Bom jogo do FC Porto na esteira das últimas semanas: equipa solta, às vezes até despreocupada defensivamente a permitir oportunidade aos adversários, denota-se confiança, frescura física na desenvoltura do jogo preferencialmente de bola corrida, muitas ocasiões de golo, o Dragão ficou entusiasmado e o Beira-Mar apresentou-se muito digno e a causar problemas pelo seu atrevimento ofensivo.

Hulk bisou, deu a marcar quase obrigando Janko a não falhar desta vez (depois de mais um par de ocasiões goradas, uma delas de cabeça a três metros da baliza), pressão ofensiva, alegria em campo e em redor, serenidade da equipa de novo no seu registo de força tranquila que pauta os ritmos do jogo e resolve as situações de dificuldade de penetração com circulação ainda que amiúde falhe a recepção ou o último passe. James esteve infeliz no tiro ao alvo muito tentado mas sempre ao lado... Defour de novo a trinco mas Fernando a regressar para ganhar ritmo, idem para Danilo que entrou bem e torna-se importante para as três finais que faltam, Varela também teve minutos.
Foi agradável e calmamente lá vamos rumo ao título. Fundamental vencer na Madeira, no sábado, o que conjugado com uma derrota do Benfica em Vila do Conde daria matematicamente o título em que a equipa está muito focada e faz-nos acreditar que não vacilará. Mas sabemos que o futebol é fértil em surpresas, agora já nem as nomeações secretas dos árbitros trazem dúvidas e continuo na minha de que vamos levar com João Ferreira na Madeira e Duarte Gomes com o Sporting...
PEP DESASTRADO - se a sorte desertou o Barcelona completamente em Londres com o Chelsea, hoje também não esteve com o Barça para se superiorizar ao Madrid. A verdade, porém, é que nunca vi Guardiola cometer tantos erros de ex-ante e até ex-post, apostando em Tello para a esquerda sem o puto arrancar alguma coisa de jeito ao ponto de falhar três ocasiões. Pensei que Pep não queria marcá-lo com uma substituição que seria lógica ao intervalo, mas acabou por tirá-lo, saltando do banco Alexis Sanchez e Fàbregas quando pelo menos um deveria entrar de início. Ao abrir o flanco à esquerda, Pep evitava que Arbeloa tendesse para reforçar o centro da defesa como mais um central, mas Tello acusou demasiado a pressão, tal como Thiago também não deu conta do recado no meio-campo. A verdade é que pela situação física periclitante de Alexis e de Cesc Pep não terá arriscado, mesmo sem alternativas para a frente e entrou quase a perder; o jogo de espera de Mourinho, táctica e estrategicamente irrepreensível, deu que ao erro do 0-1 de canto e pasmaceira defensiva catalã, deu-se uma perda de bola infantil em transição ofensiva que o Madrid, sempre a jogar a pé fixo do fundo do court, aproveitou para, com a sorte dos campeões, marcar logo após o 1-1. Um jogo em que o Barça cometeu erros em quantidade anormal em fase defensiva e na mesma a falhar golos de caras (Xavi teve o 1-1 nos pés por duas vezes mas atirou ao lado) e acusa a falta de alternativas para a frente, com a lesão prolongada de Villa (desde Dzembro) e de Alexis Sanchez que esteve em dúvida. Foi interessante o controlo de danos do árbitro Undiano Mallenco, que não engana ninguém, na esteira do que foi a protecção de toda a época para encaminhar a Liga para Madrid. Veremos se o Barça desmoralizado chega à final de Munique.