
20 abril 2010
II. O Barça, o "melhor futebol" e o jogo súcio

I. O Barça e Jesualdo

Guardo poucos recortes e (agora) muito menos jornais. Este já tinha o pressentimento de me ser útil. Eis a oportunidade.
O "problema" de Jesualdo foi, de facto, continuar iludido com o 4x3x3 que é da sua preferência estilística e de génese táctica. E, afinal, condensa o seu erro estratégico desta época, o de insistir num sistema eleito, escolástico e que lhe deu resultados. Mas não teve os tais intérpretes para o fazer. Não foi tanto querer, nem digo copiar, seguir o exemplo do Barcelona. Parecendo simples, só quem souber a partitura dita a música em campo. Hulk e Rodriguez, por exemplo, são falsos extremos, Varela foi-se tornando um, evoluindo de segundo (ou primeiro) ponta-de-lança de raiz. Mas era pouco. E qualquer um deles jogar como avançado, contando o homem de área, não faz um tridente de ataque como deve exigir o 4x3x3.
No contexto europeu, bem entendido. Porque a nível nacional, o FC Porto impôs-se, apesar de dificuldades pontuais com o losango de Paulo Bento - e na altura bem referi isso aqui, na primeira época de Jesualdo, apontando estas discrepâncias sem renegar a validade do sistema! - e que agora prosseguiram com o de Jorge Jesus.
O 4x3x3 do Barça e o do Inter tem jogadores que, mais à frente (os catalães) ou mais atrás (os interistas), jogam abertos, soltos, flanqueadores ou interiores, combinando com o avançado-centro. Nem cultura táctica nem disponibilidade física e empenho defensivo Rodriguez ou Hulk têm para tornar praticável o 4x3x3 que Jesualdo sonhava. Tinha uma ideia. Faltava passar à prática. Então, na Europa, a diferença de qualidade era gritante. E esbarrava mais com sistemas de maior densidade populacional no meio-campo de adversários de mais valor: Arsenal, M. United, Chelsea, menos o Liverpool que por os ter em menores qualidade e quantidade não se impôs ao FC Porto como os carrascos ingleses de Jesualdo.
Cinzas tóxicas e caixas de robalos à portuguesa
http://blasfemias.net/2010/01/29/outros-mercados/
que, para resumir, diz assim:
" Outra anomalia detectada foi o pagamento de 9,975 milhões de euros pela EPUL ao Benfica em 31 de Dezembro de 2004, pelos eventuais lucros da construção de 200 fogos num terreno no Vale de Santo António, habitações essas que até hoje ainda não foram construídas. Em violação do contrato de execução, a EPUL pagou ainda 32,4 milhões de euros do terreno que o Benfica vendeu (imóvel este doado ao clube pela câmara) entre Janeiro e Novembro de 2003, apesar da escritura de compra e venda ter sido realizada só em Setembro de 2004. (no Público, que curiosamente coloca a notícia na secção “Desporto“)"
ainda respigado do Blasfémias mas que, em tempo, para distracção generalizada em blogues e jornais mesmo de referência, aqui também trouxe a "erupção" em causa.
Evolução na continuidade

Não será, porém, a crise propagada, a equipa ganhou a Supertaça e pode/deve ganhar a Taça de Portugal, passou os grupos da Champions sem problemas e ganhou ao Arsenal. Tomara muitos clubes viverem nessa crise, mesmo que pouco alegre os adeptos e responsáveis do Dragão.
18 abril 2010
Outra flor no andor

16 abril 2010
Fogo "vs." gelo: no futebol tuga ou da fuga?
O politicamente correcto manda fazer vénias ao clube do regime, escondendo todas as arbitrariedades neste reino da impunidade sacralizada até ao ridículo. A propósito de mais uma expulsão perdoada a Luisão, como dantes a David Luiz e recorrentemente a Javi Garcia, o futebol português continua a assobiar para o lado, como se as vestais de agora não fossem as virgens ofendidas nos últimos quatro anos quando o coro crescia contra Bruno Alves.
A propósito destas, entre outras, imagens de rara beleza, no Boston.com, um comentários aludia à poluição e alguém ripostou que essa preocupação (em comparação com as indústrias poluentes da China, Índia e EUA) era só de quem olhava para o seu quintal, mas o mundo é muito mais do que as curtas vistas de alguém...
13 abril 2010
Milagres há
Certezas e imprevistos
09 abril 2010
Mais vale estar calado...


