O jogo do FC Porto, ontem, resumiu-se a isto mesmo. Costuma dizer-se fulano e mais dez. Hoje em dia, é Hulk e mais nada. Hulk construiu as jogadas todas de golo, o meco austríaco falhou de baliza aberta a confirmar a sua marca medíocre que venho registando de forma assustadora. Teve de ser um pacense a marcar na própria baliza, Hulk foi, como frente à Académica, derrubado na área (pelo g.r. Cássio) e viu amarelo num penálti flagrantíssimo que o árbitro portuense, idiota como os outros, virou o bico ao prego. Hulk, que viu Cássio negar-lhe dois golos feitos, só não foi culpado da não marcação a Melgarejo num simples pontapé de canto. Porque nada mais existiu no FC Porto e foram dois pontos ingloriamente perdidos.
Já o disse e vou repetir: não sei como vamos ser campeões sem ponta-de-lança. O austríaco já não aguenta ao peso da sua mediocridade e do alto de 194 centímetros que não servem para nada. Kléber entrou a substituí-lo e continua a não existir, nem para perceber que deve marcar a hipótese de um passe atrasado para o g.r.. Desta vez, o fogacho de Lucho apagou-se de todo, reduzido a duas velocidades, devagarinho e parado. Sapunaru é a inutilidade ofensiva que assinalo sempre (Hulk meteu-lhe uma bola no espaço, para a área, e o romeno atirou-se contra um defesa: patético!) e que faz de Maicon, vou repetir também, um enorme defesa-direito que espero volte a jogar naquela posição. Helton não teve culpa, com um cabeceamento à entrada da pequena área mortífero, dos dois que fez Melgarejo na partida.Com Michel e Melgarejo, dois jogadores de nível, na sua equipa, o FC Porto tinha vencido o jogo!
Vítor Pereira manteve o onze da Taça da Liga, metendo só Otamendi em vez de Mangala e James - o James que pedem a titular - em vez de Alex Sandro que esteve bem na última vitória. Se foi castigo ao jovem francês pela falha no golo de Cardozo, deve ser Otamendi (pareceu-me) a pagar a falha no golo de Melgarejo, está a marcar ninguém e Melgarejo nas suas costas à vontade para empatar. James esteve desaparecido na esquerda e não se entende como Vitor Pereira não aposta no brasileiro que precisa de rodagem e marcou um excelente golo na Choupana. Moutinho esforçado só a jogar para trás e Álvaro poupado a ir à linha mas quando foi cruzou sempre mal. Rolando parece só estorvar nas bolas paradas ofensivas. Penso que não esqueci ninguém. Os "9" com que entrámos na Luz não podem voltar a jogar, mas não percebi a intenção de Vítor Pereira deixar Fernando no banco para manter Defour que definitivamente não pode ser trinco pois não é carne nem peixe. E já muitos começam a perceber a fraca qualidade dos jogadores e a falta de ambição que os deixa petrificados com o caminho da glória à sua frente. Um ou outro patego ainda culpa VP, mas já nem esses o dizem convictamente. A maioria arrepela os cabelos, simplesmente, por não saber por onde lhes pegar (nas críticas, repetidas, à equipa ou a vários jogadores).Vou assinalar mais uma coisa que ninguém notou ainda: em todas as semanas com três jogos, esta época, o FC Porto fracassou sempre, ou na Europa ou na ressaca. Facto e ponto. É claro que, como ontem, ficámos à espera que o Hulk resolva, o Hulk arranque, cruze e vá marcar. Quando só sobra Hulk, é claro que fica fácil anular o FC Porto sem mais referências para os adversários se preocuparem. Esse é o problema que a ausência de Falcao agravou: restava só Hulk e é o que ainda dá chama ao Dragão. Já viram o Manko do ataque, o Lucho parado e o James desaparecido, parece que VP também (não) os vê mas com gente tão fraquinha, sem ambição, o treinador não é ajudado. Percebe-se o fracasso com o City, também mal avaliado até em contraponto ao chouriço leonino que saiu a seguir e levou mais uns críticos a não perceberem a realidade: não pelo jogo jogado, mas pelo jogo não traduzido em golos por não haver quem saiba da coisa. Back to basics, lembram-se?
Enfim, o Braga pode hoje ser líder mas também não e nada está decidido enquanto o FC Porto não se assumir como campeão. Aliás, já por mais de uma vez repeti ao longo da época, que esta equipa não tem sede de vencer, à excepção dos jogos com o Benfica em que mostrou essa raça e foi superior. O problema é que o campeonato joga-se com todos e os tiros no pé sucedem-se quando se esperava um FC Porto pletórico depois do triunfo na Luz supostamente decisivo. Sim, os árbitros atrasam o passo, mas a equipa falha clamorosamente em mostrar o estatuto de campeão.
Por falar em árbitro idiota (este que negou ao Feirense uma g.p. na Luz para eventual 2-2 à 2ª jornada), nem ele nem o auxiliar viram o pé de André Leão na cabeça de Kléber sem falta. Como poderiam ver o derrube de Peçanha a Hulk ao nível do relvado? Hugo Pacheco é uma nulidade e o auxiliar Alexandre Freitas também não existe.
A pressão do Benfica continua a surtir efeitos: foi em Paços de Ferreira com o pisa-pisa, depois da derrota na Luz; foi na taça da treta mas isso não vale um corno e foi agora em Olhão em mais uma cena surreal que a pasquinagem cobre indecentemente. Olha se tivessem penáltis a sério por assinalar transformados em cartões amarelos ao Cai viola, o Caimar e o Caidozo. Cof, cof, cof...
A vitória fraudulenta do Benfica na Mata Real, viciada mafiosamente pela arbitragem sadina da ocasião e o vesgo do bruto Esteves e o Venâncio Ver para Crer Tomé, não deu o mérito que o jogo dos pacenses merecia traduzir em resultado. Ontem, ao invés, só a sorte protegeu os pacenses com os árbitros a ajudarem-nos desta vez. Realmente, o futebol é uma vigarice e a classificação aldrabada.
A pressão do Benfica continua a surtir efeitos: foi em Paços de Ferreira com o pisa-pisa, depois da derrota na Luz; foi na taça da treta mas isso não vale um corno e foi agora em Olhão em mais uma cena surreal que a pasquinagem cobre indecentemente. Olha se tivessem penáltis a sério por assinalar transformados em cartões amarelos ao Cai viola, o Caimar e o Caidozo. Cof, cof, cof...
A vitória fraudulenta do Benfica na Mata Real, viciada mafiosamente pela arbitragem sadina da ocasião e o vesgo do bruto Esteves e o Venâncio Ver para Crer Tomé, não deu o mérito que o jogo dos pacenses merecia traduzir em resultado. Ontem, ao invés, só a sorte protegeu os pacenses com os árbitros a ajudarem-nos desta vez. Realmente, o futebol é uma vigarice e a classificação aldrabada.
