. Mal acompanhado. A crítica é recorrente. Lopetegui foi só o último, mas tem-se sucedido repetidamente. Pinto da Costa paga pelo que premeia de fidelidade canina. Mas a fragilidade da "estrutura" é indisfarçável. Não é por acaso.
Drucker conta histórias deliciosas de personagens da América. Especialmente Abraham Lincoln, o presidente que arrostou e venceu a guerra civil. Por um lado, confiou no general Grant. Lincoln, como Pinto da Costa, não bebia álcool. Grant era bêbedo. "Se eu soubesse que marca prefere [Grant] mandaria um barril ou mais para outros generais", terá dito Lincoln, e depois de uma batalha horrível com erros de avaliação de Grant, a vitória final, mesmo à custa de milhares de vidas, fez o presidente proclamar: "Este homem luta!".
Lincoln, para governar, debateu-se com falta de estadistas experientes. Nomeou quatro seus adversários políticos para assessora-lo. Um deles, Salman Chase, dirigiu as finanças e protestou várias vezes ameaçando demitir-se. À quarta, Lincoln aceitou a demissão, Chase tinha cumprido objectivos. Pouco depois, para surpresa geral, Lincoln nomeou Chase para o Supremo Tribunal. Em nome do abolicionismo, triunfante na guerra, Lincoln preferiu quem lhe disputou a presidência e se propunha desafia-lo nas eleições seguintes. Chase era, afinal, contra a escravatura e seria importante no Supremo Tribunal para se fazerem as primeiras leis de direitos civis na América.
Pinto da Costa premeia a fidelidade, à custa do mérito, Sobra a mediocridade. Vítor Baía sabe por que corria com a "estrutura"; alguns aproveitam-se, outros podem ser válidos noutras tarefas, mas a maioria não presta e os grandes responsáveis sairão com o fim do presidente; e não faltam exemplos ou não andasse o futebol à deriva - agora só com Lopetegui como culpado, até de ter sido contratado e, nada ganhando, reconduzido...
As opiniões valem o que valem. Há sócios que não querem ser vistos como clientes, no futebol, mas o que procuram numa área onde não "riscam"? Títulos? Nem sempre é possível, não é preciso Pinto da Costa afirmá-lo. Sobra o quê? Satisfação. Ao menos o gosto de ter bom futebol, bons jogos, luta até ao fim. Era o que fazia em 2000 o FC Porto, a 90M€ de orçamento. Esta época, a +100M€, nada de nada, só arrelias.
E, contudo, há gente que também acha que a SAD só responde, já li disso, pelas finanças, como se estivessem saudáveis, mas os resultados do futebol são da responsabilidade do treinador porquê? Quem vende e compra?, quem contesta arbitragens más e denúncia jogos viciados?, para que serve o CEO do futebol e quem é responsável ou quem, além do presidente, percebe da poda?
A forma como o FC Porto usa as redes sociais é outra área sem estratégia e percebe-se a directriz segundo comenta o presidente. O FC Porto não satisfaz os sócios e os mais instruídos já não têm pachorra para tanta mediocridade - que grassa transversalmente no FC Porto. A Internet vira-se contra quem não a sabe utilizar. Como noutros sectores, quem responde por tantas lacunas? Mais um amigo acobertado pelo presidente, que eu aqui trouxe em tempo oportuno, o Tavares dos fretes.
Drucker conta histórias deliciosas de personagens da América. Especialmente Abraham Lincoln, o presidente que arrostou e venceu a guerra civil. Por um lado, confiou no general Grant. Lincoln, como Pinto da Costa, não bebia álcool. Grant era bêbedo. "Se eu soubesse que marca prefere [Grant] mandaria um barril ou mais para outros generais", terá dito Lincoln, e depois de uma batalha horrível com erros de avaliação de Grant, a vitória final, mesmo à custa de milhares de vidas, fez o presidente proclamar: "Este homem luta!".
Lincoln, para governar, debateu-se com falta de estadistas experientes. Nomeou quatro seus adversários políticos para assessora-lo. Um deles, Salman Chase, dirigiu as finanças e protestou várias vezes ameaçando demitir-se. À quarta, Lincoln aceitou a demissão, Chase tinha cumprido objectivos. Pouco depois, para surpresa geral, Lincoln nomeou Chase para o Supremo Tribunal. Em nome do abolicionismo, triunfante na guerra, Lincoln preferiu quem lhe disputou a presidência e se propunha desafia-lo nas eleições seguintes. Chase era, afinal, contra a escravatura e seria importante no Supremo Tribunal para se fazerem as primeiras leis de direitos civis na América.
Pinto da Costa premeia a fidelidade, à custa do mérito, Sobra a mediocridade. Vítor Baía sabe por que corria com a "estrutura"; alguns aproveitam-se, outros podem ser válidos noutras tarefas, mas a maioria não presta e os grandes responsáveis sairão com o fim do presidente; e não faltam exemplos ou não andasse o futebol à deriva - agora só com Lopetegui como culpado, até de ter sido contratado e, nada ganhando, reconduzido...
E, contudo, há gente que também acha que a SAD só responde, já li disso, pelas finanças, como se estivessem saudáveis, mas os resultados do futebol são da responsabilidade do treinador porquê? Quem vende e compra?, quem contesta arbitragens más e denúncia jogos viciados?, para que serve o CEO do futebol e quem é responsável ou quem, além do presidente, percebe da poda?
A confusão é grande, como se vê. Análise curta, deficiente e mal informada, quer na SAD quer na apreciação do exterior.
Tudo porque conceitos e valores não são bem percepcionados. O futebol, sim, é um negócio que precisa muitas valências e competências para ser gerido. Gestão e Comunicação são exemplos de mau desempenho de uma "estrutura" que não é avaliada, cujo desempenho não é medido. Sócios dão carta branca. Foram 27 mil ao jogo, mas nem 10% exerceram o voto antes. E no Dragão contentar-se sem verem o distanciamvdos adeptos. Como será nos lugares anuais em 2016-17?...
Tratamos de competências, avaliações, conceitos de valor para sócios e clientes. Os sócios poderão ser os mesmos no verão, veremos se os clientes do futebol mostrarão satisfação pelo que tiveram e pelo que antecipação na próxima época...
Mas alguém raciocina, avalia, define prioridades, em função dos clientes? É a Gestão que está em causa, o FC Porto é uma empresa na SAD pelo futebol e o escrutínio devia ser rigoroso, para além dos troféus.
Nem vale a pena falar da Comunicação, tal a unanimidade face ao descalabro deste sector, já se aflora a sucessão quando toma posse o presidente que não durará sempre e está até decrépito e desacreditado, a ver pela irrelevancia que a maioria do eleitorado lhe demonstrou.
Pinto da Costa não faz nenhum favor à consciência dos sócios a propósito da sucessão. E ficam dos excertos da recente entrevista os tópicos de Drucker sobre o tema. Para bom entendedor...
Infelizmente, o mau desempenho do FC Porto deve manter-se, num contexto económico difícil e ambiente muito deleterio e adverso, com clubes de Lisboa por cima e a imprensa no contra como nunca esteve de forma tão virulenta. Mas a responsabilidade é do FC Porto, que geriu mal toda a envolvente do jogo, por omissão de acção, e o essencial do plantel, dizimado por vendas apressadas e ânsia de lucros, que agora se promete inverter, sem reconhecer falhas inadmissiveis.
O novo mandato começa da pior maneira. Hoje é o início do principio do fim. Como disse o presidente, tirando os filhos da equação da sucessão, quem vier por fim poderá ter problemas como ele teve há 34 anos. Eu já escrevi isso como o risco maior para quem vier abrir a porta e acender a luz.
22 abril 2016
O livro vermelho que o Politburo do Dragão deve ler (4)
Então temos que se criticou a ausência de oposição portista nas urnas como se tal vedasse legitimidade a críticas à incompetência reinante mas reconduzida no Dragão e o presidente armou-se em valentão, quantos são?, quantos são?, para não deixar de criticar Fernando Gomes mas Pinto da Costa não ajudar a criar, não uma lista "que o FC Porto não se mete nisso" nem se vai meter nem mudar a cobardia e inacção recentes, uma oposição nem que fosse só para criticar...
Amanhã toma posse, dia festivo duplamente mas dia que remete para o antigamente, aquele tempo de irrelevancia do FC Porto que temos de volta ao Dragão - nem um presidente deputado temos para criticar por não fazer oposição ao centralismo lisbonense...
A organização do conhecimento é estruturada em torno da Informação, não da hierarquia", defende Drucker para qualquer exemplo, de hospitais a orquestras sinfónica, de empresas a clubes. Digo eu.
Pinto da Costa, que diz agora pretender que outros responsáveis falem em nome do FC Porto instando os OCS a ouvi-los, concentrou tudo em si. Normal foi, com a prática, confundir-se com o clube. Foi válido por um tempo, como historiei, mas já não serve há muito. E o mundo habituou-se a ver nele um líder. Será?
"Vou ser franco: não acredito em líderes. Toda a conversa acerca dos líderes é um absurdo perigoso. É uma desculpa para não agir. Sinto-me muito infeliz por termos tido no séc XX como líderes Hitler, Estaline e Mao... Temos de ter muito medo dos líderes. Têm carisma? Também tivemos demasiado carisma nos últimos cem anos. Truman foi o melhor presidente dos EUA e o que mais alcançou. E não tinha perfil de líder. Todos o subestimavam, incluindo ele próprio (...) os verdadeiros valores dos líderes são avaliados por quem é promovido, quem é demitido, quem é recompensado e quem é punido. As decisões relativas à pessoas são altamente visíveis. As pessoas numa organização não são abstracções, são reais. (...) É fácil fazer boa figura numa época de expansão... Mas também todas as épocas de expansão - e eu já vivi umas quatro ou cinco - põem os charlatães no topo. (...) Há incentivos à má gestão (...) empresas são sistematicamente saqueada, acontece depois de todas as épocas de grande crescimento" - eis um resumo de liderança, para quem tanto viveu a estudar empresas e organizações.
Maciariello, assistente de Drucker e que assina o compêndio de ensinamentos posto à venda em Portugal, define "Um líder só por ter seguidores. Mas há quem confunda condições humanas de liderança com popularidade... E não basta que um núcleo duro de básicos" funcionários " o confirmem.
"Não é necessário gostar de um líder para confiar nele. Também não é necessário concordar com ele. A confiança é a convicção de que um líder fala a sério. É uma crença na integridade. As acções de um líder e as crenças que professa têm de ser congruentes, ou pelo menos compatíveis.. A liderança eficaz não se baseia em ser inteligente, mas principalmente em ser coerente", segundo Drucker.
Pinto da Costa nunca foi tratado por mim como líder, apenas como presidente, muito menos como grande presidente. Sempre condenei muitas suas atitudes, que marcaram negativamente o FC Porto. Mentiu. Subverteu factos, criou situações desagradáveis, defraudou muitos mais nos últimos tempos.
Vimos em 2009 um funcionário do FC Porto, Acácio Valentim, ser agredido na Luz por imagens de... 2008. Foi cobarde em 2010 quando o D. Chaves admitia não jogar a Taça no Jamor, mas a velha coerência do decrépito presidente face ao estádio de Oeiras não se impôs. Desapareceu da luta. Mente quanto aos convidados de uma gala do FC Porto. Destrata treinadores de forma ignóbil mesmo ganhando, como com AVB, não retendo talentos, como Vítor Pereira bicampeão. Retrai-se a denunciar manigancias de Benfica e Sporting. Não lidera, não confirma valores, não assegura que missão, visão e valores sejam baluartes que a organização transpira, inculque, ostente. Perdeu a ligação com sócios e adeptos. Não definiu a Teoria do Negócio em que deve operar a SAD, liga pouco ao clube, não inspira a confiança de outrora. Já este ano, com a ruína da equipa de futebol, teve os equívocos que teve, sobre a qualidade do plantel, a valia dos jogadores e a competência de Lopetegui, tratado na esteira de outros caídos em desgraça. Quem não concorda com ele sai a mal.
Drucker cita Eisenhower: "A qualidade suprema de um líder é a sua integridade inquestionável, seja num gangue, num campo de futebol, num exército ou num escritório", dizia o militar americano que comandou os Aliados na Europa e se tornou o 34o presidente dos EUA. Dwight Eisenhower que foi, antes da WWII, assistente do carismático mas vaidoso general McArthur no Pacífico e com o desprezo deste one man show que dizia ter sido Eisenhower "o meu melhor funcionario", não lhe reconhecendo liderança. Foi George Marshall a impor DD Eisenhower chefe das tropas aliadas na Europa.
Pinto da Costa não fez o clube passar do sucesso para a relevância. Tenho vindo a notar, de resto, a irrelevancia do FC Porto. Já ninguém liga ao que faz e diz o presidente, já se resume o que comente a um critério particular. Vai continuar a não intervir nos órgãos de poder do futebol, pelo que pouco pode influenciar. Também aí o FC Porto perdeu afluência e influencia, por falta de líder e falta de estrutura que não foi implementada e não teve poder nem para representar o FC Porto nem para alguém aparecer - só há funcionários, sem empowerment a não ser Antero numa muito contestada gestão de compras e vendas. Pinto da Costa resumiu o FC Porto ao seu interesse particular e inamovível estatuto ou inacção.
"Integridade na liderança inspira confiança e faz os líderes verem o mundo como ele é e não como querem que seja. Os líderes eficazes trabalham nas prioridades da organização, em vez daquelas tarefas que pensavam que ia dominar o seu mandato. Os líderes devem ser aprendizes contínuos e rodear-se de especialistas das áreas necessárias para resolverem os problemas presentes e emergentes", resume Maciariello. Drucker acentua os problemas nas mudanças de fase de uma organização: "À medida que uma organização cresce pode perder a sua vitalidade, centrando-se nas necessidades das pessoas dentro da organização, em vez de centrar nas dos clientes. Acontece em quem tem líderes com estatuto de estrela e que viveram um crescimento fenomenal sob a liderança do seu empreendedor ou fundador".
E, desleixando o futebol, como aqui sempre critiquei, concentrando a energia no museu, delegando talvez em demasia no CEO, Pinto da Costa deu Urgência ao Museu em detrimento da Importância do plantel que à justa ganhou dois campeonatos com Vítor Pereira e perdendo qualidade. A ascensão do Benfica foi menorizada. Os resultados estão à vista. E tendo urgência num centro de formação, como projecto do novo mandato, talvez a retoma do futebol não ocorra quando já o Sporting se junta ao Benfica nos desafios colocados ao FC Porto.
"A popularidade não é um critério para a liderança. Um líder é um catalisador que faz acontecer as coisas certas. E deve evitar que a satisfação e uma mentalidade burocrática se instalem numa organização. Não importa o carisma. O que importa é se o líder condiz na direcção certa ou errada. Deve definir correctamente o problema. A velha política não faz sentido nenhum. A competência comprovada faz", diz Drucker.
Comparem com o que tem sucedido, de más apostas desportivas a deficientes usos de informação, meios humanos e técnicos, para ver se não enquadra no fracasso subentendido nos pensamentos e definições de Drucker.
Amanhã toma posse, dia festivo duplamente mas dia que remete para o antigamente, aquele tempo de irrelevancia do FC Porto que temos de volta ao Dragão - nem um presidente deputado temos para criticar por não fazer oposição ao centralismo lisbonense...
A organização do conhecimento é estruturada em torno da Informação, não da hierarquia", defende Drucker para qualquer exemplo, de hospitais a orquestras sinfónica, de empresas a clubes. Digo eu.
Pinto da Costa, que diz agora pretender que outros responsáveis falem em nome do FC Porto instando os OCS a ouvi-los, concentrou tudo em si. Normal foi, com a prática, confundir-se com o clube. Foi válido por um tempo, como historiei, mas já não serve há muito. E o mundo habituou-se a ver nele um líder. Será?
"Vou ser franco: não acredito em líderes. Toda a conversa acerca dos líderes é um absurdo perigoso. É uma desculpa para não agir. Sinto-me muito infeliz por termos tido no séc XX como líderes Hitler, Estaline e Mao... Temos de ter muito medo dos líderes. Têm carisma? Também tivemos demasiado carisma nos últimos cem anos. Truman foi o melhor presidente dos EUA e o que mais alcançou. E não tinha perfil de líder. Todos o subestimavam, incluindo ele próprio (...) os verdadeiros valores dos líderes são avaliados por quem é promovido, quem é demitido, quem é recompensado e quem é punido. As decisões relativas à pessoas são altamente visíveis. As pessoas numa organização não são abstracções, são reais. (...) É fácil fazer boa figura numa época de expansão... Mas também todas as épocas de expansão - e eu já vivi umas quatro ou cinco - põem os charlatães no topo. (...) Há incentivos à má gestão (...) empresas são sistematicamente saqueada, acontece depois de todas as épocas de grande crescimento" - eis um resumo de liderança, para quem tanto viveu a estudar empresas e organizações.
Maciariello, assistente de Drucker e que assina o compêndio de ensinamentos posto à venda em Portugal, define "Um líder só por ter seguidores. Mas há quem confunda condições humanas de liderança com popularidade... E não basta que um núcleo duro de básicos" funcionários " o confirmem.
"Não é necessário gostar de um líder para confiar nele. Também não é necessário concordar com ele. A confiança é a convicção de que um líder fala a sério. É uma crença na integridade. As acções de um líder e as crenças que professa têm de ser congruentes, ou pelo menos compatíveis.. A liderança eficaz não se baseia em ser inteligente, mas principalmente em ser coerente", segundo Drucker.
Pinto da Costa nunca foi tratado por mim como líder, apenas como presidente, muito menos como grande presidente. Sempre condenei muitas suas atitudes, que marcaram negativamente o FC Porto. Mentiu. Subverteu factos, criou situações desagradáveis, defraudou muitos mais nos últimos tempos.
Vimos em 2009 um funcionário do FC Porto, Acácio Valentim, ser agredido na Luz por imagens de... 2008. Foi cobarde em 2010 quando o D. Chaves admitia não jogar a Taça no Jamor, mas a velha coerência do decrépito presidente face ao estádio de Oeiras não se impôs. Desapareceu da luta. Mente quanto aos convidados de uma gala do FC Porto. Destrata treinadores de forma ignóbil mesmo ganhando, como com AVB, não retendo talentos, como Vítor Pereira bicampeão. Retrai-se a denunciar manigancias de Benfica e Sporting. Não lidera, não confirma valores, não assegura que missão, visão e valores sejam baluartes que a organização transpira, inculque, ostente. Perdeu a ligação com sócios e adeptos. Não definiu a Teoria do Negócio em que deve operar a SAD, liga pouco ao clube, não inspira a confiança de outrora. Já este ano, com a ruína da equipa de futebol, teve os equívocos que teve, sobre a qualidade do plantel, a valia dos jogadores e a competência de Lopetegui, tratado na esteira de outros caídos em desgraça. Quem não concorda com ele sai a mal.
Drucker cita Eisenhower: "A qualidade suprema de um líder é a sua integridade inquestionável, seja num gangue, num campo de futebol, num exército ou num escritório", dizia o militar americano que comandou os Aliados na Europa e se tornou o 34o presidente dos EUA. Dwight Eisenhower que foi, antes da WWII, assistente do carismático mas vaidoso general McArthur no Pacífico e com o desprezo deste one man show que dizia ter sido Eisenhower "o meu melhor funcionario", não lhe reconhecendo liderança. Foi George Marshall a impor DD Eisenhower chefe das tropas aliadas na Europa.
Pinto da Costa não fez o clube passar do sucesso para a relevância. Tenho vindo a notar, de resto, a irrelevancia do FC Porto. Já ninguém liga ao que faz e diz o presidente, já se resume o que comente a um critério particular. Vai continuar a não intervir nos órgãos de poder do futebol, pelo que pouco pode influenciar. Também aí o FC Porto perdeu afluência e influencia, por falta de líder e falta de estrutura que não foi implementada e não teve poder nem para representar o FC Porto nem para alguém aparecer - só há funcionários, sem empowerment a não ser Antero numa muito contestada gestão de compras e vendas. Pinto da Costa resumiu o FC Porto ao seu interesse particular e inamovível estatuto ou inacção.
"Integridade na liderança inspira confiança e faz os líderes verem o mundo como ele é e não como querem que seja. Os líderes eficazes trabalham nas prioridades da organização, em vez daquelas tarefas que pensavam que ia dominar o seu mandato. Os líderes devem ser aprendizes contínuos e rodear-se de especialistas das áreas necessárias para resolverem os problemas presentes e emergentes", resume Maciariello. Drucker acentua os problemas nas mudanças de fase de uma organização: "À medida que uma organização cresce pode perder a sua vitalidade, centrando-se nas necessidades das pessoas dentro da organização, em vez de centrar nas dos clientes. Acontece em quem tem líderes com estatuto de estrela e que viveram um crescimento fenomenal sob a liderança do seu empreendedor ou fundador".
E, desleixando o futebol, como aqui sempre critiquei, concentrando a energia no museu, delegando talvez em demasia no CEO, Pinto da Costa deu Urgência ao Museu em detrimento da Importância do plantel que à justa ganhou dois campeonatos com Vítor Pereira e perdendo qualidade. A ascensão do Benfica foi menorizada. Os resultados estão à vista. E tendo urgência num centro de formação, como projecto do novo mandato, talvez a retoma do futebol não ocorra quando já o Sporting se junta ao Benfica nos desafios colocados ao FC Porto.
"A popularidade não é um critério para a liderança. Um líder é um catalisador que faz acontecer as coisas certas. E deve evitar que a satisfação e uma mentalidade burocrática se instalem numa organização. Não importa o carisma. O que importa é se o líder condiz na direcção certa ou errada. Deve definir correctamente o problema. A velha política não faz sentido nenhum. A competência comprovada faz", diz Drucker.
Comparem com o que tem sucedido, de más apostas desportivas a deficientes usos de informação, meios humanos e técnicos, para ver se não enquadra no fracasso subentendido nos pensamentos e definições de Drucker.
21 abril 2016
O livro vermelho que o Politburo do Dragão deve ler (3)
Vou só continuar o tema dos órgãos dirigentes e dos mecanismos inexistentes na débil estrutura organizacional do FC Porto. Deixarei para amanhã o tema do "líder" e do "carisma" ou populismo, até por há uns meses ter dedicado uma semana inteira a centrar o fracasso em Pinto da Costa provando que não é um líder e muito menos o que pode fortalecer um clube amorfo e uma estrutura desacreditada. Depois, abordarei a sucessão, até por o presidente ter falado nela ainda sem ter completado um 13o mandato falhado mas com um salto eleitoral apalhaçado como fosse necessário, mas foi oportuno, um golpe palaciano para eternizar o regime norte-coreano e a crise de valores que aniquilou o clube. Precisamente por ter faltado liderança, carisma importa menos, e acima de tudo conhecimento. Podem assobiar para o ar, mas já de há muito falo nisto, não aproveito a era má nem desisto como os dos efe-erre-a das vitórias desistem por aí. Os novos vassalos e os velhos louvaminheiros fazem o que lhes é costumeiro, palha não falta.
Podem consultar a net sobre Peter Drucker e apanhar, em brasiles, soundbytes assim. Do livro novo que condensa o seu pensamento de Gestão há muito a extrair. Como avaliar o FC Porto sob este prisma?
Drucker acentua a "responsabilidade" na Gestão. Não tem de ser "empresarial", de "negócios" mas tão só "o órgão governante de todas as instituições da sociedade moderna". E "a Gestão está entre as maiores inovações sociais do séc XX".
O FC Porto atingiu a hegemonia, aproveitando as suas forças e as oportunidades que surgiram, beneficiando das fraquezas alheias conhecidas. Como é possível de uma posição cimeira passar para plano secundário que começa a ser terciário? O FC Porto não se defendeu em campo e fora dele, gastou recursos e desaproveitou oportunidades, algo que sucedeu em 2000 e volta a repetir-se agora com a ideia de não poder evitar o retrocesso.
Os erros de planeamento e Gestão do plantel são conhecidos, manancial das discussões nos últimos anos. Mas as deficiências de funcionamento já eram públicas mesmo quando ganhava. A propósito do scouting que se tem falado, a par do falhado projecto Visão 611, a mim começou a preocupar-me quando foi assumido que contratar Lisandro Lopez e Radamel Falcao foi mérito da atenção do Benfica. E tantos flops chegaram quando ainda havia olheiros e emissários na América do Sul e víamos chegar craques desconhecidos a toda a Europa, sendo o Shakhtar Donetsk uma montra para tudo aquilo que não se via. Fiquei alerta. E não chegar ninguém de jeito depois, à excepção de Jackson, confirma que as observações foram descartadas ou deixaram de existir. Sobrou o catálogo da Doyen...
Na era do conhecimento fácil e universal, de viagens rápidas e acessíveis, aos streamings e montes de jogos televisionados, nada de jeito chegou com impacto. O clube perdeu a BATALHA por inacção. Mas de fracasso em fracasso, criou-se o CEO da bola. Reinaldo Teles ainda é o senhor, óptima pessoa, do futebol mas está por favor de Pinto da Costa. Como outros noutros departamentos. E o amiguismo e amadorismo deram lugar ao comodismo e à fatal entropia da organização, como aponta Drucker.
Os dois títulos de Vítor Pereira, a quem dei sempre o mérito total a par dos jogadores, disfarçaram a queda que seria brutal depois de 2011, o ano invulgar, feliz e anacrónico que valeu quase todas as conquistas. Na verdade, não fosse isso, e depois de AVB ter, ele sim, recriado o ADN perdido do Ser Porto, e a crise teria começado há 5 anos. Porque os sinais de aviso não foram interpretados, ou lidos apenas, pela Gestão que sabia tanto, fazia ganhar com qualquer treinador mas que avaliou mal, autoavaliou-se pessimamente e acabou desacreditada totalmente.
Eu nao
Lembre-se, ainda, como o 3o lugar de 2010 levantou a polémica dos prémios de gestão pelo "inconseguimento". E que motivou alteração das regalias. Tal como a fraude eleitoral de agora trará democracia ao próximo acto, assim o esperamos.
Como tudo falhou? Com confusão de "gestões" e falhas de supervisão, outra coisa agora na berra. Quem controlava a coisa? Quem média os resultados? Como se avaliava gente a ganhar meio milhão de euros anuais, o presidente, e um quarto de milhão os vogais? Ninguém!
"Os executivos têm de se certificar de que conseguem analisar eficazmente os dados", escreveu Drucker ciente da "literacia da Informação" e de como "a organização do conhecimento é estruturada em torno da Informação, não dá hierarquia". Ora, o FC Porto perdeu o esforço de scouting, como tem perdido a BATALHA da Informação pura, mesmo defendendo, mal, o seu bom nome.
Custa acreditar que gente experiente, que era marca da "estrutura", se tenha deixado PERDER... Foi de propósito, porquê? ; ou mesmo por incompetência generalizada em nome do Princípio de Peter?
Eu podia falar de várias pessoas que nunca entendi o que faziam no FC Porto, do advogado Daniel Pereira a quem não se conhece um pensamento ou ouviu um grito como representante do clube em várias reuniões, ao director-geral da SAD Paiva Brandão de quem não de conhece uma medida como gestor ou um pensamento inovador. Mas é a "estrutura" que está em causa, repito, e só o presidente tem a responsabilidade. Mas diz, agora, para outras vozes defenderem o FC Porto.
O que cristalizou foi confundir competências de análise, controlo, verificação, execução e "premiaçao".
Há um CA, um CEO, tudo entre amigos e protegidos. Drucker preconiza o que no FC Porto não se vê e justifica o fracasso de funcionamento, terminada a inércia que manteve a carruagem em movimento. Pede-se um Conselho de Análise, de pessoas experientes e integras, para aconselhar a gestão de topo. Não deve ser o Conselho Consultivo, do clube e um proforma para agregar figuras conhecidas tendentes a incensar o presidente. "Alguém tem de se certificar de que os objectivos estão a ser definidos e de que estão a ser desenvolvidas estratégias. Alguém tem de lançar um olhar crítico ao planeamento, à sua política de investimento de capital e ao seu orçamento de gastos geridos. Alguém tem de monitorizar as decisões relativas às pessoas e aos problemas da organização". Só se sabe de Pinto da Costa...
"Um CA capaz de remover gestores de topo incompetentes ou com mau desempenho tem um grande poder". Mas quem manda mais? Pinto da Costa...
"É preciso um Órgão de Relações Públicas e" Comunitárias", para passar informação relevante aos decisores de topo e informar o público afecto". Não há...
"Cada instituição será mais forte quanto mais claramente definir os seus objectivos. Será mais eficaz quanto mais bitolas houver para medir o seu desempenho. Será mais legítima quanto mais estreitamente basear a sua autoridade na justificação pelo desempenho". Vejam-se as críticas dos últimos anos e a incompreensão sobre muitos factos da vida da SAD e percebe-se que nada funciona devidamente.
Falaremos então do líder, carisma ou falta dele, e do negócio em causa, com lucros ou não.
Podem consultar a net sobre Peter Drucker e apanhar, em brasiles, soundbytes assim. Do livro novo que condensa o seu pensamento de Gestão há muito a extrair. Como avaliar o FC Porto sob este prisma?
Drucker acentua a "responsabilidade" na Gestão. Não tem de ser "empresarial", de "negócios" mas tão só "o órgão governante de todas as instituições da sociedade moderna". E "a Gestão está entre as maiores inovações sociais do séc XX".
O FC Porto atingiu a hegemonia, aproveitando as suas forças e as oportunidades que surgiram, beneficiando das fraquezas alheias conhecidas. Como é possível de uma posição cimeira passar para plano secundário que começa a ser terciário? O FC Porto não se defendeu em campo e fora dele, gastou recursos e desaproveitou oportunidades, algo que sucedeu em 2000 e volta a repetir-se agora com a ideia de não poder evitar o retrocesso.
Os erros de planeamento e Gestão do plantel são conhecidos, manancial das discussões nos últimos anos. Mas as deficiências de funcionamento já eram públicas mesmo quando ganhava. A propósito do scouting que se tem falado, a par do falhado projecto Visão 611, a mim começou a preocupar-me quando foi assumido que contratar Lisandro Lopez e Radamel Falcao foi mérito da atenção do Benfica. E tantos flops chegaram quando ainda havia olheiros e emissários na América do Sul e víamos chegar craques desconhecidos a toda a Europa, sendo o Shakhtar Donetsk uma montra para tudo aquilo que não se via. Fiquei alerta. E não chegar ninguém de jeito depois, à excepção de Jackson, confirma que as observações foram descartadas ou deixaram de existir. Sobrou o catálogo da Doyen...
Na era do conhecimento fácil e universal, de viagens rápidas e acessíveis, aos streamings e montes de jogos televisionados, nada de jeito chegou com impacto. O clube perdeu a BATALHA por inacção. Mas de fracasso em fracasso, criou-se o CEO da bola. Reinaldo Teles ainda é o senhor, óptima pessoa, do futebol mas está por favor de Pinto da Costa. Como outros noutros departamentos. E o amiguismo e amadorismo deram lugar ao comodismo e à fatal entropia da organização, como aponta Drucker.
Os dois títulos de Vítor Pereira, a quem dei sempre o mérito total a par dos jogadores, disfarçaram a queda que seria brutal depois de 2011, o ano invulgar, feliz e anacrónico que valeu quase todas as conquistas. Na verdade, não fosse isso, e depois de AVB ter, ele sim, recriado o ADN perdido do Ser Porto, e a crise teria começado há 5 anos. Porque os sinais de aviso não foram interpretados, ou lidos apenas, pela Gestão que sabia tanto, fazia ganhar com qualquer treinador mas que avaliou mal, autoavaliou-se pessimamente e acabou desacreditada totalmente.
Eu nao
Lembre-se, ainda, como o 3o lugar de 2010 levantou a polémica dos prémios de gestão pelo "inconseguimento". E que motivou alteração das regalias. Tal como a fraude eleitoral de agora trará democracia ao próximo acto, assim o esperamos.
Como tudo falhou? Com confusão de "gestões" e falhas de supervisão, outra coisa agora na berra. Quem controlava a coisa? Quem média os resultados? Como se avaliava gente a ganhar meio milhão de euros anuais, o presidente, e um quarto de milhão os vogais? Ninguém!
"Os executivos têm de se certificar de que conseguem analisar eficazmente os dados", escreveu Drucker ciente da "literacia da Informação" e de como "a organização do conhecimento é estruturada em torno da Informação, não dá hierarquia". Ora, o FC Porto perdeu o esforço de scouting, como tem perdido a BATALHA da Informação pura, mesmo defendendo, mal, o seu bom nome.
Custa acreditar que gente experiente, que era marca da "estrutura", se tenha deixado PERDER... Foi de propósito, porquê? ; ou mesmo por incompetência generalizada em nome do Princípio de Peter?
Eu podia falar de várias pessoas que nunca entendi o que faziam no FC Porto, do advogado Daniel Pereira a quem não se conhece um pensamento ou ouviu um grito como representante do clube em várias reuniões, ao director-geral da SAD Paiva Brandão de quem não de conhece uma medida como gestor ou um pensamento inovador. Mas é a "estrutura" que está em causa, repito, e só o presidente tem a responsabilidade. Mas diz, agora, para outras vozes defenderem o FC Porto.
O que cristalizou foi confundir competências de análise, controlo, verificação, execução e "premiaçao".
Há um CA, um CEO, tudo entre amigos e protegidos. Drucker preconiza o que no FC Porto não se vê e justifica o fracasso de funcionamento, terminada a inércia que manteve a carruagem em movimento. Pede-se um Conselho de Análise, de pessoas experientes e integras, para aconselhar a gestão de topo. Não deve ser o Conselho Consultivo, do clube e um proforma para agregar figuras conhecidas tendentes a incensar o presidente. "Alguém tem de se certificar de que os objectivos estão a ser definidos e de que estão a ser desenvolvidas estratégias. Alguém tem de lançar um olhar crítico ao planeamento, à sua política de investimento de capital e ao seu orçamento de gastos geridos. Alguém tem de monitorizar as decisões relativas às pessoas e aos problemas da organização". Só se sabe de Pinto da Costa...
"Um CA capaz de remover gestores de topo incompetentes ou com mau desempenho tem um grande poder". Mas quem manda mais? Pinto da Costa...
"É preciso um Órgão de Relações Públicas e" Comunitárias", para passar informação relevante aos decisores de topo e informar o público afecto". Não há...
"Cada instituição será mais forte quanto mais claramente definir os seus objectivos. Será mais eficaz quanto mais bitolas houver para medir o seu desempenho. Será mais legítima quanto mais estreitamente basear a sua autoridade na justificação pelo desempenho". Vejam-se as críticas dos últimos anos e a incompreensão sobre muitos factos da vida da SAD e percebe-se que nada funciona devidamente.
Falaremos então do líder, carisma ou falta dele, e do negócio em causa, com lucros ou não.
20 abril 2016
O livro vermelho que o Politburo do Dragão deve ler (2)
Este foi um anúncio criado por Peter Drucker para ironizar, há 40 anos, com o gestor-tipo necessário para uma empresa americana. Está lá o que se pede, oferece e rejeita. Com benefícios mas muitas exigências. "Membro profissional", "aplicação de carimbos", "elaboração de políticas". E restrições a certos potenciais interessados. Como é explicado em "Um ano com Peter Drucker", por um associado, Joseph Maciariello, numa edição portuguesa (Março), a gestão de empresas na América começou, há um século, por ser dos próprios proprietários para passar, em 20 anos, para entendidos, gestores profissionais. Drucker (1909-2005), austríaco emigrado nos EUA em 1937 com passagem por Londres antevendo o perigo do nazismo (Anexação de 1936 da Àustria pela Alemanha), faz a história da Gestão (termo cunhado em 1911, precisa) com o exemplo de J.P. Morgan, o banqueiro que gostava de dinheiro mas não esbanjava à toa nem premiava gestores além de um limite e muito menos aceitava pagar a incompetentes.
Pinto da Costa pode apreciar as práticas e ideologias comunistas, ao arrepio das verdades e factos da história que fez a razia de todo esse manancial de demagogia e sepulcro de pobreza endémica. Mas a evolução humana ancorou-se, primeiro, em valores religiosos que Pinto da Costa conhece mas são alheios a ideologia extremista ou só amaciada de delírios tautologicos de Esquerda tola; depois, a Humanidade cresceu, apesar do obscurantismo religioso extremo, com a riqueza produzida (vulgo capitalismo) e o mecenato que libertou as Artes e criou os períodos inovadores, do pensamento à tecnologia. A América dá exemplos de vida e fortuna, ao contrário da URSS e sucedâneo que retomou antigo nome é oligarcas em vez de kulaks. Mas é preciso ter cultura acima da média e dominar várias áreas de conhecimento, algo ao alcance de todos, hoje, na era da Informação, mas é sempre preciso esforço - e retenção de saberes, melhor se forem aplicados e ensinados até...
O problema do FC Porto é não entender a teia em que se enredou. O tempo da luta foi um, impulsionado por Pedroto, e foram duas décadas de luta intensa para começar a hegemonia. Pinto da Costa emergiu à frente desse combate político, num ambiente económico e regulamentar próprio mas que hoje não é igual.
O FC Porto falhou em Gestão pura, em avaliação financeira e de recursos, em aplicação de políticas activas (como pede no anúncio de Drucker), em adequar a estrutura ao crescimento do clube, em pub e mkt, em comunicação e actualização de processos, a falhar o acompanhamento de mercados e oportunidades - tudo na última década em que afrouxou a luta e claudicou em posicionar-se nos centros de poder, acabando, como se ouviu agora, de perder a batalha.
Está declaração fulminante de derrota devia obrigar a perguntar PORQUÊ e saber-se a razão da AUSÊNCIA DE LUTA, o tal "coiso" que era o ADN do FC Porto. Por isso, sem exemplo de cima, a equipa claudicou e os adeptos viram-se sem líder ou general na BATALHA!
Pelo meio, com o advento das SAD, a equipa dirigente do clube, amadora, tornou-se subitamente profissional. J.P. Morgan não admitiria isto. Drucker conta histórias dos grandes da América: Henry Ford, crente na invenção do seu modelo T, em 20 anos tinha sido ultrapassado pela concorrência e só uma Gestão profissional permitiu retomar o topo e devolver à sua marca a primazia e a grandeza.
Pior no FC Porto: começou a confundir o Conselho de Administração da SAD com a Direcção do clube. Depois criou a figura do CEO. Sempre as mesmas pessoas, nenhuma profissional em Gestão, amigos de todas as horas mas sem estudos, sem preparação, sem capacidade de gestão que, de resto, nem o presidente tem. Este é o drama e a RAZÃO do fracasso, agravado com a percepção franca de, afinal, ali não se perceber tanto de futebol como era admitido, divulgado, insensato. Nenhuns princípios e práticas adoptados a não ser adequar contabilidade e balanços, únicas coisas sujeitas a auditoria e obrigação ainda que mínima, de informação pública. E quem tem deixado a SAD? Os responsáveis pelas finanças, Fernando Gomes e, duas vezes, Angelino Ferreira (uma para acompanhar o novo estádio)... Por sinal, saídas com acrimonia, como ainda agora se viu com este, prosseguindo uma guerra latente com o primeiro - os tais Estados de alma e questões pessoais que o ex-dirigente Nuno Antas de Campos notou em O Jogo.
Ainda hoje sócios e adeptos do FC Porto não percebem que no futebol profissional não são stockholders/accionistas para influenciarem decisões, são stakeholders/participantes que devem ser considerados por entre fornecedores, patrocinadores, distribuidores, funcionários, empresas, comunidade em geral onde se insere. Muitos sócios julgam-se clientes e outros não. Bastantes pessoas passaram a confundir a SAD com o clube e o negócio com a prática desportiva, o móbil do negócio, a obtenção de lucro ou a obtenção de títulos. A confusão é do tamanho dos interesses misturados e das águas não separadas entre entidades distintas - mas sujeitas a relações de sociedade e transferência de activos como o estádio e fluxos financeiros -, tudo, tudo sem distinção de aparelhos administrativos e avaliação de poderes e de fracassos. E, no fim, percebe-se que ninguém é punido, mas prémios e mordomias começaram a causar incómodo nos adeptos e sócios, à revelia do pensamento de Drucker e da prática de J.P. Morgan.
Ou seja, em resumo, princípios de liderança e gestão profissionais estão em causa, sem que a responsabilidade e vencimento correspondam punições e culpados - como numa empresa normal.
Não admira que Pinto da Costa aprecie práticas de gestão dignas do PCP, sendo que se comporta como a esquerda caviar, cheia de proclamações fáceis mas usufruto do melhor da sociedade consumista e luxos do capitalismo.
A moralidade de pacotilha é esta, não faltam chico-espertos por aí, de líderes partidários a comentadores políticos, mas por alguma razão os grandes clubes, não só o FC Porto, passam mal, mas a generalidade de empresas e negocios carecem de gestão profissional, em Portugal, medição de resultados, avaliação de performances e justificação de modelos e administrações.
Dos aspectos gerais iremos aos particulares, da definição de liderança e carisma à verificação de exemplos, êxitos e medidas.
Sim, porque o futebol é golos e emoções, mas uma actividade humana que tem regras de gestão e accountability como uma empresa normal. Seja para gerar lucros ou só de âmbito social. A SAD no primeiro caso não tem forçosamente de gerar lucros, mas deve cuidar de factores de rentabilidade e sobrevivência: solvência em resumo. O clube de dinamizar o desporto e desenvolver modalidades.
Mas qual é o negócio e quem são os clientes? As pessoas não sabem. Os administradores não querem saber, mas deviam.
O FC Porto foi ultrapassado num tempo em que os seus responsáveis não estão à altura das responsabilidades e das exigências. Não se preparou para cimentar a hegemonia alcançada, apenas cristalizou prática amadora num círculo de amigos íntimos do presidente. E há quem tenha ficado animado com proclamações abstractas, amplos lirismos repetidos sem verem que o museu, como o armário, tem esqueletos em vez de títulos e amigalhaços em vez de gestores.
Pinto da Costa pode apreciar as práticas e ideologias comunistas, ao arrepio das verdades e factos da história que fez a razia de todo esse manancial de demagogia e sepulcro de pobreza endémica. Mas a evolução humana ancorou-se, primeiro, em valores religiosos que Pinto da Costa conhece mas são alheios a ideologia extremista ou só amaciada de delírios tautologicos de Esquerda tola; depois, a Humanidade cresceu, apesar do obscurantismo religioso extremo, com a riqueza produzida (vulgo capitalismo) e o mecenato que libertou as Artes e criou os períodos inovadores, do pensamento à tecnologia. A América dá exemplos de vida e fortuna, ao contrário da URSS e sucedâneo que retomou antigo nome é oligarcas em vez de kulaks. Mas é preciso ter cultura acima da média e dominar várias áreas de conhecimento, algo ao alcance de todos, hoje, na era da Informação, mas é sempre preciso esforço - e retenção de saberes, melhor se forem aplicados e ensinados até...
O problema do FC Porto é não entender a teia em que se enredou. O tempo da luta foi um, impulsionado por Pedroto, e foram duas décadas de luta intensa para começar a hegemonia. Pinto da Costa emergiu à frente desse combate político, num ambiente económico e regulamentar próprio mas que hoje não é igual.
O FC Porto falhou em Gestão pura, em avaliação financeira e de recursos, em aplicação de políticas activas (como pede no anúncio de Drucker), em adequar a estrutura ao crescimento do clube, em pub e mkt, em comunicação e actualização de processos, a falhar o acompanhamento de mercados e oportunidades - tudo na última década em que afrouxou a luta e claudicou em posicionar-se nos centros de poder, acabando, como se ouviu agora, de perder a batalha.
Está declaração fulminante de derrota devia obrigar a perguntar PORQUÊ e saber-se a razão da AUSÊNCIA DE LUTA, o tal "coiso" que era o ADN do FC Porto. Por isso, sem exemplo de cima, a equipa claudicou e os adeptos viram-se sem líder ou general na BATALHA!
Pelo meio, com o advento das SAD, a equipa dirigente do clube, amadora, tornou-se subitamente profissional. J.P. Morgan não admitiria isto. Drucker conta histórias dos grandes da América: Henry Ford, crente na invenção do seu modelo T, em 20 anos tinha sido ultrapassado pela concorrência e só uma Gestão profissional permitiu retomar o topo e devolver à sua marca a primazia e a grandeza.
Pior no FC Porto: começou a confundir o Conselho de Administração da SAD com a Direcção do clube. Depois criou a figura do CEO. Sempre as mesmas pessoas, nenhuma profissional em Gestão, amigos de todas as horas mas sem estudos, sem preparação, sem capacidade de gestão que, de resto, nem o presidente tem. Este é o drama e a RAZÃO do fracasso, agravado com a percepção franca de, afinal, ali não se perceber tanto de futebol como era admitido, divulgado, insensato. Nenhuns princípios e práticas adoptados a não ser adequar contabilidade e balanços, únicas coisas sujeitas a auditoria e obrigação ainda que mínima, de informação pública. E quem tem deixado a SAD? Os responsáveis pelas finanças, Fernando Gomes e, duas vezes, Angelino Ferreira (uma para acompanhar o novo estádio)... Por sinal, saídas com acrimonia, como ainda agora se viu com este, prosseguindo uma guerra latente com o primeiro - os tais Estados de alma e questões pessoais que o ex-dirigente Nuno Antas de Campos notou em O Jogo.
Ainda hoje sócios e adeptos do FC Porto não percebem que no futebol profissional não são stockholders/accionistas para influenciarem decisões, são stakeholders/participantes que devem ser considerados por entre fornecedores, patrocinadores, distribuidores, funcionários, empresas, comunidade em geral onde se insere. Muitos sócios julgam-se clientes e outros não. Bastantes pessoas passaram a confundir a SAD com o clube e o negócio com a prática desportiva, o móbil do negócio, a obtenção de lucro ou a obtenção de títulos. A confusão é do tamanho dos interesses misturados e das águas não separadas entre entidades distintas - mas sujeitas a relações de sociedade e transferência de activos como o estádio e fluxos financeiros -, tudo, tudo sem distinção de aparelhos administrativos e avaliação de poderes e de fracassos. E, no fim, percebe-se que ninguém é punido, mas prémios e mordomias começaram a causar incómodo nos adeptos e sócios, à revelia do pensamento de Drucker e da prática de J.P. Morgan.
Ou seja, em resumo, princípios de liderança e gestão profissionais estão em causa, sem que a responsabilidade e vencimento correspondam punições e culpados - como numa empresa normal.
Não admira que Pinto da Costa aprecie práticas de gestão dignas do PCP, sendo que se comporta como a esquerda caviar, cheia de proclamações fáceis mas usufruto do melhor da sociedade consumista e luxos do capitalismo.
A moralidade de pacotilha é esta, não faltam chico-espertos por aí, de líderes partidários a comentadores políticos, mas por alguma razão os grandes clubes, não só o FC Porto, passam mal, mas a generalidade de empresas e negocios carecem de gestão profissional, em Portugal, medição de resultados, avaliação de performances e justificação de modelos e administrações.
Dos aspectos gerais iremos aos particulares, da definição de liderança e carisma à verificação de exemplos, êxitos e medidas.
Sim, porque o futebol é golos e emoções, mas uma actividade humana que tem regras de gestão e accountability como uma empresa normal. Seja para gerar lucros ou só de âmbito social. A SAD no primeiro caso não tem forçosamente de gerar lucros, mas deve cuidar de factores de rentabilidade e sobrevivência: solvência em resumo. O clube de dinamizar o desporto e desenvolver modalidades.
Mas qual é o negócio e quem são os clientes? As pessoas não sabem. Os administradores não querem saber, mas deviam.
O FC Porto foi ultrapassado num tempo em que os seus responsáveis não estão à altura das responsabilidades e das exigências. Não se preparou para cimentar a hegemonia alcançada, apenas cristalizou prática amadora num círculo de amigos íntimos do presidente. E há quem tenha ficado animado com proclamações abstractas, amplos lirismos repetidos sem verem que o museu, como o armário, tem esqueletos em vez de títulos e amigalhaços em vez de gestores.
18 abril 2016
O livro vermelho que o Politburo do Dragão deve ler (1)
Mais uma entrevista de Pinto da Costa e ainda tantas pontas soltas. Muitas boas intenções e outra vez uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma. Os basbaques ficam com o que gostam de ouvir, como lêem o que gostam de ler e confiam em quem se habituaram a confiar. Nada de novo, apenas o recuo em vários aspectos e a confirmação de não ter trunfos na manga, apenas a velha caderneta de cromos.
Parece que quer emendar alguns erros, mas a verdade é que são erros repetidos: orçamentos elevados sem retorno desportivo e conversas da treta à volta do aleatório que implica o futebol - mesmo as cadeiras da arbitragem são o que são porque há muito o FC Porto se retirou de cena e diz que não quer voltar, regozijando-se por Vítor Pereira sair quando João pode vir o João Ferreira está para entrar com Fontelas Gomes...
Já os erros de gestão, de relapsos dirigentes pagos para não os repetirem se não conseguem melhorar os seus resultados, ficam sem responsáveis, enquanto caiu mais umas palavrinhas sobre Lopetegui... ainda vamos saber o que tomou ao peq alm no dia do último jogo!
A afeição a práticas políticas e de gestão do PCP, sobre Banca e fiabilidade histórica de gerir dinheiro público nos paraísos socialistas reduzidos a pobreza bolivariana apesar das trombetas esganiçadas da Catarina Martins, numa simpatia de vinco socialista mais abrangente, não é digna de um chalaceador de almanaque, mas confirma os tiques ditatoriais impostos e já infeliz marca da casa. Não surpreende o regime censório instalado e a prática eleitoral seguida, com vigilância pessoal do acto na primeira pessoa. Não acerta uma, por muitas entrevistas que dê só reafirmam a sua incapacidade. Daí ser oportuno sugerir o que indico e já tinha escrito ontem.
Podem estranhar a cor, até por ser rara nos muitos livros de Peter Drucker, um pensador de Gestão que influenciou muitas das grandes empresas americanas e Bill Gates himself... Se Philip Kotler reina no marketing, Drucker é um must sem ser formado em Gestão, tão só ciência política e relações internacionais como até Miguel Relvas deva conhecer...
Este é só uma compilação de reflexões e um apanhado da bibliografia de Drucker, feita por um antigo associado. Volta e meia trouxe aqui um ou outro tópico ou frase de Drucker. Quando falta tanta coerência de gestão no FC Porto, trarei por estes dias aspectos que comprovam a falência do regime norte-coreano instalado no Dragão. O vermelho acaba por ser irónico sinal de perigo que o decrépito Pinto da Costa não entende, porque práticas sadias na SAD é algo inexistente e razão do fracasso actual.
Pinto da Costa passou a criticar O Jogo, como atazanou a sua existência desde o primeiro momento, salvo quando precisou combater o off Record vai fazer em Outubro 20 anos. Por alguma razão acolheu o então director Tavares como se o FC Porto seja uma misericórdia para inválidos, para mais num sector de me®dia que expõe o atraso atavico do clube na era imparável da Informação e conhecimento que nenhum ditador controla mais a cem por cento - mas com mais recursos gastos, financeiros, técnicos e humanos, sem resultados e com suave intenção de responder agressivamente (uiuiuiui...) como se vá pôr alemães a tremer das pernas, sem forçar a nota no FB... Patético.As duas páginas de Manuel Queirós de domingo, mais o par das de sábado motivaram mais um ataque e um toque a rebate do velho caudilho. E, contudo, apesar da sua integridade também patente por não beliscar velhos amigos hoje instalados no Dragão, MQ encheu um chouriço para contar pouco do que foi chegar a este ponto de contestação aberta e indisfarçável a Pinto da Costa.
Se MQ quiser desenvolver mais duas páginas a partir do seu último parágrafo, também pode esforçar-se por compreender o que é economia social, em que podem integrar-se e comparar-se os clubes, perceber mecanismos básicos e acessíveis de gestão e aprofundar seriamente as razões do fracasso organizacional que afundou o FC Porto e sem sinais de se recompor usando velhas fórmulas, usados colaboradores e truculentos instrumentos de repressão informativo e obscurantismo ideológico de caducas formas de vitimizaçao.
A verdade que MQ não percebe ou não ousa aprofundar , é que os factos provam que o FC Porto ficou refém de velhos métodos e não avançou ( na verdade, aflora, diz isso, mas não concretiza) não se agilizou e, pior, falhou no autocontrolo e baniu assim a autocrítica para que todos os erros sejam escalpelizados - internamente.
Com excertos deste livro pode perceber-se melhor como o FC Porto não evoluiu. E o tacanho e passadista modelo eleitoral, vergonha numa democracia, é o último retrato e relato fiel da caducidade do regime autocrático, autofagico e censório instalado na nomenklatura ditatorial que aniquilou o crescimento do clube no auge do seu poder para expor a limitação da SAD usando o Princípio de Peter.
Não tenho entrado nas questiúnculas das bolas nos postes, das gp, das arbitragens, porque os veículos informativos da SAD são pagos para fazê-lo sem o fazerem numa falha que o presidente admite superfluamente, nem sequer das comissões. Uma análise aos anos de gastos excessivos, de volume de comissões em carradas de jogadores aos orçamentos sobredimensionados, bastaria aos 90M€ de 2000 até aos 100M€ de agora para nenhum campeonato ganho reprovar qualquer CA/CEO. Mas é tudo muito mais profundo do que isso. E sem nada vislumbrar-se de mudança de rumo e compensação de perdas, sem capacidade de campeões à vista.
Cem por cento e sem hipóteses
Com eficiência a cem por cento, dois golos em dois remates em escassos minutos logo a abrir o jogo, o FC Porto começou a derrotar cedo o Nacional que acabou goleado (4-0). Uma sorte circunstancial que, providencial também, soltando a equipa para actuação agradável, inibiu até que a arbitragem pudesse influenciar o jogo. Assim tivesse sido nos últimos jogos, nem os árbitros teriam hipóteses de prejudicar como dolosamente fizeram - e o último golo até surgiu em fora de jogo. Uma ironia, apenas.
Entretanto, com 79% dos votos expressos em urnas abrangentes de peculiar processo e eleição, Pinto da Costa foi reeleito. Na Síria, Bashar al-Assad também, em modelo similar. No Brasil, sucedia o inverso, a destituição de uma presidente que, sucialista, vendeu cargos, comprou votos e emprestou porcaria, e o toque a finados de um regime plutocratico.
Se na véspera, dispensado de campanha que a imprensa obviamente não cobriu por omissão, Pinto da Costa asseverou como um voto seu para se reeleger não precisa de cem por cento, mas pigarreando a pilheria com satisfação belicosa, a validação de 79% de votos como a mais baixa vitória de sempre e sem concorrência à vista a não ser uma difusa conivência me®diatica que dá para os dois lados. não inibiu o decrépito presidente de mostrar o desrespeito para com os sócios.
Afinal, os 21% que há 25 anos um concorrente de carne e osso teve nas urnas mas agora foram nulos para candidato ausente por protesto surdo mas audível, não obliteraram a visão passadista que sempre norteia quem promove o culto de personalidade.
Voltando a chamar estúpidos aos sócios - indiferente a que menos de 2500 num total de 100 mil associados tenham votado em local fixo e condições de privacidade únicas a sugerir o velho braço no ar -, o líder reeleito com oposição de 1/5 dos votantes, gozou o prazer de um cento deles ter preferido apoiar anulando o seu voto com inscrição a favor da continuidade e votos, bem oportunos, de força, em vez de legitimarem uma mais alta percentagem no triunfo que iludisse o protesto ruidoso, apesar de surdo.
Mas também Pinto da Costa não deu hipóteses e aplicou os 100% devidos aos caudilhos para gáudio de basbaques e parolos de matilhas diversas abrigadas por chicotes castigadores e instrumentos toscos de controlos frágeis de pensamento.
Se dúvidas houvessem de que nada vai mudar no regime norte-coreano do Dragão, elas foram dissipadas ao mesmo tempo da aberta confrontação com uma imprensa alargada da Cofina a O Jogo: um incómodo que se percebe mas é ridículo e fruto de quem nunca apreciou a imprensa e faz em casa a prática de silenciamento informativo que é um calcanhar de Aquiles do clube e forte razão de insatisfação de adeptos modernos e com níveis de conhecimento e literacia que certas monarquias e plutocracias não toleram.
17 abril 2016
16 abril 2016
A votos no Politburo do Dragão (-1)
E a um dia da eleição norte-coreana algo saiu da caverna do anonimato. Certo que Pinto da Costa secou tudo à volta, desde a vitalidade do FC Porto ao silêncio cobarde e falta de espírito crítico que também cabe a uma imprensa livre e verdadeiro 4o poder em qualquer circunstância. O Jogo ouviu algumas personalidades que fogem do estafado espécime que julga saber do futebol como jogo. Não ouviu sequer ex-jogadores. E, salvo um jornalista externo mas colunista, ouviu gente fora do estereótipo do comentário encartado.
Um ex-dirigente, para quem "a honra de servir já bastava" e "sem qualquer retribuição", montou um discurso notável, assertivo e certeiro. Nuno Antas de Campos faz uma reflexão apropriada, centrada na pessoa do presidente e os seus "Estados de alma", "sentimentos pessoais" e tiros no pé. "Ele é que estragou" a "estrutura montada que não era para estragar", segundo o próprio Pinto da Costa.
Tónica comum a todas as reflexões: para além de reavivar o sentimento à Porto, mais uma coisa estragada pelo próprio presidente com a sua actuação errática e cobarde, pede-se um módico de gestão empresarial série, efectiva e eficaz. Só e bastaria, não fosse o timing que evoca momento para sucessão.
Porque a "estrutura" tornou-se um antro de amigos, nenhuma posição comum de defesa do clube e adeptos.
Mas no campo empresarial tão descurado, há atitudes antagónicas. Um empresário, António Pinto de Sousa que desconheço, fala mais de finanças com a preocupação da sustentabilidade financeira, ao passo que o músico Carlos Te vê uma SAD "moderação operando numa indústria" como se fosse um mal em si, quando não percebe que o mal é a gestão deficiente, Amadora e ineficaz, precisamente o que destrói uma organização, uma empresa e um clube.
Todos estes pontos tenho abordado e vou aprofundar, mesmo que em geral isto tenha menos acolhimento e suscite pouco interesse, sem deixar de ser o cerne da questão que o adepto comum não aborda porque a espuma me®rdiatica o evita com o desconhecimento atavico de gestão, economia e finanças já patente na abstrusa "imprensa de referência" de lacunas enormes e causa da iliteracia generalizada propagada pelas tvs de lixo informativo em que assenta a percepção do mundo pelo tuga das pantalhas.
Posta está abertura com o tema do dia, passo ao texto que já tinha escrito e complementar desta matéria, dando sequência ao que tenho exposto.
Talvez o comum adepto não compreenda inglês e desconheça o alcance de um quadro deste tipo. A visão empresarial e de mercado também se aplica aos clubes e o futebol nem está sequer tão expandido em management e marketing como as grandes competições nos EUA, como a NBA ou a NFL ou o beisebol. O que acompanha as tendências de gestão são os primos próximos ingleses, daí o sucesso da PL à escala planetária.Bastaria dizer que, como ontem explanei, nem Valores são reconhecidos no FC Porto para a sua Missão é Objectivo /Estratégia, como nada dos tópicos acima são aplicáveis no Dragão que aqui é ali fala da divulgação da sua marca - apenas conhecida se o futebol der resultados.
Até há muito pouco tempo, li amiúde queixas repetidas de sócios que se sentiam desconsiderados. Amanhã são chamados a votar, ou na lista única ou no protesto - porventura sem saberem como o fazer para a sua insatisfação ser tida em conta.
A semana pré - eleições, sem campanha nem informações, decorreu como se nada fosse, nada vá ocorrer e até será verdade. Basta o voto próprio para Pinto da Costa se reeleger. Brancos ou nulos o que valem?, se valem alguma coisa?, tal como a abstenção?...
Está anunciado o projecto, como medida eleitoral, de um centro de estágio. O Olival não serve, pelo visto, e a gestão foi FC Porto, mesmo num projecto de futuro, aponta a uma aparência de urgência quando tem coisas importantes para assumir.
Mandam práticas de gestão que se cuide do que é importante e não do que for urgente. Foi descurado o futebol em nome da preocupação com o museu. As dificuldades no bicampeonato de Vítor Pereira não foram tidas em conta. O descalabro é o que se sabe: Futebol descurado grosseira e criminosamente por uma gestão desatenta, errática, sem rumo e com fracasso rotundo. Não é de agora, mas a pasmaceira que marcou o 13o mandato deve prosseguir alegremente como uma orquestrada marcha militar de suposto poderio mas bluff norte-coreano.
O Tribunal do Dragão continua a trabalhar bem o dossier dos jogadores, valores, comissões e erros clamoroso aplicados com mentiras, encobrimentos e práticas opacas políticas denegrindo a honorabilidade dos adeptos pensantes. Os Portistas Anónimos escancaram as incongruências organizativas e o Porta26 não deixa de assumir a ruptura com gestão danos comprovada e incompetente. Hoje mesmo, a forma de votar e validar os votos exposta no Reflexão Portista diz bem do anacronismo norte-coreano do FC Porto. Importa ratificar o Grande Líder.
São muitos insatisfeitos para tão poucos resultados. Este é o ponto numa gestão: resultados. O 13o mandato foi uma tragédia, o próximo cavara até ao fundo já conhecido e oficialmente assumido. Fica o balanço e o que falta fazer mas não será feito. Gestão profissional não é só conhecer o futebol é quem era apontado como conhecedor já reprovou duas vezes este século. Talvez mais um mandato ruinoso obrigue a chamar a troika ou o FC Porto, como Portugal entregue ao delírio socialista de novo, seja a Grécia e se equipare ao Benfica e ao Sporting sobre cujas ruínas e falta de boa gestão o FC Porto criou uma hegemonia que não cuidou de manter, gerindo mal.
Infelizmente, con o statu quo, comprová-lo a máxima de se o poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente.
Mas não só os resultados de amanhã serão para ler no dia, mais do que o do jogo com o Nacional. Veremos, ainda, como ficarão os lugares anuais na próxima época.
E para a semana aprofundarei a temática da Gestão, com exemplos como o de abaixo, mesmo que Peter Drucker nunca tenha dirigido uma empresa nem fosse Gestão a sua habilitação académica; afinal, formou-se apenas em direito internacional e ciência política, sem ser um Miguel Relvas... E sem saber como recolher fundos ou gerir Fundos, limitou-se a ensinar Gestão.
15 abril 2016
A votos no Politburo do Dragão (-2)
Perguntei estes dias a vários amigos se enunciavam aquelas quatro virtudes um dia proclamadas, sem mais, como qualidades portistas, seja para justificar a afeição dos adeptos ou, acima de tudo, o profissionalismo dos que servem, trabalham no FC Porto.
O que foi lançado como Valores para justificar Ser Porto caíram em saco roto. Como o futebol que bateu no fundo mas continuam a cavar.
Ajudei como pude, e lembrei, juntando ao pedido a memória das qualidades Rigor e Paixão. Sei que foram cantadas quatro virtudes, mas perdi o rasto das outras. Nenhum foi capaz de completar o quatuor. Um ainda acrescentou Tradição e esse é membro de uma claque organizada. Não, ele nem fazia ideia do que eu falava. Outros amigos portistas afinavam pelo mesmo desconhecimento. Quê? Oh, pá, pergunta aí mesmo na redacção!... Ui, ninguém sabe, ninguém lembra, ninguém conhece.
O FC Porto tem Valores que foram enunciados pelo presidente há pouco tempo. Mas, com tudo tão choco, sem rigor para aplicar e paixão partilhada para difundir, não passou. Não passou essa mensagem como não passa qualquer comunicação. A irrelevancia instalou-se, a par do comodismo dos dirigentes e uma estranha obsolescência estrutural na era da Informação, quando o FC Porto integrou vários profissionais da área e os meios de divulgação são o que se sabe e chegam a todo o mundo.
A comunicação é uma pecha há muito criticada aqui e uma preocupação partilhada por todos os portistas: nenhum elogia esse campo, tão importante como descurado pelo FC Porto, apesar dos recursos despendidos e as estruturas montadas mas cuja eficácia e mesmo oportunidade e razão de ser eu antevi como irrelevantes, lá está!...
Ora, sabemos que o Politburo do Dragão são dois ou três elementos que tudo concentram e nada difundem. E isso mata qualquer organização, sem circulação de informação interna e exteriorização do Sentir Porto como deve ser. O Torto Canal nasceu com os erros de casting e missão que são reflexo do comodismo instalado, o amiguismo deslocado e o nepotismo norte-coreano que se sabem. Já também o apelidam de Patético Canal. E o resto segue, como o falhado Dragões Diário que nunca subscrevi e também antevi mal posicionado na grelha mediática portista.
Não se admirem, então, que portistas arreigados e mesmo jornalistas encartados desconheçam o que acrescentar a Rigor e Paixão.
Aos Valores mal difundidos, e não retidos, por isso não partilhados, o FC Porto teria de assumir uma Missão e Estratégia ou Objectivo. Pareceu-me, à data dessa proclamação falhada e surda, que um espírito empresarial emergia no Dragão. Mais um falhanço clamoroso - e em grande parte a razão do fracasso actual.
Desconhece -se quem tem cursos ou apetências de Gestão no FC Porto. E o FC Porto falha aí. E é por aí que tenho entrado nestes dias e vou manter a atenção. A prática empresarial, nas queixas de muitos portistas ainda sócios, levou a perceber que os sócios se sentiram desconsiderados, isolados, tidos como clientes. Insatisfeitos com os resultados. Descontentes como clientes.
O provedor do sócio, agora proposto, é o reconhecer do erro. Mas desconhece-se se emendara alguma coisa. A Liga tem um Provedor do Adepto, mas não se sabe se atende ou serve algum ou alguma coisa. Nem ajuda a mudar algo. Não ajudou até hoje. No FC Porto será diferente?
Certo é que práticas comerciais existem nos clubes profissionais ingleses há décadas. Geram lucros e aumentam afectos e adeptos. O FC Porto mais uma vez acordou tarde. Reagiu, não agiu. Ficou parado, perdido no tempo. Faz comunicações internas? Não pontes com os adeptos.
Continuarei o tema. Para reflexão.
O que foi lançado como Valores para justificar Ser Porto caíram em saco roto. Como o futebol que bateu no fundo mas continuam a cavar.
Ajudei como pude, e lembrei, juntando ao pedido a memória das qualidades Rigor e Paixão. Sei que foram cantadas quatro virtudes, mas perdi o rasto das outras. Nenhum foi capaz de completar o quatuor. Um ainda acrescentou Tradição e esse é membro de uma claque organizada. Não, ele nem fazia ideia do que eu falava. Outros amigos portistas afinavam pelo mesmo desconhecimento. Quê? Oh, pá, pergunta aí mesmo na redacção!... Ui, ninguém sabe, ninguém lembra, ninguém conhece.
O FC Porto tem Valores que foram enunciados pelo presidente há pouco tempo. Mas, com tudo tão choco, sem rigor para aplicar e paixão partilhada para difundir, não passou. Não passou essa mensagem como não passa qualquer comunicação. A irrelevancia instalou-se, a par do comodismo dos dirigentes e uma estranha obsolescência estrutural na era da Informação, quando o FC Porto integrou vários profissionais da área e os meios de divulgação são o que se sabe e chegam a todo o mundo.
A comunicação é uma pecha há muito criticada aqui e uma preocupação partilhada por todos os portistas: nenhum elogia esse campo, tão importante como descurado pelo FC Porto, apesar dos recursos despendidos e as estruturas montadas mas cuja eficácia e mesmo oportunidade e razão de ser eu antevi como irrelevantes, lá está!...
Ora, sabemos que o Politburo do Dragão são dois ou três elementos que tudo concentram e nada difundem. E isso mata qualquer organização, sem circulação de informação interna e exteriorização do Sentir Porto como deve ser. O Torto Canal nasceu com os erros de casting e missão que são reflexo do comodismo instalado, o amiguismo deslocado e o nepotismo norte-coreano que se sabem. Já também o apelidam de Patético Canal. E o resto segue, como o falhado Dragões Diário que nunca subscrevi e também antevi mal posicionado na grelha mediática portista.
Não se admirem, então, que portistas arreigados e mesmo jornalistas encartados desconheçam o que acrescentar a Rigor e Paixão.
Aos Valores mal difundidos, e não retidos, por isso não partilhados, o FC Porto teria de assumir uma Missão e Estratégia ou Objectivo. Pareceu-me, à data dessa proclamação falhada e surda, que um espírito empresarial emergia no Dragão. Mais um falhanço clamoroso - e em grande parte a razão do fracasso actual.
Desconhece -se quem tem cursos ou apetências de Gestão no FC Porto. E o FC Porto falha aí. E é por aí que tenho entrado nestes dias e vou manter a atenção. A prática empresarial, nas queixas de muitos portistas ainda sócios, levou a perceber que os sócios se sentiram desconsiderados, isolados, tidos como clientes. Insatisfeitos com os resultados. Descontentes como clientes.
O provedor do sócio, agora proposto, é o reconhecer do erro. Mas desconhece-se se emendara alguma coisa. A Liga tem um Provedor do Adepto, mas não se sabe se atende ou serve algum ou alguma coisa. Nem ajuda a mudar algo. Não ajudou até hoje. No FC Porto será diferente?
Certo é que práticas comerciais existem nos clubes profissionais ingleses há décadas. Geram lucros e aumentam afectos e adeptos. O FC Porto mais uma vez acordou tarde. Reagiu, não agiu. Ficou parado, perdido no tempo. Faz comunicações internas? Não pontes com os adeptos.
Continuarei o tema. Para reflexão.
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