10 Março 2010
09 Março 2010
Que maneira humilhante de dizer adeus
Por MenphisSubstituições: Nuno André Coelho por Rodríguez (46m), Rúben Micael por Guarín (75m) e Varela por Mariano González (75m)
Mais uma vez, o FCPorto repetiu o filme de à uns anos atrás, foi vergado frente ao Arsenal com uma derrota pesada, uma enorme humilhação que nos envergonha a todos. Mas, sobretudo, deveria envergonhar mais a quem vestiu, nesta partida, uma camisola de um clube com um historial europeu que não merecia que manchasse com esta humilhação que vai custar a esquecer.

O FCPorto não pode continuar a ser a equipa que, ultimamente, tem sido, não poderá continuar a ter falta de atitude, a demonstrar desmotivação, fraqueza psicológica, uma apatia generalizada, e injustificada, que tolda a equipa de dar o seu melhor, oferecendo de barato as vitórias aos seus adversários.
Numa altura onde não se poderá agir com cabeça quente, penso que será necessário reflectir seriamente sobre as últimas exibições e sobre a falta de atitude, tomando as necessárias medidas para que o nosso Porto não se torne num clube onde as derrotas sejam aceites conformadamente, como se está a tornar perigosamente. Uma renovação de ares, de gente, de ambição é urgentemente necessária nesta equipa, e deverá ser o próximo grande desafio da equipa directiva para os dias mais próximos.
É o fim de ciclo para muitos, começando logo pelo seu treinador. O FCPorto não é isto o que tem sido até ao momento, este não é o FCPorto que aprendi a amar, nem este é o FCPorto que a Europa aprendeu a respeitar, devolvam depressa a alma vencedora a este clube porque já não se aguenta mais tanta mediocridade.
O jogo até nem começaria mal, a equipa de Jesualdo Ferreira, com a surpresa de Nuno André Coelho na equipa inicial entrou muito bem e pressionante mas apenas duraria um minuto e meio, o Arsenal agigantou-se tomando logo conta do domínio da partida. A equipa portista repetiu todos os erros que tem vindo a fazer, se contra o Olhanense esses erros custam, então contra equipas como o Arsenal, com jogadores experientes e de qualidade, pagam-se muito mais caro. E pagou-se com uma humilhação histórica. A equipa de Londres foi um autêntico rolo compressor empurrando os portistas para a defesa, com Nuno André Coelho perdido dando origem a um meio campo confuso, e com uma defesa apática, deixando jogar os ingleses à-vontade, o Arsenal aproveitou para ganhar facilmente vantagem na eliminatória.
Foram dois golos completamente oferecidos pela defesa portista, com todos a preferirem ver jogar, no primeiro golo, o meio parecia uma avenida com uma passadeira estendida para os jogadores do Arsenal, passados uns minutos, Fucile oferece a bola aos jogadores do Arsenal que aproveitam para passearem na defesa portista com facilidade e ga
nhar vantagem maior na eliminatória.Na segunda parte, Jesualdo tirou Nuno André Coelho para dar lugar a Rodriguez, e o FCPorto melhorou um pouco, conseguiu conquistar o domínio no meio campo, e impôs respeito ao Arsenal, ao ponto de Arsene Wenger ter mexido na sua equipa, ele sentia que o FCPorto estava a crescer no jogo e acreditar que poderia reentrar na discussão da eliminatória.
O FCPorto ainda teve uma enorme oportunidade de golo, num lance de bola parada, mas foi sol de pouca dura, o Arsenal, depois da tal substituição feita, novamente conseguiu o domínio da partida, não sendo com surpresa que Nasri consegue um golo, com a tal facilidade já, por demais, vista, no meio de 3 jogadores que apenas se limitavam a olhar para o que ele fazia.
A partir daí, era só uma questão de tempo, o Arsenal não parou e marcou o quarto golo, num lance que tem origem num canto do FCPorto e onde deixaram o Arsenal contra-atacar facilmente. Até ao fim, era só uma questão de deixar passar o tempo, assistindo impávidos e serenos, esperando que o Arsenal não tentasse acelerar, mas já mesmo no final da partida, Fucile numa altura onde o discernimento já não era o melhor, aproveita para fazer uma grande penalidade, tendo o Arsenal concretizado, dando a estocada final numa humilhação que não se deverá esquecer tão cedo.
O FCPorto despede-se da maneira mais inglória da Champions League, e onde não deverá regressar na próxima época, ainda tem mais duas competições para vencer, mas o mais importante neste momento, o maior desafio de todos será reencontrar a alma vencedora deste clube porque ainda temos duas competições a vencer.
Se não for nesta época, então, começa-se a lançar, rapidamente, bases para que o futuro seja muito melhor do que este presente. Porque este Porto não mais poderá continuar.
PS: Foram 3 anos e tal a colaborar com este blog, hoje é o meu fim de linha. Também é uma despedida inglória por ter sido neste dia tão triste para todos os Portistas, mas era um desiderato que estava combinado à algum tempo entre todos, sendo uma coincidência infeliz. Primeiro de tudo, um muito obrigado ao Zirtaev e ao Zé Luís por terem depositado toda a sua confiança em mim, esperando que, dentro das minhas possibilidades não vos ter desiludido. Depois pedir desculpa se caso isso tivesse, em qualquer altura, acontecido. Por fim, partilhar um enorme abraço a todos os outros ex-colaboradores do blog e, claro, aos leitores, dizendo que foi um enorme prazer. Por último uma mensagem para todos: não são estas derrotas que nos vão abater, podemos ficar abalados, mas quando nos conseguirmos reerguer, estaremos ainda mais fortes, por isso não podemos deixar de dar o nosso apoio, deixar de ser os verdadeiros portistas de bancada . VIVA O FCPORTO SEMPRE.
Etiquetas: Crónicas de jogos, Liga dos Campeões, Sopro de Dragão
Que Dragão podemos esperar ?
Por Menphis
Mas a estrutura da equipa e a forma como encara os adversários não vai mudar muito.É um jogo que se disputa por diferença de golos e que temos de disputar durante 90 ou 120 minutos. Temos confiança no que somos capazes de fazer.
Com o nosso espírito e com o espírito do Arsenal, será um jogo dividido. Esperamos um Arsenal forte e será um jogo definido por detalhes.
A equipa do Arsenal é muito rica e nós também temos detalhes fortes. Temos consciência da qualidade do adversário, sabemos que é difícil jogar aqui, mas sabemos que temos armas para jogar aqui. Nestes jogos a eliminar há também que ter tacticamente um conjunto de adaptações aos regulamentos da prova.
A nossa posição é clara. Vamos discutir este jogo, pois só assim podemos discutir o resultado. Por essa razão, temos de encarar este desafio como se fosse um novo, com um resultado importante que é a passagem. No ano passado estivemos nos quartos-de-final e o objectivo é repetir este ano. Vamos lutar até aos limites para o conseguir. O FC Porto tem vindo a ser alterado ao longo dos anos. O que se pretende no futebol actual é que se consiga chegar onde se quer com essas mudanças. Esse FC Porto «à Porto» já surgiu em muitas ocasiões e espero que surja novamente amanhã. Mas muito mais do que lutar, também é preciso jogar. - Jesualdo Ferreira
O jogo contra o Arsenal acaba por ter uma importância ainda maior, fruto de todas as adversidades que o FCPorto tem vindo a encontrar nas últimas semanas, só uma equipa completamente alheada desses problemas, juntando uma enorme dose de coragem, é que os portistas podem imaginar em ultrapassar esta eliminatória.
ARSENAL - FCPORTO
Emiratus Stadium
19:45 Horas,RTP1
Árbitro: Frank De Bleeckere ( Bélgica)
Etiquetas: Crónicas de jogos, Sopro de Dragão
08 Março 2010
Eu não vou aumentar impostos, nem criar dívidas, só emitir títulos...
Por Zé Luís
Benfica-SAD aprova empréstimo obrigacionista de 40 milhões de euros
(para pagar o outro que emitiu em Março de 2007 de 20ME...
... nem chuva no nabal
Nem sei se haverá título. A crise continua. Promessas para a rua.
(da actividade política por estes dias).
Steward Day, profissão com futuro
Por Zé Luís
07 Março 2010
Já terminou mesmo?...
Por Zé Luís
O certame em cartaz terminou este fim-de-semana. Mas, no Dragão, não se sabe se o terror continua.
Jesualdo reconhece que a equipa está cansada. Nota-se. E garante que vai arrebitar. Vamos ver. Ao contrário da época passada, em que fez 52 jogos oficiais, o FC Porto mal passou dos 40. Os principais rivais, à excepção do Braga, contam mais. Fraqueja mais o Sporting, cambaleia o Benfica mas tem-se aguentado bem. O FC Porto é que costuma exibir mais estofo e demonstra pernas e pulmão nesta fase da época. Em vão, desta vez. E tem de haver explicações, para além das lesões, castigos e jogadores fracos na hora de se justificarem como reforços. Deste modo, como pode Miguel Lopes comprovar que merece mais do que jogar no Rio Ave? E porque não evolui Tomás Costa a quem até o presidente, precipitado e extemporâneo, augurou ser um "reforço" de Inverno?
Não é compreensível uma quebra tão abrupta de um momento para o outro. Da mesma forma, não se vislumbra como se vai recuperar fisicamente da noite para o dia. Mas enquanto os do costume insistem na saída de Jesualdo que tem ganho muito com um bólide em trepidação constante por alteração das peças da engrenagem, o facto de aqui levantar questões sobre algum do trabalho pressupõe um respeito que o treinador merece. Ninguém acima das críticas, mas há tempo e especialmente modos para tudo e aqui não cabe a ingratidão. De resto, é cedo para balanços, ainda que o andar do que é agora uma carruagem não seja muito animador.
Além das pernas, falta motivação, o que é ainda mais inaudito no tetracampeão e que podia aproveitar deslizes alheios, como o do Braga, mas os adversários comprazem-se com os pontos perdidos pelo FC Porto. A Champions não ficou mais longe, pela via do 2º lugar, o tempo é que está mais curto com uma jornada a menos.
Passar o Arsenal pode dar um ânimo e levantar as pernas que têm andado pesadas, porque há duas taças para ganhar, uma Europa para convencer e um lugar de Champions para resgatar.
Aí, sim, seria Fantástico Porto. Findo o cinema, retomando o futebol. Não se vai lá com profissão de fé, é preciso mais convicção para retomar o caminho das vitórias. E honrar os títulos recentes, um estatuto ímpar e a perseverança de lutar até ao fim como tem sido hábito, à falta de acabar no primeiro lugar mas nunca cedendo antes de o filme acabar.
Quem não desiste e merece os parabéns é a claque (só se nota uma, a outra continua distante num canto superior do estádio, estrategica e logisticamente distante da zona de pressão junto à linha ou à baliza, e apesar de muito menos notam-se muito mais as ausências nos seus apaniguados), apoiou do princípio ao fim e desdiz os que, mais comodamente, só se lembram dela para dizer mal, como muitos aparecem só nas horas más e dizem-se grandes adeptos, como por aqui teimam alguns em aparecer. Os outros, ouvi-os propagandear que "a minha cadeira está à venda". Às pipocas, desta vez, estes juntaram mulheres e criancinhas à borla, o que inibeos adultos de protestar, bem comportados, e relega para as piadinhas fáceis com argumentos de ocasião. É o que há.
em tempo - Vivemos quatro anos de conquistas. Não do passado, desse tempo há muitas mais, mas actuais. Quem passou o tempo a invejar os títulos portistas ainda nada ganhou e esquece que o 2-2 com o Olhanense faz lembrar o 2-2 de há menos de um ano do Trofense na Luz, onde também ganharam Guimarães e Académica, esta por duas vezes (3-0 e 1-0) em épocas consecutivas. A glória é efémera, no futebol, mas nuns perdura mais do que noutros e, nestes, uma campanha ocasional não pode disfarçar as decepções costumeiras. Como não dar crédito a quem incorre num ano mau como excepção a épocas tão boas?
06 Março 2010
Empate não esconde exibição paupérrima
Por MenphisMarcadores:Falcao ( 81´) e Guarin ( 94´): Djalmir ( 13´e 16´)
Equipa: Helton; Miguel Lopes, Maicon, Bruno Alves e Alvaro Pereira; Tomás Costa, Ruben Micael e Belluschi; Mariano, Falcao e Rodriguez
Substituições: Tomás Costa por Varela (39m), Miguel Lopes por Valeri (64m) e Ruben Micael por Guarín (78m)
Com destaque para o capitão, uma figura que, neste clube e noutros tempos, sempre foi o último a abandonar o barco e o primeiro da dar o peito às balas, ora Bruno Alves nunca foi ao árbitro protestar pelas suas decisões, até pela decisão de ter levado um cartão amarelo num lance onde ele próprio é carregado, sendo a imagem de quase toda uma equipa que não tem forças para erguer a cabeça e para lutar contra as adversidades que os jogos lhes colocam, além de ter tido sempre uma atitude demasiada passiva com os seus colegas.
A equipa técnica, conjuntamente com a direcção, algo terá que fazer porque, apesar do campeonato estar completamente perdido, o FCPorto ainda está envolvido em 3 competições e ainda está a tempo de ter uma época aceitável, sendo necessário evitar o descalabro e acabar o resto do campeonato que falta com dignidade.
O golo de empate, marcado por Guarin, aos 94 minutos não apaga a paupérrima exibição, mais uma num espaço de uma semana, e naquilo que o FCPorto não fez durante toda a partida.
Apesar de ter começado com uma oportunidade de golo falhado por Falcao, quando o FCPorto se apercebeu já tinham dois golos de desvantagem, a partir daí a equipa sentiu-se completamente perdida em campo, a bola queimava nos pés de alguns jogadores e a equipa também começava a desperdiçar alguns golos.
Na segunda parte, a imagem dada pela equipa foi a mesma, passes completamente disparatados, jogadores que não eram agressivos, o Olhanense limitava-se a defender mas não era necessário correr muito, a equipa portista não punha velocidade nas suas acções ofensivas, por isso os homens de Olhão limitavam-se a tapar os caminhos da sua baliza sem necessário andar atrás da bola.
O FCPorto consegue nos últimos 10 minutos, dois golos fruto da insistência dos seus jogadores, Falcao mais uma vez demonstrou que é das contratações mais certeiras desta época, o colombiano até quase na defesa veio recuperar bolas, mas apesar dessa recuperação não se pode esconder o mau momento que a equipa continua a estar.
Agora segue-se o Arsenal, com esta atitude e motivação perdedora o FCPorto não vai a lado nenhum, por isso é necessário que isto mude, e o mais depressa possível porque a honra e o nome europeu do FCPorto vale mais do aquilo que nos últimos dois jogos a equipa mostrou.
Etiquetas: Crónicas de jogos, Sopro de Dragão
Vencer para amenizar derrota amarga
Por Menphis«Foi apenas uma derrota [referindo-se ao jogo frente ao Sportin
g], nada mais do que isso. No dia seguinte, já estávamos a pensar positivo e a trabalhar forte.Para nós, o campeonato não termina amanhã. Ainda temos 27 pontos para disputar e vamos continuar a trabalhar. Essa é sempre a melhor resposta.
A percentagem que temos, neste momento, de obter sucesso é a mesma que tínhamos no início da época: cem por cento. É como ver um filme: não saímos 10 minutos antes dele terminar. No campeonato, é igual: vamos trabalhar até ao fim.
Nem todos os que participam no campeonato podem sentir a alegria que eu particularmente sinto, por ter sido Campeão nestes últimos quatro anos. Sabemos que não somos invencíveis, mas, repito, o campeonato ainda não acabou. Estamos a trabalhar para conseguirmos ocupar o lugar que nos é habitual.
A nossa expectativa para o jogo frente à Olhanense é a de poder fazer um bom trabalho e lograr os três pontos.
O futebol é mesmo assim [referindo-se ao jogo em Alvalade]: há dias em que, mesmo não fazendo o que é correcto, os resultados são favoráveis, e outros em que, mesmo procurando ao máximo fazer o que está correcto, as coisas não saem bem. Foi um dia mau, pois não conseguimos o nosso objectivo maior, mas também há que realçar a atitude do adversário, que esteve bem. Nas poucas oportunidades de que dispôs, conseguiu concluir.
Desde que comecei a trabalhar com o Ventura, sempre o elogiei e acho que ainda tem muito para dar ao futebol português. Duelo não é a palavra mais correcta; chamar-lhe-ia mais um reencontro. Independentemente de quem vá jogar, é sempre bom rever os bons amigos.
Agora que o sonho do Penta está quase arredado, os objectivos portistas para o resto da época terão de ser terminar o campeonato com dignidade de campeão, além de tentar conseguir ir o mais longe nas outras competições em que está inserido.
Com o pensamento na partida frente ao Arsenal, Jesualdo Ferreira optou por fazer descansar alguns jogadores mais utilizados, o maior destaque acaba por ser a chamada de Sérgio Oliveira, um júnior que demonstrou ser uma opção mais válida do que outros jogadores seniores, coragem precisa-se para que, particularmente, este jovem seja lançado na equipa principal.
Contra a partida, frente ao Olhanense, num dia onde o estádio estará mais bonito do que nunca pela presença de muitas mulheres (a propósito, vou levar ao Estádio uma menina de 7 anos, porque raio ela tem de pagar e mulheres acima dos 16 anos já não?), espera-se uma vitória e uma imagem diferente daquela que o FCPorto se apresentou em Alvalade.
Por último, regista-se positivamente as horas em que esta partida se irá realizar, pena que o tempo não seja o melhor, mas já tinha imensas saudades em assistir ao vivo a uma partida ás 17 horas.
FCPORTO - OLHANENSE
Estádio do Dragão
17 horas, Sportv
Árbitro: Cosme Machado ( AF Braga)

Etiquetas: Antevisões de jogos, Campeonato, Sopro de Dragão
04 Março 2010
Professor volta a arrasar o assistente de Direito em Coimbra
Por Zé LuísOpinião
"Sapunarulk", elegia pela justiça e proporcionalidade perdidas
03 Março 2010
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