ACT (0.49, 14/2/2012): A fantochada começou cedo. Ajax limpa-tudo ou Omo lava mais branco não fazem melhor trabalho. A Imprensa do regime no seu auge. O FC Porto pode não ter ganho nada com um director de Informação, mas a Lusa perdeu um editor de Desporto, claramente nos dois casos.
Retirei isto do Rascord, como vêem. O jornal recebido com pompa e circunstância no Dragão no final do ano. O jornal que já fez um papel semelhante a dar uma "notícia" falsa do árbitro Kuipers do Porto-Villarreal, notícia publicada em Madrid (Marca), exclusivo que o pasquim espanhol não podia saber a não ser se fosse, em manobra de diversão, enviada de Lisboa, onde se soube para a edição do dia do exclusivo dos espanhóis!... Um mata, outro esfola. Isto é do tempo da outra senhora, da tv a preto e branco e dos anúncios da Pasta Medicinal Couto... e do Restaurador Olex.
(escrito antes)
Domingos já foi substituído no Sporting, ainda que temporariamente. Uma vez mais, os grunhos ganham em Alvalade, mesmo que mudem as imagens de boas-vindas para girassóis, miosótis e borboletas, nos corredores do balneário visitante ou nos acessos às salas directivas das baratas-tontas que por ali passam.
Retirei isto do Rascord, como vêem. O jornal recebido com pompa e circunstância no Dragão no final do ano. O jornal que já fez um papel semelhante a dar uma "notícia" falsa do árbitro Kuipers do Porto-Villarreal, notícia publicada em Madrid (Marca), exclusivo que o pasquim espanhol não podia saber a não ser se fosse, em manobra de diversão, enviada de Lisboa, onde se soube para a edição do dia do exclusivo dos espanhóis!... Um mata, outro esfola. Isto é do tempo da outra senhora, da tv a preto e branco e dos anúncios da Pasta Medicinal Couto... e do Restaurador Olex.
(escrito antes)
Domingos já foi substituído no Sporting, ainda que temporariamente. Uma vez mais, os grunhos ganham em Alvalade, mesmo que mudem as imagens de boas-vindas para girassóis, miosótis e borboletas, nos corredores do balneário visitante ou nos acessos às salas directivas das baratas-tontas que por ali passam.
Os 30 que assobiaram a chegada da equipa da Madeira foram os que contaram, afinal, para o dirigente máximo que mostra o respeitinho devido à turba, como tem sido norma em Alvalade. Dias da Cunha, que um dia ameaçou pedir chaimites contra uma alegada horda de adeptos visitantes, disse-se "violentado"...
A mim nem aquece nem arrefece. Nem pelo Sporting, que se julga diferente na história, na filosifia e nos métodos práticos. Nem pelo Domingos, um treinador como os outros. Apenas observo e analiso.
Constata-se que há grunhos e grunhos, mas ganham muitas vezes. A barbárie da opinião, e sabe-se como é a opinião quando as massa, dizia Ortega y Gasset, se amotinam. Este caso não é, por exemplo, semelhante aos amotinados do CJ da FPF que no Verão de 2008 quiseram enterrar o Boavista, conseguindo-o, e desterrar o FC Porto, falhando-o. Essas coisas são sindicáveis num País com Estado de Direito e os tribunais continuam a julgar todo o Pífio Dourado de que muitos responsáveis, grandes e pequenos filhos da puta, não se dão conta ainda hoje. Agora, as massas não vão a tribunal, porque o povo é que julga.
Domingos julgava até que o Sporting tinha/tem 3 ou 4 milhões de adeptos. Bastaram 30, e desvalorizados pelo presidente que deu a punhalada do costume com o "voto de confiança que é a antecâmara do despedimento" no treinador que dizia estar de pedra e cal.
Era uma questão de tempo. O tempo futuro, curto ou de médio prazo, não interessa. Nem o que em geral se possa dizer, nas banalidades costumeiras e no uso médio comum que vai eternizar as frases feitas. Quiçá, uns raros portistas, daqueles que sobram das contas de adeptos da bola para Domingos, pensarão em Domingos para o FC Porto. Porque muitos grunhos acham que Vítor Pereira tem culpas pela época portista e ainda ontem se ouviam assobios ao intervalo.
Isto seria cómico se não fosse trágico e, contudo, é apenas futebol. Imagine-se se fizermos um paralelo do Sporting com a Grécia e das arbitragens com os mercados. Quando as arbitragens não ajudam, seja VP, Domingos ou Guardiola, o olhar sobre os resultados e o jogo tolda-se. Sucedeu ao Sporting que, entretanto, pensa na fórmula já testada de promover o treinador dos juniores. Sá Pinto, pelo menos por agora, é o técnico substituto. Versão Paulo Bento, truculento q.b. e com quem a turba, os grunhos, se identificam e evocam exemplos do passado que não vejo terem sido tão brilhantes, mas a medida do êxito é muito díspar em tempos de crise.
Os grunhos, por exemplo, que apoucaram Jesualdo no seu primeiro ano sem êxitos mas apontado como responsável exclusivo na Grécia não olharam para o responsável executivo das asneiras colectivas. O homem está, agora, em Alvalade. Carlos Freitas será esquecido e, contudo, desde que saiu do Panathinaikos a equipa, apesar das dificuldades num país depauperado e em convulsão, melhorou e é líder do campeonato.
Já vi todos, sem excepção, nomeadamente em Coimbra, apontarem baterias para Vítor Pereira. Podem os reforços virem tardiamente em Janeiro, como não veio a alternativa fulcral em Agosto, que o treinador vai levar com as culpas e se sair campeão, no que não acredito mas pelos motivos de arbitragem que desequilibraram definitivamente o campeonato, os louros serão de quem trouxe as últimas e desesperadas opções em cima da hora.
Os próximos 15 dias serão cruciais para o treinador do FC Porto, decidindo a defesa do título nacional e do da Liga Europa. As razões e os responsáveis maiores do eventual fracasso serão do culpado do costume. Depois, a expectativa virar-se-á para Domingos, já arrumado, ou André Villas-Boas, que também terá duas semanas decisivas e, já contestado pelos seus adeptos em Londres, é uma espinha cravada nalguns grunhos que teriam de engolir mais elefantes se voltar ao Dragão porque, tal como Domingos no Sporting, tem no Chelsea uma aposta perdida, como era de ver. Domingos e AVB, finalistas da Liga Europa, saíram de onde estavam bem por opções próprias e respeitáveis e não podem dizer que foram empurrados.
Treinador continua a ser uma aposta de alto risco. Amiúde um homem só, sem tempo. E vulnerável.
