12 abril 2009

Mais um passo seguro para o Tetra

FCPorto 3-0 E. Amadora
B. Alves 29', E. Farias 58' e 65'Equipa: Helton, Sapunaru, Rolando, B. Alves, Cissokho, A. Madrid, R. Meireles (Guarin 45'), Lucho (Tarik 76'), C. Rodrigues (Hulk 45'), E. Farias e M. Gonzalez

36.202 espectadores

No dia onde, finalmente, a direcção da Liga de Clubes perdeu a vergonha e os complexos de ir ao Dragão, entregando os troféus referentes às duas últimas conquistas no campeonato, o FCPorto deu mais um passo seguro, com a maior da tranquilidade, para que o Tetracampeonato seja uma realidade. Aliás, por tudo aquilo que se tem visto nos últimos tempos, o Tetra é quase um título já anunciado, tendo o FCPorto lutar apenas contra o tempo para que, matematicamente, seja certo e possamos repetir as festas já habituais nos finais de época.

Foi a pensar no jogo decisivo de 4ª feira, contra o Manchester United, que Jesualdo Ferreira escalou a sua equipa, sem poder contar com Lisandro Lopez, devido a mais uma ratoeira da Comissão Disciplinar da Liga, Hulk e Fernando foram relegados para o banco, a fim de serem poupados fisicamente, tendo com isso o trio argentino Andrés Madrid, Farias e Mariano Gonzalez alinhado de inicio.

Sobre o castigo de Lisandro Lopez, curioso foi ver que na mesma jornada onde o argentino cumpriu castigo por “simular” uma falta, um outro jogador doutra equipa voltou de castigo por ter quase agredido um árbitro, coisas do futebol português, fica-se a saber que, do ponto de vista dos donos da Comissão Disciplinar da Liga, “simular” tem o mesmo castigo do que tentar agredir um árbitro, isto, claro, conforme as cores das camisolas.

Foi com um ritmo muito lento e pausado que a equipa portista começou a partida, alguns passes mal medidos, muita lentidão no meio campo, alguma atrapalhação no ataque o que permitia à equipa da Amadora ganhar confiança e vir para o ataque tentando surpreender.

Logo nos primeiros minutos, um dos reforços portistas para a próxima temporada, Silvestre Varela, parece-me que poderá ser, a par de Nuno André Coelho, dois bons reforços para as conquistas do futuro, conseguiu colocar à prova Helton com remates perigosos ao que o brasileiro dono da baliza portista respondeu com defesas atentas.

O FCPorto tinha dificuldades em organizar os ataques, o Estrela tapava os caminhos da sua baliza, e a equipa sentia dificuldades nas suas transições sempre feitas com pouca velocidade. Até que, depois de mais ou menos 15 minutos de desacerto, Farias aparece isolado frente a Nelson possibilitando a este uma grande defesa para canto.

Foi o tónico desejado para que o FCPorto encontrasse o rumo que tem sido normal neste campeonato, a partir daí, a equipa portista tomou conta, definitivamente, do domínio da partida não deixando que o Estrela da Amadora ganhasse, ainda mais, confiança.

Apesar de algo lento, o futebol dos futuros Tetracampeões nacionais, começou a ganhar maior segurança à medida que o tempo corria, tudo ia fluindo com maior naturalidade, o golo esse sentia-se que iria aparecer quando a equipa impusesse maior velocidade e tranquilidade na hora de rematar.

Aos 29 minutos, Bruno Alves, inaugurou o marcador, através de um livre directo marcado com categoria, sem hipóteses para o guarda-redes adversário. Com a marcação do primeiro golo, o mais difícil estava feito, era agora altura de começar a controlar e a pressionar para tentar alargar a vantagem. Até ao final da primeira parte, o FCPorto ainda tentou, mas foi sem grande sucesso, tudo com um ritmo pausado, mas conseguiu com que o Estrela da Amadora afrouxasse e não conseguisse sair par ao ataque com o mesmo perigo do inicio.

Com Hulk e Guarin lançados por Jesualdo Ferreira para a 2ª parte, em detrimento de Cristian Rodriguez e Raúl Meireles, o FCPorto entrou com maior velocidade e poderio ofensivo, com isso a equipa começou a melhorar de forma substancial à procura do golo da tranquilidade.

Com o Estrela da Amadora completamente manietado, o FCPorto pressionava forte, Hulk, com a sua velocidade, puxava a equipa para a frente, apenas faltando o golo. Golo esse que apareceu aos 58 minutos, Hulk desmarcou Ernesto Farias que não perdoou, colocando na equipa ainda maior tranquilidade e certeza na vitória.

Passados 7 minutos, Lucho recupera a bola no meio campo, dá para Hulk que devolve a Bruno Alves, tendo este cruzado para Ernesto Farias que, aproveitando a falha de marcação dos centrais da Amadora, cabeceia com sucesso, aumentando a vantagem fazendo o resultado final.

Aos 65 minutos, com 3 golos feitos, o FCPorto acabou com todas as esperanças do Estrela da Amadora, se é que existiam, a partir daí poderia jogar mais à-vontade e serenamente, à espera que o tempo passasse sem qualquer perda de controlo do domínio.

Até ao final da partida, Jesualdo Ferreira ainda aproveitou para tirar Lucho Gonzalez e dar minutos a Tarik Sektioui. O FCPorto limitou-se a deixar correr o tempo, aproveitando para fazer circular a bola, criando até algumas oportunidades de golo, com destaque para um falhanço de baliza aberta de Farias, embora a bola lhe aparecesse à frente com muita força.

A 6 jornadas do fim, o FCPorto vai começando a preparar a festa da consagração de Tetracampeão, não esquecendo que ainda terá pela frente alguns desafios importantes para tentar com que esta época ainda seja mais vitoriosa. 4ª feira joga o mais importante de todos. Vamos acreditar que os podemos vencer, não acabando com o sonho.

11 abril 2009

FCPorto 3-0 E. Amadora

B. Alves 29', E. Farias 58' e 65'
Equipa: Helton, Sapunaru, Rolando, B. Alves, Cissokho, A. Madrid, R. Meireles (Guarin 45'), Lucho (Tarik 76'), C. Rodrigues (Hulk 45'), E. Farias e M. Gonzalez

36.202 espectadores

10 abril 2009

Das estrelas para o estrela

Convocados:
Guarda Redes: Helton e Nuno
Defesas: B. Alves, Cissokho, Rolando, Sapunaru e Stepanov
Médios: A. Madrid, Fernando, Guarín, Lucho e R. Meireles
Avançados: C. Rodriguez, E. Farias, Hulk, M. Gonzalez, Rabiola e Tarik
FCPorto - E. Amadora, Sábado 21H00 - SportTv1

09 abril 2009

A cuspidela do Dragão

É notável a capacidade que o Dragão tem de cuspir em tudo aquilo que não presta. Naqueles que já não conseguem arranjar mais argumentos, por mais patéticos que sejam, para denegrir a sua imagem, para relativizar e minimizar os seus êxitos. Para tudo isto o FC Porto tem tido resposta pronta. Como? Ganhando. Convencendo... e em campo. Que é sempre a melhor forma de calar os "anónimos" prontos a meter a cabecinha de fora sempre que têm uma pequenina oportunidade...

Como é que isso se consegue? Com uma enorme capacidade trabalho. Com uma excelente organização a nível técnico, mas também a nível organizativo. Com profissionalismo, com competência.

Com a permanente consciência de que só competindo no limite das forças, suando, sofrendo, sem perder tempo com lambidelas pacóvias e cada vez mais ridiculamente cansativas, se conseguem atingir os títulos e as devidas compensações por eles conquistados.

Sem adormecer acordado, à espera que surja um "Pai Natal" (ou outros seus colaboradores) capaz de produzir o "milagre".

Só assim se torna possível, ano após ano, resistir a várias contrariedades, entre elas a obstinada e permanente campanha anti-FC Porto, uma exaustiva e cansativa luta contra os seus alegados poderes macabros e ocultos (como se tudo o que resta para além do FC Porto no futebol português seja um oásis de rectidão, bons costumes, gente impoluta, incapaz de cometer qualquer batotice, ou de recusar que a façam para seu proveito próprio).

Pelos vistos continua a ser difícil de entender que é nestas batalhas que o FC Porto se sente melhor. É nelas que o clube e a sua cada vez maior massa adepta se inspira e se alimenta para lutar com cada vez mais afinco, em prol de uma causa que para todos eles é cada vez mais nobre: "A Vitória!". Como símbolo de afirmação de personalidade, de prestígio internacional, de cada vez maior capacidade de aglutinação popular, quer em Portugal, quer em países de expressão portuguesa. Não por imposição ou por qualquer obrigação familiar, mas como forma de marcar terreno... porque são indiscutivelmente mais fortes, mais poderosos e, por isso, ganham mais do que os outros.

É disso que o povo gosta: de vencedores!

A jornada europeia de Manchester foi gloriosa, (igual a muitas outras que nos últimos 20 anos o FC Porto tem repetidamente conseguido), deixando orgulhosos os verdadeiros amantes do que de melhor o futebol português é neste momento capaz de produzir. O resto... é "chover no molhado"... é mais do mesmo!

Esta jornada não merecia, por isso, ser despachada para segundas caixas de informação desportiva, dando lugar, em primeira instância, às crises existenciais de alguns habituais protagonistas, num exercício de minimização e de branqueamento que até pode agradar a meia dúzia de "cromos" mas que envergonha todos aqueles que não deixaram de se sentir orgulhosos pelo que viram, não olhando a mais nada que não tenha sido a enorme qualidade da exibição portista e, em especial, a sua permanente "atitude", a tal expressão tão difícil de mastigar!

Também eu me associo a uma cuspidela generalizada contra tanta cegueira! Quer passe ou fique nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, parabéns FC Porto! E obrigado pela noite fantástica de Old Trafford... entre outras, claro!

Paulo Garcia in SicOnline

08 abril 2009

Jogador da Bancada - Época 2008/2009 - 39º Round

PS: Em comentário coloco os nomes dos jogadores que actuaram neste jogo e o treinador. Só necessitam de copiar, colar na vossa caixa de comentários e atribuir a vossa nota (de 0 a 10).

Permissão para continuar a sonhar

Man. United 2-2 FCPorto
C. Rodriguez 4', Rooney 14', Tevez 84' e M. Gonzalez 88'Equipa: Helton, Sapunaru, Rolando, B. Alves, Cissokho, Fernando, R. Meireles (T. Costa 78')(A. Madrid 92'), Lucho, C. Rodriguez (M. Gonzalez 78'), Lisandro e Hulk

Mais uma vez, provou-se que a única equipa portuguesa que poderá fazer frente a grandes clubes, e que não envergonha o nome de Portugal pelos campos dessa Europa fora, chama-se Futebol Clube do Porto. E provou-se no campo, que é no sítio onde se deve provar. O FCPorto foi, contra a equipa campeã europeia, que tem nas suas fileiras, entre muitos outros grandes jogadores, o melhor jogador do mundo, uma verdadeira Equipa, aguentando toda a pressão dos jogadores da equipa inglesa, apenas claudicando em dois erros, para não ser uma exibição perfeita. Mas nada apaga a excelente postura de verdadeiros campeões, de guerreiros, uma equipa tacticamente perfeita e inteligente, que não caiu perante as adversidades que teve ao longo da partida. E que, não fosse alguma falta de sorte e concentração, até poderia ter resolvido a eliminatória ou pelo menos ter uma vantagem mais alargada.

Uma palavra para Jesualdo Ferreira, não sei se foi essa a sua intenção, mas parece que a equipa foi preparada para ter um pico de forma nesta altura de época, a todos os jogos ela cresce tacticamente, não claudica fisicamente e ganha uma personalidade imensa que ultrapassa todas as expectativas que tínhamos sobre ela. Depois é maravilhoso vermos a evolução de jogadores como Cissokho, Fernando, Sapunaru, Hulk, etc, temos de dar todo o mérito ao excelente trabalho do treinador portista à frente da sua equipa.

Jesualdo Ferreira entrou com a equipa habitual no Teatro dos Sonhos, e logo desde o inicio viu-se que FC Porto seria sinónimo de personalidade de campeão, e que o medo do seu adversário não fazia parte do dicionário portista.

O FCPorto entrou a mandar no jogo, de peito erguido, de olhos nos olhos do seu adversário, sempre a vigiar os jogadores mais importantes da equipa inglesa e com uma grande solidariedade táctica que lhe permitia fechar os caminhos da sua baliza aos jogadores adversários.

Aos 2 minutos, Lisandro Lopez deu o primeiro sinal positivo da equipa portista, um remate perigoso, o qual Van der Sar respondeu com uma excelente defesa, estava dado o primeiro alerta a Ferguson e seus pares que tanta satisfação tiveram por ter saído o FCPorto no sorteio.

Passados dois minutos, depois duma recuperação de bola de Lucho no seu meio campo, o FCPorto saiu rapidamente para um dos seus contra ataques venenosos e Rodriguez rematou de forma indefensável para Van der Saar, inaugurando o marcador.

A partir daí, os jogadores do Manchester United ficaram atónitos, algo desconcentrados perante tamanha reacção portista, quase no minuto seguinte Lisandro teve mais uma ocasião para marcar.

O Manchester United queria responder mas a equipa portista montou-lhe uma camisa-de-forças mesmo à sua medida. Mas a camisa rompeu no pior lado possível, numa distracção, quase de infantil, Bruno Alves oferece a bola a Rooney que, completamente sozinho frente a Helton, não perdoa empatando, da forma mais injusta e cruel possível.

O FCPorto não claudicou, nem sequer abanou, continuou sempre muito pragmático, muito objectivo, com um futebol muito pausado, tacticamente perfeito, controlando o seu adversário, esquecendo que estava a jogar na casa do campeão europeu. Logo nos minutos seguintes ao golo sofrido, Rodriguez de cabeça tem uma grande oportunidade e Lisandro falha o golo por milímetros, tudo estava a sair perfeito, excepção com a distracção do golo e alguma, talvez, pontinha de sorte na finalização.

O tempo corria para o intervalo, os jogadores do Manchester queriam acelerar o ritmo e tentar pressionar a defesa portista, mas existia uma grande solidariedade táctica e uma grande garra na equipa de Jesualdo Ferreira que esteve, quase, toda a primeira parte por cima, ditando as leis e o ritmo do jogo. Tacticamente, foi uma verdadeira lição dada pelo Professor Jesualdo Ferreira na primeira parte, a equipa começou bastante forte, tendo depois baixado o ritmo conforme lhe interessava, e, melhor, levou a que o Man. United também não conseguisse impor o seu ritmo.

Na segunda parte, o FCPorto encontrou um Manchester United mais pressionante, com um ritmo avassalador, a equipa de Alex Ferguson vinha com instruções para tentar melhorar o resultado, foi uma pressão intensa, com os ingleses quase a empurrarem a equipa portista para trás, mas sempre com lançamentos longos, à espera de um aproveitamento de um ressalto mais feliz, com jogadores prontos para rematar forte.

Foi aí que surgiu também um grande Hélton, com intervenções espantosas, rubricando uma das exibições mais consistentes, principalmente nas competições europeias, desde que veste a camisola do FCPorto.

Este FCPorto de casta europeia de qualidade aguentou todo aquele vendaval ofensivo e pressão inglesa, sempre muito rigoroso tacticamente com Fernando a fazer intersecções decisivas, com os laterais a fecharem muito bem, os centrais a conquistarem tudo pelo ar e os atacantes a darem muito trabalho aos seus adversários.

Ferguson arriscava quase tudo, Giggs entrava endiabrado, e depois colocou Tevez, jogando com todas as armas disponíveis, mostrando que queria ganhar, Jesualdo Ferreira respondia dando frescura à sua equipa tirando o incansável Rodriguez dando o lugar a Mariano Gonzalez e Tomás Costa entrava para o lugar de Raul Meireles.

O tempo passava e o FCPorto aguentava toda a pressão atacante, de quando em vez ia relembrando ao Manchester United que tinham de o respeitar, Lisandro Lopez teve nos seus pés mais uma oportunidade para que o resultado fosse histórico mas não era dia de ver um Licha eficaz.

Quando se pensava que o empate não fugiria, eis que, dum lance onde não se pensava surgir qualquer perigo, e é aqui se diferenciam as grandes equipas das equipas vulgares, num lançamento lateral, Rooney consegue assistir brilhantemente Tevez que rematou, de ângulo difícil, colocando injustiça no resultado.

A equipa portista sentiu essa injustiça, fazendo uma finta ao destino, veio para a frente, acreditou como só ela sabe acreditar, Lisandro cruzou de forma soberba, tendo aparecido Mariano Gonzalez que, num misto de sorte com eficácia de goleador, não perdoou colocando maior justiça ao resultado final.

O FCPorto com este resultado, que lhe dá uma vantagem, embora perigosa, deu permissão a todos os seus adeptos para continuar a sonhar com algo mais do que os quartos de final. Espera-nos um jogo mais difícil do que este, com o Manchester a querer entrar com tudo para dar a volta.

Uma palavra de apreço para os portistas presentes em Old Trafford,estiveram maravilhosos no apoio à nossa equipa, também ela maravilhosa. Dia 15, no Estádio do Dragão seremos todos um só e vamos conseguir, todos juntos, passar esta eliminatória. Se antes deste jogo eu acreditava na passagem, hoje acredito ainda mais. Com este FCPorto os sonhos não têm fim.

07 abril 2009

Man. United 2-2 FCPorto

C. Rodriguez 4', Rooney 14', Tevez 84' e M. Gonzalez 88'
Equipa: Helton, Sapunaru, Rolando, B. Alves, Cissokho, Fernando, R. Meireles (T. Costa 78')(A. Madrid 92'), Lucho, C. Rodriguez (M. Gonzalez 78'), Lisandro e Hulk

06 abril 2009

Die Meister, die Besten, les meilleurs equipes, the champions *

Convocados:
Guarda Redes: Helton e Nuno
Defesas: B. Alves, Cissokho, Rolando, Sapunaru e Stepanov
Médios: A. Madrid, Fernando, Guarín, Lucho, R. Meireles e T. Costa
Avançados: C. Rodriguez, E. Farias, Hulk, Lisandro, M. Gonzalez e Tarik
Man. United - FCPorto, 19H45 - RTP1

* Parte da letra do hino da Liga dos Campeões e que passo a transcrever para o caso de ainda não conhecerem:
Ce sont les meilleurs équipes,
Es sind die aller besten Mannschaften, the main event.
Die Meister, die Besten, les meilleurs equipes, the champions.
Les grandes et les meilleurs!
Eine grosse stattliche Veranstaltung, the main event:
These are the men,
Sie sind die Besten,
These are the champions!
Die Meister, die Besten, les meilleurs equipes, the champions.
Die Meister, die Besten, les meilleurs equipes, the champions uefa.

Jogador da Bancada - Época 2008/2009 - 38º Round

PS: Em comentário coloco os nomes dos jogadores que actuaram neste jogo e o treinador. Só necessitam de copiar, colar na vossa caixa de comentários e atribuir a vossa nota (de 0 a 10).

05 abril 2009

Daqui nasceu o Tetra

V. Guimarães 1-3 FCporto
Roberto 20', E. Farias 52', M. Gonzalez 58' e Rolando 88'Equipa: Helton, Sapunaru, Rolando, B. Alves, Cissokho, Fernando, R. Meireles (A. Madrid 88'), T. Costa (Lucho 66'), M. Gonzalez, E. Farias e Hulk (C. Rodriguez 83')

Em plena cidade onde, segundo reza a história, nasceu Portogal, o FCPorto, um ano depois de ter sido Tricampeão Nacional, deu um passo de gigante para que o Tetracampeonato seja uma realidade. Na verdade, foi mais do que um passo, foi quase a confirmação que podem nos tentarem derrubar, podem colocar todas as ratoeiras no nosso caminho, podem nos ameaçar de toda a maneira, podem-se distrair como quiserem, que não adiantará de muito, servindo apenas para nos unir e cerrar fileiras rumo às vitórias, porque na cidade Invicta, vive uma equipa que não se deixa derrubar facilmente.

Foi, como costumo dizer, uma vitória à moda antiga, foram devido a estas vitórias que aprendi a amar tanto o FCPorto, contra tudo e contra todos, com a equipa a ser recebida com objectos a serem arremessados, com a pressão dos invejosos e dos ratos de esgoto, com todas as ratoeiras e perseguições cobardes que fazem, o FCPorto demonstrou ter uma equipa preparada para tudo isso, jogando com raiva, muita união e com uma enorme vontade de vencer, dando a volta a um resultado com categoria, segurança dando provas da sua enorme superioridade.

Jesualdo Ferreira apostou em Tomás Costa e em Mariano Gonzalez no lugar de Lucho e Rodriguez, devido ao desgaste sofrido por estes das viagens às selecções, e Farias no lugar do castigado Lisandro Lopez.

Logo no primeiro minuto, o FCPorto conheceu a verdadeira estratégica da agremiação “desportiva” adversária, parar, de todas as maneiras possíveis, e impossíveis, o jogador portista Hulk, nem que seja da maneira menos legal possível, até porque Carlos Xistra empenhou-se afincadamente em não incomodar, nem em punir, essa estratégia.

Durante toda a partida, Hulk foi um verdadeiro saco de pancada para os jogadores da agremiação “desportiva”, ao ponto de ter que ser substituído, isto se Jesualdo Ferreira queria contar com ele para o importante jogo da Champions League, porque a todo o momento imaginava-se uma lesão que o arrumasse de tão decisiva partida.

O FCPorto entrou muito poderoso na partida, com muita garra, abafando os ataques da agremiação “desportiva” adversária, sempre jogando de forma rápida à procura do golo, não dando hipóteses de reacção ao seu adversário. A equipa superiorizava-se em todos os sectores, começando a criar algumas oportunidades de golo que Farías, por duas vezes, falhava, Hulk era um verdadeiro quebra-cabeças para os seus adversários, Raul Meireles parecia estar em todo o lado, mas faltava apenas uma pontinha de eficácia, e sorte, para que os golos começassem a aparecer.

Depois de estar 19 minutos sem Helton ser incomodado, na primeira descida ao ataque, respondendo a um cruzamento que teve a, infeliz, colaboração de Sapunaru, Roberto inaugurou o marcador, dando ainda maior injustiça ao resultado, se o empate já era injusto perante tudo aquilo que o FCPorto tinha feito, então sofrer um golo, ainda por cima, com uma colaboração infeliz de um jogador seu, a injustiça seria maior.

O FCPorto sentiu um pouco a injustiça do golo, mas os campeões não caiem, nem tremem, por isso não perderam a sua identidade, nem sequer a tranquilidade, a maturidade de uma equipa vê-se nestes momentos, quando se “apanha” a perder, não fica ansiosa, nem sequer entra em desespero, sabe o que tem de fazer para dar a volta.

O FCPorto apenas lidava mal com a imensa agressividade do seu adversário, e com a enorme passividade de Carlos Xistra. Curioso verificar que, apesar do FCPorto ter tido menos faltas, e menos duras, do que o seu adversário, a equipa portista teve o mesmo número de jogadores com cartões amarelos.

Até ao intervalo, apenas registo para mais um falhanço de Ernesto Farias que, parecia não acreditar que os defesas da agremiação “desportiva” poderiam falhar, não dando seguimento ao excelente cruzamento de Mariano Gonzalez.


Na segunda parte, mais do mesmo, o FCPorto procurava, insistentemente, o golo do empate, Hulk levava a equipa para a frente, Farias perdia algumas oportunidades, mas a equipa que se presta a ser Tetracampeã nacional não conseguia marcar. Mas de tanto falhar alguma vez iria acertar, Farias, aos 52 minutos, respondeu a um excelente cruzamento de Raul Meireles com uma cabeçada que deu origem ao empate, colocando justiça, mais do que tardia, ao resultado.

O FCPorto não tirou o pé do acelerador, o seu adversário sentia-se perdido perante tanto domínio portista e num lançamento feito por Cissokho para Hulk, este com 3 adversários a fazer-lhe a marcação, ganha a linha cruzando para a área, um defesa adversário alivia para o meio donde aparece Tomás Costa que remata enrolado, mas pelo caminho Mariano Gonzalez apanha a bola e consegue desviar para o fundo da baliza, colocando, finalmente, justiça no marcador.


A partir daí, sentia-se que a vitória não mais iria fugir, se tudo corresse normalmente, e se tomasse a devida atenção, e precaução, contra as ratoeiras que ainda poderiam colocar no caminho. O FCPorto dava a bola ao seu adversário para se entreter, esperando, cinicamente, a altura certa para dar a estocada final. Lucho Gonzalez substituía Tomás Costa, o FCPorto controlava com superioridade o seu adversário, que sem entretinha em tentar arrumar Hulk e em tentar aproveitar mais um momento de sorte para conseguir, pelo menos, empatar a partida. No entanto, até os super-heroís ficam debilitados, depois de tantas faltas consecutivas, Hulk não resistiu a tantas investidas sobre ele, e para que fosse poupado para o jogo de 3ª feira, Jesualdo Ferreira optou por poupar o brasileiro e trocou por Cristian Rodriguez.

Já no final da partida, num canto marcado superiormente por Lucho Gonzalez, Rolando com uma cabeçada fulminante dá a estocada final, tirando de vez os sorrisos sarcásticos aquando do primeiro golo. O último a rir sempre se ri bem melhor e com a barriga cheia.

Com esta vitória, e com o campeonato quase arrumado, o FCPorto não terá uma deslocação tão dura como esta, até ao final resta a Jesualdo Ferreira continuar a gestão do plantel como, tão bem, tem sido feita até ao momento. Agora o maior objectivo de Jesualdo Ferreira cabe preparar a equipa convenientemente para o maior desafio desta época: tentar derrubar o campeão europeu. Vamos acreditar, este FCPorto deixa-nos a sonhar.