20 abril 2012

Banho ao Bainfica - e viva o futebol positivo também em Espanha

Faz hoje um ano que o FC Porto conseguiu um dos mais fantásticos resultados da sua história, virando com 3-1 a eliminatória na Luz que começara a perder 0-2 em casa para a Taça de Portugal.
Um marco apenas, mas muito significante, da superioridade técnica, competitiva e até psicológica que justifica como o FC Porto se pôs por cima do Benfica no panorama do futebol português e com indiscutível ascensão internacional que se mede em trajectória também de vários anos e não por uma situação pontual como sucedeu este ano na Europa.
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Não estava cá há um ano, só depois de chegar pude ver os golos na net e foi posteriormente que soube de incidências do jogo e após-jogo.
Ao tempo estava em Espanha e como não pude seguir o nosso jogo da Taça de Portugal vi pela tv de lá a final da Taça do Rei ganha de forma infame, com cacetada de criar bicho pelo Real Madrid ao Barcelona, sob arbitragem de Undiano Mallenco como só em jogos de Benfica-Porto se consegue ver a dimensão da parcialidade a adulterar um resultado e contemporizar com violência gratuita da equipa do regime, bem identificada em cada lado da fronteira.
Há um ano o FC Porto já era campeão, tinha-se consagrado na Luz 17 dias antes e com cinco jornadas por disputar. Agora, espanta-me a reacção de Vítor Pereira sobre a mudança de considerandos que se faz sobre o campeonato, algo de que me livro em arrelias e vontade de ripostar por nem ver nem ler, poupando-me psicologicamente e abstraindo-me das dificuldades existenciais que certa gente continua a ter em Portugal para lá dos ajustamentos indispensáveis a ter de sabermos viver com o que podemos pagar, usufruir, desfrutar. Uma coisa e outra, no futebol e na vida diária, que muitos indígenas e indigentes, pelo visto, não logram fazer.
Vítor Pereira podia dizer que o campeonato do ano passado não foi competitivo, com lugares definidos com antecedência, mas já é mau dedicar-se a "responder" a ninguém... O FC Porto pode até estar a duas vitórias apenas de ser campeão com antecipação e não com isto disputado até à última.
Amanhã, o FC Porto tem de vencer o Beira-Mar. E em Espanha o Barcelona tem de vencer o Real Madrid, mesmo com o mesmo árbitro infame da final da Taça disputada em Valência há um ano.
Para que o futebol de conquista, o futebol de buscar a vitória, o futebol que não especula com o resultado vença e triunfe a forma positiva de jogar, algo que Benfica e Real Madrid não têm nos jogos de alto risco a não ser quando estão a perder.
É toda uma filosofia que está em questão. Desejar que ganhe quem mais faz por isso e não quem prefere esquemas ardilosos e amiúde até feios, porcos e maus para chegar a títulos. Ás vezes sucede, nem sempre a sorte acompanha o audaz, o Barcelona sentiu isso mesmo, de forma chocante mas real, em Chelsea. Felizmente há sempre um jogo para corrigir o que ficou mal.
Foi o que sucedeu há um ano nas meias-finais da Taça de Portugal após o 0-2, que então também não vi por estar ausente do País. Foi o que sucedeu repetidamente frente ao Benfica na Supertaça e no campeonato dos Cincazero. Foi o que sucedeu no 3-2 fantástico de sede de conquista na Luz apesar da arbitragem de Pedro Proença, mesmo com outro 3-2 manietado pela arbitragem de Artur Soares Dias na taça da treta.
É o que pode suceder ao Barça se ganhar 1-0 ao Madrid e 1-0 pelo menos ao Chelsea. No primeiro caso põe-se a um ponto do líder do campeonato que chegou a ter 10 de vantagem graças a benção sempiterna da arbitragem espanhola; no segundo leva o jogo a prolongamento para tentar ganhar ao ferrolho que os ingleses adoptaram viciando o seu jogo inato de conquista e bravura que ante o Barça qualquer equipa já se remedeia em praticar sem olhar-se ao espelho.
Falcao - há um ano Falcao marcava o golo que seria decisivo na Luz. Ao ver os golos dele ontem, a manter a sua marca na Liga Europa, não sei se hei-de rir ou chorar. E é por isso que desejo que triunfe até ao fim nesta competição em que pôs a Europa a seus pés já depois de ter deixado Portugal rendido ao seu instinto letal de goleador e sede insaciável de vitórias. Essa marca que faltou toda a época ao FC Porto.

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