Mostrar mensagens com a etiqueta Defensor da nacionalização do BES e do bailout dos clubes talvez. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Defensor da nacionalização do BES e do bailout dos clubes talvez. Mostrar todas as mensagens

11 agosto 2014

O radical de esquerda Pinto da Costa

O PCP defendia a "nacionalização" do BES - como sempre foi sua "política" original "nacionalizar" tudo, incluindo os cidadãos a servirem o seu poder indiscutível - antes de a "solução" encontrada para o BES ser considerada, pelo PCP, um "fardo para os contribuintes".
 
Li no sábado no JN uma opinião de Pinto da Costa que, como qualquer outra, vale o que vale mas resume-se a um axioma da esquerda radical ou esquerdina baixa: "com este Governo e este governador do BdP a melhor solução era nacionalizar o BES", disse Pinto da Costa.
 
Não sei porquê, se por um passado obscuro de militante esquerdista fora das suas inúmeras autobiografias, se por um aproveitamento in illo tempore da "nacionalização" do Teatro S. João, se, quiçá, por fim ou talvez longe disso porque as estratégias nunca são descortinadas quando se anuncia qualquer coisa, espera Pinto da Costa uma "nacionalização" geral da banca que tire os clubes de futebol, retidos nos bancos depois de tantas prebendas do Estado totalitário capaz dessas benesses, da ruína financeira e do descrédito a par da banca propriamente dita - mas Pinto da Costa saiu da casca.
 
Também não percebi a inclusão de Pinto da Costa num lote de opinionistas de nível académico, mas lembrei-me da eleição, discricionária à moda marxista-leninista, de um conjunto de sábios que o ex-director do JN procedeu aqui há tempos. Por sinal, nenhum dos académicos, creio que 8, citados defendeu ou sugeriu uma "nacionalização". Será Pinto da Costa um acionista ferido do BES?
 
Pode ser que favor com favor se pague e o ex-director do JN apareça em breve no universo administrativo do FC Porto. Ou, helàs, um voto pronunciado à esquerda - de resto em tempos anunciado com o apoio a candidatos do PS à Câmara do Porto, fossem portistas como Elisa Ferreira ou nem isso como o Xico Assis, apesar dos votos de não politização do FC Porto - com a integração de Fernando Gomes na SAD com a pasta das Finanças (na saída de Angelino Ferreira), possa servir para tirar dividendos de uma previsível ascensão do PS ao poder para compensar os amigos, seja o "amigo Joaquim" ou "o amigo de Paris" como Sócrates se sugeriu a Ricciardi para um conselho de Espírito Santo de orelha com o primo Salgado.
 
Não falemos de promiscuidades.
 
A moral é sempre a mesma: quando toca a dinheiro há muita gente escondida. E a prudência manda que não se confie em ninguém, nem para dinheiro nem por opiniões aparentemente desinteressadas. A surpresa pela adopção de uma opção de "nacionalização" não pode ser casual, como não é académica, não é suportada por factos históricos que a justificaram no passado a não ser pelos histéricos que a admitem e não é sensata nem à luz do PREC cujo 40º aniversário muito animará o rectângulo em 2015.