Detenho-me, então, só no jovem goleador portista que explodiu no Jamor e quase virou um dos raros heróis de hat-tricks na final da taça 5 anos depois de James Rodriguez.
Como o puto cresceu, desenvolveu jogo e mobilidade e, tão jovem, abriu opções de passe e jogo que sempre careceram em Aboubakar, o titular habitual que, à falta de movimentos para ser referência no ataque e apoio aos colegas, confirma os piores atributos da generalidade dos avançados da chamada Àfrica Negra, mais típicos jogadores de explosão física e remate pronto sem adornos mas carentes de imaginação e golpe de asa, sem génio.
André Silva não só jogou como ajudou a jogar os médios que raramente "vêem" ou pensam no pdl, pecha portista vincada pelo futebol burilado ao extremo por Lopetegui. E fez golos, um que fica como único na história do Jamor e não foi sequer um pontapé de bicicleta qualquer, além de ter valido um semitriunfo... levando ao prolongamento e evitando a derrota nua e crua.
Foi, aliás, esse factor que mais marcou a minha indisposição e insónia, pois quase não dormi de tão mal perdida, por culpa própria, foi esta final, digna de masoquistas encartados e não sérios profissionais de futebol. Não quero pensar mais no Marcano, que só na cabeça redonda de Peseiro podia ser titular da mesma forma que a asneira de Helton no 0-1 pagou-a Chidozie como peça mais frágil do manual de treinador derrotado. Nem lembrar como comecei a pre-epoca a pedir a saída de José Angel e acabo está "pre-epoca" a pedir a saída desse lastimoso flop Marcano eleito numa profissão errada para ele.
A verdade é que mais uma época de vazio absoluto tem de fazer recordar a polémica com André Silva no dia em que, antes do Natal, o FC Porto bateu a Académica e ascendeu, do nada, ao 1o lugar preso por cuspo como então disse. Foi a assobiadela a Lopetegui por não meter o puto a jogar uns minutos, numa teimosia que marcou o declínio do futebol portista, seguindo-se o "convite" de Pinto da Costa, defendendo Lopetegui, para sócios e adeptos acorrerem ao Olival para apreciarem André Silva.
Sabemos o que passou depois e o calvário até aqui. André Silva cedo o vi como deslocado da equipa, mas podia ter marcado no primeiro jogo a titular no Dragão. Mas com os jogos e a aposta de Peseiro, reconheçamos isso, o puto desinibiu-se. No domingo parecia assumir opções de veterano, puxando a equipa para o golo, ela sempre tão renitente a olhar para a área, preferindo pastar dolente com a bola, inócua e bacoca opção de futebol que Lopetegui deixou de forma indelével.
Mas Pinto da Costa, que culpou Lopetegui de tudo e deixa recair em Peseiro as culpas do fracasso rotundo, não só não puxou por André Silva, como em Janeiro teve as operações de mercado que sabemos.
A indiferença para André Silva foi pegar em Marega e Suk, mas não foi tudo. Não colmatar a posição de central teve o trágico destino que o actual silêncio culposo e cobarde da SAD releva. Uma equipa portista sofrer 30 golos num campeonato de 30 jornadas era do tempo de antes de Pinto da Costa, antes do acerto defensivo levar aos títulos de 1978 e 79 ou mesmo a Taça ganha nas Antas ao Braga com golo de Gomes em meados de Maio de 1977. Eu que sou do tempo de ver Gomes nos juniores e assistir à estreia do que seria o BiBota em 1974 com bis à CUF...
A desgraça portista no mercado expõe a mediocridade e amadorismo da SAD, como sempre aqui bati, mas também desvalorizar a ascensão, planeada mas não avançada em 2015, do André Silva que nos encheu de portismo, mostra bem como o carinho com a prata da casa foi descurado. Apesar do triunfo da equipa B, o único título para o museu como antevi há meses. E com exemplos, por exemplo, de como a SAD deixou o preocupações Fonseca esvaziar o entusiasmo de e com Kelvin, como emblemático de os gestores só se preocuparem com aquisições, e não com inovações e progressões internas.
E como eu temia vir a ver o FC Porto perder para o Braga de futebol pequenino e medíocre à altura do seu treinador que reputo, de novo, não fadado para altos voos. O martírio pela derrota adveio de se perder com uma equipa pequenina sem ambição à qual não bastava o costumeiro erro/oferta da defesa portista batida à média de um golo por jogo. Helton, cuja carreira brilhante nos habituara também a um erro grave em especial na Champions, também haveria de duplicar a asneira do 0-1, tal como Marcano já visado num ridículo golo sofrido precisamente em Braga...
O puto André Silva é que não podia cobrir as asneiras dos colegas e bater de goleada as baboseira do decrépito presidente.