29 abril 2009

O autocarro chamado personalidade (*)

e as banalidades debitadas na televisão

A propósito das meias-finais da Champions e dos clássicos no Dragão, um repto aos adeptos e aos portistas que criticaram a sua equipa

Não resisto a repetir o título do post que fiz posterior ao Porto-Benfica de Fevereiro e que, basicamente, foi um jogo decalcado na visita seguinte do Sporting ao Dragão. A mim não me repugna nada que as equipas joguem à defesa: até me lembro que o Artur Jorge fez um jogo retranqueiro para o FC Porto eliminar o Ajax de Cruijff na Taça dos Campeões em 1985, com 2-0 nas Antas e um jogo defensivo que exasperou os holandeses. Como sabem, não sou de modas, nem em qualificar os jogos, os seus intervenientes e as tácticas, nem sou de modas sobre as ditas. As equipas têm legitimidade para aplicar as suas estratégias e tácticas. Quem está de fora deve apenas apontar se gostou ou não e qualificar o que viu sem subterfúgios, figuras de retórica, expressões politicamente correctas ou um léxico mais vulgar de frases feitas com que não se quer ferir susceptibilidades mas no fim de contas mete nojo. Pode-se interpretar e explicar porque se jogou à defesa, mas não incensar o facto, quando o futebol é um jogo de ataque que pode ser, pontualmente, sacrificado à necessidade de se obter um resultado apropriado para uma ocasião. Custa muito admitir isso?

Isto a propósito do Barcelona-Chelsea, que desiludiu muita gente mas eu, sem deixar de repudiar o jogo “italiano” dos ingleses, aceito como “normal”. O repúdio por esta atitude não o calo, independentemente dos valores, incontestáveis, em presença. É claro que tentar ganhar serve-se de muitas maneiras e se Drogba tem aproveitado o erro de Piqué num atraso mal medido e a dupla oportunidade de bater Valdez, o Chelsea teria ganho. Devo acrescentar, ainda, que se acho Capello o melhor treinador de todos, Hiddink não lhe fica atrás e Guardiola, se confirmar os títulos, virá logo a seguir.

Parece que muita gente, as virgens ofendidas do costume, se indignaram com o autocarro inglês. Até num blog político, que aprecio, mereceu um post e a alusão ao autocarro, com o emblema do Chelsea.

Eu gostava é que muita gente se indignasse de cada vez que uma equipa jogue à retranca. Não é consequente com críticas posteriores que se façam mesmo se tal equipa passe a jogar ao ataque outra vez. Como digo, uma estratégia defensiva para um jogo é aceitável, não é uma tendência.

E sei o que a Imprensa Desportiva do “porreiro, pá” nacional escreveria se o autocarro fosse, por exemplo, azul-e-branco. Sabe-se como o FC Porto foi “humilhado” pelo Arsenal em Londres (4-0), mas o Sporting não nos dois jogos com o Bayern. Ainda agora percebi pelo Dragão Vila Pouca que JM Delgado falou em “humilhação” o FC Porto perder 2-1 na Reboleira, num jogo que merecia ter ganho mas não impediu a sua qualificação para o Jamor.

A este jornalismo de sarjeta junta-se o comodismo palavroso dos comentaristas na tv. Tal como reduzo substancialmente o som da tv durante os jogos, tenho resistido imenso a pessoalizar as questões, apesar de volta e meia ler por aí o que se diz e escreve de tipos como António Tadeia e Luís Freitas Lobo, implicados nos jogos transmitidos em directo. O primeiro tenta perceber um jogo sem conseguir transmitir a ideia correcta sobre ele e ainda há dias ouvi de um puto de 12 anos, no Portugal Profundo aldeão, que Tadeia não percebe um corno de futebol, o que também acho e o moço nem sequer lê as contradições no discurso escrito dele; o segundo não só percebe o jogo - até parece o único que o decidiria por si próprio e debita em excesso um palavreado que roça o idiotismo, o Gabriel Alves moderno, com mais léxico e primor linguístico fruto de uma frequência académica não concluída (advocacia, contam-me).

LFL acabou praticamente o Barça-Chelsea a dizer que a boa organização defensiva dos ingleses, que não lhe repugnará o modo mas sim o termo “autocarro” a utilizar, impediu o Barça de jogar e ganhar. Foi-o, de facto, em 95% do tempo de jogo, mas o Barça quase podia ter goleado se aproveitasse três jogadas nos minutos finais. O que seria prémio justo para a sua perseverança, em vão, e castigaria a velha táctica de jogar para o empate.

Este LFL foi aquele que usou a expressão “personalidade” para “defender” a versão utilitária e cínica do Benfica no Dragão. Eu chamei-lhe “autocarro” e parece que, no Portugal de 35 anos pós-Abril, há medo de criticar instituições: vende-se uma ilusão como se vendem marcas procurando atingir uma faixa de mercado.

Sei, portanto, o que a generalidade dos demenciais jornalistas e críticos de futebol cá da parvónia escreveram ou escreveriam consoante a cor do “autocarro”.

Mas lembrando-me das críticas, algumas ferozes, de adeptos portistas à sua equipa, incapaz de ganhar a Benfica e Sporting em casa face à postura defensiva dos visitantes, gostaria de saber como interpretaram:
- a atitude do Chelsea
- a “incapacidade” do Barcelona.
Porque o que o jogo mostrou, sem ser cópia para o futuro mas apenas um modelo pontual face à estratégia de 180 minutos necessários para aceder à final europeia mais desejada, foi que mesmo os melhores do mundo bloquearam face ao muro, Messi e Henry mal tiveram ocasião de rematar, mesmo Drogba isolou-se e não marcou em duas tentativas na mesma jogada e Eto’o ainda furou mas também falhou.

Serve isto para “dizer mal” de quem já mostrou categoria ímpar? Não, constata-se o facto e passa-se à frente. Mas deve dizer-se mal, fundamentadamente, sobre atitudes persistentes e negativas face ao jogo, sob pena de, pela via da qualidade do espectáculo, desagradar aos adeptos, conhecedores de a tendência ser esta e extensiva a muitas equipas mas, não sendo a nossa, sem terem a exigência de “pedir” mais e melhor futebol dos seus intérpretes: treinadores e jogadores.

Achei exageradas e mal dirigidas as críticas da bancada ao FC Porto porque não conseguiu superar o defensivismo de Benfica e Sporting no Dragão. Serviu para dizer mal dos jogadores, penalizando quem tentou atacar e atenuando as responsabilidades de quem só quis defender o pontito. Aliás, toquei no ponto outra vez a propósito do Académica-FC Porto, pela condescendência com os academistas.

Agora digam mal de Messi e de Henry, como disseram de Hulk e de Lucho.

p.s. – É irónico que nas meias da Champions, para já, valeu o golo de O’Shea, que não é dotado tecnicamente mas é muito utilizado, e em várias posições, no M. United. O O’Shea, precisamente, que foi massacrado pelo iluminado Lobo na eliminatória com o FC Porto, como se não seja um pilar defensivo dos red devils e o criador, aliás, do golo de Scholes no famoso 1-1 de 2004, pois foi de O’Shea o cruzamento da direita.

66 comentários:

  1. Zé Luís :

    Se não tens toda a razão...andas lá muito perto !

    É só a minha opinião.

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  2. Para os comentocratas, qualquer derrota do FC Porto é considerada humilhação, pois deste clube magnifico não esperam senão vitórias esmagadoras! Apenas temos deveres, obrigações e responsabilidades. Somos filhos de um Deus menor...

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  3. Zé Luís, eu critiquei o modo de jogar da nossa equipa mais no jogo da Luz do que nos jogos no Dragão, quer contra o Benfica quer contra o Sporting.
    E critiquei, porque me pareceu que o Benfica estava em coma, especialmente na segunda parte, com os jogadores a arrastarem-se de forma lamentável e alguns a saírem completamente exaustos e incapazes de continuarem no relvado...Visto à distância, esse jogo marcou o Campeonato, porque nunca senti como nesse, ser um jogo de resolução tão fácil...Mas isso sou eu a pensar...O que eu amadureci a partir daí, foi a ideia de que os três grandes se especializaram em jogar em sistemas de contra ataque, diversos entre si até por influência dos seus executantes, mas muito semelhantes nos princípios propostos. E os resultados estão à vista, o Porto teve mais facilidade em pontuar fora que em casa e os seus antagonistas -com o Benfica um pouco mais atrás, em termos de possibilidades, facto bem evidenciado na Luz- a imitarem-no nesta matéria...Não queria antecipar, mas parece-me que este fim-de-semana será um período crucial...Jogam os três fora, curiosamente dois na Madeira e o jogo de Coimbra não vai ser nada fácil...O Domingos tem nas mãos o Campeonato!
    -Não devia dizer nada para não sobrecarregar negativamente o seu espírito, espero que ele não venha aqui e o leia, no entanto estou convicto, que independentemente dos seus afazeres, ele tem a perfeita noção disso!...Se o Sporting escorregar, o Porto tem o caminho completamente aberto para o Tetra.
    Relativamente aos jogos menos conseguidos dos semi-Finalistas da Champions, apenas reafirmam o que eu supunha, é sempre difícil jogar em casa especialmente contra equipas bem apetrechadas e impregnadas de algum pragmatismo...O Chelsea foi pragmático, o Arsenal quase que foi obrigado a sê-lo!
    Em contrapartida, os seus antagonistas, desperdiçaram boas ocasiões de se sentirem cómodos na jornada seguinte, talvez mais afectados os Catalães, por não terem desenvolvido um jogo consentâneo com as suas propaladas possibilidades...Mas nisto de Futebol tudo é possível, fora pode acontecer que o Barcelona se sinta melhor e o seu Futebol flua melhor.
    Quanto ao Arsenal, não acredito tanto.Se fosse em Liverpool outro galo cantaria.
    Relativamente ao nosso Porto, espero que o mestre não invente e coloque uma equipa coesa na Madeira, não alterando na defesa e faça um meio-campo inteligente com Fernando, Raul Meireles, Mariano ou Tomás Costa e Cristhian Rodriguez...Na frente Lisandro e Farias, ou Lisandro e Rodriguez...Como alternativas Tarik, Fucile, Stepanov, Rabiola e Andrés Madrid.

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  4. "...O presidente da Comissão Disciplinar revelou, esta quarta-feira, que a Liga Portuguesa de Futebol Profissional não instaurou um processo sumaríssimo a Paulo Bento, porque o árbitro observou a reacção do treinador do Sporting e a omitiu no relatório.

    Ricardo Costa lembrou que "o requisito fundamental do processo sumaríssimo é que o árbitro não veja e não avalie a conduta", o que não aconteceu no caso da expulsão de Paulo Bento, no jogo Vitória de Guimarães-Sporting (1-2), da 25ª jornada do campeonato.

    "Naquele caso podia-se colocar a hipótese de dizermos que é uma conduta extraordinariamente grave e partir para um sumaríssimo. Mas vamos ver a imagem e vemos que ele (árbitro) está a avaliar a reacção" de Paulo Bento após a expulsão, explicou Ricardo Costa..."


    ?????????

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  5. Zé, o atraso foi do malogrado Marquez. Piqué vinha a correr pelo centro.

    Ja tinha deixado um comentario sobre o massacre/roubalheira de Barcelona.
    Resultado encomendado quanto possivel. E foi possivel dada a falta de sorte e excesso de betao.

    Falta de sorte e falta de experiencia teve também o Porto com o autocarro galinaceo. Jogadores muito novos a quem o primeiro classico fez tremer. Isso e um pénaltie e uma expulsao perdoados em 5 minutos que dariam uma vitoria certa ao Porto.

    O jogo com o Sporting viu um arbitro permissivo perante a violencia do Sporting. Violencia que nao pode utilizar na Europa e que explica os humilhantes (esses sim humilhantes) 12-1. Mas nesse jogo o Porto teve a sua quota parte de culpa. A equipa estava mal arrumada ofensivamente. Um desiquilibrio que de tao evidente foi o mote para o resto da época. Mas mais do mesmo, roubalheira.

    O futebol do Chelsea foi o possivel dada a diferença de técnica e capacidade de conduçao de bola entre as duas equipas. O Barcelona é imensamente superior.

    O mesmo se passou no Dragao com os autocarros. Os adversarios sabendo da sua inferioridade, defenderam como puderam, demonstrando precisamente a sua inferioridade. Foram "bajulados" pela costumeira miseravel comunicaçao social. Tudo normal.

    So uma nota final para o jogo em casa com o Manchester. Sucedeu precisamente o mesmo do jogo com as galinhas. Inexperiencia. 30 minutos iniciais em que a bola queimou e em que os putos nao souberam responder a uma pressao "feita" para homens. Como é natural.

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  6. Soren- concordo a 100%, o porto em manchester concedendo a bola ao manchester teve inúmeros lances de golo criados não por um mau atraso (chelsea em camp nou)ou uma bola parada (benfica no dragão) mas sim pelos movimentos rápidos até à area adversária após a recuperação da bola, um tipo de jogada clássica do porto de jesualdo na liga dos campeões.
    o chelsea tinha 5 médios atrás do grande circulo com bola (malouda subia) e 7 sem ela (malouda e o drogba recuavam)
    o barça só não ganhou por azar- eto'o, krkic, henry o penalty por marcar...

    irrita é a mudança de linguagem, enves de autocarro chamarem "maturidade táctica" ou personalidade defensiva, mudando consoante o opositor, referenciada como uma atitude positiva contra nós como foi nos jogos citados, mas contra os mesmos - sporting e benfica- uma atitude de anti jogo deplorável.
    o LFL não comenta o jogo, fala durante todo o jogo, moldando a acção como se fosse sempre fruto da sua análise
    é cansativo.

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  7. Ze,

    Primeiro concordo 100% com a analise sobre os nossos comentadores e o "colorir" dos seus comentarios...

    Mas discordo quando diz mal dos adeptos portistas que criticaram os empates caseiros... Eu tambem disse mal do Barcelona, porque, exactamente como o Porto contra o Setubal, Academica ou contra os nabos da segunda circular, o Barcelona nao rematou!!!! Com jogadores com um pouco de espaco em cima da linha de grande area em posicao frontal, sistematicamente tentavam jogar como "iluminados" e isolar um companheiro em vez de rematar a baliza... o Lucho (nosso pior exemplo deste comportamento) nao faria melhor ou pior que Messi e Ca.
    As vezes parece que os nossos jogadores tem premios mais altos por assistencias do que por golos....

    A outra critica que eu fiz ao Porto nao posso fazer ao Barcelona - esta foi de deixar defesas sem ninguem para marcar - no caso do Barcelona tinham Drogba para marcar que e um caso serio e prende no minimo dois jogadores... No caso do Porto os nossos dois/tres defesas sempre bem dentro do nosso meio-campo deviam estar a marcar o Helton, ja que ele de vez em quando passa-se.....

    De qualquer modo, boa cronica, bem escrita como ja nos habituou!!

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  8. Não sei se é coincidência, mas, o Evangelista, Presidente do Sindicato dos Jogadores, visitou ontem a Trofa e esteve em confraternização com os respectivos jogadores.
    Sabendo-se que o Trofense joga na próxima semana com o SLB e que este senhor decretou greves aos jogadores do Setúbal e do Estrela nas semanas que antecederam os jogos com o seu SLB, não será caso para a senhora procuradora especial, Maria José Morgado, investigar???

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  9. HUGO SOUSA em O JOGO

    "Mais do que os resultados, mas sem os desconsiderar, mais do que os jogadores que ajudou a valorizar, mas sem os esquecer, uma coisa que realmente sobressai na caminhada de Jesualdo em relação à de outros treinadores que também ganharam e formaram jogadores no FC Porto é a quantidade de rótulos que foi descolando: começou com o rótulo de benfiquista, prosseguiu com o de treinador defensivo, depois houve o rótulo de não passar dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Por cada camada da cebola que se foi descascando, renovou-se a desconfiança. E é também isso - mais do que o tabu em si, que desconfio não passar de folclore - que justifica a curiosidade de rever essa matéria junto dos adeptos. No fundo, é um convite a ler as duas páginas aqui em baixo. À boleia do contrato, chegou-se a uma espécie de acto de contrição. Há quem se penitencie com humor, mas há também, tomando a liberdade de interpretar o que disse Pôncio Monteiro, uma mensagem do género: "Professor, veja lá se não se esquece de descolar um rótulo que falta, o de não ganhar finais". Da Taça..."

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  10. Desde que o árbitro veja e não escreva no relatório, o paulo 1-12 bento nunca poderá ser castigado.

    Isto quer dizer que se o paulo 1-12 bento chamar o árbitro, apontar-lhe uma pistola à testa e lhe der um tiro. Como o árbitro não vai poder escrever no relatório porque está morto e nas imagens se vê claramente que o árbitro viu o paulo 1-12 bento a dar-lhe um tiro, então a comichão de disciplina da liga não poderá castigar o treinador do sporting.

    Não está mal pensado, não senhor.

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  11. «Raul Meireles e o F. C. Porto chegaram a acordo para a renovação do contrato até 2013.

    O médio já estava vinculado até 2012 e viu acrescida a ligação por mais uma época, mediante o novo compromisso, ontem assinado.»

    In JN

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  12. Zé Luís,

    eu mantenho as criticas que fiz após os jogos em casa contra os rivais. Nenhum treinador quis ganhar, Jesualdo incluído. Só com muita imaginação se pode comparar esses jogos ao Barça - Chelski. O Barça teve a mesma atitude que tem contra qualquer outro adversário, terminou o jogo com 65% da posse de bola. Quase toda no meio campo dos ingleses. Não marcou por causa do autocarro, mas fez muito mais por isso do que o Porto frente a SLB ou SCP, onde não pressionámos minimamente os adversários. Não me recordo de uma defesa dos GR deles. Faltou ambição a Jesualdo, como se pode ver pelo facto de só ter metido um ponta-de-lança nos últimos 5 minutos de ambos os jogos.

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  13. Não acho que deva ser criticada a forma como as equipas jogam, cada um tem as suas armas. Como vimos no jogo Barça x Chelsea, até as maiores equipas do Mundo jogam para defender quando assim é necessário, e cabe ás outras equipas jogarem bem, para ultrapassar as dificuldades. Já se sabe que não é fácil, mas pode-se conseguir. Ainda na ultima jornada do F.C. Porto levou com um autocarro com atrelado, e lá conseguiu ganhar, há que ser eficaz nas poucas oportunidades que aparecem. Jogar á defesa também é saber jogar. Quando fomos campeões europeus em 2004 éramos tudo menos uma equipa ofensiva.
    Acho que é evidente que para uma equipa ter sucesso, primeiro tem que saber defender bem, depois ter jogadores na frente capazes de fazer a diferença.

    Cumprimentos.

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  14. Em relação ao Luis Freitas Lobo discordo totalmente...Muita gente não gosta dele porque não entende o que ele diz e o seu estilo de análise.
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    Mas que Luis Freitas de Lobo é o único analista de futebol,alguém que se dedica a estudar e a decifrar o jogo,a saber observa-lo e discuti-lo na sua essência isso é um facto...
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    Comentadores temos muitos:Rui Sants,Tadeias etc,mas analistas do futebol,alguém que de forma desapaixonada discuta o jogo e seja apaixonado por ele e o estude,apenas o Luis Freitas Lobo que é de longe o melhor.
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    .Ém Espanha o normal é os programas que se dedicam ao futebol ter gente como ele,que sabem tudo de todos os campeonatos e que discutem o jogo de forma elevada.
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    Há quem continue a achar que o jogo é igual há 50 anos e que não exista ciência nenhuma no futebol...Prova disso é Mourinho e esta nova escola que estudou o jogo e que são a vanguarda na metodologia de treino e sistematização táctica.
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    Havia gente que nem a diferença sabia entre um sistema e um modelo de jogo,e se ouvem o Luís a falar disso dizem logo que são balelas.Mas não são.Se estudassem o jogo,estudar a sério não apenas ver por ver, perceberiam que o léxico utilizado pelo Luis Freitas Lobo é o normal e corrente por quem se dedica a estudar o jogo
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    Bem maais nteressante que ouvir Jorges Jesus no fiel porreirismo empírico que dizem que inventaram a defesa á zona...

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  15. Zé,costumas ver os jogos do Manchester?Eu vejo todos.É a equipa que mais simpatizo fora de Portugal.
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    ..E o O Shea é um jogador esforçado pau para toda a obra mas é claramente de longe o pior jogador do Manchester United.
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    Não foi só o Luis que achou isso,os próprios adeptos do Manchester acham isso,toda a imprensa acha isso e toda a gente que veja futebol e acompanhe os jogos do Manchester sabe disso.
    ..
    Fraquíssimo tecnicamente,com deficiências no posicionamento e nos duelos do um para um.Mas é um jogador que Ferguson gosta,porque dá tudo em campo mesmo que não seja muito,mas nao se importa de jogar em qualquer lado do campo e dá o seu melhor em prol do colectivo.
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    .Nao é por marcar um golo que o O Shea passou a ser um grande jogador.Ele é o jogador mais fraco de todo o plantel do Manchester United.

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  16. Concordo em absoluto com o Aristodemos. O FCP contra o Sporting e o Benfica não fez nem de perto nem de longe o mesmo que o Barcelona fez frente ao Chelsea.

    Cumprimentos portistas.

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  17. Bom, não há dúvida que o LFL sabe muita teoria. Bem-falante como convém, tipo Joaquim Rita. Falam muito. Dissertam muito. Fazem passar a ideia que percebem muito do assunto e sabem do que estão a falar.

    E aplicar toda essa teoria na prática? Pôr à prova toda essa teoria? Não?

    Quando lhe perguntam porque não quer ser treinador, aplicar todos os conhecimentos. Responde que só o jogo lhe encanta. Não lhe fascina os treinos, a parte prática.

    O LFL faz-me lembrar aqueles analistas de sexo. Sabem tudo. Já leram o Kama Sutra de trás para a frente, de frente para trás centenas de vezes. Sabem as posições todas. Sabem todos os procedimentos. Já viram milhares de filmes pornográficos. Sabem todas as terminologias correctas. Tudo. São autênticos gurus.

    Mas quando lhe perguntam se já fod**** alguma vez, respondem que ainda são virgens. Só se interessam pelo sexo como base de estudo. Não se fascinam pela prática.

    Tudo teoria, nada de prática.

    Isto faz-vos lembrar o LFL? Pois.

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  18. Blue World, fazes-me rir :)

    Ricardo, uma das razoes que eu estou farto to LFL e que ele nao analisa, o que ele faz e comparar as equipas em jogo com a sua propria idea do que deve ser uma equipa... o grave problema e que ha demasiadas vezes em que essas ideas nao sao as melhores. As ideas de LFL resumem-se rapidamente em:
    1- so com 4 medios se pode ter bons desempenhos internacionais...
    2- o medio defensivo (pivot, nao trinco ;) ) tem a posicao mais importante da equipa
    3- Se as duas acima nao se provarem verdadeiras entao foi por azar, cansaco, etc....

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  19. O que não faltam no "futebol"... são papagaios. Falam, falam, falam, mas nada dizem. Este LFL, é só mais um que por ali anda.

    E assim, de teoria em teoria, até cansam... e se tornam incomodativas ouvi-los falar, a tantas páginas, que já ninguém os ouve, senão a eles próprios.

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  20. Confesso que a mim também me cansa ouvir LFL ou António Tadeia. Não contesto o seu conhecimento. Naturalmente, imagino que estudem muito, leiam e analisem jogos. Calculo que seja essa a sua actividade profissional.

    Mas o discurso, parece-me, é demasiado teórico. Por vezes parece totalmente cientifico, sem imprevisibilidade. Tal como o Hymne disse, dá a impressão que o jogo se desenrola de acordo as previsões que se vão alterando à medida do jogo. Não se prevê o inesperado: a grande magia do jogo. Evidente, quem joga melhor tem mais chances de ganhar, mas isso nunca é uma certeza.

    O discurso é resultadista, ou seja, molda-se de acordo com o resultado actual, mesmo que o jogo esteja em 1-0 com um golo caído do céu.

    Não contesto o saber, contesto a utilidade. Não a utilidade que explica correctamente a mecânica do jogo, mas a utilidade para o telespectador que apenas assiste a um jogo pela televisão. Em que muitas vezes a paixão é tanta que a racionalidade até irrita.

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  21. Blue word isso não tem lógica nenhuma...
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    O Luis Freitas Lobo nunca disse que era treinador.Ele até nem critica muito os treinadores.O que ele tenta é explnar as opções e como é óbvio por vezes dá a entender o que ele acha melhor ou pior consoante a forma como ele vê o jogo.
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    S~enão agora quem for analista político devia ir para primeiro ministro,quem for professor de crimminologia e se dedicar ao estudo do fenomeno devia ser ou delinquente ou polícia...
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    Mas é um analista,estuda futebol,sabe muito sobtre o jogo,e não precisa de ser treinador para o saber,basta estuda-lo como ele o faz.Reportando ao que é a história do jogo e o seu desenvolvimento e estudando as diferentes escolas e concepções do jogo.
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    Ele teoriza o jogo??Claro!!!Ele é um analista.A parte do aplicar conhecimentos de treino cabe aos treinadores.A um analista cabe analisar,explicar,desmantelar o jogo,na sua essência,dando dados objectivos e procurando explicar o que se passou em campo,para além do simples um marcou mais golos outro não.
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    Agora se o zé povinho prefere discursos pouplaruchos sem qualquer tipo de substância e em que não se pense o jogo de forma séria,aí acho que então Scolari deve ser um grande entendedor do jogo.
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    Vocabulário simples "vamu chutar mais no gol" . Mas que o jogo há muito que é estudado e como em tudo tem ciência envolvido e foi esse desenvolvimento que desencadeou as mudanças tácticas,a melhor prepraração individual e colectiva isso não há dúvidas...
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    Luis Freitas Lobo é o único analista em Portugal sobre futebol.ùico.O resto são comentadores...Essses sim comentam na base do imediatismo do resultado,se ganha bom se perde mau e não sabem explicar o jogo porque nunca o estudaram,nunca se dedicaram a ele,a aprender as diferentes doutrinas, não sabem diferencias sistema de modelo sequer.
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    Vão aqui ao lado a Espanha e vêm muitos programas que se fala de facto de futebol,da paixão pelo jogo e com gente que se dedica a discuti-lo na sua essência,tecnica e tacticamente e não a falar em árbitragens e em chavões do século passado...
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    Vêm um Valdano,um Maldini, Ruben Uría e sentem que ali discute-se o jogo.A paixão é pelo jogo.
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    Em Portugal isso seria visto como terem a mania que são intelectuais e que deviam era ter um discursso mais popularucho po povão entender.
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    A população também se educa.Se o povao gosta muito de novelas,não é pq novela tenha a densidade e a qualidade de outros formatos,é simplesmente porque comem e se habituam ao que lhes dão.
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    Tal como não se vai ao teatro porque não se estimula a que se aprecia o teatro nem há oferta.
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    A mesma coisa em relação aos comentadores desportivos...Em Portugal habituou-se a que bom bom era ver cineastas,economistas,músicos etc a comentar o jogo...Nada contra,mas esse são comentadores,são adeptos-comentadores.
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    Discutir o jogo de forma desapaixonada na vertente táctica e técnica isso é outra coisa...Isso é ser analista.E isso em Portugal só temos Luis Freitas Lobo.
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    O único que respeito minimamente e que se vê quando fala que sabe o que está a dizer e não se liga ao sabor do vento nem a clubes.Vê para além do resultado,percebe a filosofia de jogo,tenta identificar processos e nao critica por criticar...
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    Devo lembrar que ele sempre elogiou Jesualdo Ferreira...já os adeptos do Porto que acham que ele nao perecebe nada de bola,o criticavam e agora de repente ficaram rendidos ao seu trbalho...Porquê?Sabor dos resultados e nao se dedicaram a perceber na época a excelência d trabalho do professor er que daria frutos mais cedo ou mais tarde...
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    Isto é a diferença entre comentador e analista,entre adepto apaixonado e quem lê o jogo e o estuda de forma desapaixonada em termos de clubite,focando a paixão no jogo em si.

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  22. João,isso é diferente.
    Podemos é discutir se um analista como Luis Freitas Lobo deve estar a comentar um jogo, ou devia fazer a análise á posteriori num programa como Domingo Desportivo ou outro.
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    Será o modelo que faz mais interessante o pacote do jogo.
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    Mas muito sinceramente,acho que a RTP com Tadeias e afins está tão má servida de comentadores,que tem que colocar o Luis Freitas Lobo a comentar jogos porque é dos poucos com algum conhecimento e credibilidade naquela redacção.
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    Mas que ele é em Portugal o que mais sabe do jogo isso é.Não temos mais nenhum analista de futebol em Portugal para além dele.
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    .le está muito acima de Rui Santos,Tadeias etc que se guiam por interesses próprios e de clubes e nao sabem do jogo.

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  23. Pois, ninguém condenou, na prática, a atitude defensiva do Chelsea. O facto de eu o admitir não renega a grande admiração que tenho pela equipa, os jogadores extraordinários que tem e o seu treinador que há mais de 20 anos aprecio imenso.

    Mas a verdade é que ninguém ergueu uma palavra contra isto. E não o lamentar profundamente é contrariar a essência do jogo. Eu lamento-o, desculpo-o mas lamento.

    Para aqueles que acham que o Barça fez mais do que o Porto contra os autocarros, não vejo a diferença nem no resultado nem no número de remates. Se o g.r. contrário fez mais uma defesa ou cedeu menos um canto é risível. O Cech quase não defendeu e o que teve de fazer foram remates à figura, defensáveis.

    Quanto ao superdefensivismo, eu até vi o Sporting em cima da área como fez o Chelsea e o Benfica defender mais à frente um pouco como fez o Arsenal ontem, mais perto da linha de meio-campo. O que me impressionou negativamente no Chelsea foi defender demasiado em cima da área.

    Nunca acho que defender em cima da área é defender bem. Defender no seu meio-campo por inteiro, sim, é defender bem, como fazem as grandes equipas italianas. Ancelotti disse, com alguma razão, na Supertaça com o Porto no Mónaco que defender bem também pode ser um espectáculo. Aceito em parte, mas se for uma defesa mais distendida e não aferrolhada como o Chelsea. Esta é para mim a arte mais negativa da questão, até porque ao defender na sua área uma equipa está sujeita e mais imponderáveis, como ressaltos (dado o amontoado de jogadores) em passes que podem isolar alguém ou desviar bolas inócuas para a baliza. Parece-me mais uma questão de sorte, defender em cima da área, do que de mérito. E o que me irrita mais ainda é "quantificar-se" o mérito de quem defende, por oposição à valorização que deve dar-se a quem ataca - e normalmente não é isso que se pratica em Portugal.

    LFL não fez nada para exprimir essa mágoa que não pode deixar de sentir. Ou sentirá? Sobre os exageros de linguagem, ou andam distraídos e ouvem menos do que eu nas poucas ocasiões que capto alguma coisa, ou não entendem mesmo o que ele diz.

    Para quem acha estar demonstrada a superioridade do Barça, só porque o Chelsea não quis realmente "disputar" essa visibilidade, é algo a rever prà semana. É certo que será um jogo diferente, mas muito tenso e sempre pouco aberto. Vai ser espreitar uma oportunidade e não conceder alguma, jogar por um funil sem ver o buraco ao fundo...

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  24. Bem, parece que não ouviram ele a falar do "domínio dos deuses" na abertura do jogo de 3ª feira. Sair do domínio terreno para o domínio dos deuses, foi mais ou menos isto e eu, imediatamente, baixei o som...

    Já li apreciações muito negativas e depreciativas ao rapaz, que não as merece apesar de se adequarem ao linguarejar que é o que ele faz. E já li ou ouvi no moço iluminado que ele acha que o 4x4x2 e de preferência em losango é o esquema infalível e o mais perfeito, apesar de a maioria dos treinadores que opinam sobre o assunto elegerem o 4x3x3 como o sistema mais perfeito que o futebol pode oferecer, em teoria claro, mas o LFL é um mestre da prática.

    Eu dispenso-me de prolongar as boutades que já lhe ouvi ou li, mas isto também não quer dizer que não o considere o melhor dos que há na praça. Como escrevo, o problema é ele entender bem demais o jogo, tanto que ele próprio é o único que, infalível, o torna prisioneiro da sua sapiência e que esse mesmo jogo se incline, de joelhos, à sua vontade.

    É esta a minha opinião e já ouvi treinadores a sério a tecerem comentários menos elogiosos sobre ele, ainda que alguns desses depois tenham de aturá-lo em durecto quando são convidados para os mesmos programas...

    Sobre o Tadeia, simplesmente um imbecil. Não percebe um corno de bola, é um troca-tintas, resutladista e, por isso, facilmente apanhado em contradição.

    Já lhes lembrei, nas ocasiões, os seus comentários no Estrela-Porto da Reboleira, da 1ª volta. Inenarrável. Imbecil até ao tutano.

    Basta recordar, já agora, que o seu facciosismo leonino - se não repararam, tomem nota doravante - chegou ao ponto de justificar os 1-12 do Bayern (mais os 8 golos do Barça) com o facto, para ele estranho, de tal suceder quando não o faria prever "nao ter sofrido golos contra o Basileia e o Shakhtar".

    Só mesmo a Inês Gonçalves, aquela menina de continuidade com faróis de nevoeiro, para debater com ele as noites europeias. Parece uma reunião de tupperware a altas horas da noite... Então as "deixas" dela para o Tadeia são do melhor para adormecer e ir dormir.

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  25. Ah, sobre o O'Shea: a verdade é que ele lá anda, há 5 ou 6 anos, a jogar com muita regularidade, em várias posições, e a marcar golos importantes. Para os detractores, vale a pena frisar que é o pior dos jogadores do Manchester U. que são do melhor que há no mundo. Mas já vi O'Sheas por aí mais conceituados que não valem o que ele vale.

    Enfim, são opiniões, valem o que valem e contra isso nada.

    Como diria Galileu, eppure si muove...

    E os teóricos sempre têm um pretexto para pensarem mal.

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  26. Pedro BM, o Barça não rematou, mas há quem diga que rematou e mais do que o Porto nos clássicos.

    O que ficou à vista neste jogo de Barcelona é que se torna extremamente difícil, até ara os melhores do mundo, furar muralhas defensivas. É irrelevasnte contar mais um ou menos um remate, porque a verdade é que propiciam-se poucas oportunidades para rematar.

    E passo por cima do penálti por marcar de Bosingwa sobre Henry, que é muito difícil para o árbitro ver ainda que o auxiliar pudesse ter visto e percebido melhor à sua frente que o Zé puxou o Henry. O ângulo era nulo para o árbitro ver (as costas dos jogadores onde actuou a mão marota do Zé), mas o auxiliar tinha tudo no seu ângulo de visão.

    Mas é muito difícil de ajuizar para quem lá está. Sabemos o coro que faria em Portugal um lance assim, mas tal como o "autocarro", a intensidade das lamúrias variaria consoante a cor prejudicada em lance similar.

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  27. Iniesta: «Adeptos não nos perdoariam o futebol do Chelsea»

    Enquanto no Chelsea todos parecem satisfeitos com o 0-0 em Camp Nou, na primeira mão das meias-finais da Liga dos Campeões, no Barcelona ninguém está contente. Andrés Iniesta foi a voz das críticas espanholas à atitude dos ingleses na partida de terça-feira.

    «O futebol é para dar gozo. Acreditamos que jogar bem é o melhor caminho para obter resultados. Não mudaremos a nossa forma de jogar, quer ganhemos ou não», disse o jogador, citado pela imprensa espanhola. «Se jogássemos o futebol que o Chelsea apresentou aqui, os adeptos não nos perdoariam. Sempre nos caracterizámos por um estilo de jogo atacante e bonito», comentou Iniesta.

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    Para mim, é assim mesmo. E sei que no Barça, ou no Bernabéu, na Holanda, em Inglaterra, é mesmo assim.

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  28. Analista de futebol. Ora ai esta um profissao de enormissima utilidade publica. Mas chupistas ha-os por ai aos pontapés em todas as areas. Por outro lado vale mais um bom pedreiro que um mau médico. Embora comparar um analista de futebol a um analista de uma area cientifica seja uma perfeita idiotice.

    Isto é quase uma questao filosofica, porque ha individuos que teem um instinto especial, que entendem as questoes, teem bom senso e capacidade de analise. Sao objectivos, sucintos e teem espinha dorsal. Desde que se dediquem a estudar uma determinada matéria saberao sempre fazer uma analise com conteudo. Esteja certa ou errada. Ha gostos para tudo.

    Esses por norma, sao grandes criticos. Existem em todas as areas, apesar de serem muito poucos. Porque para criticar com sinceridade e sem chamar o ego, ha que ter caracter e esse escasseia.

    Escasseia e é necessario vender. Os que nao teem caracter vendem-se. Dizem aquilo que os directores de informaçao querem que eles digam e expressam-se dentro de determinados limites omitindo o que teem que omitir. Outros ha ainda que falam e escrevem porque almejam a outras posiçoes de maior relevo. Se escreverem sinceramente, nao ha nenhum problema. Se se venderam para tal, entao ai entramos na prostituiçao intelectual.

    O Joao Pinto, que nao sabe dizer duas seguidas surpreendeu-me imenso por exemplo. Revela conhecimento e bom senso.

    O Luis Freitas Lobo nao sei se é bom ou nao porque quase nunca o oiço. O Tadeia é dos que se vendem. De graça. Bastou ouvi-lo 3 vezes. O brilhantina é um ser inebriante.

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  29. O Barça nao rematou tanto como é habito, é verdade, mas sera que é por ai que a questao deve ir? Nao me parece.

    O dominio territorial e a qualidade de jogo sao fantasticas. Para mim que gosto de ver bom futebol e abomino autocarros.

    Defender bem nao é utilizar um autocarro como o Chelsea fez.
    Passou aos 30 minutos seguidos sem sair do seu meio campo!

    Alias os ultimos 7,8 minutos de jogo sao ilustrativos do esforço fisico a que o Chelsea esteve sujeito. Cheirou a bola e pouco mais.

    O Porto nao conseguiu ser tao dominador como o Barcelona foi. Nao tem modelo de jogo nem meio campo para isso.

    Mas o que fez com que Benfica e Sporting nao saissem derrotados do Dragao foram dois autocarros e dois arbitros. Os primeiros à altura do jogo e os segundos nem tanto.

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  30. Soren, é evidente que o Barça tem mais poderio e categoria do que o Porto para poder fazer o jogo brilhante de posse e movimento com jogadores de classe mundial que são intocáveis na sua qualidade e habilidade.

    Mas eu enfatizo que, mesmo assim, apesar de tudo, o ponto é que nem eles conseguiram furar e as oportunidades que tiveram desaproveitaram.

    A ideia é realçar que se uma equipa recusa jogar a outra dificilmente abrilhantará o jogo por si mesma. Tenta, busca, ensaia mas não vai lá. O jogo foi fraco, apesar de bom toque de bola mas sem emoção e rasgo, ocasiões e drama. Com as excepções referidas. E os lances individuais lá saíram, a conta-gotas, vincando a dificuldade extrema de o trabalho colectivo resultar.

    É aqui que pretendo chegar. E, sim, insistir que são injustas críticas a quem tenta, tenta, mas não consegue.

    Só critica quem nunca tentou.

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  31. Certo Zé, concordo a 100%.

    Mas isso é muito normal em Portugal. Enaltecer o que nao presta para agradar a quem paga. Denegrir o que tem valor, porque é da outra cor.

    Tudo se resume a isso. Anti-Portistmo.
    Se o Rui Costa fosse do Porto as suas atitudes de azeiteiro ignorante eram repudiadas. Se o "diabo" fosse do Porto o Dragao teria sido interdito.
    Ficavamos aqui o dia todo.

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  32. Zé Luís disse:
    «Para aqueles que acham que o Barça fez mais do que o Porto contra os autocarros, não vejo a diferença nem no resultado nem no número de remates. Se o g.r. contrário fez mais uma defesa ou cedeu menos um canto é risível. O Cech quase não defendeu e o que teve de fazer foram remates à figura, defensáveis.»

    O Barça fez 18 remates, 6 deles defendidos pelo Cech. Além disso, teve 10 cantos a favor.

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  33. Zé Luís disse:
    «Nunca acho que defender em cima da área é defender bem. Defender no seu meio-campo por inteiro, sim, é defender bem, como fazem as grandes equipas italianas.»

    Essa é mais uma critica que eu faço ao Jesualdo. A nossa defesa está sempre muito baixa, nem sequer sabe meter os adversários em fora de jogo. Isso faz com que a equipa se estique muito no terreno. Quando os adversários não têm grande capacidade técnica não é grande problema. No jogo em casa contra o Man Utd essa estratégia deu demasiados espaços para os ingleses trocarem a bola.

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  34. Zé Luís disse:
    «Ah, sobre o O'Shea: a verdade é que ele lá anda, há 5 ou 6 anos, a jogar com muita regularidade, em várias posições, e a marcar golos importantes. Para os detractores, vale a pena frisar que é o pior dos jogadores do Manchester U. que são do melhor que há no mundo. Mas já vi O'Sheas por aí mais conceituados que não valem o que ele vale.

    Enfim, são opiniões, valem o que valem e contra isso nada.»

    Essas criticas eram as que faziam ao Ricardo Costa. Diziam que não era jogador para o Porto, mas o Mourinho colocava-o a jogar quando necessitava. Tal como O'Shea, um jogador da cantera que faz qualquer lugar da defesa.

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  35. "O Barça fez 18 remates, 6 deles defendidos pelo Cech. Além disso, teve 10 cantos a favor".

    Aristodemos, só cá faltava a expressão em quantidade do nº de remates.

    Não é para rir, pois não?

    Caro amigo, como sabes, neste mesmo campeonato português, à parte um ou outro jogo, os encontros com mais remates à baliza redundaram... em 0-0, 0-0 e 0-0.

    A quantidade não significa qualidade e estamos fartos de saber que por cá não temos rematadores a sério. O FC Porto não tem, tenta de vez em quando, o Bruno Alves engata um livre de longe e de longe a longe. Não temos meia distância, apesar de o Meireles tentar (e bem) e arrisca-se pouco, na generalidade, para se obterem mais resultados em remates de longe.

    O Barça poucos fez na área e as tentativas de fora quase não deram perigo. Estamos fartos de ver e de saber disso.

    Como não sei onde pretendes chegar, deve ser mesmo para rir, presumo.

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  36. Aparentemente vimos jogos diferentes. Os jogos que eu vi foram estes:

    Porto vs SportingBarça vs ChelskiQuem quiser rever o jogo, vai passar na Eurosport às 23:00.

    Se achas que as oportunidades foram iguais, então não adianta continuar esta conversa.

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  37. Essa é mais uma critica que eu faço ao Jesualdo. A nossa defesa está sempre muito baixa, nem sequer sabe meter os adversários em fora de jogo. Isso faz com que a equipa se estique muito no terreno. Quando os adversários não têm grande capacidade técnica não é grande problema. No jogo em casa contra o Man Utd essa estratégia deu demasiados espaços para os ingleses trocarem a bola.


    Aristodemos, concordo plenamente.

    Mas, lá está, não sou eu que imagino a equipa do Porto ao nível estratosférico que alguns a colocam.

    Sempre chamei a atenção quer para a inexperiência da equipa, pela imaturidade da própria idade e a falta de "calo" nestas andanças. A este nível as diferenças são muitas. Ainda assim, com o M. United a diferença foi um pontapé fenomenal do CR7 que alguns quiseram ver como o Helton mal batido.

    A questão da defesa baixa, às vezes, é necessária.

    O Sporting, mais do que o Benfica, compreendeu-a melhor, evitando os espaços de penetração de Hulk. Daí contra os leões o Porto ter tido menos ocasiões, pois com o Benfica o FC Porto desfrutou de 3 flagrantes ainda com 0-0.

    A defesa baixa do Porto é um sintoma de menor confiança, talvez, fruto do estado de maturidade colectivo. Por vezes resulta de falta de homens velozes, o que nem é bem o caso mas com a capacidade que Pepe tinha, por exemplo, já não se justificava apresentar uma defesa baixa.

    De qualquer modo, o Chelsea mostrou comodidade a defender junto à área, é inegável: foi medo também? Creio que sim.

    Achei piada o Hiddink dizer na véspera que "gosto muito da filosofia do Barça, um jogo agradável e ofensivo". Ninguém lhe perguntou se iria aproveitar para responder à letra em campo...

    É por isso que de boas intenções está o inferno cheio.

    A quem gosta do jogo fica é o amargo na boca. E a pena de o Barça sair do comboio.

    A questão, então, passará a ser:
    O Chelsea fez mesmo bem em jogar à retranca na 1ª mão;
    A 2ª mão justificará tudo se o Chelsea passar?

    Pois, mas se o Barça se qualificar na mesma, e acredito que o faça pois tem dois resultados possíveis como teve o Porto na Corunha e eu acreditava na qualificação em 2004, não faltarão aqueles que virão condenar, a posteriori, o jogo defensivo inútil do Chelsea no contexto da eliminatória.

    Os moralistas de ocasião, em suma.

    E tenho a certeza que o iluminado LFL será um deles.

    Daí a minha "batalha" contra a indiferença que estas coisas não nos devem permitir.

    E bato-me sempre pelo jogo positivo, nunca engrandeço quem joga para defender, nem que seja o FC Porto.

    Compreendo, aceito, condescendo, mas faço o meu reparo. E prefiro sempre quem joga para ganhar. Tento perceber as intenções em causa e as estratégias em campo para cada jogo. Isso é uma coisa, de analista como diz o Ricardo Costa mas o LFL não "pratica" isso, na minha opinião, e o tonto Tadeia muito menos.

    Agora, para lá da percepção que eu possa ter das estratégias de cada equipa, e dispenso os iluminados das tácticas que acham que o futebol se resume e vive obcecadamente disso, eu quero enfatizar sempre o futebol positivo.

    Daí eu não gostar um bocadinho do futebol entediante do Sporting de Paulo Bento. E a maioria dos adeptos leoninos também não: podem festejar as vitórias, mas sabem a pouco e com o tempo, à arte uma tacita ou outra, são redundantes.
    Não faz sentido.

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  38. Atenção para os mais distraídos:

    Lisboa está em polvorosa. Esta estrela de renome mundial, um tal de Patric, (quem???) está na capital. Todas as televisões noticiaram o assunto. Grande ansiedade apoderou-se dos vermelhos. Será o novo messias?

    A resposta segue dentro de momentos.

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  39. "O Sporting, mais do que o Benfica, compreendeu-a melhor, evitando os espaços de penetração de Hulk. Daí contra os leões o Porto ter tido menos ocasiões, pois com o Benfica o FC Porto desfrutou de 3 flagrantes ainda com 0-0".

    Aristodemos, creio que já te respondi aqui. E que o Barça só nos minutos finais podia ter... goleado.

    Mas o que não invalida é:
    - o Barça mal furou a muralha, nem com os melhores do mundo, à parte os instantes finais e aquela arrancada a solo (do meio-campo e aproveitando uma extemporânea saída do Chelsea do seu terreno) do Eto'o;
    - e então só tu podias pensar que ou o Porto tem o nível do Barça, ou para superar o Sporting o Porto podia fazer mais do que fez, mas para mim foi uma questão de poder, não de querer. O Porto não pôde, quis mas...

    Se colocas a fasquia ao nível Porto=Barça, então o Porto foi uma nódoa contra o Sporting. Se quiseres argumentar que o Barça meteu 8 golos ao Sporting, nada a dizer. Mas o Sporting não se remeteu à defesa com o Barça, alíás mal fez oposição e parece que só treinou para fazer menos oposição ainda ao Bayern.

    Esta discussão não pode ir mais longe enquanto alguém imaginar ter o Porto o poderio individual e o arrojo colectivo do Barça.

    É essa "percepção" que muitos adeptos têm dos jogos e dos adversários: bom, se eles deram 2, nós damos 4...

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  40. Parece-me que quando se decide falar do futebol travado pelo autocarro deve-se considerar os vários prismas que desaguam todos no preço a pagar por uma derrota.

    Eu explico:

    No caso do futebol português, considerando as desigualdades, as equipas mais pequenas procuram, em casa dos candidatos, o ponto precioso que lhes pode valer a manutenção e suavizar a incapacidade de jogar para ganhar. No caso de o jogo ser contra o FCPorto acresce a notoriedade que a agitação provocada no país pelos 2 pontos perdidos pelo clube que mais se gosta de detestar oferece.

    O preço do empate eventualmente conseguido por esses clubes é satistório.

    No caso do Benfica e do Sporting, no Dragão, trata-se do medo da humilhação a que se arriscam se nos olharem de frente. No caso do Sporting então... que vinha da humilhante eliminação na Liga. Não tenho dúvidas que foi esse o factor que os fez desancar em tudo que mexia de azul e branco.

    Na Europa o preço é outro: trata-se de uma prova fulcral para o êxito de uma época. A tentativa de tornar o futebol mais ofensivo através da atribuição de 3 em vez de 2 pontos por vitória (imitado do sistema do país do Chelsea)não atinge esta fase da Champions. O preço a pagar assume relevância do que noutra competição qualquer. Depois da fase de grupos (em que, como sabemos, a vitória vale 3), surge a fase a eliminar e o que está em jogo vai aumentando à medida que a competição evolui.

    Depois de ultrapassada a fase de grupos, é possível atingir a final só com empates. Todos temos ideia da importância de atingir a final.

    O Chelsea jogou com isso. Jogou consciente que o empate pode servir.

    Se gosto que seja assim: claro que não! Gosto de futebol declaradamente ofensivo em qualquer estádio. Que se encare o adversário com olhos de guerreiro. Que haja golos, delírios, bolas nos poste... tudo a que o futebol tem direito.

    Mas, infelizmente, não é nesse sentido que o vejo caminhar. Tudo isto vem na mesma lógica de tudo o resto: quando o preço deixa de ser o orgulho e a dignidade e passa ser o dinheiro. É este o futebol do domínio dos deuses (também tinha registado essa na altura).

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  41. Concordo com o Ricardo, penso que em relação ao Freitas Lobo isso não se aplica, mas cada um tem a sua opinião...


    Mas em relação ao O'Shea, por amor de deus, aquele homem é simplesmente o jogador mais tosco da Europa, pelo menos da Europa dos "Grandes".

    Aquele tipo nem para suplente das gaivotas serviria. É tão mau tecnicamente que só me faz interrogar como é que o Fergusson o põe a jogar....

    Ele já lá está há muitos anos, tem sido um reserva, este ano é que tem jogado mais. Não percebo porquê, pois o lino ao pé dele é um maradona.

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  42. Joao, aplaudo o teu comentario e a qualidade do debate.

    O dinheiro manda.

    E fizeste bem em falar do Chelsea, dos empates e dos pontos.
    Eu relembro para os mais esquecidos que Hiddink atingiu a final da taça dos campeoes Europeus em 88, so com empates a partir dos 8os!
    Se bem se recordam empatou também a final, que venceu nos pénalties contra o Benfica. O malogrado Veloso deu entao a vitoria a Hiddink que para mim é um verdadeiro paradoxo. Um treinador (cheio de qualidade sem duvida), holandes e super defensivo.

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  43. Zé Luís disse:
    «Mas, lá está, não sou eu que imagino a equipa do Porto ao nível estratosférico que alguns a colocam.

    Sempre chamei a atenção quer para a inexperiência da equipa, pela imaturidade da própria idade e a falta de "calo" nestas andanças. A este nível as diferenças são muitas. Ainda assim, com o M. United a diferença foi um pontapé fenomenal do CR7 que alguns quiseram ver como o Helton mal batido.»

    Nisso estamos de acordo. Nenhum jogador do Porto seria tirular do Man Utd.

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  44. Zé Luís disse:
    «Mas o que não invalida é:
    - o Barça mal furou a muralha, nem com os melhores do mundo, à parte os instantes finais e aquela arrancada a solo (do meio-campo e aproveitando uma extemporânea saída do Chelsea do seu terreno) do Eto'o;
    - e então só tu podias pensar que ou o Porto tem o nível do Barça, ou para superar o Sporting o Porto podia fazer mais do que fez, mas para mim foi uma questão de poder, não de querer. O Porto não pôde, quis mas...

    Se colocas a fasquia ao nível Porto=Barça, então o Porto foi uma nódoa contra o Sporting. Se quiseres argumentar que o Barça meteu 8 golos ao Sporting, nada a dizer. Mas o Sporting não se remeteu à defesa com o Barça, alíás mal fez oposição e parece que só treinou para fazer menos oposição ainda ao Bayern.

    Esta discussão não pode ir mais longe enquanto alguém imaginar ter o Porto o poderio individual e o arrojo colectivo do Barça.

    É essa "percepção" que muitos adeptos têm dos jogos e dos adversários: bom, se eles deram 2, nós damos 4...»


    Zé Luís, a minha contestação não foi ao facto de o Porto não ter marcado golos. Foi porque não fizeram por isso. Não tivemos a atitude que o Barça teve de pegar no jogo e levá-lo para perto da baliza do adversário. Contra o Sporting, tal como em outros jogos em casa (por exemplo, frente ao Rio Ave), o Porto teve uma atitude demasiado conservadora. Já que meteste esse jogo da CL como referência, nada como comparar os números das 4 equipas nos respectivos campeonatos, já que os dados são mais fiáveis do que analisar apenas um jogo. Escolhi os 15 países que qualificam mais de 1 equipa para a CL (um total de 262 equipas) para servirem como referência. O número depois de cada equipa é a posição da equipa no ranking.


    Pontos
    Barça 2ª, Porto 7ª, Sporting 14ª, Chelski 16ª

    Golos Marcados
    Barça 1ª, Porto 14ª, Chelski 42ª, Sporting 65ª

    Golos Sofridos
    Chelski 4ª, Porto 7ª, Sporting 10ª (empatado com o Sp. Braga), Barça 27ª

    A performance global do Porto é muito boa. Porém a analise fica diferente quando é decomposta conforme joga em casa ou fora.


    Em casa:

    Pontos
    Barça 10ª, Sporting 41ª, Porto 42ª, Chelski 70ª

    Golos Marcados
    Barça 1ª, Sporting 43ª, Chelski 68ª, Porto 72ª

    Golos Sofridos
    Porto 9ª, Barça 22ª, Chelski 33ª, Sporting 70ª

    Aqui já não somos brilhantes. A má performance em casa deve-se exclusivamente aos poucos golos marcados, já que a defesa está no top 10 europeu. Demasiada preocupação defensiva. Dos 50 golos marcados no campeonato nenhum deles foi marcado nos primeiros 10 minutos de cada jogo. Apenas 30% GM nas primeiras partes dos jogos.


    Os pontos perdidos em casa são compensados pela excepcional série de jogos fora:

    Pontos
    Porto 1ª, Barça 2ª, Chelski 5ª, Sporting 8ª

    Golos Marcados
    Porto 2ª, Barça 3ª, Chelski 22ª, Sporting 111ª

    Golos Sofridos
    Sporting 2ª, Chelski 3ª, Porto 19ª, Barça 40ª

    Ou seja, a estatística a confirmar a eficácia dos autocarros do Sporting e Chelski. Não é bonito, mas é a ditadura dos pontos.

    Porém, como o João referiu, a diferença entre os 3 pontos da vitória e o 1 do empate faz com que as equipas com o melhor ataque liderem os respectivos campeonatos. Mais golos marcados = mais pontos.

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  45. Zé Luís disse:
    «e então só tu podias pensar que ou o Porto tem o nível do Barça, ou para superar o Sporting o Porto podia fazer mais do que fez, mas para mim foi uma questão de poder, não de querer. O Porto não pôde, quis mas...

    Se colocas a fasquia ao nível Porto=Barça, então o Porto foi uma nódoa contra o Sporting. Se quiseres argumentar que o Barça meteu 8 golos ao Sporting, nada a dizer. Mas o Sporting não se remeteu à defesa com o Barça, alíás mal fez oposição e parece que só treinou para fazer menos oposição ainda ao Bayern.

    Esta discussão não pode ir mais longe enquanto alguém imaginar ter o Porto o poderio individual e o arrojo colectivo do Barça.

    É essa "percepção" que muitos adeptos têm dos jogos e dos adversários: bom, se eles deram 2, nós damos 4...»



    Não acho que o Hulk, Lisandro e Rodriguez valham tanto quanto Messi, Eto'o e Henry. Por outro lado, convenhamos que uma defesa composta por Abel, Carriço, Polga e Grimi mão é o mesmo que se fossem Bozingwa, Terry, R. Carvalho e A. Cole.

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  46. A propósito do Luís Freitas Lobo, ao qual condeno inúmeros exageros retóricos que parecem ou desajustados da realidade (e hipérboles não fazem bem ao senso comum) ou padecem de uma sui generis infalibilidade pessoal de quem se tem em conta mais que aquilo que é - eis o que Eugénio Queirós escreve no seu Bola na Área, decerto acabadinho de ver mais um programa onde o intelectual da bola e súmula da ciência exacta em que muitos pretendem confinar o segredo do jogo:

    "No "Pontapé de saída" que está no ar assiste-se a um verdadeiro show de periodização táctica com Tulipe e Freitas Lobo. Ainda bem que o Bruno está caladinho pois o silêncio nestas alturas nao é de prata mas de ouro. Que soneira! É nestas alturas que gostava de ver o José Maria Pedroto a ressuscitar para se rir como nunca se riu de tanta baboseira... "

    Como já fiz referência a treinadores que já "avaliaram" o LFL e depois levaram com ele nos programas televisivos, creio que se terá passado o mesmo, agora com Tulipa. O moço nem em advogado se formou, mas parece que tirou curso de treinador. Teoricamente...

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  47. Aristodemos, não adianta confundir as coisas. Já sabemos que o Porto tem dificuldades em defrontar equipas muito fechadas.

    Parece que a melhor equipa do mundo também. Este é o ponto. Não é fácil jogar contra "autocarros" e pode ter-se mais ou menos sucesso (nos resutlados).

    Agora, há maneiras de defender mais ou menos apertadas, mais ou menos recuadas, mais ou menos eficazes. É claro que quem estiver mais apetrechado para atacar, como o Barça, tem mais hipóteses de êxito. Mas nem sempre o consegue e é ilusório contar o número de remates: nem que fossem todos à trave, mas nem assim se desfazia o 0-0.

    Da mesma forma, mesmo equipas que normalmente nunca defendem e eu nunca vi qualquer equipa inglesa a defender desta maneira tão atrás e renunciando tanto a jogar, desde que tenham jogadores de categoria mundial podem defender de forma eficaz. Recuso, neste exemplo, o epíteto de brilhante.

    Há diferenças de avaliação com algum critério, nem que seja para distinguir o só defender do defender mas a jogar. Por exemplo, a defesa com Mourinho faz-se jogando, aproveitando a posse e para a qual deve lutar-se pela bola, o terreno de jogo para poder descansar activamente. Este é um mérito de Mourinho, muito característico dele.

    Mas não contribui positivamente para a discussão saber se o quarteto defensivo do Sporting tem o nível do do Chelsea. Não pode comparar-se o ataque do Porto vs. defesa do Sporting e o ataque do Barça vs. defesa do Chelsea. Nem o Chelsea defenderia frente ao Porto ou ao Sporting...

    É claro que por muito que o Sporting defendesse frente ao Barça, dificilmente não sofreria golos.

    De qualquer modo, o ponto não é esse, o de quem ataca. O ponto, para mim, é a valorização que se dá, ou o repúdio com mais ou menos veemência, de quem (tanto) defende.

    Para a semana falaremos mais do assunto, pois esta atitude no jogo será valorizada ou não consoante quem passar a eliminatória.

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  48. BennyAZ, deves ter em alta consideração não só os titulares, mas até os suplentes das gayvotas...

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  49. Nenhum jogador do Porto caberia na equipa do M.United? meu Deus, eles não são deuses.

    Quando vêem lá jogadores como Vidic, Fletcher, Ji Sung Park, Tevez, não podem dizer uma coisa dessas (nem digo o O'Shea porque esse é uma anedota - deve ter os pés trocados).

    Tenho a certeza que Bruno Alves, Fucille (até podia ser o Tomás Costa porque ninguém é pior que aquele O'shea), Lucho e Lisandro seriam titulares.

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  50. Caro Zé Luís, se pudesse escolher um jogador das Gaivotas para o Porto eu escolheria:...nenhum....

    Só para acabar, como é que podem pôr o John O'Shea com esse estatuto só porque marcaou 2 ou 3 golos importantes em ressaltos de cantos?

    Não tenho nada contra o homem, mas simplesmente não conheço ninguém na minha escola a jogar futebol (sem clubes) que seja tão desajeitada e tão má tecnicamente. O homem a correr troca os pés todos, quando faz um passe (tirando as laterizações) raramente acerta e não sabe fazer um cruzamento razoável. Se isto é que é o bom jogador...
    lém disso, é um jogador que, apesar de ser fisicamente razoável, é muito facilmente fintado (com técnica pois em corrida não é muito fácil passar por ele.)


    As únicas coisas que ele tem a favor é alguma capacidade física porque, de resto, é um jogador fraco.

    Mas, enfim, cada um tem a sua opinião.

    Quando ao que disse em cima, do Bruno A., Fuciile, Lucho e Lisandro serem titulares era no sentido não de indiscutíveis mas em que poderia jogar frequentemente. Aliás, acrescento Fernando e Hulk (se conseguisse aproveitar o seu enorme potencial) a esse lote.

    Cumprimentos

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  51. João, parece que já somos mais do que dois, então.

    Mas sobre isto que supões,
    "o ponto precioso que lhes pode valer a manutenção",

    lembro que me insurgi contra o facto de a Académica jogar só na contenção, e não está aflita na tabela. Mas alguns adeptos só exigem que seja o Porto a jogar.

    Tens razão quando aludes à notoriedade do pontito ganho a um dos grandes e se for ao campeão tanto melhor.

    Mas há formas mais notórias de se destacar: o 0-0 do Trofense no Dragão foi um bambúrrio, além da incompetência do burro Reforço de serviço.

    Mas, noto também, o Luís Freitas Lobo forçou a nota a destacar que o Trofense defendeu aqui e ali, assim e assado, como se o empate fosse por mérito.

    Se calhar, a notoriedade adveio de antes o Trofense ter batido o Benfica, o último a ganhar ao primeiro como se mais ninguém tivesse tido essa capacidade.

    Ora, ao ver as coisas assim, parece que houve um wishful thinking e mesmo o mais suposto isento comentador/analista não resumiu, por defeito ou teimosia, o facto a uma sorte do diabo não terem levado 7 ou 8 golos.

    Eu gostei mais, como o frisei então, de ver o Rio Ave do que muitas equipas que passaram pelo Dragão: jogou sempre o jogo pelo jogo, sentiu-se inferiorizado mas não deixou de mostrar os seus argumentos. Perdeu, mas deu uma lição de dignidade que espero seja compensada com a manutenção, pois eu premeio o futebol positivo.

    Deve reconhecer-se, sempre, e creio que estes elementos de análise faltam até aos mais iluminados, alguns factores nestas apreciações dos empates e das atitudes defensivas:
    - tenha as limitações que tiver, qualquer equipa deve jogar para ganhar, abstraindo as do Luxemburgo, Malta ou Arménia e afins;
    - pode depender da necessidade imperiosa dos pontos uma atitude mais conservadora ou de conquista de uma equipa teoricamente mais fraca, mas quando a classificação está tranquila acho que fará bem ao crescimento competitivo de uma equipa dar tudo por tudo porque só com os melhores se aprende;
    - o evoluir do jogo pode ditar que uma equipa acentue a sua atitude: o Setúbal achou que ainda poderia defender mais do que em 1x9x1 e talvez sacasse um ponto.

    Eu lamento é que nestas condições haja notoriedade para quem consegue o almejado 0-0, sobrando críticas para quem tentou e não conseguiu ganhar. Não quer dizer que os frustrados não possam ser criticados. Ainda no Porto-Trofense, além das queixas do árbitro, Jesualdo (e eu também o referi) lamentou as ocasiões desperdiçadas: sendo tantas, alguma teria de ser aproveitada. Mas não se pode acusar a equipa de não ter feito tudo, ainda que às vezes baste um pouquinho de sorte para converter uma grande ocasião de golo.

    Estes factores de imponderabilidade não se enquadram nas razões científicas que muitos vêem no jogo. A planificação e o modelo de jogo só serve de suporte para o desenvolver do próprio jogo: lá dentro sobram equações para resovlver e com muitas incógnitas.

    Nem os melhores do mundo às vezes as resolvem.

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  52. Benni, às vezes caímos no exagero para enfatizar uma opinião, tudo bem.

    No contexto do M. United, ok, O'Shea pode ser tosco. Mas não deixa de ser importante, percebes a importância do jogador numa equipa?

    A vantagem do O'Shea é que o M. United não precisa que ele seja decisivo. Mas não marca só golos em cantos. Já o vi concluir jogadas e na época passada marcou um belíssimo golo de chapéu, de fora da área.

    E podes dizer-se quantos jogadores mais evoluídos tecnicamente do que O'Shea fazem os cruzamentos dele. Lembro-me do que ele fez para o Scholes marcar naquele golo em Old Trafford em 2004. De resto, pode argumentar-se com as desculpas que amiúde se concedem aos que são forçados a jogar em várias posições: lateral nos dois lados ou central.

    Tomara muitas equipas têm um O'Shea, digo eu. Podez dizer-me que é mais "fácil" jogar numa equipa recheada como a do M. United. Mas se tens nessa má conta também o Vidic e Tevez, não posso contra-argumentar mais...

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  53. Zé Luís disse:
    «Aristodemos, não adianta confundir as coisas. Já sabemos que o Porto tem dificuldades em defrontar equipas muito fechadas.

    Parece que a melhor equipa do mundo também. Este é o ponto. Não é fácil jogar contra "autocarros" e pode ter-se mais ou menos sucesso (nos resutlados).»

    Por isso mesmo é que deveríamos ter tido uma atitude mais ofensiva contra SLB e SCP. Não marcamos golos ao Marítimo e Trofense. O que esses jogos tiveram em comum? Faltou presença na área adversária. O Jesualdo só meteu o Farías nos últimos 5' dos 4 jogos. Alinhar só com um jogador na área adversária é facilitar a vida aos defesas. Não é preciso ser-se o LFL ou um treinador de futebol para ver estas coisas.

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  54. Benny Az disse.:
    «
    Nenhum jogador do Porto caberia na equipa do M.United? meu Deus, eles não são deuses.

    Quando vêem lá jogadores como Vidic, Fletcher, Ji Sung Park, Tevez, não podem dizer uma coisa dessas (nem digo o O'Shea porque esse é uma anedota - deve ter os pés trocados).»

    O que eu disse foi: «Nenhum jogador do Porto seria tirular do Man Utd». Nem o Fletcher, nem o Park, nem o Tevez são titulares.

    «Tenho a certeza que Bruno Alves, Fucille (até podia ser o Tomás Costa porque ninguém é pior que aquele O'shea), Lucho e Lisandro seriam titulares.»

    B. Alves melhor do que Vidic? Fucile do que O'Shea? Lucho do que Anderson? Lisandro do que Berbatov? Se isso é verdade, não sei como o Man Utd está numa série de 24 jogos seguidos sem perder na CL.

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  55. "Por isso mesmo é que deveríamos ter tido uma atitude mais ofensiva contra SLB e SCP".

    Este tipo de opiniões é mais difícil de debater, parece-me. O FC Porto jogou com a sua equipa habitual, no figurino habitual como joga em todos os campos. Não mudou a sua forma de jogar.

    Não sei que atitude mais ofensiva poderia criar-se. Jogar com 5 avançados? Meter o Farias mais cedo?

    Lembra-te, Aristodemos, que uma das questões então em debate, depois do jogo com o Sporting, foi: quem ganhou mais com o empate?

    Os leõezinhos acharam que ganharam alguma coisa e hoje estão ainda a 4 pontos. Os portistas mantiveram a distância para o adversário directo a quem ganharam no seu terreno.

    A dado ponto do clássico com o Sporting também notei que o Porto já não queria (também não podia, reconheço-o) ir mais longe. Afinal, o empate favorecia o Porto, apesar de tudo. Se alguém não perdia algo era o FC Porto. Ganhar não lhe dava o título. Empatar mantinha a diferença pontual e a vantagem directa. A partir de certo ponto, valeria a pena arrsicar?

    Aqui á que fazer contas. Como devem fazer-se no início. O que convém mediante a hipótese a, b ou c?

    Cada equipa joga de acordo com as suas conveniências, sejam de que natureza forem. O FC Porto ficou cómodo no final do jogo. O Sporting evitou - e pareceu ser o mais maior objectivo - agravar a dèbacle depois de Munique.

    É neste contexto que também tem de observar-se as coisas. Os que exigiram só ao Porto que vencesse, sob pena de arriscar mais quando não tinha de desguarnecer e perder a sua vantagem geral, não avaliaram o que estava em jogo. E não foi o Porto que jogou na retranca.

    Se tivesse partido em desvantagem, o Porto teria de ganhar de qualquer maneira (podia era não consegui-lo). Mas cabe-lhe gerir, além do jogo, a percepção que a dado ponto as coisas se mostram à sua frente.

    Tudo somado, as exigências maiores a atribuir ao Porto deveriam colocar-se noutras circunstâncias, penso eu.

    Já agora, outro ponto:

    perante a infrutífera (fosse mais ou menos intensa) procura da vitória, não houve diferença no comportamento do público do Dragão no Porto-Sporting e do Camp Nou no Barça-Chelsea?

    Eu vi sempre os catalães a apoiarem, a incentivarem a sua equipa, mesmo nos momentos em que a quebra na sua fé e na capacidade de contornar o muro inglês estavam à vista e houve momentos em que o Barça parecia que não saía do sítio.

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  56. Contra o Trofense, além da sorte não sei que argumentos objectivos podem explicar o empate. Não aceito que, perante tantas e tamanhas ocasiões desperdiçadas, de um penálti por marcar do tamanho dos Clérigos e de um golo anulado "por tentativa de jogar a bola com a mão", considerar a falta de presença na área contrária parece-me absurdo.

    Com o Sporting, dada a incapacidade de lá penetrar, até aceito, mas com o Trofense aquilo foi um acaso, um achado, um desconchavo, não um atavismo atacante, não um miserabilismo quanto a vontade ou um repentismo a criar ocasiões do nada para sair um golo fortuito. Há jogos assim e já os vimos, eu vi, mais de uma vez.

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  57. Zé Luís, claro! Subscrevo tudo isso.

    Enumerei algumas das razões para o tal futebol que a aqui se queixa. Há jogos que não entram nesse contexto e se usa o futebol defensivo. O exemplo da Académica resulta na perfeição para fundamentar isto. Há outros jogos de elevado custo em que as equipas não jogam para o empate apesar deste servir.

    Como referi, há quem ceda na sua dignidade por muito ou por pouco.

    Por exemplo, o FCPorto. Normalmente nunca joga para o empate. E se jogar, só em circustâncias muito especiais terá a minha admiração. Lembro que nem Madrid nem Manchester conheceram um FCPorto tipo Chelsea em Barcelona. Também não arrisco dizer que o FCPorto manteria a ousadia se se mantivesse em prova. Mas não é algo a que eu esteja habituado.

    Também sou da opinião que todas as equipas deviam jogar para ganhar. E também sou da opinião que raramente se valoriza o que merece ser valorizado, sendo que muitas vezes se enaltece a mediocridade. Penso já ter aqui dito antes: a incompetência é imagem de marca de muita gente que por cá ganha grande relevo.

    E fico-me por aqui, não me apetece seguir por que(m) se vende bem e mal.

    Soren, seria um bom tema de discussão. A dimensão que por vezes o empate adquire no futebol não será um factor que prejudica o espectáculo? Ainda para mais quando este ganha ainda mais relevância em fases finais de uma champions onde não contam os pontos?

    Recordo que em campeonatos de selecções este problema é menor visto os jogos serem a uma só mão. Mas será que aí resulta?

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  58. Zé Luís disse:
    «A partir de certo ponto, valeria a pena arrsicar?»

    Se é essa a tua opinião em relação ao Porto vs Sporting, então porque criticas a atitude de Chelski ou Académica? Só a nossa equipa é que pode abdicar do ataque quando lhe convém?

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  59. Zé Luís disse:
    «O FC Porto jogou com a sua equipa habitual, no figurino habitual como joga em todos os campos. Não mudou a sua forma de jogar.

    Não sei que atitude mais ofensiva poderia criar-se. Jogar com 5 avançados? Meter o Farias mais cedo?»

    Acho que devia meter 2 jogadores na área adversária, como fizemos na 2ª parte contra o Setúbal. Até porque não temos nenhum avançado capaz de se impor fisicamente aos defesas.

    O problema em Jesualdo jogar da mesma forma em casa e fora é que nos jogos no Dragão não existem tantos espaços para os nossos avançados aplicarem a sua melhor arma, a velocidade.

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  60. Só para concluir...

    Se dizem que o Fletcher e o Park não são titulares é porque não viram 80% dos jogos do M.U. na Premier league.

    E sim, Bruno Alves é melhor que vidic e Fucille do que O'Shea. Lucho com Anderson e Lisandro com Berbatov já é mais discutível, mas eu prefiro os argentinos no Porto.

    Cumprimentos

    Força PORTO

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  61. Benny Az disse:
    «Só para concluir...

    Se dizem que o Fletcher e o Park não são titulares é porque não viram 80% dos jogos do M.U. na Premier league.»

    O Fletcher só joga porque o Owen Hargreaves está lesionado. Quanto ao Park, só foi titular em 3 jogos da CL, jogou metade dos minutos do Nani ou do Giggs.

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  62. "criticas a atitude de Chelski ou Académica".

    Aristodemos, podemos insistir no tema quanto quiseres, porque não notas diferenças substanciais nos casos que enuncias.

    Contra o Sporting:
    - podes achar que não o fez bem e que, a partir de certo ponto, devia meter mais homens na área. Mas é inegável que, mesmo podendo não o ter feito bem (esse ataque à área leonina) e até porque não lho permitiram (o árbitro deixou bater em tudo o que mexia de azul e branco), o FC Porto tentou atacar o Sporting e ganhar o jogo; nem ou mal já nem vale a pena discutir, mas foi a única equipa que quis ganhar.

    - o Chelski e a Académica entraram em campo para não atacar. A diferença é substancial, portanto eu não me permito conceder ao Porto essa condescedência que não tenho para com Chelski e Académica, este ponto é gritante que não vale a pena debatê-lo.

    Uma coisa é o Chelsea que se percebe ter entrado em campo para não perder. Se possível, numa subida á área catalã, até podia marcar... com autogolo. O Sporting "achou" que esteve mais perto da vitória só porque chutou uma bola ao poste. Bah...

    A essência do jogo não é a minudência do timing do modo defensivo utilizado. Estamos a falar de equipas que nunca pensaram em atacar por princípio. Aliás, eu nem sequer vi o jogo com a Académica, em directo, como o confessei. Mas nu resumo alargado do DD e depois de ouvir pela rádio que a 1ª parte do FC Porto foi com dificuldades em atacar, eu percebi pelo resumo que a Académica mal se aproximou da área portista e apesar de criar obstáculos defensivos ao FC Porto foram claríssimas e suficientes para ganhar folgado as que Rodriguez teve (2) na 1ª parte ante Peskovic. Tão claríssimas como as que o Barça desfrutou na parte final do jogo com o Chelski.

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  63. Sobre os 2 avançados na área, também estranhei que só a 5' do fim Jesualdo metesse Farias contra o Sporting. Para mim, não era aquilo que ia resolver a questão. Mas reconheci que aquela fase era de prudência também do FC Porto que não tinha necessidade de se desequilibrar para a ofensiva e arriscar sofrer uma derrota tola, em casa, no último minuto, que nestes clássicos pode sempre acontecer.

    Portanto, também me parece descabido comparar o que é jogar contra o Sporting e contra o Setúbal, porque o seu potencial é muito díspar. Há que ter noção das coisas.

    O futebol não é uma ciência, muito menos exacta, ainda que possa haver um valor próprio, de "mérito" ou de "mercado", para equipas, jogadores, treinadores, etc. E há quem saiba quando e como se deve arriscar mais ou menos, fruto da experiência acumulada.

    Normalmente, a idiossincrasia das nálises parte do desconhecimento ou do jogo, ou dos valores em presença, ou da impossibilidade generalizada de se saber exactamente como um jogo vai decorrer e se o jogador A ou B, ao minuto X ou Y, poderá decidir a coisa.

    No fundo, essa capacidade de percepção de todos os pormenores, das avaliações a priori, das avaliações feitas durante a partida, deve enquadrar uma análise ao jogo em si, seja por fases ou no balanço geral da partida. E aqui eu seria capaz de discordar de Luis Freitas Lobo em muita coisa, como estamos nós a debater pontos de vista diferentes de um jogo realizado em Fevereiro, sob circunstâncias em que não creio tenhas pesado todos os parâmetros para sustentares as tuas opiniões.

    E se me convidas a ver o Porto-Sporting e o Barça-Chelsea para ver as diferenças, mais de forma do que de substância, eu noto que não encontras as semelhanças de carácter que encontro nesses jogos e por isso fiz o post.

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  64. Ja faltava, apesar de não explícita, o "conservadorismo" de Jesualdo. Mas em casa teria de jogar diferente do que fora? Não, por princípio joga igual. Tem é de encontrar alternativas para momentos de dúvida na equipa, nos jogos "cerrados", na pressão do tempo que se esgota sem um golo. Não as há, obviamente, porque sabemos faltar um avançado corpulento, mas deves saber que há muito detecto essa falha e por alguma razão apontei, depois do jogo no Schalke, que Farías não é homem para jogarmos na frente na Champions.

    Esse argumento também conheço. Já o conservadorismo de Jesualdo e os jogos em casa e fora parece-me uma questão mais dependente das opções de banco para estratégia de risco - mas esse é um défice do plantel há muito detectado, como há outros que, com arte e engenho, foram sendo superados.

    Mais centímetros e quilos no ataque e no banco é um luxo que Jesualdo prescindiu: Adriano, com pena minha que nunca entendi esse ostracismo, já o alertei aqui na devida altura, até porque sempre tive o jogador em consideração, não só pelo contributo no título de 2006 como no de 2007 que salvou o próprio Jesualdo (golo em P. Ferreira).

    Mas isso é dos mistérios do futebol para os quais os intérpretes directos não dão (lembra o Jardel, vem não vem) respostas precisas, concisas e atempadas...

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