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25 abril 2008

The Dark Side of the Force 2/2

De facto, aqueles que têm a responsabilidade de educar têm um papel importantíssimo na sociedade. Devem passar os valores da justiça e imparcialidade. Numa sociedade de pais ausentes e putos histéricos de telemóvel em riste nas salas de aula, as cadeias de televisão assumem um papel importantíssimo na educação da população mais "desacompanhada".

Quem não se recorda desse célebre documentário Anti-Dark Side, contra a figura do Presidente Pinto da Costa quando a sua posição já estava fragilizada no domínio da “justiça do povo”. Foi feita pela RTP. Foi montada ao longo do programa uma imagem de Vilão que perdurasse na memória de todos. Foram mesmo envolvidos portistas a quem não foi certamente explicado por inteiro como seriam utilizadas as suas declarações.

Por estas razões, as da seriedade e profissionalismo, ou outras tão ou mais importantes, em qualquer sociedade ocidental existem códigos deontológicos para as diversas profissões que se assumem como decisivas no normal funcionamento dos regimes democráticos. É assim na engenharia, na medicina, na magistratura, no jornalismo, etc., etc.

Dito isto, e não sendo Portugal um pais de budistas, não precisamos de lutar contra os nossos sentimentos. No entanto não me parece, que tenhamos que ser parciais na nossa análise e que façamos figuras ridículas em directo, seja na rádio, na televisão, ou a escrever em jornais que controlamos, resolvendo esquecer ética e códigos deontológicos que foram feitos para ser utilizados. Não entendo por onde anda o código deontológico dos jornalistas portugueses. Por sinal vieram de outra geração de "desacompanhados", a quem não foi ensinado o valor da verdade e da isenção. Os Manhosos proliferam.

Desde o director do Publico, a defender a guerra no Iraque, mesmo depois de Barroso e Aznar (e o próprio cowboy) se terem penitenciado, o "senhor Publico" não dá o braço a torcer. Não têm capacidade jornalística para fazer mea culpa. Quem escreve em publico deve fazer "mea culpa". Mas não faz. E o Orelhas desse filme, um tal de Bush continua, mesmo depois de se contradizer, a ter razão. E é assim que Manhosos e companhias passam décadas à frente de instituições de "alta tiragem". Nem precisam de escrever a verdade quanto mais fazer mea culpa. O Porto tem armas de destruição maciça e é necessário aniquilar essa raça suicida.

Lá se vai o código deontológico e a ética profissional de alguns e a imparcialidade de outros.

Os outros são aqueles que nem são jornalistas, mas fazem papel de comentadores entendidos nas matérias de facto. A sua legião de "desacompanhados" bebe a versão Anti-Porto forever, os mauzões do norte, os reis da corrupção. Dart Vader deve ser destruído e os Iluminados precisam do apoio de todos para salvar a Galáxia. Em frente ignorantes!

É nesta realidade que vivemos e com ela convivemos no dia a dia. Nas ruas quando passamos pelas bancas dos jornais, nos transportes públicos quando alguém consegue atirar um olhar discreto para as noticias do "outro" e, como se não bastasse, quando chegamos a casa vemos que afinal, até já nos invadiram dentro de quatro paredes.

O Matrix anda por todo lado e a lavagem cerebral esta em curso há muitos anos. A única arma do FCPorto em toda esta cabala são as suas actuações irrepreensíveis e de superior categoria no terreno de jogo.

Bem sabemos, existem acordos entre todas as televisões e os clubes para as transmissões dos jogos. Todas as emissoras têm acordos com a Sporttv e até participação no seu capital. A grande questão em termos de televisão já nem é quem comenta ou como se comenta. Têm de comentar a favor da Luz, contra o lado negro, porque os Iluminados vivem carentes. Desligamos o som e bola para a frente.

A grande questão é o número de jogos transmitidos em canal aberto. A forma de lavagem cerebral tipo regime salazarista tem agora outros contornos. Mais dissimulados.

A verdade é insofismável: só quem se dispõe a pagar é que vê jogos do Porto!

Vamos então a números:

Até à jornada 20, estes foram os números das transmissões em canal aberto de FC Porto, Benfica e Sporting, incluindo todas as competições (nacionais e internacionais):

Benfica - 17 (RTP-4, TVI-10, SIC-3);

Sporting- 14 (RTP-7, TVI-6, SIC-1).

FCPorto - 7 (RTP-3, TVI-5).

Jogos do FCPorto transmitidos em canal aberto: 5 para o campeonato nacional (incluindo jogos com Sporting, Braga, Guimarães, Paços de Ferreira e Boavista) e 2 para a Liga dos Campeões (Besiktas e Marselha, ambos em casa).

Nos jogos fora, praticamente não há transmissões em canal aberto dos jogos do Porto!

Estes números já são demasiado vergonhosos, mas há mais:

Quem não se lembra das célebres meias-finais da Taça UEFA em 2003? Qual transmissão televisiva qual quê! O importante é o torneio do Guadiana e a taça amizade!

E sabiam que há formas de ver a RTP através da Internet? Sobre isto tenho uma história interessante. Um amigo disse-me há 2 ou 3 meses que, de quando em quando, os jogos do Sporting e Benfica davam na Internet em canal aberto, nomeadamente na RTP Internacional. Ao invés, os jogos do Porto eram substituídos por "clips" de José Malhoa e afins.

Para tirar a prova dos nove, no dia do Leixões-Porto, lá estava eu com computador e televisão ligados em simultâneo. Para meu espanto vejo no computador as equipas a entrar para o relvado. Nesse preciso momento o ecrã foi invadido por cantores pimba, bem ao estilo RTP Internacional, enquanto na televisão todos corriam campo a fora.

Há duas semanas, a RTP Internacional resolveu transmitir o Naval-Sporting. Qual cantor pimba? De pimba o que se viu durante quase duas horas foi apenas o penteado do Miguel Veloso. Jogo transmitido, na integra, com sinal aberto na Internet, ao estilo Selecção Nacional.

Leixões-Porto: Transmissão interrompida.

Naval-Sporting: Jogo transmitido na totalidade.

Conclusão: há Portugueses mais Portugueses que outros.

Não quero com isto dizer que acho a RTP tão facciosa como TVI e SIC. No entanto imparcialidade é coisa que a RTP também não demonstra. Mas já tivemos que aturar o Gabriel Alves e o Miguel ‘parece-me claramente que a bola entrou” Prates tantos anos, agora é normal que trabalhem de forma mais imparcial do que outras estações. Mas como está a vista de todos, o que têm feito não é suficiente.

A propaganda Anti-Porto, segue nas televisões, nas rádios e nos jornais, mas não nos derrota. E nós, Portistas, não podemos pedir isenção a maus profissionais como os que dirigem determinados jornais desportivos, ou encabeçam as realizações televisivas dos jogos de futebol (com as suas linhas de fora de jogo na diagonal), se, nem a televisão pertencente ao estado consegue ser imparcial, ou pelo menos, mais justa no tratamento dos tempos de antena e do numero de transmissões dos jogos das equipas ditas grandes em Portugal.

Deve ser por todas estas razoes que na RTP Internacional, quando há jogos em simultâneo, o "regente" decide que um jogo entre o na altura quinto classificado e uma equipa que luta pela manutenção, tem prioridade, sobre um jogo entre o actual campeão e líder do campeonato, o Porto, e umas das melhores equipas da prova, o Belenenses, que esta muito bem classificado.

Não respondam com as célebres estórias de "o calendário das transmissões há muito estava decidido". Esse calendário é constantemente modificado se algum dos de Lisboa estiver necessitado.

Rádio Renascença, relato do Benfica-Paços de Ferreira: Léo centra. A bola bate no braço do jogador Pacence.

Diz um qualquer iluminado: "A bola foi ao braço do jogador, mas se o braço não está junto ao corpo é penaltie". Desculpe? Como???

SIC, Monologo Mini-Brilhantina. Diz mais ou menos assim o gelatinoso: "há ali um ligeiro movimento com o braço que fere o lance de ilegalidade". De facto que este senhor percebe zero de bola e de ordenados de Presidentes já todos sabemos. Ficamos agora a saber que os movimentos em câmara lenta devem ser vistos e interpretados como se de movimentos à velocidade normal se tratassem e que a partir de agora toda a gente vai começar a correr com os braços colados ao corpo. Veremos na próximas semanas os jogadores de braços colados ao corpo aquando da marcação de todos os cantos. Vai ser um fartote. O karateca no seu melhor.

E assim vai este Portugal. Com gente a espumar sempre que o Porto vence mais uma batalha, mais uma guerra.

Uma legião de invejosos, desacompanhados à espera do milagre que as mentiras construíram. Nem que para isso tenham de pagar do seu bolso, processos judiciais que dariam para pagar muitas reformas de que a Galáxia anda necessitada.

“Rebentou a bomba”! As notas voam dos bolsos dos contribuintes que pagam toda a propaganda jornalística e judicial Anti-Porto! Com tal rebentamento, um rato acordou e veio a correr montanha abaixo. Os subservientes do regime choram de tristeza. Tanto dinheiro e apenas mentiras para os entreter. Mentiras e um rato.

Como costumo dizer aos meus amigos: come, come to the Dark Side of the Force. Vais ver que serás mais justo e mais feliz, menos rancoroso, mais alegre e jovial, mais apaixonado pela vida.

E como gostariam eles de pertencer ao lado Azul e Branco, especialmente durante estas semanas, quando nos vêm a festejar mais um título. Mas como sabem não é Portista quem quer, apenas quem pode.

A Galaxia, os Iluminados, os Andróides, os Kalimeros, os Brilhantinas, os Orelhas, os Manhosos, os Desacompanhados, todos a espumarem ao olharem para os nossos sorrisos de CAMPEÕES.

Contra tudo e contra todos!

"O nosso destino é ganhar"!

Siga o filme rumo à dobradinha!

Soren

23 abril 2008

The Dark Side of the Force 1/2

Em Portugal o futebol é um filme com final infeliz. O realizador e os produtores não têm controlo sobre o guião. Um dos actores tem talento a mais e desata a improvisar a torto e a direito. Este actor tem grande saída lá fora e tornando-se por esse facto mais rico e realizado, não tem quem o possa parar pelas vias legais. Continua portanto a actuar ao mais alto nível, para gáudio de todos, ainda que a maioria disfarce que o não goste de ver. Um dos últimos episódios da saga foi mesmo o mais visto da época, um tal de Porto-Schalke, com quase 2 milhões de telespectadores.

A saga chama-se Star Wars e o Porto representa o Dark Side of the Force, liderado por Dart Vader, qual Pinto da Costa e a sua legião de mercenários de espada em riste a marchar sobre a galáxia de Lisboa onde Luke Sky Walker, qual Orelhas, defende a honra do convento ajudado pelos heróis da batata, os Manhosos da Lua Mentirosa, os Andróides da Luz e os Kalimeros da Alvalaxia.

Os adeptos dos Bonzinhos de Lisboa, os Desacompanhados, vivem constantemente tristes. A choradeira no final dos filmes repete-se e tem repercussões em publico. A saga continua e não param de a ver embora fiquem agora mais recolhidos em sua casa. O anfiteatro da agremiação do planeta galinha perdeu muitos habitués que agora deixam a nave estacionada e seguem pela televisão as vitórias dos Mauzões.

Entre os Bonzinhos os que mais se destacam são os Manhosos. Uma raça que prolifera na 2a circular da Lua Mentirosa. Há anos que tentam através da calunia e da "propagação" de rumores, denegrir os grandes feitos dos Mauzões do Norte e o seu líder Dart Vader. Enaltecem o que não presta, constantemente, sem olhar a meios para agradar a quem lhes paga: os Bonzinhos de Lisboa. Uma raça acabrunhada que vive de êxitos passados, êxitos que nunca viu, êxitos alcançados quando eram suportados por um regime ditador. São agora chefiados pelos Iluminados.

Esta população está sedenta de finais felizes na saga do povo, o Star Wars da Lusitânia.

Dizem eles que são “grandes”, os Bonzinhos.

E o que é ser grande na Galáxia das galinhas:

Esta "coisa" de "grande", tem pelos vistos, um sentido muito lato. Para estes senhores descomunicadores sociais, ser-se grande é ter muita gente para ver aquilo que é respeitante à sua cor.

Ser-se grande é vender muitos kits, e ter um "share" falseado (o jogo com mais "share" da época foi o Porto-Schalke), ter-se o maior estádio (nem esteja sempre às moscas), ser-se campeão uma vez nos últimos 14 anos (no campeonato mais vergonhoso de sempre desde o fim da ditadura) e claro, ter figuras emblemáticas e bem falantes como Luís Filipe Vieira ou o famigerado Barbas.

Ser-se grande é ter um jogador que faz 36 anos. O universo Rui. Depois de muito procurar, não encontrei nenhuma capa totalmente dedicada a nenhum aniversário de um jogador portista. Nem daquele que tem mais títulos na historia do futebol.

Ser-se grande é estar em quarto lugar a 24 pontos do primeiro, jogar com equipas que lutam pela manutenção e ter "Génios à solta", ou ainda mais ridículo andar num estado de alma em que "é só rir".

Os mercenários do Dark Side claro, representados num cantinho à esquerda ou em baixo. Onde houver espaço, que os camarotes vão cheios. Mas não vão cheios de grande coisa.

Ser-se grande é ter Bombardeiro, ter livros autografados por rameiras e águias drogadas a esvoaçar relvados mal tratados para parolo ver.

Ser-se grande é tentar agredir ex-treinadores no túnel de acesso aos balneários, depois de levar um baile de bola.

Ser-se grande é tentar agredir árbitros no túnel de acesso aos balneários no Bessa. Esquecendo-se de que a mão de Nélson (na área), é 20 vezes mais escandalosa que a do jogador do Paços de Ferreira numa das jornadas anteriores.

(continua)

Soren

Nota: Este é o primeiro de dois textos escritos pelo nosso habitual visitante Soren, exclusivamente para o Portistas de Bancada. Quero publicamente agradecer-lhe o seu excelente contributo para com o blog, servindo também de exemplo para outros Portistas de Bancada que queiram participar na construção do blog. Amanhã continua a saga.

20 outubro 2007

João Malainho disse...

Sempre que algum iluminado vem referir o suposto benefício ao FC Porto ao longo de 20 anos para justificar a hegemonia deste clube no futebol português, assalta-me uma pergunta: "Saberão vossas mentes iluminadas ao que vos referis?" - Então digam-me lá quais são os grandes triunfos vossos que dignificaram o futebol português além-fronteiras ao longo destas últimas décadas...

No Porto, cidade que nos dias de hoje se sente abatida, sempre se trabalhou, a nobreza nunca teve vida fácil nesta Invicta cidade - sempre foi a cidade do trabalho - o seu maior clube também se pautou por esse valor. Mesmo quando queriam tirar valor às vitórias do clube, o FC Porto sempre foi um exemplo de trabalho, de rigor, de dedicação. O jogador típico do FCP come a relva, alaga a camisola, deixa tudo em campo, e ainda consegue ser virtuoso no momento decisivo.

Vivemos num país frustrado, é certo. Ora os frustrados sempre tiveram de encontrar a justificação para os seus males no exterior, nos outros (psicologia básica). E entenda-se que não no facto dos outros serem melhores, mas sim porque há uma conspiração para que esses senhores não possam ser felizes, não se possam embebedar e bater na mulher ao chegar a casa - orgulho de muitos da "velha guarda" de outras bandas, que não esta, onde tripeiro e tripeira se pronuncia com igual respeito, força e coragem...

Hoje não consigo admirar tanto a maior parte dos jogadores de futebol como o fiz no passado. A maior parte parecem-me miúdos agora... Quando era eu mais miúdo do que eles pareciam-me todos (e muitos eram mesmo homens de barba rija - que saudades do André, Jaime Magalhães, João Pinto, Frasco... E tantos outros que trabalhavam para que artistas como Futre e Madjer, por exemplo, pudessem brilhar).

Sempre admirei os mais velhos como símbolos do saber - não que idade seja sinónimo de cultura - mas usar a experiência dos que já viveram mais do que nós para aprendermos a cada dia que passa pode ajudar a vencer frustrações, a ver o mundo com outros olhos (mais humanos, talvez) e a tornar-nos conscientes das nossas limitações, para que possamos então demonstrar com humildade que realmente somos inteligentes e merecemos "viver". Até porque como disse Sócrates há 25 séculos atrás - "uma vida não examinada não merece ser vivida".

João Malainho em 28/9/07 às 15:17 em comentário ao post "Momento Vale e Azevedo-JVP na arbitragem"

30 agosto 2007

Soren disse...

A ignorância continua. E como o disparate é apanágio dos aziados, a azia é generalizada e o disparate também, porque a liberdade assim o obriga.

A capa do Record, não é surpresa nenhuma, é do mais ridículo, do mais pobre, do mais redutor que há no pseudo-jornalismo desportivo português:"Um caso Sérvio".

Não fica bem maltratar uma pessoa que até teve uma exibição segura, por um erro que só demonstra alguma inexperiência e nervosismo perante um ambiente algo hostil. Se Ricardo fosse ainda o guarda-redes do Sporting, escrever-se -ia certamente, um caso Português. Pois claro.

Isto é quase é um caso psiquiátrico. Sempre pela negativa, sempre pelo medíocre. Em vez de enaltecer o bom jogo deste ou daquele, eleva-se a importância do negativo. Porque a azia assim o dita. Porque o "exterior da escrita" encobre a inveja. Porque esta é a cultura...

Na Bola, o "Porto mereceu o brinde". Mais uma vitória oferecida, leia-se. Mais um titulo negativo, mais um comentário para reduzir, com o intuito de encobrir o mérito.

Chamam a isto jornalismo. Eu chamo a isto ignorância. Incapacidade de libertação mental. Incapacidade de enobrecer o jornalismo, de ser imparcial, factual, justo.

Mas não se trata de justiça, trata-se de inveja e de pequenez.
2a circular, centralismo. Não porque seja o melhor para a nação, (alias é bem visível o que a falta de descentralização tem feito ao pais nos últimos anos), mas alimenta o ego do pobre de espírito, do complexado.

E é aqui que acabam todas as conclusões sobre esta casta invejosa que se diz portuguesa. Este povo é complexado. Este povo é triste, é acabrunhado.

E ao que levam os complexos e a tristeza?... À megalomania. Ao conceito de Dom Sebastião.

Todos os dias se enaltecem feitos nunca vistos, feitos não reais, todos os dias se da favoritismos a quem tem recordes negativos, todos os dias se elevam a heróis ilustres desconhecidos, todos os dias se elevam a Deuses e detentores da verdade os que vestem de Lisboa ao peito.

Sempre favoritos, sempre melhores, sempre "grandes" nas muitas derrotas. Sempre pequenos na atitude.

O caso do Benfica é naturalmente diferente do do Sporting.

Enquanto os feitos fantasma do Benfica enchem o ego da ignorância geral, os feitos fantasma do Sporting enchem a espaços o que os do Benfica não conseguem encher. O Sporting como sempre, continua a ser utilizado, instrumentalizado. Como foi na altura de Salazar.

Há coisas que são genéticas, outras vão-se entranhando no corpo. O hábito faz o monge.

Quando o Benfica se vê relegado para posição confrangedora, como tantas e tantas vezes tem acontecido nas ultimas 2 décadas, aparece o Sporting, qual Dom Sebastião, a defender a união nacional, a defender o espírito da nação, a ocupar o imaginário do triste invejoso.

...é uma espécie de memória colectiva, em que os desgraçadinhos se apoiam uns aos outros, nas horas difíceis, que são muitas.

Esta memória colectiva age como os grupos radicais, com palas e cegueira.

Por isso, coitados, não conseguem vislumbrar penalidades no último minuto em jogos no Dragão, golos em fora de jogo nos últimos minutos em jogos na Luz, nem Preudhomes a tirar bolas de dentro da baliza depois da marcação de cantos.
Mas conseguem ver golos fantasma em lances que depois de vistos e revistos por todas as cameras presentes no local, indiciam precisamente o contrario e agora conseguem também fazer juízos de valor, em relação às intenções deliberadas deste ou daquele, que deitam a bola para traz (atraso) na direcção do seu guarda-redes, que por sua a vez a agarra (falta passível de livre indirecto).
E é isto que estes tristes pseudo-jornalistas desportivos oferecem ao país, a oportunidade de um imaginário cheio daquilo que a cultura imbuiu no ignorante.
Que pobreza meus amigos.

Depois de um empate vergonhoso na Arménia e de mais uma medalha de ouro em campeonatos mundiais de atletismo. A escrita deita-se e acorda infeliz, com a inveja no outro lado da cama.

Porque os pobres alimentam-se assim, de palmadinhas nas costas, vitórias morais e umas sopinhas de milho. Porque grão a grão enche a galinha o papo e até um gato quando tem fome, come uns cereaizinhos.

O Porto esse, vai continuando, sofrido mas sereno, atacado mas firme, demasiado forte porque o Timoneiro não desarma, a ganhar vezes demais. Pelo meio vai representando o pais, com nobreza, e comendo uns bichos papões por essa Europa fora.

Soren em 28/8/07 às 16:15 em comentário ao post "Coroado um dia do Carvalho"

Nota do administrador: Porque há comentários que merecem ser posts, a partir de hoje, e quando for possível, colocarei em destaque comentários que ache que mereçam relevância. Vou assim tentar ampliar a voz de uma das maiores qualidades deste blog, os seus comentadores. E é com este excelente texto do Soren que inauguro este novo espaço no Portistas de Bancada. Espero que todos os outros que façam os excelentes comentários que vão aparecendo, e que por um motivo ou por outro eu não coloque em post, não percam a esperança de um dia os seus textos serem transformados numa das Vozes da Bancada .

Pedia aos Portistas de Bancada que se pronunciassem sobre esta nova iniciativa, já que afinal de contas é deles a autoria dos textos.

PS: Já estão definidos os potes para o sorteio da Champions League a realizar hoje pelas 17H00: