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25 janeiro 2015

Hábito de perder se baterem o pé aos meninos mimados

Confirmado: equipa que jogue duro, marque forte e faça pelo menos um remate perigoso à baliza corre sério risco de derrotar o FC Porto.
 
Mais um jogo sem ponta por onde lhe pegar na Madeira. Outra confirmação: nova derrota na ilha e ainda há que visitar a Choupana.
 
Mais uma confirmação: juntar Oliver Torres e Quintero não dá resultado. Já de si mental e fisicamente fraco, sem evoluir, cabisbaixo, pesado, tolhido e perdido, não se sabe que jogo joga o colombiano.
 
E ainda a confirmação de Lopetegui não manter um onze, deu-lhe para meter Quintero e tirar Tello e o colombiano nunca se fez à área, a zona onde devia estar, na meia lua, era estranha ao menino e Herrera não podia talvez pelo esforço de Braga... Acabaram a sair os dois num meio-campo improdutivo porque os laterais voltaram a fazer um jogo miserável como na época passada. Nem um passe de jeito, todos os lançamentos longos a variar flanco apanharam sempre um lateral contrário posicionado e nenhuma bola ganha. Quaresma ajudou à missa sem fazer um cruzamento de jeito, todos por baixo.
 
Que o campeonato estava perdido já se sabia com as arbitragens a favor do Benfica e o adeus deste à Europa. Que iniciemos a 2ª volta com os erros de principiante, e nenhum assédio sério e remates de jeito à baliza, já é patológico. O orgulho que alguns falaram a meio da semana perdeu-se entre incapacidade de fazer um passe de jeito, uma rotura vertical incisiva e realmente ameaçadora e um desatino individual que afectou todos sem excepção: do lance timidamente abordado por Maicon a permitir um golo sem oposição verdadeira ao esbanjar de ocasiões de golo caídas do céu e enjeitadas por anjinhos que não fazem mais uma equipa competitiva.
 
O problema é se novo fracasso desportivo, face ao tipo de contratados a prazo desta época, obriga a fazer nova equipa inteira para o ano.
 
Mas é sempre também mais uma tentativa, patética, de Pinto da Costa sacudir a água do capote e prometer mais um ano de conquistas nos próximos 30, perdão 28. E a contar tanto para o fim do reinado para o início do fim de tudo.
 
O Benfica limita-se a não perturbar um adversário que se farta de fazer asneiras. É das artes da guerra, mas esse espírito e sabedoria já não habita no Dragão.