19 agosto 2011

Como salvar a face por Falcao?

Está nos jornais, de cá e de lá, mereceu comunicado à CMVM e a venda de Falcao ao Atlético de Madrid até teve esta imagem abaixo, que vimos também na transmissão televisiva da SportTV, das "bienvenidas" ao artilheiro colombiano no Calderon. Mas, apesar disto tudo, e do recorde de transferência em Portugal, não está, perto da meia noite no site do FC Porto. Este continua a ser um logro, como nebulosa é ainda a Comunicação da SAD aqui analisada pelo Jorge http://www.porta19.com/2011/08/fonte-de-noticias/.  Ou, então, como convém, alija-se responsabilidades, repartindo-as ou transferindo-as para um quase clandestino Porto Canal, onde tudo é recitado em soprano baixo a lembrar um funeral e não com vivacidade e alegria próprias de um grande clube vencedor e hegemónico a nível nacional!

O negócio, mesmo merecendo as maiores parangonas, parece cair mal. Resta saber porquê, embora a resposta não seja dada, ou entendida, pelos tipos do "efe-erre-á" que já não chamam a este "pesetero", como ao outro libras Boas, ainda que um tenha saído do Dragão pela cláusula de rescisão religiosamente respeitada e o outro, apesar de ampliada em 50% há um mês e vivificada urbi et orbi pela Nação Portista, sai abaixo da fasquia que era, também esta, supostamente inflexível, a dos 45ME.

Como qualificar o negócio? Antes pouco plausível. Previsível, só de há uns dias, porque o destino foi mimoseado até por Pinto da Costa, a liquidez do Atlético zombada da mesma maneira e na mesma onda e a inflexibilidade tem contornos de anedota, disfarçada com mais uns 7ME por "objectivos" que, de momento, ninguém sabe quais são - mas não o de campeão espanhol, certamente, e duvido que sirva para o derbi de Madrid.
Ao vender Falcao e Ruben Micael por 45ME, um belo encaixe sim senhor e que compensa os 43ME já gastos em aquisições que, feita a catadupa dos últimos dias, fazia antever um magote de saídas que parece não ficar por Sereno (Colónia), não sendo já de descartar Moutinho e Álvaro Pereira (juntos por 55ME) no Chelsea, o FC Porto pode dizer duas coisas, ou alguém que, à parte o incensar destas coisas todas por uns rotuladas como "brilhantes" e lucro fantástico:
- Vendeu Falcao pela cláusula e ofereceu, num inesperado e indevido gesto de boa vontade, Ruben Micael totalmente à borla;
- Vendeu Falcao abaixo da cláusula, a tabela máxima que presidente e apaniguados juram ser para manter e não bufar, quem tiver dinheiro que se chegue à frente, mas Ruben Micael pelos 5ME esperados, o que é notável em desproporção e rigor absoluto que favorece o português e que seria menos de esperar.
Ora, para disfarçar a venda abaixo da cláusula, digna de mitos sempre abalados até por mais de "um cêntimo", depois de Bruno Alves e Raul Meireles, nada como juntar um factor de diversão, à falta de negócios alheios para distribuir galhardetes e picardias mediáticas. É Ruben Micael, hoje a fazer 26 anos e a caminho do... Saragoça, que é o seu destino, por empréstimo estipulado por um ano, jogar na mesma equipa que negociou por uma bagatela... Roberto, sim o frangueiro.
A mim não me surpreende e até achava "muita fruta" tanta acalmia, ainda com a borrasca previsivelmente a meio, e mais juras de amor eterno caucionadas pela célebre cláusula. Juras de amor eterno que tanto podem ser confissões públicas sobre a cadeira de sonho, como prender um 9 de sonho à camisola subindo a cláusula em 50% como só a permitir o alcance aos que alguns presidentes acham serem os maiores da Europa: o Barça, o Real Madrid e o M. United, ninguém mais, nem o Bayern, nem o Milan, muito menos o Atlético de Madrid.
É claro que a baboseira, mas também a cortesia perene de certos epígonos armados em cavaleiros do apocalipse e guardiães do portismo mais papista que o Papa, não servirá de lição e daqui por uns tempos uns serão vituperados se abandonarem, licitamente, o Dragão e outros abençoados por permitirem mais um encaixe extra, algo que era suposto, pensava eu, a SAD acautelar em Março com AVB por força da iminência dos seus êxitos estrondosos, um reforço da cláusula, como em meia dúzia de dias celebraram com Falcao. Assim, dá para salvar a face e continuar a condenar o ex-treinador às galeras, ainda ele não perdeu as estribeiras e a rectidão como o anjo Mourinho caído em desgraça e candidato a figurar no memorial de El Escorial para as figuras do regime madridista...
Se não houverem mais penáltis para o FC Porto para os críticos ironizarem, esta venda de Falcao por menos 5ME do que o estipulado quiçá os "5ME da treta", contra todas as garantias de intransigência e máxima acuidade negocial, será devidamente glosada, até por supor um enfraquecimento do FC Porto no plano interno, acima de tudo isso, porque na frente europeia a perda é evidente mesmo que mitigada intramuros face a concorrência de menor gabarito.
Já terão passado, entretanto, os remoques aos jornais que vendiam meia equipa, quase a sair pela porta grande e esperemos com maior dignidade e brilho através da Comunicação do clube/SAD, que continua a agradar aos parolos do costume, que também abundam no portismo.
Uma vitória hoje sobre o Gil Vicente permitirá passar sobre isto como cão em vinha vindimada. Um desaire caseiro já levantaria questões colaterais.
Mas o que nunca se saberá, nesta era de mais transparência em vidro fosco do tabuleiro do mercado de transferências com "players" imprevistos mas decisivos - mesmo que vituperados a maior parte do tempo pelos clubes que amiúde a eles socorrem para despachar o expediente - é que interesses há por detrás disto tudo, que influências e premências se movimentam e até triunfam. Fala-se em Jorge Mendes e nunca se percebe se é o intermediário ou o senhor. Quando dá jeito, é o primeiro. Quando é o segundo, é diabolizado. Contudo, os clubes não vivem sem eles e os jogadores, subitamente, chutam para canto o que dantes consideravam rumores e entram de cabeça em assumirem novos amores, como fez Falcao em Guimarães, sabe-se lá impulsionado por quem e num impulso bem mais contundente, eficaz e até decisivo do que quando subiu para cabecear, escandalosamente, ao lado o cruzamento milimétrico de Hulk - que o colombiano troca de bom grado pelas assistências desse tosco Sálvio que esta noite voltei a ver arrastar-se no campo frente ao V. Guimarães.
Posto isto, todas estas coisas devem ser tidas com reservas, tal como não dizer desta água não beberei. Aos contorcionistas, que desprezam quem pensa e não quem é cão de fila, obediente e cego e só ladrando para o dono, ficam, agora, os aplausos, depois dos assobios por coisas bem mais líquidas e escorreitas. Ou é da massa do sangue tuga regozijar-se com as coisas feitas por outro lado e estar sempre parcimonioso, quando não laudatório, com o chico-espertismo em que gosta de se mirar?
Como a todos os outros, desejo boa sorte a Falcao, legitimamente na pista do dinheiro que é tão bom para ele como para o clube, como sucedeu com André Villas-Boas, lamentando eu que siga o destino que Futre teve há 24 anos, para ganhar dinheiro por apenas um par de taças do Rei. Embora já anteveja Falcao a decidir a Liga Europa, pelo segundo ano seguido, reconquistando-a para o Atlético a quem o FC Porto sucedeu, enquanto a baliza de Dublin vem para o Museu do Dragão. E uns milhões bem necessários, que a uns contenta também por tapar as despesas e suprir as necessidades do orçamento recorde.
Resta saber quem mais sairá e o que sobrará, de responsabilidade, para Vítor Pereira.
Jesualdo Ferreira, a quem foi renovado o contrato por dois anos após a dobradinha de 2009 e os quartos-de-final da Champions, perdeu Lucho e Lisandro e só durou um ano, apesar do conforto dos milhões, quando era suposta a aposta maior na Champions que justificava o prémio da sua continuidade menos abonada para uma boa parte dos adeptos.
Porque tudo isto é uma ilusão, especialmente para os iludidos que, como os outros fizeram com o "ganho" com Roberto, contam apenas a entrada e a saída do dinheiro.
E a confiança de que chegará outro Falcao, certamente barato, para renovar a esperança. Tal como em 2009, não sobrará para esta Champions. E a manutenção da equipa, como em 2003 e 2004, continua na mente de todos e decerto com pedestal condigno no Museu.

18 agosto 2011

Sub-20 num final mundial 20 anos depois

Não sei se as capas dos pasquins trarão o feito em relevo merecido, de manhã, com Portugal na final do Mundial sub-20 na Colômbia 20 anos depois de Lisboa-91 e na senda do primeiro, inesperado e histórico êxito de Riade-89. Acabou agora a semifinal com a França (2-0).


Mas tenho a certeza que não faltarão os editoriais de pacotilha a lembrarem o desaproveitamento destes jogadores, mais uma nova fornada de talentos promissores, com tantos já emprestados pelos três grandes e alguns outros, portugueses de gema, que já foram cedidos aos mais diversos clubes.


Serão editoriais da gente que exulta com as contratações aos magotes de estrangeiros que os mesmos três grandes conseguem comprar a preços de milhões. E as expõem nas capas com orgulho e reverência, para os impensáveis 80 e tal milhões de euros gastos. E isto em tempos de crise. De princípios. Mas que serão enunciados em nome da lei e da grei, como se fizessem campanha pelo produto nacional e bom, alguns já a jogarem no estrangeiro porque cá não têm oportunidades.

Barça em défice chega para Madrid esfusiante mas improfícuo e estupidamente violento



Só Messi, de momento, põe o Barça no pedestal mundial e mais dois golos do melhor jogador do mundo, o último dos quais a poucos minutos do final da 2ª mão da Supertaça de Espanha para fazer o 3-2 e evitar o prolongamento já depois da 1 da manhã em Barcelona, vulgarizaram o Real Madrid que acabou, mais uma vez, a fazer uma triste e pacóvia figura.

Ainda é um campeão europeu em défice de prepração que no dia 26 enfrentará o FC Porto no Mónaco, na Supertaça europeia que será, tudo o indica, o seu próximo jogo oficial, se for concretizada a greve que adiará este fim-de-semana o arranque da Liga das estrelas?

Sem ritmo e, especialmente, sem intensidade de jogo, jogando recuado e com a prudência que o seu actual momento aconselha, o Barça estará ainda tão "enferrujado" de amanhã a oito dias no Principado? Seria bom para o FC Porto ter aspirações a vencer o colosso espanhol ao qual Messi bastou para, com três dos cinco golos em dois jogos, derrotar o Real Madrid.


Os merengues, num estado de preparação mais adiantado, jogaram mais ofensivamente do que nos quatro duelos marcantes do final da época passada. Ironicamente, mostrando mais codícia, o futebol da equipa de Mourinho, contudo, parece mais improfícuo e voltou a ser incapaz de dar profundidade e acutilância na área à maior posse de bola e jogo que "instalou" no meio-campo do adversário.


Ou seja, um Barça ainda insuficiente, comparado com o "normal" das últimas épocas, acabou por chegar para o melhor que o Real Madrid tem apresentado e que será próximo do que valerá nos meses até ao Natal. O que significa, mesmo assim, ser o Barça um colosso enorme para o FC Porto com vista à Supertaça da UEFA. Ainda intransponível?


Porém, Fàbregas já jogou e assistiu Messi para o 3-2 final que deixou Camp Nou em loucura, apesar de um jogo timorato dos catalães, com a defesa muito recuada e muito jogo pra trás, sem assumir nem comandar a partida a seu gosto. Por insuficiência própria e atrevimento madridista, que quis beneficiar da sua melhor condição no momento, mas os catalães jogaram no controlo da partida e da "eliminatória", com o 2-2 favorável obtido em Madrid e que os da capital igualaram perto do fim para aspirarem ao prolongamento.


Mas em desespero, o Real Madrid voltou a fazer uma figura triste e até insólita, com os protagonistas do costume a portarem-se como animais em campo. Pepe voltou a não ser expulso, agredindo Piqué num canto mas sem um Benquerença - que tanto prejudicou os catalães frente ao Inter de Mourinho em 2010 - para marcar o penálti respectivo que daria o 3-1 e sentenciaria a partida. Pepe acabou por fazer uma assistência para Benzema no 2-2, mas o outro animal em campo, Marcelo, não evitou ser expulso já nos descontos, depois de poupado ao vermelho por uma agressão a Messi com uma patada depois de falhar um corte, uma agressão que o brasileiro já fez na 1ª mão e tinha feito na infame final da Taça do Rei, aí frente a Pedro, o que cobre de ridículo não só este jogador, tal como Pepe, como os suspeitos árbitros espanhóis que só em último caso ousam expulsar um jogador do Real Madrid.


Este Barça, mais "falível", "humano", "terreno", e acossado quando o adversário pressiona a saída de bola da sua defesa, parece mais ao alcance de um FC Porto que seja determinado e objectivo e evite a circulação de bola de Xavi e Iniesta a que se junta, agora, Fàbregas. Iniesta abriu o marcador com uma fuga pelo meio da defesa marengue, muito permeável.


E é essa a esperança que os dois jogos da Supertaça de Espanha deixam, com a equipa de Guardiola longe ainda da sua melhor condição mas, ainda assim, capaz de bater o Real Madrid cujo descontrolo emocional no final comprova o timbre das últimas épocas marcadas pelo complexo de inferioridade face ao tricampeão espanhol a quem só ganhou um dos últimos nove jogos, a Taça do Rei, e apenas na toada violenta e intimidatória permitida pelos submissos árbitros espanhóis.


17 agosto 2011

Ainda os penáltis, agora "feios" e "esquisitos" mesmo se incontestados

Volto, insisto no tema dos penáltis da 1ª jornada. Um tipo lê cada coisa que, se não partilhar minimamente, não dá eco do que por aí se diz, bem ou mal.


O penálti do FC Porto em Guimarães é tema recorrente de conversa, fiada mas escrita. Tal como a ironia do João Manha no Rascord a que me reportava implicitamente em baixo, hoje é o arquitecto do Sol, o inefável cronista domingueiro António Saraiva que, sublinhando a clubite aguda, dá no mesmo.


Como lhes dói a coisa e não parece aliviar...


Agora deu-lhe para apelidar os penáltis de, imagine-se, "feio" e "esquisito". Isto é, falando sobre o golo do Porto que deu para ganhar em Guimarães, não contesta a validade e justeza do mesmo. Na tónica da imbecilidade futeboleira que dá contornos fantasmagóricos à mais pura realidade, o director do semanário Sol diz que o Porto venceu com "um golo feio" e "um golo esquisito".


Já tínhamos lido e ouvido de penáltis bem ou mal marcados, de penáltis justos ou inexistentes, de penáltis visíveis e invisíveis quando não mesmo inventados, de penáltis inevitáveis e outros escusados, inclusive de penáltis fora da área, quando a mesma cresce para fora dos limites das suas marcações a branco no relvado. A brincar, até ouvimos falar de penáltis de cabeça. Mas golos feitos de penálti "feios" ou "esquisitos", mesmo não questionando a legitimidade da marcação da falta dentro da área e do correspondente castigo máximo, não, nunca tinha lido ou ouvido.


É só para registar, porque a idiotice futeboleira própria dos "escarafunchosos" e maus perdedores não tem limites. É só mais um a assobiar para o lado por um lance favorável ao seu clube, no caso o primeiro golo em Barcelos obtido com Nolito em fora-de-jogo - embora eu admita que, no limite, por milímetros, seja uma jogada passível de passar, favorecendo o avançado, como tese defendida nas recomendações do International Board e, nesse âmbito, a aplicar a todos os clubes e eu aqui não faço distinções e levo tudo na mesma medida, daí considerar injusto o golo mal anulado a Postiga e justo, mas que poderia passar, o golo de João Tomás invalidado ao Rio Ave frente ao Braga. A mim não me apanham com tergiversações e efabulações como este arquitecto que, quando foge do seu objecto de trabalho, no caso a política, como sucede com o director do Jornal de Negócios também em "calúnia" no Rascord, o Pedro Santos Guerreiro, são casos doentios, como os demais que ali bolsam e vituperam a verdade desportiva que dizem defender.


Feito mais este registo, realce para as nomeações de hoje, nas quais o Xistra foi para a jarra logo a começar... Rui Silva, um desconhecido, estará 6ª feira no Dragão. João Ferreira passa do Benfica ao Sporting e estará em Aveiro no domingo. Sábado, na Luz, o tenrinho Hugo Pacheco.


Ora, este Pacheco é tão novo e já tem uma história e notória, mas que a muitos escapa ou não interessa avivar a memória e é bem recente.




Estreante na I Liga, Hugo Pacheco protagonizou o maior roubo do campeonato passado foi no Sporting-Beira-Mar e é boa altura para lembrar como os calimeros são favorecidos montes de vezes mas fazem por esquecer. Esse Pacheco primeiro anulou um golo limpo aos aveirenses na 1ª parte, como antes sucedeu no Sporting-Olhanense e ninguém sabe porquê mas sucedeu em dois jogos em Alvalade na mesma época. Depois, o tal Pacheco negou um penálti flagrante por carga sobre um chinês do BM e tudo como 0-0 no marcador. Por fim, inventou uma mão de um aveirense e permitiu a vitória de 1-0 dos leões, uma daquelas vitórias por penálti, para mais inventado, depois das peripécias anteriores, que são tão contestadas quando sucedeu para o FC Porto e mesmo em penáltis indiscutíveis.


Pelo que, estamos na mesma, a todo o vapor, logo à 1ª jornada. É só para lembrar e marcar terreno, confrontando posições.



Nem se compreende sequer o nervosismo gritante que por aí vai, com a cegueira correspondente e atrelada a imbecilidade incontrolável e perigo de saúde pública em risco sério. É que, no final da época, vão à Champions os dois primeiros classificados e o 3º vai à pré-eliminatória, logo há mais lugares para os milhões e escusam de se afligir logo à 1ª jornada. Para mais, de forma patética.


nota: o empedernido "artnis" insiste em querer comentar e segue de imediato para o lixo, não percebo porque insiste mas os burros são assim, parece, e nada a fazer, só cumprir regras de higiene. Qualquer ideia pateta que tenha a apresentar aos benfiquistas terá muito por onde se estender, mas não aqui. Se quer falar de penáltis, pode consultar o quadro à direita no blog onde está compilado o total de penáltis desde há muitos anos, para aí 25 ou mais. O resto é treta, tal como questionar o penálti de Guimarães que ninguém de bom senso, a não ser uns parolos e o Manuel Machado, contestou de facto, só lamentou ter sido assinalado, bem asinalado mas foi uma chatice.

Petróleo no Dragão e lodo no cais


Sou apanhado desprevenido pela distracção a que se votaram, subitamente e em uníssono, muitos dos críticos encartados da bola indígena colocados nas sinecuras do costume dignas de epígonos do regime a puxarem todos para o mesmo lado reunidos à volta da capital. Mas não surpreendido, ainda que estupefacto pela mudança e escolha de "objecto de estudo" em relação ao FC Porto tão típico da "Imprensa Destrutiva" dos que se dizem da dita desportiva.

Ainda pensei que exercessem a ironia de falar da abundância de meios no Dragão para acumular 43ME em aquisições. Nesse caso, aproveitariam uma "deixa" de Pinto da Costa dirigida como remoque ao Benfica há pouco tempo. Mas não, mesmo contratações anunciadas para o Benfica, todos "a caminho" se não mesmo já nas imediações da Luz, acabando no Dragão num desvio de 180º, nada disso suscita lamúrias e arrotos de mau perder. E, contudo, tantas aquisições no FC Porto só podem supor várias saídas, algo que nem me passava pela cabeça, tal como não imaginava, mesmo sabendo da consolidada imagem portista de negociar bem e ter crédito no mercado e liquidez e avales à prova de crise, poder ver bater recordes de compras, seja em valores individuais (13ME por Danilo), seja no somatório da pré-época - e não vejo, feliz ou infelizmente, muitos portistas capazes de pensarem um bocadinho nisto, se é bom ou um exagero, confiantes em que, no final, tudo dê certo.
Mas não, a estupidez natural da comentadeirisse futeboleira, fundada no mais absoluto sectarismo a realçar a inutilidade das críticas e a intoxicação mediática que leva a novas atitudes de fanfarronice e trauliteirismo que numa semana já rendeu uns dentes partidos e uns desacatos em cafés como no Velho Oeste sem lei, esse tarantantan clubístico desbragado que dizem sustentar audiências e alimentar o manicómio, só dá para ironizar, sim, mas com as boas decisões de arbitragem.
Deu para implicar com um penálti bem marcado, e resolutamente assinalado, a favor do FC Porto. Imagine-se se não fosse penálti. Há um ano, um defesa navalista movimentou o braço em direcção à bola e foi penálti, porém criticou-se na base do maniqueísmo: ah, se fosse ao contrário não marcava... Agora foi mais evidente ainda a falta e deu penálti inapelável, mas foi a forma de ouvir falar Manuel Machado de arbitragens, uma semana depois do silêncio dos ratos, do Manuel Machado e dos comentadeiros que não registaram nenhum dos quatro penáltis por marcar na Supertaça tão "equilibrada" por Pedro Proença.
Nem se discute a violência gratuita de Jeffren que, com 0-1 em Alvalade, devia ter deixado o Sporting a jogar com 10 a maior parte do jogo. Ou o golo em fora-de-jogo de Nolito, ainda que numa margem de erro que deve ser concedida ao avançado, mas que não funcionou, mal, em favor de Postiga. São esses lances que, com erros claros, devia merecer atenção. Mas a imbecilidade pura de comentários manhosos atirou o penálti de Benquerença para o foco das atenções.
Malmequer, Benquerença, realça-se que durante a época passada não marcou qualquer penálti. Podiam complementar que na época passada Benquerença não apitou qualquer jogo do FC Porto. O último que apitou, porém, não deve ser bom de recordar, foi o Porto-Benfica do Dia da Mãe com a vitória de 3-1 e em jogo em que transformou um penálti sobre Fucile, não assinalado, num amarelo que foi o segundo e expulsou o uruguaio e um potencial 2-0 deixou o FC Porto de Jesualdo com 10 e logo a seguir a sofrer o 1-1.
Quando a verdade é contada a metade e são sonegados dados para avaliação a estória não pode ter sucesso. Apenas os crónicos burros que alimentam o sistema da intoxicação e da estupidez marcantes do comentário da bola indígena. Com tendência para agravar-se, como é exemplar neste começo do campeonato depois do parêntesis, e irrelevância, da Supertaça com o triunfo indiscutível e natural do FC Porto.
Por fim, vi agora algumas imagens mais concretas do jogo do Sporting e há uma porrada de um jogador do Olhanense num do Sporting, quase no fim, que era vermelho directo. Mas do Xistra e da sua estranha complacência não se optou por falar como mau exemplo. Quseram dar mau exemplo da boa decisão de Benquerença em Guimarães. E sobram motivos acrescidos para as nomeações, hoje, para a próxima jornada, como se os árbitros fossem o centro do futebol mas não se lhes atribuísse a medida exacta dos seus erros e dos seus méritos, em vez de ironizar apenas como não tendo mais nada para dizer.

16 agosto 2011

Começou o campeonato e já há penáltis (e até uma expulsão, mas não foi do N'Diaye e do Jeffrrén)

ACTUALIZADO. Esta manchete tem dois crimes, um de pura estupidez

e outro de português puro, não havendo concordância do "ser" com o plural "adeptos" "Mãe e filho". E nós a pensarmos se seria Xistra ou o João "Pode vir o João" Ferreira em risco de terem dentes partidos...


Eu bem me pareceu que a Supertaça foi mais ou menos a brincar, ou clandestina, ao jeito de uma taça latrina. Proença negou 4 penáltis ao FC Porto e só pude, do jogo, concluir que não tendo lugar à aplicação das Leis do Jogo a competição não pode ser oficial. Não houve burburinho por causa disso, o FC Porto não se queixou - e eu acho que deve fazê-lo mais ainda quando ganha, que é quase sempre, por reforçar a sua razão e tornar ensurdecedor o silêncio dos cúmplices dos que fazem as coisas por outro lado -, a coisa passou na desportiva.

Mais: tal como escrevi, a segunda vantagem desse roubo foi não ouvir Manuel Machado falar da arbitragem. E quanto aos afonsinos pensarem que jogam muito e batem-se de igual com o FC Porto é conversa entre parolos...

O campeonato começou, o FC Porto ganhou e lá foi de penálti. Insuspeito, claríssimo, sem margem para dúvidas e Benquerença apitou logo. Ora, como isto já é a sério e mete, em princípio, as Leis do Jogo, os azedos já destilam azedume, o que é normal.

O Sporting teve um golo mal anulado, um penálti humanamente impossível de ver a não ser na tv e uma capa do Rascord a falar de influência de arbitragem. Toda a gente já esqueceu o golo anulado sabe-se lá porquê ao Olhanense no 0-0 da época passada em Alvalade... Mas, para todos os efeitos, o Sporting foi prejudicado neste jogo, é um facto, como é um facto que o fora-de-jogo é muito traiçoeiro mas nem todas as capas dos jornais tratam lances idênticos e diferentes clubes da mesma forma. Pelo que, lá virá a maré em que, de roubo ao Sporting, o Rascord lá trará a capa do "Leão agradece" quando o árbitro assim decidir e influenciar o resultado...

Ah, entretanto vi de relance uma entrada de Jeffrén à moda de Pepe. Ou de Binya, aquele que levou 5 ou 6 jogos da UEFA, a mesma UEFA que pune exemplarmente os brutamontes como Pepe. E Jeffrén promete. Mas a entrada assassina passou com um amarelo do Xistra, os calimeros a assobiarem para o ar e o Rascord a meter a viola no saco, ao menos vi em A Bola a referência ao lance na 1ª página a par dos lances em que o Sporting seria prejudicado pela arbitragem.





O Benfica empatou, o Braga empatou e Nuno Gomes nem fez diferença num caso e noutro. Só três vitórias em oito jogos repartidos por quatro dias e seis horários, o que dá para todos os paladares nesta tasca mal frequentada. Um golo em fora-de-jogo para o 0-1, uma situação que dá para passar no limite, mas o mesmo não sucedeu a João Tomás frente ao Braga...

E tantos alvitraram que o campeonato ia ser equilbradíssimo - e não há prova de que não venha a sê-lo, mas desconfio... - que, de repente, ao verem o Porto na frente logo as más línguas de péssimos fígados com cloacas feridas desataram a bradar:

MUTTLEYYYYYYY, DO SOMETHIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIING?.....


Adivinha: mal vi o benfas, não vi os calimeros, nem sabia do braga e apanhei apenas um lance ou outro mal amanhado; nem sei se é correcto dizê-lo sem dados na mão, mas a 1ª jornada só terá tido uma expulsão e não, não foi o N'Diaye, o Pepe africano que bate em tudo o que mexe e não vê cartões. Agora, logo à 1ª jornada, de quem é o jogador expulso que vai desfalcar a sua equipa na 2ª jornada e que jogo é esse? Dou só a pista do Jorge Rouba Sousa...


15 agosto 2011

Hulk marca e dá para Falcao falhar

Hulk promete ser de novo o protagonista maior da época e, tal como há um ano, deu a vitória ao FC Porto na abertura do campeonato, também de penálti como sucedeu então na F. Foz com a Naval. O Incrível fez o 1-0 essencial e deu o 2-0 a Falcao quase no fim, mas o colombiano com a baliza aberta cabeceou ao lado como ao lado parece andar agora que já manifesta vontade de sair...


O FC Porto impôs-se em Guimarães num jogo tirado a papel químico do da Supertaça. Com mais canelada e e sofrimento, face ao futebol digno da 3ª divisão inglesa e tipo lixa nº 5 dos vitorianos, os dragões geriram bem a contenda, criando mais oportunidades do que os locais. Só Kléber falhou três ante Nilson, mais do que as duas ocasiões dos minhotos na 1ª parte. Pensava-se que Falcao o corrigiria na arte de marcar, mas o 2-0 falhado a quatro metros da baliza confirma que o colombiano está muio distante da boa forma, pelo atraso na preparação, como parece distante de poder ficar no Dragão. Da mesma forma, Guarín também vai somando minutos enquanto lhe falta treino, mas Vítor Pereira teve de gerir os internacionais, deixando Ruben Micael no banco em vez do colombiano. Otamendi rendeu Maicon ao lado de Rolando e dá outra segurança ao sector, nas duas alterações ao onze que iniciou a Supertaça em Aveiro.


O N'Diaye confirma-se como o Pepe no nosso campeonato, batendo em tudo e sempre sem ver cartões, sabe-se lá até quando. Mais um festival de jogo duro, generalizado nos vimaranenses, mas foi Moutinho a ver o primeiro cartão quando outros vitorianos antes o mereciam. Mas Benquerença esteve muito atento e decidido na gravata de Olimpio a Sapunaru num canto, um exemplo do jogo em cima que tem sido a marca dos vitorianos mas que não pode durar toda a época e não lhes trará grandes benefícios trocarem a posse de bola pela agressividade sobre o adversário. Tanta energia dispendida em jogadas inócuas que quando chegou a hora da frieza Barrientos não conseguiu concluir ante Helton, numa fase em que a superioridade numérica no meio-campo retirava espaços aos médios portistas. No final, Belluschi reforçou o miolo em detrimento de Varela, quando já Falcao jogava no lugar de Kléber que falhou três vezes isolado diante de Nilson.


Uma vitória natural do FC Porto, sujeito ao kick and rush vitoriano mas controlando melhor os lances aéreos e as bolas longas. E um passo em frente dado em relação aos rivais que empataram todos, com fases mais adiantadas de preparação o que só valoriza mais a gestão que Vítor Pereira tem de fazer de momento. E 6ª feira é já o Gil Vicente na 2ª jornada antes da Supertaça europeia no Mónaco uma semana depois face ao campeão europeu Barcelona que tem os mesmos problemas de treino e de tempo para gerir, mas pode gastar 35ME em Alexis Sanchez e 40ME em Fàbregas, sem temer que lhe saia o goleador...

14 agosto 2011

Tourada de Madrid com bandarilhas no toureiro

Prontos, depois da tourada de Guimarães, a de Madrid teve protagonistas melhores num cenário habitual que tanto assusta os árbitros: os de Mourinho voltaram a acabar um jogo com 11, distribuiram porrada e ficam felizes com o 2-2 que o árbitro espanhol da 1ª mão da Supertaça não quis desfazer, negando um penálti sacrossanto sobre Pedro.


Pepe voltou a ser o animal poupado ao matadouro, tal como na final da Taça do Rei. Mais uma entrada assassina sobre Dani Alves, agora mais à frente ainda junto à bandeirola de canto do Barcelona, mas passou impune. Só com árbitros estrangeiros poderá ser posto no curral, da mesma forma que Marcelo, que agrediu Pedro na final da Taça do Rei, deu sem bola em Messi e nem amarelo viu, tal como Pepe. Qualquer deles devia ter acabado o jogo mais cedo, mas o brasileiro conseguiu ainda fazer um penálti sobre Pedro não marcado. E Xabi Alonso só à 5ª falta viu amarelo, de forma que o Real Madrid dos portugueses voltou a ser poupado, o que só envergonha a arbitragem espanhola. Para compor o ramalhete, Messi voltou a marcar e CR7 não, enquanto Caientrão estreou-se a simular uma falta em frente à área e a ver um amarelo por protestos, o que se enquadra no cenário de proteccionismo feroz que impede qualquer hipótese de êxito do Barça no Bernabéu. Desde um pé em riste de Khedira na careca de Abidal e sem cartão deu para entender que voltaria a valer tudo aos merengues, mas não dobraram o Barça apesar de muito forcing mas pouco sumo, o que dá para antever mais do mesmo para a época em Espanha e o Real Madrid não consegue jogo colectivo como o tricampão que, mesmo em baixo nas "pilhas", aguentou bem o balanço do mar encapelado da capital...


Tal como Vítor Pereira neste início de época, Pep Guadiola também vai gerindo as entradas dos jogadores depois de uma pré-época sem trabalho adequado. Xavi, Piqué e Pedro saltaram do banco, o Barça acusa ainda muita falta de rodagem mas além desta pensa ainda na Supertaça do Mónaco com o FC Porto. Villa e Messi marcaram, só faltou Alexis Sanchez fazer o gosto ao pé mas o trio avançado do Barça fez sempre a cabeça em água aos merengues, apesar de o meio-campo recomposto sem os habituais Busquets e Xavi não render muito.

13 agosto 2011

Que recorde vale a 1ª volta a Vítor Pereira?

Prontos, pensavam que vinha aqui entreter com os empatas que por aí andam, mas antes de tudo o mais interessa o FC Porto. Do resto falaremos depois.


Quem souber responder à pergunta do título pode ir ao Mónaco ver a Supertaça que eu não pago.


Mas é tão simples quanto o que aí está em desafio: a 1ª volta pode trazer um recorde ao FC Porto. Qual?

12 agosto 2011

Corrigir um pormenor é evitar o golo do ano passado



Eu já tinha tocado no assunto, na leitura que fiz da Supertaça em Aveiro. Como esperava, quase ninguém tocou no assunto. Constatei, depois, que só o Record deu destaque a essa declaração de Vítor Pereira em Aveiro. Hoje, na conferência de Imprensa no Olival, o treinador do FC Porto referiu-se a isso mesmo, agora sem especificar mas tocando implicitamente no tema. Os poucos jornalistas presentes não procuraram saber mais além do que o repórter do PortoCanal quis saber, quando levantou, muito bem, a questão que ficou pendente do último domingo.


A saber: a única dificuldade que o FC Porto teve para ganhar a Supertaça foi o pontapé para a frente do V. Guimarães. Aliás, implicando duas coisas:


1) a defesa fica a pé fixo, não se desposiciona e torna-se um muro firme difícil de derrubar - e para mais quando são perdoadas várias grandes penalidades a quem tantas faltas comete dentro e nas imediações da área, como infelizmente sucedeu com Pedro Proença.


2) optando pelo pontapé longo, longe de ser considerado uma "transição rápida", o Guimarães quis potenciar a velocidade dos seus extremos e a corpulência do seu avançado-centro - acabou por marcar apenas de canto, mas no primeiro e único que teve na 1ª parte, o que é frequente suceder no futebol, marcando numa oportunidade.


Ora, eu percebi cedo estes dois problemas ao ver o jogo de Aveiro, Vítor Pereira disse-o sem tibiezas na conferência de Imprensa após o jogo e hoje, instado a comentar o que esperava táctica e estrategicamente do Guimarães e o que o FC Porto corrigiria no seu jogo, o treinador portista referiu apenas a necessidade de "corrigir um pormenor" e poder vencer na estreia no campeonato. O pormenor é esse, o FC Porto quis jogar demasiado depressa em Aveiro, asfixiou o adversário pressionando-o logo junto à sua área e criou imensas dificuldades a que o Vitória respondeu com pontapés longos para os seus avançados. Os minhotos jogavam com uma equipa partida, meia a defender e meia a atacar, o FC Porto por momentos chegou a ficar partido, como o seu treinador reconheceu, e houve jogadas em que os centrais portistas não tinham Souza à sua frente. Essa exposição pode causar um golo do adversário.


Não sucedeu em Aveiro. Mas, basta lembrarmos, aliás, o 1-1 da época passada. Bola longa, da direita para a esquerda, Fucile a facilitar e Faouzi a entrar nas suas costas para marcar ante Helton. Custou não ganhar um jogo dominado pelo FC Porto, o mesmo podia ter sucedido em Aveiro e Vítor Pereira não espera um Guimarães diferente, mesmo perante os seus adeptos que potencialmente poderiam exigir outra postura da sua equipa. Ao invés, estes e esta preferem achar que quase equilibraram a partida de Aveiro, desequilibrada pelos critérios aberrantes de Pedro Proença e negando que o FC Porto construísse um resultado mais confortável. Porque a partida em si não deixou outras dúvidas, nem nos penáltis por assinalar.


É essa a chave do jogo de domingo. O FC Porto vai dominar, porque é melhor e a equipa já apresenta um nível muito bom de jogo e de confiança. Mas também os índices físicos, o entrosamento e um posicionamento mais à frente na busca da bola e no potenciar do erro do adversário ainda estão a ser burilados. Acredito que com maior ou menor dificuldade o FC Porto ganhará, em Guimarães, mas há que ter em conta o início de época, em que é tão inevitável forçar comparações, ainda que descabidas, com o que vimos no final da época passada, como não haver ainda toda a gama completa de recursos disponíveis e eficazes que ao longo de uma temporada marcam a carreira de uma equipa como sucedeu nos últimos meses de 2010-2011.


Vamos ter mais bola? Mais "temporização", controlando todas as acções do jogo e com a bola em noso poder? Mais eficácia ofensiva? É uma questão de pormenores. Os pormaiores o FC Porto tem-nos todos e Vítor Pereira assume o favoritismo, no jogo e no campeonato. Pelo que fomos, pelo que fomos, mas o que ainda teremos de ser é que determinará o campeão.

O resto da conferência de Imprensa de hoje foi mais do mesmo, com pouco conteúdo e sem nenhum sinal visível novo. É a vantagem de ver em directo no PortoCanal e até conhecer (no final) os jornalistas de serviço que deambulam na sala. Vítor Pereira respondeu a tudo, mas compreensivelmente evitou algumas questões que são legítimas mas também facilmente descartáveis. Especialmente no tocante ao mercado, nada mais há a dizer, só esperar.