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26 agosto 2011

Derrota que não deslustra mas dá sinais de alarme e arrefece algum entusiasmo

Republico este maravilhoso cartoon que um dia aqui trouxe retirado do Mundo Deportivo


A 16/11/2003 "levámos" Messi a ver o Dragão, com 16 anos para a sua estreia na equipa principal do Barça pela mão de Rijkaard. Este reencontro com a melhor equipa mundial de sempre e o melhor jogador da Terra e arredores na actualidade fez-nos ver o Monumento Messi.

Estaríamos "quites", mas o Barça é que levou a Supertaça no Mónaco, com um golo do prodígio argentino, uma assistência fatal para o 2-0 de Fàbregas e a fazer expulsar Rolando com dois amarelos. Imparável. Impagável. Inatingível.

Uma derrota natural que o FC Porto fez por não merecer até um passe, algo involuntário (só queria desviar a bola de um adversário), de Guarín isolar Messi. Lembrei-me logo do passe tonto para Helton de Bruno Alves em Old Trafford, em 2009, quando o Porto vencia e dominava o M. United, mas esse foi mesmo deliberado e desatento, que Rooney aproveitou...

Ora, ante a melhor equipa da História do futebol dar-lhe a ajuda para vencer não é bem um mérito portista. Ao invés, contribuiu para quebrar a confiança de um atrevido FC Porto que se tinha posto bem em campo, importunando o campeão europeu e retirando-.lhe bases e apoio para o seu futebol habitual de toque e progressão em total controlo. Fora isto, porque o FC Porto perdeu o controlo emocional bem antes de duas faltas escusadas de Rolando e a falta estúpida de Guarín a confirmar o seu estado alterado que não beneficiou o seu futebol, a equipa de Vítor Pereira não tem de que se envergonhar. Aliás, não foi preciso fazer caça ao homem tipo Mourinho ou antijogo com o Barça, o que dignifica o vencido que a mais não é obrigado.


O que sobra dizer, e porventura será tratado com pinças por pretensos comentadores encartados da bola indígena, é que o FC Porto está a enfrentar alguns problemas que não se sabem quando serão resolvidos, mesmo depois do fecho do mercado.


Para já, falta a inteligência de Falcao, que era a referência absoluta na frente e sabia que espaços calcorrear até em termos defensivos junto à área contrária. Kléber, que não o sabe e já não pode aprender com o goleador colombiano como sonhava, pode esforçar-se muito mas não é sequer um jogador completo e terá de adaptar-se às exigências de uma equipa ganhadora. De Falcao, ironicamente, tivemos a imagem do dia no sorteio da Liga Europa, não só a receber a placa - com a sua foto colorida com equipamento portista - de melhor jogador da competição, mas com um flash dos seus maravilhosos golos que a idiotice da UEFA resume apenas a 17... mas chegam e são todos belíssimos.


Depois, como já aqui referi após os jogos com o V. Guimarães, a pré-época diferenciada para alguns deixou vários jogadores em diferentes estados físicos e de confiança. Moutinho está distante do pêndulo que foi e o meio-campo ressente-se porque também Guarín está a fazer a pré-época em competição. Varela tem sido, igualmente, uma sombra de si mesmo e nesta partida vimos a estreia de Cristian Rodriguez na temporada, também sem pré-época mas o seu vigor físico ajudou o FC Porto jogar mais à frente e a pressionar o reduto do Barça.


Atrelado à ausência de Falcao está, obviamente, o problema do mercado, que parece não ter acabado. Não é que os rumores tenham feito mossa em Rolando, que tem estado muito bem. Mas a ausência de Álvaro, escusada desta vez, tem que se lhe diga. Com Sapunaru também pouco afoito com bola, era bom ter o Fucile excelente que temos visto`mas à direita, com "Palito" na esquerda. O mercado levou Falcao, e R. Micael, para já nada trouxe que ajude a recompor o nível anterior em geral e falta saber o que ainda estará para vir até 31...


No fim de contas, com o desacerto global que dá para manter a ordem no plano interno, esta lição faz soar o alarme que ainda não tocou em certas alminhas convencidas do portismo: face ao perigoso sorteio da Champions, que muitos não tiveram em devida conta, é bom que a equipa arrepie caminho, sob pena de ter surpresas com equipas mais rodadas como Zenit e Shakhtar.


Vários jogadores já perceberam, hoje, o altíssimo nível que o Barça mostra, ainda no começo do seu desfile imperial, e que se revê em geral na Champions. O portismo da bancada, como antes o benfiquismo extasiado, pensa que é fácil manter o nível da época passada. Não é e, para sê-lo, será preciso muito trabalho. E nota-se que a equipa não está ainda bem trabalhada. Tacticamente até esteve bem, sem perder a identidade nem desfigurar o sistema de jogo. Mas há vários pontos em equação que não moldam o melhor colectivo, pelas falhas individuais e o rendimento diferenciado de vários jogadores.


Para quem tem Falcao, sem desmerecer de Kléber, não há dúvida que substituir o Tigre será um problema, mas é obrigatório e quem vier é para jogar, não para ficar a ver. O FC Porto não quis ver o Barça jogar, mas viu que não tinha os melhores argumentos. Isso não escandaliza, por isso a derrota não dói e é merecida, nem valendo a pena reclamar o justo penálti não sancionado de Keita em Guarín que poderia dar o empate e levar a prolongamento, no único erro do árbitro para o qual também não vou alinhar na teoria da conspiração e do proteccionismo ao mais poderoso. Seria obrigação do auxiliar alertar Kuipers para a falta, de pormenor, já que foi à sua frente, mas isso não pode beliscar o mérito e a estupenda categoria do Barça, ainda sem navegar ao ritmo habitual e já temível. O Barça que, pelo presidente Rosell, "veio da praia e ganhou ao Real Madrid", mas um Barça, como então referi, sem a rotação e intensidade habituais.


O FC Porto, sim, pode pôr os olhos no que é preciso, para evoluir. Os adeptos, por fim, até aceitarão a derrota, como previsível, mas sem notar nos perigos que se acercam. O fecho do mercado, a inconstância dos jogadores, alguma falta de confiança e determinação na zona ofensiva. É curioso, já desde o fim da época se anunciaram as saídas de Rodriguez e de Fernando e hoje vimo-los em campo, sem sabermos se um dia voltaremos a ver Álvaro como vimos, fugazmente, Falcao. E o nervosismo portista tem-se acentuado neste particular, como demonstram o treinador a apelar ao fecho do mercado mais cedo e aos dichotes de Pinto da Costa que recusa sempre em meia hora uma proposta que chegue... E não creio que tal ajude à equipa.

Mas isso sou eu a falar, mais ou menos sozinho... E espero que não me gozem com o argumento da ajuda do árbitro ao Barça, depois da do Guarín... Agora há que concentrar só nos problemas internos para aplainar até fazer um Setembro bom que é o que serve para arrancar para o título e cimentar logo a primazia no grupo da Champions. Havia muita gente com a cabeça e o discurso na Supertaça, até para se medir com o melhor futebol alguma vez visto e competentemente ganhador. Vale que o FC Porto respondeu à exigência, mas viu que não chega àquele pedestal.


até já: estarei fora uns dias, deixarei apenas pendente uma coisita para animar as hostes especulando um bocadinho, saberei só dos resultados do campeonato a que se segue a pausa neste fds, não seguirei o fim do mercado a não ser que Álvaro acabe em Espanha...


Por isso, não me deterei na boa entrevista de Platini, que muitos terão dificuldade em entender, interpretar, porque o franciú é mesmo assim, desconcertante como foi enquanto jogador de eleição.


Entretanto, vi os pasquins de relance e anotei o Rascord com pouco mais de 3 páginas e a reportagem remetida para a segunda parte do jornal, depois das centrais, apesar ou por causa de um imbecil zé ninguém que tem um cargo relevante no jornal de caserna que esta tropa desvirtuou completamente até ser a inutilidade que é hoje.


O Jogo deu 10 páginas, com três delas para Platini, mesmo tendo só mais um escriba do que o Rascord no Mónaco. E um "chapeiro", o que ajuda quando há quem queria e saiba escrever. E ninguém, lá presente, tratou sequer dos sorteios. É obra, ou não...