13 novembro 2013

Se é pelo materialismo dialético, o que seja, ainda bem!

As pantominices da pasquinagem têm animado o panorama portugalístico da bola e ainda não vivemos as emoções do Portugal-Suécia, assim como voltam a passar-se dias e dias de cada concentração da Selecção sempre com os rapazes do Real Madrid desgastados por qualquer coisa.
 
Entretanto, surpreendido pela implosão impreivsta, lá fui ver um blog que visceralmente está nos meus antípodas como, diz ela, a Raquel Varela feita criacionista a discutir números quânticos com um físico. Atenção: tão coerente como um benfiquista mas seguramente mais bem escrito que os cão municados da "instituição" a cargo do arcanjp Gabriel. E não é que, com tanta gente a desertar provando que o unanimismo comum à Esquerda, tão "patriótica" quanto "selectiva" e até "elitista", normalmente "sulista" mas absolutamente antiliberal, pode ser desfeito se se abusar, ao que parece, do delito de opinião, algo massacrante naqueles recantos ideológicos de uma idisoncrasia metafísica e, acredite-se, loucamente endoidecida.
 
É que, para despedida, uma moça saiu-se com uma espécie de ~se não os podes vencer junta-te a eles~que eu não percebi puto mas certos discursos sempre me causaram tanta comichão como fizeram confusão. E, enfim, reparei que ela retira-se, não decerto por infeliz coincidência, que não conheço nem ela nem "elas", talvez contra um "11 de Março" mas ajustadamente seis meses depois do 11 de Maio que evoca, presumo, triunfalmente. O certo é que até o Kelvin reapareceu por estes dias e nem havia nevoeiro, ao invés a chuva deu lugar a céu azul e sol resplandecente próprio dos amanhãs que cantam.
video
 
Pois revemos, num blog vermelho até ao tutano, o Minuto Kelvin da forma mais imprevista que só o http://blog.5dias.net/ ajudaria a abalar as minhas convicções, que eu não sou "institucionalista", ou "reacionário" se quiserem, como o malfadado Tribunal Cunhal Constitucional.
 
Andava eu literalmente às aranhas com os vetustos comentários e hagiografia espampanante do "velho Álvaro de cabelos brancos", num vómito nacional-propagandístico originado nas emissoras RTP e A1 do regime comme il faut e bem secundado pelos privados lambe-botas sempre receosos do assalto ao poder dos Enérgicos Esquerdistas de tanto assento e voz terem mesmo nas antenas dos "capitalistas", e deparo com a exaltação do ~quem luta nem sempre ganha mas quem não luta perde sempre ~ pois nunca pensei ler uma lição destas a propósito do faz-de-conta do Benfica no Dragão a 11 de Maio e até tardei dois dias a celebrar os seis meses desse golpe divino que aqueceu o coração do Dragão e ajoelhou o majestático Jorge Jejum.
 
É que ia escutando coisas mirabolantes como aquela, ouvi na A1, de uma entrevista de uns meninos, em 1981, ao "camarada Álvaro", o exaltado-elogiado-celebrado em cujo centenário do nascimento - como se tivesse surgido do alto das montanhas como na dinastia norte-coreana e abençoado por mineiros em vez de garças e acolitado por tanques em vez de cravos - coincidiu a morte do "fassista" Jorge de Mello - essa coisa monstruosa que fundou a CUF e até fez uma equipa gira que dava cabo da cabeça ao Porto nos anos 70 que eu vivi - que ergueu um império que os acólitos do Álvaro deitaram abaixo e, last but not the least, se discute em Braga se se apeia o cónego Melo ou mantém a estátua garbosa de um alegado terrorista que não o foi menos que certos otelos das Brigadas Revolucionárias livres de impropérios e rótulos atribuíveis aos da Extrema-Direita e livres também da prisão apesar das mortes causadas em atentados bombistas.
 
Uma das coisas que escutei foi, nessa conversa, a coisa mole das criancinhas entrevistarem o velho Álvaro lá pela Margem Sul e arredores que de Rio Maior para cima - felizmente pelo próximo 25 de Novembro e um General Eanes tão destemido como o outro Pinheiro "sem medo" de Azevedo disposto a fazer greve como governante como hoje os juízes fazem (a 25 de Novembro, helàs!) de tão maltratados e não por os pressionarem a esclarecer os Fripórs e os Sabmarins - não passou a reacção comunista que teve a última tentativa de afundar Portugal de vez e criar uma República Socialista Soviética qual Nagorno-Karabakh distanciada do território da Mãe Rússia.
 
A ideia do velho Álvaro com as criancinhas fez-me lembrar - não do desfazer do mito de os comunistas comerem criancinhas antes dos socialistas da Casa Pia, ainda que o "tio Alvaro" tenha deixado a filha à guarda de um Komsomol qualquer a bem da Nação e pela purificação garantida da raça - do quadro, a foto, do feroz Stalin, o homem de Aço, com uma rapariguinha achinesada, cazak seguramente, ao colo, sem que o ditador diabo se enternecesse - tanto é que os pais da menina lá acabaram no Gulag siberiano.
 
Isto das teorias marxistas e dos princípios engelsianos do materialismo dialético, confesso, dão cabo de mim, seja pela surpresa do 5 Dias seja pelo golo do Kelvin, seja pela beatificação tardia e contranatura de um facínora convicto hoje adulado pelos "democratas" que se vêem diariamente na tv também eles bajulados por jornaleiros avençados principescamente para poderem "quebrar os dentes à reacção" e afundarem a credibilidade informativa tuga no circuito fechado da "Imprensa de sarjeta" cujo veículo ideológico de Esquerda não se quebrou nem ao som de bombardeamentos de faustosos livros de cheques para directores obedientes quais capatazes de minas esgotadas e "Stakhanovistas" como propaganda e marketing das "Matryoshkas".

Sem comentários:

Enviar um comentário