. Bem-vindos ao Portistas de Bancada - UEFA CHAMPIONS LEAGUE FANTASY FOOTBALL: Já está criada a liga Portistas de Bancada desta nova época, aceda a esta liga através do código 96295-19616 para participar neste famoso passatempo - OPINIÃO DA BANDCADA: 11 de Luxo: Qual a melhor serie? É esta a pergunta que está na barra lateral à espera da Opinião da Bancada

30 Abril 2008

A visão de Pinto da Costa

Por Zirtaev

O futuro
Ao fim de 26 anos, sou o presidente do mun­do com mais títulos no futebol e nas outras modalidades. Realizei muito mais do que sonhei. Se fosse por mim, estaria satisfeito. Mas o clube não é meu: é da cidade, do País e uma referência internacional. Pessoas com responsabilidades afastam-se e encostam-se a outros lados, prognosticando que, quando deixar a presidência, o FC Porto se transfor­mará num clube provinciano. Vou sair quan­do entender — e antes dos sócios quererem — e provar aos calculistas que o FC Porto con­tinuará organizado, conquistador e orgulho da cidade.

Os outros do futebol
No futebol, existe muita gente boa, cul­ta e instruída. Mas, como em muitas coisas da vida, também temos de lidar com pessoas boçais, incultas e até estúpidas. E há tam­bém incultos que, chegando a determinados lugares, metem uma cassete na cabeça, con­tratam gente para cuidar da imagem e profes­sores para aprenderem a falar. Não me revejo nessa gente, embora tenha de lidar com ela. A mim o futebol nunca me privou de fazer o que sempre goste: ir a concertos, exposições, participar em actos culturais. Num festival de música ainda consigo passar despercebido, mas o futebol expõe-me mais.

O culto da personalidade
O culto da personalidade é detestável. Se permitisse um busto ou o meu nome no estádio, fazia uma figura ridícula. A proposta de dar o meu nome ao novo estádio foi votada por unanimidade num plenário do FC Porto. Não vetei a decisão, mas disse que, se fosse, mantida, me demitia.

A perseguição
Tive e tenho, há anos, o telemóvel sob escu­ta. Verificaram as vias verdes, os restauran­tes onde fui, para ver se me apanhavam en­contros, telefonemas ou combinações com árbitros. Tudo espremido, encontraram um árbitro que foi tomar café a minha casa, que nunca tinha apitado o FC Porto nesse campeo­nato e só apitaria um jogo em que já éramos campeões. Nem sequer ganhámos! E incrimi­naram-me por tentativa de corrupção num caso em que dois árbitros pedem a um ami­go meu sem ligação ao FC Porto que arranje umas meninas ou senhoras para terem com­panhia à noite. Nos processos, arquivados até alguém escrever o livro de uma certa senhora, não há uma chamada para árbitros. Sinto-me perseguido, obviamente que sim! Se certos papagaios que aí andam fossem escutados e fosse vigiada a forma como se fazem algumas contratações...

Sinto-me seleccionado. A Carolina foi levada à Judiciária, umas vezes pela jornalista Leo­nor Pinhão, outras pelo Luís Filipe Vieira. Há provas. E a irmã da Carolina disse que ela foi industriada por gente do Ministério Públi­co...

"Sei que o tem [o original do livro "Eu, Carolina"], está bem guardado. Não confere com a versão final: há coisas que saíram e outras entraram. No momento próprio será divulgado."

A Carolina
Tinha uma vida estável com uma pessoa que amava e nunca deixei de amar. Por isso estou novamente casado com ela. Foi e é a pessoa da minha vida. Mas às vezes somos levados para situações em que, quando damos conta, já não podemos sair."

(...) a Carolina escreveu e disse que contratou indivíduos para mandar matar Ri­cardo Bexiga. Não acredito, é absurdo. Nunca no tempo que convivi com ela, o nome foi fa­lado. Se Carolina fez o que disse é gravíssimo. Se não fez, é gravíssimo também. No entanto não foi constituída arguida...

(...) quem denegria a imagem dela agora trata-a como se fosse a Madre Teresa de Calcutá. Quando ela disse no tribunal que era escritora, dei uma gar­galhada. Quando as revistas cor-de-rosa lhe mandavam perguntas para entrevistas, ela era incapaz de responder. Pedia a um amigo nosso, advogado, que o fizesse e ele depois mandava-lhe as respostas por e-mail. Quando vejo os artigos dela no Correio da Manhã, rio-me. Sei quem os escreve e para que e-mail são enviados. Ela depois manda-os para o jornal... (...) Muitos foram escritos pelo Pedro Rita [jornalista do DN]. O Correio da Manhã paga à se­nhora dois mil euros pelos artigos que outros escrevem.

A acareação com Carolina
Quero fazê-la! Essa senhora disse que eu al­moçava e jantava com Pinto de Sousa e Valen­tim Loureiro para escolher os árbitros para os jogos do Gondomar. É falso. Nunca almoçá­mos os quatro, nunca! Os quilómetros de fita das minhas chamadas gravadas talvez dêem para ir à Luz - não ao hospital! - e voltar. Mas desafio alguém a encontrar uma palavra mi­nha sobre o Gondomar. Nunca me interessou se o Gondomar subia ou descia, nunca vi um jogo, nunca emprestámos um jogador ao clu­be e eu ia almoçar, tomar o pequeno-almoço ou encontrar-me numa esquina para combi­nar os árbitros do Gondomar?! Ridículo.

As investigações na sua imobiliária e nas transferências de jogadores
Ela diz que uma imobiliária da qual sou o accionista maioritá­rio serviu para se fazerem lá transferências de dinheiro de Jorge Mendes e Joaquim Oliveira. A PJ fez uma busca à contabilidade. Por mim, podem levar tudo. Não existe nada que não se­jam movimentos de compra e venda de casas. Mas se ela disser que tenho um poço de petró­leo escondido, talvez venham os procurado­res e a PJ de Lisboa fazer um levantamento...

Os processos na Liga
Estou tranquilo. A Liga baseia os argu­mentos no depoimento da dita senhora, tal como o Ministério Público. (...) Não aceito perder pontos. No meu caso irei até às últimas instân­cias internacionais. Se calhar, terei oportuni­dade de revelar muitas coisas. (...) Não admito sequer ser condenado.

A obrigação de baixar o nível no futebol
É difícil não baixar o nível com certas pesso­as. Se mantiver o nível, elas não percebem. Não vou citar o José Régio ou o António No­bre com alguém do futebol senão ainda me perguntam se são presidentes da Firestone ou da Goodyear. E eu de pneus não percebo nada (risos).

Asas têm os passarinhos e os milhafres, como aquele do Estádio da Luz. Dizem que é uma águia, mas é um milhafre...

A receita do sucesso
É tudo uma questão de regras. Uma das minhas vantagens foi chegar ao FC Porto há quase 50 anos. Percorri as secções, dirigi as actividades amadoras. Vivendo por dentro, compreendi o que estava mal. A dada altu­ra, até os directores do ciclismo e do ténis de mesa decidiam se um jogador de futebol ficava ou não no clube! Não podia ser. Hoje, as regras são as mesmas que segui quando tomei conta do futebol: treinador escolhido por mim, jogadores escolhidos por mim e pelo treinador, balneário blindado - só entra o director do futebol e o presidente — treinos a mesma coisa. Como correu bem, a tradição mantém-se.

Quem não respeita as regras e a disciplina, não vem, nem fica. Não interessa ser só bom joga­dor. No passado, os jogadores estavam sem­pre bem porque, se corresse mal, o treinador é que ia embora.

O rival da Luz se continuar mal...
Não acontecerá nada. O Fernando Seara con­tinuará a falar na SIC de penaltis com vinte anos e a fazer a defesa do presidente e dos jo­gadores. O senhor António, do Trio da Ataque, vai continuar a dizer que o Benfica é um clube nacional e o maior. E os sócios continuarão sempre à espera do próximo ano, que será melhor.

Se dissesse [qual é o problema do Benfica], eles ainda o resolviam! Estão bem como estão.

As Diferenças entre os rivais de Lisboa
Distingo-os completamente. Com pessoas do Sporting sou capaz de conversar.

Os jogadores dos rivais de Lisboa
(...) Gostava que viesse o João Moutinho [para o FCPorto]. E um jogador «à Porto». Não penso contratá-lo. Sei que para o Sporting é um jogador inegociável.

O jogador mais di­fícil segurar
É o Quaresma, porque tem cláusula de rescisão. Quando leio que o Real Ma­drid está disposto a dar 120 milhões pelo Ronaldo, não é exagerado pedir 40 pelo Quaresma.

O Baía e o seu futuro
Baía já é um elemento directivo e pode vir a ser muita coisa no FC Porto. Não digo que não seja o mesmo que Rui Costa no Benfica, mas, no imediato, está a ser inteligente: gere o seu pres­tígio e está na faculdade a tirar um curso de gestão desportiva para aspi­rar a outros lugares.

As recordações
Escreverei algo sobre as minhas recordações, talvez ainda durante o meu mandato: o lado positivo — os títulos, as vitórias — mas também o lado negativo do que me aconteceu. Quan­do esse livro sair, talvez as pessoas percebam que havia razões para me perseguirem.

A Liga
A Liga preocupa-se com muita coi­sa, com a Taça da Liga, a Carlsberg e os pa­trocínios. Mas a Liga não serve para fazer contratos com as cervejeiras. Sou solidário com o Boavista e clubes com dificuldades, mas é inadmissível que a Liga permita situ­ações destas. É concorrência desleal. Se eu puder contratar jogadores para não pagar, vou já buscar o Cristiano Ronaldo. E quem vier atrás que feche a porta.

A selecção
Portugal já ganhou não sei quantos jogos, mas também perdeu uma oportunidade única de ser campeão da Europa perdendo uma final em casa com a Grécia. Se um treinador do FC Porto perdesse uma final da Liga dos Campeões, no Dragão, com o campeão grego, já cá não estava de certeza absoluta.

A capital do império
Gosto da zona das «partidas» no aeroporto (risos)...Lisboa tem coisas bonitas e sinto-me bem na cidade, onde tive e tenho muitos e grandes amigos. Um deles era o actor Artur Semedo, fanático benfiquista. Era visita de nossa casa.

Extractos da entrevista do Presidente Pinto da Costa à revista Visão

Nota: Títulos da responsabilidade do administrador do blog

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Eleição do Jogador da Bancada 07/08 - 18º Round

Por Zirtaev
PS: Em comentário coloco os nomes dos jogadores que actuaram neste jogo. Só necessitam de copiá-los, colá-los na vossa caixa de comentários e atribuir a vossa nota (de 0 a 10).

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29 Abril 2008

Os palhaços do circo

Por Zé Luís

O FC Porto, os comentadores, os árbitros, a Imprensa Destrutiva – tudo como num filme e no sítio do costume

Quanto mais põem em causa, de uma forma ou de outra, o FC Porto, mais esta instituição responde aos críticos, invejosos, detractores, mentirosos com carta de alforria no País do Vale Tudo (até o Azevedo, até a inamovível crosta de políticos de pacotilha que obscurece o sol iluminado de uma democracia não consolidada verdadeiramente).

O FC Porto silencia-os de forma cabal, de mão cheia um estalo de luva azul-branca, abrindo-lhes a boca para mais sapos engolirem. Cria-lhes mais dificuldades para exprimirem a sua inconsciência abjecta, o seu carácter seboso, o seu espernear esquizofrénico, a cacofonia provinda da capital que não subjuga no futebol a urbe do Norte. Cerceia-lhes a capacidade de inspirarem outras dúvidas (mas estimulando, por outro lado, a sua “criatividade” para inventarem “factos políticos”, “fait-divers” até no campo social). Encurta, perigosamente, o espaço e o tempo para os comentadores encartados forjarem mais maquiavelismos, outras conspirações e várias tentativas de “golpe palaciano” na SAD azul-branca, com mais 6 pontos menos 6 pontos. O FC Porto responde dentro do campo com um futebol há anos a anos-luz da concorrência, cada vez com mais vitórias reduzidas a notas de rodapé, ou manchetes de ocasião do título consumado, com mais êxitos a que aludem anos de traficâncias de poder (“atenção, não confundamos o FC Porto actual com o Apito Dourado!”, ressalvava um dos aflitos do regime na sua brilhantina costumeira), com projecção que extravasa as comedidas páginas de jornal ou os mínimos resumos televisivos.

O fenómeno FC Porto está imparável e impagável!

Ressentimento
A este propósito, uma interessante entrevista de Rui Reininho, ontem no Público, levou o cantor, neste ponto, a afirmar: “As pessoas sentem-se ressentidas. Tive a felicidade de ter estado no after-party da conquista do campeonato de futebol, com a equipa toda, e vi o que eles sentem contra aquela imprensa desportiva (…) Eles sentem-se feridos”.

E como a segunda equipa (grosso modo) do FC Porto foi golear 5-0 ao campo do 2º classificado do campeonato, não há dúvida de que, além da estafada discussão imberbe sobre a “competitividade” (um mal dos outros, e não colhe a bondade de se aludir à eventual afectação da capacidade do FC Porto), por este andar só um terramoto pode lavar a face da terra portuguesa desta afronta futebolística que é a esmagadora superioridade portista. Ou uma revolução, cuja memória acabou de celebrar-se já com algum tom funesto pelas esperanças perdidas de regeneração do tecido social nacional e um porvir mais risonho. Venha outro 25 de Abril, que isto parece o tempo da outra senhora… Os “feridos”, agora, parecem ser outros, mas o orgulho prevalecente dos resquícios do Império Português fá-los dispararem entre si como agora é exemplo o “levar ao colo” que deixou o Berço de Guimarães nas últimas semanas e assentou arraiais na capital.

Queixas de fazer rir
Depois do jogo do esconde-esconde na semifinal da Taça, o Benfica já faz queixa de Lucílio Baptista a quem d
eve uma vitória no Jamor em 2004 frente ao FC Porto. Sim, essa força dominadora sob comando de Mourinho foi campeã europeia. E campeã nacional a 4 jornadas do fim, mas cujo empate em Aveiro ao módico preço de alegados 2500 euros, metendo em campo a segunda equipa azul-branca, deixa esse título em causa para muitos espíritos toldados de raiva e mau-humor: essa equipa, superior como é a actual, foi “colonizada” como nos velhos tempos pela arbitragem bafienta que sempre vagueou no futebol português mas cujo controlo passou, sem justificação plausível, sempre atribuído ao FC Porto.

Entre muitos outros motivos de gozo, os portistas só podem rir, mais ainda, quando vêem os rivais queixarem-se de árbitros que há anos prejudicam o FC Porto e de cujo rol praticamente nenhum se salva. Do Bruno Paixão ao Lucílio Baptista, do Paulo Paraty ao Paulo Costa, o FC Porto já teve razões de queixa de todos, aos montes, e assiste agora a este espectáculo despudorado dos queixinhas da capital.

Pão e circo
Como no circo, onde um par de irmãos faz de palhaços e sem maquilhagem vem a seguir domar leões e cujas irmãs se arriscam em voos acrobáticos sem rede antes de passearem
cãezinhos amestrados como focas, o futebol português alimentou protagonistas como o presidente do Benfica ou árbitros do género de Lucílio Baptista. Qual rainha santa, distribuindo pão do seu regaço, cada qual foi contendo a esfaimada populaça. E a tão premente verdade desportiva esteve sempre em perigo por interesses obscuros, mas também recorrentemente associados ao FC Porto, mesmo distanciando-se voluntariamente dos cargos de poder a que muitos insistem em identificá-lo.

Ao marcar uma grande penalidade inexistente para dar ao Sporting a hipótese de empatar com o Marítimo, no domingo, Lucílio Baptista fez apenas o que lhe está no sangue. Animar o circo do campeonato, atirar pão aos pobres disfarçando-o de rosas, entretê-los com um portentoso 2º lugar. De topete, o Benfica ameaça fazer uma queixa na Liga contra o árbitro, esquecendo que o mesmo árbitro que lhe deu a Taça de 2004 apitou uma grande penalidade inexistente sobre Simão, ainda há um ano, e retirou a vitória ao Beira-Mar (2-2) que era o bastante para evitar a despromoção dos aveirenses.

O mesmo Lucílio Baptista que, a seguir, na penúltima jornada, negou dois penáltis à Académica quando o Sporting ganhava em Coimbra (ficou 0-2) e que poderia ter feito descer os estudantes… O árbitro que, logo na 1ª jornada, expulsou Ricardo Sousa ao cabo de 3’ em campo num Sporting-Boavista (3-2) com erros caseiros clamorosos – e por uma entrada de R. Sousa igual à que Miguel Veloso teve no domingo passado com Mossoró e que “varreu” até o próprio juiz de campo (?) mas sem qualquer cartão, nem falta!, para o jogador leonino…

Trilho de Lucílio
Desde
1992 a apitar na I Divisão/Liga, Lucílio Baptista tinha até ao final da época passada 28 jogos do FC Porto, 31 do Benfica e 33 do Sporting. Com mais uma época no activo antes de se retirar pelo limite de idade (45), tem um rasto nefasto na arbitragem por diversas razões, mas sem aquela má fama que muitos outros, remontando ao tempo da sua estreia como Calheiros, Silvano, Bento Marques, Pratas, Coroado, Vítor Pereira, tiveram e sem tão fortes razões de suspeita como a resultante da actividade bancária no BES que patrocina os três grandes e representa um eventual conflito de interesses.

É irónico, mas as boas tramas têm enredo difícil de escrutinar, que Lucílio tenha apitado a favor do V. Guimarães o seu único penálti e logo contra o Sporting. Por sinal, Alan falhou o tiro e os minhotos perderam (com o 2-0 final) ensejo de ficarem iguais no confronto directo com os leões (3-0 em Alvalade e um 1º golo com muito para contar).

Jogo Rascord
Mas como toda a trama no futebol português é tão intrincada apesar de extensa a perder de vista nos corredores do poder, a mim há muito faz espécie que alguns editoriais de O Jogo sejam tão cordatos e sensíveis aos problemas leoninos, com a tesouraria como pano de fundo. Bem sei que há interesses de accionistas de referência ligados à Imprensa. E nem a venda de património aliviou verdadeiramente a pressão da banca, o que condiciona a estruturação do plantel.

É lógico que o sempre queixoso Sporting seja beneficiado, garantindo-lhe a Liga dos Campeões como balão de oxigénio? Nem que, para tal, volte a acumular penáltis (vão 9!), normalmente para gáudio da plebe em Alvalade (todos em casa), e faça do Sporting campeoníssimo nos últimos 16 anos em que há contabilidade registada com patente desta Bancada.

Para a mancha nem existir, o Rascord do costume não titulou “Roubo” ou “Beneficiado”. Viciado em resultados, o pasquim alimenta ilusões na sua particular Liga da Falsidade onde, por exemplo, também não constou o 2-1 em fora-de-jogo de Liedson no Marítimo… E aí vão 5 pontos perdidos pelos madeirenses mas só ontem, na sua ilha, o presidente maritimista saiu a desancar Lucílio Baptista.

Neste circo em que a existência de tantos palhaços não significa que é tudo só rir, a distracção pode ser a morte do artista. Devorado pelo leão.

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27 Abril 2008

O vício de ganhar nunca se perde

Por Menphis
V. Guimarães 0-5 FCPorto
B. Alves 53', Quaresma 59', 70', E. Farias 77' e Adriano 83'
Equipa: Helton, Fucile, Stepanov, B. Alves, Lino, P. Assunção (Kazmierczak 45'), Bolatti, R. Meireles (E. Farias 69'), M. Gonzalez, Lisandro (Adriano 63') e Quaresma

30.000 espectadores

O FCPorto demonstrou, mais uma vez, que, apesar de já ter conquistado o objectivo principal, não perdeu a vontade indomável de vencer, respondendo, dentro do campo, a todas mentes desesperadas e ignorantes que proliferam neste país, que a sua equipa é digna das faixas de campeão conquistadas com muito suor e muita dedicação, além de que vencer, para a equipa portista, é muito mais do que uma obrigação, é um vicio que nunca se perde.

Desta vez, a vitima foi uma das "equipas-revelação" deste campeonato, ainda por cima num estádio cheio de um público vibrante, o FCPorto encarou esta partida como sempre tem feito neste campeonato, com a máxima seriedade, a máxima concentração e com uma qualidade indiscutível.

As entradas de Lino, Stepanov, Bolatti e Mariano Gonzalez consistiam as maiores novidades apresentadas pela equipa portista, diante um Vitória de Guimarães que se apresentou, com uma equipa demasiada cautelosa, criando um aglomerado de jogadores no seu meio campo. O jogo começou muito lento, talvez por culpa da adaptação ao intenso calor que se fazia sentir, com muitas bolas a serem disputadas no meio-campo e o FCPorto a ter dificuldades em por a bola no chão no meio campo, sentindo-se, aos poucos, a ausência da clarividência de Lucho Gonzalez.

A posse de bola começou a ser repartida pelas duas equipas, o FCPorto procurava chegar à baliza adversária através de remates de fora da área, mas faltava sempre o último passe capaz de servir bem os seus jogadores atacantes. O Vitória jogava sempre muito a meio campo, com muitos homens e, de quando em vez, queria esticar o seu jogo, mas sempre com um ritmo pouco rápido e por vezes confuso.

Aliás, a primeira parte da partida foi jogada sempre a lume brando, tudo muito equilibrado, o Vitória de Guimarães ainda teve oportunidades para desfeitear a baliza de Hélton, mas este respondeu sempre com eficácia e com muita segurança.

Na 2º parte, Jesualdo Ferreira aproveitou para fazer descansar Paulo Assunção fazendo entrar Kaz para o seu lugar, tendo a equipa portista entrado com a mesma atitude mas a querer demonstrar claramente de que fibra são feitos os campeões.

E foi aos 52 minutos, que Bruno Alves inaugurou o marcador, respondendo com uma cabeçada irrepreensível a um livre marcado por Lino, mostrando que em Portugal deverá ser o jogador que melhor joga pelo ar, tudo fruto de um trabalho intenso realizado na última pré-época.

A partir daí, o FCPorto controlou sempre a partida e passados 7 minutos, Ricardo Quaresma, numa jogada individual, faz um excelente golo, arrumando com as esperanças do Vitória em tentar empatar a partida.

Com o jogo já ganho, o FCPorto aproveitava para rodar ainda mais o plantel, Lisandro Lopez daria o seu lugar a Adriano e Raúl Meireles sairia para a entrada de Ernesto Farías.

Mas, se o jogo estava mais do que ganho, o marcador ainda não estava fechado, novamente numa grande jogada individual, Ricardo Quaresma marcaria o seu segundo golo na partida, ampliando a vantagem portista.

A equipa do Vitória de Guimarães, já estava muito abaixo, quer em termos anímicos, quer físicos, o FCPorto trocava a bola confortavelmente e aos 77 minutos Ernesto Farías, isolado frente a Nilson, não perdoa, acabando por ser Adriano, o jogador que, passados 5 minutos, iria fechar a contagem fazendo um resultado, embora com números claramente exagerados, indiscutível, num estádio onde sempre foi dificil lá jogar para os seus adversários.

Na próxima semana é a jornada da consagração, e despedida, dos Tri-Campeões frente ao seu público, espera-se casa cheia e uma equipa com a mesma atitude e o mesmo profissionalismo demonstrado nesta partida, tudo para que essa mesma festa seja grandiosa, como só estes jogadores merecem ter, não descurando a preparação para a final da Taça de Portugal, frente ao Sporting.

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26 Abril 2008

Cada um sabe de si e o FCPorto só sabe vencer

Por Zirtaev

"Facilidades
Há quem admita que o FC Porto possa facilitar a vida ao Guimarães na próxima ronda do campeonato. Normalmente, e como seria de esperar, este tipo de ideias peregrinas tem origem precisamente nos clubes que passaram o campeonato inteiro a facilitar a vida à equipa de Manuel Cajuda com aquilo a que o treinador dos vimaranenses avisada e atempadamente chamou de "aselhice". Ora, os "aselhas" que não foram capazes de, pelos seus próprios meios, complicar a vida ao Guimarães na luta pelo segundo lugar e pelo acesso aos milhões da Liga dos Campeões, esperam agora que seja o FC Porto a fazê-lo. São expectativas legítimas. Afinal, se há alguma equipa capaz de complicar a caminhada do Guimarães para uma presença histórica na Liga dos Campeões, essa equipa é claramente o FC Porto. Ainda assim, e à luz do que aconteceu nas últimas jornadas, é duvidoso que mesmo uma derrota do Guimarães frente aos tricampeões nacionais seja o suficiente para provocar grande mossa nos vimaranenses, tal a tendência para o suicídio dos seus dois rivais nesta corrida aos restos do campeonato que o FC Porto atempadamente devorou. Ora, precisamente por terem resolvido o campeonato a tempo, por terem garantido a sua própria presença na Liga dos Campeões sem esperar favores de ninguém, o FC Porto e Jesualdo Ferreira têm toda a legitimidade para fazerem a gestão do plantel que muito bem entenderem nas jornadas que restam até ao final da temporada. Sem facilitar a vida a ninguém, nem aceitarem lições de moral de quem não fez ou não conseguiu fazer a sua parte."

Jorge Maia in O Jogo

Após o que aqui está escrito, só tenho que dizer que o FCPorto deve gerir o plantel conforme mais lhe for conveniente, doa a quem doer e que seja qual for a equipa que entre naquele estádio só espero, aliás, como sempre, uma grande vitória.

V. Guimarães - FCPorto, Domingo 18H00 - SportTv

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Liga Portistas de Bancada - TopTen - Jornada 10

Por Zirtaev

Equipa da 1ª mão das Meias Finais -
Amigos da Pinga (Hugo Miguel) - 48pt
Observações:
- A Liga Portistas de Bancada, num total de 17.442 ligas, está no 134º posto;

- O primeiro classificado da Liga Portistas de Bancada, o Antunescus do "mister" Luís Azevedo, num total de 331.346 equipas, está no 465º lugar;

- Número de participantes da Liga Portistas de Bancada - 114 equipas.

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25 Abril 2008

The Dark Side of the Force 2/2

Por Zirtaev
De facto, aqueles que têm a responsabilidade de educar têm um papel importantíssimo na sociedade. Devem passar os valores da justiça e imparcialidade. Numa sociedade de pais ausentes e putos histéricos de telemóvel em riste nas salas de aula, as cadeias de televisão assumem um papel importantíssimo na educação da população mais "desacompanhada".

Quem não se recorda desse célebre documentário Anti-Dark Side, contra a figura do Presidente Pinto da Costa quando a sua posição já estava fragilizada no domínio da “justiça do povo”. Foi feita pela RTP. Foi montada ao longo do programa uma imagem de Vilão que perdurasse na memória de todos. Foram mesmo envolvidos portistas a quem não foi certamente explicado por inteiro como seriam utilizadas as suas declarações.

Por estas razões, as da seriedade e profissionalismo, ou outras tão ou mais importantes, em qualquer sociedade ocidental existem códigos deontológicos para as diversas profissões que se assumem como decisivas no normal funcionamento dos regimes democráticos. É assim na engenharia, na medicina, na magistratura, no jornalismo, etc., etc.

Dito isto, e não sendo Portugal um pais de budistas, não precisamos de lutar contra os nossos sentimentos. No entanto não me parece, que tenhamos que ser parciais na nossa análise e que façamos figuras ridículas em directo, seja na rádio, na televisão, ou a escrever em jornais que controlamos, resolvendo esquecer ética e códigos deontológicos que foram feitos para ser utilizados. Não entendo por onde anda o código deontológico dos jornalistas portugueses. Por sinal vieram de outra geração de "desacompanhados", a quem não foi ensinado o valor da verdade e da isenção. Os Manhosos proliferam.

Desde o director do Publico, a defender a guerra no Iraque, mesmo depois de Barroso e Aznar (e o próprio cowboy) se terem penitenciado, o "senhor Publico" não dá o braço a torcer. Não têm capacidade jornalística para fazer mea culpa. Quem escreve em publico deve fazer "mea culpa". Mas não faz. E o Orelhas desse filme, um tal de Bush continua, mesmo depois de se contradizer, a ter razão. E é assim que Manhosos e companhias passam décadas à frente de instituições de "alta tiragem". Nem precisam de escrever a verdade quanto mais fazer mea culpa. O Porto tem armas de destruição maciça e é necessário aniquilar essa raça suicida.

Lá se vai o código deontológico e a ética profissional de alguns e a imparcialidade de outros.

Os outros são aqueles que nem são jornalistas, mas fazem papel de comentadores entendidos nas matérias de facto. A sua legião de "desacompanhados" bebe a versão Anti-Porto forever, os mauzões do norte, os reis da corrupção. Dart Vader deve ser destruído e os Iluminados precisam do apoio de todos para salvar a Galáxia. Em frente ignorantes!

É nesta realidade que vivemos e com ela convivemos no dia a dia. Nas ruas quando passamos pelas bancas dos jornais, nos transportes públicos quando alguém consegue atirar um olhar discreto para as noticias do "outro" e, como se não bastasse, quando chegamos a casa vemos que afinal, até já nos invadiram dentro de quatro paredes.

O Matrix anda por todo lado e a lavagem cerebral esta em curso há muitos anos. A única arma do FCPorto em toda esta cabala são as suas actuações irrepreensíveis e de superior categoria no terreno de jogo.

Bem sabemos, existem acordos entre todas as televisões e os clubes para as transmissões dos jogos. Todas as emissoras têm acordos com a Sporttv e até participação no seu capital. A grande questão em termos de televisão já nem é quem comenta ou como se comenta. Têm de comentar a favor da Luz, contra o lado negro, porque os Iluminados vivem carentes. Desligamos o som e bola para a frente.

A grande questão é o número de jogos transmitidos em canal aberto. A forma de lavagem cerebral tipo regime salazarista tem agora outros contornos. Mais dissimulados.

A verdade é insofismável: só quem se dispõe a pagar é que vê jogos do Porto!

Vamos então a números:

Até à jornada 20, estes foram os números das transmissões em canal aberto de FC Porto, Benfica e Sporting, incluindo todas as competições (nacionais e internacionais):

Benfica - 17 (RTP-4, TVI-10, SIC-3);

Sporting- 14 (RTP-7, TVI-6, SIC-1).

FCPorto - 7 (RTP-3, TVI-5).

Jogos do FCPorto transmitidos em canal aberto: 5 para o campeonato nacional (incluindo jogos com Sporting, Braga, Guimarães, Paços de Ferreira e Boavista) e 2 para a Liga dos Campeões (Besiktas e Marselha, ambos em casa).

Nos jogos fora, praticamente não há transmissões em canal aberto dos jogos do Porto!

Estes números já são demasiado vergonhosos, mas há mais:

Quem não se lembra das célebres meias-finais da Taça UEFA em 2003? Qual transmissão televisiva qual quê! O importante é o torneio do Guadiana e a taça amizade!

E sabiam que há formas de ver a RTP através da Internet? Sobre isto tenho uma história interessante. Um amigo disse-me há 2 ou 3 meses que, de quando em quando, os jogos do Sporting e Benfica davam na Internet em canal aberto, nomeadamente na RTP Internacional. Ao invés, os jogos do Porto eram substituídos por "clips" de José Malhoa e afins.

Para tirar a prova dos nove, no dia do Leixões-Porto, lá estava eu com computador e televisão ligados em simultâneo. Para meu espanto vejo no computador as equipas a entrar para o relvado. Nesse preciso momento o ecrã foi invadido por cantores pimba, bem ao estilo RTP Internacional, enquanto na televisão todos corriam campo a fora.

Há duas semanas, a RTP Internacional resolveu transmitir o Naval-Sporting. Qual cantor pimba? De pimba o que se viu durante quase duas horas foi apenas o penteado do Miguel Veloso. Jogo transmitido, na integra, com sinal aberto na Internet, ao estilo Selecção Nacional.

Leixões-Porto: Transmissão interrompida.

Naval-Sporting: Jogo transmitido na totalidade.

Conclusão: há Portugueses mais Portugueses que outros.

Não quero com isto dizer que acho a RTP tão facciosa como TVI e SIC. No entanto imparcialidade é coisa que a RTP também não demonstra. Mas já tivemos que aturar o Gabriel Alves e o Miguel ‘parece-me claramente que a bola entrou” Prates tantos anos, agora é normal que trabalhem de forma mais imparcial do que outras estações. Mas como está a vista de todos, o que têm feito não é suficiente.

A propaganda Anti-Porto, segue nas televisões, nas rádios e nos jornais, mas não nos derrota. E nós, Portistas, não podemos pedir isenção a maus profissionais como os que dirigem determinados jornais desportivos, ou encabeçam as realizações televisivas dos jogos de futebol (com as suas linhas de fora de jogo na diagonal), se, nem a televisão pertencente ao estado consegue ser imparcial, ou pelo menos, mais justa no tratamento dos tempos de antena e do numero de transmissões dos jogos das equipas ditas grandes em Portugal.

Deve ser por todas estas razoes que na RTP Internacional, quando há jogos em simultâneo, o "regente" decide que um jogo entre o na altura quinto classificado e uma equipa que luta pela manutenção, tem prioridade, sobre um jogo entre o actual campeão e líder do campeonato, o Porto, e umas das melhores equipas da prova, o Belenenses, que esta muito bem classificado.

Não respondam com as célebres estórias de "o calendário das transmissões há muito estava decidido". Esse calendário é constantemente modificado se algum dos de Lisboa estiver necessitado.

Rádio Renascença, relato do Benfica-Paços de Ferreira: Léo centra. A bola bate no braço do jogador Pacence.

Diz um qualquer iluminado: "A bola foi ao braço do jogador, mas se o braço não está junto ao corpo é penaltie". Desculpe? Como???

SIC, Monologo Mini-Brilhantina. Diz mais ou menos assim o gelatinoso: "há ali um ligeiro movimento com o braço que fere o lance de ilegalidade". De facto que este senhor percebe zero de bola e de ordenados de Presidentes já todos sabemos. Ficamos agora a saber que os movimentos em câmara lenta devem ser vistos e interpretados como se de movimentos à velocidade normal se tratassem e que a partir de agora toda a gente vai começar a correr com os braços colados ao corpo. Veremos na próximas semanas os jogadores de braços colados ao corpo aquando da marcação de todos os cantos. Vai ser um fartote. O karateca no seu melhor.

E assim vai este Portugal. Com gente a espumar sempre que o Porto vence mais uma batalha, mais uma guerra.

Uma legião de invejosos, desacompanhados à espera do milagre que as mentiras construíram. Nem que para isso tenham de pagar do seu bolso, processos judiciais que dariam para pagar muitas reformas de que a Galáxia anda necessitada.

“Rebentou a bomba”! As notas voam dos bolsos dos contribuintes que pagam toda a propaganda jornalística e judicial Anti-Porto! Com tal rebentamento, um rato acordou e veio a correr montanha abaixo. Os subservientes do regime choram de tristeza. Tanto dinheiro e apenas mentiras para os entreter. Mentiras e um rato.

Como costumo dizer aos meus amigos: come, come to the Dark Side of the Force. Vais ver que serás mais justo e mais feliz, menos rancoroso, mais alegre e jovial, mais apaixonado pela vida.

E como gostariam eles de pertencer ao lado Azul e Branco, especialmente durante estas semanas, quando nos vêm a festejar mais um título. Mas como sabem não é Portista quem quer, apenas quem pode.

A Galaxia, os Iluminados, os Andróides, os Kalimeros, os Brilhantinas, os Orelhas, os Manhosos, os Desacompanhados, todos a espumarem ao olharem para os nossos sorrisos de CAMPEÕES.

Contra tudo e contra todos!

"O nosso destino é ganhar"!

Siga o filme rumo à dobradinha!

Soren

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23 Abril 2008

The Dark Side of the Force 1/2

Por Zirtaev
Em Portugal o futebol é um filme com final infeliz. O realizador e os produtores não têm controlo sobre o guião. Um dos actores tem talento a mais e desata a improvisar a torto e a direito. Este actor tem grande saída lá fora e tornando-se por esse facto mais rico e realizado, não tem quem o possa parar pelas vias legais. Continua portanto a actuar ao mais alto nível, para gáudio de todos, ainda que a maioria disfarce que o não goste de ver. Um dos últimos episódios da saga foi mesmo o mais visto da época, um tal de Porto-Schalke, com quase 2 milhões de telespectadores.

A saga chama-se Star Wars e o Porto representa o Dark Side of the Force, liderado por Dart Vader, qual Pinto da Costa e a sua legião de mercenários de espada em riste a marchar sobre a galáxia de Lisboa onde Luke Sky Walker, qual Orelhas, defende a honra do convento ajudado pelos heróis da batata, os Manhosos da Lua Mentirosa, os Andróides da Luz e os Kalimeros da Alvalaxia.

Os adeptos dos Bonzinhos de Lisboa, os Desacompanhados, vivem constantemente tristes. A choradeira no final dos filmes repete-se e tem repercussões em publico. A saga continua e não param de a ver embora fiquem agora mais recolhidos em sua casa. O anfiteatro da agremiação do planeta galinha perdeu muitos habitués que agora deixam a nave estacionada e seguem pela televisão as vitórias dos Mauzões.

Entre os Bonzinhos os que mais se destacam são os Manhosos. Uma raça que prolifera na 2a circular da Lua Mentirosa. Há anos que tentam através da calunia e da "propagação" de rumores, denegrir os grandes feitos dos Mauzões do Norte e o seu líder Dart Vader. Enaltecem o que não presta, constantemente, sem olhar a meios para agradar a quem lhes paga: os Bonzinhos de Lisboa. Uma raça acabrunhada que vive de êxitos passados, êxitos que nunca viu, êxitos alcançados quando eram suportados por um regime ditador. São agora chefiados pelos Iluminados.

Esta população está sedenta de finais felizes na saga do povo, o Star Wars da Lusitânia.

Dizem eles que são “grandes”, os Bonzinhos.

E o que é ser grande na Galáxia das galinhas:

Esta "coisa" de "grande", tem pelos vistos, um sentido muito lato. Para estes senhores descomunicadores sociais, ser-se grande é ter muita gente para ver aquilo que é respeitante à sua cor.

Ser-se grande é vender muitos kits, e ter um "share" falseado (o jogo com mais "share" da época foi o Porto-Schalke), ter-se o maior estádio (nem esteja sempre às moscas), ser-se campeão uma vez nos últimos 14 anos (no campeonato mais vergonhoso de sempre desde o fim da ditadura) e claro, ter figuras emblemáticas e bem falantes como Luís Filipe Vieira ou o famigerado Barbas.

Ser-se grande é ter um jogador que faz 36 anos. O universo Rui. Depois de muito procurar, não encontrei nenhuma capa totalmente dedicada a nenhum aniversário de um jogador portista. Nem daquele que tem mais títulos na historia do futebol.

Ser-se grande é estar em quarto lugar a 24 pontos do primeiro, jogar com equipas que lutam pela manutenção e ter "Génios à solta", ou ainda mais ridículo andar num estado de alma em que "é só rir".

Os mercenários do Dark Side claro, representados num cantinho à esquerda ou em baixo. Onde houver espaço, que os camarotes vão cheios. Mas não vão cheios de grande coisa.

Ser-se grande é ter Bombardeiro, ter livros autografados por rameiras e águias drogadas a esvoaçar relvados mal tratados para parolo ver.

Ser-se grande é tentar agredir ex-treinadores no túnel de acesso aos balneários, depois de levar um baile de bola.

Ser-se grande é tentar agredir árbitros no túnel de acesso aos balneários no Bessa. Esquecendo-se de que a mão de Nélson (na área), é 20 vezes mais escandalosa que a do jogador do Paços de Ferreira numa das jornadas anteriores.

(continua)

Soren

Nota: Este é o primeiro de dois textos escritos pelo nosso habitual visitante Soren, exclusivamente para o Portistas de Bancada. Quero publicamente agradecer-lhe o seu excelente contributo para com o blog, servindo também de exemplo para outros Portistas de Bancada que queiram participar na construção do blog. Amanhã continua a saga.

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Eleição do Jogador da Bancada 07/08 - 17º Round

Por Zirtaev
PS: Em comentário coloco os nomes dos jogadores que actuaram neste jogo. Só necessitam de copiá-los, colá-los na vossa caixa de comentários e atribuir a vossa nota (de 0 a 10).

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22 Abril 2008

Ensinem o pescador a pescar

Por Zé Luís
O desgaste competitivo, as datas da Taça, o estofo necessário, os desequilíbrios inevitáveis e o essencial da supremacia do FC Porto que escapa às análises boçais. Isto já parece o 24 de Abril, mas com os protagonistas em posições trocadas…

O FC Porto passeia a sua superioridade técnica incontestável e até moral, por muito que desejem denegri-la. Esgotados os argumentos em campo, agora confundem o obra prima do mestre Jesualdo com a prima do mestre de obras que tem orelhas a arder. Ontem, um diário lisbonense de interesseira manha evocava os dias do Apito Dourado (20 de Abril) que envolveram o Gondomar há 4 anos e por lá arrastam Valentim Loureiro, Pinto de Sousa e quem lhe pediu favores, como João Rodrigues em nome do Benfica. Mas a alusão a Pinto da Costa, fora desse filme, não ficou por mostrar…

O FC Porto há muito superou o seu maior rival nos confrontos directos do campeonato (57-52 vitórias) e igualou os despiques oficiais entre todas as competições (76-76). O Benfica estrebucha perante a ameaça de perder o recorde de títulos nacionais (23-31 a seu favor), já suplantado em conquistas internacionais pelos filhos do Dragão.

O dérbi local da Segunda Circular baixou ainda mais de escalão, limitado já ao 3º lugar na Liga e o discurso dos seus intérpretes acompanha a descida de nível. Do bronco do presidente do Benfica ao analfabeto do Chalana, pior não podia ser. A morgue vai encher rapidamente, mas não em silêncio.

O Labaredas da Luz, Luís Filipe Vieira, a quem um pacóvio director de Record não associou a imagem de “pó branco nos pneus” (não riam, ele perguntou se “alguém percebeu?” a alusão de Pinto da Costa feita em Setúbal), pediu a intervenção da Polícia e teve como resposta um tri da Académica e um tri de derrotas, depois do tri do FC Porto – este mais esperado pelos adeptos “visitantes” desta festa contínua, assarapantados com a exaltação popular suplantar tudo o que os invejosos admitiam…

O palrador Paulo Bento, menos afoito a jogar na Europa onde a juventude leonina paga erros de falta de estatura com equipas adultas como já se vai vendo por cá, saiu-se entretanto com o problema de calendário e alegou erros de arbitragem.

Quando jogam entre eles, lá na Segunda Circular, à falta de noção de oposição e valia do adversário, enganam-se, iludem-se, rejubilam. Se o Setúbal lhes bate o pé, mas depois cede frente ao FC Porto, não percebem os analistas de pacotilha porque os sadinos não travam os dragões.

Vencido mais um “campeonato a 3”, a que A Bola perde tempo a conceder um troféu, o FC Porto - acabado de tourear o rival de vermelho - é sujeito (ouvi na rádio) a questões sobre uma supremacia que causa a perda (?) de competitividade da Liga

Neste dias de piedosa efeméride, quando se festeja o advento da democracia difusa que chegou ao País mas resta espartilhada por diversos poderes, reais ou fátuos, na capital adormecida, é bom lembrar que ao pescador não se deve dar peixe, mas ensiná-lo a pescar.

Erros contra – e a favor?
Isto já parece o 24 de Abril… O FC Porto é, d
esta feita, o dominador, mas não do edifício federativo ou da estrutura da Liga de que se desligou, muito menos do aparelho de Estado que levava um clube (ou dois) ao colo, dando-o(s) como exemplo(s) à Nação do Fado, Futebol e Fátima. O FC Porto de sucesso intontestável é só o exemplo à vista para quem quer ver.

Dos tristes rivais, uns pediram a Polícia, outros recusaram ser “tolos”.

Os indigentes dirigentes benfiquistas insistem em não pensarem como pescar, querem que lhes dêem peixe. Já se ouvem, aí nos correios de interesses, mais histórias de telefonemas a árbitros, como se não houvesse gente escaldada, até no seu seio, para se meterem noutra embrulhada, porque nem sempre se escapa à Justiça.

O pobre diabo que é o técnico leonino reclama de erros de arbitragem mas esquece os que lhe foram favoráveis e não vêm inscritos em qualquer Liga da Falsidade. O único troféu conquistado pelo Sporting, a Supertaça, teve a influência determinante de Bruno Paixão, em Agosto, mas Paulo Bento ficou a assobiar para o ar…

Obviamente, estamos na fase crítica da época, quando tudo se decide e, desta vez, ao contrário da época passada, os árbitros não contribuíram para, com erros clamorosos, aproximarem os rivais de Lisboa do líder FC Porto.

Calendário… quando dá jeito
Introduziram, ainda, a queixa do calendário. No início de cada época ninguém olha para o calendário, pelo menos para os últimos dois meses de competição. A excelsa Liga, onde só mudaram as moscas porque a porcaria continua inamovível, deixou para Abril as meias-finais da Taça de Portugal na única semana do mês em que não há competições europeias. Quem a elas acedesse nesta fase
de acesso à final teria de lutar ainda por um lugar no Jamor. Nada que o FC Porto, supercompetitivo há vários anos por forma a aguentar, na medida do possível, todas as exigências, desconheça. E já perdeu títulos por isso, como em 2000 para o Sporting e também com queixas de um certo Bruno Paixão em Campo Maior

No início do mês, Paulo Bento dizia que “não nos importaremos de jogar duas vezes por semana até Maio”. A UEFA tira muita gente do sério até perceberem que qualquer Getafe ou Rangers não são, como por cá se opina, “perfeitamente ao alcance”. Afastado pelo poderio físico e um cinismo de grau superior pelo Rangers, o Sporting queixou-se de ter menos dias de preparação para a meia-final da Taça, mas nem disso o lastimoso Benfica beneficiou, tal a sua incompetência mórbida!

Ou há estofo ou não. Isto a propósito de quem lucra o quê com a sobrecarga competitiva para a qual tem de haver preparação e não lamentos.

FC Porto preparou-se, perdeu e ganhou: eis a diferença
O FC Porto perdeu o campeonato de 2000, que daria o hexa, muito por culpa de fazer
mais 13 jogos (13!) oficiais (56-43) do que o Sporting que cedo foi eliminado da Europa pelo Viking. Ora, 13 jogos significavam, então, quase meio campeonato (17 jornadas). Graças a Paixão e outras amizades subitamente descobertas pelo caminho, o Sporting festejou o título insensível à sobrecarga alheia de que tirou partido. No final, não só o FC Porto aguentou o maior ímpeto leonino no Jamor como ergueu a Taça na finalíssima e ao 56º jogo que se tornou no recorde absoluto para uma equipa portuguesa numa época oficial.

Em 2001, o Boavista lucrou com o desgaste portista de novo em 56 jogos (48 dos axadrezados). Afastado à 2ª ronda da UEFA pela Roma, por fim eliminado da Taça pelo Marítimo no Bessa nas meias-finais, o Boavista, com a Liga dos Loureiros pai e filho, assinalou o seu primeiro título, mas Jaime Pacheco reconheceu que o FC Porto pagou toda a longa época competitiva que terminou com nova vitória na Taça (2-0 aos madeirenses).

Em 2002, o FC Porto, primeiro de Octávio e depois de Mourinho, chegou aos 55 jogos oficiais que só em 2004, com o Special One, voltaria a repetir. O Sporting foi campeão com menos 8 jogos realizados na época e 17 penáltis a favor, meio por jogo, na Liga.

Mais dois “campeonatos” para o FC Porto
Nas 15 Ligas realizadas com 34 jornadas (18 clubes), em 11 o FC Porto fez sempre mais jogos do que os rivais de Lisboa. De 1992 a 2006, o período em questão, o FC Porto não só logrou o penta, como ganhou taças, dobradinhas e até provas europeias. Nas 15 épocas em causa, o FC Porto acumulou jogos na proporção de fazer, no total, o equivalente a 2,2 campeonatos a mais do que o Benfica e mais 3 campeonatos do que o Sporting – tudo com menos penáltis a seu favor, apesar de ter mais vitórias, mais golos marcados e até menos golos sofridos, mas sempre sem a generosidade dos árbitros nas grandes penalidades que, só em 1997-98, lhe deram vantagem apenas numa Liga.

Aos adversários sobraram motivos de inveja e nenhum de reconhecimento. Adeptos rivais nunca viram além das cores clubistas. As conquistas portistas nem por isso foram mais valorizadas, se o foram por motivo algum. E, pelo caminho, o FC Porto cimentou uma hegemonia nacional, fundou raízes na Europa e em particular na Champions, ganhou dinheiro com isso para tornar ainda mais competitiva no contexto global a sua equipa e tirou daí dividendos financeiros com a ainda premente durabilidade da sua raça competitiva, já incólume face a vendas milionárias pela valorização de jogadores-chave, que hoje faz a diferença em Portugal – sem que alguém perceba o que está para trás, por detrás desse fenómeno que não teve sessões em tribunais da especialidade nem estudos demorados do deve-haver.

O FC Porto modernizou-se e ficou não um, como dantes, mas muitos passos à frente da concorrência interna.

É esta a natureza – a raison d’être – da liderança indomável e impiedosa do FC Porto que tanto aflige a concorrência e a desatenta e saloia Imprensa do regime não acompanha regularmente para perceber como a Liga portuguesa está desequilibrada e só tem o FC Porto no pedestal.

PS: Hoje temos Liga dos Campeões e consequentemente mais uma jornada do UEFA Champions League Fantasy Football, por isso não se esqueçam de actualizar as vossas equipas.

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20 Abril 2008

Um bom treino

Por Menphis
FCPorto 2-0 Benfica
Lisandro 7' e 80'Equipa: Helton, Bosingwa, P. Emanuel, B. Alves, Fucile, P. Assunção, R. Meireles (Bolatti 81'), Lucho, Tarik (M. Gonzalez 63'), Lisandro e Quaresma (E. Farias 87')

50.199 espectadores

Já é tempo de perguntar em voz alta para toda a gente ouvir : ainda há algumas dúvidas? Alguém ainda tem dúvidas da diferença de qualidade da equipa do FCPorto para com todas as outras equipas do campeonato, que se vão entretendo, durante todo o ano, a lutar por objectivos menores?

Se, ainda, houvessem algumas dúvidas, provavelmente só existiriam em mentes deformadas e t
acanhas, elas terão sido dissipadas durante a noite de um autêntico recital de futebol que o FCPorto proporcionou a todos os que se deslocaram ao Estádio do Dragão, e também àqueles que televisionaram, assistindo a uma brilhante vitória frente aos seus maiores rivais.

Jesualdo Ferreira apresentou a equipa mais utilizada no campeonato, a única alteração relativa à última partida frente ao Vitória de Setúbal foi apenas a reentrada de Helton, proporcionando a esses jogadores um bom treino com vista à preparação da final da Taça de Portugal, a realizar em Maio próximo, no Estádio do Jamor, em Oeiras, apesar de não ser necessário recorrer a muitos esforços para levar de vencido o seu adversário.

Logo aos 7 minutos, e quando as equipas ainda se estavam a adaptar uma à outra, Lisandro Lopez inaugurava o marcador, com a sua, já reconhecida, classe, rematando de tal forma colocada que Quim nada poderia fazer.

A partir daí,
o ascendente da equipa portista começou a ser visível de forma mais clara, o FCPorto começava a impor mais velocidade e as oportunidades de golo a aparecer na baliza adversária.

Mas esse mesmo ascendente, não foi realizado de forma continua, aos poucos, a outra equipa, começaria a equi
librar as operações e a querer chegar mais de perto da baliza defendida por Helton, se bem que esse equilíbrio, só foi originado por erros de concentração da equipa portista porque, valha a verdade, não existiu uma única oportunidade clara para que a igualdade do jogo acontecesse. Houve apenas um esboçar de oportunidade, aos 19 minutos, mas teve origem em falhas, de vária ordem, da defesa portista, mas Helton conseguiu resolver, e não a uma jogada em condições da outra equipa.

O FCPorto controlava sempre a partida, mas dava iniciativa de jogo ao seu adversário, quando colocava o pé no acelerador a defesa benfiquista abria brechas por todo o lado e as oportunidades para ampliar a vantagem sucediam-se, com destaque para um falhanço clamoroso de Tarik.

Na 2ª parte, mais do mesmo, mas, desta vez, com o FCPorto a jogar de forma mais concentrada, mais vibrante, mais espectacular, não dando quaisquer hipóteses à equipa adversária de chegar com perigo à sua baliza .

Foi uma segunda parte, completamente dominadora da equipa portista, de
sentido único, onde colocou a outra equipa a correr sempre atrás de bola, havendo momentos da partida em que mais parecia um treino, uma verdadeira peladinha, com direito a meínhos e brincadeiras de calcanhar.

Apenas faltaram os alongamentos e também dar alguma oportunidade à equipa de coletes vermelhos testar a nossa defesa pelo chão, porque jogar pelo ar, com chutões e pontapés para a frente, eles lá sabem, mas até nisso a equipa portista esteve bem, principalmente Bruno Alves, que esteve imperial ganhando todas as bolas.

Mas, quando era necessário lutar para conquistar a pose de bola, a equipa portista também estava predisposta a isso, com destaque a uma recuperação de bola, fabulosa, de L
isandro Lopez, correndo do ataque até à sua defesa para recuperar uma bola com uma categoria tal, que os adeptos, que encheram o Estádio do Dragão, lhe dedicaram uma tremenda salva de palmas, como reconhecimento da sua enorme dedicação à camisola que veste. Uma jogada que apenas define o seu valor, a sua garra e a identificação com o clube que representa. Que me desculpem alguns, mas prefiro 5 Lisandros do que 10 Quaresmas.

O jogo ainda não iria terminar sem que Lisandro, quem mais, fizesse o seu segundo golo na partida, e cada vez mais se distanciar como o melhor marcador do campeonato.

No final da partida e quando Bruno Paixão deu por terminado este treino, e já quando muita gente se preparava para abandonar o Estádio, eis que o speaker surpreendeu, tudo e todos, ao colocar, bem alto na instalação sonora, a música dos, portuenses, Trabalhadores do Comércio, com o título "Chamem a policia". De facto, melhor final de festa não se poderia ter desejado.

Agora, na próxima semana, o FCPorto tem uma deslocação a Guimarães, para defrontar o Vitória local, um grande jogo em perspectiva já que irão se encontrar as duas melhores equipas do campeonato. Aplicar a mesma receita desta partida, para não perder o embalo e chegar à data da final da Taça de Portugal com este ritmo competitivo para conquistar a tão desejada, e merecida, dobradinha.

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19 Abril 2008

TRIunfar, TRIturar

Por Zirtaev
Com paixão, respeito e seriedade, mas sem dó nem piedade.

FORÇA TRICAMPEÃO!!! FORÇA FCPORTO!!!

FCPorto - Benfica, Domingo, 20H30 - SportTv

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18 Abril 2008

8-0 ao Benfica e delegado agredido

Por Zirtaev

Os benfiquistas estagiaram em Vizela. Em tarde de sonho, os portistas, que tinham ido para a Quinta da Vinha, conseguiram resultado histórico. Pior sucederia nas cabinas

Os sinais exteriores de riqueza sempre consolaram. Mágoa de quase todos os portistas era, em plena década de 30, terem sede pobrezinha, pouco melhor do que a que, não muito antes, se instalara num barracão da Rua da Constituição. Os adversários, sobretudo os do Académico e do Progresso, não calavam, a propósito, murmurejos para denegrir essa imagem de clube com «palmarès», que não conseguia, sequer, sede condigna com a grandeza. Nem sequer seria preciso viver com sibaritas, na luxúria do luxo espaventoso. Mas assim também não...

Em Março de 1933 o F. C. Porto deu mais um passo em frente, inaugurando sumptuosa sede, na Praça do Município, ao cimo da Avenida dos Aliados. Um espaço, enfim, à medida da grandeza do clube. Vastas salas mobiladas e decoradas a rigor, que impressionavam esplendidamente. Sala de troféus, índice do esforço e do valor dos seus atletas, repleta de taças e troféus. Ginásio amplo e moderno. Sala de espera — e dependência destinada a perpetuar a memória de dois dos maiores jogadores portistas do passado: Tavares Bastos (que, dois anos antes, morrera de tuberculose) e Velez Carneiro — e a contrastar, fazendo pendent, a figura viva, apaixonante, de Norman HalI, com a mesma expressão que ele mostrava ao natural, sempre sorridente, sempre de sorriso posto. E um grande salão de bilhares, luz esfuziante e bem disposta, apelando à diversão, apelando ao convívio, entre sócios, entre portistas.

Empolgados e orgulhosos viviam, pois, os adeptos do F. C. Porto. No desfrute doce do seu prestígio. Sentimentos que mais se aqueceram, que mais se exaltaram quando, em Maio de 1933, o F. C. Porto humilhou o Benfica, que acabara de se sagrar campeão de Lisboa, nos quartos-de-final do Campeonato de Portugal.

Sabendo que os lisboetas estavam em estágio em Vizela, havia três dias, na antevéspera do jogo os futebolistas do F. C. Porto foram colocados em clausura para repouso na Quinta da Vinha, nos arredores da cidade, onde se instalara já o Lar dos Jogadores, que albergava todos aqueles que não eram portuenses.
Regresso de Szabo aos... 8-0 os insultos, as agressões e a fuga.

Porque Castro, lesionado, não pôde alinhar, jogou... Joseph Szabo, o treinador, a médio. E como se fosse boa sina, repetiuse o resultado da sua estreia de azul e branco vestido: vitória por 8-0! O árbitro fora o espanhol Pedro Escartin, que, alguns anos depois, se tornaria cronista de «A Bola».

Dentro de campo, aparentemente, tudo bem. Contestação ao árbitro também não se notou. O alvoroço e as cizânias rebentariam depois do apito final de Escartin. Laurindo Grijó, director da FPF e delegado ao jogo, dirigiu-se à cabina do Benfica, onde o ambiente era, naturalmente, de cortar à faca, envolvendo-se em polémica verbal com Manuel da Conceição Afonso, o presidente-operário do Benfica. Trocaram-se insultos, Grijó apequenou o Benfica e ofendeu o presidente, um dos jogadores suplentes agrediu-o. Grijó tentou a fuga para o campo, mas as agressões multiplicaram-se. A FPF, reunida em Coimbra, resolveu suspender até ao Congresso os jogadores Eugénio Salvador (esse mesmo, o actor), Ralf Bailão e Miguel de Oliveira, preparando-lhes a irradiação, pura e simples, para então.

Reagiu o Benfica, denunciando o nome do agressor, António Guedes Gonçalves, anunciando, também, que decidira já suspendê-lo de toda a actividade. A começar, precisamente, no dia do jogo da segunda «mão», com o F. C. Porto.

Como Eugénio Salvador se salvou da irradiação.

Espanhol seria, também, o juiz da partida nas Amoreiras: Ramon Melcón. Desta feita a vitória coube ao Benfica, por 4-2, mas a desvantagem trazida do Ameal era, naturalmente, fatal. E mais que a suave consolação dos benfiquistas, a partida ficaria marcada por incidentes vários.

Respigo da crónica de Júlio d'Almeida, na «Stadium»: «O F. C. Porto é uma equipa digna de se ver jogar. Mais uma vez a sua classe se afirmou de maneira insofismável. Viu-se privada quase de início do seu «capitão», Valdemar, que teve de sair do campo depois de carregado deslealmente por Pedro Silva. Censurável o procedimento deste jogador, que levou todo o primeiro tempo na preocupação do jogo violento e caça ao homem. O mesmo devemos dizer de Vítor Silva, capitão do Benfica, que por vezes, abandonando a sua grande classe, se entregava ao jogo incorrecto. Melcón, que desde o início vinha fazendo reparos ao jogo de Vito, resolveu expulsá-lo, quando este carregou Siska.» Gasolina nas labaredas! Os adeptos benfiquistas protestaram a decisão de Melcón, o capitão recusou abandonar o campo, o árbitro pediu ajuda policial, nervos sentiam-se à flor da pele, valeu, na circunstância, o poder magnético e o fair play de António Ribeiro dos Reis que, como Vítor Silva insistindo em não acatar a decisão de MeIcón de abalar para as cabinas, se abeirou do jogador, exigindo-lhe que saísse. Pegou-lhe no braço, acompanhou-o na caminhada, dandolhe azeda lição de moral.

Entretanto, a FPF reconsiderou e decidiu ilibar Eugénio Salvador, Ralf Bailão e Miguel de Oliveira. O F. C. Porto contraatacou, cortando relações com o Benfica. Pelo que acontecera no Ameal e pelo que acontecera nas Amoreiras. Os dirigentes do Benfica, em comunicado, lamentaram que se quebrasse assim o óptimo relacionamento de longos anos, crivando «a actuação apaixonadamente hostil e cega de uma parte aguerrida da imprensa do Norte, que não pode, por isso, ver os telhados de vidro que por ali proliferam, alimentando possivelmente uma política de conveniências de ocasião e que criou um péssimo ambiente, a que não se puderam eximir os dirigentes do F. C. Porto».

In «abola»

Texto copiado do Forum do Portal dos Dragões

PS: Em comentário coloquei a crónica de hoje
do Rui Moreira no jornal A Bola.

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Eleição do Jogador da Bancada 07/08 - 16º Round

Por Zirtaev
PS: Em comentário coloco os nomes dos jogadores que actuaram neste jogo. Só necessitam de copiá-los, colá-los na vossa caixa de comentários e atribuir a vossa nota (de 0 a 10).

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17 Abril 2008

O FC Porto... e os outros

Por Zé Luís
No topo, todas as conquistas cuja razão de ser ainda hoje escapa aos desatentos mas é o melhor escape de vida para todos os portistas; no fundo, a intriga, a mentira, os medíocres - os néscios de que falou Ortega y Gasset

A categórica vitória no Bonfim faz antever mais uma dobradinha portista após um campeonato em grande e ainda sem sofrer golos na Taça. Não é garantia de sucesso, mas segue-se um bom caminho, de resto preparado com trabalho que vem do rasto de êxitos portistas dos últimos e pelo visto tão contestados 20 ou 25 anos.

A talhe de foice, e para situar algumas coisas no tempo devido, com o cuidado merecido e pela pessoa envolvida, um aspecto muito debatido na bancada não resisto a trazê-lo aqui. A minha opinião vale o que vale e não resisto a falar aqui de Rui Moreira em quem é erradamente atribuído uma "fragilidade" em defesa do FC Porto.

Rui Moreira
Já disse que rara
mente vejo o programa da RTPN, porque me desiludiu ao fim do 1º ano de emissão. Citaram até alguns mails, poucos, que enviei, um ou outro destinado a RM e outro a zurzir na volubilidade dos comentadores, não muito diferentes dos "outros" que por aí abundam.

A insistência com que nesta bancada têm falado do programa e da capacidade de combate de Rui Moreira levaram-me a ver anteontem o programa. Não desde o início, porque imagino que devem ter falado do jogo do Bonfim a abrir e eu ainda estava sintonizado na SIC a ouvir as entrevistas de final de jogo, mas vi a excelente tirada do Rui Moreira no topo e fundo e soube, por ele, pois estive fora todo o dia, da "notícia" do Expresso online o que também me deixou estupefacto e indignado por se publicar o internamento inexistente de uma pessoa, por acaso (ou talvez não...) Pinto da Costa.

O topo e fundo de RM valeram o programa, que para mim não evitou resvalar, como outros, para a futilidade, até mesmo a imbecilidade genérica a coisas do género.

ADN benfiquista existe?
E todas as considerações à volta que suscitaram polémica com a intervenção do intelectualmente desonesto António Pedro Vasconcelos - é do ADN benfiquista?; nem sabia que tinham ADN?. Este não deixou de ter razão ao apelidar o Sporting de clube do (antigo) regime, porque muitas figuras gradas de posições-chave do Governo eram leoninas. APV citou nomeadamente Góis Mota, o "chefe" da Mocidade (ou Legião) Portuguesa que um dia entrou ao intervalo na cabina do árbitro de pistola em punho num Atlético-Sporting, contam as crónicas.

Pistola no clube do regime
É curioso notar que Rui Oliveira e Costa, que geralmente gosto de ouvir, alicerçou a superioridade leonina nos anos 50 nos "Cinco Violinos", alguns deles que ele viu jogar. Mas o episódio Góis Mota foi mesmo em meados dos anos 50 e o tetra leonino foi de 51 a 54. Talvez o episódio da Tapadinha tenha sido em 55, quando o Benfica ganhou o campeonato com os mesmos pontos do Belenenses. Tudo porque o Belém empatou (2-2, golo leonino a 4' do final) na última jornada com o Sporting que ficou a dois pontos dos primeiros e de tudo o Benfica saiu beneficiado mesmo ao cair do pano.

Mas aquele tempo era assim, os 3 grandes de Lisboa tinham a oposição frágil do provinciano FC Porto que raramente dava luta, só abrilhantava e dava dimensão nacional a uma compita que era regional à volta da Grande Lisboa e até com equipas do Alentejo e Algarve.

Eusébio e Di Stéfano
Mas do tempo que ninguém gostaria de reviver ficou, também, o benefício do Estado centralista, elitista e sulista ou lisbonense.

Eusébio foi desviado da rota para Alvalade rumando à Luz. Não foi por decreto real como na Espanha franquista a querer dividir (época sim, época não) a valia de Di Stéfano pelo Barcelona e o Real Madrid (ao que os catalães se opuseram, o argentino era deles e rejeitaram partilhá-lo preferindo perder um dos maiores jogadores de sempre e que contribuiu para o engrandecimento do Real Madrid por mais de 15 anos), tendo a RFEF inscrito o jogador pelos merengues com o êxito que se sabe.

Mas as figuras do regime, nos corredores do poder, levaram Eusébio para a Luz. Dirá APV que, nessa altura, ganhou quem soube trabalhar melhor, mas esta história e todos os seus contornos só após o 25 de 74 pôde ser contada plenamente livre do bafio do regime comprometido e de um clube que, com Eusébio, teve a projecção por uma década ou mais como o Real Madrid em Espanha graças ao grandioso D. Alfredo.

A identificação do Benfica com o clube do regime, próximo do poder e com uma adesão popular que importava apaziguar mesmo num período político de repressão policial e censura, foi patente nos anos 60. O facto de o Estado, centralizado e fechado, aproveitar a boleia dos triunfos internacionais foi tido, num regime fascista como sucedeu em todos os países do Bloco de Leste, como um exemplo, ainda que único, de abertura ao mundo. O Benfica, conscientemente ou não, deu boleia ao País anacrónico, pobre, inculto e reprimido, como uma janela lá para fora. Era como um Dínamo de Berlim, ou Honved de Budapeste, Dínamo de Moscovo ou CSKA de Sófia.

Tanto que, para não suscitar a animosidade da populaça e o ícone acima do pedestal clubístico que era Eusébio, foi vetada em 1964 a sua transferência para o Inter de Milão. Assim se configurou a trilogia Fado, por Amália, Futebol, pelo Benfica, e Fátima.

Argumentação: fictícia ou factual
Não pode, nem deve, é APV pensar que, como o Benfica nesse episódio Eusébio - enquanto ROC se calou com o episódio Góis Mota - o FC Porto teceu uma "teia de interesses", desvalorizando as grandes equipas que o FC Porto foi construindo e em cada uma, sempre mais forte, alcançando metas e conquistas antes impensáveis. Eram inimagináveis para mim que parti de 5-21 em títulos face ao Benfica em 1977, estarmos agora com 23-31... e não é andebol.

Estes aspectos são incontestáveis e RM perdeu, então, para APV alguma capacidade de argumentação por não ter dados, saber menos da matéria do que o opositor. Um demagogo embaraça qualquer um na sua prosápia se não for combatido. Para tal há que saber atacá-lo mas também saber defender-se. RM não é obrigado a saber tudo e daí que ele, como Guilherme Aguiar ou outro comentador portista, são apanhados sem reacção perante algumas manobras ou factos atirados para a discussão.

Mas Rui Moreira esteve muito bem e terá, penso eu, sentido um espicaçar da parte desta bancada para ser mais assertivo, como aqui já sublinhei há muito tempo.

A Liga no Porto, com e sem Pinto da Costa
Se APV fala da teia montada pelo FC Porto e de a Liga estar sediada no Porto, é do mais confrangedor desconhecimento das coisas - ou baralhar para confundir.

A Liga está no Porto porque a FPF está em Lisboa. Em Inglaterra, a FA está em Londres e a Liga no Lancashire, onde foi originada em 1888, na zona a norte de Manchester. Em Itália, a FIGC está em Roma e a Lega Calcio em Milão. A descentralização não existe em Espanha: Liga e Federação em Madrid, por supuesto.

Sobre a teia, a aranha APV não vai longe. Há anos que o FC Porto se demarcou da Liga. Pinto da Costa foi presidente da Liga só para concretizar-se a sua transferência para o Porto, a Câmara facilitou a aquisição do terreno, Valentim ajudou a pressionar, creio que a Câmara e/ou o Governo participaram na construção do edifício da Liga que teve instalações provisórias na R. Alegria e acabou a descer a Constituição para a moderna instalação que existe ali à Casa da Boavista.

A Liga, de resto, foi fortemente impulsionada por dirigentes nortenhos, mas também João Aranha do Sporting que foi dos mais altos dirigentes na Liga que esteve muitos anos sem organizar os campeonatos profissionais.

FC Porto desLigado
Com sede, e moderna, no Porto, Pinto da Costa saiu da Liga. Não tardou que o FC Porto se desligasse por completo até não ter lá qualquer representante e ter apoiado candidaturas para destronar Valentim Loureiro que acabou apoiado por Luís Filipe Vieira metendo Cunha Leal.

É atirar areia para os olhos o "FC Porto dominou a Liga" ou montou "teia de interesses" o que em política e lobbying é legítimo mas não é líquido que fosse uma "verdade falseada" em que insistem os detractores, nem sequer daí tirou o FC Porto proveito.

Então o "monstro fugiu ao criador"?

Quando se ufana Dias da Cunha, talvez o único elogio que lhe dão os sportinguistas, por identificar o "sistema com Pinto da Costa e Valentim Loureiro", está-se a esquecer que após o penta portista o FC Porto esteve 3 anos sem ganhar o campeonato: Sporting-Boavista-Sporting por alguma razão foi e não colheu a frase de Dias da Cunha para o justificar com uma mal construída ideia de "o monstro fugiu ao criador" (sic). O FC Porto foi muito prejudicado e pelo menos os dois primeiros títulos Sporting-Boavista devia tê-los vencido. Mas há muito o FC Porto se afastara da Liga e se calhar pagou por isso, porque a intriga e o crime compensam como pode o FC Porto testemunhar sendo vítima desse "sistema" de que o acusaram de ser o mentor.

E se por vezes se distingue, com laivos de mordacidade e mesmo malvadez, que o FC Porto é competente até nos corredores do poder, o que é discutível, como justificar que para ganhar 18 ou 20 campeonatos tenha perdido 12 ou 13? E se venceu 8 ou 10 taças tenha perdido 11? Faz sentido?

Ora diga lá se sabe...
O que RM ou qualquer portista que se preze deve pensar, dizer, perguntar a quem vem com a ladainha do costume, das "influências", dos "árbitros", dos "benefícios" de há "15, 20 ou 25 anos" é só isto:

- em que anos foi o FC Porto campeão?
- quem foi o 2º e a quantos pontos de distância?
- que resultados lembram nos jogos entre os grandes?
- que arbitragens polémicas alegadamente beneficiaram o FC Porto, em que jogo, qual o árbitro?

Qualquer rival ficará sem reacção: porque não sabe, porque não lembra, porque não viu, porque só ouviu dizer, vagamente, que "há 15, 20 ou 25 anos" tal e tal, assim e assado.

Vocês sabem do que eu estou a falar. Vi muitos jogos, há 36 anos que sigo o campeonato muito de perto, raramente perco um jogo televisionado, tenho arquivo e boa memória e sempre que atirei estas questões não obtive resposta.
Ao invés, lembro o que sucedeu nos anos em que o FC Porto não foi campeão.

Benfica grande em 83 mas perdia nas Antas
E, se querem saber, equipa rival à altura do FC Porto destes anos todos, só vi o Benfica de Eriksson em 82-83, fez a dobradinha e perdeu a UEFA em casa para o Anderlecht que ainda era uma grandiosa equipa na Europa. Foi a única equipa realmente grande que vi nos últimos 25 anos capaz de rivalizar com o FC Porto. Essa sim, uma equipa fantástica com Humberto, C. Manuel, J. Alves, Shéu, Nené, Filipovic, Bento, Veloso, Álvaro. Fantástica.

Mas não esqueço que, depois de ganhar em Roma por 2-1, nos 1/4 da UEFA, o Benfica vinha às Antas no domingo seguinte, em Março de 1983. Pedroto, o fabuloso Zé do Boné, avisara que o "Benfica não tem 3 pontos de avanço, só tem 1 porque vai perder nas Antas". E que "o FC Porto corre 10 vezes mais do que a Roma". Prometia.

Lá estive e ganhámos por 3-1. Mas o Benfica era globalmente mais forte e foi campeão justíssimo.

Ficam os néscios a cismar...
Quanto aos campeonatos ganhos pelo FC Porto, praticamente todos com larga vantagem e a 2, 3, 4 e 5 jornadas do fim, só um demente pode pôr em causa o património competitivo que, ainda hoje, como se (ou)viu no Bonfim, escapa à percepção. Ou são parvos ou distraídos.

E contra isso nada...

Lembro sempre um amigo meu que diz: "Herança do Salazar, só pobres e benfiquistas".

Mas não resisto a citar Ortega y Gasset, no meu fundo:

"Como aqueles insectos que não há maneira de tirar do orifício onde vivem, não há modo de desalojar o estúpido da sua estupidez, levá-lo a passear um bocado mais além da sua cegueira e obrigá-lo a contrastar a sua rude visão habitual com outros modos de ver mais subtis. Anatole France [filósofo francês, N.E.] dizia que um néscio é muito mais funesto que um malvado. Porque o malvado descansa algumas vezes; o néscio jamais"
in "A Rebelião das Massas"

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15 Abril 2008

Com a naturalidade de um campeão

Por Menphis
Equipa: Nuno, Bosingwa, P. Emanuel, B. Alves, Fucile, P. Assunção (J. Paulo 82'), R. Meireles, Lucho, Tarik (E. Farias 74'), Lisandro e Quaresma (M. Gonzalez 79')

13.000 espectadores

O FCPorto conquistou a presença na final da Taça de Portugal, a realizar no dia 18 de Maio, no Estádio do Jamor, com a naturalidade e a normalidade duma equipa campeã, e cujo seu valor superior a qualquer seu adversário, dentro do seu país, é um facto indiscutível, apenas negado, ou talvez esquecido, por mentes distorcidas, algumas delas com direito a serem comentadores de jogos de futebol.

Ao contrário do que se previa, o FCPorto não necessitou de se transcender, bastou realizar uma exibição ao seu nível, com qualidade, muito trabalho, muita concentração e marcar nas alturas certas, para levar de vencida uma equipa setubalense que se tornou presa fácil para a teia montada, eficazmente, pela equipa tri-campeã nacional.

Jesualdo Ferreira fez-se apresentar com a equipa habitual, a única mexida foi na baliza o lesionado Helton deu o seu lugar a Nuno, de resto regressaram todos os 6 titulares que ficaram de fora na última partida para o campeonato, frente ao mesmo Vitória de Setúbal, tendo o jogo começado num ritmo pausado.

Com o Vitória a começar demasiado fechado, o FCPorto necessitava de jogar com maior paciência para tentar abrir brechas na defesa setubalense, Bruno Alves levava a equipa para a frente e logo aos 3 minutos rematou, mas passou longe da baliza defendida por Eduardo.

O jogo, aos poucos, viria a ganhar um pouco mais de animação, o Vitória tentava se descomplexar e se soltar mais um bocadinho, as oportunidades de golo, embora nenhuma flagrante, aconteceriam nas duas balizas e prometia assistirmos a um bom espectáculo de futebol.

O Vitória de Setúbal tentava ganhar ascendente na partida, mas o certo é que a qualidade da equipa portista é imensa, e no seu futebol existe sempre um cinismo encantador, quando vemos que os seus adversários começam a querer se soltarem mais, a terem algumas oportunidades, e o entusiasmo deles a subir, sente-se sempre que é um domínio consentido, que, a qualquer momento esse cinismo torna-se em eficácia e quando todos se apercebem já o FCPorto está pronto a dar a estocada no jogo.

Foi isso mesmo que aconteceu nesta partida, o Vitória vinha para a frente, não conseguía uma oportunidade de golo flagrante, mas entusiasmou-se, a si e ao seu público, e depois quando se apercebeu, já o FCPorto tinha o domínio da partida, já o Vitória não chegava com facilidade à baliza adversário e necessitava de ter mais homens a defender, até porque sabia que quando o FCPorto descia ao seu ataque era sempre perigoso, ou seja já estava mais temida do que fazia temer.

Aos 37 minutos, através de um canto marcado por Raúl Meireles, o FCPorto viria a inaugurar o marcador, com o defesa setubalense Jorginho a introduzir a bola na sua baliza e a impedir que Lisandro marcasse um golo certo.

Até ao fim da primeira parte, o FCPorto poderia ampliar a vantagem, por várias vezes, com destaque maior duma grande jogada do ataque portista mas que, primeiro Lucho Gonzalez, depois Lisandro, não conseguíram ter sucesso.

Na entrada para a 2ª parte, o FCPorto entrou com vontade de resolver as coisas o mais cedo possível, embora sempre com um ritmo muito pausado e lento, e foi sem surpresa alguma, que, aos 52 minutos, Lucho ampliaria o marcador, e dava maior justiça àquilo que a equipa portista tinha feito até ao momento.

O FCPorto não queria tirar o pé do acelerador, e passados 8 minutos, outra vez, Lucho Gonzalez, frontal à baliza, marcava o terceiro golo do jogo e carimbava, definitivamente, o passaporte para a presença na final da prova.

A partir daí, a história do jogo resume-se em poucas palavras, o FCPorto dominava a partida a seu bel-prazer, perante uma equipa já desmoralizada e sem reacção, Jesualdo Ferreira aproveitava para fazer descansar Tarik, Quaresma e Paulo Assunção e o jogo mais não era do que um "passar de tempo" à espera do apito final.

Com o campeonato já conquistado, Jesualdo Ferreira poderá fazer rodar o plantel da melhor maneira possível para preparar o jogo da final da Taça com a maior tranquilidade. Final essa que poderá dar abrilhantar ainda mais esta época, o FCPorto poderá conquistar a tão desejada dobradinha, o que seria a segunda em três anos, só ao alcance de grandes equipas.

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O mesmo Bomfim rumo à final

Por Zirtaev
V. Setúbal - FC Porto, 20H30 - SIC

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Eleição do Jogador da Bancada 07/08 - 15º Round

Por Zirtaev
PS: Em comentário coloco os nomes dos jogadores que actuaram neste jogo. Só necessitam de copiá-los, colá-los na vossa caixa de comentários e atribuir a vossa nota (de 0 a 10).

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14 Abril 2008

Rui Moreira – o nosso cavalo de Tróia

Por Miguel Teixeira
Na mesma semana de festejos do Tri , o FC Porto e os seus adeptos receberam dos adversários directos um vasto rol de ataques completamente despropositados por dois motivos. O primeiro prende-se com o facto de estarmos habituados a que nos queiram tirar o mérito das vitórias, o segundo com o ostracismo de que somos alvo por parte dos serventuários que deveriam prestar vassalagem à informação imparcial e não aos sujeitos que do alto da sua cadeira encarnada orquestram e tentam filtrar toda e qualquer informação a não ser aquela que desejam ou no mínimo toda aquela que não possa ser evitada.

Foi do interesse desse sistema comunicacional enquinado, que o Tri do FC Porto fosse manchado e branqueado por processos de tentativa de corrupção e mais tarde, perante mais uma estalada de luva branca que lhes oferecemos com a goleada por 6-0 e consequente festa do Tri -Campeonato, por gritos histéricos de um dirigente que está claramente a mais no futebol português. As parangonas sobre pedidos de auxilio à PJ, MP e poder político já não nos tiram do sério mas parecem ter bastante importância para as marionetas que escrevem e reportam as prioridades da informação. O milionésimo esgar de um estrebuchado – que já deveria estar morto desportivamente – é sempre uma boa tentativa para atenuar a azia de 6 milhões de benfiquistas e sportinguistas.

Mas o que me traz aqui não é seguramente falar sobre o que o estrebuchado diz. É sobre o que a comunicação social (CS) deste país não escreve e as medidas que alguns adeptos Portistas podem e devem tomar contra a censura. Esta ultima semana tem sido fértil na pouca vergonha, senão vejamos, que CS isenta e fiel aos seus princípios deontológicos não teria desmascarado o que realmente se passou no túnel do Bessa com Rui Costa como principal interveniente? Que imprensa não daria destaque às agressões de que foram alvo os colaboradores da RTP no Hotel Ritz por Luís Filipe Vieira (LFV) e os seus capangas? Se o “encontro acidental” entre LFV e Hermínio Loureiro deveria ser por si só motivo de notícia, não se entende que o roubo de material e a agressão física não seja repudiada e tornada pública pela estação "de todos os portugueses". A RTP foi proibida de entrar no Dragão e talvez agora perceba o porquê dessa decisão – ainda que pessoalmente seja contra tais medidas. Mas adiante que não me cabe a mim a defesa da entrada da RTP nas nossas instalações.

Funcionários da RTP são agredidos pelo presidente do "maior" clube português e ninguém reporta tal acto? Nem um simples comunicado de rodapé no site? Nada?

Como é que este tipo de coisas se explica senão pela assunção de que a RTP e demais meios de comunicação social estão a soldo de LFV? Não encontro outra justificação porque num passado recente usaram imagens de adeptos Portistas a agredir um jornalista e usaram isso num documentário que tinha tanto de parcialidade como de encomenda. Ora isto é demasiado grave para não darmos a conhecer esta realidade a todos os que queriam saber mas não podem mas também aos que sabendo, insistem em tapar os ouvidos. A esses não lhes devemos dar descanso. E se a blogosfera representa hoje um excelente ambiente para fazermos ouvir a nossa voz, não podemos descurar os programas de TV em que somos representados por Portistas. O Trio de Ataque é provavelmente o programa desportivo com mais audiência e sendo produzido pela própria RTP torna-se no local ideal para darmos um género de grito de Ipiranga e desmascarar a muita hipocrisia e censura que grassa naquela e noutras casas. Rui Moreira (RM) terá forçosamente de intervir sobre esta matéria sob pena de ser cumplice de tal farsa. A grelha semanal com os temas escolhidos para debate fornecida pela produção, não podem inibir RM de expressar a sua opinião sobre esta “estranha” ausência de informação e a evidente falta de critério jornalístico. Deve explicar – porque o sabe – os motivos que levam a esta forma de estar dos media mas sobretudo o polvo encarnado que os comanda. Deve aproveitar para fazer a analogia entre esses critérios de censura e a forma como editaram a peça “O Bom, o Mau e o Vilão” em que o colocaram na forca dos adeptos portistas de forma propositada ao editarem declarações desfasadas do contexto. Num minuto, RM poderá fazer a diferença como de certa forma fez Manuel Serrão num recente programa no Porto Canal (A Bola é Redonda) ao colocar os pontos nos i´s em relação à tentativa de certos palhaços nos quererem tirar o mérito do nosso trabalho.

LFV está identificado como o inimigo que manobra as marionetas portanto é ele que tem de ser o primeiro a ser exposto. A cena de pre-pugilato que ocorreu no Ritz e a ausência de notícia sobre isso é a gota de água que faz transbordar um copo que está cheio de hipocrisia.

Caro Rui Moreira, os portistas esperam que na terça-feira à noite aproveite para fazer o que é devido. Pactuar educadamente com critérios de matriz do programa feitos à medida dos adversários não é caminho. A frase de Manuel Serrão “esses palhaços não vão brincar com o mérito do nosso trabalho” deve servir de mote ao nosso grito de revolta com este estado de coisas. Há que dizer basta. A primeira jornada começa no próximo Trio de Ataque. Iremos vencer este primeiro desafio da luta pela verdade e imparcialidade nos media?

Rui Moreira tem a bola. Exigimos o golo.

O abraço, esse, é desde já antecipado por acreditar que RM tem veia goleadora.

PS. nós, os restantes adeptos teremos o dever de encher a caixa de correio do programa com questões acerca da censura, branqueamento e dualidade de critérios. O cavalo de Tróia fará seguramente o resto.


triodeataque@rtp.pt

“Não é Portista quem quer, só quem pode”

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12 Abril 2008

A descompressão do Campeão

Por Menphis
Equipa: Nuno, Fucile (Bosingwa 45'), J. Paulo, Stepanov, Lino, Bolatti, Kazmierczak, Lucho (Hélder Barbosa 76'), M. Gonzalez, Lisandro (Adriano 67') e Quaresma

5.500 espectadores

E depois da festa...veio a descompressão. O FCPorto continua na senda das vitórias, apesar de já ter garantido, à uma jornada atrás, o título de tricampeão nacional. Esta vitória deveu-se sobretudo ao grande profissionalismo e seriedade dum plantel, embora apresentando um futebol não muito deslumbrante, com inúmeras e boas soluções ao dispor do treinador Jesualdo Ferreira, soluções essas que teriam lugar, e muitos deles a titular, em quase todas as equipas do campeonato português.

A ressaca duma semana festiva e toda a descompressão psicológica que os jogos do campeonato ganharam desde o momento que já foi conseguído o objectivo principal, aliada à falta de ritmo e rotinas de alguns jogadores, foram os motivos principais para que a exibição da equipa portista não fosse muito agradável, principalmente na segunda parte, mas mesmo assim não deixou fugir a vitória.

O FCPorto apresentou-se com 7 alterações relativamente à equipa habitual, dando mostras, compreensivelmente, que já estará a preparar com todos os cuidados a partida da próxima terça-feira, frente ao mesmo adversário, mas desta vez num jogo que dará acesso à final da Taça de Portugal, a realizar em Oeiras.

Mas mesmo sem muitos jogadores titulares, a equipa portista entrou muito forte na partida, muito concentrada, e com vontade de dominar a partida, encontrando pela frente uma equipa do Vitória de Sétubal a jogar muito organizada, mas sempre muito dura, a disputar cada lance como se fosse o último, muitas das vezes até à margem das leis, com algumas entradas a jogadores portistas que a equipa de arbitragem não punia, principalmente Ricardo Quaresma e Lisandro Lopez foram as "vitimas preferidas" dos jogadores vitorianos.

Com Lucho a comandar a equipa trazendo-a para a frente sempre com uma enorme classe, é um regalo ver este jogador a inebriar os relvados portugueses com o seu perfume futebolístico feito das melhores loções que pode existir no futebol, a equipa portista instalava-se no meio-campo do Vitória de Setúbal, os remates fora de área de Quaresma eram uma das opções mais usadas para tentar furar o muro defensivo vitoriano.

Aos 25 minutos, Quaresma cruzou para a área, Kaz ganha nas alturas à defesa setubalense e cabeceia para a " boca da baliza" onde encontra Lisandro Lopez isolado que, sem dificuldades, empurra a bola para a baliza deserta inaugurando o marcador do jogo e fazendo o seu 22º golo no campeonato português, sem qualquer penalty marcado.

Será um interessante exercício imaginar com quantos golos que o argentino acabará o campeonato, eu apostaria em 25 golos marcados .

Mas o FCPorto não tiraria o pé do acelerador, e continuaria na mesma toada ofensiva, sempre à procura do golo e foi, sem surpresas, quase na jogada a seguir, que viria a chegar ao segundo golo, através duma jogada de insistência de Mariano Gonzalez, um jogador que está a demonstrar, seriamente, que quer ficar no plantel na próxima época, rubricando exibições esforçadas e de qualidade, um caso a observar com atenção até ao final da época.

Jogada essa que viria a ser precedida de falta, Mariano Gonzalez consegue ter a bola depois de ganhar a bola com a mão, apesar de não haver uma intenção clara do jogador argentino em jogar a bola com a mão e do jogador setubalense estar em cima dele, o certo é que beneficia desse facto para que a bola ficasse em seu poder, e, no meu ponto de vista, parece-me falta, apesar do lance ser demasiado rápido para que o árbitro e fiscal de linha possam ver o lance com a maior certeza que temos na televisão. E mesmo assim na televisão necessitamos de ver a repetição do lance, aí compreendemos no quanto é dificil um árbitro julgar, em poucos segundos, correctamente lances idênticos.

O resto da primeira parte continuaria ser mais do mesmo, com o FCPorto a impor um ritmo mais lento, mas sempre a dominar, Lucho Gonzalez ainda teria uma grande oportunidade, enviando uma bola à barra, mas aos 38 minutos, num grande remate fora da área, Hugo viria a reduzir o marcador, prometendo uma segunda parte menos desequilibrada.

Entusiasmados com o golo alcançado, o Vitória de Setúbal entrou na 2ª parte, substancialmente melhor, na procura da conquista dum resultado mais positivo, o FCPorto entraria com uma substituição, Bosingwa substituiria Fucile, mas o jogo recomeçaria com uma defesa de Eduardo respondendo a um grande remate de Quaresma.

À medida que o tempo passava, a equipa setubalense conseguiria o domínio da partida, Carvalhal faria entrar os elementos mais importantes da equipa e a equipa portista começaria a encolher-se, Jesualdo aproveitaria para fazer descansar Lisandro e Lucho e dar oportunidades a Adriano e a Hélder Barbosa.

O Vitória de Setúbal jogaria mais descomplexado, e a criar oportunidades de golo, aproveitando um Nuno inseguro, talvez a acusar em demasia a sua falta de ritmo competitivo.

Na fase final do jogo, a equipa portista desfez-se como colectivo, apostando em jogadas individuais, mas nem sempre com grande sucesso, a equipa sadina aproveitava para carregar na procura do empate mas a única flagrante oportunidade da equipa da casa ocorreu já no tempo dos descontos com Stepanov a salvar em cima da linha.

O FCPorto lá continua o seu passeio no campeonato, com vitórias atrás de vitórias, e agora é tempo de concentração máxima para o jogo importante de 3ª feira para que o objectivo da " dobradinha " seja realidade. Irá ser um jogo muito mais dificil do que este, é uma outra competição, os mesmos objectivos e só uma equipa concentrada e eficaz é que levará de vencida uma das equipas mais difíceis deste campeonato.

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Sem poupanças de vitórias

Por Zirtaev
Vitória Setubal - FCPorto, 20H30 - SportTv

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11 Abril 2008

1978-2008: Os passos do Dragão

Por Zirtaev
A “revolução azul” ao longo de três décadas. A ideologia “pedrotiana”. 30 anos como fossem a mesma época, o mesmo código genético. Como Duda, Oliveira ou Gomes jogassem no mesmo onze de Lucho, Lisandro ou Quaresma.

A bola, chutada por Ademir, saiu meia enrolada, mas parecia levar vida própria, conduzida por milhares de adeptos que a tentavam convencer pa
ra, ao chegar junto à baliza, fazer um pequeno desvio para as redes. Na baliza do Benfica, Fidalgo, que substituía o elástico Bento, tentou esticar-se mas o lado hipnótico enganou a bola e ela entrou mesmo. Um simples lance que terá mudado o curso da história do futebol português. Um golo decisivo que reconquistou para as Antas um título que fugia há 19 anos e marcou o início de uma nova era na correlação de forças nos relvados lusos.

Já passaram trinta anos desde essa tarde histórica. Não é, no entanto, um mundo assim tão distante.

Entre 1978 e 2008 existe um elo de ligação poderoso que faz a força, corpo e alma do FC Porto "produto regional", insubmisso ao poder central. Num ápice, o onze azul-e-branco deixou de jogar como quem moía um sentimento, para, de sobrolho carregado, erguer um exército futebolístico que no fervor revolucionário de meados dos anos 70 encontrou o habitat perfeito para colocar uma bola no centro do confronto com os velhos poderes macrocéfalos da capital.

A “revolução azul” prolonga-se há três décadas. Todos os movimentos históricos são feitos por acção ou por reacção. O FC Porto foi, claramente, um movimento de reacção. Longe das sofisticações do Gambrinus ou do Maximes, mas cliente das opíparas tertúlias quase clandestinas do Orfeu e da Petúlia, hoje extintas mas cujo legado permanece ao ponto dos traços ideológicos do título do FC Porto 2007/08 serem, na essência, os mesmos de 77/78.

É este o segredo do FC Porto e de qualquer clube para manter-se no topo durante décadas: decifrar o seu ADN. Na génese, um homem, mestre em vários campos. Na arte da táctica e na arte do conflito, um estudioso do comportamento humano. José Maria Pedroto. Os traços do Porto “pedrotiano”, o Porto da “inteligência e da esperteza”, continuam vivos, das Antas para o Dragão, na mente e nos actos. Um forma de viver que se transformou numa forma de jogar.

De Duda, Gomes e Ademir, até Lisandro, Lucho e Bruno Alves, passando por João Pinto, Baía e Jorge Costa. Parece que jogaram todos na mesma equipa. Como aqueles trinta anos fossem sempre a mesma época.

O rosto mais “humano” do presente é apenas um “upgrade” estratégico, como a descoberta, em meados dos anos 80, do bicho mitológico no topo do emblema. Era o nascer do Dragão símbolo azul. Mesmo depois das grandes conquistas internacionais, a ideologia permanece intacta.

Jesualdo gosta de definir as exibições da equipa como “sérias” e “inteligentes”. Serão esses os melhores adjectivos, de facto, para definir o futebol portista a longo de três décadas, mas nesses percurso, também existiram os mágicos. Oliveira, Madjer, Futre, Deco, Quaresma. Toques ilusionistas suportes da visão táctica, como quando, no jogo de 78, Pedroto, a perder, tirou dois defesas (Freitas e Gabriel) e meteu dois avançado (Vital e Seninho) passando a jogar com três defesas. Hoje, os traços tácticos e técnicos têm sotaque argentino, os passos e os passes ritmados de Lucho, os remates guerreiros de Lisandro, e as diabruras de “gipsy king” Quaresma.

Ao longo de três décadas, nenhum outro clube entendeu tão bem as diferentes faces da táctica futebolística dentro e fora do campo, quase como se fosse uma extensão desportiva da frase imortal de D. João II: “tempos há para usar de coruja e outros há para usar de Falcão”. É a história e uma bola de futebol.

A marca de Jesualdo
Dois campeonatos, o “Dragão de Ouro”, a postura esfíngica no banco, o discurso destemido nas conferências. A marca do reciclado Jesualdo.

Chegou no Verão de 2006 com a pré-época já terminada. Encontrou uma equipa feita mas com ideias diferentes. Reequilibrou-a tacticamente à sua imagem (do aventureiro 3x3x4 de Adriaanse para o equilíbrio racional do 4x3x3) e cavou um abismo para outros grandes. Na segunda época mais do que na primeira. Dois títulos sem sombra de pecado.

Para o terceiro ano, o desafio da dimensão internacional. É o que falta para deixar uma assinatura própria incontornável no “casa do Dragão” onde muitos treinadores acabam com o tempo diluídos pelos méritos da “máquina azul”. Onde, dizem, “qualquer um ganha”. As exigências europeias são, porém, maiores. Saber defender mais à frente (memória de Pepe) e mais posse e controlo a meio-campo (saber jogar em 4x4x2). Mais qualidade individual para dar maior poder colectivo. No terceiro ano de Jesualdo, o supremo desafio europeu.

O jogador símbolo

Em todas equipas existem os chamados jogadores-símbolo. Quase como alter-egos do colectivo. Lucho, na táctica, Lisandro, nos golos, Quaresma, na magia, serão três símbolos deste FC Porto altivo, mas nenhum deles nasceu na era-Jesualdo onde nunca surgiram reforços de primeira página.

Por isso, teve de inventar, nas caves do laboratório interno, o seu jogador-simbolo. Aquele que possa ser apontado como obra do professor. Uma obra futebolistica com nome e duas pernas: Bruno Alves.

Antes de Jesualdo, um jogador preso a uma imagem de excessiva dureza, suplente cativo, pouco utilizado e olhado com desconfiança.

Depois de Jesualdo, um jogador de personalidade, chefe que manda e assusta, titular indiscutível, sucessor da herança dos centrais portistas que só de olhar intimidam avançados.

Existem muito tipo de jogadores para elogiar na hora da vitória. Nessa altura, sinceramente, tenho tendência a elogiar aqueles com os quais iria a qualquer lado. Bruno Alves é esse jogador-simbolo, uma paixão antiga de Jesualdo.

Luís Freitas Lobo in Planeta do Futebol

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10 Abril 2008

Memória: Taça UEFA 2002/03 - Porto 4x1 Lazio

Por Rui Zamith
A recém fase dourada proporcionada por José Mourinho a todos os portistas - e já agora, expansível a todos os portugueses - deixa-nos uma tremenda necessidade de reavivar alguns desses momentos marcantes para todos nós, e que embora não possam ainda ser catalogados como "peças de museu", são naturalmente já momentos nostálgicos! Um deles foi indubitavelmente o Porto frente à Lazio de Roma, para as meias-finais da Taça UEFA 02/03. Corria o dia de 10 de Abril de 2003.

A partida que seleccionei para hoje insere-se claramente no meu Top 5 FC Porto, tendo sido ainda mais marcante pelo facto de eu ter marcado presença no velhinho Estágio das Antas, palco de tantas vitórias e de tantos momentos fantásticos. Em noite extremamente chuvosa, e num palco que não tinha os luxos que actualmente os estádios nos proporcionam, foram 90 minutos em que os céus da Invicta não nos deram tréguas por um segundo. Felizmente, bendita precipitação, que acabou por ser de capital importância para um jogo pleno de emocionalidade, intensidade, aquilo a que os antigos jornalistas desportivos chamariam de uma partida "rasgadinha".

A ficha de jogo traçada por Mourinho foi a seguinte: Vítor Baía, Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho e Nuno Valente; Costinha, Deco, Maniche e Alenitchev (Tiago, 82m); Hélder Postiga (Marco Ferreira, 59m) e Derlei (Jankauskas, 86m).

Numa época em que Mourinho escrevia páginas douradas, com o Campeonato Nacional a correr de feição para os tripeiros, o Porto tentava igualmente manter um percurso imaculado na 2ª maior competição da Europa. A final da Taça UEFA estava a um pequeno passo de distância. Mourinho referia que jogar a 1ª mão em casa seria benéfico para a equipa; Mancini, ao bom estilo italiano, referia que do Porto apenas reconhecia 2 atletas: Capucho e Deco.

A nível de jogo jogado, nem tudo foram rosas. No primeiro ataque da partida, Cláudio Lopez inaugurava o marcador. Se adeptos ficaram impacientes, a equipa parecia ter a lição bem estudada. 4 minutos volvidos, Maniche empatava a partida. Iniciava-se um autêntico recital de futebol bem jogado. Até ao intervalo, o Porto ainda conseguia revirar totalmente o resultado.

Para o segundo tempo, o domínio foi absoluto, e os números poderiam ter sido ainda mais clarividentes. A qualificação para a final da Taça UEFA ficava praticamente definida, final essa que iria igualmente ser marcante.



Faz hoje 5 anos.

Artigo também publicado no Jogo de Área


Notas do Administrador:

- É com satisfação que dou as boas-vindas ao RZamith que a partir de hoje irá colaborar com o Portistas de Bancada colocando de alguns seus artigos em simultâneo com o site de que também faz parte, o excelente Jogo de Área.

- Continua em aberto a votação para a eleição do Jogador da Bancada respeitante ao jogo que nos deu o título. Participem.

- Está aberta também um nova votação na barra lateral e que aproveito para lançar aqui:

Que jogador acham que não deve sair de modo algum no final da época?
Bruno Alves
Bosingwa
Paulo Assunção
Lucho
Lisandro
Quaresma

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Liga Portistas de Bancada - Top Ten

Por Zirtaev

Equipa da 2ª mão dos 4ºs de final -
FC PORTO 1893 (Bruno Silva) - 75pt
Observações:
- A Liga Portistas de Bancada, num total de 17.434 ligas, está no 107º posto;

- O primeiro classificado da Liga Portistas de Bancada, o Antunescus do "mister" Luís Azevedo, num total de 329.910 equipas, está no 511º lugar;

- Número de participantes da Liga Portistas de Bancada - 114 equipas.

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09 Abril 2008

Obrigado Campeões

Por ricardocosta
Campeões. É algo que todos os portistas que como eu nasceram nos anos 80 estão já habituados a ouvir mas que parece que nunca cansa.

Este campeonato foi para mim vivido de outra forma…Á distancia desde Madrid…Longe de polémicas, de muito jogo falado e pouco jogado…sem os comentadores da Tvi e da Sportv visto de uma perspectiva de fora.

Ontem ao contrario de outras ocasiões em que festejava um título em família vi o jogo sozinho e por um canal espanhol…Custa não poder estar no Porto a festejar, mas dá para ver a enorme alegria que aqueles heróis dão todos os anos a imigrantes que longe do seu país, vêm nas vitórias do Porto um elo de ligação com aquilo que Portugal tem de melhor…

Haveria muito que dizer hoje…Da enorme capacidade de esta equipa, de um presidente que dedicou uma vida a um clube e fez dele uma bandeira de uma região e uma das poucas entidades que em Portugal luta contra o centralismo de Lisboa….Poderia falar de Jesualdo Ferreira que numa das épocas mais difíceis da história do clube chegou viu e venceu. Mesmo com os adeptos sempre a olharem para ele com desconfiança ele nunca se desviou um milímetro da sua rota e lutou até à exaustão por um clube que não era o seu de coração, mas que tal como ele conquistou os portistas, ele próprio se deixou conquistar por este grande clube.

Jesualdo sentiu na pele o quão difícil é ser-se reconhecido no Porto e sentiu o porquê de no Porto fazerem-se das fraquezas forças e haver um sentido de união e um laço afectivo inquebrável entre todos. Aí reside a nossa força, por isso somos diferentes, por isso somos melhores.

Aliás, devo salientar que dos momentos da noite que mais me emocionou foi ver a alegria estampada no rosto de Jesualdo e principalmente o carinho, o respeito , a amizade daquele abraço com Bosingwa e Quaresma… Foi bom ver o reconhecimento que os jogadores têm por Jesualdo e o grande carinho que Jesualdo tem pelos seus jogadores. Isto sem precisar de manifestações meio lamechas e para imprensa ver, e sem precisar de os chamar de “mininos”…Aqueles abraços e aquelas palavras trocadas com Bosingwa e Quaresma diziam tudo… Uma dedicação enorme, um esforço enorme, muitas vezes foi preciso discordarem, muitas vezes foi preciso baterem com a cabeça mas no final Jesualdo sempre esteve lá e acho que no momento das suas saídas eles vão reconhecer a importância que Jesualdo teve nas suas carreiras.

Poderia falar de craques que nos deram tantas alegrias…As trivelas do Quaresma, a raça do Lisandro Lopez, a astúcia e inteligência de Paulo Assunção, a classe de “el comandante” Lucho Gonzalez , e o poderio físico de Bruno Alves.

Mas não….Este campeonato é de todos nós… Portistas espalhados por todo o Mundo, mais anónimos ,menos anónimos que sofremos com as derrotas do nosso clube, que sorrimos e festejamos juntos e que durante todo o ano temos que nos unir contra variadas campanhas contra o nosso clube que vêm de todos os lados.

Em pequeno, perguntava-me o porquê de tanto ódio e porque é que não se reconhecia o mérito do Porto… mas ainda não entendia como funcionava este país movido a invejas e a outros sentimentos menores…

Hoje dou valor e agradeço também á “Sic”, aos” donos da bola”, ao “record”, á “bola” ao” correio da manhã”, á comissão disciplinar da liga e a todos que tanto fizeram por tentar manchar a imagem do nosso clube…Acho que eles só me fizeram crescer ainda com mais orgulho de ser portista… Ser diferente sem precisar de o apregoar como o fazem outros clubes. Marcar essa diferença com vitórias. Com muito suor, muito sacrifício, entrega, organização ímpar e apoiados numa massa adepta que não tem preço.

É saber que o Porto tem que ganhar contra quase um país inteiro a torcer contra. É saber que não podemos ser apenas melhores para ganhar, saber que temos sempre que ser muito melhores.

Cheguei a pensar como seria bom viver num país em que o mérito do nosso clube fosse reconhecido, em que fosse dado não digo igual destaque mas pelo menos metade do destaque que dão a outros clubes que nada o fazem por merecer a não ser por estarem sedeados na cidade certa.

Mas passados 23 anos de portista, digo que não. Assim sabe-me muito melhor. Não gosto de desafios fáceis. Gosto de ter que os superar, aprecio o carácter de se manter fiel ás suas ideias e defende-las nem que por vezes pareça que lutamos contra o Mundo.

Acho que por isso sou portista e sempre serei.

Tal como o Barcelona o Porto é mais que um clube…Aliás, acho que apenas os catalães nos conseguem compreender nesse aspecto. Algo que Benfica e Sporting nunca conseguirão sequer entender…


Este título vem numa semana complicada para todos nós…Devo dizer que sofri um bocado com a má imagem que passou mundo do nosso clube.

Má imagem essa propagandeada de forma doente e incorrecta por canais de comunicação que deixam muito a dever à ética…

Em Espanha existe ódio de morte entre Madrid e Barcelona mas existe também respeito e acima de tudo ética…coisa que falta do outro lado da fronteira…

Só assim consigo explicar o facto de aqui em Espanha se ter noticiado que o Porto estava perto de descer de divisão por corrupção quando essa sanção não é sequer possível dentro das sanções que podem ser aplicadas ao Porto.

Estas informações não são os espanhóis que inventam… São as informações que recebem de Portugal… De pessoas idóneas como o Nuno Luz…E perguntando informações aos editores de jornais como “a bola” e o “record”…

E eu pergunto porque noticiam eles uma coisa para Portugal e depois dão outra informação quando colegas de profissão estrangeiros que estão totalmente por fora do caso as pedem?


Mesmo assim por mais que tentem nunca conseguirão apagar os méritos do nosso clube aos olhos do resto do Mundo. Porque os espanhóis- o exemplo que conheço melhor- podem não saber que “a bola” e o “record” são de Lisboa e não saber como funciona o nosso país mas há uma coisa que eles não são…nem burros nem cegos. E pela liga do seu país estão habituados a apreciar bom futebol e a saber reconhecer uma boa equipa quando a vêm.

Talvez por isso hoje ao longo da transmissão do jogo embora salientando o facto do Porto poder perder 6 pontos por tentativa de corrupção não deixavam de demonstrar a sua surpresa por esse facto. Diziam que primeiro de tudo, era estranho uma equipa como a que o Porto tinha esse ano ter necessidade de comprar árbitro e em segundo que achavam ainda mais estranho como árbitros de 1ª liga se podiam deixar corromper por tão pouco, que isso não parecia normal.

Depois salientavam a barbaridade que seria o Porto deixar de ser campeão na secretaria em algum desses anos quando provou desde a década de 90 ser de longe o melhor clube português.
Depois tal como em outras emissões choveram elogios a Bosingwa a Quaresma, a Lucho,a Lisandro, Bruno Alves etc…

Mas o melhor veio para o fim…Quando afirmaram que o Porto com a equipa que tinha poderia era pedir para se mudar para a liga espanhola uma vez que em Portugal não tinha rivais à altura, seguindo assim, o exemplo de clubes como Celtic e Glasgow que também já pediram para se mudarem para a liga inglesa.

Salientaram que desde os anos 90 o Porto em 17 ligas ganhou 12 o que demonstra um domínio esmagador e absoluto. Disseram que o crescimento do Porto é notável e que neste momento tem já um estatuto que o obriga a começar a lutar para que quase todos os anos chegue pelo menos ás meias finais da liga dos campeões.

Muito estranho ouvir tantos elogios ao nosso clube…Só mesmo estando fora de Portugal…

Obrigado Campeões

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08 Abril 2008

Eleição do Jogador da Bancada 07/08 - 14º Round

Por Zirtaev
PS: Em comentário coloco os nomes dos jogadores que actuaram neste jogo. Só necessitam de copiá-los, colá-los na vossa caixa de comentários e atribuir a vossa nota (de 0 a 10).

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Apito Atrasado

Por Zé Luís
Quando havia alternância na conquista do título é que o FC Porto magicou tudo para ser ser melhor do que todos. Mais uma bela teoria dos que têm ligação directa do intestino à cabeça...

Cada título portista é um
espinha atravessada na garganta dos fala-barato. Há anos que não têm que dizer dos campeonatos ganhos pelo FC Porto. Bom, "eles" na altura disseram que "era merecido"; mas já esqueceram o que voluntariamente assumiram, escreveram, comunicaram até em rádio e tv.

Hoje, sem arte, jeito e dinheiro até nos emblemas da sua preferência capital, os croniqueiros do regime buscam no passado o efeito demoníaco da malfeitoria actual. Ah, se o Apito Dourado fosse há 20 anos...


Como bem lembrou o Fernando Monteiro (Sou Portista com Orgulho), a corrupção como modo de vida do FC Porto não valeu muita coisa. Ou não eram os únicos experts na matéria, ou distraíam-se muitas vezes ou eram mesmo broncos. E quem parte e reparte e não fica com a melhor arte...

Pois o FC Porto sob a liderança de Pinto da Costa perdeu a bagatela de 11 títulos, 17 taças de Portugal e até 12 supertaças, a gente que pensava que as tinha ganho todas.
Livra!

Mas os que usam brilhantina no cabelo, que perdem 5 minutos num programa de diversão futebolística a falar do FC Porto que raramente vêem jogar, acham que um Apito Atrasado fazia falta, sim, naquele tempo.
Ai, se um Apito Atrasado valesse, este Apito Dourado não tem lata, se calhar nem 6 pontos custará ao FC Porto, talvez o "cúmulo jurídico" de três. Miserável cenário.

Prisão perpétua?
O Apito Atrasado, curiosamente, remontava àqueles tempos sem polémicas em que Mário Luís, de Santarém, acabava de entregar uma Taça de Portugal (1978) ao Sporting antes de viajar com os leões à China. Contemporâneo seguro era Adelino Antunes que, por estes dias em Gondomar e não por causa da ourivesaria, disse ter cometido tantos erros como árbitro susceptíveis de dar "prisão perpétua".

Pode crer, Adelino, que nunca o tive em boa conta, como não tive a generalidade dos árbitros desse tempo, mas também não lembro asneiras tão graves para pena tão drástica. Um Bruno Paixão seria irradiado, um Lucílio Baptista preso preventivamente, um João Ferreira deixado na jaula escura, um Pedro Henriques na cela mais húmida e
fria que lhe lembrasse o que são as Ilhas Britânicas, enfim o Carlos Xistra o castigo de ler os discursos do conterrâneo José Só...traques.

A má imagem deixada por Adelino Antunes parece dar razão aos que dizem, hoje, como naquele tempo, sem tv, sem Imprensa plural de que ainda hoje se duvida existir, sem escrutínio de múltiplos analistas a começ
ar por ex-árbitros que no activo foram até melhores do que os comentários hoje assinados, o campeonato era uma vigarice.

A alternância era má
Mas é enternecedor saber que se reconhece justeza num campeão de 2008 que leva 18 pontos de avanço...

E ao mesmo tempo desta hegemonia tão criticada pelo que está para trás vem à memória esse tempo em que nos anos ímpares só os campeões eram justos:
84 - Benfica
85 - FC Porto (8/9 pontos de avanço)
86 - FC Porto
87 - Benfica
88 - FC Porto (15 pontos de avanço)
89 - Benfica
90 - FC Porto
91 - Benfica
92 - FC Porto (aí 10 pontos de avanço)
93 - FC Porto
94 - Benfica
Eram anos danados.

Ficava-se sempre à espera do ano bom para haver um justo campeão.

Mas esse deixou de ter pernas para andar.


Títulos de goleada
A saga do penta?
95 - FC Porto
96 - FC Porto
97 - FC Porto
98 - FC Porto
99 - FC Porto
em nenhum foi preciso esperar pela última jornada mas estava tudo comprado. As vantagens portistas chegaram a ser pornográficas, até juntaram taças e supertaças, goleadas de 5-0 na Luz, e talvez o mito da puta de vida característico do FC Porto tenha acabado por personificar na Carolina...

Sporting, Boavista
O novo milénio foi um saravá: Sporting campeão com Bruno Paixão, o Campo ficou Maior, o ano 2000 que alvitrou Roquette ser o ano em que "a melhor equipa não será campeã".

Bem, 2001 deu Boavista. O FC Porto não deixava de ganhar um campeonato em cada dois anos desde 1983-84, continuava com a fama da corrupção mas os Loureiros com a Liga e achou-se o Boavista uma lufada de ar fresco no futebol nacional. Mas não só hoje recusam olhar para esse campeonato atrasado
à luz do Apito Dourado, como em 2002, quando o Boavista defendia o título tão elogiado antes, já a equipa de Jaime Pacheco deixara de ser engraçada - por tirar o título ao FC Porto - para passar, subitamente, a uma "equipa de caceiteiros". Consultem a paródia de Imprensa da época que vão avivar a memória.

Do mauzinho à infâmia
Bem, depois tivemos
2003 - FC Porto (aí uns 15 pontos de avanço)
2004 - FC Porto (também uns 15 pontos de avanço)
Já se festejava sem jogar, no hotel, decerto com putas e vinho verde à discrição, já se ganhavam taças europeias mas era tudo mauzinho lá com o Mourinho...

Ah, o ano bom foi 2005. O Benfica nem ganhou um jogo ao FC Porto, mas foi campeão. Para súmula da infâmia, como ano foi mesmo o melhor.

Depois, ninguém contestou nem o título com Adriaanse (2006) em que o Benfica voltou a vencer o FC Porto duas vezes no campeonato como não conseguia desde 1977.

Bem, em 2007 os juízes de campo bem tentaram tirar e dar ao dono do ano ímpar, mas voltaram a não ter pernas.

E 2008 é o ano natural par do FC Porto. Os 18 pontos dão o lastro suficiente para se achar justo. Parecem fazer-nos um favor, até porque depois lembram que se há 20 anos houvesse um Apito Atrasado...

Mas mau mesmo era quando havia alternância no campeonato.Isso foi o pior de tudo.

Os anos 80 e 90 foram a nódoa a que muitos gostariam de voltar e aplicar um Apito Atrasado a sério.

Nota do administrador: Está aí a 2ª mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões. Não se esqueçam de actualizar as vossas equipas do UEFA Champions League Fantasy Football, podem fazê-lo até às 19h30 de hoje

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07 Abril 2008

Apenas e só: TRICAMPEÃO

Por Menphis
fc porto tri campeão 6 - 0 estrela amadora lucho gonzalez tarik sektioui ricardo quaresma bruno alves lisandro lopez
Equipa: Helton, Bosingwa (Bolatti 73'), P. Emanuel, B. Alves, Fucile, P. Assunção (E. Farias 79'), R. Meireles, Lucho, Tarik (M. Gonzalez 65'), Lisandro e R. Quaresma

50.138
espectadores

O FCPorto confirmou, frente ao Estrela da Amadora e a 5 jornadas do terminar o campeonato, aquilo que já se anunciava à muito: é TRICAMPEÃO NACIONAL. Conquistou o seu 23º titulo, o seu segundo tricampeonato, de uma história gloriosa, recheada de sucessos, que começou a ser construída na época longínqua de 1934/35, aquando da conquista do seu primeiro Campeonato Nacional.

Ainda falta algum tempo para começarmos a fazer o balanço da época, principalmente porque ainda temos uma Taça para tentar conquistar, mas todos os balanços que forem realizados por altura do fim do campeonato, mesmo d
e ressabiados e invejosos como são alguns cronistas deste país, vão dar ao mesmo: o FCPorto é , sem margem de dúvidas, uma equipa a mais deste campeonato, tal é a demonstração de superioridade que passa quando entra para os relvados.

E no jogo contra o Estrela da Amadora, não mais foi, como apenas uma pequena amostra, talvez exagerada é certo, olhando unicamente para os números, mas uma amostra real de que é dentro do campo que se ganham jogos com seriedade, união e muita vontade de vencer, aliada à qualidade dos seus interpretes, e
foi isso que a equipa portista demonstrou em todas as alturas neste campeonato agora conquistado.

Por muitos títulos que estejamos habituados a conquistar, por muitas festas que façamos, a euforia e a alegria de todos nós, adeptos portistas, continua a ser como se tivéssemos conquistado o primeiro campeonato d
a história do clube que tanto amamos.

A festa, dizia-se sorrateiramente, não estava programada, seria realizada ao sabor da improvisação, mas mal terminou a partida, que viria a consagrar como "Tricampeões",
ela fez-se com a maior naturalidade de uma coisa que tem vindo a ser habitual nos últimos anos, mas a qual nunca nos cansaremos.

A festa começou-se a fazer desde cedo, tanto ao redor, como dentro do Estádio, sentia-se alguma ansiedade das pessoas para confirmar um título que, apesar de parecer fácil, foi conquistado contra muitas adversidades, muitas armadilhas que tiveram de ser contornadas, mas primeiro
ainda era necessário ultrapassar um adversário que se previa dificil.

Quanto à história do jogo, nem há muito para dizer, o FCPorto TRIturou o Estrela da Amadora, com uma exibição avassaladora, não dando quaisquer hipóteses do seu adversário pensar em poder estragar a festa.

A equipa portista, embalada com o apoio fabuloso do público que encheu o Estádio do Dragão cedo se predispôs a resolver o jogo o mais rapidamente possível, de forma a não deixar que a ansiedade tomasse conta da equipa.

Logo aos 9 minutos, numa excelente jogada de combinação entre os dois argentinos mais decisivos do plantel portista, Lisandro Lopez e Lucho Gonzalez, o FCPorto inauguraria o marcador por intermédio de "El Comandante", sem dúvida nenhuma, o melhor jogador do campeonato português.

Foi necessário esperar apenas 2 minutos para que Tarik Sektioui, a responder com um remate forte a uma passe fabuloso de Ricardo Quaresma, dilatasse o marcador que viria a ser o resultado final da primeira parte.

Na 2ª parte, tudo ainda foi mais fácil, o FCPorto fez o que quis da partida, trocando a bola sempre com o maior à-vontade, e impondo o ritmo que quisesse, marcando mais 4 golos para cimentar a vitória no jogo. Ricardo Quaresma aos 65 minutos, na minha opinião no melhor golo do encontro, novamente Lucho, aqui a meias com o defesa Maurício, aos 71 minutos, Bruno Alves aos 79 minutos e, quem mais haveria de ser, Lisandro Lopez aos 88 minutos, foram os marcadores de um resultado que já não se via à muito tempo.

Depois... foi a festa. A festa, como sempre se faz, sempre bonita, sempre eufórica, cada vez mais eufórica e cada vez mais bonita à medida que vamos tendo cada vez mais, com os olhos a brilharem de emoção, as vozes roucas de tanto gritar, as bandeiras desfraldadas, os cachecóis erguidos bem alto, o orgulho e a alegria de vivermos estes momentos que nunca cansam, os nossos heróis a receberem, um a um, em pleno relvado o aplauso merecido, o reconhecimento de todo um trabalho que nada, nem ninguém irão denegrir, mesmo que o queiram tentar assombrá-lo com invejas mesquinhas e perseguições.

Foi a festa em todo o lado, não só na Alameda do Dragão, não só espalhada nas ruas da cidade do Porto, mas também em todas as cidades deste país que nem sempre nos trata bem, e também em todo o cantinho luso que existe por esse mundo fora.

Somos cada vez mais, somos cada vez melhores, as forças deles são cada vez mais fracas e é por isso que nos querem tentar derrubar o nosso mérito em tudo o que conquistámos.

Foi na união e na sede de vencer desta equipa que esteve o segredo de mais uma brilhante conquista. Agora é tempo de celebrar muito, gritar bem alto o nome do clube que cada vez mais nos orgulha, celebrar efusivamente mais uma conquista, mas não podemos viver à sombra deste êxito. Ainda temos, esta época, mais uma Taça de Portugal para conquistar, porque aqui a sede de vencer nunca acaba. Viva o TRICAMPEÃO NACIONAL.

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06 Abril 2008

BI - TRI

Por Zirtaev


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04 Abril 2008

Portistas: preparem o champanhe

Por Zirtaev
Se o FCPorto vencer este jogo é campeão da Liga Bwin 2007/2008, custe o que custar, doa a quem doer, porque na fantástica cidade do Porto vive um povo que não verga, um clube que não desiste e um orgulho que pode ser combatido, mas nunca derrubado!

NADA NEM NINGUÉM NOS TIRARÁ NUNCA O MÉRITO E A HONRA DE SERMOS TRI-CAMPEÕES NACIONAIS!

FORÇA PORTO!!!!!

FCPorto - Estrela da Amadora, Sábado - 20H45 - Tvi

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Liga Portistas de Bancada - Top Ten

Por Zirtaev

Equipa da 1ª mão dos 4ºs de final -
FC Portogajas (Mourinha Costa) - 61pt
Observações:
- A Liga Portistas de Bancada, num total de 17.428 ligas, está no 120º posto;

- O primeiro classificado da Liga Portistas de Bancada, o Antunescus do "mister" Luís Azevedo, num total de 329.080 equipas, está no 1.153º lugar;

- Número de participantes da Liga Portistas de Bancada - 114 equipas.

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03 Abril 2008

Os juízes animam a Liga outra vez

Por Zé Luís
Depois dos árbitros na época passada, e frustrado o paupérrimo canto de sereia a sugerir a bondade de o FCPorto aceitar agora um eventual castigo para depois os cães saírem da toca a devorar o Dragão confesso corrupto, temos os juízes de Direito a quererem escrever direito por linhas tortas – tomando-nos a todos por parvos!

Creio ter sido o único, honestamente, neste e noutros fóruns de discussão descomplexada das coisas da bola, que criticou asperamente a intromissão dos falsos juízos na artificial competitividade dada à Liga 2006-07 na 2ª volta.

Onde muitos viram, apenas, deslizes incompetentes do FC Porto a permitir a retoma, antes julgada impensável, dos rivais na luta pelo título, eu notei muitos árbitros nomeados por medida, muitos erros de arbitragem branqueados a favor da 2ª Circular e uma forma aberrante de tornar atraente um campeonato que muitos deram por terminado no final da 1ª volta. Para mim, foram os juízes de campo a tornar enigmática e alegadamente interessante quase toda a 2ª volta e em especial o último terço da Liga. Não só nos despiques directos em que Pedro Henriques negou um penálti para o FC Porto poder empatar com o Sporting no Dragão e Pedro Proença a permitir um golo ilegal que evitou a derrota do Benfica ante o FC Porto na Luz e manteve a distância de um ponto entre as duas equipas quando podia ser de quatro. Desde o famigerado Elmano em Leiria que se percebeu no que iria dar a 2ª volta virtualmente contestada pelos principais concorrentes até à ironia de morrerem na praia da última jornada.

Sobre a competitividade – mas sem aludir-se à falta dela, da culpa exclusiva dos competidores – actual já me apercebi, ao chegar de fora do país, que Luisão a relativizou com declarações abstrusas, ou de avestruz… De resto, é alto para tal, mas não é grande coisa o mostrengo. Jesualdo respondeu à campeão no dia em que voltei às misérias desta pobre terra: “Interessante foi a Liga que o Benfica venceu em 2005”.

Para mim não foi o mote ouvido no regresso: passei a fronteira e pela A25 abaixo já ouvia pela rádio desacatos de uma aluna a quem a professora autorizara usar telemóvel na aula e a ordem da DREN para “educá-la” com a mudança de escola; a descida, antes tida como “irresponsável” pelo Governo, do IVA em 1%, cujo aumento anterior de 2% foi relevante para os governantes do sobe-e-desce e da mentira compulsiva; ameaças de greves no horizonte.

Exposição de derrotados
De volta, então, ao país real, e de permeio com um penálti em Belém tão óbvio mas sempre discutido quando se trata do FC Porto, faltava esta peça jurídica que testemunha a descredibilização da justiça desportiva, que alguém definiu estar para a justiça comum como a banda militar para a música.

Não sabia ainda da pronúncia de Pinto da Costa para ir a tribunal pelo FC Porto-Beira-Mar, porque algo a comissão de serviço ao tribunal popular maoista, haveria de arranjar para justificar a sua mísera existência.

Mas, ao chegar de férias a casa, ligando a tv num programa desportivo, sabia que estava em Portugal: Paulo Bento era entrevistado e, como é hábito por cá, dão-se muitos destaques aos vencidos, aos derrotados, aos invejosos. Alívio meu, soube no dia seguinte, o V. Setúbal é que tinha vencido a Taça com que a Liga prometia mudar o cenário futebolístico indígena… Índios bem disfarçados, é o que somos visceralmente?

Para a trama ser completa, não arranjaram melhores actores secundários do que o sumaríssimo Pedro Mourão da anterior CD da Liga e o intocável sagaz da Cunha Leal do mais infame campeonato de 2005 e o desterro do Gil Vicente para salvar o Belenenses.

Deparo agora que até a nova CD da Liga quer também “entreter” o campeonato, dando-lhe uma emotividade falsa. São mais juízes, e de Direito, a garantirem uma “competitividade” sem a qual metade das equipas parece ameaçar abandonar a prova.

Os 6 pontos, se aplicados, não terão influência nesta época, prevalecendo a defesa da honra e do bom nome em que o FC Porto apostará. Mas decerto permitiriam exacerbar a “competividade” e “interesse” num dos campeonatos mais próximos, o de 2008-09 ou outro a seguir, com o picante de só o campeão poder aceder à nova Champions de Platini que assusta todos menos o FC Porto.

Perdida a capacidade de retirar títulos retroactivamente, esta Liga futurista que arriscava não cumprir nenhuma das suas promessas eleitorais torna-se uma “adiantada mental”, digna dos governantes que temos e do juiz da CD que cedo descobrimos por posições aberrantes no início da época.

A Liga dos salários atrasados
Passo até pelo timing, além do modo e da substância, do anúncio “político” do castigo eventual, na semana da confirmação do tri portista. É que o título de Adriaanse teve a bandeira, no dia seguinte à conquista de Penafiel, do arquivamento dos processos do FC Porto-E. Amadora que envolviam uma prenda do major a Pinto da Costa e o árbitro Jacinto Paixão. Os juízes gostam de se fazer notar.

Mesmo que, como a contestada Liga anterior à vigência desta arejada Liga no poleiro, este fim-de-semana a questão do título se decida com os dois primeiros classificados a defrontarem adversários com salários em atraso que supostamente estavam proibidos de vigorar a bem do bom nome da competição, parece que nada disto é importante.

A fraude continua, portanto, e eu sei que estou de volta ao futebol português para ouvir a ladainha do costume e os truques já da praxe: arranjar maneira de incomodar minimamente o FC Porto, inamovível na sua hegemonia interna e sempre a justificar a mudança para Espanha de onde eu acabava de regressar.

Espanha, tido sempre como vizinho a desconfiar quanto à data de vir dar-nos cabo das hortas, onde a notícia de eventuais 6 pontos a retirar ao FC Porto foi, no periódico Marca do regime local, transformado em descida de divisão iminente a bem da depreciação do valor de Quaresma para ir por tuta e meia, sem necessidade de decreto real nem hasta pública, para o Real Madrid.

É claro que do denunciante se vê a denúncia, como avisou Francisco José Viegas (“Origens das Espécies”), e bem sabemos da criolina que afecta as meninges cá das gentes lusas tão ávidas de emoções fortes que o FC Porto não lhes proporciona.

Depois de a montanha parir um rato e a bomba detonada dar um mísero castigo eventual, para suscitar comiserada compaixão de cronistas do regime de cá sobre a bondade e o jeito que serviria aos dragões acatar a punição sem arriscarem o título – canto de sereia para embalar meninos mas não o FC Porto – podemos fechar os olhos de novo ao incumprimento salarial na Reboleira e no Bessa.

Juízes, em campo
E, para terminar no campeonato dos juízes, óbvio nesta república dos magistrados que só temem consequências de as suas más decisões lhes mexerem nos bolsos pelo Regime Extracontratual do Estado que os faz subscreverem seguros face à discutível qualidade das suas sentenças, nada como verificar que para o magnífico 2º lugar, tão em apreço e apregoado da era moderna em que voga o futebol luso, está Lucílio Baptista para o Boavista-Benfica com o sócio de camarote Pedro Proença no Paços-Guimarães.

É o futebol português no seu esplendor que ninguém, estranhamente, realça.

p.s. – tal como nas abstrusas acusações de viciação de resultados nos jogos do FC Porto, manifesto aos boavisteiros a minha solidariedade por, branqueado o roubo do Benfica-Boavista de 2004 de que me lembro bem como outra peça do arquétipo do árbitro lusitano que é Elmano Santos, estarem sujeitos a serem roubados e acusados ainda por cima. Com juízes, dentro e fora do campo, não se brinca.

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02 Abril 2008

«Esperamos festejar o título no sábado»

Por Zirtaev
Palavra de Capitão

«Está um ambiente perfeitamente tranquilo no balneário, dentro de um trajecto que tínhamos perspectivado desde o início da época. Temos vindo a demonstrar tudo o que havíamos projectado e felizmente encontramo-nos em contagem decrescente para o concretizar do nosso objectivo, que é sermos Campeões.»

«É lógico que esperamos festejar o título no sábado. Sabemos que matematicamente isso é possível e vamos tentar fazê-lo, respeitando, é claro, a equipa do Estrela, atitude que temos, de resto, em relação a todos os nossos adversários, independentemente da prova.»

«O único cenário que temos em mente é garantir os três pontos no jogo de sábado e sagrarmo-nos Campeões, conquistando em definitivo o título pelo qual já ansiávamos há algum tempo. Queremos demonstrar dentro de campo que fomos e somos a melhor equipa desta competição e provar a todos o nosso valor.»

«Independentemente do que possa acontecer, tínhamos traçado um objectivo como sendo concretizável para o jogo frente ao Estrela da Amadora e é nele que pensamos. O balneário não se encontra minimamente incomodado com as notícias que têm sido publicadas. Temos vindo a desenvolver o nosso trabalho de uma forma consistente e as nossas conquistas estão aos olhos de todos.»

«Claro que nos vamos sentir Campeões se ganharmos ao Estrela. Estamos preparados para isso e sabemos que os adeptos partilham esse sentimento connosco, pelo que é natural que, com o estádio cheio e com a obtenção da vitória que lhes pretendemos oferecer, festejemos em conjunto a conquista do título.»

«A renovação do mister Jesualdo Ferreira traduzirá o reconhecimento pelo seu valor. Quem tem sucesso neste clube, tem a continuidade naturalmente prevista e é isso que o F.C. Porto pretende salvaguardar e que nós também já estávamos à espera».

«Temos feito um trabalho bastante válido e consistente e parece-me correcto por parte dos nossos adversários reconhecerem que o F.C. Porto realizou um trajecto intocável.»

In fcporto.pt

Como esperado - Jesualdo por mais um ano

"F.C. Porto e Jesualdo Ferreira renovam ligação de sucesso
O acordo estava assente e foi oficializado, ao início da tarde, no Estádio do Dragão. Jesualdo Ferreira prolongou o seu vínculo com os Dragões por uma época, tendo o reforço da condição ganhadora como objectivo desejado. Em nome da direcção azul e branca, Jorge Nuno Pinto da Costa fez questão de expressar a «alegria e confiança no futuro» portista sob o leme do técnico dos Dragões.

Renovadas as assinaturas que oficializam o prolongamento da ligação de sucesso encetada em 2006/07, foi a vez dos dois intervenientes expressarem de viva voz o contentamento pelo passo agora consumado."

In fcporto.pt

É impensável colocar em jogo o bom nome e a honra do clube

"Não sei qual é a estratégia definida pelo departamento jurídico do FC Porto em relação a este caso, mas, por muito tentadoras que sejam as alternativas, não consigo admitir como razoável outra opção que não seja a defesa até às últimas consequências e instâncias do bom nome e honra do clube. Jogadores como Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Costinha, Maniche, Deco, McCarthy e Alenitchev e um treinador como José Mourinho merecem pelo menos isso, que o FC Porto não admita que lhes belisquem o inegável mérito com que venceram o campeonato e a Liga dos Campeões de 2003/04."

Faço minhas as palavras de Jorge Maia hoje in "O Jogo"

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Eleição do Jogador da Bancada 07/08 - 13º Round

Por Zirtaev
PS: Em comentário coloco os nomes dos jogadores que actuaram neste jogo. Só necessitam de copiá-los, colá-los na vossa caixa de comentários e atribuir a vossa nota (de 0 a 10).

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