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09 abril 2009

A cuspidela do Dragão

É notável a capacidade que o Dragão tem de cuspir em tudo aquilo que não presta. Naqueles que já não conseguem arranjar mais argumentos, por mais patéticos que sejam, para denegrir a sua imagem, para relativizar e minimizar os seus êxitos. Para tudo isto o FC Porto tem tido resposta pronta. Como? Ganhando. Convencendo... e em campo. Que é sempre a melhor forma de calar os "anónimos" prontos a meter a cabecinha de fora sempre que têm uma pequenina oportunidade...

Como é que isso se consegue? Com uma enorme capacidade trabalho. Com uma excelente organização a nível técnico, mas também a nível organizativo. Com profissionalismo, com competência.

Com a permanente consciência de que só competindo no limite das forças, suando, sofrendo, sem perder tempo com lambidelas pacóvias e cada vez mais ridiculamente cansativas, se conseguem atingir os títulos e as devidas compensações por eles conquistados.

Sem adormecer acordado, à espera que surja um "Pai Natal" (ou outros seus colaboradores) capaz de produzir o "milagre".

Só assim se torna possível, ano após ano, resistir a várias contrariedades, entre elas a obstinada e permanente campanha anti-FC Porto, uma exaustiva e cansativa luta contra os seus alegados poderes macabros e ocultos (como se tudo o que resta para além do FC Porto no futebol português seja um oásis de rectidão, bons costumes, gente impoluta, incapaz de cometer qualquer batotice, ou de recusar que a façam para seu proveito próprio).

Pelos vistos continua a ser difícil de entender que é nestas batalhas que o FC Porto se sente melhor. É nelas que o clube e a sua cada vez maior massa adepta se inspira e se alimenta para lutar com cada vez mais afinco, em prol de uma causa que para todos eles é cada vez mais nobre: "A Vitória!". Como símbolo de afirmação de personalidade, de prestígio internacional, de cada vez maior capacidade de aglutinação popular, quer em Portugal, quer em países de expressão portuguesa. Não por imposição ou por qualquer obrigação familiar, mas como forma de marcar terreno... porque são indiscutivelmente mais fortes, mais poderosos e, por isso, ganham mais do que os outros.

É disso que o povo gosta: de vencedores!

A jornada europeia de Manchester foi gloriosa, (igual a muitas outras que nos últimos 20 anos o FC Porto tem repetidamente conseguido), deixando orgulhosos os verdadeiros amantes do que de melhor o futebol português é neste momento capaz de produzir. O resto... é "chover no molhado"... é mais do mesmo!

Esta jornada não merecia, por isso, ser despachada para segundas caixas de informação desportiva, dando lugar, em primeira instância, às crises existenciais de alguns habituais protagonistas, num exercício de minimização e de branqueamento que até pode agradar a meia dúzia de "cromos" mas que envergonha todos aqueles que não deixaram de se sentir orgulhosos pelo que viram, não olhando a mais nada que não tenha sido a enorme qualidade da exibição portista e, em especial, a sua permanente "atitude", a tal expressão tão difícil de mastigar!

Também eu me associo a uma cuspidela generalizada contra tanta cegueira! Quer passe ou fique nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, parabéns FC Porto! E obrigado pela noite fantástica de Old Trafford... entre outras, claro!

Paulo Garcia in SicOnline

03 março 2009

Apertar o conto - e como...

Este é o primeiro pensamento que me vem à cabeça depois de “digerir” os resultados da FCP SAD no semestre Jul-Dez 2008 (ver link).

Tal como o adepto comum faria com as suas próprias contas pessoais, comecei por olhar para a situação de tesouraria a curto prazo (numa perspectiva pessoal, o dinheiro que conto que entre na minha conta bancária nos próximos tempos, menos as despesas em que vou incorrer durante o mesmo período). E aí a situação é francamente preocupante.

No dia de Ano Novo de 2008, perspectivava-se um “buraco” de 25,6 milhões de € até Dez do mesmo ano. Ou dito de outra forma, o Passivo corrente era em 25,6 milhões de euros superior ao Activo corrente. Um ano mais tarde, o mesmo “buraco” tinha aumentado para 49,1 milhões, basicamente o dobro.

Antes de mais, o quer isto dizer? Quer dizer que para tapar o buraco há duas hipóteses de monta: ou se consegue adiar uma boa parte dessa dívida de curto prazo (contraindo novos empréstimos a longo prazo), ou então consegue-se encaixar uma boa maquia através de vendas de jogadores - mas assinalo que nas grandes vendas que temos feito nunca encaixámos a maior parte do valor de venda num período inferior a 6 meses, ou seja: das grandes vendas de Verão, provavelmente só vamos ver uma boa parte desse valor em 2010 ou até mesmo em 2011.

Ou seja, para encaixar na conta bancária até Dez uns 50 milhões na venda de jogadores no Verão, seria provavelmente preciso que o valor da(s) venda(s) fosse equivalente a mais de 100 milhões de € !!!).

Nenhuma das duas hipóteses me parece que seja fácil (ou desejável) de executar. Falemos um pouco mais da primeira (adiar dívidas): uma das razões porque o passivo de curto prazo aumentou imenso é que caduca este ano o empréstimo obrigacionista de 15 milhões de €. Ora nas circumstâncias económicas actuais penso que dificilmente a SAD conseguirá cativar os adeptos a subscrever em força novo empréstimo obrigacionista; e quanto ao apetite da Banca para conceder empréstimos de longo prazo, acho que não preciso de dizer nada...

Assinalo que a campanha actual na Liga dos Campeões pode ajudar, mas é pouco mais do que uma gota no oceano: a passagem aos ¼ de final não deverá levar a um encaixe adicional que ultrapasse uns 3 milhões de euros.

Bem, e como chegámos a este ponto? A demonstração de resultados do primeiro semestre explica em boa parte como, e resumidamente pode-se dizer que chegamos a este ponto fruto de uma estratégia deliberada da SAD, e não fruto da crise económica e financeira do mercado.

Mais concretamente, a SAD (treinador incluído) achou por bem apostar em força em contratações, pelo menos financeiramente: no último Verão comprou-se mais de 30 milhões de € de passes de jogadores, um valor nunca anteriormente visto. E não só foram valores muito elevados na compra dos passes, como também nos salários dos jogadores que entraram (dois deles com salários “italianos”, nomeadamente Mariano e Pelé; para não falar de Rodriguez, Hulk & Cia).

Isto é evidente ao verificar-se que entre amortizações dos passes e salários a situação da SAD deteriorou-se em cerca de 6 milhões em relação a semestre idêntico do ano anterior (um aumento superior a 20%). Ou seja, a este ritmo o impacto anual será certamente superior a 10 milhões de euros. Isto apesar de entretanto ter saído Quaresma, Postiga e Bosingwa (que pelos vistos tinham salários que não eram um fardo tão “incomportável” como isso para a SAD, ao contrário do que muito adepto apregoou em conversas de café ou de jornal em relação aos dois primeiros... o que não invalida que tenham sido bem vendidos na mesma).

Dizia eu que isto é fruto de uma estratégia deliberada da SAD (e treinador), já que tinham um número de escolhas à sua disposição muito mais baratas em salário e acima de tudo custo de passe, para posições que seriam à partida de “banco”, havendo já boas escolhas para o jogador titular: para dar dois exemplos: P Machado vs Guarín; Pitbull vs Mariano (só estas duas escolhas já teria sido o suficiente para poupar quase 10 milhões de euros em passes e salários no plantel). A esta estratégia chamava a minha avó de "ter mais olhos do que barriga".

Para além disso outro dado preocupante (mas não muito surpreendente) é que os resultados financeiros dispararam de 1,5 milhões para 3,3 milhões de prejuízo (mais do dobro). Digo eu que não é muito surpreendente devido à dificuldade em facilmente obter crédito a bons juros no ambiente financeiro que grassa desde há já ano e meio (não começou agora...); e à subida constante do Passivo da SAD ao longo dos últimos anos. Portanto, a opção de que falei anteriormente de adiar parte da dívida (passando de curto para longo prazo) será altamente custosa, mesmo que seja exequível. Se já hoje gastamos mais de 5 milhões/ano em juros...

No meio disto tudo, os dados relativamente positivos são aqueles que os adeptos provavelmente mais receavam: para já, não há grande impacto ao nível de receitas de bilheteira, patrocínios e outras (TV, merchandising), embora o impacto que há seja ligeiramente negativo. Repare-se que se excluirmos os custos com pessoal (salários e operações com passes de jogadores) dos Resultados Operacionais, o saldo mantém-se praticamente inalterado em relação há um ano atrás (baixou em 1 milhão de €). Menos mau. Dito isto, que ninguém espere boas notícias nestas rubricas nos próximos tempos.

Concluindo, neste momento não cabe à SAD outra alternativa que não seja um forte apertar do cinto nos próximos tempos. É inevitável que no Verão sejam vendidos pelo menos 2 titulares (esperemos que por bons valores, o que não é garantido), mas desta vez não haverá “guita” para ir ao mercado: esperemos pois que saibamos encontrar alternativas à altura ou internamente, ou na loja dos “300”.

Parece-me portanto inevitável que nos próximos 2 ou 3 anos haja uma viragem para a prata da casa e para o mercado interno, muitíssimo mais porque a isso sejamos financeiramente obrigados do que por uma viragem estratégica voluntária. E quanto a jogadores com um valor de passe relativamente elevado (Quaresmas, Lisandros, Luchos, Andersons, Hulks, Rodriguezes, Pelés), perpectiva-se também que sejam contratações em vias de extinção.

PS - tentei utilizar termos técnicos, números e rácios tão pouco quanto possível de forma a que o adepto comum possa seguir a conversa, e para que a discussão se centre no fundamental e não no acessório (evitando que o pessoal se "afogue" nos números, perdendo a perspectiva global).

Texto de José Rodrigues in Reflexão Portista

16 outubro 2008

O segredo do sucesso

Discute-se muito a quantidade de jogadores estrangeiros que actuam no futebol português. No passado dia 3 de Outubro, o jornal gratuito 'Sexta' deu um contributo para esta discussão, publicando um estudo em que apresentava os seguintes números:
Olhando para o caso que me interessa mais, impressiona verificar que 67% do plantel do FC Porto é constituído por jogadores estrangeiros. Não me lembro de outra época em que os números tenham atingido esta dimensão.

Mais. Dos 10 jogadores portugueses, dois são guarda-redes e outros dois - Tengarrinha e Candeias - estão "à experiência" e não surpreenderia se, em Janeiro próximo, fossem emprestados para rodar...

De modo a ser possível efectuar algumas comparações, o estudo também apresentou os números de jogadores nacionais versus estrangeiros para a Série A, Premiership e Liga espanhola.


O cenário acima apresentado é, em grande parte, consequência do Acórdão Bosman. Recordando o que se passou, em final de contrato com o FC Liége
, Jean-Marc Bosman viu este clube exigir uma indemnização para permitir a sua transferência para o Dunquerque. Com o apoio do advogado Luc Misson, Bosman intentou uma acção junto de um tribunal belga que, por sua vez, colocou a questão ao Tribunal Europeu de Justiça, a mais alta instância judicial da União Europeia.

Ao dar razão ao jogador belga, o acórdão do Tribunal Europeu de Justiça constitui um marco na jurisprudência desportiva, no que diz respeito às transferências de jogadores. Assim, a partir de 1996, os jogadores de futebol que terminem contrato podem circular livremente na União Europeia e os clubes estão autorizados a inscrever futebolistas comunitários sem quaisquer restrições.

Adicionalmente, o Acórdão Bosman praticamente coincidiu com a reformulaç
ão da Liga dos Campeões e a partir da época 1997/98, para além dos campeões de cada país, passaram a ter acesso equipas classificadas imediatamente a seguir, em função do ranking de cada um dos países.

Com mais dinheiro (proveniente da "liga dos milhões" e da renegociação de contratos televisivos) e regras que eliminam grande parte das restrições associadas à contratação de jogadores estrangeiros, os clubes mais poderosos dos principais campeonatos europeus - Inglaterra, Espanha, Itália e Alemanha - transformaram-se numa espécie de multinacionais, contratando os melhores jogadores que despontavam por toda a Europa.

Se antes já era difícil, passou a ser uma miragem clubes de outros países repetirem sucessos passados e ganharem a principal competição europeia de clubes
.

Contudo, em 26 de Maio de 2004, um clube de um pequeno país conseguiu o impensável: vencer a actual Liga dos Campeões.


Sem ter dinheiro para contratar os "melhores jogadores" onde esteve o segredo do sucesso do FC Porto?


Evidentemente, houve vários factores que se conjugaram e contribuíram para os êxitos obtidos no período 2002-2004. Contudo, não será despiciendo salientar que, oito anos após o acórdão Bosman, o
onze inicial que alinhou na final de Gelsenkirchen tinha nove jogadores portugueses - Baía, Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Costinha, Pedro Mendes, Maniche e Deco - e no banco de suplentes sentaram-se ainda mais quatro - Nuno, Pedro Emanuel, Ricardo Costa e Bosingwa.

Penso que não haverá dúvidas que ter 13 jogadores portugueses entre os 18 convocados, grande parte dos quais com uma fortíssima identificação com o clube, foi fundamental para a coesão de um colectivo que superava, em muito, a soma das partes.


Aliás, se recuarmos a 1987, verificamos algo muito parecido: o onze inicial de Viena tinha oito jogadores portugueses - João Pinto, Eduardo Luís, Inácio, André, Quim, Sousa, Jaime Magalhães e Futre -, na 2ª parte entrou o Frasco e de fora, por lesão, ficaram os habituais titulares Lima Pereira e Gomes.


Coincidência?
Na minha opinião, não.

Quer antes de Bosman (em 1987), quer no pós-Bosman (em 2004), o FC Porto chegou ao topo da Europa com equipas baseadas em jogadores portugueses, vários dos quais formados no clube, a que juntou alguns (poucos) estrangeiros de bom nível - Mlynarczyk, Madjer, Juary, Derlei, McCarthy, Alenitchev.

Será possível repetirmos a gracinha invertendo o paradigma, isto é, com uma equipa baseada em estrangeiros, com alguns (poucos) portugueses de bom nível e praticamente sem referências formadas no clube?
Na minha opinião, não.


Para agravar o problema, a esmagadora maioria dos estrangeiros do plantel actual são sul-americanos, cujos empresários (e eles próprios) olham para o FC Porto como uma mera porta de entrada no mercado europeu e que, conforme já se viu, não hesitam em
desestabilizar publicamente o grupo de trabalho para obterem mais dinheiro.

«Andei oito anos nesse mercado [argentino] e sei como é inflacionado. Há que ter boas redes de observação e apostar nos clubes fora de Buenos Aires. As regiões de Cordoba e de Rosario são viveiros. (...) Só conseguirão jogadores feitos recorrendo a fundos e parcerias, como sucedeu nesses casos [Lucho e Lisandro]. (...) Quem vai para o FC Porto sabe que é para jogar na Liga dos Campeões, para se promover e para sair para um grande campeonato europeu
Luis Norton de Matos in Record, 14/10/2008
Vale a pena recordar que esta não é a primeira vez que a SAD aposta em força no mercado sul-americano. Antes do Mourinho chegar ao FC Porto e ir "contratar jogadores à loja dos 300" (Paulo Ferreira, Nuno Valente, Derlei, Maniche, Pedro Mendes, Pedro Emanuel), tinham sido contratados nos anos anteriores: Argel, Alessandro, Rubens Júnior, Esnaider, Pizzi, Ibarra, Quintana, Paredes, etc. Na altura as coisas não correram nada bem, espero que agora corram muito melhor.

Nota final: Como é óbvio, nada tenho contra os jogadores estrangeiros, principalmente se forem de boa qualidade. Contudo, entendo que para um clube como o FC Porto, que não tem capacidade financeira para contratar "estrelas", é fundamental ter uma base sólida de jogadores portugueses, que garantam um balneário coeso e facilite a integração dos estrangeiros que chegam.

José Correia in Reflexão Portista

08 julho 2008

O Pilatos Português


Gilberto Madaíl é um mestre na arte de "lavar as mãos", com um único intuito: manter-se no "poleiro" agradando a gregos e troianos, nem que para isso tenha que dar uma no prego e outra na ferradura (algo em que é useiro e vezeiro). "Espinha dorsal" não é
exactamente uma das características que lhe costumam estar associadas...

Esta é uma "arte" que domina na perfeição e à custa da qual mantém uma longevidade notável à frente da FPF.

Mais uma vez o demonstrou na reacção aos acontecimentos surreais no CJ da FPF: diz por um lado que o que se passou "é inadmissível" e vai "criar um inquérito liderado por alguém independente da FPF"; por outro lado a FPF notifica os clubes da pseudo-decisão do CJ da organização a que preside dizendo que que "não se pode intrometer num organismo independente".

Em que ficamos?

Se (como se viu) a salgalhada no CJ é total e há fortes dúvidas sobre a legalidade da pseudo-decisão (perante os estatutos da mesma e da FPF), como ele próprio admite ao instaurar inquérito, seria do mais elementar bom senso que enquanto esse inquérito não estiver concluído a FPF não deveria comunicar qualquer decisão aos clubes ou à UEFA. Ou não?

Claro que isso iria deixar os frustrados deste mundo furiosos, já que o seu objectivo é conquistar o que não lhes pertence a qualquer custo, mesmo que para isso seja preciso que a República das Bananas se implemente na totalidade no país, atropelando todos os mais básicos princípios de Direito e de "due process" administrativo. Mas cheira-me que mesmo assim não vão longe.

De resto ainda estou para ler o acórdão ou acta da pseudo-reunião do CJ só com vogais e sem consonantes, explicando tim-tim por tim-tim porque é que o único fundamento de base da condenação de Pinto da Costa continua a merecer credibilidade, nomeadamente o testemunho de Carolina Salgado, depois da sua credibilidade ter sido totalmente arrasada pelo TIC na semana passada.

E já não falo da validade das escutas, já que mesmo sem a testemunha as escutas por si não valem nada (como o próprio Ricardo Costa admitiu aquando da leitura triunfante da sentença do CD da LPF).

Mas o melhor mesmo é esperar sentado, porque é óbvio que o direito processual foi mandado às malvas por estes advogados que só reconhecem a autoridade dos juízes civis quando lhes convém, tratando-se apenas de um "contar de espingardas" inadmissível num órgão destes.

Depois da decisão de 2a feira de se poder passar a condenar algum clube por "corrupção activa" mesmo não havendo quaisquer provas (i.e. bastando que a acusação base os seus argumentos no campo especulativo e a palavra de algum ressabiado ou comprado a soldo), continua a saga da macacada. O problema é se um dia destes escorregam nas cascas das bananas que tão avidamente descascam...

José Rodrigues in Reflexão Portista

30 janeiro 2008

Ainda o clássico...

...e a visão da “blogosfera” da bola sobre o jogo do passado domingo

Sorte
"A vitória sobre o FC Porto prova - como já acontecera sábado à noite em Guimarães - que às vezes basta ter sorte e aproveitar os erros do adversário para vencer. Os dragões atacaram primeiro, atacaram mais, tiveram mais posse de bola, mais oportunidades. O Sporting beneficiou de uma eficácia invulgar e de um erro do fiscal-de-linha aos 17 minutos. É futebol."
Master Kodro in 4-4-2

De calças na mão
"O Porto entrou a todo o gás. Marcou um golo não validado. Lizandro, fora de jogo. Certa a decisão. Mais uma ou duas oportunidades. Sporting de calças na mão, vai lá abaixo e, em 2 minutos, 2 golos. 1… um frango do Helton. (...)E logo a seguir, mais um golo. Fora de jogo de Vuckcevic, só que desta vez o golo não foi invalidado."
José Nunes in Linha Avançada

Estrelinha
"Se no conjunto portista nada saiu bem, no lado do Sporting a estrelinha foi total e absoluta. Numa partida de grande história no futebol português, ambas as equipas se apresentaram aguerridas, praticando um futebol forte e ligado, mas a sorte sorriu apenas ao leão, que pode e deve receber um forte elogio por ter sido a única equipa a não cometer erros cruciais. E isso, por si só, acaba por explicar esta vitória."
Rzamith in Jogo de Área

Situação controlada
"Acho que o FC Porto jogou apenas aquilo que o Sporting lhe permitiu. Com 2-0 no marcador bem cedo, a equipa de Paulo Bento "baixou o bloco" - como agora se diz - e deu espaço ao seu adversário para jogar. Com a excepção das deslocações de Lucho, a situação esteve controlada e a melhor oportunidade da segunda parte até foi dos leões, já ao cair do pano."

Eugénio Queirós in Bola na Área

Desacerto
"Este jogo esteve longe de ser decidido pelos confrontos tácticos. Em 15 minutos verdadeiramente loucos, 4 desequilíbrios e um golo anulado num lance de bola parada pelo meio. Os 2 primeiros resultantes de transições quase perfeitamente interpretadas pelos portistas. Lucho – uma exibição fantástica, penalizada pelo desacerto a concluir profunda eficácia que marcaram de forma surpreendente o jogo."
Filipe in Jogo Directo

Receita
"não me recorda vindo de quem, mas ouvi, na década de noventa, um treinador justificar os continuados êxitos da sua equipa numa palavra: 'motivácia', uma mistura de motivação e eficácia, dizia. pelo que vi ontem e hoje, com a ressalva de não o ter conseguido fazer com a atenção e a tranquilidade devidas, penso que esses dois factores foram a base dos êxitos do benfica e do sporting. juntando a dose de sorte qb que dá sempre um enorme jeito."
António Boronha in António Boronha

Vitória moral
"O FC Porto averbou a segunda derrota consecutiva fora de casa, destra vez em Alvalade, e por dois a zero, o que deixa os dragões "só" com oito pontos sobre o Benfica e onze sobre o Sporting. (...) V
itória do Sporting com sorte à mistura, vitória moral do FC Porto. Exibições não ganham jogos mas moralizam."
Biqueiradas in Biqueiradas Legais

Vitória saborosa
"Quero desde já dar os parabéns ao FCP e seus adeptos, que de facto é de longe a melhor equipa Portuguesa dos últimos anos. Tem grandes jogadores, o melhor presidente do mundo e hoje fez com que a vitoria do meu GRANDE clube fosse ainda mais saborosa!!!"
Pipirazzo in Bola na Rede B

PS: As passagens a negrito são da minha responsabilidade

06 dezembro 2007

Ainda o clássico

A visão da "blogosfera" da bola sobre o jogo do passado sábado.

«Na primeira parte só houve uma equipa em campo. Até parecia que era o Porto que precisava da vitória. Na segunda, as coisas equilibraram-se. Agora já sabem porque seria injusto que o Benfica ficasse a 1 ponto: a diferença de qualidade entre as duas equipas é grande.»

«O destaque a quem o merece: Lisandro Lopez foi o melhor em campo e está ser a principal figura do FC Porto desta época. Marca, passa, corre, defende, luta. Faz tudo. Só não faz capas de jornais.»
Master kodro in 4-4-2

«Ainda falta muito campeonato pela frente mas ganhar ao Sporting em casa e ganhar na Luz, dobrando a bóia com 7 e 10 (ou mais) pontos de vantagem sobre a concorrência, sendo a única equipa portuguesas com chances de prosseguir na Champions, é bastante animador para o FC Porto de Jesualdo Ferreira, quer se queira, quer não, o grande obreiro desta fase positiva dos dragões.»

«Quanto à trivela de Quaresma, quem não gosta meteu a viola no saco, quem gosta apenas confirmou a excelência do gesto técnico.»
Eugénio Queiroz in Bola na Área

«Numa noite húmida e fria no frenético ambiente do Estádio da Luz, o Porto rubricou uma exibição personalizada, de grande qualidade, e a sair de Lisboa com os 3 pontos. O Benfica vinha de um momento positivo, empolgado pelas recentes exibições, mas mostrou não estar à altura do seu grande adversário. Uma exibição plena do FC Porto, que justificou os agora 7 pontos de distância para o seu mais próximo oponente.»

«O jogo iniciou-se com uma grande oportunidade de Nuno Gomes, que teria radicalmente o rumo da partida - Emanuel a salvar em carrinho, e o Porto a partir para uma fantástica primeira parte, na minha óptica das melhores que já produziu esta temporada. Um FC Porto "à italiana", com a tal coesão defensiva que foi incapaz de demonstrar em Liverpool. Em adição, um meio campo extremamente bem organizado, com uma capacidade de passe notável, e a permitir constantes saídas para o ataque. Por seu lado, a defensiva benfiquista nunca conseguiu adaptar-se a esta dinâmica dragões, e Lisandro, Tarik e Quaresma foram autênticos quebras-cabeça para a defensiva vermelha.»

«A meu ver, assistimos a uma partida quase perfeita dos dragões, que a nível táctico esteve irrepreensível. O Benfica teve uma postura positiva, especialmente no segundo tempo, mas a jogar apenas aquilo que o Porto permitiu.»
Rzamith in Jogo de Área

«O Porto dominou o primeiro tempo, chegando à vantagem num lance que nasce, precisamente, de uma tentativa precipitada do Benfica sair para a transição ofensiva. Pedro Emanuel recuperou e o resto foi uma demonstração da “fórmula Jesualdo” para as transições ofensivas portistas. Com o lateral – Léo – a cair no erro de se adiantar no ataque, Lucho nem precisou de olhar para soltar em Quaresma que ficou com todo o espaço para desequilibrar. Na segunda parte, o Porto baixou o bloco e o Benfica passou a ter mais espaço para construir e para fazer aparecer Rui Costa. A verdade, no entanto, é que o Porto não foi demasiado importunado no assalto benfiquista do segundo tempo e, se é verdade que o empate podia ter sido conseguido, também é um facto que as oportunidades se repartiram...»
Filipe in Jogo Directo

«Amanhã é o primeiro domingo do Advento, mas este sábado à noite houve Quaresma. Na Luz, o FC Porto venceu o Benfica (1-0) e foi Ricardo Quaresma quem resolveu o clássico ainda na primeira parte. Os bicampeões nacionais responderam à altura à derrota sofrida a meio da semana e cimentaram a liderança da BwinLiga (32 pontos), deixando o conjunto de Camacho a sete pontos da liderança.»

«Fruto do maior ímpeto com que abordaram o jogo, os encarnados beneficiaram logo aos 50 segundos da primeira ocasião flagrante de golo, com Nuno Gomes como protagonista. Primeira e única dos lisboetas no primeiro tempo. O FC Porto ganhou ascendente a partir do momento em que assentou o seu jogo e foi francamente a melhor equipa no quarto-de-hora final da primeira parte.»
Da Rocha in Livre Indirecto

«Uma 'trivelada' à Quaresma resolveu o clássico dos clássicos e deixou o FC Porto ainda mais sozinho no topo da 1ª Liga, agora com sete pontos de vantagem sobre o segundo classificado. Se dúvidas ainda restassem em consciências mais crentes, o jogo da Luz veio demonstrar cabalmente qual é a melhor equipa portuguesa, marcando as devidas diferenças existentes nesta altura entre Benfica e FC Porto.»
Bruno Pinto in Paixão do Futebol

Magia
"O FC Porto anula um passe de ruptura que deixaria Nuno Gomes isolado. Rui Costa esbraceja, prevê o pior. Pedro Emanuel só precisa de um braço, o direito, para indicar a Lucho a direcção do golo. O médio está de costas, mas roda e não gasta mais do que um toque para lançar Quaresma. Léo está perdido e a sua subida não foi compensada, David Luiz é presa tenra para a avidez de um Mustang. A bola mora na baliza de Quim e, no banco, Jesualdo sorri. Tudo isto se passou em oito segundos. É fácil ler-lhe a mente naquele momento: a sua equipa acabara de lhe dar mais um daqueles golos que o professor tanto trabalha, tanto pede.

Mais do que a execução individual de Quaresma, o lance que decide o clássico é definido pela subida do bloco, que asfixia a condução do ataque encarnado, ilude Rodríguez e força-o a errar. O Benfica é metido numa teia e num piscar de olhos o FC Porto consegue envolver os seus três sectores para, com a maior das simplicidades, colocar-se em situação de finalização.

Quando defende, a equipa está posicionada para atacar e, neste mecanismo, é fundamental a presença de Lucho. O argentino é referência nas zonas de pressão e, após a recuperação, na transição ofensiva. O lançamento do ataque rápido passa invariavelmente por ele, pela sua imensa cultura táctica que lhe permite decidir bem e depressa, acelerando processos."
André Viana in Record



Liga Intercalar
V. Guimarães 1-0 FCPorto
Tiago 29'

Equipa: Nuno (Ventura 45'), Castro, André Pinto, Eridson, António Graça, André André (Cristiano Seixas 78'), Ricardo Miguel (Tengarrinha 45'), Rui Pedro, Marco Aurélio, Alexandre Freitas (Jorge Chula 67') e Edgar (Ricardo Dias 60')