15 janeiro 2009

Vai bem a dis...puta lá por Lisboa

O meu fora-de-jogo é mais escandaloso do que o teu

Os pategos avençados entretêm-se a descobrir as virtualidades técnicas dos jogadores e as poções mágicas das tácticas dos treinadores.

O futebol, entretanto, tem um juiz de campo que manda nos resultados.

A história do futebol - pelo menos a que os louvaminhas do regime insistem em contar - tem sido debatida, acerrimamente, quanto aos beneficiados e prejudicados, as vítimas e os réus. Com mais ou menos palavreado, terá de fazer-se a contagem dos golos em fora-de-jogo como já aqui fizemos dos penáltis.

Não é uma questão de levar ao colo alguém, mas tentar chegar à verdade mesmo com as nebulosas explicações para assinalar-se um penálti por carga de ombro ou negar-se outro nas mesmas condições.

Estes exemplos recentes - já não o dos penáltis, ridículos mas demonst
rados em números, mas o dos golos em fora-de-jogo ou mal anulados com esse argumento, entre uns quantos vários expedientes para adulterar resultados - não servem para desmentir quem acusa quem de ser beneficiado/prejudicado.

Acho que, com melhores condições que nunca, os árbitros actuais tiram razão só áqueles que não querem ver: a de que a arbitragem de hoje NÃO É
melhor do que a de há 10, 15, 20 ou 25 anos - o estafado argumento, fácil de desmontar com factos e imagens se os seus detentores quiserem repô-las num canal Memória, para os apregoados títulos alegadamente mal conseguidos pelo FC Porto.

Nunca tão poucos desvirtuaram os resultados dos jogos.


Para quem fala, à boca cheia mas sem qualquer exemplo válido com a força de representatividade que os actuais erros de arbitragem têm inegavelmente, que com os Calheiros, Silvano, Guímaros e Silvas era mau - e não estou a dizer que eram grandes árbitros, porque os vi actuar e de facto não passavam da mediania -, manter hoje essa opinião é tão ridícula quanto os ridículos lances que hoje nos é dado ver, de forma repetida, absurda e aviltante.


p.s. - volto às minhas memórias pessoais para relembrar, aos mais indignados com o jogo da Choupana, não um episódio de nevoeiro, como aquele golo do Porto ao Sporting que não se sabe se entrou (eu estava atrás da outra baliza), mas o facto de não ser a primeira vez que Lucílio Baptista deixa correr um jogo até ao fim sem visibilidade.

Na Madeira até falou com os capitães das equipas.

Mas a 23/12/1995 (ou 96?), num Leça-Farense para a Taça de Portugal, iniciado às 15h mas que meteu prolongamento, num dia de chuva, sombrio e frio, os 120 minutos cumpriram-se às escuras, o campo ainda não tinha iluminação, apesar de se ver de um lado ao outro, de uma baliza à outra, mas só sombras. Eu estava lá.

14 janeiro 2009

Avance a primeira linha que a segunda aguentou...

Nacional 2-1 FCPorto
Ruben Micael 23', Sapunaru 36' e Miguel Fidalgo 84'

Equipa: Nuno, Sapunaru (Diogo Viana 78'), Stepanov, P. Emanuel, Benitez, Bolatti, Guarin T. Costa, Candeias (Rabiola 70'), E. Farias e M. Gonzalez

Se Jesualdo diz que não viu nada, ao nível do relvado, quem assistiu pela TV muito menos. Mas pouco importa, mesmo que Manuel Machado, nas suas sempre enigmáticas declarações, realce que o nevoeiro foi para todos, presumindo-se que não viu nada e, vá lá, salvou-se o resultado.

Sendo impossível tirar grandes ideias do jogo, a invisibilidade criada pelas condições atmosféricas lá no alto da Choupana serviu na perfeição para esconder uma competição de terceira categoria.

Do pouco que se conseguiu ver, levantando a meio do jogo uma pontinha do véu enevoado e denso, Sapunaru empatou num bom remate, mas numa oferta de Alonso pressionado por Tomás Costa.

E viu-se ainda, na medida do possível, uma boa réplica da segunda versão do FC Porto, modelo Taça da Liga, feita basicamente com o onze que derrotara o Setúbal, com excepção da troca de Pelé (lesionado) por Bolatti, além de Nuno na baliza por Ventura.

E uma boa réplica porque o jogo foi algo equilibrado, apesar de mais intencionalidade e ritmo de um bom conjunto madeirense que jogou com o seu melhor onze. Comparativamente ao jogo do dia 4 para o campeonato frente ao FC Porto, o Nacional teve desta vez o lateral-esquerdo ofensivo Alonso e o goleador Nenê, que estiveram ausentes por castigo há 10 dias.

Tal como não se viu o 1-0, também o 2-1 ficou no meio da neblina, como um Porto sentido cantado por Rui Veloso, penalizando o comportamento muito digno do FC Porto e que não compromete as aspirações da qualificação - a despeito de muitos portistas, indiferentes à necessária rotatividade do plantel sem pôr-se em causa os objectivos do clube, criticarem a opção de fazer-se avançar os menos utilizados.

Resta vencer a Académica no sábado, no Dragão, com transmissão na SIC, para o que Jesualdo irá decerto chamar a sua melhor equipa.

Há duas razões que concorrem para isso:
1) não só porque precisa dela para vencer mas, essencialmente,
2) porque os motivos estratégicos da rotatividade do plantel estão conseguidos.
"Esta" equipa, versão reservas, cumpriu o seu papel, com brio e dignidade, porque mais não podia exigir-se contra dois onzes (Setúbal e Nacional) que jogam a Liga Sagres, com outro ritmo, movimentação, articulação e coordenação do seu jogo.

A primeira equipa pode avançar porque na 4ª feira seguinte já só há jogo da verdadeira Taça Intercalar, da AF Porto, e os actores principais poderão fazer o jogo com a Académica, no sábado, a uma semana de voltarem ao campo, em Braga, de novo para a Liga Sagres (provavelmente sábado seguinte, 24) e antes de receber o Leixões para a Taça de Portugal, dia 28.

Foi este o panorama com que Jesualdo teve de confrontar-se e, doravante, a rotina será instalada na "primeira equipa" para a entrada em força no mês de Fevereiro que terá as semifinais desta clandestina Taça Carlsberg, como um "jogo da batota" entre amigos mas às escondidas como é suposto na "batota", e a reentrada na Liga dos Campeões, além dos ajustes de contas com Benfica e Rio Ave no Dragão.

É o máximo que pode dizer-se de um jogo impróprio para fazer qualquer apreciação individual em que a derrota não faz mossa nas aspirações do FC Porto.

Uma nota apenas, pela faculdade de se ter visto bem o lance, num lance disputado por Mariano na área madeirense, mas o defesa local jogou ombro a ombro e não houve falta.

Lance distinto do de domingo passado entre Areias e Fucile, porque o defesa do Trofense só procurou afastar, fora da lei, o portista que entrava na área, abdicando de procurar a bola. Hoje a decisão do árbitro esteve correcta.

p.s. - Depois de um jogo que não se viu, um golo que não devia ver-se, pelo Sporting, em Vila do Conde.
Depois do penálti de cabeça na Roubalheira, na época passada nesta competição marcada pela clandestinidade, hoje um golo em fora-de-jogo ainda pior do que na Luz no passado domingo.
Depois do que disseram dirigentes, ex-dirigentes, futuros dirigentes, roupeiro, assessor, motorista e tutti quanti como é norma em Alvalade, em relação ao golo de David Luiz ao Braga, não sei nem o que dirão esses mesmos contestatários, muito menos o que dirão os também dirigentes, ex-dirigentes, futuros dirigentes, roupeiro, assessor, motorista e "altri mafiosi" da Luz, sobre o tento desta noite de Vukcevic.
Será que a regra mudou e ninguém sabia?
Será que só o FC Porto sabia e por isso ficou calado?
Será do Guaraná ou que tudo doido está?

Nacional 2-1 FCPorto

Ruben Micael 23', Sapunaru 36' e Miguel Fidalgo 84'

Equipa: Nuno, Sapunaru (Diogo Viana 78'), Stepanov, P. Emanuel, Benitez, Bolatti, Guarin T. Costa, Candeias (Rabiola 70'), E. Farias e M. Gonzalez

2ª Jornada da Taça "Intercalar"

Convocados:
Guarda Redes: Nuno e Ventura
Defesas:
Ivo Pinto, Sapunaru, Pedro Emanuel, Raphael, Stepanov e Benítez
Médios: Bolatti, Guarín, Sérgio Oliveira, Tomás Costa e Josué
Avançados:
Diogo Viana, Candeias, Farias, Rabiola e Mariano

Nacional - FCPorto, 16h00 - SportTv1

VEJA O JOGO EM DIRECTO AQUI NO BLOG A PARTIR DAS 16H00

Lucílio é bicho da Madeira!


Lucílio Vigarista foi nomeado para o Nacional-FC Porto. Em si já é um alerta, tenho pena é das consequências psicológicas para os jovens jogadores que Jesualdo mandará para o campo. Mas como o FC Porto - muito bem - tem de gerir o seu plantel e rodar jogadores, é um mal menor, um pequeno sacrifício sujeitar os miúdos (por mim deviam ir só juvenis...) a um árbitro deste calibre.

Lucílio Vigarista, na última vez que esteve na Madeira num jogo do FC Porto, quase apurava o Marítimo na Taça de Portugal. Foi na época de Adriaanse, e desde jogadores expulsos, a golos anulados, a penáltis por marcar, sem transmissão televisiva mas contado por quem lá esteve, houve de tudo. Era para ficar em segredo, a Imprensa madeirense não é flor que se cheire, mas soube de quem lá esteve e contou tudo. O resumo televisivo, à noite (o jogo foi de tarde), mostrou o essencial. O FC Porto lá ganhou no prolongamento, a jogar com 10 por inacreditável expulsão de Pepe...

Mas a lista dos jogos de hoje não revela só a presença de Lucílio Vigarista. Dos 8 encontros, só um não tem um árbitro internacional. É o sinal de Vítor Pereira, preocupado decerto com as performances do fim-de-semana passada em que dos 16 jogos das duas divisões profissionais só mandou 5 árbitros internacionais, precisamente o Lucílio em Alvalade e o Paulo Costa para a I Liga.

Nem de propósito, depois do que se viu na Luz, o único árbitro não internacional nomeado é Marco Ferreira, que estará na Luz.

É que nem depois de casa arrombada o dirigente dos árbitros põe trancas à porta.

Há quem defenda as nomeações, mas exemplos destes não abonam esta ideia.

Resta saber se a condicionante de alguma má arbitragem hoje será "pesada" nas nomeações para o fim-de-semana, com 3 jogos fora dos primeiros com elevado grau de dificuldade, sendo que Vítor Pereira retardou sempre as nomeações do fim-de-semana com competição a meio da semana. A vantagem é que no domingo há outra vez Taça da Liga e a gastar árbitros nestes jogos da treta deve ser giro ver quais restarão para a jornada segjuinte do campeonato.

Mas pelo menos o Lucílio Vigarista não estará em Braga, que era a minha "aposta".

13 janeiro 2009

Reforço(s) de Inverno ou contas de subtrair

Não há pingo de vergonha na arbitragem, tal qual sucedeu na disciplina. Mas repetem-se milagres na taberna da Liga: demonstrou-se o dom da ubiquidade entre Luz e Dragão e, aqui, 6+4 não deu 10, mas 5 minutos de descontos

Volto ao tema da arbitragem, que volta a fazer falar dela e dos seus protagonistas, para repescar mais umas dicas de Vítor Pereira no rol de entrevistas de Boas Festas. O dirigente máximo dos árbitros da Liga pedia “reforços de Inverno”, tal como os clubes fazem, para atenuar a péssima qualidade do sector com reflexos nefastos na verdade do futebol e na credibilidade que, à falta dela, só afasta mais pessoas dos estádios como esta jornada também comprovou.

Vítor Pereira, que reconheceu para depois emendar a mão, que a qualidade dos árbitros não “pode ser melhorada”, teve não só os reforços pretendidos, mas a provarem o dom da ubiquidade: malfeitores de resultados, conseguiram estar dois ao mesmo tempo em locais distintos, na Luz e no Dragão.

De Luís Reforço, funcionário público de Setúbal, fui saber mal cheguei a casa. Estava intrigado, para dizer o mínimo.

Passou pela I Liga em 2000-01 mas não dirigiu jogos dos grandes. Na época passada também não. O que terá feito para ser nomeado para um jogo do 1º classificado é do segredo de Vítor Pereira. Posicionando-se sempre longe dos lances, é óbvio que não poderia analisar a falta de Valdomiro sobre Lisandro, a 35 metros, sem que tivesse ajuda do seu auxiliar. A má colocação em campo é propositada para levá-lo a ter dúvidas sobre os lances divididos?

Nascido em 1974, tal como Bruno Caixão, alguém lhe alvitrou carreira promissora para estrear-se na I Liga com 26 anos (reporto-me a 2000)? E tendo logo descido à 2ª categoria, que raio de avaliador o promoveu antes e lhe detectou agora dotes de Primeira?

Os insondáveis mistérios da arbitragem revelaram-se no Dragão em dois momentos infames:

1) começando pelo fim, como é que 6+4=5?
Explico: houve 6 substituições na 2ª parte, em verdade na última meia hora, e há conselhos para descontar meio minuto por cada uma, a compensar no tempo extra do jogo. Mas entrou a maca em campo por 4 vezes. E a saída de Milton do Ó foi mais um atentado ao futebol, para além de o seu pé em riste sobre Farias merecer livre indirecto na área e não canto pelo qual o central do Trofense protestou e viu o segundo amarelo.

Ora, cada entrada da maca valeria, no mínimo um minuto, mas em cada lesão dos trofenses o jogo esteve parado dois e três minutos. Dos 10 minutos possíveis de compensação, chegou-se ao cúmulo de 5 minutos, como se não tivesse havido incidentes – e nem falo nas demoras de reposição da bola em jogo – suficientes para dar mais de 5 minutos no fim;

A RTP JÁ CONSIDERA INTENÇÃO DE JOGAR COM A MÃO COMO FALTA NO GOLO ANULADO
(Tomar atenção por volta dos 25 segundos da peça)
2) o golo anulado ao FC Porto, para o qual ninguém encontra uma explicação, pode ser revisto aqui, no resumo da RTP que convém ouvir, além de ver, pois fica a saber-se, por mais um encartado de serviço, que a intenção de jogar a bola com a mão é punida.
Para o jornaleiro que nem nome acrescenta à peça, a tentativa de Rodriguez jogar com a mão foi o motivo para anular-se o golo, como se o palerma de serviço pudesse avaliar a intenção e como se esta fosse lei para cancelar o lance, sem que tenha havido falta sobre o guarda-redes que saiu já fora da pequena área.

Revejam e ouçam bem a lucidez de um cromo jornalístico, dias depois de um outro comparsa farsante, sempre da RTP, ter visto Guarín, com toda a certeza como a transmitiu, ter jogado a bola com o braço frente ao V. Setúbal.

Quando fui ver o que - entre os 17 penáltis concedidos ao Sporting entre os quais os dois que Martins dos Santos assinalou por alegadas faltas sobre João V. Pinto nas Antas - sucedeu em 2000-2001, notei um registo que traz à baila Paulo Baptista.

O árbitro que falseou completamente o resultado do Benfica-Braga – e com falhas tão graves quão desonestas que confirmam a fama de que goza Paulo Baptista entre os clubes – não validou um golo do FC Porto em Guimarães: num canto da direita, um cabeceamento leva a bola para dentro da baliza vitoriana com 1-0, daria 1-1, era a época de Octávio Machado, todos os resumos mostraram a bola bem dentro da baliza, isto depois do canto directo de Clayton na Luz, um ano antes, também não sancionado num campeonato também perdido pelo FC Porto.

Paulo Baptista, para quem já contactou com o meio desportivo por dentro e ouviu tantas estórias, era um árbitro conhecido por ser “o mais caro” (sic) pelo menos na II Liga, aquele que mais cobrava para influenciar os resultados. Isto ouvi de um presidente da II Liga, curiosamente então treinado por Tulipa, com pormenores picantes de permeio.

Convém dizer, centrando as atenções no jogo da Luz, que das letras pequeninas das primeiras páginas dos pasquins desportivos já se fizeram, por muito menos, títulos em letras garrafais de MÃO DA ARBITRAGEM ou ROUBO da forma mais prosaica e, repito, por muito menos que um golo em fora-de-jogo, um penálti assinalado indevidamente em favor da mesma equipa e dois negados aos adversários.

O golo de David Luiz traz de volta a memória de uma influência directa deste defesa, ainda em fora-de-jogo, no Benfica-Porto de 1 de Abril de 2007, com 1-1 final porque esse golo não foi invalidado, mas a Imprensa do regime também não fez alarido da irregularidade.

Pior: ao rever agora outro golo irregular, quem é o árbitro-auxiliar envolvido?

O nome de Luís Tavares pode não dizer nada a muitos adeptos, mesmo aos do Benfica, mas este foi acusado por alegadamente não ter visto se o remate de Petit, que Vítor Baía defendeu em duas acções sobre o risco de baliza, entrou ou não noutro Benfica-Porto de todas as miseráveis prestações de arbitragem.

Por fim, para voltarmos também ao malfadado discurso televisivos dos profissionais da treta, sobre os lances da Luz nada como ouvir o balde mar da TVI com o alijar de responsabilidades quando noutras circunstâncias é tão lampeiro a tirar conclusões:
1) dá como irregular o golo do Benfica
2) deixa à consideração do árbitro o penálti “cavado” por Di Maria, pois “o árbitro considerou falta de Mossoró”
3) diz que os “responsáveis bracarenses protestaram (no derrube de Luisão a Matheus) mas o árbitro mandou seguir o jogo”
4) idem no lance do penálti sobre Alan que se enquadra no já famoso rol das “duas interpretações possíveis”.
Mas nada como a SIC que ontem, à hora de almoço, já tinha retirado do resumo os dois lances em que os bracarenses reclamaram grande penalidade. Uma televisão dada ao respeitinho, ultimamente, porque salvar um Império obriga a muitas cedências, seja dos clubes falidos ou estações com patrões comprometidos em bancos também falidos.

Nada como atirar o lixo para debaixo do tapete e esperar por melhor oportunidade para reclamar moralidade e verdade onde impera a desonestidade e a impunidade.

Numa altura em que os estádios estão desertos mas os futebolistas são o único chamariz para o público, temos mais e mais destaques sobre os árbitros.

Damos de barato que uns papagaios queiram ver na exibição do Trofense e na segmentação das linhas do seu jogo as razões do 0-0 do Dragão, quando podiam ter sido 7 ou 8 golos.

Quando Portugal esperava a consagração de Cristiano Ronaldo como melhor do mundo, estamos a falar de árbitros. E a defender o antijogo e a premiar o “massacre defensivo”, como fazem os basbaques de verborreia tóxica na RTP e quejandas.

Quando pedem meios tecnológicos para ajuda dos árbitros, como Vítor Pereira, eu gostava de saber qual dos lances polémicos do fim de semana necessitava de ajuda do vídeo?...

Os árbitros só precisam de ser honestos. Mas, como diz Vítor Pereira, “daqui por 20 anos ainda estamos a falar disto”. Tal como fazemos há 20 anos. Mesmo no tempo em que Vítor Pereira era desonesto. E quem faz um cesto, faz um cento.

12 janeiro 2009

Jogador da Bancada - Época 2008/2009 - 23º Round

PS: Em comentário coloco os nomes dos jogadores que actuaram neste jogo e o treinador. Só necessitam de copiar, colar na vossa caixa de comentários e atribuir a vossa nota (de 0 a 10).

O Reforço da vergonha... e do desperdicio.

FCPorto 0-0 Trofense

Equipa: Helton, Fucile, Rolando, B. Alves, Benitez (M. Gonzalez 61'), Fernando (Guarin 68'), R. Meireles (E. Farias 79'), Lucho, C. Rodriguez, Lisandro e Hulk

28.408 espectadores

Se dúvidas houvesse da razão de Jesualdo Ferreira quando este afirmou, numa entrevista recente, que se sentia no ar uma sensação de pressão para que houvesse uma alternância democrática para que o campeão não seja o mesmo, esta jornada serviu para que essas mesmas dúvidas caíssem por terra sem apelo nem agravo.

O mais incrível é que não disfarçam, nem sequer tentam disfarçar, toda essa vontade, as máscaras da vergonha caíram, e fazem tudo às claras com o aplauso de quem tem o poder de tentar mudar as coisas, como por exemplo, as comissões directivas de quem dirige o futebol em Portugal.

Dizer que o FCPorto desperdiçou muitas oportunidades, e que a actuação do árbitro não poderá servir como desculpa, na minha opinião, é uma perspectiva conformista que não nos leva a nenhum lado, antes pelo contrário, leva-nos a que estas situações se repitam várias vezes. Embora não possamos escamotear os erros que a equipa portista fez durante o jogo, até para que se faça uma reflexão séria daquilo, do que depende da equipa, que falhou, o direito de indignação terá sempre ser exercido, e não se pode deixar passar em claro, o que se passou tanto no Estádio do Dragão como no estádio de um dos mais directos adversários. O árbitro Luís Reforço não marcou, a favor do FCPorto, duas grandes penalidades escandalosas, além de permitir todo o anti-jogo que o Trofense fez e algumas diferenças de critério disciplinar, por isso teve tanto, ou mais, influência no resultado do que, por exemplo, o falhanço de Rodriguez, mesmo no fim do jogo, quando remata contra um seu companheiro. Ao ladrão também tem ser apontado o dedo, não é só à pessoa assaltada por ter deixado a porta de casa aberta.

Outra nota, que também não pode ser esquecida, é saber para onde caminha o futebol português quando, no seu todo, as equipas mais pequenas jogam em casa dos adversários mais poderosos, usam e abusam do chamado “anti-jogo”, ainda por cima beneficiando em ter um árbitro que permite tudo isso, tentando enervar, a todo o custo, a equipa adversária esperando, por obra de um milagre, que consigam chegar à baliza adversária e marcar um golo. Ainda por cima, esses treinadores ainda serão os destaques principais em programas de televisão desportivos elogiando-os pelos “ resultados alcançados”.

Quanto à partida em si, o jogo até começou agradável, prometedor de uma boa partida com bom futebol e duas equipas abertas querendo dar espectáculo. O FCPorto, logo no primeiro minuto, mostrou aquilo para o que vinha, criar oportunidades claras de golo e…falhar. Hulk cruza, Lisandro dá o mote para que todos o sigam no “carrossel do desperdício.”

Na jogada seguinte, a equipa que viajou da Trofa, chega à baliza de Helton, através de um remate de Tiago Pinto mas à figura de Helton. O FCPorto carregava, foi a vez de Rodriguez, Rolando num canto, e Lucho, com Tiago Pinto a safar mesmo na linha de golo, começarem a desperdiçar golos e o Trofense, de quando em vez, ainda tentava surpreender o seu adversário.

Até que, mais ou menos por volta dos 25 minutos e durante até ao final da primeira parte, o jogo se transformou completamente, pela negativa, o FCPorto tinha imensas dificuldades em chegar à baliza do Trofense, as oportunidades desperdiçadas começavam a serem demais, e o Trofense mais parecia quase ter abdicado do ataque, trocando a bola no seu meio-campo esperando que o tempo passasse, com tudo isso o ritmo baixou claramente tendo a qualidade do jogo se ressentido.

Na segunda parte, o Trofense, apesar de lhe ter pertencido o primeiro remate e oportunidade, abdicou completamente do ataque, apenas tendo como única e exclusiva preocupação defender a tudo o custo o empate. O FCPorto começava a aumentar o número de oportunidades desperdiçadas, Hulk e Rodriguez eram os mais afoitos, mas a eficácia desejada tardava em aparecer.

Com o tempo a passar e a equipa a não marcar, Jesualdo Ferreira faz entrar Mariano, para o lugar de Benitez, e posteriormente, substitui Fernando por Guarin, mas com poucos resultados práticos. Enquanto o Trofense apenas defendia e tentava fazer o “anti-jogo” que lhe era permitido pelo árbitro, o FCPorto começava a desesperar, perdendo a lucidez, jogando mais com o coração do que com a cabeça.

Farías entrava para o lugar de Raúl Meireles, no intuito de tentar alargar a frente do ataque, mas isso não viria a dar resultados práticos. O FCPorto, também, bem se poderá queixar de alguma falta de sorte, se bem que muita dessa falta de sorte foi também uma tremenda falta de eficácia. Além de ter que lutar contra outras factores que todos conhecemos, o FCPorto também terá que melhorar, e muito, essa sua pecha na finalização. Para cúmulo das oportunidades desperdiçadas, mesmo no cair do pano, Guarin “rouba” a Rodriguez a oportunidade de marcar o golo da vitória para estupefacção de todos.

Tiraram a liderança ao FCPorto, após tê-la conquistado uma jornada antes, embora também se possa queixar dele próprio, não é admissível que uma equipa candidata ao título tenha dois jogos seguidos sem marcar, na sua própria casa, e é aí que as grandes equipas se distinguem das equipas vulgares, na capacidade de saber ultrapassar todas as dificuldades, aqueles que ela cria a si própria e aquelas que lhe são impostas por outros factores externos. Resta saber até que ponto este FCPorto possa saber ultrapassar isso tudo até ao fim do campeonato.O futuro o dirá.

11 janeiro 2009

FCPorto 0-0 Trofense

Equipa: Helton, Fucile, Rolando, B. Alves, Benitez (M. Gonzalez 61'), Fernando (Guarin 68'), R. Meireles (E. Farias 79'), Lucho, C. Rodriguez, Lisandro e Hulk

28.408 espectadores

A liderança manter com Cissokho a ver

Convocados: Benítez, B. Alves, C. Rodriguez, E. Farias, Fernando, Fucile, Guarín, Helton, Hulk, Lisandro, Lucho, M. Gonzalez, Nuno, P. Emanuel, R. Meireles, Rolando, Stepanov e T. Costa

FCPorto - Trofense, 20h45 - SportTv 1