Tão previsível é esperar certas críticas como os jornais que falaram de penáltis por marcar contra o Olhanense em Alvalade agora parece que não viram nenhum, deve ser da falta de espaço, de vergonha, de isenção e credibilidade. Os pasquins ditos desportivos - este, afinal, descobriu-se "generalista [portanto de moda, de gajas, de parvos and so on] especializado em desporto] - só procuram alguma coisa que acompanhe o plano inclinado em que vivem desesperadamente, porque lhes falta olhão para serem melhores. ACT.
Pronto, temos mais uma dose generosa para os resultadistas se babarem com todas as teorias e negarem os factos principais de um jogo sem golos que castiga a falta de pontaria do FC Porto em Olhão e mais um árbitro cego a contribuir para o mau futebol que os defensores dos coitadinhos aproveitarão para incensar com o "jogar com as armas" mais à mão, diga isso o que disser.
Hulk, demasiado confiante quando parece faltar-lhe a confiança em qualquer remate, falhou um penálti e a recarga, o infractor Maurício não foi expulso como devia mas daqui a tempos só vão lembrar que em situação semelhante o Otamendi foi poupado ao vermelho frente ao Gil Vicente e esquecer este caso; depois mais um penálti por marcar por mão flagrante de Mexer na área e um derrube do mesmo jogador a Hulk no 2º tempo, um defesa-direito improvisado que mal sabe chutar uma bola e apesar de dois penáltis cometidos pasará por não ter perdido qualquer lance.
O suficiente para o FC Porto ganhar folgado, um opositor que defendeu como o APOEL e acantonado só fez um remate à baliza de jeito. Um jogo, enfim, com mais do mesmo, a equipa a querer mas muitos jogadores a não poder, apesar de apertar o adversário receoso de deixar a trincheira junto à área até porventura uma bola entrar nem que fosse com um de vários cortes desesperados que poderiam dar autogolo ou ficar apenas para algum portista encostar para a baliza.
Não deu, é difícil dar com várias infelicidades e insuficiências próprias à mistura e ao FC Porto, sem os ares de sorte amiúde necessários nos jogos como teve vários na época passada, agora os experts e/ou irados podem continuar a discutir se o James, uma nulidade, deve jogar em vez do Varela (que já perdeu o acesso à selecção), ou o Guarín é merecedor de titularidade.
Já tínhamos perdido Falcao, os colombianos que ficaram não jogam um caracol e Guarín consegue correr na razão inversa ao que o seu empresário fala, Belluschi não engata na frente e onde na época passada marcou um golo maravilhoso a desbloquear o resultado (depois chegou a 3-0) desta vez atirou sem tino algum para as bancadas. Sobra tudo para Hulk, coitado, que se esfalfa mas nada sai bem a ele e a ninguém.
Não sei se essa vontade de criticar perdurará na questão de optar-se pelo jogador de quem se gosta mais, mas é visível que são os jogadores de momento que não dão mais e o treinador está refém do que eles, seja qual for a combinação do Euromilhões, possam fazer e alguns continuam a fazer muito pouco.
Talvez a opção por Maicon a lateral-direito, onde nem esteve mal, abra outra frente de discórdia face aos não sei quantos mas talvez 12 ou 13ME que custou Alex Sandro para a posição mas que não saiu do banco.
O que não falta, para a crítica desbragada de tudo ou nada, é motivos para se falar disto e daquilo enquanto a equipa não acerta o passo e merece mais os favores da sorte que a desertaram completamente, numa dose que só falta servir para quebrar a sua invencibilidade, já que o golo está tão difícil entre jogos com abundante capacidade de concretização. Isto apesar de, mais uma vez, os dois pontas-de-lança do plantel mostrarem que são fraquinhos até meter dó mas até Janeiro não há mais nada a fazer nesse particular e é esperar por melhores dias de outros porque dos avançados-centro sabe-se que não dá mais do que aquilo. E não deve haver equipa, nem sei se na história do futebol, que tenha tantas trocas directas de avançados-centro em cada jogo como esta.
O suficiente para deixar Vítor Pereira quase sem palavras no final, pudera, pois torna-se difícil realmente explicar tanta falta de pontaria, apesar de tudo se tentar, e o treinador do FC Porto não estar online como o do Benfica que sabe tudo na hora e é capaz de reclamar os penáltis devidos no final - mas o medíocre gabinete informativo portista continua a primar pela ausência, tão inexistente como apoio como é a dupla Kléber/Walter para o resto da equipa.
E num jogo em que o FC Porto podia ter ganho com certa folga no marcador, os apoiantes do futebol medíocre que joga para o pontinho podem concluir que o Olhanense mereceu o resultado, sabe-se lá porquê, depois de perceberem como o FC Porto ameaçava marcar, ao mesmo tempo que os erros clamorosos de arbitragem são esquecidos dos painéis de especialistas e varridos para debaixo de relvados indignos nos quais se supõe existir competitividade e bom futebol em Portugal. Mais do mesmo, pertanto...
p.s. - escusam de meter comentários idiotas que nada dizem, têm aí pasto para se alimentarem nos blogues que preferem fazer de pelourinho, até aqueles que dizem nada ter para dizer e muitos que se banqueteiam apenas nas vitórias. E isto para os parvos benfiquistas ou portistas que não lhes fiquem atrás. Como digo sempre, isto é de borla mas não é para todos, muito menos para tolos. E está aqui nas horas más como nas boas. Porque há sempre algo para dizer, racionalmente, no pior e no melhor. Vítor Pereira, Hulk e outros mereciam melhor sorte, mas de momento é o que há. Não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe.