Bruno Alves dá (outra vez) esperança
Por Zé Luís
Decisivo como na Albânia, central portista dá vantagem a Portugal para a segunda mão do play-off com a Bósnia
Decisivo como na Albânia, central portista dá vantagem a Portugal para a segunda mão do play-off com a BósniaCristiano Ronaldo versus Anderson - e não tem nada a ver com o Manchester United
A lesão de CR9 fez chegar à varanda os vários Miguel de Vasconcellos, particularmente em Lisboa, rendidos aos encantos espanhóis e às razões do Real Madrid, com a FPF com toda a legalidade do seu lado na questão médica cumprida devidamente esta semana.
É claro que eu não fui ingénuo a pensar que a origem da lesão de CR9, no Madrid-Marselha, poderia motivar outro tipo de discussão.
Revendo as imagens da lesão do português num jogo estrangeiro, ainda há quem lembre algo de muuuiiito similar ocorrido a Anderson num Porto-Benfica. Esqueçam que, neste caso, o árbitro foi o famigerado SLB (Senhor Lucílio Baptista), o que não é despiciendo mas no caso revela-se menos relevante. Recordem o que se disse então e o que se disse depois com Ronaldo.
Não prometo que o vencedor, com todos os items elencados, vá ao Mundial com a selecção em caso de eliminar a Bósnia. Mas que ficará reconhecido neste blog, isso é uma garantia.
Let's look at the trailers:
É sintomático ver a percepção dos adeptos portugueses quanto ao jogo jogado e a valia técnica e táctica das partidas de futebol pelas apreciações dos respectivos adversários e destes nos confrontos com equipas rivais o que se passou estas semanas. Nada de novo, mas é só para lembrar que a idiosincrasia do Zé da bola é imorredoira.
O FC Porto fez dois jogos em casa com Académica e Belenenses, por sinal os últimos da classificação, vencendo o primeiro com dificuldades e empatando com o segundo.
Houve loas às actuações das duas equipas visitantes e, porque os azuis lograram o pontito da ordem, o treinador Carlos Pereira mereceu algum destaque por tal honraria. Passou-se por cima das realidades evidentes dos “autocarros” defensivos de ambas. Esgrime-se com as “armas diferentes” que têm quem visita o Dragão, equipas de “outros objectivos e meios desproporcionados”, etc. e tal.
A Naval acabou de fazer sofrer o Benfica na Luz e até só foi vergada por um golo de bola parada por livre de falta inexistente. Também se procurou esquecer isso, apagando-se todas as imagens do lance da alegada falta que não existiu, como dantes os soviéticos apagavam das fotografias as pessoas indesejadas (e até perseguidas) pelo regime estalinista.
Desta vez não houve penáltis reclamados na Luz, a não ser um da Naval que até daria expulsão de Maxi Pereira com segundo amarelo antes do intervalo. Mas como o 1-0 final deu justiça a quem mais procurou a vitória, lá se concluiu o ditado futebolês do escrever-se direito por linhas tortas, ainda que estas não tenham sido devidamente denunciadas como seria da mais elementar justiça e equidade de tratamento devidas a todas as equipas e que todos os lances merecem alvo de tratamento equidistante e correcto à luz das Leis do Jogo.
Mas, além de sonegar a ilegalidade da vitória “tout court”, já se aludiu ao “autocarro” navalista. Que existiu e até o Inácio admitiu ter ficado preso no tráfico do futebol encarnado.
Mas não pode haver duas leituras consoante os clubes em causa, nem livres em barda para uns e recusados a outros.
Porque apesar de o merecer, mesmo com fraco jogo colectivo e apenas na 2ª parte com alguma ambição e crença, o FC Porto também merecia ter ganho ao Belenenses e até teve um golo mal anulado a Farias que, como era a seu favor, não mereceu o destaque que lhe estaria reservado se fosse em seu benefício um lance pretensamente ilegal – como o 3-1 de Farias à Académica na semana anterior em jogada de fora-de-jogo no limite e que deve ser ignorado em favor do atacante como aconselham as regras.
E escrever direito por linhas tortas é lembrar outro adágio popular de a pimenta no cu dos outros ser refresco.
Crónica semanal do blog Portistas de Bancada para o Futebol "O desporto rei"
O Portistas de bancada contribui com uma crónica semanal no Futebol: Desporto-rei, a convite deste. A parceria destes blogs tem montra à 5ª feira. Quem quiser ler, clique no título acima.


Etiquetas: Taça da Liga

Etiquetas: Crónicas do Zé Luís


Etiquetas: Crónicas do Zé Luís

, o golo do Marítimo surge porque Rolando corta de forma deficiente e introduz a bola na própria baliza. Existem dias que parecem que atraímos o mal para nós.Etiquetas: Campeonato, Crónicas de jogos, Sopro de Dragão
ste jogo.
Etiquetas: Antevisões de jogos, Campeonato
O FC Porto apurou-se de novo para a segunda fase da Champions. Quatro vezes em quatro anos de Jesualdo. Pode não parecer novidade, mas uma taxa de sucesso desta grandeza não deve ser menosprezada. Por muito menos, por exemplo, Paulo Bento foi incensado na época passada. Seria mais novidade, era a primeira vez do Sporting, mas a desproporção das proezas é tão gritante quanto sintomática é a razão de, invejando os êxitos dos dragões, a generalidade da Imprensa e a TV não fazerem parangonas com os repetidos triunfos portistas. Dizem que é o mercado. E esta é, aliás, uma prova de dinheiro, um reflexo do pouco que com sucesso Portugal tem vendido ao estrangeiro e a confirmação de ser o FC Porto o grande embaixador de Portugal no mundo da bola.
Estranho de um sentimento sibilino de rancor e desprezo a que votam estas coisas é, em contraponto, a valorização de factores económicos amiúde transportados para o futebol. Ou pelos 81 milhões de euros de orçamento do futebol portista para a próxima época ou pelos 700 mil euros pagos a Pinto da Costa, como administrador, no ano fiscal findo.
Nesse desfocar dos pontos essenciais, fazendo uma mixórdia de interesses com factos irrelevantes se não forem contextualizados, a Imprensa de sarjeta entretém-se a divertir o povo com pão e circo.
Podia evocar milhentos exemplos de imbecilidade informativa e incapacidade argumentativa de quem empola certos aspectos da vida dos clubes. Porque há sempre, depois de cada fluxo, um refluxo, há uma onda a seguir a outra e sempre há mais marés que marinheiros.
É que agora já se sabe, por exemplo, que o futebol do Sporting não custa só 20 milhões de euros, como se faz crer há muitos anos. O último R&C revelou que os leões gastaram 56 milhões na época passada, o que não pressupõe, afinal, terem os leões metade do dinheiro que o FC Porto tem para gastar – a publicidade que andou a ser propagandeada para a vitimização do calimero.
E acaba de saber-se que os prejuízos do Benfica rivalizam em gravidade e descontrolo os do Sporting, com números revelados esta semana mas, estranhamente ou talvez não, pouco divulgados na Imprensa Desportiva (20 linhas apenas no Record, apesar de merecer um editorial de 40 linhas) ou ignorados nas tv’s do regime: apenas a TVI deu destaque à coisa e só para falar de números, não para falar das consequências e até das mentiras e preconceitos antes propalados. Se foram pouco divulgados, a dimensão da tragédia a que alegremente os benfiquistas dão desconto conquanto ganhem um campeonato seja de que maneira for e a fazer (sempre) as coisas por outro lado, foi porque, previamente, os responsáveis benfiquistas anestesiaram os analistas presentes, sem cérebro nem escola ou formação, com tretas para amortecer o impacto da coisa tremenda.
Já nem é tanto que Pinto da Costa, afinal, ganhe sozinho mais do que os três administradores da Benfica, SAD juntos e, por si mesmo, o triplo de Rui Costa (236 555 euros) endeusado como “gestor” quando é mais referenciado por questiúnculas com túneis e comportamentos inadequados vários. Mas dizer que vão passar o estádio para a SAD, como se artificialmente o seu valor possa amenizar os prejuízos sendo que os sócios e o clube vão ficar mais pobres em nome da sociedade de accionistas, é mais um motivo para Portugal se rir do nível de gestores que tem e de cuja competência duvidamos, mesmo sem grandes conhecimentos técnicos, na sociedade civil e na gestão das coisas do Estado. Mais vale continuarem a propagar a ideia de que basta vender dois ou três jogadores – que ninguém compra – para isto ir ao sítio para alimentarem a chama imensa que os cega. E a Luz não ir abaixo.
Isto tudo, por fim, depois de há um ano o responsável pela área financeira do Benfica ter minimizado a importância das receitas da Champions. Basta vender (mais) “um ou dois activos” para compensar, dizia Domingos Soares Oliveira. Precisamente há um ano, face a um endividamento superior do FC Porto, comentava-se sobre a saúde financeiras das três grandes SAD, da parte dos benfiquistas e com LFV à cabeça, a dizer que não interessa títulos mas sim equilíbrio financeiro, como se a gestão de uma equipa de futebol dispensasse êxitos desportivos.
A FC Porto, Futebol SAD sempre foi, não obstante muita calúnia e tanta desinformação vertida até por altos responsáveis editoriais em entrevistas televisivas, a melhor das três. Podia ser melhor? Podia; mas para alimentar uma bacoca opinião que se publica, não seria a mesma coisa.