O tal castigo a Jorge Jesus chegou na altura mais conveniente, seis meses depois do jogo em causa, como nem de propósito tinha marcado a efeméride no dia 2.
Acho que ouvi ontem à noite circunstancialmente na tv e, depois, na rádio do carro. A primeira notícia acaba por nem ser surpreendente. O que ouvi depois do presidente da ANTF é só também mais do mesmo.
Há muita gente que continua a achar sério o futebol em Portugal e que se "pele" por defender a sua organização, os seus instrumentos de poder e os protagonistas ocasionais quais palhaços do regime.
Nada de novo. Mas não, não acredito que o caso Luisão tenha o mesmo desfecho. Felizmente, há troikas a vigiar a aplicação de regras que não podem ser subvertidas pelo poder da capelinha de estranhas aparições. Uma dessas, como o da ANTF, já tem currículo nas coisas da disciplina, um tal Herculano Lima que já chegou a causar alvoroço. A sua defesa a outrance do caso Jesus é notável.
Como também nem me surpreendeu, apesar da novidade, que tenham equiparado a venda de Witsel com a de Hulk. Só os pacóvios se entretêm com estas coisas, desdenhando as outras. Ouvi na rádio um grunho da Silva a perorar sobre não sei quê.
Entretanto de novo em casa de passagem, vejo algumas capas de jornais desta semana e não vejo novidades.
Os ingleses usam com critério a expressão do título. Parece-me bem. E já nem acho novidade que se aplique tão bem em Portugal. Há coisas que são piores do que uma ferida. Insultos que valem um não castigo, sem aplicação prática, e insultos que são piores do que feridas, porque ferem a inteligência das pessoas normais.
Os grunhos não são normais. O resto é tudo igual.
