11 dezembro 2013

O último dia 11 de 2013 - para alegrar e recordar

Em Maio, há sete meses, mais ou menos a estas 22.20h, o campeonato mudou e praticamente decidiu-se.
 Hoje vemos como o Porto "suicidiu-se"...
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O Porto ganhou ao Benfica (2-1), o que é normal. Houve jogos em que marcou e ganhou ao 1º minuto, neste foi nos descontos (92'), como em 2007 foi aos 89'.
 
O 11 de Maio e o minuto Kelvin 92 ficam na despedida do ano. Kelvin, para mim, foi a "palavra do ano"!
 
Emoção igual, igualzinha, só a senti a 28 de Maio de 1978 e nesse jogo bastou Ademir, aos 83', empatar 1-1 para o FC Porto manter vantagem (só 1 ponto) sobre o Benfica, ainda empatar depois na Académica e, por fim, golear o Braga em casa (11/6/1978) e ser campeão, de novo mas 19 anos depois do último título nacional, empatado em pontos com o detentor do título.
 
Esse, há 35 anos, foi o campeonato em que vimos o Benfica passar sem perder algum jogo para acabar empatado em pontos com o novo campeão.
 
Neste 2013, o FC Porto voltou a passar o campeonato sem derrotas e esse 11 de Maio, se tivesse ficado amputado do minuto Kelvin 29, serviria como uma derrota insuportável tivesse ficado 1-1 como em 1978.
 
É pois hora de festejar o último dia 11 de 2013 revendo o golo mais marcante da história portista dos últimos anos. Talvez do último decénio.
 
Mesmo que amanhã, 12 de Dezembro de 2013, se comemorem os 9 anos da conquista de Yokohama e do segundo título intercontinental do FC Porto, só decidido nos penáltis devido a uma arbitragem sul-americana de república das bananas.
 
E que depois de amanhã, 13 de Dezembro, se celebrem os 26 anos da primeira conquista de Tóquio, aquele jogo único na história da competição e marcado por condições climatéricas invulgares, com um "relvado" em pior estado que o lamentável nevão persistente o afectou, para mais uma final decidida no prolongamento.
 
Ninguém lembrará agora as dificuldades do plantel para superar e vencer o campeonato, nem sequer que no banco restassem, precisamente, Liedson e Kelvin para fabricarem o golo inolvidável que marca, indelevelmente, o ano de 2013.
 
Nem sequer interessa que o golo do ano tenha sido apresentado como caído do céu ou saído do nevoeiro, quando outros, em sentido contrário, seriam momentos mágicos e golpes de mestre. Não, acabou da forma mais inverosímil até: os infiéis ajoelhados na catedral do Dragão.
Mas, todos estes meses depois, o FC Porto consagrou um falhanço enorme na despedida da Champions sem ter inscrito Kelvin na Europa. Como tudo muda, sem se obter nada e parecer uma desgraça o aproveitamento de tanto potencial de resto estragado também no campeonato.

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