02 janeiro 2011

OK, repartir de novo, s.f.f.


Hulk jogou e marcou, mas o FC Porto perdeu ao 37º jogo desde que o Incrível voltou à competição, e o Nacional depende de si, recebendo o Gil Vicente e acabando o grupo em Aveiro com o Beira-Mar, para ganhar o grupo e seguir para as meias-finais da Taça da Liga. Foi uma equipa portista de Boas Festas, mas sem algo a ver com a que nos tinha brindado com 26 jogos de alto nível apesar de nem sempre os resultados terem sido condizentes com essa valia competitiva. Mas o adversário jogou com a faca na Liga, quando era suposto ser o FC Porto a fazê-lo, o Nacional disputou os pontos como se fosse para o campeonato e sabendo que neste minicampeonato da Taça da Liga uma derrota seria o fim das suas aspirações. O Nacional jogou a sério, forte e feio, acabando feliz quase sem saber ler nem escrever, mas foi essa vontade que lhe permitiu dar a volta ao marcador que até pareceu mais quebrar um desinteressado FC Porto.


Acaba o folhetim da imbatibilidade, como se ninguém soubesse que um dia teria de acabar mesmo. O 1-2 de hoje com o Nacional vale o que vale, quer quanto ao que se sabia, quer quanto ao que fica na expectativa para o próximo jogo, que mais interessa, no recomeço do campeonato.
André Villas-Boas é o responsável pela derrota, porque assumiu um onze de risco quando porventura não devia fazê-lo, mas são as opções de cada treinador e este não foge, afinal, à regra. E por esta devemos ser realistas e conscientes, medindo todos por igual, sem poupar uns e atacar outros quanto à forma como gerir o plantel e a propalada rotatividade.
Só que este era um exemplo, para mim, em como não deveria existir rotatividade, como alinhavei antes:
- era importante saber como estavam os titulares e esses deveriam entrar em campo na sua maioria;
- assim, ficaremos até sábado sem saber como se encontra o onze-tipo, quando o Marítimo jogar no Dragão para o campeonato;
- não concebo, e rejeito qualquer opinião favorável a essa tese académica de sentido contrário, como frente a uma equipa da I Liga, e das boas, o treinador do FC Porto dá-se ao desplante de não meter os melhores, depois de lançar a artilharia pesada em jogos de menor risco competitivo como frente ao Limianos ou ao Juv. Évora para a Taça de Portugal. Por muito menos, em jogos menos exigentes, Jesualdo era invariavelmente zurzido... e eu olho as coisas como são e não com quem ou por quem são.
Algumas coisas, de resto, já se sabiam há algum tempo:
- Sereno não tem qualidade para jogar no FC Porto e foi batido infantilmente no 2º golo;
- Emídio Rafael, para mais avalizado pelo técnico que o orientou na Académica, não tem qualidade, ponto, sem importar se serve sequer ao FC Porto ou a outra equipa da I Liga;
- para dar um frango como o de Kiesczek (Quês Zec), não é preciso ter um guarda-redes estrangeiro como nº 3 na posição, algo que já me causou perplexidade em devido tempo antes da época começar e aqui deixei essa objecção de princípio; aos que defenderam a opção, sempre alinhados com a versão oficial e o credo indiscutível que proclamam, bom proveito.
É claro que não concedo que tal derrota vá ter reflexos no ânimo da equipa. E, aliás, enfatizo que veio em bom tempo, dá para repartir do zero, acaba o enumerar de jogos, passaram as Boas Festas de meia época e 26 jogos oficiais sem perder e vamos lá para outra série. Foi uma equipa de segundos planos, alguns que já desiludiram o suficiente em experiências anteriores, jogaram mal e pouco, lentos e sem garra, a provar que isto não é Hulk e mais 10 ou Hulk e Moutinho mais 9. Claramente não chega.
Ruben Micael joga a passo, há muito se nota, além de jogar muito recuado, o lado esquerdo não tem alternativas válidas porque o puto James é mesmo muito verdinho, não há opção a Álvaro Pereira. Walter é pesado demais e nem na área é válido no que supunha ser o seu forte, no 1x1 em finta curta, aguentando o defesa nem que seja para provocar a falta e um penálti. Hoje ganhou um porque Felipe Lopes o agarrou escusadamente, mas não há bola na área em que se acredite que vá dar golo com Walter lá no meio, a não ser por acaso e de forma fácil frente a equipas de menor relevo e com resultado garantido.
Se foi assim que AVB optou, quando devia rodar, em meu entender, os titulares para chegarem bem ao próximo jogo que é só no sábado, nem imagino como será com o Beira-Mar, em casa, e na visita a Barcelos, já com Taça de Portugal pelo meio (dia 12 o Pinhalnovense merecerá os titulares em campo?) e o campeonato em força...
Com um jogo sem chama, um frango que já não se usa, um lado esquerdo inoperacional, nem dá vontade de falar de arbitragem, das persistentes faltas dos madeirenses não sancionadas com cartão até surgir a primeira cartolina para um portista (Sereno). Ficou um penálti de Sereno por marcar, mas Pecnik escusava de fazer tanto teatro, há jogadores que nem sabem como fica mal certas coisas em campo. Nada a dizer no penálti para o FC Porto, ainda que tenha sido o auxiliar João Santos a dar a indicação ao árbitro que tinha mais a obrigação de ver a placagem de Felipe a Walter.
Mas Olarápio é o que é e, como o resto que está aqui apontado sobre o jogo e a equipa portista, vale o que vale, nem aquece nem arrefece mas também pode queixar-se, como as equipas, da paragem natalícia que não vejo a quem interessa para nos apercebermos, depois dela, que parece ter tudo parado e tudo desaprendido com meia dúzia de folgas e outras tantas rabanadas a que invariavelmente "culpámos", mal, por estes pequenos incidentes que não prestigiam o futebol profissional, quanto a mim que procuro sempre uma explicação para estas coisas da bola sem misticismos nem desculpas balofas.
em tempo (actualizado): fiquei a saber que a derrota portista já deu para abrir um telejornal, o que é normal ao fim e ao cabo; percebi que nem o Livescore dá os resultados da Taça da Liga e ainda nem procurei noutro lado como ficou o outro jogo do grupo Gil-B.Mar; e por aqui se vê a relatividade que estas coisas podem ter. Mesmo que essa relatividade seja explorada a contento nos próximos dias, mas nada que chegue à teoria que Einstein anunciou por muita verborreia que os do costume lancem como anátemas. Também vale o que vale.

8 comentários:

  1. É verdade que a crise pedia uma derrota do Porto e mais vale agora que no próximo Sábado...Mas foi triste, não estou mesmo habituado a perder, agora aquele frango!?!?!?!?!?!?!?...............................Só nos Amadores.
    -Mas "prontos", já sabemos que de vez em quando isto acontece, o Polaco até estava a jogar mais ou menos bem com os pés, chegou a altura de poder agarrar a bola e, pumba!...Já lá mora dentro.
    Depois foi a vez do Sereno confirmar o indesmentível...Mas tens razão Zé, o James está verde, o Walter mexe-se pouco, o Rafael não pertence a este Universo...E depois o Olegário repetiu aquilo que é o espírito da arbitragem Nacional, permitir alguma dureza nos jogos contra o Porto e no caso de se ripostar, lá vai amarelo...Ele não ia marcar o penaltie que foi obrigado a assinalar, e não marcou o outro, porque sabe-se lá o que lhe passou pela cabeçorra naquele momento, "parou" de certeza!...Mas vimos muitas vezes o Olegário a jogar com o Nacional, a vontade era tanta que até passes lhes fez.
    -Acho que nos vai fazer bem esta derrota e acho que o André esteve bem ao assumi-la sem rodeios.
    -No que toca a jogarem os segundos planos, aí concordo contigo, para mim jogariam sempre os melhores...Mas houve muita dureza e embora sem grande maldade, algumas entradas mereciam mais...
    Bom Ano 2011!

    ResponderEliminar
  2. Meireles,

    não acho que o AVB assumiu a derrota sem rodeios: ele explicou-a com erros colectivos, quando existiram mais individuais para o desfecho. Um frango e um central desatento e vulgar. Erros colectivos são as falhas normais de quem normalmente não joga. Logo, podem acontecer amiúde.

    Quanto a jogarem os melhores, pode nem ser sempre. Mas é mais plausível que joguem contra o Nacional, que tem valor, e menos plausível que encham o campo com o Limianos e o Juv. Évora, quiçá o Pinhalnovense.

    Isso é que não pode ser, mas sou eu a dizer...

    ResponderEliminar
  3. Creio que ficou evidente o mau momento que a equipa atravessa, independentemente se joga o titular ou o suplente.

    Tem sido assim nos últimos jogos, em que os resultados têm atenuado as consequências.

    Importante é que a equipa técnica e Administração da SAD estejam atentos para corrigir erros de casting, consensualmente observados pelos adeptos(aparentemente não estão, pois dizem-se satisfeitos com o plantel).

    Importante também é fazer as vedetas descer das nuvens, colocar os pés em terra firme e lembrar que os 5-0 aos lampiões só aconteceram, com determinação, profissionalismo, classe e ambição, qualidades que devem ser repetidas em todos os outros jogos.

    Perder não é uma tragédia, se soubermos tirar as devidas ilações.

    Para mim, neste jogo, só Guarín não merecia a derrota, pelo belo jogo que fez. Todos os restantes (uns mais que outros, impressionaram pela vulgaridade.

    Finalmente o grande motivo para uma explosão de contentamento da CS frustrada que não deixará de dedicar as suas primeiras páginas ao acontecimento.

    Um abraço

    ResponderEliminar
  4. A termos que perder um jogo, eu não escolheria outro melhor que este.

    Os 'lamps' até se espumam todos por esta derrota não contar 'para o campeonato'.

    Foi pena...

    ResponderEliminar
  5. Sr Zé Luis
    Presidente ou Presidenta?
    é só para nos rir.
    Vale o que vale.
    Perder?
    agora.
    é normal.
    Bámos lá ganhar o próximo jogo.

    Abraço

    ResponderEliminar
  6. Amigos portistas a nossa equipa perdeu uma batalha mas não a "guerra". Agora perder por aselhice essas derrotas é as mais difíceis para suportar pelo menos para mim. Vamos ver se no próximo jogo será melhor, isto com certeza ainda são efeitos da ressaca das rabanadas.
    Cumprimentos,
    ultrasfcporto

    ResponderEliminar
  7. Bom dia,

    Ontem entramos apáticos no jogo, muito lentos, um meio-campo pouco dinâmico, com Ruben e João Moutinho uns furos abaixo do que é habitual. Também temos de dar mérito ao Nacional que entrou bem organizado defensivamente e segurou o empate na 1ª. parte. Nós na primeira parte, vivemos das tentativas frustradas de Hulk, de Walter e James a espaços e das investidas de Guarin, que foi o melhor em campo. Guarin foi até ser substituído o elemento mais empreendedor no meio-campo.
    Na segunda parte entramos melhor, com mais raça e rapidez de circulação e conseguimos com naturalidade o golo, através de penalti. E parecia que o jogo estava ganho...
    Mas o Nacional e bem, veio para a frente à procura do empate, e não obstante o erro do Pawel, cometemos muitos erros defensivos. Já antes Orlando Sá não tinha emendado um cruzamento para golo por um triz.
    Assim o Nacional chega ao empate, e marca o golo que faz a reviravolta.
    Acho que o FC Porto, tendo em conta a valia do adversário, arriscou demais, ao colocar na defesa ao colocar Sereno e Pawel que têm muitos poucos minutos de jogo.
    Seria prudente ter jogado Helton e Maicon ou Otamendi.

    Será muito difícil agora a qualificação para as semi-finais, nem que vençamos os 2 jogos. Dependeremos sempre de terceiros.

    Abraço

    Paulo

    http://pronunciadodragao.blogspot.com/

    ResponderEliminar
  8. Quando digo que o AVB assumiu a derrota, foi porque ele não se escudou em factores externos ao jogo, nem na arbitragem, por exemplo...Muito menos lançou as culpas para os jogadores, são eles que têm que ter a noção de que não se deve falhar nestes momentos, caso contrário vêm a sua carreira cerceada...Mas meu amigo a vida é feita destas coisas.
    Se olharmos para outras equipas, vemos que nem o Liverpool ou o Manchester ou o Barcelona conseguem pôr o mesmo brilho em campo com as suas segundas equipas...E a rotação é necessária para evitar lesões por cansaço...-O sofrimento também é vital para se poder dar valor aos bons momentos que vivemos...Portanto, vira milho, que no próximo Sábado o dia é já outro!

    ResponderEliminar