11 fevereiro 2009

O penálti leonino para quem os sofre tanto!

Os casos revistos e avaliados onde se fala de honestidade contra o triunfo dos porcos que vendem isenção e hombridade que não têm. Um país de leis por medida e decisões clubistas de uma só tendência, com analfabetos equiparados a juízes

O que é que Obama pode ter a ver com os eternos casos do futebol português, para não falar da pobre e podre categoria política que deixa Portugal a ganhar bolor numa prateleira escondida do desenvolvimento? O simbolismo da sua eleição na América acompanha-o no derrube de ideologias balofas de esquerda/direita, republicanos ou democratas/socialistas.

De pé atrás com políticos insuportáveis cá na Tugolândia, sinto em Obama um carácter afectivo e humano, distinto dos seus pares no mundo. Parece a “última oportunidade” ante a ameaça do colapso global. Tudo ao contrário da propaganda do Grande Líder que, cá em cima de nós, se faz incensar nos mais diversos altares, casamentos gay incluídos, entre obrigações de ler as Novas Oportunidades para um cargo público e a difusão panfletária de que se tirar aos ricos vai dar aos pobres, a versão albanesa de Robin dos Bosques.

O que alerta as pessoas para a necessidade de, à sua volta, procurarem alguém honesto? Só pode ser a falta de alguém com esse perfil!

Olha-se de soslaio para o colega de trabalho e com desconfiança para o vizinho. Os “bufos” estão a par com agitadores que querem malhar nos desalinhados, controlam a informação, irradiam opinião em todos os fóruns para sobreporem, por excesso, a sua visão a um rebanho que aceite ser pastoreado.

Neste caldinho de cultura estranha e nociva, sem valores morais e uma intelectualidade de sarjeta, tipo “Prós&Prós”, o futebol português tem sido pródigo em debates bastardos com o denominador comum de deixar mal o FC Porto, campeão contra o estigma do centralismo mas intruso provinciano que ousa ganhar ao arrepio dos poderes instituídos. Sibilinos, comentadores “corporate news” (“you write what your’re told”) apregoam moralidade sacudindo a sua sujeira. A Imprensa do regime.

Antiportismo crónico em sociedade doente
O FC Porto é apontado, genericamente, como vilão, mas tratado de forma vil. Não só por apoucarem as suas tremendas conquistas, nacionais e internacionais, mas tratando diferentemente os seus jogos, golos, carácter disciplinar, atitude no jogo e lances polémicos. Um estado doentio e delirante.

O sentido de reconhecer-se que num lance o FC Porto foi prejudicado e noutro beneficiado, para escarrapachar a versão conveniente em 1ª página esquizofrénica, diz bem da “normalidade” de quem assina estes desmanchos intelectuais. Então com as variantes das interpretações dadas a cada caso, mais a disfunção mental de tratar de forma desigual casos semelhantes, aconselharia internamento num hospício. Mas este é um Paraíso de Leis cuja feitura, estranhamente, o Estado delega a particulares para regularem o bem comum, onde depois os mesmos escritórios de advogados aproveitam as lacunas oportunas, como denuncia o ex-autarca portuense Paulo Morais, em nome de um cliente privado onde esses doutores vão sacar também honorários.

É tudo isto que está em causa, para vergonha dos seus autores, quando quem ratificou o penálti de Tomás Costa sobre João Moutinho, no Sporting-Porto da Liga, agora contesta o lance Yebdá-Lisandro. Mas não só: penáltis infames, e não denunciados pela generalidade dos supostos especialistas de imparcialidade balofa, já teve o FC Porto a sua conta. Em Alvalade, esta época, basta juntar ao citado os dois penáltis “criativos” de Carlos Xistra na Taça da Liga, competição que brindou o FC Porto também com duas “criações” de Artur Soares Dias ante o Setúbal. Mas o passado de penáltis contra o FC Porto em Alvalade, um rasto indelével de arbitragens alucinantes e persecutórias, tem outros casos como o de 2004 com Secretário/Liedson, na sequência do lançamento lateral de Rui Jorge sem Lucílio Baptista (que também concedeu nesse jogo outro penálti, falhado por Rochemback) chamar a atenção de todos para o recomeço do jogo após paragem para assistência a João V. Pinto.

Daí eu ter apelidado este penálti de Yebdá de leonino. Como adjectivo, é relativo ou próprio ao leão. Como “substantivo” (meto-lhe as aspas) refere-se ao Sporting e à abundância com que naquelas bandas se marca ao FC Porto. Leonino, da linguagem popular figurada, tanto é sinónimo de oferecido ou generoso como de pérfido, falso.

Para mim, que reclamo contra penáltis por dá cá aquela palha, que não aceitei nenhum dos muitos marcados em Alvalade ao FC Porto como os recusei alegadamente a favor do Braga há duas semanas, o lance de Yebdá não é penálti. Admito que um árbitro seja enganado, mas não posso conceder que um braço esticado contra um oponente seja suficiente para o derrubar, nem em diferença de peso e altura entre Sapunaru e Leandro Lima no Porto-Setúbal. Ao contrário dos coca-bichinhos das tv’s que espreitam se houve um contacto mínimo, um agarrão leve, o penálti é uma sentença que deve ser bem fundamentada e não marcada arbitrariamente, muito menos esgrimida em valores inexactos de intenção e intensidade.

Penáltis que adeptos leoninos festejaram e os encarnados secundaram.

Braga-Porto com Pedro Proença
Esta acção de Pedro Proença vi-a, pela primeira vez, num Braga-Porto, em 2004. Antes de sonegar um penálti inegável por mão de Jaime a tirar a bola a Quaresma, de frente para o lance a escassos metros, Proença marcou uma falta a Quaresma sobre Wender, no bico da área, de cujo penálti deu o 1-1 final. Tenho presente a imagem e qualquer resumo televisivo o confirmará. A reacção gestual do árbitro foi a mesma. Convicto, reagindo prontamente como ainda há tempos se viu num derrube a Reyes em Coimbra. Agacha-se, como concentração e reacção imediata a um estímulo. Aponta a marca de penálti. Um estilo, falta averiguar a certeza mas só se for em favor do Porto…

No último clássico, só deve atirar a primeira pedra quem nunca beneficiou de um penálti do género. Já vimos penáltis de cabeça na Roubalheira, penáltis sem contacto na Pedreira e penáltis artísticos na Lixeira. Todos para o Benfica, respectivamente na Amadora (Duarte Gomes), em Braga (João Ferreira) e na Luz (Paulo Pereira), este numa pirueta olímpica de fora para dentro da área de um tal Azar… Karadas. (sim, no primeiro dos sintomáticos jogos com o Estoril).

É escusado, porém, dizer que nem houve contacto de Yebdá com Lisandro, porque seria negar a evidência para esconder a insuficiência de falta. De mentirosos temos a nossa conta, no País e no futebol, e a Imprensa dá cobertura a tudo. E não gosto dos penáltis “forçados”, como não gosto de quem os perfilha contra o FC Porto e mostra imprópria indignação quando sai um penálti leonino a favor.

Que tenha dado conta, comparando só o penálti de Tomás Costa sobre João Moutinho (5/10/2008), apenas António Boronha no seu blog, ele que é simpatizante sportinguista, refutou o tal penálti do jogo da Liga. Eu mantenho a coerência. Nenhum jornal da Imprensa Destrutiva pode reclamar essa imparcialidade. Todos os que agora condenaram o penálti contra o Benfica, não se insurgiram no penálti contra o FC Porto, em Alvalade, nem o da Liga nem o duplo da taça da treta.

Teatralizar é preciso e cair dá mais “ares” de penálti?
Para deitar sal e vinagre de parcialidade na ferida da arbitrariedade, do mais parolo adepto ao reconhecido aficionado vip, como ainda ontem ouvi Medeiros Ferreira, elogiar Lucho Gonzalez por não cair na tentação de ceder ao contacto rasteiro de Reyes, em nome da hombridade e honestidade que não têm, não invalida que um penálti evidente deixasse de ser marcado para o FC Porto.

Quem poderia evocar honestidade nos seus penáltis: Simão? João Vieira Pinto? Liedson? Acosta? Duarte Gomes? Lucílio Baptista? João Ferreira? Paulo Baptista?

Neste jogo de máscaras, na sociedade e no futebol, Lisandro teve de fazer a queda na dita para cavar uma falta, como se for preciso teatralizar e montar a “mise en scène” que justifique o penálti. É a suprema ironia mas que não cura o mal, alimenta-o como cancro de bons costumes e melhores práticas.

Mas a perfídia leonina vai mais longe: considerando ter existido um, evidente, sobre Lucho, e para o qual nem é concedida “lei da vantagem” na área nem requer que um jogador fique no chão, todos os jornais que consideraram ter o FC Porto sido prejudicado num lance e beneficiado noutro, porque razão dão ênfase ao que garantiu o empate, merecido no final, e não ao que teria eventualmente dado vantagem, justificada então, no melhor período do FC Porto no jogo?

Ainda em penaltis leoninos, lembro um da época passada assinalado a Liedson – jogador “fiteiro” que nunca é desmascarado – contra a Naval (4-1): foi agarrado, não precisou de se atirar para o chão, nem se esforçou, honestamente, por continuar a jogar a bola, ficou de pé à espera e Elmano Santos concedeu-lhe o penálti devido.

O paradigma das observações mais díspares nos golos em fora-de-jogo (Braga)
Depois, temos o caso mais recente do Braga-Porto, com vários penáltis à descrição para todas as conveniências: o x, o y e o z. A manada mais sôfrega pediu todos de uma vez.

Da mesma forma que não vejo penálti sobre Lisandro, insisto que não vi algum no no Porto-Marítimo nem no Braga-Porto, enquanto dos três reclamados pelos bracarenses – nenhum evidente pela “intensidade” (Alan), pela “visibilidade” (mão de Guarín) ou a “oportunidade” (Meyong) -- o observador do árbitro viu um penálti apenas (mão de Guarín), lá do alto da bancada…

A vincar o perfil que tem e o critério que segue, esse observador registou:
- o 0-1 nasceu de uma posição irregular detectável de Hulk, ainda que não perceptível de imediato e a olho nu (dúvidas no directo televisivo);
- foi negado um golo para 0-3 a Tomás Costa de forma inadmissível, em linha com o penúltimo defensor (no caso o g.r. Eduardo).
O que escreveu o famoso observador no relatório sobre a avaliação ao árbitro-auxiliar Vítor Carvalho? “Penalizado no golo inaugural do FC Porto, favorecido no golo anulado”, li dos jornais, um lance não detectável nem pelas câmaras televisivas e que, no limiar da dúvida, consagrada para proteger as decisões dos árbitros nestas circunstâncias, devia validar o golo. Mas está “escrito” por um tipo chamado Brites Lopes de quem não conhecemos o nível literário, a capacidade cognitiva e a acuidade visual, para ter certezas assim escarrapachadas para fazer “jurisprudência”.

Não tardou, de resto, como na história dos penáltis “bons” e dos “maus”, que um golo contra o FC Porto, em linha com a defesa, fosse validado no Restelo. A tv mostra um pé adiantado do avançado azul em relação a Rolando., um pé que para um “liner” não é perceptível a 40 ou 50 metros de distância, nem no Restelo nem em Braga. Não deu discussão esse golo, mesmo que o pé de Tomás Costa, eventualmente adiantado uma semana antes, merecesse o louvor do observador. Tivemos, por exemplo, contra a Académica no Dragão um golo anulado a Lisandro, em linha com a defesa, graças ao “expert” Lacroix, um cruzado da campanha antidragão com passado sobejamente conhecido nessas guerras ínvias em que não se percebe os ganhos da credibilidade da arbitragem…Nem é pedagógico sequer para a turba ululante.

Rascord de “cão tradições” no triunfo dos porcos
Para mal da sua reputação enlameada, as páginas dos jornais já não ganham bolor e o amarelo e bafio do tempo, porque se desmentem, ainda frescas, de uma semana para a outra. Às vezes, na própria edição do dia, as contradições saltam à vista, das páginas pares para as ímpares sem que elas, e os seus os responsáveis, corem de vergonha.

Reparei, por acaso, no Rascord por estes dias. Onde os cabotinos directores (não há um que se aproveite?...) dão os mais diversos palpites, a versão antiporto triunfa, a lembrar a quinta dos porcos de Orwell, animais revoltados contra o fazendeiro até serem submetidos por Napoleão, um porco que tomou as rédeas do poder para manter a vara sob controlo.

O que se leu no Rascord? Assinalado o penálti sobre Lucho, não marcado, por um director, apontado o penálti de Yebdá por outro, este ganhou espaço na 1ª página. Imagino que tenha sido assim em O Jogo, até porque os casos fora detectados por igual mas só a versão “hard” mereceu pornográfica 1ª página…

No Rascord, uma semana antes, dois lances em discussão: o golo do Belenenses validado em nome do avançado em “linha com a defesa” e a dúvida favorável ao atacante. Aceitável, fosse certa a recta conduta de alguém imparcial. Mas não era preciso, numa página, escrever que o dianteiro azul em posição duvidosa “não interferiu no lance” (como agora acham que Yebdá não tocou em Lisandro e põem a foto equivalente…), para duas páginas à frente descrever-se que interveio no lance mas a posição era legítima e o golo bem validado.

Na mesma onda, de cretinice pura e sobriedade obtida na Farinha Amparo, um idiota iluminado logo a abrir o seu vómito recalcado no Rascord do costume, achou tal o despautério de Fucile, no Restelo, ter “pedido” o amarelo a retardar um lançamento lateral, que advogava que se o árbitro insistisse para ele lançar a bola e desobedecesse haveria lugar a um cartão vermelho directo ao defesa portista.

A gente lê e recusa acreditar, mas sabe que é verdade no pasquim cujo imbecil nº 1 confessou falsear manchetes em prol das vendas num estranho circo de equilíbrios à custa de bom senso, idoneidade e honestidade. Aos parolos da bola oferecem papas e bolos, dvd’s, cromos, copos, bandeirinhas e cachecóis para “vestir” e “ir na onda”.

O que as pessoas devem esperar (CJ)?
O futebol, não tenho dúvidas, é o espelho do País, na moral da sociedade bovina e quieta, em aplicação e interpretação das leis. Nesta matéria, todos dão opinião, até eu; há quem sabe da poda, eu procuro entendê-la. Interpretações dos leigos, autênticos analfabetos até, ou de elementos da mais alta experiência no magistrado da justiça.

Pela voz de um juiz jubilado em nome do CJ da FPF, tivemos o inacreditável caso do “goal-average” interpretado não à letra da lei, e do seu significado inequívoco, profundo e histórico, que favoreceria o Belenenses na Taça da Liga, mas um conceito subvertido e levado a eito, na base da “força do entendimento popular”, espírito de lei vendido e vencedor - sublinhado pela declaração admirável da perda de sentido de dever e até de Estado, “não era disto que as pessoas estavam à espera”, com a tradução de “goal-average” por diferença de golos que privilegiou, indevidamente mas em nome da literacia das massas, o V. Guimarães.

A Imprensa não se deu conta da gafe do “goal-average” a não ser pela blogosfera. Metida a viola no saco da sua iliteracia, mal barafustou para não destapar a sua incompetência. Entre Guimarães e Belenenses, bah!, para quê gastar latim? Bom mesmo foi opinar sobre o Apito Final sem lerem acórdãos, depois de anos a zombar do atropelamento do segredo de Justiça (hoje sacrossanto para preservação da conduta moral e política de um alegado suspeito), vislumbrando, entre flatulentas confissões de alterne, as notas acusatórias contra um réu oferecido “às pessoas à espera”…

Quando um observador do árbitro escreve o que escreveu sobre os lances de fora-de-jogo no Braga-Porto, um “mau” ou “bom” porque favoreceu o Porto ou lhe anulou um golo, e um juiz jubilado dá a cara por uma decisão “que as pessoas não estavam à espera”, vê-se por perto alguém decente e honesto?

p.s. – reclamo a paciência de quem lê, mas sem tempo nem oportunidade eram muitas coisas juntas que pretendia abordar. Que sirva, contudo, de reflexão e algum proveito.

34 comentários:

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  2. Em relação a televisões, pasquins e jornaleiros, basta ver as capas dos jornais e os comentários nas TVs e ficamos esclarecidos sobre a ética jornalistica que por aqui grassa no pais à beira mar plantado. Irritaram se com o Proença, temos pena.
    Gostei ontem da intervenção do Dr. Rui Moreira, nas respostas ao patético pseudorealizador...Particularmente à do "o pé não levantou, logo não é penalty...", pois mas como disse o Dr. Rui Moreira, se for calcado é penalty e o pé tb não levanta...viola no saco, e vamos embora.
    Como não acompanhei desde o inicio o programa, não sei se o Dr. Rui Moreira terá falado na queda do Di Maria que o realizador defendeu como sendo penalty, mas era um excelente exemplo para calar o patético lampião, que não gosta de ouvir graçolas...temos pena também.
    Por muito que a imprensa grite, a haver alguém prejudicado é o FCP por várias razões:
    1- Penalty não assinalado aos 18 minutos sobre o Lucho, mudaria toda a estratégia da agremiação lampiã.
    2- Pelo menos uma expulsão ficou por assinalar (Sidnei, entrada violenta sobre Lucho ainda na primeira parte e David Luiz (acumulação de faltas).
    É pena que alguns que se agarram com unhas e dentes ao Tribunal Do Jogo o tenham ignorado esta semana...coincidencias.

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  4. Já está disponível online o 10ºepisódio da Novela APITO ENCARNADO: http://guerreirosdainvicta.blogspot.com/2009/02/magico-porto-x-slberda-10episodio.html

    Para não me alongar muito, ontem o Dr.Rui Moreira esteve muito fraquinha na defesa do Mágico Porto. Claramente não levou a lição bem estudada. Aliás, actualmente, o único que defende convenientemente o FCP é o José Fernando Rio, no Porto Canal.

    Quanto ao texto, uma única palavra - BRILHANTE!

    Aproveito para comunicar que ando a matutar numa ideia sobre criar um Mega-forum intervenham os administradores dos blogues de Referência do Universo azul e branco. Contactos e Sugestões para guerreirosdainvicta@gmail.com

    Não é tripeiro quem quer...é tripeiro quem pode!

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  5. Zé Luís, parabéns, ainda bem que há alguém que resiste, alguém que diz não.

    Um abraço

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  6. Ao olhar para imagem do fora-de-jogo em Braga e a forma como está construída dá-me imensa vontade de rir. Vê-se logo que foi feita por um bando de ignorantes, seguramente incapazes de qualquer tipo de isenção profissional, que nem conhecem a lei do fora-de-jogo.

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  7. Parabéns e um grande abraço para o Zé Luís. Consegues exprimir em palavras tudo aquilo que me vai entalado cá dentro. Tens esse dom e acho que somos privilegiados em tu o partilhares aqui neste blog.

    Também gostaria de deixar uma palavra de apreço pelo trabalho de Jesualdo Ferreira, treinador que já critiquei em alguns momentos (ainda não esqueci os oitavos da liga dos campeões do ano passado...) mas que cada vez mais respeito como líder. Ele agora, muito mais que treinador, é dirigente e porta voz do nosso F.C. Porto. É uma das faces do clube enquanto que o nosso presidente está exilado. Força Jesualdo.

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  8. Zé Luis---------EXCELENTE


    Off-topic-----Dr. Rui Moreira---PAUPÉRRIMO

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  9. Excessos e zelo

    Parece-me estranho que se questione o zelo das autoridades, policiais e não só, no sentido de garantir a segurança de um espectáculo desportivo. Afinal, mesmo que possa existir algum excesso nesse zelo, não será esse um mal menor e um preço justo a pagar pela segurança de todos os espectadores? Não seria, por exemplo, mais alarmante o eventual laxismo e ineficácia das autoridades policiais perante um jogo de alto risco? Faça-se um esforço e imagine-se um cenário improvável em que os adeptos de determinado clube se deslocam a casa de um rival para assistirem a um jogo e vêem o autocarro que os transportou ser incendiado, felizmente sem vítimas. Ou, num esforço de ficção, admita-se como possível a entrada de um very-light num estádio de futebol perante a complacência das autoridades policiais, nesse caso com consequências inimagináveis. Claro que estes são cenários rebuscados, fruto de uma imaginação fértil, mas talvez o zelo das autoridades sirva justamente para prevenir que tais cenários se tornem realidade. Talvez.

    JORGE MAIA
    in O Jogo

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  10. Um gajo que diz que um golo em que o atacante só tem um defesa entre ele e a linha final não é em fora-de-jogo, perde toda a credibilidade!

    Desde quando é que o Tomás Costa está em Linha com o GR do Braga?

    O que vale é que és o mesmo tipo que disse que o Porto foi prejudicado por o Lisandro ter sido suspenso para não jogar uma SuperTaça... que ELE JOGOU!!!

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  11. Jorge Ribeiro, às vezes a memória trai-nos (confusão com outro jogo em que esteve suspenso).
    A visão também.

    Mas ver se Tomás Costa está mais adiantado do que o g.r. sem perceber o MOMENTO DO PASSE (a foto, parada, nada revela) e que a linha tracejada está pelo último defesa e não pelo penúltimo, diz não só da sua credibilidade como da consciência de saber a lei do fora-de-jogo.

    Já agora, comparando, o golo do Belenenses foi legítimo ou não?

    É que uns não podem ser "bons" e outros "maus".

    Convém que a linha seja recta e certa. Aos ziguezagues não. Digo o mesmo nos penáltis e nos fora-de-jogo.

    Talvez o amigo interessado no FC Porto seja o arauto que faltava para todos percebermos melhor com que linhas se cosem estas discrepâncias.

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  12. Na minha opinião, acho que o Rui Moreira não foi paupérrimo, conseguindo pelo menos não deixar que o choradinho do pseudorealizador se tornasse verdade absoluta, como muitas vezes tem acontecido. Mas isto é a minha opinião e vale o que vale e sendo que não estou aqui a servir de advogado de ninguém.
    Apenas acho que ontem esteve melhor na defesa dos lances polémicos.

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  13. @God

    Subscrevo.


    @Zé Luís

    já devias estar há muito na cadeira principal do Gab. de Comunicação do FCP. Se fosses do tacho já lá estavas de certeza.

    Tenho pena (pelo nosso FCP) que não estejas com essas funções. É tudo o que tenho para dizer.

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  14. Rizzo, nunca me fiz a tacho algum, muito menos atraiçoei alguém para ascender a lugar de topo.

    Sou assim, modéstia à parte, um Lucho de honestidade, mas ganho pouco com isso, nem um penálti nem um penacho.

    Obrigado

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  15. Aviso à navegação.

    A respeito da INCOMPREENSÃO de as 1ªas páginas dos pasquins desacreditasdos refletirem só a CONVENIENTE versão do prejuízo alegado para o Benfica, apesar de "dentro" vir o benefício que teve antes, posso assegurar que hoje mesmo:

    - o Rascord, apesar da manchete vermelha, não traz na sua Liga da Falsidade - aquela que o cineasta gostaria de conhecer e que Rui Moreira, atento e diligente, lhe observou que não há mais prejuízos do Benfica como os oito jogos prejudicados que o cineasta conta - o jogo como na "lista negra" de resultados influenciados pela arbitragem. Quer dizer,denunciaram um roubo, mas não o assumiram. Edificante exemplo de jornalismo de sarjeta de que darei continuação;
    - O Jogo agora tem, a conferência de "líderes" do jornal, entre Porto e Lisboa por videoconferênca, João Marcelino, ao lado de António Tadeia, no lado da capital, contra os directores e editores do Porto. Não é sempre, porventura, mas desta insider information talvez o Vila Pouca seja mais conhecedor do que eu. Talvez, então, se explique como um jornal que vende muito mais no Porto tenha tido uma manchete lisbonense digna do Rascord.

    Para que conste.

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  16. O Jogo é um jornal como os outros num pais em que os compadrios decidem quem sobe e quem fica.

    Nao ha caracter nenhum. Zero.
    A honestidade nao conta um corno.

    Por isso muito poucos se revoltam contra estas atitudes mesquinhas desses pasquinzecos sem qualidade. Desses e das televisoes. Tudo igual portanto, sem sair da cepa torta.

    Acho vergonhoso o linchar na praça publica, tal como as criticas "por criticar" sem conseguir ou querer avaliar o real valor ou a realidade. Nao ha ética. Ha odios de estimaçao que sao criados pela inveja.

    Ver o Porto ganhar custa muito. Custa mais do que ver a economia afundar-se. Patético mas real.

    Essas capas de pasquinzeco, como a desse jornal sem qualidade que vira a favor do vento, de seu nome "O Jogo", demonstram por A+B que o Porto é ainda maior do que pensamos.

    Mesmo roubados quase todos os fins de semana e difamados de 2a a 6a, continuamos na frente. De facto Pinto da Costa é um mito.

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  17. Eu acho que a solução para este problema é tão simples que até tenho receio de estar a dizer um disparate do tamanho do mundo.
    O FCPorto, através do seu director de comunicação ou pela voz de um icon como o Victor Baía, deveriam estar constantemente a promover conferencias de imprensa para debater estas alarvidades.
    Ou podia, nas conferencias pré ou pós-jogo atirar estas farpas a quem possa enfiar o barrete.
    Porque raio este estupido silencio?
    Porque merda é que o Porto se resolveu calar e se enfiar num canto com orelhas de burro a assobiar para o lado a fingir que não se passa nada enquanto leva bofetada de tudo quanto e lado?
    Eu penso que a imprensa se apercebeu e se aproveita desta estúpida politica de silencio para achincalharem e dizerem o que querem e bem lhes apetece.
    A CULPA É DA SAD E DA SUA POLITICA DE DAR O CU E PEDIR POR MAIS!

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  18. Como estudante de jornalismo fico chocado como tudo aquilo que é ensinado aos futuros jornalistas deste país, ou seja a imparcialidade, a objectividade, a coerência e a veracidade, é posto em causa pelo jornalismo desportivo de uma forma gritante. Nesta área de informação nenhum destes valores importam e tudo é feito com o fanatismo que os jornalistas, em particular os que trabalham na edição dos jornais, transportam para as redacções.
    Depois há a desculpa de que determinadas capas de jornal são feitas a pensar no que mais vende porque de outra forma os jornais abririam falência. Mas então eu pergunto: será que, pelo menos, dividir uma capa com a vitória do FCP sobre o Arsenal e o regresso do Moretto à baliza não venderia mais do que uma manchete inteira com o guarda-redes do Benfica? É só mais um exemplo de que muitas vezes o fanatismo se sobrepõe à razão e até aos próprios lucros. Mas mesmo que fosse só por uma questão de vendas, aquilo que vende mais é que deve ser utilizado em detrimento da verdade? Ou seja o que interessa é vender mesmo que tenhamos de mentir descaradamente?

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  19. Eu já boicotei O Jogo. É um antro de mentiras como o Rascord e A Bolha.

    Espero bem que entrem em falência e rápido.

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  20. Eu não compro nenhum desportivo. Não dou dinheiro para esse peditório.
    O JN também está a passar para o centralismo, infelizmente.
    Se por cá se deixassemos todos de comprar, talvez aprendessem alguma coisa.
    Não faltará muito que nem as Tv portuguesas eu veja.

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  21. Depois de ler o comentário do amigo
    Zé Luis apeteceu-me acrescentar algo
    mais!Depois cheguei á conclusão que
    não valia a pena pois podia ser agredido selváticamente pelos restantes companheiros de bancada!
    Portanto só me resta dizer:Zé Luis,
    um grande bem haja!

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  22. Amigos, a verdade é que todos perdemos por haver uma Imprensa má. No Norte e no Porto, será uma lástima perder-se o JN e O Jogo. Será o fim da emancipação nortenha e de uma individualidade muito própria, antiga, muy nobre, sempre leal e invicta convicção de sermos diferentes, constatação histórica relatada por visitantes estrangeiros em séculos passados.

    Eu acho mais deletério o centralismo evocado/transmitido pelas tv's.

    O problema é que os jornais já não cumprem a sua vocação e raison d'être, dedicados à (sua) comunidade. Pensa-se como negócio, mas não o de jornais, apenas o de interesses do patrão por detrás dos jornais que detenha.

    Que sirva ao estudante de jornalismo Duarte Pernes.

    E anote, ele e todos, que ao boom da Imprensa Desportiva diária desde 1995, reparem que coincide com o início da hegemonia do FC Porto.

    E na saga do penta, até 1999, os desportivos venderam como nunca. Os 120 mil diários de venda de Record em 1997/98,no Verão, os 110 mil de média anual, estão agora no limiar dos 70 mil.

    Os êxitos do FC Porto não impediram as vendas dos jornais.

    Vale a pena pensar nisso, embora não seja o motivo do post.

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  23. Não completei sobre a Imprensa má e centrada em Lisboa, por motivo de negócio. Vai ficar formatada a visão única, centralista, de resto já evidente. A pluralidade desaparece, o poder toma conta da informação, o cretinismo actual está à vista e a mim fere-me muito, porque é a Imprensa e a presença dominante do Governo, depois da governamentalização da Justiça (lembro a nomeação de Pinto Monteiro para PGR, aqui evocada quando estourou o Apito Dourado e a saga persecutória que representou) agora inoperante, já desarmada no caso da Casa Pia e patética no Freeport, agora os investigadores querem investigar-se a si próprios pela investigação que não fizeram, tudo isto é triste e mata a democracia. A liberdade de Imprensa será o único garante de denúncia destas anormalidades, mas ela está tomada de assalto e, claro, só a custo se faz luz ou sol sobre algumas coisas. Enfim, o totalitarismo toma conta do País, já ocupou muitas consciências de serviçais do poder que, agora, estão em todo o lado, são "Prós&Prós".

    Custa-me mais falar disto do que dos penáltis e do futebol que é o que sempre foi mas não é o mais importante da vida quando esta nos escapa. Embora o caso do FC Porto conquistador nos anime já que à volta pouco há para festejar.

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  24. Façam como eu, não compro nenhum! Poupo o dinheirinho para pagar as quotas e ir ver jogos do Nosso Porto! Para me informar utilizo a internet e principalmente alguns blogs Portistas! Tenho muita pena que o JN esteja a ser centralizado, e agora? Que voz do Norte? Quem falará das injustiças? Dou o exemplo da segunda fase de expansão do Metro do Porto, muito importante para a mobilidade da Área Metropolitana do Porto. Isto está mal mas Nós Portistas, Portuenses, Nortenhos não nos curvaremos!

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  25. Zé Luís, a verdade é que também o facto de muitos dos jornais hoje venderem menos do que ha uns anos prende-se com a crise económica, que afecta todos, mas principalmente com o aparecimento da internet. De resto, alguns destes jornais apostam forte na elaboração dos seus sites.

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  26. Certo, Duarte Pernes, e a fome de bola o povão com 3 diários desportivos ajudou à festa. Mas os títulos do Porto não prejudicaram o negócio, pois não?

    A crise existe desde quando?Já agora, mas há crise? É que politicamente não parece, o Governo foge dela como o diabo da cruz.

    A internet já existia em 1995, os sites dos jornais não. Mas é a net que vai segurar o papel? Cebrian diz que não dentro de 10 anos. Teremos só net?

    Bom, para as notícias na hora, nadacomo a rádio. E osserviços 24h na tv.

    A net fica,´é hoje, o refúgio dos independentes, de uma opinião livre. Que foi esmagada na Imprensa. É que tema do post honestidade e verdade, haja decência.

    Se a net for o futuro para a formatação da informação, onde caberá a pluralidade?

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  27. Zé Luís,

    o teu artigo está magnifico. Tenho de concordar com o Rizzo da Rat - é tempo de as pessoas que gerem o FC Porto olharem para ti.

    És uma muralha na defesa dos interesses gerais do CLUBE, sempre com bom senso e memórias sempre despertas e pertinentes.

    Uma conferência de imprensa ou comunicado por semana, contigo ao leme, fariam mossa numa conjuntura em que somos dizimados nos media, na justiça, no poder político, nos cafés e ruas deste país. Os historiadores estão prontos para escrever para memória futura que o FCP dos anos 80-90 e primeira década do SEC XXI significa corrupção e maldade. E "nós" andamos a deixar que isso aconteça e não há "Labaredazinha" que consiga mudar isso.

    Faz falta uma voz de combate como a tua. Devo dizer que o teu "pseudo-anonimato" não te favorece nesse meu desejo. Sabemos bem que para ser convidado para essas funções tem que se lamber o rabo a muita gente - é um mal português.

    Mudando de assunto, aproveito para me retratar pela minha fraca participação no PdB mas já prometi ao incansável Zirtaev que vou voltar a ser mais activo.

    O teu comentário das 23h15 é mais do que o mote para o meu próximo texto.


    Um abraço à bancada.

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  28. "Uma conferência de imprensa ou comunicado por semana, contigo ao leme, fariam mossa".

    Miguel, se não as fazem é porque não querem. Não porque precisem de alguém. Então não há um director de comunicação? Houve sempre, dissimulado, mas houve.

    A estratégia do Porto é essa, acabou o ruído e só se sai a terreiro, em comunicado, quando se justifica e ha que pôr verdade os factos - veja-se o pertinente e esclarecedor comunicado.

    A questão é para que serve um dir. de comunicação, estando calado, escondido, mas a ordem é superior. Vale a pena ir para lá para isso?

    Nem imaginas, de resto, quem antes esteve apontado para o cargo... Era mesmo sinal de que não queriam alguém de jeito lá...

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  29. Zé Luís, na verdade não me surpreende o que escreves. E tens toda a razão em sublinhar que assim não vale a pena ir para lá. Não é para moço de recados que eu e outros te queremos lá.

    Abraço

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  30. sem quaisquer elementos de facto, mas tenho cá pra mim que a 2ª Feira deve ser o dia em que os jornais desportivos menos vendem.

    explicando:
    parece-me que essa coincidência entre aumento de vendas e hegemonia do FCP terá mais a ver com o facto de, a partir de então, esses jornalecos terem passado a dar mais ênfase a aspectos extra-futebol do que ao desporto em si.

    falo por mim, se por vezes compro jornais desportivos, mas nunca do "inimigo" :) até é no "defeso" pra saber quem entra e quem sai, porque quanto aos jogos em si prefiro vê-los pelos meus olhos do que pelos dos outros.

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  31. "essa coincidência entre aumento de vendas e hegemonia do FCP terá mais a ver com o facto de, a partir de então, esses jornalecos terem passado a dar mais ênfase a aspectos extra-futebol do que ao desporto em si".

    Nobigdeal, boa observação.

    Nem diria tanto aspectos extra-futebol, mas repare-se que as fotos de 1ª página deixaram de ser de lances de futebol, golos ou ocasiões de golo e passaram a ser de cabeças ou indivíduos que podem ser até de arquivo. Ou lances parados.

    É sintomático. O futebol deixou de existir nas 1ª páginas em fotografia.

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