. Bem-vindos ao Portistas de Bancada - UEFA CHAMPIONS LEAGUE FANTASY FOOTBALL: Já está criada a liga Portistas de Bancada desta nova época, aceda a esta liga através do código 96295-19616 para participar neste famoso passatempo - OPINIÃO DA BANDCADA: 11 de Luxo: Qual a melhor serie? É esta a pergunta que está na barra lateral à espera da Opinião da Bancada

29 Setembro 2007

FCPorto 2-0 Boavista

Por Zirtaev

Outra vitória como presente

Por Zirtaev
Outra prova, outro adversário, outros jogadores e, seguramente, outro resultado, é o que todos esperamos para o derby de hoje. Depois da desilusão da estreia na nova competição, em que o clube, que orgulhosamente ontem comemorou o seu 114º aniversário, foi motivo de chacota de todo o país, espera-se hoje dos jogadores, da equipa, um grande e vitorioso presente. Não só para a instituição que lhes paga o ordenado, mas principalmente para toda a massa adepta do FCPorto que sempre se tem dedicado de alma e coração ao clube sem nunca o deixar mal, tal como Pinto da Costa disse ontem nas comemorações do aniversário do FCPorto, depois da colocação de mais uma pedra para a construção do novo pavilhão.

O adversário é o vizinho do outro lado do Porto, uma equipa que, por pior que esteja, faz sempre destes jogos com o rival a sua grande vitória do campeonato. E para isso conta com um treinador que lhes dá uma espécie de táctica onde a luta, muitas vezes sem aplicada literalmente, é a palavra de ordem, sendo que todos os cuidados serão poucos na abordagem ao jogo.

Nos convocados para hoje as novidades prendem-se, sobretudo, com a não inclusão de Fucile, que terá acusado algum desgaste no último jogo, e o regresso de Helton e do capitão Pedro Emanuel. João Paulo, que partiu o nariz, estará ausente durante, pelo menos, duas semanas, e o seu substituto deverá ser Stepanov, já que o Pedro Emanuel ainda não estará ao ritmo necessário e o sérvio deu boas indicações. Para o lado esquerdo da defesa deverá ser Marek Cech o eleito. Já na baliza seria de uma enorme injustiça retirar Nuno de lá, mesmo com Helton apto. No meio campo e perante o facto de Paulo Assunção poder ser poupado para estar a 100% na Champions, já que vem de uma lesão, e se o professor não surpreender pela positiva, colocando Raul Meireles mais recuado e Leandro Lima na frente do triângulo do meio campo, Bolatti deverá ser o substituto. Na frente Edgar, contando esteja ao nível do jogo de Paços, para mim teria uma nova oportunidade, sendo ajudado por Quaresma e Lisandro, preterindo assim Tarik que poderia sempre ser uma mais valia na segunda parte. Assim, aqui vai, não quem acho que vai jogar, mas a equipa que escolheria:

Não sabendo até que ponto a moral da equipa terá sido afectada pela eliminação precoce da passada quarta-feira, sendo que a maior parte dos jogadores que hoje entrarão em campo não terá sido directamente responsável por tal, Jesualdo terá sempre algum trabalho psicológico a fazer, os adeptos não estarão tolerantes, bem pelo contrário, e a equipa terá de mostrar tudo o que vale oferecendo a todos um enorme presente, ao carimbar a sexta vitória consecutiva na liga, tendo ainda em conta que o rivais teoricamente mais fortes se irão encontrar, podendo o FCPorto alargar distâncias para um deles ou até para os dois.

FCPorto - Boavista, 21H15 - RTP África, RTP internacional e TVI

Resta-me apenas dizer: PARABÉNS GRANDE FCPORTO!!!

Etiquetas:

27 Setembro 2007

Momento Vale e Azevedo-JVP na arbitragem

Por Zé Luís
Duarte Gomes não saiu castigado pelo erro grosseiro na já apelidada Roubalheira da Amadora. Está nomeado para o jogo de líderes na II Liga, o Beira-Mar-Santa Clara. É um escândalo, visto por qualquer ângulo possível. E gora-se, de vez, a propalada transparência da Liga, cujo apelo á credibilidade se afunda numa competição sui generis que, para bom entendedor, só podia levar o nome de uma bebida alcoólica para comprovar como as coisas do futebol, a todos os níveis, são "mal frequentadas" e se associam a factores que causam repulsa na sociedade.

É que se Vítor Pereira, dirigente máximo da arbitragem na Liga, quis adiar para hoje a divulgação das nomeações para o fim-de-semana, das duas uma:

a) ou já tinha tudo preparado e podia tê-las divulgado na 3ª feira como habitualmente, independentemente do que sucedesse na jornada da Taça da Liga

b) ou só agora nomeou e, pior ainda, se o adiamento da divulgação dos árbitros para a 6ª jornada da Liga ficava pendente dos eventuais casos de arbitragem de ontem, então não podia nomear Duarte Gomes.

A transparência é isto?
Pior: a Liga divulga no seu site um "perdoa-me" de Duarte Gomes pelo erro assumido na Roubalheira. Como se Duarte Gomes desse uma entrevista ou fizesse ele mesmo um comunicado (não é apresentado como tal) a redimir-se.

Faz lembrar o momento 7-0 de Vigo, com Vale e Azevedo a obrigar João Vieira Pinto a desculpar-se nos Balaídos pela vergonha perante os adeptos encarnados.

A propósito de diabos atrás da porta, é coincidência este beneficio grosseiro, abuso de poder, ao Benfica que ameaçou não participar no que assumia ser uma palhaçada?

Duarte Gomes faz, como muitos outros antes e outros farão depois porque parece ficar bem até com Scolari na boleia, um mea culpa que não é nada. O que diz é zero: errar é humano, o momento do jogo, a característica da competição, blá, blá, como se as arbitragens diferissem de prova para prova. Lamentável.

Mas Duarte Gomes não é neófito. Aliás, é tão repelente como repetente.

Duarte Gomes só foi suplantado na pior arbitragem da época passada por Elmano Santos, o inefável apitador do Leiria-Porto onde foi coadjuvado pelo abominável Lacroix.

Duarte Gomes, em 10' apenas, marcou da sua lavra, não foi de uma indicação de um auxiliar, um penálti fantasma sobre Liedson e amarelou Benaglio, condicionando-o, no Sporting-Nacional da época passada. Perdoou a expulsão de Miguel Veloso com um 2º amarelo por entrada maldosa. E permitiu um golo invulgar com Bueno às cavalitas de um defesa madeirense. Virou, em suma, o jogo de pernas para o ar, nos 20' finais, quando o Sporting perdia por 1-0 e não tinha controlo nenhum do jogo.

Duarte Gomes é uma vergonha amparada pelo regime, já falseando muitos resultados nas últimas épocas.

Depois do jogo de Alvalade, em que não veio pedir desculpas, Duarte Gomes foi sujeito a uma operação a uma hérnia e não apitou mais na época passada. Que tenha maleita igual para desaparecer de vez do mapa é o mínimo que pode desejar-se.

E Vítor Pereira, outro falso, vá com ele, quiçá com a algália para as mijinhas do paciente, que o homem é doent4e crónico.

Ontem, falando no Bessa a propósito do Porto-Boavista, até Jaime Pacheco disse que "o árbitro viu o lance e deixou que o seu auxiliar assinalasse o penálti".

Desonestidade pura e simples.

Mas a jornada traz mais.

Pedro Henriques de novo no dérbi de Lisboa, depois de tanta água em anteriores jogos entre Benfica e Sporting. Nomeação bafienta.

Artur Soares Dias, um portuense no dérbi do Porto, árbitro sem pulso como foi Elmano Santos no embate da época passada em que tudo permitiu aos axadrezados mas a ninguém expulsou.

Olegário Benquerença no Guimarães-Braga, dois anos após ter roubado um penálti enorme ao Braga que até António Salvador queria entrar pelo campo dentro não só para o insultar do piorio, mas até para lhe chegar a roupa ao pêlo.

É como digo: venham árbitros estrangeiros.

Ou que o FC Porto jogue só lá fora. E talvez Jesualdo fosse mais prevenido contra adversários de outro calibre para evitar o facilitismo que, vê-se, campeia no podre reino da arbitragem.

Etiquetas:

26 Setembro 2007

CD Fátima 0-0 (4-2 GP) FC Porto

Por Zirtaev
Equipa: Nuno, Lino, João Paulo, Stepanov, Fucile, Bolatti, Kazmierczak (M. Cech 45'), Leandro Lima, Mariano Gonzalez, E. Farias e Rui Pedro (Adriano 45')

PS: Não vou fazer qualquer crónica sobre este jogo. Basta lerem o post de antevisão do jogo e alguns comentários meus ao mesmo post, está lá tudo o que tenho a dizer do mesmo.

Etiquetas: ,

Ir a Fátima com fé nos reforços

Por Zirtaev
O FCPorto estreia-se hoje na nova competição criada pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional, a Carlsberg Cup, nome comercial atribuído à Taça da Liga. Esta prova conta com todos os clubes profissionais inscritos na Liga de Clubes (clubes da Liga Vitalis e da Bwin Liga) e conta com algumas particularidades. Sendo esta já a 3ª eliminatória, só agora os oito primeiros classificados da Liga Bwin estão em competição, defrontando fora os oito apurados da ronda anterior. Na fase seguinte as equipas terão eliminatórias a duas mãos, sendo dessa ronda apuradas quatro que disputarão uma fase de grupos. Dessa fase de grupos são apuradas para a final, feita em campo neutro e que está já marcada para o Estádio do Algarve, as duas equipas classificadas no topo da tabela. Para quem gosta de futebol não deixa de ser uma excelente iniciativa e ainda por cima em moldes muito interessantes.

Para esta competição, que se prevê como uma boa oportunidade de Jesualdo Ferreira fazer rodar alguns jogadores, a convocatória apresentou grandes surpresas, já que não conta com muitos dos normais titulares. É certo que todos queremos ver as novas caras em campo e que seria natural a não inclusão no onze inicial de alguns jogadores mais importantes, mas pode não ser benéfica a inclusão de tantos reforços ao mesmo tempo, dada a falta de automatismos e de rotinas que se poderá prever. Seria sim aconselhável estes reforços entrarem gradualmente na equipa, tentando esta manter o núcleo duro. Bruno Alves, Lucho e Lisandro ou Quaresma, por exemplo, dada a sua grande importância na equipa, seriam jogadores a serem incluídos no onze inicial, juntamente com algumas das novas caras do plantel, mas o que é certo é que os jogadores atrás referidos nem sequer foram convocados, quando pelo menos deveriam estar no banco para uma qualquer eventualidade. Como eles, ficaram também de fora Bosingwa, Raul Meireles e Paulo Assunção, este último por lesão.

É certo que o adversário é um pequeno clube que subiu de escalão este ano para a 2ª liga, mas que está a fazer uma prova muito segura e deverá fazer o jogo da sua vida contra os Dragões. Por outro lado ainda ninguém se esqueceu do feito do Atlético e a forma como o FCPorto foi eliminado para a Taça de Portugal no ano passado. Jesualdo Ferreira diz que o jogo irá ser encarado com grande seriedade, algo que não duvido, mas, e espero estar enganado, tantas alterações poderão correr mal. Assim, para o jogo de hoje, apesar de finalmente Adriano estar de regresso aos convocados, lanço uma equipa em que não o incluo e em que tento manter alguns jogadores mais rotinados, embora seja muito difícil adivinhar o onze inicial. Continuando com o tradicional 4-3-3, apesar de até achar que o professor irá apresentar um 4-4-2, a minha aposta é a seguinte:

A história diz que o FCPorto ganhou o troféu de cada prova sempre que estas se estreiam em competição. Foi assim para o Campeonato de Portugal, Campeonato da I Liga, Campeonato Nacional e Super-taça, apenas tal não acontecendo com a Taça de Portugal. Não sei quais as reais intenções do clube para esta prova, mas sei quais as reais intenções de qualquer adepto do FCPorto e essas são fáceis de adivinhar, conquistar mais troféus para o futuro museu do Dragão.

CD Fátima - FC Porto, 19H15 - SportTv2

Etiquetas: ,

25 Setembro 2007

Vários

Por Zirtaev
Depois do Hexa, o Tri
A equipa sénior de hóquei-em-patins do FCPorto, que conseguiu o enorme e inédito feito da conquista do hexa-campeonato nacional da modalidade, começou a nova época da melhor forma ao conquistar no passado fim-de-semana a terceira Supertaça António Livramento consecutiva, goleando o H.C. Cambra por uns inequívocos 5 a 1. Os cinco golos foram marcados por Caio (2), Reinaldo Ventura, Ricardo Figueira e Emanuel Garcia. Note-se que foi a 15º Supertaça conquistada em 25 edições. Mais uma vez, parabéns campeões e agora que venha o hepta.

Casa do FCPorto de Guimarães
Há já alguns meses que foi anunciada a inauguração da Casa do FCPorto de Guimarães para o dia 28 do presente mês. Só que alguns dos habitantes desta cidade têm sido tudo menos acolhedores para os adeptos do FCPorto. Por consequência a sua sede tem sido alvo de alguns vândalos e os seus dirigentes alvo de ameaças, tendo inclusive na passada quarta-feira sido a sua sede atingida por um "coktail Molotov", como poderão ler nesta notícia do JN. A situação é de tal forma má que o FCPorto emitiu um comunicado anunciando que “não estão reunidas as condições necessárias para proceder à inauguração da casa”. Podem ler o comunicado aqui. Eu até admiro os adeptos do Vitória pela forma apaixonada como apoiam o seu clube, mas isto, mais que uma vergonha para os seus adeptos, é uma vergonha para a própria cidade.

Lesões
Paulo assunção saiu lesionado aos 83 minutos da partida de domingo, tudo indica que será um entorse no tornozelo direito, mas apenas hoje será devidamente reavaliado, mas a paragem não deve ser inferior a duas semanas. Entretanto e também no domingo, o nosso bem conhecido Jorge Andrade lesionou-se e com gravidade. Depois de ter estado parado quase uma época, agora o ex-central do FCPorto tem a rótula fracturada e terá mais meio ano de tormento.

Curiosidade
No programa “Resultado Final” que habitualmente é transmitido na SportTv às segundas-feiras, foi apresentada uma sondagem com alguns números curiosos sobre o futebol em Portugal. Um dos resultados da sondagem, que sublinhe-se foi feita antes deste fim de semana, dava a resposta dos inquiridos sobre qual o clube que achavam que iria ser campeão este ano e a resposta foi uma inequívoca vitória para o FCPorto, com 40% dos inquiridos a escolher os Dragões, ficando os mais directos adversários apenas com cerca de 25% cada. Curiosamente a uma outra pergunta, a resposta dava o treinador actual campeão nacional como o menos aclamado dos três grandes, tendo este apenas 20% da popularidade contra quase o dobro dos outros dois treinadores. Já quanto à popularidade dos clubes nada de novo, o FCPorto continua o menos popular, com 17% de popularidade contra 27% do clube de Alvalade e 37% do clube da Luz. Mas note-se que só foram inquiridos adeptos com mais de 18 anos e por outro lado não sei ao certo para onde foram direccionadas as chamadas da sondagem. De qualquer das formas é caso para dizer: não é portista quem quer, só quem pode.

Etiquetas: , , , ,

23 Setembro 2007

Caminhada a “paços” firmes

Por Zirtaev
Paços Ferreira 0-2 FCPorto
Lisandro 11' e 67'

Equipa: Nuno, Bosingwa, João Paulo, Bruno Alves, Fucile, Paulo Assunção (Tarik 83’), Raul Meireles (Bolatti 63’), Lucho González, Lisandro, Quaresma e Edgar (Leandro Lima 58’)

3.500 espectadores

A jogar bem ou mal, o certo é que nesta época o FCPorto já leva em cinco jogos, outras tantas vitórias, arranque excelente que não acontecia há perto de dez anos com qualquer equipa que fosse do nosso campeonato. E se tivermos em conta que nos quinze pontos conquistados nestes cinco jogos, nas mesmas partidas da época passada apenas tínhamos conquistado 4 pontos, ou seja temos mais 11 pontos, então só poderemos dizer que tudo está a correr de grande feição e que estamos a dar passos muito firmes na conquista do tri.

A partida, todos sabíamos que não iria ser fácil. Jesualdo comparou até a dificuldade em enfrentar o Paços de Ferreira em sua casa à mesmo que foi enfrentar o Liverpool. Se calhar houve um pouco de exagero pela sua parte, mas o certo é terá servido de prevenção e desta forma os jogadores encararam este jogo com a mesma determinação, algo essencial contra uma equipa que faz normalmente a vida negra aos grandes em sua casa.

Mais uma vez o professor não repetiu um onze inicial para o campeonato. Desta vez deixou de fora o marroquino Tarik, que não deverá estar a 100% devido ao Ramadão. Então, surpreendeu tudo e todos ao colocar Edgar de início a ponta-de-lança, passando Lisandro para a sua posição normalmente utilizado no ano pasado. Os resultados foram óptimos já que Edgar aproveitou, não da melhor forma, já que não marcou, a oportunidade que lhe foi dada. Mexeu-se muito bem na frente de ataque e teve algumas hipóteses de se estrear a marcar pelo FCPorto, ganhando muitos lances de cabeça na área e colocando à prova Peçanha, o guarda-redes do Paços, tendo este negado o golo ao ponta-de-lança portista com uma enorme defesa.

O FCPorto entrou muito determinado, fazendo muita pressão aos jogadores do Paços, tentando marcar cedo, o que deu resultado já que num lance de insistência de Bruno Alves no ataque, Lisandro muito oportunamente e num excelente remate inaugurou o marcador, provando o excelente início de época que está a ter a nível da finalização. Nos minutos seguintes o FCPorto continuou com o bom futebol e quase sem deixar os pacenses respirarem, algo que foi abrandando com o decorrer do jogo, como seria natural.

O Paços começou então a tentar responder usando uma certa permissividade do árbitro com algum jogo duro conseguindo assim o equilíbrio no meio-campo, que acabou por ser a nota dominante para os últimos minutos da primeira parte. O portistas recuaram um pouco, permitindo ao Paços mais entradas na área, mas sempre com uma excelente organização defensiva e com os centrais a serem autênticos esteios na sua muralha defensiva, e em último caso, estava lá o Nuno que, para que conste e nos três jogos que jogou para o campeonato, ainda não sofreu qualquer golo.

Para a segunda parte era esperado novo ataque do Paços à baliza do FCPorto, os guerreiro de José Mota não se dão nunca por vencidos e mesmo com um jogo a meio da semana, pareciam não perder nunca as forças, obrigando os Dragões a serem muito coesos e a serem uma verdadeira equipa, em que a entreajuda entre os jogadores teria de ser algo muito presente. Fucile é um verdadeiro jogador à Porto e a sua raça é contagiante, sendo um dos, se não melhores, pelo menos mais esforçados, não virando nunca a cara à luta, algo que era essencial neste jogo para o FCPorto levar de vencida a formação pacense. Tanto assim foi que Quaresma, apesar de continuar com alguns tiques de vedeta, desta vez foi visto muitas vezes a defender e a lutar perto da sua defesa.

Edgar acabou por ser o primeiro sacrificado, talvez devido à falta de ritmo de jogo. Leandro Lima entrou assim para o meio campo para apoiar Lisandro e Quaresma na frente de ataque. Raul Meireles num jogo mais apagado que o que lhe temos visto, foi também substituído, entrando para o seu lugar Bolatti. O meio campo do FCPorto ficou mais forte, apagando quase por completo o meio campo pacense que se superiorizava naquela altura. Leandro, que mais uma vez mostrou alguns bons pormenores, embora a adaptação ainda pareça longe do desejável, precisando de jogar mais, fez um excelente passe para Lisandro a rasgar a defesa do Paços, carimbando assim o argentino o seu segundo golo do jogo (quarto no campeonato), acabando quase de vez com as esperanças do adversário.

Até ao fim, nunca o Paços de Ferreira deu por entregue a derrota, não deixando nunca de atacar e tentar o golo, mas se há algo que está bem no FCPorto é a sua defesa que está muito estável e conta com médios de grande qualidade que ajudam muito a defender, tanto que o FCPorto por vezes recua demais o que poderá algum dia correr mal, tal a proximidade com que deixa jogar da sua área.

Não foi um jogo muito bem jogado, mas a coesão do FCPorto como equipa foi determinante e com adversários destes é necessário estar preparado para a luta, sendo normalmente estes jogos muito renhidos. Este fim de semana o FCPorto ganhou pontos aos adversários históricos, num campo que não deverá ser fácil qualquer um deles passar e para a próxima semana tal poderá acontecer novamente já que eles se defrontam e o FCPorto tem tudo para vencer o Boavista, continuando assim a dar “paços” firmes em busca do Tri.

Etiquetas: ,

22 Setembro 2007

Quinto "Paço" para o tri

Por Zirtaev

Todos nos lembramos das dificuldades que tivemos na época passada na Mata Real. Na altura o jogo poderia decidir o título e talvez por isso mesmo a equipa do FCPorto acusou a responsabilidade e não foi além de um empate, tendo até sido um bom resultado, depois de estar a perder e debaixo do dilúvio que se abateu sobre o terreno. Este ano as responsabilidades não são tão grandes porque ainda não há qualquer título para se decidir, mas as dificuldades serão exactamente as mesmas, ora não fosse o Paços de Ferreira um osso duro de roer para qualquer dos grandes que visitam o seu estádio e isto, embora a equipa pacense venha de um jogo para a taça UEFA que poderá ter causado algum desgaste adicional.

O FCPorto vem de um empate que ainda não foi totalmente digerido, tanto pelos adeptos, como pelos jogadores, que acusaram o facto de não terem feito tudo o que achavam ser possível para vencer o Liverpool, tal como disse por estes dias Bruno Alves. Os níveis de motivação não serão os mais altos que aparecem numa época de futebol, mas a vontade de vencer, essa, tem de ser sempre a mesma, mais não seja para manter invicto o sucesso que tem tido neste inicio do campeonato, onde conta só com vitórias.

Adriano, que no jogo da época passada marcou o golo do empate, ainda não faz parte da lista de convocados, apesar de já treinar completamente integrado. Jogador que na minha opinião teria lugar a titular, ficando apenas a questão de quem sairia para ele entrar, já que Tarik, escolha natural para a saída, passando Lisandro para a direita, apesar de estar em pleno Ramadão, ainda não se ressentiu desse facto e tem-se mostrado a grande nível. De notar a estreia de Lino nessa mesma lista e o regresso de Edgar, mas qualquer um deles não parece capaz de convencer Jesualdo Ferreira a mudar o onze inicial que, desde que chegou ao Dragão e para o campeonato, nunca foi mesmo, sendo talvez neste jogo que o professor o faça, já que creio que a equipa inicial será exactamente a mesma que se apresentou contra o Marítimo. Assim a mais que provável equipa inicial deverá ser:

O jogo em casa do Paços de Ferreira é mais um dos tais que na época passada o FCPorto não venceu. Para já este ano, a jogar melhor ou pior, a equipa tem quebrado essa “malapata”, arrecadando todos os pontos que não conseguiu no ano passado. Este é apenas mais um em que só interessa a vitória e é por ela, e só ela, que os adeptos esperam.

Paços de Ferreira - FCPorto - Domingo, 19H30 - TVI, RTP África e RTP Internacional

Etiquetas: ,

21 Setembro 2007

Grandeza

Por Zirtaev
"O facto do FC Porto não ter ido além de um empate com o Liverpool é um sinal de crise? Não. Dito dessa forma - "não foi além de um empate com o Liverpool" - é antes de mais um sinal de grandeza. Ao que parece, era suposto os portistas terem ganho aos finalistas da Liga dos Campeões, aliás, deveriam mesmo ter marcado dois ou três golos naqueles 15 minutos de fama traduzidos no penálti concretizado por Lucho, um lance perigoso e, va lá, de terem encostado o Liverpool às cordas. Ao não ganhar, o FC Porto perdeu uma soberana oportunidade de ter perdido e com isso ganhar direito ao discurso destinado às "vitórias morais". Como ficou perto de vencer merece a frase que pune quem fica aquém das expectativas. Teria sido fácil encontrar as desculpas no cinismo e eficácia dos ingleses, apontar erros circunstanciais e culpar a experiência do adversário. Com o Benfica isso funcionou perfeitamente para explicar a derrota em Milão. Se ao menos jogasse no Liverpool alguma pérola da formação portista, a conversa seria outra, até porque funcionou com o Sporting. Na verdade, o empate foi uma enorme desilusão. Não tanto pela meia hora de vantagem numérica. mas antes pela ideia de que o FC Porto é, de facto, o único clube português de dimensão europeia. Até mesmo mundial, até porque o planeta está cada vez mais pequeno. Ao considerar-se que não foi além do empate, não se diminuiu este FC Porto. Pelo contrário, elevou-se à condição de potência de todo poderoso."
Jorge Maia in O Jogo

Em sete jogos esta semana com a participação de clubes portugueses nas competições europeias, seis foram derrotas e um foi empate. Curiosamente os únicos que contribuiram com pontos para Portugal, o FCPorto defrontando o vice-campeão europeu, são os únicos que não terão achado o resultado positivo. Como bem diz o Jorge Maia istó só pode demonstrar uma coisa, grandeza. Grandeza do FCPorto que faz um treinador ser o melhor do mundo, que por sua vez faz um outro clube ser dos melhores do mundo, parecendo agora com a sua saída que esse clube irá acabar. E isso, não aconteceu nem nunca acontecerá connosco.

O jogo de terça-feira não pode nem deve ser esquecido, tal o sabor amargo que nos deixou a todos. Ser grande é também saber retirar a devida lição quando algo não corre bem, espero que tal tenha acontecido, mas o certo é que não há muito tempo para pensar e para a frente é que é caminho, é que o Paços de Ferreira é já no domingo e vai ser muito complicado.

PS: Está uma nova pergunta na Opinião da Bancada, não se esqueçam de participar.
Até onde poderá ir o FC Porto na Champions League?
Taca UEFA
Oitavos de final
Quartos de final
Meias finais
Final

Etiquetas: ,

20 Setembro 2007

O soco de Jesualdo

Por Zé Luís
Mau planeamento do jogo: nunca previu hipótese a), b) ou c). Um banco com soluções só para defender: mas estávamos a jogar em Anfield? O treinador castrou à equipa a ambição necessária. E toca o sinal de reunir por questões… técnicas. Mau, mau

Jesualdo Ferreira pode ter adormecido a pensar que não perdeu com o Liverpool, que era a sua prioridade. Pode vir contar aos netos, que até dominou (ilusoriamente) o vice-campeão europeu e líder da Liga inglesa. Mas nunca terá melhor oportunidade, nem o FC Porto, para vencer o habitual Liverpool que se tem visto na Europa: cínico, frio, pragmático, defensivo.

Depois do socolari, eu senti como se tivesse levado um soco no estômago. De facto, e para não dizer pior, deu para perder a vontade de comer… Fiquei descoroçoado. E, pela primeira vez, fulo com Jesualdo, que tantas vezes defendi, compreendi, condescendi.

À saída do Dragão havia dois nomes na boca de 40 mil adeptos: Jesualdo e Mariano.

Ninguém percebeu a entrada do argentino, que demora a cair no goto ou está mais perto de ir para o esgoto do descontentamento dos adeptos: não traz nada à equipa, nada arrisca e nem a bola segura. Opção falhada.

A equipa perdeu a noção do ataque, quando já tinha dado a entender que estava longe de poder ganhar o jogo. Ou só tinha plano de ataque de início, depois era… uma descoberta.

Faltaram pernas, centímetros e lucidez. Sobrou um pontito que era o primeiro objectivo, resta saber se os resultados com Besiktas e Marselha serão suficientes para garantir o 2º lugar no Grupo A, ainda que o duplo embate, como em 2004, com os franceses vá ser decisivo quanto ao apuramento.

Já vi centenas de jogos em que um remate valeu um ponto. Até 3 pontos. Não vou por aí, nem pelo domínio tão consentido quanto estéril. O Liverpool joga para o resultado? E depois? Em casa esmaga, fora não quer perder. Normal. Vulgarizado? Pois… Nem interessa a confirmação da Imprensa inglesa quanto ao pior Liverpool dos últimos 18 meses na Europa, aludindo à derrota na Luz, então sem o Benfica alguma vez ter entrado na área com a bola dominada. Mas contra equipas fechadas, e que defendem tão bem na relva como faz o Liverpool, nas alturas também se resolvem jogos, como provou Luisão.

O que faltou?
Contabilizam-se cantos e remates, mas isso não rende pontos. A pergunta que fica é: o que faltou?

Várias coisas. Um golo como aquele do Liverpool é praticamente garantido em cada dois jogos europeus dos “reds”. O que faltou? A diferença de Hyypiä, com 1,95m, para ganhar nas alturas a Bruno Alves (1,87m).

A diferença de alturas do FC Porto para o Liverpool foi em défice de 30 centímetros (17,9m vs 18,2m) na soma de alturas dos 10 jogadores de campo. Bem mais do que os 8cm entre os dois centrais que foram ao ar na disputa do primeiro cruzamento, largo, longo, denunciado. E 3cm na vantagem final de Kuyt sobre João Paulo.

Pode parecer pouco. Mas há mais. Afinal, não é como contar cantos e remates?

Era, tal como a jogada do 1-1, descontado que o Liverpool vinha defender. Não é crime. Liverpool, Milan e Chelsea são das equipas que melhor o fazem, sabendo atacar na hora certa, nos momentos adequados, com homens contundentes, infalíveis. Por isso raramente ficam sem marcar. O Liverpool ainda não sofreu golos de bola corrida esta época. Os ingleses, como ainda vimos com o Arsenal há um ano, jogam q.b. fora, não se chateiam muito, guardam o rolo compressor para o seu tapete. Nada de novo.

Faltou, ainda, ao FC Porto um plano de jogo, admitindo várias contingências. Jesualdo não tinha nenhum, a ver o banco de suplentes, a não ser… defender aí na última meia hora?

À partida nem dei conta de quem estava no banco. Dei pela asneira quando Mariano entrou. Berrei: para quê? Onde está Leandro Lima? A jogar contra 10, com aquele banco, tinha de ser o Mariano. Dei, só no fim, pela asneira dobrada de ver quem estava. Nenhum jogador de ataque. Kaz (1,92m), Bolatti (1,89m), Stepanov (1,88m), além de Cech (1,83m), serviriam para que mais? Será para… Anfield?

Sobravam Farias e Mariano. Só duas substituições! E acabamos a despejar bolas para dois baixotes argentinos lá na frente. Claramente, o empate servia. Ganhar era um luxo. Obra do acaso?

O planeamento do jogo não previa 1-0 aos 8’. Talvez só aos 80’? E se fosse 0-1 aos 9’? Quem entrava para mudar os acontecimentos?

Falta o nº 10, lá voltamos ao princípio. Nem discuto as nuances do mercado, os reforços que vieram ou deixaram de vir.

Leandro Lima é baixo, mas tem 1,76m, contra 1,73 de Quaresma e P. Assunção, 1, 75 de Lisandro, 1,77 de Fucile este batido por Kuyt a par de João Paulo (1,80m, contra 1,83 de Kuyt) que tinha obrigação de marcá-lo, como admitiu no final do jogo. Perdemos nas alturas duas vezes no mesmo lance.

Sabia-se que, para cortar o acesso a Lisandro, Rafa travaria os flancos, especialmente a Quaresma e Bosingwa. Forçava o Porto a ir pelo funil, estreitado por Mascherano e Gerrard, este um exemplo de craque, bandeira do Liverpool, mas que se entrega sem pôr-se em bicos de pés ou ostentando, além da braçadeira de capitão, ares de prima donna em que são useiros e vezeiros alguns idolatrados da nossa praça. De resto, além deste exemplo de Gerrard, sem se importar de andar apagado, para mim o melhor em campo foi… Hyypiä: não teve reacção na fuga de Tarik para o penálti apesar de cortar muita bola, mas dá o golo do empate, nega um golo a Quaresma e, no final, faz uma parede na área portista para alguém entrar de trás e dar a vitória (felizmente ninguém apareceu a empurrar).

Detalhes, detalhes, detalhes
Recém-chegado do Fórum de Treinadores de Elite da Europa
, Jesualdo confirmou duas coisas ali debatidas, após a sua primeira experiência europeia ao mais alto nível na bonita campanha da época passada na Champions: os jogos são equilibrados e decidem-se por detalhes; e, acima de tudo, as decisões advêm da capacidade e eficácia das transições ofensivas – de que foi exemplo elogiado na UEFA o golo de Quaresma em Stamford Bridge.

Onde se viu isso no Dragão, desta vez? Perdemos no detalhe das alturas, por centímetros. Perdemos no detalhe da ausência de planeamento de jogo, sem planos de contingência nem soluções apropriadas. Perdemos oportunidade de ganhar ao Liverpool, para mais sem alternativa alguma para ganhar contra 11, quanto mais contra 10… E, claro, nunca se viu uma transição ofensiva capaz, contundente e competente. Perdemos, por fim, bolas à toa a despejar para uma área à guarda da Royal Air Force. O recurso a um poste, como Kaz ou Bolatti, nem que fosse para isso, justificava-se face à solução que teimava em prevalecer. Coisas que o Liverpool come ao pequeno almoço…

Rebobinando o filme, a ver se nos entendemos: na Supertaça, a perder, Jesualdo lançou Leandro Lima; havia deixado Edgar na bancada. O plano b) em Leiria não tinha homens à altura para despejar bolas. Desta vez, nem plano a) com um nº 10, ausente, nem b) com homens altos, no banco. Confusos? Pois… como Mariano quando entrou e sem saber o que fazer…

Mais: Jesualdo insiste em compaginar um magrebino em pleno Ramadão e sempre à procura de água, com um Quaresma longe da quadra mas nunca da substituição, abençoado. Esta, invariavelmente, sucede ao marroquino mesmo que seja o mais incisivo a furar, em contraste do outro flanqueador que parece fazer frete sem se ir às divididas (ou chega atrasado, vide Miguel Veloso) e cruzando o campo para as bolas paradas sem ser capaz de virar o jogo.

Questões técnicas
As pessoas gostaram do jogo do Porto? Com tantas bolas perdidas? Passes mal feitos? Cruzamentos sem nexo para o alvo Lisandro notoriamente destinado ao insucesso?

Jesualdo, se bem ouviram, aludiu no final a questões de intranquilidade (sic) a discutir internamente (sic). A problemas técnicos individuais (sic). Ninguém passa uma bola para a frente sem o risco de ela se perder! Ninguém recebe a bola em zona ofensiva, sabendo-a proteger e… sem a perder! Tanto jogo desperdiçado em infantilidades de Quaresma, à procura de um labirinto em que, rodeado, nem dava com a entrada, quanto mais com a saída?; em indecisões de Bosingwa e Fucile (ai o domínio de bola com o peito para entrar na área quase no fim…), em arrepios no toque na bola de Assunção, João Paulo (reincidentes, vide Marítimo). A intranquilidade foi mancha de óleo que alastrou na equipa, incapaz de pegar a sério no jogo após o 1-1 onde a pecha de não haver dois centrais mandões se tornou evidente.

Ouvi Jesualdo e confirmei o que vi durante o jogo. Falta de classe que Lucho disfarça mas só para vincar o seu estatuto superior na matéria, de novo o melhor com Lisandro de raça mas esbaforido de tanto correr e pouco ter. Quaresma sem dar o corpo à bola e aos adversários, incapaz de a guardar, impávido a vê-los anteciparem-se-lhe até ganhar um pouco de coragem e evitar o que poderia ser o fatal 1-2 de Kuyt no final.

Se o Porto fica contente com o 1-1, que dirá o Liverpool que não perde com facilidade na Europa? Será em Anfield, onde chovem mais bolas na área do que nas monções do Índico, que os gigantes portistas se farão valer? Não bastou a lição de Chelsea, com o golo “chapa 4” de católogo que nos derrotou?

P.S. – podia fazer uma compilação das pechas detectadas nos comentários de ontem. Basicamente, reuni-as pela opinião que já tinha da “coisa”, só que não condescendendo desta vez como a maior parte dos Adeptos desta Bancada, para surpresa minha, fizeram. Até os mais encarnecidos detractores de Jesualdo.

Etiquetas:

Liga Portistas de Bancada - Top ten

Por Zirtaev


Observações:
- O primeiro classificado da Liga Portistas de Bancada, num total de 209.031 equipas, está no 2.472º
lugar;
- Os dez primeiros classificados da liga Portistas de Bancada são todos portistas;
- A liga Portistas de Bancada, num total de 12.017 ligas, estás no 378º posto;
- Total de participantes na liga Portistas de Bancada - 87 equipas.

Etiquetas: ,

18 Setembro 2007

FCPorto 1-1 Liverpool

Por Zirtaev
Lucho 8' (gp), Kuyt 17'
Equipa: Nuno, Bosingwa, João Paulo, Bruno Alves, Fucile, Paulo Assunção, Lucho, Raúl Meireles (Mariano G. 63'), Quaresma, Lisandro e Tarik (E. Farias 63')

41.208 Espectadores

PS: Caros Portistas de Bancada, devido a imperativos de trabalho e também devido ao facto de estar a mudar algumas coisas no blog, o que me vai ocupando o pouco tempo que tenho disponível, não terei qualquer possibilidade de escrever a crónica sobre este jogo. Por tal falha peço imensas desculpas aos leitores do blog. Remeto a minha opinião, logo que possível, para a caixa de comentários e aconselho a todos os leitores a lerem as várias opiniões existentes na mesma.

Etiquetas:

Noite de estrelas

Por Zirtaev
Está aí a maior e melhor prova de clubes de todo o mundo, a UEFA Champions League. Com ela estão de volta as grande noites europeias no Dragão, e que noite! Hoje o FCPorto recebe nada mais, nada menos que o vice campeão europeu e um dos mais históricos e galardoados clubes de todo o mundo, o Liverpool. Veste-se assim de gala o Dragão para a sua estreia na época 2007/08 da Liga dos Campeões e nada melhor que a iniciar já com uma vitória.

O jogo com o Marítimo foi há apenas dois dias, parece que ainda não se falou tudo sobre esse jogo e já só se pensa no jogo de hoje. O ritmo frenético dos bi-campeões nacionais vai ser assim. Seguem-se mais 6 jogos em apenas duas semanas. Mas hoje em dia as grandes equipas têm mesmo de estar preparadas para isso e os adeptos querem é futebol.

O FCPorto vem de uma série de jogos para campeonato dificílima, que passou com distinção, tendo conseguido quatro vitórias em outros tantos desafios. A exibição do último jogo não foi a melhor, mas deixou a entender que os jogadores não terão dado tudo o que podiam, tendo talvez já no seu subconsciente o grande jogo de hoje. O todo poderoso Liverpool é um adversário dificílimo, uma equipa que nos últimos dois anos foi à final desta prova, demonstrando todo o seu poder, tendo vencido há dois anos a sua quinta Taça dos Campeões e perdido no último ano para o AC Milan. Esta obra mais recente é fruto principalmente do seu futebol calculista e com grande rigor defensivo, muito diferente do típico futebol inglês.

Mas como disse, e muitíssimo bem, Jesualdo Ferreira na conferência de imprensa de antes do jogo, temos capacidade para derrotar o Liverpool, como temos para derrotar qualquer equipa do mundo, porque se os “reds” são uma das grandes equipas da Europa, o FCPorto também o é. Todos nós sabemos que os jogadores do FCPorto nestas noites fazem sempre grandes jogos e hoje não irá ser diferente.

Helton não recuperou ainda, tal como Postiga. Bosingwa que apresentou algumas queixas deverá estar recuperado á hora do jogo e assim a equipa deverá ser praticamente a mesma do último jogo, havendo apenas uma mudança no sector defensivo, mais concretamente no lado esquerdo onde Fucile, que recuperou do problema que tinha, fará o lugar de Marek Cech. A equipa deverá ser então esta:

É com muita tristeza que não poderei ver este jogo no estádio, se por mais nada fosse, principalmente porque penso que o Liverpool deverá ser a única grande equipa da Europa que ainda não tive o privilégio de ver ao vivo a jogar contra o FCPorto. Acredito que o Dragão estará em grande, os adeptos portistas em nada ficarão a dever aos vibrantes adeptos ingleses e assim ajudarão o FCPorto a começar da melhor forma esta época 2007/08 da Champions League.

FCPorto - Liverpool, 19H45 - SportTv1

PS: Com a Champions League começa também um dos mais interessantes e participados passatempos internautas do mundo do futebol, o UEFA Fantasy Football. Este ano o Portistas de Bancada faz pela segunda vez a Liga da Bancada e o sucesso até ao momento a nível de participações é verdadeiramente fantástico, contando já com o número recorde de 66 participantes. Para quem ainda não se inscreveu ainda está a tempo, até às 19h30 ainda podem iniciar a participação ou mudar as suas equipas sem qualquer penalização. É só ir aqui e o código de acesso à Liga da Bancada é o 29537-6275.

Etiquetas: ,

15 Setembro 2007

Também assim se fazem campeões

Por Zirtaev
FCPorto 1-0 Marítimo
Lisandro 56'

Equipa: Nuno, Bosingwa, João Paulo, Bruno Alves, M. Cech, Paulo Assunção (Bolatti 91'), Lucho, Raúl Meireles (Leandro L. 73'), Quaresma, Lisandro e Tarik (E. Farias 45')

38.519 Espectadores

Decididamente o jogo não foi muito bonito para quem a ele assistiu. Mas, decididamente, ganhar é ainda mais importante que jogar bonito. O adversário era difícil e todos já contavam com isso e, com um jogo muito importante já na próxima 3ª feira, o mais importante seria assegurar a vitória, assegurando o primeiro lugar na 1ª liga isolados, contando como vitórias os quatro jogos efectuados e isso foi conseguido. Mas tudo isto não pode nem deve servir para apagar ou branquear eventuais erros que aconteceram neste jogo. Serão talvez os tais patamares de exigência.

O FCPorto iniciou o jogo com a equipa esperada. Marek Cech foi a única alteração em relação ao jogo de Leiria. Conservador ou não, Jesualdo tem jogado com a equipa que mais garantias lhe dá e o que é certo é que, para já não se tem dado mal. Durante os primeiros 30 minutos os Dragões dominaram o jogo quase a seu bel-prazer. Como de costume, o adversário quase não rematou à baliza e na primeira parte se me lembro bem, só o fez por uma vez.

Com algumas exibições muito más, que irei referindo à frente, Tarik destacou-se pela positiva, estando nos jogos desta época a tentar provar, finalmente, porque Co Adriaanse o contratou. Assim, as principais jogadas de ataque eram protagonizadas pelo marroquino que teve nos pés, pelo menos por três vezes, boas oportunidades chegar ao golo. No lado oposto, quer do campo, quer da exibição, esteve Quaresma que pouco ou nada andou a fazer em campo, perdendo bolas sem fim e mostrando o seu egoísmo ao rematar de qualquer sítio e quase sempre sem nexo, sendo sempre presenteado pelos adeptos com enormes aplausos, ao contrário de outros que quase nem precisam de falhar para ouvirem assobios, mas já nos vamos habituando.

O Marítimo, apesar de se mostrar com uma equipa muito bem organizada, ia apenas defendendo, sem nunca criar perigo na sua avançada, e, pelo contrário, o FCPorto ia criando essas oportunidades, mas mesmo assim muito poucas apesar do domínio, fruto sobretudo de uma linha média com muito pouca inspiração que pouco mais fazia que fazer passes laterais, quase não dando apoio ao ataque, algo que já vem acontecendo desde o início do campeonato. Lucho não dá para tudo e faz de “n.º dez” e de médio defensivo, não conseguindo, como é natural, fazer bem nenhuma das funções. Já Raul Meireles e especialmente o Assunção estiveram completamente apagados, sendo que este último fez talvez o pior jogo que lhe vi fazer no FCPorto, com muitos passes falhados e perdas de bola comprometedoras que colocaram em perigo a sua defesa, principalmente durante a 2ª parte, sendo substituído apenas aos 91 minutos!!! Foi então com naturalidade que o marcador chegou em branco ao intervalo.

Para segunda parte, surpreendentemente ou talvez não, Tarik foi retirado do jogo e para o seu lugar entrou a mais cara aquisição desta época, Ernesto Farias, indo este para ponta-de-lança e passando o Lisandro para o lado direito, embora jogando muito perto do seu colega argentino do ataque. Numa jogada de insistência do FCPorto, que iniciou a 2ª parte a pressionar muito, o muitas vezes desconcentrado no jogo, Marek Cech, tirou um excelente centro para o segundo poste onde apareceu oportunamente o incansável Lisandro, carimbando assim com um golo a melhor exibição da equipa.

Até ao final do jogo, o FCPorto viveu muitas vezes na aflição, não conseguindo fazer o que há muito venho falando, saber ter a posse de bola para gerir o resultado. Os adeptos foram então sofrendo com alguns lances criados pelo insulares que depois de sofrer o golo começaram a atacar, mas as suas oportunidades iam quase sempre surgindo de erros da equipa do FCPorto. Leandro Lima substituiu Meireles, mas pouco ou nada acrescentou apesar de mais fantasista, mas mostrando-se ainda muito “verdinho” para ocupar o lugar, precisando talvez de mais ritmo de jogo. Já quase no final um desentendimento entre João Paulo, que fez um excelente jogo, e Nuno, que esteve seguro como já nos habituou, ia tirando a vitória ao FCPorto, mas acabou resolvido da melhor forma.

Talvez o mau jogo de muitos dos elementos dos Dragões, e não tirando mérito à excelente equipa do Marítimo, tenha a ver com o jogo da "Champions", pelo menos assim espero, já que se a equipa se apresentar assim contra o Liverpool, pode correr muito, mas muito mal. O importante é que o objectivo liderança isolada foi conseguida e mesmo jogando mal é necessário ganhar, sendo também desta forma que se fazem campeões.

Etiquetas: ,

Objectivo: liderança isolada

Por Zirtaev
Finalmente, voltamos a ter futebol a sério e, surpreendentemente ou talvez não, o Marítimo estará hoje no Dragão na condição de líder, a disputar com o FCPorto o primeiro lugar da primeira liga no final da 4ª jornada. Apesar de no início de cada época existir sempre um “pequeno” que se cola à frente, o que é certo é que normalmente isso quer dizer que essa equipa está jogar bem e no caso dos insulares isso é provado pelas três vitórias obtidas, tantas como o FCPorto, mas com a diferença entre os golos marcados e sofridos ser melhor.

Com o FCPorto esta semana a bater recordes de venda de lugares anuais, tendo chegado esta semana os “DragonSeats” conseguido atingir uma taxa de ocupação de 75% do estádio, o mais provável é o Marítimo ter uma recepção difícil dado o apoio esperado aos bi-campeões.

Na convocatória de Jesualdo Ferreira sentem-se algumas ausências importantes. Helton, Pedro Emanuel e Adriano já seria esperado que não podessem jogar devido às suas lesões e no caso de Helton, este deverá estar a ser poupado para o jogo da “Champions”. Hélder Postiga também não foi convocado já que chegou lesionado da selecção, mas a não convocatória de Fucile acaba por ser uma surpresa, sendo certo que também este estará a ser poupado para 3ª feira. Assim, a convocatória tem algumas novidades, sendo a maior, a primeira chamada de Ernesto Farias.

Já era esperada alguma precaução para o jogo com a “champions”, e a convocatória do professor prova-o, com a poupança de alguns jogadores e como o próprio disse na conferência de imprensa de antevisão ao jogo, "todos vão ter condições para jogar", dando um sinal que nesta fase com muitos jogos dará hipóteses aos jogadores que chegaram este ano. Ainda assim a equipa para hoje não deverá ser muito difícil de adivinhar, devendo ser quase a mesma do último jogo, alterando-se apenas o lado esquerdo da defensiva, devendo ser Marek Cech o eleito para substituir Fucile. João Paulo manter-se-á no centro da defesa e Tarik neste jogo, apesar do Ramadão ter começado esta semana, ainda deverá estar a 100%, sendo então titular, já nos próximos jogos…

A equipa inicial deverá ser a seguinte:

Apesar de algumas poupanças, se não for antes, quando chegar a hora do jogo o Liverpool já não estará na mente dos atletas, porque este jogo não vai ser nada fácil, já que além da boa réplica esperada da equipa adversária, poderá até ter mais alguns “obstáculos”. Mas para este jogo os jogadores terão de ter em mente apenas um objectivo: a liderança isolada da liga.

FCPorto - Marítimo, 19H15 - SportTv1

Etiquetas:

14 Setembro 2007

O Apito que não apita…

Por Zé Luís

Não sei se deram por isso, mas passa agora um mês da “bomba” do Apito Encarnado e de o ”Tu, Luís” ter suscitado do presidente do Benfica a prometida, mas não cumprida, reacção na SIC: o Benfica recebia o Copenhaga (14 de Agosto), o seu líder estava entalado mas, fanfarrão como é seu timbre, garantiu que a resposta não tardaria, disse-o em directo, antes do jogo, e para falar, sem tardar, naquela estação televisiva.

Até hoje nada se ouviu.

O Apito Dourado fez desviar as atenções do processo Casa Pia, altamente comprometedor para gente do PS apanhada em escutas (e nem todas reveladas) que agora José Maria Martins, defensor de Carlos Silvino, desafia a que se publiquem na Internet tal a gravidade das pressões políticas sobre instituições como a PJ e o MP.

Agora é o caso Maddie a desviar as atenções do Apito Encarnado, aquele que, apesar de evitáveis e descuidados “defeitos de fabrico”, foi mesmo um colhão na virilha dos poderes que impunemente se exibiam no circo mediático.

Entretanto, alguns personagens começam a ser mais conhecidos. Por causa da infeliz Madeleine, eu, por exemplo, apercebi-me de quem é o director nacional da Polícia Judiciária, Alípio Ribeiro. Não gostei nada da sua participação no Prós&Contras, programa que abjecto e volto a não recomendar, cenário para desfile costumeiro das personagens do regime, repetentes ad nauseum como serventuários do poder: um representante da Imprensa (Expresso) que desvaloriza opiniões de especialistas como um convidado espanhol no programa; um pendurado advogado que disse perder o seu tempo em vez de dormir para inserir um suporífero a toda a audiência sobre a presunção de inocência; um ex-criminalista virado autor e autarca que é verrinoso nas suas colunas de jornais mas parecia um cordeirinho de peluche amaciado perante as câmaras; e outro ex-investigador a perorar teorias quando a realidade nos vai entrando pelos olhos dentro quanto ao crime em causa sobre a pobre Maddie.

Não se ligam a letra e a careta se estivermos desatentos. A mim chamou-me a atenção que na Grande Loja do Queijo Limiano, sempre politicamente incorrecto e muito atento, o Manuel se tenha descaído assim:

“Há alguns dias atrás, a propósito de uma questão qualquer, o Director Nacional da PJ não hesitou - alto e bom som - em criticar e demarcar-se ruidosamente do Procurador Geral da República. Pouco importa a razão (que até parece que a teria), o facto é que Alípio Ribeiro escolheu consciente e voluntariamente o ruído e o terreiro mediático para fazer valer a sua causa. Diálogo, coordenação, sincronização - tudo foram variáveis secundárias - num terreno pantanoso que todos fizeram e fazem questão de calcorrear - quando a única coisa que conta é o imediatismo do aparecer no momento nos média. O parecer ao invés do ser.

(…)
Num país normal a esta hora, face a este triste espectáculo, nem Pinto Monteiro nem Alípio Ribeiro teriam condições para continuar.”

Ora “a propósito de uma questão qualquer”, esta foi o facto de o director-nacional da PJ ter questionado veementemente que o PGR tenha mandado abrir um inquérito por causa do Apito Dourado e suas “nuances” processuais e do Apito Encarnado que punha em causa muito do que era suposto estar bem feito – apesar das críticas e constatações evidentes do “servicinho” feito à medida…

Alípio Ribeiro acabou por fazer um estardalhaço na sua intervenção sobre a intervenção de Pinto Monteiro. Foi manchete do Expresso. O regime reagia…

Entretanto, outro protagonista no mesmo programa da RTP-1, Carlos Anjos, terá sido o homem do Sindicato dos Profissionais da PJ ou algo parecido, há dias referido a propósito da rescisão de contrato da LPM com o FC Porto. Luís Paixão Martins, cara desta empresa de consultoria em comunicação e imagem, aludiu a uma entrevista em que este investigador da PJ, também lampeiro a usar a Imprensa, não só descredibilizou o Apito Encarnado como aludiu à influência da LPM na feitura do documento que definitivamente agitou as hostes judiciárias…

Mas não só. O Sol, no passado sábado, publicou as versões, no essencial, do livro “Eu, Carolina”, entre o que foi escrito originalmente e a correcção “made in Pinhão”.

Algo que também inquieta os investigadores e magistrados mas parece ter passado sem perturbar a fácies insensível de Maria José Morgado como a morte de Maddie não se espelha, aparentemente, na cara da mãe Kate.

E, assim, de um processo a outro, mas sempre começando pelo princípio que foi o caso da Casa Pia, vamos conhecendo comportamentos, caras, opiniões e indivíduos em altos cargos e com palco mediático sempre disponível.

Pode parecer não ter nada a ver com o futebol, mas o mundo da bola também tem mistérios insondáveis como a Justiça que o rodeia. O “boss” da PJ a dar parte de fraco face a informações (o segredo de justiça é pau de dois bicos) contundentes sobre uma correspondência de ADN é o mesmo que saiu a terreiro a criticar um órgão hierárquico superior, a PGR. O Ministério Público enredado nas teias do Apito Dourado e de novo com procedimentos susceptíveis de crítica no caso Maddie. O líder da PGR que aguenta com tudo até saber pela televisão (sic) dos últimos desenvolvimentos sobre o casal McCann a fugir de Portugal, depois de garantir a máxima eficiência e o trabalho notável, ainda por comprovar em qualquer dos casos, da Polícia Judiciária.

E depois vaticinam-se conjecturas sobre quem conspira alegadas teorias de divisão do País, da PJ de Lisboa contra a PJ do Porto, da corrupção no Porto (ver entrevista de uma magistrada esta semana no JN) e dos homens de bem de Lisboa, do MP da capital e dos magistrados do mesmo no Norte.

O cenário é bem negro. E o Apito não apita.

Etiquetas:

13 Setembro 2007

Liga Intercalar

Por Zirtaev
Por certo alguns já ouviram falar nesta nova competição, ainda no post de ontem o Menphis deu um cheirinho sobre ela, mas a maior parte dos Portistas de Bancada nem sequer imagina o que é a Liga Intercalar. É natural que assim seja, já que é algo que embora possa vir a acontecer entre outras associações, para já é apenas uma prova que abrange duas associações de futebol do norte, a AF de Braga e a AF do Porto, e, como tal, todos já sabemos como a comunicação social, predominantemente lisboeta, ignora por completo tudo o que não envolva os seus “queridos” clubes.

Esta competição, que foi uma iniciativa do FC Porto juntamente com a AF do Porto, tem como objectivo colocar em prova os atletas menos utilizados pelos clubes, dando-lhes ritmo competitivo, que naturalmente não obtêm em simples treinos e dando também boas oportunidades aos novos jogadores, quer da formação, quer reforços, de demonstrarem as suas qualidades perante o treinador. Esta liga acaba por nos fazer recordar uma outra competição que existia há alguns anos atrás que tinha o nome de “Campeonato de Reservas”, mas com algumas diferenças.

Numa reunião que se realizou na última 2ª feira, foram já delineados os parâmetros finais para o modelo competitivo da nova liga e esta arranca já a 28 de Novembro próximo. Dez clubes aderiram à nova competição. Oito são da AF do Porto, o FC Porto, Boavista, Leixões, Gondomar, Varzim, Rio Ave, Trofense e Freamunde, e os outros dois são da AF de Braga, o SC Braga e o V. Guimarães.

Neste modelo competitivo existirão 2 torneios, o de Inverno e o de Primavera, que terão apenas noves jogos, ou seja um campeonato a uma só mão, e de cada um dos torneios passam às meias-finais os dois primeiros de cada torneio que nesta fase passará a ser jogado em género de play-off, com jogos a duas mãos até à final.

A liga intercalar, que terá transmissão televisiva, obedecerá a certos parâmetros específicos e, entre outros, os que mais se destacam são os seguintes:

- A vitória valerá 3 pontos, o empate com golos 2 pontos e o empate sem golos 1 ponto;

- Os jogos realizar-se-ão sempre às quartas-feiras, entre as 15 e as 18 horas. As únicas excepções serão para o FC Porto e SC Braga se existirem jogos das competições europeias nestes dias.

Em resumo, e embora o FC Porto tenha um calendário apertado, é uma competição que servirá sobretudo para dar minutos de jogo aos jogadores que normalmente não serão opção para Jesualdo Ferreira e para permitir a alguns jogadores da formação apresentarem-se. Assim sendo revela-se como uma óptima iniciativa, já que os atletas estarão também, e a qualquer momento, aptos e com ritmo competitivo para servirem a equipa principal.

Liga da Bancada
A Liga dos Campeões está de volta e com ela está também um dos mais interessantes jogos de "treinadores virtuais do mundo, o UEFA Champions League Fantasy Football.

Tal como aconteceu no seu primeiro ano de existência, também este ano o Portistas de Bancada adere a este passatempo. Assim, e como alguns já repararam, coloquei já na barra lateral o código de acesso à Liga Portistas de Bancada.

Para quem nunca jogou é muito simples, basta irem ao site do UEFA Champions League Fantasy Football, clicando na imagem da barra lateral ou aqui, e inscrevem-se, escolhem uma equipa que obedeça às regras explicadas no site e depois só têm de aderir à liga Portistas de Bancada utilizando o código que está bem visível na barra lateral e que passo a transcrever a seguir :

Código de acesso à liga Portistas de Bancada: 29537-6275

Vá, não se acanhem, é simples e faz-nos ver os jogos da Champions League ainda com mais interesse. Participem, ainda por cima a UEFA atribui prémios aos treinadores mais bem pontuados.

PS: Parece que o "chefi" agora mudou de nome, é agora o Socolari. Que se pode dizer mais? É um triste como já sabíamos que ele era. Um triste durante e depois, ao negar o que todos vimos. Triste como é esta selecção depois que perdeu as autonomias dos campeões da Europa de Mourinho e que ele foi aproveitando. Enfim, uma tristeza e mais uma vergonha para Portugal.

Etiquetas: , , ,

12 Setembro 2007

Emprestados

Por Menphis
Na lista dos jogadores emprestados do FCPorto que, na 2ª feira, foi aqui publicada, importa referir uma situação que me pareceu esquecida, e pouco debatida, mas que tenho a convicção de ser um assunto de uma extrema importância para o futuro do nosso clube.

Se bem se recordam, nessa lista que o Zirtaev fez, brilhantemente num grande serviço público aos adeptos do nosso clube, e eu sei o quanto custou reunir aqueles nomes todos por isso tenho que deixar a minha palavra de apreço a quem a fez tão acertada, dizia eu que naquela lista se contam 34 atletas com contrato com o FCPorto, mas que estão a servir outros clubes, espalhados por divisões variadas, desde a nossa 1ª Liga, passando pela 2ª Liga, 2ª Divisão B ( !!! ), e até por alguns campeonatos de todo o mundo.

Mas, a principal questão é, desses 34 atletas quantos irão MESMO servir o FCP jogando pela equipa principal?

Quantos jogadores destes irão ser necessários para o plantel principal?

Como diria o outro, é aí que a porca torce o rabito, sendo que mais de 50 %, concretamente 18 jogadores, nunca fizeram parte do plantel principal e a probabilidade de alguns concretizarem esse objectivo é muito baixa.

Não se dá as devidas oportunidades aos jovens, dirão uns como a verdadeira razão, mas todos nós já discutimos isso muitas vezes, o grau de exigência do adepto do FCP é enorme e nem todos os jovens aguentam o peso de vestir a camisola azul e branca.

Depois temos, ainda, a questão da qualidade própria do jogador, a sua capacidade de se impor num plantel campeão e que aposta sempre em vencer nas várias competições que participa, além da diferença de ritmo de um campeonato de juniores para um campeonato profissional.

Na minha opinião, as verdadeiras razões poderão ser de três situações que irei expor, a saber:
- Primeiro, temos a questão dos contratos profissionais realizados entre o clube e os seus atletas dos escalões de formação. Visto de fora, parece-me excessivo o tempo de contrato, sendo necessário ter um maior cuidado e maior ponderação na duração dos mesmos quando um jogador passa a profissional. Por vezes, o jogador, quando sobe a sénior, acaba por se tornar numa despesa inútil à sua entidade patronal, já que está sob contrato e não a serve. Além do mais, com menos atletas nessa situação, a folha de pagamentos será menos dispendiosa, o que é sempre útil para as finanças do clube.

- Segundo, temos um problema ao nível organizativo das competições nacionais, ou seja a FPF, a falta das equipas B e também o nível competitivo dos campeonatos de juniores. Muitos clubes aderiram às equipas B, mas, entretanto, foram desistindo e hoje poucos são aqueles que têm equipas B nas suas fileiras.

nulos, já que, ao contrário do que se passa lá fora, em Portugal as equipas B não podem subir de divisão, além disso os clubes suportam despesas enormes que, ao longo da época, têm em manter uma equipa B, portanto tanto desportiva como financeiramente é um mau investimento ter equipas B em Portugal.

A maior razão é a falta de motivação dos atletas que fazem parte do plantel, os seus objectivos competitivos são. A já anunciada Taça InterRegional, disputada entre clubes da A.F. Braga e A. F. Porto, poderá ser encarada como uma solução atractiva para os clubes, visto que aí poderão utilizar os seus jogadores de forma a manter um ritmo competitivo que os beneficiem quando forem chamados à equipa principal.

- Terceiro e por fim, temos a questão da falta de competitividade dos campeonatos nacionais dos escalões mais jovens, mas mais particularmente, no campeonato nacional de juniores.

Se estivermos atentos ao calendário júnior, vemos que o nível de exigência é pouco, não raras são as vezes que alguns jogos da fase inicial terminam com goleadas que hoje já não se usam e se realizam em campos sem condições nenhumas, só na fase final é que a competitividade cresce e o equilíbrio entre as partidas é maior.

Como já revelou Paulo Sousa, treinador da selecção nacional dos escalões mais jovens, o sector que sente mais dificuldades quando existem jogos internacionais é a defesa, tudo porque nos clubes os defesas não estão habituados à pressão do adversário e a serem postos à prova e quando defrontam uma selecção que pressiona mais alto, as dificuldades dos defesas em resolver essas situações são imensas.
Concluíndo, parece-me um número excessivo de jogadores emprestados, mesmo que a maior parte deles sejam sub-21 e seja cedo para vermos a sua real valia, penso que a solução ideal seria uma lista mais curta e mais seleccionada para beneficio do clube, tanto financeira, como desportivamente.

Etiquetas:

11 Setembro 2007

Um comandante de “Lucho”

Por Zirtaev
O jornal O Jogo de ontem publicou uma extensa e excelente entrevista a um dos nossos capitães, Lucho Gonzalez. Como a entrevista é demasiado extensa e poder-se-á tornar aborrecida de ler para alguns, não a transcrevo aqui na totalidade, coloco apenas algumas partes que me mereceram mais atenção. De qualquer forma é uma entrevista onde “el comandante” demonstra toda a sua humildade e inteligência, que aconselho a todos lerem na sua totalidade e que poderão fazer aqui.

A possível saída do FCPorto
«A verdade é que passei à margem de tudo o que aconteceu e da especulação em torno da minha possível saída do FC Porto. É claro que há um momento em que é impossível não te inteirares daquilo que se diz e que os jornais foram publicando, mas muitas vezes são coisas que não correspondem à verdade, em absoluto. Por isso, estive sempre tranquilo. Soube que o único int
eresse certo era o do Valência, mas mantive-me à margem das negociações, esperando apenas que os clubes se pusessem de acordo. Isso não aconteceu, acabei por ficar no FC Porto. E fiquei muito bem.»

A compra pelo FCPorto da totalidade do seu passe
«não vou esquecer. Sei que fizeram um esforço económico muito significativo para me manter cá e sinto que isso é uma prova de confiança muito grande em mim, o que aumenta a minha responsabilidade para continuar a fazer o melhor que posso por um clube que sempre me tratou bem.»

«tenho contrato de trabalho com o FC Porto até 2011. Tratarei de cumpri-lo no limite das minhas capacidades.»
«A minha família também é muito feliz aqui e isso é muito, muito importante para mim no momento de tomar qualquer decisão. Os adeptos gostam de mim, o treinador também e o FC Porto é um grande clube, pelo que não tenho nada a lamentar.»

Grupo de trabalho
«temos um excelente grupo, muito forte e unido, apesar da saída de alguns jogadores importantes e da entrada de muita gente nova.»
«Aqui temos todos um e o mesmo interesse que é defender a camisola do FC Porto e continuar, todos juntos, a dar mais prestígio a um clube que já conseguiu tantas coisas importantes em termos nacionais e internacionais.»

Os novos reforços
«é muito difícil para qualquer um deles chegar aqui e entrar numa equipa que joga junta há dois anos e que, ainda por cima, conseguiu dois títulos de campeão nacional. Apesar disso, são grandes jogadores e tanto Bolatti, como o Mariano, como o Farías e como os outros reforços, não só os argentinos, mas também o
Leandro e o Edgar. São grandes jogadores que, quando tiverem uma oportunidade, vão dar o melhor pelo clube.»
«Fomos campeões em dois anos consecutivos. O que significaria para os que estavam cá no ano passado, se os novos entrassem de imediato na equipa? De qualquer forma, acredito que dentro de muito pouco tempo vão ter uma oportunidade para jogar. O FC Porto tem um calendário pesadíssimo, vamos ter muitos jogos pela frente, não é fácil jogar sempre a mesma equipa e todos vão ser úteis para atingirmos os nossos objectivos.»

As saídas de Pepe e Anderson
«Pepe e Anderson são grandes jogadores e a saída de grandes jogadores é sempre muito sentida em qualquer equipa. Mas acredito que os reforços
que chegaram vão compensar essas saídas e ainda há que contar com os jogadores que cá estavam, como o Pedro Emanuel, que se recuperou e que veio reforçar o grupo, fazendo com que se sinta menos a saída de Pepe e Anderson. Mas são, de facto, grandes jogadores e esses fazem sempre muita falta.»

A saída de Baía e as novas responsabilidades dos capitães
«temos um bom grupo e temos quatro capitães que fazem o seu trabalho sem querer fazer esquecer o Vítor (Baía). Ele era uma referência para todos nós
, por tudo o que conseguiu, por tudo o que representava para o clube e também pela maneira como nos ajudou quando chegámos ao FC Porto. Não sinto que possa ocupar o seu espaço, não sou assim tão importante. Prefiro sentir-me importante no campo, na posição que ocupo.»

A ausência no jogo da Supertaça
«Às vezes, na Imprensa portuguesa, dá-se muita importância a coisas que não passam de coincidências. Hoje em dia até podem existir jogadores que façam alguma diferença, mas já não há jogadores capazes de ganhar um jogo sozinhos. Somos uma equipa constituída pelos onze jogadores que entram em campo, mais os suplentes e precisamos de todos para alcançar os objectivos que traçámos. O facto de termos perdido um jogo em que não participei é apenas uma coincidência, nada mais. Aqui somos uma equipa e ne
nhum de nós ganha um jogo sozinho.»

A falta de férias
«Agora sinto-me muito bem, perto dos cem por cento. É lógico que na última temporada houve uma altura em que senti os reflexos de não ter feito a pré-temporada e, por vezes, foi complicado. Creio que com a sucessão de jogos, vou conseguir melhorar o meu ritmo e sentir-me ainda melhor.»
«Dias de férias vou ter quando acabar a minha carreira. Desfruto muitíssimo desta profissão e sinto-me um verdadeiro privilegiado. Há muita gente por aí que trabalha muitas horas fazendo algo de que não gosta e que ganha muito menos dinheiro do que os jogadores de futebol, que fazem o que mais gostam.»

O grupo da Liga dos Campeões
«Creio que temos possibilidades de passar à fase seguinte. É um grupo difícil, mas há dois anos que jogamos juntos e estamos cada vez mais fortes.»

«O primeiro jogo é sempre muito importante. Não garante nada, mas é importante. Ganhar, empatar ou perder são resultados que não garantem nada, mas que influenciam a forma como podemos abordar os restantes jogos. O nosso objectivo é, obviamente, ganhar e consegui-lo, no primeiro jogo, frente ao Liverpool, seria muito importante em termos anímicos para o resto do apuramento, até pelo respeito que incutiria nos restantes adversários.»
«[Com o Liverpool] É um jogo complicado contra um adversário muito forte que se reforçou muito este ano, mas há dias li umas declarações de Quaresma e penso o mesmo: hoje em dia não há nenhuma equipa que
seja invencível. Vai ser um jogo difícil, o Liverpool tem grandes jogadores, mas o FC Porto também e temos que defender a camisola do FC Porto e fazer os adversários sentir a nossa força.»
«[Marselha e Besiktas] são duas equipas com públicos fantásticos, que criam ambientes especiais, com muita pressão sobre os adversários. Justamente, são ambientes muito parecidos com os que sentíamos na Argentina e é neles que prefiro jogar ainda hoje. São duas equipas muito difíceis, que retiram força do seu público, mas às quais podemos ganhar.»

As três vitórias em três jogos no campeonato
«É uma vantagem importante. Conseguir uma diferença de pontos para os nossos rivais tão cedo no campeonato é sempre importante em termos anímicos, mas não é decisivo. (...) É, isso sim, um bom começo.»

Sporting e o Benfica
«Acredito que, neste momento, o FC Porto está mais forte do que Sporting e Benfica. Acho que isso acontece porque o FC Porto tem uma equipa que joga junta há dois anos com muito poucas alterações. Depois, tentamos fazer sentir aos nossos adversários a pressão de estarem a jogar contra o bicampeão nacional. Queremos voltar a ser campeões, mas sabemos que os outros também estão fortes, que o campeonato é muito longo e que há oscilações de rendimento a considerar.»

Golo contra o Sporting
«Sabíamos que era difícil, porque os jogadores do Sporting iam sair em cima da bola. Conversei com o Raul Meireles e fiz questão de não avisar o Quaresma do que tínhamos decidido, para que tudo fosse o mais natural possível. Todos esperavam que fosse ele a rematar, até ele próprio, e isso foi essencial para que o lance resultasse. Depois, foi só fazer o passe e correu tudo bem.»

Etiquetas:

10 Setembro 2007

Jogadores FCPorto - Época 2007/2008

Por Zirtaev
Plantel principal
(28 jogadores)

Emprestados
(34 jogadores)


S - jogadores Sub-21 (25 jogadores)

Nota: Qualquer erro que porventura possam encontrar, em qualquer uma das listas, agradecia que me comunicassem. O objectivo é termos uma ideia clara e verdadeira dos jogadores que pertencem ao clube na época 2007/2008 e, no caso dos emprestados, do respectivo clube onde estão a jogar.

Etiquetas: , ,

07 Setembro 2007

Uma selecção criteriosa...

Por Zirtaev
"Selecção avessa à província

A selecção nacional de futebol parece ser alérgica aos ares da província. Entre 53 jogos oficiais realizados em solo português nos últimos 20 anos, o Portugal-Sérvia da próxima quarta-feira será "só" o 27.º na capital. E o Clube Portugal, assim baptizado nos últimos anos, para celebrar a reconciliação nacional com a "equipa de todos nós", até têm agravado a histórica tendência para a centralização do país futebolístico. O encontro com os sérvios será, também, o décimo desafio oficial, entre os 17 da era Scolari, marcado para Lisboa. Ali foram já disputados todos os jogos mais apelativos do Euro 2004, da fase de qualificação para o Mundial 2006 e para o Euro 2008. A Polónia e a Sérvia seguem a ordem vigente.

Tudo não passaria de uma questão de "ciumeira" se, afinal, não se verificasse que, além do prestígio, outros valores se alevantam o clube que cede o estádio leva 10% da receita de bilheteira e até pode acumular o gozo supremo de a selecção ser composta, exclusivamente, por jogadores de um rival...

Percorrendo-se a lista dos jogos oficiais da selecção disputados em Portugal nos últimos 20 anos, observa-se que, até 2003, 17 jogos tinham sido realizados em Lisboa e 14 no Porto. No mesmo período, apenas cinco desafios fugiram à força aglutinadora das duas maiores cidades. Dois encontros foram realizados no Funchal e outros três em Setúbal, Guimarães e Coimbra, mas sempre com equipas menores.

Com a organização do Euro 2004 e a construção ou reconstrução de diversos estádios na província, esperava-se que a selecção pudesse ser mais itinerante, mas o que se verifica é a crescente centralização em Lisboa. A capital banqueteou-se com o "filet mignon" e deu os restos à "paisagem". Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Faro/Loulé, com estádios novinhos em folha, levaram com cartazes de selecções de quinta divisão, do Azerbeijão à Estónia, do Luxemburgo ao Cazaquistão.

Nos últimos 20 anos, o Minho, uma das regiões do país com maior densidade geográfica, só viu a selecção num jogo a sério, em Março de 1999, com o... Azerbaijão. Guimarães, onde mora uma das mais fervorosas falanges de adeptos, a do Vitória, só voltou a ter jogos da selecção num particular de má memória para a equipa de Scolari (0-3, com a Espanha, em Setembro de 2003). E Braga? Nem um joguinho oficial para amostra. Desde 1987, a selecção foi lá seis vezes, mas sempre em jogos a feijões. E Barcelos contentou-se com um amistoso, em Março de 2005 (4-1 ao Canadá).

Mesmo nestes particulares (43, desde 1987), foi Lisboa quem mais vezes viu a selecção ao vivo, em nove ocasiões. Braga (seis jogos), Porto (4), Faro (4), Setúbal (3) vêm logo a seguir. Leiria, Coimbra, Ponta Delgada e Chaves receberam dois amigáveis da selecção, que se dignou visitar o Alentejo em duas ocasiões (Portalegre e Évora). Viseu, que ficou fora do Euro-2004, viu a selecção uma única vez (5-1 à Lituânia, em 2000), assim como Torres Novas, Maia e Águeda.

A concentração da maioria dos jogos em Lisboa origina, ainda, outra disparidade, com lucro para os clubes da capital que cedem os estádios. Segundo Amândio de Carvalho, vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol, 10% da receita de bilheteira vai para os donos dos recintos. Em estádios com o de Alvalade ou da Luz, Sporting e Benfica nunca encaixam menos de 100 mil euros com os jogos das selecções. Isto sem contar com os lugares VIP e de camarote, que, ainda de acordo com Amândio de Carvalho, podem ser negociados pelos clube, controlo nem fiscalização da FPF. O Sporting, por exemplo, tem camarotes (22 lugares) à venda por 4510 euros para o jogo com a Sérvia."

In Jornal de Notícias

Etiquetas:

Apitadelas várias na ordem do dia

Por Zé Luís
A Liga descansa para daqui a pouco recomeçar aos soluços, com jornadas entrecurtadas com Selecções e Taça da Liga (no final do mês), depois Champions e mais Selecções. Vamos descansar um pouco os nervos por causa de arrasadoras arbitragens, esta semana nem há nomeações mas é tempo de pôr ordem num tema que vai voltar a ser do dia.

Acabaram as férias e o ano judicial reabriu. Já se lançou o tema, levemente, lembrando casos mediáticos a retomar, da Casa Pia ao Apito Dourado, entre outros.

A Mizé Tung fez o seu serviço e já foi destacada, sem pompa na circunstância, para tratar do lixo que rodeia Lisboa, a Câmara agora rosinha, a EPUL e o Benfica, a EMEL e tantas siglas esquisitas entre negócios pouco claros que mereceu menos destaques do que as vicissitudes das coisas da bola indígena.

Ninguém lançou reptos à Comissária do Povo destacada para o reino da Txircolândia, não houve rezas e votos de boa sorte ou vaticínios sobre o que pode ser a sua carreira profissional em caso de falhar objectivos. Estes, medianamente, foram reduzidos à expressão mais simples: não se lhe exige encontrar culpados, desta vez, mas sim que, veja lá, importa saber se há tramóias ou não, com a condescendência devida aos inocentes até prova em contrário. Vamos para Lisboa, mas com cautela. Sem espalhafato nem anúncio televisivo, porque não estamos a lidar com ladrões, mafiosos ou assassinos. As noites são perigosas noutras paragens recônditas do País que mantemos à distância sob rédea curta e há dias solarengos para aproveitar na capital.

Mas nas férias, feito o balanço do processo que agitou o primeiro semestre, alguém, desinteressado, afastado das lides da tourada que é o futebol na Imprensa Destrutiva, foi alinhavando ideias. Eu, ao chegar de férias, fui lendo coisas dispersas, como as que a seguir se descrevem, de blogues generalistas, logo insuspeitos.

A comissária do povo
Há cinco anos, Maria José Morgado causou sensação mediática em larga escala, ao insinuar interesses duvidosos aquando do seu afastamento da Polícia Judiciária em 2002. Bradou aos céus a sua idoneidade, sendo levada ao colo por todos os meios de comunicação social quando publicou o seu livro “O Inimigo sem Rosto – Fraude e corrupção em Portugal”. Editado pela D. Quixote (coincidências..). Criou-se uma Imagem de marca. Maria José Morgado adquiriu assim a fama de procuradora incorruptível. A Justiceira do povo, Defensora dos cidadãos honestos e oprimidos é tirada a papel químico do Típico Herói Americano, que luta sozinho e por sua iniciativa em duas frentes: contra o crime (a frente do mal) e contra o próprio sistema, que deveria combater o primeiro. Nesse ambiente de cumplicidade, o Espectador português engoliu a pílula, e consumiu a receita hollywoodesca.

Agora reconciliada com o “sistema” que a exibe como troféu, Maria José Morgado e a sua equipa são usados à exaustão como instrumento de propaganda. Independentemente das intenções idóneas de Maria José Morgado, a sua imagem é objecto de aproveitamento político. As suas capacidades de investigação instrumentalizadas, assim como largos recursos de estado que são desperdiçados a investigar querelas desportivas menores e outros assuntos domésticos. Os escassos quadros da PJ são canalizados em massa para investigar pequeno banditismo clubístico, em detrimento de casos graves que são deixados prescrever.

O combate à corrupção que se avizinhava nada passa na realidade da intromissão Inquisitorial do Estado em módicas querelas de alcoviteiras provincianas, caciques buçais de aldeia, recauchutadores de pneus, e animadores de casas de alterne, que se enganam e deixam intrujar uns pelos outros. Pequenos malandros que aceitam entrar no jogo que eles próprios criaram, em manobras pequenas e tacanhas dignas de um enredo de uma radionovela dos anos 80, que por si nunca mereceriam a atenção do público. Assistimos à mediatização de zangas familiares, com a bênção dos meios de comunicação social a proceder a acareações de irmãs em directo em que o pai de ambas contribui com o seu parecer num tom de justiça salomónica. Um modo vulgar de desviar a atenção com megaprocessos mediáticos, de modo a que os portugueses ignorem os desperdícios, desvios e má gestão de dinheiros públicos em larga escala.
Filipe Melo e Sousa, in Small Brother.

A campeã anti-corrupção deixou-se corromper
"Vamos resumir isto em 10 linhas, que esta gente não tem tempo para seguir telenovelas.

Eis Maria José Morgado, a nova justiceira do povo. Uma burocrata de Lisboa, com um batalhão de investigadores a seu serviço. Todos pagos pelo contribuinte português. Abre e reabre processos arquivados. Com base em livros especulativos (Eu, Carolina). Com base em depoimentos encomendados pelo principal interessado na condenação do arguído. E vamos então chamar os senhores pelos nomes. Luís Filipe Vieira é o principal interessado na condenação de Pinto da Costa, ou em alguma sanção ao FCP. Assim, faz todo o sentido que comparticipe com 20.000 € a viabilização da obra pela editora D. Quixote. Quem o diz é a irmã da própria ex-namorada do Pinto da Costa, Carolina Salgado, interessada em denegrir a imagem do ex-companheiro a qualquer custo. Gasta-se milhões aos contribuintes para dar uma chance a um clube lisboeta que ganha um campeonato a cada 12 anos.

Aqui está mais um caso para o qual, no entendimento da PGR, não havia interesse em alocar recursos públicos a investigar. Assim, a equipa da justiceira do povo não perdeu tempo a desvender pequenos trambiques. O que interessa à nação é a idoneidade do árbitro que apitou a final da taça."
Idem, ibidem

O homem não é tão mau assim
"Pinto da Costa é tão bom ou tão mau que teve direito a "documentário" na RTP-1, em horário nobre e com comentários "sociológicos" de Pacheco Pereira e humorísticos de Octávio Machado, entre outros. Só prova que o homem tem, no mínimo, interesse. Mais do que qualquer um - ou uma, a das "meninas" - daqueles que por lá passaram.
João Gonçalves, in Portugal dos pequeninos

Pressões
Num país em que tudo dá inquérito, é, de facto, questionável que a PGR não decida abrir um para investigar as pressões que Luís Paixão Martins diz ter vindo a sofrer nos últimos tempos e que, segundo ele, são tão graves ao ponto de ele decidir romper o contrato que a ligava do Futebol Clube do Porto.

Primeiro ponto: o Apito Dourado já chateia tanto quanto o caso Maddie. Segundo ponto: pelo que se vê e se ouve, o MP tem um caso muito fraco que só muito dificilmente poderá convencer um juiz minimamente competente e - comme il faut - alheado das omnipresentes pressões. Terceiro ponto: o que também facilmente se enxerga é a ineficácia da estratégia de defesa do clube, contra-atacando com os métodos duvidosos (relatórios anónimos, testemunhas duvidosas, etc..) de que se servem os seus detractores. Se o Porto está em minoria como sempre esteve no país e se, de facto, está a ser perseguido como defendem os seus dirigentes e advogados, então pode também esperar que tal estratégia de lançar dúvidas sobre a reputação dos seus adversários no processo terão muito pouco sucesso. O melhor será concentrar-se nas falhas de investigação que parecem ser muitas. O facto de os jogos em causa não provarem minimamente que os árbitros beneficiaram o Porto e ainda o facto de a testemunha principal da acusação ter a credibilidade que tem (nenhuma) deviam ser bastantes para que Pinto da Costa seja ilibado. Isto, claro, a menos que haja alguma coisa no processo que escape à imprensa. Por último, a melhor prova de que a justiça dispensa os justiceiros é precisamente este caso. A acusação parece movida por uma espécie de vingança pessoal que pôe em causa a imagem de imparcialidade a que a PJ e o MP estão obrigados e descredibiliza as acusações a que Maria José Morgado, pressionada pelo dever de apresentar resultados, chegou. A imagem de que a PJ e o MP transmitem de querer à viva força "entalar" o presidente do Porto é preocupante para a justiça portuguesa. E não se diga que é só imaginação: o problema de se nomear alguém que sempre fez gala de ser a única pessoa preocupada com a corrupção no futebol reside no simples facto de essa pessoa estar à espera da primeira oportunidade para provar os resultados das suas especulações. Natureza humana, mais uma vez e sempre.

Primeira tarefa dos políticos e do MP: ensinar às pessoas que o sucesso do MP não se mede pela quantidade de acusações que deduz;

Segunda tarefa (do PGR): não fazer nomeações "mediáticas e sensacionais" de procuradores para os casos badalados; tal só fará crescer a intensidade da pressão sobre o procurador para que mostre serviço, deduzindo a acusação quer haja ou não razões para tal;

Terceira tarefa (também do MP): não abrir inquéritos por dá cá aquela palha; tal levará a que se torne impossível tratar todos os casos pela mesma bitola, o que a curto prazo lançará dúvidas sobre a imparcialidade do MP. Se isso acontecer, o mesmo aparecerá na opinião pública como uma instituição politizada, quando não partidarizada, minando, desde logo, a confiança de que cumprirá a sua função.

Quarta tarefa (do MP): marimbar-se para os "media". Uma coisa é fazer os esclarecimentos necessários sobre cada caso; outra coisa é fazer trabalho para abrir noticiários e dar entrevistas para mostrar serviço. Já se viu o que o actual PGR e Maria José Morgado preferem. Têm boa imprensa, mas já deviam conhecer o ditado: quem vive dos "media", também morre à conta dos mesmos.

Quinta tarefa dos políticos e do MP: seguir as prioridades estabelecidas nas leis de política criminal que, respectivamente, aprovam e devem cumprir: este caso é tudo menos uma prioridade. E, no entanto, foram gastos milhões a investigar bagatelas como o jogo do Porto com o Beira-Mar. Haja paciência.
JB, in Small Brother

Aguardemos pelos novos capítulos. Os tribunais já reabriram.

Zé Luís

SC Maria da Fonte 0-1 FCPorto
Rui Pedro 25'

Equipa titular: Nuno, Castro, Tangarrinha, João Paulo, Lino, Bolatti, Lucho, Leandro Lima, Mariano, Lisandro e Rui Pedro

Entraram: Ventura, Paulo Assunção, Tarik, Edgar e Farias

O FCPorto venceu, no jogo de beneficência de ontem, o SC Maria da Fonte por apenas um golo. Os Dragões foram conduzidos pelo adjunto Carlos Azenha, já que o professor Jesualdo Ferreira se encontra ausente na Suiça, sendo o único treinador português a participar na reunião de treinadores de elite promovida pela UEFA.

Quem se deslocou à Póvoa do Lanhoso pode ver em acção algumas das novas caras do FCPorto, entre os quais Ernesto Farias que já recuperou da sua lesão.

O jogo teve uma excelente receita que reverteu por completo para a AADVDB, tendo esta angariado 15 mil euros.

Zirtaev

Etiquetas:

06 Setembro 2007

A «Caixa negra» do novo FC Porto de Jesualdo

Por Zirtaev

"Uma palavra para definir a equipa: equilíbrio. O maior problema reside na posição em que os jogadores ficam após a recuperação e na dificuldade de cultivar uma «posse cínica» a ganhar. + A importância do herói discreto e o domínio da «zona pressing».

Em tese, distinguem-se quatro grandes momentos no jogo (ataque, defesa e respectivas transições) mas é nos segundos que medeiam entre eles, os chamados momentos de fronteira, que pode estar a chave.

Ou seja, definido o posicionamento em pressão dos jogadores em função do adversário, a questão reside em saber até que ponto fica depois condicionada a transição ofensiva. Isto porque, a estratégia até pode impedir o adversário de sair a jogar, mas também pode, depois, impedir a própria equipa de lançar o ataque, devido ao desposicionamento em que os jogadores encarregues de fazer esse pressing/recuperação ficaram.

O grande problema reside, portanto, na posição em que os jogadores ficam após a recuperação. Quanto menos se desviarem das suas posições naturais, mais eficaz será a transição ofensiva. A recuperação só faz sentido se resgatada a bola a equipa for capaz de dar-lhe uma dinâmica ofensiva de movimentos imediata.

Foi isso que o FC Porto não conseguiu no jogo da Supertaça. Quando Jesualdo fez Lisandro flectir em pressão sobre Veloso, travou, de facto, a saída de bola do Sporting, mas tal nuance desposicionou todo o ataque após recuperar a posse (Adriano aberto na ala, Lisandro no centro e Quaresma perdido entre zonas interiores e a faixa). Jogou para pressionar, em vez de pressionar para jogar.

No reencontro com Paulo Bento, duas semanas depois, Jesualdo sabia que, em 4x3x3, tinha de procurar que a dinâmica ofensiva não ficasse tão condicionada pela estratégia de recuperação.

Assim, a pressão sobre o pivot-defensivo do Sporting passou a ser feita, primeiro, pelo recuo do ponta-de-lança (Lisandro) e, depois, saltada essa primeira zona de pressão, pela subida de um médio interior (Raul Meireles) marcando à zona o jogador do Sporting que tentava então fazer a transição ofensiva.

Desta forma, após a recuperação, os jogadores permaneciam todos correctamente posicionados para lançar o ataque (Quaresma e Sektioui abertos nas faixas, Lisandro no centro e os médio de transição Lucho-Meireles subidos, dominando zonas interiores, com os laterais a apoiar conforme o lado em que caísse a bola).

O grande problema da equipa continua na incapacidade de, a ganhar, saber gerir a posse de bola, faze-la circular e, assim, poder controlar o jogo, dando-lhe um ritmo mais lento.

Jesualdo prefere um modelo de transições rápidas, mas há momentos, como na fase final dos jogos, em que a equipa necessita de maior cinismo táctico para esconder a bola. Contra o Sporting, repetiu-se o mesmo de Braga. Sem essa posse cínica, teve de suportar o pressing e os cruzamentos adversários, sofrendo, perto da área, para segurar a vantagem. Após dominar o jogo, há que saber controlá-lo.

O herói discreto
A forma como Jesualdo o abraçou quando saiu, explicando-lhe a substituição, diz muito da sua importância. Na equipa e no jogo. Raul Meireles faz parte de uma categoria de jogadores
que, silenciosamente, colocam a máquina do onze em movimento. Eles são como a «caixa negra» da equipa onde fica gravada a estratégia treinada durante a semana e os segredos da vitória ou da derrota no jogo.

São os avançados que desequilibram, mas é no meio-campo que o conjunto encontra as referências de ordem que o mantêm preso ao jogo durante noventa minutos. Seja em que sistema táctico for, muito se fala do pressing como solução para as equipas dominarem os jogos.
Mas, entrando ambas com a mesma intenção, acabam por ficar as duas presas nesse choque. E a bola não chega aos artistas. Necessitam, então, de jogadores que a retirem dessa pressão. A equipa que os tiver, fica com uma grande vantagem em campo.

Reparem como isto sucede na maioria dos grandes jogos, seja em que campeonato for. Nos clássicos da Liga Portuguesa, também. O FC Porto-Sporting foi um bom exemplo. Geometricamente, um losango contra um triângulo. 4x4x2 contra 4x3x3. Pressão contra pressão. Quem era capaz de retirar a bola dessas zonas e colocá-la nos espaços perto ou dentro da área?

O FC Porto não tem um jogador que seja um verdadeiro cérebro, mas tem quem saiba acender as luzes da equipa nesses momentos. Colocados em zonas interiores, Lucho e Raul Meireles saltam essas zonas de forma mais natural.

Há poucas coisas mais duradouras no futebol do que marcar um golo importante. O feito de Meireles vai perdurar até ao fim do campeonato, mas os pilares que sustentem toda a sua carreira são outros. E muito bem.

Se após os 90 minutos, abrissem a «caixa negra» da equipa, as razões da derrota do Sporting não estariam só no atraso de Polga, mas sim na incapacidade de sair das zonas de pressão que amarram os grandes jogos, essencialmente tácticos.

O jogo antes das regras
Para se ser um bom árbitro existe uma condição fundamental: Mais do que as regras, conhecer o jogo. Para ser analista de arbitragem ou interpretar lances, também. Muito se discutiu o lance de Polga. Foi corte ou passe?
Ou as duas coisas. É difícil, claro, adivinhar as verdadeiras intenções do jogador (e é neste ponto que mora o acerto ou não da decisão) mas, para melhor o fazer, mais do transcrever a lei, é necessário ter capacidade de entrar no jogo, na sua lógica de movimentos e saber interpretar as acções dos jogadores.

Quando Polga aborda o lance, com o controlo do espaço que lhe permite interceptar a bola, ele tem, de imediato, a percepção que pode fazer o corte sem ser de forma meramente destrutiva e, ao mesmo tempo, passar a bola para um companheiro, mesmo que estes estivessem no enfiamento da baliza. Sem eles, teria enviado a bola para a baliza e feito auto-golo.

Podem, portanto, ler as regras todas, que se não conhecerem o jogo em si, nunca conseguirão interpretar qualquer lance. Sejam passes, cortes, lances de penalty ou faltas a meio-campo."
Luís Freitas Lobo in Planteta do Futebol

Benificiência

O FCPorto realiza hoje na Póvoa do Lanhoso (distrito de Braga) um jogo de beneficência onde defronta o clube local, o SC Maria da Fonte, clube da II divisão série A.

O objectivo é angariar fundos para ajudar a AADVDB (Associação de Apoio ao Deficientes Visuais do Distrito de Braga), sendo a receita de bilheteira da partida revertida totalmente para essa instituição.

É também uma oportunidade para, quem poder, ver os novos reforços a actuarem, já que devem ser utilizados neste jogo, e serve também para os mesmos poderem competir um pouco mais a sério do que num simples treino.

Quem tiver oportunidade pode e deve ir a este jogo.

SC Maria da Fonte - FCPorto, 20H30, Campo dos Moinhos Novos (Póvoa do Lanhoso)

Etiquetas: , ,

05 Setembro 2007

Patamares

Por Zirtaev
... de exigência

Vem aí uma nova época e, como já vem sendo hábito, sobretudo por parte dos nossos adeptos, cuja opinião é a que verdadeiramente me interessa, acompanhada de altíssimos níveis de exigência no que toca à prestação desportiva, não só naquilo que ao futebol diz respeito, mas também, porque não dizê-lo, em relação a todas as outras modalidades do FC Porto. Este desafio extraordinário e aparentemente paradoxal, sucede-se ano após ano, cresce e não é mais do que o resultado nor­mal e lógico de quem, já tendo ganho tudo o que havia para ganhar, continua com «impertinente» coragem, insistentemente na crista da vitória.

A curta história que vos vou contar, exemplo daquilo que afirmei, passou-se aqui há dias durante uma agradável conversa que mantive com um punhado de grandes portistas que fizeram o favor de me prestar uma homenagem muito sentida nas Caldas de S. Jorge e que, ao manifestarem natural curiosidade sobre os objectivos a que nos propomos a curto prazo, e onde as palavras «vencer», «ganhar» e «vitória» se multiplicavam sem cessar, eu lá os ia convencendo, das dificul­dades incríveis inerentes ao facto de termos até aqui conseguido as nossas impensáveis vitórias, sempre fazendo face aos conhecidos constrangimentos económicos e à proporcionalidade do nosso país, argumentação que me parecia bem encaminhada e sabiamente compreendida pe­los meus interlocutores que anuíam constantemente, dando-me razão.

Finda a palestra, um dos convivas, que é médico, soltou «apenas» este desabafo:
«Senhor Presidente: - Pronto, nós compreendemos e assim sendo, atrevemo-nos a pedir apenas mais um título de Campeão Europeu, ao menos isso!!!»

Tal qual... sem comentários!

Claro que tudo isto se poderia resumir a uma questão de «patamares de exigência», coisa de que os nossos adversários se têm visto livres nos últimos tempos, relevantemente extrava­sado na forma como festejam alguns dos seus êxitos... Como seria noutras bandas se começassem a pré-época a vencer, como nós em Bérgamo e Roterdão?

...e de educação!

E por falar nos nossos adversários internos apontados normalmente como os mais directos e referenciáveis, importa deixar aqui uma palavra a alguns adeptos, e clarificar quais são verdadeiramente os nossos patamares... de educação.

Tempos houve em que, embora não concordando nunca com ati­tudes irreflectidas e extremadas, se aceitava que os apontássemos como alvo constante, dando-lhes tempo de antena permanente. Hoje, já não é tanto assim... os nossos maiores adversários são na realidade todos aqueles que connosco competem domingo a do­mingo, as dificuldades e os obstáculos surgem quando menos se espera e, apesar de haver favoritos à partida, o campeonato já não é um passeio dos chamados «grandes»! E é exactamente por isso que todos em conjunto temos de contribuir para abolir o insulto dos nossos cânticos de incentivo. Nós, e os nossos adversários! O FC Porto afirma-se por si próprio, pela sua superior organiza­ção, pela sua firmeza de atitude, pelo seu carisma, pela sua aura de Campeão... e não precisa de nenhuma muleta extra para se projectar no Futuro! Temos um caminho desportivo a trilhar, por nós delineado e traçado, e onde o respeito pelos nossos adversários é uma das componentes mais importantes.

Queremos respeitá-los, para melhor os vencer!

Jorge Nuno Pinto da Costa na Página do Presidente in Revista Dragões

PS: Ainda sobre o polémico lance do FCPorto-Sporting, que só teve polémica porque foi a favor do FCPorto, a Comissão de Arbitragem da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, a pedido de alguns, colocou na sua página da internet um comunicado, denominado Esclarecimento Técnico de Arbitragem, dando natural razão ao árbitro desse jogo. Como é um artigo longo, não o vou transcrever, mas quem quiser pode lê-lo aqui.

Etiquetas: ,

04 Setembro 2007

Auto-transfusão

Por catarina
Após a polémica edição da volta a França em bicicleta 2007, toda a gente ampliou os seus conhecimentos técnico no que diz respeito a diferentes técnicas de dopagem, nomeadamente a auto-transfusão. Retirar umas quantas unidades de sangue, após estímulo de eritropoietina, repor o plasma e guardar os glóbulos vermelhinhos para serem injectados poucos dias antes das corridas, tornou-se prática quase corrente e muito eficaz (miúdos: não façam isto em casa). Estes glóbulos vermelhos fresquinhos e fortalecidos são altamente eficientes nas trocas gasosas e aumentam consideravelmente a resistência do atleta. Mas vamos, por escassos momentos, esquecer os trâmites legais da coisa e a estimulação hormonal indevida: na essência, trata-se de nos reforçarmos com o nosso próprio corpo. Foi em auto-tranfusão que eu pensei quando, há algumas semanas atrás, instalada na areia e com o mar como horizonte, li num jornal diário que o FCP tinha comprado a metade que lhe faltava do passe do Lucho Gonzalez. Reforçarmo-nos com o nosso próprio corpo, sim.

Luis Oscar Lucho González nasceu em Buenos Aires, na Argentina, corria o ano de 1981. Formado nas escolas do CA Huracán, foi lá que cresceu como futebolista, tendo-se transferido para o River Plate em 2003, onde haveria de jogar mais de 100 jogos que o lançariam para a fama internacional. Em Abril de 2005, o Porto pagava 3,6 milhões de euros por metade do seu passe, e no início da época 2005/2006 o Lucho desembarcava no Francisco Sá Carneiro para o início da sua aventura europeia.

A adaptação de Lucho ao novo clube foi rápida e indolor: rapidamente conquistou o estatuto de titular indiscutível. O seu toque de bola, a sua extraordinária visão de jogo, as suas aberturas espantosas, a sua capacidade organizacional, a sua postura em campo, a sua influência sobre os colegas, a sua seriedade e concentração intocáveis, tudo deslumbrou técnicos e adeptos, que se renderam sem resistência ao encanto daquele tango suave mas apaixonante. Sóbrio, inteligente, de poucas falas mas olhos sonhadores, foi este o nosso Lucho de 05/06, que aliás viria a ser eleito como o melhor jogador da liga portuguesa na sua posição. A chamada, no Verão de 2006, à selecção argentina, foi o culminar do mais que justo reconhecimento do seu enorme talento. Ninguém podia adivinhar que, após este extraordinário ano de glória, se seguiria uma quase interminável travessia pelo deserto.

Há jogadores que nos habituam a determinadas performances acima da média. Para eles criámos um trono, mas também uma exigência e uma pressão a que não submetemos nenhum outro: já não chega jogar “normalmente”, há que deslumbrar. Tive essa noção, de uma forma muito clara, durante o último Porto-Sporting. Vi o jogo com uns amigos meus escandinavos, dos quais apenas um sabe o que é o futebol mas desconhece quase por completo a Liga portuguesa. Aproveitei para me calar que nem um rato e deixá-lo falar: queria ouvir uma opinião de fora, isenta, limpa de preconceitos. Estariam 5 minutos jogados quando ele comenta, atónito: “o vosso número 7 é extraordinário”. Ao que eu reclamo, confusa: “mas ele não fez nada de especial... (ainda)”. Ao que ele abre muito os olhos azuis, passa a mão pelo cabelo louro-quase-branco duas vezes, e responde:“mas tem um toque de bola... é diferente, sabes? Vê-se que é diferente. Toca na bola como se dominasse cada cm daquele couro, como se a bola fizesse parte dele, sei lá, como se estivesse acima do relvado... olha, não sei, é qualquer coisa, não consigo explicar!”. Faço esta pequena introdução para explicar: não creio que algum dia tenha visto o Lucho a jogar mal. Teve falhas, é certo, mas nunca deixou de ser um profissional competente. Simplesmente... da parte dele, estávamos habituados a muito mais do que simples competência. 2006/2007 foi, sem dúvida, um ano apagado: cansado depois de uma jornada esgotante pelo mundial, que lhe terá deixado algumas lesões mal curadas, provavelmente algo desanimado pelo seu fraco desempenho na equipa, assim como pelos altos e baixos da mesma, Lucho não deslumbrou. Repito: não jogou mal. Mas também não deslumbrou. Pelo menos não de uma forma constante. E do Lucho, esperamos deslumbramento. Sempre. Eu espero, pelo menos.

Estava algo expectante relativamente ao Lucho que iríamos ter este ano... a 7 de Agosto, quando vi o Porto comprar a metade que lhe faltava do passe do médio, fiquei feliz, mas não eufórica. E, no entanto... em três jogos oficiais, três exibições magníficas. Rendo-me, portanto: creio que temos de volta o enorme Lucho de outros tempos. Capaz de deslumbrar, jogo após jogo, minuto após minuto. Capaz de lançar a equipa, aguentar a defesa, estar em todo o lado e ver o que mais ninguém vê. Calmo e correcto, o mesmo jogador que, antes de chegar a Portugal, nunca tinha sido expulso (e quando eu me lembro da injustiça da expulsão dele já em terras lusas...).

Quando fechou o mercado suspirei de alívio: não obstante as especulações em torno do Valência, Real Madrid e Everton, o El Comandante fica connosco. O tal que, quando marca um golo, festeja-o com a mão na testa, como quem observa um longínquo mas apetecível horizonte.

Etiquetas:

02 Setembro 2007

Três vezes três

Por Zirtaev
U.Leiria 0-3 FCPorto
Tarik 37', Lisandro 48' e João Paulo 64'

Equipa: Nuno, Bosingwa, João Paulo, Bruno Alves, Fucile, Paulo Assunção (Leandro Lima 68'), Lucho, Raúl Meireles, Quaresma, Lisandro (Edgar 74') e Tarik (Mariano Gonzalez 65')

4.419 Espectadores

Foram 3 os golos que coroaram a 3ª vitória, na 3ª jornada do campeonato do rumo para o tri, em 3 jogos que no ano passado tinham resultado em 3 derrotas. 3 fantasmas derrubados num início de campeonato que se previa difícil, mas que com pragmatismo, coesão defensiva, eficácia nas bolas paradas, mas sobretudo com a manutenção de uma equipa campeã, que com trabalho tem demonstrado a sua superioridade e que devagar vai crescendo de jogo para jogo, mesmo ainda sem deslumbrar no seu futebol.

A manutenção da equipa dos dois jogos anteriores era mais que previsível, tendo na defesa o FCPorto mostrar que teria alternativas credíveis para a lesão de Helton e do capitão Pedro Emanuel. Se a entrada de Nuno era consensual e mais que natural para a baliza, dando-nos à partida segurança pelo que tinha demonstrado na pré-epoca, já no centro da defesa existiam dúvidas sobre quem Jesualdo colocaria no lugar do azarado Pedro Emanuel. Stepanov, até pela qualidade reconhecida que tem, seria uma grande hipótese e todos previam a sua estreia, mas todos sabemos que Jesualdo é conservador não sendo muito dado a muitas novidades e, não fugindo da sua linha de coerência, preferiu não arriscar e colocar mais um campeão da época passada, João Paulo que, além de conhecer bem os seus adversários, daria garantias suficientes para justificar a sua escolha.

O FCPorto entrou a um ritmo alto e logo aos 3 minutos marcou o seu primeiro golo que acabou por ser mal invalidado, tendo então de continuar à procura do tento inaugural. O ritmo alto inicial foi aos poucos, talvez também por culpa e interesse do adversário, diminuindo, mas apenas uma equipa procurava verdadeiramente a vitória. Tarik, que está em grande forma e que em três jogos já calou (ou deveria ter calado) muitos adeptos, digamos, algo exigentes, ia acordando o pouco público no estádio, com jogadas rápidas. Raul Meireles que também está em excelente forma, tendo sido um dos melhores em campo, estava em todo o lado, ora cortando lances de ataque do adversário, ora aparecendo perto da linha da frente à procura do seu forte remate. Foram criadas algumas oportunidades e quando o jogo parecia adormecido, tal como Quaresma, este cruza para a área e Tarik inaugura o marcador num bom lance de antecipação, colocando assim justiça no marcador ao intervalo.

Para a 2ª parte e sem alterações na equipa, logo ao começar, numa jogada de insistência de Bruno Alves depois de um canto, este cruza já fora das quatro linhas e com a defesa leiriense praticamente parada em protestos, Lisandro aproveitou para marcar o segundo golo, dando assim ainda mais tranquilidade aos bi-campeões nacionais, que foram mantendo a bola longe da sua baliza, não tendo Nuno sequer uma oportunidade de brilhar. Era tempo do professor colocar em campo as 2 duas aquisições mais utilizadas neste início de campeonato. Primeiro Mariano Gonzalez que substitui Tarik, pouco ou nada acrescentando de novo ao jogo, depois Leandro Lima entrou para o lugar de P. Assunção, recuando Raul Meireles para médio defensivo. Apesar de mostrar excelente técnica, não deu o safanão esperado no jogo, nem a magia que se poderia esperar, mesmo perante uma equipa que demonstrava muitos sinais de cansaço. Ainda terá muito que crescer para demonstrar que poderá tirar o lugar a qualquer um dos titulares. Edgar também teve oportunidade de poder demonstrar algum do seu futebol, mas a partida não estava em seu favor.

O FCPorto ia, mesmo a um ritmo entre o devagar e o parado, criando algumas oportunidades, faltando saber apenas por quantos mais golos venceria o encontro. Já perto do final e depois de mais um livre muito bem marcado por Quaresma, João Paulo acabou por marcar no seu regresso a "casa" um bonito golo e justificar em definitivo a sua chamada ao onze, colocando o marcador nos três a zero com que terminou o jogo.

O FCPorto, tal como já tinha dito em jogos anteriores, continua a não deslumbrar, mas nota-se que é uma equipa, onde a entreajuda entre os jogadores é mais que notória, como muita coesão defensiva, dando poucas oportunidades aos adversários e ontem isso continuou a acontecer mesmo depois de marcar o primeiro golo. Segue-se mais um jogo difícil no Dragão, desta vez é com o único clube da liga, além do FCPorto, que venceu todos os jogos. Encontro de lideres no Dragão com o surpreendente Marítmo, sendo a melhor oportunidade para finalmente ficarmos destacados na frente, e candeia que vai à frente...

Etiquetas: ,

Stepanov avança

Por Zirtaev
"Stepanov vai estrear-se oficialmente pelo FC Porto no jogo de amanhã [hoje] em Leiria. O internacional sérvio fará dupla no centro da defesa com Bruno Alves, depois de Pedro Emanuel se ter lesionado(...). O capitão dos bicampeões nacionais sofreu uma entorse de média gravidade no tornozelo direito - num lance em que tropeçou e se lesionou sozinho - e ficará afastado dos relvados durante os próximos dias. Colocada de parte a possibilidade de recuperar para Leiria, o objectivo do departamento médico do FC Porto passa agora por colocar Pedro Emanuel à disposição de Jesualdo Ferreira para o jogo do Marítimo, que se seguirá a uma paragem no campeonato para compromissos das selecções nacionais. Esta lesão do central não está, no entanto, relacionada com a rotura do tendão de aquiles sofrida há mais de um ano, até porque essa foi no pé esquerdo, enquanto esta afectou o lado direito, como explicou Jesualdo Ferreira em conferência de imprensa. "Pedro Emanuel magoou-se no treino e vai ficar de fora uns tempos. Tem uma entorse de média gravidade que, felizmente, nada tem a ver com a lesão que o afastou durante muito tempo. É uma pena, mas a vida continua", referiu o treinador.

A ausência do capitão abre a porta da titularidade a Stepanov, a segunda contratação mais cara do FC Porto para este temporada, ultrapassada apenas pela do argentino Ernesto Farías. O central foi resgatado aos turcos do Trabzonspor já com a pré-temporada em andamento, tendo, por isso, realizado apenas um jogo amigável: foi no torneio de Roterdão, frente aos chineses do Shangai Shenhua, numa partida em que fez dupla com Bruno Alves. Agora, vai poder estrear-se oficialmente, relegando João Paulo para o banco de suplentes. (...)

Finalmente... os reforços
As lesões de Helton e Pedro Emanuel vão obrigar Jesualdo Ferreira a mexer no onze inicial para o jogo de Leiria e, mais do que isso, a estrear dois dos dez reforços contratados para este época. Depois de ter vencido os primeiros embates do campeonato - Braga e Sporting - com uma equipa inicial preenchida apenas por "repetentes" do ano passado, o treinador dos bicampeões nacionais vai ter de lançar Nuno e Stepanov no onze para Leiria. Tudo porque o guarda-redes brasileiro não recuperou de uma entorse no joelho direito sofrida no jogo com o Sporting (...). Dois contratempos que obrigam a mexidas na equipa, nomeadamente no sector mais recuado, que se vai apresentar em Leiria com uma configuração inédita. Bosingwa, Bruno Alves e Fucile mantém-se na equipa, assim como, em princípio, os restantes seis jogadores que defrontaram o Sporting, mantendo-se, deste modo, Tarik entre os titulares. (...)"
In O Jogo

A provável equipa para hoje
U. Leiria - FCPorto, 20H30 - SportTv2

Etiquetas: