11 agosto 2009
10 agosto 2009
No aproveitar está o ganho
FCPORTO 2 - 0 FC PAÇOS DE FERREIRA
Equipa: Helton, Fucile, Alvaro,Bruno Alves, Rolando, Fernando, Raúl Meireles ( Guarin 90´),Belluschi ( Farias intervalo), Mariano, Varela ( Tomás Costa 76’) e Hulk
Marcadores: Farias ( 59 minutos) e Bruno Alves ( 89 minutos)
Com a equipa mais utilizada na pré-epoca, e a jogar no habitual 4x3x3, o FCPorto entrou expectante, o Paços de Ferreira começou melhor, mais decidido, logo aos 2 minutos, Cristiano rematou de forma perigosa, com Helton a não
conseguir defender a bola e Baiano a desperdiçar a primeira oportunidade de golo no jogo.Com o meio campo a falhar muitos passes, o FCPorto a não conseguir pressionar em condições, o Paços subia no terreno tentando surpreender com remates fora da área, tendo Cristiano sido o jogador mais perigoso.
Depois de um certo equilibrio, a partir dos 20 minutos, o FCPorto começou a tomar conta da partida, Varela primeiro, Hulk depois tiveram oportunidades para inaugurar o marcador.
O jogo até ao intervalo, teve sempre o dominio portista, mas nunca concretizado em oportunidades de golo, o Paços de Ferreira defendia com muitos homens e muito agressivamente e a equipa portista tinha dificuldades de ligação entre os sectores, principalmente no último passe
.Individualmente, Mariano e Hulk muito esforçados no ataque eram o destaque positivo, Raul Meireles com a sua enorme quantidade de passes falhados, Belluschi um pouco perdido, Varela que teimava em não conseguir largar a bola na altura certa e Fucile displicente eram os jogadores menos na equipa portista.
Na segunda parte, Jesualdo Ferreira fez entrar Farias para o lugar de Belluschi, passando Mariano para o meio, Hulk passaria a jogar na ala, a equipa ganhou logo outra dimensão atacante, faltava um homem na área para incomodar os defesas pacenses, Farias era o único homem disponível para isso.
Com o jogo equilibrado, uma fifia de Cássio abriu o caminho para a vitória portista, Ernesto Farias deve ter sido o único a acreditar, tirou a bola ao guarda-redes adversário que se entretinha com ela, e depois empurrou para a baliza deserta.
A partir daí, o FCPorto jogou à-vontade,
tomando conta definitivamente da partida, a equipa denotou ainda falta de precisão no passe, principalmente no último passe, parecia que os sectores não estavam muito ligados, mas com a vantagem já conseguida, o FCPorto não mais deixou que o Paços acreditasse no empate. O Paços teve mais perto do golo quando o jogo estava empatado do que quando começou a perder.Para o final, Bruno Alves com uma cabeçada fulminante confirmou a conquista da 16ª Supertaça, impressionante a sua capacidade de elevação, e também excelente a forma perfeita como Raúl Meireles marcou o canto.
Jesualdo Ferreira deixou avisos para os jogadores para a próxima partida, frente ao mesmo Paços mas noutro contexto completamente diferente, é necessário melhorar mais alguma coisa na equipa, mas o essencial foi conseguido, vencer e conquistar o troféu. Agora, venha o campeonato.
Declarações de Jesualdo Ferreira in www.fcporto.pt- "O registo desta vitória é relevante, porque abrir a época a ganhar é sempre importante. É uma taça que me faltava e é mais um título. Nós jogamos para ganhar títulos. Este jogo lança aquele que vem a seguir. Não vou falar dele, é claro, mas fica o alerta. A minha equipa percebeu que teremos de jogar bem, mais do que jogámos hoje e num ambiente diferente, no campo do adversário. É aí que iniciaremos o campeonato, que temos grandes aspirações de ganhar. Parabéns à massa associativa do FC Porto, que esteve presente em grande número. Recordo que faz sensivelmente um mês que começámos a treinar e a resposta dos jogadores foi boa. "
09 agosto 2009
Para ganhar, naturalmente
. Considero que a equipa está preparada para isso.O FC Porto construiu a sua estratégia pensando em dois conceitos fundamentais: o seu sucesso desportivo e a consolidação da sua marca. Temos, neste momento, uma estrutura montada e uma equipa que já triunfou no passado. No entanto, os nossos adversários directos também têm uma estrutura montada e, à medida que o tempo vai avançando, as competições ficam mais difíceis. O FC Porto está a modelar as suas estratégias para continuar a avançar dentro daquilo que é a realidade actua.
Quando o Messi sair do Barcelona, como é? Como é que o Manchester vai substituir Ronaldo? O Barça deixou de jogar quando o Cruyff saiu? Não, claro que não. O que vai permitir que o F.C. Porto ultrapasse as perdas que teve é através da força equipa: a força como prepara os jogos, a força com que treina, a força com que joga.
Vamos potencializar os jogadores que cá estavam e correr depressa com os jogadores que chegaram. A equipa não vai mudar o processo, os princípios, nem os objectivos. Vai ser uma equipa diferente aqui e ali, mas vai ser seguramente uma equipa à Porto." - Jesualdo Ferreira
Primeiro jogo oficial da época, primeiro título em disputa, o desejo de sempre e a reponsabilidade de quem conquistou a Dobradinha na época 2008/2009, por tudo isso e pelo passado vencedor, ganhar é o único objectivo possível.
Acredito que o FCPorto se apresentará com a equipa mais utilizada na pré-época, apenas 3 reforços a titular, um por cada sector, em contra-ponto dos 4 reforços, 2 deles na defesa, utilizados na mesma prova na época passada.
Com Álvaro a fazer esquecer Cissokho, na lateral esquerda, Belluschi a acrescentar mais fantasia no meio campo e com a potência de Varela no ataque, o FCPorto apresenta-se frente a uma equipa tradicionalmente aguerrida, tacticamente disciplinada, com mais tempo de competição, mas, prevê-se, fisicamente mais desgastada, mas nunca fiando, dominar logo desde o inicio, tentando marcar cedo será o caminho certo para a vitória esperada.
FCPorto - FC Paços de Ferreira ( Final da Supertaça Cândido de Oliveira época 2009/2010)
Estádio Municipal de Aveiro
20:45 horas, RTP1
Árbitro: Jorge Sousa ( AF Porto)

08 agosto 2009
Os convocados no ataque à Supertaça
Saiu a convocatória para o ataque à Supertaça 2009/2010. Com 6 reforços na lista, a maior surpresa acaba por ser a inclusão de Miguel Lopes. A lista completa é a seguinte:GR: Heltón e Nuno
Defesas: Bruno Alves,Fucile, Rolando, Alvaro Pereira,Maicon e Miguel Lopes
Médios:Raul Meireles, Guarín, Belluschi, Valeri,Tomás Costa e Fernando
Avançados: Mariano, Hulk, Varela e Farías
07 agosto 2009
FC Porto vai lutar pela manutenção*
05 agosto 2009
FC Porto: twentelightzone, além da credice - cuidado!
A inacreditável qualificação do Sporting só pode ser entendida à luz do sobrenatural, até pela réplica da assombrosa forma de apuramento em Alkmaar em 2005. O Bento teve porventura um penúltimo sopro de vida, porque aquilo que se viu em Enschede é um estertor de morte. Imagino como devem ter-se sentido os seus admiradores assobiativos de Alvalade, entre a determinação de ir para o aeroporto esperar aquela equipa zombie e a estupefacção pela inverosímil proeza que parece ter já muitos sujeitos e predicados: a ousadia de Rui Patrício em ir lá acima, a vontade de vencer que o treinador via na
pobre equipa em campo e a fase de "arriscar tudo" que lhe atribuíram como se fosse do outro mundo as substituições, de catálogo, operadas.A verdade é que o FC Porto, assim, ganhou um forte rival para a Liga portuguesa. Alguém que, fora das explicações racionais dos mestres das tácticas e dos obcecados pelo losango milagreiro e autêntico colatudo universal, vive e sobrevive à custa do sobrenatural.
Não basta os outros à procura dos milagres 2000 anos depois, com os altifalantes do regime incensando as excelsas virtudes de Jesus com tantos apóstolos reunidos à sua volta. O FC Porto tem de superar a crendice alheia, mas autênticos momentos dignos do twighlight zone capazes de replicarem milagres apesar de jogos de autêntico filme de terror.
Não sei o que o Sporting festeja nem se tanta falta de categoria, desamparadamente demonstrada, é resultado de tão poucos jogos de pré-época para mostarem tantas debilidades. Mas assim se teme que o próximo campeonato seja, de facto, o mais difícil porventura de sempre. Porque com capacidades inauditas como estas, de Sporting e Benfica, o FC Porto está tramado.
Definitivamente, as coisas do campeonato podem ser resolvidas fora do campo. Nem que seja em rezas e mezinhas ou autêntico vodu e poderes sobrenaturais contra os quais uma equipa de novo "mais fraca" que a anterior não tem hipóteses.
A não ser que o mesmo proclamador, há um ano, da "pior equipa do FC Porto da década", seja apenas um arauto do fim do mundo. Porque se for neste que as coisas se resolvam, os dragões ainda são capazes de contrariar os prognósticos. Agora, nos domínios do insondável, creio que nem o bruxo Delane Vieira serviria. Mas como deve ser o próximo abencerragem a publicar um livro, há muito anunciado, já nem digo nada.
p.s. - o twentelight zone é só uma contribuição criativa para a falta de imaginação dos pasquins domésticos, à falta de explicação terrena para o que sucedeu na Holanda e face aos óbvios títulos e memórias publicadas e aos epitetos portugueses da "determinação" e "querer" com que voltaram a brindar-nos: acho que para se convencerem de que "aquilo" foi verdade e humano já bastam os adeptos do quase...
04 agosto 2009
FC Porto na Champions: patético, como o Sporting
Parece uma notícia, mas soa a não notícia. Então a UEFA confirma, formalmente, que o FC Porto está firme na Champions? Ou que, finalmente, não liga pevide aos traficantes de influências da Liga portuguesa e "tá-se a cagar" para a sentença de bosta do pífio Apito Final?
Como ouvi de "raspão" a notícia difundida durante o jogo do Sporting e alude-se, no Maisfutebol, a uma informação da Lusa, acabo sem perceber o que a UEFA decidiu!
Não é que importe muito. Aliás, a importância era tão reduzida que nem os wishful-thinking lisbonenses alertaram na Imprensa do regime para a eventualidade de a UEFA ainda excluir o FC Porto da Europa. É que não bate a bota com a perdigota.
Se o FC Porto estivesse em risco de não participar, por alguma razão obscura como o processo mafioso que há um ano foi maquinado em Portugal, já teria havido medidas pelo menos cautelares na UEFA não só antes do sorteio da 3ª pré-eliminatória da Champions, como os jogos do Sporting não se teriam realizado.
Uma eventual exclusão em cima da mesa pressupunha que, em caso de ser confirmada, o Sporting integrasse automaticamente a fase de grupos e, imagine-se, o Benfica subiria à ronda preliminar da Champions que os leões agora disputaram. Há um ano, com a dúvida presente, as equipas portuguesas apuradas subiriam sempre um lugar na classificação, por força da exclusão que se magicava do FC Porto. Agora teria de suceder o mesmo. Não seria apenas um ano depois que a UEFA iria deixar começar os sorteios e as eliminatórias sem se saber que equipa portuguesa jogaria em qual competição.
Parece haver talvez alguma deficiente informação ou leitura exacta dos acontecimentos. Que a UEFA dê por encerrada a intentona levada a cabo em Lisboa, com um cabo de esquadra no Porto tipo aqueles investigadores fatelas da Scotland Yard sempre ridicularizados por Sherlock Holmes, parece mais lógico e curial. De resto, definida a situação do famigerado artigo 1.04, alínea d) - hoje 2.04, alínea g) - pelo Comité de Recurso da UEFA e sintomaticamente esclarecido no TAS de Lausana, o que admira é só um ano depois a UEFA dizer que os portugueses vão apitar coisas mafiosas lá para as bandas da Luz e da Liga.
Parece pois patética esta "confirmação" do FC Porto na Champions, na hora em que da forma mais bisonha que fosse possível imaginar-se o Sporting salvou-se do ridículo com um golo improvável, aos 90+5' e um autogolo, a selar uma qualificação mais milagrosa que a de Alkmaar. Para provar, talvez, não só que em futebol tudo é possível, mas que a história repete-se, nem que seja da maneira mais risível e inverosímil que alguém possa fazer a reescrever um guião com o mesmo final leonino em tom melodramático.
02 agosto 2009
Eu mudava o título na entrevista de Jesualdo
Obviamente li com atenção a entrevista de Jesualdo a O Jogo. Onde conclui, como eu fiz do que me foi dado ver nos últimos jogos "mais a sério", que "o FC Porto já é uma equipa". Uma conversa em que, creio, desta vez teve lá tudo, ao contrário da última publicada sobre o FC Porto com o administrador para a área financeira Fernando Gomes. Mas desta entrevista de grande actualidade sobre a equipa e algumas inquietações normais nos adeptos, e "momentos" que fomos abordando na bancada (desgaste, turn-over, modelo de jogo, alternativas ao sistema de jogo,
reforços, integração) era capaz de mudar-lhe o título. Só no âmbito da manchete de hoje, prefiro: "Não faltam alternativas atacantes; Hulk é que só há um".Para os adeptos que sonham com um nº 9 tipo "afundador", tirem a ideia. Jesualdo prescindiu de Adriano e diz que não tem ponta-de-lança, mas joga com avançados. E não se fala da zona intermediária, da construção do jogo, nem na defesa (a não ser a possível saída de Bruno Alves).
Ficam nacos de prosa de um técnico sabedor que comunica bem as suas ideias, haja quem saiba entender e, depois, não esquecê-las e vir ao desbarato criticar por tudo e por nada. Afinal, foi o que se viu há um ano. Por exemplo, as precipitações a avaliar tão cedo e com tão pouco tempo os reforços. Foi assim há um ano com Hulk... Para tal, o FC Porto "protege" os jogadores. Jesualdo só falou em Espanha após o último jogo, numa derrota. "Pedíamos" explicações e agora temos respostas a questões pontuais. Fica a certeza das ideias amadurecidas e uma equipa definida: a matriz de jogo esteve sempre lá, como observei. O que os "novos" podem fazer é que acrescentará algo que distinga esta equipa da anterior. Como vimos há um ano, requer tempo e porventura algumas arrelias. Mas creio, no meu curto balanço à semana espanhola, que há mais coisas definidas agora do que no início da época passada. A posição de Hulk é que pode variar, a baliza ficará bem com qualquer opção. Mesmo Bruno Alves, são mais as vozes que as nozes. E não me pareceu que o tenha afectado.
Um tema importante na entrevista: depois de Quaresma, de Lucho e Lisandro, agora fala-se da dependência de Hulk. Porque Hulk é formidável, tecnicamente e do ponto de vista atlético-motor: incrível. E, obviamente, não há um jogador assim, potente, velocíssimo, poderoso, invulgar. Não sendo um grande jogador, Hulk faz falar dele e "obriga" a comparações. É claro que nem os adversários têm igual, nem o FC Porto poderia ter um clone, como chama Jesualdo. É, curiosamente, sobre o ataque, com jogadores de características bem distintas entre si e tão díspares (os novos) como existiam na época passada, que incide a preocupação da entrevista: em termos sectoriais, só a baliza suscita igual atenção específica. E Jesualdo responde a tudo, os jogadores, o modelo de jogo, os jogadores desgastados, os mais utilizados, a Peace Cup e seus objectivos.
Eu destaco "momentos" da entrevista, trocando as voltas ao seu alinhamento: quem quiser lê-la completa vai ao site de O Jogo (negritos meus).
HULKDEPENDÊNCIA E O ATAQUE DO FC PORTO
"Não existe dependência nenhuma do FC Porto em relação a Hulk. O FC Porto é muito mais do que o Hulk. (...) O Hulk joga na última linha, como jogava o Lisandro ou o Quaresma. (...) As suas capacidades só podem ser úteis quando ele for capaz de as pôr ao serviço da equipa. Gostava que se recordassem do que foi escrito sobre ele há um ano, quando ele chegou. Nessa comparação, entre o Hulk actual e aquele que chegou mais ou menos por esta altura, percebe-se que aquilo que separa um e outro é a evolução que ele fez no entendimento com a equipa. Por isso mesmo, rejeito qualquer dependência em relação ao Hulk, como rejeitei a dependência em relação ao Quaresma ou em relação ao Lucho. (...) Posso dizer-lhe que os jogadores com as características que tem o Hulk impressionam quase sempre mais o público e a crítica do que os treinadores.DESGASTE NA PEACE CUP
"Não faltam alternativas ao FC Porto, faltam alternativas ao Hulk. Ou seja, o FC Porto tem outros jogadores para utilizar no ataque com características diferentes, o que não tem é outro Hulk, com a mesma velocidade e a mesma capacidade de explosão. Aliás, nem sei se existe algum por aí, até porque a clonagem não está assim tão evoluída. Claro que o plantel tem alternativas para quando ele não jogar.
"O Falcao corre o mesmo perigo de qualquer jogador que chega ao FC Porto e ao fim de cinco treinos joga: tem de comer a bola. Não é justo fazer essa avaliação e muito menos comparar o Hulk com o Falcao. Primeiro, o Hulk não é um ponta-de-lança, é um avançado. No FC Porto, não jogamos com dois extremos e um ponta-de-lança, jogamos com três avançados e creio que, com alguma calma, o Falcao pode fazer parte desse esquema e nós vamos ter esses três avançados, tal como tivemos no ano passado.
"Rodríguez está lesionado, Hulk não tem jogado exactamente na posição onde penso que poderá jogar no futuro e quer dizer que o terceiro jogador desse trio ainda não entende completamente o jogo da equipa, mas vai entender.
"Neste momento, temos seis avançados, o que é o ideal para a estrutura da equipa, todos eles têm características diferentes que são complementares e que, com tempo e com trabalho, podem proporcionar todas as soluções de que a equipa precisa.
"Seria [desgastante] se não tivéssemos tido o cuidado de fazer um grande trabalho de rotação. De resto, é importante perceber porque é que alguns jogadores jogaram mais do que os outros - porque foram os que mais trabalharam desde o arranque. Depois, as entradas progressivas do Raul Meireles, do Bruno Alves, do Rodríguez, do Fucile e do Guarín ajudaram a equipa a crescer, porque estes elementos conhecem o nosso processo, o nosso modelo de jogo e foram muito úteis para acelerar a integração dos restantes. É assim que se consegue que o Álvaro Pereira esteja a jogar, que o Maicon esteja a jogar e que o Belluschi e o Varela estejam a jogar. De resto, nessa fase inicial do trabalho, houve muitas alturas em que a menor capacidade física foi compensada pela maior identificação de alguns jogadores com aquilo que é o processo do FC Porto. Este não foi um trabalho fácil, mas o facto é que, considerando os jogadores que chegaram lesionados, conseguimos excelentes resultados com um grupo relativamente reduzido.MODELO DE JOGO E SISTEMA ALTERNATIVO
"Queríamos ir à final, fizemos tudo para lá chegar, mas também reconheço que iria colocar uma carga pesada na semana que antecede a Supertaça. Por outro lado, também é verdade que um bom resultado, na final, poderia ter efeitos ao nível anímico que compensassem o desgaste provocado pelo prolongamento da estadia aqui. Compete-nos agora reequilibrar os processos desgastantes que existiram e potenciar o conjunto de jogadores que estão numa fase mais atrasada do processo de integração.
"[4x4x2 testado] Não é uma experiência, é uma alternativa que o FC Porto precisa de ter. Sempre disse que o FC Porto tinha um sistema base, e tem, tem um modelo estabelecido que passa por um conjunto de princípios que regem a organização táctica da equipa, e a configuração dos jogos e dos jogadores vai obrigar-nos algumas vezes a reposicionar os jogadores de tal forma que pareçam enquadrar outro sistema, mas o importante é que o modelo não mude, ou que seja cada vez mais forte e estável. E, independentemente do sistema, o importante é que os jogadores actuem de acordo com aqueles que são os nossos princípios, quer a defender, quer a atacar.EQUIPA REMODELADA NO DESAFIO AO PENTA... COM O PÚBLICO QUE NOS APOIA
CONTEXTO DA PRÉ-ÉPOCA: FÉRIAS E PLANEAMENTO"Vou dizer que é um grande desafio. Depois do tetra, atacar o penta com jogadores novos e com a necessidade de construir uma equipa nova será certamente um grande desafio para mim, para os jogadores, mas também para o público que nos apoia e que espera sempre os melhores resultados e as melhores exibições. Também eles vão ter de participar neste desafio de sermos penta.
"A avaliação que se pode fazer ao FC Porto, neste momento, é sempre incompleta, atendendo àquilo que são as realidades de uma pré-temporada que começou há apenas quatro semanas.REFORÇOS EM ACÇÃO E EM ESPERA
Começámos a época a 7 de Julho, a quatro semanas do início da época oficial, concretamente a um mês da disputa da Supertaça e fizemo-lo por duas razões. Primeiro, porque depois do desgaste de 52 jogos numa época de alta intensidade, os jogadores deveriam ter, no mínimo, um mês de férias. Tínhamos também a perspectiva de que poderiam acontecer algumas alterações na equipa, considerando aquilo que eram as estimativas do mercado de transferências; tínhamos um conjunto de jogadores internacionais que apenas estariam libertos dos compromissos da selecções a 10 de Junho e tínhamos de pensar sobre as aquisições que viessem a ser feitas. A data foi escolhida para permitir as férias, sabíamos que a maior parte dos jogadores já teria uma base de trabalho sobre os processos de jogo da equipa, mas também para encurtar as diferenças de tempo entre o trabalho feito pelo primeiro grupo e os que chegavam mais tarde. Se tivéssemos começado a 29 ou a 30 de Junho teríamos quase duas semanas de trabalho feito pelo primeiro grupo que seriam praticamente irrecuperáveis pelos jogadores que foram chegando mais tarde. Foi um risco que corremos, encurtando o período de preparação para ganharmos em rapidez de integração.
"O que se passou nos jogos prova o acerto desta opção, mas a verdade é que as diferentes integrações que foram feitas são ainda perceptíveis, nomeadamente ao nível de cargas de trabalho e ritmo. Por isso, falei num plantel dividido em três patamares distintos e por isso avisei em relação à especificidade de uma competição como a Peace Cup, cujo calendário previa a realização de jogos com intervalos de 48 horas, o que, em termos de preparação, não é o melhor, especialmente no caso do FC Porto, que, para além da construção da equipa, quando entra numa competição destas fá-lo para ganhar. E esse tipo de exigência não favorece uma observação mais detalhada dos jogadores nem a integração progressiva dos jogadores mais novos.
"Neste momento, para além do Bruno e do Rolando, que formam a dupla de centrais do FC Porto, temos o Maicon e o Nuno André Coelho a treinar com os mesmos princípios, com as mesmas ideias e dentro do mesmo modelo, e que vão fazendo o seu trabalho de integração progressiva. E aquilo que posso dizer que desejo, em relação ao tema Bruno Alves, é que as coisas corram da melhor maneira possível para o FC Porto.TRÊS MELHORES GUARDA-REDES EM PORTUGAL
Estou satisfeito com o Álvaro Pereira. [Cissokho?] Têm algumas semelhanças, mas são jogadores diferentes. Tivemos coisas positivas com o Cissokho por quatro meses; Álvaro Pereira chegou há quatro semanas, não se podem fazer comparações.
"Chegamos a este momento sem lesões, com alguns jogadores com ritmo muito aceitável, com uma equipa praticamente formatada, que já ganhou jogos de grande intensidade e apresentou performances muito boas, mas com alguns jogadores ainda em graus intermédios da sua integração. Por outras palavras, o FC Porto já é uma equipa, mas pode e vai ser uma equipa muito melhor do que é agora. Neste contexto, a prioridade vai para a necessidade de proceder ao reequilíbrio entre os diversos momentos de preparação do plantel. O balanço nesta fase tem de ser positivo, não só pelos jogos que fizemos, não só pela forma como fomos vendo a evolução dos jogadores, mas também pela forma como os novos se integraram, e refiro-me ao Maicon, ao Belluschi, ao Varela e ao Álvaro Pereira, jogadores que rapidamente perceberam o que pretendemos e a forma como jogamos.
"O Belluschi é um jogador de menos espaços que o Lucho. É um jogador de menores penetrações, mas acaba por ocupar tanto espaço intermédio como ocupava o Lucho. Tem uma excelente capacidade de passe, é uma grande finalizador ao nível do jogo exterior, tal como acontecia com o Lucho, mas não vamos esperar que o Belluschi faça de Lucho, que faça as mesmas coisas que ele fazia; com a certeza de que fará outras que Lucho não fazia.
[Valeri e Prediger] Entraram ambos tarde na equipa, mas conhecemo-los bem, aquilo que é a sua vida desportiva anterior (...). Vamos deixá-los evoluir, vamos integrá-los no nosso processo de jogo, no nosso modelo, e, depois, poderemos avaliá-los de forma mais concreta.
"Sabemos que não há jogadores que possam cá chegar e dizer que têm a titularidade garantida; e se há, o FC Porto não tem a capacidade financeira para os garantir. Compete-nos fazer a integração gradual dos jogadores novos, resguardando-os das análises precipitadas que muitas vezes são feitas pela Crítica. Sabemos o que vale a crítica, o que valem as primeiras imagens e sabemos que efeitos podem ter na carreira de cada jogador. E é por sabermos isso que tentamos saber também exactamente qual é o melhor momento para esses jogadores se exporem com segurança, acreditando também eles naquilo que valem. Não faltam jogadores de grande qualidade que chegam ao futebol português e são arrasados por análises precipitadas, baseadas nas primeiras impressões. Não queremos dar passos em falso. Mas, como é preciso constituir um onze para jogar, os que entram mais cedo são os que nos dão garantias de que podem ultrapassar estas questões com mais facilidade.
"Sinto que todos os reforços que chegaram têm condições para virem a ser aquilo que espero deles. Isso é seguro.
[Há um ano] Disse que a equipa seria diferente, que seria mais forte por ser mais potente do que a anterior e acredito que isso mesmo ficou confirmado ao longo da temporada. Creio que essa potência existe neste plantel, na mesma, mas é preciso encontrar alinhamentos tácticos que aproveitem as qualidades dos jogadores que estão cá. O FC Porto perdeu o Cissokho, o Lucho e o Lisandro, que foram fundamentais na última época, mas há um ano também tínhamos perdido o Bosingwa, o Quaresma e o Paulo Assunção. E agora, tal como aconteceu há um ano, teremos de encontrar as melhores soluções tácticas para podermos ser ainda mais fortes.
"[Baliza] Atrevo-me a dizer que, neste momento, o FC Porto tem os três melhores guarda-redes do futebol português. E faço-o com alguma segurança. O Helton é titular do FC Porto há cinco épocas, o Beto é jogador da Selecção Nacional, o Nuno tem um vivência e uma experiência e uma qualidade acima da média e, por isso, dispor dos três é, antes de mais, uma garantia para qualquer treinador. Temos, provavelmente, 50 jogos para fazer, mais um menos outro, aos quais teremos de juntar os jogos da Selecção e todos eles terão de estar preparados para jogar a qualquer momento.
A competição entre eles é grande, toda a gente sabe isso, mas também é assim em relação a todas as posições do plantel e essa vai ser uma característica definidora do FC Porto ao longo da próxima temporada: competitividade.
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Comprova-se que mesmo os excedentários rendem bem ao FC Porto, independentemente do que pesaram antes no orçamento. Porque passar o João Paulo por 1,5ME e o Paulo Machado por 3,5ME não é mau, se tomarmos em conta que o afamado Katsouranis foi reenviado pelo Benfica à Grécia por 2,5ME...
Nesta altura em que o FC Porto "perde" mais um central, o famoso Manuel José acaba de dizer na TVI que para ele o melhor central a actuar na Liga portuguesa é David Luiz. Esqueçam Bruno Alves eleito por unanimidade o melhor jogador da época passada, entre todos e não só os centrais. Aquele moço com cabeço de espanador e pés para a doca é que deve ser bom, ou não fosse o Manel Zé o seleccionador de Angola que ainda chama o Mantorras...


