04 maio 2009

A 3 pontos da festa

Marítimo 0-3 FCPorto
R. Meireles 3', Rolando 64' e T. Costa 83'Equipa: Helton, Fucile, Rolando, B. Alves, Cissokho, Fernando, R. Meireles (Guarin 21'), T. Costa, M. Gonzalez, Lisandro (Rabiola 87') e C. Rodriguez (E. Farias 84')

Já está marcada a semana da festa da conquista do Tetracampeonato. Para a semana temos mais um S. João antecipado, o tal S. João no mês de Maio que, pela 4ª vez consecutiva, a cidade do Porto terá oportunidade de viver com a alegria e euforia que estas festas nos habituaram. E motivo de regozijo a dobrar, a festa será feita na nossa própria casa.

Apenas faltará o dia, e que irónico seria se fossem o Leandro Lima e o Bruno Gama os marcadores dos golos da vitória do Vitória de Setúbal, frente ao Sporting, que dariam ao FCPorto a possibilidade de festejar o título no Hotel.

Num jogo onde o FCPorto começou a vencer mesmo sem jogar, em virtude da escorregadela do seu mais directo adversário na luta pelo título, a equipa de Jesualdo Ferreira entrou disposta a marcar cedo, com Farias no banco e Fucile na direita empurrando o argentino Tomás Costa para o meio campo, logo aos 2 minutos, na sequência de um canto, Bruno Alves remeteu a bola ao poste.

Após novo pontapé de canto, numa jogada de insistência, Raúl Meireles, surgindo do lado esquerdo, rematou colocado, embora Marcos não possa estar isento de culpas, inaugurando o marcador.

Se a equipa já tranquila estava, mais tranquila ficaria com um golo cedo, o jogo começava da melhor maneira, agora bastava tentar gerir o jogo da melhor maneira, com circulação de bola, tentando aproveitar os erros da equipa da Madeira e estando atento às movimentações atacantes do seu adversário para tentar não ser surpreendido.

O FCPorto começou a baixar a velocidade e o ritmo, aos 12 minutos Lisandro Lopez teve oportunidade para alargar a vantagem, aparecendo isolado frente a Marcos mas não conseguindo desfeitear o guarda-redes brasileiro.

Aos 20 minutos, a maior contrariedade na partida, Raul Meireles saía lesionado, dando lugar a Guarin, o português estava a ser, até ao momento, o portista mais esclarecido no meio campo, com a sua saída a equipa perdeu, naquele sector, um pouco de discernimento na altura do último passe.

O Marítimo, até ao intervalo, procurou reagir à desvantagem, mas não conseguia passar pela barreira defensiva portista, que, como toda a tranquilidade, fechava os caminhos da sua baliza, sendo que os maritimístas aproveitavam para rematarem de longe na tentativa de surpreender Hélton.

Embora com momentos de futebol confusos, de parte a parte, a partida tinha muito movimento, com equipas aguerridas, na busca da posse da bola, como FCPorto a jogar sempre tranquilo.

Na segunda parte, o Marítimo entrou determinado na busca do empate, aí o FCPorto teve a humildade e a força suficiente para se deixar ser dominado e para sofrer. A equipa da Madeira levou a que o FCPorto multiplicasse os cuidados defensivos, e também fez com que Hélton brilhasse, com destaque para uma grande defesa desviando a bola para a barra, num remate bem colocado de Marcinho, um jogador que gostava de seguir com mais atenção, pareceu-me um bom jogador tecnicamente, se bem que talvez seja ainda um pouco imatura tacticamente.

Mas, quando parecia que o golo do empate poderia estar bem perto, o FCPorto teve o condão de matar todas as esperanças maritimistas alargando a vantagem. Num livre apontado por Rodriguez, Rolando teve o engenho de desviar a bola do caminho de Marcos que, embora conseguisse tocar na bola, não a conseguiu desviar do caminho da baliza.

A partir daí, todo o domínio da partida, até então repartido, passou a ser, totalmente da equipa que está a um passo de ser Tetracampeã nacional. O FCPorto repôs o ritmo que lhe beneficiava, chamando o seu adversário para depois contra-atacar com ataques letais.

E foi isso que aconteceu aos 83 minutos, Mariano conduz a bola, entrega para Rodriguez que assiste Tomás Costa que, sem hipóteses para Marcos, empurra a bola para baliza, fazendo o resultado final, sem qualquer réstia de injustiça, embora um pouco com números exagerados.

Até ao final, tempo ainda para fazer jogar Rabiola e Ernesto Farías, nos lugares de Lisandro Lopez e Rodriguez, e para passar o tempo o mais entretido possível, circulando a bola da melhor maneira possível.

Se alguém tivesse dúvidas, o FCPorto confirmou, nesta jornada, que, por vezes, nem é preciso fazer muito para ganhar pontos aos seus rivais, eles próprios dão, constantemente, tiros nos pés, embora procurem esconder, dos seus adeptos, e da melhor maneira diga-se, já que os próprios adeptos são os primeiros a cair nas desculpas de mau perdedor dos seus responsáveis.

É a tal cultura de exigência portista, a cultura que faz do FCPorto vencedor e que faz com que uma equipa que, nesta época, esteve quase próxima do abismo, que quase chegou a bater no fundo, pudesse se erguer, identificar os próprios erros, não embarcando em desculpas, e, passo a passo, trilhou um caminho com um epílogo próximo e que nos vai levar à conquista do segundo Tetracampeonato da história portista.

15 comentários:

  1. Está perto o tetra, estou ainda desiludido por não ter podido ir aos barreiros, pela TV deu para perceber um azulão muito grande na bancada, cada vez mais Porto na Madeira. Não posso opinar sobre o jogo, só vi o resumo mas desde que o FCP ganhe estou sempre na boa. Agora é encher o Dragão e fazer a festa em todo o lado. Domingo saio cedo de casa vestido à Porto. Parabéns a todos quantos se sentem já campeões como eu.

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  2. Sentir campeões, sim. Se haverá festa? Depende. O Nacional é muito difícil de bater e se o meio-campo perder também Meireles talvez não haja capacidade necessária para impor o jogo e chegar à desejada vitória.

    Em condições normais, sim, a vitória seria mais possível na próxima jornada. Com as baixas recentes, cada jogo é mais complicado de desembrulhar.

    Ontem valeu o golo inicial de Meireles, para aliviar a tensão. Depois, apesar de alguns percalços normais para a "textura" deste meio-campo, a equipa esteve bem na maior parte do tempo, quer a sujeitar-se e a responder ao jogo de contacto físico do Marítimo, quer a sair a jogar com mais facilidade que o adversário.

    Rodriguez, tal como nos últimos dois desafios, voltou a falhar golos isolado e a tranquilidade podia ter chegado mais cedo, de facto. Mas num relvado sempre difícil (vide o 1º golo...), apesar de um colorido azul e branco impressionante nas bancadas (parabéns Madeira!), o FC Porto jogou com a seriedade, espírito colectivo (se faltam os craques, o colectivo nota-se mais) e competência habituais.

    Quando assim é, torna-se difícil impedir a progressão desta equipa.

    E esta progressão resultado do trabalho de toda a época e do plantel globalmente mais forte em relação à época passada que permitiu inserir cinco novos titulares e ter de reserva opções que agora colmatam as ausências dos indiscutíveis.

    Não é a mesma coisa, claro, mas o FC Porto não tem capacidade para apetrechar o banco como se fosse um segundo onze do mesmo nível. Porém, dá para as encomendas e este é, por isso, o triunfo da COMPETÊNCIA e seriedade com que se trabalha no FC Porto.

    Parece que uns coitados que destilam ódio, presunção e ressabiamento toda a época se dão conta disso. Como sempre, quando as faixas estão encomendadas.

    Chegam tarde, porque, relapsos, nunca aprendem.

    Em resumo: bom jogo do Porto, sofrido e combatido pelas circunstâncias da partida, falta uma vitória que pode chegar em qualquer altura mas o Nacional é mesmo bom.

    Gosto muito que Jesualdo lembre a necessidade de o FC Porto ganhar os últimos jogos que faltem.

    E estou ansiosos, ainda que pense que tal seja só após a final da Taça, por ouvir Jesualdo dizer o que nunca disse. E, já agora, ouvir também o excelente adjunto, que não precisa de ser escudeiro mas um auxiliar competente, que é José Gomes.

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  3. EU DOU A VIDA PARA SERES CAMPEÃO.............
    pelos vistos não vai ser preciso....

    15 anos e um titulo....que tristes os pardais

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  4. é pena o jogo com o Nacional não ser mais tarde, para os deixar chegar ao terceiro lugar...Assim, não pode ser.

    rapaziada, eu que nasci no ano de calabote, cada campeonato que vem é a alma que rejuvenesce...

    A campanha montada em especial este ano tem sido tão porca, tão rasteira, que cada vitória sabe bem duas vezes: por se ganhar, e por pisar a arrogância dos rasteirinhos.

    Cá por baixo, os gajos nem piam...

    Hoje de manhã, como sempre, na pastelaria do costume pedi em voz bem alta "um cimbalino"... ninguém respondeu, só o empregado que é sportinguista me piscou o olho...

    Abraço a todos os portistas, em especial aos que vivem em Lisboa.

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  5. Domingo vamos encher o dragão e com a nossa ajuda vamos embalar o FCP a mais uma vitoria e a festa do tetra será fantástica

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  6. Passado mais um fim-de-semana desportivo (igual a tantos outros), podem os “aziados” do costume continuar a debitar “fel” por todos os poros, trazendo à baila temas já gastos e mais que rompidos de arbitragens, de apitos, de envelopes e outros acessórios, mas jamais poderão contornar a mais óbvia e cruel das realidades, porque essa, por mais que lhes doa e custe a engolir (e acedito que deve custar mas de que maneira, ai não, que não!), coloca o FC Porto novamente na rota de mais um título, de mais um campeonato, de mais um TETRAcampeonato!!!

    Se entre “nós”, e perante as recentes lesões de Lucho e Hulk para o que restava ainda da temporada, ambas consecutivas e numa fase crucial do campeonato em que muito estaria ainda por decidir, se instalou um leve sensação de dúvida quanto às soluções de banco para colmatar estas ausências de peso, o FC Porto, como em tantas e tantas outras, limitou-se a reagir à “campeão”, mesmo ainda ontem, tendo-se visto privado de Raul Meireles bem cedo no jogo, por lesão. Mesmo assim, e perante mais uma adversidade, não se limitou a ganhar, como ainda goleou, mostrando um “estofo” bem acima de qualquer um dos seus mais directos adversários.

    Se há coisa que é unânime neste país de invejosos, ridículos e medíocres, é o facto do FC Porto ser de longe, o melhor e mais bem preparado clube em PORTOgal, onde todos, à excepção de nós próprios, é claro, têm sempre que encontrar “mil e uma desculpas", ou melhor dizendo, mentiras, por mais esfarrapadas que sejam (e são-no!), para se justificar perante os seus adeptos carneiros e seguidistas, o facto de não conseguirem ser melhores que nós, nem tão pouco sequer aproximar-se, quanto mais igualar. Vejam as capas da imprensa “desportiva” de hoje, e confirmem com os vossos próprios olhos a “azia” que por essas bandas impera, faz doutrina e demonstra a "filha-da-putice intelectual" que reina e grassa naquelas redações que se encontram assaltadas por tudo quando é afilhado de "manhosos", de "cartaxanas", de "delgados", de "farinhas" e outros que tais. [para todos vocês, cambada de FDP, apenas vos desejo uma coisa: que assim continuem por muitos e longos anos a assistir às nossas Bitórias, às nossas conquistas, às nossas glórias, ao nosso sucesso... porque a "lei da vida", essa, para nosso gáudio, na hora certa, haverá de fazer justiça pelas próprias mãos... nós? cá estaremos para assistir e festejar o "enterro" do morto!!]

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  7. Sai um Cimbalino e um Fino!!!!!! Estamos todos de parabéns, todo o mundo azul e branco!!!! Mas a malta de Lisboa... Ai senhor o que nós sofremos!!!!! Mesmo no meio da corja, segunda venho todo de azul e branco para ver o que me dizem, somos corruptos porque sim, mas vamos andando e para o ano, Marco Historico passamos a ser o clube português com mais titulos na historia!
    Abração a toda a bancada que acreditem ou não, quando precisei foi o meu baluarte nos duros meses de Outubro e Novembro!

    Amo-vos Malta!

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  8. Cimbalino e finos ... Viva a pronúncia do Norte...
    Sei bem o que é estar fora do Porto - dois anos em Castelo de Vide - e ter de aturar as bocas sobretudo dos lampiões apesar das vitórias esmagadoras do FC Porto - tempo do Artur Jorge - nunca reconhecidas.
    Rumo ao Tetra, as tretas ficam para os invejosos do nosso querer, valor, organização, tanto melhores quanto mais nos atacam.
    As capas dos pasquins mais uma vez dão hoje essa ideia.
    Mas realmente, as nossas vitórias constantes já não são novidade...

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  9. Tanto dia de Reys e sobraram 2 dias de S.João!

    TETRA

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  10. Já não bastava termos de levar sistematicamente com os comentadores de meia tigela que destilam ódio ao FCP, que veem sempre algo de anromal nas nossas conquistas, que não querem ver o óbvio, estaremos atentos a outra campanha suja que se aproxima sempre que a segunda circular claudica. Alguém reparou nos comentários feitos na SIC após a derrota galinácea na choupana ? como levaram outra vez nas trombas e o zportem não ganhou e ainda deu um péssimo recital de futebol, `toca a dizer que o futebol Português está doente, podre, incomparável a outros campeonatos europeus, que isto não vai lá etc etc. Cobardemente não conseguem dar destaque a quem vence, preferem o derrotismo típico de Lisboa, é o queixume instalado e a tentar mais uma vez ignorar que há uma equipa que joga em grande nível e acima de tudo vai papar o 4º CAMPEOANTO CONSECUTIVO, como se isso fosse uma banalidade. Por isso em cada canto, num qualquer lugar deste país, num qualquer lugar do mundo onde haja um portista vamos gritar bem alto TETRA, DEIXEM PASSAR O TETRA, hoje mesmo já repeti montes de vezes no café da esquina, OLHA O TETRA, DEIXA PASSAR O TETRA, uns ficam mudos outros continuam calados, mas eu tou de peito feito.

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  11. Carneiro,
    retribuo o abraço !

    Estamos quase mas ainda não somos CAMPEÕES.

    1º ganhar ao Nacional e depois venha a festa.

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  12. Vitória importante, quase decisiva, no caminho firme para o Tetra.

    O jogo não foi tão simples como o resultado pode sugerir.

    O golo cedo tranquilizou a equipa que pôde gerir, controlar e mais tarde matar o jogo com mais dois golos.

    Destaque para a segurança defensiva, com Helton, Rolando e Bruno Alves imperiais, mas debilidade nas transições ofensivas e alguma precipitação na finalização. Não fora isso e o resultado poderia ter sido alargado já na primeira parte.

    Boa réplica do Marítimo, como se esperava, que mostrou qualidade de passe e troca de bola. Criou alguns lances para golo, não concretizados, valorizando o triunfo portista.

    Para vencermos o Nacional no Dragão, teremos de ter ainda mais qualidade e eficácia.

    O Tetra pode acontecer já na próxima semana.

    Um abraço

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  13. O Tetra está quase ao virar da esquina...

    A cereja no tôpo do bolo azul e branco, seria vermos a imprensa ordinária de Lisboa completamente falida! Eu já estou a dar o meu contributo, não gastando um cêntimo para os ler, que é como quem diz, para os "sustentar" ...

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  14. Já ninguém se lembra do campeão do Inverno quando nem ao Inverno tínhamos chegado?

    Em Dezembro, fiquei convencido que esse era o título mais importante do futebol português. Agora, dizem-me que o verdadeiro campeão é o tetracampeão e o outro é insultado pelos próprios adeptos.

    Já não percebo nada disto.

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  15. Ora Rui Valente, assim é que é!

    Eu, que vivo em Lisboa, nunca compro esses pasquins da treta (o chamado 'jornalismo de sargeta' no seu explendor) há muitos, muitos anos, e, agora, mesmo o Jogo, só por causa de alguns dos seus jornalistas/colunistas é que compro, normalmente pelos fins de semana e dias especiais, porque com tadeias e tais...

    As novas tecnologias também ajudam. Força no boicote!

    E viva a Tetra, como quem diz, a véspera do Penta, porque tenho cá um palpite que para o ano vamos ter o "Professor do Penta".

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