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09 março 2010

Que maneira humilhante de dizer adeus

ARSENAL 5 - 0 FCPORTO
Marcadores: Bendtner (10, 25 e 90m, g.p.), Nasri (63m) e Eboué (65m) Equipa Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves «cap.» e Alvaro Pereira; Nuno André Coelho, Rúben Micael e Raul Meireles; Varela, Falcao e Hulk
Substituições: Nuno André Coelho por Rodríguez (46m), Rúben Micael por Guarín (75m) e Varela por Mariano González (75m)

Mais uma vez, o FCPorto repetiu o filme de à uns anos atrás, foi vergado frente ao Arsenal com uma derrota pesada, uma enorme humilhação que nos envergonha a todos. Mas, sobretudo, deveria envergonh
ar mais a quem vestiu, nesta partida, uma camisola de um clube com um historial europeu que não merecia que manchasse com esta humilhação que vai custar a esquecer.

O FCPorto não pode continuar a ser a equipa q
ue, ultimamente, tem sido, não poderá continuar a ter falta de atitude, a demonstrar desmotivação, fraqueza psicológica, uma apatia generalizada, e injustificada, que tolda a equipa de dar o seu melhor, oferecendo de barato as vitórias aos seus adversários.

Numa altura onde não se poderá agir com cabeça quente, penso que será necessário reflectir seriamente sobre as últimas exibições e sobre a falta
de atitude, tomando as necessárias medidas para que o nosso Porto não se torne num clube onde as derrotas sejam aceites conformadamente, como se está a tornar perigosamente. Uma renovação de ares, de gente, de ambição é urgentemente necessária nesta equipa, e deverá ser o próximo grande desafio da equipa directiva para os dias mais próximos.

É o fim de ciclo para muitos, começando logo pelo seu treinador.
O FCPorto não é isto o que tem sido até ao momento, este não é o FCPorto que aprendi a amar, nem este é o FCPorto que a Europa aprendeu a respeitar, devolvam depressa a alma vencedora a este clube porque já não se aguenta mais tanta mediocridade.

O jogo até nem começaria mal, a equipa de Jesualdo Ferreira, com a surpresa de Nuno André Coelho na equipa inicial entrou muito bem e pressionante mas apenas duraria um minuto e meio, o Arsenal agigantou-se tomando logo conta do domínio da partida. A equipa portista repetiu to
dos os erros que tem vindo a fazer, se contra o Olhanense esses erros custam, então contra equipas como o Arsenal, com jogadores experientes e de qualidade, pagam-se muito mais caro. E pagou-se com uma humilhação histórica. A equipa de Londres foi um autêntico rolo compressor empurrando os portistas para a defesa, com Nuno André Coelho perdido dando origem a um meio campo confuso, e com uma defesa apática, deixando jogar os ingleses à-vontade, o Arsenal aproveitou para ganhar facilmente vantagem na eliminatória.

Foram dois golos completamente oferecidos pela defesa portista, com todos a preferirem ver jogar, no primeiro golo, o meio parecia uma avenida com uma passadeira estendida para os jogadores do Arsenal, passados uns minutos, Fucile oferece a bola aos jogadores do Arsenal que aproveitam para passearem na defesa portista com facilidade e ga
nhar vantagem maior na eliminatória.

Na segunda parte, Jesualdo tirou Nuno André Coelho para dar lugar a Rodriguez, e o FCPorto melhorou um pouco, conseguiu conquistar o domínio no meio campo, e impôs respeito ao Arsenal, ao ponto de Arsene Wenger ter mexido na sua equipa, ele sentia que o FCPorto estava a crescer no jogo e acreditar que poderia reentrar na discussão da eliminatória.

O FCPorto ainda teve uma enorme oportunidade de golo, num lance de bola parada, mas foi sol de pouca dura, o Arsenal, depois da tal substituição feita, novamente conseguiu o domínio da partida, não sendo com surpresa que Nasri consegue um golo, com a tal facilidade já, por demais, vista, no meio de 3 jogadores que apenas se limitavam a olhar para o que ele fazia.

A partir daí, era só uma questão de tempo, o Arsenal não parou e marcou o quarto golo, num lance que tem origem num canto do FCPorto e onde deixaram o Arsenal contra-atacar facilmente.
Até ao fim, era só uma questão de deixar passar o tempo, assistindo impávidos e serenos, esperando que o Arsenal não tentasse acelerar, mas já mesmo no final da partida, Fucile numa altura onde o discernimento já não era o melhor, aproveita para fazer uma grande penalidade, tendo o Arsenal concretizado, dando a estocada final numa humilhação que não se deverá esquecer tão cedo.

O FCPorto despede-se da maneira mais inglória da Champions League, e onde não deverá regressar na próxima época, ainda tem mais duas competições para vencer, mas o mais importante neste momento, o maior desafio de todos será reencontrar a alma vencedora deste clube porque ainda temos duas competições a vencer.

Se não for nesta época, então, começa-se a lançar, rapidamente, bases para que o futuro seja muito melhor do que este presente. Porque este Porto não mais poderá continuar.


PS: Foram 3 anos e tal a colaborar com este blog, hoje é o meu fim de linha. Também é uma despedida inglória por ter sido neste dia tão triste para todos os Portistas, mas era um desiderato que estava combinado à algum tempo entre todos, sendo uma coincidência infeliz. Primeiro de tudo, um muito obrigado ao Zirtaev e ao Zé Luís por terem depositado toda a sua confiança em mim, esperando que, dentro das minhas possibilidades não vos ter desiludido. Depois pedir desculpa se caso isso tivesse, em qualquer altura, acontecido. Por fim, partilhar um enorme abraço a todos os outros ex-colaboradores do blog e, claro, aos leitores, dizendo que foi um enorme prazer. Por último uma mensagem para todos: não são estas derrotas que nos vão abater, podemos ficar abalados, mas quando nos conseguirmos reerguer, estaremos ainda mais fortes, por isso não podemos deixar de dar o nosso apoio, deixar de ser os verdadeiros portistas de bancada . VIVA O FCPORTO SEMPRE.

Que Dragão podemos esperar ?

Quando as coisas às vezes não correm bem, a melhor forma de as alterar é jogar. Este será um jogo que se disputa por diferença de golos. A grande diferença traduz-se no ambiente, que será de grande festa e de grande exaltação. Mas a estrutura da equipa e a forma como encara os adversários não vai mudar muito.

É um jogo que se disputa por diferença de golos e que temos de disputar durante 90 ou 120 minutos. Temos confiança no que somos capazes de fazer.

Com o nosso espírito e com o espírito do Arsenal, será um jogo dividido. Esperamos um Arsenal forte e será um jogo definido por detalhes.

A equipa do Arsenal é muito rica e nós também temos detalhes fortes. Temos consciência da qualidade do adversário, sabemos que é difícil jogar aqui, mas sabemos que temos armas para jogar aqui. Nestes jogos a eliminar há também que ter tacticamente um conjunto de adaptações aos regulamentos da prova.

A nossa posição é clara. Vamos discutir este jogo, pois só assim podemos discutir o resultado. Por essa razão, temos de encarar este desafio como se fosse um novo, com um resultado importante que é a passagem. No ano passado estivemos nos quartos-de-final e o objectivo é repetir este ano. Vamos lutar até aos limites para o conseguir. O FC Porto tem vindo a ser alterado ao longo dos anos. O que se pretende no futebol actual é que se consiga chegar onde se quer com essas mudanças. Esse FC Porto «à Porto» já surgiu em muitas ocasiões e espero que surja novamente amanhã. Mas muito mais do que lutar, também é preciso jogar. - Jesualdo Ferreira


Que FCPorto poderemos encontrar, será a maior dúvida que os adeptos portistas irão ter no inicio da partida. Será aquele que brilhou frente ao Braga, ou aquele que temos visto nas últimas duas partidas ?

O jogo contra o Arsenal acaba por ter uma importância ainda maior, fruto de todas as adversidades que o FCPorto tem vindo a encontrar nas últimas semanas, só uma equipa completamente alheada desses problemas, juntando uma enorme dose de coragem, é que os portistas podem imaginar em ultrapassar esta eliminatória.

A vantagem está do lado de cá, cabe a Jesualdo Ferreira e seus pupilos tentar defendê-la com unhas e dentes, como se a suas vidas dependessem disso, porque um Dragão nunca desiste.

ARSENAL - FCPORTO
Emiratus Stadium
19:45 Horas,RTP1
Árbitro: Frank De Bleeckere ( Bélgica)


06 março 2010

Empate não esconde exibição paupérrima

FCPORTO 2 - 2 OLHANENSE
Marcadores:Falcao ( 81´) e Guarin ( 94´): Djalmir ( 13´e 16´)


Equipa
: Helton; Miguel Lopes, Maicon, Bruno Alves e Alvaro Pereira; Tomás Costa, Ruben Micael e Belluschi; Mariano, Falcao e Rodriguez
Substituições: Tomás Costa por Varela (39m), Miguel Lopes por Valeri (64m) e Ruben Micael por Guarín (78m)

Se caso houvessem dúvidas, o resultado frente ao Olhanense, tratou de as dissipar: o FCPorto está fora da rota do título. E o plantel já tem a noção disso, embora não queiram transparecer cá para fora, quando são abordados pela comunicação social. A atitude demasiada desmotivada de alguns jogadores só leva a concluir que eles já deitaram a toalha ao chão, e que a derrota em Alvalade deixou bastantes mossas no balneário portista.

Com destaque para o capitão, uma figura que, neste clube e noutros tempos, sempre foi o último a abandonar o barco e o primeiro da dar o peito às balas, ora Bruno Alves nunca foi ao árbitro protestar pelas suas decisões, até pela decisão de ter levado um cartão amarelo num lance onde ele próprio é carregado, sendo a imagem de quase toda uma equipa que não tem forças para erguer a cabeça e para lutar contra as adversidades que os jogos lhes colocam, além de ter tido sempre uma atitude demasiada passiva com os seus colegas.

A equipa técnica, conjuntamente com a direcção, algo terá que fazer porque, apesar do campeonato estar completamente perdido, o FCPorto ainda está envolvido em 3 competições e ainda está a tempo de ter uma época aceitável, sendo necessário evitar o descalabro e acabar o resto do campeonato que falta com dignidade.

O golo de empate, marcado por Guarin, aos 94 minutos não apaga a paupérrima exibição, mais uma num espaço de uma semana, e naquilo que o FCPorto não fez durante toda a partida.

Apesar de ter começado com uma oportunidade de golo falhado por Falcao, quando o FCPorto se apercebeu já tinham dois golos de desvantagem, a partir daí a equipa sentiu-se completamente perdida em campo, a bola queimava nos pés de alguns jogadores e a equipa também começava a desperdiçar alguns golos.

Na segunda parte, a imagem dada pela equipa foi a mesma, passes completamente disparatados, jogadores que não eram agressivos, o Olhanense limitava-se a defender mas não era necessário correr muito, a equipa portista não punha velocidade nas suas acções ofensivas, por isso os homens de Olhão limitavam-se a tapar os caminhos da sua baliza sem necessário andar atrás da bola.

O FCPorto consegue nos últimos 10 minutos, dois golos fruto da insistência dos seus jogadores, Falcao mais uma vez demonstrou que é das contratações mais certeiras desta época, o colombiano até quase na defesa veio recuperar bolas, mas apesar dessa recuperação não se pode esconder o mau momento que a equipa continua a estar.

Agora segue-se o Arsenal, com esta atitude e motivação perdedora o FCPorto não vai a lado nenhum, por isso é necessário que isto mude, e o mais depressa possível porque a honra e o nome europeu do FCPorto vale mais do aquilo que nos últimos dois jogos a equipa mostrou.




Vencer para amenizar derrota amarga

Foi Heltón quem falou em representação do plantel portista :


«Foi apenas uma derrota [referindo-se ao jogo frente ao Sporting], nada mais do que isso. No dia seguinte, já estávamos a pensar positivo e a trabalhar forte.

Para nós, o campeonato não termina amanhã. Ainda temos 27 pontos para disputar e vamos continuar a trabalhar. Essa é sempre a melhor resposta.

A percentagem que temos, neste momento, de obter sucesso é a mesma que tínhamos no início da época: cem por cento. É como ver um filme: não saímos 10 minutos antes dele terminar. No campeonato, é igual: vamos trabalhar até ao fim.


Nem todos os que participam no campeonato podem sentir a alegria que eu particularmente sinto, por ter sido Campeão nestes últimos quatro anos. Sabemos que não somos invencíveis, mas, repito, o campeonato ainda não acabou. Estamos a trabalhar para conseguirmos ocupar o lugar que nos é habitual.

A nossa expectativa para o jogo frente à Olhanense é a de poder fazer um bom trabalho e lograr os três pontos.

O futebol é mesmo assim [referindo-se ao jogo em Alvalade]: há dias em que, mesmo não fazendo o que é correcto, os resultados são favoráveis, e outros em que, mesmo procurando ao máximo fazer o que está correcto, as coisas não saem bem. Foi um dia mau, pois não conseguimos o nosso objectivo maior, mas também há que realçar a atitude do adversário, que esteve bem. Nas poucas oportunidades de que dispôs, conseguiu concluir.

Desde que comecei a trabalhar com o Ventura, sempre o elogiei e acho que ainda tem muito para dar ao futebol português. Duelo não é a palavra mais correcta; chamar-lhe-ia mais um reencontro. Independentemente de quem vá jogar, é sempre bom rever os bons amigos.

Agora que o sonho do Penta está quase arredado, os objectivos portistas para o resto da época terão de ser terminar o campeonato com dignidade de campeão, além de tentar conseguir ir o mais longe nas outras competições em que está inserido.

Com o pensamento na partida frente ao Arsenal, Jesualdo Ferreira optou por fazer descansar alguns jogadores mais utilizados, o maior destaque acaba por ser a chamada de Sérgio Oliveira, um júnior que demonstrou ser uma opção mais válida do que outros jogadores seniores, coragem precisa-se para que, particularmente, este jovem seja lançado na equipa principal.

Contra a partida, frente ao Olhanense, num dia onde o estádio estará mais bonito do que nunca pela presença de muitas mulheres (a propósito, vou levar ao Estádio uma menina de 7 anos, porque raio ela tem de pagar e mulheres acima dos 16 anos já não?), espera-se uma vitória e uma imagem diferente daquela que o FCPorto se apresentou em Alvalade.

Por último, regista-se positivamente as horas em que esta partida se irá realizar, pena que o tempo não seja o melhor, mas já tinha imensas saudades em assistir ao vivo a uma partida ás 17 horas.

FCPORTO - OLHANENSE
Estádio do Dragão
17 horas, Sportv
Árbitro: Cosme Machado ( AF Braga)



28 fevereiro 2010

Adeus Penta, até depois.

SPORTING 3 - 0 FCPORTO
Marcadores: Djaló ( 6 ´), Izmailov ( 45´) e
Miguel Veloso ( 47´)

Depois da sinfonia de futebol da jornada anterior, o FCPorto, em Alvalade, mais parecia um conjunto filarmónico a tocar música de quinta categoria. Este FCPorto, a jogar assim, não merece ser campeão, nem teve atitude de campeão. As camisolas foram as mesmas, os jogadores também, mas a atitude foi completamente diferente da das últimas exibições, e logo nesta altura onde estes três pontos poderão ter levado a dizer adeus ao sonho do Pentacampeonato.

O FCPorto teve um jogo em tudo o contrário do que tem feito nas últimas partidas. É verdade que também se poderá queixar da falta de sorte, sofre três golos quase caídos do céu, e em alturas cruciais da partida, quando o Sporting pouco tinha feito para isso, mas a equipa não foi capaz de tornear as dificuldades de jogar contra um adversário que se preocupou mais em não deixar jogar, fazendo faltas e mais faltas, e pontapeando bolas para o ar, não conseguindo dar agressividade ao seu futebol, falhando imensos passes no meio campo. O FCPorto não se conseguiu encontrar e não foi feliz no incómodo casaco de forças que o Sporting lhe vestiu logo no inicio.

A equipa de Jesualdo Ferreira ficou abalada depois do golo sofrido, aos 6 minutos, e não conseguia colocar a bola no chão, indo no jogo do seu adversário, com os extremos Varela e Mariano a fazerem tudo mal, a equipa sentia dificuldades em querer impor o seu jogo.

No meio da primeira parte, ainda conseguiu equilibrar e empurrar o Sporting para trás, que apenas se preocupava em afastar a bola da área, mas o FCPorto não conseguia fazer uma ligação meio-campo/ataque com qualidade, falhando bastante no último passe.

E depois desse equilíbrio, um pontapé no meio da rua, no meio do nada, o Sporting alarga a vantagem, indo para o intervalo a vencer com um resultado injusto, embora aproveitando os erros do conjunto portista.

Na segunda parte, Jesualdo Ferreira mandou entrar Belluschi na procura de uma melhor atitude da equipa, mas levou como resposta mais um golo caído do céu para o Sporting, com a equipa a estender a passadeira e a deixar jogar, Miguel Veloso rematou forte não dando hipóteses ao guarda-redes portista.

A partir daí, o jogo terminou, e o que assistimos foi um baixar de braços dos jogadores portistas que não mais conseguiram levantar a cabeça. Vá lá que não se perdeu a dignidade e a equipa lutou para não sair de Alvalade vergado com o peso de humilhação histórica e também os jogadores tiveram auto-controlo suficiente para não se perderem em situações tristes e nada dignificadoras.

Quanto ao título, são 9 e 8 pontos de diferença para os seus adversários, cabe ao FCPorto encarar o resto do campeonato de forma digna e lutar pelos títulos nas outras três competições em que está inserida.

Quanto a esta partida, é necessário que não seja uma noite para esquecer, mas sim para ficar bem lembrado na mente de todos, que noites destas não podem voltar a acontecer, porque este não foi Porto que jogou em Alvalade.

21 fevereiro 2010

Ser Dragão é isto

FCPorto 5 - 1 Braga
Marcadores: Raul Meireles (16'), Alvaro Pereira ( 35'), Falcão (36' e 73´) Belluschi (83') e Alan 90'+1

Equipa : Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Alvaro Pereira; Raul Meireles, Fernando e Ruben Micael; Mariano, Falcao e Varela
Substituições: Rúben Micael por Tomás Costa (68m), Varela por Belluschi (77m) e Fernando por Valeri (78m)

O FCPorto demonstrou, para quem quis apreciar, o porquê de ser Tetracampeão e do porquê de ser um alvo, sistematicamente, a abater nas manobras de bastidores de quem manda no futebol português.

Contra a equipa que, regularmente, melhor praticava futebol nos campo
s nacionais, aquela equipa que ainda não tinha sofrido mais do que 2 golos numa partida, e uma das candidatas à discussão do título de campeão, o FCPorto realizou uma exibição demasiada perfeita para quem quer pôr em dúvida a justiça da vitória portista.

São nestas alturas, nas alturas onde mais nos atacam, onde mais ratoeiras nos colocam no caminho, que o FCPorto se agiganta e demonstra qual é a sua força, uma força que mete receio aos nossos inimigos. E quase como adivinhando esta exibição plena de raiva, de ambição, de união e de magia, o FCPorto, nos anúncios de lançamento desta partida, já dizia que “ Ser Dragão é isto” e o que se passou no relvado foi a imagem do que é ser Dragão.

Foi com camisolas com os nomes e números de Hulk e Sapunaru que os jogadores entraram para o aquecimento e foi para eles, e em nome da injustiça que eles foram vítimas nesta semana, que a equipa se uniu com o pensamento de vencer uma partida que poderia ditar o fim das esperanças do revalidar o título. Mas, pelo menos para já, o F
CPorto ainda pode acalentar esperanças no Penta campeonato, continua a ser muito difícil, continuamos a estar atrasados, mas ainda estamos na luta.

Quanto à partida, Jesualdo Ferreira lançou a equipa esperada, e o FCPorto dominou tacticamente a partida desde o primeiro minuto, nunca deixando que o Braga tomasse conta do jogo, e quando o fez foi um domínio consentido e controlado pelos azuis e brancos.

A equipa portista demonstrou raiva e muita ambição de fazer um resultado positivo, tendo sempre muita posse de bol
a desde o inicio, marcando sempre nas alturas certas, indo para o intervalo já com o resultado quase decidido.

Tudo saiu perfeito, aos 16 minutos, depois de um belo trabalho de Varela na esquerda, Raul Meireles deu o mote para uma noite que viria a ser de gala. Aos 35 minutos, Álvaro Pereira fez um golão, um remate fora da área, colocado e sem hipóteses para Eduardo que apenas iria buscar no fundo das redes. Mas o intervalo ainda não iria acontecer, até que Falcao respondesse a mais um cruzamento perfeito de Varela, antecipando-se a tudo e todos, fazendo o terceiro golo para a equipa portista, perante um Braga estupefacto para tanto Porto.

Na segunda parte, o FCPorto baixou o ritmo, com isso o Braga equilibrou um bocadinho, mas ficou-se sempre com a sensação que o FCPorto tinha consentido esse domínio aos bracarenses, para, em qualquer altura matar, ainda mais, a partida.

Isso aconteceu aos 73 minutos, através de um canto marcado de forma perfeita por Raul Meireles, Falcao iria se erguer no meio de todos e marcar de cabeça. Mas, o FCPorto ainda queria mais, a raiva ainda não se tinha desvanecido e aos 81 minutos, depois de um trabalho incansável de Mariano Gonzalez, a bola sobraria para Belluschi que rematou forte par ao fundo das redes.

Ainda houve tempo para uma única desatenção na defesa portista, que Alan aproveitaria para fazer o tento de honra.

Os pontos de atraso ainda são alguns, com a dificuldade de estarem duas equipas à nossa frente, mas são estas exibições que nos fazem acreditar neste Porto. Uma vitória em Alvalade será essencial nesta caminhada, mas com esta reacção, esta união, esta crença e vontade dos seus atletas, os adeptos portistas ainda podem acreditar num final feliz.

17 fevereiro 2010

Saboroso, mas muito perigoso

FCPorto 2 - 1 Arsenal
Marcadores: Varela ( 11´) e Falcao ( 41') e Campbell ( 18´)

FC PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves «cap» e Alvaro Pereira; Fernando, Ruben Micael e Raul Meireles; Varela, Falcao e Hulk
Substituições: Raul Meireles por Tomás Costa (68m), Hulk por Mariano (81m), Ruben Micael por Belluschi (85m)

O FCPorto deu um passo positivo na direcção aos quartos de final da Champions League. Se bem que é um passo bastante perigoso, a vitória alcançada não lhe permite descansar sobre os louros conquistados, muito antes pelo contrário, o FCPorto terá que estar bastante atento na segunda mão e para passar esta eliminatória necessita de uma enorme dose de coragem, valentia, e terá que estar muito bem fisicamente, porque no Estádio do Dragão o Arsenal mostrou a sua classe e que não é equipa de se deixar levar vencida facilmente.

Com os esperados regressos de Hulk e Raul Meireles à equipa, o FCPorto começou a partida muito forte ofensivamente, aliás a mesma começou muito rápida de parte a parte, e com sucessivas falhas defensivas, tendo a equipa portista, aos 11 minutos, beneficiado da maior falha da partida, depois de um trabalho fabuloso de Varela, o português cruzou e conseguiu a enorme ajuda do guarda-redes do Arsenal que muito atrapalhadamente meteu a bola na baliza.

Mas, passados poucos minutos, o Arsenal viria a empatar a eliminatória, num canto onde os jogadores portistas estiveram a ver jogar, Sol Campbell aproveitou as falhas de marcação e empurrou para a baliza portista.

A partir daí, o FCPorto sentiu muito o golo sofrido, tendo o Arsenal pegado no domínio da partida não mais o largando até ao final da primeira parte. O carrossel ofensivo dos ingleses era uma realidade da qual o meio campo portista não conseguia estancar, tendo imensas dificuldades em conseguir controlar o ímpeto ofensivo dos ingleses.

O tridente do meio campo portista perdia imensos lances e coleccionava passes errados, apenas Varela e Falcao lutavam no ataque tentando puxar a equipa para a frente, mas quase sempre sem sucesso.

Na segunda parte, o jogo começou da mesma forma, embora o FCPorto começasse a equilibrar mais no meio campo, mas o minuto 51 iria ser o momento chave da partida com o FCPorto conseguir marcar de forma rápida um livre indirecto e ganhar vantagem no jogo e na eliminatória.

Felizmente, o árbitro que andou todo o jogo a inventar faltas e faltinhas, com um critério muito estranho, teve coragem para não repetir um lance que nada tem de ilegal. Como a memória dos fracos e dos medíocres é curta, convêm não esquecer num lance semelhante que aconteceu em 2004, mas desta vez com o Arsenal a se beneficiado, dessa vez Wenger não se queixou.

A partir daí, o FCPorto melhorou, o golo abanou a estrutura dos ingleses, com a saída de Raúl Meireles, que sentiu muito a falta de ritmo e a sua paragem por lesão, o meio campo começou a jogar mais claramente, Fernando começava a acertar nos cortes e nos passes, a equipa saia da teia montada pelos ingleses e o FCPorto começava a criar tinha mais oportunidades para matar a eliminatória, o que por pouco não aconteceu.

Mas, o Arsenal veio para a frente à procura do empate e também por pouco não conseguiu, o FCPorto acabou a partida com o credo na boca e de rastos fisicamente, o que poderá prejudicar a equipa para a preparação da partida importante contra o Braga.

Primeira parte está ganha, meio caminho está traçado rumo aos 4ºs de final, apesar do resultado perigoso, é melhor vencer do que perder ou empatar, agora daqui a 15 dias vai ser necessário saber sofrer e estar bem fisicamente para dar o passo mais decisivo da eliminatória.





13 fevereiro 2010

Paixão volta a atrasar Dragão na luta pelo título

Leixões 0 - 0 FCPorto

FC PORTO: Helton; Miguel Lopes, Rolando, Bruno Alves e Fucile; Fernando, Ruben Micael e Belluschi; Varela, Falcao e Mariano
Substituições: Belluschi por Tomás Costa (65m) e Fernando por Orlando Sá (81m)

O FCPorto pode ter dito adeus ao título num jogo onde teve todas as condições para vencer, mas faltou-lhe duas coisas: a primeira delas foi a finalização, uma equipa que quer ser campeã não pode falhar tantos golos, e alguns deles quase feitos, ainda por cima com uma equipa que está na parte de baixo da tabela classificativa. Não se pode desperdiçar jogadas como aquelas em que, por exemplo, Varela teve nos pés, isolado frente ao Guarda-redes, querendo entrar pela baliza dentro.

A outra coisa também tem um nome, um nome já deveras conhecido para os lados do Dragão, um nome que numa época atrás, num passado não muito distante, tirou um título ao FCPorto, e agora com a sua ajuda consegue colocar a equipa Tetracampeã numa situação difícil no campeonato: essa personagem responde pelo nome de Bruno Paixão.

Dois lances claros para a marcação de grande penalidade a favor do FCPorto, na primeira parte, Ruben Micael é empurrado indo contra o defesa leixonense sendo depois atropelado. Decisão: falta do portista e amarelo para o madeirense.

Na segunda parte, Ruben Micael tira a bola do caminho defesa leixonense que o rasteira. Decisão: siga o roubo que o ladrão é experiente e sabe como elas se fazem.

Foi uma partida muito física, jogado num relvado inadmissível para jogos da Primeira Liga, fruto de equipas pequenas, o FCPorto encontrou pela frente uma equipa bastante combativa, muito agressiva, no bom sentido, tendo necessidade de arregaçar as mangas e vestir o fato-macaco.

A equipa de Jesualdo Ferreira entrou trapalhona, talvez surpreendida pela pressão do seu adversário, tendo dificuldades em colocar a bola no chão, Ruben, sempre muito marcado e muito massacrado de forma faltosa pelos seus adversários, tinha dificuldades em organizar o jogo ofensivo, Varela e Mariano andavam escondidos nas alas e Falcao lutava quase sozinho contra os defesas leixonenses.

No meio da primeira parte, Jesualdo Ferreira trocava os alas de ataque, e a equipa subiu de rendimento, Miguel Lopes na direita impulsionava o ataque, e a equipa criou várias oportunidades de golo para marcar. O Leixões também teve as suas oportunidades de golo, mas o FCPorto tomou conta do domínio da partida para não mais largar até ao final.

Na segunda parte, não houve jogo de futebol a sério, o Leixões preocupou-se em não deixar jogar o adversário, preocupava-se sempre em utilizar o anti-jogo, enquanto o FCPorto lutava contra as dificuldades, algumas delas auto-impostas.

Foi uma segunda parte vergonhosa por parte do conjunto de Matosinhos, também ele espelho da mentalidade pequena e medíocre das equipas pequenas, eles usaram e abusaram do anti-jogo, com o aplauso do árbitro que não protegeu quem quer jogar futebol, mas sim quem não quis jogar futebol. Quem aplaude esta espécie de futebol é tão mesquinho e tão medíocre como quem o pratica e só em Portugal é que isto acontece.

O FCPorto procurou marcar o golo, um golo que merecia muito por aquilo que lutou, mas por uma outra razão ele acabaria por não aparecer o que deu um travo amargo e injusto ao resultado.

Embora nem sempre o futebol jogado fosse o melhor e o mais lúcido para chegar à baliza adversária, não se poderá apontar nada na atitude e na entrega dos seus atletas. É verdade que houve muito demérito portista e muita falta de acerto na finalização, mas é altura de dizer basta e de começar a apontar algumas coisas que passam a olhos vistos. E não pode ser apenas o treinador e os jogadores a dizerem isso. Mais valia entregar já as faixas de campeão imprimindo as capas de jornais que já se programam há muito tempo.

Ainda não é tempo de atirar a toalha ao chão, mas o caminho do titulo está mais longe e mais minado do que nunca.

Quase sem tempo para descansar, o FCPorto tem agora uma missão ainda mais difícil, e essa missão chama-se Arsenal para a Liga dos Campeões. É tempo de apontar baterias para essa partida, mas convém estarmos atentos às manobras que se preparam por terras lusitanas em semana em que o FCPorto vai jogar e muito o seu futuro no campeonato nacional.

10 fevereiro 2010

Uma bomba para carimbar a final

FCPORTO 1 - 0 ACADÉMICA
Marcadores: Mariano ( 81')

FC PORTO: Nuno; Miguel Lopes, Nuno André Coelho, Bruno Alves «cap» e Alvaro Pereira; Tomás Costa, Belluschi, Guarín e Valeri; Mariano e Orlando Sá
Substituições: Belluschi por Varela (46m), Bruno Alves por Maicon (60m) e Valeri por Ruben Micael (64m)

Se esta partida fosse um combate de boxe diria que foi um combate interessante, com alguns momentos agradáveis para quem assistiu, que as equipas estiveram equilibradas, que o FCPorto bateu a Académica por pontos, e que até teve direito a um golpe baixo, mas do árbitro quando, aos 15 minutos, anula um golo, de forma escandalosa, a Bruno Alves. Nada do que não estejamos habituados, este ano o FCPorto está na frente no “goal-average” dos golos limpos mal anulados com a promessa a de não ficar por aqui.

O FCPorto consegue a passagem à final da Taça da Liga, com a particularidade de não ter sofrido nenhum golo nesta competição, fazendo uma carreira equilibrada, e muito bem gerida por parte da equipa técnica, dando minutos a outros jogadores para eles se integrarem de forma mais rápida, ganhando até atletas para um futuro próximo. Jogadores como Nuno, Maicon, Nuno André Coelho, Miguel Lopes, Tomás Costa, Sérgio Oliveira mostraram que estão dispostos e aptos para aquilo que o FCPorto necessite até ao final da época. Contrariamente ao que foi propagado por alguns “chicos-espertos”,o FCPorto encarou esta competição de forma séria e empenhada, porque só assim é que conseguia chegar à final.

Desde já um primeiro registo, e aplauso para a Académica que foi mesmo uma briosa vencida, foi uma equipa completamente diferente daquela que se apresentou na última vez no Dragão, jogou, com cuidados defensivos como é óbvio, mas de peito feito, teve algumas possibilidades de marcar, não teve medo de ter a bola, tendo até bons executantes, complicando muito a vida ao FCPorto, principalmente na primeira parte.

Quanto ao FCPorto, teve uma primeira parte muito má, a jogar num sistema que não é habitual, em 4x4x2, a equipa portista teve muitas dificuldades em acertar dois passes seguidos, parecia que a Académica tinha mais jogadores do que o FCPorto, o meio campo portista não construía de forma fluida e tinha imensas dificuldades em sair com a bola jogável para os seus avançados. Mas, como já referi atrás, o golo roubado a Bruno Alves teria dado uma outra dimensão à exibição da equipa que não deixou de ter oportunidades de golo. Mas, defensivamente, não esteve tão agressivo, no bom sentido, o que, por vezes, foi perigoso.

Na segunda parte, Varela entrou para o lugar de Belluschi, o FCPorto mudou para o sistema habitual, mudando logo o seu modo de jogar, a equipa apareceu mais equilibrada, mais rápida, nos primeiros 5 minutos teve oportunidades suficientes para golear, se não fosse a falta de eficácia, e categoria também, de Orlando Sá.

O FCPorto, no meio da segunda parte, depois de ter visto a Académica equilibrar um pouco as coisas, começou a acercar-se mais da baliza do seu adversário, Jesualdo Ferreira tirou Valeri para dar a liderança no meio campo a Ruben Micael, tendo o golo aparecido em grande estilo, mais uma vez inspirado pela braçadeira de capitão, Mariano Gonzalez fez um grande golo, com a bola a entrar no ângulo da baliza deixando Ricardo pregado ao solo.

Até ao fim, a Briosa ainda tentou chegar ao golo, mas o FCPorto defendeu bem a vantagem, conseguindo uma vantagem justa numa partida equilibrada.

Individualmente, destaque para Mariano Gonzalez não só pelo golo que marcou, mas sim pelo que jogou, estes golos estão a dar-lhe enorme confiança e com isso o seu futebol está a aparecer de forma positiva, destaque positivo também para Nuno André Coelho e Maicon, para o trabalho incansável de Tomás Costa no meio campo, pela negativa Guarin transformou-se numa anedota, com a graça final ser a de ter jogado toda a partida e Orlando Sá que mostrou, mais uma vez, que ainda tem um caminho longo para percorrer.

Objectivo conseguido, o FCPorto agora volta as atenções para outras competições, deixando de lado o pensamento da Taça da Liga, deixando um problema nas mãos da Comissão Disciplinar da Liga, como justificar o adiamento da decisão do caso “Túnel da Luz” para depois de 20 de Março.


07 fevereiro 2010

Recuperar terreno de forma confortável

FCPORTO 3 - 0 NAVAL
Marcadores: Tomás Costa ( 39´), Falcao ( 79') e Varela ( 88´)

Equipa:
Helton; Fucile (Miguel Lopes, 82), Rolando, Bruno Alves e Álvaro Pereira; Tomás Costa, Belluschi (Guarin, 64) e Rúben Micael (Valeri, 82); Mariano, Falcao e Varela.

Jesualdo Ferreira no lançamento desta partida, num exclusivo para um jornal, (aqui abro um pequeno parêntesis para questionar o porquê desse mesmo exclusivo não ter sido no site oficial do clube, aumentando a sua interactividade em vez de dar exclusivo a apenas um jornal ? ) revelou que o segredo da vitória passaria pelo FCPorto saber como desmontar a estratégia, que se previa defensiva, do seu adversário.

Nesta partida o FCPorto cumpriu aquilo que se pretendia, interpretando da melhor maneira o pedido do seu treinador. A equipa portista soube ser paciente, jogando de forma rápida nos processos ofensivos, sempre na procura do golo, sendo, sobretudo, inteligente, conquistando uma vitória expressiva e confortável. E vão 14 golos nas últimas 4 partidas.

É de realçar a tranquilidade e confiança que as últimas vitórias deram à equipa portista, contribuindo, e muito, para a segurança com que a equipa se mostra no campo.

Também a subida de forma de alguns jogadores contribuiu para a melhoria das exibições da equipa, não foi só a plena integração de Ruben na equipa que correu bem, também Falcao se está a destacar, cada vez mais, como um autêntico avançado, muito trabalhador e quase sempre oportunista, Tomás Costa sente-se muito bem na posição de trinco, não se dando por falta de Fernando, Varela e Mariano têm sido os alas ideais para uma equipa que joga em ataque continuado, Belluschi cresceu defensivamente.

Mas o destaque maior na equipa vai para Álvaro Pereira, um autêntico “ Formula 1 “, com um poderio e uma agressividade, no bom sentido, ofensiva que lhe permite criar inúmeros desequilíbrios na defesa adversária.

Quanto à partida, o FCPorto, como disse atrás, foi paciente e conseguiu de forma tranquila esperar pelos momentos certos para dar as estocadas no seu adversário. A partida começou equilibrada, o Naval mostrou que não vinha jogar estacionando o autocarro, mas o FCPorto, perto dos 15 minutos, começou a tomar conta do jogo, empurrando a equipa da Figueira da Foz para trás.

Sentia-se que o golo iria aparecer, mais cedo ou mais tarde, e aconteceu num lance de bola parada, Tomás Costa, embora com a sorte da bola ter embatido num jogador do Naval, concretizou um livre indirecto com sucesso.

Curioso constatar que esse livre indirecto fez-me recordar um lance, bastante semelhante, numa outra partida realizada em Leiria, em que o árbitro transformou num pontapé de grande penalidade, aqui se demonstra a diferença de critérios entre duas equipas do mesmo campeonato.

Na segunda partida, o FCPorto baixou o ritmo e deu mais espaço à equipa do Naval, que não se fez rogada, tentando ser mais atrevida. No entanto, a equipa do Naval nunca ameaçou a baliza portista, com a excepção a um lance, aos 76 minutos, em que, efectivamente, a equipa da Figueira da Foz poderia ter marcado, valendo uma grande intervenção de Heltón.

Como resposta, e mais uma vez de bola parada, o FCPorto matou a partida, com Falcao a mostrar o seu instinto de matador empurrando a bola para o fundo da baliza deserta.

Até ao fim, deu tempo para mais um golo, desta vez de Varela, rematando forte e sem hipóteses ao guarda-redes do Naval, isto depois de um grande trabalho de, quem mais, Falcao que serviu, de forma exemplar, o seu companheiro, depois de um trabalho impecável no meio dos defesas adversários.

Para já, o FCPorto consegue encurtar distância sobre um adversário directo, e numa altura em que está, claramente, a subir de forma isso acaba por ter uma relevante importância.

Neste carrossel imparável de jogos, e em que a equipa parece disfarçar bem o desgaste físico, agora segue-se a Académica, para tentar o apuramento para a final da Taça da Liga.