04 dezembro 2016

A vitória de Pirro apesar de NEScio

Oliver, inconsciente quanto à baliza e alheio ao objectivo do futebol, que falha diante dos gr com V. Setúbal, Belenenses e Braga; Layun que não faz um cruzamento de jeito sequer quando fazia apenas um bom em 20 maus e com Alex Telles que os faz bem no banco; Otávio roto mas só lesionado foi trocado; André Silva sem convicção a bater uma gp por exaustão psicológica grave e insuficiência técnica indisfarçável ; Diogo J remetido a um jogo infantil próprio do seu aspecto de menino imberbe; Corona que se arrasta pesadamente sem um rasgo; Brahimi incapaz de engatar um remate digno metido no seu labirinto de Creta; Herrera com medo estampado na cara com medo de lapidação asteca; Depoitre para ser usado em desespero e a ver da bancada cruzamentos sem nexo onde ninguém chega; equipa que afunila criminosamente o jogo e não imagina que dos flancos, contra adversário com 10 e entrincheirado na sua area, deve usar-se 2 jogadores em cada lado para tabelas e idas à linha se quer atrair defesas e escancara-las para ver o golo.
Foi isto num jogo de mau futebol salvo ao soar do gongo que o FC Porto fez para bater um Braga medíocre que o superava na tabela devido ao empobrecimento portista ao nível da ruína económica, de confiança e de créditos pouco menos de um mês após uma convincente exibição com o Benfica que não teve seguimento, tal a destruição de moral e condução técnica a que o fraco treinador NES reduziu o FC Porto fracturando o plantel que se tornou um bando sem rumo.
"Mais uma vitória como esta e estamos perdidos", terá comentado Pirro, jovem bravo rei do Epiro que atravessou o Adriático para separar a Itália pelo meio em defesa das colónias gregas, após bater os romanos em Àsculo (279 a. C.), tal a dimensão das suas baixas, pela segunda vez em um ano depois de Heracleia. Viria, de facto, a ser corrido da península depois de acorrer também à Sicília, lamentando deixar "que prémio para Cartago e Roma disputarem"...
Foi assim, destroçado apesar de eufórico como se tivesse ganho o campeonato, que o FC Porto acabou o jogo após o improvável golo de Rui Pedro no termo dos descontos com um lastro de desespero e miséria moral e mental no limite da capacidade humana a que chegou, torpe e acabado, o futebol portista já sem ponta por onde se lhe pegue.
Deprimente ver, além de oportunidades alarvemente desperdiçadas por incompetência gritante, sair os desastrados Layun e Oliver trocados por Herrera destroçado e Rui Pedro tão puto quanto os pueris pontas de lança que o NEScio julga poder valer um só entre André Silva e Diogo J. Outro já preso por arames e inconsequente até romper, Otávio só por lesão foi substituído por Brahimi, com NEScio incapaz de ler os sinais confrangedores do campo como se confirma incompetente para lançar os melhores desde o início, veja-se o despauterio de trocar Alex Telles por Layun...
O que se viu no Dragão, num plano inclinado acentuado onde não há um Sisifo para a hercúlea tarefa de mover a sua pedra encosta acima num perpétuo movimento de reconquista inacabada, foi em termos económicos uma ruína total à espera de avaliação de lixo por competente empresa de notação financeira. O depauperado futebol portista, sem rumo estratégico visível nem orientação técnica capaz, bateu no fundo apesar do alívio que muitos sentirão como se fosse libertação de um cativeiro infame. Pura ilusão o balão de oxigénio em equipa que não respira e já não tem ligação a máquina alguma que sustente vida vegetativa digna de nota.
A degradação não se pode apurar ou refinar mais. Ganhar apesar do desgraçado treinador é do pior que pode acontecer, como esteve para suceder contra outro ex-treinador, com Peseiro depois de Paulo Fonseca, em que o suicídio colectivo portista só tem par com a teimosia cadaverica do decrépito presidente de novo saído a terreiro como peça de museu numa semana sem alegria alguma, só alergias a vírus infecciosos que gangrenam o Dragão.

29 novembro 2016

Mas quê?

Outro 0-0 porque há algum azar mas sempre mais incapacidade. Jogadores tentam, esforçados mas pouco esclarecidos e, acima de tudo, sem confiança porque os métodos de ataque não são convincentes. Treinador visado de novo, jogo espelha a sua placidez e atitude amorfa. Fim de linha que o Dragão confirmou.
Se adversário, relutante em jogar e confirmando a mediocridade genérica do futebol doméstico, está com 10 jogadores na área, que fazem 3 portistas atrás sem ninguém para marcar e não pressionando junto à área contrária?
Placidez e atrofia de quem os orienta, precisa de uma torre lá dentro e abrir jogo nos flancos com dois de cada lado, mas sai Depoitre e nenhum cruzamento tem jeito, sobram iniciativas individuais mas também sem a melhor decisão no passe ou no remate, amiúde só cruzando quando todos os caminhos se apertam e sobram defensores contrários.
Nada de novo, portanto, em movimento colectivo, jogue quem jogar. Porque o mal está feito, só há culpados e por ali não saem soluções.
Foi o funil onde a SAD se meteu e o buraco à frente para o precipício.

26 novembro 2016

Novo ciclo mesmo só com outra SAD

O ciclo de NES acabou da forma que é a sua intervenção pessoal e o reflexo de um jogo amorfo também reflexo nos 4 jogos a 0-0.
Nuno não motiva nem com desenhos e o clube amorfo que foi dominador não pode, com esta estrutura, mudar de rumo. Disse antes da recondução desta macabra ditadura democrática, com eleições ridículas, que está SAD não dá mais. NES não sabe mais, os jogadores pioram, nenhum pelo menos melhora, Oliver prova porque não joga no Atl Madrid, Corona voltou a decidir sempre mal como em Copenhaga, isto só pode piorar, jogadores tornam-se caricaturas de si mesmo, vejam-se as perdas de bola de infantis, a ausência de ideias colectivas e cultura técnica individual nos momentos de pressão.
Mais um jogo com queixas de arbitragem no capítulo disciplinar, tudo fruto do clube amorfo, cordeiro a imolar facilmente, em que o FC Porto se tornou.
Nuno fragilizou o plantel com jogadores discriminados e um grupo que parece fracturado, logo não é solução para juntar os cacos que ele mesmo criou. Como não é solução, claramente, não tem condições para continuar.
O futebol portista cedo cede nos jogos, como hoje, e deixa de fazer sentido e torna-se maçador e desinspirador porque o treinador assim conduziu o afunilamento do seu trabalho, como não se percebe se joga largo ou em profundidade, por dentro ou por fora e dá pena ver o estado lastimável a que se chegou - perdendo aspirações, até competições, cada vez mais cedo.
O drama não tem fim. O zero, em absoluto, é uma regra no FC Porto actual.
Na última derrota no Restelo, em 2003, Mourinho entrara no clube e o 3-0 fe-lo dizer que certos jogadores davam pena.
Hoje dá pena ver de novo tantos correrem para nada, Danilo perder-se facilmente em desespero e André Silva quase chorar de impotência porque também Nuno não o ensina a jogar e deixa a anarquia instalar-se num desvario sem nexo que esgota os jogadores e quem vê com sofrimento esta ânsia louca que apouca a equipa e destrói os jogadores individualmente.
NES é um outro preocupações Fonseca.
O campeonato acabou para o FC Porto, depois da taça de Portugal e, claro, assim não se imagina obter a vitória necessária face a um medíocre Leicester para seguir na champions.
O FC Porto não ganha a futebol de II liga por não ter estatuto e estatura para mais.
NES é culpado, deve ser demitido e seria se a SAD tivesse nervo e lucidez para isso é não estivesse também atada em rabos de palha e incompetência dolosa que arruinou um projecto desportivo que nunca soube consolidar.
Nada de novo, portanto, só que estamos em Novembro.
Bom Natal!

22 novembro 2016

Chover no molhado, apuramento adiado

A pecha da finalização em mais um empate que sabe a pouco, podia valer imenso e deixa em aberto a 2a eliminação consecutiva com ingleses no 6° jogo do grupo da Champions e, se suceder, a segunda também em cada, porque com o D. Kiev há um ano foi a eliminação técnica.
E de técnicas de passe, recepção e remate frente à baliza se volta a falar, com tanta imperiais, às vezes infantil, com um já enesimo empate consecutivo que com o campeão inglês, forte a defender, é um resultado provável. Quando ataque não acerta, em especial na 2a parte, e não há alternativas no banco, que optimismo ter em dias melhores? o FC Porto jogou bem, confirma competência defensiva que é uma notável melhoria nos últimos anos, mas um adversário tecnicamente inferior, como foi o Brugge,  a incapacidade na área voltou a dar ânimo ao opositor bem mais fraco.
Como não ter Brahimi ou Depoitre quando se assume que se joga para ganhar mas se faz uma troca directa no meio campo aos 84 minutos, com Evandro por Otávio e Corona, sempre a escorregar e mal a cruzar, só lesionado rendido por Varela nos descontos?
Tanto esforço físico, com campo encadeado e adversário forte fisicamente, terá desgaste suplementar com vitórias por obter e ocasiões por concretizar.
Diogo J e Corona não existiram, por inadaptação, na 1a parte, só o português melhorou depois mas o desencontro com André Silva já era notório antes do intervalo  estorvando-se mutuamente.
Tivessem os toscos, mas convictos, vikings estas oportunidades e não as desperdiçariam pois são mais concretos e directos, sem peias a relataram.
E o futebol, embora muito positivo do FC Porto, faz-se com golos. peecisam-Pr no último jogo, arrepiam agora, procuram-se doravante mas há que ter todas as alternativas disponíveis que faltaram hoje.

20 novembro 2016

Arbitragem: uma merda duma maçada

Pinto da Costa comentou de novo tardiamente e não é assim que o panorama da arbitragem vai mudar. O paradigma da arbitragem tuga foi sempre este e, ao contrário do FC Porto, sempre critiquei aqui e reclamei arbitragens estrangeiras nos principais jogos cá na parvonia. É o paradigma do que eram o Vítor Pereira, o Lucílio Baptista, o João Ferreira, o Duarte Gomes, que mesmo assim não impediam o FC Porto de ser campeão, bicampeão, tri, tetra e até penta. E eu sempre defendi árbitros de fora na Liga tuga, porque eles eram maus, como Artur Soares Dias continua mau e por aí fora. Veja-se também aí em baixo o que escrevi sobre a sua arbitragem com o Benfica, com recorrente cobardia já vista noutros clássicos.
Como escrevi depois do jogo de Setúbal, com o cromo João Pinheiro a fazer lembrar o João "Pode ser o João"  Ferreira, a diferença, agora, é que nem conhecemos os novos vigaristas, pois os velhos já conhecíamos e temos um histórico notável. Veja-se o cavernoso Capela em Chaves que fez o velho e decrépito presidente do FC Porto e só de alguns pataratas portistas sair do seu torpor.
Há anos que o FC Porto deixou de exercer vigilância e pressão sobre uma classe corporativa corrupta e no seu âmago desonesta e parcial, capaz das arbitrariedades que se conhecem e tornaram o futebol para consumo doméstico um panorama negro e mafioso bem ao contrário dos louvaminheiros que calaram agora a pugna pela verdade desportiva e dizem que há 20 ou 30 anos é que era mau...
Mas o incómodo, a "pouca vergonha"  que o FC Porto atira sobre as arbitragens recentes já obriga a seguir jogos do Benfica e comentar na hora as incidências de arbitragem, algo que nem nos jogos do FC Porto a newsletter do clube faz...
Não deixa de ser irónico que o faça agora é carregue nas tintas.
Ainda na época passada, e há dois anos nem se fala, passava um fim de semana e o escritório das 9 as 5 funcionava só nos dias de expediente. A nota dita de imprensa era publicada à 2a feira, depois de um jogo no sábado. E jogos houve com clamorosos erros de arbitragem que no relato publicado online no sítio oficial do clube nem eram abordados lances, ficavam só como "polémicos"...
É, por isso, que eu constato que isto dá arbitragem, para o FC Porto, é uma merda. Mas torná-lo uma maçada, depois da indiferença e deixa andar face à famiglia da arbitragem tuga, ter de quebrar o descanso de domingo para mexer na porcaria.
Também não tenho, nunca tive dúvidas de que isto acontece porque Pinto da Costa mandou calar e agora falou e o panfleto do clube animou ao mesmo tempo.
Não dou, porém, para este peditório. O FC Porto deixou a merda atolar-se até ao seu pescoço ao ponto de ser Lopetegui o único a reagir, há semanas eram só os jogadores no Bonfim enquanto o treinador NES se escapulia para os balneários e, em Chaves, só se viu Luís Gonçalves no campo a vociferar contra uma das mais miseráveis arbitragens dos tempos recentes, profusamente criticada no painel de arbitragens de O Jogo.
Ironicamente ainda, o mesmo Luís Gonçalves que, um dia depois de O Jogo ter compilado os 8 penaltis não marcados este ano segundo o seu painel, deu um exclusivo ao rival JN, que continua a ser no seio da Global Média como era na Controlinveste e ainda na antiga Empresa do Jornal de Notícias, em que apontava os 8 penaltis não marcados elencados pelo diário desportivo um dia antes.
Convém, por isso, que se organizem no Dragão em vez de darem tiros nos pés. Porque na cabeça já deram tantos que não atinam em comunicação como não acertam estratégia alguma.
Uma merda, de facto, é uma maçada ver isto fora do controlo e já sem palco nem timing para criar sensações e emoções em capas de jornal. Porque das tvs centralista e lisboeteiras já o FC Porto desapareceu para sempre.

18 novembro 2016

Depois do Benfica, o Chaves: FC Porto não ganha a futebol de II liga

Foi a penalties depois do cavernoso Capela ter negado 2 gp ao FC Porto e permitido que o jogo faltoso, além de antifutebol, do Chaves não tivesse expulsos.
Uma equipa de II divisão que esteve para ganhar ao Benfica e um árbitro viciado em defraudar resultados foi o espelho do futebol medíocre em Portugal onde a manha e passar muito tempo no chão torna o futebol um consumo de massas com pobre alimentação e deficiente saúde reputacional.
Está 2-2 em gp quando escrevi isto a finalizar.

07 novembro 2016

Pedroto e os árbitros

José Maria Pedroto via mal, aqueles óculos de elevada graduação não impediram que a degradação visual fosse agravada, mas a sua intuição fora do comum assente numa experiência ímpar reforçada por um nível académico invejável e capacidade intelectual acima da média, tornaram-no no mito, real, que se sabe. Por isso foi o que foi e, ao repto do Colectivo no Dragão a pedir a raça à equipa do FC Porto, esta correspondeu mas o jogo deu o que deu numa arbitragem cobarde, mais uma vez, de Artur Soares Dias que me fez lembrar, precisamente, o Zé do Boné cujo tempo acompanhei e com quem ainda privei um pouco, não havia sequer SuperDragoes.
Porquê? Porque a bola vinha no ar e o árbitro já assinalava falta, veja-se o golo anulado ao FC Porto sem se vislumbrar porquê...
"Uma arbitragem à antiga portuguesa, o sr. António Garrido ainda a bola vem no ar e já está a apitar falta", sentenciou um dia O Mestre, após um clássico entre Porto e Benfica.
Mas não é tão simples como isto, é mesmo muito complicado, veja-se também a curiosidade à volta da nomeação para este jogo em que, à partida, o FC Porto denunciava Fábio Veríssimo e sobravam os portuenses ASD e Jorge Sousa.
Ora, não pode ser coincidência que, como numa arbitragem à antiga portuguesa, ASD tenha feito no Dragão o que JS fez à 4a jornada, anulando, sem ver, sem falta, um golo a André Silva por alegada mão na bola que não se registou, tal como não houve falta alguma sobre jogadores do V. Guimarães.
A sério que ASD e JS são as reservas morais, do Porto, na arbitragem tuga virada, como antigamente, a sul?
Na memória recente sabe-se como no clássico de Alvalade houve um golo com a bola ajeitada com a mão e outro de livre por falta inexistente, tudo com o beneplácito do lisboeta Tiago Martins.
Os árbitros do Porto, já dos mais credenciados e antigos no rol da FPF, fazem isto e não podem surpreender-me.
Continuo a considerar que a carga, fora de tempo e sem a bola jogável, de Lisandro nas costas de André Silva era falta e gp e em 3 situações de fora de jogo assinalados ao FC Porto, dois deles pelo também conhecido Rui Licínio e um com Corona bem em jogo, foram assinalados na linha da dúvida que às equipas de Lisboa são concessões e ao FC Porto são transgressões. Para o Benfica tudo, para o FC Porto nada e aos outros cumpra-se a lei, incluindo o Sporting que tem tirado benefícios deste estado bafiento de coisas, o das arbitragens que Pedroto condenava, as claques actuais nem sonhavam e na velha SAD ninguém mais barafusta. Esse legado, astúcia e visão com intuição e profundo conhecimento de Pedroto é que se perdeu. E ninguém praticamente percebe isso, que não é só correr em campo mais do que os adversários...
Entretanto, para um bando de idiotas o episódio de um canto mal cedido é que é importante.
Com a imbecilidade possuindo o portugalório das redes sociais e o politicamente correcto na imprensa de sarjeta, com o JN a sentenciar uma arbitragem sem erros de ASD, temos a pasmaceira do pensamento único em que nenhuma voz destoa, não vá perder-se o emprego, enquanto O Jogo releva o Herrera de palmatória e são os desportivos de Lisboa,  afinal, a reconhecerem a sorte que o Benfica teve e a crueldade para o que o FC Porto produziu, à imagem de Pedroto.
No pouco que ainda me dá para ler da pasquinagem, a última pérola foi do meu conhecido Manuel Queirós a apelidar o FC Porto de equipa à moda do Benfica de Mortimore, um que me lembro, há 40 anos feitos em Janeiro, de ter ganhado nas Antas com um só remate de Chalana aos 11'... como se o FC Porto fosse isto e este Benfica mais digno, superando até o recorde de ganhar fora, do que o de Hagan, uma vez travado nas Antas com 2-2 a poucas jornadas do fim de uma caminhada só vitoriosa.
Podiam falar do péssimo passe de Layun pouco antes do "erro" de Herrera, não oferecendo o 2-0 facil a André Silva. Como se no canto não houvesse gente na área para o defender. E, além das ocasiões falhadas num grande jogo portista que teria orgulhado Pedroto, a equipa não pecasse, depois de falhar "matar" o resultado, por gerir mal a bola e o tempo final, perdendo-a com facilidade até em seus lançamentos laterais.
Eu que tanto já escrevi do Herrera mas que me recuso condenar nesta ocasião, aproveito até para pegar numa frase antiga de um rival de Pedroto é que há pouco faleceu. Mário Wilson disse um dia, no Benfica na mó de baixo, que os jogadores precisam de amor. Depois da demonstração de querer e força do FC Porto, diria que esta equipa merece a simpatia dos adeptos e não que a sua frustração, como a que eu tive e me fez dar uma volta de carro a ouvir música romântica para descontrair,  precisa da compreensão dos adeptos e não de uma fúria por um acaso em que o futebol é fértil.
Quem não viu tantos craques fazerem asneiras piores atire a primeira pedra. E todos continuaram melhores do que Herrera, de quem eu poderia dizer duas piadas também se quiser marcar este ponto como o essencial de um jogo de supremacia portista sobre o Benfica à moda antiga que nem com Pedroto às vezes chegava.

06 novembro 2016

Não há muito a dizer

Soube o 1-1 tão mal, independente de 92° minuto, como o 0-2 de há duas épocas. Uma equipa a jogar mas não a ganhar, num grande jogo do FC Porto que a sorte não acompanhou. Nem um favorzinho do árbitro, que não o daria se não interrompendo uma jogada sem falta de Felipe que levou a bola ao fundo da baliza do Benfica e numa carga de Lisandro nas costas de André Silva que dava gp.
O servicinho foi feito em Setúbal e com a sorte que tem acompanhado o o Benfica a merecida vitória escapou num canto cedido por azelhice de Herrera em que à segunda bola Lisandro marcou.
FC Porto em 4x3x3 e um golo a sair da intromissão de Corona na zona onde digo que tem faltado mais FC Porto, entre linhas, na zona do 10, como referi está semana. Houvesse mais presença ali como houve hoje, com a intensidade máxima e raça a condizer, como hoje, outros resultados surgiriam. E pudesse ser melhorada a finalização para  eficácia crescer ao tamanho da equipa.
O árbitro Bonfim teve continuidade hoje no cobarde ASD e a sorte ou falta dela fez o resto.
O erro involuntário a ceder canto por Herrera poderá produzir análises intoxicativas que só distrairao do essencial. Antevendo empate caído do céu para uma equipa com mais sorte que juízo e mais juízo que futebol, Layun teve um péssimo passe quando podia melhor servir o aniversariante André Silva para acabar com o jogo.
O resto é conversa da treta e a temporada dará mais para a equipa portista tão jovem crescer.
Para o Benfica os danos estavam limitados e a providência encarregou-se do resto.

03 novembro 2016

O que inquieta e NES não arrebita

No jogo com o Setúbal, ver em baixo, fiz uma nota que já é marca da inoperancia ofensiva do FC Porto.
A posição 10 não está defendida, melhor, preenchida, mesmo em 44x4x2 que a favorecerá, apesar do número de Oliver mas que não corresponde às necessidades da equipa. Não se joga entre linhas, forçando a recuar os médios contrários e afligir os centrais também. A inoperância nessa zona do campo, como venho notando e ontem se confirmou, tem a ver com um vazio que se cava quando um dos avançados, normalmente Diogo J, descai para jogar lateralmente, ou alternando o movimento com André Silva. Como os médios sobem pouco à área e chutam ainda menos, é um descanso para o eixo defensivo adversário e um cansaço redobrado para André Silva forçado a sair amiúde de posição de ponta de lança em que amarra os centrais à sua área.
O FC Porto tem largura e profundidade no jogo, ate em excesso pelo contributo dos laterais, muito jogo exterior e menos interior rumo à baliza, mas sem consistência na área de tiro frontal. Lances confusos entre defesas apinhadas tornam-se norma e dificultam marcar golos.
Não sei se consigo resumir o problema n. 1 do momento do FC Porto em vésperas do clássico que tem de vencer ante uma equipa fechada e matreira, mais madura e coesa defensivamente.
Mas este Oliver que não sobe e não remata é o problema. o esforço de Herrera, Danilo e Otávio acaba amiúde traduzido em passes e movimentos erráticos ou isolados sem aparente ligação com o resto da equipa.
Se não é isto, anda lá perto. E faz confundir volume de jogo com o "jogar bem ou mal" e correr como deve ser necessário. o FC Porto trabalha muito, produz pouco e arrecada menos do que devia. Não esquecendo ser de novo uma equipa, além de jovem, em reconstrução, mas aí a culpa não é de NES.

02 novembro 2016

Depressa e bem há pouco quem

Um aforismo que se aplica ao FC Porto a parecer querer sempre provar aquilo que é ou quer ser mas no qual, o seu jogo corrido, nem sempre muito é bom. E sabemos que o bom é inimigo do óptimo.
Sem dúvida que a equipa agarrou o jogo e retirou ao adversário a iniciativa, amiúde asfixiou o Brugge e o magro resultado final é escasso para tanto domínio e muitas ocasiões de golo onde faltou clarividência, normal num ataque jovem e quase sempre precipitado, numa certa falta de estrelinha sobrante no cabeceamento feliz, desviado, de André Silva no 1-0. Mas a equipa obrigou-se a correr mais do que o necessário, desgastando-se inutilmente ao jogar a um ritmo e num estilo directo propício ao opositor, belgas com um futebol duro e extenuante pela juventude aguerrida dos seus jogadores.  E depois de várias ocasiões falhadas foi Casillas a evitar o empate na única defesa a que foi obrigado, porque a equipa geriu mal a bola e o tempo - e o último canto foi exemplo triste desta constatação com perda de bola infantil que permitiu um derradeiro ataque belga.
A vitória é inquestionável e a superioridade foi flagrante ao contrário do jogo de lá. Mas há momentos em que ingenuidade e infantilidades se juntam para desagradar quem vê e intranquilidade a própria equipa na sua fase de se constituir como tal e tornar-se credível e sustentável enquanto desafiante de equipas com outros argumentos de plantel e experiência.
Basta ganhar agora em Copenhaga para selar a qualificação e corrigir  o mau jogo de abertura com os dinamarqueses para ainda disputar o 1° lugar no último jogo com o Leicester com quem também há contas a ajustar.
No jogo de hoje, realce para o regresso de Maxi em bom plano, descansando Layun, o habitual jogo intermitente de Herrera com entrega total e absoluta falta de qualidade no passe que faz até questionar se é possível jogar-se bem assim, enquanto NES insiste no mesmo tipo de substituições, com trocas directas e sempre os mesmos substituídos e quase os mesmos suplentes utilizados, de novo Corona e Rúben Neves além de Layun que até entrou mal.
Calendário cumprido e equipa de boa saúde antes de receber domingo o Benfica com quem decerto o jogo não será tão partido e de parada e resposta como obrigou o Brugge mas com "culpas" do FC Porto.
E domingo a gestão da bola, em menor espaço, e do tempo, sob maior pressão de vencer, constituirão um verdadeiro teste à capacidade de superação desta equipa em crescimento mas cuja maturidade não se compra - adquire-se com o tempo.