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01 fevereiro 2012

Anjos, evangelistas e demónios - e o Lucho que vai encostar James...

Enquanto o FC Porto se encolhe, em vez de se organizar... (imagem tirada do Delito de Opinião, onde lembrei a propósito quem disse que a boca morre pelo peixe...)

O mercado fechou com as contradições de sempre mas uma certeza muito firme: é uma janela para expor-se o desespero de quem planificou mal a temporada. Para muitos, inclusive treinadores, não devia existir esta oportunidade. Arruina o seu trabalho, nalguns casos obrigará a começar de novo sem pré-época, por inserir novos jogadores e amiúde forçar a mudança de rotinas instaladas mais ou menos bem numa altura em que as posições se definem.
Vítor Pereira é um caso flagrante. Mais mexidas no meio-campo que ainda era o sector relativamente mais estável nos últimos tempos e responsável pela boa época passada. Os que salivam pela inclusão de Lucho, cuja categoria não se discute e eu sempre o vi como o melhor jogador em Portugal quando cá passou quatro maravilhosos anos para um Tetra histórico que não teve continuidade porque se perdeu essa referência de comandante a par da saída de Lisandro Lopez - e como obviamente alertei em tempo para tal perigo -, não fazem contas a quem tem de sair da equipa: sendo que Fernando e Moutinho são intocáveis e Defour tem merecido a confiança do treinador. Com Janko obrigatoriamente a titular, seja bom ou mau, eficaz ou não, e Hulk em breve de volta, tá-se a ver que o benjamim e querido James vai encostar às boxes quando tantos diziam ser indiscutível, admitindo-se que Varela se mantenha à esquerda onde o puto colombiano não encaixa e no domingo viu-se que não quer nada com aquilo. Mas isto é como as cerejas, há para todos os gostos e épocas.

Ainda temi que mandassem embora o Álvaro ou até o Hulk, já que temos esse portento de 10ME chamado Alex Sandro para a esquerda e ficámos soberbos por não vendermos o Palito no Verão por 30ME, ou que fossem 20ME. Agora não tivemos 10ME para pegar o Vagner Love, o melhor pdl disponível que aqui evoquei há dias, mas pagamos 3ME (verba oficial, ao que parece, depois de anunciados 7ME: corrigido) por um meco austríaco que jogou num clube de segundo nível de um campeonato de nível inferior ao português - mas o adepto engole qualquer rebuçado com embrulho de luxo já algo baço e cuja intensidade competitiva actual vamos ter de avaliar devidamente. Se fosse o Incrível à vida, por 50ME que estão mortinhos por encaixar, sempre ficavamos com o James a fazer de Hulk, como vinha sendo pintado com alguns borrões pelo meio...

De resto, o nosso campeonato segue a farsa do costume quando o Benfica vai à frente. Roubos escandalosos de arbitragem, mas silenciados com o estigma de treinadores se justificarem com erros de árbitros para esconder os seus, precisamente os mesmos andores que não poupam nas críticas como na época passada em que o Benfica era alegadamente prejudicado mas acabou a 21 pontos do 1º lugar.

Isto enquanto subsistem burros, incapazes de somar dois mais dois, a atirar pedras a quem não denuncia os desmandos do Paixão mas não perguntam ao clube por que é que mais uma vez não faz a sua parte.
Uma das coincidências consoante o líder do campeonato tuga é falar-se de competitividade e (des)interesse na competição ou aparecerem certos figurantes. Joaquim Evangelista é um deles. Ou fala do desinteresse da competição e dos salários em atraso, enquanto representante do Sindicato dos Jogadores que deve fazer o seu papel, ou aparece estranhamente protagonista em benefício de um clube. Já foi assim em 2004-2005, em 2009-2010 e agora aparece a sancionar, como se não fosse juiz em causa própria e as instituições específicas não terem nada a dizer, a presença de Djaló no... Benfica. Esse é um caso que nem me interessa, a não ser ver os calimeros mais uma vez no seu esplendor de perdedores e roídos de inveja a lamentarem verem mais um da Academia porta fora que é para onde os próprios adeptos imbecis os mandam... Então se Djaló sai outro Simão é que aquilo acaba em Alvalade...
Não são rosas, senhores, são cerejas. O tempo delas é este. O andor segue o seu caminho.