. Bem-vindos ao Portistas de Bancada - UEFA CHAMPIONS LEAGUE FANTASY FOOTBALL: Já está criada a liga Portistas de Bancada desta nova época, aceda a esta liga através do código 96295-19616 para participar neste famoso passatempo - OPINIÃO DA BANDCADA: 11 de Luxo: Qual a melhor serie? É esta a pergunta que está na barra lateral à espera da Opinião da Bancada

21 Novembro 2009

Até nas gamelas o objectivo é vencer

Por Menphis
Toda a gente ainda recentemente criticou as condições do relvado em que Portugal jogou na Bósnia-Herzegovina, mas essas mesmas pessoas da federação não mexeram uma palha para evitar que o jogo fosse em Oliveira de Azeméis.

O problema passa-se acima de tudo pelo estádio onde vai jogar o tetracampeão português e representante de Portugal na Liga dos Campeões. O que conversámos foi sobre questões de segurança. A questão não se resume apenas ao relvado mas a todo o estádio"

O FC Porto vai jogar com intenção exclusiva de vencer o jogo, mas certamente ninguém vai esperar que amanhã, em Oliveira de Azeméis, aconteça um bom espectáculo»Jesualdo Ferreira

O FCPorto vai encontrar um relvado que mais parece uma gamela do que um sitio próprio para jogar futebol, Jesualdo Ferreira já prometeu que iria ter muitos cuidados com a equipa, devido aos próximos compromissos, mas que iria jogar para vencer. Sendo assim, espero uma equipa onde o treinador português iriá fazer uma mistura de elementos menos utilizados, com outros jogadores mais utilizados.

Num jogo perigoso, o FCPorto tem de impor a lei do mais forte, lei essa que deverá ser imposta em qualquer lado e em qualquer relvado. E desta vez, Jesualdo Ferreira até tem um atractivo de bônus, jogar mal até pode ser perdoado em virtude das circunstâncias.


OLIVEIRENSE - FCPORTO
14:30 HORAS, SPORTV
ÁRBITRO: BRUNO PAIXÃO ( A.F. SETÚBAL)


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20 Novembro 2009

Os vencedores

Por Zé Luís

Portugal estará na África do Sul, com todo o direito gradualmente construído e consolidado na qualificação e cada vez mais uma enorme paixão, que compensa com músculo o que lhe falta em génio. Para estar representado já no sorteio de 4 de Dezembro, na cidade do Cabo, para a fase final de 32 equipas divididas em grupos (8) de quatro, foi preciso virar as costas aos velhos do Restelo, sempre alojados em Lisboa, arrostar com as dificuldades da transição geracional da selecção negligenciada antes, enfrentar o desconhecido como o temido ambiente e batatal da Bósnia até dobrar o cabo das tormentas, transformado em Boa Esperança, cerca de 515 anos depois de Bartolomeu Dias fazer caretas ao Adamastor. Olá África nossa, depois do Adeus África de uma capa de jornal em Março, Mas não vai haver uma caçada a animais da savana, apenas uns jogos de futebol com os jogadores de hoje e não dos que alguns teimam em pensar que ainda jogam, os habituais saudosistas empedernidos que misturam wishful thinking com imbecilidades tácticas, preferências clubísticas e mentiras avulso. Os vencedores são, obviamente, três:

Carlos Queirós. Já qualificara a África do Sul para França-98 ao contrário da desinformação posta a correr de que falhara em fases de apuramento. Foi mesmo o general sem medo que enfrentou de peito aberto e preferiu o 4x3x3 decalcado da 1ª mão ao 4x4x2 cauteloso que todos advogavam, a quem a tropa seguiu confiante e destemida para uma batalha onde imperou o carácter e triunfou a perícia fazendo flores no lameiro. Ganha bases para fazer o trabalho de casa tão descurado ultimamente com a revitalização de todas as selecções jovens que apontem com alegria para o futuro. O pastor que criou a Geração de Ouro (com ela falhada, todos ainda muito jovens, a passagem do Rubicão para o Euro-92 e Mundial-94) e nada viria a ganhar, viu outros mamarem da teta mais rica e terá de encontrar pasto para novo rebanho que dê felicidade ao povo e refaça a identidade do jogador português que nada tem a ver com as preferências dos comentadeiros de ocasião sobre os jogadores dos seus clubes ou os que por lá passaram (Miguel, M. Veloso, Moutinho, Nuno Gomes).

A selecção. Os jogadores. Poucos acreditaram e, em mais uma mentira da campanha de intoxicação sobrevivente do passado de obscurantismo tropical e virulento, não tiveram nem mais nem menos sorte do que na qualificação para 2008 onde também só a três jogos do fim deixaram de depender de terceiros, beneficiando então de um empate da Finlândia na Bélgica (a Finlândia competiu com Portugal até ao último minuto no Dragão), tal como em Outubro aproveitando a derrota da Suécia na Dinamarca. A fase de apuramento mais difícil desde a caminhada para o Mundial na Ásia foi superada com cinco golos sofridos, três deles numa derrota cruel e injusta em casa, com desconfianças várias em sectores-chave que a ninguém antes preocupou e agora todos discutem da validade das opções, de Eduardo na baliza, a Duda a lateral-esquerdo e ao recurso forçado a Liedson como ponta-de-lança - porque além de faltarem soluções sobraram lesões (Hugo Almeida em Setembro), sem vislumbrar-se melhor para tais posições.

Gilberto Madaíl. Sai em grande, se deixar a FPF como aponta, e este pode ser um pomo de discórdia, mas o presidente federativo, além de ter uma década de ouro de presenças constantes nas fases finais, teve a coragem de decidir por si próprio apostando em Carlos Queirós. Madaíl, após o tremendo fracasso de 2002, salvou a pele ao “desencantar” em 2003 Scolari campeão mundial pelo Brasil, conseguindo resultados para apagar a má memória da Coreia em que ainda chafurda, vingativo e maldoso, o inefável António Boronha. Mesmo que saia, para agrado de muitos que esquecerão o crescimento inegável da dimensão da FPF no contexto internacional através da selecção principal apesar do apagão das selecções jovens, Madaíl terá salvo a pele do futebol português que se condenava a definhar sem rumo, ideias e homens para encetar a rude tarefa de reconstruir o que foi a base do sucesso recente.

Crónica semanal do blog Portistas de Bancada para o Futebol "O desporto rei"

O Portistas de bancada contribui com uma crónica semanal no Futebol: Desporto-rei, a convite deste. A parceria destes blogs tem montra à 5ª feira. Quem quiser ler, clique no título acima.

19 Novembro 2009

Cupidez oliveirense leva a taça merecida

Por Zé Luís

19/11/2009

Comunicado da administração da FC Porto, SAD

Tendo em conta as condições do recinto que acolherá o jogo da Taça de Portugal entre a UD Oliveirense e o FC Porto e a evidente falta de requisitos mínimos para receber um evento desta envergadura, vem a Administração da FC Porto – Futebol, SAD comunicar o seguinte:

1 – A deficiente qualidade do relvado do Estádio Carlos Osório coloca em causa a integridade física dos jogadores;

2 – O mesmo recinto não apresenta as condições de segurança adequadas ao desafio em questão;

3 – O palco do jogo tem uma lotação anormal após a retirada das cadeiras: dos 1670 lugares sentados aprovados no âmbito das competições da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, passou-se, de acordo com o que foi comunicado pela UD Oliveirense, para uma lotação de 3400 espectadores;

4 – Esta nova configuração pode provocar situações imprevisíveis, das quais o FC Porto será sempre alheio. A responsabilidade sobre qualquer anomalia, de resto, deve ser imputada ao dono do estádio e à entidade que consentiu que o jogo ali se realize;

5 – Face ao exposto, a Administração da FC Porto – Futebol, SAD decidiu não pactuar com esta situação e vai devolver à AF Porto os bilhetes que lhe foram destinados, até para não enganar os portistas interessados em assistir ao encontro.

Porto, 19 de Novembro de 2009
O Conselho de Administração


Está publicado e é de aplaudir.

O clube do presidente da Liga que é também novo edil local tentou o golpe de cupidez. Merece uma taça de cuspo.

18 Novembro 2009

Voltei a lembrar-me de... Maradona

Por Zé Luís
Também não precisa de tradução.
Maradona se descontroló tras el triunfo e insultó a los que lo criticaron"A los que no creyeron, con perdón de las damas, que la chupen", afirmó inmediatamente después del partido, desencajado. Y repitió palabras similares en la conferencia de prensa. Además, agregó: "Ustedes me trataron como me trataron: sigan mamando".
Carlos Queirós esteve perto de perder as estribeira com um maltês. Espero que quando festejar justamente também o seu apuramento não lhe saia da boca o que possa, eventualmente, sentir.

Escrevi isto no rescaldo da vitória sobre Malta, há um mês e picos. Queirós dedicou o apuramento a quem, sem sabujice saloia e bandeiras à janela, confiou nele e nos jogadores. Vai precisar de puxar ainda mais gente para o seu lado, sem precisar de bater em adversários, ferir susceptibilidades de adeptos, insultar gentes de uma região, ostracizar jogadores.

Não terá Figo nem Pauleta, Deco está em declínio, há mais luso-brasileiros e sobram propostas dos adeptos com microfone para meter este e aquele. Um efeito desta vez já não sob influência portista que alegadamente se imiscuía na selecção. Esta selecção é de Todos Nós e pode não ganhar mais nada mas, com os seus meios limitados sem lhe limitarem a ambição e a crença num trabalho melhor, tendo mais músculo e menos génio, levou-me a sentir uma paixão que se me perdeu por mais de um lustro, eu que a senti mais dos outros do que minha, que a vi sempre distante e fria e frívola em altares que não conheço e aduladores quais fariseus do templo.

Para actualizar as contas abaixo, Portugal apura-se para o Mundial-2010 em 12 jogos no total e com 7 vitórias, 4 empates e 1 derrota, contra 14 jogos para o Euro-2008 e 7 vitórias, 6 empates e 1 derrota. Ainda bem que não demos 8-0 à Bósnia, pois ir-se-ia pensar que foi fácil, tão fácil como a Rússia, 3º do Euro-2008, eliminar a frágil Eslovénia, a poderosa Ucrânia que todos temiam afastar a Grécia medíocre como a baptizámos vai para seis anos e a esta hora com a França longe de cantar de galo, no prolongamento, face à Irlanda que parecia canja.

Em 2004, Scolari entrou no Europeu, para o seu 18º jogo, em casa, a perder (pela quarta vez sob o seu comando) 1-2 com a Grécia, obrigado a mudar o que teimosamente servia a cegueira de muitos, "esnobando" (diriam os brasileiros) e até provocando (ausências de Vítor Baía e Pedro Mendes) a equipa portuguesa que se sagrara campeã europeia.

Queirós terá ainda testes para o Mundial, sem Figos nem Ruis Costas, sem Pauletas nem Costinhas, mas em 18 jogos já venceu 11 e - a ver pelas primeiras reacções engasgadas de João Manha na TVI24, descobrindo-lhe até méritos de "formar um grupo" e "motivar os jogadores" - continua com os Dudas sem melhor para a esquerda, os Pepes que ninguém gosta de ver a trinco, os Eduardos que perdem às vezes a tranquilidade nas saídas da baliza.

É com estes, afinal um grupo mais rodado e que soube suplantar uma série de lesões em toda a qualificação, que Portugal vai à África do Sul, com o portista Raul Meireles a seguir o exemplo de Bruno Alves nestas decisões com os bósnios encarados de peito aberto quando todos pedíamos um 4x4x2 cauteloso mas o general sem medo obrigou a sua tropa a ter coragem - até sair em ombros.

Mas como me lembrei de Maradona...

Antes do jogo tinha deixado isto, que não perde por ficar sempre exposto:

OS NÚMEROS ANTES DO MUNDIAL


Scolari vs. Queirós: as diferenças que muitos preferem desconhecer e a vantagem do português sem os meios (a teta esgotou e nem CR7 serviu) que teve o brasileiro

Subitamente, antes de chegar ao Mundial, Portugal tem esta noite a final do Mundial que Carlos Queirós sonha para a selecção nacional agendada, em Joanesburgo a 11 de Julho de 2010. É o tudo ou nada, uma final autêntica onde se joga prestígio e dinheiro mas não o futuro do futebol português comprometido nos últimos anos de aparentes sucessos desportivos (menos) e financeiros (substanciais).

É engraçado que o dramatismo envolvendo o jogo em Zenica surja poucos dias após o sorteio do play-off e da própria 1ª mão na Luz. Porque a Bósnia era tida como equipa das mais fracas, apesar dos "avisos" que se tomaram por megalomanias. Porque Dzeko e Ibisevic formam mesmo uma dupla atacante temível, de que muitos zombaram com o anúncio dos 25 ou 27 golos na sua qualificação. Porque Blazevic, de argúcia táctica conhecida e comprovada em Lisboa, sabe montar a sua equipa e tem um discurso motivador e agressivo. Para os artistas do "é canja, ganhamos nas calmas", esta foi a primeira lição. Há distintos e colunáveis adeptos que nem o conheciam sequer aquele que se autointitulou o "melhor treinador do mundo" quando levou a grande selecção da Croácia ao 3º lugar no Mundial-98.

A segunda lição é que, para Portugal, apontado como "favotiro" à partida, para uns a 80 ou 90%, parece que 1-0 reduz as suas hipóteses de apuramento e a Bósnia, para quem dela ironizou como se fosse "grande equipa" (que não é, nem 8 nem 80), é tida como capaz de virar a eliminatória e, quiçá, partir com "fifty-fifty" de possibilidades de ir ao Mundial. Uma final que, para a Bósnia, pode ser perdida mesmo ganhando 2-1 (ou 3-2, 4-3, etc.), o resultado que lhe bastava em 2003 para ter-se apurado para o Euro-2004 em Portugal: ao invés, empatou com a Dinamarca em casa (1-1) e nem ao 2º lugar e play-off foi (seguiu a Espanha), com os dinamarqueses vencedores do seu grupo.

Para os detractores, inesperada e inexplicavelmente, saídos da trincheira quais "partizans" na luta de resistência aos ventos de mudança nas selecções nacionais, Portugal tem defesa fraca, porventura a soçobrar em Zenica, como vão apontando os bósnios nos "mind games". Contudo, dos 11 golos sofridos por Portugal nos 17 encontros sob o comando de Carlos Queirós, a defesa das quinas sofreu seis do Brasil, num jogo que não devia ter sido disputado mas houve que honrar compromissos (e 300 mil euros) antes assumidos, e apenas cinco na fase de apuramento, o que é um bom registo contra ataques objectivos como os da Suécia e da Dinamarca (também sofreram cinco golos cada), sem que os suecos tenham marcado (e sofrido) qualquer golo nos jogos com Portugal.

Eis, então, uma estranha final, num campo maltratado e acanhado, supostamente com um ambiente infernal de menos de 15 mil adeptos, por muito fanáticos que sejam. Portugal quase como "coitadinho" ante a sobranceria bósnia e sujeito a "guerra interna" e desconfiança de muitos dos seus adeptos. Para atiçar o bota-abaixismo lusitano, especulou-se (DN) que Queirós teria preferido jogar no Porto em vez de na Luz.

Edificante. Aqueles que encolhiam os ombros às diatribes de Scolari face ao tão distante Porto, quiseram armar uma confusão ao contrário, imputando a Queirós uma alegada rejeição de jogar na Luz.

Confio que Portugal vença o jogo e até sem sofrer golos. Confio plenamente que se qualificará e não vejo sequer uma eliminação como o fim do mundo, como não foi para a Inglaterra falhar o 2008 na Suíça/Áustria e a Holanda ver pela tv o Mundial-2002 ultrapassada por Irlanda e... Portugal.

Era, contudo, muito bom que Portugal se qualificasse por todos os motivos e mais alguns. Porque disputou um dos mais difíceis grupos de apuramento dos últimos anos, pelo menos desde 2000 (quando a Holanda ficou para trás). E porque, ao contrário do que algumas luminárias fazem por omitir nas suas injustas críticas (à parte as subjectividades de se concordar ou discordar das convocatórias e das substituições, sempre passíveis de discussão), Carlos Queirós herdou uma situação difícil, uma equipa em queda competitiva e em transição geracional que já antes - no anúncio avisado de não ir renovar contrato, com Scolari durante o Mundial-2006 - fizera o anterior seleccionador pensar duas vezes. Se bem recordam, os amigos cronistas lá lançaram o alarme em plena competição na Alemanha, Scolari lá continuou e sofreu a perda de valores inigualáveis e a teta que chupou até... ao tutano. Bem tinha razão para temer e foi penoso assistir aos dois últimos anos do brasileiro.

Além de não ter tido os meninos da Geração de Ouro que formou e lançou no futebol internacional, de Figo e Rui Costa a F. Couto e S. Conceição, Queirós nem teve sequer Cristiano Ronaldo em condições e ao menos com um golo na qualificação. Mesmo assim, pareceu crime de lesa-Pátria utilizá-lo frente à Hungria, num lamentável empolamento de uma situação em que a selecção tinha toda a razão, técnica, moral e regulamentar, do seu lado, sem ter esquecido, nem outra coisa seria de esperar, o lado humano e clínico do jogador que também quiseram fazer passar como "irresponsabilidade" da FPF e de Queirós pessoalmente.

Se passar ao Mundial, mesmo perdendo 2-1 por exemplo, Queirós fará sempre melhor do que Scolari em condições mais difíceis. Porque, como disse logo à partida, não teria 17 jogos de apuramento como Portugal beneficiou até entrar no Euro-2004. E, nestes 17 jogos comparados com os 17 iniciais de Scolari de 2003 a 2004, não é que Queirós tem melhores resultados?

Início de LF Scolari até à entrada no Euro-2004

Itália, 1 – Portugal 0
Portugal, 2 – Brasil, 1
Portugal, 1 – Macedónia, 0
Holanda, 1 – Portugal, 1
Portugal, 0 – Paraguai, 0
Portugal, 4 – Bolívia, 0
Portugal, 1 – Cazaquistão, 0
Portugal, 0 – Espanha, 3
Noruega, 0 – Portugal, 1
Portugal, 5 – Albânia, 3
Portugal, 1 – Grécia, 1
Portugal, 8 – Kuwait, 0
Portugal, 1 – Inglaterra, 1
Portugal, 1 – Itália, 2
Portugal, 2 – Suécia, 2
Portugal, 3 – Luxemburgo, 0
Portugal, 4 – Lituânia, 1

9v, 5e, 3d – 35-16g


Início de Carlos Queirós até ao último jogo de apuramento para o Mundial-2010

Portugal, 5 – Ilhas Faroe, 0
Malta, 0 – Portugal, 4
Portugal, 2 – Dinamarca, 3
Suécia, 0 – Portugal, 0
Portugal, 0 – Albânia, 0
Brasil, 6 – Portugal, 2
Portugal, 1 – Finlândia, 0
Portugal, 0 – Suécia, 0
Portugal, 2 – África do Sul, 0
Albânia, 1 – Portugal, 2
Estónia, 0 – Portugal, 0
Liechtenstein, 0 - Portugal, 3
Dinamarca, 1 – Portugal, 1
Hungria, 0 – Portugal, 1
Portugal, 3 – Hungria, 0
Portugal, 4 – Malta, 0
Portugal, 1 -- Bósnia, 0

10v, 5e, 2d – 31-11g


Curiosamente, neste período de observação, Scolari teve jogadores como F. Couto, J. Andrade, S. Conceição, Rui Costa, Rui Jorge, Figo, Pauleta, Maniche, Costinha, Petit, entre outros então no auge como Caneira, F. Meira, Postiga, Nuno Valente, Miguel, Nuno Gomes, Quaresma, Frechaut.

Nos seus primeiros 17 jogos, Scolari utilizou 36 jogadores, 15 foram estreantes como Pedro Mendes (única aparição na estreia do seleccionador em Itália, desaparecendo nos restantes 70 e tal jogos com Scolari) e Ricardo Carvalho ou Deco, além de tipos como Luís Loureiro (lembram-se, do Gil Vicente?), Rogério Matias, Silas e... a chamada provocatória de Bruno Vale 3º g.r. nas Antas onde pontificava Vítor Baía.

Queirós, até hoje, usou 40 jogadores e apenas 13 estreantes, sendo que os últimos Liedson e Coentrão foram os únicos testados pela primeira vez em jogos oficiais de qualificação. E para quem temia, sem razão nem factos, que Queirós mexia muito nas convocatórias, quiçá como se Figo, Rui Costa e F. Couto ainda estivessem no activo mas esquecidos ou ostracizados como Vítor Baía, a verdade é que dos 36 utilizados só na época passada, apenas Danny (depois lesionado), Eduardo, Rolando, Gonçalo Brandão e Edinho foram utilizados mais de uma vez, aquela que honrou César Peixoto (no Brasil), Orlando Sá (com a Finlândia este ano, depois lesionado até hoje), Beto, Zé Castro e Eliseu (todos na Estónia, em Junho).

Para quem ainda tem ideia do antigo alfobre de muitos e de vários grandes jogadores, o quadro de recrutamento é mais fraco, com um nível geral de qualidade e capacidade competitiva abaixo do que era comum esta década. Ao ponto de, por lesão de Hugo Almeida, ter que recorrer a Liedson (com 31 anos), além de continuarmos à procura de um lateral-esquerdo de encher as medidas sem alguma vez o termos tido. Duda, por exemplo, foi usado uma vez por Scolari, no Kuwait, mas parece que, além de Nuno Valente em fase terminal como Rui Jorge, a chamada de Rogério Matias e a utilização forçada de Paulo Ferreira à esquerda não é uma lacuna preocupante há anos.

Tudo isto tem sido esquecido de forma dolosa por quem critica convocatórias que dantes eram sacralizadas em nome do "núcleo duro", em que à partida existiam proscritos e cujas composições eram ou tão previsíveis ou comunicadas pelo cronista mais amigo em tom oficioso. Além de faltarem os grandes craques que ainda povoam as nossas memórias, mais as posições periclitantes no onze, da baliza ao ponta-de-lança, e um Deco em plano inclinado de sustentabilidade de rendimento. A discussão de poder chamar este e aquele, curiosamente, para azucrinar Queirós, hoje vem daqueles, normalmente benfiquistas (na sua maioria) e/ou sportinguistas (apelos a Miguel Veloso a defesa-esquerdo...), que achavam bem o anterior seleccionador deixar de fora o melhor guarda-redes de sempre, Vítor Baía e por causa disso (mas não só, foi por muito mais) os adeptos portistas detestavam o seleccionador brasileiro.

Os que criticam a qualidade de jogo devem estar esquecidos do horror da anterior qualificação, para não falar da queda acentuada nas classificações finais de 2º em 2004, 4º em 2006 e 8º em 2008.

Faltava apurar o argumento da sorte, raramente ou mesmo nunca evocada na Senhora do Caravaggio, de alguém ter escorregado para Portugal chegar a este play-off. Foi a "ajuda" da Dinamarca, ganhando à Suécia, com três rondas por disputar num grupo com 10 jogos.

Esquecem que, para 2008, num grupo com 14 jogos (mais facilidade de recuperação e faculdade de outros escorregarem, como sucedeu), Portugal apenas chegou ao 2º lugar que dava apuramento a... três jogos do fim, ganhando ao Azerbaijão a 13 de Outubro (milagre!) de 2007, mas beneficiando de a Finlândia ter empatado na Bélgica. E, para melhor se entender a sorte, depois foi preciso o inglês Mike Riley negar um penálti sacrossanto à Arménia na derrota à justa em Leiria (1-0, por Hugo Almeida), além de termos terminado com os finlandeses no Dragão e o coração nas mãos até ao último minuto nas famosas vitórias de "meio a zero" hoje felizmente banidas do discurso oficial.

Todos estes factos têm sido negligentemente omitidos até na Imprensa da especialidade, o que diz bem da honestidade intelectual e a capacidade de análise e apreciação dos mesmos factos. Sem lerem e habituados a ouvir na tv os banais comentadores de opinião avulsa e não fundamentada, a maioria dos adeptos, antes rendidos a um vendedor de banha de cobra, criou uma onda de pouco afecto e muito distanciamento para com a selecção.

Resta saber se, como diz o habitual correio das mentiras, em caso de derrota Queirós se demitirá. E, então, quem no quadro actual será capaz de fazer melhor. Isto já para nem falar do alçapão em que deixaram cair as selecções de nível etário, onde o autointitulado "o chefe sou eu" não assumiu as responsabilidades inerentes ao cargo e à... cagança.

Se Portugal passar, nem a Cristiano Ronaldo o deve; se falhar, os adeptos do Real Madrid, nos dois lados da fronteira, escusam de ter medo da sua desvalorização para quem tem um contrato de 6 anos e inviabilidade de ir para o mercado de novo.

Boa sorte, Portugal!

17 Novembro 2009

Os imbecis

Por Zé Luís


Se AJ Jardim apontou a ética decadente da "Sicília hispânica", Pinto da Costa atacou os "imbecis" que alimentam "ódio" contra o FC Porto. Apesar dos "Miseráveis" no pântano português, nenhum Jean Valjean emerge para salvar um inocente, nem uma Leonor corajosa a aceitar a responsabilidade contra si denunciada. "Tu, Luís", esse, jaz na sucata do regime há quatro anos.

Procurei em vão na Wikipedia algum livro com título de Imbecis, não duvidando que deles muitos livros falem. Com ínfima fracção de conhecimento de Literatura e menos Saber, eu como muitos outros retemos os "sound-bytes" de que se faz o Portugal a modernizar-se na perfídia e maledicência. Disso se ocupava Gil Vicente com um sentido moral que parece escapar nos nossos dias: decência, compostura e honra desertaram das relações humanas, afundadas no pântano de interesses políticos que, em nome das nações, só elevam o sentido do "eu" e os benefícios próprios e não colectivos.

Vem isto a meu propósito de, com o epíteto de "imbecis" lançado por Pinto da Costa indistintamente a coisas comentadas e alvitradas (só palpites "com ódio") nos meandros do futebol, ter ecoado ontem também a ironia de Alberto João Jardim, tão atacado pela idiosincrasia lisbonense sublimada no "nós, a capital", falar da "Sicília hispânica". O antro de podridão moral e intelectual, que muitos apontam ao poder difuso, profundo e obscuro da Maçonaria identificada com personalidades da área política do Partido Socialista ao Partido da Sucata, só não tem odor nauseabundo nos que vivem do "sistema" em vigor sob a capa de regime democrático aviltado nas suas funções vitais.

Se PdC e AJJ têm amizade e sentido crítico comuns, que partilham sem outros interesses específicos a uni-los mas com um sentimento solidário de repúdio pelo centralismo lisbonense, foi coincidência juntarem-se para apontar ao coração do sistema em voga, no futebol e na política. E da saga dos "imbecis" e de falta de ética à descredibilização total das instituições supostamente pilares da Democracia a que muitos indigentes voltam costas, privilegia-se o barulho à volta da bola com o instinto de guerra e oposição quais adeptos bósnios na recepção à comitiva portuguesa em Sarajevo.

Apesar do alarme televisivo da noite, mesmo com o desdém nos sorrisos de Simão e Pepe à chegada sob "insultos", é coisa corriqueira naquelas bandas de exércitos desregulados como milícias unidas apenas pelo conceito de amor à Pátria, das muitas nações que se digladiaram e estilhaçaram nos Balcãs por causa do centralismo de Belgrado e do sistema opressivo imposto de Zagreb a Podgorica, de Ljubljana a Sarajevo, de Skopje até ao Kosovo. Não faltou quem, num vómito de indignação saloia face às notícias, pedisse em retaliação (guerra é guerra) "então retirem-se de lá as forças de segurança de manutenção de paz enviadas de Lisboa". Enfim...

Voltados mais para o Desporto do que para a asfixia do aparelho judiciário para manter o sabujo poder político inescrutável e intocável qual Berlusconi em que se transformou o "amigo Joaquim" com o império mediático - apenas um meio para atingir os seus fins - que atraiu opositores fidagais de outrora, os adeptos fazem jus às ideias de Ortega y Gasset sobre as massas que tudo julgam entender e ousam comentar.

Tivemos as alusões ao Villas-Boas, técnico há um mês apenas, garantido em breve no FC Porto e, da perplexidade anterior, discute-se o currículo de Carvalhal num clube onde se promoveu alguém que de treinador de juniores dirigiu o Sporting por quatro anos e meio para ganhar dois pares de pedaços de metal, o "silverware" dos ingleses.

Ridiculariza-se Carlos Queirós ou por não fazer bem convocatórias e pior ainda as substituições, como se o antecessor, mais de estilo bósnio que português, tivesse passado cinco anos de intocável sabedoria. Os das "massas" atrevem-se a dizer que substituições eram mais adequadas; o João Manha, da elite "Snob" lisbonense onde assentam alcoviteiras de literatura de cordel e cineastas de meia-tigela, não lhe bastou aconselhar um lote de "sábios" e experts (como noutros tempos) para ajudar o seleccionador a seleccionar e orientar; arriscou tanto que vai levar um processo-crime por ultrajar o seleccionador, tido como "irresponsável", na utilização de CR9 frente à Hungria (ver Record de há uma semana).

Não há dúvidas de que, entre a podridão ética socialista em voga, com os seus sobas redondos e pesados tanto pelas gorduras acumuladas como pelos vícios de controleirismo político que manietam sem se mexerem além das idas aos estúdios fáceis das tv's açaimadas, o processo de mentalidade decadente é inexorável. Salve-se quem puder, portanto. Não há diferenças entre Sócrates e Filipe Vieira, unidos no clubismo e circunstancialmente no "partido" de interesses aleatórios, quando escrutinados pela Justiça: escutas telefónicas a um e a outro com o destino da... sucata. Livres das malhas da justiça, que não do manto da suspeição, ainda assim quem fica mal na fotografia do regime, como sempre, são os serviçais, os morgados, os capatazes, os marcelinos, os freteiros: é o sonso beirão, que não ingénuo, da PGR, Monteiro, e o ingénuo, iludido na pose de Estado, PR Cavaco; tal como o taberneiro da tasca da Liga Hermínio e o delegado vermelho Costa do terror disciplinar avulso mas selectivo.

Pelo que, nesta mixórdia até com "tremendistas" como Miguel Sousa Tavares, é possível ouvir dislates como Boronha achar "vergonhosas" as exibições da selecção e Medeiros Ferreira falar de "caos táctico" o facto de Bruno Alves aparecer a finalizar com golo uma jogada de ataque organizado de Portugal. Li no blog de autor e ouvi ontem na A1 quem se diz estar entre os "Grandes Adeptos", onde o portista Miguel Guedes achou "muito agradável" o jogo de Portugal perante sonora reprovação de Ferreira e do sobrinho de Mário Soares, Alfredo Barroso. Parece que Medeiros Ferreira leu algo de JVP em O Jogo, o que não deixa de me fazer sorrir...

Como gostos não se discutem, admito que um jogo ou uma equipa não agradem da mesma forma a duas pessoas e, embora difícil de conceber, possa haver opiniões diametralmente opostas. Percebo que o ex-dirigente federativo que acumulou responsabilidades nas selecções mas envelhece a arrasar a reputação dos treinadores com quem conviveu, Humberto e Oliveira, pense que o seu Portugal unido vai do Algarve e não sobe além do Tejo. No seu blog, indiferente ao chorrilho de insultos e estendal de roupa suja a que agora pôs cobro com moderação de comentários, contrariado por algumas vozes incluindo a minha, António Boronha tem derretido qualquer acção de Carlos Queirós dentro e fora do campo: ao ponto de acusá-lo de não ter cancelado o compromisso no Brasil que trouxe uma das duas derrotas de Portugal, além da incrível autoflagelação com a Dinamarca, desde os nefastos tempos do sargentão de espírito cacique tão ao gosto dos saudosos da era salazarista. Um amigável acertado por Scolari, com tudo para dar em desastre desportivo mesmo ao prémio de 300 mil euros de caché, a última tenebrosa herança do anterior seleccionador.

Pelo que, no contexto geral, além das fracturas sociais por causa da "economia, estúpido", não se vê pingos de decência intelectual e moral como Jean Valjean, o criminoso insubmisso mas regenerado (com nova identidade de Madeleine) ao ponto de, na história de Victor Hugo, ter impedido um inocente de ser condenado à morte num tribunal francês daqueles tempos conturbados, propícios a desvios e vitupérios, da queda do império pós-Waterloo. Mesmo com testemunhos miseráveis de ex-condenados e farrapos humanos que garantiam ser Valjean um títere, sujo, imbecil e indefeso, em julgamento e tão miserável como os denunciantes, o verdadeiro Valjean, entre a assistência em tribunal, revelou a sua antiga identidade.

Algo que, após tanta peripécia judicial já a roçar o cómico e indigente, nenhuma Leonor formosa, corajosa e segura aceitou a responsabilidade por adulterar "Eu, Carolina", para sacrificar uma pessoa, com repetidas afirmações da tramóia montada, em sede de inquéritos judiciais. Uma proeza que talvez João Manha tenha querido emular, com mais valentia individual no confronto com Carlos Queirós.

A Justiça além de cega, surda e muda, vive de mãos atadas. O dossié "Tu, Luís" faz quatro anos que levou uma varada institucional e jaz na sucata do regime.

15 Novembro 2009

A feira e o mercado

Por Zé Luís



























Notícias (como diz o outro) "às bochechas", apesar de muitas, variadas e qual delas a mais pateta... Dos treinadores para o FC Porto (e as deixas que dizem) às birras com Carlos Queirós

Uma pausa no normal andamento da Liga, outra entre os dois jogos do play-off com a Bósnia. Nos entretantos, muitas notícias e a roda de desinformação costumeira, com a boataria no futebol a ganhar mais terreno do que na política em que se fala mais do que se escuta (apesar do que se lê...).

Ele era, no início do ano, o Paulo Bento que substituiria Jesualdo Ferreira no FC Porto. Depois, Jesualdo ia, obviamente, quedar-se no Dragão e foi preciso Paulo Bento deixar, na sua aparente tranquilidade, Alvalade para voltar a repisar-se o tema e obrigar o ex-técnico leonino a, respeitosamente, pedir por favor para não insistirem, em nome do bom nome do técnico portista e da valia do seu trabalho e do muito que conquistou também facilmente esquecido pelos adeptos dos dragões.

Chegou, depois, a ser (aventado) Jorge Jesus. Como antes dele, em Braga, chegou a ser Jorge Costa, entretanto passado para o Olhanenses e já na espiral descendente que tem marcado a sua passagem por cada clube.
Dos gajos de megafone, com receio de não serem escutados, alvitrou-se o Lobo das tácticas para dir. téc. do Sporting. Melhor fica o Santos de pau carunchoso, com antena alargada para melhor espalhar a confusão: espanta as mentes mais frágeis e, meses depois, repisa que era Jorge Jesus que Pinto da Costa queria no FC Porto. O fala-barato está no mercado que lhe convém, em alegre ambiente de feira com ciganos e fulanos para todos os gostos, de altifalante na mão: "O Benfica assustava o Sporting pelo seu jogo e agora assusta o FC Porto".

Querem convencer que o FC Porto se engasga porque, à distância, teme o Benfica. Pensam que isto é tudo a CD da Liga a aplicar suspensões por "ouvir"...

Ainda há quem meta medo às criancinhas e, de argumento em argumento, chegou-se, obviamente, ao ponto de se apontar a recusa de André Villas-Boas (agora é com dois "l", mais fino do que quando estava no FC Porto) como uma "encomenda" portista e entrega assegurada no Dragão daqui por uns tempos quando Jesualdo estiver a prazo outra vez.

A feira dos treinadores anda assim, da da Vandoma no Porto à dos Relógios em Lisboa. Pinto da Costa é o culpado de tudo, até de ter sido escutado oito meses e dezenas de cassetes gravadas sem ninguém elevar a voz em nome do segredo de Justiça e da protecção que cada cidadão merece num Estado de Direito. Já José Sócrates basta queixar-se de ter sido escutado quatro ou cinco meses enquato PM, clamar pela protecção do cidadão (quase com os mesmos direitos de PdC e até de mim) devidamente acautelada num Estado de Direito e tem os poderes máximos do edifício da Justiça, aquele com condes, viscondes, marquesas e duques na descrição do despreocupado PGR apreciador de literatura de cordel, a defenderem a sua honorabilidade sem margem para dúvidas. À moda das sentenças apressadas e sem suporte jurídico legal da Liga de Taberna no pífio Apito Final, um artista manobrado politicamente diz que queima as escutas ao PM, enquanto o sonso beirão da PGR garante que quer acalmar a turba.

Depois de terem posto a correr a ideia, já de si a sugerir velocidade, de que o vendaval do futebol benfiquista - com mais de 50% dos golos em bolas paradas são agravante ou atenuante? - afectava o FC Porto, depois de ter reduzido o Sporting a cinzas ainda antes do primeiro embate directo, reforça-se a ideia de que Jorge Jesus é que era o treinador para o FC Porto.

Entretanto, começam as notícias para o próximo mercado. A feira está em andamento, vai deslocalizar a sua área de anúncios mirabolantes. Farías podia sair em Janeiro e já é dado como possível que venha a renovar. O que contraria, logo aí, a ideia feita de que, na parceria com Falcao, sendo algo similares no seu jogo, seriam incompatíveis. Só os camelos da SAD portista não vêem, que não faltam mirones atentos e especialistas a avalizar que não podem jogar juntos nem dão resultado. Porquê? Porque são baixos, ou têm a mesma estatura. Coitados do Tevez e do Rooney na época passada e do burro do Alex Ferguson que não mirava de alto a baixo os gajos do Liverpool (Torres e Kuyt) e do Arsenal (van Persie e Adebayor) e do Chelsea (Drogba e Anelka).

Medimos tudo a metro. Poucos lembram ou têm noção do "quartilho" ou "alqueire". Mas temos ciente que tamanho é documento. Daí à masturbação intelectual é um passo como a da prostituição intelectual explicitada por José Mourinho. Nada escapa à nossa análise lúcida e sagaz, avinagrada com ressentimento e muita cultura autodidata. Sabemos tudo de futebol.

Se o FC Porto, a tropeçar com suspeita fadiga no Outono, ainda teria como termo de comparação a forma arrasadora da última fase da época passada, a verdade é que as intermitências do seu jogo são iguais às desta mesma fase na época passada. Contudo, os militantes da aflição, nas vestes especiais do tremendismo que anuncia o apocalipse, já dão tudo como perdido e insanáveis as deficiências estruturais. Conjuntura, para eles, é como o repetido anúncio da "crise vai passar" e "olhem como a economia não caiu tanto como previsto".

Já o Benfica, ribombante para alguns que confundem foguetes de feira com foguetões espaciais, não tem muita diferença de agora para a fase de há um ano: era líder (e agora partilha a liderança mas é segundo) e jogava que se fartava, pelas crónicas de então. O novo Mourinho era Quique, agora parece ser Jesus. Villas-Boas continuava a ser o moço do bloco de apontamentos, no Inter, sobre os posicionamentos nos cantos e as saídas de bola estudadas nos adversários. Agora também era treinador para o Sporting e, prometido, até para o FC Porto. Se mesmo um tradutor chegou longe, porque não um estudante de estatística?

Foi pena o mago Azenha ter dado a ver muito cedo que uma coisa é teoria, outra a prática. Há um ano, lembram-se?, era o substituto já apalavrado para Jesualdo para o qual, como adjunto por dois anos, foi a mais-valia que justificou os triunfos. Nada como especializar-se em robótica e domótica para vender casas de luxo e mudar de ramo. Outros macacos se perfilam. Haja anúncios na tv, apesar da legislação proibir animais em circo a breve prazo.

Parece que também a Selecção tem, em seu prejuízo além da estafante tarefa de reconstrução de identidade, forma e substância, um termo de comparação, só não estou a ver se é da última campanha protagonizada de forma agoniante. Tão claro é que o culto à Senhora do Caravaggio fez refém uma certa idiosincrasia jornaleira. Fosse Liedson a fazer pelo Sporting uma extraordinária jogada a solo para a estourar, estouvado, na bancada, e só isso valeria três golos e uma viagem calma à Bósnia. Assim, dizer mal de uma equipa que andou aos trambolhões na última qualificação e ameaçada de exclusão até ao último remate errado da Finlândia no jogo derradeiro em 2007, sobre os 90', até parece fácil se esse clamor milagreiro viesse do tempo do obscurantismo de sotaque e da outra feira de lugares-comuns onde se venderam muitos panos, bandeirinhas com "pub" e clientela certa para as velinhas às vitórias por meio-a-zero.

Por outros zunzuns de mercado, o Benfica continua com laterais adaptados, tal como há um ano aliás, quando os resultados e um alegado futebol vistoso, com Reyes no altar e Suazo em cada jogo, tapavam as deficiências estruturais só denunciadas quando as coisas começaram a correr mal. Parece que o lateral-direito brasileiro de quem já se esqueceu o nome, dos primeiros a ser contratado, voltou a casa incógnito depois do anúncio de feira que lhe deu as manchetes de artigos assim berrados no passado. O argentino para a esquerda também está arrumado na prateleira do esquecimento, em nome da exaltação dos que jogam e contratados pelo dir. des. Rui Costa que também arranjou Schaffer mas não para todo o serviço. Já se fala numa ida ao mercado para um lateral-esquerdo. Agora também se fala em mais um avançado e de preferência outro como Saviola. Será para uma dupla Sa-Sa como a Fa-Fa do Dragão?

Parece que nem tudo, afinal, é perfeito. Nem no que se aponta como modelo.

Voltando aos treinadores e modelos, o "seu" presidente José Pereira sai tanto a terreiro quando há "chicotadas psicológicas", chamando "nomes" de amador e paraquedistas aos gestores do futebol, como o ministro SS em defesa de Sócrates alvo de "campanhas negras" e "escutas" insensíveis ao ouvido humano que só os meandros da política à portuguesa, cagando-se para o segredo de Justiça (sic), sabem decifrar.

Os treinadores portugueses são tão bons, diz JP, que são tão desejados lá fora como cá dentro. Das oito ou nove mudanças de treinador na I Liga, metade deles saíram de um lado para outro sem passar pelo fundo de desemprego. A "elite" está estabelecida, outros que se reformem. Ou há os "percursores" de Mourinho, como eram Luís Campos, Vítor Pontes e até o Carvalhal, ou os "novos" Mourinho", como Villas-Boas ou até Domingos, sem esquecer Jesus. Quanto a ética, vai lá vai, até a barraca abana. É a ética republicana de que dá mostras o poder político em nome do velho ditado: olha para o que eu digo, não para o que eu faço. A Liga do Taberneiro é bom exemplo também.

E é nisto, de futebol, futebol e futebol, que o Povo se revê. À espera do Dia Seguinte, do Tempo Extra. Sem nunca se redimir.

14 Novembro 2009

Bruno Alves dá (outra vez) esperança

Por Zé Luís

Decisivo como na Albânia, central portista dá vantagem a Portugal para a segunda mão do play-off com a Bósnia
Portugal já está em vantagem (1-0), pelo golo solitário de Bruno Alves, de cabeça ao segundo poste após uma jogada de envolvimento pela direita, mas terá de sofrer na Bósnia para carimbar o passaporte para o Mundial-2010.

Não só pelo resultado, mas pela forte reacção dos bósnios em boas fatias do jogo, este jogo de apuramento demonstra, como os restantes encontros que terminaram com resultados à justa e muito equilíbrio em todas as partidas, que a Bósnia de Dzeko é muito perigosa no ataque e que nem há adversários fáceis nem qualificações garantidas. Fossem outros os emparelhamentos do sorteio dos play-off e os resultados não deveriam ser muito diferentes dos que se registaram ontem: Irlanda-França, 0-1; Grécia-Ucrânia, 0-0; Rússia-Eslovénia, 2-1. Curiosamente, para quem achava a Eslovénia das mais fracas e a Ucrânia das mais fortes possíveis opositoras de Portugal, os seus resultados (e para quem viu os resumos ontem no Eurosport) provam que não há vencedores antecipados. Tudo para jogar na 4ª feira.
Portugal vai a Zenica com o golo de Bruno Alves, a dar toda a esperança de apuramento, depois de ter sido decisivo com o cabeceamento vitorioso em Junho na Albânia, já nos descontos.
Eduardo pode ter tido a sorte de ver os ferros devolverem a bola por três vezes, duas delas na mesma jogada, mas apenas fez uma defesa num remate esquinado na 1ª parte. Ao invés, com Liedson a criar um "golo feito" mas a esbanjar a mais soberana ocasião da partida, com o 2-0 à mão de semear, o guardião Hasagic teve de se aplicar de princípio ao fim a remates perigosos de Simão, Meireles e Tiago este mesmo a acabar. Se a Bósnia podia e merecia ter marcado, nas esporádicas ocasiões negadas pelos ferros, também o resultado poderia ter sido mais desnivelado.
A exibição de Portugal teve altos e baixos, como vem sendo hábito e por o meio-campo não tomar em mãos a rédea da partida com abaixamentos físicos espaçados. Salvou-se Pepe com uma presença enorme, Meireles esteve melhor do que Deco mas nem Simão nem Nani providenciaram Liedson com mais jogo para concretizar e a muitos remates voltou a saldar-se por um só golo. Simão não teve o pé quente do jogo com a Hungria e Liedson errou duas vezes o alvo em óptima posição, enquanto Nani foi complicativo na direita e Deco muito apertado quando se abeirava da área bósnia.
A actuação de Pepe, e dos centrais B. Alves e R. Carvalho, demonstram como vai ser imperioso dominar o jogo aéreo na segunda mão, decerto com mais "chuveirinho" em Zenica onde talvez o reforço do meio-campo, com Tiago, possa estancar o jogo mais directo dos bósnios. Nesse caso, resta saber se Nani voltará ao banco para seu desgosto, depois da entrevista inoportuna dada durante a semana a reclamar pela titularidade.
Portugal alinhou com Eduardo; Paulo Ferreira, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Duda; Pepe; Deco (Tiago 84), Raul Meireles; Nani (Fábio Coentrão 69), Simão (Hugo Almeida 88) e Liedson.
Golo: Bruno Alves (31').
2ª mão em Zenica, 4ª feira 18/11/2009, 19.45h portuguesa (TVI).

13 Novembro 2009

Descubra as diferenças

Por Zé Luís

Cristiano Ronaldo versus Anderson - e não tem nada a ver com o Manchester United

A lesão de CR9 fez chegar à varanda os vários Miguel de Vasconcellos, particularmente em Lisboa, rendidos aos encantos espanhóis e às razões do Real Madrid, com a FPF com toda a legalidade do seu lado na questão médica cumprida devidamente esta semana.

É claro que eu não fui ingénuo a pensar que a origem da lesão de CR9, no Madrid-Marselha, poderia motivar outro tipo de discussão.

Revendo as imagens da lesão do português num jogo estrangeiro, ainda há quem lembre algo de muuuiiito similar ocorrido a Anderson num Porto-Benfica. Esqueçam que, neste caso, o árbitro foi o famigerado SLB (Senhor Lucílio Baptista), o que não é despiciendo mas no caso revela-se menos relevante. Recordem o que se disse então e o que se disse depois com Ronaldo.

Não prometo que o vencedor, com todos os items elencados, vá ao Mundial com a selecção em caso de eliminar a Bósnia. Mas que ficará reconhecido neste blog, isso é uma garantia.

Let's look at the trailers:







Refresco de pimenta

Por Zé Luís

É sintomático ver a percepção dos adeptos portugueses quanto ao jogo jogado e a valia técnica e táctica das partidas de futebol pelas apreciações dos respectivos adversários e destes nos confrontos com equipas rivais o que se passou estas semanas. Nada de novo, mas é só para lembrar que a idiosincrasia do Zé da bola é imorredoira.

O FC Porto fez dois jogos em casa com Académica e Belenenses, por sinal os últimos da classificação, vencendo o primeiro com dificuldades e empatando com o segundo.

Houve loas às actuações das duas equipas visitantes e, porque os azuis lograram o pontito da ordem, o treinador Carlos Pereira mereceu algum destaque por tal honraria. Passou-se por cima das realidades evidentes dos “autocarros” defensivos de ambas. Esgrime-se com as “armas diferentes” que têm quem visita o Dragão, equipas de “outros objectivos e meios desproporcionados”, etc. e tal.

A Naval acabou de fazer sofrer o Benfica na Luz e até só foi vergada por um golo de bola parada por livre de falta inexistente. Também se procurou esquecer isso, apagando-se todas as imagens do lance da alegada falta que não existiu, como dantes os soviéticos apagavam das fotografias as pessoas indesejadas (e até perseguidas) pelo regime estalinista.

Desta vez não houve penáltis reclamados na Luz, a não ser um da Naval que até daria expulsão de Maxi Pereira com segundo amarelo antes do intervalo. Mas como o 1-0 final deu justiça a quem mais procurou a vitória, lá se concluiu o ditado futebolês do escrever-se direito por linhas tortas, ainda que estas não tenham sido devidamente denunciadas como seria da mais elementar justiça e equidade de tratamento devidas a todas as equipas e que todos os lances merecem alvo de tratamento equidistante e correcto à luz das Leis do Jogo.

Mas, além de sonegar a ilegalidade da vitória “tout court”, já se aludiu ao “autocarro” navalista. Que existiu e até o Inácio admitiu ter ficado preso no tráfico do futebol encarnado.

Mas não pode haver duas leituras consoante os clubes em causa, nem livres em barda para uns e recusados a outros.

Porque apesar de o merecer, mesmo com fraco jogo colectivo e apenas na 2ª parte com alguma ambição e crença, o FC Porto também merecia ter ganho ao Belenenses e até teve um golo mal anulado a Farias que, como era a seu favor, não mereceu o destaque que lhe estaria reservado se fosse em seu benefício um lance pretensamente ilegal – como o 3-1 de Farias à Académica na semana anterior em jogada de fora-de-jogo no limite e que deve ser ignorado em favor do atacante como aconselham as regras.

E escrever direito por linhas tortas é lembrar outro adágio popular de a pimenta no cu dos outros ser refresco.

Crónica semanal do blog Portistas de Bancada para o Futebol "O desporto rei"


O Portistas de bancada contribui com uma crónica semanal no Futebol: Desporto-rei, a convite deste. A parceria destes blogs tem montra à 5ª feira. Quem quiser ler, clique no título acima.

12 Novembro 2009

Palavras para quê?

Por Zé Luís








Outra vez a Taça da Liga. Uma Taça. Uma Liga. Duas faces da mesma (má) moeda.

Taça da Liga
Portimonense apurado por média de idades
12.11.2009 - 19:48 PÚBLICO

Em hora de desespero para tentar a vitória, os treinadores colocam avançados para marcar golos. Mas no Portimonense-Académica, no Estádio Municipal de Portimão, a contar para a segunda fase da Taça da Liga, o que Litos, o treinador dos algarvios, fez foi colocar em campo o guarda-redes suplente Fábio Sapateiro a dois minutos do fim. E os regulamentos da Taça da Liga fizeram o resto.
O Portimonense segue em frente porque a média de idades dos jogadores que utilizou nesta fase da competição é inferior à dos seus adversários do grupo A, Beira-Mar e Académica, cujos jogos acabaram todos em empates sem golos.Segundo o previsto no artigo 7.º, número 3, 3.º, do Anexo III dos regulamentos de Competições da Liga, a “média etária mais baixa de jogadores utilizados durante a respectiva fase” (este artigo é válido para a segunda e terceira fases da competição), é o derradeiro critério de desempate e aquele que se aplica neste caso em que todas as equipas somaram dois pontos e não marcaram qualquer golo.Com a entrada de Fábio Sapateiro (19 anos) em campo para o lugar do veterano Pedro Silva (35 anos), o Portimonense terminou esta fase da Taça da Liga com uma média de idades, segundo o site oficial da Liga nos jogadores utilizados de 24,556 anos, mais baixa que Académica (24,682 anos) e Beira-Mar (25,474 anos). Académica contestaA Académica contesta as contas da Liga, apresentando números diferentes na questão da média de idades e reclama o apuramento para a fase seguinte da prova. Segundo um texto publicado no site da formação de Coimbra, é a Académica quem tem a média de idades mais baixa (24,714 anos) do grupo. Nas contas da Académica, as médias de Portimonense (24,857) e Beira-Mar (25,643) também diferem das da Liga. "Se a Académica não for considerada vencedora do Grupo A, encaminhará o processo para o seu Departamento Jurídico, para que sejam tomadas as devidas providências", avisa a Académica no seu site.Para o técnico da Académica, André Villas Boas, o critério da Liga “não é explicito”, enquanto Litos, treinador da formação de Portimão, assumiu ter aproveitado essa parte do regulamento para conseguir a qualificação. Foi um final polémico para um jogo que havia sido ontem interrompido aos 51 minutos devido a uma falta de luz e que acabou por ser retomado apenas hoje.


Bom, eu já tinha olhado para os resultados e antevia problemas em face de possíveis desfechos nos últimos jogos da 2ª fase.

Em Janeiro vamos ver o que dará a fase em que entram os primeiros da I Liga.



Lembram-se do ano passado, os regulamentos, o "goal-average" que era "goal-difference" e tal?


É a mesma porcaria. Nesta e noutras coisas.



O que de bom fez esta Direcção da Liga para além de se deixar enredar nas teias mafiosas da maquinação escabrosa do Apito Dourado que queria ser a sua bandeira de afirmação e começou a marcar o início do fim do seu descrédito ao pretender favorecer o clube do regime?



Nem é preciso lembrar quem e como venceu a última edição da Taça da Liga.



Convém recordar desde o início o clube que ameaçou não participar (se não avançasse o pífio Apito Final, para extrapolar vantagens indevidas nas provas europeias) e logo beneficiou daquele famoso penálti de cabeça na Roubalheira...

A verdade é como o azeite.

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