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13 setembro 2011

Bomba de Hulk e Baile de James na Patuscada de Helton

Porque gosto de saber e não me incomoda rever, analisar e reavaliar, continuo sem perceber o que aconteceu naquele golo anulado (pareceu-me que bem, mas não tenho certezas e gostava de ter algumas...) aos ucranianos. Não revi imagens, a repetição não aconteceu durante ou no final do jogo, já li crónicas de jornais e lances avaliados na tv, mas esse mistério permanece. Não acho que Lucescu tenha razão quanto ao árbitro, nem acho justas as críticas que em geral lhe foram dirigidas, especialmente na bluegosfera. Não se queixem se este episódio, de somenos mas com importância ética e informativa relevantes, se parecer com aquilo que muitos criticam quando as tv's e os jornais encobrem lances em jogos de Benfica e Sporting. À excepção da minha dúvida deixada num parágrafo aí em baixo a esse respeito, não vi imagem alguma e muito menos li sequer a descrição, quanto mais a explicação para a decisão do árbitro, desse lance. Continua a falta-me informação, sem prejuízo de nada alterar quanto ao jogo e todas as outras incidências das quais dou conta. Mas isso sou eu que sou esquisito e irrequieto, seja nesta ou noutras situações mas em que casos como este me dão sempre força moral para criticar sempre e não só quando me dá jeito, enquanto uns criticam aqui e calam ali, habituados ou amistosos com esse tipo de informação. Isto para não falar de certas avaliações como a única, no Rascord, de um imbecil iluminado e único a falar de "brilhantismo" portista (são mais papistas que o Papa, que até nem aprecia lambe-cús) que francamente mais ninguém viu, nem em jornais nem nos blogues. - actualizado às 15.30h de 14/9/2011.

E, ainda, http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=287253 - como eu percebo a dificuldade de Kléber, há quem entender esses problemas e ajudá-lo a "crescer", mas não pela via do "estamos servidos"...




O FC Porto lá ganhou, com muita dificuldade e pouco esclarecimento apesar de merecidamente, vergando o Shakhtar mas ficando a dever a si próprio outro "conforto a respirar" num grupo que muitos avaliaram como fácil mas que se confirma poder causar problemas e deixar dúvidas a todos. Até porque o APOEL também deu a volta ao 0-1 e venceu 2-1 o Zenit e tudo pode voltar à primeira forma se na ronda seguinte, no fim do mês, prevalecer o factor - só o Marselha, graças a Lucho Gonzalez, ganhou fora e nem o Barça logrou segurar o 2-1 em casa ante o Milan deixando-se empatar no fim.


Obtido o mais importante, importa, agora, respirar fundo, sabendo que tudo pode ficar complicado em caso de derrota em Sampetersburgo ou dar o passo de gigante se os dragões triunfarem no Petrovsky. Os russos, que perderam também Bruno Alves por duplo amarelo, terão de jogar já tudo com o FC Porto e ou se assumem como candidatos ou perdem de vez as hipóteses de qualificação, até porque depois vão a Donetsk.


FC Porto e Shakhtar são os favoritos no grupo, mas os campeões nacionais deveriam ter assegurado, hoje, um triunfo importante e melhorado o saldo de golos. Faltou mais contundência na área, quando ela abundou nos disparos de Hulk e nas investidas de James mas de longe, os destaques de um jogo que não é fácil descrever desapaixonadamente. E acabamos o dia, inesperadamente, sem nos destacarmos na classificação, quando tudo parecia deixar o FC Porto confortável logo à 1ª ronda.


Um frango de Helton parecia complicar mais a vida aos dragões, depois de Hulk falhar o seu primeiro penálti no FC Porto. Depressa emendou a mão, com um pontapé tremendo mas que não deixa de constituir, também, um frango de Rybka, pois não só formou barreira curta como, tendo pelo menos aberto o ângulo para ver Hulk disparar, lançou-se tarde e foi a morte do artista para deter aquele míssil do Incrível.


Pode dar a ilusão, por três bolas nos ferros no total, de domínio esmagador portista. Mas ainda com 0-1 e Eduardo da Silva marcou um golo que não percebi se foi anulado por fora-de-jogo, que me pareceu, ou mão de Luiz Adriano, que viu amarelo por protestos.


Mas o FC Porto passou a jogar contra 10, por expulsão acertada de Rakhytskyi com entrada de pitões à canela de João Moutinho. E acabaria a jogar contra 9, por outra entrada violenta de Chygrynskyi sobre Djalma. E não fosse o génio de James, que tanto tentou marcar mas pecou na finalização desastrada, e o FC Porto lamentaria uma noite de desperdício ofensivo, pouco esclarecido e nada efectivo, sendo fácil a Kléber empurrar para a baliza deserta que o colombiano lhe escancarou escandalosamente de forma tão formidável em finta e cruzamento mortal da esquerda.


Porque, na verdade, salvo um ou outro tiro de Hulk, o FC Porto não criou grandes oportunidades e não aproveitou a superioridade numérica. Rybka defendeu só um remate de James, desmarcado por Belluschi. Contra um opositor fechado com a expulsão da 1ª parte, retirado Eduardo do apoio a Luiz Adriano para Kucher fechar a zona central do expulso Rakhystskyi, o FC Porto fez por circular a bola, lateralizou mas fê-lo em demasia porque não foi incisivo nas entradas na área. Também por mérito do Shakhtar que manteve coesão defensiva. Para ser o mini-Barcelona teria de penetrar e abrir espaços na área. E, aí, faltou o "punch" definitivo para dilatar e conseguir uma margem melhor para um eventual desempate final no confronto directo. Inclusive, Luiz Adriano chegou ameaçar empatar, fugindo a Maicon mas atrapalhando-se na hora h ante Helton.


Não gostei muito da forma como o FC Porto não foi impositivo na área de decisão. Até acabou atrapalhado nos remates de Djalma, Varela, Moutinho e James. A vitória não se discute, mas o jogo não foi brilhante e notou-se, mais uma vez, que Kléber, apesar do golo (fácil), é muito pouco, por muito que disfarce e festeje com o treinador que lhe confiou, com um cheque em branco, a posição 9.

Se mérito o FC Porto teve foi mais em não se enervar pelo penálti falhado e o frango de Helton, do que em explorar a superioridade numérica. Até porque controlar o jogo não é o mesmo que dominar, ainda que tenha valido a pena não correr demasiados riscos, nem defensiva nem ofensivamente. Não era contra 9 que fazia falta um ponta-de-lança na área (e saiu Kléber) e não se podia prescindir de Hulk para dilatar o marcador? Compreende-se a gestão, até de esforço físico, do Incrível, porque o FC Porto sentiu o jogo ganho e o Shakhtar mostrava a impotência à espera de um milagre de Luiz Adriano que esteve para acontecer. O 2-1, nestas condições, sendo essencial é apenas suficiente, porque podia ter sido melhor, apesar de se admitir algum nervosismo das estreias e se defrontarem as melhores equipas do grupo. Foi o que o jogo deu e, como dizia um tio meu, é melhor (ganhar) Peru(m) que dois frangos...


Quando vemos o confronto de Kléber com um craque total como Luiz Adriano, que há um ano fez miséria em Braga, não só nos lembramos da falta de Falcao como temos de remoer a falta de uma alternativa a Kléber, encostado Walter, melhor alguém que entrasse para ser titular. A pecha atacante do FC Porto passou por não reconhecer, a equipa, a referência na área, inexistente no 1º tempo e que, na verdade, só James num momento único ajudou a mostrar, porque no jogo nunca se viu a preponderância de um ponta-de-lança adequado a ser servido pelos flanqueadores de categoria que o FC Porto tem - além de um miolo onde, reentrado Fernando e bem, voltou a ser forte e ofensivo só com o tridente Defour-Moutinho-Belluschi, como destaquei na 6ª feira com os sadinos.


Não é a vitória, mesmo com o golo de Kléber que se torna, com Maicon, o jogador mais "discutido" apesar de ter o lugar praticamente resrvado, que fará alterar esta visão do jogo e da equipa, embora o resultado tão importante conseguido decerto fará muita gente dizer que não tem dúvidas e que chamar a atenção para isso é ser do contra - contra o que estou bem a borrifar-me. É certo que as expulsões foram justas, até há mais um penálti (sobre Hulk) por marcar e ele foi derrubado ilegalmente algumas vezes, mas o 11-9 no jogo não permite ter avaliação mais concreta sobre quem ganhará o grupo. Se tudo ficar igual na 2ª jornada com vitórias caseiras, ficará tudo em aberto e parece que, apesar de ter obtido agora a sua 1ª vitória na Champions, já andam esquecidos dos problemas que em 2009-10 o APOEL (derrotas tangenciais com o FC Porto) criou, começando por 0-0 no Calderon e quase vencendo o Atlético de Madrid em Chipre (salvo por um golo de Simão), cipriotas que estiveram até com 1-2 em Chelsea e quase se classificavam para a Liga Europa para a qual, só com 3 empates e margem mínima de vantagem na diferença de golos com os cicpriotas, os colchoneros se apuraram para vencer a prova...


Agora é vencer o Feirense e esperar que o Felix Brych possa apitar o jogo com o Benfica, para punir os caceteiros da Luz como merecem e por cá se habituam a malhar no FC Porto da forma mais grosseira e ostensiva.


CORRECÇÃO: a provar que a minha memória regista muito melhor o que os olhos vêem, merecendo os elogios amiúde por aqui, pois o Hulk não falhou o primeiro penálti pelo FC Porto, já tinha falhado há um ano com o Genk, mas eu não pude ver o jogo e, assim, escapou-me. Fica a rectificação.